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Arte dos anos de aids: por que os museus demoraram tanto?


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Para a minha geração, de homens gays americanos, a epidemia de aids foi como uma segunda guerra do Vietnã. Ela chegou até nós primeiro por rumores e, mais tarde, revelou-se um campo de extermínio. Assim como a guerra dividiu os Estados Unidos, a aids também o fez. Dos primeiros relatórios publicados, em 1981, até o fim da presidência de Reagan, em 1989, muitas pessoas que estavam em risco viram a ameaça três vezes: da própria doença em si, da feroz homofobia e do governo que, simultaneamente, negou ajuda e lançou campanhas de medo.

Naqueles anos, combater o inimigo dependia de iniciativa própria, uma mistura de organização comunitária, voluntarismo médico e ação direta. A arte retratava muito esse cenário, porque os artistas foram muito atingidos pela epidemia — e também porque a arte é (ou pode ser) estrategicamente útil. Ela pode transmitir ou insinuar mensagens nas mais diversas culturas, incorporar verdades complexas, absorver medo, preservar a memória.

Dada a quantidade, qualidade e variedade da arte feita em resposta à aids ao longo de 36 anos, parece inexplicável que nenhum museu tenha objetivado uma pesquisa histórica. Nenhum, até agora. “Art Aids America” (Arte Aids America) é uma exposição no Museu de Artes do Bronx, que coincide com um aglomerado de pequenas exposições em Manhattan, duas das quais abordam a mesma história, de maneira mais imaginativa.

Exposição de fotografias no “Art Aids America”, que inclui 125 obras realizadas desde 1981 até o presente. Crédito: Byron Smith para The New York Times.

Acho que a espera por uma pesquisa histórica foi desconcertante. Ao final dos anos 90, o interesse americano na aids já estava diminuindo. Muitos ativistas estavam exaustos. Medicamentos essenciais à vida estavam no mercado, para quem poderia pagar por eles. Com a aparente redução do drama de vida ou morte, a mídia virou as costas. (Quem se preocupou com o que acontecia na África e na Ásia?) A arte, que se manteve vinculada à aids, na ponta dos dedos dos artistas gays, mesmo quando os fundos governamentais começaram a ser cortados, é hoje considerada notícia velha.

Quando os organizadores de “Art Aids America”Jonathan David Katz, historiador de arte da Universidade de Buffalo, e Rock Hushka, curador-chefe do Museu de Arte de Tacoma em Whasshington — tentaram tornar a exposição itinerante, encontraram poucos investidores. Ao lado dos museus do Bronx e Tacoma, as outras únicas instituições participantes eram o Museu de Arte Bernard A. Zuckerman, da Universidade Estadual de Kennsaw, e a Fundação Alphawood, uma pequena organização filantrópica de Chicago.

Obra de Pacifico Silano, “Pages of a Blueboy Magazine” (2012), faz parte da “Art Aids America”. Crédito: Byron Smith para The New York Times.

A exposição, deve-se dizer, falha por ter ideias conflitantes sobre o que quer ser: uma pesquisa ou uma análise especulativa. Com cerca de 125 obras, de 1981 até o presente, a mostra possui o material básico de uma narrativa cronológica. Ao mesmo tempo, parece projetada para ilustrar o mais abstrato conceito de arte relacionada à primeira crise de aids, enquanto a própria crise tem sido fundamental na formação da arte do presente, através da reintrodução de políticas, espiritualidade e emoções pessoais como contexto estético.

O argumento é plausível, mas requer mais foco do que como foi feito. Não é que não seja um trabalho atrativo — embora carregue muitos nomes famosos: Ross Bleckner, Robert Gober, Keith Haring, Robert Mapplethorpe, Andres Serrano. Poucos trabalhos mostram o melhor desses artistas e o real problema, repetindo, é a falta de um contexto focado. Sem isso, mesmo as imagens mais fortes parecem encalhadas e desconexas.

“Altar Piece” de Keith Haring, em “Art Aids America”. Crédito: Byron Smith para The New York Times.

