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Zero: nenhuma transmissão do HIV entre participantes do estudo Partner


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Com resultados publicados para coincidir com a IAS 2016, conferência que começa em Durban na próxima semana, o estudo Partner mostrou que o impacto do tratamento antirretroviral contra o HIV na redução da transmissibilidade do vírus irá beneficiar milhões de pessoas no mundo. Os resultados invertem a suposição comum de que, por definição, algum nível de risco sempre existe quando um dos parceiros é soropositivo e reforçam a ideia de que a transmissão do HIV sob tratamento e carga viral indetectável não representa nada além de um risco teórico.

O estudo Partner traz boa evidência científica de que a carga viral indetectável pode ser um limiar sob o qual a transmissão sexual do HIV não ocorre. A importância do estudo Partner está no fato dele incluir casais homossexuais e heterossexuais, e mediu o risco em pessoas que não estavam usando preservativos para então estimaram os riscos absolutos.

Estudos anteriores se concentraram quase exclusivamente em pessoas heterossexuais que ainda relatavam altos índices de uso de preservativo. O estudo Partner fornece mais de três vezes a quantidade de tempo de acompanhamento de pessoas que não utilizam preservativos, em comparação a todos os estudos anteriores combinados. Isso representa 500 anos de acompanhamento de pessoas que fazem sexo anal sem preservativo.

 

Método

Entre setembro de 2010 e maio de 2014, o estudo Partner inscreveu prospectivamente 1.166 casais sorodiscordantes em 75 centros clínicos espalhados em 14 países europeus. Os critérios de inclusão determinavam que o parceiro positivo deveria ter carga viral indetectável em tratamento antirretroviral e que o casal não tivesse o hábito de sempre usar preservativos durante o sexo.

O acompanhamento incluiu controle de rotina da saúde sexual (incluindo teste de HIV para os parceiros soronegativos) e cada participante também preencheu questionários sobre o histórico sexual, a fim de avaliar o risco nas diferentes atividades. Os casais só foram incluídos na análise final quando a carga viral mais recente dos parceiros soropositivos era indetectável — definida como menor de 200 cópias/mL. O objetivo primário era analisar a taxa de transmissão entre os parceiros, determinada por análises filogenéticas do vírus para todos os casais em que o parceiro soronegativo se tornar soropositivo.

 

Resultados

De 1.166 casais inscritos, 1.004 casais foram à pelo menos uma visita de acompanhamento e 888 casais forneceram 1.238 anos de acompanhamento de casais (mediana de 1,3 anos por casal, IQR 0,8-2,0). Isto incluiu 548 casais heterossexuais e 340 casais gays masculinos. As principais razões para os dados não serem incluídos na análise de acompanhamento foram: não ir à primeira visita de acompanhamento (n=162), falta de teste de HIV (n=20), uso de PEP ou PrEP (n=9), nenhuma falta de uso de preservativo sexo (n=15), carga viral superior a 200 cópias/mL (n=55) e falta de resultado de exame de carga viral (n=17). Não houve diferença significativa entre os casais que contribuíram para os dados de acompanhamento  em comparação com aqueles que não o fizeram.

Embora 11 pessoas tenham se tornado soropositivas, nenhuma dessas transmissões estava geneticamente ligada ao parceiro que já era soropositivo inscrito no estudo, mesmo depois de pelo menos 58.000 vezes distintas em que os casais tiveram relações sexuais com penetração sem preservativo.

Dados demográficos iniciais foram relatados — como acontece com todos os resultados — por categorias de condição sorológica para o HIV, gênero e sexualidade, com algumas diferenças entre os grupos. Isso faz com que o resumo dos resultados seja complexo, mas a média de idade variou de 40 a 44 (com IQR geral variando de 31 a 50 anos). Homens gays e mulheres heterossexuais eram alguns anos mais jovens do que os homens heterossexuais. Aproximadamente 80% dos homens heterossexuais eram brancos, em comparação com 70% de mulheres e 90% dos homens homossexuais. A maior percentagem de homens homossexuais tinha nível superior de escolaridade em faculdade/universidade (cerca de 50%, em comparação com 19% a 35% para os heterossexuais). Embora algumas dessas diferenças sejam significativas, com exceção da falta de jovens adultos inscritos, elas refletem a diversidade das pessoas vivendo com HIV.

