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Anticorpos amplamente neutralizantes no caminho para vacina


medical-xpress

Um pequeno número de pessoas infectadas com o HIV produzem anticorpos com um efeito surpreendente: não são apenas anticorpos dirigidos contra a própria cepa do vírus, mas também contra diferentes subtipos de HIV que circulam em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade de Zurique e do Hospital Universitário de Zurique agora revelam quais fatores são responsáveis para que o corpo humano produza tais anticorpos amplamente neutralizantes, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV.

A partir das pesquisas já feitas sobre o HIV, sabemos que cerca de um 1% das pessoas infectadas produzem estes anticorpos que combatem diferentes cepas do vírus. Estes anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs) contra o HIV ligam-se às estruturas na superfície do vírus, as quais variam pouco e são idênticas dentre as diferentes cepas virais. Apelidado de “picos”, estes complexos de açúcar e proteína são as únicas estruturas de superfície que se originam a partir do vírus e que podem ser atacadas pelo sistema imunológico por meio de anticorpos. Devido ao seu alto impacto, estes anticorpos constituem uma ferramenta promissora para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV.

 

Carga viral, a diversidade de vírus e a duração da infecção incentivam a produção de anticorpos

anticorpo

Uma equipe suíça de pesquisadores liderados pela Universidade de Zurique e pelo Hospital Universitário de Zurique realizou um extenso estudo sobre os fatores responsáveis pela produção de anticorpos amplamente neutralizantes contra o HIV. Eles examinaram cerca de 4.500 pessoas infectadas com o HIV que estão registradas no Swiss Cohort Study e no Zurich Primary HIV Infection Study e identificaram 239 pessoas capazes de produzir esses anticorpos.

Em primeiro lugar, três características específicas da doença são importantes: a quantidade de vírus presente no corpo, a diversidade dos tipos de vírus encontrados e a duração da infecção por HIV não tratada. “Nosso estudo nos permitiu mostrar pela primeira vez que cada um destes três parâmetros — carga viral, a diversidade de vírus e duração da infecção — influencia de maneira independente no desenvolvimento de anticorpos amplamente neutralizantes”, explica Huldrych Gunthard, professor de doenças infecciosas no Hospital Universitário de Zurique. “Portanto, nós não temos necessariamente que considerar todos os três parâmetros para a concepção de uma vacina contra o HIV. Isto é especialmente importante no que diz respeito à administração da vacina — não seria possível imitar uma infecção não tratada de HIV com uma vacina.”

 

Negros produzem anticorpos amplamente neutralizantes com mais frequência

Um segundo fator diz respeito à etnia: pacientes negros que vivem com HIV formam anticorpos amplamente neutralizantes mais frequentemente do que as pessoas brancas — independentemente dos outros fatores analisados no estudo. Para Alexandra Trkola, professora de virologia médica no Hospital Universitário de Zurique, esta surpreendente descoberta precisa ser estudada mais de perto: “Primeiro de tudo, precisamos entender mais precisamente o significado e o impacto dos fatores genéticos, geográficos e sócio-econômicos de pessoas de diferentes etnias sobre a formação destes anticorpos.”

 

Diferentes subtipos de vírus influenciam o local de ligação dos anticorpos

O terceiro fator envolve a influência do subtipo de vírus na formação de anticorpos. Enquanto a frequência da produção de anticorpos permanece inalterada, os pesquisadores mostraram que o subtipo de vírus tem uma forte influência sobre o tipo de anticorpo formado. O subtipo B do HIV é mais susceptível de levar à produção de anticorpos dirigidos contra a região da superfície do vírus, através do qual o vírus se liga às células imunitárias humanas (o local de ligação é chamado de CD4). Em contraste, o subtipo B não favorece à produção de anticorpos que se ligam ao açúcar dos picos de vírus (chamados de V2). Características estruturais específicas sobre a superfície do vírus afetam, assim, a especificidade da ligação dos anticorpos, de acordo com o subtipo de vírus.

subtipos-de-hiv

“Nossos resultados mostram como diferentes fatores impulsionam a formação de anticorpos que, grosso modo, combatem diferentes cepas virais”, conclui Trkola. “Isso vai abrir um caminho sistemático para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV.”

