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Abivax avança com novos medicamentos


businesswire

Abivax, uma empresa de biotecnologia que quer usar o sistema imunológico para eliminar doenças virais, concluiu um segundo marco importante em seu projeto estratégico de inovação, chamado CaReNa.

Iniciado em 2013, este projeto colaborativo, liderado pela Abivax e com a participação de CNRS e Theradiag, pretende desenvolver novas soluções terapêuticas e de diagnóstico que visam combater as interações proteicas com o RNA do HIV. O custo total do projeto é de 18,2 milhões de Euros, dos quais 13,6 milhões serão aportados pela Abivax. O projeto tem a ajuda da Bpifrance com empréstimos reembolsáveis e subsídios, no total de 7,3 milhões de Euros, dos quais 5,2 milhões são usados em operações da Abivax. Até agora, a empresa recebeu 3,4 milhões e 1,8 milhão devem ser aportados até o final de 2018.

A conclusão deste segundo marco no CaReNa é a consequência dos progressos alcançados no desenvolvimento do projeto emblemático da companhia, a ABX464, um candidato terapêutico em estágio de estudo clínico que pode vir a se tornar uma parte essencial na cura funcional do HIV/aids.

A Abivax desenvolveu a ABX464 usando sua plataforma tecnológica antiviral única e patenteada, criada em colaboração com o CNRS e do Instituto Curie, dedicada a produzir pequenas moléculas antivirais com um novo modo de ação. A plataforma é baseada em sistemas de rastreamento biológico, construída para que possamos compreender os processos envolvidos nas emendas do RNA viral dentro das células hospedeiras humanas, as quais podem revelar a capacidade de compostos químicos desenvolvidos pela da Abivax para inibir as interações entre RNA e proteína.

A ABX464 é uma pequena molécula pioneira e com propriedades únicas de ação. Ela não apenas demonstrou ser capaz de inibir a replicação virai in vitro e in vivo, como também em induzir uma redução de longa duração da carga viral do HIV, após a interrupção do tratamento, em modelos animais. Como resultado, os cientistas acreditam que esta molécula pode ser a primeira de uma nova classe de medicamentos antirretrovirais, os quais podem vir a conduzir a uma cura funcional para pacientes com HIV.

A ABX464 está atualmente em estudos clínicos de fase intermediária e pode ser aprovado para uso em pacientes já em 2020. Em 2014, dois estudos de Fase I realizados em indivíduos saudáveis demonstrou que o produto foi bem tolerado nas doses terapêuticas previstas. Em 2015, um estudo de fase IIa em 80 pacientes infectados com o HIV mostraram a primeira evidência da atividade da ABX464 em seres humanos. Os dados deste estudo de escalonamento de dose, controlado por placebo, apresentados em fevereiro 2016 durante a CROI (Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas), em Boston, e em julho 2016 durante a 21ª Conferência de Aids, em Durban, África do Sul, demonstraram a segurança e eficácia da ABX464 em monoterapia no tratamento de pacientes infectados com o HIV não tratados previamente. Uma redução da carga viral de pelo menos 0,5 log (mais do que 68% de redução) foi observada em 1 paciente entre 6 sob 75mg, 2 pacientes de 6 no grupo de 100mg e 4 pacientes de 6 sob 150mg. Não houve variação significativa na carga viral nos 6 pacientes que receberam placebo. Os efeitos indesejáveis observados foram aqueles normalmente observados no contexto de tratamentos antivirais.

Para demonstrar o efeito de longa duração em pacientes com HIV, um segundo estudo de Fase IIa foi iniciado na Espanha, França e Bélgica. Conhecido como ABX464-004, este estudo foi concebido para demonstrar o efeito a longo prazo da ABX464 que havia sido observada anteriormente, durante os estudos pré-clínicos, sobre a carga viral. O novo estudo pretende recrutar 28 pacientes que vivem com HIV, cuja infecção está bem controlada com Darunavir, um dos medicamentos referência tratamentos antirretrovirais contra a aids. ABX464 está sendo administrada em 21 destes pacientes em adição ao seu tratamento antirretroviral normal. Os 7 pacientes restantes recebem placebo em adição ao seu antirretroviral. Após 28 dias, todos os tratamentos são interrompidos e o estudo, em seguida, mede o tempo até o reaparecimento do vírus no sangue destes pacientes. O principal critério de eficácia do estudo é o momento de rebote da carga viral. Este rebote tem sido estudado e demonstrado que provêm dos “reservatórios de HIV”, as áreas em que o vírus está escondido no corpo e que não é afetada pelos diferentes tipos de antirretrovirais atuais. Os resultados preliminares deste estudo estarão disponíveis antes do final de 2016.