Parceiros soropositivos já estavam em tratamento antirretroviral por uma média de 10,6 anos (IQR: 4,3-15,6), 7,5 anos para os homens heterossexuais (IQR: 3,3-14,2) e 4,8 anos para as mulheres heterossexuais e gays (IQR: 1,9-11,4). No início do estudo, os casais relataram ter já manter relações sexuais sem preservativos durante uma média de 2 anos (IQR 0,5-6,3), com diferenças entre os grupos. Por exemplo: casais heterossexuais já mantinham relações sexuais sem preservativos há cerca de 3 anos (IQR 0,7 a 11 anos) em comparação com 1,5 anos para casais homossexuais (IQR 0,5 a 4 anos). Cerca de 23% dos casais estavam em relacionamentos novos/recentes (menos de 6 meses). A adesão ao tratamento (maior que 90%) foi semelhante nos três grupos. Todos os grupos tinham proporções similares de contagens de CD4 maior que 350 células/mm³ (85% a 91%).

Baseado em dados dos parceiros soronegativos, em geral, os casais relataram ter relações sexuais sem preservativo uma média de 37 vezes por ano (IQR 15 a 71), com casais homossexuais relatando um total de pelo menos 22.000 atos sexuais sem preservativo (mediana 41; IQR 17-75) e casais heterossexuais mais de 36.000 vezes (mediana 35; IQR 13 a 70). Estas eram estimativas aproximadas a partir dos relatos e os parceiros nem sempre relatavam os mesmos números. Alguns casais relataram sexo fora do relacionamento estável: 108 casais homossexuais (33%) e 34 casais heterossexuais (4%).

Nenhuma das 11 infecções pelo HIV em parceiros soronegativos (dez homossexuais e um heterossexual) estava geneticamente ligada ao parceiro soropositivo inscrito no estudo. A maioria das pessoas (8/11) relataram ter relações sexuais sem preservativo com pessoas de fora do relacionamento estável. Todas as amostras (n=22) foram sequenciadas geneticamente com sucesso para pol e 91% (n=20) foram sequenciadas para env.Nenhum dos sequenciamentos mostrou ligação com os parceiros já soropositivos inscritos no estudo e os resultados foram consistentes depois de usar vários métodos diferentes de análise. Detalhes adicionais para estas análises estão descritos no material suplementar do estudo.

Com zero transmissão, o limite superior do intervalo de confiança de 95% (IC 95%) para o estudo global foi de 0,3 por 100 casais-ano de acompanhamento. Cada categoria de riscos específicos, tinham diferentes limites superiores de 95%: por exemplo, 0,88 para o sexo heterossexuais em geral e 0,84 para o sexo gay em geral.

Isto significa que o intervalo de confiança superior de 95% para o sexo anal receptivo para os homens homossexuais (2,70 com ejaculação e 1,68 sem ejaculação) deve ser interpretado de acordo com o tamanho da amostra: havia menos casais-ano de acompanhamento, de modo que o limite superior é, por definição, maior. Enquanto este cálculo é feito para definir o intervalo potencial dentro da qual o verdadeiro risco pode estar, o intervalo de confiança de 95% não deve ser interpretado como um indicativo do risco que foi observado no estudo. Para ilustrar esta dificuldade, o maior risco estimado para o sexo anal heterossexual com intervalo de confiança superior de 95% foi de 12,71 e 8,14 (com e sem ejaculação, respectivamente) são sustentados por menos casais-ano de acompanhamento com este como o risco primário. Há de se notar, porém, que mais de 20% de casais heterossexuais relataram praticar sexo anal.

O estudo em curso Partner 2 continua a acompanhar casais gays do primeiro estudo e a recrutar casais homossexuais adicionais, a fim de produzir uma base de dados semelhante ao que já existe para casais heterossexuais, com acompanhamento até 2019. Também é digno de nota o fato de que, durante o estudo, 91 parceiros soropositivos relataram outras DSTs: 16 entre homens heterossexuais, 16 entre mulheres heterossexuais e 59 homens homossexuais — uma quantidade correspondente de DSTs a observada nos parceiros soronegativos, também sem qualquer aumento do risco de transmissão do HIV.

 

Comentários

Estes resultados são simples de entender: zero transmissão em mais de 58.000 vezes em que as pessoas tiveram relações sexuais sem preservativo. Estes números são impressionantes, especialmente pela complexidade da análise que foi necessária para provar que nenhum dos novos diagnósticos estava ligado à transmissões a partir de dentro dos casais inscritos no estudo.

Juntos, estes dados fornecem a estimativa mais forte sobre o risco real de transmissão do HIV quando uma pessoa soropositiva tem carga viral indetectável — e que esse risco é efetivamente zero. Embora nenhum estudo possa excluir a possibilidade de que o verdadeiro risco possa situar-se dentro do intervalo de confiança de 95%, nem mesmo que o valor real é de fato zero devido a algum mecanismo ainda não comprovado, o intervalo de confiança de 95% nunca pode ser zero, mas apenas se torna cada vez mais estreito. Nem a presença de DSTs nem as prováveis flutuações na carga viral entre os testes tiveram qualquer impacto em facilitar a transmissão.

