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Saúde está protegida na PEC 241


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O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, explicou que a proposta que cria um limite para a expansão dos gastos públicos protege o orçamento da saúde e da educação. “Essas duas áreas terão tratamento prioritário”, observou.

Almeida reforçou que, com a atual redação da PEC, as duas áreas não perderão verbas. “Não existe teto para a saúde e para a educação, existe só um valor mínimo a ser aplicado. Espero que os deputados e senadores, no futuro, venham a aprovar orçamentos para a saúde e para a educação superiores a esse mínimo”, afirmou.

Mansueto Almeida demonstra, em vídeo, os impactos da medida e a importância dela para as contas públicas Reprodução/Portal Planalto

Mansueto Almeida demonstra, em vídeo, os impactos da medida e a importância dela para as contas públicas (Reprodução/Portal Planalto)

O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 permite organizar as contas públicas. Com a aprovação dela, o Orçamento poderá crescer apenas o equivalente à inflação do ano anterior. Isso, na prática, significa um avanço real zero. Ou seja, em algum momento, o País deixará de ter déficit primário.

Mansueto ponderou que a nova regra não tem qualquer impacto na educação para 2017, o primeiro ano de vigência da PEC. “O gasto da educação vai seguir a regra constitucional que determina que 18% de tudo o que o governo arrecada tem de ser aplicado em educação. Nos anos seguintes, o valor mínimo a ser aplicado será corrigido pela inflação”, explicou.

No caso da saúde, informou o secretário, o orçamento da área aumentará. A regra atual determina que 13,7% da arrecadação deveria ser aplicada na área. Com a PEC, o percentual de 15%, que estava previsto anteriormente para ser atingido em 2020, vira realidade no próximo ano. Assim, o valor mínimo a ser investido em saúde vai crescer R$ 10 bilhões. O secretário ressaltou, porém, que, a partir de 2018, os pisos para educação e saúde passam a ser corrigidos pela inflação do ano anterior.

Em 10 de outubro de 2016 pelo Portal do Planalto

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

23 comentários

  1. Marcos diz

    Resumindo o que falou: não vai afetar só até 2018. Depois disso o orçamento ficará limitado e haverá cortes. Bem manipuladora esse postagem!

  2. Alessandro diz

    Daqui a pouco vão prender toda classe política com todas provas possíveis, inclusive seu Lula e dona Dilma e ainda terá pessoas defendendo lá A e lado B, todos n valem nada, não coloco minha mão no fogo nem por quem eu conheço bem, quem dirá uma mala kkkkk.

  3. João_SP diz

    Pessoal, uma pergunta aqui sem conexão com a notícia. Alguém notou alguma relação entre HIV e acne? Tive acne na adolescência e, quando contraí o HIV há 3 anos (aos 26 anos), minha acne voltou rapidamente e com força total. Desde então ela melhora às vezes, mas logo em seguida piora. Já fui em dermatologistas, mas me parece que os remédios e pomadas não funcionam bem, e vivo trocando. Acho que deve ter relação com estresse, mas queria saber se mais alguém tem algo parecido. #adolescenteDeNovo

    • Caio PE diz

      Na realidade, não são acnes propriamente ditas e sim ERUPÇÕES ACNEIFORMES (que são semelhantes às acnes mas com causas diferentes). Provavelmente isso ocorre devido a algum componente dos antirretrovirais que tu estejas tomando. Se for o 3×1, provavelmente é devido ao TDF (nem todas as pessoas possuem esse efeito colateral). Fale com o seu infecto.

  4. luquinha diz

    Os imunologistas do rio de janeiro os bam bam bam dizem a cura vai chegar sim desta vez vai , juca como o colega disse o que você tem e outra coisa menos algo provocado pelo hiv e vou além você esta FUNCIONALMENTE CURADO ea única coisa me passaram finofibrato ou algo assim estou deitado e com preguiça de levantar pra ver o remédio só sei que e para minhas aterias não entupir , bebi cerveja pra comemorar já tô mais pra lá do que pra cá e outa esquece fases ab e esquece anos daqui há 10 anos

      • luquinha diz

        Não tenta entender garoto , ate eu mesmo não me entendo , só te digo uma coisa vai dar tudo certo .

