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Charlie Sheen está indetectável com injeção semanal


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Charlie Sheen revelou que seu HIV está completamente suprimido graças a uma injeção experimental parte de um estudo clínico. O ator, que participa do estudo para o medicamento chamado Pro 140 desde o começo de 2016, divulgou esta notícia na véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

Ao contrário da terapia antirretroviral tradicional, que envolve tomar medicamentos todos os dias, Sheen recebe uma injeção semanal que não tem efeitos colaterais. Na terça-feira, Sheen recebeu a notícia do diretor do estudo clínico dizendo que ele havia alcançado a supressão completa do vírus usando apenas este novo método. Em outras palavras: seu vírus não é mais detectável, fazendo do Pro 140 uma perspectiva promissora para pessoas com HIV/aids.

Faz pouco mais de um ano desde que Sheen, de 51 anos de idade, revelou publicamente seu diagnóstico positivo para o HIV, coincidindo com o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, quando as autoridades de saúde pública se unem para aumentar a conscientização a respeito da doença. Sheen disse que nunca se sentiu tão forte e confiante sobre sua condição. Ele espera que esta pesquisa resulte na aprovação deste novo tratamento e que ajude a desestigmatizar as pessoas que vivem com HIV.

Charlie Sheen, retratado em uma estréia na última quarta-feira, disse que não experimentou efeitos colaterais com a injeção de Pro 140.

“É incrível”, disse Sheen. “Lembro de como me senti naquele dia e de como me sinto hoje. Uau! Que transformação! Em um instante você está no caminho para a perdição e, no próximo, você está no caminho da providência. É incrível. Eu pensava que ficaria preso nesse coquetel antirretroviral para sempre, mas olhe para mim agora. Sou muito grato aos gênio da CytoDyn por desenvolverem isso e por terem me encontrado.”

Pro 140 é um “inibidor de entrada e de fusão” que é injetado semanalmente. É feito a partir de um anticorpo, ao invés de produtos químicos sintéticos. Os inibidores de entrada e de fusão protegem as células do sistema imunológico contra a infecção pelo HIV. Para isso, o fármaco se liga a um receptor de proteína na superfície da célula imunológica. Normalmente, o HIV usaria essa proteína como um porta de entrada para entrar e infectar uma célula. Estudos mostram que quando esta porta de entrada é bloqueada, o HIV não consegue entrar nessa célula. Esse processo impediria o vírus de se multiplicar e poderia também reduzir a quantidade de HIV no corpo.

A injeção não funciona para todas as cepas de HIV — apenas para a R5. No entanto, uma vez que os dados mostram que cerca de 70% das pessoas com HIV têm a cepa R5 e que 90% das novas infecções são R5, o Pro 140 ganhou a atenção dos cientistas e reguladores. Até hoje, os mesmos benefícios que este novo remédio oferece só foi conseguido com doses diárias de fármacos antirretrovirais. Mas uma série de estudos clínicos do Pro 140 feito pela CytoDyn espera trazer um tratamento emocionalmente e fisicamente menos oneroso.

Tomada diariamente, a terapia antirretroviral suprime o HIV. Porém, manter um regime de medicação diária pode ser difícil para alguns, especialmente aqueles que enfrentam barreiras sociais e estruturais, como o estigma do HIV, habitação instável, insegurança alimentar e problemas de saúde mental. Para algumas pessoas, os antirretrovirais são caros. Ou podem não ser capazes de tolerar os efeitos colaterais, que incluem náuseas, fadiga e problemas nervosos de curto prazo, além de resistência à insulina e outros problemas de longo do tempo.

Somente cerca de um terço dos pacientes americanos que tomam antirretrovirais consistentemente tem carga viral indetectável [No Brasil, 88% dos soropositivos que estão em tratamento têm carga viral indetectável.] “Vamos precisar de outras abordagens”, disse o Dr. Nelson Michael, diretor do U.S. Military HIV Research Program no Walter Reed Army Institute.

Oito meses depois do estudo, Charlie Sheen disse que não sentiu nenhum efeito colateral. “Você poderia imaginar que eu tenho esta doença e que estou fazendo um estudo e, por isso, estaria cheio de sequelas e tudo mais. Mas de modo algum! Eu não senti nada! Nada! A única coisa que notei foi que, no dia da injeção, senti um pouco de fadiga. Só um pouco. Mas o que isso importa? Eu mal podia notar isso e agora estou ótimo. É muito mais do que incrível.”

