Zero: nenhuma transmissão do HIV entre participantes do estudo Partner


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Com resultados publicados para coincidir com a IAS 2016, conferência que começa em Durban na próxima semana, o estudo Partner mostrou que o impacto do tratamento antirretroviral contra o HIV na redução da transmissibilidade do vírus irá beneficiar milhões de pessoas no mundo. Os resultados invertem a suposição comum de que, por definição, algum nível de risco sempre existe quando um dos parceiros é soropositivo e reforçam a ideia de que a transmissão do HIV sob tratamento e carga viral indetectável não representa nada além de um risco teórico.

O estudo Partner traz boa evidência científica de que a carga viral indetectável pode ser um limiar sob o qual a transmissão sexual do HIV não ocorre. A importância do estudo Partner está no fato dele incluir casais homossexuais e heterossexuais, e mediu o risco em pessoas que não estavam usando preservativos para então estimaram os riscos absolutos.

Estudos anteriores se concentraram quase exclusivamente em pessoas heterossexuais que ainda relatavam altos índices de uso de preservativo. O estudo Partner fornece mais de três vezes a quantidade de tempo de acompanhamento de pessoas que não utilizam preservativos, em comparação a todos os estudos anteriores combinados. Isso representa 500 anos de acompanhamento de pessoas que fazem sexo anal sem preservativo.

 

Método

Entre setembro de 2010 e maio de 2014, o estudo Partner inscreveu prospectivamente 1.166 casais sorodiscordantes em 75 centros clínicos espalhados em 14 países europeus. Os critérios de inclusão determinavam que o parceiro positivo deveria ter carga viral indetectável em tratamento antirretroviral e que o casal não tivesse o hábito de sempre usar preservativos durante o sexo.

O acompanhamento incluiu controle de rotina da saúde sexual (incluindo teste de HIV para os parceiros soronegativos) e cada participante também preencheu questionários sobre o histórico sexual, a fim de avaliar o risco nas diferentes atividades. Os casais só foram incluídos na análise final quando a carga viral mais recente dos parceiros soropositivos era indetectável — definida como menor de 200 cópias/mL. O objetivo primário era analisar a taxa de transmissão entre os parceiros, determinada por análises filogenéticas do vírus para todos os casais em que o parceiro soronegativo se tornar soropositivo.

 

Resultados

De 1.166 casais inscritos, 1.004 casais foram à pelo menos uma visita de acompanhamento e 888 casais forneceram 1.238 anos de acompanhamento de casais (mediana de 1,3 anos por casal, IQR 0,8-2,0). Isto incluiu 548 casais heterossexuais e 340 casais gays masculinos. As principais razões para os dados não serem incluídos na análise de acompanhamento foram: não ir à primeira visita de acompanhamento (n=162), falta de teste de HIV (n=20), uso de PEP ou PrEP (n=9), nenhuma falta de uso de preservativo sexo (n=15), carga viral superior a 200 cópias/mL (n=55) e falta de resultado de exame de carga viral (n=17). Não houve diferença significativa entre os casais que contribuíram para os dados de acompanhamento  em comparação com aqueles que não o fizeram.

Embora 11 pessoas tenham se tornado soropositivas, nenhuma dessas transmissões estava geneticamente ligada ao parceiro que já era soropositivo inscrito no estudo, mesmo depois de pelo menos 58.000 vezes distintas em que os casais tiveram relações sexuais com penetração sem preservativo.

Dados demográficos iniciais foram relatados — como acontece com todos os resultados — por categorias de condição sorológica para o HIV, gênero e sexualidade, com algumas diferenças entre os grupos. Isso faz com que o resumo dos resultados seja complexo, mas a média de idade variou de 40 a 44 (com IQR geral variando de 31 a 50 anos). Homens gays e mulheres heterossexuais eram alguns anos mais jovens do que os homens heterossexuais. Aproximadamente 80% dos homens heterossexuais eram brancos, em comparação com 70% de mulheres e 90% dos homens homossexuais. A maior percentagem de homens homossexuais tinha nível superior de escolaridade em faculdade/universidade (cerca de 50%, em comparação com 19% a 35% para os heterossexuais). Embora algumas dessas diferenças sejam significativas, com exceção da falta de jovens adultos inscritos, elas refletem a diversidade das pessoas vivendo com HIV.