“A validação que recebemos da Bpifrance para a conclusão deste segunda importante etapa do CaReNa representa um reconhecimento dos avanços alcançados no desenvolvimento da ABX464 e traz um financiamento adicional para avançar em nossas metas futuras”, disse o Dr. Hartmut Ehrlich, professor e CEO da Abivax. Somos gratos a Bpifrance, que tem apoiado o projeto desde o início e continua a nos trazer recursos importantes para este programa de desenvolvimento e expansão da nossa plataforma de tecnologia antiviral.”

 

Sobre a Abivax:

A Abivax é uma empresa inovadora de biotecnologia, focada em estimular o sistema imunológico para eliminar doenças virais. a Abivax utiliza três plataformas tecnológicas para o desenvolvimento de medicamentos: antiviral, adjuvante e uma plataforma de hiper-imunes. O ABX464, seu composto mais avançado, está atualmente na fase II de estudos clínicos e é uma pequena molécula antiviral oral pioneira em bloquear a replicação do HIV através de um único mecanismo de ação. Além disso, a Abivax está avançando em estudos pré-clínicos contra outros alvos virais, coom chikungunya, ebola e dengue, bem como um adjuvante (um intensificador imune). Vários desses compostos estão previstos para entrar desenvolvimento clínico dentro dos próximos 12 a 18 meses.

Em 13 de setembro de 2016 por BusinessWire

 

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35 comentários

  1. Caio PE diz

    A medicina avança a cada ano. As coisas hoje não são como antigamente. Por isso a esperança deve sempre ser renovada

  2. Alessandro diz

    Poxa eu fico muito contente quando vejo notícias assim, o entendimento sobre o vírus já está chegando a um ponto que em breve terão convicção de como nos curar, claro que é um processo lento, porém temos um feedback, sabemos que esse dia vai chegar, ótimo domingo à todos e vamos nos cuidar ao máximo, abraço.

  3. ricardo diz

    Podem esperar mais 30 anos para isso sair do papel e olhe la kkkkkkkk Tudo vem sendo assim desde 1984.

    • Victor diz

      Ricardo,
      A terapia antirretroviral altamente eficaz (HAART) foi desenvolvida apenas 13 anos depois do descobrimento do vírus. Porque você acha que vai demorar 30 anos para uma substância que já está em um estudo clínico de fase 2 (em seres humanos) sair do papel?

  4. Ric SP diz

    Oi, JS. Obrigado por este blog.
    Descobri esta semana que estou soropositivo. Tenho 45 anos e venho de uma época e de uma formação na área de saúde que acompanhou os anos terríveis da década de 80 e 90.
    Pensei em me matar devido à vergonha e culpa.
    Só não aconteceu porque consegui apoio de um portador que há 28 anos foi diagnosticado, passou por fases muito difíceis e medicações desde o antigo AZT. Essa pessoa me acalmou, explicou que hoje está saudável, é halterofilista, não tem nenhum sintoma e está há anos com carga indetectável.
    Ontem encontrei este blog e o teu texto: Esqueça tudo… foi a paz que precisava. Os comentários e depoimentos de quem passou por isso me ajudaram a ter esperança de uma vida normal.
    Tenho a primeira consulta dia 27/10. Já colhi todos os exames. Quero logo começar a medicação, não importa qual, pois graças aos depoimentos sei que logo estarei também indetectável.
    Ao saber do resultado passei a somatizar vários sintomas. Comecei a prestar atenção no meu peso, que diminuiu no ultimo ano, á sintomas de sinusite frequentes sem explicações, etc. Possivelmente estou exagerando, mas me senti muito mal como nunca.
    Meu maior medo ainda era a exposição dos sintomas, ter que explicar que está mal por algo carregado de preconceito. Essa como você fala no texto é hoje o mal maior de ser daignosticado ainda.
    Obrigado pela ajuda.
    Espero voltar para contar como também fui uma vítima do medo irracional e que tudo deu certo, com vida normal.
    abraços

    • Antonio diz

      Ola Colega, se quiser trocar e-mail comigo (antonio_almeica@gmail.com)
      Abraços

  5. Giulia diz

    Éramos crianças quando a mãe da minha melhor amiga faleceu vítima da Aids (há 15 anos). Todos na escola ficaram muito tristes, pois ela era também professora na nossa escola. Viver isso tão de perto e tão cedo, talvez seja o motivo de eu entender quem passa por essa situação. Não tenho preconceito, acho triste saber que algumas pessoas são tão ignorantes em relação ao assunto. Creio na descoberta da cura, sei que não tardará. Desejo muita paz a todos e agradeço ao Jovem pelo belíssimo trabalho. Sempre acompanho o seu Blog e estou fazendo um roteiro que conta a história de um jovem na mesma situação que muitos aqui. O final é feliz, claro!