 

Swiss HIV Cohort Study

O Swiss HIV Cohort Study, lançado em 1988, contém dados de mais de 19.000 pessoas infectadas com HIV na Suíça. A rede inclui os cinco hospitais universitários suíços, dois hospitais maiores cantonais, hospitais menores e vários médicos particulares que tratam de pacientes com HIV. O Swiss HIV Cohort Study também tem um banco biológico com mais de 1,5 milhões de amostras.

Atualmente, mais de 9.000 pessoas são tratadas dentro do Swiss HIV Cohort Study — o que representa cerca de 75% de todas as pessoas tratadas com terapia antirretroviral na Suíça. Além de tratamento de alta qualidade, o objetivo do Swiss HIV Cohort Study é a realização de pesquisas multidisciplinares integradas, tanto no setor básico como no clínico. O Swiss HIV Cohort Study é predominantemente financiado pela Swiss National Science Foundation.

Em 26 de setembro de 2016 por MedicalXpress

Mais informações: Peter Rusert et al. Determinants of HIV-1 broadly neutralizing antibody induction, Nature Medicine (2016). DOI: 10.1038/nm.4187. Referência: Nature MedicineFonte: University of Zurich
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70 comentários

  1. GF-SP diz

    Entender o mecanismo do vírus e da infecção era só o que faltava para desenvolver uma vacina não?

  2. Gil diz

    É… agora a coisa vai!!
    Eu vejo uma espécie de cerco: anticorpos amplamente neutralizantes, nanotecnologia, engenharia genética, vacinas on demand, substâncias programadas… não tem como não chegar-se a uma cura, não há possibilidade de não paralisar o vírus.
    Parece que o HIV está num beco sem saída, está sendo encurralado.
    Claro que pode demorar uns anos, mas será mais breve que os pessimistas chutam e talvez mais demorado do que os otimistas anseiam, mas não morreremos de AIDS.
    Nem meu fígado virará pedra ou geleia, nem meus rins ficarão secos… (até porque antes da cura virão as medicações menos agressivas!) a cura virá antes!

    • Verdes Olhos diz

      Parece isso aí, mesmo, Gil.
      E, não que eu seja lá muito místico, mas parece que a nossa mentalidade também tá mudando.
      Parece que o pensamento geral de quem acompanha um pouco mais de perto a situação é: Fora, Vírus! (Quase um Fora, Temer rsrs)

      Ou, em bom gauchês: deu pra ti, Hiv!

      • João Pedro diz

        Bom mesmo seria se o vírus desse uma de Dilma e saísse fora de vez!

        • Verdes Olhos diz

          Eu não me incomodaria nem um pouco se o vírus sofresse um impeachment 😉

  3. Cbb diz

    JS, é possível me explicar se um soropositivo indetectável em um exame de hiv dá resultado positivo?

    • Victor diz

      Não sou o JS, mas tomarei a liberdade de te responder! Hehe… O exame de carga viral detecta os vírus circulantes na corrente sanguínea… Já o “exame de hiv” detecta os anticorpos produzidos pelo corpo. Mesmo com a CV indetectável, esses anticorpos ficam circulando para sempre! Por isso o exame de detecção de anticorpos continua positivo! Infelizmente para 99% das pessoas, estes anticorpos não conseguem neutralizar o vírus (o 1% restante é o alvo dessa pesquisa e do post de hoje)… Quando a terapia antirretroviral (TARV) é interrompida, os vírus fora da circulação, que estão “adormecidos” nos reservatórios, voltam a se replicar rapidamente! Em geral 1 a 2 semanas depois da interrupção da medicação. Os medicamentos não conseguem matar os vírus dos reservatórios, pois estes ficam “escondidos” no interior de diversos tipos de células, integrados ao seu DNA, em todos os tecidos/órgãos do corpo. Espero ter ajudado!

      Um abraço!

    • Vivendopositivo diz

      Da mesma forma que mesmo após uma futura cura sempre seremos soropositivos, porque sempre vamos ter o anticorpo para HIV, mesmo que não exista mais virus no DNA das células , ou circulando. Então não “estamos” soropositivos, “somos” soropositivos da mesma forma de quem já teve sífilis que fizer o FTA-ABS ou já tomou a vacina de hepatite b, sempre vai dar reagente.

      • Herivaldo Virulato diz

        A informação que tenho é de que a sororreversão ñ é impossível apos alguns anos a partir da erradicação do vírus.

        O paciente de Berlin, por exemplo, testa negativo para o HIV no Elisa e no WB.

