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Expectativa de vida de soropositivos com mais de 50 anos duplica


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A sobrevida estimada a partir dos 50 anos entre as pessoas que vivem com HIV na Dinamarca quase duplicou, passando de 11,8 anos, entre 1996 a 1999, para 22,8 anos, entre 2006 a 2014. Porém, a sobrevida estimada das pessoas soropositivas ainda é menor do que pessoas da mesma idade e sexo na população da Dinamarca.

A expectativa de vida com o HIV tem aumentado dramaticamente nos últimos anos, como as pessoas tomando combinações antirretrovirais mais fortes, mais seguras e mais convenientes. Alguns estudos sugerem que as pessoas com HIV estão vivendo quase tanto tempo quanto as pessoas sem HIV. Contudo, a análise da sobrevida projetada é complicada e nem todos os estudos constataram que as pessoas com HIV têm a mesma expectativa de vida que soronegativos. Por exemplo, um estudo da Califórnia descobriu que a diferença entre a expectativa de vida de 24.768 pessoas com HIV e 257.600 sem HIV caiu de 44 anos, entre 1996 a 1997, para apenas 12 anos, em 2011. Essa diferença persistiu mesmo em pessoas soropositivas relativamente saudáveis, que começaram terapia antirretroviral com uma contagem de CD4 acima de 500.

Por causa do aumento da sobrevida com HIV, pessoas com 50 anos ou mais representam uma proporção crescente de grupos de pessoas com HIV. E ainda pouco se sabe sobre a expectativa de vida com o HIV em pessoas com 50 anos ou mais. Para abordar esta questão, pesquisadores na Dinamarca realizaram um estudo de âmbito nacional de pessoas soropositivas pareadas por idade e sexo, comparando com pessoas sem HIV.

 

Como funcionou o estudo:

Todos que estão em tratamento contra a infecção pelo HIV na Dinamarca vão para algum dos oito centros de HIV, onde os cuidados de saúde, incluindo a terapia antirretroviral, são gratuitos. Desde janeiro de 1995, a Dinamarca mantém registros médicos eletrônicos de todas essas pessoas, incluindo dados sobre o tratamento antirretroviral, a contagem de CD4 e carga viral. Outros registros no país incluem dados atualizado regularmente sobre todos os residentes dinamarqueses que foram internados em algum hospital na Dinamarca, além de dados sobre mortes, emigração e imigração.

Este estudo avaliou as pessoas infectadas pelo HIV que atingiram a idade de 50 anos entre janeiro de 1996 e maio de 2014 e viveram durante pelo menos um ano depois de testar positivo para o HIV. Os pesquisadores compararam cada pessoa soropositiva à 6 pessoas da mesma idade e sexo na população comum. A equipe de pesquisa também identificou um grupo de pessoas soropositivas “bem tratadas” entre 2006 e 2014, que tinham tomado a terapia antirretroviral durante pelo menos 1 ano, tinham carga viral abaixo de 500 cópias e uma contagem de CD4 igual ou superior a 350 depois de tomar antirretrovirais durante 1 ano e, também, que não tinham sido diagnosticadas com qualquer doença relacionada à aids ou doença grave não-relacionada à aids. Os pesquisadores compararam cada uma dessas pessoas bem-tratadas com HIV à 6 pessoas na população comum que não tinham infecção pelo HIV ou qualquer outra doença grave.

A equipe de pesquisa usou os registros nacionais para determinar o tempo de 50 anos de idade e morte por qualquer causa, data de saída Dinamarca e data da última visita médica registrada para pessoas com HIV. Eles utilizaram um método estatístico padrão para determinar a sobrevivência de pessoas que entraram no grupo de estudo em três períodos: 1996-1999, 2000-2005 e 2006-2014. Esta análise deu aos pesquisadores uma taxa de mortalidade por todas as causas. Os pesquisadores também calcularam a razão da taxa de mortalidade comparando a mortalidade no grupo de pessoas HIV ao grupo da população em geral.

