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Loka de Efavirenz

Loka de Efavirenz

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

70 comentários

    • Alex diz

      Em um primeiro momento tbm pensei isso. Mas depois pensei, o que ele está fazendo de errado? Seria preferível que ele escondesse o que de fato é? Não digo somente em relação ao vírus, mas em relação a seu jeito de agir, de modo alegre, espatifado, efeminado ou qualquer outro adjetivo pejorativo que queira dar.

      De fato, existem gays como ele, assim como existem gays mais “másculos” (se é que se pode determinar o que é másculo ou não). Para diminuir o estigma que não desejam, então por que os “gays másculos” não se mostram tbm? Ou ainda, por que os héteros e bissexuais também não se mostram?

      Se os “gays másculos” e os héteros soropositivos preferem viver no anonimato, então isso obriga os “gays efeminados” a também devem viverem enclausurados?

      Vamos repensar um pouco os preconceitos, estigmas e tudo mais, respeitar todos e as diferenças, pois sendo portador do vírus também somos considerados “diferentes” por algumas pessoas e não queremos ser vítimas do mesmo preconceito e falta de respeito. E cada um que queira diminuir algum possível estigma, que coloque a cara no sol assim como ele fez e levante sua própria bandeira, mostrando que sua “tribo” tbm está representada.

      • Gente, primeiro vamos lembrar que este vídeo é de um teaser. Acompanho a página e assuntos como “a industria da AIDS” vão sendo aprofundados em postagens diárias, talvez alguns não tenham procurado o conteúdo da mesma. E mesmo sendo um espaço que traz questões políticas, sociais e econômicas, o que acha incrível (e que nos acrescenta e muito) é que pessoaliza o portador do HIV. É sempre o mesmo cara, a foto de divulgação é deste cara. E ele tem olhos, nariz, boca (linda ha). Tem um rosto. E tem trejeitos, e tem gostos, e escolhas. Ele é um cara que é portador deste vírus. Eu sou outro cara que também portador. Somos diversos. Que bom!

    • Santos diz

      Ele foi ele mesmo de uma forma muito bacana e verdadeira. Gostei muito e nao entendi a maioria de negativos

  1. Maxwell diz

    A única coisa louvável nesse vídeo é dar a cara-a-tapa contra o preconceito e se assumir portador para o mundo (com um vídeo no youtube).
    No resto: dispensável.

  2. verdadeirosentido diz

    Pensem o que quiserem e os feridos podem dar um “deslike”.

    Nosso amigo do vídeo apenas está deixando a hipocrisia de lado.

    Faz muito tempo que não posto aqui, porque ainda sou muito hipócrita também.

  3. Rock Hudson diz

    Pior que as faculdades federais estão infestadas com esse tipo de gente, torrando o nosso dinheiro.

  4. Nuno Fernandes diz

    Não é merda nenhuma para estigmatizar ainda mais os gays, mas sim um trabalho muito bem feito e muita coragem para assumir. Muitos parabéns ao protagonista do video pela forma tão descontraída com que contou a sua história e destruí o preconceito.

  5. CbSul diz

    Infelizmente faltou conteudo para desestigmatizar e sobrou maconha…. Que pena, poderia ser um espaço bem melhor aproveitado num sentido informativo e não de confronto… :/

    • Vivendopositivo diz

      Ele não tava fumando efavirenz? Vi que na África tem assalto aos postos de saúde pra roubar a medicação pra misturar com outras drogas recreativas…
      É sério!

  6. Positivo diz

    Vendo essa porcaria de vídeo, me senti um lixo e me deu uma vontade louca de morrer logo.

    • Vi+ diz

      Nao entendi porque a notícia é ruim. Os custos dos medicamentos foram cortados em até 45%

  7. Cal diz

    Pelo que entendi, a notícia fala que o preço dos medicamentos irá baixar, então não é ruim…

  8. Fersp diz

    Bom dia.

    Assistindo este vídeo, apesar da postura do colega não ser a melhor (apesar de eu não ser ninguém, para julgar, e nem achar que ninguém pode julgar outrem), só consegui ver uma força e coragem muito grande da parte dele. Se todos nós, médicos, advogados, empresários, famosos, anônimos, modelos, normais, esportistas etc. (todos mesmo), saíssem do anonimato com certeza nosso estigma seria diminuído e reduzido a quase zero.

    Apesar de reiterar, que no vídeo acredito que foi desnecessário utilização de droga exposta, só tenho a aplaudir a atitude e coragem de se expor, como muitos outros tem feito (Charlie Sheen etc.).

    O caminho pode ser este sim, críticas não levarão a nada e sim atitudes, uma atitude corajosa que apesar de toda formação e cultura que eu tive acesso e tenho, eu mesmo não tenho esta coragem.

    Digo isto, pois a imagem da doença seria outra, eu mesmo me olho no espelho e não vejo nada além do que sou, saudável, trabalhador, estudioso, esforçado e creio que nossa imagem uma dia não será outra, senão normais, ou até mesmo muito mais saudáveis do que o mundo sedentário hodierno.

    Boa semana à todos, muita saúde e paz.

    Abraços

  9. Matheus diz

    Como o colega ali falou….quanto mais gente aparecer na mídia menor será o preconceito…Hj mesmo vi um pessoal falando sobre Hiv e um comentou assim: “Calma gente vcs não estão muito nos anos 80, e aquele jogador de basquete que tá bonzão e tal.”
    Agora imagine vcs que deve existir milhares de “Magic Johnson” por aew que se escondem e esse “um” que se expôs já transmitiu para aquele do comentário que o Hiv é uma doença sim…mas tratável e que o portador pode ser feliz é ter uma vida normal como de qualquer outra pessoa…abç a todos 😉

  10. Luiz Carlos diz

    Achei o vídeo interessante. Como o Fersp já falou acima, foi totalmente desnecessário o uso de droga exposta, até porque abre portas para que o vídeo seja denunciado e removido. A coragem dele é louvável sim.

