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Filme brasileiro no Oscar conta história de filha adotiva com HIV


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Pequeno Segredo será o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar 2017 de filme estrangeiro. Dirigido por David Schurmann e inédito nos cinemas brasileiros, o longa desbancou Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, que era favorito à vaga. De acordo com Bruno Barreto, presidente da comissão de eleição, os votantes optaram por escolher “um filme que dialogasse mais com os critérios da Academia”.

Schurmann é integrante da família que foi a primeira tripulação brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro, e Pequeno Segredo conta a história de Kat, a menina portadora de HIV adotada pela família em uma de suas viagens. Julia Lemmertz, Mariana Goulart, Maria Flor, Marcelo Antony e Mariana Goulart. integram o elenco.

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Em sua página no Facebook, o diretor agradeceu a indicação: “Obrigado a todos os que acreditam nesse filme. Meu profundo respeito a todos os maravilhosos filmes inscritos. Tenham certeza que faremos de tudo e não economizaremos energias para representar nosso país na premiação do Oscar 2017. Obrigado, Obrigado, obrigado!”.

Programado para chegar aos cinemas de todo país em 10 de novembro, Pequeno Segredo fará uma pré-estreia limitada antes de 30 de setembro, ainda sem data definida, para poder se qualificar a concorrer ao Oscar 2017.

Por Agência Aids em 12 de outubro de 2016

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

26 comentários

  1. Henrique diz

    O filme se passa em que ano? Acho que faltou expor isso pois falar que uma pessoa morre de aids nao ajuda muito as pessoas nesse grupo. Preferiria nem ter lido essa notícia mal feita.

    • Henrique,

      Kat Schurmann, a filha adotiva do casal Schurmann, nasceu em 1992, infectada com HIV por transmissão vertical. Ela faleceu em 29 de maio de 2006, aos 13 anos de idade, devido a complicações decorrentes do HIV. Nessa altura, a notícia da morte dela foi bastante divulgada.

      Segundo a IstoÉ, Kat precisava de medicamentos mais modernos do que aqueles que existiam naquela época.

      Por ter nascido com HIV ainda em 1992, ela certamente sofreu com os medicamentos mais fortes e possivelmente teve seu sistema imune debilitado pelo vírus — coisa que já não acontece com quem faz tratamento hoje em dia.

        • Alex diz

          Nossa, é meio estranho e ao mesmo tempo tem algo de singelo (re)ver algo sobre o vírus que antes de contraí-lo já se conhecia. Esse vídeo, da menina, já havia assistido há alguns anos, a história dela tbm já tinha lido em algum lugar, mas logo esqueci, me parecia algo tão impossível ou distante, e agora, revendo, é como se olhasse com outros olhos, mais próximo, mais compreensível.
          Afinal, assim já diziam: “Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem.”

