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Envelhecimento cerebral normal

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Um estudo europeu parte da colaboração COBRA, CO-morBidity in Relation to Aids, divulgado na CROI 2017, Conference on Retroviruses and Opportunistic Infectionsnão encontrou evidências de envelhecimento cerebral acelerado em pessoas soropositivas sob tratamento antirretroviral.

Neste estudo, cientistas reuniram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética e aplicaram testes cognitivos em 134 voluntários soropositivos sob tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável, no Amsterdam Medical Centre e no Imperial College London. 79 pessoas soronegativas seviram de “grupo de controle”, isto é, foram usadas como comparação às pessoas soropositivas. A retenção ao longo do estudo foi boa, com resultados de acompanhamento disponíveis para 120 dos 134 participantes com HIV e para 76 dos 79 soronegativos ao longo de quase dois anos — mais precisamente: 1,9 ano.

A idade média no início do estudo era de 57 anos, com variação de mais ou menos sete anos entre os participantes. No grupo com HIV, a contagem média de CD4 no começo do estudo era de 646 células/mm³, com variação de 213 células/mm³ entre os participantes. O ponto médio mais baixo de CD4 ao longo do estudo foi de 185 células/mm³, com variação de mais ou menos 144 células/mm³ entre os participantes, refletindo uma história comum entre muitos idosos soropositivos. O estudo foi em grande parte composto por voluntários homens, com apenas nove mulheres soropositivas e seis mulheres soronegativas — porém, esta desigualdade refletia o equilíbrio de gênero da população com HIV em cada país.

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Algumas diferenças foram relatadas no começo do estudo: em comparação com o grupo soronegativo, soropositivos apresentaram volume de matéria cinzenta ligeiramente menor, microestruturas anormais de substância branca e pior desempenho cognitivo em 4 de 7 funções: atenção, velocidade de processamento, função motora e desempenho cognitivo global. Porém, estas diferenças não aumentaram significativamente ao longo do tempo e, quando aumentaram, foram associadas ao envelhecimento e não ao HIV.

Em ambos os grupos, o desempenho cognitivo também não diminuiu ao longo do tempo — chegando até a aumentar globalmente, sugerindo que os voluntários devem ter aprendido com a aplicação de testes repetidos.

COBRA (CO-morBidity in Relation to AIDS

Os pesquisadores concluíram que a análise feita não encontrou evidência de envelhecimento cerebral acelerado em pessoas soropositivas sob tratamento antirretroviral, em comparação com pessoas soronegativas. Mas uma nova análise está agora em andamento, buscando fatores de risco que possam explicar os resultados ligeiramente inferiores das pessoas com HIV no começo do estudo, possivelmente relacionados à duração da infecção, tempo antes do início da terapia antirretroviral, contagem de CD4 mais baixa e fatores de estilo de vida. Os resultados serão tão importantes quanto o estudo atual.

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84 comentários

  1. Caio PE diz

    O mais importante é seguir fielmente o tratamento. O resto da boa adesão é consequência!

  2. AmigoSp diz

    Tratamento é a melhor escolha, principalmente agora com o dolutegravir! Iniciei fazem 10 dias e estou muito bem!
    Não sinto absolutamente nada!!

    • Caio PE diz

      Isso mesmo: o tratamento (seguindo direitinho) é o melhor caminho. Existe dificuldades hoje? Sim ! Mas não se compara nem de longe aos anos 80 e 90, que nem medicação existiam, praticamente.

    • AmigoSP, toma quantas vezes ao dia? qual seu esquema? Sem nenhum efeito colateral mesmo?

      • AmigoSp diz

        Tomo 1 cp de Dolutegravir + 1cp (Lamivudina + Tenofovir) NENHUM efeito colateral.
        NENHUM!

      • AmigoSp diz

        Total de dois comprimidos (tomados juntos) uma única vez ao dia.

          • AmigoSp diz

            Fui diagnosticado em fev/2016
            Comecei semana passada.
            Optei por esperar pelo dolutegravir.

  3. Cara SP diz

    recebi o diagnostico ha pouco mais de 1 ano. No incio o tratamento nao foi muito facil, mas hoje, com uma rotina de habitos saudaveis (dieta equilibrada, nada de alcool e muita atividade fisica) posso dizer que, nao fosse por ter que tomar o remedio diariamente, eu esqueceria que sou soropositivo. Nao tenho nenhum problema relativo a medicacao, Durmo bem, vivo muitissimo bem e, fisicamente, estou muito melhor que estava antes do virus.

  4. Nahash diz

    E a cura ? Os laboratórios precisam achar está cura , só no Brasil ,estima se que 260 mil pessoas têm HIV , e 120 mil não sabem que tem …calcula isso em coquetéis e manda a conta para os laboratórios ,que enriquecem e as pessoas continuam adoecendo todos os dias ,será que existe pelo menos 3 familiares dos donos do laboratório com HIV ?

  5. Maycon diz

    Nahash seus dados são fiéis mas deslocados. Existem atualmente em torno de 900 mil brasileiros portadores. Esses 260 (possuem e não se tratam) + 120 (possuem e não sabem). Estas são as pessoas que possuem carga viral alta e estão propensas a infectar outras pessoas no caso de uma relação desprotegida ou acidentes com o uso da camisinha. Não é fácil a cura esterelizante do vírus, pois este possui facetas que desafiam a ciência. Laboratório não é responsável por cura, mas centros e universidades de pesquisa. Estamos chegando lá. O melhor a se fazer é tratar e ir levando a vida, pois querendo ou não a cura vai aparecer. Decidir viver só quando acharem, é um erro. Neste intervalo, temos medicamentos e expectativa de vida melhorando dramaticamente. Não é o ideal, mas são boas notícias! O que me preocupa é o desinteresse em se desmistificar o HIV e conseguentemente 15 mil mortes anuais que poderiam ser evitadas, se testássemos e tratássemos os que não estão se tratando e os que não sabem que estão infectados. Como fazer isto? Quebrando o estigma e o preconceito em relação ao vírus. São muitas desinformações que vem custando vidas, principalmente de jovens Brasil a fora. Abraço.

