Mês: agosto 2016

Glaxo

GlaxoSmithKline acredita que pode mudar o tratamento do HIV

A GlaxoSmithKline está direcionando o futuro do seu negócio de HIV em uma aposta audaciosa: derrubar a estratégia de tratamento atual, que há décadas transformou uma doença fatal em uma condição crônica. O tratamento contra o HIV pouco mudou desde meados dos anos 1990. O tratamento contra o HIV, o vírus que causa a aids, pouco mudou desde meados dos anos 1990, quando a introdução de uma nova classe de medicamentos melhorou dramaticamente a terapia contra o HIV. Os médicos descobriram que a combinação de um novo tipo de medicamento antirretroviral com dois medicamentos de uma classe mais antiga impediam o vírus de desenvolver resistência. Desde então, o regime de três medicamentos manteve-se a abordagem padrão, com os esforços no desenvolvimento de drogas focados em sempre fazer combinações triplas mais poderosas. Tomar menos medicamentos vai resultar em menos efeitos colaterais. Mas os executivos da Glaxo querem mudar isso. Eles esperam que a mais recente pílula contra o HIV, da empresa sediada no Reino Unido, seja poderosa o suficiente para suprimir o vírus com a ajuda de apenas uma outra droga. Segundo o presidente-executivo Andrew Witty, este seria um “divisor de águas”, uma vez que tomar menos …

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Agora que eu sei_cartaz oficial

Agora que eu sei

O que fazer quando você descobre que precisa se relacionar com um vírus durante toda a sua vida? “Agora que eu sei” existe para mostrar como jovens da atualidade encaram a convivência com o HIV/aids, mostrando que obstáculos podem ser superados em busca de um bem estar físico, emocional e social. “Agora que eu sei” contribui para desconstruir o conjunto de tabus, preconceitos e metáforas falaciosas que ainda rondam a doença. “Agora que eu sei” um filme de Fabiano Cafure com Pedro Scharth, Salvador Correa Jr. e Rafaela Queiroz Idealização e Roteiro: Thiago Fraga Direção: Fabiano Cafure Assistente de direção: Simone Mendes Produção executiva: Thiago Fraga Direção de arte: Adi Junior e Fabiano Cafure Arte gráfica: Larissa Seibel Som direto/Trilha original: Raquel Lazaro Assistente de produção: Fabíola Cerbella Imagens: Fabiano Cafure e Simone Mendes Montagem: Fabiano Cafure

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“Fazer sexo com um soropositivo acabou com meu medo do HIV”

Por Zachary Zane “Isso não é mais uma sentença de morte” não foi o que me disseram durante a aula de educação sexual da sétima série. “É a pior doença sexualmente transmissível e você não vai quer contraí-la” — é o que me foi dito. Foi assim que começou o meu medo patológico de contrair o HIV. Mesmo antes de ter minha primeira relação sexual com um homem, eu já estava com medo do HIV. Eu não acho que e exista outro médico na história da humanidade que teve de lidar com um obsessivo (e mal sexualmente ativo) jovem de 17 anos de idade. Quando pedi pelo meu quarto teste de HIV, o médico me disse que, uma vez que só tinha feito sexo vaginal sem proteção com uma única mulher, literalmente, as chances de eu ter HIV eram mínimas. Ele me disse que seria um caso diferente se eu tivesse feito sexo anal ou se estivesse tendo relações sexuais com homens. Em seguida, aos 18 anos, comecei a ter relações sexuais com homens (depois de duas semanas na faculdade), mas só foi quase quatro anos mais tarde, na semana …

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Infecções com o verme Wuchereria bancrofti causam filariose linfática. Para ver: a prole worms. Créditos: Achim Hoerauf/Uniklinik Bonn

Verme filarial duplica o risco de infecção pelo HIV

Desde o início da epidemia de HIV/aids, há especulações a respeito da razão da doença ter se espalhado muito mais na África do que em outros países do mundo. Agora, cientistas do Centro Alemão de Pesquisas sobre Infecção, pela primeira vez, confirmaram uma razão para isso: em um estudo de coorte realizado na Tanzânia, descobriram que a infecção pelo nemátodo filarial Wuchereria bancrofti aumenta o risco de infecção pelo HIV em duas a três vezes. O estudo foi recentemente publicado no Lancet. “Os adolescentes e adultos jovens são particularmente mais afetados: eles apresentam um aumento de aproximadamente três vezes do risco de infecção pelo HIV quando já infectados pelo Wuchereria bancrofti”, explica o Dr. Inge Kroidl, do Departamento de Doenças Infecciosas e Medicina Tropical do Centro Médico da Universidade de Munique (LMU). Os pesquisadores conduziram este estudo de coorte ao longo de 5 anos, juntamente com cientistas do Hospital Universitário de Bonn, assim como com instituições parceiras africanas na Tanzânia.   Wuchereria bancrofti: um verme que causa graves consequências Infecções com a lombriga filiforme Wuchereria bancrofti causam filariose linfática, uma doença dos vasos linfáticos que, na pior das hipóteses, …

