Mês: outubro 2016

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“Paciente Zero” é inocente

Gaëtan Dugas, um comissário de bordo homossexual, virou lenda na história do HIV/aids quando se tornou conhecido como o “Paciente Zero” — o primeiro caso de aids nos Estados Unidos. Contudo, um estudo publicado na revista Nature mostrou que ele era apenas uma dentre as milhares de pessoas infectadas pelo HIV na década de 1970. O estudo também mostrou que Nova York era um centro de propagação do vírus. A aids só começou a ser conhecida em 1981, quando seus sintomas incomuns começaram a aparecer em homens homossexuais. Mas agora os pesquisadores conseguiram olhar mais para trás no tempo, através da análise de amostras de sangue ainda armazenadas de estudos de hepatites feitos na década de 1970, algumas delas contendo HIV. A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nestes pacientes. “Podemos estimar a data mais precisas da origem da epidemia nos Estados Unidos para cerca de 1970 ou 1971.” Após uma triagem de 2.000 amostras de sangue de Nova York e São Francisco, os pesquisadores foram capazes de obter oito códigos genéticos completos do HIV. Isso deu aos cientistas a informação que eles precisavam …

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Nanomedicina pode melhorar terapias contra o HIV

Uma nova pesquisa, liderada pela Universidade de Liverpool, visa melhorar a administração e a disponibilidade de medicamentos terapêuticos para pacientes com HIV através do uso da nanotecnologia. A Pesquisa conduzida pelo programa colaborativo de pesquisa em nanomedicina, liderado pelo farmacologista e professor Andrew Owen e pelo professor e químico de materiais Steve Rannard, examinou o uso da nanotecnologia para melhorar a aplicação de medicamentos em pacientes com HIV. Nanotecnologia é a manipulação da matéria em escala atômica, molecular e supramolecular. Nanomedicina é a aplicação da nanotecnologia na prevenção e no tratamento de doenças no corpo humano. Essa disciplina em evolução tem o potencial de mudar radicalmente a Ciência Médica e já tem tido impacto sobre uma série de terapias utilizadas clinicamente e em diagnósticos em todo o mundo.   Principal pesquisa Atualmente, o tratamento de HIV requer dose oral diária de medicamentos antirretrovirais. A dosagem vitalícia traz complicações significativas, que surgem em decorrência do incômodo sentido por muitos pacientes, entre populações com condições variáveis, que levam à falta de adesão às terapias. Uma avaliação recente entre grupos de pacientes com HIV mostrou que existe vontade de mudar para alternativas de nanomedicina, se esta mostrar benefícios. Os esforços …

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Terapia genética portátil: a futura cura acessível

Um pequeno dispositivo que permite que uma equipe médica manipule geneticamente o sangue de um paciente, capaz de levar novos tratamentos contra o câncer, HIV e outras doenças, eliminaria a necessidade das salas esterilizadas, que custam milhões de dólares, tornando a terapia genética mais viável, mesmo para os países mais pobres. A chamada terapia genética portátil, desenvolvida por cientistas no Fred Hutchinson Cancer Research Center, conseguiu levar células estaminais do sangue modificadas que eram tão boas — ou até melhor — do que aquelas fabricados em salas esterilizadas, altamente regulamentadas, além de exigir menos da metade da equipe, de acordo com um estudo publicado na Nature Communications. O estudo observou que células adaptadas também tiveram sucesso em repovoar o sistema sanguíneo, quando testadas em dois modelos animais diferentes. Ainda não foi testado em humanos. O dispositivo portátil sugere uma solução para um dos desafios mais complicados da terapia genética: como tornar estes tratamentos emergentes, de alta tecnologia, acessíveis e disponíveis, para além dos poucos centros de pesquisa especializados no mundo? “Terapias genéticas não estão mais restritas a um número muito pequeno de instalações altamente sofisticadas.” “Tínhamos que pensar sobre como construir …

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Destaques da 40ª Mostra de Cinema de São Paulo

Começou nessa quinta-feira (20) e vai até 2 de novembro, em São Paulo, a 40ª Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, serão exibidos 322 títulos em 35 endereços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo projeções gratuitas e ao ar livre. A seleção faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial tem produzido, além de apresentar tendências, temáticas, narrativas e estéticas. A 40ª Mostra é composta por seis seções: Homenagens, Apresentações Especiais, Foco Polônia, Competição Novos Diretores, Mostra Brasil e Perspectiva Internacional. A programação completa pode ser acompanhada no site do evento. Aqui, selecionamos alguns destaques relacionados aos temas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), direitos humanos ou que estão ligados, de alguma forma, à sexualidade. EU, OLGA HEPNAROVÁ (2016) Olga Hepnarová era uma jovem, lésbica e solitária, de uma família emocionalmente distante, e que não conseguiu desempenhar o papel que a sociedade desejava dela. Seu comportamento paranoico e sua incapacidade de se conectar a outras pessoas levaram-na ao limite quando ela tinha apenas 22 anos de idade. …

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Quão bem a camisinha protege homens gays do HIV?