    • Dom diz

      CLAP, CLAP, CLAP, Maycon!!!

      Seu texto exprimiu exatamente oq sei e oq penso sobre isso!!! OBRiGADO!

      KiK: Dom_SP

  6. wellington diz

    Olá meus amigos ,companheiros de luta,quero que saibam que todos já fazem parte de meu ciclo de amizade.Fazem exatamente 17 anos que sou positivo,após 12 anos de infecção comecei a tomar a medicação por indicação de minha infectologista ,comecei com o AZT,mas tive um enjoou do inferno e falei com a médica que não tava suportando os efeitos,Foi trocado o esquema pra : Atazanavir ,tenofovir e lamivudina,ritonavir ,Após 3 anos de uso comecei a sentir muitas dores pelo corpo,perna ,coluna ,braços ,foi feita uma densitometria óssea e não deu nada,as dores persistiram,após 2 anos da primeira densitometria fiz novamente mês passado e o resultado : Osteoporose densitométrica ,gente confesso pra vcs que na hora eu dei risada ,não sei se foi por nervosismo ou sei la o que ,agora vou levar o resultado pra infecto prá saber o que ela vai passar.Abraços queridos !!

    • Caio PE diz

      O tenofovir pode sim cursar com osteopenia e osteoporose. Acredito que seu infecto deverá relatar isso. O que pode ser feito para minimizar é a ingestão de alimentos ricos em cálcio, vitamina D e exercícios físicos. Converse com seu infecto sobre.

      • Jorgito diz

        Tomar somente cálcio e vitamina D não resolve o problema. Existem tratamentos específicos pra osteoporose. Mas a osteoporose por si só não causa dores nas pernas, coluna e braços, a não ser que haja uma fratura expontânea. Essas dores devem ser algum outro efeito dos medicamentos ou da infecção. Talvez a liberação maior de ácido láctico decorrente da infecção. Uma coisa que me assustou foi o aparecimento de osteoporose com tão pouco tempo de tratamento. Será que o próprio vírus não enfraqueceu os seus ossos em todos esses anos de infecção? Um dos efeitos da infecção é justamente o envelhecimento precoce dos órgãos, inclusive dos ossos. Você já tinha realizado algum exame de densitometria óssea antes de iniciar o tratamento?

        • Jorgito diz

          Desculpa, agora que eu vi que você já tinha feito um exame antes. Não tinha lido direito.

    • Paraense+ diz

      Wellington, é surpreendente como o teu organismo resistiu tanto tempo ao hiv sem necessitar de tratamento. Como foi possível isso ?. Durante esses doze anos sem remédios, tu monitoravas a carga viral, cd 4 e cd 8 ?. Como foi a evolução do vírus até necessitar de tratamento ?. Desculpe tantos questionamento.

      • wellington diz

        Eu fazia exames de 6 em 6 meses ,na realidade nunca tive uma só doença relacionada ao Hiv,comecei a medicação por indicação da infectologista já que a carga estava mais de 100.000 mil cópias e Cd 4 em 300,mas por 12 anos a carga foi sempre baixinha ,dae após os 12 ela começou subir e foi indicado o tratamento.

      • Luiz Carlos diz

        Existe uma pequena parcela da população chamada de controlador virológico (eu me enquadro nesta parcela), em que a carga viral fica baixa e semi-controlada, reduzindo o CD4 muito mais lentamente do que a maioria das pessoas. Nos controladores virológicos o vírus pode ficar latente por muito tempo e a CV sempre muito baixa, abaixo inclusive das 1000 (cópias) que é dado como o mínimo durante o estado latente.

        Eu tive duas exposições de risco na minha vida, uma foi em 2007 e outra em 2011, e eu só descobri o vírus em 2015 (venho de família militar, nunca havia tido nenhuma orientação sobre fazer exames, etc, só fui descobrir em um exame aleatório de rotina, quando o médico resolveu pedir porque eu era “jovem”). Quando fui diagnosticado minha CV era de 147 e meu CD4 estava dentro de padrões normais, tanto que meu exame foi repetido duas vezes para confirmar o diagnóstico.

        Existe ainda uma parcela muito menor chamados controladores de elite. Essas pessoas podem viver com HIV pela vida inteira sem saber que possuem o vírus.

        • Controlador diz

          Eu não sei se sou um controlador de elite ou um virologico… sou + desde 2011 e só tive Cv uma vez (56 cópias)… meu cd4 eh em torno de 1100 à 1300… tomara que continue assim por muito tempo!

          • CACA diz

            Fui diagnosticado no inicio desse ano e iniciei o tratamento com o 3×1 em 17 de janeiro. Uma semana após o inicio do tratamento fiz o primeiro exame de cd4 e cv e os valores foram 650 e 42 respectivamente. O médico disse q estou muito bem e agora só faremos o exame em agosto. Esse valor não é muito baixo?? Não seria melhor repetir o exame pra comprovação?? Estou um pouco apreensivo pois exagerei no carnaval e minha boca encheu de herpes… acredito que meu sistema imuno ta fraco. Aguardo as opiniões de vcs.

            • Alessandro diz

              Sim vc está morrendo, sério, com esse seu cd4 vc está totalmente vulnerável, a morte te espera !!! Mano, para de neuras, só ler trocentos comentários em outros posts do blog sobre cd4/cv, acima de 350 vc n corre risco algum, vc esta bem acima desse valor, quase o dobro !!!

              • CACA diz

                Calma amigo eu entendi,,, e já li a respeito disso várias vezes. O fato que me deixou apreensivo é ter feito o exame SÓ uma vez e o médico só querer repeti-lo após 6 meses. Achei que ao menos no início o acompanhamento seria mais detalhado. Apenas.

                • Alessandro diz

                  Sim concordo, mas seus números estão ótimos, por isso vc já de cara entra no protocolo de 6 em 6 meses.