    O que me fez dar um “dislike” foi a página no Facebook. Apesar de ter muitas informações úteis para que não sabe sobre os riscos do HIV, como funciona a TARV, etc, ele leva várias piadas para lo lado das drogas, sobre beber e tomar EFZ, etc. Vai muito na contramão do que os estudos apontam como auxiliar no tratamento, como manter a alimentação saudável, fazer exercícios físicos, evitar bebida em excesso, não utilizar drogas (isto é meio óbvio, né), etc.

  11. Anjo terapeuta diz

    Nao vi maldade no video, gostei o cara e sinpatico foi descontraido, a unica informaçao que percebi foi q nas universidades tbm tem + e isso é verdade porem muitos nao percebem ou acham q nao existem, segundo ele mostrou q ser + nao é o fim do mundo, podemos ser felizes mesmo cm hiv.
    Parabens ao carinha pela coragem, aproveite o ibop que deu e busque passar mais informaçao caso deseje.

  12. Will diz

    O cara tá fumando efavirenz, só pode…
    “Bolha elitista branca” >.< Falou a branquela-quase-albina, ryca e phyna hahaha

    Mas sério, difícil “desestigmatizar” o HIV quando o protagonista e o “conteúdo” do vídeo são estereotipados nesse nível, por mais que a intenção e a ideia tenham sido ótimas!

  13. roger diz

    Dislike!Poderia usar o espaço e falar diferente e hiv esta em todo lugar sendo assim ele nao fez nada de extraordinario……

  14. Acreboy diz

    Não gosto muito de rótulos e nem de julgar atitudes de terceiros, todavia, apesar da coragem do colega em expor uma situação da qual muitos fazem questão de esconder, a forma espalhafatosa de agir do mesmo causa mais repudio que aceitação.
    Sabemos que não estamos mais nos anos 80, que o HIV de hoje é menos letal e que existem meios de assegurar uma vida saudável e com qualidade, entretanto, este é um tema delicado; um verdadeiro tabu para a grande massa e caricaturizar este assunto desta forma é um tanto quanto irresponsável.
    O trabalho do JS é exemplar. Divulga informação de uma maneira séria e precisa, diferentemente do rapaz do vídeo que, simplesmente nós coloca em uma situação constrangedora.
    É aquele velho ditado: se não vai ajudar, ao menos, não atrapalhe.
    Luz para todos.

  15. Fernando diz

    Não vejo hipocrisia no vídeo. Tão pouco considero que o fato de ele fumar maconha ou expressar sua opinião sincera e com seu jeito. Aposto que a maioria dos soropositivos(em especial os jovens) não deixam de consumir drogas recreativamente ou não, tão pouco deixa de se esconder e tão pouco percebem o quanto a indústria farmacêutica x o governo nos dá as alternativas mais baratas e não as mais saudáveis. Toda crítica é válida mesmo que seja blaze, sincera, esteriotipada. O que mais me chamou a atenção foi o título, pois usei efavirenz durante um ano e dois meses e foi a época mais punk da minha vida pq mexeu muito com minha cabeça e personalidade. E assim como eu conheck muitos que não sentiram nada e muitos que sofrem os efeitos do 3×1 e nem tem idéia de como os seu efeitos afetam sua qualidade de vida. Precisamos de discussões mais claras sobre as TARVs e seus impactos. O Jovem-soropositivo é um dos poucos blogs que abordam profundamente o assunto e de maneira real, dando espaço para que seus leitores discutam e comentem e troquem experiências. Precisamos de mais videos, mas pessoas dando a cara a tapa, como são de verdade, consumidores de droga ou não, femininos, esteriotipados ou não. O mundo precisa entender que ter HIV não significa se tornar o cara de hábitos saudáveis que vive as escondidas com seus conflitos pessoais estimulando as pessoas a sentirem medo e vergonha da sua condição. Ter HIV tem de ser algo aceitável e respeitável para qualquer indivíduo, independente das suas escolhas. Não adianta achar que não estamos mais nos anos 80 e pensar em ter hiv como se pensava naquela época. Menos hipocrisia e mais sinceridade e realidade por favor.

  16. Dói um pouco ver tantos comentários com tom de julgamento em relação ao rapaz e à maneira que ele expõe o problema.

    Ou melhor: Entenderam qual problema o rapaz quer ajudar a solucionar? Acho que não!

    Tendo visto o vídeo e visto a página do Facebook fica muito claro que a luta dele é pela autonomia de escolha de medicamento. Não pelo extermínio do estigma em si.

    Chama-se “Loka de Efavirenz” porque é assim que ele se sente toda vez que toma o medicamento. Ele menciona no Facebook: “E também precisamos nos empoderar dos nossos corpos e poder escolher a “vibe” que queremos, seja o amarelidão do Atazanavir, a diarreia do Kaletra ou toda a loucura / delírios do Efavirenz.”

    Se ele usa brinco enorme e fuma maconha… Okay, esse não é o foco. O foco são os efeitos colaterais que somos obrigados a vivenciar. Eu ainda vivencio os meus quase todos os dias, e minha troca de medicação foi negada, então eu me sinto desrespeitado e lesado. E tenho total empatia com o rapaz.

    Ninguém é obrigado a seguir os moldes quadrados da sociedade. O movimento dos gêneros e do empoderamento das minorias acontece em todos os âmbitos sociais nos últimos tempos, então, porque não pode estar presente em um rapaz soropositivo?

    QUALQUER movimentação em torno deste assunto é válida e deveria ser aplaudida. Ele está lutando pela melhoria de qualidade de vida dele e das pessoas que passam pelas mesmas coisas que ele. Se você não preenche nenhum requisito, apenas respeite.

    Mas claro que incomoda pra você que é trabalhador, estudioso, branco, e enrustido saber que alguém tão “diferente” carrega o mesmo vírus. Se toca!

    Mas não se preocupe… depois que muitos gays “nojentos”, “impuros” e “afeminados” colocarem a cara a tapa os protocolos de tratamento do HIV serão modificados para melhorar a sua vida, aí então você vem aqui e apaga o comentário impensado, infundado e hipócrita.

    • Fersp diz

      Sim, como já disse anteriormente, aplaudo sim a coragem dele, e olha que tem que ser muito corajoso para assumir a posição sexual e a condição de soropositivo e tudo mais, contudo, continuo com a posição de que exposição da droga, além de ser ilegal, não ajuda nada a resolução e como você mesmo disse, resolução do problema dele e muito menos para afirmar ou reafirmar quaisquer coisa relativo ao uso do medicamento.