No todo, obras menos menos familiares causam mais impressão, aproveitando do elemento surpresa. Uma linda projeção em tamanho natural, feita por Shimon Attie, em 1998, de dois homens amantes sobre uma cama, é uma delas. A pequena colagem feita pelo enérgico artista Jerome Caja (1958-1995) é outra: intitulada “Shroud of Curad” (Sudário de Curad), é composta por um curativo manchado de sangue, delineado em um quadro extravagante. Uma pintura de neve, por Paul Thek (1933-1988), com a única palavra “dust” (poeira) repousando à direita de um “Blurry Self-Portrait” (Autorretrato Borrado), por Arch Connelly (1950-1993), se refere a uma espécie de espelho, feito de lantejoulas, o qual faz referência ao deslumbrar e à cegueira relacionadas ao HIV.

A política incentiva a maior obra da mostra: a reconstrução da instalação “Let the Record Show” (Mostre a Gravação), de 1987, criada pelo grupo Gran Fury, na janela da frente do New Museum, então no SoHo. Brasonada com um triângulo em pink neon e a frase “Silence=Death” (Silêncio=Morte), a peça apontou homofóbicos da extrema direita, como Jerry Falwell e Jesse Helms, em um painel de LED mostrando atualizações nas estatísticas sobre aids.

A exposição "Art America SIDA", no Museu de Bronx das Artes, inclui este 2,015 trabalho de Hunter Reynolds, intitulado "Survival AIDS Series 2 Act Up Chicago Com Vestido Memorial Fotografado por Maxine Henryson." Fotografias de crédito por Byron Smith para The New york Times

A exposição “Art Aids America”, no Museu de Artes do Bronx, inclui este trabalho de Hunter Reynolds, de 2015, intitulado “Survival AIDS Series 2 Act Up Chicago With Memorial Dress Photographed by Maxine Henryson”. Crédito: Byron Smith para The New York Times.

Em uma mensagem se lia que “54% das pessoas com aids em Nova York são negros e latino-americanos.” A maior falha de “Art Aids America” é a quase ausência total de artistas afroamericanos: são apenas oito, três deles da exposição no Bronx. Apenas uma, Kia Labeija, nascida em Nova York, em 1990, é soropositiva para o HIV desde seu nascimento.

Muitos artistas negros estavam envolvidos no movimento gay, como atestado por duas menores mostras simultâneas. Hoje, muitos estão na ativa, não somente no centro do mundo da arte, como em clubes noturnos, igrejas e na dança. Uma pesquisa mais profunda teria sido capaz de localizar o trabalho deles e isso poderia transformar uma exposição clichê em um banquete bem mais nutritivo.

Um complemento da mostra do Bronx, o filme “Tongues Untied” (Línguas Unidas), de Marlon Rigg, 1989, faz exatamente isso: combinando documentário, autobiografia, poesia e política, o filme tem Riggs bem no centro. Um homem gay negro que morreu em 1994, aos 37 anos, e transmitiu um pungente relato de sua própria vida, fulminando uma afronta ao racismo americano entre gays brancos e a homofobia entre os negros. O filme é tão comovente e relevante nesse momento de consideração à vida dos negros tal como foi quando lançado. É a melhor parte da exposição.

 

“I Remain the Same as I Began” (1998), por John Dugale, faz parte da exposição “um mergulho mais profundo”, no Leslie-Lohman Museum of Gay and Lesbian Art. Cortesia do artista.

“A Deeper Dive”

Oito artistas da mostra do Bronx aparecem em “A Deeper Dive” (Um Mergulho Mais Profundo), no Leslie-Lohman Museum of Gay and Lesbian Art, no SoHo, organizado por Mr. Katz e Andrew Barron, um estudante de doutorado da Universidade de Buffalo. Essa mostra leva um aspecto argumentativo de “Art Aids America” adiante, enfatizando a noção de que artistas gays estiveram no início da era da aids, presos entre a censura governamental e uma arte antiliberal, diante das quais sentiram a necessidade de disfarçar suas referências à doença.

Aqui, os exemplos incluem uma pintura abstrata e ostensiva de Brian Buczak (1954-1987), que descreve as células brancas do sangue, e os quadros de Anthony Viti, pincelados com uma mistura de tinta óleo e fluídos corporais potencialmente perigosos. A prática de submergir a política na arte, muitas vezes quase despercebidamente, é comum entre os jovens artistas de hoje. A ambiguidade é altamente valorizada. Muito valorizada. A fúria de Rigg em busca do clamor permanece na mente muito depois de deixar o Museu de Arte do Bronx. É difícil de esquecer “A Deeper Dive”.

