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Gravidez para sorodiscordantes

Esta semana, nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, CDC, publicaram um relatório sobre as estratégias de prevenção do HIV para casais sorodiscordantes em que mulheres soronegativas planejam engravidar de parceiros soropositivos.

Neste relatório, o CDC reconhece que desde 1988 surgiram novas informações sobre a prevenção da transmissão do HIV em casais sorodiscordantes. “Uma estratégia é o uso da supressão viral através da terapia antirretroviral para o parceiro do sexo masculino, com relações sexuais sem proteção de preservativos”, diz o texto, antes de ponderar que é melhor que estas relações sexuais sejam “limitadas ao tempo em torno da ovulação, enquanto a parceira está tomando profilaxia pré-exposição” — a PrEP.

“Outra estratégia que pode ser usada em conjunto com a terapia antirretroviral e a PrEP é a coleta e lavagem do esperma do parceiro masculino, para remover as células infectadas pelo HIV, seguido de testes para confirmar a ausência de HIV antes da inseminação intrauterina da parceira ou, antes da fertilização in vitro. Cada método possui um perfil de risco particular, pode conferir vantagens e desvantagens distintas e requer graus distintos de assistência médica. Antes de tentar a concepção, os casais sorodiscordantes podem querer discutir opções de tratamento com um profissional médico experiente, que possa informar sobre os riscos e os benefícios de cada tipo de procedimento médico, tal como se aplica à situação específica do casal.”

Mais adiante, o CDC afirma que, “considerando que os homens infectados pelo HIV que atualmente estão sob os cuidados de um médico provavelmente já estão recebendo terapia antirretroviral, seus parceiros sexuais podem ou não usar a PrEP”. “Recentes evidências científicas sugerem que estes casais sorodiscordantes que desejam ter seus próprios filhos biológicos podem considerar relações sexuais sem preservativo, cronometradas para coincidir com a ovulação.” Para bom entendedor, o órgão americano está dizendo que o uso da PrEP é opcional para casais sorodiscordantes em que o parceiro soropositivo faz tratamento antirretroviral — e que há evidência científica suficiente para amparar a segurança desta escolha.

É diante dessa possibilidade de escolha, entre acrescentar ou não a PrEP para o parceiro soronegativo por cima do tratamento do parceiro soropositivo e sua carga viral indetectável, que o CDC lembra que a “prevenção da transmissão do HIV é otimizada quando o parceiro masculino é suprimido virologicamente pelo tratamento antirretroviral e a parceira está sob PrEP”. (O grifo em otimizada é meu, e não do CDC.) Se você me permite uma piada sobre este assunto: é como se pudéssemos escolher entre uma proteção premium ou standard contra a transmissão do HIV; é como uma extensão opcional da garantia de um produto, que se adquirida oferece mais proteção. E o CDC explica o porquê desta maior proteção ser melhor.

“A relação sexual sem camisinha está associada ao maior risco de transmissão do HIV”, continua o texto, antes de estimar que este risco é de “aproximadamente 1-2 por 1.000 episódios de relação sexual inconstante, baseado em estudos da história natural de casais conduzidos antes da disponibilidade rotineira de exames de carga viral do HIV e da terapia antirretroviral”. Levando em conta os estudos que vieram depois do advento do exame de carga viral e da terapia antirretroviral, o CDC lembra que, “entre os homens em tratamento antirretroviral com carga viral seminal e plasmática indetectáveis, o risco postulado de transmissão para uma parceira durante a relação sexual sem condomínio é baixo (0,16 por 10.000 exposições)”.

Se o risco é baixo, por que um casal sorodiscordante precisaria se preocupar em se proteger mais? Porque“embora alguns estudos sugiram uma redução paralela nas cargas virais do plasma e do sêmen, outras evidências sugerem que as cargas do plasma e do sêmen podem não se correlacionar; homens com cargas virais plasmáticas indetectáveis ​​tiveram vírus isolado em seu sêmen.” Isso quer dizer que, segundo alguns estudos, homens com carga viral indetectável no sangue podem ter HIV detectável no sêmen — um assunto que o Diário de um Jovem Soropositivo já abordou aqui, aqui e aqui. “Como resultado, homens em tratamento antirretroviral com carga viral plasmática indetectável ​​podem ainda oferecer algum risco (embora muito baixo, de 1,2 a cada 100 anos-pessoa) de transmissão do HIV-1 à sua parceira por meio relação sexual sem preservativo”. Ainda segundo o CDC, a presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, inflamação dentro da trato genital e carga viral do parceiro infectado podem influenciar este risco.

A questão, aqui, é que os riscos “baixo” e “muito baixo” podem ser ainda mais reduzidos. “Além da supressão viral com terapia antirretroviral, o risco de transmissão sexual pode ser ainda mais reduzido com o uso de PrEP pelo parceiro não infectado e minimizando a frequência da exposição e limitando a relação sexual ao tempo da ovulação, maximizando, assim, a chance de concepção.”

Sobre a lavagem de esperma de parceiros soropositivos, o texto afirma que a capacidade do HIV de infectar espermatozóides ainda não está clara: “alguns estudos sugerem que o HIV-1 pode infectar espermatozóides, enquanto outros refutam estes achados”. Análises do esperma lavado sugere que 92% a 99% dos espécimes de sêmen não contém nenhum vírus detectável. “Evidências sugerem que os métodos mais recentes de lavagem de esperma reduzem significativamente o risco de transmissão do HIV-1. Aproximadamente 11.500 ciclos de concepção assistida em mulheres sem infecção pelo HIV usando esperma separado do sêmen de seus parceiros infectados pelo HIV resultaram em zero transmissão de HIV para as mulheres.”

O CDC alerta que há relatos de mulheres que se tornam infectadas pelo HIV em algum momento após a fertilização intra-uterina. “No entanto, a evidência sugere que as infecções resultaram de relações sexuais posteriores ao procedimento e sem uso de preservativo com seu parceiro infectado.” Por fim, o órgão americano conclui que “as evidências atuais sugerem que o risco de transmissão de um parceiro masculino infectado pelo HIV para uma parceira sem HIV é baixo, se estratégias de redução de risco adequadas forem implementadas”.

Achou tudo isso muito confuso? Afinal de contas, a terapia antirretroviral com carga viral indetectável é ou não é suficiente para garantir uma relação sexual sem camisinha livre do risco de transmissão do HIV? Ou é preciso acrescentar outras estratégias, como a PrEP ou a inseminação com lavagem de esperma? Se você se perdeu entre os prós e contras apresentados no relatório do CDC, não foi o único.

The Body, um portal de notícias especializado em HIV/aids, publicou um artigo intitulado O tão esperado relatório do CDC sobre as opções de concepção para casais sorodiscordantes é decepcionante e confuso. O autor deste artigo, editor do The Body e ativista JD Davids, que já foi conselheiro do National Institutes of Health e do próprio CDC, se disse “chocado com o que viu” na publicação do CDC. Davids aproveitou o tema para entrevistar Shannon Weber, líder da organização Hive, que desde 1989 oferece aconselhamento sobre gravidez para casais sorodiscordantes na Universidade da Califórnia em São Francisco.

JD Davids — Considerando a eficácia individual de cada estratégia de prevenção, você acha que este nível de múltiplas precauções se justifica?

Shannon Weber — O fato é: o tratamento como prevenção, sozinho, é uma forma altamente efetiva de concepção mais segura. A dosagem diária de PrEP, sozinha, é uma forma altamente eficaz de concepção mais segura. A inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro, sozinhas, são uma forma altamente eficaz de concepção mais segura. Os casais escolherão diferentes opções de prevenção com base na sua percepção de risco, em fatores individuais de fertilidade e acesso a cuidados de saúde, bem como o seu custo.

A orientação do CDC carece de uma discussão completa sobre o assunto e da citação dos dados valiosos dos estudos Partner e HPTN 052: é consenso científico de que uma pessoa com carga viral indetectável não transmite o HIV. Alguns casais afetados pelo HIV podem exigir tecnologias de reprodução assistida com base em baixa fertilidade (e não exclusivamente por conta do HIV), ou podem escolher tecnologias de reprodução assistida com base em suas próprias percepções de risco ou de questões sociais e familiares (casais do mesmo sexo, maternidade subordinada ou casais de co-parentesco). A inseminação intra-uterina e in vitro são importantes estratégias complementares de concepção mais segura.

Gostaria de fazer referência a uma citação do Dr. Pietro L. Vernazza e Edwin J. Bernard em seu estudo de 2016: O HIV não é transmitido sob terapia totalmente supressiva: a Declaração Suíça, oito anos depois. Eles perguntam: “Será que é ético reter informação dos pacientes devido a  (injustificados) temores de que a epidemia possa piorar em decorrência de informá-los?”

JD — De que maneiras as recomendações do CDC refletem ou não as práticas médicas habituais?

SW — Além de nem sempre ser um método de escolha de um indivíduo ou de um casal, as tecnologias de reprodução assistida, infelizmente, não são amplamente oferecidas — e, quando são, costumam ser caras. Essas duas grandes barreiras tornam as tecnologias de reprodução assistida basicamente indisponíveis para muitos casais, se não a maioria dos casais, afetados pelo HIV.

A Hive começou a oferecer a PrEP às mulheres gravidas ou prestes à engravidar em 2010. O tratamento como prevenção (TasP, do inglês treatment as prevention) também é um método de concepção mais seguro e favorável entre os pacientes com HIV. O blog da Hive traz histórias de homens e mulheres americanos afetados pelo HIV, contando suas histórias de concepção mais seguras. Entre as histórias de amor de PrEP e TasP, há também histórias sobre o uso de esperma de dadores e acordos de co-parentalidade.

Eu vejo um movimento crescente de capacitação dos profissionais de saúde no campo da concepção mais segura, utilizando um modelo compartilhado de tomada de decisão, a fim de permitir que indivíduos ou casais selecionem o método adequado para eles naquele momento de suas vidas.

JD — Este relatório do CDC vai além das recomendações já existentes?

SW — Fiquei feliz em ver o CDC atualizar sua recomendação de 1990 no que diz respeito à lavagem de esperma e métodos de reprodução assistida para casais sorodiscordantes. Este é um grande passo para as pessoas que são afetadas pelo HIV e que experimentam problemas de fertilidade, incluindo casais do mesmo sexo, pais solteiros por escolha ou maternidade subordinada e pessoas trans. Esta mudança tornará mais acessíveis os tratamentos de fertilidade necessários.

Porém, a falta de informações e orientações claras sobre TasP e PrEP como opções autônomas, seja para homens ou mulheres com ou sem HIV, é decepcionante. No texto do CDC, a adição da PrEP junto às tecnologias de reprodução assistida é confusa.

JD — O que os profissionais de saúde devem saber sobre as necessidades, desejos e desafios na concepção e gravidez para casais sorodiscordantes?

SW — Os casais afetados pelo HIV desejam engravidar aproximadamente na mesma proporção que a população em geral. Se você é um profissional de saúde que trabalha com HIV, pergunte a todos os seus pacientes, independentemente da identidade de gênero e orientação sexual: “Você pensa em ter um bebê no próximo ano?”