        Entre os pacientes em terapia antirretroviral que iniciaram tratamento precoce, há casos (muito raros) de sororreversão, especialmenre no Western Blot. Li inclusive o caso de una argentina que teve sororreversão até no Elisa de segunda geração após 7 anos de tratamento, mesmo tendo iniciado seu tratamento com infecção crônica.

        Num estudo de 2006, se eu não me engano, um grupo de pacientes que obteve sororreversão foi orientado a parar o antirretroviral para testar a hipótese de cura, mas apresentou rebote.

        Vou ver se acho os links desses estudos – não sei se são verdadeiros.

        De todo modo, se um dia houver vacina todos testarão positivo no exame de anticorpos, portanto isso será indiferente…

  4. Serginho diz

    Só esqueceram de falar q em 2075 eles começam as pesquisas das vacinas em humanos..rs ..os meus sonhos vívidos são tão maneiro q já tô até me acostumando com o tal de 3×1 😁😁😁😁

  5. Rapaz+ diz

    Minha grande preocupação é o remédio afetar os rins e o fígado. De fato o remédio é muito agressivo? Alguém ja está sofrendo com isso?

    • Marcos diz

      Boa noite meu querido, estou sendo medicado há 7 anos e não tenho nada de anormal, faço acompanhamento com meu médico e exames de 3 em 3 meses e tudo corre perfeitamente bem.

  6. Preocupado diz

    Olá.

    Contraí o vírus em 2015, no mesmo ano descobri e comecei o tratamento em julho (remédio 3×1), entretanto, apesar dos resultados dos outros exames estarem bons, passados mais de 12 meses ainda não estou inditectável, estou com carga viral acima de 50 cópias, isso está me deixando preocupado, se alguém souber algo a respeito e puder me auxiliar, pois só vou ao médico daqui a algumas semanas.

    Meus resultados de exames foram:

    Julho de 2015:
    CD4 479
    CV 112.000 log 5,05

    Novembro de 2015:
    CD4 605
    CV 1.180 log 3,07

    Março de 2016:
    CD4 474
    CV 134 log 2,13

    Setembro de 2016:
    CD4 827
    CV 84 log 1,96

    Tô bem preocupado, alguém sabe se isso pode indicar falha no tratamento? O médico deve pedir o exame de genotipagem (li em algumas fontes que esse exame só é indicado quando o resultado é acima de 1000 cópias, entretanto, outros dizem que se após 12 meses ainda não se está indetectável, indica falha do tratamento)? Deve pedir troca de remédio? Obrigado.

    • Oliveira diz

      Ao que indica …..esta abaixando …uns abaixam rapido….outros abaixam mais devagar .

      No meu caso demorei uns 7 meses para ficar indetectavel , cheguei ate perguntar para minha infecto se era normal demorar pra ficar indetectavel pois estava ficando preocupado . ela disse que normal !
      Alguns ficam mais rapidos ..e outros levam um tempinho a mais . tudo depnede de seu organismo, alguns absormem melhor .
      Relaxa que sua C.V esta baixndo .

      No proximo exame ja vai estar indetectavel !! fica tranquilo !!!!

      Espero poder ter lhe ajudado. comigo nao foi diferente !!!!

      Abcos!!!

    • Victor diz

      Preocupado, parece um caso de falha terapêutica. Converse urgentemente com teu infecto. A tua CV já deveria estar indetectável! Você pode ter resistência a um dos medicamentos. Nesse caso, não é aconselhável prosseguir no mesmo esquema, pois você acaba “selecionado” cepas de vírus resistentes, o que pode dificultar teu tratamento no futuro! A genotipagem está indicada sim! Aproximadamente 7% dos vírus são resistentes ao Efavirenz e a barreira genética (limite para resistência) do tenofovir é baixa! Espero ter ajudado!
      Um abraço!

      • Preocupado diz

        Mas o exame de genotipagem parece que não é possível, pois para ele um dos requisitos é a carga viral está acima de 1.000 cópias (que não é o meu caso), ao menos é o que diz aqui:

        “Amostras com quantidades inferiores à sensibilidade mínima do teste (1000 cópias de RNA viral/mL), podem não apresentar partículas virais suficientes para a amplificação e
        análise do gene do HIV. Nestes casos, o resultado será liberado como indeterminado devido à baixa carga viral e o exame será cobrado normalmente.”

        http://www.labhpardini.com.br/scripts/mgwms32.dll?MGWLPN=HPHOSTBS&App=HELPE&EXAME=S%7C%7CHIVGEN

        O mesmo é mencionado pelo Ministério da Saúde:

        “Falha virológica: O critério para a realização do exame é a confirmação da falha virológica em coleta consecutiva de carga viral após intervalo de quatro semanas, com a última carga viral superior a 1.000 cópias/mL, e em uso regular de TARV por pelo menos seis meses;”

        http://www.aids.gov.br/pagina/2012/51642

        Estou achando muito estranho, não sei exatamente o que fazer.

