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A PrEP chegou ao Brasil

Na última semana, o Ministério da Saúde anunciou o início da distribuição de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco da infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus, a chamada “profilaxia pré-exposição” (PrEP) no Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta da PrEP deve começar dentro de 180 dias, a contar a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a PrEP, prevista para acontecer na segunda-feira, dia 29 de Maio. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, na última quarta-feira, dia 24, durante sua participação na Assembleia Mundial de Saúde realizada em Genebra, na Suíça.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a PrEP seja oferecida a todas as pessoas que estão sob “risco substancial de contrair HIV”. África do Sul, Austrália, Canadá, Escócia, Estados Unidos, França, Lesoto, Malawi, Nova Zelândia, Peru, Quênia, Suécia, Tailândia, Tanzânia, Taiwan, Zâmbia, Zimbábue já aprovaram o uso da PrEP, enquanto outros países avaliam a sua implementação. A Inglaterra está agora conduzindo um estudo da viabilidade no país, depois do National Health Service ter sido obrigado judicialmente pela Corte de Apelação, em Londres, a considerar a PrEP.

Ricardo Vasconcelos

Aproveitei o tema para conversar com Ricardo Vasconcelos, médico infectologista formado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que trabalha desde 2007 atendendo pessoas que vivem com HIV e com pesquisas clínicas no campo da prevenção de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Ricardo é coordenador do SEAP HIV, um ambulatório do Hospital das Clínicas da FMUSP especializado em HIV, e participou de importantes estudos de PrEP, como o iPrEX e o PrEP Brasil. Atualmente, Ricardo está cursando doutorado com PrEP na FMUSP e é coordenador médico do estudo HPTN 083, um ensaio clínico que avalia a eficácia e segurança da PrEP injetável intramuscular com o medicamento antirretroviral Cabotegravir. Ricardo participa continuamente de processos de formação acadêmica e difusão de informação envolvendo alunos de graduação da USP, ONGs e seminários de educação comunitária na temática de HIV e ISTs no Brasil.

Jovem Soropositivo — Ricardo, o que é PrEP?

“A PrEP é uma maneira de estar bem protegido do HIV”

Ricardo Vasconcelos — PrEP vem da sigla inglesa para profilaxia pré-exposição (pre exposure prophylaxis) e se refere a uma das novas estratégias biomédicas que utiliza medicamentos para proteger uma pessoa da infecção pelo HIV. Conceitualmente, PrEP é o uso de antirretrovirais diariamente por uma pessoa que não vive com HIV, mas que vive situações de vulnerabilidade para que a infecção ocorra, com o objetivo de mantê-la livre do vírus. Podemos simplificar a definição de situações de vulnerabilidade como não conseguir se proteger de maneira eficaz e continuada apenas com as estratégias tradicionais de prevenção, tal como o uso do preservativo. A PrEP é uma maneira de estar bem protegido do HIV sem que suas parcerias precisem concordar ou até mesmo saber que o indivíduo a está utilizando.

JS — Quais antirretrovirais fazem parte da PrEP e com que frequência precisam ser tomados para prevenir o HIV?

RV — A primeira combinação de antirretrovirais que se mostrou eficaz para a PrEP foi a associação de Tenofovir com Emtricitabina, coformulados em um único comprimido, comercialmente conhecido como Truvada, que deve ser tomado diariamente. Já existem outras drogas em fase de pesquisa que também se mostraram eficazes para PrEP, como a Dapivirina, por exemplo, administrada em mulheres na forma de anel vaginal impregnado pelo antirretroviral, que deve ser trocado mensalmente; ou o Cabotegravir, que é aplicado a cada dois meses em injeções intramusculares. Quando esses últimos estudos estiverem concluídos, teremos disponível um amplo cardápio de prevenção contra o HIV, que contemplará muito mais pessoas, considerando diferentes contextos de vulnerabilidade e capacidade de adesão às estratégias.

JS — Se a PrEP consiste no “uso de antirretrovirais diariamente por uma pessoa que não vive com HIV” para “mantê-la livre do vírus”, então estamos dando remédio para uma pessoa que não está doente?

RV — Exato. Isso é o que chamamos de profilaxia: o uso de alguma estratégia com o objetivo de evitar um desfecho não desejado. Assim como recomendamos o uso de Aspirina para que uma pessoa tenha suas chances de desenvolver um infarto reduzidas, ou usamos a pílula anticoncepcional para evitar uma gravidez indesejada.

JS — Parece que existe alguma semelhança entre a PrEP e a pílula anticoncepcional, não acha? Com um comprimido antirretroviral por dia, previne-se o HIV. Com uma pílula anticoncepcional por dia, evita-se a gravidez. Em seu tempo, a pílula anticoncepcional foi vista como uma “revolução”, que deu mais autonomia às mulheres para decidirem se queriam ou não engravidar. Você acha que a PrEP também pode ser vista como revolucionária dentro da prevenção do HIV?

“Dar autonomia para uma pessoa gerir seus riscos é sem dúvida uma revolução.”

RV — Sim, a pílula anticoncepcional permite que as mulheres tenham total controle sobre o risco de engravidar. Uma mulher que opta por tomá-la não depende mais da negociação com seu parceiro a respeito do uso do preservativo, do coito interrompido, da tabelinha ou do que quer que seja. Ela sabe que, ao tomar uma pílula por dia, estará evitando, de maneira bastante eficaz, uma gestação indesejada, mesmo que tenha relações desprotegidas. Dar autonomia para uma pessoa gerir seus riscos é sem dúvida uma revolução. Mas também existe uma reação negativa a essa revolução. Tanto na época do início do uso das pílulas anticoncepcionais quanto agora, com a PrEP, parte da população enxerga uma estratégia dessas como algo que vai ser usado por pessoas que “não se cuidam” ou que “só querem saber de transar com todo mundo sem camisinha”, e julga negativamente quem as usa.

JS — Michael Weinstein, diretor da Aids Healthcare Foundation, disse que a PrEP é perigosa para a saúde pública porque pode encorajar as pessoas a sair por aí fazendo sexo sem camisinha. O que você diria em resposta a Michael Weinstein?

RV — Diria que essa é uma preocupação constante entre todos que estudam PrEP no mundo. A isso se dá o nome de “compensação de risco”: a desinibição de comportamentos sexuais de maior vulnerabilidade por conta do uso da PrEP, o que poderia aumentar a incidência das outras ISTs, por exemplo, uma vez que o antirretroviral só oferece proteção contra o HIV. No entanto, o que vemos é que a maior parte da literatura publicada mostra que a população que tem indicação para o uso de PrEP, devido ao seu comportamento de vulnerabilidade, já apresentava história de múltiplas ISTs mesmo desde antes do início da PrEP.

“Alguns dos usuários até aumentam o uso de preservativo”

Por isso, a vinculação destas pessoas a um programa de PrEP tem um efeito extremamente positivo nesse aspecto: com o rastreamento frequente das outras ISTs, é possível fazer diagnóstico e tratamento precoce destas. Além disso, com o aconselhamento periódico de gestão de vulnerabilidades feito por profissionais da saúde, observamos que alguns dos usuários até aumentam o uso de preservativo, reduzindo a incidência de outras ISTs. Então, mesmo que de fato ocorra algum grau de compensação de risco por parte dos usuários de PrEP, teremos eles vinculados a um serviço de saúde, coisa que não acontecia previamente, e, assim, poderemos resolver prontamente as ISTs que surgirem, até mesmo as assintomáticas.

JS — Quem pode se beneficiar da PrEP?

RV — Qualquer pessoa que esteja vulnerável ao HIV por não conseguir utilizar de maneira consistente o preservativo em relações sexuais com parcerias nas quais exista risco significativo de transmissão do vírus. Isso inclui, por exemplo, alguém que tenha relações desprotegidas com parceiros casuais. Também, pessoas que vivem contextos em que a negociação do uso da camisinha é dificultada por conta de violência, como no caso de profissionais do sexo ou situações de discriminação. Por fim, para casos em que situações em que há uso de drogas e outras substâncias psicoativas, antes ou durante o sexo, façam com que haja falha no uso correto do preservativo.

Nesses exemplos que dei, é preciso ter claro que não se está recomendando que a pessoa pare de usar o preservativo, mas que se associe a ele a PrEP, uma vez que, nesses contextos, a PrEP é talvez a estratégia de prevenção que mais vai ser eficaz em manter o indivíduo livre do HIV.

JS — Quanto custa e quem paga pela PrEP no Brasil?

RV — Existem atualmente duas farmácias que vendem o Truvada no mercado privado, importado por 290 reais ao mês. Investir menos de 10 reais por dia para se manter livre do HIV pode parecer pouco para alguns, mas, considerando que os grupos chave de mais alta vulnerabilidade no País acabam sendo vítimas também de exclusão social e de direitos, esse valor torna proibitivo o acesso à PrEP. Por causa disso, o anúncio pelo Ministério da Saúde da incorporação da PrEP ao nosso sistema público de saúde deve ser aplaudido. Fruto de um longo trabalho, essa medida poderá ser decisiva no enfrentamento da epidemia de HIV e na redução dos novos casos da doença no País.

JS — Isso quer dizer que o dinheiro público será usado para pagar um medicamento para alguém que não pode ou não consegue usar camisinha?

RV — Sim. Fingir que as pessoas que não podem ou não conseguem usar o preservativo de maneira consistente não existem é um erro. Garantir uma política pública que os ampare considerando suas particularidades é bom não só para eles mais para todo o Brasil, pois, com menos pessoas se infectando todos os anos, a vulnerabilidade de toda a população diminui.

JS — O que é o PrEP Brasil e quais resultados obteve?

RV — O PrEP Brasil é um projeto demonstrativo da PrEP que está sendo feito no Brasil desde 2014. Um projeto demonstrativo é um tipo de estudo que está entre um projeto de pesquisa clínica, que serve, por exemplo, para saber se um remédio funciona ou não, e como seria sua implantação no sistema público de saúde. É um “piloto”. O objetivo do PrEP Brasil era avaliar qual seria o conhecimento sobre PrEP e a aceitação/adesão da PrEP entre aqueles pertencentes aos grupos de maior vulnerabilidade ao HIV no País, como os homens que fazem sexo com outros homens e mulheres trans/travestis.