 

O que o estudo descobriu:

O estudo identificou 2.440 pessoas soropositivas de 50 anos de idade ou mais e 14.588 pessoas na população em geral combinadas com o grupo com HIV por idade e sexo. No grupo com HIV, 530 pessoas (21,7%) morreram durante o período do estudo, em comparação com 1.388 pessoas (9,5%) na população em geral.

Entre as pessoas com HIV, a média de sobrevivência estimada a partir de 50 anos de idade aumentou de 11,8 anos em 1996-1999 para 17,8 anos no período 2000-2005 e para 22,5 anos em 2006-2014. Para o grupo de comparação da população em geral, a sobrevida mediana de 50 anos de idade foi de 30,2 anos ao longo de todo o período do estudo. Em outras palavras: uma pessoa soropositiva de 50 anos de idade em 1996-1999 poderia esperar viver até aos 67,8 anos, enquanto uma pessoa soropositiva de 50 anos de idade em 2006-2014 poderia esperar viver até os 72,5 anos. Contudo, o grupo com HIV e 50 anos de idade em 2006-2014 não alcançou a população em geral, que poderia esperar viver até aos 80,2 anos.

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Para todo o período do estudo, 1996-2014, os pesquisadores compararam a chance de morte por qualquer causa relacionado ao HIV contra causas não relacionados ao HIV em grupos etários agrupados por 5 anos, expressando a razão da taxa de mortalidade. Em comparação com pessoas compatíveis na população em geral, as pessoas de 50 a 55 anos de idade com HIV tiveram 3,8 vezes mais chance de morte durante todo o período do estudo. A maior chance de morte com o HIV cresceu menos nos grupos etários mais velhos. Contudo, o grupo de 75 a 80 anos de idade com HIV ainda tinham 1,6 vezes mais chance de morte do que as pessoas compatíveis na população em geral. A razão da taxa de mortalidade, comparando as taxas de mortalidade em pessoas com e sem HIV foram mais elevadas em 1996-1999 e caíram em todas as faixas etárias em 2000-2005 e 2006-2014.

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Em seguida, os pesquisadores se concentraram nas 517 pessoas com HIV “bem tratadas”, que não tinham sido diagnosticadas com uma doença relacionada à aids e não tinham qualquer doença grave não-relacionada à aids um ano depois de começar a terapia antirretroviral. Os pesquisadores combinaram as 3.192 pessoas na população em geral que não têm uma doença grave por idade e sexo.

A sobrevida média estimada a partir de 50 anos de idade no grupo com HIV foi de 25,6, em comparação com 34,2 anos no grupo de comparação da população em geral. Em outras palavras: pessoas com 50 anos de idade e relativamente saudáveis com HIV poderiam esperar viver até aos 75,6 anos, em comparação com 84,2 anos na população em geral. Comparando as taxas de mortalidade em pessoas soropositivas com a população em geral, a taxa de mortalidade de 1,7 significa que as pessoas de 50 anos de idade relativamente saudáveis com HIV tiveram uma taxa de mortalidade 70% maior.

 

O que estes resultados significam para você:

Este estudo nacional da Dinamarca descobriu que pessoas de 50 anos de idade com HIV podem esperar viver mais tempo se completaram 50 anos em 2006-2014 do que aqueles que completaram 50 anos de idade em 2000-2005 — e muito mais do que aqueles que completaram 50 anos de idade em 1996-1999. Pessoas soropositivas de 50 de idade e mais velhas que evitaram aids e doença graves não-relacionadas à aids por conta da terapia antirretroviral podem esperar viver ainda mais tempo.

Ainda assim, os grupos com HIV ainda não alcançaram a expectativa de vida de pessoas na população em geral na Dinamarca, na mesma idade e sexo. A recente comparação de 24.768 pessoas soropositivas na Califórnia e 257.600 pessoas sem HIV descobriram resultados semelhantes.