      Acho que ele é livre para expor o pensamento dele, fazer a manifestação da forma que mais lhe couber, da forma que ele quiser mesmo, mas o uso de droga ilícita somente irá contra qualquer finalidade, eu não concordo.

      Destarte, mantenho minha posição de aplaudir a coragem dele, como disse no último comentário meu alhures, eu mesmo não tenho tanta coragem de me expor desta forma, todavia, sou contra a exposição do uso de droga (ilícita) no canal aberto,

      Por derradeiro gostaria de salientar a necessidade de todos nós, atentarmos para os pré-conceitos existentes em qualquer área. Da minha parte, somente sou contra a exposição da droga, ele pode usar como quiser, mas expor em um canal direcionado a crítica do sistema de saúde ou os medicamentos. Não acho plausível.

    • Will diz

      Textão com um argumento sem sentido para defender um vídeo que não traz conteúdo útil nenhum… Se o “foco” são os efeitos colaterais, no caso, do Efavirenz, por que gravar o vídeo sem camisa e chapado? Por que dar uma de pseudo-intelectual e usar frases soltas fora do contexto como “bolha elitista branca”? “Fora Temer”? O que o presidente interino têm a ver com os protocolos de tratamento do HIV? Aliás, vc sabia que esses protocolos estão MUITO alinhados com as recomendações da própria OMS?
      O SUS, mesmo com todos os problemas que tem, oferece tratamento gratuito e atendimento de qualidade para portadores de HIV por aqui… no próprio blog há relatos de pessoas que optaram pelo ATZ/r em vez do Efavirenz, ninguém é “obrigado” a tomar o 3×1 não! A escolha do medicamento não é questão de “vibe”, há vários fatores envolvidos…
      No fim das contas, pra mim ficou claro que o rapaz do vídeo só quer aparecer. Como já disse, a ideia é ótima, mas a execução do “projeto”, pelo menos nesse primeiro vídeo, deixou muito a desejar.

      • Derek diz

        Ele provavelmente gravou sem camisa e chapado porque é assim que ele vive a vida dele, ninguém é obrigado a se colocar atrás de um terno para falar do que sofre. Não vejo outra explicação mais cabível.

        Mas sim, talvez teve textão porque a minha história com o Efavirenz se parece com a dele. E entre ficar Loka de Efavirenz e tomar Kaletra+Biovir com azt, eu preferi ficar no Efavirenz.

        E mais uma vez, vejo essa disparidade entre o que diferentes médicos oferecem para seus pacientes no Brasil. O meu parece seguir estritamente o protocolo que diz que o Kaletra deve ser o substituto do Efavirenz, mesmo depois de eu dizer que preferia tentar o Atazanavir.

        Enfim, acho que o reflexo positivo deste tipo de manifestação se vê na aprovação do Dolutegravir para a primeira linha. Não acho que seja por acaso ou por pura boa vontade do governo.

        O rapaz da Loka de Efavirenz é o exemplo da sociedade civil lutando pelos direitos das minorias. E AGORA sim estamos alinhados com o que a OMS recomenda, que é ter Dolutegravir em primeira linha, pelo menos entre as opções alternativas ao Efavirenz.
        E ainda falta o Efavirenz na dosagem de 400mg pra completar o pacote.

  17. positivosempre@outlook.com diz

    Vi droga, estigma e lipodistrofia nesse vídeo.

    • Juca diz

      Lipodistrofia ? O que vc viu de lipodistrofia? (É uma pergunta séria, não estou sendo irônico)

  18. Gael diz

    Boa tarde a todos.

    A atitude é de uma nobreza imensa.
    A coragem do rapaz também é louvável.
    Mas concordo com o comentário do Will, de uma forma estereotipada dessa certamente
    não ajuda e desestigmatizar absolutamente nada. Já começa pelo nome totalmente sujestivo.
    Acaba generalizando uma imagem de todos os homossexuais.

  19. Max+ diz

    A única atitude nobre foi a do autor do blog (JS), que, mesmo não sendo homossexual, não fez julgamentos e publicou esse lixo de vídeo.

  20. serginho diz

    Acabei de tomar o primeiro 3x 1 em da minha vida e queria saber se os efeitos colaterais já pode aparecer nessa primeira semana. .Abraços a todos..

    • Will diz

      Varia de pessoa pra pessoa, mas geralmente os efeitos colaterais, principalmente do Efavirenz, são mais fortes no começo, desde o primeiro dia que se toma o 3×1.
      Se vc não percebeu nada de mais, sorte sua!

  21. Rodrigo diz

    Vi a imagem do estigma do HIV: viado, drogado, magro, pobre e baixa escolaridade.

    • Sabrina diz

      Baixa escolaridade…kkkkkkkk. Se vc conhecesse esse rapaz, vc não falaria isso.

  22. Mommy2015 diz

    Muito bacana o vídeo! Ele é autêntico e corajoso…se o preconceito vem dos próprios soropositivos, como querer tira-lo do resto do mundo?!

  23. Fersp diz

    Fato é – preconceito + Afeto, fraternidade, solidariedade e amor à todos.

    Menos conflito, já temos problemas d +.

  24. Eu realmente não concordo com a maioria dos comentários de vocês, acima.

    O fato do HIV/aids ter sido vinculado, especialmente no começo da epidemia, à homossexuais e usuários de drogas injetáveis (e não de maconha, diga-se de passagem, a qual já é descriminalizada em vários estados americanos e em alguns países), não quer dizer que, para desestigmatizar os soropositivos, é preciso que essas pessoas não apareçam, que fiquem ocultas, como se não existissem. Essas pessoas existem e têm todo o direito à voz e à aparecer, portadoras do vírus ou não, assim como heterossexuais soropositivos, pessoas que adquiriram o HIV por acidentes de trabalho e por transmissão vertical.

    Querer que os únicos soropositivos que apareçam na mídia sejam aqueles que são jeito do que vocês gostariam é só aceitar o que lhe convém ou o que lhe agrada. Ao meu ver, não é com comentários como os de vocês, acima, que acabamos com o preconceito.