“A população mais vulnerável ao HIV no Brasil não só aceita a PrEP, como também adere aos comprimidos da maneira correta.”

Nesse aspecto, tivemos resultados excelentes com o estudo: mais de 60% dos entrevistados desses grupos em risco de infecção acabaram iniciando a PrEP, sendo preditores de aceitação da estratégia, por ter um conhecimento prévio sobre a PrEP ou por ter tido um maior número de relações desprotegidas no ano anterior à entrevista. Isso mostra que a população que mais tem chance de se infectar aceita bem a recomendação do uso a PrEP. Entre aqueles que entraram em PrEP, com adesão aos comprimidos prescritos, a dosagem dos medicamentos prescritos que foi verificada também foi excelente: 78% dos participantes estavam tomando mais do que quatro comprimidos por semana — o que já é suficiente para atingir a proteção máxima. O PrEP Brasil demonstrou que a população mais vulnerável ao HIV no Brasil não só aceita a PrEP, como também adere aos comprimidos da maneira correta.

JS — Por que, no Brasil, a PrEP só será distribuída entre os grupos de alta prevalência do HIV — ou entre os “grupos de risco”, tal como tem sido publicado nas notícias veiculadas na imprensa, como Folha de S. Paulo e Veja?

RV — “Grupo de risco” é um conceito que não utilizamos mais na compreensão da epidemia de HIV, por conta do estigma e da culpa que recaem sobre esses grupos populacionais e por causa da falsa sensação de não existência de risco nos demais grupos da sociedade. Por isso, hoje preferimos a abordagem que compreende as peculiaridades e as vulnerabilidades que os grupos chave de alta prevalência apresentam. São grupos chave: os homens que fazem sexo com outros homens, trabalhadores(as) do sexo e pessoas trans, os quais, junto com os casais sorodiscordantes, usuários de drogas e população privada de liberdade, apresentam as maiores concentrações de pessoas vivendo com HIV no País.

O Protocolo Clínico que guiará a distribuição da estratégia no nosso sistema público de saúde, num primeiro momento, prioriza esses grupos chave de alta prevalência e suas parcerias, mas somente quando existir história de relações sexuais penetrativas desprotegidas. O simples fato de pertencer a um desses grupos, sem que haja situações com risco significativo de transmissão do vírus, não significa que existe ali alta vulnerabilidade ao HIV e, por isso, não há indicação para uso da PrEP.

Uma vez que os recursos e o número de comprimidos da PrEP são limitados, optou-se por iniciar implementação da PrEP entre aqueles que mais estão se infectando, onde a sua distribuição terá maior impacto no controle da epidemia. Essa é a recomendação feita pela Organização Mundial da Saúde.

JS — Então, os casais sorodiscordantes podem receber a PrEP? Isso quer dizer que estes casais fazem parte do grupo mais vulnerável a contrair o HIV?

RV — Sim, os parceiros de pessoas que vivem com HIV serão contemplados com a PrEP distribuída pelo Ministério da Saúde, sempre que relatarem relações desprotegidas com seus parceiros. Esse contexto é considerado de alta vulnerabilidade quando a carga viral do soropositivo está detectável ou é desconhecida, fatos associados à má adesão ao tratamento antirretroviral para quem vive com HIV e aos acompanhamentos recomendados. Já nos casos em que há boa adesão ao tratamento por parte do parceiro soropositivo que vive uma relação sorodiscordante, com manutenção da sua carga viral indetectável, não existe risco significante de transmissão do vírus por via sexual desprotegida.

“O Ministério deixa disponível a PrEP para qualquer casal sorodiscordante que tenha relações sem camisinha”

Para não haver dificuldade na determinação de quem vai e quem não vai receber a PrEP, e para garantir a possibilidade da associação de estratégias de prevenção (seguindo o princípio da “prevenção combinada”), sem que uma estratégia se sobreponha à outra, o Ministério deixa disponível a PrEP para qualquer casal sorodiscordante que tenha relações sem camisinha e que tenha interesse.

JS — A PrEP é mais segura do que a camisinha?

RV — Em relação a quê? Em relação ao controle da transmissão do HIV? Sim. Se, para uma comunidade com 1.000 pessoas que apresentam alta vulnerabilidade ao HIV, é utilizada uma campanha de prevenção que utiliza unicamente a recomendação do uso do preservativo em todas as relações sexuais, observaremos uma redução de cerca de 80% no número de novos casos de infecções, em comparação com um período anterior em que não era utilizada nenhuma prevenção.

“A efetividade da recomendação do uso camisinha não é de 100%, porque sempre teremos situações em que ela não será usada corretamente”

A efetividade da recomendação do uso camisinha não é de 100%, porque sempre teremos situações em que ela não será usada corretamente, seja porque o indivíduo não conseguiu usar, não desejou usar ou mesmo porque ao usar ela se rompeu. O fato é que a camisinha não é algo bem aceito da mesma maneira por todas as pessoas. Se, para essa população, for utilizada uma campanha de prevenção que associa a recomendação de preservativos com a PrEP, para aqueles que sabidamente tem problemas com o uso da camisinha, é possível chegar aos zero novos casos de infecção por HIV. Isso aconteceu, por exemplo, no projeto demonstrativo permanente Kaiser, nos Estados Unidos. Associar a recomendação de PrEP para aqueles que não conseguem manter o uso consistente do preservativo é, antes de qualquer coisa, reconhecer que nem todas as pessoas conseguem usar a camisinha de maneira perfeita — e isso, por si só, é uma maneira de dialogar melhor com o público que mais precisa de uma campanha de prevenção.

Entretanto, se a pergunta se refere às outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a PrEP não é nada segura, uma vez que ela só protege do HIV. Por isso, quando recomendamos a PrEP para aqueles que já não estão usando a camisinha adequadamente, estamos conseguindo fazer com que pelo menos a vulnerabilidade ao HIV caia. Além disso, o aconselhamento oferecido durante o acompanhamento da PrEP poderá fazer com que, com o tempo, o uso do preservativo melhore, reduzindo também a vulnerabilidade às outras ISTs, fato que já foi demonstrado em ensaios clínicos.

JS — Como sabemos que a PrEP é segura e eficaz na prevenção do HIV? Quantos estudos foram feitos e qual o número de pessoas acompanhadas nestes estudos? Existe no mundo algum caso de infecção pelo HIV em uma pessoa que estava tomando PrEP corretamente?

RV — Sim, o uso da PrEP para evitar a infecção por HIV em pessoas vulneráveis é considerado bastante eficaz, garantindo uma redução de quase 100% entre aqueles que aderem corretamente aos comprimidos. Além disso, a PrEP é segura, pois não apresenta nenhum evento adverso grave, desde que realizado o acompanhamento recomendado. Esses dados vêm de quatro grandes ensaios clínicos multicêntricos randomizados e de dezenas de projetos demonstrativos, como o PrEP Brasil, realizados em diversos países. Até hoje, tivemos no mundo cerca de 150.000 pessoas que entraram em PrEP. Destes, sem contar os indivíduos que não estavam aderindo corretamente aos comprimidos prescritos, foram relatados apenas quatro casos de infecção pelo HIV apesar do uso da PrEP.

“Nenhuma estratégia resolverá, sozinha, a questão da prevenção”

O fato de haver casos de falha da PrEP não deve ser encarado como motivo para abandonarmos essa estratégia, mas deve servir para nos lembrar que nenhuma estratégia — seja ela a camisinha, a PrEP ou a próxima que ainda vai ser descoberta — resolverá, sozinha, a questão da prevenção, controlando todos os novos casos de HIV no mundo. A associação de estratégias é que poderá resolver. Precisamos compreender que as melhores estratégias de prevenção para um indivíduo são aquelas que ele consegue utilizar de maneira correta e continuada. Preconceitos e julgamentos só funcionam como barreiras para que essas pessoas consigam encontrar as estratégias que melhor funcionarão dentro de cada contexto individual.

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133 comentários

    • ricardo costa diz

      Eu acredito que isso tem efeito contrário… Essas pessoas vão ficar indo e vindo com essa medicação… ou seja, vão acabar criando vírus resistentes a essa medicação… Isso so vai piorar a situação com vírus resistentes… pois, acredito que a maioria não vá tomar essa medicação corretamente e haverá uma troca de vírus com pessoas que tomam outras medicações diferentes do PreP … ( Se essa medicação PreP evita que peguem o vírus ou repasse… então ta confirmado que quem já toma e está indetectável podem fazer o bareback, breed it raw etc De qualquer forma o soropositivo que toma a medicação corretamente não contamina ninguém… Então, aquelas pessoas que estão sendo processadas por alguém é tudo balela? será que os juízos já sabem que quando fulano de tal é processado por alguém dizendo que pegou vírus de fulano … caiu por terra? Pois, já está indetectável não contamina não é?

      • Junior diz

        ricardo costa, antes de apertar o botão “publicar comentário”, releia e concatene melhor suas ideias. Seu comentário é muito confuso e fica parecendo que você leu pouco sobre PrEP e TARV. No mais, pare de ser juiz da vida alheia e deixe em paz quem quer se proteger. Quem quer se proteger não precisa pagar o preço de quem vai ficar indo e vindo. E no futuro, quem pegar vírus resistente de quem “criou vírus resistente por ter usado indo e vindo” como você mesmo disse, só vai pegar se tiver deixado de usar a camisinha também. Daí já não posso fazer nada… Deixe em paz quem quer usar camisinha PrEP junto. Você gostaria que criticassem sua TARV? Não né? Então, tira a pedra do sapato de quem quer usar a PrEP, por favor e por amor, ok? Chega de TABU, chega de MORALISMO sem fundamento, leiamos os resultados das pesquisas ok amigo?

