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Notícia sobre possível cura é prematura


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No último domingo, o Sunday Times noticiou que o HIV ficou indetectável no sangue de um homem que faz parte do River, um estudo sobre um regime de tratamento intensivo, destinado a testar se é possível reduzir os níveis de células infectadas pelo HIV no corpo das pessoas recentemente infectadas com HIV. Os pesquisadores esperam que o tratamento possa erradicar por completo a infecção pelo HIV.

O Sunday Times disse que os cientistas britânicos estão na “beira da cura do HIV”. Na verdade, o estudo está em seus estágios iniciais e ainda não é capaz de descrever os participantes como “curados” até que extensos acompanhamentos sejam concluídos. A professora Sarah Fidler, pesquisadora do Imperial College, em Londres, disse ao Sunday Times que os participantes do estudo serão acompanhados durante cinco anos.

 

Sobre o estudo River

O estudo River significa “Research in Viral Eradication of HIV Reservoirs” — ou Estudo sobre a Erradicação dos Reservatórios Virais, em tradução livre. O estudo está sendo realizado pela colaboração CHERUB, um consórcio de equipes de pesquisa no Imperial College, King’s College, Oxford University e Cambridge University, financiado pelo National Institute for Health (NIH).

river

O estudo recrutou pessoas que foram recentemente infectadas com o HIV — a chamada “infecção recente”. Nessas condições, é provável que o HIV tenha infectado menos células no corpo e, por isso, em teoria, pode ser mais fácil de erradicar o HIV neste grupo de pessoas e interromper a terapia antirretroviral sem causar retorno nos níveis de HIV.

Os participantes do estudo recebem uma combinação de quatro medicamentos de antirretrovirais, incluindo o Raltegravir, que é capaz de reduzir os níveis de HIV no sangue mais rapidamente do que outros antirretrovirais. O tratamento antirretroviral iniciado durante a infecção primária demonstrou permitir que o tratamento seja interrompido por completo, sem rebote viral, em cerca de 15% das pessoas em um estudo da coorte francesa Visconti.

Após 22 semanas de tratamento antirretroviral, os participantes do estudo são distribuídos aleatoriamente para continuar a receber o regime antirretroviral de quatro medicamentos ou para receber o regime antirretroviral em combinação com uma vacinação destinada a melhorar as respostas imunes contra as células infectadas pelo HIV. Os participantes deste braço do estudo também recebem dez doses de Vorinostat, um medicamento que ativa as células infectadas pelo HIV.

Se o regime experimental for mesmo eficaz, o Vorinostat deve “chutar” as células latentes infectadas, fazendo-as produzir o próprio HIV. O aumento na produção de vírus como resultado da ativação deve então ser suprimido pela combinação dos antirretrovirais. As células infectadas devem ser detectadas pelo sistema imunológico acordado pela vacinação, a qual deve melhorar a capacidade do sistema imunológico de procurar e matar as células infectadas. Esta estratégia de “chutar e matar” — dez rodadas de Vorinostat ao longo de mais de 28 dias — é projetada para eliminar as células infectadas e matá-las, deixando pouco ou nenhum DNA do HIV no corpo.

O estudo foi concebido para testar se a abordagem de fato é capaz de reduzir os níveis de DNA do HIV nas células ou mesmo de erradicar a infecção por completo. O estudo deve medir os níveis de DNA de HIV entre 40 e 42 semanas depois do início do tratamento, mas não deve testar se o tratamento pode ser interrompido por completo após 42 semanas. O estudo River pretende recrutar 52 pessoas diagnosticadas com infecção recente pelo HIV. O recrutamento acontece em clínicas em Londres e Brighton.

 

O que o estudo relatou?

O Sunday Times informou que um dos participantes do estudo não tem HIV detectável depois de completar o regime do estudo. Este participante continua a tomar terapia antirretroviral. Neste momento, este participante ainda não foi curado da infecção pelo HIV: o acompanhamento prolongado é necessário para determinar se o vírus foi erradicado completamente pelo tratamento experimental.