    Abraços a todos.

    • Verdes Olhos diz

      Oi. Tá fazendo um roteiro de cinema, Giulia? Sou envolvido na área (e inclusive penso em escrever uma história a respeito, também).

      Que legal, saber disso.

      Você é + ?

      Se quiser trocar uma ideia, pode enviar e-mail para: verdesgrandesolhos@gmail.com

      Será um prazer 🙂

  6. Lukas diz

    Só gostaria que houvesse um trabalho de humanização dos médicos. Não dos infectologistas de forma geral, mas de outras especialidades.
    Não considero leal, da minha parte ir a um endocrinologista e nao falar que tomo arvs, mas ao expor isto. Tudo muda. Ó preconceito e conhecimentos do passado impera. Minha endocrinologista mediu minha barriga.
    Ela acredita que os arvs de hoje provoca ” magreza” e aquela barriga protuberante.
    Apenas ri da situação: pois sei q ela agiu mais por ignorância do que por preconceito, no entanto, a linha tênue que os separa é mínima e ainda mais para nós. Que muitas vezes escondem da sua família.
    Dai em tom de ” brincadeira diz: cintura fina eu sempre tive. Ok? E sempre terei! E sem necessidade de atividade física.
    Peço por uma humanização da saúde!

    • Victor diz

      Você achou sua endócrino pouco humana por medir sua circunferência abdominal? Não é desconhecimento da parte dela não. O 3×1 e as demais medicações de hoje em dia nem se comparam ás medicações de antigamente quando falamos de lipodistrofia. Não há mais reabsorção de gordura da face por exemplo. Mas há sim aumento considerável da gordura abdominal (inclusive visceral) e da região cervical posterior com o passar do tempo, principalmente para quem usa inibidores de protease. O dolutegravir, mais moderno inibidor de integrase, traz em sua bula alterações da distribuição da gordura corporal (e não facial) como um efeito colateral possível. Que bom que sua endócrino mediu sua circunferência abdominal. Mostrou interesse no acompanhamento da tua saúde! Pode ser que você nunca desenvolva essa alteração, mas se desenvolver, terá sido acompanhada pela tua endócrino. Não vejo a menor falta de humanidade nisso. Vejo as pessoas reclamando: “meu médico não olhou na minha cara”, “mal conversou comigo”, “não me examinou”… Aí não nao consigo ver muito sentido na tua reclamação.

      • Lukas diz

        Victor, obrigado pela resposta. Mas no meu desabafo eu disse que há uma linha tênue.
        Estamos fragilizados , ou estou. Nao posso generalizar.
        De um lado temos reportagens: é vida normal, por outro lado cautela em demasia.
        Ficamos muitas vezes sem saber para onde ir.
        Ou em que acreditar.
        Como tenho uma relação muito boa com ela: entendi a cautela dela.
        Da mesma forma , compreendi que hoje não se deve falar coquetel , mas ela teima chamar de coquetel.
        Mesmo eu explicando pq nao usar mais essa terminologia.
        Vi um vídeo do Gabriel Estrela que justamente tratava dessas terminologias: coquetel, aidetico…
        Precisamos resignificar a doença e não exclui- la porque ela existe e está dentro de nós mesmo que sejamos graças a Deus indetectaveis.
        É isso. Mas muito obrigado pelo toque victor.

        Ps: esses dias mesmo tendo plano de saúde, fui ao cta para uma consulta de emergencia. E sabe o que eu ouvi de uma enfermeira?
        – tudo que nao presta vem da África.
        Fiquei chocado!
        Precisamos mudar esses conceitos / pensamentos automáticos.
        Sul pobre! Norte rico!
        Preto ladrão, branco honesto.

  7. Vinicius diz

    Pessoal,

    Li publicações e vi muitos vídeos da relação do consumo diário do óleo de côco virgem ou extra virgem e a inibição da multiplicação do vírus HIV no organismo. De acordo com os vídeos e pesquisas dos médicos, tais relatam que o óleo de côco auxilia substancialmente no tratamento com o ART para que o indivíduo atinja o nível de indetectável, e dificilmente desenvolva a Aids, pois este possui uma propriedade natural anti-bactericida e antiviral (monolaurina).

    Vale a pena confirmar com um infectologista e fazer uso do óleo, visto que este não possui efeitos colaterais e auxilia e muito no bom funcionamento do organismo.