            • Luiz Carlos diz

              Seu CD4 está ótimo Caca, e sua CV está praticamente indetectável. Abraços.

    • Curioso diz

      Isso é reversível? Vc vai poder voltar pra o estado anterior que era?

    • Curioso diz

      E agora por vc tá com osteoporose, vc pode se aposentar por causa disso?

    • Renato diz

      Durante o tempo q vc n usou a medicação,vc controlava o cd4? Quanto era?

  7. Boa tarde JS, procurei e não encontrei algum artigo relacionado a concursos públicos, onde pessoas soropositivo podem participar. Você que é um cara bem antenado, e pesquisa bastante e ajuda o pessoal aqui do blog, tem alguma informação a respeito desses direitos em relação a participação de candidatos soropositivo em concursos públicos. Abraço, bom feriado. Deus lhe abençoe sempre amigo.

    • Paraense+ diz

      bmr,( sei que a pergunta é direcionada ao JS mas, gostaria de tecer um pequeno comentário) .: Até onde eu saiba, não há qualquer benefício em concurso público para o portador de hiv. Não somos considerados PNE, portanto o caminho é estudar e estudar muito para disputar as vagas em pé de igualdade com os demais candidatos. O que pode haver, e as vezes há, em concursos para as forças armadas e para as polícias militares, é a proibição da participação de soropositivos. Mas nos demais concursos, para órgãos civis de qualquer esfera, podemos participar sem problemas.

      • Paraense+ obrigado pelas palavras. Dei a dica dá dúvida para o JS, mas todos podem dar suas opiniões a respeito. Li o edital e pede esses exames aí, edital passado dá mesma função: Agente penitenciário. Então pelo que li, pode sim, não tem restrições, nem mesmo constragimentos, amenos que o médico encontre algum resultado nesses exames aí, que leve a fazer outros exames. Foi o que entendir. Só na Linea é que fiquei com alguma dúvida. Abraço irmão.

        a) eletrocardiograma, com laudo;
        b) eletroencefalograma, com laudo;
        c) radiografia simples do tórax em PA e perfil, com laudo;
        d) audiometria tonal e vocal;
        e) sorologia para Doença de Chagas: Imunuofluorescência Indireta (IFI) para Trypanosoma cruzi (T. cruzi) – (IgG e
        IgM), e Elisa para (T. cruzi) – (IgG e IgM);
        f) glicemia de jejum;
        g) creatinina;
        h) hemograma com contagem de plaquetas;
        i) gama GT, TGO, TGP, fosfatase alcalina;
        j) urina rotina;
        k) oftalmológico, com acuidade visual verificada em cada olho, a seis metros, sem e com correção; pressão ocular
        sem uso de medicação hipotensora; biomicroscopia; fundoscopia; motricidade ocular e senso cromático pelo teste
        de Ishiharal

    • Luiz Carlos diz

      O soropositivo pode participar de qualquer concurso público, exceto em concursos das Forças Armadas (você pode participar, porém mediante aprovação será requisitado exame de HIV – e outras DSTs – e este é de caráter eliminatório – agradeça ao Lewandowski – bem como estar fora dos padrões de altura, por exemplo, o que caracterizaria ato discriminatório, porém infelizmente nossas Forças Armadas ainda vivem em outros tempos).

      Em concursos públicos de outras áreas, a grande maioria já aboliu a solicitação do exame de HIV e, nos casos onde é pedido, é discriminatório, assim como exame de gravidez. Caso a pessoa seja eliminada por conta do resultado destes exames é recomendável entrar com mandado de segurança e ação anulatória por serem atos discriminatórios.

    • Gil diz

      Não há nada que impeça, nem que favoreça pessoas com hiv de participarem de concurso público. Exceto forças armadas, embora seja injusto e creio que temporário. Já já, as forças armadas devem se reordenar baixar esta discriminação.
      Não fazem testes pra detectar o vírus. É proibido e as empresas organizadoras já informam as instituições sobre a legislação.

    • Augusto diz

      Passei recentemente em concurso público. Para tomar posse vc precisa fazer alguns exames de sangue tradicionais: hemograma, tgo, tgp. Você faz esses exames numa clinica particular e depois tem que levar na perícia médica do seu órgão. Não me pediram exame HIV, nem de Hepatite, nenhuma de DST. A perícia médica durou menos de 1 minuto. O médico da perícia apenas mediu minha pressão e perguntou como estava me sentindo (só isso!).

  8. Zim diz

    oi, povo, me add no kik pra gente trocar ideias!
    meu username: jogarconversa

  9. Sorocaba diz

    Outra fonte boa de noticias!
    http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-vai-acontecer-com-a-aids,70001663049

    O que vai acontecer com a aids? Nosso prognóstico é que a doença será cada vez mais rara, restrita aos mais marginais 0
    *Vicente Amato Neto e Jacyr Pasternak ,
    O Estado de S. Paulo