Os resultados fornecem um conjunto de dados capazes de questionar se a transmissão com carga viral indetectável é realmente possível. Eles devem ajudar a normalizar o HIV e desafiar o estigma e a discriminação. Os resultados também desafiam as leis de criminalização que, em muitos países, incluindo os Estados Unidos, continuam a prender centenas de pessoas com base em premissas de risco que estes resultados refutam, mesmo quando os preservativos são usados e a carga viral é indetectável.

O ativista Sean Strub, do projeto SERO disse: “Centenas de pessoas vivendo com HIV nos Estados Unidos foram acusados de infracções penais para o risco percebido ou potencial de exposição ou transmissão do HIV. Alguns cumpriram ou estão cumprindo longas penas de prisão por cuspir, arranhar ou morder e outros por não serem capazes de provar que tinham divulgado seu status positivo para o HIV antes de ter contato sexual (mesmo na ausência de qualquer risco de transmissão do HIV). A criminalização HIV criou uma subclasse viral na lei, onerando ainda mais a comunidade marginalizada, colocando uma parcela desproporcional da responsabilidade partilhada da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis em apenas uma das partes, desencorajando, assim, as pessoas em risco a fazer o teste diagnóstico de HIV.”

Os resultados também terão um impacto positivo na qualidade de vida, tanto para indivíduos soropositivos quanto para soronegativos que estão em relacionamentos sorodiscordantes, independentemente da opção de usar preservativos. O estudo Partner 2, em andamento, continua a acompanhar os casais homossexuais e ainda está recrutando novos casais para alcançar um poder estatístico semelhante para o sexo anal em comparação com o sexo vaginal.

Por Simon Collins para o TheBody em 12 de julho de 2016

Referências:
  1. Rodger AJ et al for the PARTNER study group. Sexual activity without condoms and risk of HIV transmission in serodifferent couples when the HIV-positive partner is using suppressive antiretroviral therapy. JAMA, 2016;316(2):1-11. DOI: 10.1001/jama.2016.5148. (12 July 2016). Full free access.
  2. Partner study, supplementary material. JAMA (16 July 2016).
  3. i-Base Q&A from the study.
  4. Partner 2 website.
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68 comentários

  1. Wagner SP diz

    Boa notícia, além de REFORÇAR o conceito do tratamento como meio eficaz de tratamento!

  2. H-SP diz

    Pra mim em particular isso é a “cura”!!! Basta tomar meu comprimido diário até novos avanços na farmácia, ser fiel ao meu marido, buscar manter minha saúde em dia e ser feliz! (Sem o medo de contagia-lo mesmo em sexo sem preservativo sendo passivo… Rsrsrs) MARAVILHA!!!

    • vivendopositivo diz

      Sem querer ser negativo, mas já sendo, ser fiel ao seu marido não quer dizer que ele será a você. Afinal, provavelmente metade ou mais dos que se contaminaram daqui estavam em relacionamento monogâmico quando se contaminaram. Meu caso, ambos fizemos exame de hep/siflis/hiv com um mês de relacionamento, e um ano e pouco depois eu estava em fase aguda de soroconversão. Além do mais, sífilis e gonorreia andam se tornando resistente aos antibióticos atuais. Cada um responde por seu comportamento sexual, mas ninguém sabe como a outra parte age quando sai de casa.

      • Hsp diz

        Pois é… Negativo aqui nem os pensamentos! Concordo com o que pontuou, quando disse ser fiel ao meu marido, também me referia a ele ser a mim… E vamos fazer exames sempre (de todas as DSTs)… Ambos… Ou vc acha que como chegaram ao resultado desta pesquisa? Por simples especulação? Acho que não, né?! Rsrsrs sejamos positivos sim… Na larga possibilidade da palavra POSITIVA… Fica em paz, amigo! Ser feliz é a meta…

  3. Ledos diz

    Fico muito feliz em ler isso! Vivo um relacionamento sorodiscordante, fui exposto ao vírus (éramos soros interrogativos), e não fui infectado (carga viral baixa). Esse estudo só comprova o que a teoria já nos dizia. Passo por passo nossos avanços vão surgindo, digo nosso, pq mesmo não sendo positivo já me considero parte do grupo. Força e fé amigos, sigam se cuidando…

      • Ledos diz

        a adesão a camisinha nunca foi um problema para nós Lima!
        os médicos sugeriram o uso imediato num primeiro momento, nunca tivemos problemas em usar ela, então nunca mais tiramos ela da relação!

  4. Paulo Almeida diz

    Noticia maravilhosa!!! Sou indetectavel há 3 anos, e com esses estudos me sinto motivado a seguir em frente e encontrar alguém, e ser feliz sem medo de transmitir. Só falta arrumar um namorado agora kkk!!!