Cinquenta por cento das gravidezes da população em geral dos Estados Unidos não são planejadas. Esta taxa é maior entre as pessoas afetadas pelo HIV. Considere uma conversa sobre concepção mais segura como um presente: a chance de apoiar alguém a planejar sua gravidez, reduzindo o risco de transmissão do HIV.

Você não precisa saber todas as respostas: basta indicar o caminho. Você pode fazer referências para outros profissionais de saúde reprodutiva ou a recursos on-line que tenham informações sobre o assunto. Com os avanços na prevenção biomédica, com a TasP e a PrEP), a conversa sobre uma concepção mais segura é uma conversa sobre possibilidade e esperança.

É como se a conversa sobre o sexo sem camisinha entre casais sorodiscordantes, em que o parceiro soropositivo faz tratamento antirretroviral e tem carga viral indetectável, trouxesse algum medo e receio de algo possa falhar — mesmo depois de extensos, contínuos e icontáveis estudos sobre o risco de transmissão do HIV nessas condições, como o Partner e HPTN 052. A pergunta que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, parecem continuar a nos lembrar é: diante do HIV, não é o melhor prevenir ao máximo? A resposta para essa pergunta, incluindo a consideração dos limites entre o que é máximo e que é excessivo, cabe ao leitor responder.

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177 comentários

  1. Roberto diz

    Quer dizer então que não adiante ter carga indetectável no sangue, pois o sêmen pode contar HIV? Então o que adianta o tratamento??? Não sei não, já transei várias vezes sem camisinha com minha parceira e ela está limpa.

    • MARCOS diz

      Sou Marcos, fiz comentário abaixo sobre minha experiência como parceiro hiv negativo em relacionamento sorodiscordante. A carga viral indetectável plasma/sangue não andam juntas necessariamente, mas deve ser a regra, imagino, já que o estudo Partner não relatou NENHUMA infecção entre casais sorodiscordantes, cujo parceiro soropositivo tem carga viral plasmática indetectável e o casal não usa preservativos.

  2. Bia diz

    E as mulheres positivas com parceiros negativos? Como ficam? Eu e meu marido pensamos em breve ter filhos e já que sou indetectável faz pelo menos 2 anos, queria muito poder tentar da forma natural. espero que também seja possível! 🙂

  3. Cbb diz

    JS, com certeza mtos de nós não entendeu qual a conclusão deste estudo e, sendo assim, lhe pergunto directamente:
    Quem está indetectável (homem) pode engravidar a sua parceira soronegativa sem ter que se preocupar em infectar a mesma já que o mesmo faz o tratamento normalmente?

    • Herivaldo Virulato diz

      Eu respondo pelo índice Herivaldo.
      Sou positivo, minha esposa é negativa, estou indetectável há anos. Transamos sem preservativo, com o consentimento selam
      Minha mulher está grávida de 38 semanas pelo método natural, sem prep, sem inseminação.
      Ela continua soronegativa. Quando nascer a criança, eu conto aqui.
      Recomendar que um HIV positivo não engravide é um completo absurdo

  4. Baiano diz

    ‘Lavagem’ de esperma é uma expressão que, tão logo as pessoas entendam do se trata, terá que ser mudada. Não existe nada sujo.

  5. anjo terapeuta diz

    minha medica disse q a ciencia fala em baixa possibilidade e talvez nunca vá fala em 100% da nao possibilidade de transmitir.

  6. Sorocaba diz

    Bom dia 18 agora vou pra 6 meses de uso do 3×1. Bom eh bem toleravel pra mim. Estou indo bem. No começo foi um pouco dificil mas me acostumei. A depre tb cada dia eh menor. Hj nao penso toda hora no hiv. Mas ainda fico pouco triste quando lembro. Bom vou falar um ponto positivo sobre o 3×1. Geralmente sempre tive dificuldade de pegar no sono e com ele me da um sono muito forte. Nossa durmo logo. Bom eh isso boa sorte a todos nos com HIV. Parece que grandes descobertas estao sendo feitas rumo ah cura. Melhor isso que nada. Enquanto tiver esperança vamos levando de boa com o 3×1.

    • Herivaldo Virulato diz

      Não fique. Minha mulher está grávida pelo método natural e continua soronegativa.

      Estamos muito felizes. Sonegar as pessoas a informação de que isso é possível deceriabser crime.

  7. Adriano diz

    Olá, amigos. Como já compartilhei aqui com vocês, acabo de me descobrir soropositivo e estou cheio de dúvidas e medo. Alguém que mora em Goiânia poderia me dizer como é ter o tratamento lá, se há dificuldades, se tem um bom apoio publico? Quero voltar a morar na minha cidade, próximo da minha família e um dos meus milhares de medos é o problema com o atendimento público do meu Estado.
    Alguém que mora em Goiânia ❤ poderia me dizer como é o atendimento para o nosso caso lá? Obrigado!

    • Deus é + diz

      Adriano, o tratamento em Goiânia é ótimo. Procure o CTA próximo a rodoviária. Eu faço meu acompanhamento pelo plano de saúde, mas fui diagnosticado pelo CTA e eles me deram todo o apoio. La o atendimento é rápido e de Boa qualidade.

    • Rodrigo diz

      Sou de Goiânia, consulto no particular e pego medicamento no HDT.
      Foi sempre tranquilo, organizado. As vezes o estoque está pequeno, mas nesses casos eles entregam para um número menor de dias para que não falte pra ninguém.

      • Adriano diz

        Obrigado, Rodrigo. Vou procurar sobre as indicações de vcs dois. Aqui em SC está sendo tranquilo o atendimento. Apesar de eu ter ido pouquíssimas vezes ainda. No postinho de saúde onde fui diagnosticado uma médica e uma enfermeira sempre conversam comigo quando eu preciso. Como eu ainda não sei se conto ou não para minha família, tenho muito medo de ficar desamparado pelo Estado tb. Desculpa, gente, eu ainda estou atordoado com isso. Muito obrigado.

        • anjo terapeuta diz

          adriano sou de gyn pego medicaçao no hdt é muito tranquilo, olha contar ou n é uma decisao sua eu tenho um relacionameto serio e so meu companheiro sabe, acho isso importante caso aconteça algo alguem precisa falar aos medicos q preciso da medicaçao. como vc disse ser recente sua descoberta sujiro vc se adaptar primeiro a nova realidade. é tranquilo eu pego receitas para 6 meses veja so vou ao medico duas vezes ao ano. boa sorte.

        • Essa é a sensação que estou tendo no momento. Moro no interior do RS e, há 15 dias quando fui retirar minha medicação, a enfermeira me informou que não tinha o suficiente pra todos e me deu somente metade do frasco… hj ao tentar retirar mais, estava em falta…
          Estou passando por um grande stress.

  8. MARCOS diz

    Eu vivo com um soropositivo em tratamento antirretroviral e indetectável. Nos conhecemos há 3 anos e meio e iniciamos nosso relacionamento com sexo sem preservativo. Somente após 9 meses eu descobrir sua condição. Na época fiz o teste e deu negativo, mesmo após estes 9 meses de sexo sem preservativo, e diga-se de passagem, intenso e frequente ( inclusive como o contato com esperma dele etc). Passado o susto e apaziguado os ânimos, iniciei o tratamento com o Truvada (Profilaxia Pré Exposição) desde janeiro de 2015. Porém recentemente (1 semana) resolvi deixar o tratamento, já que comecei a ter alguns problemas digestivos/ estomacais (não creio que exclusivamente devido ao Truvada).
    Como não há a possibilidade do uso de preservativo em meu relacionamento por decisão mútua, decidi me abster do contato com o esperma do meu parceiro como medida adicional de segurança. Confesso que a utilização do Truvada me dava total segurança e tranquilidade, já que significa outra camada de proteção (também altamente eficaz como o Tratamento Antiretroviral-TARV).
    Agora minha segurança está na dependência da adesão do meu parceiro às tomadas diárias dos comprimidos, já que a falha nesta rotina é um dos principais motivos para a alteração na carga viral. Como meu parceiro é seríssimo com o tratamento, e como eu mesmo o acompanho, estou tranquilo. Talvez, após uma folga para o meu organismo de alguns meses, retorne a utilizar o Truvada, que em breve será distribuído pelos SUS gratuitamente . Mas o que eu gostaria mesmo era não ter de usar o Truvada, já que seu uso implica os mesmo riscos de efeitos colaterais que o TARV. Existirão em breve outras possibilidades de prevenção contra o HIV como vacinas tomadas a intervalos de semanas. Vamos esperar….

  9. Jv diz

    Alguém sabe se há no horizonte a distribuição do dolutegravir para os que usam o 3×1? Isso seria um caminho natural? Busquei notícias ou alguma informação, porém não achei nada de concreto! Como já falei anteriormente, mesmo com a prescrição do meu médico particular, me foi negada essa troca por não ser protocolo.

    • Luiz Carlos diz

      Havia escrito no post anterior, mas colo aqui:

      A diretriz atual é EFZ -> ATZ/r ou LPV/r -> DRV/r -> Câmara técnica -> DTG.

      Ou seja, saindo do EFZ, é preciso passar por pelo menos 2 IPs, para então solicitar o DTG à câmara técnica, e ainda podem ocorrer ressalvas.

      Existem outros caminhos também, como RAL, mas como são muitos comprimidos e dois horários (2x RAL ao dia), os médicos evitam a prescrição.

      Em breve deve ocorrer a liberação da troca direta para o DTG para quem tem problemas com o EFZ. Era para ocorrer em Junho, mas pela baixa adesão ao DTG no início de 2017, creio que vá levar um pouco mais de tempo em virtude da atualização das projeções de compra.

      O único caso de troca direta do EFZ para DTG é em caso de contraindicação ao TDF, com resultado negativo de hipersensibilidade ao ABC, e ainda assim é um esquema com 3 comprimidos.

      Abraços

      • Fábio diz

        Minha esposa soronegativo está grávida de 7 meses.
        Sou soropositivo (14 anos) e faço uso de antirretrovirais (6 anos) com carga viral indetectavel há algum tempo..
        A gravidez não foi programada.. Estamos casados há 4 anos.. No momento q descobrimos tive uma mistura de sentimentos.. feliz e muito preocupado..
        Estamos fazendo acompanhamento desde o início da gravidez e tds os exames de hiv (e similares) estão dando negativos pra ela.. Ufaaaaa.. e vamos seguindo em frente porque ser soropositivo significa :
        HIV Hora de Investir na Vida
        HIV Hora de Investir em Você

        • Eufrasia diz

          Que bom!.. Fiquei emocionada com o seu depoimento 😂😂😂😂

      • Jv diz

        Obrigado, Luiz Carlos! Não me recordava da sua colocação. Espero ansiosamente para faze a troca direta. Optei por continuar com o 3×1 até que isso possa acontecer ( não é de todo o mal para mim…já passei por uma fase mais difícil que foi no início!). Acredito ser a melhor alternativa em vez de ficar trocando de esquemas até chegar no DTG.

