Artigos
Comentários 96

“Fazer sexo com um soropositivo acabou com meu medo do HIV”


Por Zachary Zane

The_Advocate_Magazine

“Isso não é mais uma sentença de morte” não foi o que me disseram durante a aula de educação sexual da sétima série. “É a pior doença sexualmente transmissível e você não vai quer contraí-la” — é o que me foi dito. Foi assim que começou o meu medo patológico de contrair o HIV. Mesmo antes de ter minha primeira relação sexual com um homem, eu já estava com medo do HIV.

Eu não acho que e exista outro médico na história da humanidade que teve de lidar com um obsessivo (e mal sexualmente ativo) jovem de 17 anos de idade. Quando pedi pelo meu quarto teste de HIV, o médico me disse que, uma vez que só tinha feito sexo vaginal sem proteção com uma única mulher, literalmente, as chances de eu ter HIV eram mínimas. Ele me disse que seria um caso diferente se eu tivesse feito sexo anal ou se estivesse tendo relações sexuais com homens.

Em seguida, aos 18 anos, comecei a ter relações sexuais com homens (depois de duas semanas na faculdade), mas só foi quase quatro anos mais tarde, na semana antes de me formar na faculdade, que eu tive a primeira relação sexual com penetração com um homem. Foi sem camisinha e eu estava bêbado. Só assim eu consegui transar com um homem. Isto foi em maio de 2013, antes mesmo de eu saber o que era PrEP.

Mais tarde, naquela mesma semana, eu tomei 20 miligramas de Zolpidem [fármaco hipnótico, do grupo das imidazopiridinas, não-benzodiazepínico, de rápida ação e curta meia-vida, utilizado para tratamento de insônia] e convidei o mesmo rapaz para vir até minha casa. Tivemos relações sexuais novamente. Mais uma vez, sem proteção. Durante o mês seguinte, eu me apavorei com medo de ser positivo. Então, finalmente fui fazer o teste. E o resultado veio negativo.

O pânico do HIV estava tomando conta da vida de Zachary Zane — até que ele tomou uma atitude.

“Eu não conseguia parar de pensar sobre HIV durante o sexo.”

Depois de me assumir como bissexual e abraçar totalmente este rótulo, comecei a usar preservativos. Mas a possibilidade de contrair HIV me parecia ainda mais real: quando abracei o rótulo bi, eu não conseguia mais parar de pensar sobre HIV durante o sexo e temia ser uma “ponte” de HIV para mulheres — uma ponte que é muito possivelmente um mito, ao qual fui condicionado a temer. Então, os preservativos pareciam ser a opção lógica.

Mas com os preservativos veio a disfunção erétil. Quase todas as vezes. Era frustrante, vergonhoso. Comecei a me odiar por ser incapaz de manter uma ereção. Isto levou a uma ciclo vicioso: eu não conseguia ter uma ereção com praticamente ninguém, pelo menos nas primeiras vezes que tentava ter relações sexuais.

Tentei de tudo para acabar com minha disfunção erétil. Terapia, respiração, exercícios de liberação de estresse, beta-bloqueadores para ajudar os nervos e até mesmo Viagra (100 miligramas, pois eu não estava de brincadeira). Nada funcionou. Isso me levou a assumir mais a posição de passivo, a qual, como todos sabemos, nos coloca em maior risco de contrair HIV. Foi aí que o meu medo de contrair o HIV atingiu seu pico.

Depois de uma consulta com meu terapeuta, solicitei ao meu médico que me prescrevesse PrEP. Porém, tornei-me obsessivo em tomar Truvada, sempre preocupado que tivesse perdido uma dose (mesmo que nunca tivesse perdido uma dose). Comprei aqueles recipientes plásticos de comprimido que os avós usam para se certificar de que tomaram seus remédios no dia correto. Eu os colocava lá dentro, para ter certeza de que não tinha perdido um único dia. Depois, comprei um recipiente de pílula portátil, que pode ser preso ao chaveiro, assim eu poderia carregar o Truvada comigo o tempo todo.

Os Centros de Controle de Doenças recomendam usar preservativos mesmo quando em PrEP, pois eles protegem de outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas eu estava preocupado mesmo era com o HIV.

“O CDC recomenda usar preservativos mesmo quando em PrEP, pois eles protegem de outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas eu estava preocupado mesmo era com o HIV.”

Exigia que homens soronegativos também em PrEP usassem preservativos. Eles ficavam confusos com a minha insistência, especialmente pelo fato de eu ser soronegativo e estar em PrEP, com adesão à minha medicação diária. Quando um homem não queria fazer sexo comigo porque eu queria que ele usasse camisinha, eu recusava. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) recomenda usar preservativos mesmo quando em PrEP, pois eles protegem de outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas eu estava preocupado mesmo era com o HIV. Sem transar, alguns parceiros ficavam decepcionados.

Eu também não transava com homens soropositivos mesmo se eles alegassem ser indetectáveis e usassem camisinha. Meu raciocínio: os preservativos poderiam romper, homens indetectáveis pode ter blips virais e o Truvada da PrEP garante apenas 90 a 99% de eficácia. Ah!, e o cara poderia estar mentindo. Apesar de saber que estava sendo neurótico, eu não conseguia parar, mesmo depois de ler toda a literatura acadêmica e aprender que é muito mais provável que eu fosse atingido por um raio durante o sexo do que adquirir o HIV de sexo com camisinha com um homem indetectável enquanto estou em PrEP.

Boston Night

Foi no Natal do ano passado, numa noite em que eu estava entediado, sem o ânimo de costume para pedir comida chinesa e assistir um filme, que fui para a casa de um cara que conheci no Grindr. Fiz minha pergunta habitual sobre condição sorológica e preservativos. Ele disse que era soronegativo e que poderíamos usar camisinha. Nós acabamos subindo para a cobertura de sua casa, que ficava na zona sul de Boston e, por um milagre, eu tive uma ereção. Mas eu não tinha levado os preservativos comigo e, uma vez que estávamos lá em cima quando tudo esquentou, decidi ceder e fazer sexo bareback, sem camisinha.

Fiz e foi incrível, até descobrir que na verdade ele era soropositivo. Eu estava sob PrEP, protegido. Mas, ainda assim, me apavorei. Falei com um especialista em doenças infecciosas do Massachusetts General Hospital. Fiz o teste de HIV exatamente 10 dias e 14 dias após a exposição. (Como diz a diretriz: espere 10 a 14 dias após a exposição).

“Embora eu soubesse que as chances de ter adquirido HIV fossem quase nulas, eu não conseguia afastar a ideia de que eu era soropositivo.”

Fiquei angustiado por duas semanas consecutivas. Não conseguia trabalhar. Não conseguia pensar. Estava furioso comigo mesmo. E, embora eu soubesse que, estatisticamente, as chances de ter adquirido HIV fossem quase nulas, eu não conseguia afastar a ideia de que eu era soropositivo. Embora eu soubesse que o HIV é administrável, que você pode viver uma vida saudável e normal com HIV, disse a mim mesmo que isso era o que os médicos diziam para os soropositivos só para fazê-los se sentirem melhor.

Claro, meus resultados deram negativo. O Truvada fez o que deveria fazer. Ou ele era indetectável. Ou talvez eu tive sorte.

nightclub

Oito meses se passaram e eu não tinha tido qualquer relação sexual desprotegida com um homem e nem com uma mulher. Também rejeitei homens soropositivos, mesmo se eles alegassem ser indetectáveis. Estava em Provincetown para o verão, onde há muitos homens e sexo por toda parte, quando recebi um diagnóstico de uma terrível candidíase oral. Meu médico, depois de pedir testes para HIV e outras DSTs (todos negativos), sugere que eu saia um pouco da PrEP para poder tratar a candidíase. (Após consulta com outros médicos, descobri que era improvável que o Truvada estivesse causando as minha aftas, mas, naquela altura, dei ouvidos ao meu médico).

O que aconteceu em seguida foi causado por algum karma. Os quatro homens seguintes que conheci em casas noturnas eram soropositivos. Uma vez que os conheci na vida real, não perguntei sobre suas condições sorológicas até estar com eles na cama. Todos foram honestos sobre isso, dizendo que eles eram soropositivos e indetectáveis.

“Por algum motivo, decidi: dane-se!”

Então, por algum motivo, que eu não sei exatamente qual, decidi: dane-se! Vou fazer sexo anal. Talvez eu estivesse cansado de ter a paranoia do HIV me consumindo. Talvez eu estivesse bêbado demais. Talvez eu estivesse pensando com a cabeça errada. Mas, por alguma razão, eu aceitei. Com o primeiro cara, usamos preservativos — e eu não consegui manter minha ereção. Na primeira vez, transamos por pouco tempo. Na segunda vez, consegui manter minha ereção por um pouco mais tempo. Na terceira e quarta, eu já não tinha problemas em manter a ereção durante todo o sexo com preservativo.

Os problemas de disfunção erétil que tive por anos pareciam estar indo embora para sempre. Também parecia ter superado meu medo de contrair HIV, curiosamente, através da terapia de exposição ao próprio vírus.

“Não podemos deixar que o medo do HIV arruine nossas vidas.”