  2. Aphios Corporation anunciou que pretende continuar a sua pesquisa para desenvolver uma cura para o HIV / SIDA usando drogas de entendimento nanopartículas alvo ‘nanosomes’ com o recente financiamento do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), NIH.
    Atualmente, cerca de 35 milhões de pessoas morreram de SIDA e há cerca de 37 milhões de pessoas que vivem com HIV / AIDS em todo o mundo. Nos Estados Unidos, estima-se que 1,2 milhões de pessoas vivem atualmente com o HIV e mais de 40.000 novas infecções ocorrem a cada ano. Não existe vacina contra o HIV e SIDA, se não tratada, levará à morte de mais de 95 por cento dos indivíduos infectados 10 anos após a infecção. O HIV infecta vários tipos de células durante o curso da infecção e a progressão para a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). A persistência de reservatórios celulares infectadas pelo HIV latentes representa o maior obstáculo remanescente para a erradicação do vírus com a terapia anti-retroviral corrente (CART), uma vez que as células infectadas de forma latente continuam a ser uma fonte permanente de reativação viral.
    Foi levantada a hipótese de que a intensificação das medicações pode reduzir a viremia residual mas estudos recentes sugerem fortemente que este não é um cenário provável. Além disso, cART é problemática devido à toxicidade a longo prazo, a resistência aos medicamentos, envelhecimento acelerado do sistema imunológico e a incapacidade de atingir e eliminar reservatórios virais persistentes. Portanto, outras abordagens farmacológicas destinadas a reservatório de HIV-1 têm sido sugeridas por vários investigadores como uma estratégia promissora para o desenvolvimento de novos medicamentos capazes de ativar latente VIH-1 sem induzir células T ativação global.
    Segundo o Dr. Trevor P. Castor, CEO e Investigador Principal sobre esta investigação, “Pretendemos desenvolver uma terapia de combinação exclusiva que consiste em uma proteína quinase C (PKC) modulador e uma histona deacetilase (HDAC) inibidor em nanosomes para reativar esses latentes reservatórios de HIV de modo que o HIV-1 podem ser eliminados pelo próprio sistema imunitário do corpo e / ou cart e assim erradicadas do corpo do paciente. Pretendemos entregar estas drogas aos seus alvos ao mesmo tempo usando nanopartículas alvo, imunologicamente cravado ‘nanosomes’. ”
    A investigação será conduzida por uma equipe multidisciplinar de cientistas e engenheiros com aconselhamento e apoio do Dr. Robert F. Siliciano, MD, Ph.D., Professor de Medicina, Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e investigador, Howard Hughes Medical Institute, que também irá fornecer suporte com respeito ao ex vivo de avaliação da combinação nanosomas PKC-HDACi; Dr. Eduardo Munoz, MD, Ph.D., Professor de Imunologia da Universidade de Córdoba, Espanha, pesquisador de latência HIV e assessor científico Aphios Corporation; Dr. Santiago Moreno, MD, Chefe, Doenças Infecciosas, Ramón y Cajal Hospital e professor de Doenças Infecciosas da Universidade de Alcalá, Madrid, Espanha, um médico HIV e Investigador Principal de um Fase I recentemente concluído IIa julgamento / clínico de um modulador PKC para a latência do HIV em pacientes com HIV no carro em Espanha; e Dr. Joseph L. Bryant, DVM, Director da Divisão de modelos animais, Instituto de Virologia Humana e Professor Associado do Departamento de Patologia da Universidade de Maryland School of Medicine, um especialista modelo animal HIV, que irá liderar a in vivo t oxicity e estudos de eficácia animais planejado.
    Dr. Castor continua: “A nossa abordagem tem o potencial para o avanço da terapêutica para o VIH para uma cura de esterilização, que atualmente está fora do alcance da comunidade HIV / AIDS.”

    http://www.pharmpro.com/news/2016/09/aphios-develop-hiv-aids-cure-using-combination-drugs

  3. Joao diz

    Boa Tarde Pessoal,
    Fui diagnosticado a 1 Mês , e está sendo uma jornada muito complicada desde então.
    Tive um tumor em 2013 e passei por muita quimioterapia , agora em 2016 eu estava ficando 100% físico e mentalmente , e tudo desmoronou novamente.
    A Fase do luto passou , porém ainda estou muito casado e desanimado.
    as vezes estou esperançoso , mas é complicado no começo , porque ainda nem sei como será novamente viver tomando drogas.

  4. Ser+H diz

    Mesmo sem sintomas, militar com HIV tem direito à reforma por incapacidade
    Militar com o vírus HIV tem direito à reforma por incapacidade definitiva, mesmo que não tenha sintomas de Aids. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS) manteve sentença de primeira instância que condenou o Exército a aposentar um jovem de Santa Rosa (RS) que contraiu o vírus na época em que prestava o serviço militar obrigatório.A reforma por incapacidade definitiva é aceita pelo Superior Tribunal de Justiça.

    O homem serviu de março de 2011 a janeiro de 2012. No entanto, poucos dias após seu licenciamento, ele descobriu que era soropositivo. No ano passado, o jovem entrou com o processo contra a União pedindo sua reintegração como agregado até sua completa recuperação ou sua reforma por incapacidade. Além disso, também solicitou indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil.