    13 Fevereiro 2017 | 05h00

    Não somos futurólogos e na nossa já respeitável idade – um com 88, o outro já passou dos 70 – exercícios desse tipo têm a vantagem de muito provavelmente não ser seu resultado presenciado por quem os faz. Não seremos, pois, cobrados pelos muitos eventuais erros inerentes à arte das conjecturas.
    Em relação à aids, tivemos a oportunidade de ver a doença nascer, no início da década de 1980, aqui, no Brasil. Sabemos que a aids passou do chimpanzé para o homem no começo do século 20, ou até antes, na África; possivelmente pelo consumo do que os americanos chamam de bush meat, caça e esquartejamento de animais contaminados. A doença limitou-se a pequenas aldeias até três fatores se juntarem: a liberação sexual dos anos 60, as muitas guerras que levaram soldados de várias origens ao Congo, Angola e outras regiões conturbadas da África e a facilidade de deslocamento de pessoas por este mundo, porquanto não há nenhum local do planeta a mais de 24 horas de avião de qualquer outro. Com isso a epidemia se espalhou, matou muita gente – fase que vivemos –, até que medicamentos eficientes foram sendo desenvolvidos, transformando a infecção pelos vírus HIV1 e HIV 2 em doenças controláveis, crônicas, não o horror de quando a epidemia principiou.
    Presenciamos o início do controle da epidemia, muito na base de preservativos. Funcionaram para quem tinha disciplina e informação para usá-los consistentemente, deixando descoberto grande número de pessoas que não tinham essas qualidades ou eram daquelas que gostam de arriscar. O que realmente controlou de certa forma a epidemia foi o fato de que tratamentos eficientes, que baixam a carga viral do paciente a níveis muito baixos, também evitam a contaminação por contato sexual. Temos cada vez mais remédios para o tratamento da infecção pelo HIV e esquemas melhores. Com a quantidade de drogas de que dispomos hoje, atuando como inibidoras da transcriptase reversa, da protease, da integrase e da fixação do vírus nas células-alvo, podemos tratar eficientemente a imensa maioria dos casos, incluindo os que já perderam resposta aos primeiros esquemas. Parece claro que se o paciente consumir os remédios como deve e não for contaminado logo com um vírus resistente, ele não vai perder a resposta, embora realmente não esteja curado. Se parar a utilização dos medicamentos, ele volta a ter o microrganismo circulando. Há um único caso claramente documentado de cura, mas é excepcional: o de um doente que, além da infecção, tinha leucemia aguda e foi transplantado com células de doador não contendo geneticamente o receptor para o vírus, recuperando imunidade, sem evidência de presença do HIV. Não é algo que possa ser feito para a massa de infectados.
    Com o emprego em conjunto de medicamentos antivirais, incluindo os novos, é possível negativar a carga infectante de maneira radical. Há também técnicas para fazer o reservatório de células que carrega o HIV no seu genoma ser estimulado a multiplicar-se, soltando-o, passando a ser acessível aos remédios. Tais células podem ser mortas, de modo que ainda postulamos a possibilidade de algum dia se atingir a cura da infecção recorrendo apenas a medicamentos, de maneira provavelmente sequencial e, insistimos, por longo prazo. Não vai ser barato, com certeza; isso nem existe ainda, estamos fazendo futurologia, mas achamos que é provável em futuro não tão remoto. Quem sabe ainda a gente o veja.
    Vacinas contra o vírus HIV estão sendo desenvolvidas. Uma única mostrou eficiência, mas inadequada para preconização. Todavia é um caminho e, quem sabe, num porvir que consideramos mais remoto haja vacina realmente virtuosa, talvez a única solução que vai permitir encerrar a epidemia. O uso de anticorpos capazes de neutralizar os infectantes igualmente parece promissor, se bem que mais uma vez não pareça algo para benefício em massa. Podemos imaginar meios baseados em conhecimentos de biologia molecular para emprego na HIV-virose. O que se conhece hoje é que há reservatórios do vírus, em células linfoides, onde ele está incorporado ao DNA e silencioso. Se ele não estiver totalmente desse modo, se estiver induzindo a formação ou de RNA mensageiro ou de alguma proteína, existem hoje técnicas que permitem produzir células linfoides capazes de matar as células que têm na sua superfície algum marcador. Isso já é preconizado a propósito de leucemias linfoides. Se realmente o vírus recolhido está totalmente silencioso, maneiras de enviar à célula moléculas que reconheçam, se complexem e inativem o escudo causal podem ser cogitadas. Claro que isso é um exercício de futurologia pura e nada neste momento existe. Mas no futuro, quiçá servirá.
    Técnicas já disponíveis, como a aplicação de antivirais para suprimir a infecção vertical, de mãe para filho, são realidade e desembaraçadas em nosso sistema de saúde para todas as grávidas que fazem avaliação pré-natal, com procura do HIV obrigatória. Porém, em sendo no Brasil, nem toda mulher cumpre esse dever. Como remédios preventivos, a profilaxia pré-exposição é satisfatória realidade e deveria ser mais disponível do que é no momento, pois há problemas logísticos e econômicos para que a difusão seja possível. Mas é um caminho enquanto não temos a vacina.
    Diante disso, nosso prognóstico é que a aids doença seja cada vez mais rara e incida nos mais marginais da população: drogadictos que nunca procuram assistência médica e os mais miseráveis dos miseráveis, com menos recursos e informação. Se não houver mais educação robusta, deixaremos de conseguir impedir casos que poderiam ser evitados. Este tema recorre quando analisamos se o Brasil tem futuro. Para nós, com pouco dele pela frente, pela idade, podemos dizer que não veremos o País que sonhamos quando éramos moços, mas ainda assim, com todos os desastres no caminho, sentimos certeza que ele é melhor hoje do que era na problemática década de 1970.
    *Professores universitários, com especialização em clínicas de doenças infecciosas e parasitária

  10. Ricardo - Gru diz

    Pessoal eu tenho uma duvida mto grande, li acima que o “Wellington” demorou 12 anos para iniciar o tratamento e mais abaixo o “Luiz Carlos” falou sobre os controladores virológicos, veja bem o meu caso: Eu tive um relacionamento de risco em Fev/2014 e por desconhecimento não fiz a Prep, em Abril do mesmo ano comecei a ter fortes sintomas (Perda de peso(6kg em dois meses), enjoo, disenteria forte) fiz o exame em Maio que resultou positivo, no mesmo mês colhi o sangue e pasmem; estava com mais de 1milhão de cópias por ml3 e CV 263 !!!! Até a minha infecto ficou sem saber explicar aquele resultado tão expressivo em tão pouco tempo de contato com o vírus. Sei que infectei nesta data pelo fato de nunca ter transado sem camisinha e por questão de confiança abri mão do uso, após a terceira relação sem preservativo ele “desapareceu do mapa’ o que me deixou bem intrigado na época. Iniciei a medicação em Agosto/14 e em Dezembro (1º exame pós TARV) já estava indetectável, novamente a infecto ficou surpresa pela baixa tão acentuada. Td bem que já se passaram mais de 02 anos e hj estou super bem, mas sempre fico com esta duvida, será o que de fato ocorreu para que o vírus se reproduzisse tão rapidamente no meu organismo e tbm em tempo recorde “desaparece” de dentro dele ?