O HIV não é mais uma sentença de morte. Isso é um fato. Devemos nos envolver em práticas de sexo seguro para diminuir nossas chances de propagação e contaminação pelo HIV — isso também é um fato. Mas não podemos deixar que o medo do HIV arruine nossas vidas. Meu medo patológico do HIV foi uma fonte insidiosa de estresse na minha vida e nos meus relacionamentos. Eu não saberia dizer quantas noites passei em claro, na cama, convencido de que eu tinha contraído HIV. Eu não poderia te dizer quantas vezes me arrependi de não ter feito sexo ou de quantas vezes perdi meu tesão por causa de pensamentos relacionados ao HIV. Eu não saberia dizer quantas vezes eu chorei porque estava irritado comigo mesmo por não conseguir ter uma ereção com um homem que realmente gostei.

O medo de contrair HIV em minha vida durou muito tempo e eu não quero mais sofrer com ele. Precisamos nos proteger, mas também precisamos viver nossas vidas, sem medo. Enfrentamos tanto estigma e perseguição por sermos homens gays e bi que não devemos acrescentar o HIV à esta lista. Vamos ser inteligentes, vamos controlar esse medo.

Por Zachary Zane em 22 de agosto de 2016 para Advocate

Anúncios

96 comentários

  1. Bruno Machado diz

    A mentalidade do americano, embora nos espelhamos muito em eles, é diferente do brasileiro. Aqui achamos que isso nunca vai passar com a gente, nos divertimos, desfrutamos da sexualidade, até que um dia, o que parecia improvável, acontece.
    Em minha opinião falta informação mais esclarecida na mídia, nós somos apagados diante da sociedade, todos querem ocultar e esconder o problema, justamente porque o medo está arraigado nos anos 80 onde a doença era temida. Ainda que hoje não se tenha tanto medo, quando nos deparamos com a situação de ser positivo, todo a carga emocional e desprezo social vem à tona em nossa mente.
    Isso aconteceu comigo e acontece com os amigos que tive contato.
    A verdade é que os estudiosos nos tenta acalmar e passar uma ligeira sensação que estará tudo bem.
    Não é bem assim que funciona na pratica.
    O vírus pode ser devastador. Algumas cepas do vírus podem causar lipodistrofia, não só a medicação e encarregado de acometer. Nos submetemos a várias medicações complementares, e sempre haverá o medo da rejeição. E hipocrisia pensar que está tudo bem.
    Sou otimista e acredito em Deus, mas não posso negar que essa escuridão na minha vida me deixa pra baixo. Vejo claramente as mudanças ao decorrer do meu descobrimento. E como isso afeta diretamente meu emocional.
    Talvez eu devesse ter me precavido? Antes de me lamentar?
    Eu poderia ter me retraído e ter deixado de fazer sexo?
    Não!
    Eu era um jovem estudando e com muito desejo, sempre me cuidei. Sempre fui bem informado.
    Mas não esperava que me passariam propositalmente com uma camisinha preparada para furar.
    É doloroso, é triste, mas em algum momento senti que esse era o fardo que devo carregar.

    Apenas um desabafo….

    Animale.mga@hotmail.com

  2. Cris diz

    Meu namorado é soropositivo, indetectável tem mais de 2 anos. Há 15 dias começamos a ter relações sem preservativos. Não senti e não sinto medo nenhum, pelo contrário, me sinto mais segura com ele do se tivesse tido uma relação com um soro interrogativo.
    É isso.

    • Cristal diz

      Meu noivo tem 8 anos de HIV, está indefectível há 7, estamos juntos há quase 3 anos. Desde o começo do namoro sei de sua condição, só começamos a nós relacionar sexualmente, por zelo dele, depois q ele me contou. A condição dele nunca foi um problema pra mim, eu amo o homem ñ o vírus. Até o início deste ano só transávamos de camisinha, mas depois de muito pesquisar, me informar, estudar, … eu sugeri q passássemos ao sexo sem camisinha, queremos engravidar, acho q pelo menos nos meus dias férteis dá pra “arriscar”. A infectologista dele ñ aprova, mas resolvi por mim mesma, acredito dos inúmeros artigos q nos informam sobre várias pesquisas q já comprovaram q um soropositivo em tratamento correto e indetectável a mais de seis meses e sem nenhuma outra DST ñ é transmissor
      Fiz meu segundo teste há dias atrás e o resultado foi negativo, manterei meus exames em dia por precaução.
      Concordo com a Cris, quando ela diz q corre menos risco com seu namorado soropositivo indetectável e em tratamento doq com um sorointerrogativo.
      A ignorância estimula o preconceito.

    • Anjo terapeuta diz

      Eu e meu namorado (noivo) fazemos a um ano e oito meses por opçao dele sem preservativos e ele continua soronegativo.

    • Anjo terapeuta diz

      Eu e meu namorado (noivo) fazemos a um ano e oito meses por opçao dele sem preservativos e ele continua soronegativo. Feliz da vida

  3. Margô diz

    Pessoal, alguém mais está em um relacionamento sorodiscordante e, mesmo assim, optou por ter relações sem preservativos? O risco é tão baixo assim?

    • RecentWave diz

      Eu estou em um relacionamento sorodiscordante e sou positivo e indetectável há 1 ano. Meu namorado sabe desde o diagnóstico e de uns tempos pra cá, depois de muita informação nós fizemos sexo sem camisinha algumas vezes. Foi uma opção dos dois e ele não tem medo. Foi uma decisão baseada em muita informação e eu não me sinto uma ameaça pra ele e nem ele sente que eu sou. Tratamos isto de uma maneira bem natural.

  4. Oliveira diz

    OLA PESSOAL !!!!
    Preciso de uma informacao por gentileza!! a 1 ano e 8 meses iniciei o tratamento com 3×1 …..Porem essa semana fiz exames de densidade Ossea e o TENOFOVIR , esta causando perda de fosforo e de massa ossea de forma altamente consideravel 😢😢😢 Meu infecto pediu a troca de meu esquema , e chegamos a conclusao que meu novo esquema sera :- ABACAVIR + LAMI UDINA + EFAVIRENZ 👍👍👍👍 Aguem aqui toma esse esquema??? ou teve que trocar do 3×1 para esse esquema??? Queria saber quais efeitos colaterais deles???? qto tempo durou ? etc !!! SE PUDEREM ME AJUDAR COM ALGUMA INFORMACAO AGRADECO 💝
    OBRIGADO E FIQUEM.COM.DEUS GALERA

    • Mineiro interior diz

      Eu tomo esse combinação. O 3×1 estava afetando meus rins. Creatinina alta. Pra mim tá sendo ótimo, já estou indetectável, tem dias que dá umas sonolências, mas é só dormir que passa. Como dizia Derci Gonçalves: as melhores coisas da vida é comer e dormir.

      • Oliveira diz

        mineiro interior
        Quais foram os efeitos nas primeiras semanas ????.

        • Mineiro interior diz

          Oliveira, não senti nada diferente não. O único incômodo seria trocar 01 comprimido por 05, mas só no início, já me acostumei. Comprei aqueles porta comprimidos pra facilitar. Vai dar tudo certo aí. 🙂

      • Positividade de luz diz

        Faltou o cagar,cagar é bom demais ,ela dizia isso também kkkkkkkkkkk

        • Mineiro interior diz

          Cagar é oooootimo. Kkkkkkk. Tenho prisão de ventre mesmo antes das vitaminas “coquetel” 🙄

    • Lima diz

      Oliveira porque você fez esse exame de Densitometria óssea? Quem indicou? Sentiu algo?Faço uso do tenofovir… Abraço! kik feliz.11

    • Jacqueline diz

      Oi Oliveira! o abacavir tem um efeito adverso mas só casos específicos. Pessoas que portam o alelo HLA-B*5701 (uma variante genética da molécula HLA-B) seriam susceptiveis a uma reação de hipersensibilidade. Assim, se sugere que as pessoas que vão iniciar o tratamento com abacavir façam um teste genético para saber se são portadoras de tal alelo ou não. Pergunte sobre isso para seu médico infectologista. Abraço!

  5. Ombro Amigo diz

    Eu nunca me identifiquei tanto com um texto como esse…porque esta é a situação que eu vivo atualmente e foi por esse motivo que eu descobri que este blog há algum tempo…

    Só comecei a minha vida sexual relativamente tarde, por volta dos 20 anos, e de forma totalmente conturbada. Não tive qualquer apoio emocional, psicológico e tampouco tive uma educação sexual digna. Pouco sabia sobre as DST’s: sobre a Aids, sabia que era uma “doença” muito destrutiva, que matou muita gente e que o único tratamento disponível era um “coquetel chamado AZT” muito complicado que deixava as pessoas muito magras e debilitadas. Cresci ouvindo boatos de “maníacos da seringa” e pensava que isto jamais poderia acontecer comigo.

    Infelizmente sofri abusos sexuais [não cheguei a ser violentado, mas fui exposto à situações traumáticas], entrei na puberdade e me descobri gay no ambiente homofóbico da periferia. Tudo isso foi uma junção explosiva de sentimentos e temores que só me permitiram iniciar aos 20 anos, quando entrei na faculdade. Depois disso, entrei nessa paranoia semelhante à este rapaz da reportagem, mesmo quando eu fazia sexo com preservativo! Vivo nessa situação há cinco anos: tenho uma vida sexual irregular e ruim. E quando caio no erro do sexo sem proteção, eu fico totalmente louco: choro por qualquer coisa, não durmo direito, fico horas pesquisando sobre o assunto e penso que posso contaminar qualquer pessoa. E para piorar, eu tenho depressão crônica e TAG [Transtorno de Ansiedade Generalizada].

    Já fiz tantos testes que as meninas do CTA já “marcaram meu rosto”. E algumas são impacientes comigo e me tratam como “lá vem aquele menino chato de novo”. Reconheço meus erros e tenho ciência dos altos riscos que enfrento. E aqueles quinze minutos na espera do teste é uma sensação da pior das angústias.

