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Boas-vindas ao Dolutegravir


agenciaaids

O anúncio da chegada do Dolutegravir ao SUS (Sistema Único de Saúde), na manhã desta quarta-feira (28), em Brasília, foi festejado pelos ativistas da aids. “Desde o ano passado, vínhamos reivindicando isso”, disse Vando Oliveira, coordenador da RNP+Ceará (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids do Ceará). Pedro Chequer, ex-diretor do Departamento de Aids, disse que a medida traz ao país a perspectiva da sustentabilidade da política de aids. Richard Parker, diretor-presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), enfatizou que o Brasil diminui, com a decisão, a distância que o separa de países ricos na área da terapia antirretroviral. Veja o que mais ativistas, especialistas e os dois médicos que estiveram à frente do estudo da droga no Brasil, Ricardo Diaz e José Valdez Madruga, falam:

dolutegravir

Pedro Chequer, médico, co-fundador e ex-diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais: “ Um dos princípios que regem a lei que estabeleceu o acesso a antirretrovirais é a atualização permanente do elenco terapêutico. Na medida em que surgem novos medicamentos, eles devem ser incluídos no elenco com objetivo de melhorar a atenção e prolongar a vida do paciente. O surgimento do Dolutegravir e sua incorporação representam, efetivamente, o cumprimento da lei e uma clara demonstração de que a política adotada em relação à terapia contra aids se mantém. Isso nos cria a perspectiva da sustentabilidade da política e a garantia de que o paciente no Brasil vai ter acesso ao que há de mais moderno, com menos efeitos colaterais.”

Richard Parker, diretor-presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids): “ O avanço para incorporar novos medicamentos é um ganho. Temos um grande risco acontecendo agora no Brasil e em outros países que não são os mais ricos e estão ficando atrasados na incorporação de novos antirretrovirais. Isso significa que temos o acesso de duas classes. De primeiro mundo e de terceiro mundo, o que é ruim. O princípio de acesso a medicamentos é o de que todos os humanos têm os mesmos direitos. Então, é um avanço ver o Ministério da Saúde partindo para caminhar nessa direção.”

Regina Bueno, ativista facilitadora da Rede Jovem Rio +, do grupo Pela Vidda Rio e da Pastoral da Aids Rio: “Hoje, a nossa primeira linha tem o 3 em 1, que já foi descontinuado há muito tempo nos Estados Unidos e na Europa, porque traz efeitos colaterais sérios, especialmente por meio do Efavirenz. Os jovens da nossa rede que fazem uso dele reclamam de insônia, sonolência. Então, a chegada do Dolutegravir é boa porque é um remédio bem menos tóxico, segundo os centros internacionais de pesquisas. Isso permite mais acessibilidade e permeabilidade quanto à adesão. Porque o que se quer é barrar a transmissão do HIV, zerando a carga viral. Se há menos efeitos colaterais, há mais adesão. Mas é preciso informar sobre isso, principalmente os profissionais de saúde na atenção básica, que está sendo recomendada pelos protocolos do Ministério da Saúde como primeiro atendimento.”

Veriano Terto Jr., coordenador de projetos da ABIA: “É um passo importante no sentido de atualizar o elenco de medicamentos disponíveis, especialmente para as pessoas recém diagnosticadas. Nós damos muito boas-vindas porque até o ano passado era quase um tabu falar desse medicamento, que parecia ser algo impossível . Num primeiro parecer da Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS], ele foi rejeitado. Depois, nas oficinas, quando falávamos dele, éramos vistos como visionários ou que estávamos falando mal dos medicamentos já existentes na primeira linha. Não era nada disso, a gente só queria mostrar que era viável e, com um pouco de pressão política, o Dolutegravir poderia ser adotado e melhorar a qualidade de vida de muita gente.”

Eduardo Barbosa, coordenador do CRD (Centro de Referência da Diversidade) e da área de assistência do CRT (Centro de Referência e Tratamento em DST/Aids de SP): “Com a chegada do dolutegravir, a gente tem um avanço significativo na perspectiva de buscar melhor terapia para o indivíduo. É mais uma possibilidade de quebrar algumas barreiras na adesão ao tratamento e na retenção dos pacientes no serviço. Então, essa incorporação é superimportante.”

Vando Oliveira, coordenador da RNP+Ceará: “Já chegou tarde, pois, em outros países mais adiantados, o Dolutegravir é adotado desde 2013. Temos registro de vários pacientes que estão precisando dessa medicação no Brasil. Inclusive, esta semana, estamos acompanhando um. Ele está internado e faz nove meses que espera o medicamento. Estávamos apreensivos com esse caso, mesmo depois de uma judicialização. Estou falando de um caso, mas são vários. Então, a chegada do Dolutegravir é algo legal para o movimento social.”

Carlos Duarte, do Fórum de Ongs/Aids do Rio Grande do Sul: “A incorporação de qualquer medicamento de primeira linha é fundamental porque reduz a probabilidade de efeitos colaterais. Quanto mais de ponta, melhor para todo o mundo, para a pessoa vivendo com HIV, para o serviço de saúde que vai ter menos intercorrência.”

William Amaral, ativista, do Comitê Comunitário de Acompanhamento do Ipec da Fiocruz: “É o resultado de uma luta que já vem desde o ano passado devido a defasagem do nosso consenso. Precisamos de outros avanços para conseguirmos nos igualar ao consenso terapêutico do primeiro mundo. É necessária a entrada do TAF, nova formulação do Tenofovir. E tem outros já em uso lá fora que ainda não são incorporados aqui. Lá, eles não usam mais AZT, Efavirenz. É importante a entrada desse novo medicamento? É. Mas a gente não pode esmorecer. Temos de continuar cobrando do Ministério da Saúde e da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) que se posicione publicamente para a incorporação das novas drogas.”

José Araújo Lima, do Mopaids e do Epah (Espaço de Atenção Humanizada): “Não tem como não reconhecer a importância da chegada do Dolutegravir, uma cobrança que as ONGs vêm fazendo há muito tempo. Mas há fatores que devem ser ressaltados: a entrada desse medicamento está longe de tornar o consenso brasileiro satisfatório em razão da sua grande desatualização. Quando a diretora do Departamento [Adele Benzaken] informa que a “entrega será a partir de janeiro de forma gradativa” impede que o controle social faça acompanhamento e cobrança na sua implementação. O Ministério diz que não haverá “impacto financeiro” um raciocínio equivocado quando deveria ser interpretado como um grande impacto na vida das pessoas vivendo com HIV/aids. O que move o governo é a economia e não vida.”

Rodrigo Pinheiro, presidente do Foesp (Fórum de Ongs/Aids do Estado de São Paulo): “Esta ação do governo é resultado de uma reivindicação da sociedade civil, que vem cobrando há tempos melhores tratamentos. Recordo quando pautávamos o assunto, na gestão passada, e éramos acusados de irresponsáveis pela questão dos custos e o que vemos agora é que faltou vontade política. Nossa luta ainda continuará pelo melhor acesso ao tratamento que estiver disponível.”

Pedro Villardi, coordenador de projetos da ABIA e coordenador do GTPI (Grupo de Trabalhos sobre Propriedade Intelectual): “Já tem quase dois anos que a ABIA e o GTPI vêm demandando o Dolutegravir como opção para a primeira linha. É um remédio bem tolerado, tem menos efeitos colaterais. Incorporá-lo num contexto em que a gente começa a tratar pessoas assintomáticas é fundamental. Agora, um fator preocupante é sobre a sustentabilidade no tratamento, por causa do preço. Demandamos que o governo faça as ações necessárias para que a universalidade e a integralidade sejam garantidos.”

dolutegravir

Os médicos/pesquisadores — eles fazem parte da Câmara Técnica para Avaliação de Novos Medicamentos Antirretrovirais, composta por infectologistas dos mais respeitados centros de tratamento do estado de São Paulo. Estiveram à frente das pesquisas sobre o Dolutegravir e sempre foram defensores de sua incorporação ao SUS. Veja o que dizem Ricardo Diaz, da Unifesp, e José Valdez Madruga, do CRT:

Ricardo Diaz, pesquisador da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo): “É um grande avanço, que aproxima a gente do mundo desenvolvido em relação ao tratamento inicial de HIV. Mas ainda não acaba com a defasagem quanto a essa classe que é a de inibidores de integrase. Temos o Raltegravir, para resgate, mas o Elvitegravir ainda está sendo registrado na Anvisa. Também não temos ainda o novo Tenofovir, que é menos tóxico, com menos efeitos colaterais. Porém, o mais potente é o Dolutegravir e estou feliz pela incorporação deste. Vai melhorar muito a qualidade de vida das pessoas, especialmente pela possibilidade de substituir o Efavirenz droga que, a cada dia, fica mais provada sua relação com efeitos terríveis.”

José Valdez Madruga, do CRT: “A chegada do Dolutegravir à primeira linha de tratamento é um grande avanço. Este medicamento é potente e bem tolerável. A incorporação de inibidores da integrase na primeira linha também era um reivindicação da SBI, já tínhamos pedido ao Ministério da Saúde a atualização do protocolo. Lembrando que pesquisas comprovaram que essa é a melhor classe de medicamentos, com menos efeitos colaterais a curto e longo prazos. A droga também é primeira linha nos Estados Unidos, na União Europeia e indicada pelo Internacional Aids Society. No entanto, gostaríamos que o Raltegravir também estivesse em primeira linha de tratamento, assim, o médico poderia analisar caso a caso. Estudos comprovaram que o Raltegravir causa menos interações medicamentosas e há dados de dez anos de uso. Não há dados, por exemplo, sobre segurança renal e óssea do Dolutegravir. Por isso, é importante ter as duas opções. Não tenho nada contra o Dolutegravir, considero muito importante este passo. Hoje, inclusive, já recebi ligações de pacientes querendo trocar o esquema, eles ouviram o pronunciamento do ministro. Mas é preciso calma, a droga estará disponível só em 2017 e no primeiro momento para os que estarão iniciando o tratamento.”

