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Terapia genética portátil: a futura cura acessível


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Um pequeno dispositivo que permite que uma equipe médica manipule geneticamente o sangue de um paciente, capaz de levar novos tratamentos contra o câncer, HIV e outras doenças, eliminaria a necessidade das salas esterilizadas, que custam milhões de dólares, tornando a terapia genética mais viável, mesmo para os países mais pobres.

A chamada terapia genética portátil, desenvolvida por cientistas no Fred Hutchinson Cancer Research Center, conseguiu levar células estaminais do sangue modificadas que eram tão boas — ou até melhor — do que aquelas fabricados em salas esterilizadas, altamente regulamentadas, além de exigir menos da metade da equipe, de acordo com um estudo publicado na Nature Communications. O estudo observou que células adaptadas também tiveram sucesso em repovoar o sistema sanguíneo, quando testadas em dois modelos animais diferentes. Ainda não foi testado em humanos.

O dispositivo portátil sugere uma solução para um dos desafios mais complicados da terapia genética: como tornar estes tratamentos emergentes, de alta tecnologia, acessíveis e disponíveis, para além dos poucos centros de pesquisa especializados no mundo?

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A Dra. Jennifer Adair em frente ao dispositivo portátil que ela começou a desenvolver desde 2014.

“Terapias genéticas não estão mais restritas a um número muito pequeno de instalações altamente sofisticadas.”

“Tínhamos que pensar sobre como construir infraestrutura e instalações de milhões de dólares para salas esterilizadas em clínicas no mundo todo — o que não é viável — ou teríamos que pensar em simplificar esse processo, para o que eu originalmente concebi neste pequeno dispositivo”, disse a Dra. Jennifer Adair, pesquisadora do Fred Hutch e principal autora do estudo. “Esta foi a primeira prova de que a ‘terapia genética portátil’  poderia funcionar. Terapias genéticas e terapias celulares que envolvem células geneticamente modificadas não estão mais restritas a um número muito pequeno de instalações altamente sofisticadas.”

Até agora, nenhuma terapia genética foi aprovada para uso nos Estados Unidos. Contudo, milhares de pacientes sofrem de pelo menos 15 ou 20 doenças, herdadas ou infecciosas, e cânceres que estão sendo tratados com terapias experimentais, muitas das quais estão demonstrando sucesso. Uma vez que o complexo processo requer equipamentos de alta tecnologia e pessoal altamente treinado, tais estudos ainda são limitados a cerca de uma dúzia centros de pesquisa espalhados por oito países — Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, China e Austrália.

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Dr. Hans-Peter Kiem.

O sistema semi-automatizado desenvolvido pela equipe de Adair, que usou instrumentação da Miltenyi Biotec, reduziu o espaço necessário para produzir células modificadas: de 46m² para menos de 1m² e a equipe de 5 ou 10 pessoas para apenas um ou dois, de acordo com o oncologista e autor sênior do estudo Dr. Hans-Peter Kiem, pesquisador de terapia genética no Fred Hutch e na Universidade de Washington. O novo dispositivo faz todo o trabalho em menos da metade do tempo. “É revolucionário”, disse Kiem. “Vai mudar a nossa forma de produzir terapia genética e terá um grande impacto sobre transplantes, células-tronco e provavelmente também em imunoterapia para pacientes com doenças genéticas, HIV e câncer.”

 

Uma ideia se formando

Em 2008, Kiem contratou Adair para executar um estudo clínico de terapia genética para tratar glioblastoma, a forma mais letal de câncer no cérebro. O estudo exigia que fossem extraídas células estaminais do sangue de um paciente para inserção de um gene especial com “resistência”, concebido em laboratório para proteger as células do sangue dos danos causados pelos fármacos quimioterápicos. Infundidas de novo no paciente, as células resistentes iriam  se multiplicar e, então, permitir que os pacientes com glioblastoma recebessem doses mais elevadas de quimioterapia para matar o câncer.