    Estou sofrendo muito com isso! Ninguém está se dispondo a me ouvir e a compreender que eu preciso de ajuda. Desde que fui abusado, a minha sexualidade virou uma espécie de tabu na minha família: minha mãe não aceita e meu pai não pode saber que sou homossexual. Não concebem a ideia de que eu possa andar com camisinha e sachê de lubrificante na carteira.A bem da verdade, nem eu mesmo me aceito gay.

    A minha última relação de risco foi em 6 de julho e fiquei tão mal que desde este dia estou sem fazer sexo. Exatos 28 dias depois da relação sem proteção, eu procurei o CTA para fazer os testes rápidos de HIV, Hepatite e Sífilis. Deu negativo para todos, mas não fiquei tranquilo com essa situação, porque a psicóloga me informou que a janela imunológica para o teste rápido ABON seria de 40 dias e me pediu que eu retornasse entre o final de agosto e o começo de setembro. E acabei não ficando totalmente tranquilo. Afinal, qual a janela imunológica definitiva?

    Por favor, não taquem pedras porque estou sofrendo muito com essa situação, estou ciente dos meus erros, dessa paranoia e decidi procurar ajuda especializada. Mas eu não sei por onde começar. Se poderem me ajudar, eu agradeço muito!

    P.s.: Em tempo, aprendi muito sobre HIV com este blog e vi que muitas pessoas vivem normalmente e que o tratamento evolui a passos largos. Não percam as esperanças jamais!

    • Alex diz

      Alguns dizem a janela imunológica ser de 30 dias, outros 60 dias. Mas isso não é tão relevante, o mais relevante é ter a consciência do risco e saber evitá-lo.

      Pelo que vc falou precisa amadurecer bastante psicologicamente ainda, mas isso não é todo ruim, pois deve crescer internamente em todo esse processo, não deixe que o hiv seja o catalisador desse crescimento, não fique inconscientemente procurando o vírus, como se isso fosse chancelar um sentimento de se vitimizar que parece que tanto busca. E se o vírus aparecer, não há mais o que fazer, apenas tratar, cuidar de si e dos outros.

      Mas quando tiver vontade de transar sem camisinha, não pense só em vc, pense nos outros, que se protegendo vc tbm está respeitando primeiramente os outros. E não sou a melhor pessoa para dar conselhos, mas esqueça essa paranóia de ser gay, isso é só uma parte da sua vida, a vida não se resume a sexo ou desejo sexual, procure outras coisas que tbm lhe preenchem, seja no campo profissional, de lazer, ou ao menos ajudar o próximo. E daí que sua família não lhe aceita, azar deles, crie sua própria família caso tenha essa necessidade. Enfim, espero que de alguma forma possa ter ajudado.

    • Gil diz

      Qual a sua cidade? Você precisa de ajuda profissional, sim, fazer psicoterapia te ajudará a superar estes problemas. É investir na superação dessa situação, na verdade uma conduta autodestrutiva. Bola pra frente, vc vai superar!!

      • Ombro Amigo diz

        Gil, agradeço por todo o apoio e quero deixar bem claro que estou ciente e reconheço meus erros e que eu preciso de ajuda. Moro em João Pessoa e estou atualmente desempregado, o que dificulta a busca por um bom profissional.

        Alex, pelo que andei lendo aqui no blog do JS, os testes rápidos já podem detectar o vírus após três semanas após a relação de risco. Sendo 28 dias [4 semanas] para o Western Blot. Em outro site, eu soube que era entre 22 e 25 dias. De todo modo, independentemente de ter ou não o vírus, eu tenho que mudar a minha conduta rapidamente em muitos setores da minha vida. Mas para isso terei que trabalhar temas delicados na minha vida. Mas não há na vida que seja eterno. Sei que essa tempestade vai passar um dia…

        • Gil diz

          QUE LEGAL, OMBRO AMIGO! Também moro em João Pessoa e posso te ajudar em algumas questões. Aliás, quero ajudar e se você quiser se ajudar, será ótimo entrarmos em contato: psicoglmr@gmail.com
          Aguardarei seu contato.

    • GAROTO ES diz

      Eu tenho um certo medo da janela Imunológica. Pois o meu virus se desenvolveu nesse tempo. Fiz exames de rotina e nada acusou. Porem no fim de 2014 passei muito mal e fiquei dias de cama, com febre muito alta, dores no corpo (segundo minha infectologista MARAVILHOSA, pode ter sido nesse momento em que o virus havia se manifestado) e antes da virada de 2014 para 2015, eu percebi 2 caroços no pescoço (segundo a infecto pode ser decorrente do virus, e realmente sumiu com o 3×1). Descobrir o hiv em junho de 2015, prestes a entrar em um relacionamento, que infelizmente nao tive apoio do meu parceiro, no qual alem de acabar tudo, ficou com tanto medo de ter pego que me deixou totalmente desmotivado, isso tudo sem ter acontecido sexo sem camisinha.
      Eu tinha medo de tudo, chorava horrores e vivia perguntando a Deus: Porque comigo?. Tinha medo de voltar pra casa apos o trabalho, queria sempre dormir na casa de algum amigo, somente para ter companhia e não ficar lembrando disso. Olhava para meus alunos na escola me abracando e comecava a chorar feito uma crianca.
      Porem gracas a deus, estou indetectável desde o meu segundo exame de controle. Nao tive nenhum efeito colateral com os remédios.
      Hoje estou dividido, pois estou apaixonado por um soronegativo. Vou me afastar dele, pois sei que mais dias ou menos dias ira propor exames, e nao estou preparado para contar para ele. O pouco que nos conhecemos ja deu para perceber que nao sera facil, muito menos que ele guarde esse segredo.
      Fico triste em ver meus amigos com namorados felizes e perguntando pq nunca desenvolvo um relacionamento.

    • Reobote diz

      Iai irmãozinho moro em João Pessoa , posso te ajudar se quiser …..

      (83) 986693216

      Não deixe de falar comigo vlw …

  6. AmigoSP diz

    Não entendi uma parte: cepas do hiv podem causar lipodistrofia?
    Não são os ARVs que podem causar Lipodistrofia como efeito colateral?
    Da onde vc tirou essa informação, Bruno Machado?

    Obrigado!!

    • Bruno Machado diz

      AmigoSP

      Um amigo faz acompanhamento no Emilio Ribas e comentou que o médico que o atende compartilhou com ele que alguns tipos de vírus podem estar relacionados com casos de lipodistrofia mesmo com o coquetel menos agressivo de agora como o 3×1.
      E foi visto que isso partia do próprio vírus e não da medicação como se pensava.

      • Cal diz

        Pede pra esse seu amigo pedir pro médico algum link de pesquisa que diga isso, por favor! Porque os médicos de todos aqui já alertaram sobre a possibilidade desse tipo de problema em decorrência da medicação (em raros casos e a longo prazo), não do vírus — claro, o vírus é foda e pode causar estrago se não for controlado, mas isso de causar lipodistrofia por si só… sei não… Estamos curiosos!
        🙂

  7. Matheus diz

    Oliveira os efeitos colaterais dessa nova combinação vc só saberá quando tomá-la, pq cada um reage de forma diferente…espero q você tenha poucos ou nenhum se possível e se tiver vc sabe q é temporário…não deixe a dúvida alimentar o medo em sua mente…converse com seu infectologista q ele é o mais apto a tirar todas as suas dúvidas.

    • Bruno Machado diz

      Você pode comprovar o contrário?
      Nem tudo que reluz é ouro!
      Muitas coisas não são ditas!
      É fato que se vive melhor com a medicação. Porém tem muitas questões quanto ao vírus e a própria medicação que não estão esclarecidas.

  8. Lukas diz

    Precisava ler esta matéria. Descobri ontem que sou soropositivo! Vivi anos com medo do HIV. Fugindo do diagnóstico, sou bissexual, bonito, sarado, jovem. Sempre tive grande facilidade em conseguir atrair pessoas de ambos os sexos, e iniciei minha vida sexual aos 13 anos. Acredito que a minha sexualidade me colocou nesta situação, sempre negligenciei o uso de preservativos com mulheres. Embora, fosse taxativo em garantir ir para cama com homens apenas utilizando camisinha. Finalmente a dicotomia amor a adrenalina, através de jogos sexuais, e medo mortal do HIV teve um fim trágico para mim. Sou positivo. Me vejo, um pouco, nas palavras deste rapaz, de alguma forma absurda estou sentindo PAZ. Nos últimos 10 dias, antes da confirmação, pensei em me matar, não consegui me olhar no espelho, perdi 7kgs, porém agora sinto uma espécie de PAZ. Um mix de agonia e conforto, como se eu estivesse blindado ao sofrimento inerente do momento atual da minha vida. Espero conseguir lidar a longo prazo com meu status.

    • Bruno Machado diz

      Bem vindo ao clube Lukas!
      Pra mim é nova essa situação! Embora me inconforomo com várias coisas….
      Mas é fato, depois da tormenta nos damos conta que não há volta atrás.

      • Lukas diz

        Com certeza! Estou vivendo uma fase de avaliação pessoal bem intensa, até o diagnóstico nunca tive sintomas. Acredito que a força emocional faz a diferença na vida de um soro positivo. E bola pra frente!