 

“Persons of Interest”

Para uma melhor experiência, recomendo a enérgica mostra do grupo “Persons of Interest” (Pessoas de Interesse), composto pelo artista Sam Gordon da Divisão Queer do Departamento de Serviços Gerais, uma livraria e galeria no Centro Comunitário Lésbico, Gay, Bissexual e Transgênero, em Greenwich Village, Nova York. Gordon tem levantado todo o material dos arquivos heterogêneos de Visual Aids, uma organização que vem preservando, exibindo e promovendo trabalhos de artistas soropositivos desde 1988.

Como o título sugere, essa é uma mostra bastante focada em rostos, corpos e personalidades. Keith Haring é um dos artistas que aparecem na mostra do Bronx — fosse diferente, estaríamos em um outro universo multicultural. De Frederick Weston, nascido em Memphis, vêm duas colagens figurativas em tamanho real, uma feita a partir de “imagens de homens brancos”, e outra feita de “imagens de homens negros”. Tim Greathouse (1950-1998), fotógrafo de artistas famosos nos anos 80, em East Village, possui um panteão de retratos, incluindo um do crítico de arte Nicolas Moufarrege, que morreu meio de seus 30 anos de idade, em 1985, e é representado por duas de suas próprias pinturas.

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“Caniche Theater, Part One” um trabalho de Hudson, faz parte de “Persons of Interest” na Lesbian, Gay, Bissexual e Transgender Community Center. Crédito: Byron Smith para The New York Times

O autodidata Mark Carter (1954-2005) também é uma das estrelas, junto com Diahann Carroll e Dorothy Dandridge. Luna Luis Ortiz fotografa a si mesmo como faraó, Joyce McDonald esculpe em barro seu majestoso perfil, com roupas africanas e trajes de pérolas. Em vídeo, Chloe Dzubilo (1960-2011) aparece exatamente tal como era: uma ativista apaixonada, que sabia que o lado de fora sempre foi o lado certo.

Em destaque, há um vídeo de 1979, no qual Hudson (1950-2014), saudoso artista e proprietário da galeria, genialmente deita-se com um poodle. Num trocadilho para assentar a teoria de Mr. Katz, sobre a influência na arte da era da aids em uma nova geração, o mais jovem dos artistas, Bem Cuevas, nascido em Los Angeles, em 1987, nos leva de volta ao Stonewall, de Nova York, em uma foto de um belo rapaz dos anos 70, atravessando a West Village Street.

 

“Things: A Queer Legacy of Graphic Art and Play”

Se o aventureiro Gordon combina com você, certamente vai querer passear pela mostra “Things: A Queer Legacy of Graphic Art and Play” pelo Participant Inc., no Lower East Side. Organizado por Bradford Nordeen e produzido pelo One National Gay & Lesbian Archives em Los Angeles, essa é outra seleção entre gerações, centrada em torno de três figuras mais antigas: Curt McDowell (1945-1987), Tom Rubnitz (1956-1992) e Robert Ford (1962-1994), todos experimentadores que não queriam construir carreiras convencionais.

Edições da revista “Things: A Queer Legacy of Graphic Art and Play”. Crédito: Byron Smith para The New York Times.

McDowell, de São Francisco, escreveu poesia, fez filmes pornográficos e pintou imagens inspiradas no mundo pop, incluindo, em 1968, todos os quatro Beatles dispostos sobre uma mesa de dissecação. Rubnitz, que produziu pinturas “descoladas” em relevo de mobiliário achatado, também era um videomaker com raízes na cena drag de East Village. Sua “Pickle Surprise” (Pepino Surpresa), de 1989, caracterizando RuPaul, Lady Bunny e Sister Dimension, é uma sensação do YouTube.

Ford era um dos mais avançados. Nascido em Chicago, ele produziu registros, trabalhou como crítico de jazz e escreveu uma coluna sobre suas experiências como negro soropositivo. Em 1989, foi coeditor da Thing, uma revista de edição limitada que em suas 10 edições juntou política negra, política gay e cultura drag. Nessa exposição, há uma explosão daqueles que parecem alimentar o trabalho dos jovens artistas, que engrandeceram e estenderam aquilo que era essencialmente uma mostra histórica.