        • Luiz Carlos diz

          Pois é Jv, a melhor TARV vai ser sempre aquela em que você se sente melhor. Todas elas têm seus prós e contras, inclusive o DTG. Se você está bem com o 3×1, continue com ele, pois é a única monoterapia atualmente.

          Abraços!

          • Luiz Carlos diz

            Faltou mencionar no meu post que a “diretriz atual” é, logicamente, para pessoas que já estavam em TARV até o início de 2017. Preciso por todos os pingos nos is por aqui para evitar discussões.

            Abraços

  10. Jonas diz

    Este é um assunto controvertido e suficientemente polêmico. Somos um casal sorodiscordante. Minha esposa é negativa. Usamos camisinha. Minha infecto é doutora no assunto e não aconselha a minha esposa a abrir mão da camisinha. Se quisermos engravidar, somente pela lavagem do esperma. Método mais confiável segundo ela. Sou indetectável. Então…vai saber. A comunidade médica e científica não se entende sobre o assunto. Ainda bem que não cogitamos ter mais filhos, caso contrário, estaria numa difícil decisão.

    • Rick diz

      Pois é né, os médicos sabem do baixo risco de transmissão mas não aconselham abandonar o preservativo, talvez esse seja o protocolo adotado pela classe médica.

    • Caio PE diz

      E os casos de escape viral (mesmo estando indetectável) que pode ocorrer (nem sempre ocorre) em algumas horas do dia ?

  11. Sol diz

    Também fiquei curiosa sobre o caso de mulheres soropositivas. Pretendo engravidar nos próximos 2 anos e gostaria de saber se há algum estudo nesse sentido.

  12. Júnior diz

    Boa noite amigos!
    O que posso passar a todos é minha experiência!
    Sou positivo e minha esposa negativa, ou seja, somos um casal sorodiscordantes!
    Tenho HIV desde 2012 e ainda naquele ano fiquei indetectável com o conhecido 3×1!
    Desde o final de 2014, depois de tomar conhecimento do estudo Partner e depois corroborado pelo HPTN 052, eu e minha esposa decidimos em comum acordo não utilizarmos mais preservativos!
    Hoje já sem passaram mais de 2 anos e minha esposa continua negativa!
    Estamos desde o início de 2016 tentando engravidar de forma natural e ela continua negativa!
    Então é isso!
    Pra mim cada casal deve decidir sobre o que deseja fazer!
    Só quis deixar aqui o meu testemunho para que cada um possa pensar além das pesquisas científicas!

    • Mariah diz

      Aqui a situação é a mesma, ele + e eu -. Estamos namorando a quase 1 ano e sempre usamos camisinha. O assunto filhos é cada vez mais frequente! o infecto que consultei disse que o risco é zero, e que se eu quiser, posso tomar a prep, mas que ele não vê necessidade! Meu parceiro é + há 4 anos e há 3 anos e meio indetectável.

    • Herivaldo Virulato diz

      Mesma história comigo, com a diferença de que minha esposa está grávida de 8 meses.

      Estamos MUITO felizes. Todos aqui merecem experimentar essa felicidade.

      Não tenham medo. Não tenham preconceito contra si próprios.

  13. Goiano diz

    queridos, comecei a tomar o 3×1 a exatamente 10 dias atras, únicos efeitos colaterais que observei em mim, foi uma leve coceira nas pernas a noite, e alguns sonhos bem reais, mais nada que me deixasse preocupado.
    Na manha de hoje observei uma vermelhidão em meus braços e uma coceira na palma das minhas mãos, observei que empolei do cotovelo para cima .. uns pontinhos vermelhos, , no restante do corpo esta tudo normal. Alguém passou por isso , e pode me ajudar no que devo fazer ?!

    • Luiz Carlos diz

      É um efeito colateral bem comum ao Efavirenz, um dos componentes do 3×1. Se chama rash cutâneo, e pelo tempo que você está tomando a medicação, não será nada grave (como sempre friso aqui, é importante relatar estes efeitos colaterais ao seu médico).

      O rash demora cerca de duas semanas para desaparecer, e pode ser que neste período você observe ele mais forte em determinados dias e horários (ao sair de um banho quente, por exemplo). Caso você possa ir ao infecto nos próximos dias, ele deve lhe receitar um anti-histamínico ou um corticosteroide tópico, sendo o primeiro mais comum.

      Caso contrário, basta aguardar por algumas semanas até que o rash desapareça. Se você sentir que o rash está piorando (formando feridas, por exemplo), tente contato com o infecto ou vá direto ao hospital.

      Abraços!

    • Augusto diz

      Não sei por qual motivo teu infectologista te indicou o 3×1. Os novos casos estão sendo iniciados com o Dolutegravir. Informe isso ao teu infectologista na próxima consulta.

  14. Marcos diz

    Descubri agora que sou, tenho 22 anos eu realmente n sei oq penso, é um misto de culpa com medo. Realmente eu não sei o que fazer a partir de hj, vontade apenas de não existir.

    • Rômulo diz

      Toma o medicamento, e após ficar indetectável, vida que segue normalmente.

    • Luiz Carlos diz

      Marcos, fique tranquilo. Todos nós temos sentimentos misturados quando descobrimos nossa sorologia. Não é o fim do mundo. O importante é você saber da sua sorologia, assim muito em breve você estará vivendo normalmente como todos nós, com a mesma expectativa de vida de um soronegativo.

      Aproveite para ler e se informar aqui pelo blog, tirar suas dúvidas (eu sempre estou disposto a ajudar, meu e-mail é wildup11@gmail.com), e releve as notícias e comentários “sensacionalistas”.

      Qualquer dúvida estamos por aqui.

      Abraços!

      • Renato diz

        No início tbm fiquei assim., encontrei muita força aqui,hj começo a entender quando falavam q a vida se tornaria “normal”, ainda tenho barreiras a vencer , principalmente o sexo q fiquei c trauma ,mas estou trabalhando e saindo c amigos de vez em quando, agradeço muito aos que me aconselharam !!!

  15. Tha diz

    Como o Jonas disse esse é um assunto bem controverso mesmo. E falo por experiência própria, já que eu sou negativa e meu marido + a pouco mais de 1 ano.
    Já contei minha história aqui logo que descobrimos a sorologia dele, que foi por acaso, em exames de rotina, porque ele não apresentava absolutamente nenhum sintoma que pudesse estar com o vírus, como não usávamos preservativos, e temos uma filha que na época tinha acabado de completar 2 anos e que ainda mamava no peito, o desespero dele foi grande com medo de eu e principalmente ela estarmos com o vírus já que não tínhamos ideia nem da sorologia dele e muito menos de quanto tempo ela existia já meus exames de pre natal foi tudo ok (e ainda nos perguntamos quando isso aconteceu, nem ele entende).
    Isso foi em meados de abril do ano passado, como ele tinha feito os exames de rotina pelo convenio mas quando saiu o resultado tinha acabado de ser mandado embora, procuramos o CTA da nossa cidade no mesmo dia que pegamos o resultado, eu fiz os exames e deu negativo, o que foi um alívio enorme para nós, principalmente para ele, e ele foi encaminhado para o SAE, essa 1º consulta com o infecto e o início do tratamento com o 3×1 foi em junho, em com quase 3 meses de tratamento, quando repetiu os exames em agosto, já estava indetectável e se mantem assim desde então. Logo na primeira consulta ele conversou com o médico sobre a possibilidade de termos outro filho, e o infecto dele foi bem categórico em dizer que não era aconselhado, que se fosse o contrário, eu + e ele -, seria mais fácil, com menos riscos para o bebe e ele, mas sendo a mulher – não aconselhava a gravidez. Isso teve um impacto gigante, pois sempre pensávamos em ter mais filhos (ele sempre quis uns 4 e eu 2 estava de bom tamanho rs). Desde então sempre que dá acompanho o blog e leio os relatos que me ajudam muito, muito mesmo, pois o peso é muito grande, uma vez que decidimos não contar a ninguém, e ele não gosta de tocar no assunto, fala que eu não preciso ficar lembrando ele, inclusive foi o que me falou quando pedi a ele que conversasse com o infecto sobre o que a pediatra da minha filha disse, que mulher tem mais facilidade do que homem para contrair HIV, que homem pode demorar anos mas a mulher pega “num estalar de dedos”, então é bem complicado, já que nem os médico entram em um consenso, enquanto isso vamos seguindo, levando a vida, e aguardando as novidades. O fato de eu não ter com quem desabafar, nem ele gostar de falar me deixa as vezes sem chão sabe, e só de pensar em tudo isso muitas vezes da vontade de chorar, mas sigo firme, e vir aqui sempre me ajuda. Obrigada!

    • Lua diz

      Tha, também vivo um relacionamento sorodiscordante, e gostaria de conversar com vc, até pedi a Mariah pra deixar um contato.Se puder me adiciona no KIK, como Amores meu ou Teciana Mello.chama lá, . Obrigada

    • Kiss diz

      Há coisas na vida que são bem difícil de compreender mesmo! Mas o importante é vcs amadurecerem a ideia de falar sobre o assunto sim! O tempo leva muitas coisas, aos poucos a vida vai retomando e há uma necessidade enorme de querer viver e pronto! Não é fácil, + é possível!! No inicio surge um turbilhão de questionamentos que são normais…..É um sentimento de medo, culpa, dúvidas, mas depois precisa passar….Boa sorte ao casal!!!

  16. Felipe Martins diz

    Alguém está tendo problemas com falta de medicamentos, particularmente o 3×1, em outras regiões? Moro em Fortaleza e acabo de voltar da farmácia onde retiro com a informação que o 3×1 está em falta a quase 1 semana. A questão é que não estamos falando de uma aspirina, que você vai em qualquer farmácia de esquina e compra. Alguém já passou por isso recentemente?

    • Gus diz

      Em Porto Alegre onde retiro o 3×1 recebi frasco fracionado com 15 comprimidos essa semana! Orientaram a ligar em alguns dias para saber se chegou… preocupante!

      • luquinha diz

        Gus geralmente as farmácias liberam 5 dias antes da ida da sua ultima data , faça assim então você terá um grande estoque .

    • Rômulo diz

      O DTG tbm esta semana o posto onde pego não havia recebido ainda… mas como tinham em estoque estavam dando para quem faltava poucos dias para acabar o compromido… mas acredito que seja uma falha do “setor de compras”.

    • Rômulo diz

      Se for por 1~2 meses beleza… se for mais ai fuuuu… eu ainda não fiz o teste após começar a medicação e só consegui marcar consulta pra daqui 1 mes…

      TENSO!

    • Sorocaba diz

      Melhor que nada. Mas fico pensando essas vacinas serviriam para que já está infectado? E no final da reportagem fala que não deu certo a pesquisa das 5 universidades da inglaterra sobre o cara que foi “curado”, mas não foi?!

  17. Herivaldo Virulato diz

    Pessoal,

    Eu coloquei como resposta em alguns posts, mas coloco aqui como comentário autônomo:

    Não deixem esse vírus mudar a vida de vcs. Quando estiverem indetectáveis, a vida deve seguir normal. Vocês não transmitem a doença. Eu creio nisso e vivi isso.