Parceiros soropositivos já estavam em tratamento antirretroviral por uma média de 10,6 anos (IQR: 4,3-15,6), 7,5 anos para os homens heterossexuais (IQR: 3,3-14,2) e 4,8 anos para as mulheres heterossexuais e gays (IQR: 1,9-11,4). No início do estudo, os casais relataram ter já manter relações sexuais sem preservativos durante uma média de 2 anos (IQR 0,5-6,3), com diferenças entre os grupos. Por exemplo: casais heterossexuais já mantinham relações sexuais sem preservativos há cerca de 3 anos (IQR 0,7 a 11 anos) em comparação com 1,5 anos para casais homossexuais (IQR 0,5 a 4 anos). Cerca de 23% dos casais estavam em relacionamentos novos/recentes (menos de 6 meses). A adesão ao tratamento (maior que 90%) foi semelhante nos três grupos. Todos os grupos tinham proporções similares de contagens de CD4 maior que 350 células/mm³ (85% a 91%).

Baseado em dados dos parceiros soronegativos, em geral, os casais relataram ter relações sexuais sem preservativo uma média de 37 vezes por ano (IQR 15 a 71), com casais homossexuais relatando um total de pelo menos 22.000 atos sexuais sem preservativo (mediana 41; IQR 17-75) e casais heterossexuais mais de 36.000 vezes (mediana 35; IQR 13 a 70). Estas eram estimativas aproximadas a partir dos relatos e os parceiros nem sempre relatavam os mesmos números. Alguns casais relataram sexo fora do relacionamento estável: 108 casais homossexuais (33%) e 34 casais heterossexuais (4%).

Nenhuma das 11 infecções pelo HIV em parceiros soronegativos (dez homossexuais e um heterossexual) estava geneticamente ligada ao parceiro soropositivo inscrito no estudo. A maioria das pessoas (8/11) relataram ter relações sexuais sem preservativo com pessoas de fora do relacionamento estável. Todas as amostras (n=22) foram sequenciadas geneticamente com sucesso para pol e 91% (n=20) foram sequenciadas para env.Nenhum dos sequenciamentos mostrou ligação com os parceiros já soropositivos inscritos no estudo e os resultados foram consistentes depois de usar vários métodos diferentes de análise. Detalhes adicionais para estas análises estão descritos no material suplementar do estudo.

Com zero transmissão, o limite superior do intervalo de confiança de 95% (IC 95%) para o estudo global foi de 0,3 por 100 casais-ano de acompanhamento. Cada categoria de riscos específicos, tinham diferentes limites superiores de 95%: por exemplo, 0,88 para o sexo heterossexuais em geral e 0,84 para o sexo gay em geral.

Isto significa que o intervalo de confiança superior de 95% para o sexo anal receptivo para os homens homossexuais (2,70 com ejaculação e 1,68 sem ejaculação) deve ser interpretado de acordo com o tamanho da amostra: havia menos casais-ano de acompanhamento, de modo que o limite superior é, por definição, maior. Enquanto este cálculo é feito para definir o intervalo potencial dentro da qual o verdadeiro risco pode estar, o intervalo de confiança de 95% não deve ser interpretado como um indicativo do risco que foi observado no estudo. Para ilustrar esta dificuldade, o maior risco estimado para o sexo anal heterossexual com intervalo de confiança superior de 95% foi de 12,71 e 8,14 (com e sem ejaculação, respectivamente) são sustentados por menos casais-ano de acompanhamento com este como o risco primário. Há de se notar, porém, que mais de 20% de casais heterossexuais relataram praticar sexo anal.