    • Adv+ diz

      Concordo em parte com seu comentário Jovem, contudo, a droga ainda é muito ligada a transmissão do HIV, apesar da redução significativa por programas. Pesquisas são cristalinas nesse ponto (vide abaixo) e além disto no nosso país é ilegal e muitos países após a legalização tem se decepcionado com o resultado. Mas não julgo quem usa, só achei desnecessário a aparição no vídeo fazendo uso, em um momento de crítica ao sistema, medicamento e exposição de um assunto que está ainda estamos aprendendo a lidar no Brasil, existe momento adequado para se fazer uso, e não acho que seja tratando de um tema tão complicado, sem informação necessária no nosso país do que é o HIV e esclarecimentos que seriam necessários com certa urgência, inclusive com todos os avanços existentes no mercado. Isto posto, antes de dar acesso a informação a quem ainda não conhece a propagação da doença, e que está atingindo a toda população (sem exceção), seria necessário um certo cuidado com essa questão.

      Quem não tem informação adequada e acredito que nosso país esteja repleto disto (infelizmente), não sabe a forma nem de se ter contato com o HIV, se é pela maconha, pelo crack, pela seringa etc… Qual a ligação de uma coisa e outra. Nós temos um índice ainda com 13 milhões de analfabetos, metade da população brasileira não tem acesso a coleta de esgoto (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/03/16/metade-da-populacao-brasileira-nao-tem-coleta-de-esgoto.htm). Resumindo, o cuidado de passar informação e a necessidade é urgente, mas de forma consciente e cuidadosa, sendo muito delicado o assunto.

      De qualquer forma, só de ele “por a cara para bater” tem meu respeito e admiração, só pediria mais cuidado com a divulgação do assunto.

      Teve um curso de uma faculdade federal divulgado em todo pás sobre o modo de lidar com o uso de drogas em nosso país, e em diversas partes do curso foi falado sobre o HIV – DROGA, mas atente-se o curso era voltado a mudança no paradigma e modelo de atenção e cuidado ao usuário. (MUDANÇA DE CULTURA JURÍDICA SOBRE DROGAS)

      “Em 2003, mais de 150 programas de Redução de Danos estavam
      em funcionamento no país com o apoio e, na maioria dos casos,
      com o financiamento do Ministério da Saúde. Contrariando expectativas
      pessimistas, os estudos científicos que se seguiram mostraram que
      a implantação dos programas de Redução de Danos não foi acompanhada
      de crescimento da soroprevalência do HIV. Segundo o
      Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de casos
      notificados de AIDS entre usuários de drogas injetáveis maiores de 13
      anos caiu de 4.092 (29,5% do total), em 1993, para 849 (7,7% do
      total), em 2007. Estudos realizados em Santos, Rio de Janeiro e Salvador
      encontraram importante queda na prevalência de soropositividade
      para HIV, hepatite B e C quando comparados com pesquisas
      empreendidas nas mesmas cidades antes da instituição de estratégias
      de Redução de Danos.”

      “Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS
      O consumo de crack e cocaína tem sido associado diretamente
      à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras
      doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O uso do crack tem associação
      direta com a aceleração da progressão da infecção pelo HIV e
      também por reduzir a adesão ao tratamento. Os comportamentos de
      risco mais frequentemente observados são o número elevado de parceiros
      sexuais, o uso irregular de camisinha e a troca de sexo por droga
      ou por dinheiro para adquirir a droga. As mulheres usuárias de crack
      têm mais relações sexuais em troca de dinheiro ou droga em relação a
      usuárias de outras drogas e têm mais chance de se envolverem com
      este tipo de atividade que os homens, se expondo a riscos com maior
      frequência. Deve ser levada em consideração a vulnerabilidade social a
      que muitas delas estão expostas. Vale ressaltar que existe possibilidade
      de transmissão de HIV através de lesões orais causadas pelos cachimbos.
      O uso de crack também tem sido associado diretamente a outras
      DSTs, como gonorreia, sífilis e HTLV-1 (vírus pertencente à mesma
      família do HIV), entre outras.
      Um estudo recente realizado no Rio de Janeiro e em Salvador
      com jovens usuários de crack contatados na rua mostrou que eles
      expressam grande demanda de serviços sociais e de saúde, mas têm
      muitas dificuldades para acessar estes serviços. Comportamentos de
      risco para DST e HIV são muito frequentes entre usuários de crack em
      situação de rua que apresentam taxas de infecção por HIV (3,7 % no
      Rio de Janeiro e 11,2 % em Salvador), bem maiores que a taxa da população
      em geral (menos de 1%).”

      • Adv+,

        O texto que você citou não vai contra o que eu disse: ele menciona drogas injetáveis — e acrescenta crack e cocaína como fatores de risco, mas não fala de maconha. Até onde eu sei, nenhum estudo relaciona a maconha ao risco de contrair o HIV e nem de prejudicar a adesão ao tratamento.

        Vale acrescentar que um estudo recente mostra que a “droga de entrada” que mais leva ao uso de drogas injetáveis são os opiáceos de prescrição médica.

        • Adv+ diz

          Acredito que você não tenha entendido o sentido de eu citar as pesquisas. Eu o fiz, no sentido de mostrar que apesar de os números decrescentes, relacionado ao uso de droga com o contato com o vírus, muitos, por falta de informação não sabem ao certo o que é uma coisa e o que é outra em nosso país, você sabe, eu sei, muitos não, isso gera responsabilidade para quaisquer pessoa que queira divulgar informação. Destarte, para que alguém se disponha a utilizar um canal aberto (youtube) este intuito, ou de criticar um sistema, medicamento, deve ser feito com responsabilidade (não é relacionado à você – seu trabalho é muito bacana e ajuda muitas pessoas, me incluo nesta), e sim uma crítica a qualquer pessoa que se disponha a vestir a camiseta com o título HIV, tem uma responsabilidade enorme por detrás disto.

          Em nenhum momento disse que maconha tem relação a soropositividade, e sim critiquei a falta de conhecimento e campanha RESPONSÁVEL para divulgação de informações que de alguma forma diminua o estigma relativo a doença.