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Entendendo o estudo HVTN 702 da vacina contra o HIV

Sete anos atrás, um grande estudo de eficácia feito na Tailândia, conhecido como RV144, nos trouxe a primeira — e, até agora, a única — evidência clínica de proteção contra o HIV induzida por uma vacina. As duas vacinas candidatas testaram aquilo que é referido como uma combinação de indução e reforço, que pareceu reduzir o risco de infecção pelo HIV em cerca de 31%. Este nível de eficácia não foi alto o suficiente para o licenciamento da vacina na Tailândia, mas fez trouxe um ponto de virada no campo das vacinas contra o HIV, marcado por duas décadas de decepções. Desde então, os cientistas têm feito inúmeras análises e estudos de acompanhamento para tentar determinar quais tipos de respostas imunológicas induzidas pelas vacinas candidatas no RV144 podem ter levado à modesta eficácia observada — uma caça pelos chamados correlatos de imunidade. Os pesquisadores também têm experimentado modificar as novas candidatas à vacinas e a repetição das vacinações, numa tentativa de reforçar e melhorar a durabilidade das respostas imunes e, assim, melhorar a eficácia deste regimes ou de similares. Isso inclui testes com vacinas candidatas em países ou regiões onde a prevalência de HIV é …

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Ryan White

Ryan White Care Act faz 26 anos

Desde os primeiros dias da epidemia de aids, a resposta americana contra a doença mortal era cronicamente lenta e lamentavelmente subfinanciada. Grande parte da resistência ao aumento do financiamento vinha de uma hostilidade declarada a dois principais grupos de risco: homens homossexuais e usuários de drogas injetáveis. Se havia qualquer simpatia em relação aos doentes, esta era reservada quase exclusivamente aos hemofílicos, infectados por produtos derivados de sangue contaminado. Eles eram considerados as únicas vítimas “inocentes” da doença, sendo o adolescente Ryan White, do estado de Indiana, seu símbolo mais proeminente. Em 1990, o primeiro tratamentos mais significativo, o AZT, se tornou disponível (em 19 de março), mas seu custo de US$ 10.000 por ano (mais de US$ 21.000 em valores atuais) mantinham-no fora do alcance de quase todos, a não ser dos pacientes mais ricos. Em audiências realizadas no início de 1990, o Comitê de Orçamento da Câmara ouviu depoimentos em Los Angeles e São Francisco a respeito dos desafios diante da epidemia. Mervyn Silverman, da American Foundation for Aids Research (amfAR), advertiu que até um milhão de americanos soropositivos estavam em risco de adoecer com aids avançada. Outros diziam que era altura de tratar a …

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Brasileiros criam nanopartículas que podem inativar o HIV

Para se reproduzir no organismo, um vírus passa por um processo de adsorção (ligação) das suas partículas às células infectadas, conectando-se a receptores da membrana celular. Com o objetivo de impedir essa ligação e, consequentemente, a infecção, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma estratégia que utiliza nanopartículas carregadas de grupos químicos capazes de atrair os vírus, ligando-se a eles e ocupando as vias de adsorção que seriam utilizadas nos receptores celulares. Dessa forma, o vírus, já com sua superfície ocupada pelos grupos químicos carregados pelas nanopartículas, fica incapacitado de realizar ligações com as células do organismo. A estratégia inovadora de inativação viral foi desenvolvida no âmbito da pesquisa “Funcionalização de nanopartículas: aumentando a interação biológica”, realizada com o apoio da FAPESP e coordenada por Mateus Borba Cardoso. “Esse mecanismo de inibição viral impede que o vírus chegue até as células.” Trata-se do primeiro estudo que demonstra inativação viral baseada em química de superfície de nanopartículas funcionalizadas. “Esse mecanismo de inibição viral se dá por meio da modificação de nanopartículas …

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mulher

Criminalização do HIV na Rússia é usada contra mulheres

No começo de 2016, em de um exame de rotina, um oficial militar de Moscou descobriu ser soropositivo. Mais tarde, sua esposa, Natalia, que já havia sido diagnosticada há vários anos, admitiu que tinha medo de revelar sua própria condição sorológica para o HIV, por medo de represálias violentas de seu marido. O oficial foi então à polícia e iniciou um processo penal contra Natalia — e a investigação continua. A mídia — assim como em muitos países, nossa única fonte de informação em casos como esse — ainda não divulgou muitas informações a respeito do caso. Portanto, não sabemos há quanto tempo Natalia teve de esconder seu status sorológico do marido, por medo de violência. Esse não é o único caso de processo contra uma mulher por uma transmissão do HIV, em 2016. Em janeiro, Nadezhda, de 24 anos, que vive em Amur Oblast, no extremo leste russo, foi considerada culpada das alegações de ter transmitido o HIV a três homens, sob 1ª parte do artigo 122, e a 3ª parte do artigo 122 do Código Penal Russo: “infectar outros com HIV, sabendo da presença dessa doença.” Ela foi sentenciada a quatro anos em …

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