Grandes estudos como estes mostram que as recentes melhorias na terapia antirretroviral e cuidados de saúde para o HIV estão ajudando as pessoas soropositivas a viver muito mais tempo com a infecção. Contudo, as pessoas soropositivas ainda enfrentam mais desafios de saúde do que as pessoas sem HIV. Estes desafios incluem taxas mais elevadas de algumas doenças graves, como doenças cardíacas, câncer, diabetes e doença renal ou hepática. Pessoas soropositivas devem trabalhar com seus médicos para cuidar de doenças não-relacionadas à aids que podem representar alguma ameaça específica e tomar medidas para reduzir as chances de contrair essas doenças. Soropositivos que já têm uma doenças não-relacionadas à aids podem tomar medidas para controlá-las.

A coisa mais importante que você pode fazer para viver mais tempo mesmo com o HIV é tomar todos os seus antirretrovirais regularmente, exatamente como seu prescrito pelo médico. Se você tem dificuldade para tomar as pílulas regularmente, fale com o seu médico a respeito de encontrar maneiras de melhorar a ingestão do comprimido. Às vezes, pode ser possível mudar para uma combinação antirretroviral na qual se sente mais confortável de tomar.

Cuidar bem da sua saúde geral é importante para todas as pessoas com HIV, mais especialmente para pessoas com 50 anos de idade ou mais. Muitas doenças graves tornam-se mais frequentes à medida que uma pessoa envelhece, tenha esta pessoa HIV ou não. Este estudo concluiu que pessoas com 50 anos ou mais que controlam a sua infecção pelo HIV e evitam a aids e doenças graves não-relacionadas à aids podem esperar viver mais tempo do que as pessoas que adquirem essas doenças.

Por The Center for Aids Information & Advocacy para The Body Pro em setembro de 2016

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44 comentários

  1. Henrique diz

    Muito bom esses estudos, sabemos tambem que muitas pessoas com hiv fumam, possuem uma vida “desregrada” e mesmo assim podem atingir essa expectativa de vida que ao meu ver é muito boa. Gostaria de saber sobre a expectativa de vida de um jovem hj de 20 a 30 anos que descobre ser soropositivo nos tempos atuais,que é o meu caso, descobri com 27 anos ser soropositivo e estou em tratamento, descobri por um acaso e por incrível que parece meu cd4 estava em 750. Me trato a 5 meses. Alguem sabe? Pois ja li em alguns sites que uma pessoa de 20 anos que descobre ser soropositivo hoje em dia, pode esperar viver mais 50 anos. Enfim se souberem me falem.. abraços!!

  2. Mar+ diz

    Morreremos mais cedo, isso é fato. Não considerando as causas externas, é claro.

    • Gil diz

      Desculpe, não concordo. O estudo mostra um estudo estatístico, mas dentro de médias, onde existem pessoas soropositivas que viveram mais tempo do que pessoas sem HIV. Isto é uma média, situações de aumento de probabilidade, não de promessa de que algo específico acontecerá a você, ou a mim, mas de chances maiores, desprezando os cuidados individuais e o potencial genético, por exemplo.
      E daqui a alguns anos, teremos como eliminar o vírus do organismo ou torná-lo inócuo, sem efeito nocivo e com remédios sem efeitos danosos ao organismo. Não dura mais de vinte anos.
      Eu, por exemplo, estou com 43, mas daqui a 20 anos, estarei um sessentão enxuto, vendo meus netos mexendo em tudo em casa, curado desse vírus danado.

      • Sven diz

        comparilho exatamente da sua visão. tenho 46 e dois filhos. em 20 anos vou ser um quase setentão enxuto e vou ver meus netos em casa e sem o virus!

  3. Eduardo Rodrigues diz

    Conheço pessoas com mais de 70 anos e que tem HIV, vida normal como outra da faixa etária, com mais cuidados sim, mas vivem normalmente. Acho que em breve a expectativa de vida será igual ou até maior pelo cuidado que somos obrigados a ter com nossa saúde.