  1. Henrique diz

    Governo porco.. uma medicação q ja foi adotada a anos nos outros países chegou no Brasil apenas agora.. se tivesse chegado antes com ctza eu e mtas pessoas nao teriam contraído esse virus maldito. Falta de informação, falta de campanhas eficazes. Não adianta nada darem truvada e nao informarem a população sobre o remedio.

    • Luiz Carlos diz

      Não adianta nada culpar o governo sendo que moramos em um país de terceiro mundo e muitos países de primeiro mundo ainda nem sequer cogitaram a PrEP.

      O Brasil é um país pioneiro em tratamento contra o HIV e distribui medicações alinhadas com as diretrizes de países de primeiro mundo GRATUITAMENTE. Me desculpe mas este seu comentário foi completamente ignorante. Não culpe o fato de você ter contraído o HIV no governo ou em qualquer outra coisa, entenda e aceite seus erros que você será muito mais feliz.

      (Obs: meu comentário é 100% desprovido de opinião política e totalmente apartidário – quem me conhece sabe que sou pesquisador e tenho tantos problemas com o governo quanto qualquer um, talvez até mais)

      Abraços

      • Rodrigo29 diz

        Luiz carlos você está completamente enganado, o Brasil não está alinhado com países de primeiro mundo nos tratamentos do HIV, o Brasil já foi uma referência há mais de 10 anos atrás! Atualmente estamos bem atrasado, uns 3 anos de atrasado na adoção do dolutegravir e ainda só para virgens (maior palhaçada é o governo afirmar que isso é devido a falta de capacidade da GSK de produzir mais medicamentos). Vou lhe atualizar, primeiro mundo é Genvoya, é dolutegravir em um comprimido com abacair e outro que n lembro…

        • Good Vibes diz

          Você não está atualizado. Primeiro mundo é Descovy (emtricitabina e tenofovir alafenamida) + Tivicay (dolutegravir sódico).

          Depois viriam Genvoya (que não contem dolutegravir, e sim elvitegravir + cobicistate + emtricitabina + tenofovir alafenamida) e Triumeq (dolutegravir + abacabir + lamivudina).

          Melhor se informar um pouco mais. Um simples Google já ajuda a não falar besteira. 😉

    • maxwell diz

      Camisinha tinha e vc (como eu e como muitos aqui) negligenciaram o uso da mesma pelo tesão. Então não culpe o governo pela sua própria displicência. Se a camisinha vc tem que usar apenas no ato sexual e vc não usou imagine se vc ia usar TODO santo dia um remédio pra evitar algo que vc achava que não pegaria porque achava que hiv estaria escrito na testa dos outros.

      Uso da prep para relacionamentos sorodiscordantes: Eu se fosse o negativo não tomaria e acabaria com a relação pois se o positivo não tenta se cuidar, não toma a medicação de modo correto, não está preocupado com a saúde dele e nem a minha, portanto. Numa relação sorodiscordante o positivo é quem deve se cuidar e se tornar indetectável para evitar de transmitir o vírus.

      • maxwell,

        Tem gente que se adapta melhor a um comprimido por dia para prevenir do HIV do que a sempre usar camisinha na hora de fazer sexo. O ponto positivo da PrEP é justamente esse — é sobre isso que o Ricardo Vasconcelos falou na entrevista acima.

    • ROCK HUDSON diz

      Concordo Com você Henrique, governo porco e sujo. É um absurdo que tenham demorado tanto tempo para liberar um composto que poderia ter salvo milhares e vidas. É um absurdo que haja tantas gays rancorosas e estúpidas , que demonizam a PREP somente por que não puderam utiliza-la na época devida. É um absurdo que um soro positivo se ache no direito de julgar os demais, imponto diretrizes e julgamentos para o estilo de vida dos outros, como se camisinha fosse algo delicioso no dia a dia, bando de santos hipócritas.

  2. Gonçalo diz

    Parabéns aos grupos que está sobre a adesão do medicamento no Brasil, a luta é grande mas vamos conseguir. (Boa sorte a todos).

    • ricardo costa diz

      Eu acredito que isso tem efeito contrário… Essas pessoas vão ficar indo e vindo com essa medicação… ou seja, vão acabar criando vírus resistentes a essa medicação… Isso so vai piorar a situação com vírus resistentes… pois, acredito que a maioria não vá tomar essa medicação corretamente e haverá uma troca de vírus com pessoas que tomam outras medicações diferentes do PreP … ( Se essa medicação PreP evita que peguem o vírus ou repasse… então ta confirmado que quem já toma e está indetectável podem fazer o bareback, breed it raw etc De qualquer forma o soropositivo que toma a medicação corretamente não contamina ninguém… Então, aquelas pessoas que estão sendo processadas por alguém é tudo balela? será que os juízos já sabem que quando fulano de tal é processado por alguém dizendo que pegou vírus de fulano … caiu por terra? Pois, já está indetectável não contamina não é?

  3. Adriano diz

    Pessoal, eu preciso de um esclarecimento, de acordo com a experiência de vocês:

    Eu descobri que sou soropositivo quando fiz uma consulta para cuidar de uma dor de garganta e a médica me perguntou se eu queria fazer o exame de sangue. Voltei para buscar o resultado e enquanto conversávamos (eu tentava, porque chorava muito e estava muito nervoso) ela me perguntou se eu perdi peso nos últimos dias e tive diarréia. Não tive nenhum dos dois, até então.

    Não sei se é porque estou psicologicamente abalado, mas desde que soube não consigo comer (o que provavelmente vai acarretar perda de peso) e me deu diarréia (o que pode ser pelo nervosismo, ou não), também senti o corpo febril sem ter febre exatamente.

    Ainda não comecei o tratamento. Ela me disse que eu devo fazer alguns exames antes.

    Vocês tiveram algum sintoma inicial? Até onde o que eu estou passando é psicológico e até onde já é um efeito causado pelo minha nova condição?

    Confesso que ando muito triste e não tenho conseguido, desde sexta, seguir com a minha rotina, nem na alimentação, nem no sono, nem na convivência com as pessoas.

    • Caca diz

      Olá Adriano, provavelmente deve ser pelo nervosismo mesmo. Eu descobri cedo também em um check-up que fiz em dezembro de 2016. Acabei perdendo peso no primeiro mês mas foi por não conseguir comer mesmo, não pelo remédio ou por outra coisa. Esse início é complicado mas tenta se alimentar normalmente, logo as coisas vão se acertar na sua cabeça… tudo vai voltar ao “quase” normal, com apenas um cuidado diário e uma pílula por dia a mais 🙂 !

    • Marcos diz

      Eu não perdi peso não, pelo contrário, tava era bem gordo, eu perdi peso depois de começar o tratamento (uns vinte quilos) mas por depressão, não HIV. Os sintomas que eu tive foram uma faringite ferrenha que demorou 14 dias de antibióticos pra sarar, chegou a ficar duas aftas na garganta (depois o médico explicou que geralmente essas lesões ficam por onde o vírus entrou e por tudo que relatei cremos que foi sexo oral). É até legal lembrar isso, pq todo mundo julga que não usamos camisinha, mas sempre usei sim, porém, quem usa no oral? Então a Prep vale à pena, se tivesse ela, não teria acontecido. Mas, voltando ao tema, sintomas inciais só a faringite e suor noturno. Perca de peso é mais na fase aguda, mas uns 5 quilos no máximo, não igual a pessoa que desenvolve aids…

    • Daniel34 diz

      Boa tarde Adriano, esse primeiro momento é normal sentir tudo isso fera. MAs tenha calma e não esqueça que agora não importa o que as pessoas irão pensar e dizer. Alias estamos num mundo tão inidividualista que as pessoas mal tem tempo para reparar uma nas outras.
      Agora é hora de lutar pela sua vida e seu bem estar.
      Caso queira um amigo para conversar me mande um e-mail e lá podemos trocar uma idéia melhor e lá partilhar disto tudo ok?
      Estou a 3 anos com virus e estou muito bem e feliz, hoje tenho outros medos e não mais do HIV pelo contrário até esqueço que tenho.
      danielive34@gmail.com

  4. Maycon diz

    Adriano! Todos passamos por esse momento. Sou da área biológicas como muitos aqui no Blog. Incluindo: médicos, biólogos, enfermeiros etc. Sua vida não acabou, de forma alguma. Só no nosso país tem uns 900 mil na mesma situação que você! Quase a população de Campinas. Sinta-se feliz por ter descoberto a tempo, logo você estará indetectável e sua autoestima irá voltar. A partir de alguns meses ou menos que isto, você não transmitirá esse vírus a quem quer que seja. Olha essa notícia da Prep! Nela pessoas irão tomar os medicamentos que já tomamos. Não sei os demais, mas isto pra mim já faz diminuir aquele pensamento higienista de um mundo entre positivos e negativos.
    Doi, eu sei! Eu contrai de um ex e acabei passando para meu atual marido! Transmitir doi mais que contrair e você não terá que pensar nisso a partir de agora, pois se amou ao querer fazer o teste. Enfim, poderia ser diferente, mas não é! Te convido a viver, e com a gente, esperar a cura.
    Em relação ao comentário do Luiz, só faço uma ressalva. Podemos como gays, culpar o governo, já que não nos informaram adequadamente! Imagine o que uma interferência no sentido de espalhar a informação sobre o que é ser indetectável poderia ter impedido? Já foi mais do que documentado que o preconceito e medo, aumentam casos de HIV. E não vimos qualquer ação midiática por parte do mesmo para incentivar o teste com a informação do indetectável. Amo seus comentários Luiz, mas neste eu apenas discordo com base na própria etologia.