    Minha esposa é soronegativa e está grávida. A alegria é indescritível. Desejo está alegria a todos vocês.

    Não se deixem influenciar pelo preconceito. O tratamento é uma forma eficiente de prevenção.

    Só tenham o cuidado de alertar seu parceiro ou parceira para que possa fazer uma escolha. É direito dele ou dela decidir também.

    Mas o risco é muito pequeno. Segundo meu infectologista, o risco é zero.

    Beijo a todos

    • Mariah diz

      Penso da mesma forma, e eu sou a negativa! Sempre falo que o preconceito maior está dentro da gente! Hoje não tenho medo nenhum da relação e estamos muito felizes juntos! Queria que todos pudessem se sentir assim, felizes e tranquilos com essa questão. Entendo a preocupação, gravidade e tudo que o vírus implica, estou sempre atrás de informação pq acho um dever abandonarmos a ignorância que paira sobre esse assunto (falo com domínio de causa pq quando meu parceiro me contou não sabia NADA pelo assunto, nem nunca tinha escutado o termo indetectável). Graças a Deus desde que estamos juntos, só surgiram noticias boas, médicos fantásticos e pessoas como você contando experiências assim. Temos que ter fé que logo a cura chegará, mas enquanto não chega, vamos viver em paz e não condicionar a felicidade (inclusive conjugal) a um vírus! Amo meu parceiro, jamais deixaria isso influenciar na nossa relação e estou com ele para o que der e vier sempre!

  18. Bruno Macedo diz

    Ando apreensivo: meu CD4 absoluto está alto e aumentando gradativamente, contudo a relação CD4/CD8 caiu e está abaixo da normalidade. Já qconteceu com alguém aqui?

    • Luiz Carlos diz

      Estas variações são normais, tanto na relação CD4/CD8 quanto na porcentagem de CD4/Linfócitos totais. Estando indetectável, não há nada com o que se preocupar. Variações ocorrem ao longo do dia, de acordo com o ambiente, com pequenas infecções, etc.

  19. Lucio SOuza diz

    oi, me ajudem com uma duvida.

    sempre fiz exame de carga viral e o resultado vinha como “não detectado”

    agora veio como “abaixo do nivel de detecção”.

    ainda estou indetectavel ?

    • caio PE diz

      Sim. O limite mínimo para detecção deve conter no resultado do exame (geralmente 20 ou 40 cópias/ml). Abaixo disso o resultado é apresentado como “indetectável”, “não detectado”, “abaixo do valor mínimo de detecção” etc etc. O resultado em log também dá uma ideia da referência.

    • FG-PR diz

      Quando vem “não detectado RNA de HIV-1” quer dizer que não detectado RNA viral em seu sangue, quando vem “abaixo do nível de detecção” quer dizer que a quantidade de RNA viral ficou abaixo do limite do teste (20 ou 50, depende do teste), mas que o exame detectou RNA viral no seu sangue, mesmo que abaixo do limite.
      Não se preocupe o importante é ficar abaixo dos limites de detecção.

      Meu infecto me explicou isso a tempo atras.

  20. I`M diz

    Porto Alegre, RS: em 08/06/2017 recebi apenas 15 comprimidos de 3×1. Os outros 15 serão entregues em duas semanas, mas, antes, devo ligar para a farmácia para saber se estão disponíveis.

    Em outras partes do Brasil isso também voltou a ocorrer, tal e qual no ano passado?

  21. Emilio diz

    Alguém pode me tirar algumas dúvidas? 1)discretas verrugas (umas três a quatro) indolor que não sangram logo na entrada do ânus é HPV? Como é o tratamento? Demora para se curar?Existe um exame específico para detectar esse vírus?com o tratamento as verrugas somem completamente? Vou ao médico amanhã, mas sempre bom ouvir de quem já passou pelo problema….Existe vacina ? Se sim, ainda posso tomar mesmo já infectado?

    • Luiz Carlos diz

      Emilio,

      Muito provavelmente. O médico irá confirmar o diagnóstico por observação. O tratamento depende do estágio em que se encontram as verrugas, podendo ser só com pomadas, ácidos, ou até microcirurgias (quando há sangramento) que podem ser a laser, crioterapia, eletrocoagulação, etc.

      O vírus pode ficar latente no seu organismo e ser eliminado das células pelo sistema imunológico, mas dependendo do nível de imunossupressão por conta do HIV, ele pode permanecer podem ficar com o HPV para sempre.

      Existe um exame de sangue que detecta o HPV, mas é utilizado normalmente em exames de rotina para detectar o vírus latente. No seu caso, o exame será por observação.

      Em homens, a vacina quadrivalente é indicada para meninos de 9 a 26 anos. Você pode tomar a vacina, mas ela irá apenas proteger dos tipos que você não se infectou.

      Abraços

  22. Gaúcha diz

    Gente! Venho compartilhar com vocês dá alegria de minha gravidez!
    Descobrimos há 10 dias, ele + desde 2012 e eu -!
    Amanhã farei meus exames de sangue de rotina da gravidez e levo fé em ver inclusive o de HIV negativo.
    Estamos juntos desde o final de 2014, usamos camisinha durante seis meses e depois não usamos mais!
    Hoje estou indo para a sétima semana de gravidez, nunca estive tão feliz em toda minha vida!
    Se em algum momento tive medo? Não, nunca! Inclusive quando fiz minha primeira testagem no CTA, me senti pronta pro que viesse!
    E quanto a ele, isso nos uniu muito mais e pra sempre! Apesar de saber que ele segue a risca o tratamento, sou eu que todas as noites separo seu remédio e o copo d’Água para ele, mesmo quando a gente briga, é a melhor maneira de dizer pra ele que nada mais importa, nada é mais importante que nos e o quanto o amo!
    HIV não muda nada, se seu sentimento for de verdade!
    Quando nascer eu também conto tudo pra vcs!
    Saúde!!! Vida a todos!!! É muito amor!!!

  23. Junior diz

    Olá Emilio, passo pelo mesmo problema. O ideal primeiramente é seu médico confirmar o HPV. O tratamento varia de pessoa pra pessoa e vai depender do seu médico. É bem chato, no meu caso primeiramente o médico passou ácido, mas não resolveu pois houve reincidivas. Então continuei e ele ta cauterizando eletro as que aparecem esporádicas. Geralmente elas somem dependendo muito do seu sistema imune. Mas no meu caso to sempre observando pois o ácido causou uma fissura bem chata. A vacina existe, mas é pra ser tomada antes. É um problema que tem que ser acompanhado, porque o vírus não some, não tem cura.

    • Ser+H diz

      Já postei no blog: há a pomada FITOSCAR à base da planta barbatimão. Procure no google. Os índios já usavam essa planta na cicatrização de feridas e cortes. Usei e as verrugas desapareceram. Claro, vai depender do organismo de cada um e do estágio do seu sistema imunológico. Mas não custa tentar. Havia indicação do médico para procedimento de cauterização, que é algo doloroso e com provavél ocorrências de reincidivas das verrugas.

    • Emilio diz

      Vou fazer cauterização. Dói durante? E depois? Achava q HIV era a única dst incurável. Depois de feita a cauterização, quanto tempo a gente já está pronto para as atividades sexuais?

  24. lle diz

    Olá gal era sou indetectável há mais de um ano, e estou em um relacionamento sorodiscordante. Queria saber se existe risco de transmitir o vírus por ingestão de esperma de soropositivo indetectável? Desde já obrigado

  25. luka diz

    ola boa tarde pessoal , por favor alguem poderia me esclarecer uma duvida ? terei que fazer uma pequena cirurgia dentaria , o dentista perguntou se tnho alguma doença cronica ou tomo medicamentos , — Na hora eu disse que não !!!! (pois é o mesmo dentista de meus pais e irmão) e meus pais nao sabem de minha sorologia .

    — A pergunta é : Eu deveria ter falado a verdade ? ou não tenho que dizer ? o fato dele ter me perguntato , sera que interfere na cirurgia ? fiquei pensativo , como proceder ?

    JS . ou algum dentista do blog ? poderiam me responder ? obrigado !!!!

  26. Mau diz

    Emilio, Fiz duas cauterizações no intervalo de dois meses. O pós para mim foi dolorido por uma semana cada vez, como não dá pra fazer pontos, a cicatrização demora um pouco mais. A dor maior é quando precisa evacuar, sensação que o reto sai pra fora, corria fazer um banho de assento, alivia muito a dor.
    Também tinha dúvida em relação a vacina, minha infecto disse que devo tomar mesmo assim como prevenir o retorno.

  27. Douglas diz

    Acabo de chegar da farmácia em Porto Alegre e estão sem estoque do 3 em 1, me deram fracionado 15 comprimidos. Em mais algum lugar do país está assim?

    • Luiz Carlos diz

      Não é bem assim. O desconto só é válido se comprovada alguma sequela/incapacidade por conta do HIV.

      Abraços.

    • Sorocaba diz

      Sim muito se sabe messssmo sobre vírus e é assim que vamos derrota-lo.

    • Renato diz

      No caso a notícia postada eh de 2015! Há novidades sobre a mesma ?

  28. Luiz Carlos diz

    Sobre a falta de ARVs em algumas localidades, segue nota informativa:

    INFORME – Previsão de entrega dos antirretrovirais RTV 100mg, 3 em 1 e AZT Xarope – 13/6/2017

    Em relação aos itens abaixo especificados, informamos a data prevista para a entrega a todos os almoxarifados centrais:

    • Ritonavir (RTV) 100mg: entregas em andamento (em trânsito, sendo que algumas coordenações já confirmaram o recebimento).
    • Tenofovir 300mg + Lamivudina 300mg + Efavirenz 600mg (TDF+3TC+EFZ): até 16/6/2017 (sexta-feira).
    • Zidovudina (AZT) Xarope: entregas entre 16/06/2017 e 22/6/2017.

    Todos os esforços têm sido empenhados por todas as áreas deste ministério para que as entregas sejam realizadas antecipadamente.

    Atenciosamente,
    Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV)
    Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
    Ministério da Saúde (MS)

  29. Caio PE diz

    Alguém sabe explicar a presença de linfócitos atípicos no hemograma ? Luiz Carlos (e os demais, por favor).

    • Luiz Carlos diz

      Normalmente não representa nada grave, apenas a indicação de que há alguma infecção viral ou bacteriana aguda (como um simples resfriado, ou uma faringite) ou uso de determinados medicamentos (como corticoides).

      Abraços

      • Caio PE diz

        Agradeço,
        E monócitos aumentados (mas ainda dentro dos valores de ref) ?

        • Luiz Carlos diz

          Se estão dentro dos valores de referência, não estão aumentados 🙂

          Fique tranquilo, está tudo bem. Elevação de monócitos (só consideramos elevação quando eles ficam acima dos valores de referência – e acima não é “ligeiramente acima”), indica que seu organismo está agindo para combater uma infecção viral ou bacteriana.