  4. Juka diz

    Como sei que daqui há alguns anos a cura chegará eu almejo a expectativa de vida de mais de 80 anos…mas 72 aninhos não é tão ruim não. Quase 40 anos ainda me restam…

  5. Diogo diz

    No Brasil Com ctza a expectativa de vida é menor pois saimos de casa e nao sabemos se voltaremos vivos.

  6. Matheus diz

    “Uma pessoa soropositivas de 50 anos de idade em 1996-1999 poderia esperar viver até aos 67,8 anos, enquanto uma pessoa soropositiva de 50 anos de idade em 2006-2014 poderia esperar viver até os 72,5 anos.”

    Vou fazer 50 em 2036…se daki pra lá não aparecer a cura pelomenos a TARV já vai ter evoluído bastante e essa espectativa de 72,5 vai ter subido com certeza.

  7. Grão da Noite diz

    É difícil saber se a causa dessa expectativa de vida mais baixa é causada pelo HIV ou apenas por ele. Nesse vídeo interessante Robert Waldinger fala de um estudo sobre a felicidade. A maior parte dos soropositivos é gay. A homofobia torna a vida dos gays mais infeliz, em algum grau, pelo menos essa é a minha impressão. A situação está melhorando, pois o preconceito está sendo combatido e está ruindo. Apesar disso, ainda tenho a impressão de que os gays não são tão alegres assim, ou são menos alegres do que os heterossexuais. O HIV também é um desafio à felicidade… Enfim, quero dizer que talvez as razões por que os soropositivos vivem menos não seja a terapia antirretroviral, a infecção crônica que acomete o corpo de um soropositivo mesmo que sob tratamento adequado, ou o HIV em si. Pode ser que as emoções, que são o alicerce da felicidade ou da infelicidade, sejam a causa principal. Acredito que há ainda muita coisa a ser descoberta sobre esse assunto. Enquanto isso, os tratamentos ao vírus vão se tornar mais eficientes e os tratamentos aos efeitos colaterais da TARV também – e as pesquisas com as pessoas que estão envelhecendo com HIV vão ajudar muito nesse processo todo. O vídeo de que falei é o seguinte: https://www.youtube.com/watch?v=fM0wUW6nwhI&list=PL0yoNdGxYWVJHz129NNgsT3RaXlrimw2l .

  8. Oi gente só agora resolvi postar algum nesse site que me ajudou desse q descobrir a minha sorologia mais ou mesno à um ano então baixei o Kik no meu celular p entra em alguns grupos.
    Kik: andrslops

  9. Maycon diz

    Mais um estudo que não leva em consideração a taxa de fumantes entre os portadores que é 3x maior que na população soronegativa.

  10. Maycon diz

    Se na Dinamarca que é um país ateu com uma população a mercê de um dos melhores planos de saúde do mundo.
    Imagino que essa diferença seja ainda menor, na relação homem com HIV e homem sem HIV aqui no Brasil.
    Pois homem brasileiro, entrega na mão de Deus é só vai no médico quando está morrendo, estando à mercê do SUS e suas filas.

    Eu colocaria assim! Se vc é um portador brasileiro, tome seus antirretrovirais de forma correta e tenha como plano de vida, estar bem servido de um bom plano de saúde. Pois assim, você homem, viverá muito mais que os sem HIV.

    PS.: Pare de fumar.

  11. Ser+H diz

    “Preciso acrescentar mais vida em meus dias e, não apenas dias em minha vida.” Roger Stankewski

  12. Olem diz

    Boa noite pessoal… ha um bom tempo não passeio por aqui… cuidemo-nos. Estamos em vida! estou me tratando há mais de um ano e meio e tento levar a vida de forma positiva, pois somos aquilo que pensamos. Confesso que me assusta a possibilidade de outras doenças… mas estamos vivendo e acredito que vivendo bem! Dadas as devidas circunstâncias não é mesmo! Forte abraço, luz e paz!