  5. Matheus diz

    Espero q isso seja amplamente divulgado…pode diminuir o medo e o preconceito do relacionamento com um soropositivo.

    • Ponce41 diz

      Esse é um grande problema, o preconceito. Sem ele teríamos com certeza um vida com menos sofrimento e mais confiança. Mas vamos la, fé que segue.

  6. Hj diz

    Pessoal, hj peguei meus exames d carga viral e Cd4, primeira vez. O q achei achei estranho foi q minha carga viral deu limite minimo, ou seja 40 copias ml. no caso ja estaria indetectavel e o cd4 deu 726, bom tb. A minha duvida, conforme estava lendo a carga viral ja aumenta com duas semanas d infeccao, alguem ja passou por isso? Teve um caso parecido?

  7. Maxwell diz

    Vou imprimir essa matéria e colar em um quadro de informações do CTA onde pego minhas medicações. Quanto mais gente souber dessas informações mais pessoas continuarão a persistir em continuar com seus tratamentos e assim diminuir um pouco o estigma que o vírus traz a nós portadores do mesmo.
    Queria ter a coragem de compartilhar essa matéria no facebook.. mas uma coisa de cada vez.

  8. Junior diz

    Descobri minha soropositividade no início de 2012 e estou indetectavel desde a metade para o fim daquele mesmo ano!
    Desde que li a alguns anos sobre essa questão parei de usar preservativo com minha esposa, ou seja, já fazemos sem preservativos a mais de 2 anos, ela sempre faz seus teste e como sempre da negativo!
    A alguns meses estamos tentando engravidar de forma natural, sem medo ou receios e prontos para tomar as precauções necessárias quando ela engravidar!
    O que posso dizer é que viver assim pra mim é libertador, pq não vivo com medo do vírus e na verdade nem lembro que ele se esconde dentro de mim!
    Costumo dizer que o vírus só faz parte de mim durante 37 segundos do meu dia, esse é o tempo que levo pra levantar da minha cama, ir até a dispensa e tomar meu remédio diário, a partir dai ele já não faz parte de mim!

    • ROCK HUDSON diz

      Isso reforça o que as campanhas de prevenção poderiam tangenciar: Ninguém quer usar camisinha, ninguém gosta de camisinha, camisinha é uma merda. Por que fazer de conta que sexo com camisinha é melhor, ou pelo menos igual? As campanhas deveriam ser mais sinceras. Vejam os depoimentos, até pessoas contaminadas, indetectáveis, preferem abrir mão da camisinha.

    • Neuri diz

      Maravilha essa experiência…Vejo que tudo é questão de se informar…O problema é que vivemos em um país super atrasado, onde as pessoas não procuram informações e vivem de modo mais fácil que é acusando e punindo….Precisamos evoluir muito!!!!

    • Junior, você já fez alguma vez o teste em seu sêmen, para ver se está também indectavel? Ou não foi necessário? Quais seus medicamentos, que deixaram até o sêmen indectavel? Desculpa pelas perguntas pessoais.

  9. sou soropositivo a mais de 1 ano e menos de 3 messe fiquei indetectável graça a Deus sou casado a 4 anos e agora estamos em crise, fiquei um semana sem se falar com meu marido, nesse tempo conheci um rapaz que de cara ficamos apaixonado um pelo outro meu mundo parou de tanto amor me entreguei por inteiro de verdade e contei de sou para ele que sou soropositivo depois do segundo encontro o pior que que fizemos sexo oral das duas vezes que saímos sei que a transmissão é pouca e mais existe, resolvi contar não tive coragem de falar pessoalmente e falei pelo ZAP, pensei errado em relação ao amor que ele tinha por mim, ele parou de falar comigo e começo a me ignorar me bloqueou no Facebook tinha acabado de enviar uma solicitação para ele nossa fiquei me sentindo um lixo completamente, então resolvi falar serio com ele: ele me disse que iriar fazer o teste para HIV o resultado teu negativo fiquei muito feliz claro! Mais ele me disser quer queria ficar só na amizade mas meu ´coração vermelho` ficou sangrando de tanta dor e resolvei me distanciar dele pois só amizade eu não iria suportar! só quero preservar os momento bom que tivemos o mais feliz da minha vida depois da descoberta que sou soropositivo mais não tive um final feliz….. (o preconceito vai alem do amor) o preconceito nos dias atuais é muito grande infelizmente.
    Apenas queria desabafar com vocês meus irmãos de sangue.