          Abraços

  30. Paulo diz

    Eu estou realmente preocupado. Há mais ou menos dez dias ando numa prostração que não tenho ânimo para fazer absolutamente NADA. Nem tenho ido trabalhar. Peguei um resfriado com muita tosse. Fui ao médico, fiz um raio X dos pulmões, e tudo limpinho.
    Mas continuo numa prostração que nunca tive antes.
    Será um caso de “falha terapêutica”? Desconfiei disso, pois me apareceu uma coceira danada na região do ânus e umas manchinhas na glande.
    Alguém sabe me dizer sobre as tais “falhas terapêuticas”?
    Estou ansioso por encontrarem logo a cura desse mal. E este ano as novidades estão raras…

    • Caio PE diz

      Falha terapêutica ocorre quando o vírus cria resistência aos ARVs que a pessoa vem tomando. Isso ocorre, principalmente, por falha no uso dos medicamentos, como ficar esquecendo/pulando doses ou quando a pessoa já adquire um vírus resistente a algum ARV em específico. Isso é comprovado pelo exame de genotipagem, que indicará quais ARVs o vírus criou resistência e quais o virus ainda é sensível. Uma vez confirmado, deve ser trocado esquema de medicação. Fale com o seu infecto sobre isso.

    • Anjo terapeuta diz

      Va ao medico mas ta cheirando sifilis? Caso vc nao transou sem camisinha e ja tenha feito exames ignore a observacao

  31. Caio diz

    Pessoal, estou fazendo a PEP há 16 dias, e acabei atrasando os medicamentos em 1 hora. Alguem sabe se isso pode influir no tratamento? fiquei com muito medo. Obrigado

    • Caio PE diz

      Continue a PEP normalmente. Uma hora a mais ou a menos não faz diferença se vc vem tomando a PPE regularmente. Obs: esse Caio é outro (sou o PE).

    • Luiz Carlos diz

      Não tem problema nenhum, estes medicamentos são bem tolerantes quando a horários. É normal o medicamento ser tomado, por exemplo, no horário de dormir durante a semana e depois da balada no final de semana.

      Apenas medicamentos muito antigos (que hoje em dia não fazem nem parte das diretrizes ARVs) tinham restrição de horário e, mesmo assim, uma hora é completamente aceitável.

      Abraços

  32. Sorocaba diz

    Essa materia abaixo é de 2012 e fala sobre medicos visualizarem a possibilidade da cura da da hepatite c em 2015. O que ocorreu 3 anos depois. Interessante que é parecido com o que ocorre hj com medicos dizendo sobre a cura do Hiv para 2020. E abaixo outro link sobre o cara que descobriu a tal molecula para cura 100% da hepatite C que na época era desacreditado pelos propios colegas. Parecido sobre o que acontece com pesquisadores que falam da cura para HIV para 2020.
    Vamos torcer pra que seja igual.
    http://googleweblight.com/?lite_url=http://veja.abril.com.br/saude/novos-remedios-poderao-curar-a-hepatite-c-em-2015/&ei=UldiFGsT&lc=pt-BR&s=1&m=129&host=www.google.com.br&ts=1497843696&sig=ALNZjWk0ckfJ-5tCykGZFpmJOQoo8ddjgw

  33. Força e Fé diz

    Caros amigos a vida vai seguindo seu rumo como um rio de águas claras e curso suave. Achei que não sobreviveria ao diagnóstico, mas graças a deus e aos amigos do blog superei a pior fase. Iniciei o tratamento com o DTG sem muitos problemas. Tomo todos os dias em horários que nem sempre se concidem, bom parar no Piauí a trabalho numa região onde falta de tudo; para poder pegar minha medicação tive que por duas vezes me deslocar 450 km, que aceitei sem questionar . Me envolvo tanto no trabalho que nem lembro do vírus durante o dia a dia. Porém o que aconteceu no último mes me tirou o chão. Sou engenheiro mecânico e apareceu aquela oportunidade de uma vida, aquela que a pessoa nem sonha que um dia possa ocorrer, aquela capaz de alavancar a carreira de qualquer um. Menos a vida de um soropositivo, fui chamado pra trabalhar numa empresa com sede em Madri Espanha, meu coração se encheu de felicidade por uns instantes, salário em euros montar uma equipe sobre minha supervisão, Tudo que sempre sonhei estava ali nas minhas mãos. Mas onde eu iria trabalhar? Onde seria o projeto ?
    Resposta : Dubai
    Essa oportunidade pra qualquer um seria o trampolim para o sucesso, menos pra alguém soropositivo porque o governo de Dubai deporta qualquer pessoa que seja soropositivo.
    Estou sem ânimo pra nada depois disso. Meu mundo caiu . Não somente pela oportunidade , mas sim por entender que temos sim limitações. Limitações impostas por um vírus que não nascemos com ele. Tantos anos de estudo trabalho e dedicação não valem nada mais .

    • Cara+ diz

      Caro amigo, sei que é difícil, deve ter sido bastante triste ficar impossibilitado de aceitar o emprego por sua condição sorológica. Contudo, quero te dizer que infelizmente nem sempre podemos fazer aquilo que queremos, nem sempre somos o senhor da condução de nossa própria vida. Se você acredita em Deus, saiba que tudo tem um propósito nessa vida.Tente reeguer sua cabeça e bola pra frente. Tente não pensar muito nisso…outras possibilidades devem surgir em breve. O mundo dá muitas voltas. Se quiser, deixa seu e-mail pra gente conversar.

    • Luiz Carlos diz

      Você está vendo as coisas pelo lado errado. Dubai é um país onde não é possível nem sequer fazer demonstrações de afeto em lugares públicos (parques, praças, etc), seja você hetero ou homossexual. Isto é causa para deportação imediata.
      Mulheres não podem expor os ombros nem os joelhos. Transsexuais são impedidos de entrar no país.

      Em primeiro lugar, verifique com sua empresa se não há a possibilidade de ser transferido para algum país europeu.

      Em segundo lugar, recomendo fortemente a visita a um psicólogo, alguém que possa lhe orientar melhor.

      Abraços

    • daniel diz

      cara,

      é por isso que eu espero a curo TODOS OS DIAS. todo dia eu entro aqui atras disso e nao vou sossegar enquanto nao sair. nesse momento estou em casa, gripado, o que tem sido recorrente, apesar de aparentemente ter um CD4 bom e estar indetectavel.

      Vida normal? desculpe eu nao tenho. eu olho na cara das pessoas na rua e vejo um felicidade genuina que eu perdi ha dois anos. isso me cuidando e me protegendo, pra alguem furar uma camisinha e me infectar.

      eu nao tenho a mesma disposicao, eu nao posso fazer planos de morar fora pq nao tenho como arcar com tratamento, ao mesmo tempo vejo meus amigos felizes caminhando com a vida deles e eu sabendo que nos proximos anos vai ser um problema de saude atras do outro, se nao for pelo virus eh pelo remedio.

      • Luiz Carlos diz

        Daniel, a mesma recomendação que dei acima vale para você também. Certamente se você se sente desta forma, precisa procurar ajuda especializada de um psicólogo ou psiquiatra. Não é normal se sentir assim, e se este sentimento é recorrente, com certeza não lhe faz bem.

        É perfeitamente possível morar fora e ainda assim retirar os medicamentos no Brasil. Há vários casos aqui no blog e pessoas próximas a mim que moram fora. Você pode solicitar que um amigo ou até uma empresa de courrier retire os medicamentos para você, apenas deixando um documento de identificação. Depois é só enviar os medicamentos por serviços de correio internacional confiáveis.

        Enfim, tenho várias técnicas e ideias sobre isto e inclusive eu já morei fora por um tempo, mas não quero me alongar neste assunto.

        Se você ainda não sente que tem uma vida normal, procure ajuda, pois você deveria estar sentindo uma vida normal. Se seu CD4 está dentro dos limites normais, estar gripado tem a ver com seus hábitos de vida, não com a infecção pelo HIV.

        Abraços

      • Rômulo diz

        Amigo… por exemplo: Portugal, vc pode usar o “SUS” (é outro nome) para retirar seu remédio de boa lá… eu pretendo fazer isso em 5 anos (se tudo der certo meu parceiro e eu iremos pra lá).
        Com ctz há países europeus q vc pode pegar sua TARV (Em Portugal, por exemplo, tem que pagar a consulta mas é bem barata em relação ao salário mínimo de lá).
        Vc pelo visto esta empregado… tem gente q não, além de não ter um plano de saúde, tem doença crônica pior que HIV… com tempo passa esta frustração e bola pra frente.

  34. philipelima diz

    Olá, queria a ajuda de vocês.

    Uso o 3 em 1, a 1 ano, com três meses minha carga viral estava indetectável e assim seguiu. Hoje ao pegar o resultado, percebi que ela havia subido para 102copias, fiquei/estou um pouco apreensível, apesar do cd4 estar normal, estou meio confuso o porquê de ter voltado a subir? Alguém sabe me informar se é normal? Se acontece mesmo? Minha consulta é dia 26/06 mas fico meio angustiado.

    Parabéns pelo site! Sempre me ajuda. ❤

    • Luiz Carlos diz

      philipelima, pode ser o que chamamos de “blip”. Nossa carga viral flutua em decorrência de outras infecções. É comum observar um aumento na CV após tomar a vacina da febre amarela, por exemplo.

      Se você vem mantendo seu tratamento de forma correta, seu médico irá provavelmente solicitar mais um exame de CV para avaliar se realmente foi um blip. Se sim, seus exames voltarão a estar indetectáveis. Caso contrário, será necessária a troca de ARV por falha terapêutica.

      Sua consulta está se aproximando já, portanto nada que você deva se preocupar ok? Aguarde as orientações do seu médico.

      Abraços!

  35. Caio diz

    Obrigado pelas respostas, pessoal. Na verdade o médico quando me passou a PEP falou da seguinte maneira: “tome pela manhã e pela noite; DE PREFERÊNCIA no mesmo horário”. Fiquei preocupado pois vinha tomando sempre sem pular minuto algum. Mas tomara que dê tudo certo.

  36. Ricardo - Gru diz

    Queria fazer uma pergunta : Quem está indetectável pode ser doador de sangue. tomando por base a “inexistência” de vírus circulante no sangue ? Fico no aguardo. Abs

    • Caio PE diz

      Acredito que não pois indetectável não necessariamente significa ausência de RNA viral. Significa que a quantidade de vírus circulante no sangue é inferior ao limite mínimo de detecção pelo método PCR (geralmente em 20 ou 40 cópias o cut-off). E isso é justamente o objetivo da TARV. Mas o Luiz Carlos pode detalhar melhor aqui.

    • Luiz Carlos diz

      Estar indetectável não significa que não existe vírus presente no sangue. Além de o vírus estar dentro de linfócitos CD4 em “repouso” nos reservatórios, algumas cópias ainda circulam no sangue.

      Os exames mais avançados possuem um limite de detecção de 20 cópias/ml. Apenas uma cópia em um ml de sangue transfundido para outra pessoa que não toma ARV já é plenamente capaz de infectá-la, além de torná-la resistente ao ARV que você toma.

      Abraços

  37. Vida diz

    Luiz Carlos!
    Obrigada por estar presente nesse grupo. Vc e muito atencioso e inteligente.
    Leio cada uma de suas respostas e estou sempre apreendendo com vc. O Google nos deixa muito informado, mas vc nos transfere conhecimento. Abraços.