A professora Sarah Fidler, do Imperial College, disse ao Sunday Times: “Vamos continuar com os exames médicos ao longo dos próximos cinco anos e, no momento, não estamos recomendando interromper o tratamento antirretroviral, mas, no futuro, dependendo dos resultados dos testes, podemos explorar isso.”

O estudo River não deve terminar os testes em todos os participantes antes de dezembro de 2017. Por isso, o mais provável é que qualquer resultado do estudo esteja disponível somente no primeiro semestre de 2018. Nessa fase, os pesquisadores serão capazes de dizer se o regime experimental eliminou todos os vestígios de DNA do HIV nos participantes do estudo. Ainda assim, o verdadeiro teste para este regime de erradicação será ver o que acontece quando o tratamento antirretroviral é interrompido.

Até agora, a única pessoa que parece ter sido curada da infecção pelo HIV é Timothy Ray Brown, o famoso “Paciente de Berlim”, que perdeu todos os sinais de uma infecção pelo HIV após um transplante de medula óssea. Um estudo mais recente entre receptores de transplante de medula óssea também com HIV identificou que tinham carga viral indetectável e nenhum DNA do HIV detectável em suas células. No entanto, eles experimentaram rebote viral após o tratamento ser interrompido — às vezes, depois de um longo intervalo. O acompanhamento de longo prazo é essencial para qualquer um que interrompe o tratamento, a fim de determinar se o HIV foi realmente erradicado do corpo.

Se os participantes vão mesmo interromper o tratamento antirretroviral após o término do estudo — assumindo que o regime de erradicação seja bem sucedido em fazer o DNA do HIV cair para um nível indetectável — é uma questão que deve ser discutida entre os pesquisadores e os participantes do estudo e vai depender da melhor informação disponível no momento a respeito das consequências da interrupção do tratamento. Em outras palavras, é muito cedo para reportar um avanço na pesquisa da cura do HIV.

Por Keith Alcorn em 3 de outubro de 2016 para o Aidsmap

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66 comentários

  1. davi diz

    Ja concluía isto. Mais o importante é que o trabalho vem sendo feito e que mesmo que demore pode dar certo. Eu acredito.

  2. Jonas diz

    Agora entendo o porquê das pessoas infectadas há anos não ficar olhando internet (risos). Minha infecto é realista até demais, com mestrado na USP e doutorado nos Estados Unidos, ela sempre diz, “a cura não é uma realidade ainda, trate-se, cuide-se.” Otimismo sempre, mas pé no chão também é necessário. A tal pesquisa mostra o resultado de um homem que está indetectável tomando Tarv. Pergunto-me o que há de tão extraordinário nisso. Eu também sou indetectável com Tarv, graças a Deus. Ele mesmo atribui o fato de estar indetectável a Tarv. Tenho sempre dito que os pesquisadores permitem alardear as notícias tão somente em busca de patrocínio. Não critico isso. Pesquisas nesta área são caríssima. Tenho certeza que a cura virá como um “Eureka!”. Vamos acordar e ler a manchetes na internet e jornais do mundo inteiro. Tenho absoluta certeza que algum pesquisador estar trabalhando na surdina. Sem alardes. O mais importante é que o HIV não está esquecido tem gente trabalhando sobre holofotes e outros na calada da noite. Viva a vida!

    • Ricardo - Gru diz

      Sim Jonas ocorreu o indetectável, mas pelo que li, a pessoa continuou sem tomar a TARV e não houve retorno do virus HIV no sangue. Assim, este mesmo paciente está sendo monitorado para ver se o HIV voltará a ser circulante ou não, isto leva um tempo. Mas eu acredito que estamos proximo sim de uma cura, seja funcional ou total, mas quando a gente menos esperar vamos ter boas noticias.