    • Ombro Amigo diz

      Lukas, você não vai deixar de ser bonito, sarado e jovem por causa do HIV. Tenha em mente que o tratamento evoluiu muito e se você tiver hábitos saudáveis [praticar atividades físicas, dieta balanceada, dormir bem…] e seguir o tratamento à risca, você viverá bem e não vai aparentar resquícios da doença. Mas acima de tudo: permita-se viver e cuide da sua saúde mental, espiritual, física e emocional. É a oportunidade perfeita pra valorizar sua vida, que está apenas começando. Não vai ser fácil, mas as dificuldades passarão um dia…abraços e força!

      • Lukas diz

        Obrigado pelo apoio, amigo! Estou trabalhando esta nova realidade na minha mente 😉

        • Fernando Rodrigues diz

          Eu estou nessa situação há 4 meses e não consigo aceitar a doença, este vírus que vive no meu corpo. Vivo amargurado. Sempre me protegi, não entendo como peguei, Sofro de ansiedade generalizada. Enfim

    • Fersp diz

      Lukas meu caro, você conseguirá lidar após este luto inicial, lhe garanto. Apenas cuide de seu lado espiritual, saúde e principalmente psicológico. Algumas pessoas, (me incluo neste grupo) se tornam melhores após descoberta – menos materialistas. Hoje não busco apenas sucesso profissional e material como antes, e sim melhorar meu lado espiritual, aumentar a fé e me ligar a muita coisa que antes passava despercebido por mim. Engraçado, que hoje o sucesso e o retorno tem sido até maior do que antes. Cuido da minha família, me preocupo com todos que estão próximos e gosto, e me importo mais com o próximo. Penso se as vezes um ser superior não esteja me guiando no caminho correto, e poderia ser que, antes estava no caminho errado, caminho que poderia me levar a ruína. Tem coisas que nos acontecem para aprendizado e elevação espiritual.

  9. Cal diz

    Também não entendi essa de algumas cepas causarem lipodistrofia; até onde sei — e em raros casos — essa má distribuição da gordura no corpo (lipodistrofia) é causada por algumas classes de medicamentos (especialmente inibidores de protease) e não pelo vírus em si.

    • Caio PE diz

      O vírus, por si só, apenas circulando no sangue, pode causar efeitos deletérios ao passar do tempo (lipodistrofia, alteração na função renal, etc). Por isso que é importante diagnosticar a doença logo cedo e iniciar com os ARVs para “tirar o vírus de circulação no sangue”. Os ARVs podem causar lipodistrofia? SIM, podem. Mas os atualmente podem causar em escala bem menores do que os de antigamente. E como prevenir então? Alimentação saudável e rica em proteínas saudáveis (alimentos naturais ricos em proteínas e nada de whey, qeu afeta a função renal nesse caso) e exercícios físicos regulares sob orientação profissional.

      • D_Pr diz

        Caio, por gentileza, coloque os links dos artigos científicos que você leu tratando do tema. É um tema que preocupa tanta gente, principalmente os mais novos. Mesmo não mudando nada no meu caso (hoje isso não me importa mais), gosto de ler a respeito. Obrigado.

    • Jorgito diz

      O vírus do HIV pode sim causar lipodistrofia, redistribuição de gordura, mas é mais comum causar lipoatrofia, ou seja, perda de gordura. Essa é inclusive a imagem clássica de aidéticos nos anos 80, esqueléticos, sem gordura nenhuma no corpo e no rosto.

  10. Eu vivo uma situação que ainda não sei como resolver. No ano passado conheci uma mulher e não quis revelar a ela que sou portador do vírus, até porque não imaginava que o relacionamento fosse sério, para mim era apenas uma “ficada”. Mas um ano se passou e estamos juntos, namorando e planejando o futuro. E eu não sei ainda como vou revelar esse “detalhe” sobre a minha vida. Me sinto muito mal, pois todos os dias isso se passa na minha cabeça, não quero perdê-la, é uma pessoa que eu descobri muito especial para mim. Ela é uma pessoa mente aberta, moderna, está estudando para ser médica (outro motivo para eu não contá-la ainda é que estou esperando passar as provas dela e não quero submetê-la a um choque agora, nesse momento).

    Sou extremamente metódico com os meus medicamentos, nunca deixei de tomar, protejo ela ao extremo, às vezes até exagero nisso, mas prefiro assim. Sou positivo há 1 ano e 9 meses, Sempre tive um excelente CD4 desde que descobri a minha condição (888, então, e atualmente 1029), nunca tive sequer uma gripe nesses 1 ano e 9 meses, corro e malho quase todos os dias e estou indetectável há 2 exames. É isso, primeira vez que comento aqui, precisava desabafar sobre a minha situação. Abraços a todos.

    • Ombro Amigo diz

      Br_positiv, o conselho que eu dou é: tente ter uma conversa esclarecedora sobre o assunto antes de falar sua condição de soropositivo. Fale sobre os avanços da Medicina nas últimas décadas e que até a presença do HIV não significa sentença de morte como nos anos 80. Explique que muitos soropositivos estão vivendo cada vez melhor, que o tratamento está evoluindo tão rápido que existem pesquisas que permitirá doses dos antirretrovirais cada vez mais espaçados e fale que um indetectável não transmite o vírus e veja como ela pode reagir. Se você sentir segurança, você pode abrir o coração e ser sincero sobre a sua condição. Pode fazer isso logo após essa conversa ou pode deixar para algum tempo depois dessa conversa esclarecedora.

      Tenha em mente que se ela realmente te amar, ela te aceitará como você é. Se persistirem algumas dúvidas, você pode sugerir uma consulta com um médico infectologista de confiança para maiores esclarecimentos. Porque muitas vezes, a pessoa nem é mal-intencionada, é apenas a falta de informação que faz com que ela tenha medo. Em suma: tente esclarecer tudo, antes de abrir o coração para não ser mal interpretado.

      • Muito obrigado pelas dicas e pelas palavras, eu vou esperar o momento certo para fazer isso com calma, mas com certeza eu penso em utilizar alguns textos e fontes aqui do JS para passar pra ela tudo isso que você falou: nós não somos uma ameaça, não estamos condenados a morte, vivemos com um vírus controlável e temos uma vida quase que 100% normal. Se você for pesar bem na balança é bem menos chato de lidar com os efeitos práticos do que uma diabetes, por exemplo. O que pega mais para nós são os estigmas dos anos 80/90 e a ideia de que somos seres contagiosos ambulantes.

      • Ombro Amigo, muito obrigado pelo seu comentário. Realmente eu não sei ainda como vou fazer, mas já pensei nisso que você falou mesmo, ir orientando aos poucos. Penso em utilizar muitas informações aqui do JS. No fim o que temos é hoje uma doença perfeitamente controlável, mais fácil de lidar, por exemplo, que uma diabetes, mas ainda resiste os estigmas dos anos 80/90 quando era uma sentença de morte. Nós não somos mortos vivos, nem muito menos seres contagiosos ambulantes, precisamos aceitar essa nossa condição e lutar todos os dias, manter o tratamento e no fim tudo dá certo. Abraços.

  11. Juka diz

    É estranho, me identifiquei com a postagem.o sexo para mim era um tormento, ainda q eu me protegesse, pq tinha paranóia de pegar hiv. Eis q um maldito carimbador cruzou meu caminho em uma famosa sauna e em seguida minha vida virou um pesadelo…. acontece q após o trauma, e está indetectável e cd4 em mais de mil hj minha vida sexual é muito prazerosa pq eu não sinto o terror de ser contaminado com o HIV. Há males q vem para o bem. Adoraria ser soronegativo, mas minha vida sexual só ficou tranquila deoois do fatídico exame positivo….

    • Carlos diz

      Olá, descobri que que tenho hiv a 5 dias, já comecei a tomar o remedio, tomo antes de dormir, quando acordo fico muito indisposto, cansado, e isso me deprime… e normal no começo devido od efeitos colaterais ?

  12. Lukas diz

    Pessoal, como novo soropositivo estou muito confuso com relação a muitas coisas. Não sei precisar o exato momento da minha infecção, porém estou com cd4 de pessoal saudável e sou praticante de musculação a mais de 8 anos. Tenho um excelente nível de massa magra (hipertrofia), e baixo teor de gordura. Já seguia uma dieta rica em proteinas e magra, devido a musculação uma das minhas paixões. Com o choque do diagnóstico, não tenho conseguido treinar. A minha infecto disse para não tomar whey. Porém varios HIV+, que praticam musculação, escrevem na internet que utilizam whey+glutamina+bcaa. Fiz exames e meus rins e fígado estão em perfeito estado, porém, não iniciei medicação. Como vocês fazem para manter o ganho de massa muscular? Abriram mão dos suplementos?

    • Caio PE diz

      Sugiro qur abandone o whey e o bcaa. Só os ARVs já podem causar alteração hepática e renal ao longo do tempo e esses suplementos podem potencializar mais ainda esses efeitos indesejáveis. Sugiro investir em proteína saudável (salmão, clara de ovo, carnes magras etc) e buscar ajuda de um nutricionista especializado. E claro, manter a atividade física.

  13. MR diz

    Eu treino todos os dias percentual baixo Tbm de gordura,e minha infecto não disse que posso tomar normalmente whey!sigo tomando sem alterações nos exames.alias estou melhorando e elevando sempre meu cd4.O whey e a forma concentra extraída dos alimentos sendo assim se não fosse bom os alimentos Tbm nao a
    Seriam!minha infecto já esta 30anos no ramo e ganhou prêmio inclusive em outros países.

  14. Maupr diz

    Minha infecto liberou o whey e o Bcaa, mas tomo dia sim e dia não.