    • Pedro diz

      Comigo aconteceu algo semelhante. A médica informou que eu já estava na condição a mais de 3 anos e eu falei que nao, mostrei meus últimos exames e ela ficou sem entender. Com 4 meses de medicação eu já estava indetectável.

    • Ricardo, acontece da seguinte maneira: quando o vírus entra no organismo e após alguns meses após o final da fase aguda, acontece uma “explosão” de reprodução. O vírus selvagem se reproduz rapidamente, o CD4 cai um pouco e depois há uma estabilização no sistema que dura anos, onde a carga viral fica estabilizada, assim como o CD4, até que com os anos, a guerra entre CD4 e CV vai ganhando força e o vírus vence. A partir do momento que vc entra com a TARV, esse vírus selvagem ja não tem mais escapatória, pois o medicamento o ataca em todas as frentes de possíveis mutações e a CV cai drasticamente, saindo de milhões para ZERO em poucos meses. Essa é a fantástica ação do medicamento, por isso ele é tão eficaz.

    • Caio PE diz

      Primeiro: vc tinha desconhecimento da PEP (profilaxia pós exposição) e não da Prep (pré exposição). Essa última ainda não existe protocolo disponibilizado no Brasil.
      Segundo: tua carga viral foi muito alta (altíssima por sinal) pois você estava justamente no pico da fase aguda (onde a concentração viral atinge níveis elevados). Mas isso varia de pessoa para pessoa (cada caso é um caso). Com a formação dos anticorpos mais a ação dos ARVs, a carga viral consegue ser suprimida rapidamente (isso também varia de pessoa para pessoa).
      Um controlador de elite possui CV indetectável (ou muito baixa) por vários anos, mesmo que não esteja fazendo uso da TARV. Isso ocorre devido a uma alteração na membrana externa do CD4 (a CCR5) que não é compatível com o receptor p72 do vírus (uma espécie de “chave” que o vírus usa para penetrar na célula). A sorologia, nessa parcela ínfima da população é sempre positiva, pois o organismo teve contato com o vírus, mas sua CV é muito baixa.

  11. Rodrigo diz

    Amigos, alguém sabe se há isenção de impostos para soropositivos na compra de veículo? Na internet tem site que diz que sim, tem site que diz que não…

    • Ser+H diz

      Não há isenção de impostos para soropositivo na aquisição de qualquer bem. Só é isento de pagar imposto de renda sobre pensões ou aposentadoria.

  12. Lara diz

    Oi pessoal !!! Alguém leu a meteria sobre uma vacina cujo resultado foi, se assim posso dizer, uma cura esterilizante ?!!!

    • Verdes Olhos diz

      Oi, Lara. Você se refere àquela com as 5 pessoas sem sinal aparente do vírus no sangue?

  13. JV diz

    Pessoal, estou perdido com relação à questão da febre amarela e do hiv. Busquei informações e achei tudo muito contraditório e mal explicado. Alguns sites dizem que soropositivos não devem tomar, outros explicam melhor e dizem que se estiver com sintomas ou com cd4 <200. Outros dizem que se deve avaliar o riscoxbeneficio. Meu médico disse que eu posso tomar mas não precisava a menos que viajasse para uma região de risco. Inicialmente Vitória no ES não era risco e agora passou a ser. Sempre viajo para lá. Alguém aqui tomou a vacina ou possui alguma informação? Obrigado. Joaopositivo30@gmail.com

    • Positivo Azul diz

      JV
      Se o seu médico dise que você pode tomar e você vai viajar para uma área de risco então você pode tomar. Mas deve lembrar que a vacina imuniza após 10 dias da dose tomada e que se você já se vacinou por 2 vezes você está imunizado para o resto da vida e não há necessidade de tomar outra dose. Em relação à pessoas com doenças auto imunes que se encontram com imunidade baixa não é aconselhável e deve se evitar deslocar se para estas áreas de risco.

    • homempositivo diz

      Eu tomei vacina, uma semana antes de saber que era soropositivo.
      Ainda estou vivo! Rsrsrs

    • Salvador diz

      A vacina de febre amarela é imuno-supressora, ou seja, se o seu sistema imunológico estiver debilitado (CD4) ele vai ficar mais fraquinho. Entretanto se o seu CD 4 estiver normal, não há perigo em tomar a vacina. Ainda mais se seu médico te liberou. Pode tomar sem medo.

  14. fabuloso diz

    Amigos alguem indica um bom infecto em SP? Posso pagar ateh 400 por consulta, nao mais que isso.

    • Emilio diz

      Sou militar há quase 20 anos e sou positivo há 2 anos. Penso na reforma mas gostaria tanto de saber se vou ter q brigar ou se será automático.fico com receio desse segredo vir à tona tbem caso eu dê entrada na reforma…

      • Paraense+ diz

        Emílio, a menos que você trabalhe no comando, eu duvido que este segredo vaze. Primeiro : você terá que procurar a seção que trate desse assunto- normalmente é no QG- segundo: é uma opção sua de pedir a reforma. Portanto, vai com Fé que vai dar tudo certo !.

  15. Jonas diz

    Gostei muito da matéria e Cuba é bem pé no chão em relação à saúde.
    Pesquisa cubana de vacina contra HIV apresenta resultados promissores em testes com seres humanos
    01/03/2017 – 13h20

    Uma vacina desenvolvida em Cuba com o objetivo de reduzir a carga viral de portadores do HIV e que se encontra em fase de testes clínicos na ilha caribenha tem demonstrado eficácia, afirmou Yayri Caridad Prieto Correa, uma das responsáveis pelo estudo. A vacina Teravac-VIH tem potencializando a resposta imunológica dos nove pacientes que a tomaram e que estão sendo acompanhados pelos pesquisadores cubanos.