    • Adriano diz

      Realmente, transmitir deve ser muito dolorido, essa é outra da minha preocupação. Atualmente estou conhecendo uma pessoa, super bacana e que em qualquer momento da minha vida me sentiria o mais sortudo e feliz do mundo, mas tenho medo de transmitir, de decepcionar, ele me faz feliz, mas essa felicidade tb me preocupa. É muita coisa junto e eu acho que deveria contar, mas é muito recente tudo isso para mim. Enfim, minha cabeça está uma loucura. rs
      Muito obrigado pelas suas palavras, Maycon, muito obrigado mesmo, pelo apoio e pelo carinho nas palavras, estou fazendo o meu possível para ficar mais calmo e racional. grande abraço

    • Luiz Carlos diz

      Maycon, não quero roubar aqui sua linda resposta ao Adriano, e discordar e argumentar faz sempre parte de uma discussão saudável. Eu fui encisivo na minha resposta porque me pareceu um “comentário do G1”, daqueles que qualquer notícia, seja boa ou ruim, é culpa do governo, viva bolsonaro, fora temer, etc etc.

      Eu não discordo que poderia existir mais informação, mas estamos aqui celebrando a PrEP com distribuição gratuita, enquanto nos EUA um frasco de 30 dias de PrEP custa 1500 dólares, e tenho que ler um cidadão falando que pegou HIV porque o governo é um lixo e não disponibilizou a PrEP antes. É um pensamento tão ilógico que foge até dos limites da minha paciência.

      É aquele negócio: discordar de um lado não é concordar com o outro.

      Eu espero que o JS dê uma moderada nos comentários fúteis sobre falar seja bem ou mal do governo, etc, porque estamos aqui para discutir notícias relacionadas ao HIV e ajudarmos uns aos outros. Se for para mais este blog virar uma guerrinha polarizada de comentários sem sentido, eu prefiro nem entrar mais aqui.

      Abraços!

      • Rômulo diz

        Luiz Carlos concordo que o modo de ver dele é meio distorcido mas aqui é um “site” onde qualquer um posta sua opinião então não tem sentido ficar “travando” comentários que de certa forma estão ligados ao assunto do tópico.

        Assim como queremos que os negativos respeitem mais os positivos, devemos respeitar a opinião alheia…

    • Renato diz

      Vc tem kik ? Maycon? Eu preciso trocar idéias c alguém de como voltar a me relacionar,pois j consegui desde q descobri a quase um ano!

      • Marcus diz

        Somos dois, quando recebi o diagnóstico eu sabia que não ia morrer, mas a sensação na hora foi “amor morreu pra mim, quem vai me querer…”, e por mais que a gente saiba que não é assim, na realidade é o que quase sempre acontece: A não ser que a pessoa seja muito bem esclarecida e sem medos, dificilmente vai conseguir se sentir à vontade graças ao espectro que carregamos, esse estigma tão ilógico…

  5. carlos diz

    Adriano, realmente no começo é muito difícil e árduo lhe dar com essa condiçao, simplesmente procure começar o tratamento e seguir as orientações médicas. As coisas com certeza irão se ajustar. Aconselho que não saia da rotina, evite isolamento. Isso hj em dia é tratado como doença crônica, não deixe o mundo cair pra você. Fica bem ok?!

    • Adriano diz

      Muito obrigado, Carlos. Muito obrigado de coração. Estou fazendo o meu possível e vou, sim, seguir a risca as orientações médicas e fazer com que o tempo reorganize a minha cabeça e a minha vida. Fique bem você também. Muita paz. Muito obrigado. Abraço

  6. Lucio diz

    Governo imundo… se não tivesse demorado tanto muitos de nós nao estariamos condenados a viver essa vida com essa maldição…

    • Alessandro diz

      Vc é dos fora temer ?? Eu sou fora corruptos !!! Mas foi o governo que transou com vc ? Pense melhor, a culpa realmente foi nossa, parem de se vitimizar, essa geração está uma droga, quando não se dão bem na vida é culpa do governo, se dói a cabeça é culpa do governo afff

  7. Serginho... diz

    Adriano fique tranquilo meu amigo…. só pense q um resultado positivo para o HIV não é o fim do mundo….tente se pôr na pele de uma pessoa q tem o diagnóstico de um.cancer terminal… faça seus exames..tome a medicação q daqui a algum tempo vc vai perceber q o HIV não é uma sentença de morte..forte abraço..

    • Marcus diz

      Lendo o comentário me veio em mente que quem recebia o diagnóstico até 95 era sim o de um “cancer terminal”, imagino qual era o desespero… Mas nós carregamos esse estigma até hj, a maioria das pessoas se você diz que é positivo, parece que a gente ve a nossa imagem de ser humano sendo desfeita no olho daquele pessoa para sempre e ela passando a nos ver como um criatura… Foda…

  8. GF-SP diz

    Poderiam também vender nas farmacias. Acho importantíssimo. Quem pode pagar poderia ter esta opção.

    • GauchoPREP diz

      Amigo, conforme diz a reportagem, já vendem. Depende, também, do interesse das farmácias em adquirir. Eu já comprei o Truvada mais de uma vez, sem dificuldade.

  9. Maycon diz

    Ainda bem que temos ativistas com pensamentos diferentes do Alessandro. Pois seguindo sua ideia: ” Se você contraiu, que se lasque “. O Governo não está fazendo mais que sua obrigação, visto os altos impostos que pagamos. Nós culparam durante décadas por termos surgido com essa doença e o que colhemos? Sangue de jovens homossexuais e de uma massa heterossexual que nunca se viu em risco. Menos filho! A história tem muito a contar sobre os errosnpra conter essa epidemia. Quando culpamos o governo, ninguém morre, quando ele nos culpa, milhares são enterrados.

  10. G+21 diz

    Sonho com uma notícia assim com uma curamiga funcional ou total. JS você poderia falar sobre aquela molécula da abivax que se mostrou muito promissora em reduzir os reservatórios em até 40% se nao me engano. E já está em fase 2 b, o que significa? Obrigado, gostaria muito de ser respondido

  11. Pranchana diz

    De onde vocês tiram essa ideia de que as coisas são gratuitas? Larguem essa palavra do vocabulário de vocês! O governo não dá nada de graça. Mais da metade do seu salário vai para o governo e você acha que ele está fazendo caridade? Não! Essa Prep será paga por todos! O governo não dá de graça, apenas não cobra diretamente.

  12. ROCK HUDSON diz

    “O era avaliar qual seria o conhecimento sobre PrEP entre os homens que fazem sexo com outros homens e entre MULHERES trans/travestis.
    EU queria entender o que passa na cabeça de uma pessoa supostamente técnica, da área de saúde, que chama tranquilamente um TRAVESTI de mulher, como se isso cientifico fosse, e por que somos obrigados a aceitar essa PATACOADA. Mais ciência e menos ideologia nesse Ministério.

    • Richard diz

      “Mulheres trans” é um termo médico… acho que ele quis dizer “mulheres trans e também travestis. Sacou?

  13. Caio PE diz

    Estratégia a mais para ser somada ao uso da camisinha. Mas é muito melhor para o governo investir em prevenção (que já é caro) do que em tratamento (hospitalar inclusive) que é muito mais caro. E como muitos citaram aqui, NÃO tem nada de graça não: isso é dinheiro de impostos altiíssimos que pagamos. Vejam os impostômetros que existem nas cidades e vejam se sai algo “de graça” por aí !

  14. ROCK HUDSON diz

    Pelo amor de Deus, governo sórdido, corrupto e demoníaco . Liberem logo essa PREP, crlho!!!! Vai demorar mais seis meses e ainda depois de uma publicação???? pelo jeito nunca vai sair….

  15. hope diz

    Meu deus do céu, agora meu parceiro vai usar o prep e me deixa mais feliz, mesmo a gente usando camisinha e eu sendo indetectavel, eu fico com medo.
    Hoje pode ser uns dos dias mais felizes da minha vida.

    demorou mais chegou. Agora ficarei mais feliz quando mudar minha medicação para a mais nova, odeio a 3×1, mesmo usando a 1 ano, ainda sinto um pouco de efeito colaterais.

  16. Luiz Carlos diz

    Pessoal, eu volto quando os comentários forem despolitizados. Quem quiser ter discussões sadias (onde existem argumentos, não só xingamentos), tirar dúvidas ou fazer perguntas, basta me mandar um e-mail em wildup11@gmail.com

    Abraços!

  17. Matheus diz

    Luiz Carlos não deixe de comentar aqui amigo,a proposta do site e um ajudar o outro,lógico que sempre aparecerá aqui uma ou outra pessoa com negativismo em seu comentário mas isso a gente releva e mantermos a prontidão de sempre ajudar assim que possível.

  18. Gil diz

    Pessoal. A PreP vem num momento oportuno onde a galera mais nova está deixando de lado a camisinha. Vá lá, não é a melhor coisa do mundo usá-la, mas acostuma. Muitos dessa geração acham que é “sofrimento” usar. E com muita desinformação… Tá certo que mimamos muito essa geração, mas…sofrimento???
    Trabalho numa escola de periferia. Para ter uma ideia, 92% usa o bolsa-família ou passavam fome. Juntam restos de merenda dos pratos dos outros em sacolas de mercado para alimentar os irmãos…
    Da EJA (educação em supletivo para jovens e adultos) entrevistei dezenas de rapazes de 15 a 21 anos. E mais uns tantos no Ensino Fundamental. NENHUM USA CAMISINHA.
    Sabem e temem hiv e AIDS. Sabem como pegam. Como engravida-se. Mas fazem sem e em bacanais nas festas… Vão para casa de uns e outros maos adultos e umas meninas se oferecem para os boys, outros rapazes também se oferecem e pagam para transar com essa turma descolada. É normal e comum para eles. Com drogas e bebida. A maioria menor…
    E sem camisinha. Temos 5 grávidas na escola, entre 13 e 17 anos.
    Para alguns, quando falei da PreP, de ir no Centro de Referência tomar as pílulas até 3 dias depois se romper a camisinha ou fizer sem ela… Adoraram.
    Falei das outras dst’s, fiz dinâmicas de contágio com troca de água em copinhos de água ( um tem vinagre) que trocam seus conteúdos e depois testo com iodo para o vinagre reagir e ficar colorido em quem trocou com o único copinho de vinagre, simulando a facilidade do contágio…
    E vejo o quanto o esclarecimento faz falta…
    E esta solução da Prep vai ajudar.
    Precisamos investir e cobrar EDUCAÇÃO.
    Tanto quanto torcer pela cura.