Mensagem de texto entre Charlie Sheen e o diretor do estudo clínico, Dr. Nader Pourhassan, dizendo a ele que sua carga viral estava completamente suprimida graças a injeção experimental Pro 140.

Na terça-feira, 29 de novembro, Sheen recebeu uma mensagem de texto do Dr. Nader Pourhassan, CEO da empresa farmacêutica CytoDyn, de Washington, a qual esta por trás do novo medicamento, dizendo que ele tinha acabado de receber os dois resultados de sua carga viral. Ambos estavam indetectáveis — isto é: supressão total.

Uma vez que este é um estudo de fase III, Sheen faz parte do último lote de voluntários humanos a experimentar o Pro 140 antes que de sua liberação. Faltam apenas alguns meses até que os resultados sejam estudados pela FDA, a qual vai avaliar se o medicamento pode ser distribuído comercialmente. A CytoDyn acredita que isto vai acontecer entre meados de 2017 ou início de 2018.

 

Indetectável = Intransmissível

Em novembro de 2015, Sheen falou que uma pessoa com uma “carga viral indetectável” tem “risco insignificante” de transmitir o vírus, na mesma época em que ele revelou seu diagnóstico. Uma pessoa com HIV torna-se “indetectável” quando a terapia antirretroviral suprime o vírus a um nível tão baixo no sangue que este não pode mais ser detectado.

Apesar da crescente onda de estudos científicos apoiando esta visão, Sheen foi criticado. No entanto, em agosto, uma coalizão internacional de médicos e autoridade de políticas de saúde assinaram a primeira declaração de consenso que reconhece que os estudos mostram que os medicamentos antirretrovirais tornam o risco de transmissão “insignificante” — tão baixo que não vale a pena ser considerado. Foi a primeira vez que um funcionário de saúde pública dos Estados Unidos apoiou publicamente esta ideia — neste caso, o Comissário Assistente da Saúde de Nova York.

Uma série de pesquisas, publicadas no Dia Mundial de Luta Contra a Aids, mostram que ainda há mal-entendidos a respeito do HIV, aids, as diferenças entre os dois e o que significa ser soropositivo em 2016. Uma pesquisa da YouGov descobriu que 20% das pessoas ainda acredita que o HIV pode ser transmitido através de beijo — algo que há décadas foi provado ser impossível. Quase um terço das pessoas, numa pesquisa de 2.000 pessoas, acredita que compartilhar uma escova de dentes pode transmitir o HIV, o que também é impossível, uma vez que o HIV — um patógeno incrivelmente fraco — não consegue sobreviver fora do corpo. Além disso, 61% das pessoas não sabiam que o vírus pode ser suprimido a um nível tão baixo que a transmissão é praticamente impossível.

O risco real de transmissão está entre as pessoas não testadas que podem espalhar o vírus sem saber que são portadoras dele. Pessoas que foram testadas, diagnosticadas com HIV, que receberam tratamento e alcançaram a supressão viral não podem transmitir o vírus. A supressão viral também pode proteger as pessoas com HIV de passar o vírus para seus filhos — o que foi novidade para 29% dos entrevistados pelo YouGov.

De acordo com o Dr. Carl Dieffenbach, Diretor da Divisão de Aids dos National Institutes of Health, este mal-entendido sobre a supressão viral é o maior obstáculo à conscientização pública em torno do HIV/aids atualmente. “Se você for virologicamente suprimido você não vai transmitir o HIV para o seu parceiro”, disse ele. “Vou dizer isso novamente: se a pessoa com HIV estiver virologicamente suprimida — o que significa que não há vírus em seu organismo — e estiver assim há vários meses, sua chance de transmitir o HIV é zero. Vamos ser claros sobre isso: ZERO.”

“Se, no dia seguinte, essa pessoa parar a terapia por duas semanas e tiver rebotes, sua chance sobe. É por isso que falamos sobre a supressão viral durável. Você é tão virologicamente suprimido quanto a sua adesão. Essa é a mensagem.”