    • Jorgito diz

      Provavelmente o indivíduo esta indetectável em testes bem mais precisos do que aqueles de carga viral que nós fazemos, por isso a notícia. Além disso o resultado atingido pelo método em testes de laboratório foram bem sucedidos. Agora, claro, pra se falar que o método é também eficaz em humanos ainda falta muito.

      • ARLAN diz

        e exatamente isso os pesquisadores estão “vasculhando” o sangue do sujeito para achar o vírus e não estão encontrando por isso
        o otimismo.

  3. Positivo Azul diz

    La fora os países investem $ pesado na pesquisa de uma cura porque é melhor erradicar esta doença o mais rápido possível do que custear o tratamento para o resto da vida dos pacientes que custa caro para os governos.
    Esta chegando gente, calma !
    Eu tenho uma intuição que até o final do ano que vem, virá esse BOOM “A Cura”. Mas enquanto isso vamos todos continuar nosso tratamento e se prevenindo, mantendo se sempre positivo nunca desanimando e deixando as críticas destrutivas de algumas pessoas de lado.

  4. ariel diz

    Eu desde o início achei prematuro. Um estudo com 50 pacientes e o resultado ser anunciado logo com o primeiro? A única explicação seria receio de alguém anunciar a cura antes. Mas o fato é que os estudos avançam, sim, e se a cura não surgir desse, virá de outro. Há bons motivos para se ter confiança, só não se pode cantar vitória muito cedo. Pessoalmente, torço muito pelo sucesso do injetável cabotegravir, ou de outro medicamento que não exija administração diária (tomara que iniciem fase III já em 2017).

  5. roger diz

    Eu tambem acredito em medicamentos de longa duraçao!!!agora postar que um paciente esta quase curado do hiv e depois tirar o doce da boca das crianças e uma verdadeira palhaçada ninguem merece esse tipo de noticia….bla bla bla…

    • Alexandre diz

      Roger, isso acontece muito aqui. Ariel, o Cabotegravir+Rilpivirina injetáveis estão para serem lançados até julho de 2018.
      Sobre a postagem, a informação do paciente curado não é prematura, é falsa!

      • Mutatis Mutandis diz

        Alexandre, já elogiei vc aqui antes (e tantos outros que não vou citar os nomes aqui de novo) que trazem uma coisa importantíssima pra todos: LUCIDEZ!

        Não se trata de pessimismo, ou ser do contra, trata-se da filtragem das expectativas.

        JS, parabéns por nos trazer tanto material para debates, conhecimentos e perspectivas. Sua condução e LUCIDEZ nesse processo também são louváveis.

        Acredito no EUREKA, mas ele precisa obedecer a praxe da coisa…vamo se cuidar e esperar…

      • Ariel diz

        Vamos torcer! Por enquanto, ficar livres do efavirenz já vai ser um alívio. Detesto aquele “efeito maconha”.

        • Zimba diz

          Efavirenz não tem nada a ver com maconha! Antes tivesse !!
          Maconha dá uma leseira, e o Efa faz perder o sono ou ter sonhos loucos, só!

          • cariocarj diz

            Tb sinto insônias, comecei a perceber isso… há 1 ano que uso esse 3×1

            • B+- diz

              Oi também não durmo bem desde que comecei tomar o 3×1 , mas se isso for os efeitos colaterais ta blz, vou começar tomar remédio pra dormir com o meu psiquiatra…

            • valdair diz

              Eu pesava 55 klo hoje eu peso 80 klo e durmo igual uma pedra efeito do remedio 3 1

  6. Douglas diz

    Caramba o cara só tem 6 meses com HIV e já tá curado! Que sorte hein…

  7. MB+ diz

    Mais uma dança da quadrilha …
    Olha a cobra!!!! Ahhhhhh.
    É mentira!!!!! uhhhhh.