A terapia genética baseada em células estaminais envolve a remoção de sangue ou da medula óssea de pacientes, que separa as células estaminais — que dão origem à todas as células do sangue e do sistema imunológico do corpo — usando um vírus desativado para transferir instruções genéticas para o tratamento ou prevenção de uma doença para as células. (Os cientistas também estão investigando a utilização de alvos de nucleases, como CRISPR para editar genes, mas a maioria das terapias genéticas atualmente testadas em seres humanos dependem de vetores virais.) Depois de serem infundidas de volta no paciente, as células estaminais propagam novas células que transportam a modificação.

“Quando é que vamos ser capazes de fazer isso por mais de um paciente com câncer por semana?”

Para Adair, a ideia da terapia genética portátil surgiu em 2009. Ela estava a caminho de casa em um táxi à 1 hora da manhã, depois de ter aplicado células geneticamente modificadas no primeiro paciente do recente estudo de câncer no cérebro. Adair passara a maior parte dos últimos quatro dias em uma sala esterilizada estritamente regulamentada, onde cada pausa para ir ao banheiro  significava ter que se lavar e vestir novamente a roupa esterilizada. A maratona de 96 horas de trabalho quase constante e sob a pressão do tempo a deixou física e mentalmente exausta. “Quando é que vamos ser capazes de fazer isso por mais de um paciente com câncer por semana?”, ela lembra-se de pensar. “Me pareceu angustiante.”

Cinco anos depois, a terapia genética baseada em células-tronco do sangue, embora ainda em fase experimental, estava explodindo. Os pacientes daquele estudo em fase inicial sobre câncer no cérebro estavam vivendo meses ou até anos mais do que a maioria das pessoas com glioblastoma costumam sobreviver. Adair estava conduzindo estudos clínicos adicionais, incluindo um para uma rara doença no sangue chamada anemia de Fanconi, quando Kiem conseguiu apoio para pesquisar a terapia celular e genética para curar o HIV, o vírus que causa a aids — algo antes considerado inimaginável.

“Se nós curarmos o HIV em um paciente em os Estados Unidos, como vamos fazer esta mesma cura chegar aos países que mais precisam dela?”

Foi em uma conferência de 2014 sobre a cura do HIV que Adair teve sua segunda epifania, desta vez a respeito dos custos. Mais de 25 milhões das cerca de 36,7 milhões de pessoas no mundo que vivem com HIV estão na África subsaariana, segundo a Organização Mundial de Saúde. Nenhum país daquele continente poderia financiar as salas esterilizadas multimilionárias ou arcar com os custos altíssimos de qualquer terapia que podem sair delas. Adair lembra de estar sentada na conferência e pensando: “Se nós curarmos o HIV em um paciente nos Estados Unidos, como vamos fazer esta mesma cura chegar aos países que mais precisam dela?”

 

“Por que não agora?”

Adair não era a única pessoa que fazia estas perguntas. Mais recentemente, em julho, pesquisadores e ativistas na Conferência Internacional de Aids em Durban, África do Sul lembraram o tratamento antirretroviral, que salva tantas vidas ao suprimir o HIV, chegou à África subsaariana vários anos após estes medicamentos estarem disponíveis nos países desenvolvidos. Os ativistas estão preocupados que a mesma coisa viesse a acontecer com a cura no futuro.

“A cura do HIV ainda está em sua infância.”

“A cura do HIV ainda está em sua infância. Por enquanto, ela é restrita principalmente aos países do hemisfério norte e de alta renda”, disse a Dra. Paula Munderi do Medical Research Council e Uganda Virus Research Institute, em um simpósio sobre a pesquisa global da cura do HIV. “Meu apelo hoje é que os países de baixa renda — África, em particular, que tem a maior parte dos pacientes — não podem ser deixados de fora da agenda de pesquisa.”