 

Avanços de 2016 e o futuro

Décadas depois dos anos 80, o foco agora está em aumentar a conscientização sobre a supressão viral e apoiar a pesquisa do HIV. “Os avanços da medicina e da ciência estão mudando vidas de maneiras que nunca imaginamos ser possível”, disse Bruce Richman, diretor-executivo da Prevention Access Campaign.

Dr. Anthony Fauci elogiou pessoalmente um estudo feito em macacos de medicamentos contra o HIV — são raros os endossos pessoais para o que ele acredita estar mais próximo da “cura funcional”.

“Há vinte anos, aprendemos que um tratamento eficaz contra o HIV salvaria vidas. Agora sabemos que também previne a transmissão do HIV para outras pessoas. As pessoas que vivem com HIV podem agora ter confiança de que, se tiverem carga viral indetectável e tomarem os seus medicamentos regularmente, viverão vidas mais saudáveis e não transmitirão o HIV a outras pessoas. Isso tira um fardo tremendo das pessoas com HIV e de seus parceiros. Se nos concentrarmos nos fatos em vez do medo, temos oportunidades sem precedentes de acabar com o estigma do HIV e de acabar com a epidemia.”

De fato, em um poderoso editorial para a revista Time, o Dr. Oxiris Barbot, Primeiro Vice-Comissário de Saúde de Nova York, declarou que é possível acabar com a aids durante o nosso tempo de vida. Este ano, pela primeira vez desde o começo da epidemia, nenhum bebê nasceu com HIV em Nova York. “Com estratégias coordenadas para manter os pais sem HIV ou viralmente suprimidos, podemos acabar com a transmissão do HIV de mãe para filho não só na cidade de Nova York, mas em todo o país”, escreveu o Dr. Barbot.

O Dr. Demetre Daskalakis, comissário assistente da agência de HIV/aids da cidade, disse que o objetivo é combater a aids até 2020 — e ele acredita que essa é uma estimativa realista. “As lições que nos levaram ao fim desta importante parte da epidemia são as lições que nos levarão ao nosso objetivo de extinguir a aids até 2020”, disse ele. “A tecnologia biomédica e o envolvimento da comunidade se fundem em uma única estratégia para combater esta epidemia, com amor e respeito pelas comunidades mais afetadas por esta infecção. Juntos, vamos acabar com a divisão do HIV causada pelo estigma e veremos um progresso ainda mais rápido em nosso objetivo de uma geração livre da aids.”

Refletindo sobre o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, Charlie Sheen disse que o progresso é agridoce. “Quando você pensa nas incontáveis almas que pereceram, dizimadas na confusão dos anos oitenta… Eu sinto que estou aqui para aqueles indivíduos também. É agridoce. Mas eu sou muito grato por fazer do futuro e poder apoiar a pesquisa com este estudo clínico.”

Por Mia De Graaf em 1º de dezembro de 2016 para o DailyMail

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68 comentários

  1. Doido que isso chegue aqui logo. Esse negócio de tomar comprimido diario nao da certo a longo prazo, causa muitos danos ao corpo…

  2. Jota diz

    Preciso da luz de um entendido.
    Semana passada esqueci de tomar meu comprimido, foi uma única vez, e sou indetectavel faz 1 ano. Estou num relacionamento sorodiscordante, e ontem tive um relação sexual sem camisinha, não houve ejaculação. Queria saber se esse dia falhado é capaz de aumentar minha CV a níveis capazes de infecta-la.

    • Junior diz

      De forma alguma. Um dia sem tomar o medicamento não é suficiente para aumentar sua CV, nem a níveis baixos, muito menos capazes de infectar sua parceira.

    • Kaliu diz

      Já aconteceu comigo também. Esqueci de tomar 1 ou 2 dias apesar dos alarmes do celular. Minha CV permaneceu indetectável dois meses depois.

    • Antônio diz

      Foi imprudência da sua parte transar sem preservativo, vcpode ser reinfectado, sabia? Um único dia não fará sua carga viral subir, mas é preciso ter o foco não proteção.

      • bruno diz

        Esta história de reinfeccào é balela se fosse assim já tinha me reinfectado várias vezes… e minha carga sempre ta indetectável

  3. Paraense+ diz

    O ideal é que seja mensal e, principalmente, acessível à todos. Senão vai-se criar um muro entre os que podem pagar e os que não podem pagar pelo tratamento injetável. Mas isso está ficando mais evidente, que será inevitável, infelizmente…

    • Neuri diz

      Precisamos acreditar no nosso velho SUS para ter esse aparato total…De qualquer forma, são descobertas animadoras……Fé e esperança nos move…..