          Eu acredito muito no respeito, liberdade de expressão e REPITO, aplaudo a coragem dele em realizar o vídeo, mas não deixo de criticar a falta de responsabilidade em divulgar o vídeo com tantos vícios. Poderia ter sido um pouco mais ponderado e consciente. Da mesma forma que ele pode se expressar, temos o direito de criticar, claro com o devido respeito, e sem ofensas.

          Primeiro a droga, segundo FORA TEMER. Será que ele entende um pouco de política? Já leu alguma vez nossa Constituição? Sabe como funciona uma democracia? Sabe que nosso país é uma exceção por dar acesso a todos soropositivos ao tratamento?

          Mostra a falta de conhecimento e consciência apenas.

          Mas continue seu trabalho, e conte comigo para contribuir com o que for possível.

          Abraços

        • Erick Allan Bounean diz

          Gente:

          Deixem este carinha do video em paz. Ele apenas esta sendo ele mesmo. Voces que ficaram incomodados com o video provavelmente sao mais afeminados do que ele. Eu particularmente achei ele uma gracinha. Procure cada um olhar para si mesmo ao inves de atirar pedra em quem é apenas mais um de nós. Lembre-se: ele é voce e voce é ele. Ter preconceito contra ele é ter preconceito contra cada um de nós.

  25. ROCK HUDSON diz

    Que mídia, jovem? Graças a Deus esse vídeo está relegado ao esquecimento. Não precisamos desses clichês ambulantes para quebrar o preconceito. Estou chocado com a sua postura, você que é supostamente um formador de opinião. O vídeo é nojento, tosco, pobre, bem como seu autor. Não precisamos disso.

  26. Adv+ diz

    Concordo em parte com seu comentário Jovem, contudo, a droga ainda é muito ligada a transmissão do HIV, apesar da redução significativa por programas. Pesquisas são cristalinas nesse ponto (vide abaixo) e além disto no nosso país é ilegal e muitos países após a legalização tem se decepcionado com o resultado. Mas não julgo quem usa, só achei desnecessário a aparição no vídeo fazendo uso, em um momento de crítica ao sistema, medicamento e exposição de um assunto que está ainda estamos aprendendo a lidar no Brasil, existe momento adequado para se fazer uso, e não acho que seja tratando de um tema tão complicado, sem informação necessária no nosso país do que é o HIV e esclarecimentos que seriam necessários com certa urgência, inclusive com todos os avanços existentes no mercado. Isto posto, antes de dar acesso a informação a quem ainda não conhece a propagação da doença, e que está atingindo a toda população (sem exceção), seria necessário um certo cuidado com essa questão.

  27. roger diz

    Temos direito de nao gostar do video…Afinal hiv nao e uma coisinha bonitinha ae vem um cara chapado de maconha falar essas merdas ……jovem voce esta apelando…..

  28. Mommy2015 diz

    Direito de não gostar do vídeo, ok! Inclusive de manifestar a opinião contrária, mas com respeito e educação. ..que é um dever de todos!

  29. JV diz

    Por essas e outras minha interação aqui nesse espaço é pequena- e com poucos usuários. Parece que uns estão tão machucados ainda que se tornaram pessoas amargas, cruéis, estúpidas, e ainda com tempo para se envolverem em discussões inúteis. Enquanto isso estou aqui planejando um novo projeto profissional, bebendo muita água para me hidratar, tentando comer bem (ah…comi um chocolate!), trocando mensagens de carinho com meu namorado que está em outra cidade me esperando, sonhando com a viagem para Santiago que faremos no fim do ano, treinando bastante com o propósito de tornar-me cada vez mais forte e disposto, fazendo minhas orações e meditações, rindo à toa com os amigos do trabalho, assistindo uns vídeos engraçados no Youtube e olhando e absorvendo daqui apenas as mensagens construtivas.

  30. Débora diz

    Js,

    Gostaria de saber quanto custa os medicamentos por pessoa no mês ao governo?

    Obrigada.

    • junior diz

      Não sei se é apenas uma curiosidade boba de sua parte, mas de qualquer forma, a resposta à sua pergunta é o substrato ideal pros preconceituosos lapidarem suas teses e propagarem seus valores discriminatórios contra pessoas que estão em condição de vulnerabilidade por uma razão de doença. (Diga-se de passagem, que alguém já mencionou num comentário ali em cima o seguinte: “Pior que as faculdades federais estão infestadas com esse tipo de gente, torrando o nosso dinheiro”. Só que a pessoa esqueceu que o universitário também paga imposto, logo, a faculdade é dele também, a vaga ele que conquistou e, portanto, tá sendo bancada pelo dinheiro dele também).

      Tomara que nunca façam esse tipo de publicidade / divulgação e tomara que você nunca esteja numa condição de vulnerabilidade que te faça sentir ofendida por esse tipo de pergunta. Desejemos apenas o melhor pro nosso próximo.

  31. pedroks399 diz

    Eai JV vi um outro Post do seu namorado ter usado a PEP e aí funcionou?
    Eu estou com 5 exames negativos no decorrer de 2 meses mas estou com muito sintomas. Rash. Coceiras. Diarreia. Íngua no pescoço e uma ardência na axila. Vou esperar mais um mês pra fazer outro exame. Talvez minha sorocoversao seja um pouco mais tardia que o comum. O que me intriga são as enfermeiras do meu CTA dizendo que é tudo emocional e que eu devo seguir minha vida. Mas gente que falta de responsabilidade é essa? E se eu tiver mesmo? Eai? Uma pena ter esse tipo de atitude em um órgão público.

  32. D_Pr diz

    Pedroks399

    Me permita uma opinião. Irresponsabilidade das enfermeiras? Não, nos seus exames está tudo bem e o tempo de soroconversão e resultado positivo (digamos assim) dos exames para descobrir se o paciente está infectado ou não, está menor que antes. A interpretação delas está conforme o resultado dos exames. Que mais elas poderiam te dizer? Além de você tocar o barco e viver a vida…talvez não foi a resposta esperada, mas mesmo assim, não foram rudes ou despreparadas.