    • Luiz Carlos diz

      Vida, obrigado pelo elogio! Escrever aqui é sempre uma terapia para mim, gosto de poder ajudar os outros. Sempre que precisarem estarei aqui por perto.

      Abraços!

  38. JR diz

    EXPERIÊNCIA PRÓPRIA!!!

    Minha esposa é soronegativa e eu soropositivo com carga indetectável há 3 anos (foi um ¨presente¨ que ganhei de meu casamento anterior).
    Ela está grávida já de 07 meses e tem feito exames regularmente sempre com resultado de não infecção (temos uma vida sexual ativa e, tanto antes da gravidez como depois, nunca usamos presevativo).
    Em resumo, no meu caso, me sinto seguro em dizer que minha esposa continuará sempre saudável e não contaminada bem como a nossa filha que está para nascer em algumas semanas. Já está na hora das entidades de saúde se posicionarem a respeito e para que pare de se marginalizar os soropositivos.

    Posso provar o que estou escrevendo com documentos e exames. Quem quiser, basta me procurar.

  39. Maycon diz

    Ola galera! É o seguinte, estou a procura de uma pessoa muito especial que conheci no KIK, mas acabei perdendo contato, pois troquei de Cel e não o consigo encontrar. O nome dele era Fox, amigo da Lee, Hope etc. Quem souber o paradeiro do grupo onde estejam, coloquem aqui 🙂

  40. Maycon diz

    Daniel! Problema com remédio amigo? Não loqueia. Primeiro as primeiras coisas e depois vamos ver no que da. Procure por Rafuska Queiroz no face e veja a beleza daquela mulher que nasceu com esse vírus e está melhor esteticamente e fisicamente que muita gente. Amo aquela moça, não a tenho como amiga, mas sua força é maravilhosa.

  41. Alexandre diz

    Uma Pequena Pílula Antiviral Pode Levar a Uma Cura do HIV
    Depois de completar os ensaios de Fase II, uma pílula chamada ABX464 provou reduzir os reservatórios de HIV, o que pode tornar-se parte de uma cura
    Por David Artavia – MAIO 09 2017 8:56 PM EDT

    Pela primeira vez, cientistas demonstraram que é possível reduzir os reservatórios de HIV em pessoas vivendo com HIV, graças a uma minúscula molécula antiviral ( ABX464 ) patenteada pela empresa de biotecnologia Abivax.

    Uma primeira molécula antiviral oral de primeira classe, a ABX464, concluiu recentemente os ensaios clínicos de Fase II, onde reduziu drasticamente os reservatórios do HIV, promovendo o seu potencial de induzir uma cura funcional do HIV. A pesquisa da cura tem sido dificultada pela dificuldade em localizar, “acordar” e tratar o vírus que está se escondendo em reservatórios naqueles cujo HIV é indetectável. Isso torna esta descoberta verdadeiramente inovadora.

    “Estamos ansiosos para ver esta descoberta única e estamos ansiosos para continuar a estudar ABX464 como gostaríamos de determinar, através de ensaios clínicos adicionais, se podemos aumentar ainda mais a magnitude do efeito sobre a redução de reservatórios de HIV ao nível mais baixo possível”, Disse o Dr. Bonaventura Clotet, investigador principal do estudo, diretor do IrsiCaixa AIDS Research Institute e chefe da Unidade de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Germans Trias i Pujol em Badalona, Barcelona.

    Durante o julgamento, 30 pessoas HIV-positivas em Espanha, Bélgica e França, foram colocados aleatoriamente em dois grupos. Além de seu tratamento anti-retroviral atual, durante 28 dias a maioria recebeu ABX464 enquanto o grupo de controle menor recebeu um placebo.

    Os pesquisadores então extraíram amostras de sangue e mediram o DNA do HIV nas células mononucleares do sangue periférico, usando um biomarcador para determinar a presença de um reservatório de HIV, que foi descoberto no início deste ano.

    Conforme relatado na revista Nature , pesquisadores franceses descobriram “uma assinatura de expressão gênica de 103 genes upregulated que são específicos para células infectadas latentemente, incluindo genes para 16 proteínas transmembranares”. Em particular, a proteína CD32a foi a mais aparente em células reservatório HIV, mas não tinha “expressão detectável em células espectadoras”. Com esse conhecimento, a equipe de Clotet procurou identificar reservatórios latentes de HIV determinando se ABX464 teve um efeito no tamanho do reservatório.

    Depois de tratar os participantes com ABX464, os investigadores viram uma diminuição do total de ADN do HIV – metade dos participantes tratados com ABX464 viram uma redução de mais de 25 por cento, enquanto os tratados com o placebo não viram resposta.

    Uma vez terminado o ensaio, não houve impactos negativos na saúde dos participantes após tomar ABX464 e voltar ao tratamento normal. Com isso em mente, os pesquisadores disseram que o próximo passo é administrar um longo julgamento com ABX464. Se os participantes tiverem resultados semelhantes, talvez conduza a uma redução ainda maior do reservatório do HIV, que pode finalmente se tornar a génese de uma cura do HIV.

    “Os fármacos atualmente aprovados podem efetivamente reduzir e controlar a replicação do vírus HIV nos seres humanos, permitindo que muitos pacientes vivam com tratamento crônico”, disse o Dr. Jean-Marc Steens, diretor médico da ABIVAX, Têm sido capazes de erradicar o vírus em seres humanos, porque evade a terapia, escondendo-se no que têm sido chamados pela comunidade científica “reservatórios HIV”. Estes resultados em [pessoas HIV-positivas] são um primeiro e muito importante passo no apoio à hipótese de que ABX464 poderia impactar o reservatório de HIV. ”

    http://www.hivplusmag.com/cure/2017/5/09/small-anti-viral-pill-migh

    Aí, Luquinha!!!
    Abraço!

    • Rômulo diz

      Se usaram durante 28 dias e teve esta redução, acho que pode ser que nem o tratamento da hepatite C onde são algumas semanas (acho que 6 meses), ai vai baixando baixando baixando até zerar !

      =)

    • Luquinha diz

      Obrigado cara por compartilhar , estamos todos na torcida e acredito que dará tudo certo , agora e uma questão de muito pouco tempo abraços pra ti também .

  42. Caio PE diz

    Luiz, Favor tirar uma dúvida: fiz dosagens de imunoglobulinas: IgA, IgM, IgG e igE (as 3 primeiras normais) mas o igE deu muito baixo (12 iU-ml, ou algo do tipo). O que significa esse igE, especificamente? Ele indicou um medicamento chamado BRONCHO WAXON (já ouviu falar dele) ?

    • Luiz Carlos diz

      Estou imaginando que foi de IgE total, não específico, certo? IgE total é a “imunoglobulina das alergias”, especialmente do trato respiratório. Ela se eleva em processos alérgicos agudos, e alguns estágios da infecção pelo HIV também podem aumentar o valor da IgE. O ideal é que o resultado seja baixo. Na literatura os valores de referência constam como abaixo de 100~140 kU/L (ou U/ml como espresso no seu exame).

      Seu exame está ótimo. Não conheço esta medicação, mas dei uma olhada rápida nos componentes, e ela é apenas um imunoestimulante, composto por uma série de bactérias diluídas.

      Se for pra simplificar, é como tomar vitamina C, só que ao invés de tomar a própria vitamina, você está comendo a laranja. Estes imunoestimulantes fazem a mesma coisa. Você toma a bactéria diluída com seu RNA mantido, elas são absorvidas e o sistema imunológico as ataca criando anticorpos e melhorando a sua imunidade.

      Abraços

      • Caio PE diz

        Agradeço mais uma vez. NUNCA nos abandone. Seus conhecimentos são valiosíssimos! Deus te abençoe sempre !

  43. Positivo Azul diz

    Pessoal,
    Nas regiões onde vocês moram estão tendo medicamentos ?

  44. Positivo Azul diz

    Fracionando medicação para quem já faz o tratamento e ainda por cima tem a audácia de anunciar que vão incluir o Prep no SUS.
    Desculpa aí pessoal não quero de forma alguma gerar medo ou causar pânico para ninguém não, mas não sei não, prefiro viver desconfiado, do que morrer confiando.

  45. Caio PE diz

    Luiz, favor tirar uma dúvida: por que a saliva não transmite o vírus? O que tem nela que a torna intransmissível ? Tipo, se uma mulher com CV detectável fizer oral em um homem, por que ele não corre risco? E por que ainda os cientistas não buscaram alguma pesquisa nesse sentido? Obrigado !

    • Boa pergunta Caio PE, também sempre pensei nisso e acho que a pesquisa sobre o vírus fica muito focada e tenho repetido, a cura virá de onde menos se espera, como num “click”, ou “eureka!”. Às vezes considero inadmissível que se conheça tanto sobre o vírus, da transmissão ao mecanismo de replicação, e não se consiga combatê-lo. Por mais mutável que seja é um vírus, bem diferente das complexas células cancerosas por exemplo. Não gosto quando se diz que o HIV é um vírus inteligente. Ora bolas! Vírus são parasitas intracelulares, não possuem metabolismo próprio e não tem sequer células. Sei que muito já se avançou, claro! Graças a ciência e a Deus (não sou ateu), mas a eliminação completa do organismo ainda é um desafio. E infelizmente acho que ainda estamos longe, embora uma hora chegue, de algum cientista que esteja pesquisando uma outra doença. Sempre penso, mas é um vírus e não um ser inteligente, um parasita, que se aproveita do meu organismo. Como ser vivo, até mesmo um piolho na cabeça ou um chato no saco é bem mais complexo. Vamos torcer, mas é preciso que os cientistas possam ir até onde ninguém ainda pensou em ir. Tenho fé!

    • Luiz Carlos diz

      Tenho que entrar em uns detalhes um pouquinho mais técnicos, espero não assustar rs.

      A resposta simples é: Por conta da alta hipotonicidade da saliva.

      Primeiro fato: se você lembrar das aulas de química do ensino médio – acho que era ensino médio ainda – ao colocar uma membrana celular seletivamente permeável entre uma solução hipertônica (solução com maior concentração) e uma solução hipotônica (solução com menor concentração), o solvente tende a passar da solução hipertônica para a solução hipotônica por osmose, até que ambas atinjam a mesma concentração, tornando a solução isotônica. Fácil até aqui?

      Segundo fato: a maior parte do vírus HIV das mucosas é encontrada, produzida e transmitida por leucócitos mononucleares – os nossos queridos linfócitos CD4 – infectados.

      Aqui vou ter que simplificar um pouco: como a saliva é extremamente hipotônica, ao encontrar outro solvente, ela rapidamente tenta absorver este solvente, que é altamente hipertônico em relação a ela. Quando isto acontece, estas células se rompem e, ao se romperem, “desintegram” os leucócitos mononucleares junto com elas (desintegram os linfócitos CD4). Isto faz com que o vírus não consiga atingir o tecido epitelial da mucosa, impedindo a infecção na grande maioria dos casos. Ainda assim há chance de ocorrer infecção (tão baixa que não chega nem a ser apresentada em estudos) e geralmente está associada a outros fatores de risco, como feridas na boca, cortes expostos, etc.