  4. Alexandre diz

    Numa boa, sei se isso é verdade, não. A Cytodyn sempre gostou muito de propaganda. O número de pessoas que está chegando ao final do estudo é muito baixo comparado aos que começaram. O vírus conseguiu criar resistência na grande maioria dos pacientes, isso depois da Cytodyn ter propagado para os 4 cantos do mundo que seria impossível isso acontecer pelo simples fato do anticorpo não atuar diretamente no vírus. Infelizmente, o que vimos na prática foi mais de 70% dos pacientes tendo que voltar ao TARV tradicional, sendo alguns com menos de 2 meses. Acho que o Charles Sheen não está fazendo monoterapia, não. Posso apostar quase tudo que ele está em TARV e tomando o Pro-140 também, e aproveitaram para usá-lo como garoto propaganda. Me empolgo muito mais com as injeções bimestrais de Cabortegravir e Rilpivirina. Esse tratamento sim, está deixando 97% dos pacientes indetectáveis por anos a fio.
    Tomara que eu esteja quadradamente enganado quanto ao Pro, pq redondo eu já estou!

    • Mutatis Mutandis diz

      Também achei muito talkshow/holywoodiano o comentário de Charlie Sheen…fico imaginando quanto foi a cifra…

      Enquanto avanço científico torço para que seja real.

      Mas fico imaginando a logística de vacinar toda Santa semana tudo quanto for soropositivo. .. espero que possa ser autoinjetável.

      E que venham os avanços!

  5. Edy diz

    Não sabia desse estudo da injeção bimestral. Interessante. Bom de qualquer forma espero que esssa mediçoess ejam aprovadas e que nosso país não passe anos para inclui-la nas políticas públicas de saúde e combate ao HIV.

  6. Bruno diz

    Pelo menos temos o retroAn disponíveis, nos EUA, a parada é muito tensa, poucos tem acesso aos medicamentos, muita gente se engana ao achar que TODO MUNDO LÁ usa truvada etc etc. Realmente o Brasil está a frente no combate, não sei em pesquisas, mas acredito que será uns dos primeiros a ofecer esse novo tratamento,nisso eu acredito, apenas nisso…rsrsrsr

    • Daniel Lemos diz

      eu tive antes do diagnostico.
      tem que tomar aciclovir, mas melhor ir num pronto socorrro. recomento o emilio ribas, la vc pega aciclovir de graça – o remedio eh caro !

      • AmigoSp diz

        Oi Daniel! Já estou tomando medicamento. Estou usando Valtrex (uma evolução do aciclovir) as lesões já sumiram, porém estou com dor Ainda nas costas e no braço. Vc tbm sentiu dor // sensibilidade? Quanto tempo demora pra voltar ao normal? Estou preocupado com a dor…tive herpes zoster há 6 dias atras e Ainda estou com dor

    • Paraense+ diz

      Boa tarde AmigoSP, eu já tive e doi só de lembrar. Foi em 2010, eu fui ao derma e ele apenas prescreveu aciclovir, não me indicou nenhum exame nem nada, disse que era baixa imunidade. No meu caso, quando procurei um médico, já estava avançado, apareceram bolhas na costa e fazia um caminho pelas minhas costelas e doia muito, cara. Acho que já era o vírus fazendo estrago, e eu só vim descobrir o HIV em 2014, ou seja, quatro anos depois. Até hoje eu temo que essa porra reative, pois é muito ruim. Abraço AmigoSP.

      • AmigoSp diz

        Olá paranaense, depois que as bolhas vermelhas sumiram a dor permaneceu? Como foi com a sua dor? Demora pra passar ?

        • Paraense+ diz

          Oi AmigoRJ…permaneci com dor por um tempo e, depois que sumiu a dor, fiquei com insensibilidade no local. Hoje, as vezes, sinto uma leve coceira no local onde apareceram as bolhas e nada mais. É uma experiência que não ter de novo.