Por Shaun Barcavage Com todas as notícias e pesquisas relacionadas à PrEP nos dias de hoje, não é difícil que homens homossexuais esqueçam a camisinha para prevenir o HIV. Por isso, estou aqui para lembrar: não vamos deixar de usar os preservativos! Eles ainda têm um papel a desempenhar na protecção da saúde sexual de homens gays — uma vez que eles são capazes de proteger contra várias DSTs, além do HIV. Em testes de laboratório, preservativos usados perfeitamente de acordo com as instruções apresentam 99,5% de eficácia contra o HIV, com apenas as falha mecânicas (isto é, estourar a camisinha) resultando em infecções. Porém, uma vez que nós somos humanos e tendemos a não praticar relações sexuais em estilo laboratório, o quão bem eles realmente funcionam, no mundo real, para prevenir o HIV em homens homossexuais? Essa é uma pergunta que eu ouço de vez em quando em meu consultório e posso dizer que a eficácia é diferente para homens homossexuais do que para as pessoas que fazem sexo pênis-vaginal. Aqui está o que as pesquisas nos dizem. Em primeiro lugar, uma nota rápida a respeito da origem dos dados …

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Este macaco infectado com SIV mostra muito menos vírus (vermelho-amarelo) após o tratamento com um anticorpo para α4ß7 (à direita).

Anticorpo “cura” infecção semelhante ao HIV em macacos

“Fascinante.” “Impressionante.” “Pioneiro.”  “Incrível demais para ser real.” Essas são algumas das reações que os pesquisadores estão tendo diante de um provocativo e surpreendente estudo realizado em macacos, que sugere que um anticorpo monoclonal utilizado para tratar uma doença inflamatória do intestino em humanos pode levar a uma cura “funcional” da infecção pelo vírus da aids. As terapias de tratamento para o HIV melhoraram a ponto das combinações de medicamentos antirretrovirais rotineiramente derrubarem o vírus de forma tão eficaz que os testes comuns não são capazes de detectá-lo no sangue. Há algum tempo os  pesquisadores têm buscado estratégias que permitam que as pessoas parem de tomar seus antirretrovirais sem deixar o vírus se recuperar — o que seria uma cura funcional, em vez de uma cura completa, uma vez que os pacientes ainda abrigariam o vírus, que integra seus genes no DNA das células do hospedeiro. No entanto, salvo algumas notáveis exceções, quase todo mundo que para de tomar os antirretrovirais sofre com o retorno do vírus, de volta para níveis elevados dentro de apenas algumas semanas. Por isso, para manter o vírus sob controle, as pessoas infectadas pelo HIV …

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Saúde não está protegida na PEC 241

A Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS) apresentou, nesta quinta-feira (06/10), um estudo que comprova a perda de R$ 434 bilhões ao SUS, caso seja aprovada a PEC 241. A reunião ocorreu no Plenário da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A proposta que congela os investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos está prevista para ser votada no Plenário da Casa na próxima segunda-feira (10). Se aprovada a PEC 241, a partir de 2017 os recursos destinados à saúde terão como base de cálculo 15% da Receita Corrente Líquida (RCL), estimada em R$ 758 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária. Isso representará o valor de R$ 113,74 bilhões, que ficará congelado até 2036. A partir de 2018, a correção será somente pela variação anual da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As perdas deste valor congelado em 2018 até 2036 totalizam R$ 438 bilhões, de acordo com as projeções baseadas nos cálculos do Grupo Técnico Institucional de Discussão de …

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Mansueto Almeida demonstra, em vídeo, os impactos da medida e a importância dela para as contas públicas
Reprodução/Portal Planalto

Saúde está protegida na PEC 241

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, explicou que a proposta que cria um limite para a expansão dos gastos públicos protege o orçamento da saúde e da educação. “Essas duas áreas terão tratamento prioritário”, observou. Almeida reforçou que, com a atual redação da PEC, as duas áreas não perderão verbas. “Não existe teto para a saúde e para a educação, existe só um valor mínimo a ser aplicado. Espero que os deputados e senadores, no futuro, venham a aprovar orçamentos para a saúde e para a educação superiores a esse mínimo”, afirmou. O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 permite organizar as contas públicas. Com a aprovação dela, o Orçamento poderá crescer apenas o equivalente à inflação do ano anterior. Isso, na prática, significa um avanço real zero. Ou seja, em algum momento, o País deixará de ter déficit primário. Mansueto ponderou que a nova regra não tem qualquer impacto na educação para 2017, o primeiro ano de vigência da PEC. “O gasto da educação vai seguir …

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