    Mas é assim mesmo tem muita gente trabalhando para que em algum tempo seja ele proximo ou distante a cura venha a fazer parte do cotidiano , mas enquanto isso não acontece devemos nos focar no tratamento na prevenção a outras DST’s na qualidade de vida , sim qualidade e esquecer a quantidade pois é muito melhor ser um positivo e saber viver a vida na sua plena positividade do que ser um negativo e morrer a cada dia por não aproveitar a dadiva do viver.

    Mu Mu meu amigo estou com você também …não se trata de ser pessimista uma pessoa que tem os pés no chão que vive o concreto e não o abstrato , que sonha o possível e busca o que é realidade e apesar dos pesares nossa realidade agora é estarmos evoluindo passo a passo para tratamentos melhores , menos efeitos , mais expectativa de vida , melhor qualidade desta , e um passo por vez a jornada vai se tornando cada vez mais curta e o destino seja ele qual for se aproximando cada vez mais ….cura sim acredito , mas enquanto esta não vem faço uma coisa que me deixa muito feliz ….vivo.

    • Mutatis Mutandis diz

      MB+, cade vc, cara?!…KKKKKKKKKKK

      “Mais uma dança da quadrilha …
      Olha a cobra!!!! Ahhhhhh.
      É mentira!!!!! uhhhhh.”

  8. RoDigo diz

    Eu acredito que a cura virá quando menos se esperaR. O importante como disseram acima é que existem muitos cientistas em busca de como erradicar o vírus do organismo, isso já é uma vitória, em breve estará disponível para todos nós, eu acredito!
    Lembrado que a história da epidemia tem 35 anos, o vírus é muito mutável, porém os cientistas estão estudando todas as formas de dribá-lo, falta pouco pra encurralar o HIV.
    Em 1987 chegou o primeiro medicamento, em 1992 a terapia dupla, e em 1995 o marco com a TARV de alta eficácia.
    Agora temos medicamentos muito menos tóxicos, posologia menor, o grande exemplo é o dolutegravir que chegará daqui a três meses no Brasil. Tem a PRO 140 que logo logo chega, que está em final de pesquisa e já tem evidências de que é altamente eficaz.
    É HIV, acredito que jajá você será expulso dos reservatórios e das células inativas.

    Pessoal, vamos nos cuidar e pensamento positivo que a curá virá em breve!

    Abraços

    • Alex diz

      Pelos meus cálculos essa PRO 140 estaria disponível até o meio desse ano, entretanto, até agora nada, estranho.

  9. GF-SP diz

    Poxa, mas mesmo que leve 5 anos pra concluírem o estudo 2022 está logo aí. E em 5 anos muita coisa ainda pode acontecer!

    • anonimo diz

      Inclusive de outros cientistas descobrirem a verdadeira cura, vamos torcer com fé em Deus…

  10. Dean diz

    Desde ontem vejo esta notícia sendo reproduzida em diversos sites, sem a menor prudência. Faço tratamento a , apenas, 20 dias, entretanto, busquei no recente diagnóstico explicações que me faltavam por meio de cases clínicos e passei, ao menos, 15 dias apenas me atualizando com relação as frentes de pesquisa para cura. Tenho 25 anos, e afirmo com convicção que estarei com cabelo branco quando esta cura for liberada. Não é pessimismo, é bom senso! Todos os artigos relacionados, denotam um gigantesco gap tecnológico, como limitador real. Ou seja, a cura independe de esforços atuais e sim de possíveis novas tecnologias, sim! Possíveis! Existe uma dinâmica a se considerar aqui, além dos procedimentos padrão de desenvolvimento de alternativas, pela medicina. A incerteza com relação ao próprio advento das “tais” tecnologias. Não se trata de “desvendar” e sim, encontrar no mercado ferramentas, que não existem amplamente hoje, para garantir a aplicabilidade em ampla escala de uma cura clássica. Exemplo, sabemos que em algum tempo haverá impressão 3D de orgãos, e sabemos que isso será crucial para a vida de pessoas que dependem de transplantes de orgãos. Porém, saber disso não garante que haverá de fato sucesso no advento desta tecnologia, mesmo com altos investimentos do setor tecnológico. Logo, esta alternativa está além da medicina, engloba outras dimensões como investidores, rentabilidade do projeto, empreendedorismo ( a google tem investido) e diversos outros. Acho mais viável, na caso do HIV, considerar o advento de novas formas de terapia. Menos tóxicas e que garantam maior qualidade de vida ( injetáveis, medicamentos espaçados), e que estariam presentes no curto prazo. Este será, para mim, um grande momento. Com relação a cura, existirá! Não hj ou daqui a uma década,quando se analisa o contexto amplamente, considerando os recursos disponíveis.