  5. Caio PE diz

    Saúde e educação estão de fora da PEC 241. Legal né ?
    Mas isso só vale apenas para 2017. A partir de 2018 tudo (eu disse TUDO) será restrito.
    Ou seja, é como se dissessem à nação: em 2017 te protegeremos. E a partir de 2018 … f***.

    • Victor diz

      Caio, não sei se foi erro meu de interpretação. Nem sou expert no assunto. Vou apenas me restringir á interpretação do texto. Está escrito (mais de uma vez) que não há teto (limite de gastos) para a saúde. E que a proposta é de aumentar os gastos em saúde para 15% do orçamento em 2017, o que aumentaria os investimentos na área em no mínimo 10 bilhões. Á partir de 2018 o piso (valor mínimo a ser investido) será corrigido pela inflação). Não há qualquer menção de limite para o teto, pois continuará nào havendo teto (limite de gastos). O Doluegravir foi liberado como primeira linha, a vacina do HPV estendida aos meninos (e liberada para uma faixa etária estendida dos soropositivos). Qual seria o sentido de realizar essas mudanças e depois provocar cortes, especialmente na nossa área? Minha opinião é de que o país realmente precisa organizar as contas, caso contrário cedo ou tarde ficaremos sem remédios, independente de qualquer PEC. Lendo o texto, me senti tranquilizado. Espero que realmente seja o que estão dizendo aí encima. Mas política é podre, e atualmente nesse país NÃO há exceção.

      • Um diz

        Olá Victor,
        Compreendo a sua interpretação e é essa que a matéria quer que entendamos.
        Contudo, o teto limite já está sendo estabelecido, entrelinhas para a partir de 2018; ou seja, o atual mais 2,3% e anos subsequentes a correção inflacionária. O fato é que hoje nem mesmo com este acréscimo é possível resolver os problemas da saúde. A partir de 2018 não se fará mais investimentos (novos hospitais, tecnologias, etc)? Não terá mais necessidade de novos servidores, novos medicamentos? Porque tudo terá que ser realizado dentro do orçado atual + os 2,3% e a correção inflacionária do ano. Não acho que este tema em especial, saúde, sejam tão matemático e previsível. Algum grupo dentro do ambiente da saúde será a “longo prazo”, no mínimo 10 anos, penalizado; pq o governo irá tratar as prioridades… se chegar a cura de duas ou mais doenças irão cortar algo que já não tem e ou votarão para uma ou o pior, em nenhuma, isso é um exemplo, mas o orçamento não será aumentado. As contas precisam sim ser diminuídas, mas sabemos bem onde: salários, benefícios exclusivos dentro dos governos. Saúde e educação são

      • Umombroamigo diz

        Olá Victor,
        Compreendo a sua interpretação e é essa que a matéria quer que entendamos.
        Contudo, o teto limite já está sendo estabelecido, entrelinhas para a partir de 2018; ou seja, o atual mais 2,3% e anos subsequentes a correção inflacionária. O fato é que hoje nem mesmo com este acréscimo é possível resolver os problemas da saúde. A partir de 2018 não se fará mais investimentos (novos hospitais, tecnologias, etc)? Não terá mais necessidade de novos servidores, novos medicamentos? Porque tudo terá que ser realizado dentro do orçado atual + os 2,3% e a correção inflacionária do ano. Não acho que este tema em especial, saúde, sejam tão matemático e previsível. Algum grupo dentro do ambiente da saúde será a “longo prazo”, no mínimo 10 anos, penalizado; pq o governo irá tratar as prioridades… se chegar a cura de duas ou mais doenças irão cortar algo que já não tem e ou votarão para uma ou o pior, em nenhuma, isso é um exemplo, mas o orçamento não será aumentado. As contas precisam sim ser diminuídas, mas sabemos bem onde: salários, benefícios exclusivos dentro dos governos. Saúde e educação são serviços essenciais. Isso é apenas o que percebo, por questão de segurança.
        Abr

      • Caio (orgulhosamente PE) diz

        Para o: começa com A … Imbecil. Tu se achas o maior né? Tu se achas o melhor, né? Tu se achas o soberano, né? És sim: o mais chato, o mais mal vindo aqui, o mais chupador do CUnha do Temer sim !