Adair tinha ouvido outros pesquisadores de terapia genética que indeferiram perguntas sobre a acessibilidade, dizendo: “Primeiro, temos de mostrar resultados com a terapia genética, para então vamos nos preocuparmos com isso.” Mas ela não estava de acordo. “Por que não agora?”, ela lembra-se de pensar. “Será que existe uma maneira mais simplificada de fazermos isso?”

Quando Adair tornou-se chefe de seu próprio laboratório, em 2014, com incentivo de Kiem, ela usou o financiamento do Fred Hutch para trabalhar na busca por uma maneira de fazer essas terapias ainda experimentais se tornarem disponíveis e acessíveis onde quer que eles sejam necessárias.

 

“Quero que esse dispositivo faça tudo”

No estudo clínico de câncer do cérebro, Adair utilizou a primeira geração do dispositivo feita pela Miltenyi Biotec para separar as células estaminais a partir de outras células sanguíneas. Esse processo envolvia a adição de esferas de metal específicas na medula óssea retirada de pacientes para, em seguida, usando um ímã, retirar dali as células-tronco.

Mas quando começou a trabalhar em um estudo clínico sobre anemia de Fanconi, uma desordem genética rara que leva à insuficiência da medula óssea, ela precisava de algo mais rápido. Esses pacientes têm um número pequeno de células-tronco e são muito suscetíveis aos danos causados pela exposição ao oxigénio ambiente. Para limitar o seu tempo de exposição, Adair tinha que encontrar uma maneira de acelerar o processo de separação e modificação das células.

Por acaso, a Miltenyi tinha acabado de enviar o modelo da máquina de segunda geração, que era automatizada, acelerava o processo com as esferas de ímã e era capaz de processar os volumes exatos de medula óssea necessários para o estudo. Trabalhando com Tim Waters, da Miltenyi, Adair dirigiu a reprogramação do dispositivo para ver se ele poderia ir ao encontro das suas necessidades. Quando os testes iniciais funcionaram, o Fred Hutch comprou a nova máquina e obteve aprovação federal para usá-la no estudo sobre anemia da Fanconi, tratando o primeiro paciente em 2014.

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O tempo todo ela pensava: “eu quero que esse dispositivo faça tudo”. A máquina da Miltenyi, chamada de CliniMACS Prodigy, era pequena o suficiente. E era um sistema fechado: o que significa que não tem exposição ao ar ambiente. Pode ser automatizada. Sua interface era semelhante à uma máquina de aférese, um outro dispositivo clínico que separa o sangue em seus componentes e que equipes hospitalares em muitos países em desenvolvimento já estão treinadas para usar.

Adair compartilhou sua grande visão com Waters, um dos coautores do artigo da Nature Communications. Ela sugeriu que eles reconfigurassem e reprogramassem o dispositivo para fazer todas as etapas, incluindo as etapas feitas em ambiente esterilizado, as quais incluem adicionar o vetor viral e remover dos reagentes residuais para, em seguida, desenvolver componentes específicos para cada doença, os quais estariam disponíveis em kits, mantidos em congeladores de farmácia. Incluído em cada kit descartável estaria a tubagem para transportar as células de sangue do paciente, a partir de um saco estéril para dentro da máquina. Uma enfermeira precisaria então prender o saco na máquina, adicionar os reagentes químicos do kit para puxar para fora as células estaminais, nutrientes para suportar o crescimento das células e o vetor viral modificado para fazer a transferência de genes para cada doença. Em seguida, tubos descartáveis adicionais levariam as células modificadas a um segundo saco estéril, o qual seria usado para ir direto para a via intravenosa do paciente.

Reconfigurar o dispositivo significava cálculos tediosos, testes mecânicos e reaprender os princípios da física que ela tinha esquecido da faculdade — coisas que Adair disse nunca ter imaginado fazer. “Quando me deparei com este projeto”, disse ela, “eu estava tão motivada pelo problema que estava abordando — especificamente, dos lugares no mundo que ainda não têm qualquer acesso a este tipo de terapia — que fiquei animada. Por sua vez, outras pessoas ficaram animadas.”