        Se eu continuar com essa medicação, para “ver no que dá” no próximo exame de carga viral, e caso ainda não esteja indetectável, quais seriam as implicações? Que riscos eu estaria correndo?

        • Kelly diz

          Amigo ouvi dizer si vç fazer com outro parceiro cem.preservativos e ele também for hiv positivo,e ele não estiver tratando…o seu vírus pode passar a virar selvagem,não sei si isso foi o seu caso..mas mesmo assim melhoras!!!

    • Kelly diz

      Amigo ouvi dizer si vç fazer com outro parceiro cem.preservativos e ele também for hiv positivo,e ele não estiver tratando…o seu vírus pode passar a virar selvagem,não sei si isso foi o seu caso..mas mesmo assim melhoras!!!

  7. DeBoaSempre diz

    Pessoal, boa noite.
    Fazia muito tempo que nao postava nada por aqui. Uns 3 anos. Tenho 28 anos e descobri ser positivo aos 21. Tomei medicaçao por 3 anos e estou ha 3 sem medicaçao. Fiz essa escolha por conta e risco. Sei que muitos vao pensar, ele é louco nao se cuida e bla bla bla… Mas sempre tive uma vida normal, faço academia todos os dias, tenho uma alimentaçao variada e equilibrada, faço festa, só transo com camisinha (pois nao quero que ninguem passe pelo que passei). Viajo o mundo, enfim nada de diferente! Nesses 3 anos o maximo que tive foram resfriados que passaram sem nem tomar remedio, pois nunca gostei. Mes que vem vou fazer exames de carga viral e CD4 para saber como esta o virus e com isso tomarei alguma atitude, provavelmente retomar os medicamentos por mais 3 anos! Enfim, só queria compartilhar essa experiencia, pois somos livres, e se eu quis testar meus limites sem fazer mal a ninguem foi uma escolha minha, e faria tudo denovo! Provavelmente o medico vai falar algo, mas quem paga minhas contas sou eu e quem decide o que é melhor para mim sou eu. O mais incrivel nesse tempo sem medicaçao que nao houve nenhuma baixa de imunidade. Meu corpo esta mais em forma do que nunca e sempre consegui ter uma convivencia amigavel com o virus! Eu só fiz isso pois tenho facil acesso a saude e sei que se algo acontecer estaria super bem atendido nos melhores hospitais (sei que é um pensamento horrivel, mas mais uma vez é minha escolha). Entao, só quero deixar uma mensagem, independente de suas escolhas: Seja Feliz Acima de tudo! Boa Noite

    • Antonio diz

      Olhe tem pessoas que ficam anos, tem pessoas que ficam meses e outras semanas, tudo depende de cada organismo, uma coisa é fato, por menor que seja vc tem algum reservatório. E quando para tem que ficar fazendo o exame a cada 3 meses, por que se vc tem uma aumento explosivo e vc vai aumentas os depósitos e bem como pode ter o quadro agravado. Mas com vc disse a decisão é sua. Mas não fica assim um tempo tao longo sem ver a carga viral sem a medicação.

  8. Tati diz

    Pessoal meu marido estava um ano indetectavel, ontem quando pegamos o resultado levamos um susto, ele não está mais indetectavel isso pode acontecer? Ele toma o remédio certinho… Estou preocupada!

  9. fred diz

    Bem isso que eu queria saber sobre fazer exames e se o exame da positivo, mas sempre tive duvidas se perguntaria ou nao, hoj li uma resposta q me deixou mais elucidado, agradeço por isso obrigado .