O estudo em curso Partner 2 continua a acompanhar casais gays do primeiro estudo e a recrutar casais homossexuais adicionais, a fim de produzir uma base de dados semelhante ao que já existe para casais heterossexuais, com acompanhamento até 2019. Também é digno de nota o fato de que, durante o estudo, 91 parceiros soropositivos relataram outras DSTs: 16 entre homens heterossexuais, 16 entre mulheres heterossexuais e 59 homens homossexuais — uma quantidade correspondente de DSTs a observada nos parceiros soronegativos, também sem qualquer aumento do risco de transmissão do HIV.

 

Comentários

Estes resultados são simples de entender: zero transmissão em mais de 58.000 vezes em que as pessoas tiveram relações sexuais sem preservativo. Estes números são impressionantes, especialmente pela complexidade da análise que foi necessária para provar que nenhum dos novos diagnósticos estava ligado à transmissões a partir de dentro dos casais inscritos no estudo.

Juntos, estes dados fornecem a estimativa mais forte sobre o risco real de transmissão do HIV quando uma pessoa soropositiva tem carga viral indetectável — e que esse risco é efetivamente zero. Embora nenhum estudo possa excluir a possibilidade de que o verdadeiro risco possa situar-se dentro do intervalo de confiança de 95%, nem mesmo que o valor real é de fato zero devido a algum mecanismo ainda não comprovado, o intervalo de confiança de 95% nunca pode ser zero, mas apenas se torna cada vez mais estreito. Nem a presença de DSTs nem as prováveis flutuações na carga viral entre os testes tiveram qualquer impacto em facilitar a transmissão.

Os resultados fornecem um conjunto de dados capazes de questionar se a transmissão com carga viral indetectável é realmente possível. Eles devem ajudar a normalizar o HIV e desafiar o estigma e a discriminação. Os resultados também desafiam as leis de criminalização que, em muitos países, incluindo os Estados Unidos, continuam a prender centenas de pessoas com base em premissas de risco que estes resultados refutam, mesmo quando os preservativos são usados e a carga viral é indetectável.

O ativista Sean Strub, do projeto SERO disse: “Centenas de pessoas vivendo com HIV nos Estados Unidos foram acusados de infracções penais para o risco percebido ou potencial de exposição ou transmissão do HIV. Alguns cumpriram ou estão cumprindo longas penas de prisão por cuspir, arranhar ou morder e outros por não serem capazes de provar que tinham divulgado seu status positivo para o HIV antes de ter contato sexual (mesmo na ausência de qualquer risco de transmissão do HIV). A criminalização HIV criou uma subclasse viral na lei, onerando ainda mais a comunidade marginalizada, colocando uma parcela desproporcional da responsabilidade partilhada da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis em apenas uma das partes, desencorajando, assim, as pessoas em risco a fazer o teste diagnóstico de HIV.”

Os resultados também terão um impacto positivo na qualidade de vida, tanto para indivíduos soropositivos quanto para soronegativos que estão em relacionamentos sorodiscordantes, independentemente da opção de usar preservativos. O estudo Partner 2, em andamento, continua a acompanhar os casais homossexuais e ainda está recrutando novos casais para alcançar um poder estatístico semelhante para o sexo anal em comparação com o sexo vaginal.

Por Simon Collins para o TheBody em 12 de julho de 2016

Referências:
  1. Rodger AJ et al for the PARTNER study group. Sexual activity without condoms and risk of HIV transmission in serodifferent couples when the HIV-positive partner is using suppressive antiretroviral therapy. JAMA, 2016;316(2):1-11. DOI: 10.1001/jama.2016.5148. (12 July 2016). Full free access.
  2. Partner study, supplementary material. JAMA (16 July 2016).
  3. i-Base Q&A from the study.
  4. Partner 2 website.
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Wagner SP
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Wagner SP

Boa notícia, além de REFORÇAR o conceito do tratamento como meio eficaz de tratamento!