    • Alexandre diz

      Meu amigo, vc se apaixonou pelo cara mas ele, não. Que preconceito é maior que o amor? Só se for pra vc. Vc é casado e se apaixona pela primeira piroca que vê pela frente e vem falar em amor? Ele deve ter tido preconceito com a sua promiscuidade. Casado e apaixonando por outro no primeiro encontro? Pq vc não fala que a sua viadagem é maior que a sua gratidão? Pq o outro te tolerou 4 anos e em 1 semana de crise vc se apaixona pela primeira rola que vê? Tem que se fuder mais ainda. E tomara que o outro meta o pé nessa sua bunda fudida, também. “Meu coração vermelho ficou sangrando”. Não sei como é no mundo gay, mas no mundo hétero não vejo tanto preconceito assim. Mas vc mereceu e foi pouco. Quer dizer que se seu marido (difícil escrever isso), nessa 1 semana de crise, se apaixonasse por outro ele seria preconceituoso? Teria te largado por causa do HIV? Olhe para o seu umbigo e veja se vc não tem que se fuder? O preconceito só é maior que o amor quando o amor não é amor. E vc é um trouxa de achar que em 1 semana alguém vai amar alguém. E eu não sou seu irmão de sangue porra nenhuma. Me tira dessa, Coração vermelho. E por um acaso existe coração sem ser vermelho?

      • Pedro diz

        Esse Alexandre é um babaca, mas detesto adimitir que ele tem razão.

      • Gledson diz

        Kkkkkk rapaz, tem uma galera que é sem noçãoe precisa de um choque para voltar a realidade.

        Me perdoe o riso, mas Alexandre tem toda razão e foi uma resposta ” engraçada”

      • Téo diz

        Esse Alexandre é um babaca preconceituoso do caralho.

        E não, assim como os de outros comentários, não consigo achar graça de tanta merda preconceituosa e de tanto rancor no coração. Julgue menos as pessoas.

        Nenhum relacionamento está livre de crises e pelo que entendi, a crise não se resume a semana que eles ficaram sem se falar. Reduzir crises, relacionamentos e tudo o mais a “viadagem”, “promiscuidade” e a desejo por “piroca” fala mais sobre você do que do rapaz que postou a mensagem.

        Sim, o mundo é preconceituoso, seja ele ht ou gay. Se suas experiências de vida não conseguiram deixar isso claro para vc, não extrapole suas vivências para as vivências alheias. O preconceito é tanto que todos nós sofremos quando descobrimos que éramos HIV +. Hoje há tratamento, nós conseguimos viver bem, mas mesmo assim vivemos evitando que as outras pessoas, ou o mínimo de pessoas, saibam. E isso pq? Por causa do preconceito. E sim, no mundo real e plural o preconceito cria medos e afasta as pessoas.

        • Alexandre diz

          Téo, babaca é sua mãe. Sim, tenho preconceito contra esse tipo de ser humano. Não quero nem no meu quarteirão, e vc deve estar defendendo o cara pq deve ter se sentido ofendido pq passou pela mesma situação, né? Tinha um marido mas se apaixonou pelo cara que limpa a sua piscina, daí ele te fez e depois plantou o pé na sua bunda, foi isso? Pra mim o preconceito não é e nunca foi maior que o amor, e isso aconteceu com vcs 2 pq os caras não te amavam. E não existe amor no seu meio, por isso o preconceito reina. Eu sou muito amado, como muitos aqui, por isso não corremos esse risco que vc, o coraçãozinho e Vivo correm.

          • Não sei. Fico refletindo sobre a questão do preconceito X o conceito, bem como o desejo X identificação. A vida é descoberta: ou se acerta ou se engana. O que me intriga na humanidade e ao mesmo tempo fascina são suas capacidades de exporem todas as suas dimensões, e se revelarem combativos ou tão perniciosos diante o outro. Que diferença faz tripudiar, julgar? Compreender ou aceitar? A escuta é um exercício de ofício. E a palavra é mera retórica. Penso que devemos pensar na capacidade educativa das inferências, da fala… Tão quanto da escuta.

        • Paulo Roberto diz

          A questão não é essa, Téo.
          Banalizar o amor, um sentimento tão nobre, colocando-o no mesmo patamar que uma simples aventura?
          Amor é algo que devemos cuidar, não é assim, da noite para o dia que ele nasce e floresce.
          Muitas vezes as pessoas não escolhem as palavras e dizem, ou escrevem, o que lhes vêm à cabeça, sem se preocupar com o que os outros vão pensar.
          Palavras como piroca, viadagem, promiscuidade não podem servir de parâmetro para se dizer que alguém seja babaca. É a realidade dele, é o vocabulário dele, é o que ele sente vontade de dizer.
          Num desabafo, falamos coisas que não parecem muito adequadas, e isso ocorre com certa frequência.
          Como alguém casado se apaixona por outra pessoa, mesmo em um momento de crise, e se entrega a ela, sem medir as consequências?
          E o parceiro, como fica???
          Amor é muito diferente, amigo… Não devemos banalizar o amor.
          Eu, por exemplo, prefiro ficar sozinho. E daí? Sinto falta, mas já me acostumei…
          E do mesmo jeito que o preconceito afasta as pessoas, também as une – basta ler os comentários aqui no blog… Estamos todos unidos, na esperança de uma cura ou de medicamentos menos nocivos, não é?
          Acho o Alexandre um tanto quanto ácido, como eu também o sou, muitas vezes.
          Qual é o problema?
          Ninguém é santo, ninguém está acima de ninguém.
          Então, por que chamar quem pensa diferente de nós de babaca ou algo assim?
          Como você se sentiria, se estivesse no lugar do “marido” traído???
          Amor exige respeito. Exige cumplicidade, paciência, entrega, tempo…
          Não é uma camisa que hoje você usa e amanhã troca, botando para lavar para usar de novo na semana que vem.
          Acho que é isso o que o Alexandre tentou dizer, embora de forma ríspida, mas, pelo menos, honesta e sincera.
          Abraços
          Paulo