Em 28 de setembro pela Redação da Agência de Notícias da Aids

 

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171 comentários

    • Julia diz

      Soube essa semana sobre esse novo medicamento na consulta com meu infectologista, pois ele acha que com esse medicamento vou me adaptar, primeiro comecei com o Nevirapina, que me deu alergia e infecção de pele, tive que suspender, uma pena pq eu não Sentia nada com ele, bom médico é assim pq leva em consideração a vontade e necessidade do paciente, digo isso pq ele não me empurrou o 3 em 1 pq já tenho depressão e seria perigoso tomar o Efavirenz, mas me explicou que se tive alergia ao Nevirapina provavelmente teria ao Efavirenz devido à composição deles, então troquei pelo Atazanavir, mas devido à icterícia e o fato de me sentir constrangida das pessoas perguntando o que eu tinha pelos olhos amarelados e diarréia todos os dias, meu médico achou melhor trocar pois não achava bom quando o medicamento causa problemas sociais, passei para o Fossamprenavir.continuo com diarréia todos os dias mas menos do que com o Atazanavir. Então estava conformada.Mas agora o Fossamprenavir não será mais fornecido no Brasil, e ele trocou pelo Darunavir. Começo a tomar no sábado, alguém toma ou já tomou esse medicamento?!
      Estou sem opções pq kaletra nem pensar pq dá muita diarréia. Já estou cansada de não me adaptar, confesso que estou com muito medo. Ele queria me receitar esse novo medicamento, mas falou que acha que ainda não chegou nos postos de saúde. Espero que eue adapte com o Darunavir mas perguntei à ele qual principal efeito colateral,e para meu desespero me disse que irritabilidade, aí mais do que já sou no meu estado normal?! E outra coisa que me deixou nervosa foi o fato de dobrar a dose do ritonavir. Pois ele me explicou que no começo do tratamento da aids aqui no Brasil se tomava vários comprimidos de ritonavir por dia, os pacientes não podiam ter vida normal por conta dos efeitos colaterais, principalmente por causa da diarréia, então se tornava um tratamento exautivo e por isso muitas pessoas deixavam de tomar os ARV todos os dias e por isso houve muitos vinham à óbito. Mas disse que é difícil nessa dosagem atual de 100 MG eu ter tanta diarréia,mas cada organismo reage de uma forma diferente, imagina agora com 200 MG de ritonavir por dia… Estou emocionalmente desgastada com tanta dificuldade em me adaptar aos ARV, alguém têm algo à me dizer sobre o Darunavir?!
      Gostaria de fazer um ressalvo aqui pois andei lendo uns comentários à respeito de uma pessoa que disse que iria pedir ao seu infectologista para trocar o 3 em 1 pelo Dolutegravir, foi bastante criticado, mas vou falar uma coisa pra vcs, só eu sei o quanto eu já sofri pelos efeitos colaterais do Efavirenz pois meu marido toma desde 2009 e por receio de baixar o CD4 e a carga viral voltar a ser detectável não quer trocar, mas foram inúmeras situações de alucinações, sonambulismo, irritabilidade e nervosismo que parece que ele está possuído, antes que me perguntem ele não usa drogas, aliás detesta, e o pior não lembra de algumas coisas que faz ou Diz na hr do surto, diversas vezes ameacei separar caso ele não trocasse de medicamento, quando nosso infectologista disse que o Dolutegravir era o sonho dourado dele, no caso para eu tomar, pela primeira vez vi meu marido querendo trocar por esse medicamento.Pensei aliviada, adeus insônia e mau humor dele por não dormir bem há 8 anos!!! Então cabe só ao médico e ao paciente decidir se vai trocar por esse novo medicamento ou não…Até pq uma pessoa que está iniciando tratamento agora têm mais direito à um tratamento com poucos efeitos colaterais do que nós que estamos anos sofrendo com remédios mais antigos pq?!Li absurdos aqui que era egoísmo e etc e tal… Mimimi
      Que cada paciente junto com seu infectologista decidam o que é melhor para ele!!!

      • Oi, Julia.
        Que barra todas essas situações que tens passado. Mas eu entendo completamente. Fiquei durante um ano tomando Efavirenz (no 3 em 1), e tive o pior ano da minha vida até agora. Completamente improdutivo e infeliz.. além das diarreias, rash cutâneo (que é o que você teve com a nevirapina), tonturas, enjoos, depressão, mudanças de humor… e muitos outros efeitos estranhos, principalmente pela manhã.

        Faz uma semana que troquei para o Atazanavir/r. Depois de negar o Kaletra + Biovir em outras duas consultas, finalmente convenci o médico a me receitar Atazanavir/r + tenofovir/lamivudina. Não sinto quase nada, e não tive nenhum episódio de diarreia. Mas um pouco de amarelamento já começou. Isso me dá medo. Tipo… que mer%@, de novo vou ter que trocar? Mais um processo de adaptação? Mais semanas de ansiedade e apreensão?

        Porém, acho que agora você vai iniciar uma ótima combinação. O Darunavir não tem efeitos colaterais muito próprios dele, a não ser um possível rash cutâneo… mas NADA comparado à nevirapina, que é temida por isso.
        Uma pena que no Brasil ainda não temos a opção de Darunavir na formulação de 800mg 1x ao dia com 100mg de ritonavir.

        Se eu amarelar mais espero ir para Darunavir ou Dolutegravir. Qualquer um desses me deixa tranquilo.

        Att.
        Derek

        • Julia diz

          Oi Derek, estou muito satisfeita com o Darunavir, adeus diarréia, nunca mais tive!!! Melhor remédio, não troco mais! E vc ainda toma o Atazanavir?

      • telma diz

        Comecei a tomar o dolutegravir e to sentindo enjoos que vai diminuindo no dia seguinte pode ser que meu corpo esta se adaptando ainda ao remedio .

    • Foi exatamente o que pensei ontem, na hora exata em que o ministério da saúde estava se pronunciando. Adeus, efavironha.

  1. Olem diz

    nós que fazemos uso do 3 em 1 em, algum momento futuro seremos comtemplados com essa nova medicação? alguém sabe informar?

    • Soro+MR diz

      Olem. Terça tenho consulta, vou buscar essa informação para nós. Talvez alguém consegue responder antes.

      • Ser Positivo diz

        Olá,
        Soube através do meu infecto e ele afirmou, conforme diz o post aqui, que em princípio será para pacientes “virgens” ou para resgate. E como o MS não define o prazo para a universalização isto pode se estender por meses. Cabe a nós pressionar ou judicializar a decisão.

    • davi-pe diz

      a droga estará disponível só em 2017 e no primeiro momento para os que estarão iniciando o tratamento.”

      Depois chegará a todos. Questão de tempo.

    • Juka diz

      Eu vou tratar de pedir meu infcto para mudar meu 3×1.se tiver que mentir q causou resistência, mentiremos. Qdo a saúde está em jogo dane-se ética e sinceridade….kkkkk

      • Gil diz

        A sua falta de ética pode causar a morte de outras pessoas… E, se outros agirem da mesma forma que você, antes de falseares, lhe causando doença, dor e sofrimento, você vai gostar?
        Não sendo moralista, mas o pensamento individualista em detrimento do coletivo só causa desequilíbrio e dor. Por pessoas pensarem assim, vários setores da sociedade brasileira estão nesta merda que está hoje em dia… enquanto o europeu pensa no coletivo, os atrasados latinoamericanos pensam no próprio rabo e só se ferram!

        • Will diz

          Gil, o comentário do Juka foi tosco, mas o seu sinceramente não foi lá muito melhor, foi de uma generalização e “síndrome de vira-lata” medonhas!!
          Já vi vários comentários excelentes seus no blog, mas essa última frase sua foi muito infeliz…
          Mas acontece, eu mesmo falei impulsivamente umas bobeiras em outro comentário sobre ameaçar parar o tratamento e tal hehe >.<

          • Gil diz

            Will, lamento que você tenha se ofendido, não foi por mal… mas eu reitero: este pensamento de muitos atrasados latino-americanos de pensarem somente em si mesmos ferra a eles mesmos e a todos nós. O brasileiro médio e os latinos ainda pensam de forma individual, só por si mesmos, como na Idade Média, gerando um senso coletivo precário e cheio de problemas sociais onde a boa educação e um senso coletivo ajudariam a tornar a sociedade mais equilibrada. Infelizmente, somos vira-latas, mesmo, com muita gente pensando como esse cara. Desculpe a franqueza… abraço, Will.

        • juka diz

          gil, filosofia hipócrita sinceramente não me emociona.então vc acha que se eu recorro ao único método que me é disponível para conseguir um remédio menos venenoso do que o que eu tomo é ser egoísta, é ser rasteiro, é ser insensível, eu discordo de vc. primeiro, alguém vai deixar de tomar remédio porque eu estarei trocando o meu por outro melhor? quer dizer que porque eu fui diagnosticado ano passado eu não tenho o direito de tomar um remédio menos nocivo que alguém que foi diagnosticado hj? quer dizer que eu devo aceitar as decisões do governo e me contentar? já ouviu falar em instinto de sobrevivência? por acaso eu tenho a opção de comprar este medicamento? acho que todo mundo deveria agir assim sim, se é o único jeito que existe. os novatos não podem tomar os que eu tomava pq? eles são melhores que eu em que?

          • Victor diz

            Juka, você tem a opção de comprar esse medicamento. Ele está á venda no Brasil desde o seu lançamento. Quanto à medicação, o governo comprou cerca de 40 milhões de comprimidos, o que atenderá cerca de 100.000 pessoas ao longo de 2017. É a capacidade máxima de fornecimento do laboratório para o País nesse período. Existem quase 500.000 pessoas em tratamento no Brasil. Dessas, 17.000 possuem vírus resistentes e é mais do que justo que tenham preferência. “Sobram” 83.000 tratamentos. E se todos resolverem ter o mesmo “instinto de sobrevivência” que você? É só um questionamento. Algo para refletir. Acredito que com o tempo, o Efavirenz será definitivamente substituído, e todos seremos comtemplados com melhores medicações. A ética e a honestidade nunca devem ser suprimidas. Por nenhuma razão. Mas essa é só a minha opinião. Pensar nos outros, ser grato á vida e ao fato de responder aos remédios disponíveis pode aumentar mais o CD4 do que uma nova droga antirretroviral. Um abraço.

            • Julia diz

              Comprar?! Muito caro! Vc por acaso compra para você?! Todos temos o direito de remédio sem ter que pagar por isso, cada caso é um caso, cada paciente é único, então cabe somente ao infectologista avaliar junto com seu paciente o que é melhor para o paciente não para o que convém ao governo.

      • ANDERSON LUIZ diz

        Não entendi o porque de tanta gente contrária ao comentário. falso moralismo, esta certíssimo você !!!

          • Gil diz

            Hipocrisia é achar que burlando o sistema e induzindo o médico a mentir e falsear em benefício do paciente lhe ajudará realmente. Aí, todos resolvem fazer isso, falta dolutegravir a todos, queima-se o esquema anterior e o novo também e adoecem muitos, porque os espertinhos acham que se dariam bem exercendo o “instinto de sobrevivência”, como se falsear deliberadamente fosse instintivo… pena, feio demais.
            Se fizerem isso antes de você ou lá pelo terceiro mês, na hora de buscar o novo lote acaba a medicação nova… aí quero ver instinto de sobrevivência.
            Todos devemos lutar para que liberem medicação melhor a TODOS E não apenas aos novos diagnosticados ou aos resistentes, mas de forma organizada, de forma justa, limpa, decente. Isto não é hipocrisia.
            É DECÊNCIA! Cidadania.
            Ser esperto só ferra o coletivo, só engessa o governo, que já é todo enrolado, aí, o prejudicado será cada um de nós.
            Vamos procurar instituições organizadas para termos voz, vez.
            De jeitinho, chegamos onde o país está.

            • Will diz

              Gil, de maneira alguma me senti “ofendido” com o fato de vc criticar certas atitudes de (muitos) brasileiros em geral. Porque isso acontece mesmo. Só achei incoerente a generalização e você pressupor que os europeus são muito superiores aos latino-americanos nesses aspectos. Individualismo e egoísmo existem em qualquer lugar do mundo, não importa o quão desenvolvido ou não o país seja. O mesmo vale para o altruísmo e o pensamento no coletivo.
              Não dá pra esquecer que fomos colonizados por europeus, tivemos milhares de imigrantes europeus em diferentes épocas da história, então é claro que “herdamos” características tanto boas quanto ruins dos europeus (e de outros povos também). A sociedade brasileira e latino-americana é uma “colcha de retalhos” de influências dos mais diversos lugares e povos. Até o famoso “jeitinho brasileiro”, que ora é positivo mas que muitas vezes é sim prejudicial à nossa sociedade, não é algo que surgiu simplesmente “do nada” por aqui…
              Enfim, dá pra discutir e refletir sobre isso a tarde inteira, mas aí o comentário ficaria maior ainda e você me acusaria de enfadonho e prolixo haha

              E ah, concordo com seu último comentário: “”esperteza”” não é solução para problemas complexos como esse. Abraço!