    Quer mesmo sair da dúvida, vá em um laboratório particular e solicite pra atendente do balcão mesmo PCR Quantitativo HIV, como você não é soropositivo até o momento, não tem motivo para fazê-lo pelo SUS. Após o resultado você terá certeza.

    Em caso positivo e eu realmente espero que não, você sabe o que fazer.

    Negativo, te aconselho a procurar um médico de qualquer maneira, sua saúde está em desordem, fundo emocional explica a diarreia e problemas de irritabilidade na pele.

    Ínguas (adenite) são respostas imunes não apenas pra HIV é importante verificar a causa, as vezes ela é banal e quando curado/tratado o problema a íngua desaparece. Em alguns casos quando o surgimento é uma doença mais grave é importante estar atento se ela dói ou não, mas aí explica em detalhes ao médico…. Boa sorte e mesmo que se for apenas de fundo emocional, é importante tratar e colocar a cabeça no lugar.

    • junior diz

      Concordo com você. Não sou profissional da área, mas o médico que eu costumo ir anualmente para fazer testes de rotina me disse que os testes atuais estão com uma resposta muito rápida e que, embora o sistema de saúde diga rotineiramente que deve se esperar um longo prazo para ter certeza mesmo, normalmente os testes atuais já estão capazes de detectar em 20 dias após a exposição.

      Eu sou negativo e confesso que já passei inúmeras vezes por esses sintomas psicológicos. É impressionante, quando eu encabulo que algum ato sexual meu me expôs ao contágio, em pouco tempo já começo manifestar esses sintomas (diarréia, infecção de garganta frequente, íngua no pescoço e muitas aftas) que, na minha condição de leigo, entendo como indicativos de um provável contágio por hiv.

      Felizmente, em todas as vezes, passado o período de jejum que precede o teste, confirmou-se que era apenas psicológico; exceto em uma das vezes que o médico pesquisou melhor, e eu estava na verdade com carência de vitamina D que estava contribuindo pra queda de imunidade e foi resolvido depois.

  33. Positivo diz

    Se qualquer pessoa soronegativo (até mesmo muitos soropositivo) assistir esse vídeo, voltará à mente, de forma bem reforçada, toda aquela idéia dos anos 80 que estigmatizou a AIDS. E com certeza vai dizer: “- Realmente esses viados são todos aidéticos!”.

  34. Paulo Almeida diz

    Olha, até que não começou mal o vídeo, e o fato dele estar fumando maconha não influenciou em nada, afinal de contas é bom de vez em quando sair deste clima “mórbido” que envolve o HIV. Gostei da coragem dele em se expor, pois só quem tem “culhão” tem coragem pra isso. Só não gostei do viés político do vídeo associado á “síndrome de vira-lata” e a groselha que ele soltou ao afirmar que a universidade é um antro de “burgueses branquelos”, isso sem falar da mensagem “fora Temer” a lá Jequiti que aparece no decorrer do vídeo. Começou bem, de uma maneira engraçada e descomplicada, mas terminou com um apelo no mínimo “besta” e de “esquerda”. quem sabe no próximo vídeo ele se redime. . .

    • junior diz

      Pensei igual você, Paulo. E acho que faltou argumento, faltou fundamento pra subsidiar tudo que ele tenta trazer no vídeo. Especialmente quando fala da “indústria da Aids”. Me deu a sensação de que ele leu/ouviu isso em algum lugar, de forma superficial, e tá repetindo sem saber direito o que se trata.

      E eu acharia um tanto incoerente se eu soubesse que o tratamento dele está sendo provido pelo SUS, porque é meio piegas reclamar da indústria da Aids e utilizar o tratamento do SUS, que está muito à frente de tratamentos dos sistemas públicos de saúde de muitos (mas muitos mesmo!) países desse mundão.

      E pra finalizar, eu sou super favorável a quebrar o estigma da AIDS (por isso concordo com você que gostei do começo do vídeo, quando ele demonstra não ter medo de mostrar quem ele é, um ser humano como todos nós e que merece respeito de todo mundo – também acho que o fato dele fumar é problema dele, não tenho nada com isso, se ele quer, beleza). Só que ele tem que ter uma fala uma pouco mais franca e elucidativa. ‘Cara a tapa’ por ‘cara a tapa’, tiveram ícones da nossa música brasileira, que já fizeram muita coisa (composições, atitudes) há décadas atrás, não se resumindo apenas a dar a cara a tapa, porque nem só de cara a tapa iremos desconstruir o estigma.

      • Paulo Almeida diz

        Você disse tudo Júnior, realmente os argumentos que ele usa não se mantém se ele tem seu tratamento mantido pelo SUS. “Indústria da AIDS” é um argumento sem pé nem cabeça, totalmente piegas.
        E temos mesmo que desmistificar a AIDS, porque cansa ver que as pessoas nos imaginam como seres frágeis, que não podem sequer tomar um “sorvete” sem ter que realizar uma bateria de exames! Mal sabem eles que nós fazemos tudo que um soronegativo faz, sem restrições, apenas temos que nos preservar um pouco mais por termos um pequeno “agravante”, mas em comparação a todas as outras doenças crônicas estamos em incrível vantagem.
        Precisamos mostrar que somos pessoas normais, com hábitos normais como da imensa maioria da população, e que apesar dos pormenores podemos ser saudáveis sem abrir mão das coisas boas da vida!

        • Primeiro, será que todos que trouxeram tantas críticas negativas foram olhar a página? Gente, tá no título que é um teaser sobre a mesma. Acompanho-a e há publicações diárias, umas mais “leves”, e outras onde questões que estão no vídeo são trazidas e aprofundadas como o papel da industria farmacêutica dentro da epidemia de HIV/AIDS. Acredito que uma das forças da página é que, ainda que traga tantas questões sociais e políticas, pessoaliza a vida com HIV. É sempre uma mesma pessoa nos vídeos, a foto de divulgação é de uma pessoa. PESSOA! E vejam, ele tem olhos, tem rosto, cabelos, trejeitos, e gostos. Não somos o vírus que vive em nós. Somos mais coisas e tento acreditar diariamente que somos maiores que ele. Beijos.