  11. Mar+ diz

    Quem tiver deixando de viver pra ficar na expectativa de uma notícia sobre a cura da aids, não vai perceber que o tempo está passando.

    Se a gente pesquisar a história de algumas doenças, veremos que o tratamento mais rápido e eficiente aconteceu com a AIDS. Em apenas 30 anos ocorreu o aparecimento e tratamento da AIDS.

    A hanseníase, por exemplo, existe há mais de 5 mil anos. E a cura só foi possível há poucos anos.

  12. Soulpositiva diz

    Nem 8, nem 80! A virtude está no meio, pessoal. Vários estudos em curso, então vamos nos concentrar em cuidar da saúde e nos tratar com as armas que temos hoje – as quais não são poucas. Mantendo a esperança da cura, claro. Por que não? Não entendo muito alguns profetas do apocalipse, que nem fazem parte da comunidade científica e afirmam com certeza absoluta que a cura virá só daqui a 20, 30, 40 anos. Acredito que seja medo da decepção. O que posso fazer é parafrasear um monge budista que amo: relaxa, tudo está fora de controle. Lembro de um namorado que tive. Ele tinha um medo absurdo de doença, mas, infelizmente, morreu muito jovem, vítima de acidente de trânsito. Enquanto isso, se for pelo meu CID, com a tecnologia atual devo viver mais uns 40 anos. Então, vamos torcer pela cura, contribuir com pesquisas sérias na medida do possível, mas sem descuidar do hoje, que é tudo que existe como já pregava Renato Russo. Beijos no coração, saúde e paz para vocês.

  13. Herivaldo Virulato diz

    Eu tenho alguma esperança no estudo BELIEVE, como ja mencionei aqui. Eu possivelmente serei voluntário, porque tratei precocemente (menos de 30 dias) minha infecção com raltegravir. Ou seja, a expectativa é de que meu reservatório seja pequeno.
    A ideia desse estudo é alterar, por engenharia genetica, células T-CD8 do próprio indivíduo, deixando-as mais aptas a identificar o vírus latente. Após a alteração, as células serão reinjetadas no indivíduo. A expectativa é de reduzam bastante ou elimine o reservatório. O acompanhamento danredução do reservatório será feita por marcadores indiretos. Se funcionar, acredito que haverá interrupção dos antirretrovirais.
    O projeto teve excelente aceitação, tirou primeiro lugar em um concurso para novas terapias de cura e recebeu um investimento de R$ 28MM de um fundo. O início dos trabalhos se dará por esses dias.
    Se eu realmente partocipar do coorte, deixarei todos aqui a par do dia dia.

    • vini+ diz

      Herivaldo,

      o que é este estudo BELIEVE?
      quem é o seu infecto? eu comecei a tratar com 30 dias apos a infeccao, mas meu infecto prescreveu 3em1

      • Herivaldo Virulato diz

        Meu infecto é o Esper.

        Quanto ao projeto, dê um google com estes termos:

        “Bench to Bed Enhanced Lynfocyte Infusions to Engineer Viral Erradication”

        Não encontrei nada em português ainda.