              • Gil diz

                OLÁ WILL… nada de achar enfadonho ou prolixo, isso é coisa de quem não respeita muito, aquele…sabe, né?
                Sobre esta visão do pensamento coletivo ser mais do europeu e do individualizado ser mais do latino-americano, a construção da visão tem a ver com colonização, mas em épocas diferentes. A moral europeia atual vem a partir da reforma protestante, Lutero, Calvino e com forte ascendência do Iluminismo, baseando também a Revolução Francesa. É a coisa de ir numa praça da Bélgica e ver o jornaleiro deixar o jornal de manhã e buscar o dinheiro à tarde no tablado e nem contar, porque quem comprar, paga, pega o jornal e deixa lá o dinheiro certo ou pouco a mais. Se fizer isto no Brasil…
                A nossa colonização europeia se deu em outras épocas, principalmente antes do século XVI, de forte ligação com o catolicismo medieval, pois as ideias de Lutero pouco ou nada afetaram Portugal e Espanha.
                Se for notar a colonização alemã no Sul, que é mais recente, coisa de 170 anos, mesmo em cidades como Blumenau, a criminalidade, como roubos e assaltos são mínimos. Morava entre Joinville e Blumenau e lá ainda hoje se deixa o dinheiro da zona azul no vidro do carro… Jaraguá mesmo, meus parentes nem se preocupam com chave na porta ao sair…os vizinhos mal se falam, mas todos se ajudam em enchentes, limpeza de ruas, calçadas, etc.
                Por isso acho que a cultura latino-americana, baseada na moral católica medieval (diferente do catolicismo de hoje) faz do brasileiro em geral este povo desregrado e de pouca ética…

                • Will diz

                  Gil, discordo sobre o que você chama de “moral europeia atual”. Se vc for analisar os conceitos de moral e ética, principalmente nos países mais desenvolvidos, a grande maioria deles provém de uma mentalidade cada vez mais baseada no secularismo e humanismo crescente nesses países (graças a deus rs). Tanto em países tradicionalmente católicos (Portugal, Espanha, etc.) quanto protestantes (EUA, Alemanha, etc.), o que dita o que é “certo ou errado” na cabeça das pessoas tem cada vez menos a ver com o catolicismo (tanto medieval quanto atual) e protestantismo, respectivamente.
                  Na verdade, pelo menos ao meu ver, a única constante que TALVEZ possa separar uma moral “boa” de uma “ruim” é uma educação de qualidade (e com isso quero dizer uma educação que priorize a formação de cidadãos críticos e pensantes, e não apenas “para passar no vestibular”, “para conseguir o diploma da faculdade”, “para arrumar um emprego bom”, etc).
                  Posso estar errado e sendo utópico, e pode ser que leve um tempo, mas acredito que se fosse possível fornecer o mesmo grau de instrução e educação que se tem nos lugares que você citou no sul do Brasil para o resto do país, as atitudes e a mentalidade da maioria das pessoas seria muito semelhante, inclusive aquela de “deixar o dinheiro da zona azul no vidro do carro” e não ter problemas com isso hehe!

                  • Gil diz

                    Will, eu disse que os conceitos morais, a ética europeia é de base protestante, ela vem (provém, é originária) do pensamento da Reforma Protestante. Não que esteja ainda baseada no pensamento religioso, cada vez menos influente na Europa toda (ainda bem). Até porque moral muda com o tempo, é ditada pelos costumes dominantes (elite) ao contrário da Ética, que não muda, por ser de princípios (Weber).
                    No Sul, este pensamento de coletivismo é forte, nas cidades colonizadas por alemães, italianos, poloneses, húngaros…
                    A diferença mesmo é a Educação (de casa) e o ensino (da escola), a ampla gama de vagas de trabalho e a forte influência que se dá ao trabalho e aos que se esforçam.
                    O Brasil precisa disso. Gente ética, de princípios, bom ensino (raríssimo) e muita vontade de trabalhar.
                    Eu trabalho e pesquiso sobre a influência do bom ensino em gente muito pobre. Teríamos chance, as boas escolas fazem a diferença!

        • Marcus Vinicius diz

          Nem pela ética, nem pela hipocrisia, eu já prefiro pensar por outro caminho, a racionalização da sobrevivência: Qto mais opções de medicamentos melhor, pq se um falhar tem outro e outro, o 3×1 ta de boa pra mim, minha carga sumiu e cd4 foi de 894 pra 1348 em 4 meses, então prefiro só trocar se um dia ele falhar. Vejo depoimentos de gente que tomei uma combinação um tempo, tem um efeito que incomoda, vai lá e troca por outra e outra, daqui uns anos não vai ter mais opção quando realmente precisar, sendo que os efeitos são uma realidade, uns tem outros não e temos que lidar. Eu passei a ter medo do efavirenz de tanto que eu li depoimentos, mas pra mim nao tem efeito, teve no começo depois passou, só é ruim beber, uma ou duas cervejas dá uma zika como se tivesse tomado um porre, leseira eu nao sei pq eu fumo maconha então vai saber de onde a leseira vem rs. Eu so vou trocar quando for preciso, mas acho que logo estará disponível a todos. O que eu fiz foi entrar pra academia, parei com antidepressivo (embora nao devesse) e com todos os remedios que tomava que poderiam ser substituidos por alimentação melhor, hj tomo so o tres em um como, faço exercícios e muito sexo, afinal me livrei da fobia do hiv pq vivo com ele então to aproveitando a fase (com camisinha ok, rs)… O legal é que hj se estoura uma camisinha ou faço oral sem nao fico morrendo no outro dia, pensemos positivo povo…

    • rodrigo diz

      tomo efavirenz + biovir por 5 anos, ultimamente estou sentindo muita dor de estomago , o medico trocou pelo 3 em 1 , será que essa combinação tem menos efeitos ?

  2. Ricardo - Gru diz

    Percebemos que todos os especialistas são unânimes em dizer que o Dolutegravir é a melhor opção, sendo um avanço, bem tolerável e com menos efeito colateral. JS você sabe o que nós, cidadãos comuns, podemos fazer para que o Ministério da Saúde estenda este novo medicamento para todos ?

    • Will diz

      Infelizmente, não há muito a ser feito por enquanto, a não ser pressionar a GSK a diminuir o custo do medicamento. Porque se depender da quebra de patente dele, só vai rolar depois de 2020 😥
      O que nós, portadores de HIV, poderíamos fazer é ameaçar parar com o tratamento atual, mas sei lá, isso envolve um risco pra nossa própria saúde, e talvez isso nem surta muito efeito :S

    • Ricardo,
      Pelo que eu entendi, o Dolutegravir entrará para a primeira linha. Então, teoricamente, é para todos aqueles que estão na primeira linha de tratamento antirretroviral.

      • Raul diz

        Eu iniciei o meu tratamento com Dolutegravir ontem, com CD4 760, foi a primeira vez que tomei antiretroviral, não estou sentindo absolutamente nenhum efeito colateral! estou normal, como se não tivesse mudado nada a minha rotina.

    • Luiz Carlos diz

      Esta notícia é de Março. O HypeScience sempre posta notícias velhas no Facebook.

  3. depre+ diz

    Efavirenz tem que ser banido do mapa eita bicho pra deichar nos pra baicho…..tenho que tomar revotril senao os pesadelos sao horriveis e olha que ja tentei nao tomar o rivotril e quase matei minha familia de susto gritando igual um louco por socorro…..

    • Will diz

      Quase 9 meses de tratamento e também estou a base de Rivotril e antidepressivo… maldito Efavirenz!!!
      O que é mais desanimador é saber que ainda não há alternativas economicamente viáveis ao Efavirenz (Talvez o ATZ/r, mas ele causa outros efeitos colaterais)… ou seja, o SUS provavelmente só vai fornecer Dolutegravir como terceira linha de tratamento mesmo :@
      Minha consulta é daki uns 20 dias e realmente não sei o que fazer/falar pra médica :/

  4. Positividade de luz diz

    Já está fazendo cerca de 1 ano e 3 meses que uso o 3 em 1,e sinto as vezes umas dores abdominais terríveis,acredito que seja algum efeito colateral,e isso muitas vezes me assusta,apesar de ser umas dores rápidas e passageiras,porém,não vejo a hora de poder trocar por uma medicação menos tóxica…
    Sou indetectável e cd4 última vez que vi estava acima de 1090,mas tenho receio de complicações a médio e longo prazo do 3 em 1,por seus efeitos colaterais sobretudo no aparelho digestivo…

    • Ser Positivo diz

      Olá
      Compartilho da sua preocupação e temos um perfil sorológico parecido, falei com meu médico ontem e ele sugeriu outras combinações com mais tomadas durante o dia que podem resolver, mas há a possibilidade do surgimento de outros efeitos colaterais, ou seja, precisamos mesmo de remédios mais modernos e menos tóxicos. Pensei em entrar na justiça para antecipar o uso. Um grupo unido poderia resolver. O que acha?

    • ANDERSON LUIZ diz

      Positividade de Luz totalmente normal o que você sente todos nós aqui sabemos a briga que existe entre nosso corpo e o bombardeio que a TARV descarrega em nós diariamente, infelizmente estes efeitos são comuns na maioria das pessoas , dica minha aceite se quiser exercícios físicos moderados ajudam e muito a diminuir as dores e o desconforto. É preciso estar em movimento.

  5. Bruno Machado diz

    Eu continuo decepcionado com tratamento;
    a mais de um mês iniciei o 3×1, passei duas semanas e tive reação alérgica. Minha medica suspendeu a medicação, e ao retornar usar novamente depois de uma semana, tive reação alérgica.
    Isso e frustrante.
    Me sugeriu Kaletra + Truvada
    mas honestamente não to muito confiante e espero poder ter acesso a esse novo medicamento logo.

    • Will diz

      Bruno, que eu saiba o Kaletra é pior que o 3×1 em questão de efeitos colaterais, principalmente a longo prazo!!
      Seria bom se você pudesse saber se foi o Efavirenz, a Lamivudina e/ou o Tenofovir que te causaram a alergia. Porque se for só o EFV, eu pessoalmente tentaria substituí-lo pelo Atazanavir/ritonavir (ATZ/r) antes de partir pro Kaletra/Truvada. Além do detalhe de que 1 dos componentes do Truvada é o tenofovir, se a sua alergia foi por conta dele, não vai adiantar nada vc trocar por esse esquema!

      • Bruno Machado diz

        Opa Will, sim eu tb acho que seria mais viável.
        Mas passei muito mal tb com o EFZ… tonturas e mal estar.
        Vamos ver o que me dirá próxima semana, enquanto isso ando sentindo dores musculares, cansaço excessivo e falta de ânimo. Associo a carga viral elevada já que não estou fazendo nem uma caminhada.