          • Neuri diz

            Paulo belissímo seu comentário!! Realmente cada um tem um modo de ver a vida, no entanto é preciso saber diferenciar o conceito de amor…muitos atribuem a atração física, outras a puro cuidado, ou mesmo a junção desses 2 sentimentos. Isso é muito relativo…No entanto, penso que esse espaço deveria servir para interação e cumplicidade porque desavença sobre o tema já vemos nos quatro cantos do mundo!! Precisa existir um fortalecimento da causa……

      • anjo (terapeuta) diz

        Ola meu noivo e sorodiscordante quando falei pra ele sua resposta foi que nao me deixaria por isso. Hj estamos construido tudo para casarmos e adotarmos filhos.

      • Paulo Roberto diz

        Alexandre, eu estou aqui rachando o bico de tanto rir… Só você mesmo, cara…

    • Gil diz

      Detesto julgar, apontar o dedo, espinafrar… mas cara, você é volúvel demais… e tem problemas de conduta. Um perigo!

    • BYA diz

      Em uma semana sentiu esse amor todo? Vou te contar viu! Crise no relacionamento todo mundo tem cara, por isso eu falo vamos pensar bem antes de fazer alguma coisa movido pela emoção….tomara q esse carinho não saia contando pra todo mundo sobre sua + . E relaxa digo isso pq pode ser só uma fase q vc está passando e acaba ficando emocionante frágil e onde podemos fazer merda. E outra já deu pra ver q esse cara nem de perto te merece. ..

    • Rock Hudson diz

      Aquele que dentre vós está sem pecado que atire a primeira pedra

  10. Nome diz

    Há uns dez anos eu acompanho este processo de aids/hiv, desde que fiz um trabalho de curso. Já vi mtos avanços e excelentes perspectivas. Mas uma dúvida ainda paira em minha cabeça: Pouco se fala no risco do sexo oral qdo o homem é soronegativo e a mulher soropositivo. Ou, da mesma forma, em casais gays (lésbicas) em sexo oral ou casais gays (homens) qdo o ativo é soronegativo. Eu nunca vi [e me perdoem se tem e eu não percebi] estatísticas deste tipo. Usando um exemplo claro: Um casal gay masculino que pratica sexo oral sem camisinha e o que recebe o sexo oral é soronegativo. Qual o risco dele? Da mesma forma, um casal heterosexual, quando o homem é soronegativo e recebe sexo oral da mulher, ‘soropositiva’. Este tipo de risco eu nunca vi um estudo que trate. Alguém sabe me informar?

  11. roger diz

    Confesso!O alexandre e bem aquele tipo de amigo que eu tinha no colegio…..kkkkkkk.Era muito bom me sentia o fodao…….kkkkkk

  12. AmigoSP diz

    Boa Alexandre!!!
    Também me irrito com esse “amor miojo”
    foda!!!

  13. Luna diz

    Adorei essa matéria. Só lamento que essa informação não se estenda a população em geral. Entendo que isso poderia banalizar o vírus e gerar gastos ao governo , mas acho desgastante para um soropositivo ter que ficar explicando para outro serumaninho que ele não é um perigo , um monstro etc.
    Pq infelizmente é assim que somos vistos , nem chamo de preconceito mas sim de falta de informação. Se as pessoas soubessem que é menos arriscado se relacionar com um soropositivo em tratamento do que com um sorointerrogativo acredito que essa realidade mudasse.
    E não sou pessimista ,apenas realista.
    Não vivo em um mundo mágico…
    Por essas e outras prefiro manter minha positividade em segredo e preferia sim encontrar um positivo.

    • Neuri diz

      É Vdd Luna…Falta muita informação….É preciso pesquisar, entender o assunto, saber que já evoluiu muito o tratamento…Então hoje é possível viver sim…Mas se tivesse mais amparo e conscientização, tenho certeza que a qualidade de vida seria bem melhor!!! Vamos torcer para que as pessoas despertem dessa ignorância absurda!!!