        • Herivaldo Virulato diz

          Vini+, quanto tempo após o início do tratamento vc ficou indetectável? Pode ser que vc seja elegível.

            • Herivaldo Virulato diz

              Vou falar de vc pro Esper.

              Seu western blot chegou a negativar? Ha wuanto tempo está em tratamento?

              • vini+ diz

                Oi Herivaldo,

                ontem foi corrido, hoje consegui pesquisar sobre o estudo. Obrigado pelas infos.
                pode me mandar um email vinijssp@gmail.com. Ai eu já te passo todas essas respostas.

                Obrigado 🙂

    • João Victor diz

      Que legal Herivaldo! Super admiro as pessoas que participam desses estudos. Sem nenhuma garantia de que o tratamento funcionará, ou ainda, com possibilidade de efeitos adversos desconhecidos, ou com piora/progressão da doença. Li um artigo uma vez dizendo que a maioria desses indivíduos topa participar desses estudos pensando nas futuras gerações e na ajuda que podem trazer para o desenvolvimento da cura, e não nelas mesmas. Então te parabenizo! Caso você participe, nos relate sua experiência aqui. Abraço!

      • Herivaldo Virulato diz

        Pois é… mas esses testes são super controlados. Qualquer efeito adverso será imediatamente controlado. O acompanhamento será semanal.

        • zed diz

          Herivaldo, os voluntários para este estudo no Brasil são pra moradores de São Paulo?

          • Herivaldo Virulato diz

            O estudo se iniará em Washington. Depois, numa segunda fase, em São Paulo. Quanto aos boluntários, rles procuram pessoas que trataram a infecção precocemente.

            • Verdes Olhos diz

              Olá, Herivaldo. Tudo bem?
              Qual o procedimento para participar desse estudo?
              Comecei a me tratar após um mês e meio do contágio, mas com o 3 x 1 – e posteriormente mudei para outra combinação.

              Não moro em SP mas vou com frequência para a cidade (e talvez me mude para aí ano que vem).
              Se você puder/quiser conversar mais a respeito do estudo, eu tenho realmente interesse.

              E, se preferir, pode me enviar e-mail para verdesgrandesolhos@gmail.com

              Te agradeço muito desde já.

              Forte abraço!

              • Herivaldo Virulato diz

                Ainda não tenho maiores informações. Imagino que, como o estudo é muito inicial e está em fase 1 (poucos pacientes no coorte, para testar a segurança do medicamento), acredito que ainda não abram muito. Os testes com muitos voluntários acontecem na fase 2.

                Pra vcs terem ideia, nem medicamento eu devo receber por enquanto. Só doarei sangue para testes.

                Mas estou chutando. Vou me informar e digo pra vcs.

    • AmigoSP diz

      Olá Herivaldo!
      Tenho 10 meses de contração do vírus e também faço acompanhamento com o DR. ESPER. Até então, estou sem remédio, pois segundo o Esper sou um “bom controlador” do vírus. Estamos estudando iniciar a ARV com raltegravir. Você importa o produto?
      Tem algum e-mail para podermos trocar informações?
      Gostaria de bater um papo com vc.

      Obrigado!
      Abraços!!!

  14. Luiz Carlos diz

    Estou me mudando de estado. Meu infecto é do PR e estou indo para o ES. Alguém sabe me dizer se consigo pegar os medicamentos sendo que meu infecto possui CRM no PR e estarei retirando no ES? Me informaram que em SC não é possível retirar com médico do PR. Obrigado.

  15. Luqkas diz

    Acho q o efavirenz provoca reações diversas de acordo com cada organismo… em mim é uma sensação estranha, mas boa, bem loca, eu até gosto da sensação… melhor q maconha, odeio maconha. Fico lesado, mas consciente.
    Enfim, acho q cada um sente uma coisa

  16. Luciano Del´vale diz

    Sou hetero, tenho uma vida normal e uma vez passei por um susto e visitei o blog e li vários comentários. Enfim, depois que li a noticia sobre uma possivel cura vim aqui acompanhar e ler os comentários. Não conheço ngm daqui nem o dono do blog, e também não conheço ngm pessoalmente que tem hiv, mas vim aqui para desejar toda força positiva pra vocês. Acho muito legal esse blog, e sempre que posso faço uma visita.