        • Will diz

          Complicada sua situação… Eu mesmo já pensei várias vezes em pedir pra trocar de tratamento, mas o 3×1 em menos de 5 meses baixou minha CV de 52 mil pra indetectável e meu CD4 subiu de 444 pra 906. Ou seja, apesar dos efeitos colaterais ruins, pelo menos o 3×1 está me tratando de forma efetiva.
          Sobre cansaço e falta de ânimo, tente mudar o horário que vc toma o remédio e vá a um psquiatra, talvez ele te receite um antidepressivo pra te ajudar nesse aspecto…
          Enfim, espero que vc encontre o tratamento que vc melhor se adapta. Boa sorte e força ae, o começo do tratamento é sempre pior!!

          • Mar+ diz

            Will, eu tive uma reação alérgica muito grave usando o Efavirenz. Meu médico me prescreveu Tenofovir+Lamivudina, Ritonavir e Atazanavir. Tomo essa combinação 1x/dia no almoço e até agora não tive nenhum efeito colateral. Fiquei indetectável em 5 meses (eu estava com 260 mil cópias) e já estou há 11 meses tomando. Segundo ele, eu serei avaliado de perto em 20 meses pra saber os efeitos sobre os rins e ossos. Ele tbm falou muito mal do Kaletra e só prescreveria como última alternativa. Eu confio nele, até porque trabalhamos no mesmo hospital e geralmente o encontro no meu setor avaliando os pacientes com AIDS.

            • Will diz

              Mar+, obrigado pelo relato, estou pensando seriamente em trocar o 3×1 pelo esquema com ATZ/r. O “foda” é que fui hj no CTA ver o resultado do meu exame de CV, e continuo indetectável. Tenho medo de trocar a combinação e minha CV voltar a subir. É aquela história de “não se mexe em time que tá ganhando”… Se bem que é o que estava conversando com minha psicóloga hoje: “ganhando” entre muitas aspas, pq não adianta eu controlar minha CV e continuar com coceiras, distúrbio de sono, falta de disposição de manhã e dependendo de Rivotril.
              Mas vc não teve nem mesmo icterícia, olho amarelo, aumento de bilirrubina por causa do Atazanavir??

              • Mar+ diz

                Will, bem lembrado, na primeira semana tive icterícia. Meus olhos ficavam um pouco amarelados à tarde. Mas aumentei a ingestão de água e resolveu. Às vezes esqueço de tomar água e mesmo assim, nunca mais ficaram amarelados. Quanto às outras alterações, é o que te falei, o médico vai esperar um pouco mais pra investigar.

                Eu tomei o 3×1 só por 6 dias. Eu só tive um sonho estranho no primeiro dia, que nem foi pesadelo. No terceiro e quarto dia eu tomei Rivotril, e aí sim foram as piores noites da minha vida. Daí nunca mais tomei Rivotril.

                • Will diz

                  Entendi Mar+, obrigado! Só me resta a dúvida se eu espero pelo dolutegravir ou se converso com minha infecto pra já tentar mudar pro atazanavir/ritonavir… Enfim, tenho mais 2 semanas pra decidir hehe!

            • Rick diz

              Eu tomo esse mesmo esquema e até hoje não tenho tido complicações gracas a Deus e espero não ter… Meu médico diz que esse esquema é seguro.

  6. Joao diz

    Eu fui diagnosticado a dois meses , mas ainda nao comecei a medicação , porque posso ser um controlador de elite , estou com carga viral muito Baixa(73) para 1 ano de infecção.
    Fico muito Feliz em saber que poderei começar a tomar o novo remedio caso eu precise.
    Eu li que pode ser tomado 2 ou 3 vezes na semana , isto confere ?

  7. Ser Positivo diz

    Feliz com a notícia, mas ansioso para mudar o quanto antes. Uso o 3×1 com Efavirenz e apesar de todos os esforços para viver bem me sinto apático e sem energia às vezes. Conversei ontem com meu médico e ele sugeriu trocas mas com outros efeitos colaterais (ictericia, diarreia etc.) Como podemos pressionar o governo a liberar de uma vez esta droga na primeira linha? JS há alguma maneira?

  8. Zimba diz

    Ótima notícia!
    O 3X1 não tem tantos efeitos ruins assim, mas tem 1 que me irrita MUITO:
    Estou morrendo de sono, tomo o remédio e em minutos o sono some totalmente! Sem contar os sonhos retardados!
    Meu sono nunca mais foi igual, mas não podemos reclamar né? Ainda bem que existem opçoes!

    Pode vir DOLUTEGRAVIR!!!

    • Ser Positivo diz

      O Efavirenz é uma bomba relógio. Em pricicipio os efeitos são leves mas vai destruindo seu sistema renal e ósseo. Cabe a nós pressionar parar Dolutegravir ser universalizado.

      • O Efavirenz não causa dano algum aos rins e ossos. O componente do 3 em 1 que causa isso é o Tenofovir, e este você continuará tendo que tomar mesmo se passar para o Dolutegravir.

        Então se você não sofre nenhum efeito colateral neuropsiquiátrico nem vale a pena trocar.

        • Ser Positivo diz

          Você tem razão. Quis dizer que a combinação toda do 3×1 pode causar isso tudo, inclusive transtornos neuropsiquiatricos, que está gradualmente me afetando. No entanto, as outras opções causam outros transtornos possíveis. O que fazer?

        • Victor diz

          Isso mesmo Derek! O Fumarato de Tenofovir que provoca desmineralização óssea e dano renal… E ele vai continuar fazendo parte do esquema, independente do Dolutegravir. Já existe o Tenofovir Alafenamida, desenvolvido pela Gilead, que provoca bem menos efeitos colaterais nesse sentido, mas por outro lado aumenta consideravelmente o colesterol e triglicerídeos. Ainda não existe droga sem efeito colateral! Vamos torcer para a ciência avançar cada vez mais! Acredito que em 10 anos não precisaremos mais de antirretrovirais!

          • Olá, Victor. O que você diz faz sentido… mas este aparente aumento no colesterol ao passar de TDF para TAF pode ser atribuído ao efeito colateral do TDF de diminuir colesterol. Então na verdade o que acontece não é o aparecimento de um efeito colateral maligno, mas sim do desaparecimento de um efeito colateral benigno do TDF (que fica muito presente no plasma).

        • Gutan diz

          Temos que procurar o melhor para nossa saúde e bem estar, mas de repente o 3×1 virou o vilão do tratamento? As pessoas não reclamavam tanto dos efeitos colaterais, muito pelo contrário, era só elogios. Agora a maioria quer trocar. O seu médico , baseado no seu histórico de exames e etc que vai decidir.

          • Camila diz

            Tomo 3 em 1 a 5 meses nunca tive nada não quero trocar.
            Amo meus sonhos …

        • Lorca diz

          Eu tive problemas nos ossos com o Tenofovir com menos de 2 anos de uso. Meu médico trocou ele por Abacavir e eu estou me dando bem com ele, até agora.

    • Patrik diz

      Não é justo eles liberarem só para quem vai começar agora o tratamento, esse 3 em 1 com efavirenz já esta ultrapassado , sem contar os efeitos colaterais que sao horriveis , as veses muito sono, outras nem tanto, cansaço constante, Nao aguento mais! Tenho consulta amanha e já vou mandar a real na lata , quero trocar e fim de papo! Sabemos que estará disponivel só no começo de 2017 , mais já vamos precionando eles pessoal , É NOSSO DIREITO TAMBEM !

    • Rivo diz

      O Efavirenz tem efeito semelhante ao LSD, e até usam como droga misturada com outras na Africa. Existe um documentário do Vice sobe isso.

  9. cariocarj diz

    Com certeza, será muito Bom o Dolutegravir para todos que desejam substituir o 3×1.

  10. Brumo diz

    Boa tarde, tive problema com o efavirenz e tive que substituir meu esquema pelo atazanavir. Porém, às vezes a ictericia aparece (exame de bilirrubinas acima do normal). Alguém sabe me dizer se poderei pedir ao meu infecto para trocar o meu esquema pelo dolutegravir? Só tenho consulta em dezembro.

  11. Positivo Azul diz

    Ja tem 4 mêses que tomo o 3×1 não sinto nada, posso tomar ele até meio dia que não sinto nada. Tomara que o Dolutegravir também não me cause nenhum efeito colateral.

  12. Herivaldo Virulato diz

    Prezados, eu tomo inibidor de integrase desde o doagnóstico. Numca tomei Efavirenz e, portanto, não tenho um padrão de comparação. Mas posso garantir: o Raltegravir não causa absolutamente nenhum efeito colateral. Zero, nada, nenhum. É ótimo.

    • Will diz

      Herivaldo, mas vc toma Raltegravir fornecido pelo SUS ou “por conta própria”???

      • Herivaldo Virulato diz

        SUS. O Raltegravir é aprovado já faz tempo pelo SUS, em terapia de resgate. Excepcionalmente, como eu descobri a doença muito cedo, esse medicamento foi autorizado porque produz uma redução mais rápida da carga viral.

        • Will diz

          Entendi, obrigado. Perguntei justamente pq sei que o RAL a princípio só é fornecido pelo SUS em terapia de resgate e tinha achado estranho o fato de vc já ter começado com ele. E pelo que pesquisei há um tempo atrás, ele é mais caro até que o Dolutegravir… Mas fico mais animado de saber que ao menos temos outras opções sem ser o 3×1.

        • Victor diz

          Herivaldo, sinto muito, mas isso não existe. Teu infecto provavelmente “mentiu” para você iniciar com uma terapia de resgate. Eu descobri minha infecção na soroconversão, com ELISA ainda negativo, CV explodindo e em seguida consultei com o Dr. Esper Kallas, em SP. Perguntei a respeito dos inibidores de integrase e ele disse que alguns colegas infectologistas “burlam” o sistema para iniciar diretamente com esses medicamentos, mas que ele considerava isso errado e não me prescreveria. Iniciei o 3×1. Não tenho absolutamente nada contra você, mas é que acredito fortemente que essa justificativa por parte do teu infecto foi “furada”. Não existe essa indicação em nenhum guideline de tratamento do ministério da saúde. Espero que agora, com o Dolutegravir em primeira linha, todos os soropositivos tenham acesso! Um abraço!

          • Vivendopositivo diz

            Também desconfiei de uma certa camaradagem (jeitinho?) com o medico mas preferi não comentar. Pq também descobri na fase aguda, meu western blot p31 ainda dava negativo. E fui direto para o 3×1. No donuts for me.

            • Julia diz

              Meu infectologista me explicou que eles são obrigados a prescrever o 3 em 1 para todos os pacientes, como se todas as pessoas fossem iguais! Mas graças à Deus meu infectologista vê cada paciente como realmente é, por exemplo pra mim não passou o 3 em 1 pq tenho depressão por origem química, ( não tenho lítio), têm pessoas que têm inúmeros problemas de saúde e o infectologista têm que levar isso em consideração e prescrever o melhor para cada paciente e não o que o governo impõe como se todos fôssemos robôs, preocupados apenas com o que for mais conveniente financeiramente.