  13. gusta diz

    eu li tanto “expectativa de vida 50 anos” brincadeira a parte, eu acho q todos nós viveremos a expectativa de vida que devemos viver… uns mais q os outros. Mas nao pq temos hiv e sim pq somos humanos e cada um tem seu tempo etc. Fora os riscos de ja viver corremos.. Nao viram o ator com toda saúde se for com um pouco mais de 50 anos… Infelizmente a vida é isso.. A vida é hoje!!hoje!

  14. Anjo Terapeuta diz

    Nao gostumo pensar minha morte. Prefiro pensar como estou vivendo! Nao quero morrer nem com 67, 72 ou 80 queria mesmo era ser eterno, sei q isso fica para o plano espiritual, portanto para mim vale mais qualidade q quantidade.

  15. Chamber diz

    gente a sobre vida pra portadores brasileiros eh muito maior,temos os melhores climas, o melhor ar, as melhores frutas e a melhor alimentacao ,vastos sao os alimentos saldaveis vindo da nossa terra tupiniquim.exemplo sou do nordeste e eh dificil ter problemas pulmonares no nordeste, e somos banhados pela vitamina D,que eh importante na saude do corpo.

  16. Respostaaluca diz

    LUCA Que notícia ridicula e sem nenhum fundamento cientifico. Pesquise antes de postar merdas

    • LUCA diz

      Poxa, desculpa… mas ví em dois sites e ainda tem uma matéria na globo, achei que era pra valer.

  17. P+ diz

    Pessoas, boa noite!
    Faz um tempo que não posto aqui, mas desta vez acho pertinente contar um pouco pra vocês da minha realidade, e também ajudar quem foi diagnosticado recentemente, porque a vida segue, cara, pode ter certeza que ela segue!
    Eu fui diagnosticado em setembro de 2015. Comecei com o 3 em 1, e minha carga viral não diminuiu mesmo após 6 meses de tratamento. Foi difícil. Aí mudei para a combinação que uso atualmente, e recentemente tive sífilis. Também foi difícil (rs). Esta semana voltei ao meu infectologista, e, felizmente, após 1 ano de diagnóstico e quase 5 meses com a nova combinação de antirretrovirais, estou indetectável.
    Bem, mas não é isso que importa. Neste 1 ano, continuei estudando, pesquisando, organizando eventos na Universidade, ficando, namorando, transando, rindo, chorando, ficando com raiva, ficando feliz, tendo dias bons e ruins. Enfim, pessoas, sigam seus sonhos. Eu sigo os meus. Tropeço pelo caminho, mas não é o HIV que está me segurando. 😉

  18. RecentWave diz

    Estou em tratamento há quase 1 ano e tomando diariamente o 3×1. Tenho poucos sintomas hoje em dia, fruto do uso deste esquema, sonhos e pesadelos loucos são mais frequentes e as vezes tenho diarreia. Nos meus últimos exames não tive nenhuma alteração, carga viral indetectável desde o primeiro mês, mas o CD4 sobem muito lentamente. Hoje eles estão em 521.

    Pelo meu histórico com o 3×1, eu disse para a médica que há alguns dias eu estava decidido a pedir para mudar o esquema, mas fico com receio pelo fato de já está adaptado a este esquema e pq gostaria de esperar uma combinação com menos efeitos colaterais de curto e longo prazo. Ela me falou que esta decisão teria que ser minha, mas que pensava muito parecido comigo. Me disse da possibilidade do Dulotegravir ser inserido nos tratamentos em nosso país e que quando isto acontecer ela com toda certeza iria me auxiliar na troca, mas que se daqui há alguns meses eu tivesse problemas com a medicação atual que eu poderia buscar por ela que ela iria proceder com a troca. Achei a posição dela bem humana e realista, pois ela me explicou as questões de cunho econômico que impedem atualmente equipararmos nosso tratamento aos países desenvolvidos, mas ela disse que acontecerá e que não deve demorar.