    Um abração a todos e paz!

    • Fersp diz

      Sim Vinicius, tem vários benefícios sim. Diminui inclusive Triglicerídeos, tem diversos produtos naturais que ajudam muitos os ARV´s.

      Eu faço uso de Vitamina D, Óleo de coco, polivitamínico, e uma manipulação de probióticos, tenho melhorado muito meus exames. Claro que todos devem fazem acompanhamento com profissional, cada organismo é um, cada caso concreto deve ser analisado. Mas os benefícios existem, e vem da natureza, e ajudam muito o controle do organismo na medicação. Ao menos no meu caso ajudou muito.

    • Vinicius,

      Tem aqui a opinião de um médico sobre óleo de côco contra o HIV:
      “Há pouca evidência a respeito de qualquer atividade do óleo de côco no tratamento do HIV.”

      Há algum tempo o óleo de côco vem sendo anunciado por ter supostamente inúmeras propriedades benéficas para a saúde e também contra várias outras doenças. Sobre isso, um médico de Harvard disse o seguinte:

      “Notei que o óleo de côco parece estar na moda nos dias de hoje. O óleo de coco é composto por cerca de 90% de gordura saturada, que é uma porcentagem mais elevada do que a manteiga (a qual tem cerca de 64% de gordura saturada), gordura da carne (40%) ou mesmo banha de porco (também 40%). Muita gordura saturada na dieta não é saudável porque aumenta o colesterol “ruim” LDL, o que aumenta o risco de doença cardíaca. Assim, parece que o óleo de côco seria uma má notícia para os nossos corações.

      Mas o que é interessante sobre o óleo de côco é que ele também aumenta bastante o “bom” colesterol HDL. Qualquer gordura na dieta, seja saturada ou não saturada, tende a elevar os níveis de HDL, mas o óleo de côco parece ser especialmente bom em fazer isso.

      A gordura saturada é dividida em vários tipos, com base no número de átomos de carbono na molécula. Cerca de metade da gordura saturada do óleo de côco tem 12 variedades de carbono, designado ácido láurico. Esse é um percentual maior do que a maioria dos outros óleos e é provavelmente responsável pelos efeitos incomuns sobre HDL que o óleo de côco tem. Contudo, os óleos à base de plantas são mais do que apenas gorduras. Eles contêm muitos antioxidantes e outras substâncias, o que faz com que seus efeitos globais sobre a saúde não possam ser previstos apenas pelas mudanças nos níveis de LDL e HDL.

      O côco tem um sabor maravilhoso e não há nenhum problema em consumir o óleo de coco ocasionalmente. O óleo de coco é sólido à temperatura ambiente, de modo que os cozinheiros estão experimentando a usá-lo no lugar de manteiga ou gordura vegetal, para fazer massa de torta e outros produtos de panificação que necessitam de uma fonte sólida de gordura. Se você estiver preparando um prato tailandês, cozinhar com óleo de côco pode ser essencial.

      Mas, por agora, eu uso o óleo de côco com moderação. Até agora, a maioria das pesquisas consistiu em estudos de curto prazo para analisar seu efeito sobre os níveis de colesterol. Nós ainda não sabemos como o óleo de côco afeta doenças cardíacas. Além disso, eu não acho que o óleo de côco é tão saudável quanto os outros óleos vegetais, como azeite de oliva e óleo de soja, que são, principalmente, gorduras insaturadas e, portanto, com menos LDL e a mesma capacidade para aumentar o HDL. O efeito especial de aumento de HDL do óleo de côco pode torná-lo “menos ruim” do que seu alto teor de gordura saturada sugere, mas provavelmente ele ainda não é a melhor escolha entre os muitos óleos disponíveis para reduzir o risco de doença cardíaca.”

      • Gil diz

        UÉ… Posso falar besteira, mas colesterol não advém de óleos e gorduras vindas dos animais? Como ele eleva o colesterol, se é vegetal?

        • Gil,
          O colesterol só é produzido em animais. Porém, até onde eu sei, a fonte do colesterol são as gorduras, vegetais ou animais, que então são transformadas em colesterol pelo organismo dos animais.

          • Gil diz

            Certo, vou falar com minha colega, vizinha de consultório, nutricionista, para ter mais certeza e informo aqui no blog. Abraço, JS.
            Aproveito para pedir desculpas das baixarias que acabo fazendo por aqui, quando dou umas patadas “Naquele que não digo o nome”… no fundo, é mais pra chacoalhar, mas prometo ser um bom menino e me comportar, rsrs. Abraço, cara!