    A União defendeu-se alegando que o autor foi considerado apto durante a inspeção de saúde, bem como não há nexo entre a atividade militar e a doença.

    A 1ª Vara Federal de Santa Rosa deu parcial provimento à ação determinando que a União o aposentasse por invalidez com vencimentos equivalentes ao grau hierárquico imediatamente superior ao que ele ocupava. Já a reparação por danos morais foi negada, uma vez que o Exército não tinha conhecimento da situação na época da dispensa. A Advocacia-Geral da União recorreu ao tribunal.

    Na 4ª Turma do TRF-4, o relator do processo, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, negou o apelo. Conforme o magistrado, em caso de doença como essa, o Estatuto dos Militares prevê a hipótese de reforma independentemente de ser militar estável ou temporário, bem como a Lei 7.670/88, que trata de benefícios a aidéticos, não leva em conta o grau da doença.

    “O autor tem o direito de ser reformado por incapacidade, uma vez que a lei não faz qualquer distinção quanto ao grau de manifestação ou desenvolvimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), razão pela qual é irrelevante o fato de o requerente encontrar-se no momento assintomático do vírus HIV. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de que o militar portador do vírus HIV tem o direito à reforma por incapacidade definitiva e com a remuneração calculada com base no posto hierarquicamente imediato, independentemente do grau de desenvolvimento da doença”, afirmou Leal Junior. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

    (Revista Consultor Jurídico)

  5. orfeubh diz

    Confesso que também fiquei meio assutado, pois ficou meio esquisito a historia dela, pq a gente não sabe se ela era tratada corretamente com os anti-retrovirais, o que se sabe e que ela demorou bastante pra começar o tratamento e também o que pode ter ocorrido e que como ela sempre estava em outros países, pode ser que o tratamento fosse diferente dos que são utilizados no brasil.

  6. Leo diz

    Desanimado de tomar remédio todo santo dia (2 anos). Pensando em parar. Tô cansado. Desculpem-me.

    • Alex diz

      Acho que ninguém toma porque gosta do ato de tomar.

      Se vc está desanimado porque tá tomando um comprimido todo dia, talvez fique mais desanimado se parar de tomar a aparecerem alguns sintomas talvez irreversíveis desse possível gesto impensado. Então, se é ruim com ele, pior sem ele.

    • Alessandro diz

      Leo, eu tbm me sinto cansado as vezes e penso, poxa será que n poderia ser dia sim dia não ?? mas é como o Alex disse, se parar é pior então sigo tomando, e outra são apenas alguns segundos de minha vida diária nada mais !!!

    • Leão diz

      Amigo, mesmo em um momento de tristeza, não pare de se cuidar, sabemos que é difícil mas vc tem que continuar, busque ânimo, estamos na mesma situação, torço por vc.

    • Mar+ diz

      Leo, eu sei que não é fácil. Nossa situação não é a que queremos, mas é a que temos.
      Procure VIVER sua vida, sem pensar se amanhã ou daqui a um certo tempo vc ainda vai estar tomando medicamentos. O que vc tem que ter em mente é que não precisamos de uma situação pior do que a que estamos.
      Será que vc não tá perdendo tempo pensando nisso ao invés de viver?
      Tenha força, cara. E vamos nos ajudar dando exemplo uns aos outros.

    • Paulo diz

      Tem diabético que passa a vida levando injeção na barriga e nem reclama! 1 comprimido por dia não é nada.

  7. Victor diz

    Ao contrário de nós adultos, que contraímos o vírus com um sistema imunológico já formado, as crianças ainda não tem a imunidade plenamente desenvolvida. Por isso o vírus comporta-se de maneira diferente. Não cabem aqui comparações sobre ausência de resposta ao tratamento ou quando o mesmo foi iniciado. A transmissão vertical (de mãe para filho) é uma situação especial, diferente da nossa em muitos aspectos. Infelizmente para os pequenos é bem mais difícil.