 

Próximos passos

O dispositivo em si custa cerca de US$ 150.000,00 para compra — um investimento único que seria usado para milhares de pacientes. Cada kit individual custaria cerca de US$ 26.000, segundo Adair.

Embora não seja barato, esse custo único, se comparado ao tratamento todo de várias doenças, é favorável. Veja o HIV, por exemplo: o tratamento vitalício com medicamentos antirretrovirais para suprimir o vírus está orçado em cerca de US$ 600.000. A terapia genética portátil também custa menos do que o tratamento de terapia genética em instituições de pesquisa atualmente — entre US$ 38.000 e US$ 55.000, além da sala esterilizada e de outros custos de infraestrutura, de acordo com Adair. O novo dispositivo também poderia ser usado nos Estados Unidos ou na Europa, o que poderia ajudar a reduzir os custos, uma vez que requer menos infraestrutura e menor pessoal.

Adair e sua equipe, que inclui outros pesquisadores e cientistas do Fred Hutch e da Washington State University, passaram os últimos 18 meses desenvolvendo o dispositivo, comparando os produtos produzidos aos fabricados em salas esterilizadas e testando as células modificadas em modelos animais, pré-requisitos fundamentais para a obtenção de licença da US Food and Drug Administration para então testar os produtos em seres humanos. Ela está esperando para enviar um dos dispositivos para uma clínica que não está em um centro de pesquisa de alta tecnologia, a fim de testar sua facilidade de uso.

“Estamos facilitando mais pessoas a serem capazes de explorar estes processos.”

“Há provavelmente mil modificações que ainda poderiam melhorar a eficiência do dispositivo”, disse ela. “Mas, ao criar uma plataforma que não requer que você esteja em uma das instituições acadêmicas especializada em terapia genética, estamos facilitando mais pessoas a serem capazes de explorar estes processos e, potencialmente, incorporar suas próprias mudanças.”

Em 20 de outubro de 2016 por Mary Engel para o Fred Hutch News Service

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48 comentários

  1. Matheusfgf diz

    “A cura do HIV ainda está em sua infância. Por enquanto, ela é restrita principalmente aos países do hemisfério norte e de alta renda”, disse a Dra. Paula Munderi do Medical Research Council e Uganda Virus Research Institute, em um simpósio sobre a pesquisa global da cura do HIV. “Meu apelo hoje é que os países de baixa renda — África, em particular, que tem a maior parte dos pacientes — não podem ser deixados de fora da agenda de pesquisa.”.

    Agora deu um nó na minha cabeça…

  2. Jonas diz

    Mateus, acho que a doutora se referiu a cura por meio da Tarv, tão somente. Mas estou cansado de blá, blá, blá de pesquisadores. Tenho falando deste processo de alardear para conquistar dólares. A cura está na infância é o diz minha infectologista. A considero rude, mas logo aquieto meu coração, afinal ela sabe o que diz. Mas acredito no “Eureka”, que adiantará o processo. Não podemos criticar os cientistas, eles precisam de patrocínio, temos apenas de compensar o blá, blá, blá. O JS cumpre sua função de divulgar esperança, sendo ele mesmo um de nós, mas há sites importantes sobre HIV que não divulgam pesquisas em fase embrionária, tem sua política. Eu gosto de estar aqui. Tem pesquisa que não entendo patavina, mais complica que explica, porém me acalenta saber que ainda não desistiram. O Eureka vai acontecer para qualquer um.

  3. Andre diz

    Mais do mesmo. Nada de concreto. Haja paciência e antidepressivo/ansiolítico.

    • Alexandre diz

      O negócio nem começou a ser testado em humanos e a mulher já quer ter uma estratégia de como tornar o meio acessível.
      É muita chacota com a nossa cara!