      Existem centenas de pesquisas sobre isto há pelo menos uns 20 anos. Não estou no lab, quando eu estiver posso listar algumas. Se não me engano houve algo sobre isto no CROI deste ano também.

      Abraços.

      • Caio PE diz

        Agradeço, mais uma vez. Seu auxílio em eliminar as dúvidas de todos nós é fundamental. Deus te abençoe sempre !

  46. Prezadxs, tudo bem?

    Eu vou me mudar pra Áustria em setembro para um intercâmbio de seis meses, e estou em dúvida sobre qual seguro de saúde contratar para minha estadia lá, porque eu precisarei continuar o tratamento que eu faço aqui no Brasil lá. Quem se mudou do Brasil ou passou por uma situação semelhante pode me dar umas dicas?

    Obrigado!!

    • Luiz Carlos diz

      P, dificilmente você encontrará um seguro de saúde que cubra os custos de medicações, especialmente quando você já sabe sua sorologia (e mentir sobre ela ao contratar um seguro estudantil é crime – na Austrália acredito que passível de deportação, inclusive). Caso você encontre, o custo provavelmente será muito maior do que comprar as medicações.

      Outro fator importante é que muito provavelmente a combinação de ARVs na Austrália seja diferente da combinação utilizada no Brasil, já que aqui nós quebramos as patentes de medicamentos para que haja produção dos genéricos com baixo custo que são distribuídos pelo SUS. Trocar de ARV durante um intercâmbio pode não ser uma experiência agradável, já que você pode ter efeitos colaterais aos novos ARVs ou até mesmo intolerância (no caso do abacavir por exemplo, que imagino que deva ser utilizado por lá).

      Eu não conheço as diretrizes de tratamento da Austrália e não consegui encontrar de forma fácil na internet. A própria federação australiana (AFAO) é bem confusa. Perguntei para alguns colegas e eles também não souberam me responder.

      Nos casos em que as pessoas viajam por menos de um ano, minhas sugestões (e, inclusive, o que eu fiz quando fui estudar no exterior) são as seguintes:

      1) Construa um estoque do seu ARV atual. Você pode retirar seus ARVs sempre 5 dias antes de fechar 30 dias (algumas farmácias permitem até 7 dias antes). Faça retiradas mensais retirando sempre 5 dias antes que, até setembro, você terá pelo menos 15 dias extras de ARV, se você já não tem um estoque.

      2) Em julho/agosto se consulte com seu infecto, fale sobre o intercâmbio – aqui o importante é ter uma relação boa com o infecto, bem como estar consultando com um bom profissional – e solicite que ele deixe o formulário de dispensa para pelo menos 6 meses (o ideal seria pegar dois formulários, uma de 180 dias e o segundo de “reserva” pelo período que o infecto permitir). Peça também que ele faça uma receita branca em Inglês listando os ARVs que você utiliza, informando que a medicação é para uso pessoal. Não é necessário listar o motivo da utilização dos medicamentos (e.g. não é necessário listar que os medicamentos são para tratamento do HIV ou listar o CID 10).

      3) Contate uma pessoa de confiança que possa retirar os ARVs para você. Dependendo da cidade, alguém do próprio grupo do Kik pode lhe ajudar. Se for uma pessoa soronegativa, peça que ela lhe acompanhe até a farmácia e mostre como você pega os medicamentos, indique a ela quando retirar, lembre-a da importância deste tratamento para você, etc. É importante deixar avisado na farmácia que esta pessoa irá fazer a retirada dos ARVs para você nos próximos meses.

      4) Deixe um documento de identificação (e.g. segunda via da CNH ou do RG – não pode ser xerox) com a pessoa que fará a retirada dos ARVs. Deixe também os formulários de dispensa e a receita branca do seu médico (procure deixar pelo menos umas 10 cópias da receita branca – você já irá entender o porquê).

      5) Escolha um serviço de correios confiável (como a UPS ou DHL) para que a pessoa no Brasil envie as medicações para você.
      Aqui entra uma dica: se a pessoa retirar os medicamentos para, por exemplo, 3 meses, é importante que ela envie cada um dos meses em remessas separadas (e espaçadas por, pelo menos, uma semana a duas semanas, já que normalmente estas empresas agrupam remessas em voos mais espaçados para regiões mais distantes). Desta forma, caso uma das remessas se perca, você perde a medicação para um mês, não para três, e pode compensá-la com seu estoque feito anteriormente. Cada remessa deve conter os medicamentos e a cópia da receita branca em inglês.

      Fiz uma simulação entre Brasil e Austrália pela UPS e o custo do envio saiu USD 155. Não é barato, mas com certeza é mais barato do que comprar o tratamento diretamente na Austrália.

      Outras considerações:
      – Algumas regiões tem farmácias mais rígidas, portanto é importante consultar como funciona a retirada dos medicamentos por terceiros, documentos necessários, etc.
      – Fique atento também à data do exame de CV, já que algumas farmácias não liberam o medicamento caso a data no campo do formulário exceda 6 meses.
      – Como já mencionei, a relação com o infecto é fundamental, bem como ter um bom infecto, que possa lhe auxiliar neste processo.

      Caso você encontre algum seguro que cubra as medicações e prefira retirá-las lá, mesmo que o custo seja mais elevado, vá em frente, só certifique-se de que seu infecto está sabendo, justamente pela troca da medicação. Alguns testes, como a genotipagem do alelo HLA-B*5701 para verificar a hipersensibilidade ao abacavir podem ser feitos aqui mesmo no Brasil, já eliminando possíveis problemas futuros.

      Este é um guia meio generalizado mas foi o caminho que eu segui. Caso alguém queira adicionar informações e dicas, fiquem à vontade 🙂

      Abraços!

      • Luiz, tudo bem?

        Obrigado pelas suas dicas. Mas eu tô indo pra Áustria, e não Austrália… Eu já entrei em contato com uma ONG lá e eles disseram que o seguro saúde do governo cobre os tratamentos, e eu só preciso fechar o contrato com eles.

        Em todo caso, estarei levando medicação suficiente até novembro, então terei tempo de verificar isso lá! Obrigado pela ajuda!

        • Luiz Carlos diz

          Nossa, desculpa, a canseira já tinha batido por aqui. A Áustria é um país incrível e realmente tem políticas bem avançadas inclusive para pessoas estrangeiras. Minha única recomendação que já adicionei acima é verificar com o pessoal da ONG quais os ITRNs que eles têm disponíveis lá, pois provavelmente eles não serão os mesmos daqui do Brasil.

          Se puder, assista um concerto da Wiener Philharmoniker por mim.

          Abraços e aproveite!

  47. telma diz

    PERSPECTIVA DE UM PARTICIPANTE SOBRE PESQUISA DE HIV NO FIM DE SUA VIDA ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………. Anthony B, paciente com HIV e esclerose lateral amiotrófica em estágio final e o primeiro participante no estudo Last Gift, o Programa de pesquisa de HIV em fim de vida, pioneiro na Universidade da Califórnia, em San Diego, por Davey Smith, MD, e sua equipe, sobre sua experiência neste estudo de pesquisa inovador.
    Conselheiro de doenças infecciosas: Anthony, você pode nos contar sobre sua história?
    Anthony B: Tenho sido infectado pelo HIV desde 1987 e, como Jeff Taylor , participei de muitos ensaios clínicos de terapia anti-retroviral precoce para sobreviver. Durante esses anos, perdi dezenas de amigos íntimos contra o HIV, e testemunhei que centenas de pessoas morreram. Alguns dos meus amigos mais próximos decidiram vender tudo e sair para longas férias em todo o mundo quando lhes disseram que não havia esperança. Em vez disso, eu me recusei a desistir, e eu sobrevivi até agora. Encontrei um parceiro adorável e, juntos, tivemos uma vida feliz há mais de 42 anos. Recentemente, comecei a notar fraqueza muscular e fasciculação em meus braços e pernas, e eu estava caindo freqüentemente. Os médicos fizeram muitos testes (torundas espinhais, ressonância magnética da espinha e cabeça, exames de sangue, eletromiografia) e tentamos muitas terapias. Eu até tive cirurgia da medula espinhal e uma derivação colocada na minha medula espinhal porque os médicos acreditavam que minha fraqueza era causada por uma cavidade cheia de líquido dentro da medula espinhal (syrinx). No entanto, continuava ficando cada vez pior. Eu me senti desamparado e às vezes frustrado, mas os médicos estavam fazendo tudo o que estava ao seu alcance para ajudar. Três semanas atrás, finalmente fui diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, e ficou claro que não havia mais nada a fazer.
    Conselheiro de doenças infecciosas: este tem sido um tempo muito curto para se adaptar à sua doença. Como o seu processo de luto parece?
    Anthony B: Isso me surpreendeu e choramos muito no começo. Eu não podia acreditar que este era o fim. Eu já estive lá, mas desta vez foi de verdade. Continuei pior até eu decidir entrar no hospício na última segunda-feira. Naquele momento, eu também decidiu parar todas as terapias, incluindo os medicamentos contra o HIV . Comecei a procurar maneiras de ajudar e dar um propósito às minhas últimas semanas de vida. Esta é a minha maneira de aflição. Foi-me dito que eu sou 1 dos 40 casos de HIV e esclerose lateral amiotrófica e que minha história é muito interessante para a comunidade médica.
    Conselheiro de doenças infecciosas: como você ouviu sobre o estudo do último presente e por que você escolheu doar seu corpo para pesquisas?
    Anthony B: Ouvi sobre o último presente do meu neurologista, o Dr. Ronald Ellis, e fiquei imediatamente interessado. O tempo foi perfeito, enquanto eu procurava encontrar um propósito para minhas últimas semanas, e essa era apenas a oportunidade perfeita para mim e para minha família. Foi minha decisão, mas minha família tem sido muito solidária. Eu acho que isso é exatamente o que eu deveria fazer, e isso é empolgante e inestimável neste momento para todos nós. O Dr. Ellis ficou muito surpreso com a rapidez com que abracei essa oportunidade, como acabei de aprender sobre o meu devastador prognóstico. Parecia exatamente o que deveria fazer.
    Conselheiro de doenças infecciosas: como a equipe de pesquisa se aproximou de você?
    Anthony B: o time tem sido extremamente profissional. Susanna Concha-Garcia (a principal pessoa de divulgação para este estudo) foi fantástica. Ela nos falou com bondade, mas muito diretamente, e forneceu muitos detalhes sobre o processo. Ela voltou várias vezes para garantir que estivéssemos prontos e bem informados. Eu também conheci o médico várias vezes. A equipe tomou o tempo para discutir todos os pontos e me fez sentir especial e parte de uma grande história. Eles ajudaram meu parceiro e eu com muitas questões práticas e com a papelada. Eles se certificaram de que minha família estava envolvida e a bordo, mas eles sempre respeitavam nossa privacidade. Isso é muito importante, pois minha família precisará estar pronta para o momento final para que eles deixem meu corpo sem arrependimentos. Eles sabem que isso é o que eu quero, e o quanto isso é importante para mim.
    Conselheiro de doenças infecciosas: o que você espera que o resultado seja para a comunidade de HIV?
    Anthony B: Espero que meu sangue e meu corpo façam a diferença e ajudarão os pesquisadores a entender melhor onde o HIV se esconde no corpo e eventualmente encontrar uma cura. Como um sobrevivente de longo prazo, eu me importo profundamente com a comunidade do HIV, e agradeço a oportunidade de participar e fornecer este último presente para o meu povo.
    Conselheiro de doenças infecciosas: como você sente que essa experiência de pesquisa afetou sua qualidade de vida nos últimos dias da sua vida?
    Anthony B: muito positivamente. Participei de muitos estudos de terapia anti-retroviral no início da minha infecção pelo HIV. Mas não tive a oportunidade de me envolver na pesquisa da cura do HIV. Ser capaz de participar do Last Gift neste momento da minha vida me deixa feliz e estou particularmente orgulhoso de ser o número 1. Isso me proporciona conforto e paz para saber que meu sangue e tecidos restantes ajudarão alguém. Foi realmente importante conhecer a equipe de pesquisa do Last Gift e falar sobre seu trabalho e compartilhar minha história. Este programa me ajudou de forma ampla. Todo mundo na minha família está orgulhoso de mim, e todos nós ganhamos forças com essa experiência. Estou feliz por deixar este pequeno pedaço de mim mesmo para trás. Desta forma, sinto que meu legado não morrerá comigo.