  15. CIENTISTAS UTILIZAM ANTICORPOS NEUTRALIZANTES ANTI-HIV PARA DESENVOLVER UMA VACINA EFICAZ

    Por Ritwik Roy @ ritwikroy1985 em 27 de agosto de 2016

          Cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps estão usando anticorpos anti-HIV neutralizados para desenvolver uma cura vacina contra o HIV. O estudo traçou um caminho simplificado para aprontar o sistema imunológico de resistir ao HIV. A abordagem utilizada pelos cientistas produziram anticorpos poderosos modelado após aqueles encontrados em raros indivíduos infectados com HIV.
          Os anticorpos neutralizaram inúmeras estirpes de VIH. Por isso, eles provaram ser alvos surpreendentes em torno do qual as vacinas podem ser personalizados. Os anticorpos foram encontrados para ser tão eficaz quanto os originais em desativar uma ampla mistura de estirpes de VIH. Os pesquisadores também descreveram um caminho para fazer uma série de imunogénios de modo a que o sistema imune pode neutralizar o HIV.
          O estudo, publicado na revista PLoS Pathogens , com foco em anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs) conhecidos como VRC01. O conceito é bastante parecido com o coquetel de drogas contra o HIV abordagem utilizada pelos médicos para reduzir as chances do vírus escapar através de mutação.
          "Nós desenvolvemos potentes bNAbs HIV que podem ser metas de vacinas mais dócil em comparação com bNAbs existentes e propusemos uma estratégia para provocar-los", os pesquisadores resumiram em uma declaração .
          O estudo foi conduzido por pesquisadores veteranos HIV William Schief, Dennis Burton e Ian Wilson, da Scripps Research. Os primeiros autores foram Joseph Jardine, Devin Sok, Jean-Philippe Julien e Brian Briney do Scripps Research e da Iniciativa Vacina contra a AIDS Neutralizante Antibody Centro Internacional no Scripps Research.
          Obtendo bNAbs de indivíduos infectados pelo HIV é difícil porque os anticorpos são raros. O desafio está em descobrir a engenharia bNAbs que têm menos recursos raros. Certas pessoas são capazes de desenvolver anticorpos em seus sistemas que são capazes de lidar com a doença, sem a necessidade de medicação.
          No entanto, no momento em que gerar estes anticorpos, a doença teria progredido tanto que os anticorpos não podem neutralizar os efeitos do HIV. Obter estes anticorpos e como eles funcionam nas pessoas infectadas pelo HIV é o foco principal desses pesquisadores.
    
          Professor de medicina na Keck de Medicina da Universidade da Califórnia, Howard Liebman, disse que o desenvolvimento das imunógenos e analisando os seus efeitos sobre os controlos normais é importante. Os anticorpos devem, então, ser feita a partir de todos aqueles que desenvolvem resistência contra o HIV como um resultado da vacina contra o HIV e deve ser produzido a partir destes anticorpos.
    

    http://www.ibtimes.com.au/hiv-vaccine-cure-scientists-using-neutralised-hiv-antibodies-develop-effective-vaccine-1526819

  16. Eu estou muito triste chorando a todo momento, não acredito q isso aconteceu comigo. Fui diagnosticado positivo essa semana e só consegui pensar em suicidio, não sei a quanto tempo eu tenho esse vírus devastador não sei pra onde correr e acho que não tenho psicológico pra continuar vivendo. Tenho 24 anos sou casado a 7 anos acabei de financiar meu apartamento estou terminando minha faculdade esse ano, eu sempre fui equilibrado mas estou exatamente desnorteado e acho q minha vida acabou. Logo quando a atendente do laboratório disse para fazer uma nova coleta de sangue eu comecei a sentir todos os sintomas q eu nunca tive. Marquei minha consulta com a infectologistas pra dia 8/09 mas estou com diarreia, dor de cabeça e falta de apetite não sei se é o meu psicológico eu sempre fui bonito e saudável. Eu procurei no Google a cura do hiv em todos os países mas foi um fracasso total só consegui ficar mais triste.

    • Ombro Amigo diz

      Leonardo, tenha calma rapaz! Não é o fim do mundo, eu sei que é uma notícia devastadora para alguém tão jovem. Mas tudo a seu tempo…antes de tudo, pense mais em você: como disse mais acima, a sua vida não termina aqui, o tratamento não vai te destruir a ponto de você ficar como o Cazuza nos últimos momentos de vida. Tem muita gente vivendo bem, mesmo sendo portador do vírus, dá uma pesquisada sobre um saltador chamado Greg Louganis. Ele foi diagnosticado como portador do vírus em abril de 1988, pouco antes das Olimpíadas de Seul, ele pensou que não fosse chegar em 1990! Bem, ele está se tratando e dia desses esteve nas Olimpíadas do Rio. Fez até um nu artístico para a revista People e mostrou que está com o corpo perfeito. Ele já tem 56 anos!

      Faça o seguinte, vá até um CTA [Centro de Testagem e Aconselhamento], SAE [Serviço de Assistência Especializada] ou um hospital referência da sua cidade e explique o que se passou. Eles poderão te dar todo o suporte necessário para você compreender o que está se passando. Em suma: não é o fim do mundo, siga o tratamento à risca e cultive hábitos saudáveis: atividades físicas, alimentação balanceada e não descuide da saúde, inclusive da mental. Vai ser díficil no começo, mas depois que estiver plenamente adaptado ao tratamento, você estará muito bem e sem qualquer aparência de que está doente.

      Não sou médico, mas eu acredito que esses sintomas sejam coisa do seu psicológico abalado. A pessoa com quem você está casado também deve fazer o teste para saber se contraiu o vírus e fazer o tratamento.

      Concordo com a ideia de que os testes de HIV deveriam ser realizados apenas com atendimento humanizado, justamente para evitar grandes choques emocionais e maiores problemas.

    • Mar+ diz

      Leonardo, essa é a pior fase, mas passa. Infelizmente os profissionais de saúde são preparados para dar a notícia de um exame com resultado negativo, mas não de um resultado positivo.
      Eu sou profissional de saúde e trabalho num setor onde 20% dos pacientes são HIV+. E esses pacientes estão sempre adoecendo e são sempre internados pq não aderem ao tratamento.
      Ano passado eu fiz o teste HIV no próprio hospital que trabalho, inclusive a moça nem usou luvas pq me conhecia, é minha colega de trabalho (imagina só a que ponto leva o preconceito), e infelizmente deu POSITIVO. Fiquei aos prantos, desesperado. E todos pareciam mais pasmos do que eu. Não tive medo de morrer em momento nenhum. Eu tive, sim, medo de viver. Medo de viver doente, sob o julgo do preconceito e morrer “sofrendo” como muitos dos pacientes. Foi aí que eu vi o quanto os profissionais de saúde são despreparados para dar uma notícia dessas.
      Fiquei sem dormir por 30 dias e chorei por 4 meses. É como se eu tivesse mergulhado num oceano, sem chance de escape. Veio sim à cabeça a idéia de suicídio. Mas passou. Hoje não sou totalmente feliz, mas é uma busca de todo ser humano.
      Depois de tudo isso, eu comecei a pesquisar tudo sobre o vírus e de como vivem as pessoas portadoras. Minha mente se abriu. Eu vejo hoje que o maior problema é o preconceito, a discriminação e a falta de conhecimento.

      Tenha paciência para passar por essa fase, não tome decisões agora, espere essa tempestade passar. Não pense em cura, pq ela não existe. Pense no que temos de tratamento aqui no Brasil. Vc já tem sorte só em ter o tratamento gratuito, que é destaque mundial.

      Boa sorte, e que Deus nos abençoe.

      • Quero deixar minha mensagem pra vc. Sei o que está sentindo. Eu tive um relacionamento de 11 anos com uma pessoa soropotiva que eu não sabia. Ele morreu em 2010. E Desde que descobri vivo completamente desesperado. Hoje, dia 14 de dezembro de 2016, 6 anos depois, tomei coragem, entrei no CTA da minha cidade de fiz o exame. Deu negativo para HIV, Sífilis e Hepatite. Peguei os resultados e fiquei alí chorando 10 minutos na frente da Psicologa, choro de alívio, choro de dor, choro de felicidade. Mais entendo seu desespero, pois enquanto estava esperando o resultado passou tudo pela minha cabeça e eu só pensava uma coisa….. vai dar positivo, fica calmo, se trate e vai viver muito ainda. É isso que te digo cara, sigo o tratamento certinho e vai viver 30 anos bem velhinho. Grande abraço e fique com Deus.

    • Igor diz

      Leonardo … Quando li seu post… Me identifiquei muito… Descobri a exatos três meses, ainda me pego aos prantos vez ou outra. Logo agora ? Terminando a faculdade, família estável, carro, casa bacana … Tudo dando certo na vida, me veio essa bomba. Bonito, saudável … 10 anos de academia… Acho que de tanta tristeza já perdi 7kg. Mas agora estou melhor, retomando aos poucos … Estou sempre aqui lendo a história de todos e buscando informações… Não sabia nada sobre HIV. Ainda sinto os tais efeitos colaterais, mas me forço a sair de casa e levar a vida. Não contei a ninguém, mas sinto necessidade . Acredite com o passar do tempo vc vai pensar cada vez menos nisso. Procure se cuidar, se alimentar bem e treinar . Tudo vai dar certo criei um conta no kik igor_gusmao caso queiram trocar experiência estarei por lá . Vida longa a todos!!!!!

  17. Julio Santiago diz

    Pessoal, li num livro de psicologia:

    O que acontece quando temos pouco medo condicionado?