  10. Controlador diz

    Bom dia. Qual exame que eu tenho que fazer pra pode quantificar o virus no meu sangue, além da carga viral normal?? Queria saber se existe algum exame que mostre menos de 40 cópias e que eu possa fazer, mesmo sendo pago. Sou um controlador de elite, sou indetectavel desde que descobri (2011) e cd4 entre 1200 e 1400. Estou tendo que lidar com desconfianças da parte dos médicos sobre minha sorologia, embora eu tenha sido testado positivo…

    • Caio PE diz

      Existem exames PCRs que detectam o virus a partir de 20 cópias/ml. Abaixo disso apenas exames de laboratórios de pesquisas (os chamados ultrassensíveis). Não disponíveis, ainda, no mercado.

    • Vivendopositivo diz

      Tem o de 20 copias, mas poucos laboratórios fazem. A duvida dos médicos eh se você é reagente mesmo? Faz o western blot que vai aparecer todas as linhas marcadas lá se voce for s+ mesmo. É o exame confirmatório.

      • Controlador diz

        Já fiz o blot algumas vezes e deu indeterminado e nas linhas aparece um ausente. Mas se eu faço um teste rápido dá reagente. Os médicos duvidam se eu sou mesmo positivo. Mas não tem como eu não ser. Qq exame que eu faça da reagente.

    • AmigoSP diz

      Olá, tambem sou controlador, se quiser entre em contato e trocamos ideia, abraços!!

    • Vivendopositivo diz

      Oh gloria!
      Só me convenço em tolerar o efavirenz sem reclamar muito dos efeitos colaterais pq sabia que esse dia chegaria. E não queria mudar pra nevirapina e ficar amarelo nem pra outro que tivesse AZT q causa lipodistrofia. (que seriam as próximas combinacoes)
      Mas a confusão vai ser feia se eu não conseguir migrar do 3*1 pra esse.

    • Gil diz

      ÓTIMA NOTÍCIA, embora seja apenas para quem é resistente à medicação 3×1 ou em casos novos, ainda não medicados.
      O PIOR MESMO É LER OS COMENTÁRIOS DO POVÃO BRASILEIRO, após a reportagem.
      Haja estômago. É terrível, me fez lembrar alguém grosseiro, estúpido e detestado aqui no blog… parece um coletivo “daquele que não se diz o nome”

    • Gil diz

      OPS… Escrevi errado, era pra comentar esta notícia do Portal Globo sobre DOLUTEGRAVIR:
      ÓTIMA NOTÍCIA, embora seja apenas para quem é resistente à medicação 3×1 ou em casos novos, ainda não medicados.
      O PIOR MESMO É LER OS COMENTÁRIOS DO POVÃO BRASILEIRO, após a reportagem.
      Haja estômago. É terrível, me fez lembrar alguém grosseiro, estúpido e detestado aqui no blog… parece um coletivo “daquele que não se diz o nome”

      • Alexandre diz

        Fala, Gil! Cara, desiste de mim. Acho que vc combina mais com o Caio. Essas piadinhas suas “aquele que não se diz o nome”, “começa com A e termina com lexandre” tem tudo a ver com o Caio. São brincadeiras fofas e com um toque de feminilidade que só vc é capaz. Ah, e parece que vcs moram perto, né? Tem tudo pra dar certo!
        Sobre eu ser detestado aqui, sim, realmente sou. Mas os poucos que gostam de mim valem mais que qualquer fã seu, te garanto. Até pq os que gostam de mim têm opinião própria, são bem mais esclarecidos que muitos cordeirinhos seus e são verdadeiros. Prefiro assim a ter um monte de fãs querendo saber onde eu moro. E falando em estômago, vc tirou o seu, né? Deve estar ficando bonito pra caralho! Veado gordo num rola…
        #euseiqueogilmelê

        • Caio PE diz

          Não cito o seu nome e vira e mexe você cita o meu. Cai fora meu! Vaza, filhinho de papai, mimadinho !

  11. Matheus diz

    Um tapa na cara dos pessimistas desse novo governo…vamos ter o q tem de mais moderno em TARV como primeira linha de medicação.

    • Alexandre diz

      Boa, Matheus! Vc chegou antes de mim mas com o mesmo propósito. O dolutegravir é usado há mais de 6 anos no resto do mundo e só chegou aqui esse ano, e agora, com muito menos tempo de governo, o Temer já o libera como primeira linha. Longe de mim achar que o Temer presta pra muita coisa mas em 2 meses ele já fez muito mais por nós do que em 14 anos de PT.
      Chupem, bandeiras vermelhas!!!