    Outra questão é que ela me fez fazer um exame chamado PPD e disse que tenho o vírus latente da tuberculose e que eu teria que fazer o tratamento. Alguém já fez este tratamento? Confesso que bateu uma bad depois disso, mas estou tentando não ficar pra baixo.

    • Gil diz

      Tuberculose não é vírus, é bacilo, um tipo de bactéria… se ela disse vírus, corre trocar de médico!!

      • RecentWave diz

        Não meu caro. Eu que escrevi errado mesmo. Estava cansado na hora e nem observei este erro, pois também sei que tuberculose é bactéria. Na época de cursinho eu usava um macete para nunca esquecer nas doenças principais o que era vírus e o que era bactéria. Era uma frase mais ou menos assim “Gono Bobão tu difideu tentano lembrar da cólera”, kkkk (Gonorreia, bubônica, tuberculose, difteria, tétano, lepra ou hanseníase e cólera).
        Estas eram as bactérias, as doenças que fugiam a esta frase possivelmente eram vírus.

        Coisas de cursinho, mas ajudava bastante.

    • Pequena + diz

      Recent Wave

      Boa noite querido 😉
      Corrija sua média, é um bacilo latente.
      Eu fiz o tratamento, é tranquilo, sem neuras e efeitos colaterais.
      São três comprimidinhos pela manhã durante seis meses.
      Buscamos uma vez ao mês os comprimidos na farmácia e passava por uma conversa com o médico responsável pelo tratamento a cada dois meses.
      E no final dos seis meses ele nos dá alta após outro raio x do pulmão.
      Mas faça corretamente o tratamento, pois ele nos protege de desenvolver a tuberculose.
      Outra coisa, tenho uma conhecida que não tinha hiv e desenvolveu a tuberculose, é sofrido viu, o posto de saúde a fez ir todos os dias ao posto de saúde tomar o remédio em frente de uma enfermeira e assinar um comprovante diário de que ingeriu a medicação.
      Ela me explicou que é alto o índice de pessoas que tem tuberculose e abandonam o tratamento assim que os sintomas desaparecem, o que é gravíssimo, pois ela volta bem mais forte.
      Espero ter ajudado 🙂
      Um forte abraço Pequena + ❤

  19. Etelvino agostinho diz

    Bom dia eu sou Angolano vivo.em.luanda Continente Africano por favor quero saber se essa noticia e verdade da Descoberta da.cura do Hiv sida por favor atualizao me

  20. Victor diz

    Recent Wave.
    Se você está bem adaptado ao 3×1, com poucos efeitos colaterais e com exames laboratoriais normais, sinta-se privilegiado. Eu, pessoalmente, não trocaria. Lembre-se que temos um número limitado de drogas para o vírus, e que ele pode exibir resistência para todas, inclusive as mais modernas, como o dolutegravir. Todas as drogas possuem efeitos colaterais. Algumas mais que outras. E o perfil de efeitos difere também entre os indivíduos. Por enquanto não existe droga sem efeito colateral! Infelizmente! Eu estou em uso do 3×1 há 3 semanas. Ainda sinto tontura pela manhã e um pouco de diarréia. Mas sigo firm e forte e esses efeitos não estão atrapalhando minha rotina.

    Em relação á tuberculose, ela é provocada por uma bactéria (bacilo de Koch) e não um vírus. 90% da população já teve contato com o bacilo. A BCG, aquela vacina que recebemos no braço ainda na maternidade e que deixa uma cicatriz, protege contra formas graves de tuberculose. Teu PPD deve ter sido alto para ela resolver tratar. O tratamento da infecção latente é feito com uma única droga, chamada isoniazida. Melhor que ter que tomar o esquema completo para tratar tuberculose, que tem diversas interações medicamentosas sérias com os antivirais.

    Espero que tudo dê certo. Um abraço.