      • Com um meio mais acessível, mais locais poderão conduzir estudos de terapia genética até agora ainda restritos a poucos locais em países desenvolvidos.

        • Alexandre diz

          “A cura do HIV ainda está em sua infância. Por enquanto, ela é restrita principalmente aos países do hemisfério norte e de alta renda”
          Vai me desculpar, JS, mas não foi isso que ela quis dizer, não.

  4. Cbb diz

    JS gostaria de ver algumas dúvidas esbatidas por ti ou outras pessoas que tenham maior conhecimento sobre o assunto qdo se trata de hiv :
    1 É possível ter a carga viral suprimida nos primeiros três meses de tratamento com os ARVs 3×1 composto por efavirenz 600mg, emtricitabine 200 mg e tenofavir 300 mg qdo o cd4 passou de 326 a 648 e todos os outros exames estarem ok?
    2 É que no meu país não se fazem exames de Carga Viral e gostaria de saber 7 meses após o início do tratamento eu já posso ter a CV suprimida e me considerar indetectável
    3 Não tomar os ARVs no horário religiosamente prescrito pelo infectologista, 22h, interfere no tratamento?
    4 Fazer uso moderado de bebidas alcoólicas, cerveja no caso, interfere no tratamento? É que normalmente aos fins de semana tomo sempre algumas, mas nunca esqueci de tomar os ARVs.
    5 Por último saber se existe mesmo essa crença de que somos a geração da cura e se os ARVs acima descrito são muito tóxicos em relação ao que fazem uso no Brasil.

    • Gil diz

      OLÁ CBB… não sou médico, mas o que se percebe pelos pacientes e até nos comentários é que sim, em 3 meses a pessoa pode estar indetectável. Comigo foi assim, embora não use o 3×1, mas pessoas que conheço ficaram indetectáveis com o 3×1 nesse prazo.
      O horário estar irregular, em 2 horas, 3 horas não interfere no tratamento, pois a meia-vida é da medicação é mais duradoura.
      Bebida alcoólica, como cerveja sem exagero, pode usar sem medo de prejudicar o efeito dos remédios, mas pode prejudicar ou sobrecarregar seu fígado.
      Sim, eu acredito que em dez anos, talvez menos, teremos a cura já popularizada…
      A toxidade de qualuqer medicação existe, pode até prejudicar algumas pessoas, PODE, não é certeza que vai… mas é melhor que saber que, sem medicação, você sofre muito, se incapacita e morre… BOLA PRA FRENTE, GAROTO, SORTE!

    • fred diz

      Batista,sabe minha dotora disse q se o tratamento com o 3×1 nao esta dando nenhum efeito colateral. e esta mantendo o estado do paciente indetectavel nao tem porq trocar a tarv,isto e o 3×1,foi essa resposta q eu obtive da minha infecto, blza?acho q isso vai ocorrer em outros centros de atendimentos,

    • Batista,
      O dolutegravir não substitui o 3X1, substitui apenas o efavirenz.
      Mesmo mudando para o Dolutegravir ( 1 comprimido ), você vai continuar tomando a lamivudina e o tenofovir ( 1 comprimido contendo os dois ).
      O efavirens é MUITO toxico e causa vários efeitos colaterais, mas se você esta bem com ele, continue.
      O dolutegravir alem de menos tóxico é bem mais eficaz.

    • Vivendopositivo diz

      Fui no infecto ontem e já avisei pra ele ficar ciente que na próxima consulta quero trocar. Pq ficava tonto, dormia mal, comecei ter bruxismo e pesadelos. Falei q não queria nevirapina nem atazanavir nem kaletra nem AZT… Queria substituir pelo dolutegravir que a resolução do MS me incluia entre os elegíveis ( intolerantes ao EFV.) Disse que tudo bem, mas antes ia fazer um teste e passou omeprazol, falei q não tinha problema nenhum com meu estômago nem azia nem indigestão. E sim essa tontura q me atormentava. Ele ficou nesse disco de problema de estomago. Muito fraco esse meu novo infectologista. Lá no SAE disseram que vou poder trocar e a previsão é chegar antes de março.