          • AmigoSp diz

            Entendi…
            Mas demora muito pra passar essa dor/ardor?
            Tá me incomodando bastante…
            Tenho a impressão que estou levando uns “choquinhos”, sabe?

            • Paraense+ diz

              É verdade amigo… Mas passa. Lembrei desse incomodo, tipo um choque. No meu caso levou uns seis meses pra cessar. Boa sorte aí !!!.

        • Daniel Lemos diz

          eh causada pelo virus da catapora que fica latente no corpo e ataca os nervos, dai a ramificação.

          tive nos bracos, ate as costas, tem gente que tem ate no rosto. depende.

      • AmigoSp diz

        Quero saber sobre a dor. A médica pediu pra tomar 7 dia do Valtrex (um tipo de aciclovir), termino o medicamento amanhã, porém a dor Ainda nao passou! Como foi a sua ??

      • AmigoSp diz

        Oi Kiko!
        Quanto tempo levou para sumir a dor/ardor do local que vc teve a herpes zoster?

    • Tom diz

      Eu tenho, com recidivas quando a imunidade cai e o stress aumenta. No meu caso, as bolhas se manifestam na nádega… Dermatologista alertou para tomar o Valaciclovir assim que eu perceber os primeiros sintomas… em geral uma queimação na virilha ou linfonodos meio inchados… Daí começo a tomar e as bolhas não surgem… Esse remédio é caro mesmo!

      • AmigoSp diz

        E a dor/ardor? Quando melhora? Minhas manchas estão quase 100% cicatrizadas ja

    • Eletrax diz

      Eu tiver n tem duas semanas que me recuperei.horrivel as bolhas que se formou nas costas peito e em baixo do braços. Tomei duas caixas de aciclovir fora as pomadas que passei da mesma marca.os medicamentos são caros cada caixa 112.00$ e vx tenho que tomar dois comprimidos a cada quatro horas.

      • AmigoSp diz

        Sim… estou no último dia de tratamento com o Valtrex.
        Quanto tempo vc ficou com dor no local?

        • Emilio diz

          Eu não senti nenhuma dor devido o herpes zoster. Não doeu nadinha.o infecto disse q tive sorte.me tratei com o aciclovir por 7 dias.2 comprimido a cada 4h.

    • Caio PE diz

      Lembrando que existe vacina contra o herpes zoster (mas necessita estar com a imunidade boa pois a vacina é feita de vírus vivo atenuado). Converse com seu infecto a possibilidade da vacina.

    • Goiano diz

      queridos Herpes zoster, acomete não somente em pessoas que tem HIV . Essa herpes surge em pessoas negativas também, na minha família todos tiveram a Herpes Zoster.

  7. Emilio diz

    Meu cd4 sempre foi excelente.qdo descobri hiv conta 750, após o início do tratamento rapidamente subiu para mais de mil e aí permaneceu. Descobri está com sífilis é o cd4 caiu pela metade, ou seja, 600. É natural essa queda por conta da sífilis? Devo iniciar tratamento essa semana. Curando a sífilis deverão meus cd4 voltar ao normal? Alguém já viveu isso?

    • ROBERTO diz

      Hoje em dia eu não penso na cura, não estou sendo pessimista, mas acredito que há um jogo de interesse entre as grandes industrias e laboratórios farmacêuticos para cura do HIV. Hoje a única preocupação que tenho é só de tomar os comprimidos e viver saudavelmente.

      • Caio PE diz

        Mesmo porque o vírus é muito esperto e consegue sofrer mutações constantes. Cura, cura a curto e médio prazo não acredito. Mas medicações mais eficientes e que necessitem de dias mais espaçados para toma-las (e menos efeitos colaterais) isso eu acredito sim !

      • Mauricio diz

        Penso da mesma forma. o mais importante é se manter saudável em todos os aspectos pois isso é possível para quando chegar a cura estarmos aptos a receber.

  8. Maupr diz

    Acreditam que meu caso nunca foi notificado para a vigilância? Agora a farmácia está pedindo o número. Fui no centro de atendimento da minha cidade, a coordenadora falou que eu nem saberia dessa notificação. Foi o primeiro médico que descobriu deveria ter feito isso.