    A pesquisadora do CIGB (sigla em espanhol para Centro de Engenharia e Biotecnologia) de Havana apresentou os resultados preliminares dos testes com humanos, durante o primeiro congresso BioProcess Cuba 2017, realizado em na cidade cubana de Camaguey, na última semana.

    Segundo Correa, os nove pacientes soropositivos que tomaram a vacina não apresentaram efeitos adversos nem de toxicidade, o que era o principal objetivo desta fase de testes, que certifica a segurança do medicamento. Assim como nos estudos pré-clínicos em animais, o teste com humanos demonstrou que a vacina potencializa a resposta imunológica do organismo infectado por HIV, vírus causador da aids (síndrome da imunodeficiência adquirida).

    A pesquisadora, porém, alertou para que não se criem falsas expectativas sobre a vacina, que ainda deve passar por testes com mais pessoas soropositivas para se estabelecer sua eficácia em larga escala, o que deve levar mais alguns anos. A atual fase de testes, por exemplo, foi anunciada em março de 2012.

    Correa também ressaltou que a vacina não sana a infecção por HIV, mas diminui a taxa de vírus no sangue, melhorando assim a qualidade de vida das pessoas soropositivas. Ela afirmou que a busca de vacinas contra o vírus segue sendo uma das prioridades das instituições médicas e científicas cubanas, mas que a prevenção segue sendo o principal método para evitar o contágio.

    O objetivo dos especialistas cubanos é substituir a atual terapia contra o HIV, que consiste na combinação de vários inibidores retrovirais que bloqueiam a expansão do vírus. Embora tal terapia se mostre majoritariamente eficiente, em alguns casos pode causar danos colaterais aos pacientes.

    A vacina Teravac-HIV é administrada simultaneamente por via mucosa, por spray e administração intramuscular. Ela foi desenvolvida a partir de uma “proteína recombinante” – através de técnicas de engenharia genética – e busca induzir uma resposta celular contra o vírus. Segundo os resultados preliminares, a vacina diminuiu a carga viral nos linfócitos T citotóxicos (CD8) dos pacientes.

    Segundo o portal Infomed, da rede de saúde de Cuba, o primeiro caso de HIV na ilha foi diagnosticado há 31 anos. Em 2015, o país se tornou o primeiro no mundo a erradicar a transmissão do HIV de mãe para filho, como afirmou a OMS (Organização Mundial da Saúde). A transmissão sexual é a forma predominante de infecção por HIV em Cuba, responsável por mais de 99% dos casos.

    Fonte: Brasil de Fato, com informações de CubaDebate e edição do Opera Mundi
    http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/26025:

  16. Loren diz

    Vacina contra el VIH

    Una vacuna terapéutica que controla el VIH sin tomar antivirales
    La combinación de la vacuna con un fármaco que hace aflorar el virus latente consigue que un grupo de enfermos controle la infección, aunque no la elimina

    Si algo dificulta la eliminación del VIH es la capacidad del virus para integrarse en el material genético de las células que infecta y no dar la cara. Su talento para camuflarse le complica el trabajo al sistema inmunitario, incapaz de reconocer esas células infectadas y eliminarlas. Por ello, la investigación avanza hacia una nueva estrategia para combatir el VIH, la llamada kick and kill: se trata de despertar al enemigo, hacerlo salir de su escondite y matarlo. Esa es la táctica de guerra que han usado investigadores del Irsicaixa de Barcelona en su último ensayo clínico para combatir el VIH. Los científicos han probado que la combinación de una vacuna terapéutica con un fármaco que hace aflorar el virus escondido logra que un grupo de pacientes controlen el VIH sin necesidad de que tomen la medicación antiviral. En el marco de un ensayo clínico, los médicos suspendieron el tratamiento antirretroviral a un grupo de 13 pacientes y les administraron la vacuna terapéutica y el fármaco despertador. Los resultados arrojaron que cinco de ellos han sido capaces de controlar el virus durante más de cuatro semanas, el tiempo máximo que, según la literatura científica, tarda en rebotar el virus en el organismo cuando se suspende la medicación antiviral. El ensayo clínico sigue en marcha y, aunque el virus no ha desaparecido de su cuerpo —y, por tanto, no se puede decir que estén curados—, los pacientes llevan entre cinco y 27 semanas controlando el VIH sin tomar tratamiento.

    Los científicos llaman a este hallazgo “la prueba de concepto”, la demostración de que sus investigaciones van por el buen camino. Pero todavía queda mucho recorrido. Para empezar, porque la investigación y su resultado no son extrapolables a toda la población infectada con VIH. El estudio arrancó con 15 pacientes, aunque los resultados preliminares son de 13 de ellos —un paciente no cumplía los requisitos para suspender el tratamiento con seguridad y otro todavía está pendiente de confirmar los resultados de una prueba para parar la medicación—. “La cohorte de este estudio son personas muy seleccionadas, voluntarios detectados muy precozmente y que empezaron el tratamiento también muy precozmente”, puntualiza la doctora Beatriz Mothe, coordinadora del ensayo. Se trata de pacientes con infección aguda, es decir, que fueron diagnosticados y medicados antes de los seis meses desde que se produjo la transmisión. Según los expertos, este grupo de pacientes, los que tienen infección aguda, tan solo representan entre un 5% y un 10% de los infectados. De ahí que no se pueda extrapolar al conjunto de la población con VIH. Además, todos ellos habían participado en un estudio previo (el BCN01) durante su primer año de tratamiento en el que se le administraron ya dos dosis de esta misma vacuna terapéutica. “En esa ocasión no se les retiró el tratamiento antiviral pero nos permitió saber que esas vacunas eran seguras y que provocaban la respuesta inmunológica que nosotros queríamos”, agrega la investigadora.
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    Con la cohorte seleccionada, los investigadores pusieron en marcha el ‘kick and kill’ actuando en dos frentes. Primero, a través de la vacuna terapéutica (diseñada por investigadores de la Universidad de Oxford), los médicos reforzaron y reeducaron el sistema inmunológico para poder eliminar las células infectadas. “Lo que pretende esta vacuna es que el ejército de linfocitos que combaten las células infectadas puedan reconocerlas de forma eficaz y eliminarlas de forma efectiva”, explica Mothe. El problema, sin embargo, son esas células que están infectadas pero escondidas, que no se reproducen ni muestran el virus, y aunque el sistema inmunológico esté reforzado y listo para atacar, es incapaz de detectarlas. Este grupo de células infectadas en estado latente —no se reproducen— es el llamado reservorio viral, la causa por la que el tratamiento antirretroviral no puede interrumpirse nunca. La única forma de destruir este reservorio es despertar a estas células dormidas y obligarlas a mostrar con el virus que esconden, de forma que el sistema inmunitario pueda reconocerlas y eliminarlas.