      • Gil diz

        Cara CUIDADO! O omeprazol inibe a eficácia de alguns retrovirais. Eu tomo ritonavir e não posso tomar omeprazol, está na bula, assim como boa parte dos remédios pra micose, como o CETOCONAZOL.
        Veja a bula de sua TARV antes de associar medicações. Este infecto tá meio tosco!!

    • Jorge diz

      Eu vivo em Portugal e sou Português.

      Aqui dão o dolutegravir sempre, logo no primeiro cocktail (DOLUTEGRAVIR + KIVEXA)…

      A minha carga viral desde de 70.000 cópias, para indetetavel em menos de 15 dias…
      Os meus cd4 subiram imenso, de 400 para 700 em menos de 2 meses….

      O dolutegravir é muito bom, mas para mim, tive de deixar de tomar ao fim de 5 meses, causou efeitos secundários graves em mim. Apesar de ser muito bom, não significa que seja ao melhor para todos.

      Agora tomo, há 7 meses o TRUVADA + RALTEGRAVIR (parecido com o dolutegravir), os meus cd4 continuam a subir, a carga viral mantem-se indetetavel e não tenho efeito secundário algum.

        • Jorge diz

          Olá Vini.

          Então, nos primeiros 5 meses foi uma maravilha, não senti efeito nenhum (zero efeitos), e como falei a minha carga viral ficou indetetavel em poucos dias…

          No entanto, 5 meses depois de começar a tomar, comecei a ficar com muitos gazes, com um cheiro insuportável… Até eu ficava enojado… Logo a seguir veio uma diarreia leve, ia no banheiro 3x ao dia, e a diarreia também tinha uma cheiro que me dava nojo…. e começaram os barulhos nos intestinos, uma sensação de peso nos mesmos, etc…

          Tomei antibióticos, porque infeto pensava que seria uma infeção bacteriana… depois tomei para as larvas e etc… Nada passou….

          Depois de 3 meses de diarreia, fiz uma colonoscopia, meus intestinos estavam inflamados… Dai o médico retirou pedacinhos para análise, e fui diagnosticado com colite microscópica linfocitica.

          Comecei o tratamento com vários anti inflamatórios intestinais, e melhorei… Porém só fiquei melhor, depois de mudar o Dolutegravir.

          Neste período emagreci tanto (e eu comia e comia e comia para engordar sem conseguir), e todos pensavam que eu tinha cancro, estava amarelado, pálido, sem cor, e magro magro magro).

          Porem o dolutegravir é muito bom, para a maioria das pessoas, meus amigos tomam e se dão muito bem… No entanto o meu organismo reagiu mal, muito mal ao dolutegravir.

        • Jorge diz

          Agora com o raltegravir + Truvada, estou optimo, engordei 12 kg, estou super saudável, minhas células cd4 continuam subindo (espero já ter alcançado as 1000), e estou indetetavel, e sem qualquer efeito secundário 🙂

  5. José diz

    Bom dia!
    Alguém com histórico de dependência com cocaína no Blog ?
    Fui dependente na adolescência , e a anos não usava , depois do diagnostico voltei a consumir pra tentar escapar de tantos medos.
    Tive um câncer maligno em 2013 e me recuperei no final de 2015 , descobri Alzheimer de minha mãe este ano.
    Enfim , muitas coisas pesadas ao mesmo tempo , sei que não é desculpa , mas lutar contra própria cabeça é muito complicado.
    Fui ao Psiquiatra , em 3 , porém não me adapto a anti-depressivos e já não sei como contornar isso tudo.
    Desculpe o desabafo , mas já nao sei mais o que fazer.
    Estou com muito medo…e é muito dificil dividir isso com alguem …HIV , Dependencia quimica.