    Parabéns, e torço para que essa cura venha logo, Assim como a cura de muitas outras doenças.

    Abraço à todos!

  17. leão diz

    Sinceramente, não penso em cura ainda, alias, tenho o vírus a 5 anos no mínimo e não sabia, depois que soube comecei a usar o 3×1, meu cd4 aumentou de 383 para 550, me sinto ótimo, não pego um resfriado. Cada vez mais vou aprendendo a conviver com essa nova realidade, sempre buscando ânimo e força. Vamos nos cuidando, novos tratamentos estão a caminho, merecemos isso, pois já sofremos muito com o estigma e com o preconceito. Um abraço a todos, sejamos fortes e solidários.

  18. Boa noite.
    Sou novo por aqui.
    Ha 20 dias meu marido foi internado muito mal teve que ser entubado o diagnóstico foi de pneumocystose logo em seguida detectou o hiv.agora ele ja esta melhor graças a Deus.
    Na mesma semana fiz o teste rapido e recebi o diagnóstico .
    semana passada fiz um teste mais a fundo e o resultado saiu hj.
    Minha carga viral eh de 590 copias e meu cd4 1440.
    Minha duvida eh a seguinte:como pode estar tao baixo minha carga se nos relacionamos a 8 anos e meio e tbm se ele ficou desse jeito eh porque ele está infectado a muito tempo correto?

    • Herivaldo Virulato diz

      Só o infecto pode responder. Mas a carga viral baixa, apesar de parecer paradoxal, não é um sinal de infecção recente, mas de infecção antiga.

      Quando a infecção é recente aparece um “boom” de vírus, a carga viral chega a quase 2.000.000 de unidades por milímetro cúbico de sangue.
      Com o passar dos meses, o corpo vai naturalmente controlando a infecção e baixando a carga viral, até chegar em um nível relativamente baixo.
      Passa-se a ficar assim por anos até que o vírus, por força de suas mutações naturais, vence o sistema de defesa do organismo e leva o paciente a óbito.
      Espero ter ajudado!

  19. GompMais diz

    Por que “ele” quer esperar até 2020?! Por que não cura agora?! Me poupe!!

  20. Positivo Azul diz

    Só sei que depois dessas notícias positivas que estão aparecendo nos últimos dias, que vai aparecer de “medicamentos novos” no mercado … afinal eles tem que recuperar o $ investido e que esta sendo ameaçado cada vez mais pela descoberta desta cura que está muito perto.
    Mas é isso ai galera continuem se cuidando, vivendo, um dia quanto menos esperarem a “notícia” vai chegar. Na verdade acho que já até existe só que tem muito US$ e £ envolvido e ficam mascarando que estão em Fase I, Fase II, Fase III etc..

  21. Maycon diz

    Nem tudo na postagem é informação perdida, a começar pela união da Oxford e Cambridge que com toda certeza renderá bons frutos.

  22. vbkun diz

    Eu nem entendi esse circulo da midia de repente. Essa linha de tratamento p/ cura já está sendo avaliada desde 2013. Não tem nada novo ainda.

  23. Anônimo diz

    Eu sinceramente até acredito na cura mais enquanto ela não vêm vou trabalhar duro pra conseguir uma grana e me mandar pra suíça realizar minha eutanásia esse Brasil de bosta nem pra isso serve pra nos oferecer uma morte digna eu não quero viver anos nessa angústia a espera pela cura, pode até ser que venha mais até lá eu já estou velho e gágá e nem quero terminar que nem hum vegetal! Mais pra vcs que estão otimistas força e abraços!

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