  9. Rod diz

    Parando pra pensar no conteúdo desse post, no que se refere à intransmissibilidade do indetectável, eu acredito que não somos mais nós, os sempre esperançosos por notícias que ajudem a nos sentirmos mais próximos da “normalidade” da sociedade nada normal (rs), que precisamos ouvir a explicação sobre o baixo risco de transmissão de alguém indetectável, mas, sim, as pessoas ao nosso redor. Eu, por exemplo, acordo todo dia super feliz sabendo que sou indetectável, que meus exames estão bem, que por ter descoberto em exame de rotina, e não por alguma doença oportuna, bem no começo da transmissão, com baixa CV, o meu organismo está bem, não sofreu a ação violenta do vírus, e que ainda não há nenhum traço físico que pudesse fazer alguém desconfiar da minha sorologia; mas nada disso é suficiente pra tirar o bloqueio que se desenvolveu no meu subconsciente não permitindo que eu consiga me envolver com ninguém. Nessa hora vem a ética de não contar pra alguém com quem se envolve, ou o medo de contar e as infinitas possibilidades de reação do outro, ou até da própria família. As pessoas ao nosso redor é que precisam ser informadas e formadas: não somos uma arma, nem um mal ou praga. O que precisa ser combatido é o vírus e não nós, meras vítimas dessa infecção, guerreiros corajosos e vitoriosos nas batalhas diárias pelo não esquecimento da TARV, premiados, a cada exame, com o status de indetectável. Prêmio este que a sociedade parece não reconhecer.

  10. Boa noite. Alguem ja comprou truvada no Brasil? Podem me indicar um site. E com truvada posso transar sem preservativo? Obrigado

    • SAR diz

      Olá diogomaley,

      Não se esqueça que Truvada é uma combinação eficaz somente para prevenção do vírus HIV, não se esqueça que esse medicamento não te imuniza de outras DST’s. Tendo em vista, que o Brasil está passando por uma epidemia de Sífilis, penso que seja interessante você usar preservativo em toda e qualquer situação.

      Abraço!

    • Emilio diz

      Se vc não tiver medo de hepatites devastadoras, sífilis traiçoeira, hpvs, gonorreias e zilhoes de dsts vai fundo…

    • GauchoPREP diz

      diogomaley, eu participei do estudo PrepBrasil por 12 meses e depois comprei o Truvada por conta própria. Precisa de receita de duas vias (fui num pronto atendimento e expliquei que já usava e precisava comprar, foi fácil) e compra por telefone na distribuidora SAR. Custa R$ 290,00 mais o frete.
      Aproveitei e durante o estudo fiz vacina contra Hepatite B. O resto de trata. Ninguém deixa de sair na chuva pra evitar pegar gripe, eu encaro assim em relação às outras DSTs, mas isso é como eu lido com meu corpo.

  11. Pedro diz

    Olá a todos, gostaria de compartilhar a minha história. Vi alguns falando nos comentários sobre o zoster, realmente é horrível, eu vi o meu namorado ter quase todo o braço coberto por essas feridas, além das costas e do peito. Como eu estou no último ano de medicina eu desconfiei do que fosse, mas a negação era mais forte. Eu dizia pra ele que era alergia, que era espinha… Até que ele começou a sentir dores horríveis e então eu tive certeza que ele era portador do HIV. É praticamente impossível um soronegativo, jovem, ter uma crise de herpes-zoster tão disseminada, a não ser que tenha alguma doença mais grave, como um câncer avançado.

    Namoro ele há 5 anos e nunca transamos sem camisinha. Minto, uma vez transamos, altos pelo álcool… Eu sempre com os meus exames em dia, ele dizendo que tinha feito também. Então o médico pediu vários exames e foi confirmado o diagnóstico. Lembro do dia em que fomos buscar e o laboratório pediu mais uma amostra, porque “faltou sangue” pro exame, e ele acreditando na maior ingenuidade enquanto eu me segurava pra não chorar.

    Passei a ter certeza que eu tinha o HIV. Não conseguia fugir desse tema, quase todo dia era esfregado na minha cara na faculdade, nos livros que eu precisava ler. Ele recebeu o diagnóstico muito bem, começou a fazer amizades, nunca se desesperou. Ele se preocupava comigo: eu que estava nervoso, eu que estava com medo.