          • Paulo Almeida diz

            Sim, eu entendi o que você quis dizer Vinícius, e como eu havia mencionado eu gostei da atitude dele em desmistificar essa coisa do HIV/AIDS, pois como eu havia mencionado que todos acham que não podemos fazer nada, sendo que na realidade levamos vidas normais. Por isso não vou mentir, gostei de ver ele “fumando” maconha, já que eu já fumei muita maconha também, até mesmo recentemente, já depois de ter descoberto a doença. Ver uma pessoa agindo “normalmente” sem aquele clima fúnebre em que todos abordam o HIV me deixou aliviado, feliz. Mas como eu disse o vídeo começa bem, só não gostei do final, desse papo de “branco burguês” e o viés de “esquerda”, pois não suporto essa ladainha de Esquerda/Direita, isso é chato pra caramba. E reiterando o que eu havia dito quem sabe ele se redime, mas como disse eu já perdi o interesse quando ele trás esse discurso politizado, pois não gosto disso. Vou assistir outros vídeos do canal na esperança de encontrar algo próximo do clima que ele trás no início, pois isso sim me interessou. Não faço uma crítica, acredito que fui o mais imparcial possível, principalmente em relação aos outros comentários, esses sim cheios de intolerância. Menos Marx ou mesmo Adam Smith, e mais “Maconha” e alegria!

  35. Ciro diz

    Escroto ver tanta gente preconceituosa aqui, em especial aqueles na condição de soropositivo, que sabem o que é sofrer de preconceito! É muito fácil sentar a bunda na frente do computador e vomitar algumas palavras anonimamente, sem pensar no peso que elas tem. Palavras também doem, e vcs deveriam saber disso. Ninguém é obrigado a gostar de nada, mas quando um irmão “bota a cara no sol” e lida com seu problema abertamente, de forma bem humorada, chamando atenção à problemática em torno do HIV, o MINIMO que vcs deveriam fazer antes de qualquer coisa é pensar o quão importante é a nossa união contra todo o tipo de estigma, preconceito e violência que sofremos TODOS OS DIAS pelos mesmos motivos. Together we stand, divided we fall. Por isso, aplaudo de pé a iniciativa da Loka que, de forma irreverente, atual e sincera, busca chamar atenção para todos os problemas que rodeiam sua condição. Vergonha e dó dos colegas aqui que se sentem melhor do que os outros pq não fumam maconha e vão pra academia todo dia com o intuito de esconder quem são. Vcs, meus queridos, já perderam essa batalha há muito tempo.

  36. Luiz Felipe diz

    Olá, sou o rapaz do vídeo. Queria só comentar umas coisas aqui a partir desses comentários.

    Sabe o que acontece quando um homossexual ‘afeminado’ e usuário de dOrgas fala abertamente sobre HIV? Ele choca a sociedade!
    Dizem que ele reforça o estereótipo de que HIV é ‘doença de gay’, mas desconsideram a falta de coragem, sobretudo entre homens heterossexuais em falar sobre HIV. Afinal, imagina ter a sua sexualidade questionada???
    Ao mesmo tempo, esquecem que alguém precisa botar a cara no sol e trazer essa discussão à tona caso deseje não ser exterminado. Esquecem que também são beneficiados quando as reivindicações feitas por aqueles que mais lutam por Direitos Humanos e, não coincidentemente, xs mais oprimidxs – LGBT, mulheres e pretxs – realizam grandes conquistas, como por exemplo pressionar o Estado a investir em medicação e tratamento para soropositivos (o que levou muito tempo, afinal, era uma ‘doença de gay’… deixe que eles se fodam!).
    Criticam o uso de maconha, mas não criticam as mortes que acontecem pela fracassada política de combate às drogas, sobretudo às populações negras. A galera curte chapar, meus queridos! Chapa de beck, de pó, de efavirenz (esse é uó, na verdade), chapa de tabaco (a pressão vai no pé!)…, chapa de açúcar, chapa de vida.
    Quanto ao alívio em relação aos efeitos colaterais da medicação ou em relação às pesquisas que evidenciam a diminuição das dores causadas pela Aids, proporcionados pela maconha, tampouco são discutidas sem o peso do estigma da “droga”.
    Assim, com toda essa amnésia e ignorância que acomete aqueles que não sabem lidar com as diferenças e com a diversidade evidenciam o que há de mais nojento na nossa cultura: a dominação. O que está em jogo aqui é a perpetuação ou não da dominação masculina. Quando alguém que, por privilégio de ser homem, se recusa a reproduzir estereótipos de gênero, este alguém é brutalmente massacrado. ‘Deve apanhar para aprender a virar homem’, a ‘agir como é esperado que um homem aja’. Este alguém também torna-se, aos olhos do patriarcado, passível de ser (mais uma vez) silenciado. Se ele for maconheiro, então…
    Deslegitimam o meu discurso e a minha ação por ser quem eu sou: gay e feliz. ‘A forma espalhafatosa de agir do mesmo causa mais repúdio que aceitação’, comentaram no blog. Mas essa não é a realidade. O que causa mais repúdio e ignora a denúncia é uma mente adoecida por uma moral cristã, que espera um discurso profundamente triste, de vitimização, muita culpa e aceitação das ‘consequências’ de ser um ‘pervertido’. É uma espécie de ‘Jogos Vorazes’: querem histórias tristes para fazer uma espetacularização da nossa vivência… somente assim conseguem prestar atenção no que está sendo denunciado.
    Quando a exposição e o enfrentamento vão na contramão dos ‘bons costumes’, quando se critica o machismo ou quando aparece uma gay ‘afeminada’ fumando maconha na tela do seu computador, a política de silenciamento deve operar.
    E tem sido bem constante a prática de silenciamento que eu tenho enfrentado ao longo de toda a minha socialização como gay. Mas ainda maior é minha vontade de viver num mundo mais empático e cuidadoso, onde a vida seja considerada como algo valioso, e que a gente possa exercer sem medo nossa subjetividade e nossa existência com plenitude. Utópico demais? Mas é assim mesmo… Sou pisciano com lua em sagitário. Total idealista e apaixonado pela vida.
    Mas não apenas vislumbro, eu também enfrento e luto como posso as formas de repressão e controle que me cercam e que moldam todas as relações neste planeta. E faço isso sendo autêntico. Minha forma de falar, minha expansividade, meus trejeitos, não são o foco da discussão. Vocês poderiam parar de me criticar e prestar atenção no massacre que nós temos evidenciado constantemente através da Loka de Efavirenz. Talvez, ao mudar o foco e se libertar desses antigos padrões que são responsáveis pelo adoecimento deste mundo, poderemos finalmente desbrutalizar nossas relações e cogitarmos a felicidade e a liberdade.
    A revolução será pintosa e transfeminista. Aceita.”