        • Alexandre diz

          Acabar com a miséria sempre esteve em pauta. Acabar com os analfabetos sempre esteve em pauta. Gerar emprego sempre esteve em pauta. Reforma política sempre esteve em pauta. Reforma fiscal sempre esteve em pauta. Duplicar rodovias sempre esteve em pauta. Trem bala sempre esteve em pauta. Revolucionar a saúde sempre esteve em pauta. Internet para todos sempre esteve em pauta. Resumindo, jamais o Dolutegravir seria primeira linha aqui no Brasil se a Dilma continuasse!

    • Caio (orgulhosamente PE) diz

      Depois de muita pressão da ONU que esse medicamento chega aqui (deixem isso bem claro). De uma política pública contra o vírus, que era de referência mundial, e tornou-se defasada. Esse DESgoverno é assim: joga a ideia usando a tática “se colar, colou”. Se a sociedade ou as entidades mundiais não falam nada, não “metem a boca no trombone”, eles adotam a ideia e a torna lei. O maior exemplo é a retirada de disciplinas importantes do Ensino Médio. Tem de fazer confusão mesmo.

  12. P-POA/RS diz

    Que boas notícias de pesquisas em andamento e do Dolutegravir no SUS como primeira linha em 2017.
    Tocando no assunto de TARV e no comentário mais acima do DeBoaSempre sobre a parada na medicação, queria perguntar para as pessoas em tratamento a mais tempo como lidam com a adesão aos remédios?
    Eu fui diagnosticado em agosto desse ano, com a infecção acontecendo em junho de 2016, e meu médico já recomendou o inicio da terapia. Eu ainda estou bastante abalado com tudo, ainda numa fase de luto e com a cabeça num pensamento circular de tristeza, culpa e pânico. Tenho um medo gigantesco de começar o tratamento e por algum motivo pará-lo ou errar, seja por esquecer o remédio ou por essa “depressão” que não passa.
    Estou pensando seriamente em aguardar um pouco pra começar, considerando que a infecção é mais recente e meu estado emocional ainda é delicado. Sei que todas as pesquisas indicam os benefícios de começar o tratamento o quanto antes, mas tenho muito medo de começar, parar e adquirir resistência, de certa foma “jogando fora” uma linha de tratamento ainda no início da doença.
    Vocês tiveram que lidar com esses medos da adesão ao tratamento no início? Como foi?

    • Victor diz

      Olá POA, fui diagnosticado no dia 03 de agosto deste ano. Minha fase aguda foi final de julho. Três semanas após o diagnóstico comecei a terapia antirretroviral (TARV). Eu também tinha o mesmo receio que você. O que me fez encarar o medo e decidir pelo início do tratamento foram as orientações do meu médico. Ele disse que do ponto de vista prático, dentro dos conhecimentos e terapêuticas atuais, não faria diferença eu iniciar o tratamento imediatamente ou dentro de 6 meses, 1 ano… Mas que, á luz das pesquisas que estão acontecendo, o início do tratamento nos primeiros 3 meses da infecção aguda terá implicações positivas em um tratamento curativo no futuro, visto que quem começa o tratamento nos primeiros 3 meses da infecção aguda tem um reservatório viral significativamente menor. Você já ouviu falar da coorte de Visconti? Dê uma lida! Alguns links abaixo.
      Ahh, também iniciei terapia e isso tem me ajudado muito.
      Um abraço.

      http://journals.plos.org/plospathogens/article?id=10.1371/journal.ppat.1003211

      https://jovemsoropositivo.com/tag/visconti/

      • P-POA/RS diz

        Victor,
        Valeu pelas dicas,vou dar uma lida sim e acho que o melhor vai ser começar com a TARV mesmo. Espero que essa sensação de “comando” ajude a aprimorar a aderência, além da terapia que também estou fazendo.
        Voce tem KIK ou um e-mail de contato?

  13. Victor diz

    POA,

    Tive o mesmo receio que você. Fui diagnosticado no dia 03 de agosto deste ano. Meu quadro agudo foi no final de julho. Após 3 semanas do diagnóstico, iniciei a TARV. Estava em plena fase de luto. O que me fez optar pelo início do tratamento foram algumas orientações do meu infectologista. Ele disse que, do ponto de vista prático, á luz das terapias atuais, não faria diferença iniciar o tratamento em 6 meses ou 1 ano. Mas que o tratamento iniciado nos primeiros 3 meses após a infecção aguda provavelmente terá implicações fortemente positivas nas terapias curativas (ou de remissão prolongada) que estarão disponíveis no futuro. Isso porque quanto mais precoce a terapia, menor o reservatório viral. Você já ouvir falar na coorte de Visconti? É um estudo francês muito interessante (coloquei o link abaixo). Coloque no Google e leia um pouco! Enfim! Decidi não postergar e iniciar o meu tratamento o mais cedo possível! De alguma forma isso me ajudou a superar o luto! Agora sinto que eu estou no comando! Também comecei terapia, e isso tem me ajudado muito.