Rafa Esperanza, uma artista performática de Los Angeles (que está na mostra “Made in L.A. 2016″ no Museu Hammer), traz desenhos sensuais de McDowelles, incluindo um feito de sangue e uma caneta esferográfica sobre uma cueca samba-canção. Brontez Purnell faz improvisos de dança free-jazz retrô dos anos 60, em vídeo.
 Aimee Goguen traz máscaras de proteção em forma de monstro, que lembram vasos de flores. Seth Bogart, outrora da banda Hunx and His Punx, traz natureza morta em cerâmica. “Necessities” (Necessidades) inclui batom, lubrificante e um frasco de Truvada, medicamento habitualmente utilizado no tratamento do HIV/aids.

Não sei o que esses artistas pensam sobre a pandemia de aids, do passado e do presente. Contudo, os mais de 30 anos de arte que os inspiraram reúnem hoje obras politicamente complexas, alusões sem nostalgia e absolutamente claras sobre a conveniência da diferença. Nada mal.

 

  • Art Aids America vai até 25 de setembro no Bronx Museum of the Arts, 1040 Grand Concourse, at 165th Street; 718-681-6000, bronxmuseum.org.
  • A Deeper Dive vai até 25 de setembro no Leslie-Lohman Museum of Gay and Lesbian Art, 26 Wooster Street, Manhattan; 212-431-2609, leslielohman.org.
  • Persons of Interest vai até 18 de setembro no Bureau of General Services – Queer Division @ The Center, 208 West 13th Street, Room 210, Manhattan; 646-457-0859, bgsqd.com.
  • “Things: A Queer Legacy of Graphic Art and Play” vai até 21 de agosto no Participant Inc., 253 East Houston Street, entre Norfolk e Suffolk Streets, Manhattan; 212- 254-4334, participantinc.org.
  • Screenings, de 11 a 17 de agosto, com filmes dos artistas de “Things”: Curt McDowell, Tom Rubnitz and Robert Ford. Anthology Film Archives, 32 Second Avenue, na Second Street, Manhattan; 212-505-5181.
  • “Last Address Tribute Walk”, 13 de agosto, 15h às 17:30h. Leituras e performances no Lower East Side, na casa de artistas que morreram de HIV/aids: Valerie Caris Blitz, Nicolas Moufarrege, David Nelson, Klaus Nomi and Martin Wong. Details: visualaids.com.
Em 28 de julho de 2016 por Holland Cotter para The New York Times

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26 comentários

  1. Grão da Noite diz

    Aquela figura feminina no vestido preto, na colagem onde também aparecem frascos de antivirais, me lembrou a caixa que tenho guardada na minha cama-baú. Desde que comecei a tomar antirretrovirais, em 17 de setembro de 2015, resolvi guardar os frascos vazios dos remédios que estão me ajudando a seguir adiante. Se eu viver o suficiente pra ser curado do HIV, e não estou escrevendo isso com pessimismo ou com amargura, mas porque posso morrer a qualquer momento de uma das muitas causas que a morte pode assumir – o que não é privilégios dos soropositivos – , quero poder olhar para as caixas e os frascos dos remédios que eu tenha tomado e tê-los por testemunhas de tudo o que eles estão me ajudado a viver. Quem sabe não consigo fazer com eles uma obra de arte, mesmo não tendo descoberto até agora alguma vocação artística?

  2. Paulo diz

    Oi pessoal!

    Descobri minha condição de soropositivo em março/2014. Enfrentei as dificuldades normais que, infelizmente, todos q descobrem enfrentam (choro, desespero, apreensão, exames e mais exames, resultados bons outros nem tão bons etc). Mas é vida que segue.
    Sejamos gratos pelo dom da vida!

    Acompanho o blogue tem um tempo, mas nunca comentei nada.

    Parabenizo o JS pelo blogue, que muito nos ajuda e nos conforta!

    Deixo o meu contato no kik para conversarmos e peço q me incluam nos grupos: paulosevan32

    Abços a todos!