    • MB+ diz

      Sou um hetero mas admito que queria ter a coragem e inteligencia que você tem …
      Tem meu respeito e a mais sincera admiração …abraços e um grande beijo.

      MB+

    • Fersp diz

      Caro amigo, com a devida vênia, em todos comentários eu vos parabenizei pela coragem e atitude (Pode verificar). Apenas fiz o comentário que o uso da droga em uma crítica tão “séria” podia ser descartado, mas isto é minha visão, pode ter sido a forma que foi encontrada no momento. De qualquer forma, aceito e acho válido e salutar, o debate e ideias diferentes, isso engrandece.
      Afora isto, acho que sua coragem foi maior que muitos que aqui estão. De qualquer forma levantou debates, discussão, mostrou muita coisa a sociedade, só acho que você pode utilizar a sequência para mesclar conteúdo, críticas, risadas etc…

      Sou totalmente contra quaisquer forma de preconceito e discriminação, em nenhum momento fiz isso, se leu algum comentário meu e entendeu desta forma, peço desculpas. Eu em nenhum momento discriminei ou critiquei o uso de maconha, só achei desnecessário, mas quem sou eu? Quem criou coragem foi você, não foi? Mesmo porque cada um deve fazer o que quiser e buscar felicidade. Mas acho que tem coisas que tem hora e local, mas muita coisa vem mudando e vai mudar neste mundo, não? Espero que sim!

      Mas temos que aceitar todo tipo de ideia, visão e ponto de vista. Correto?

      Eu aceitei o seu e parabenizei, só acho que você pode usar a repercussão que você atingiu de uma forma a usar conteúdo junto. Quanto a seus trejeitos, opção sexual etc… desencana, quem aqui está com certeza não sabe ainda o que é passar pelo que um homossexual assumido já passou, eu mesmo sou heterossexual e não sei e nem imagino a força que deve ser necessária.

      De qualquer forma, por a cara no sol, se mostrar desta forma, merece meu respeito.

      Abraços

    • Will diz

      Minha nossa senhora do Efavirenz, menino… nunca vi comentário mais vitimista que o seu, Luiz Felipe! Vc claramente confunde a crítica a pessoa (você) com a crítica ao conteúdo que vc quis passar no vídeo. São duas coisas COMPLETAMENTE DIFERENTES!! Pessoas devem ser respeitadas acima de tudo, e realmente acho abominável os comentários que tentam denegrir a sua imagem, sua forma de falar, seus trejeitos, sua expansividade, etc.
      Agora, ideias, conteúdos e certas escolhas que vc fez (como optar por gravar sob efeito de maconha) estes sim não necessariamente precisam ser respeitados de forma alguma. Afinal, quem bota a cara no sol, como vc fez, tem que estar preparado para ouvir ideias opostas, opiniões contrárias e críticas negativas quanto ao conteúdo do vídeo!
      Qual foi sua real intenção ao postar esse vídeo? Se foi apenas “chocar”, realmente você alcançou seu objetivo. Mas se o propósito era desestigmatizar, eu sinto muito!! Mostre esse vídeo a qualquer pessoa que pertence ao que vc chama de “bolha elitista branca”, vc realmente acha que haverá quebra de paradigmas e estigmas? Se sim, é muita ingenuidade da sua parte! Ainda mais sabendo a ignorância que ainda impera na população em geral em associar erroneamente a maconha ao HIV. Que fique bem claro, não tenho absolutamente nada contra o uso de maconha na esfera particular. Inclusive, sou completamente a favor da regulamentação dela aqui no país. Mas enquanto isso não acontece, o simples fato de vc postar o vídeo sob efeito de uma droga que ainda é considerada ilegal, isso por si só já acaba prejudicando a mensagem que vc quis passar.
      Fora isso, seu viés político-social superficial, raso, repleto de clichês e “frases prontas” advindas do que eu vou chamar de “bolha da esquerda intelectualmente preguiçosa” (no vídeo e mais ainda no seu comentário aqui no blog), só servem para afastar ainda mais qualquer pessoa que não faça parte dessa “esquerda” a que referi acima. Ou seja, novamente, não há qualquer quebra de estigmas e paradigmas fora dessa bolha.

      Por fim, só queria deixar claro que admiro sim sua coragem e a ideia de querer mostrar o “outro lado da moeda”. Uma pena que, pelo menos eu pessoalmente perdi o interesse em acompanhar o canal por enquanto… mas quem sabe em um futuro próximo eu veja outros vídeos melhores no canal e espero ter uma impressão melhor dele, e que ele possa alcançar o máximo de pessoas de forma positiva. Um abraço!

    • Junior diz

      Sinceramente, tudo que você escreveu tem muita razão. Mas eu repito: tô procurando até agora o aprofundamento no assunto clichê ‘indústria da aids’ que você evocou no seu momento de descontração.

      Queria que você destrinchasse, mas com argumento técnico, citando fontes, compartilhando links de matérias ou artigos que explicitem essa ‘indústria’ e suas supostas práticas atrozes. Sugiro seguir o exemplo do autor deste site que sempre fundamenta tudo que fala/escreve por aqui. (E observação: não seja raso a ponto de jogar pedras na indústria farmacêutica apenas por jogar, já que todo mundo tem que trabalhar pra viver e esse argumento de que a industrialização da farmácia é desumana é meio ultrapassado).

      Se você se propõe a denunciar os excessos da indústria da AIDS, mostre o fundamento de seus argumentos. Ainda não entendi como ela está abusando das pessoas, especialmente se tratando de que já estamos em 2016 e estamos há MUITOS anos com tratamento grátis, proporcionando qualidade de vida pra população.

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