  19. Márcio diz

    Galera, já expliquei minha situação em um outro post. Minha melhor amiga é soro positiva e eu não. Ela some as vezes e geralmente não me procura. Enfim, o que eu queria saber agora, o retro viral pode ser depressivo? Ou isso é mais fruto da doença em si? Ela comentou isso comigo,mas gostaria de um explicação melhor (ela, obviamente, não toca muito no assunto). Outra pergunta. Ele pode acarretar mudanças de humor? Um dia feliz e outro mais para baixo? Se alguém puder me dar um help, agradeço! Obrigado a todos.

  20. Maycon diz

    Na verdade Luiz Carlos, não parece ser por conta do governo. É ressentimento, por não ter dado tempo de se beneficiar com a Prep.
    Lah no fundo eu tbm fiquei tipo: puxa vida!
    Quando eu fui infectado, não havia PEP, lembro de ter procurado uma outra vez lah por 2009 numa das minhas primeiras relações sexuais. A PEP veio 6 meses depois de eu ter contraído, e eu tive o mesmo pensamento. O de que o tempo e as pesquisas do governo estavam me prejudicando. Enfim, demora pra gente entender que fazemos parte de uma minoria extremamente perseguida, mesmo a sociedade fingindo que não e os gays bancando as Divas pra tudo isto. As vezes penso em acabar de vez com tudo, mas não por conta do HIV, mas por que me cansa lutar tanto. Como o Gil, também leciono e escuto as mais horrorosas coisas sobre nós, os gays! Este país é um religioso. Só não é pior pois é muito hipócrita e com gente “assanhada” demais. É um país onde Neymar crucificado, pode! Mas uma trans não.
    Por ser gay, não converso com a maioria da minha família. Se descobrirem que sou positivo, vão me crucificar sendo Neymar ou Trans. No fim, terei que processar mais membros com o mesmo sobrenome que eu, do que os demais. Pois esta é mais uma forma de reação que tive que aprender! O difícil de ser gay e depois se tornar positivo, é a carga que vai pesando sobre os ombros. São tantas defesas criadas, tantas mentiras, tantos gestos segurados pra não “ofender” ou “incitar” à homossexualidade (pois na cabeça de muitos é algo fácil) que não julgo, 2 dos meus amigos que se suicidaram ao descobrirem o HIV, e nem meu ex, que mesmo com pneumonia, não quis se tratar, e optou por morrer em casa.

    • Rômulo diz

      Que triste isso… acho que se alguém tivesse dado apoio (amigo, família ou qqr pessoa influenciável) poderia ter mantido eles vivos… =(

  21. Goiano diz

    Comecei ontem o 3 em 1, não senti absolutamente NAADA !! uffaa ..

  22. Mariah diz

    JS vc poderia fazer uma matéria sobre soro discordantes? Pode tomar PREP pra tentar gestação, mesmo se ele é indetectável?

    • GauchoPREP diz

      Mariah, conforme diz a reportagem, se ele é indetectável não há risco. Havia uma prática de “lavagem do esperma” que é até tida como inútil hoje em dia, já que diminuindo a CV a níveis indetectáveis não há risco de contaminação para a mulher. Veja o link a seguir: http://hivforum.tumblr.com/post/158030640596/hi-dr-positive-for-3-years-and-on-stribild-and-ud

      Nele um homem vivendo com HIV, indetectável há 2 anos, questiona se é seguro tentar um bebê ou seo o médico recomenda a lavagem do esperma. A resposta: “Alguém está mesmo fazendo lavagem de esperma ainda? Pareces abundantes os dados que sabemos sobre os benefícios de prevenção da TARV (terapia antiretroviral) … e da PrEP se você quiser duas formas de proteção.”

  23. João Paulo diz

    Boa tarde, positivos. Eu queria compartilhar um sentimento que tenho sempre. Sou soropositivo e estou numa relação sorodiscordante há 3 anos. Isso faz com que eu me sinta muito neurótico com o medicamento apesar dele ser farmacêutico muito bem formado e me dar todas as instruções possíveis. Mas mesmo assim eu fico com medo de por algum motivo a carga viral voltar a subir e é algo que é silencioso. A cada seis meses que faço exame é sempre uma tortura pra mim por causa do medo de pegar o resultado e a carga não estar indetectavel mais. Se por algum período estou mais alérgico com imunidade aparentemente mais baixa, penso ser a carga que está aumentando, se sinto alguma dor nas costas já penso ser alguma coisa séria.

    Principalmente, quando acontece às vezes de precisar mudar o horário do medicamento por alguma data comemorativa (o que raramente acontece) e eu decido por tomar algumas horas mais tarde pois sinto os efeitos colaterais imensamente mais fortes quando tomo o medicamento uma ou duas horas antes de ingerir alguma bebida alcoólica, porém jamais deixei de tomar nesses três anos que me descobri soropositivo.

    Por causa dessa neurose, sinto vontade de fazer exames todo mês pra ficar mais tranquilo. Mas acredito que eu me aprisionaria mais fazendo isso. Alguém tem conselhos para compartilhar? Já passou por isso e conseguiu superar de alguma forma? Por favor, peço que compartilhem suas experiências.

    PS.: seria ótimo se tivéssemos um aparelho que medisse nossa carga viral como os diabéticos medem sua glicose rs

    • Rômulo diz

      Isso é ótimo !

      Saber sobre o reservatório pode ser um caminho para parar com a TARV quando for o caso !

  24. Caio PE diz

    Tudo que servir de prevenção é válido. Mas existem pessoas que poderão não utilizar a PrEP de forma correta e induzir à resistência viral.

  25. Beto diz

    Eu conheço o dr. Ricardo já consultei com ele duas vezes, um cara de muita inteligência, estou pensando de voltar nele pra uma nova consulta e tira algumas dúvidas.

  26. Paulista+ diz

    Alguém sabe de algum médico particular em SP que passa o dolutegravir (e se o SUS libera) pra antigos pacientes? To há 2 anos com 3×1 e indetectável e minha medica não quer fazer minha troca, apesar de insonia e depressão. OBRIGADO QUEM PUDER AJUDAR!!!

    • telma diz

      O proprio sus liberará eu mesma fiz a troca e me arrependi e estou tentando via sus e judicialmente voltar ao raltegravir que nao tinha efeito colateral quase nenhum, enquanto o dolutegravir provocou alem de psicose problemas renais serios com hematuria .Aconselho a vc pensar os pros e contras nao pense que se o medicamento faz bem pra alguns nao fara mal pra vc nao existe formula magica para combinaçao de medicamentos . O que é otimo pra vc pode ser um terror para outros convivo com os antiretrovirais a mais de 23 anos e tenho experiencia grande em troca de medicamentos insonia e depressão sao dos males os menores .

      • Renato diz

        Telma ,vc sabe porque n vão fabricar mais o raltegravir? Estou fazendo uso do mesmo é minha vida melhorou muito em relação ao 3×1.

  27. João diz

    Uma dúvida, embora indetectável minha parceira e eu adotamos o preservativo, com a noticia da Prep ela ponderou em retirar o mesmo, a dúvida que temos é, em quanto tempo o medicamento faz efeito depois de ingerido?

    • GauchoPREP diz

      João, já uso há quase um ano e meio, e recebi essas orientações no começo, e a cada consulta. Após 7 dias você tem o máximo de proteção, e 4 dias é o considerado o mínimo. Meu parceiro é positivo e – da mesma forma que recomendam PREP + camisinha – entendemos que TARV + PREP é a dupla segurança máxima que esperamos obter, adotando o mesmo procedimento que vcs pretendem.