    Indivíduos com pouco medo condicionado recebem sinais insuficientes quando o perigo está presente. Na melhor das hipóteses se transformam em inofensivos caçadores de emoções e amantes do perigo; mas na pior delas, acabam ferindo a si mesmos e a outras pessoas. Na verdade, um medo condicionado insuficiente – somado à falta de consciência e uma fraca capacidade de tomar decisões – está associado ao córtex pré-frontal danificado que se encontra tipicamente em sociopatas.

    Andrew, por exemplo, foi um paciente que atendi. Era um executivo bonito e bem-vestido, gay, soropositivo e solteiro, que estava muito frustrado com seus relacionamentos amorosos. Um deles, em particular, fez com que se sentisse isolado, solitário, incapaz de obter o que desejava. Certo dia, Andrew me revelou que estivera frequentando saunas e fazendo sexo com estranhos.Talvez fosse uma coisa perigosa, mas não o suficiente para me deixar preocupado. Andrew então me contou que aqueles estranhos eram rapazes adolescentes e que ele não usara camisinhas. Disse que se sentia furioso por ter de sofrer sozinho a infecção pelo HIV. Portanto, atraíra os rapazes com sua boa aparência e tentara infectá-los. Imediatamente, vi-me em um dilema. Aquele homem seria um homicida? Ele negou firmemente que pretendesse fazer aquilo novamente e me disse que estava falando sobre o assunto por se sentir culpado. Mas, na sessão seguinte, ele confessou que repetira aquele comportamento. Pedi alguns conselhos e acabei encerrando as consultas em parte porque se situavam em área indefinida em termos de alertas (sou obrigado a alertar potenciais vítimas de homicídio. Mas como Andrew viajava muito e eu não sabia quais eram as saunas que ele frequentava – e ele não me contaria -, não havia ninguém a quem eu pudesse alertar), em parte porque as consultas não me faziam bem; eu estava furioso com Andrew e, ao mesmo tempo, temeroso pelo que poderia acontecer com ele e com suas vítimas. Eu sabia que não poderia mais ajudar Andrew, mas também percebia que, embora se sentisse inicialmente culpado, ele estava em uma escalada de violência e perdera qualquer tipo de controle sobre sua vida. Seus circuitos de condicionamento de medo já não estavam funcionando. Além de prováveis danos na região pré-frontal , sua amígdala estava funcionando mal e seu hipocampo não se lembrava do contexto dos temores, ou de seu contexto, que ele inicialmente sentira com relação a seu comportamento. Eis um caso clássico, embora perturbador, que demonstra como um pouco de medo condicionado pode ser útil. (Dr. Srinivasan S. Pillay, Livro: Livre para Viver, Editora Fontanar, 2012, pg 142).

    • Gil diz

      Júlio, o autor romantizou e deu funcionalidade a áreas do cérebro que não funcionam exatamente como ele descreveu, quanto à memória, embora as áreas estejam certas, a interpretação, sem o uso constante de um tomógrafo por emissão de pósitrons, não daria aquela noção a não ser numa saída interpretativa à la Hollywood… e está muito baseado em terapia cognitiva com neurofisiologia, parece o House!
      A situação do “pouco medo condicionado” é muito mais ampla e envolve uma série de fatores inconscientes e motivações internas que variam a cada sujeito em forma e intensidade.

      • Julio Santiago diz

        Realmente não entendo nada disso, mas a questão é que existem malditos carimbadores neste mundo. Meu psicólogo me disse que teve um paciente soropositivo que disse que estava passando o vírus para os outros. Realmente não sei porque existem pessoas maldosas e revoltadas.

  18. Victor diz

    Leonardo, recebi meu diagnóstico há exatos 30 dias. Também sou jovem, estou começando a deslanchar na minha profissão e tenho muitos planos. Neste momento você tem a sensação de que isso nunca vai passar. Que esse sentimento ruim vai te acompanhar para sempre. Mas acredite: vai passar. E talvez mais rápido do que você possa imaginar. Tua vida será normal. Você tem uma expectativa de vida semelhante á da população soronegativa. Apenas terá que ser tomar a medicação e fazer 2 ou 3 consultas anuais. Não é o fim do mundo. Mantenha teu foco no trabalho e na tua família. Não se culpe. Livre-se da culpa. Se perdoe, por mais difícil que isso pareça. Você vai voltar a ter paz e sentimentos positivos com o tempo. Você estava bem antes do exame. Provavelmente teus sintomas estão relacionados á tua mente, teus pensamentos. Você estava bem antes do exame, e teria continuado bem se não soubesse. Agora, no entanto, você sabe e pode se tratar o mais cedo possível. Que bom que descobriu! Poderia ter ficado sem tratamento por alguns anos e descoberto de uma forma pior. Eu estou sempre pensando: “estou bem hoje, e não há nenhum indício que estarei doente amanhã”. Aceite tua nova condição de soropositivo. E continue vivendo tua vida. Agradeça a Deus pelo dia de hoje. O HIV nos dá apenas noção da finitude. É apenas um lembrete do quanto somos frágeis. Todos iremos morrer, positivos e negativos. A morte assume diferentes faces para todos. Se você se cuidar, você não irá morrer hoje, nem amanhã, nem daqui a 30 anos. Não de HIV. Viva teu momento de luto, mas não deixe ele tomar conta da tua vida e dos teus pensamentos. Estou aqui na torcida e mandando boas energias. Se precisar conversar, faça uma conta no Kik. Um abraço.

    • Cal diz

      Lindo comentário, Victor! Super concordo com essa noção de finitude que você destacou. O HIV nos dá essa sensação mesmo, mas a finitude é para todos! Desejo paz de espírito a todos e em especial ao Leonardo! Abraço!

  19. roger diz

    Leonardo!Esqueça o hiv bora viver rapaz…..Tenho 46anos e os anos 80,90 nao foi facil pra ninguem vivemos em um momento diferente ter hiv e comum pois tem um exelente tratamento.Como diz o Victor voce nao vai morrer….

  20. Caio PE diz

    Realmente não é um diagnóstico fácil de digerir. No entanto, receber esse diagnóstico hoje é muito diferente do que ter recebido na década de 80/90. Cazuza não teve a mesma sorte dos portadores hoje em dia: várias combinações de ARVs cada vez mais eficientes. E os efeitos colaterais? Podem ser evitados (ou amenizados). E a qualidade de vida? Basta ter uma alimentação equilibrada, exercícios físicos, vacinação e uma vida psicológica saudável (se for o caso busque auxílio psicológico).

  21. Oliveira diz

    PESSOAL
    Tomei a primeira dose de Benzetacil pra tratar SIFILIS. Tive uma reacao alergica …rash cutaneo ….fui no pronto socorro e expliquei a situacao . e me deram um anti-alergico !! hoje acordei sem o rach cutaneo e as manchas…ALGUEM SABE DIZER se o anti alergico corta o efeito da Benzetacil ???.

  22. leão diz

    Hoje posso dizer que não tenho medo de morrer devido ao vírus HIV, acredito nos medicamentos e no controle da carga viral. A grande maioria das pessoas não sabe nada sobre o HIV até se verem portadores, por isso esse pavor todo que os recém diagnosticados sentem, assim como eu senti a dez meses atras. Tomei um baque como todos já sabem como é, de brinde, descobri que minha ex mulher e a atual estão infectadas também, a culpa é foda, mas remoer o passado não ajudara em nada. Iniciei o 3×1, com cd4 em 383, cinco meses depois o cd4 foi 549 e a carga viral esta indetectável. Difícil foi fazer as mulheres perderem o medo de iniciar o tratamento, mas consegui isso mostrando meus exames a elas, me cuidando, e ficando com a aparência cada vez melhor, principalmente devido a grande melhora em minha depressão, colocando a minha mente para trabalhar a meu favor. Nem o Efavirenz me deixa depressivo, porque eu já era, e não lhe sobrou espaço para isso. Meu infecto é jovem, deve ter minha idade, bombardeio ele de questionamentos, quando perguntei a ele sobre o Dolutegravir, ele ficou curioso em saber como eu tomei conhecimento deste remédio, e respondi, que foi aqui neste excelente blog, que leio diariamente, e aprendo muito com as experiencias dos meus amigos de luta e vitória. Disse a meu infecto que queria mudar meu esquema, e queria o Raltegravir ( já sabendo a resposta que teria ), ele disse que esse é um arv que nunca queria me ver tomar, pelo fato de ser indicado em terapia de resgate, na falha das demais opções. Amigos ano que vem teremos o Dolutegravir, mas será um arv de terceira linha tbm. Não sei como mas gostaria de participar de uma luta para termos o Triumeq como primeira opção. Temos que ter o melhor, já que é para tomar pelo resto da vida. O nosso 3×1 controla bem o vírus, é eficaz nisso, os efeitos colaterais são bem toleráveis na grande maioria dos casos, eu particularmente não sinto mais nada, mas se existe coisa melhor, eu quero, para mim e para todos.

    Aos recém diagnosticados, fiquem tranquilos, se cuidem, sejam moderados e vcs terão uma vida normal e produtiva, como eu tenho e acredito.

  23. Nuno Fernandes diz

    Ao ler o texto de Zachary Zane identifiquei-me com alguns aspectos, tais como o terrível medo ou até mesmo o pânico de contrair o HIV (sempre que ouvia essa palavra estremecia e falava para mim mesmo que nunca iria contrair). Outro aspeto referido pelo Zane é a prática de sexo sem proteção (bareback), porque os preservativos cortavam a ereção no momento da penetração e acabava por ser o passivo, tal como ele.