  48. telma diz

    TaiMed submete o pedido de licença de biologias para o anticorpo monoclonal do HIV e anti-retroviral de investigação de longa duração Ibalizumab
    2017-05-04

    Em 3 de maio de 2017, a TaiMed Biologics, Inc. completou a submissão de uma Solicitação de Licença de Biologia (BLA) à US Food and Drug Administration (FDA) para ibalizumab para tratamento de vírus de imunodeficiência humana multirresistente (MDR HIV-1 ). Se aprovado, o ibalizumab será o primeiro tratamento anti-retroviral (ART), com um novo mecanismo de ação a ser introduzido em quase 10 anos e o único tratamento que não requer uma dosagem diária. Como a ibalizumab recebeu as Designações de Medicamentos Avançados e Medicamentos Órfãos, a TaiMed solicitou Revisão Prioritária para a aplicação.

    O ibalizumab BLA baseia-se em dados do estudo TMB-301 de fase III, um estudo de 24 semanas sobre um ibalizumab mais um regime de fundo otimizado (OBR) em pacientes com tratamento com pacientes infectados com MDR HIV-1. Os resultados completos do julgamento foram recentemente apresentados na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI) 2017.

    Sobre ibalizumab

    O Ibalizumab é um anticorpo monoclonal humanizado em investigação desenvolvido para o tratamento da infecção pelo MDR HIV-1. Ao contrário de outros agentes anti-retrovirais, o ibalizumab se liga principalmente ao segundo domínio extracelular do receptor de células T CD4 +, longe dos principais locais de ligação da molécula do complexo de histocompatibilidade II. Ele potencialmente impede o HIV de infectar células imunes CD4 +, preservando a função imunológica normal. O Ibalizumab é ativo contra o HIV-1 resistente a todos os agentes anti-retrovirais aprovados.

    O Ibalizumab recebeu a designação “Breakthrough Therapy” da FDA, que é dada se uma terapia pode fornecer uma melhoria substancial em relação ao que está atualmente disponível para enfrentar uma condição séria e fatal. A FDA também concedeu a designação de “medicamento órfão”.

  49. telma diz

    Composto de plantas mais poderoso do que o AZT contra o HIV
    UNIVERSIDADE DE ILLINOIS EM CHICAGO

    Uma planta encontrada em todo o Sudeste da Ásia tradicionalmente usado para tratar artrite e reumatismo contém um potente composto anti-HIV mais poderoso do que a droga AZT, de acordo com um novo artigo publicado no Journal of Natural Compostos .

    O produto químico, o pico de cloridina A, é derivado da Justiça de folhas de salgueiro e foi identificado em um rastreio de mais de 4.500 extratos de plantas para seu efeito contra o vírus do HIV.
    A descoberta é um dos resultados de uma parceria de pesquisa plurianual composta por cientistas da Universidade de Illinois em Chicago, da Universidade Batista de Hong Kong e da Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã, trabalhando em conjunto como um Grupo Cooperativo Internacional de Biodiversidade. Esses grupos, financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde, Fundação Nacional da Ciência e pelo Departamento de Agricultura dos EUA, procuram produtos naturais que podem ter aplicações em saúde e medicamentos e também trabalham para apoiar o uso sustentável desses recursos em países de baixa renda.

    Lijun Rong, professor de microbiologia e imunologia na UIC College of Medicine; Harry Fong, diretor associado do Programa de Medicina Tradicional da Organização Mundial da Saúde; E Doel Soejarto, professor emérito de química medicinal e farmacognosia no UIC College of Pharmacy, liderou a equipe da UIC. Rong é um especialista na identificação de agentes antivirais, Soejarto é um renomado cientista de plantas e Fong é um farmacologista bem conhecido.

    O extrato justiça de folhas de salgueiro foi retirado das folhas, caules e raízes de plantas que foram coletadas no Parque Nacional Cuc Phuong em Hanói, no Vietnã há mais de 10 anos por Soejarto. A UIC / Hong Kong / Vietnã ICBG analisou o extrato juntamente com milhares de outros como parte de seus esforços para identificar novas drogas contra o HIV, tuberculose, malária e câncer.
    Rong e seus colegas concentraram-se sobre a poluição por sua capacidade de inibir uma enzima necessária para o HIV incorporar seu código genético no DNA de uma célula. O AZT, o primeiro medicamento anti-HIV desenvolvido e comercializado em 1987, e que continua a ser a pedra angular dos cofres anti-HIV hoje, inibe esta enzima, chamada transcriptase reversa. Em estudos de células humanas infectadas com o vírus do HIV, a pictorrena A teve um efeito de inibição muito mais significativo na enzima.

    “A Patentilogina A foi capaz de inibir a ação da transcriptase reversa muito mais eficaz do que o AZT, e foi capaz de fazer isso nos primeiros estágios da infecção pelo HIV quando o vírus entra nas células dos macrófagos e altera a infecção quando está presente nas células T de O sistema imunológico “, disse Rong. Também foi eficaz contra as cepas resistentes aos fármacos conhecidas do vírus do HIV, tornando-se um candidato muito promissor para o desenvolvimento futuro de um novo medicamento contra o HIV.

    “O Patentiflorin A representa um novo agente anti-HIV que pode ser adicionado aos atuais regimes de coleta de medicamentos anti-HIV para aumentar a supressão do vírus e a prevenção da AIDS”, disse Rong.

    Os pesquisadores também foram capazes de sintetizar o rastreador de patentização A. “Se pudermos fazer a droga no laboratório, não precisamos estabelecer fazendas para crescer e colher a planta, o que requer investimentos financeiros significativos, para não mencionar que tem impacto ambiental “, Disse Rong.

  50. Miguel diz

    amigos, sei que vcs tem o kik e tudo mais, mas alguém ai tem algum grupo de wpp?

      • Oi Hope eu tb gostaria de entrar num grupo de zap! Sou + desde 2014 e a conversa e troca de experiencias com pessoas que vivem na mesma condição sorologica que a minha tem sido incrivel! Por favor me add 65 9 96643939 Nick

  51. Fé em Deus diz

    Boa noite!
    Em Fevereiro iniciei nevaripina + Tenofovir, desoproxila e lamivudina. em Maio o medico substituiu por Dolutegavir + Tenofovir. Acontece que aqui no Rio Grande do Norte está faltando já!!! Hoje já não tenho medicamento, e a moça disse que só na segunda deve chegar. Vcs sabem informar se vai continuar faltando? Luiz Carlos, vc que sempre nos esclarece, sabe dizer alguma coisa? Vende em algum lugar???

    Estou tendo diarreia, dor nos ossos, gases e desânimo. E disseram antes que não teria efeitos colaterais….Alguém aqui já toma e pode compartilhar o que teve?
    Fé em Deus para todos!

    • Nossa… Essa falta de medicamento em alguns pontos do país, provavelmente esteja ocorrendo por conta de má organização do método utilizado por estas unidades ao fazer a distribuição dos mesmos. Eu moro no MT e estou seriamente preocupado com a falta do 3/1 aqui na minha região. Essa falta de medicação está sendo noticiada em diversos meios de comunicação e mídia e em vários estados brasileiros. Até minha família está preocupada comigo ( alguns já
      vieram me perguntar se estou com a falta do medicamento)
      Vamos rezar pra que tudo volte a se controlar no País e que ninguém fique sem suas medicações.
      Deixo meu e-mail aqui caso queiram conversar, trocar experiências e informações: Trabalho na área da saúde e talvez eu possa ajudar alguns por aqui!

      NICK.CAFFIOLE@GMAIL.COM

      Grande abraço a todos e que Deus esteja a frente de nossas vidas!

    • Rômulo diz

      Tem gente que tem efeito colateral, tem gente que não tem.

      Tomo o DTG + 2em1 e tive 2 dias de enjoo apenas… e a pele do rosto e torax ressecada que com hidratante fica de boa. (To indo p/ o 3º mês)

    • Luiz Carlos diz

      A distribuição já está se normalizando. No início de Julho talvez ainda haja fracionamento em alguns pontos (apenas do DTG), mas a maioria das coordenações já estão novamente com estoque para em torno de 2 a 3 meses.

      As farmácias já ficam sabendo de antemão quando haverá algum problema do tipo, e muitas delas já se previnem fazendo dispensa para apenas um mês, por exemplo, mas algumas continuam dispensando para 2, 3 meses e acaba faltando para quem precisa no final das contas.

      Não há onde comprar a preços acessíveis nem a uma velocidade que irá suprir a sua necessidade, infelizmente.

      Abraços!

  52. Gaúcha diz

    Conforme havia prometido, acabei de pegar os resultados de meus exames!
    Indo pra 10ª semana de gestação, nós, casal sorodiscordante, continuo negativa, não reagente ao HIV!
    Eu já tinha essa certeza, mas agora que é fato tenho a obrigação de compartilhar com todos vocês!
    Lembrando que isso só é possível porque meu marido segue à risca seu tratamento, e está com suas defesas boas, CD4, CD8 e carga viral INDETECTÁVEL!
    É possível sim gravidez entre sorodiscordantes pelo método natural!
    Viva! Saúde a todos!

    • leandro diz

      Fico feliz em saber! Pois ainda tenho certos receios sobre esse assunto, mesmo praticando a relação sexual sem preservativo e todos os resultados da minha esposa vindo negativo.
      Gostaria de saber mais.

    • Mariah diz

      Palmas! Palmas!!
      Você tem algum contato? Gostaria de conversar com você!

  53. Fé em Deus diz

    Agradeço pela atenção e resposta Luiz Carlos. Deus abençõe a nós todos..

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