    A maioria de vocês teve medo porque não conhecia o virus, eu tinha medo porque achava que conhecia. Uma dor de garganta prolongada, duas bolinhas no peito, uma tosse, tudo era desesperador e angustiante. A frieza dos livros nunca me preparou para a realidade da doença, da possibilidade de ser portador. Então esse blog e sua sessão de comentários me ajudou infinitamente: não vinha aqui para entender o virus, e sim para entender as pessoas que convivem com ele. O que elas sentem, o que pensam do futuro… E assim eu percebi que o diagnóstico não era o fim do mundo, muito pelo contrário, era uma condição que poderia ser enfrentada.

    Eu e ele começamos a mudar muitas coisas em nossas vidas, passamos a nos cuidar mais, a não nos preocuparmos com coisas pequenas. E ontem consegui ter coragem para realizar o teste no sae. Estava tranquilo, vi aquele ambiente como muito acolhedor, as pessoas especiais… O resultado deu negativo, mas não senti alívio, já havia me acostumado com o diagnóstico e sei que o virus sempre estará por perto e eu serei um soldado nessa luta: a infectologia pareceu uma área muito boa para atuar, e acho que eu hoje conseguirei ter mais empatia. E o meu namoro continua firme, como sempre foi…

    • Ana diz

      Pedro sua história é incrível. Obrigada por compartilhar conosco e graças a Deus por você não estar com o vírus. Tudo de bom e muitas felicidades a você e seu namorado!!!

    • Neuri diz

      Linda sua história e o apoio incondicional que dá ao seu parceiro…Isso vai poder abrir um leque de possibilidades na sua carreira…quem sabe será um excelente infectologista…..

  12. ROBERTO diz

    Já pensaram se fosse uma dose injetável por mês?? Seria ótimo! Se chegar ao alcance de todos, será complicado tomar a dose semanalmente, já pensou ter que ir toda semana no CTA? Mas esta notícia é muito bem vinda, tudo que for benéfico para reduzir os efeito colaterais em nós está valendo e muito! Quanto menos comprimidos, melhor!
    Eu n penso em cura hoje, penso em apenas viver saudavelmente!

  13. JP diz

    Alguém sabe mais detalhes sobre cabotegravir e rilpivirine (medicamentos injetáveis de ação prolongada)?
    Encontrei esta matéria: http://www.giv.org.br/Not%C3%ADcias/noticia.php?codigo=2476
    Meu infectologista falou que estão fazendo testes no Hospital de Clínicas de Porto Alegre como terapia de prevenção com pessoas mais expostas ao risco de contágio. Segundo ele, está em fase final de testes e que poderá ser usado na terapia também. Por enquanto a vacina é aplicada a cada 8 semanas mas que a tendência é prolongar o período no futuro.

  14. Renato diz

    Uma dose semanal é ótimo. Porém ir toda semana tomar essa dose é mais do que péssimo.

    Gente, algum de vcs, que está indetectável, que seja ativo e que não tem parceiro fixo, faz sexo sem avisar que é positivo? E no sexo oral, usa preservativo?

    Fico grato se, por favor, alguém comentar.

  15. Maycon diz

    O resultado da Abivax não é especificamente a respeito da carga viral, mas dá redução da inflamação persistente na região do intestino. Como se fosse os efeitos da terapia a ser desenvolvida. Mas pense comigo, se há redução da inflamação intestinal, o estudo sugere que o agente causador da inflamação também foi reduzido, ou que o próprio medicamento tenha essa potencialidade coadjuvante.

  16. Pedro diz

    A dor pode persistir ou não, se persiste é a chamada neuralgia pós-herpética, que é bastante rara, mas tem tratamento, com carbamazepina.

  17. Positividade diz

    Pessoal com relação ao herpes zoster. Eu tive quando tinha 18 anos. O aparecimento dos sintomas foi pq eu passei mais de duas semanas tomando sol na casa de praia, tipo eu exagerei mesmo fiquei queimadao mesmo, junto a isso eu estava ansioso pelo resultado do vestibular. Ou seja, duas coisas q desencadeia o herpes zoster, é tomar sol exageradamente pois o sol abaixa tb a imunidade e o stress q no meu caso foi a ansiedade. O herpes zoster pode aparecer pras pessoas q tiveram catapora. E uma vez q se manifesta dificilmente ele vai voltar com mesma intensidade. Tive aos 18 anos e já estou com 29 e não tive mais, já passei por muitas situações de stress e a infecção por hiv, q tuda indica foi a uns dois anos atrás, e o herpes zoster não se manifestou d novo.