    Um abraço e muita luz na tua decisão!

    https://jovemsoropositivo.com/tag/visconti/

  14. Rodrigo diz

    Feliz com a notícia do dolutegravir, pois é mais uma constatação de que meu infecto está bastante atualizado. Há uns dois meses eu postei essa informação aqui, dada por ele na minha última consulta…
    Isso me faz ter confiança de que estou em ótimas mãos.

  15. Enviei uma pergunta aqui mais cedo, mas ela não apareceu. Sei que aqui não é o lugar de fazer perguntas, mas de comentar a matéria. Teria alguém que poderia me esclarecer minha dúvida por e-mail? Eu preciso muito nessa hora.

    Quem puder, meu e-mail é: hotpizza247@hotmail.com
    Ou senão me informem o e-mail que eu envio minha dúvida.

    Obrigado!

  16. Cbb diz

    JS o dolutegravir é menos tóxico que o 3-1 composto por tenofavir, erimitrobicina e efavirenz? É que cá em Angola é o 3-1 que temos como tratamento de primeira linha, e gostaria de saber, se eu tivesse possibilidade, se poderia trocar esta combinação pelo dolutegravir e se não haveria consequências no tratamento que venho fazendo desde 11 de Março de 2016. Sinceramente não sei o que seria de mim se não tivesse encontrado este blogue nos primeiros dias após o meu diagnóstico. Mto grato, mas mto grato mesmo…

    • RecentWave diz

      O 3 em 1 é composto de Efavirenz, Lamivudina e Tenofovir. Pelo menos aqui no Brasil. Em relação a troca fica difícil responder pq a maioria aqui desconhece como se dá o tratamento em Angola, se já existe a opção de uso do Dulotegravir no sistema de saúde daí. Aqui este medicamento estará disponível a partir de 2017 pois o governo conseguiu uma porcentagem de desconto para compra, mas ele será implantado inicialmente em novos casos de infecção e pessoas que desenvolveram algum tipo de resistência ao tratamento atual.

      No meu caso em específico, eu conversei com minha infecto e ela me aconselhou a não trocar o 3 em 1 por nenhuma combinação atual até o Dulotegravir ser integrado ao sistema de saúde brasileiro. Eu tenho alguns problemas com esta medicação, mas no fringir dos ovos eu entrei no concesso para esperar uma medicação “melhor”. Bem, está aí a oportunidade. Na minha próxima consulta com ela já devo ter um norte a respeito.

  17. Olem diz

    Pessoal… boa noite…

    Alguém aqui sabe informar sobre a perspectiva de câncer não hodking em pessoas vivendo com HIV? tipo em quanto tempo ele pode manifestar-se ? li em outro site que pessoas vivendo com HIV têm uma probabilidade de 5 a 10 vezes maior de desenvolver! Confesso que fiquei um pouco preocupado. Alguém já leu ou estudou isso de forma mais aprofundada? agradeço! Se quiserem conversar em outro espaço deixo aqui meu skype: olemleao@outlook!

  18. Matheusfgf diz

    POA eu esperaria até janeiro para iniciar a TARV,daew vc já iria iniciar com o dolutegravir,converse com seu infecto sobre essa possibilidade.

    • Rodrigo diz

      Amizade, é um teste para saber se o vírus que a pessoa possui é resistente a algum medicamento, facilitando a escolha da combinação.

  19. Herivaldo Virulato diz

    Jovem, vc está a par desta pesquisa?

    George Washington University, Washington, D.C.
    Project Title: BELIEVE: Bench to Bed Enhanced Lymphoctye Infusions to Engineer Viral Eradication
    Grant: 1 UM1AI26617-01
    Award: $5,715,517

    Parece que o Esper está envolvido.

  20. JOAO diz

    BOA TARDE , Fico me perguntando o seguinte caso a cura descoberta como ficaria ou vai ficar as instituições e projetos que vivem em “custa” do HIV

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