H-SP
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H-SP

Pra mim em particular isso é a “cura”!!! Basta tomar meu comprimido diário até novos avanços na farmácia, ser fiel ao meu marido, buscar manter minha saúde em dia e ser feliz! (Sem o medo de contagia-lo mesmo em sexo sem preservativo sendo passivo… Rsrsrs) MARAVILHA!!!

vivendopositivo
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vivendopositivo

Sem querer ser negativo, mas já sendo, ser fiel ao seu marido não quer dizer que ele será a você. Afinal, provavelmente metade ou mais dos que se contaminaram daqui estavam em relacionamento monogâmico quando se contaminaram. Meu caso, ambos fizemos exame de hep/siflis/hiv com um mês de relacionamento, e um ano e pouco depois eu estava em fase aguda de soroconversão. Além do mais, sífilis e gonorreia andam se tornando resistente aos antibióticos atuais. Cada um responde por seu comportamento sexual, mas ninguém sabe como a outra parte age quando sai de casa.

Alexandre
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Alexandre

Eu me contaminei quando era solteiro e a garota também era.

Hsp
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Hsp

Pois é… Negativo aqui nem os pensamentos! Concordo com o que pontuou, quando disse ser fiel ao meu marido, também me referia a ele ser a mim… E vamos fazer exames sempre (de todas as DSTs)… Ambos… Ou vc acha que como chegaram ao resultado desta pesquisa? Por simples especulação? Acho que não, né?! Rsrsrs sejamos positivos sim… Na larga possibilidade da palavra POSITIVA… Fica em paz, amigo! Ser feliz é a meta…

Ledos
Visitante
Ledos

Fico muito feliz em ler isso! Vivo um relacionamento sorodiscordante, fui exposto ao vírus (éramos soros interrogativos), e não fui infectado (carga viral baixa). Esse estudo só comprova o que a teoria já nos dizia. Passo por passo nossos avanços vão surgindo, digo nosso, pq mesmo não sendo positivo já me considero parte do grupo. Força e fé amigos, sigam se cuidando…

Lima
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Lima

Ledos, e hoje vocês usam camisinha?

Ledos
Visitante
Ledos

a adesão a camisinha nunca foi um problema para nós Lima!
os médicos sugeriram o uso imediato num primeiro momento, nunca tivemos problemas em usar ela, então nunca mais tiramos ela da relação!

Paulo Almeida
Visitante
Paulo Almeida

Noticia maravilhosa!!! Sou indetectavel há 3 anos, e com esses estudos me sinto motivado a seguir em frente e encontrar alguém, e ser feliz sem medo de transmitir. Só falta arrumar um namorado agora kkk!!!

Lima
Visitante
Lima

Paulo boa sorte!!! Sou indetectável há quatro anos! Saúde!

Saulo BA
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Saulo BA

Paulo, bora conversar rapaz. Tbm to a procura! Rsrsrsr

Truvada Saves
Membro
Truvada Saves

Agora só falta liberarem esse PREP que nunca sai. AFFF

novo
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novo

Que isso ??prep ???

Matheus
Visitante
Matheus

Espero q isso seja amplamente divulgado…pode diminuir o medo e o preconceito do relacionamento com um soropositivo.

Ponce41
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Ponce41

Esse é um grande problema, o preconceito. Sem ele teríamos com certeza um vida com menos sofrimento e mais confiança. Mas vamos la, fé que segue.

Hj
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Hj

Pessoal, hj peguei meus exames d carga viral e Cd4, primeira vez. O q achei achei estranho foi q minha carga viral deu limite minimo, ou seja 40 copias ml. no caso ja estaria indetectavel e o cd4 deu 726, bom tb. A minha duvida, conforme estava lendo a carga viral ja aumenta com duas semanas d infeccao, alguem ja passou por isso? Teve um caso parecido?

Maxwell
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Maxwell

Vou imprimir essa matéria e colar em um quadro de informações do CTA onde pego minhas medicações. Quanto mais gente souber dessas informações mais pessoas continuarão a persistir em continuar com seus tratamentos e assim diminuir um pouco o estigma que o vírus traz a nós portadores do mesmo.
Queria ter a coragem de compartilhar essa matéria no facebook.. mas uma coisa de cada vez.