    • AmigoSp diz

      Obrigado pelas informações “Positividadade”.
      Você lembra da dor? Demorou para passar? Ficou sensível?
      Lembra se demorou para passar?

      • Positividade diz

        É uma dor horrivel mesmo, lembro que ele segue um “caminho” dos nervos, o meu iniciou nas costas e foi seguindo até um lado do peito. Axo q entre o aparecimento da primeira bolha até parar a dor foi em torno de duas semanas, quando fui me consultar no medico ele me receitou uma pomada que no primeiro dia q passei diminuiu muito o plurido e a dor, depois ficou algumas manchas q depois de alguns meses desapareceu. Outra coisa, o medico falou q esse herpes zostes é diferente do herpes labial e genital, e realmente nunca tive os sintomas do labial e genital. Repito q a manifestação do herpes zostes pode acontecer com qualquer pessoa que ja teve a catapora, pois é o mesmo virus, ele fica no nosso organismo e uma vez na vida ele pode voltar como herpes zoster. Os casos q desencadeiam é a imunidade baixa aliado a stress, e nem todos que ja teve catapora vai ter um dia a herpes zoster. Claro que quem esta com a imunidade baixa devido ao HIV pode fazer com q se manifeste. A 10 anos atras eu nao tinha HIV e se manifestou. Mas fique tranquilo que isso passa, as pomadas e os remédios são para aliviar os sintomas pq o virus ainda vai continuar por toda vida no corpo, o que se sabe é que uma vez manifestado raramente ele volta novamente. OK

  18. Dhivo diz

    Meu companheiro teve herpes zoster ficou sentindo dores horríveis mesmo depois que cicatrizou.
    Depois de tanto pesquisar encontrei na net uma pomada a base de capiscaina(pimenta)passamos essa pomada que se chama momentos conforme era indicado na bula e a dor desapareceu.
    A pomada custa uns 70,00 mas o resultado foi maravilhoso as dores que o impedimento até de dormir passaram em 1 dia.
    Vale a pena.
    Espero que tenha ajudado.

  19. Leanno diz

    ROD que lindas palavras! Que bom que existem pessoas como vc! Deus te abençoe! Tem kik?

  20. Carlos diz

    Que notícia maravilhosa! Vamos torcer para que isso realmente seja verdade e que esse medicamento seja liberado em breve! Com certeza será um grande alento! Beijos a todos!

  21. Hailander diz

    Boa tarde; um amigo meu que tb é soropositivo faz uso de Noltrexone *LDN; e está tendo excelentes resultados em resposta do seu sistema imunológico; válido ressaltar que ele tb está indetectavel e a liberação da endorfina em seu organismo deixou-o com a aparência melhor e mais feliz; alguém faz uso? E qual sua experiência em relação a LDN?

  22. Mineiro 1964 diz

    Graças ao Blog, seriedade das matérias e riqueza da troca de opiniões dos participantes, consegui abandonar um receio pessoal em aderir ao tratamento antiretroviral.

    Confesso que, anteriormente, eu tinha medo! Eu permanecia na linha tratamentos alternativos: água de prata, limão e os preparados do Canova (um laboratório).

    Durante 4 anos, meus níveis de CD4, CD8, carga viral e hemograma, mantiveram-se estáveis. Mas justamente durante o ano 2017, o CD4 despencou e perdi uns 5 quilos. Isso fez minha “máscara de temor” cair.

    Minha última estratégia seria revisitar meu médico infectologista, cuja palavra de ordem sempre foi a adesão imediata. Mas eu postergava o orientação. Era o tal medo!

    Ainda, quanto às doenças oportunistas, não as tive no período “alternativo”. Nem gripe!

    Acrescentando, após a adesão ao tratamento, o qual já está no 60o. dia, confesso que recuperei uns 2 quilos e minha sexualidade melhorou, pois percebi que a partir de agora, não ofereço risco de contaminação a terceiros.

    Na semana que vem, tenho visita ao infecto, com o qual conversaria a respeito desta minha nova realidade.

    E por fim: vida nova, sorriso novo! Acreditar no tratamento. São minhas novas metas.

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