          • Verdes Olhos diz

            Pessoal. Uma pergunta: vocês que começaram a se tratar na fase da infecção primária sabem daquele estudo VISCONTI? Nesse estudo, é relatado que 15 % dos pacientes com tratamento precoce se tornaram “controladores pós-tratamento” e não precisam mais tomar ARVs. Pergunto isso porque eu também comecei a me tratar na fase aguda e meus infectos dizem que têm pouquíssimos pacientes assim. Um forte abraço!

            • Victor diz

              Verdes Olhos,

              Perguntei aos meus infectos sobre isso, e o que eles me disseram é que não existe nenhuma recomendação ou evidência nesse sentido. A coorte de Visconti foi com 14 pacientes que iniciaram o tratamento na fase aguda (primeiras 8 semanas da infecção) e que mantiveram por 3 anos, parando os ARVS em seguida. Mantiveram CV muito baixa ou indetectável por vários anos. Exames comprovaram que não eram controladores de elite e nem “não progressores”. Minha infecto disse que os “drug holidays”, que eram comuns antigamente, só induzem resistência aos medicamentos e pioram a condição imune do paciente. Dr. Esper Kallas disse que do ponto de vista do tratamento atual não faria diferença iniciar os ARV’s na fase aguda ou esperar 6 meses ou 1 ano, mas que, pensando em terapias para a cura funcional no futuro, na qual ele acredita, isso faria diferença, em virtude do estabelecimento de um reservatório viral consideravelmente menor. Por isso optei pelo início imediato dos ARV’s. Mas não recomendou a interrupção após nenhum tempo de tratamento, pois segundo ele, a maior chance é de que ocorra o “rebound” viral, ou seja, o vírus exploda de novo, inclusive com sintomas de fase aguda (como se fosse uma nova soroconversão)… Como eu sofri bastante na minha fase aguda, internado com uma meningite pelo vírus, não pretendo passar por isso de novo! Um abraço é bom domingo!

              • Verdes Olhos diz

                Oi, Victor. Muito obrigado pela tua resposta! Foi bem completa. Eu pensava/penso em conversar sobre este assunto justamente com o dr. Kallas, pois parece ser ainda muito pouco estudado (já que é mais raro alguém se tratar logo na fase primária). Então imagino que deve haver, sim, algumas “vantagens” pra quem começou o tratamento precoce. De qualquer forma, estamos todos aqui no mesmo barco. Um forte abraço!

  13. Ric++++ diz

    Qual a chance de alguém ja indetectavel que sofre efeitos colaterais terriveis do efavirenz conseguir também ter acesso ao medicamento? Nenhuma inicialmente?

  14. Sampa26 diz

    Enfim, iniciarei minha terapia de resgate pois já estou sem medicação fazem 4 meses o efavirenz detonou meu cotidiano, sou grato por ter nascido nessa geração pois boas novas ainda virão.

    • Meu amigo que foi diagnosticado há 13 anos toma o triumeq nos Estados Unidos há 1 ano e meio e diz que ele é excelente, nele tem o Dolutegravir… Obrigado JS por trazer com seu blog sempre boas notícias que fazem cada um de nós olhar pro futuro de uma maneira mais otimista.

  15. Maxwell diz

    Quando forem falar com seus infectos tirem mesmo todas as suas dúvidas pois apesar do dolutegravir ser um remédio “novo” ele também deve ter seus efeitos colaterais como qualquer outro medicamento, além do quê ele não será usado individualmente mas combinado me parece com o tenofovir. Isso de vocês ficarem querendo pular de combinação em combinação pode ser perigoso pois seu vírus pode não responder bem a essa combinação com o dolutegravir e você ter que partir pra uma outra combinação talvez pior que a primeira (já que com a parada da sua primeira combinação o vírus pode criar resistência aos medicamentos da mesma). Então conversem BEM com seus médicos antes de querer IMPOR mudar pra uma combinação que vocês não sabem se dará certo pro seu vírus. Além do quê por ser uma combinação “nova” pode não ter muito estoque e nessa época que estamos passando vim a faltar e a pessoa ter que ficar sem um tempo sem tomar a medicação.

    • Vivendopositivo diz

      Maxwell o que causa resistência não é a troca, pois se a pessoa ta indetectável, vai continuar se não for resistente ao novo remédio. O que causa resistência assim como aos antibióticos é o uso inconstante, no caso a falta de adesão. Não tomar todo dia , esquecendo doses. Isso leva a produção de mutações resistentes, que iniciaram a se replicar nos dias em que o remédio não estava circulando. O que acontece é que quem troca é porque houve falha virologica ou intolerância, ai não faz sentido voltar pro mesmo esquema.

  16. João csrlos diz

    Eu creio que isso seja ,apenas , especulação. Esse ARV é muito caro e não creio que o SUS tenha interesse em distrobui-lo tão cedo.

  17. Paciente diz

    Quem apresenta alguma resistência ao 3×1, corre o risco de também apresentar resistência ao Dolutegravir?

  18. junior diz

    É para aplaudir de pé. Feliz que existem pessoas que serão beneficiadas com essa vitória que talvez seja um incrível passo do que está por vir. Há muito tempo não vejo uma mudança significativa aqui no Brasil e nem esperava que o dolutegravir fosse chegar tão rápido. É questão de tempo. Vamos nos cuidar e continuar confiantes.

  19. Santos diz

    Olha galera nunca ouvi tanta noticias boas q os cientista estao descobrindo para encurralar esse virus .vamos nos cuidar praticar esportes e tomar as medicaçoes corretas.pois acredito q seremos a geraçao da cura.q Deus abençoe todos nós.

  20. Santos diz

    Pessoal pra quem esta tendo problema de diarreia procurem na internet q tem kefir pra doar pois ele é muito bom comecei a tomar tem tres meses nunca mais tive diarreia faço uso do 3×1.o kefir é natural pode ser consumido todos os dias ajuda muito na flora intestinal.fiquem com Deus.

  21. Henrique Silva diz

    Tive consulta no dia do anúncio. Já estava combinado com minha médica que iríamos iniciar o tratamento com o 3×1 nessa última consulta mas aí conversei com ela pra adiar para janeiro para já começar com o Dolutegravir e ela topou. Vamos ver se chega mesmo em janeiro….

  22. Henrique Silva diz

    Bom dia pessoal.
    Fui diagnosticado há um ano mas ainda não iniciei o tratamento porque descobri cedo, meus exames estavam bons e eu tinha uma certa resistência por causa dos efeitos colaterais….Já estava combinado de iniciarmos o tratamento nessa ultima consulta pois meu CD4 baixou de 500 (Deu 445). Nesse mesmo dia da consulta o Ministério da Saúde divulgou o Dolutegravir. Conversei com minha médica para adiarmos o tratamento para janeiro e já iniciar com o Dolutegravir. Graças a Deus ela topou…Tomara que chegue em janeiro mesmo. Vamos aguardar…

    • AmigoSp diz

      Olá Henrique. Estou na mesma que vc, aguardando o DGT. Vc tem kik?

  23. Henrique diz

    Oi pessoal, a minha pergunta nao tem
    Nada haver com o texto exposto, espero que me ajudem. Desde que descobri ser +, descobri junto com uma alopecia na barba. Isso em
    Março, de la pra ca venho tratando a alopecia (nasce pelo) depois começa a cair em outro lugar da barba. E conversando com minha infecto ela falou que isso pode ter haver com o hiv. Alguem aqui ja passou por isso? Se sim resolveu? Eu tenho ficado muito ansioso por causa disso e com medo de perder mais pêlos da barba.. aguardo alguma resposta ou orientação. Abç

    • Eletrax diz

      Eu Henrique eu já fui diferente.antes de descobrir minha soposividade Tava perdendo muito cabelo por conta do hiv,logo depois do tratamento tudo se normalizou e os cabelos pararam de cair e no lugar que estava bem vazio se preencheu com novos fios.

      • Henrique diz

        Obrigado Eletrax, muitos idiotas me negativaram sem ao menos me responderem. Se nao pode ajudar finge que nao viu a pergunta assim como sempre faço aqui no blog. Espero que meu problema se normalize tbm.

    • juka diz

      henrique querido, acredito que não tem nada a ver nao. eu já tive alopecia areadica na barba, meu irmão teve na barba e na cabeça. quando eu tive eu não era positivo( sei pq sei a data que fui contaminado. e sempre doava sangue). meu irmão tbem é negativo. e eu tenho um amigo negativo que está com alopecia na barba. na epoca eu fui em um dermatologista e ele me passou um creme para usar à noite e minoxidil durante o dia, em alguns meses os pelinhos voltaram a nascer branquinho, fino e depois voltou ao normal…..depois houve outro episodio e depois voltou ao normal e nunca mais aconteceu….como meu irmao ja teve, eu acredito em genético ou então algo emocional pq na época eu havia passado por umas perdas na família….boa sorte

    • Lucas diz

      Já ouviu falar em autohemoterapia? Conheço pessoas que trataram de alopecia e outras coisas e ficaram ótimas com esse tratamento!

  24. Eletrax diz

    Olá eu tomo o 3×1 a cinco meses preferi tomar ele as dez da noite pois me da uma leveza e um sono tão gostoso que n penso em mudar.enquanto questão psicológica e entestinal tudo uma maravilha,fora isso n tenho o que reclamar.

    • Gutan diz

      Muito bem Eletrax! Tbm tomo o 3×1 antes de dormir. Nada pra reclamar, tomo há dois anos e todos os exames estão excelentes.

  25. Vlbs diz

    Os meus problemas em usar o 3 em 1 é a insonia e um pouco de depressao. Preciso dormir direito.

  26. Lukas diz

    Os efeitos do efavirenz para o psicólogico é horrível. Mas vamos combinar uma coisa:
    1) receber o diagnóstico de hiv não é fácil para ninguém
    2) ter algum transtorno de personalidade e o descobrir ser positivo é como uma bomba.
    Então, antes da mudança do efavirenz é bom observar até que ponto ele afetou na sua vida.
    Ao invés de querer trocar e até mentir.
    Vou dar um exemplo: se estou mais agitado, preocupado com algo do trabalho fico mais suscetível aos sonhos vívidos.
    Então, antes de mudar sua medicação como criança birrenta vamos observar esses detalhes. E acredito que em em. Breve poderemos usar todos essa nova medicação.
    Para finalizar : acredito que fosse importante um diálogo maior entre infectologia e psiquiatria.
    A minha primeira infecto foi sensata e disse: você precisa de ansiolítico, mas a causa é anterior ao hiv ou efavirenz.
    E nem me passou em mudar a medicação: tive que passar por essa tormenta com a ajuda de infecto, psiquiatra e terapia. Tudo tem seu tempo. Mas cada um sabe onde aperta seu calo e não quero generalizar. Abraços

    • Vivendopositivo diz

      Não precisa ter transtorno de personalidade algum pra o diagnóstico cair como uma bomba, mesmo para o que nunca foram precavidos. Pois a primeira pergunta que surge na cabeça de um leigo é “quantos anos mais vou viver?”. Agora como a pessoa lida com os estágios de luto depende da maturidade psíquica de cada um. Pessoas que tomam antes de dormir tem sim alterações no sono mais sérias do que os que tomam de manhã, ou pelo menos 6 horas antes de dormir. Acontece que tomando no início do dia corre o risco de passar pelo menos 4 horas com efeitos de tontura, náusea, porém o sono a noite é bem mais tranquilo e com menos chances de pesadelos.