    Descobri que sou seropositivo em Junho (dia 13) numa consulta de Dermatologia que tive de ir devido ao aparecimento de umas lesões na pele que viria a confirmar que era a psoríase. Quando recebi essa noticia fiquei sem saber o que dizer, não chorei, não consegui ter qualquer reação, mantive a calma ao mesmo tempo a médica ia perguntando se sabia o que era e já tinha ouvido falar e se esperava esse resultado. Respondi que tinha conhecimento sobre o HIV e que já tinha pesquisado sobre isso, mas que não estava à espera desse resultado, mas tinha muito receio do resultado.

    A meio da conversa com a médica comecei a sentir um cansaço nos olhos e peso no corpo e só sei que passado alguns minutos acordei com mais pessoas ao meu lado para alem da médica a perguntarem-me se estava bem. De seguida colocaram-me na marquesa e deram-me um sumo, para ajudar a recuperar os sentidos.

    Depois de recuperar os sentidos e sumo bebido, a conversa com a médica prosseguiu dizendo para não ter medo, que tudo ia correr bem e que já não iria sofrer com os efeitos secundários dos medicamentos e nem iria apresentar magreza extrema. A conversa não poderia durar muito mais tempo porque a médica tinha mais doentes para consultar, pediu-me se podia esperar numa sala ao lado até ficar completamente recuperado do desmaio e que no final das consultas dela iria comigo à unidade de imunodeficiência falar com o médico infectologista para iniciar as consultas o mais rápido possível.

    Na consulta do dia 5 de julho (segunda consulta) e antes havia feito as análises recomendadas pelo infectologista no dia que soube o diagnóstico (primeira consulta). Nessa consulta (segunda consulta) fiquei a saber que para alem do HIV tinha Sífilis, o infectologista passou a guia de requisição de medicamentos a tomar, alertando-me ao mesmo tempo para os efeitos secundários dos mesmos [Truvada – Emitricabina] e [Isentress – Retalgravir]. A toma dos medicamentos é a seguinte 2 à noite e um de manhã de 12/12 horas]. Passou também as injeções de penicilina benzatinica para o tratamento da Sifilis. Tanto os medicamentos como as injeções não tive qualquer reação nem efeitos secundários, até ao momento a terapêutica está a correr muito bem.

    Desde o dia que soube do diagnóstico tenho seguido com a minha vida normalmente, porque o HIV já não é sentença de morte, passou a ser uma doença crónica. Não queria de todo passar por isso, mas acredito que há males que vem por bem. O meu psicológico é forte e tenho mantido forte apesar de tudo. No dia que soube do diagnóstico saí do hospital e fui directo para uma formação que tinha à tarde e continuei o meu dia como se nada fosse, embora interiormente estaria abalado.

    Passados dois meses tudo corre dentro da normalidade e ninguém na família nem amigos sabem da minha serologia, prefiro que não saibam, para que não sintam pena, porque detesto que o demonstrem (do tipo: “Coitadinho, apanhou aquela doença terrível”). É uma luta que é apenas minha e de mais ninguém. Não sou nenhum coitado e nem revoltado com a vida e nem vou procurar culpados pelo que me aconteceu, talvez o maior culpado seja eu, por me ter exposto. Estamos no século XXI e a medicina deu um grande avanço e cada vez mais irá avançar e novas formas de combate ao vírus surgirão. O meu lema é “PERSISTIR SEMPRE, DESISTIR JAMAIS”.

  24. SANTANA diz

    Me identifiquei plenamente com esse texto, pra ser sincero, nunca tinha me importado com o hiv, nunca pensei que poderia estar tão próximo de mim, aliás tão próximo de nós, namorei uma pessoa por quase 5 anos, confesso que usei preservativo poucas vezes, infelizmente muitas brigas acabamos terminando, eu sem ninguem por um certo tempo acabei conhecendo outra pessoa em dezembro de 2015, confiei tanto nessa pessoa que acabei por nao fazer o uso preservativo novamente, lembro como se fosse ontem, tentei de todas as formas por usar, e pela insistencia nao fiz o uso, sendo que me arrependo muito por isso, depois dessa unica relação senti que essa pessoa se afastou muito de mim, achei muito estranho, e comecei a sentir uns sintomas muito diferente, sei que estou errado de nao ter usado o preservativo na relação do meu ultimo relacionamento de 5 anos ja poderia de qualquer forma ter adquirido uma dst, pois ninguém está livre se não tiver os cuidados necessário, e mais uma vez eu deixo de usar o preservativo por excesso de confiança ou pelo tesão do momento, mais enfim continuando, o meu mundo desabou depois dessa pessoa ter se distanciado sem me dar qualquer tipo de explicação, foi onde eu fui procurar saber e por insistência ela própria me diz que era soropositiva, eu sem reação não sabia o que pensar, o que dizer, enfim, vi meu mundo ali parar, naquele momento desisti de sonhar, claro que o erro foi meu, eu poderia muito bem pensar assim, se não for pra fazer o uso do preservativo eu não quero, eu não vou, desde aquele momento, comecei a busca pelo HIV, fiz diversos exames, passei por infectologista, e todos os teste negativo, de alguma forma eu creio que não contrai o HIV, pois já se faz quase 9 meses, não sinto mais aquele medo que tive, naquele momento da pessoa me dizer que era soropositiva, e que não poderia fazer mais nada,( confesso que naquele momento ali senti muito ódio de mim, e muito mais dela) mais entreguei nas mãos do senhor, fico muito mal de como pode existir pessoas assim, pois até hoje tenho medo de me relacionar com outra pessoa, a única coisa que me faz pensar no HIV novamente é saber que ainda continuo com alguns sintomas, ínguas no pescoço que duram a mais de 3 meses, queda de cabelo excessiva e ressecamento, não sei se foi por causa do stress ao longo desse tempo, ou por outra coisa… mais eu creio que tudo na vida tem um proposito, as vezes bate sim aquele medo, mais de toda prova a gente tem um aprendizado, aprendi muito sobre o HIV, espero de verdade que as pessoas mudem pra melhorar, que acabem com esse preconceito, nas minhas orações peço muito a Deus por uma cura, ou por uma melhora mais significativa nos medicamentos, ou logo uma vacina de 6 em 6 meses, creio que todos os soropositivos que aqui se encontram, saibam que eu oro muito por vocês, eu sei como é difícil um diagnostico positivo, mais Deus é tremendo, consegui sair de uma depressão por minhas orações e momentos de fé.

  25. pedroks399 diz

    Poxa Ombro você é um membro do blog de longa data. E vê o que todos passam. Não deixe-se expor ao risco por favor. Eu me expus ao sexo vaginal e depois de inúmeras consultas to tendo que tomar antidepressivo e rivotril pra me segurar.
    Não deixe isso ocorrer contigo. Mas se ocorrer graças ao blog já sabemos bem como lidar 😉

    • Ombro Amigo diz

      Pedroks339, eu estou plenamente consciente disto a tal ponto que estou há quase dois meses sem nenhum tipo de contato sexual [apenas masturbação]. Pelos próximos dias, eu vou fazer o segundo teste [o de 60 dias, no começo de setembro] e confesso que eu estou com muito medo. Ainda que o primeiro resultado [28 dias] tenha dado negativo, eu fico ansioso, triste. E é díficil contar com um apoio em um assunto tão delicado. Mas tomei a decisão definitiva que esse foi o último risco que eu passei na vida.

      Foi anunciado a liberação da Truvada para 2017, se o Temer não mudar nada até lá. Penso até mesmo em me candidatar à ele [já que tive comportamento de risco]. Não sei ainda, só vou decidir depois de um bom tratamento de psicoterapia.

      • Rafael diz

        Voce tem Kik? Eu passei pelo mesmo que voce amigo.

        Me adicionem: Rafa_Goddelijklicht

  26. margareth Henriques diz

    boa noite meus amigos
    amigos um pouco estranho dizer amigos,quando nunca fiz nenhum post na página, mas nestes 9 meses aprendi mais do que numa vida inteira,li a história de cada um de vcs,as aflições os sofrimentos e salvei uma vida.
    a minha prima descobriu o virus já em fase terminal quando já nem andava,e por tudo q aprendi aqui abracei – a e levei ao médico mudei a mentalidade dela e de toda família relativamente o hiv.
    estou grávida e aprendi tbm q tds nos estamos expostos a riscos e durante muito tempo vivi o medo de receber os exames que recebi hoje,deram negativos graças a Deus,sei q n vou mudar o mundo mas pelo menos os q me rodeiam terão outra mentalidade sobre o q é o hiv,sobre como no meio de tanta insegurança e as vezes frustração existem pessoas que decidiram gritar pela felicidade e viver felizes.
    estou com vcs e n vos largo .bendito seja o jovem q criou este blogue talvez nem ele tenha a dimensão do bem q faz as pessoas.
    bem haja todos