  28. Guto diz

    Bom dia Pares!
    Realmente trata-se de um assunto um tanto polêmico, concordam?
    Acredito, sinceramente, que tudo é válido quando se trata de otimizar as novas infecções pelo vírus HIV, não só no Brasil, mas no mundo. Entretanto, no que concerne à PrEP, várias considerações ainda devem ser feitas, sem menosprezar, por outro lado, a sua eficácia de PREVENÇÃO.
    De acordo com o último Boletim Epidemiológico do DIAHV, dos 136.945 casos de infecção pelo HIV no Brasil, 71.396 casos (52.1% do total) foram notificados na região Sudeste. Além disso, no que concerne aos de HIV notificados no SINAN, segundo faixa etária e escolaridade, observamos que na faixa etária de 15 a 19 anos, os casos de HIV subiram de 4,3% em 2007 para 6,1% em 2015, já alcançando 5,5% até a data base do presente levantamento que é 30/06/2016.
    Nesse contexto, a incorporação pelo SUS da PrEP e até mesmo da PEP, não deve ser questionada em termos de oferecer à população alternativas de proteção ao HIV. Além disso, vale salientar, que a incorporação da PrEP ao SUS no Brasil, atende um dos objetivos expressos na “Declaração Política sobre HIV e AIDS: Acelerar a Resposta para lutar contra o HIV e acabar com a epidemia de AIDS até 2030”, que prevê alcançar 3 milhões de pessoas em maior risco de infecção pelo HIV por meio da profilaxia pré-exposição (PrEP) até 2020.
    No entanto, devemos sim, nos questionar, até que ponto o Brasil peca, se omite e se acovarda, no que diz respeito à PREVENÇÃO.
    De fato, talvez por ingenuidade ou por egoísmo, falamos tanto em HIV, que nos esquecemos das diversas outras IST’s que todos nós estamos sujeitos ou vulneráveis, se desconsiderarmos o uso do preservativo. Acredito, fielmente, que o único jeito de cessar as novas infecções pelo HIV é através do uso do preservativo. A PrEP e a PEP devem ser consideradas um complemento a essa prática, e não a única alternativa, pois, como disse anteriormente, não devemos esquecer das outras IST’s… A sífilis pode ser citada aqui como um exemplo de fundamentação para o que estou dizendo.
    A pergunta que me faço, enquanto soropositivo, diz respeito à eficácia real dessa incorporação, que volto a afirmar, não deve ser menosprezada, nas atitudes individuais desse mesmo grupo que se encontra em vulnerabilidade. Até que ponto alternativas “remediadas” realmente serão satisfatórias no que concerne à prevenção, num país onde o “medo” desse vírus específico já não existe mais como antes, justamente pelo tratamento e por existir uma combinação de “remédios”?
    Portanto, que seja bem-vinda a PrEP ao Brasil. Mas que os Gestores Sociais, e aqui incluo principalmente os da área educacional e de saúde pública, se esforcem para realizar um trabalho de prevenção menos informativo e mais dialógico, menos remediado e mais crítico, principalmente no que concerne às mudanças de vida e de rotina de uma pessoa que recebe o diagnóstico reagente para HIV. Pois, por mais que tenhamos um “tratamento” eficaz contra o HIV, ainda sim vivemos com muitas incertezas e muitas vezes com o desejo de que tudo poderia ter sido diferente pra nós. Não há culpados! Há escolhas! E que as boas escolhas, as escolhas responsáveis, sejam disseminadas para todo o mundo. O preservativo foi e talvez sempre será o meio mais eficaz de prevenção das IST’s curáveis ou não. Não sei vocês, mas quando vou até o meu médico ou até os serviços de atendimento especializado para buscar meus remédios, e encontro jovens, cada vez mais jovens, na mesma situação que eu, isso me dói. E com essa dor eu sempre me questiono: onde estamos errando?
    Gil! Como te admiro! Muito bacana o que tem feito com esses alunos! Continue assim! Explore o protagonismos juvenil, eles com certeza, quando bem direcionados e mediados, nos surpreendem. Se todos os educadores se dedicassem um pouco mais a fazer aquilo que não são “pagos” pra fazer, como ler, elaborar projetos de prevenção e trabalhar os Temas Transversais dos PCN’s, já estaríamos fazendo a nossa parte na construção de um mundo mais justo, igualitário e libertador. Abraço especial!
    Vida e paz para todos! Abraço.

    • Gil diz

      Guto, receber um elogio de pessoa tão sensata e esclarecida me emociona. Até curou meu resfriado! Levantei da cama para mostrar seu comentário para minha esposa, mesmo febril, porque achei muito sensato e com números para fundamentar pesquisa e trabalhos novos…Mas… no final, quando li que me elogiaste, fora o acesso de tosse, quase surtei!!! Fiquei muito feliz e lisonjeado. E quase sem ar de tossir. Kkkk
      Você é muito sensato e coerente, inteligentão!
      Eu vejo que começa por esclarecimentos. Fui em todas as turmas falar sobre o uso de preservativo, controle da natalidade, puxando reflexões. Estou fundamentando e envolvendo os professores e pedagogos da escola.
      Logo vou trazer os estagiários de Psicologia e Enfernagem para esta escola e abrir um sábado de cidadania para a comunidade, já que tem uns condomínios enormes de aparamentos populares que estão sem assistência e 5 escolas minicipais no raio de 4 km que são carentes de tudo.
      Até no consultório particular tenho envolvido pacientes com trabalhos voluntários, ajudando-os a ter um norte, a objetivar vidas, ter uma comparação de suas vidas com outras realidades, informando, me acompanhando em palestras e aulas.
      Os jovens deprimidos e bipolares estão adorando!
      E fui chamado para palestrar pela própria Secretaria de Educação para breve.
      Mas sem abandonar a minha escola, onde vou deixar gente trabalhando e vou 1x semana multiplicar o trabalho pela cidade.
      A Educação é o único caminho de fazer um futuro melhor.
      Minha pesquisa no doutorado é sobre recuperar pessoas com transtornos de aprendizagem, mas estou quase mudando de rumo…kkkk…
      Este mês começo a palestrar para 700 professores da universidade que trabalho. Serão 3x semana, 30 vagas.
      Vou incluir ISTs na fala, dealgim jeito, pois alcançará 16 mil alunos diretamente.
      Um abraço! Vamos tentando. O resfriado e a tosse estão passando.

      • Guto diz

        Parabéns pelo trabalho Gil! Com certeza trará benefícios importantes e irreversíveis para toda essa população. E só pra fazer um adendo, o qual percebi só agora relendo o meu comentário, quando refiro-me às ausências de alternativas e/ou ações “menos remediadas” voltadas exclusivamente para a prevenção de todas IST’s, principalmente através do poder público, e aqui incluo novamente duas áreas com total legitimidade para isso, que é a Educação e a Saúde, o faço sem menosprezar, obviamente, os grandes avanços no tratamento desse retrovírus tão autêntico e perturbador. Nesse quesito, o Brasil tem seu legado, e um legado muito bonito inclusive, e aqui posso citar diversos precursores na área, desses pessoas mesmo, como por exemplo o infectologista Artur Timerman, até instituições de pesquisas, como é o caso do Instituto Oswaldo Cruz. Por outro lado, além de não desconsiderarmos todo esse processo científico, também não devemos desconsiderar que cada pessoa reage de um jeito ao descobrir a sorologia. Já vi pessoas se suicidarem após receber o diagnóstico reagente para HIV. Como também já vi pessoas que descobriram a sorologia e, talvez por vergonha, não buscaram tratamento, vindo a óbito por qualquer doença oportunista. Isso ainda acontece nos dias de hoje e é muito triste. Portanto, se há a possibilidade de prevenção, isto é, de um trabalho efetivo de prevenção sexual, devemos sim explorar e fazer a nossa parte. Não é porque existe tratamento que eu, instituição pública, não devo me preocupar em oferecer à população, sobretudo a mais vulnerável, um trabalho preventivo um pouco mais eficaz do que temos visto nos últimos anos. Saber sobre o HIV, todos sabem. Saber que existe o preservativo, todos também sabem. Mas a mudança de vida que essa “negligência muitas vezes consentida” (porque não vou entrar no mérito de exploração ou violação sexual), isso poucos sabem.
        Peço desculpas aos que me interpretaram de maneira equivocada e espero ter me justificado com mais clareza.
        Gil, acho que o resfriado e essa maldita tosse deve pegar todos nós nessa época kkkk. Invista em extrato de própolis kkk, ajuda muito. Sou fãnzaço dos fitoterápicos. E em relação ao termo “IST’s”, em substituição ao termo “DST’s”, existe a justifica do Ministério da Saúde de que o “D” indicava doença, ou seja, de sintomas e sinais visíveis no organismo humano, enquanto o “I”, que indica infecções, está mais adequado, uma vez que alguns vírus apresentam períodos assintomáticos, e algumas vezes, por toda a vida.
        Vida e paz para todos!

        • Gil diz

          Concordo 100%, desde a questão do investimento ter de continuar no campo da oferta de medicação, em todos os níveis e da prevenção, o mais cedo possível.
          Concordo e passei a usar o termo IST também.
          Aqui em João Pessoa tem um militante da causa de prevenção e cuidados, de dignidade a direitos das pessoas vivendo com HIV-AIDS, chama-se Evandro Almeida, meu amigaço, que trabalha aqui, em recife, em Natal e faz das tripas coração para divulgar, esclarecer, prevenir e dar dignidade à nossa luta. E não ganha nada de governo algum, só as diárias de congressos e seminários que ele ajuda a preparar.
          Estou vendo se ele coordena uma pós na área de Políticas Públicas e provadas em ISTs, drogas e redução de danos.
          Vamos ver no que dá.
          Agradeço suas esclarecidas palavras. Gente de bom senso e de bom nível, como você, Luiz Carlos mostra que estamos no lugar certo, com a cabeça em dia.
          O resfriado melhorou muito, a tosse diminuiu. Fui de extrato de Própolis, sim.
          Se fosse em outros tempos, pirava: vixi, deu resfriado, tosse, ínchaço de gânglios… pronto, o vírus ressuscitou e me destruiu.
          Hoje, só faço drama para minha esposa levar um chazinho quente na cama, porque homem tem sim e precisa de frescuras e certa fragilidade nessas horas, kkkkkk

  29. SP+- diz

    Pessoal uma dúvida. A entrevista se mostrou muito clara, mas pode ser erro de entendimento meu.

    Primeiramente se fala sobre não adesão aos casais sorodiscordantes com o soropositivo indetectavel.

    Depois se fala que se dará adesão a todos os casais sorodiscordantes sem exceção.

    Inicialmente já darão adesão a todos os casais independente de ser indetectável ou não?

    Sejamos muito mas muito honestos. Alguns de nós pegamos o vírus por confiar demais. E justamente no confiar demais o parceiro pode deixar de tomar seus remédios, passar por alguma fase de depressão mal estar ou qq outra coisa que leve a deixar de tomar a TARV e não comunicar ao parceiro negativo, e em algum descuido justamente por confiar demais acontece mais um contágio.

    Sou da opnião que todo casal sorodiscordante deve ter direito a PrEP sim!

    Somente meu ponto de vista…

    E comemoremos!!!