    • Marcus Vinicius diz

      OI Jose, não tenho problemas com cocaína, porém faço uso regular de maconha (o que não interfere na terapia) e fumo também. Com o diagnóstico minha depressão aumentou e passei de um para dois maços de cigarros, então te entendo (pois não é só hiv, tenho TOC, TED e outras questões para lidar), mas sei que a coca destrói o sistema imune e interfere no tratamento, então convém você buscar ajuda para parar por mais difícil que seja. 2016 eu só fiz ler, estudar e pesquisar tudo sobre HIV, se precisar conversar: e-mail e skype = marcos_84_h@hotmail.com

  6. Leo diz

    Olá,

    Alguém faz uso de melatonina? Trouxe um frasco quando estive em Orlando, e gostaria de saber se há algum lugar/site no Brasil em que consiga comprar.

    Se alguém faz uso de glutamina, poderia me dizer se toma qnd acorda, antes do treino ou antes de dormir?

    • Bahiuno diz

      Leo tomo 5 gramas de glutamina antes e 5 gramas depois do treino. prescrição de meu nutricionista. mas cada um tem suas necessidades. seria bom vc se consultar com um especialista.

  7. Alguém diz

    Pessoal, sou do RJ é descobri que sou positivo no dia 13/09. Somente hj consegui ter acesso a medicação q será o 3 em 1, uma vez ao dia. Meu cd4 ta em 794 cels e cd8 1372 cels, com carga viral de 2.810. Gostaria de saber se alguém aqui do RJ tem algum infectologista e psicológo para me indicar, pois na minha unidade de referência não te, e me dar algum conselho útil para essa minha nova ccondição :-(.

  8. Anjo diz

    José ,eu sou dependente químico ,ali as acredito q por isso Hj sou soropositivo , mais se por um lado eu me prejudica ao usar drogas por outro ,foi o maior ponto para eu encarar o tratamento ,afinal se eu já usei tantas drogas pesadas ,eu não deveria ter medo dos Arvs ,e tbm tem u lado do qual me orgulho sempre fui praticante de esportes ,alias ultimamente tenho recebido elogios de como estou forte ,oq me da mais ânimo para continuar a praticar esportes ,mais não me orgulho de ser um dependente químico ,muito pelo contrario ,sempre me arrependo de usar essa merda chamada cocaína ,oq eu percebi é q devido a medicação eu fiquei mais fraco pé a bebidas como whisky ,mais sempre bebo minha cerveja ,as vezes sinto vontade de vomitar e tbm tenho diarreia as vezes .
    Cbb eu tomo meus ARVS tds os dias maus nunca no mesmos horários e tbm nunca de estomago vazio ,algumas vezes eu até como apos tomar o ARVS ,de barriga vazia é q não da, mais não deixo de Tomar minha medicação já faço uso dos ARVS a mais de um ano e meus últimos exame ,segundo minha infecto minha saúde esta melhor do q uma pessoa soronegativa ,meus cd4 1123 cd8 estava na cs de 1300 ,alias meus cd4 nunca estiveram abaixo de 700 e olha q eu abuso pra uma pessoa com tantos problemas ,mais acredito q isso seja de pessoa pra pessoa ,na minha opinião fazer esporte é fundamental pra q agente possa ter uma vida normal e isso eu nunca deixei de fazer .

  9. Maycon diz

    Ciro no artigo que vc mandou diz:
    “A maioria dos cientistas que trabalham em HIV e AIDS estão buscando uma vacina baseada em anticorpos, que ocultam patógenos que eles não podem criar. A abordagem da Picker depende das células T do organismo para eliminar o vírus após que a infecção toma conta.”