    Con el ejército inmunológico ya reforzado a través de la vacuna terapéutica, los investigadores emplearon el fármaco, conocido por su uso como tratamiento oncológico, para despertar a esas células infectadas que permanecen latentes. “La Romidepsina [de la farmacéutica Celgene] es un quimioterápico aprobado en Estados Unidos para enfermedades hematológicas y nos interesaba porque había estudios previos que demostraban que era capaz de reactivar el virus latente, el reservorio”, explica la coordinadora del estudio.

    Los investigadores administraron una dosis de la vacuna antes de suministrar el fármaco (por infusión en vena). Luego, tres dosis de Romidepsina, una cada semana. Y por último, otra dosis de la vacuna. Ocho semanas después del tratamiento, los facultativos pararon la medicación antirretroviral que tenían prescrita los pacientes. Cinco de los voluntarios del ensayo han conseguido mantener controlado el virus y superar el umbral de las cuatro semanas que marcaba la literatura científica. Los otros siete tuvieron que reiniciar el tratamiento cuando se detectó un rebote del virus. “Parece que por primera vez podemos llegar a controlar el virus con una vacuna terapéutica”, sintetiza Mothe.

    “No están curados”

    Según los investigadores, el reservorio viral de estos cinco pacientes se ha reducido respecto al inicio del tratamiento, pero han de estudiar si esa bajada se debe “a la vacuna o a los antivirales que han estado tomando los pacientes”, apostilla el investigador de Irsicaixa, Javier Martínez-Picado. Los pacientes que controlan el virus (llevan sin medicación 5, 13, 17, 20 y 27 semanas respectivamente) son, según los investigadores, “controladores virales potenciales”. Los expertos matizan, no obstante, que no están curados. El virus permanece en su organismo. “Las personas que controlan el virus no están curadas. Lo controlan pero tienen el virus detectable, lo que pasa es que a muy bajo nivel. Probablemente lo que hace la vacuna es controlar la reaparición de más cantidad de virus”, apunta el doctor José Moltó, coordinador también del estudio. De hecho, los investigadores explican que ya hay un pequeño porcentaje de personas infectadas (entre el 1% y el 2%) que son controladoras naturales del virus por “su background genético y la respuesta inmunológica que hacen”, y este hallazgo puede ampliar el grueso de este colectivo. “Nuestra investigación va encaminada a evitar que los pacientes tengan que estar bajo tratamiento el resto de su vida. Este estudio demuestra que mediante una vacuna terapéutica podemos reproducir ese control en pacientes que no tienen la fortuna de tener ese background genético”, apostilla Moltó

    Los científicos hacen hincapié también en que los pacientes de la cohorte, al tener infecciones agudas, disponían de un reservorio viral bajo, un extremo que ha influido en los resultados del estudio. “La sensación que tenemos es que el hecho de que haya funcionado en estos cinco pacientes es una combinación de poca cantidad de virus residual en el reservorio y una respuesta potente a la vacuna. Para que sea extrapolable a todo el mundo necesitamos que las personas que no tienen un reservorio viral bajo, que lo bajen y que las personas que no han respondido bien a la vacuna, que lo hagan o que la vacuna sea más potente”, señala Christian Brander, director científico del HIVACAT, el programa catalán para el desarrollo de una vacuna efectiva del VIH.

    “La cohorte de este estudio son personas muy seleccionadas, voluntarios detectados muy precozmente y que empezaron el tratamiento también muy precozmente
    

    En cualquier caso, los investigadores se muestran prudentes y señalan que todavía quedan muchas dudas por responder y líneas de investigación que explorar. Para empezar porque no saben si el efecto controlador es definitivo o temporal. “No sabemos si el virus rebotará ni cuándo durará”, reconoce Mothe, que presentó los resultados del ensayo esta semana en la Conferencia de Retrovirus e Infecciones Oportunistas (CROI, en inglés) que se celebra en Seattle. Llegar a los pacientes con infección crónica es otro de los retos. “Puede que para pacientes con infección crónica fuese necesaria una tercera arista añadiendo anticuerpos neutralizantes o inmunoglobulinas modificadas que complementan la actividad de la vacuna y los fármacos despertadores. Controlar el virus es un gran paso pero lo que perseguimos es curarlo y necesitamos una prueba de concepto de que estamos impactando en los reservorios y los estamos reduciendo”, sostiene el doctor Bonaventura Clotet, director de Irsicaixa.

    Fonte: EL PAIS 17 de fevereiro de 2017
    http://elpais.com/elpais/2017/02/16/ciencia/1487261747_621329.html

  17. Ombro Amigo diz

    Eu tenho um amigo que não conseguia usar camisinha de maneira nenhuma, até experimentar a camisinha ultrafina feita de poliuretano, a Preserv Extra, que tem 0,02 mm de espessura. E ele me disse que unia o útil ao agradável: a “sensação de usar nada” e a proteção da camisinha. Vocês sabem me dizer se esse tipo de camisinha, tão fina, é segura na prática do sexo anal com lubrificante?

    • Miguel diz

      É tranquila, confortável, só o preço que é puxado, da última vez paguei por volta de 19 reais em duas. Tinha uma outra que era muito boa mas não vejo tem um tempo, unique.