  27. JJ diz

    Boa noite, comigo foi assim tomei kaletra na gravidez (mal estar normal de iniciar medicamentos nd mt forte) após o nascimento do bebê foi suspenso o uso, voltei a tomar em outubro de 2013 devido a aumento na carga viral, porém, em algum momento q não lembro qdo se em 2014 ou 2015) comecei a ter diarreia mas achei q fosse interação c outros remédios q tava tomando ou alergia a algum alimento, parei c td mas a diarreia não parou. Fim de julho deste ano em consulta pedi p meu médico fazer a troca pelo 3×1, mas o intuito era apenas reduzir a qtdade de comprimidos, ele me questionou sobre diarreia e contei p ele, então trocou, ja no primeiro dia de comprimido sessou a diarreia, porem nas primeiras semanas eu virei um zumbi de tanto sono, mt tontura, cansaço, pois os sonhos duram a noite td e não consigo descansar, descanso é essencial para minha profissão, pontaria tbm e com tonturas não dá. Hj os sintomas diminuíram um pouco c um mês e meio de 3×1, fui consultar para nova receita, contei os sintomas novamente, ele falou: vc tem 2 opções voltar p kaletra ou mudar(pensou, pensou, pensou olhando uma tabela colorida no computador) ir p outra combinação, foi aí que entrei no assunto do dulotegravir sobre efeitos colaterais e toxicidade e propaganda e a resposta foi “esse é um medicamento que é 3 linha usado para resgate, todos os medicamentos causam efeitos colaterais e todos, quando são lançados, veem com a promessa de serem menos toxicos, isso não depende do remédio e sim de da pessoa que vai toma-lo, então pode ter gente q não vá sentir nd já outros q terão os efeitos colaterais. Pensei e preferi trocar já que a diarreia q eu estava era msm efeito do kaletra, mudou para atazanavir, começo amanhã cedo e vamos ver o que dá.

    • Will diz

      JJ, boa sorte no novo tratamento…
      Sobre o dolutegravir (DTG), na verdade ele foi aprovado como 1a linha no SUS essa semana, e deve estar disponível a partir do ano que vem. E não se trata apenas de “promessas de serem menos tóxicos”, mas já há estudos clínicos de que, pelo menos a curto prazo, ele é BEM menos tóxico que o Efavirenz (estudo SINGLE). Se vc olhar na bula do Tivicay (dolutegravir), os efeitos colaterais mais relevantes são diarreia e náusea, os quais também estão listados como “comuns” (ou “frequentes”) no caso do efavirenz. A grande vantagem do DTG é a frequência muito menor de distúrbios psíquicos e relacionados ao sistema nervoso, especialmente tonturas e sonhos anormais.
      A única incógnita são os efeitos colaterais a longo prazo que ainda são desconhecidos, por se tratar de um medicamento novo.
      Ah, e o que eu achei mais interessante do DTG é a dose única diária de apenas 50 mg, comparado com os 600 mg do EFV.

  28. FRANCISCO MARCO diz

    Não consigo engatar o meu tratamento, a mais de um ano que foi feita minha prescrição com o 3×1 e não consigo me adaptar.
    De forma negligente o que venho fazendo são pequenas doses de tratamento a carga viral diminui e suspendo a medicação e quando vejo que já está alta começo novamente.
    Faço exames CD4 e carga viral (por conta propina) a cada 2 meses e na ultima quarta fui surpreendido com uma carga viral de 14000/ml, nunca tinha chegado tão alto no máximo já tinha atingido 2900.
    Comecei de novo com a medicação e não sei até onde vou suportar esses efeitos colaterais.

    • Vivendopositivo diz

      Se sua cepa se tornar resistente aos 3 remédios do 3×1, você já cai fora do esquema do dolutegravir que usa lamivudina e tenofovir tambem. Você não está sendo negligente, está sendo irresponsável. Se esse seu vírus contaminar alguém será uma mutação, lembre-se disso. E quando sofre mutação para um remédio também deixa de responder a outros da mesma classe de antiretroviral. Seu caso não parece ser falta de informação, e sim uma tentativa de suicídio ou punição, pois você sabe que existem outros remédios disponíveis para substituir se você não se deu bem com esse. Alem de voltar ao infectologista sugeriria você buscar um psicólogo para trabalhar em cima dessa situação.

    • Anjo terapeuta diz

      Quero ver sua cara quando precisar tomar um monte de comprimidos pois o 3×1 nao responde mais, se nao quer n tome pois vc so estar criando um resistente. Depois n chores

    • JJ diz

      Oi Francisco Marco, peça para trocar seu esquema antes que vc o “queime”. O efavirenz teaz efeitos no sistema nervoso central, tipo tonturas, sonhos vividos, a duração depende de cada pessoa. Então, ou peça para trocar ou tente levar seu tratamento a sério, pq não é o HIV/AIDS que mata e sim as doenças oportunistas que se instalam devido ao seu sistema imunitário ficar deficiente.

  29. Victor diz

    Francisco, nesse caso é melhor você suspender o tratamento por completo! Você só está provocando mutações é selecionado vírus resistentes aos medicamentos. Lembre-se: existem inúmeras drogas disponíveis, mas não infinitas. Quando você “queima” um esquema, isso é muito ruim! É menos uma arma que você tem para lutar contra o vírus no futuro! Se você não se adaptou ao 3×1, fale com teu infecto, existem outras opções para casos de intolerância! Mas não continue o que estás fazendo!

  30. Amizade diz

    Existe maneira de se ter um corpo legal (músculos, aparencia sarada), sendo soropositvo? Tem alguma dieta expecífica? Há alguma matéria falando sobre?

  31. marc diz

    Ola galera! Sera que esse dulotegravir é tudo isso mesmo?
    Contrai o hiv em 2008 e nunca tomei medicaçao. Ha quatro meses peguei duas caixas do 3×1 mas nao tomei. Sera que, pelo fato de ja ter pegado dois frascos, nao vou poder começar direto com esse novo medicamento?

  32. marc diz

    Meu cd4 esta 180 e cv 4000. nunca fiquei doente apesar do cd4 sempre baixo, nem gripe pego.

    • Marcos diz

      Marc que eu saiba quem é considerado aidético é quem está com cd4 abaixo de 200 cv alta e alguma doença oportunista, pra vc só falta a doença oportunista, comece o mais rápido possível o tratamento vc tá correndo risco de morte! Se alguma doença te pegar talvez seja tarde pra começar a se tratar, desde junho eu tomo o 3×1 não sentia nada e de uns tempos pra cá ando muito irritado, meu médico me deu a opção em trocar de medicação mas irei esperar até ano que vem pra pedir o Dolutegravir, comece o mais rápido possível seu tratamento, depois se vc não se sentir bem ele trocará sua medicação.

      • marc diz

        Marcos, perante a maioria da sociedade ignorante, todos os portadores de HIV são AIDETICOS.
        Agora, muito me espanta, voce que faz parte desse “todos” ter esse tipo de linguajar.

    • Marcus Vinicius diz

      Menino, a primeira doença que vc pegar é aids, o remédo leva tempo pra agir e se a doença for mais rápida vc morre! Pára com Isso!

  33. Para quem sofre com o Efavirens, recomendo mudar a medicação.
    Esta droga me descompensa em todos os sentidos. As lutas me davam icterícia. Procurei uma médica de renome, que substitui o meu tratamento para dois medicamentos: Neviparia (2 como) + Tenofovir/lamivudina( 1
    (1 comp) Sinto-me ótimo desde então. Lembrem-se de praticar atividade física. Cuide da alimentaçáo.. “Somos aquilo que comemos”. Fiquem. Em!
    Beijos

  34. Vini luz diz

    ola pessoal eu comecei meu tratamento faz um mes com o 3 em 1 e apartir dai tive reação alérgica fiquei com o corpo todo vermelho e me apareceu um zunido no ouvido que nao melhorou faz 15 dias, minha infecto disse pra eu parar de tomar por uma semana o 3 em 1 para desensibilizar meu organismo como estou no começo o virus nao iria adquir resistência; parei (voltei tomar quarta feira) mas o zunido nao melhorou, somente o corpo vermelho. Pode ser efeito ototóxico do efavirenz alguém já ouviu falar ou ja teve zunido constante depois de iniciar o tratamento ? queria saber se vou poder mudar para o novo remedio . Nao aguento mais esse zunido nao durmo bem e me atrapalha nos estudos da faculdade pois nao consigo me concentrar , quero silencio na minha cabeça !

  35. rapaz diz

    Boa noite pessoal.. Gostaria de relatar minha experiência cm o “3 em1”
    É a melhor possível! no início.. 3 primeiro meses sentia apenas a tontura e alguns pesadelos, mas hoje ( 2 anos depois) não sinto exatamente nada de efeito colateral! É como se eu não ingerisse nenhuma droga! sequer pesadelos eu tenho… Creio eu que meus treinos diários na academia ajudam..

    Obrigado e a saúde a todos!
    =)

    • Renato diz

      Olá rapaz, eu treinava antes do diagnóstico ,agora estou parado pretendo voltar em breve ,vc usa suplementos? Eu usava zma e tribulus ,só q tava lendo q testo alta baixa a imunidade.

  36. Staying Positive (+) diz

    Olá, pessoal! Estou aqui, pois gostaria também de relatar a minha experiência com o 3×1.

    Nos primeiros 3 dias tive uma tontura matinal e sonos vívidos. Com o decorrer das semanas notei que estava com muita sonolência. Me sentia extremamente cansado e desmotivado para fazer algumas coisas, isso durou por umas 2 semanas, hoje estou tranquilo sem nenhum efeito.

    Estou iniciando o terceiro mês de tratamento e a única coisa anormal que percebi foi que minhas fezes estão diferentes. Nas primeiras semanas também senti que estava inchado de gases, e hoje vou 3x no banheiro quando antes ia apenas 1x. E quando eu vou vejo que minhas fezes saem em pedacinhos. Meu infecto disse que isso é normal e que passa. No início também percebi também um liquido aquoso sempre que fosse limpar com o papel, tipo uma gosma.

    Percebo também que em alguns exercícios na academia, eu fico extremamente vermelho, mas depois meu corpo volta ao normal. Questão de segundos.

    Quando conversei com o meu médico ele me disse que são efeitos normais e que eu fui extremamente sortudo em não ter outros efeitos mais pesados. Como por exemplo: Sonolência após tomar. Eu consigo tomar o 3×1 e sair normalmente pra balada, etc.

  37. oi, eu me chamo Rodrigo, tenho 31 anos e faço uso da medicação efavirenz + zidovudina + lamivudina á 5 anos, emagreci muito, estou pesando 47 quilos e tenho 1,75 de altura , comecei a emagrecer com 6 meses de tratamentoantes eu tinha 55k e eu sempre indaguei meu medico sobre meu emagrecimento e ele nunca soube o que fazer apenas sempre dizia que eu estava melhor que ele e pra eu procurar um psiquiatra, depois de 3 anos de tratamento insisti pra ele fazer outra combinação , ele trocou pelo atazanavir + ritonavir, mas essa combinação me fez tão mal que vomitei muito a noite toda, pensei que iria morrer de tão mal que passei, tentei pela segunda vez mas os efeitos foram mais forte ainda, relatei meu medico e ele voltou para o E Z L novamente, hoje tenho gastrite , meu estomago faz barulhos, tenho que comer pouco pois quase tudo me faz mal, a noite estou conseguindo comer apenas uma batata cozida, troquei de medico e ele mudou minha medicação pelo 3 em 1, mas estou com muito medo de iniciar o novo tratamento, meu estomago esta muito sensivel eu não sei se irei me acostumar com essa nova combinação, eu gostaria de saber se voce conhece alguem que ainda faz uso do E Z L ou alguem que trocou o EZL pelo 3 em 1 e se a troca fez bem pra pessoa .