  3. Gilda Gomes diz

    Sou nova aqui descobri que sou soro positivo estou meia perdida não conheço ninguem que possa me falar sobre isto só na medica que comesei a ir hoje estou bem perdida

    • Ricardo - Gru diz

      Gilda, primeiro passo é não entrar em desespero, atualmente o tratamento é altamente eficaz…evite neste momento de desespero ficar falando sua nova condição para pessoas que não são de sua INTEIRA CONFIANÇA, o estigma ainda é muito grande, talvez o pior de todos. Mas fica em paz. Precisando conversar meu email rick_vade@hotmail.com

  4. Henrique diz

    É impressão minha ou quase todos esses artistas faleceram antes dos 60 anos? 😦

    • Anderson diz

      Mas isso era antigamente, quando não havia o tratamento adequado. Li em um artigo que a expectativa de vida atual para um portador de HIV, tomando os atuais antirretrovirais, é de cerca de 70 anos. Até muitos de nós chegarmos a essa idade, os remédios vão evoluir e a expectativa de vida vai aumentar ou até mesmo já possamos estar curados.

  5. Caio diz

    Boa noite. Alguém saberia me dizer se é correto o procedimento de pedir exame cv e cd4 só de 6 em 6 meses? Estou indetectável e cd4 alto. Faço acompanhamento com o médico do meu plano de saúde, que disse q só farei esses exames semestralmente…

    • Alessandro diz

      Depois que estiver realmente tudo ok, há pessoas que vão fazer anualmente apenas, eu ainda acompanho de 6 em 6 meses, mas vou pedir ao meu médico para que eu possa ir anualmente, pois ser furado semestralmente não é legal.

    • Rodrigo diz

      Minha experiência foi assim:
      Logo após o diagnóstico e durante o primeiro ano, fazia o acompanhamento de 2 em 2 meses, com exames de CV e CD4, além daquele interminável número de exames complementares.
      Após isso e durante 4 anos, CD4 e CV de 6 em 6 meses. Em cada intervalo, um “rodízio” de exames complementares (como rastreamento de sífilis e tuberculose) e outros rotineiros (enzimas do fígados, rins, etc).
      Na última consulta, agora em julho, meu infecto disse que CD4 agora só uma vez por ano e CV de 6 em 6 meses. De acordo com ele, como o tratamento tem sido eficaz há 5 anos, os efeitos colaterais dos medicamentes têm sido mínimo e minha adesão ao tratamento tem sido rigorosa, não há porque fazer CD4 semestralmente enquanto minha CV estiver indetectável.

  6. Saulo BA diz

    Hoje, depois de sair do infecto me bateu uma tristeza, um desânimo forte. Descobri minha sorologia dia 05 de Maio e desde então venho tomando a medicação (3×1) e ainda não estou indetectavel.
    Minha CV 188 cópias, cd4 714, cd3 1825, cd8 1056. Segundo ele eu estou bem, mas queria estar melhor, apesar de não ter nenhum tipo de problema aparente. Fui na esperança de estar indetectavel e nada.
    As vezes bate um desespero!

    • Ricardo-Gru diz

      Relaxa meu rei, pode começar a comemorar desde já que no próximo vc estará indeteactavel com certeza. Esta bem baixa sua CV. Mantenha firme e forte no tratamento. Abraçao.

    • Mutatis Mutandis diz

      Oi, Saulo!

      Essa expectativa de indetectável é grande, sabemos disso…contudo, a depender do dia desse exame para o dia em que vc apresentou ao médico, certamente vc já está indetectável…fique tranquilo! No próximo exame vc comprova!

      CD4 muito bom…tem muita gente querendo estar igual a vc! Esse desespero é momentaneo, faz-se necessário passar por ele! Daqui a pouco, muito pouco mesmo, vc escquece de tomar os remédios..de tão bem que vc estará! É assim, pode apostar!

      Sucesso!

    • Fersp diz

      Relaxa Saulo e mantêm o psicológico forte e positivo, isso ajuda muito no organismo.

      Da próxima estará indetectável.

      Abraços

  7. Saulo BA diz

    Mutatis Mutandis, Fersp, Positivosempre@ obrigado pela força, pessoal! Vcs tão sendo muito importantes nessa minha nova jornada. Não escrevo muito, mas acompanho vcs diariamente.
    Obrigado mesmo!

  8. Bahiuno diz

    Saulo

    Também sou da Bahia. Se quiser trocar idéias : Kik; Bahiuno.

    Forte abraço.

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