  30. Aninha diz

    Entendo as opiniões expressadas aqui e respeito as que não concordo. Mas acho que ficar lamentando o problema, jogando a culpa no governo, culpando o parceiro, imaginando que a PrEP será uma péssima escolha porque irá acarretar isso ou aquilo, é perder tempo e energia com coisas banais. Vamos nos aceitar do jeito que somos e com as condições que podemos viver, lutar pelos nossos direitos mas agradecer também pelo que temos. Não adianta chorar pelo leite derramado ou se desesperar à espera do leite do bezerro que ainda nem nasceu. O Brasil não é um país de primeiro mundo e estamos anos luz de distância de sermos os melhores, mas ainda assim, temos muitos benefícios e acesso aos antiretrovirais sem precisar pagar por eles diretamente. Pagamos sim de forma indireta e todos sabemos o preço alto que pagamos por tudo aqui, mas tenham consciência que há muitas pessoas no mundo sem acesso às medicações e ao sistema de saúde. Antes de me descobrir positiva, coincidentemente participei de um trabalho voluntário na África do Sul e vi as piores e mais dolorosas imagens da minha vida. Visitei uma região em que o número de pessoas com AIDS (e outras doenças) em estado lastimável se encontravam jogadas por todos os lados e posso afirmar: isso sim é uma tristeza sem fim. Compartilho isso aqui, pois foi algo que me ajudou a aceitar melhor a doença, que contrai anos depois de ter participado desse trabalho voluntário. Nada acontece por acaso. Espero que todos aqui, recém diagnosticados ou não, tenham consciência de que sempre há alguém em situação pior do que a nossa e absolutamente tudo nessa vida serve para o nosso aprendizado. Sejamos gratos por estarmos vivos, pelos remédios e pela medicina ter avançado, pois com certeza muitas pessoas que morreram em decorrência da AIDS no início da epidemia, prefeririam ter a chance que estamos tendo nos dias de hoje. Um abraço a todos e muita luz!

    • Guto diz

      Aninha, muito bonito o que vc escreveu… Acho que o grande desafio, enquanto positivos, diz respeito mesmo à “aceitação”. Tenho feito exatamente o que sugeriu: agradecer. Não só pelos antirretrovirais, pelo acesso facilitado de tratamento, mas também por tudo de maravilhoso que me rodeia, principalmente, as coisas mais simples… Coisas que só retribuo a devida atenção, justamente após descobrir a sorologia. Não há como negar que isso é uma grande mudança na vida de qualquer pessoa… E manter-se equilibrado, talvez seja o principal desafio. E que em dias não tão bons, com todas aquelas oscilações mentais, sejamos capazes de lembrar do que você compartilhou e agradecer mais. Abraço…

  31. Gus diz

    Mudando um pouco o assunto do tópico.
    Alguém conseguiu trocar do 3×1 para o dolutegravir?
    Se sim, o que foi alegado? Obrigado

    • Guto diz

      Gus, a troca da combinação 3 em 1 para o Dolutegravir também está embasada numa normatização expressa pelo Ministério da Saúde. E sinceramente, se a combinação 3 em 1 estiver mantendo você em nível indetectável, assim como eu, dificilmente a troca será permitida, seguindo o protocolo. Mas, como temos visto, existe um grande esforço para que todos os que estão nessa combinação 3 em 1, passem, posteriormente, para o Dolutegravir. Abraço.

    • Jonas diz

      Tomo o 3X1 e por não ter nenhum efeito colateral, não cogito a troca. Se um dia a pílula virar também 3×1, ou seja, tomar realmente só um comprimido por dia, aí sim, embarco nessa. Minha médica prefere manter assim, até me deixou livre para escolher, mas fez algumas considerações importantes. Preferi não mexer em time que se ganha.

  32. luquinha diz

    Daqui para frente , reservatório , reservatório , reservatório ….dois passos para frente um passo para trás , dois passos pra frente três para trás , dez passos para frente quatro para trás , reservatório , reservatório , reservatório , mais vamos vencer ….

    • D_Pr diz

      Assunto velho Luquinha

      Eu lembro das suas postagens e das informações privilegiadas que você tinha e tem.

  33. Andre diz

    Alguem aqui já fez tratamento para sífilis enquanto soropositivo? Como foi? Em que fase estava? Estou desesperado.

    • ricardo costa diz

      sou tão safado que ja fiz tratamento para sífilis 4 vezes kkkk.
      6 doses de Benzetacil é cura. Antes não existia cura para sífilis. 2 injeções por semana em 3 semanas estará curado totalmente. A única coisa que ficará nos seus exames será marcas de pontuações que ficam… pois, o sistema imunológico copia cicatrizes. Fique tranquilo… sífilis não baixa imunidade.. pois, ela trabalha na superfície do nosso corpo. Lembre-se… mesmo usando camisinha há possibilidades de se infectar ou reinfectar. Pois, essa bactéria fica na garganta do infectado tbm que não está sendo tratado… Ou seja, faça como eu… nesse período de surto, eu evitei sair a procura de sexo… Obs.: peça para colocar xilocaína na Benzetacil… para aliviar a dor que é chata e intensa. Antes de aplicar tbm a injeção eu usei a pomada trombofobe para anestesiar a dor da picada da seringa. Vale lembrar que sífilis não tratada pode levar o cidadão a loucura, cegueira, calvície e outras consequências no fígado e rins.
      Abraços..

    • Guto diz

      Olá Andre.
      Assim como o Ricardo, já tive sífilis 4 vezes, sendo 1 enquanto soropositivo. É a primeira vez? O tratamento é padrão, 6 doses de benzetacil divididas por 3 semenas. Duas doses por semana, uma em cada nádega.
      Dica… Se houver a possibilidade de deitar-se para a aplicação é melhor. O glúteo fica mais relaxado.
      A dor em si é causada pela solubilidade do componente… Trata-se de um componente mais grosso e, portanto, com absorção mais lenta pelo organismo.
      Tirando isso, é um tratamento 100% eficaz. Fique bem! Abraço.

      • Guto diz

        Outra coisa… Depois de tratar, peça ao seu médico infectologista, pelo menos duas vezes por ano, um exame laboratorial para controle. Normalmente, eles pedem o VDRL. Se cuida amigo!

  34. Jv diz

    Bom dia, pessoal! Sobre o Dolutegravir…meu médico me prescreveu na última consulta! Venho fazendo o uso do 3×1 há 1ano e 4 meses. Achei que estava tudo indo bem, mas essa troca não está sendo tão simples como pensamos! Fui correndo pro CTA para pegar o dolu e não consegui! Parece que o “sistema” deles não aceita por não ser protocolo. Essa troca é devido alterações no fígado e neurotoxicidade (há justificativas). A farmacêutica, muito solícita por sinal, ficou de ligar para o médico responsável pelo programa no estado para se informar sobre isso! Falou algo sobre uma câmara técnica. Acredito que uma deliberação! Alguém teve dificuldades em trocar?

    • Luiz Carlos diz

      A diretriz atual é EFZ -> ATZ/r ou LPV/r -> DRV/r -> Câmara técnica -> DTG.

      Ou seja, saindo do EFZ, é preciso passar por pelo menos 2 IPs, para então solicitar o DTG à câmara técnica, e ainda podem ocorrer ressalvas.

      Existem outros caminhos também, como RAL, mas como são muitos comprimidos e dois horários (2x RAL ao dia), os médicos evitam a prescrição.

      Em breve deve ocorrer a liberação da troca direta para o DTG para quem tem problemas com o EFZ. Era para ocorrer em Junho, mas pela baixa adesão ao DTG no início de 2017, creio que vá levar um pouco mais de tempo em virtude da atualização das projeções de compra.

      O único caso de troca direta do EFZ para DTG é em caso de contraindicação ao TDF, com resultado negativo de hipersensibilidade ao ABC, e ainda assim é um esquema com 3 comprimidos.

      Abraços

    • Renato diz

      Minha médica tbm receitou o dolutegravir,mas n consegui tirar na farmácia,pelos mesmos motivos q vc citou ,e olha q ela foi pessoalmente a farmácia tentar,pois eu estava muito mal c o 3×1.

  35. SP+- diz

    Alguém já deu positivo para a cepa da tuberculose durante o uso do 3×1?

    Queria saber se a profilaxia de 6 meses resolve e se é tranquilo passar por isso…

    Obrigado.

    • Henrique diz

      O meu deu positivo . Eh de extrema importância o soropositivo realizar o tratamento de tuberculose latente caso o PPD dê positivo. Ainda nao iniciei meu tratamento, mas em breve iniciarei. Sabemos que eh chato mais comprimidos, mas eh por uma boa causa..

      • SP+- diz

        Henrique ainda sobre o bacilo da tuberculose, a médica afirmou que mesmo após o final do tratamento se fizer o exame vai continuar dando positivo para o bacilo.

        Não sei se entendi direito, mas ao meu ver após o término da profilaxia de 6 meses deveria passar a dar negativo não é?

        Como foi o seu tratamento?

        Obrigado 🙂

  36. luquinha diz

    Embora vcs já tenham visto esta matéria postada pelo D-Pr vão ouvir muito no TZA ,(nome dado ao segundo milagre Primeiro AZT de traz para frente ) que querem chegar exatamente o que aconteceu no vídeo , ( eleminar 100 % como aconteceu no animal) ou seja tudo que há de ? no Homem como macrófagos vou falar as minhas palavras no baço ou na cabeça ou também como essas duas postagens que coloquei acima ,mesmo crescendo ou sendo reativada uma vez eliminada -não vai ter nada que o empeça , ou seja eleminar os reservatórios ou seja na cabeça da piroca ou na carinha da pepeca vai e não vai demorar não , torcemos e que assim seja e que realmente não demore .

      • luquinha diz

        Esta tudo sim , eu fico abismado como o tempo passa rápido já são 4 anos e três meses de diagnosticado , estou bem tirando um pouco da anemia mais e devido a medicação , mais nada assustador continuo com os cabelos lindos , mais acredito que no inicio do ano seguinte devo passar para dolutegravir na minha opinião TODOS deveria estar tomando ,Tenho saído bastante conheci algumas mulheres mais apenas fiquei nada serio e você como esta ? Muito frio ai no Paraná no próximo verão venha me visitar , abraços

        • Renato diz

          Boa noite Lukinha , essas mulheres q vc fica eventualmente vc encara numa boa? Sem neura de ter q contar?

          • luquinha diz

            Boa noite Renato , assim que descobri eu tinha um relacionamento serio a porra da mulher jurava que me amava e demostrava , contei ela jogou 10 no viado e saiu batida , hoje mora na suíça , sofri muito pois apesar de trair a amava , mais as mulheres que conheço hoje em dia não conto não e não aconselho a ninguém contar . ai vai de cada um , mais encaro sim eu esqueço que tenho .

            • José diz

              Fala Luquinha!