  6. Rodrigo diz

    Não há dúvida de que o Estado brasileiro precisa controlar os gastos. A farra do boi dos últimos anos nos levou a esse buraco.
    Agora, falando especificamente do nosso interesse direto (o programa de HIV/Aids e demais programas direcionados a doentes crônicos, como diabéticos, etc), ficam algumas perguntas:
    1) A correção pela inflação será suficiente para acompanhar a elevação da demanda por tratamos, já que, ano a ano, aumenta o número de pessoas que necessitam dos medicamentos fornecidos pelo governo?
    2) Caso seja preciso ampliar os gastos (já que a PEC limita a correção do piso pela inflação, mas não cria um teto), de onde serão retirados recursos para realocação? O lobby da Saúde conseguirá enfrentar o lobby de outros setores?

    • Antonio diz

      Exatamente, novos fármacos, e não podem aumentar o número de usuários….Em resumo não vai. O correto seria inflação + PIB (esperamos que o PIB cresça) ai sim seria um controle serio e não afetaria por que corrigiria o aumento da população. A população cresce em valores reais ( nascimentos – morte) em 2 % ao ano aproximadamente. Assim em 240 milhões de hab. Se corrigir só pela inflação o R$ seria cada ano menor sim.

  7. Cpdm diz

    Claro que a irá perder dinheiro.
    Em 20 anos a população cresce muito, se a verba estiver bloqueada num valor desatualizado, percentualmente o dinheiro diminui para cada parte da população e cidade.

    • Caio PE diz

      Deixem os “defensores da democracia” e os “defensores do governo” GOLPI$TA acreditarem que essa PEC será boa para todos. É isso que a mídia (rede golpe de TV), a revista Veja, a FIESP, o FMI e os coxinhas alienados querem. Fazerem todos acreditarem que tudo ficará bem. Que todas as ações desse governo visam o benefício da população, em especial aos desvalidos. Eu espero estar enganado, mas com esse usurpador no poder… Sei não !

  8. luquinha diz

    Agora que me recuperei da cerveja digo a vocês o medicamento que estou tomando e fenofibrato , e digo mais; cerveja e muito bom , ainda mais dentro de 1 apartamento com 7 mulheres de 40 a 65 anos , se eu pudesse bebia todos os dias

  9. HIV “curado” em macacos com terapia de anticorpos levando a níveis

    Um anticorpo conhecido como anti-alfa-4 / beta7 levou macacos para controlar a infecção, mesmo após dois anos.

    Cura para o HIV ainda é um pouco distante, mas esta nova pesquisa oferece aos pacientes uma nova esperança. Os cientistas têm demonstrado que a realização de um controlo constante de uma infecção por SIV em macacos – o equivalente símio de uma infecção por HIV em seres humanos – é possível. Dando os animais um anticorpo durante e após o tratamento com terapia anti-retroviral (ART) aparece para restaurar o sistema imunológico dos animais infectados e para bloquear o ressurgimento do vírus, uma vez ART está parado.
    ART tem sido um dos mais importantes avanços na luta contra o HIV. O tratamento, que consiste de uma combinação de fármacos anti-retrovirais, funciona por suprimir o vírus HIV e, assim, parar a progressão da doença. ART é creditado por ter reduzido drasticamente o número de mortes relacionadas com a SIDA – acredita-se que com a prevenção, ART salvou 7,8 milhões de vidas ao longo dos últimos 15 anos.

    No entanto, a terapia anti-retroviral é um tratamento ao longo da vida com um número de efeitos secundários importantes , tais como danos do intestino, problemas digestivos, náuseas ou anemia. Isto significa que há problemas com a adesão ao tratamento e que a qualidade de vida dos pacientes pode ser reduzido.
    Mais importante, a arte não “cura”, como o vírus persiste no organismo, em forma latente, dentro de reservatórios de difícil erradicar. Se a arte é interrompido, as cargas virais recua rapidamente e o número de células imunes T CD4 + diminui.
    Nesta pesquisa, publicada na revista Science, a pesquisa procurou, portanto, um novo método para reduzir a dependência do paciente em ART. O anticorpo que eles tenham testado em primatas não-humanos, chamados anti-alfa-4 / beta7, parece fazer exatamente isso – que leva a um controle sustentado do vírus sem a necessidade de tomar medicamentos anti-retrovirais no longo prazo.