    Leo, quando fui diagnosticado, li dezenas de posts aqui do JS. Lembro de um comentário que citava uma conta simples… Levamos cerca de 10 segundos para encher um copo d’água e ingerir 1 comprimido. Fazendo os cálculos, o HIV consome apenas 60 minutos do seu ano todo. Claro que existem as idas ao médico e as visitas ao laboratório, mas eventualmente você as faria da mesma forma, mesmo sendo negativo, talvez por outros motivos. Quando sentir-se cansado, lembre que é apenas um comprimido ao dia (ou alguns poucos caso o teu esquema não seja o 3×1). Parar o tratamento só vai gerar resistência do vírus e problemas para você. Quando perceberes o tamanho do problema que isso vai gerar e quiser voltar para os antirretrovirais, talvez tenha que tomar um número muito maior de comprimidos… Consequentemente com mais efeitos colaterais! Então repense amigo! Quantas pessoas diariamente tomam seus remédios para hipertensão, diabetes, depressão? Você está cansado de ter que lidar com o fato de ser soropositivo! E quem em sã consciência não está? Mas o remédio é teus aliado! Não teu inimigo!

    • Alex diz

      E se for pra parar pra pensar um pouco mais aprofundadamente, se o vírus “nos tira”, digamos, 60 segundos diários ao tomar o remédio, de outro modo, ao menos para mim, me acrescentou alguns anos de vida, pois gerou algum amadurecimento que talvez só alcançasse depois de muito tempo, fora a compreensão e ensinamentos de outros aspectos da vida.

  8. Dário diz

    Por eu ainda não tá tomando o remédio, meus dias tem sido um pesadelo. Fico com medo de ficar doente, tbm por enquanto estou com medo de transar com meu namorado mesmo com preservativo, várias vezes eu fico imaginando a falta que vou fazer às pessoas que estão ao meu lado se por acaso eu vir a morrer 😦 Vivo a maior parte do tempo triste, meu namorado é um fofo e faz de tudo pra não me ver assim, mas digo que é impossível não ficar triste.

  9. Caio PE diz

    E tenha cuidado com a vacinação também (atualize todas) sob a supervisão de um infecto.

  10. Maupr diz

    Eu deixei meu luto depois que assisti uma reportagem da AACD, onde uma garotinha de 5 anos com sua deficiência, batalhando e fazendo fisioterapia todos os dias. A reporter perguntou qual era maior sonho, a menina respondeu era ficar de pé.
    Pode ser um drama o que eu to dizendo, mas senti uma vergonha tão grande, como te levado um tapa na cara., depois daquele dia parei de reclamar e agradecer que posso ficar de pé todos os dias. Aquela menina é minha maior fonte de inspiração da minha vida.

  11. Lucas diz

    Tenho 19 anos, não sou soropositivo, mas todo dia acompanho esse blog! Gosto muito das notícias e dos comentários. Admiro muito todos vocês que lutam contra esse vírus…

  12. Simone diz

    Olá pessoal fiquei sabendo do filme e vim pesquisar sobre e vi todos esses comentarios, e fiquei muito comovida. Pois vivo uma história bem parecida com a dessa menina,tbm adotei uma nenem com o mesmo problema, hoje ela está com quatro aninhos a razão da minha vida.cuido dela com todo amor e carinho, luto pela saúde dela como se fosse a ultima coisa a fazer na minha vida, juntas somos mais forte, só fiquei preocupada em saber que a menina morre aos 13 anos, não sei oq seria de mim sem ela,lendo os comentários fiquei mais tranquila. Um abraço a todos e continuem a lutar por vocês!

    • Catarina diz

      Simone, não fique preocupada.
      Eu tenho o virus desde 1986,contrai em uma cirurgia de emergência…hoje tenho 30 anos e estou linda, viva e feliz…haha
      Naquela época não havia nem metade dos recursos que temos hoje…eu acompanhei toda a evolução das medicações, e graças a Deus consegui superar todos os entraves que surgiram.
      Eu também assisti ao filme, inclusive me vi em muitas cenas…recomendo a todos,a historia e linda , pura e emocionante.
      um beijão

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