    A vacina dele trabalha após a infecção 🙂

  10. luquinha diz

    Em relação ao post acima , podemos fazer uma caixinha e comprar uma maquina , e em relação a revista ISTO E “OS CAMINHO DA CURA DA AIDS ” Dr Ricardo Diaz abriu a bocarra dele para falar ;No Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo executam experimento com igual ambição. Sob o comando do infectologista Ricardo Sobhie Diaz, trinta pacientes participam de um protocolo ainda mais amplo do que o inglês. Duas medicações são usadas para tornar o tratamento mais forte, uma ativa o HIV dormente nas células e outra mata as células nas quais o vírus está escondido. Além disso, uma vacina, feita com o vírus extraído do próprio paciente, é o recurso com o qual pretende-se atingir o HIV escondido nos chamados santuários. São locais do corpo onde os antirretrovirais ou não conseguem chegar ou chegam com fraca atuação (sistema nervoso central, linfonodos, trato genital e mucosa do trato gastrointestinal). A vacina ensina o linfócito CD-8 (parte do exército de defesa) a encontrar e a matar o HIV presente nesses locais.

  11. Dr.Rj diz

    Sei que não é fácil, passar dias em laboratórios de pesquisas, é exausto. Espero que os cientistas estejam trabalhando duro para encontrar a cura do HIV em menos de 5 anos. As vezes penso que a Amfar está usando o ” HIV ” para se auto promover, posso estar enganado. O HIV é mais simples do que o câncer.

  12. Edy diz

    Ola amigos e amigas do blog faz um tempo que não escrevo no blog so ando lendo as noticias estou me sentindo um tanto sozinho ja faz 2 anos qu estou em tratamento fez 2 anos no dia 10/10/2016 e ainda até hoje nunca consegui falar com alguem sobre minha sorologia e isso me deixa a cada dia mais triste pesquisa dizem que a 450mil soro positivos no Brasil mais porque sera que eu sinto que sou o unico no Brasil muitos gostam de ficar no anonimato e nem gostam de se corresponder se alguem se interessa em conversar e ter um bom amigo so deixar o contato que responderei. ou se preferirem entrem no meu e-mail edioedipo@yahoo.com.br grato a todos e um forte abraço.

  13. Mult diz

    Ola, pessoal to tomando o 3×1 faz 33 dias e a 5 dias minha urina esta com espuma, falei com a farmacêutica ela falou que provavelmente é do remédio, alguém já passou por isso, se sim quanto tempo durou, ou se é algum problema nos rins, estou muito preocupado.

    • Vivendopositivo diz

      Você pode fazer um exame de creatinina particular custa uns 30 reais. Mas no inicio do tratamento todos os índices ficam bem alterados pq o corpo ainda vai começar se acostumar com ele. Os rins e figado sofrem um bocado nos primeiros dias, e não se assuste se por volta de dez dias aparecer umas manchas vermelhas no corpo. Efavirenz e nevirapina são danadas pra causar farmacodermia, com anti alérgico normalmente passa.

    • Vivendopositivo diz

      Ah ta você já ta com 33 dias. Minha urina passou a ter cheiro de gongoji (embuá) com o remédio.

      • Mult diz

        até hoje só a espuma na urina, mais ta me preocupando muito, não consigo tirar da cabeça, os outros efeitos que falam só chapado nos primeiros dias.

  14. MH+ diz

    POR FAVOR, JS, em qual país rico você acredita já estar acessível a cura para pessoas com dinheiro?

  15. Sampa26 diz

    A cura ainda não foi descoberta mas o processo está em trâmite, as frentes são extremamente promissoras provavelmente deve sair na Inglaterra ou Estados Unidos. Mas enquanto isso não acontece procure fazer manutenção de sua qualidade de vida e saúde, e torça pra que no decorrer desse tempo cheguem tratamentos menos tóxicos e a longa prazo.

    Viva pois a vida é uma só @MH+

  16. Firula1 diz

    Galera qual o grupo do kik alguem poderia me adicionar? Firula1 fico grata

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