    O que os meios de descoberta
    Os pesquisadores trabalharam com macacos infectados com SIV. Nove semanas após a infecção e quatro semanas após o início da ART, eles começaram a dar macacos anti-alfa 4 / infusões beta7 uma vez a cada duas semanas para um total de 32 semanas. Eles compararam com um grupo de sete macacos controle.
    Quando as drogas anti-retrovirais foram interrompidas, SIV voltou com força total nos sete animais de controle, mesmo que mal tinha sido detectável antes com ART. Seis dos animais oito alfa4 / beta7 tratado também mostrou alguma recuperação dos níveis virais, mas controlado num prazo de quatro semanas. Os outros dois macacos tratados com o anticorpo nem sequer mostrou uma recuperação do vírus.
    Quando a terapia anti-retroviral está parado, um anticorpo pode atrasar o retorno de HIV Getty Images
    Dois anos após este ensaio animal foi realizado, os macacos tratados com o anticorpo ainda controlada a infecção. Eles alcançaram um “controle de infecção sustentada” – o vírus ainda está presente em seus corpos, mas abaixo do limite de detecção no sangue. o sistema imunológico dos macacos ‘também mostra sinais de recuperação, como os pesquisadores observaram uma restauração gradual das células T CD4 +, as principais células-alvo para o vírus, e outras células do sistema imunológico.
    “Esta é uma descoberta importante. Creio que o que fizemos aqui é chegar a um modelo de uma alternativa para ART. Se puder ser traduzida em seres humanos, que irá reduzir o custo da ART e melhorar a qualidade de vida dos pacientes” , principal autor Aftab Ansari A. da escola Emory University of Medicine, disse IBTimes Reino Unido .

    Como as obras de anticorpos
    O anticorpo anti-alfa-4 / beta7 funciona por parar as células T CD4 + susceptíveis de circular no intestino. Pensa-se que pode protegê-los de ser destruída pelo vírus durante uma infecção.
    O alvo principal do SIV são células T CD4 + no intestino. Quando estas células são destruídas, outras células T CD4 + correr para o intestino para substituí-los, e há, também são destruídas pelo vírus. Os investigadores hipótese de que parar este ciclo seja estabelecida poderia ajudar a trazer a infecção sob controle.
    “Quisemos parar combustível a ser adicionado ao fogo, por parar as células T CD4 + a partir de migrar para o intestino. Na superfície destas células, há uma molécula chamada alfa4 / beta7, que lhes permite bloquear para o intestino. Esperávamos alvo esta molécula com anti-alfa-4 / beta7 para impedi-lo de homing em tecidos linfóides associados ao intestino “, explica Ansari.

    Questão que permanece
    Algumas interrogações permanecem e mais pesquisa será necessária para respondê-las. Estes incluem descobrir quanto tempo a remissão pode durar após os dois-período do ano observada no estudo e quais as partes do controlo viral unidade do sistema imunológico.
    Fundamentalmente, os cientistas terão de descobrir se os seus resultados em macacos pode ser replicada em humanos e quais os obstáculos para traduzi-las em ambientes clínicos são. Um ensaio clínico piloto está a caminho, ele já começou a recrutar participantes.
    “A primeira ordem de negócio será para ver se o anticorpo tem efeitos colaterais em pacientes HIV positivos, que não vimos em macacos. Um anticorpo semelhante foi aprovado pelo FDA para o tratamento da doença de Crohn e colite ulcerativa em 2014, para que ter uma boa indicação de que ele provavelmente será seguro, mas nunca se sabe. esperamos recrutar 20 pacientes e terminar este julgamento na próxima primavera “, concluiu Ansari.

    http://www.ibtimes.co.uk/hiv-cured-monkeys-antibody-therapy-leading-undectable-levels-virus-1586243

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