    • cariocarj diz

      Na minha opinião e pelo ano que estamos vivendo e com ás boas novas do ano de 2016, você deveria ter parado de usar o AZT – zidovudina há tempos… e sim passado para o 3×1. O AZT é o medicamento mais antigo e foi o primeiro para o tratamento do HIV, quando não havia opções.

      Oriento a procurar um Gastro e realizar uma endoscopia para ver se você está com alguma gastrite ou úlcera.

  38. Mult diz

    Não sei se meu comentario que escrevi antes foi tentando fazer novamente.
    Bom fui diagnosticado com hiv a mais ou menos 20 dias, descobri porque me deu herpeszoster e tava emagrecendo muito perdi 16kg nos ultimos 2 anos, entao fui ao infectologista e ja comecei com 3×1 no mesmo dia, e fui fazer os exames depois, estou a 18dias com o 3×1 e por enquanto tudo bem, soh fiquei chapado uns dias no começo, bom agora o que esta me apavorando muito, ontem fui ao infectologista pegar os exames, e o cv de 180mil e o pior meu cd4 esta em 84, gente sera que estou morrendo, sera que vo viver bem nos proximos anos apesar de ter descobrido meio tarde, minha expectativa de vida como ta?, desculpem ai mais nao sei nem o que perguntar estou apavorado, o infectologista soh diz que só tomar os remedios que vai ficar tudo bem, sera mesmo? a ele deu mais um comprimido pra tomar 2 1 dia sim outro nao pra proteger o organismo, enfim apavorado.

    • Positivo_confiante diz

      Mult, vc não está morrendo. Quando descobri meu CD4 estava em 89, bem próximo do seu. Também fiquei muito assustado. Hoje, dois anos após ter começado a tomar o 3×1, ele está em 416. Ainda não é o ideal, mas está subindo. O que sei é que quando descobrimos com o CD4 baixo, ele vai subindo lentamente, mas sobe. O mais importante é ficar indetectável. Sei que é difícil, mas procure ficar tranquilo, tome os remédios direito, se alimente bem, faça exercícios e siga sua vida o mais normal possível. Também tomei o Bactrim para proteger o organismo até o CD4 ficar estável acima de 300. Confia, vai dar tudo certo.

    • Julia diz

      Mult não se preocupe, meu marido antes de começar a tomar o 3 em 1 estava desengando pelos médicos, no CTI com sepse pulmonat e CD4 11, isso mesmo onze, carga viral altíssima e logo que iniciou o tratamento foi melhorando, o CD4 foi subindo e hj já está com CD 4 800 e carga viral indetectavel desde logo que começou a tomar. O importante é não deixar de tomar nenhum dia pois senão o vírus muito espertinho digamos assim rsrs cria resistência à qualquer antiretroviral e nenhum irá ser capaz de impedir que vc tenha uma infecção oportunista desnvolvendo a aids e consequentemente morrendo. Pode confiar nisso!! Seu médico está correto, é só tomar todos os dias, vc vai ficar bem! Boa sorte

  39. Mult diz

    Obrigado pela resposta.
    É que sou meio neurótico, ainda por cima trabalho dia todo na frente do pc, então imagina né 20 dias pesquisando, ai quanto ao cd4 só se acha falando que quem começa o tratamento acima dos 350 vive bem, nada de quem esta baixo, principalmente abaixo de 100.

  40. João Paulo diz

    Uma pergunta. O Dolutegravir deve ser tomado em combinação com outros medicamentos?
    A grande vantagem do 3 em 1 é tomar um único comprimido por noite e isso facilita muito a adesão. Nos EUA e Europa ele é combinado com quais?

    • Will diz

      Sim, João Paulo. Que eu saiba geralmente associa-se 1 cp de Dolutegravir a 1 cp de Lamivudina+Tenofovir por dia nesses países como alternativa de 1a linha ao 3×1. Eu particularmente não me importaria de tomar 2 comprimidos por dia ao invés de 1, especialmente se de fato o DTG me desse menos efeitos colaterais que o Efavirenz. Mas aí depende da pessoa…

  41. Leanno diz

    Olá amigos! Alguém aqui já conversou com o infectologista a respeito do Dolutegravir recentemente? Será se já no mês de janeiro esse remédio será liberado? Tive o diagnóstico dia 13 de dezembro. Ainda tô aguardando os resultados dos exames cd4 e carga viral que só sairão dia 05/01. Então, o tratamento começará apartir de Janeiro.Tô muito ansioso pra começar logo. Tenho medo de ter um colápso de repente e ir parar no hospital. Descobri a sorologia num exame de rotina. Mas, Graças a Deus ñ estou passando mal. Sinto apenas enxaqueca e dores nos pés. Infelizmente, ñ tenho como contar pra minha família. Então, tudo escondido superdimensiona os sentimentos, aflige mais a gente mesmo. Se alguém quiser conversar, meu kik Leanno34. Abraços…

    • marc diz

      Leano, eu conversei com a médica que me atende no plano de saúde, e ela disse que nao tem como saber quando sera liberado o Dulotegravir. Mas acredita que até no meio do ano estará disponivel.

  42. Joseph diz

    Infelizmente ainda não chegou o Dolutegravir (10/01), inicio hoje com o 3×1, minha médica recomendou utilizar por 3 dias caso contrário aguardo para mudança o Dolutegravir. Será que ele realmente é melhor haja vista que é um medicamento novo???… apesar q nos EUA já existe desde 2013. Fica a duvida, iniciar com o novo ou não!?

    • Will diz

      Joseph, o que é “melhor” ou “pior” vaira bastante de pessoa pra pessoa. Mas em geral, os efeitos colaterais a curto prazo do dolutegravir são bem menores que o Efavirenz do 3×1.
      Se vc está assintomático e com CD4 razoável, te aconselharia a esperar pelo Dolutegravir!

    • Augusto diz

      a minha infecto me recomendou aguardar o dolutegravir, pois meu cd4 ainda está alto

  43. AmigoSp diz

    Olá amigos.
    O dolutegravir chega na última semana de janeiro.
    Na verdade já chegou no Brasil. Ele está sendo distribuído para as unidades de saúde nessa semana.

  44. +SC diz

    Alguma novidade sobre o Dolutra? Última vez que fui buscar remédio no fim do mês de janeiro ainda não tinha chegado. Estou aguardando pois estou temporariamente com ritona e estou com a bilirrubina explodindo de tão alta, mas resolvi esperar pra não ter que fazer mais uma troca de esquema.

    • marc diz

      +SC, já estão distribuindo. Peguei hoje.
      consegui trocar o 3×1 pelo Dolutegravir.

        • marc diz

          É que na verdade eu tinha pegado o 3×1 em agosto do ano passado,mas na semana seguinte saiu a noticia do dolutegravir e entao decidi esperar. Na verdade eu era “virgem” de tratamento. Mas a medica escreveu uma carta para ser entregue no local de retirada. Tentei dois lugares e so consegui na segunda tentativa.

      • Marc, quais efeitos colaterais teve ao dolutegravir ir??? E qual o esquema é associado a ele? Abraço amigos, Deus abençoe a todos.

        • marc diz

          Comecei com ele quarta feira,dia 15. Ate agora nao senti nada de diferente. Ele é tomado junto com o 2×1 que contem lamivudina e tenofovir.

  45. Fred Clark diz

    Alguém sabe me dizer se quem já iniciou o tratamento com o 3×1 pode poderá trocar pelo Dolutegravir?? Tem 2 meses q eu comecei com o 3×1, mas pelo q já li fiquei com medo dos efeitos a longo prazo dele.

  46. Kacco diz

    Passando aqui só para dizer que meu infecto se recusou a trocar meu esquema 3×1 com efavirenz por o 2×1 + Dolutegravir !
    ele disse que mesmo se estivesse liberado para todos a troca seria impossível , porq o dolutegravir não pode substituir o Efavirenz !
    e ainda falou com voz de grosseria se eu quisesse trocar de infecto era para mim ficar á vontade ., Achei tudo isso muito estranho , pelo que eu sabia O dolutegravir tbm é um inibidor de transcriptase , então como isso é possível !?
    Alguém pode me explicar ??

  47. Teg diz

    Iniciei o tratamento de primeira linha com o 2 em 1, estou tomando a duas semanas e sinto absolutamente nada. No primeiro dia, cerca de uma hora após tomar, eu senti uma tranquilidade gigante e fiquei um pouco emotivo, não sei se isso foi um efeito colateral pois eu estava muito ansioso e talvez não ter efeitos negativos tenha me causado esses sentimentos. O segundo dia não me causou nada e permanece tudo tranquilo com o passar dos dias. Vou esperar fechar um mês pra ver qual vai ser.

  48. Fabricio diz

    Tenho 23 anos, descobri minha sorologia positiva dia 07/03/2017, carga viral em torno de 20 mil cópias, CD4 534. Minha consulta com o infectologista foi dia 23\03 onde segundo ele fui o segundo paciente a começar o tratamento com Dolutegravir + tenofovir e lamivudina. No dia em que tomei os remédios, fiquei uma hora sentado esperando os efeitos colaterais que todo mundo fala, e pra minha felicidade hoje é o 7° dia de tratamento e eu não estou sentindo absolutamente NADA. Final de abril eu volto no CTA pra fazer exames pra ver o estado dos meus rins. O único efeito colateral que na verdade esta mais intenso depois que iniciei os medicamentos, pois antes eu já estava tendo, é a diarreia. Chorei muito no dia que descobri, mas estou me mantendo forte e levando minha vida normalmente, malhando, trabalhando, me alimentando melhor ainda… minha mãe esta me ajudando também, fazendo garrafadas de tudo que é coisa que ela ve que ajuda a manter a imunidade em alta, comendo de 3 em 3 horas coisas saudáveis ( já tinha esse hábito, agora estou colocando mais em prática ainda)… me socializando, não deixei de me relacionar com ninguém, muito pelo contrário, estou aproveitando mais ainda agora ( com proteção é claro). Enfim, torço pra que em breve todos tenham acesso ao Dolutegravir, pois apesar de eu não ter experiencia com nenhum outro medicamento, tenho certeza que este sera o que trara menos ou nenhum efeito colateral.

    • 1novothiago diz

      Fabricio. Fomos diagnosticados praticamente no mesmo dia.
      Tenho sofrido bastante. E torcendo para meu companheiro não está com o hiv.
      Acho que estou sofrendo muito por não saber o por que disso tudo. Bom saber que você não está tendo tantos efeitos colaterais, de alguma maneira isso é animador.