  14. Xavier diz

    Algum casal sorodiscordante, indetectável que não usa preservativo? Que possa falar sobre? Minha mulher pensa sobre não utilizarmos, mas sempre tem aquela pulga.

    • Anjo terapeuta diz

      Ola xavier nao direi o que vcs devem fazer. Eu e meio noivo somos sorodiscordantes e por opcao dele nao usamos presevativos, ele nao gosta de pres. e vivemos tranquilo quanto a isso.

      • Xavier diz

        Obrigado amigo, bem, acho que de inicio vou ficar meio cismado, mas com os exames e a rotina acredito que voltaremos ao “normal”. Peguei meu carga viral na sexta passada e estou indetectável.

    • YmcA diz

      Eu casal sorodiscordante que as vezes faço sem o preservativo há uns 2 anos e nenhuma infecção . Mas mesmo assim a pulga fica.

  15. Moreno+RJ diz

    Faço tratamento desde maio de 2015. Em agosto de 2015 minha carga viral já estava zerada.
    Vivo numa relação sorodiscordante e não usamos preservativo.
    Meu namorado faz exames regularmente e graças a Deus sempre negativo.

  16. Cristal diz

    Oi, Júnior!
    Sua esposa faz uso de PEP ou PREP?
    Também estou em um relacionamento sorodiscordante. Meu namorado está indetectável há anos e também estamos querendo engravidar, mas a infecto dele ñ é a favor e sempre desconversa, demonstra ñ querer ser responsabilizada caso “eu me infecte”, por isso ñ faço uso da PEP nem da PREP.

  17. Paulo Roberto diz

    Pois é. Eu vinha aqui dar meus pitacos com mais frequência, porém, estou com problemas de doença na família e não tenho tido tempo suficiente para isso.
    Porém, hoje, conversando com um amigo meu, soronegativo, ele me falou o que pensa a maioria dos europeus: que já existe cura, mas estão esperando o momento propício para apresenta-la… Qual seria esse momento, ele não sabe.
    Eu pensava que a “Teoria da Conspiração” só existisse no Brasil. Mas vejo que não. Esse meu amigo é italiano, muitíssimo bem-informado…
    Um outro amigo, de Portugal, soropositivo, também pensa a mesma coisa.
    Às vezes me bate o maior desânimo. Eu não sei de onde tiro forças para prosseguir, para sorrir como se nada estivesse acontecendo.
    Sim, o preconceito é enorme, e é claro que eu tenho medo.
    Mas não adianta a gente querer que as coisas aconteçam. Isso não é suficiente e não está em nossas mãos.
    Então, vamos viver da melhor maneira possível.
    E esperar por dias melhores, melhores medicamentos e, por que não, a cura???

  18. Fabio diz

    O que eu acho é que se a cura já existe, ótimo! Não creio que irão segurar por muito tempo. Agora se tivermos no caminho de melhores medicamentos, com menos efeitos colaterais, que nos permitam viver normalmente com expectativa de vida próxima a que teríamos sem o vírus, já algo excelente também. Eu conservo a esperança na cura sim, mas sem me apegar demais. Creio que se ela já não existe ela está próxima, bem mais próxima do que a maioria dos pesquisadores admite abertamente. Mas enfim, é tudo pura especulação. Essa teoria, que se diz conspiratória, de que a cura existe, mas os grandes laboratórios não deixam ela sair, pra mim não tem nada de absurda, faz sentido sim, mas não há como saber se é algo real. O que é real pra gente é que a cura, por enquanto não nos é acessível, exista ela ou não. Mas medicamentos que nos manterão vivos por muito tempo sim e a expectativa de medicamentos menos agressivos e mais eficientes é algo bastante tangível, então sejamos otimistas.

  19. Paulo Roberto diz

    Exatamente, Fábio. Eu penso da mesma maneira. SE existe a cura, alguém vai revelar. Não é possível que TODOS os laboratórios estejam envolvidos em uma conspiração. Há uma corrida para que se chegue à cura, e algum laboratório vai sim, sobressair sobre os demais.
    Estou louco para saber novidades sobre os medicamentos que vão surgir, menos agressivos.
    Tenho sofrido constantemente de refluxo e minhas taxas de colesterol e triglicérides estão muito altas.
    Sim, sejamos otimistas.
    Os novos medicamentos nos darão fôlego até que a cura definitiva venha.