  18. Tiago_000 diz

    Prezados,
    Alguém pode me dar indicação de um bom infecto no Rio de Janeiro? Pode ser particular mesmo.
    Se preferirem, podem me passar por KiK: Tiago_000
    Muito obrigado! Abs!

  19. Henrique diz

    Pessoal minha duvida eh sobre declaraçao de imposto de renda. Alguem aqui declara? Eh restituido por ser soropositivo? Se sim eh possivel me explicar, pq procurei no programa da receita e nao encontrei onde marcar sobre doenca grave. Se alguem puder me orientar ficarei agradecido.

    • Caca diz

      A isenção só existe se o rendimento é relativo a aposentadoria, pensão ou reforma. No caso de rendimentos decorrentes de atividade empregatícia ou autônoma não estão isentos.

    • AmigoSp diz

      Por que teria isenção? Não entendi rs
      Oq temos de “especiais” que seríamos isentos? Uahauahaua

      • Miguel diz

        Na verdade temos, quando pensamos que em alguns casos temos direito a pensão quando não há renda, ou quando a direito a saque de fgts, inclusive das contas não inativas. Então não deixa de ser pertinente a pergunta dele. Se olharmos por essa ótica, ainda somos subjugados sim.

        • Luiz Carlos diz

          Discordo apenas do “subjugado”. Eu pude sacar o FGTS antes mesmo de saber que era soropositivo, simplesmente porque minha mãe tinha câncer em fase terminal e era minha dependente. Isto não os torna subjugados.

    • Rodrigo diz

      O que nós temos é preferência na ordem de recebimento, assim como idosos e portadores de doenças graves.
      Logo na primeira página do formulário, você marca o espaço “Portador de doença grave”.
      Assim, sua restituição, caso tenha direito, sairá nos primeiros lotes.
      Em relação à isenção, me parece que há para pensionistas com AIDS – procure se informar melhor.

  20. Aninha diz

    Acredito que tenha sido só uma dúvida mesmo. Mas realmente não precisamos de isenção alguma, justamente por sermos normais como qualquer outra pessoa. Se queremos ser vistos como iguais perante a sociedade, porque teriamos essa “distinção”? Somente para aproveitamento próprio mesmo, desnecessário!

  21. Henrique diz

    Sim pessoal, só foi uma duvida minha. Nao estou dizendo que precisamos de previlegios. Eh pq no proprio site da receita fala que pessoas com o virus da imunodeficiência tem o direito da isenção. So nao explica se eh em caso de aposentadoria e etc. se temos o direito, pq nao colocar em pratica? Por mais q ser soropositivo hoje em dia nao seja algo taaao monstruoso, porem querendo ou nao muitos tem gastos que um soronegativo nao tem. SEja pagando um medico infectologista, seja pagando exames periódicos, seja comprando vitaminas e etc. mas ja entendi que apenas quando eu for reformado. De qualquer maneira, obrigado por tirarem minha dúvida.

    • No site da Receita Federal está bem claro quem pode usufruir dessa isenção e a resposta está bem no início das regras como mostra a cópia abaixo, basta ler com atenção o 1º item:

      Isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física para Portadores de Moléstia Grave – Condições para usufruir da isenção:

      As pessoas portadoras de doenças graves são isentas do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) desde que se enquadrem cumulativamente nas seguintes situações (Lei nº 7.713/88):

      1) “Os rendimentos sejam relativos a aposentadoria, pensão ou reforma”; e

      2) Possuam alguma das seguintes doenças:

      a) AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

      b) Alienação Mental

      c) Cardiopatia Grave

      d) Cegueira

      e) Contaminação por Radiação

      f) Doença de Paget em estados avançados (Osteíte Deformante)

      g) Doença de Parkinson

      h) Esclerose Múltipla

      i) Espondiloartrose Anquilosante

      j) Fibrose Cística (Mucoviscidose)

      k) Hanseníase

      l) Nefropatia Grave

      m) Hepatopatia Grave

      n) Neoplasia Maligna

      o) Paralisia Irreversível e Incapacitante

      p) Tuberculose Ativa

    • JJ diz

      Henrique, concordo plenamente com sua questão, e para os que dizem q queremos distinção eu digo q não é bem por aí. Acredito fortemente q tds as pessoas portadoras das doenças citadas no site deveriam ter a isenção antes msm de aposentar, para quem está bem, parabéns, mas tem gente q não está. Explico: iniciei minha TARV em outubro de 2013, já no início de 2014 comecei a sentir uma fraqueza imensa, um cansaço sem fim e não tinha outra causa, outra patologia, em janeiro de 2015 começou queda de cabelo, no meio do ano diarréia, início de 2016 percebi 5 dentes moles, alteração no triglicérides (q às vzs não tinha o remédio na farmácia do sae) e mt mais coisas. Então, o infectologista até me receita alguns remédios q posso pegar pelo SUS mas outros não, vou em outro médico dermatologista e tenho gasto muito c remédio p reduzir a queda de cabelo, e tbm p cansaço vitamina D (q não é barata), vitamina C, ferro, ferritina, gasto muito mensalmente com esses suplementos, p mim seria de grande ajuda se ficasse isenta de pagar IR.

  22. rfs diz

    gente, alguem sabe se nós temos direito a comprar carro sem impostos?

    • Rodrigo diz

      Já li em sites que dizem que sim, noutros que dizem que não.
      Um colega disse aqui que não.

    • CACA diz

      NO SITE DO DETRAN SÓ ENCONTREI O BENEFÍCIO REFERENTE À PESSOAS DEFICIENTES OU COM MOLÉSTIAS GRAVES QUE DIFICULTEM A LOCOMOÇÃO.

  23. Luiz Carlos diz

    Não existe nenhum tipo de isenção de imposto com exceção ao Imposto de Renda quando os rendimentos forem provenientes de aposentadoria, pensão ou reforma.

  24. Lucas diz

    Neste estudo deveríamos saber se foi levado en conta o fator remédios para ansiedade e depressão ja que os mesmos ao longo do tempo podem sim causar problemas no cérebro. 🙂

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