  27. Alan/RJ diz

    Pessoal, não precisamos nos culpar de nada. Acho que quando a gente se culpa, acabamos por nos martirizar ainda mais. Estamos nesta vida de passagem e nada é eterno. Vivemos neste mundo apenas por um tempo e quando algo assim acontece, devemos nos tornar pessoas melhores. Eu sei que não é fácil, a gente vez ou outra se pega pensando como pôde ter acontecido de contrair este vírus mas lembre-se que mesmo ainda não tendo a cura definitiva, temos esquemas anti-retrovirais que prolongam a nossa vida.Imagina o pessoal que contraiu o vírus nos anos 80/90 quando não havia tanta opção de medicamentos? Sofremos de uma doença crônica que por enquanto ainda não tem cura,porém é controlável. De nada adianta gastar preciosos minutos que temos pensando apenas no vírus.Lembre-se que o invasor é ele e somos muito mais fortes. Quando descobri minha sorologia em 2014, achei que era o fim de tudo mas fui percebendo que não é bem assim. Precisamos pensar positivo, precisamos nos tornar pessoas melhores e responsáveis com nossa saúde e a de nosso(a) parceiro(a). Ler um bom livro, viajar, escutar uma boa música, ter boas amizades, cuidar da nossa saúde e de nossa mente, são fatores essenciais que também nos ajudam a driblar este momento. Vamos ser fortes e pensar positivo pois somos muito mais fortes que este vírus maldito. Aos que descobriram recentemente e estão pensando em tirar a própria vida, saibam que isto não é a saída. Vamos encarar os problemas de frente e confiar em Deus que num futuro muito próximo teremos a cura ao nosso alcance. Aos mais jovens, o essencial é proteger a si e ao próximo. Sexo responsável sempre galera! Não precisa deixar de viver , de passear, de namorar, de transar…vamos fazer tudo com responsabilidade. Sejamos honestos com a pessoa que está conosco e o mais sensato é que quem está conosco deve estar ciente de nossa condição pois se realmente a pessoa que está conosco gosta de nós, vai entender e apoiar. Não vamos deixar a mentira guiar a nossa vida e que a verdade seja a garantia de uma vida mais digna. Somos jovens e fortes ! Desejo sorte a todos e que cada um de vocês possam aproveitar com muito carinho cada minuto que estamos neste plano. Forte abraço!

  28. Junior/mg diz

    Boa noite.

    Há 3 meses conheci um rapaz depois de me isolar quanto a relacionamentos devido ao meu status. Acabei me envolvendo e tivemos relações sem preservativo. Apesar de muito estudar e ser indetectavel (um dos motivos que me fizeram ter coragem de me relacionar novamente, pois o risco de transmissão é isso fimo) ainda tenho medo. Ele está fazendo exames regularmente… mas está com medo, somatizando. Já apresentou herpes (que ele já tinha) e agora está com a garganta inflamada, anda sempre nervoso…. acho 1 ele não sabe lidar e eu me sinto um tanto quanto culpado. Apesar dele saber, ainda sim parece que fiz o mesmo que me fizeram… fui carimbado. Os exames dele estão dando normais, eu sempre me atento…. mas definitivamente está complicado. Sou da área médica, jovem, bonito, atleta, mesmo assim parece que tudo vai contra o que estudo e presencio na prática da minha profissao. Desculpem o desabafo.

  29. salai diz

    Li o relato e o que me impressionou foi o cara que se preocupou mais por contrair hiv dos gays e se tornar ponte de transmissão para as mulheres, nossa hein!

    Depois eles vem falar de bifobia.

  30. Olá pessoal, fui diagnosticado a 5 meses atrás.
    Comecei a tomar a medicação depois de 2 meses do diagnóstico, pois meu CD4 estava acima de 500 e com uma baixa carga de vírus, então, não iniciei de imediáto e nem me desesperei.
    Após descobrir que sou portador do vírus, como citei a cima, nos 2 primeiros meses eu não iniciei o tratamento. Resolvir fazer o teste por um descuido que tive e em vez de ficar com aquela dúvida atormentando meu psicológico, se eu poderia ter ou não o vírus, resolvir fazer o teste. Não foi por conta de síntomas não, pois não tive. Nesses 2 primeiros meses sem está tomando a medicação, minha vida continou normal, nada me abalou, pois os avanços dos medicamentos melhoraram bastante e hoje é possível viver com HIV.
    Dois meses se passaram e, pronto, vou começar logo o tratamento. Confesso para vocês que no meu caso, ao está ingerindo o coquetel 3 em 1 nas duas primeiras semanas, eu fiquei super depremido por conta dos efeitos que tive. Como:diarréia, perda de peso, náuseas, sonhos vividos e minha pele ficou um pouco ressecada.Puts, aí foi que eu fiquei triste, capisbaixo, rs. Mas graças a Deus, esses efeitos já passou. Só estou no aguardo, claro que com uma boa alimentação, recuperar os 5 kg perdidos. Só que nesta semana eu pude perceber outra coisa em minha pele, “Palidez”, não sei se é por conta da medicação, se isso é normal.
    Eu gostaria de saber se alguém que, ao iniciar o tratamento, percebeu palidez em sua pele? Eu ainda não fiz os exames para ver como anda minha carga viral e meu CD4. Farei em novembro e prometo retornar aqui dando meu depoimento de acordo com os exames.
    Desde já, abraços e forças a todos nesse novo status de vida.

  31. Giorgio diz

    Olá pessoal, muito interessante esse blog.

    Eu sou Negativo porém HIV é um assunto que me interessa, meu ex namorado é HIV + indetectáveis, na época que eu descobri, que ele era HIV eu surtei, como qualquer pessoa surfaria, enfim eu estava na cozinha e certo dia quando abri or armário achei um potinho de remédio e quando coloquei o nome no Google descobri que era remédio pra HIV. Na mesma hora ele voltou pra casa eu reclamei pq ele nunca me disse nada, daí como eu tava na paranoia fomos até a farmácia pq eu queria fazer o teste.

    Aqui no país que moro é liberado fazer teste de HIV em farmácia, não precisa ir em médico etc.

    Meu teste deu negativo e eu disse pra ele que queria ver o teste dele, o dele deu positivo.

    Enfim o tempo se passou e não estamos mais juntos mais ainda nos falamos, ele toma os remédios há mais de 10 anos é super saudável e ele nunca fica doente.

    Eu sou negativo e aprendi que HIV não é o fim do mundo e que a mídia faz HIV parecer uma coisa horrível. Coisa boa não é, mais assim como muitas outras coisas, como cigarro, bebida etc etc.

    Depois do meu ex, conheci algumas pessoas com HIV e com uma delas até transei, continuo sendo HIV negativo.

    É muito bom ser informado, aqui no país que moro não é que nem No Brasil, infelizmente no Brasil o governo faz HIV parecer filme de terror quando na verdade não é bem assim.

    Böhs pra todos e adorei ler esse blog 🙂

  32. alan diz

    Prezados Amigos,
    Venho comunicar ao grupo que consegui o medicamento no Brasil, via mandado de segurança em sede de liminar, ou seja imediatamente. Sou advogado em Minas Gerais – Brazil, e fiz valer o meu Direito de Cidadão. Fui a primeira pessoa a conseguir o medicamento no Brasil em sede de liminar e me sinto na obrigação como cidadão de pedir a vocês que vá atrás desse Direito, nós temos o direito de ser protegido contra o HIV com o medicamento truvada. Não temos nenhuma culpa do nosso governo roubar o dinheiro do povo e deixar pessoas de bem se contaminarem com o HIV, exponho isso, porque temos que lutar contra o preconceito e contra a Política discriminatória no Brasil.
    Estou na cidade de belo Horizonte, e no que depender de mim, irei até a suprema corte do STF para ver o Direito de todos os meus garantidos.
    Obrigado.

  33. Prezados Amigos,
    Venho comunicar ao grupo que consegui o medicamento no Brasil, via mandado de segurança em sede de liminar, ou seja imediatamente. Sou advogado em Minas Gerais – Brazil, e fiz valer o meu Direito de Cidadão. Fui a primeira pessoa a conseguir o medicamento no Brasil em sede de liminar e me sinto na obrigação como cidadão de pedir a vocês que vá atrás desse Direito, nós temos o direito de ser protegido contra o HIV com o medicamento truvada. Não temos nenhuma culpa do nosso governo roubar o dinheiro do povo e deixar pessoas de bem se contaminarem com o HIV, exponho isso, porque temos que lutar contra o preconceito e contra a Política discriminatória no Brasil.
    Estou na cidade de belo Horizonte, e no que depender de mim, irei até a suprema corte do STF para ver o Direito de todos os meus garantidos.
    Obrigado.alanjfsilva@yahoo.com.br

      • Alan Johhny diz

        Pessoal, o medicamento é o truvada. Acredito que atualmente uma das maiores formas de acabar com o preconceito por enquanto (até a descoberta da cura) é a utilização do medicamento e a sua expansão no Brasil inteiro.

  34. Maria diz

    Sou soro positiva com carga viral indetectavel, tenho boa saúde e tomo retro virais e transei 4x com um médico q acho q não eh soro positivo. Duas anal e duas vacinas sem preservativo. Estou com medo de ter passado o vírus p ele. Será q passei? Pq acho q vou contar mas se não passei acho melhor nao me expor. Será q os médicos fazem exames de hiv com frequência?

    • Ombro Amigo diz

      Maria, se você está com a carga viral indetectável, as chances de passar o vírus para outra pessoa diminuem de 94 a 96%. Por outro lado, você corre o risco de pegar outra cepa do vírus caso esse parceiro seja soropositivo. Procure seu infectologista e conte o ocorrido. Se possível conte a verdade para essa pessoa com quem manteve relações.

  35. Baiano diz

    ,; Quanta lucidez no relato do rapaz. Quem se lembra daquela imagem, infeliz ao meu ver, ilustrando um homem transando com um escorpião prestes a picá-lo? Em parte responsável por uma geração inteira de confusos e ansiosos. esAssim como outros vejo minha juventude representada nestas linhas, só não tive tanta informação. Pena que li tarde demais

Deixe um comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s