    • Lala diz

      Paulo, sou soropositiva há 30 anos … peguei em uma cirurgia de emergência , logo que nasci…em 1986.
      Como todos estou muito feliz com essa notícia , acabo de sair de um namoro de 8 anos , ele soronegativo, estou insegura, com medo de não encontrar alguém que entenda tudo como meu ex…
      Mas enfim , não era isso que queria lhe falar..rs
      Minhas taxas de colesterol e triglicérides sempre estiveram altas até eu retirar alguns alimentos da minha dieta, como: trigo, refrigerantes e açúcar…
      Eu perdi 15 centímetros de circunferência abdominal, causada por uma lipodistrofia…minhas taxas estão normalizadas e eu não tomo mais medicamento para redução de colesterol.
      Meu medico sempre disse que era impossível de perder essa gordura abdominal e muito menos diminuir as taxas de colesterol, sabemos que ambos são efeitos do medicamento. O fato é que o trigo e outros alimentos processados são extremamente inflamatórios e prejudiciais e , para nós que já temos um alto indice de inflação fica ainda pior.
      Existe um médico que se chama Dr Souto, ele tem um blog que trata desse assunto…
      Bom, dê uma pesquisada, eu teria muitas coisas para dizer quanto aos beneficios de uma boa alimentação para nosso grupo, mas o que quero dizer basicamente é que nosso estilo de vida pode mudar muitos quadros que para os médicos não são inalteráveis.
      Boa sorte !

  20. Junior diz

    Oi Cristal… Quando decidimos parar de usar preservativo, no início minha esposa fez uso sim, mas foi mais por “encucamento” meu do que dela, hoje ela já não faz mais. Com relação a engravidar novamente por “encucamento” meu, iamos fazer lavagem de esperma, mas depois de um tempo decidimos fazer tudo de forma normal!
    Com relação a infecto descordar, por incrível que pareça pode ser por ignorância mesmo, falta de conhecimento… A minha nunca discordou!
    Qualquer coisa entra em contato por e-mail, a gente bate um papo!
    Serumaninho81@gmail.com

    • Cristal diz

      Obrigada, querido!
      Entrarei em contato sim, e-mail anotado. 😊
      Beijos… pra vc e sua esposa. Q o BB de vcs venha logo. 💋💋

  21. pipo diz

    Lembrem que a patente de vários remédios vencem em 2026. Aí será mais comercial e lucrativo vender a cura do que a manutenção controlada, que poderá ser comercializada por qualquer laboratório. Isso não quer dizer que não precisa de atenção quanto as formas de contágio e demais temas relacionados.

  22. eu diz

    Gente, que notícia boa, isso veio confirmar o que vários casais sorodiscordantes já sabiam. Trabalho com HIV/AIDS desde 1987. Vi tanta gente morrer por esse motivo, na época nem tinha iniciado minha vida sexual ainda, fiz questão de adotar o preservativo em todas as relações sexuais, até conhecer uma pessoa (do mesmo sexo) que me entreguei completamente a ele, iniciamos com preservativo, um mês depois ele me apresentou um resultado negativo de dois meses antes, eu sabia da janela imunológica, mas achava que nunca iria acontecer comigo, quase dois meses fizemos sexo sem preservativo, eu que jamais tinha transado assim, logo depois percebi os gânglios dele um poulo aumentado, sempre gripado, ai aconselhei ele fazer o teste..positivo, ai, minha gente, minha vida desabou, como foi difícil, fiz o exame respeitando o período de janela e graças a Deus veio negativo. Na época a carga viral dele estava 2.300 cópias, e penso que seja por isso que não me contaminei. diante do acontecido meu amor aumentou ainda mais por ele, sempre aconselhando, acolhendo e dando suporte.. ficamos dez anos com uso do preservativo ininterrupto, estamos juntos a 13 anos, e há três anos abolimos o uso do preservativo, e hoje continuamos na mesma situação de antes: sorodiscordantes…..eu digo sempre, o amor supera tudo, onde há amor não tem infidelidade, preconceito, somente respeito. Obrigado.

    • Ana Letícia diz

      Que comentário interessante. Estou lendo os artigos e os depoimentos, tanto das publicações quanto dos comentários pois pretendo fazer uma pesquisa sociológica a respeito da falta de debates decorrentes do preconceito. Muito legal vocês darem seus depoimentos e gostaria de conversar mais com alguém pra ter mais informações.

  23. Leanno diz

    Gente, e as relações de pessoas soroconcordantes? Incrível como tem mais casos de sorodiscordantes.

  24. Thais diz

    Gente eu sou soropositiva menos de 1 mês. Perguntei para o meu infectologista sobre a questão do sexo oral. O meu namorado não tem o vírus, ele já está informado sobre tudo e nós cuidamos pq ainda não comecei os medicamentos.
    O médico me disse que não há problema em ele fazer sexo oral em mim,mas mesmo com o médico falando, ele não faz. Tem medo e eu me sinto mal com isso.
    Vocês que tem mais experiência com isso,podem me ajudar?? Não sei como tirar esse medo dele

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