  21. Pablo diz

    Boa tarde amigos. Faz tempo q n posto aqui. Bom, falando de expectativa de vida, eu desde muito pequeno tinha planos de viver até os 100 anos. Desde então sempre busquei me cuidar ao máximo em alimentação saudável e prática de atividades físicas. Desde antes do diagnóstico – 11/2015 – eu sempre fui mt saudável. Depois que comecei o tomar as ditas “vitaminas”, nada mudou em minha vida, tirando a neurose do pos diagnóstico, claro. Tomo o 3×1, e não tenho nenhum efeito colateral. As vezs penso q não ta fazendo efeito. Mas meus exames provam que sim. Indetectável e CV subindo a olhos vistos. Então espero viver muito, talvez não chegue aos 100, mas que vou longe vou sim. Vamos nos cuidar, seguir os tratamentos mais adequados a cada um. Sucesso a todos

  22. RecentWave diz

    Pessoal. Vacilo meu escrever que tuberculose é um vírus. Tenho boa noção em biologia, mas como estava também escrevendo sobre HIV e nem fiz correção do texto antes de postar. Enfim, não importa.
    Agradeço aos comentários e o tratamento é este mesmo relatado, 3 comprimidos de 100mg do antibiótico Isoniazida pela manhã. Pela experiência de vocês, onde vou para buscar este remédio? Posto de bairro, onde pego o 3×1?

    • Pequena + diz

      Recent Wave

      Bom dia 😉
      Depende.
      Onde fiz o tratamento é uma extensão do Cta, mas separado no mesmo anexo.
      Pois onde me trato cuida de todas doenças infecciosas.
      Cada cidade é de um jeito.
      Mas não fique assim sofrendo por antecedência, espere vc ser encaminhado por sua médica.
      Ela vai passar o passo a passo.
      Viva um dia de cada vez.
      Crie um vínculo de confiança, confiança com sua medica, pois de hoje em diante ela vai ser seu braço direito e esquerdo ❤
      Eu a Pequena + hoje 2 anos e meio depois de meu diagnóstico penso que ter Hiv não é um bicho de sete cabeças 😊
      Dá para levar uma vida normal.
      Espero ter ajudado.
      Mantenha o foco, força e tenha fé.
      Um forte abraço Pequena + ❤

  23. André diz

    Oi gente, boa tarde,
    Os comentários aqui são motivadores mas e a lipodistrofia? O infecto disse q isso é coisa do passado, é verdade? Abracos

  24. Herico diz

    Pessoal estou precisando da ajuda de alguém que seja de Fortaleza. Depois de um ano diagnosticado vou iniciar o tratamento. Mas não queria retirar lá no hospital São José, uma vez que lá a probabilidade de encontrar conhecidos é grande. Queria retirar em outro local. Já estou com formulário p retirada. Se tiver alguém de Fortaleza e puder falar com migo.
    Kik: Herico_Antunes
    Email: hericoantunes@hotmail.com

  25. cariocarj diz

    Gostaria de saber se por um acidente no sexo, ocorre uma falha a camisinha rasga etc , nós que estamos em terapia, tomamos o remédio todos os dias o 3×1, estamos indetectável corremos o risco de pegar novamente o vírus HIV ? a reinfecção ? ou estamos protegidos contra o HIV, exceto de outros DSTs. Ou necessitamos correr para fazer uma PEP ?

  26. cariocarj diz

    JS

    Tire -me uma dúvida, nós que estamos em tratamento retroviral com o 3×1 estando indetectável há 1 ano e por ventura houve rompimento do preservativo, acidente no sexo, podemos nos contaminar novamente ( com uma nova carga viral) de outra pessoa que desconhece a sua sorologia, ou o 3×1 também nós preserva de uma nova infecção do vírus hiv, exceto para outras DSTs (hepatites, sífilis, gonorreia etc).

    Obs.: Temos que fazer a PEP ?

    Obrigado por esclarecer a minha dúvida.

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