      • Alan diz

        Thiago, li que você está sofrendo por medo de ter passado para seu companheiro, minha situação é parecida com a sua, fui ter a certeza do soropositivo somente dia 6 fevereiro, e em março iniciei já o tratamento, quando fui diagnostica, pensei logo nele, o medo de ter passado, mas depois junto com minha psicóloga, começamos a analisar as últimas pessoas que eu eventualmente nos últimos 7 meses tenha me relacionado, e eis que foi somente ele, mas ainda assim, custava acreditar que ele tinha o vírus, como estava juntos a mais de 6 meses, eu jurava que se ele tivesse eu saberia, então não me sentindo bem, e com medo de ter passado para ele, contei a verdade, que havia sido diagnosticado, e já fui pedindo perdão, chorando, com medo da reação dele, e eis, que ele tb era soropositivo a mais de 3 anos, e que não tomava medicação pois segundo a infecto dele, não havia necessidade, pois o organismo/sistema dele, combatia muito bem o vírus… Porém nisso, eu me descuidei, e contrai o vírus dele…

  49. 1novothiago diz

    Bom dia.
    Acabei de ser diagnosticado com o vírus HIV.
    Minha infectologista já me disse que irei tomar esse remédio (Dolutegravir). A partir de semana que vem eu começo. Estou assustando com tantas coisas que eu li a respeito de outros anti-retrovirais. Provavelmente não saberei quais efeitos colaterais os medicamentos anteriores faziam com os meus colegas aqui. Eu só espero que eu não os sinta com esse Dolutegravir.

  50. Alan diz

    Fui diagnosticado no dia 27/01/17, uma semana antes, havia acabado de completar 23 anos, contrair o vírus de uma pessoa que estava namorando, enfim… Foi difícil e está sendo até hoje, pois meu relacionamento acabou, inicie o tratamento com essa nova medicação, no dia 6 de março, até hoje não tive efeito colateral externo, não q eu tenha sentido algo diferente, continuo malhando, correndo, trabalhando, estudando, mas isso agora passei a ter pesadelos/sonhos quase que reais, deve ser um efeito, mas logo passa, segundo meu médico, mas ando triste, desanimado, com medo… Família não sabe, e nem penso em contar, já foi difícil aceitarem o fato de ser gay, agora com essa notícia, acho que não vão querer nem olhar na minha cara… A questão é que, eu sempre me cuidei tanto, deixava de frequentar lugares “pesados” ou até mesmo me relacionar com pessoas, que eventualmente conhecia em balada, justamente por medo disso, e meu ex, que me passou, eu o conheci no vôlei de todos os domingos na praia, um cara alto, corpo atlético, sorrio bonito, educado, gente boa, aquele tipo de cara que parecia “vender” saúde, não que ele esteja mal de saúde, mas o que eu quero dizer é que, HIV não tem “cara”, e eu mal informado, não procurava me informar sobre o vírus, pesquisar, e por julgar errado, hoje estou aqui, na mesma situação…

  51. Catarina diz

    Amigos , alguém já esta tomando este medicamento DOLUTEGRAVIR?
    Sou soropositiva há 30 anos e depois de 10 anos indetectável eu falhei..
    Meu medico trocou o RALTEGRAVIR pelo DOLUTEGRAVIR e começo essa semana… queria saber sobre efeitos colaterais..
    Eu já passei pela maioria dos medicamentos e me lembro bem da experiencia com o EFAVIREZ , li alguns relatos parecidos com o DOLUTEGRAVIR(insonia etc..) queria muito saber se e real..
    Obrigado sorte a todos.

  52. João-rj diz

    Boa noite , pessoal. Alguém que tenha conseguido trocar o 3×1 pelo DTG? Ou mesmo, alguém que tenha trocado o 3×1 pelo esquema usado na pep? Valeu a pena a troca? Após ter enfrentado os efeitos de letargia e sonolência do efv nos primeiros meses de tratamento, alterações no fígado, e passado por uma fase estável, agora após 1 amo e 3 meses de tratamento tenho sentido uma fadiga enorme…olheiras…alterações de humor…tristeza…aff…coisas que sei que não me pertencem. Amanhã vou ao infecto e cogito tirar o efavirenz de minha vida! Sei que ele pode causar depressão e etc… e essa fadiga terrível tb não merecemos. Sempre malhei…nadei…corri…pedalei…mas agora nas últimas semanas vou a academia como uma múmia. Tá tenso! Alguém poderia me relatar se vale a pena tentar uma troca?

    • AmigoSp diz

      Vale muito a pena.
      Tomo o DOLUTEGRAVIR há 04 meses e não sinto absolutamente NADA.
      Nas duas primeiras semanas senti um leve desconforto no estômago (mas beemmm leve).
      Tenho uma vida super atlética, malho, jogo volei, corro…
      Acho que vale muito a pena a troca 🙂

      Abraços

      • João-rj diz

        Obrigado cara! Tb tenho uma vida atlética e nos últimos dias me sinto péssimo e sem forças. Hoje fui ao infecto e farei os exames de rotina mas ele já me sugeriu a troca. Achei que seria difícil conseguir, mas pelo contrário! Ele foi super solícito com meu pedido! Nas próximas semanas ja devo iniciar com o DTG. Espero grande melhoria na qualidade de vida!

  53. Mario diz

    Olá pessoal! Fui diagnósticado há 1 mês, porém, tenho a convicção de que contrai o vírus entre 2007 e 2008 (aproximadamente 9 anos)…O medo e a covardia me impulsionaram a não ter a atitude de fazer o teste. Em todo esse tempo senti algumas alterações no meu organismo. Surgiram algumas dermatites, aftas, quelite…E finalmente uma toxoplasmose aguda. Foi aí que decidi tirar o peso das minhas costas. fiz o exame e realmente tenho o vírus. Procurei um bom infecto que me auxiliou no tratamento da toxo… E tbem no tratamento de uma sífilis latente. Para a minha grande surpresa a minha CV estava em 7.849 cópias e meu Cd4 848, algo que intrigou até o laboratório que pediu nova amostra para confirmação do resultado. Tenho muita fé em Deus e sei que foi Ele que sustentou meus Cd4 rsrs…(é o que acredito). Meu infecto disse que esperava resultados muito alterados e ficou tbem surpreso!…Comecei o tratamento com o DTG e não tive absolutamente NADA! Tenho bebido muita água, alimentado bem…Tenho tido apoio da minha mãe, irmã e duas tias…DECIDI VIVEE! Não vai ser um virus que vai impor sobre a minha vida…A minha fé em Deus n permitiu que eu me destruísse psicologicamente….Meu infecto disse que com o tratamento a nossa expectativa de vida é a mesma de pessoas que não tem o vírus. Vamos agradecer a Deus pela oportunidade da vida, do tratamento, do ar que ainda respiramos…Muitos infelizmente, não tiveram a oportunidade de tratamento que hoje temos disponível. Sorria! Mantenha a sua esperança ativa e acredite que dias melhores virão. Forte abraço meus irmãos.

  54. Doug diz

    Olá pessoal!

    Fui diagnosticado com o vírus HIV em 07/04/17 e acredito ter contraído entre o ano de 2012 há 2015, pois tive um relacionamento durante esse período e tinha relações sexuais sem preservativo (em alguns momentos).

    No primeiro dia de tratamento, ao ler a bula mega, hiper e power gigastesca entrei em desespero com tantos efeitos colaterais. Mas como não temos saída tive de me preparar psicologicamente e ir de cabeça nesse mergulho.

    Hoje faço o tratamento com o Dolutregavir Sódio (Tivicay) 50mg + Fumarato de tenofovir desoproxila + Lamivudina 300 mg cada, ou seja, vulgo 3×1 e em relação a efeitos colaterais NÃO SINTO NADA.

    Além das medicações, faço a cada 2 meses o exames de hemograma, gama GT, creatina… Estes, para que o médico faça o acompanhamento da funcionalidade dos rins, figado e pâncreas, pois a medicação ao longo do tempo atinge brutalmente esses órgãos e também faço de 6 em 6 meses o exame WESTERN BLOT para saber sobre a carga viral e o CD4.

    Atualmente tenho uma vida normal e sem sintomas em relação a medicação.

    Abraços.

  55. Baiano diz

    Saudações!

    Estava esperando o resultado dos exames para dar o retorno a esta comunidade que foi fundamental na minha vida nesses últimos meses de recuperação

    Minha sorologia foi conhecida dia 02 de março deste ano, pós quarta-feira de cinzas na Bahia. Antes disso tive um carnaval inteiro ( e não foi atrás do trio elétrico) para me preparar para o diagnóstico, um tanto quanto previsível depois de duas pneumonias, perda de peso, diarreia crônica e segundo o médico suspeita de ter contraído tuberculose – coisa que acabou não se confirmando.

    Aos 35 anos, estava já na fase sintomática inicial do HIV

    Dando seguimento ao tema do post, enquadrado na nova primeira linha de tratamento iniciei a terapia com o 2em1+1 (Tenofovir, Lamivudina e DOLUTEGRAVIR) em 01 de abril deste ano com CD4 30/mm³ e Carga Viral 200.000 cópias/ml

    Além da terapia estou em Profilaxia com o Bactrim F devido ao CD4 muito baixo e eminência de novas infecções oportunistas

    No final de Maio/2017 depois de 60 dias de TARV, novos exames, todas as taxas normais recebo o resultado, meu CD4 subiu pra 449/mm³ com Carga Viral <40cópias/ml (indetectável no meu entendimento?)

    Vou levar os resultados pra infecto ainda esta semana e quem sabe me liberto da profilaxia com os antibióticos e possa fazer um brinde a vida e a saúde nas festas de São João da Bahia (que também são muito boas) já que o carnaval me foi negado este ano…

    TIM TIM

  56. Paco diz

    Pessoal: iniciei o meu tratamento de primeira linha, incluindo o dolutegravir, ha exatos 3 meses. Como tudo é novo, eu gostaria de saber, de quem está na mesma situacao que eu, quais sao os eventuais efeitos colaterais. O meu tem sido uma ansiedade elevada, que ainda nao sei se realmente decorre do antiretro, ou do impacto da noticia do diagnostico, ainda recente. Aguardo contato de vcs! Abs

    • Paulo diz

      oi Paco, inciei o tratamento com o dolutegravir e o tenofovir + lamivudina e te digo que não senti absolutamente nenhum efeito colateral. pelo menos nenhum que eu pudesse perceber.
      Minha infecto me disse que alguns pacientes relatavam boca muito seca e insonia ou sonolencia.
      Acho que vai de pessoa pra pessoa. Já ví outros comentários por aqui de pessoas também dizendo nao sentir nada.
      Qualquer coisa que você sentir relate ao seu médico =)

  57. Fernando diz

    Iniciei tratamento com Dolutegravir + Tenofovir desoproxila e lamivudina.
    Gente, não tive absolutamente nenhum efeito colateral!! Digo, até estou com a barriga um pouco desregulada, porém, eu já estava com uma virose antes de tomar e está bem melhor do que quando iniciei o tratamento (há menos de uma semana).
    Se tiver alguma reação diferente eu retorno e. Omento aqui no blog, mas até então, sigo muito bem.
    Vou postar aqui também como está a evolução da minha carga viral.
    No momento estou com CD4 750 e CV 130mil.
    No próximo exame posto aqui novamente.

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