              Não sei como vc descobre tantas noticias novas sobre as pesquisas..

              Sobre seu comentário, to numa situação mais ou menos parecida.Tem um email pra que a gente possa trocar uma idéia?

            • Aninha diz

              Luquinha, também estou com essa mesma ideia sua de não contar aos homens que conheço, mas fico em cima do muro muitas vezes. Me diz uma coisa, você não conta por ter relações casuais? É isso? Se conhecer alguém e achar que vale a pena investir em algo mais sério, contaria? Fico entre a cruz e a espada, esse é o único ponto que me deixa preocupada e confusa!

        • Alexandre diz

          Fala, D_Pr, beleza? Tamo aí acompanhando tudo de perto e me divertinto com o Luquinha.
          E com vc, beleza?
          Estive na Bélgica há dias atrás e fiquei sabendo que lá e na Suiça eles estão testando uma vacina terapêutica há bastante tempo. Sabe de alguma coisa, JS?

  37. HomemSP diz

    Renato,
    Consegui trocar para o dolutegravir.
    Levei um exame de genotipagem, comprovando a minha resistencia ao Efavirenz.
    Meu medico preencheu uma ficha de solicitação de troca, eles analisaram os exames (carga viral, cd4, genotipagem geral e genotipagem especifica aos inibidores).
    Bem chato, processo durou 5 meses.

    • Renato diz

      Homen SP no meu caso eram os efeitos colaterais,eu fiquei indetectável c o 3×1, abraço!

  38. Ombro Amigo diz

    Antes de começar meu comentário, queria ressaltar que uma das coisas que funciona relativamente bem no Brasil é justamente o programa de HIV/AIDS. É bem verdade que ele poderia ser melhor em vários aspectos, mas temos que ter em mente que temos distribuição universal de antirretrovirais, hospitais de referência e centros de testagem e aconselhamento. Tudo “gratuito” e o mais bacana é que o programa tem uma trajetória independente das sazonalidades e da instabilidade política no país. Se chegou o Dolutegravir [DTG] chegou tarde ou se não temos a medicação A ou B isso pouco importa! o que importa é que temos! Nos EUA não existe tratamento universal, pelo menos 70% dos soropositivos não tem acesso ao tratamento com antirretrovirais na Rússia e na África do Sul, o governo chegou a adotar uma política absurda de negação do HIV.

    Embora eu considere uma decisão acertada, eu tenho algumas ressalvas em relação à adoção da PrEP no SUS. O mais importante seria se a adoção da PrEP vier acompanhada de um rigoroso acompanhamento do candidato ao tratamento: avaliar as pessoas que estão em risco, conscientizar do uso do preservativo para outras DSTs, de cuidados com a saúde física e mental, e informar sobre possíveis colaterais e da importância do acompanhamento médico. Além disso, o Brasil deveria criar um programa de educação sexual nas escolas para conscientizar dos riscos das DSTs e para ensinar questões relativas à própria sexualidade. E por fim, criar campanhas públicas para diminuir o estigma relativo aos portadores de HIV.

  39. Jv diz

    Realmente foi impossível a minha troca. Hoje foi um dia chato e estressante por isso. Até com meu médico tive um desentendimento. Criei uma esperança quando saí do consultório essa semana com a prescrição do DTG. Mas ontem e hoje tudo mudou. A farmacêutica pegou meu telefone e me deu o pessoal dela. Ligou para o médico responsável pelo programa aqui no RJ e ligou inclusive para meu infecto. Infelizmente nada feito. Meu médico me sugeriu o atazanavir mas aí mudaria todo o esquema. Prefiro não arriscar tanto! Mas devemos lembrar uma coisa aos nossos médicos: saúde é muito mais que estar indetectável! Saude é um estado global de bem estar físico, emocional, social…Pago 400 reais numa consulta onde o médico basicamente trabalha com os números do meu exame! Uai…o engenheiro de exatas sou Eu! Vou investir esses 400 reais num ortomolecular e passar a consultar com algum infecto qualquer do meu plano! Continuarei com o 3×1 por hora!
    – sentindo-se impotente. :/

  40. LH diz

    Alguém sofre de problemas intestinais devido ao uso do 3×1? Já tomo há quase 2 anos e ainda não consegui regular meu intestino. Vou ao banheiro todos os dias mais ou menos umas 3 vezes mas é raro ter fezes saudáveis: sempre despedaçadas ou aquosas. Estou com gastro marcado mas gostaria de saber se pode ter alguma relação com o medicamento.

    • luquinha diz

      A minha combinação e outra mais com os lactobacilos melhorou quase 100 % boa sorte

  41. Fabio diz

    Ola LH,

    Kefir e muito bom, procure informacões pela net. Eu faço uso constante e quando não tomo sinto a diferença.

    Abcs

  42. Felipe Martins diz

    Alguém está tendo problemas com falta de medicamentos, particularmente o 3×1, em outras regiões? Acabo de voltar da farmácia onde retiro com a informação que o 3×1 está em falta a quase 1 semana. A questão é que não estamos falando de uma aspirina, que você vai em qualquer farmácia de esquina e compra. Alguém já passou por isso recentemente?

  43. Gentil diz

    Há mais de 3 anos estou indetectável, faço exames de quatro em quatro meses e uso preservativo com meu parceiro que é S-. Desde o início da relação ele queria que eu fizesse o teste pois dizia ter dificuldades com o uso do preservativo. Foi muito difícil quando contei que era S+, quis terminar o relacionamento mas ele quis continuar e estamos juntos há dois anos. Sempre me sinto inseguro com relação ao sexo por ele ter dito desde o início da relação que não sente muito prazer com o preservativo e vi na PrEP uma possibilidade de possivelmente resolver isso. Contudo percebo que meu parceiro tem muito medo mesmo eu estando indetectável, como se não confiasse na eficácia da Tarv, ou melhor, nessa história que CV indetectável não transmite. Não vejo problema no uso do preservativo, mas o fato de ele já ter dito que não acha legal acaba mexendo com minha autoestima, daí fico prensando se não seria legal fazer o uso da PrEP. O problema é que não acho que devo sugerir sendo que ele já tem conhecimento do assunto, daí vai ficar parecendo que estou incitando o sexo sem camisinha, quando na verdade minha intenção é que seja legal e seguro para ambos. Vale lembrar que nós que nos tratamos direitinho não representamos riscos e estamos super protegidos com a Tarv + preservativo. O que acham?

    • SP+- diz

      Gentil.

      No caso eu sou o S- da relação.
      Fizemos sexo por mais de 2 anos sem preservativo e sem eu saber q ele era S+ e indetectavel.

      Ele tomou essa decisão por mim, confiou na Tarv e tudo correu bem, até que me contou e imediatamente eu achei que deveríamos usar o preservativo.

      Não por ignorância, mas pelo receio de em algum dado momento simplesmente ocorrer alguma alteração ou mesmo ele esquecer de tomar o comprimido e de repente sair do indetectavel e transmitir.

      Achei que dessa forma eu tb estaria dividindo com ele a responsabilidade, não sei.

      E admito, a qualidade do sexo caiu bastante com a camisinha 😦 tem afetado bastante a auto estima dos dois mas pretendo segurar até ter acesso a PrEP

      Vou fazer uso pq assumo junto 50% da responsabilidade

      Acho que grande maioria aqui se contaminou num ato de confiar

      A mesma confiança o parceiro S- deposita no parceiro S+ de q ele vai tomar o remédio e se manter indetectavel… Mas e se ele falhar? E se por esquecimento ou por algum momento parar de tomar a Tarv e não avisar o companheiro.?

      Acho que são mtas variáveis e encontro na combinação da PrEP no S- com a Tarv no S+ uma tranquilidade para ambos, não depositando a confiança apenas na CV indetectavel

      • Gentil diz

        Ok SP+-,

        Acho muito legal o seu comprometimento não só com vc mas com seu parceiro também, é admirável. Mas acha que devo tocar no assunto da PrEP com meu parceiro? A título de sugestão. Abraço e obrigado desde já.

        • SP+- diz

          Gentil,
          Eu vivo uma relação mto parecida com a descrita por você e sim eu acho que você deve sugerir.

          Passamos a usar preservativo após 2 anos de relações relativas sem o uso. A diferença na qualidade do sexo foi gritante o que está gerando insegurança e baixa auto-estima em nós dois aqui, portanto estamos ansiosos com a adesão a PrEP para liberar-nos do preservativo enquanto relacionamento fechado.

          Quanto a vocês, minha sugestão é vc estar bem informado e ter a pesquisa PARTNER em mãos, aquela que mostra que a transmissão foi zero. Tudo isso somado a pesquisa PrEP Brasil acho que beira os 100% de segurança a combinação Tarv + PrEP.

          Lembro que tive relações relativas com meu parceiro S+ indetectavel sem preservativo por 2 anos sem saber da sorologia dele e continuo S-. Ele confiou na Tarv e em estar indetectavel, não me contou e não transmitiu pra mim.

          Mesmo assim eu quero fazer o uso da PrEP, eu confio nele mas acredito que pode haver esquecimento no uso do 3em1 ou mesmo qq motivo que o faça suspender o tratamento sem me comunicar e de repente se tornar transmissor, ou mesmo q CV variar entre um exame e outro e simplesmente transmitir e passar a ter ainda mais esse peso nas costas..

          Boa sorte pra vcs, tenho certeza que vai dar tudo certo.

          Se souber de algum posto em SP que já esteja abrindo a PrEP por favor compartilhe eu te agradeço.

          Estou seguindo os comentários de todos os posts novos aqui do site.

          Obrigado

  44. Rodrigues diz

    Algum lugar já está distribuindo a PrEP?? Aqui em Brasília me disseram que só será distribuída em Janeiro de 2018.

    • aspirante.ao.inss@gmail.com diz

      queria comprar na farmácia privada, não é querer ser esnobe, mas ganho bem, e R$ 280 não é caro pra mim,alguém sabe q farmácias distribuem???

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