            • Carlos diz

              Gil, colesterol é um hormônio classificado como esteroide encontrado no plasma de todos os animais, inclusive nos.
              Aproveita que vai até a sua nutricionista, e pergunta sobre o uso de glutamina para ela, esses dias um professor do meu curso de fisioterapia, mencionou que essa proteína tem sido administrada como auxiliar no ganho de massa e protetora do sistema imunológico em idosos e soropositovos. Como so tenho consulta marcada com meu infecto em 02/2017 fiquei curioso para saber melhor sobre .
              Obrigado

  8. Gil diz

    Lembro da luta por uma vacina contra a gripe, nos anos 90… depois de vacina contra hepatite C, até há poucos anos. E estão aí, presentes.
    Vacina contra Ebola, tá saindo contra a malária, Zica e “Chico-Cunha”…
    Estas medicações modernas, que vem com neutralizadores de RNA e nanotecnologias vão chegar com tudo, que perderá “a graça” de um anúncio que sonhamos: aquela chamada do Jornal Nacional anunciando que cientistas descobriram a cura da AIDS e o fim da infecção por HIV… quando a gente notar, já foi, já estará em uso e nossos olhares estarão focados em outras coisas, garanto.

        • Victor diz

          Existe cura (sovaldi), mas que devido ao alto custo não está acessível á maioria das pessoas. Mas vacina não. Lembrando que é possível se recontaminar com o vírus da hepatite C depois de curado, ou seja, não há imunidade prolongada contra o vírus. Além disso, ele pode desenvolver resistência a todos os tratamentos existentes.

          • Verdes Olhos diz

            Impressionante. Tem pessoas que insistem em enxergar o copo meio-vazio. É f***.

            • Victor diz

              Verdes olhos, eu não enxergo o copo meio vazio! Pelo contrário! Só que nem tudo é como gostaríamos! Apenas falei com intuito informativo. No meu comentário não existe nenhuma opinião pessoal. São dados médicos baseados em evidências científicas.
              Um abraço.

              • Gil diz

                Eu citei a vacina como forma de expressar que há cura, há um “antídoto”… não quis polemizar, quis dar um enfoque de esperança, porque muita coisa que esperávamos há muito tempo, já ocorre de foram natural, sem alarde e se torna comum…

  9. Ric SP diz

    Instalei o app Kik… como faço pra participar dos grupos?
    usuário: rvjsp

  10. Matheus diz

    Que venha mais avanços! Hoje em dia eu falo que “estou” soropositivo para o hiv e não mais “sou” devido a minha convicção de que uma cura chegará para mim e para todos no futuro,todos deviriam pensar assim, não deixem de sonhar com o futuro e vivão o presente da melhor maneira possível, abraço a todos e tenhamos fé.

  11. Ser Positivo diz

    Medicamentos de primeira linha menos tóxicos já seria um bom começo. O 3×1 com Efavirenz não faz bem para a minha cabeça, mas tenho receio de mudar e ter efeitos colaterais.

  12. rodrigo diz

    olá, não sei leram esse material “Mito-vs-Realidade_HIV-e-AIDS_BRASIL2016” [link abaixo], vi hoje e a afirmação abaixo me deixa preocupado, alguém sabe dizer qual a combinação de primeira linha para iniciar o tratamento? podemos solicitar a mudança dos medicamentos no sus? alguém já fez esse ajuste baseado no que considera melhor, e não em efeito colaterais imediatos? abraços, r.

    Desde o final de 2013, o país, seguindo a tendência internacional, passou a adotar a estratégia “Testar e Tratar”, na qual todos aqueles diagnosticados com HIV, independentemente do nível de CD4 ou de carga viral no sangue, devem iniciar tratamento imediatamente. A combinação de ARVs ofertada para o início do tratamento tem sido o “3 em 1”, com lamivudina, efavirenz e tenofovir. Enquanto em vários países, como os EUA, Inglaterra, Espanha, entre outros, do assim chamado Norte, essa combinação já é considerada ultrapassada, principalmente pelos efeitos colaterais a médio e longo prazo, no Brasil ela ainda é a opção preferencial imposta às milhares de pessoas que hoje em dia iniciam seus tratamentos.

    aqui o pdf do documento citado, ainda não o li interiramente
    http://abiaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Mito-vs-Realidade_HIV-e-AIDS_BRASIL2016.pdf

  13. C. diz

    eu não entendi, Se o Efavirenz é 3 em 1 e o novo é 2×1, as pessoas vão ter que tomar o novo e mais um? O apenas esse por dia?

    • Caio (orgulhosamente PE) diz

      Suponho que seja o 2×1 (TDF e 3TC) + o DGT, totalizando DOIS comprimidos diários.

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