Junior
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Junior

Descobri minha soropositividade no início de 2012 e estou indetectavel desde a metade para o fim daquele mesmo ano! Desde que li a alguns anos sobre essa questão parei de usar preservativo com minha esposa, ou seja, já fazemos sem preservativos a mais de 2 anos, ela sempre faz seus teste e como sempre da negativo! A alguns meses estamos tentando engravidar de forma natural, sem medo ou receios e prontos para tomar as precauções necessárias quando ela engravidar! O que posso dizer é que viver assim pra mim é libertador, pq não vivo com medo do vírus e na… Ler mais »

Truvada Saves
Membro
Truvada Saves

Isso reforça o que as campanhas de prevenção poderiam tangenciar: Ninguém quer usar camisinha, ninguém gosta de camisinha, camisinha é uma merda. Por que fazer de conta que sexo com camisinha é melhor, ou pelo menos igual? As campanhas deveriam ser mais sinceras. Vejam os depoimentos, até pessoas contaminadas, indetectáveis, preferem abrir mão da camisinha.

JV
Visitante
JV

Podemos conversar por email cara? joaopositivo30@gmail.com. Vivo uma relação sorodiscordante tb.

Neuri
Visitante
Neuri

Maravilha essa experiência…Vejo que tudo é questão de se informar…O problema é que vivemos em um país super atrasado, onde as pessoas não procuram informações e vivem de modo mais fácil que é acusando e punindo….Precisamos evoluir muito!!!!

bmr
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Junior, você já fez alguma vez o teste em seu sêmen, para ver se está também indectavel? Ou não foi necessário? Quais seus medicamentos, que deixaram até o sêmen indectavel? Desculpa pelas perguntas pessoais.

coração vermelho
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sou soropositivo a mais de 1 ano e menos de 3 messe fiquei indetectável graça a Deus sou casado a 4 anos e agora estamos em crise, fiquei um semana sem se falar com meu marido, nesse tempo conheci um rapaz que de cara ficamos apaixonado um pelo outro meu mundo parou de tanto amor me entreguei por inteiro de verdade e contei de sou para ele que sou soropositivo depois do segundo encontro o pior que que fizemos sexo oral das duas vezes que saímos sei que a transmissão é pouca e mais existe, resolvi contar não tive coragem… Ler mais »

Alexandre
Visitante
Alexandre

Meu amigo, vc se apaixonou pelo cara mas ele, não. Que preconceito é maior que o amor? Só se for pra vc. Vc é casado e se apaixona pela primeira piroca que vê pela frente e vem falar em amor? Ele deve ter tido preconceito com a sua promiscuidade. Casado e apaixonando por outro no primeiro encontro? Pq vc não fala que a sua viadagem é maior que a sua gratidão? Pq o outro te tolerou 4 anos e em 1 semana de crise vc se apaixona pela primeira rola que vê? Tem que se fuder mais ainda. E tomara… Ler mais »

Pedro
Visitante
Pedro

Esse Alexandre é um babaca, mas detesto adimitir que ele tem razão.

Gledson
Visitante
Gledson

Kkkkkk rapaz, tem uma galera que é sem noçãoe precisa de um choque para voltar a realidade.

Me perdoe o riso, mas Alexandre tem toda razão e foi uma resposta ” engraçada”

Téo
Visitante
Téo

Esse Alexandre é um babaca preconceituoso do caralho. E não, assim como os de outros comentários, não consigo achar graça de tanta merda preconceituosa e de tanto rancor no coração. Julgue menos as pessoas. Nenhum relacionamento está livre de crises e pelo que entendi, a crise não se resume a semana que eles ficaram sem se falar. Reduzir crises, relacionamentos e tudo o mais a “viadagem”, “promiscuidade” e a desejo por “piroca” fala mais sobre você do que do rapaz que postou a mensagem. Sim, o mundo é preconceituoso, seja ele ht ou gay. Se suas experiências de vida não… Ler mais »

Vivo
Visitante
Vivo

Disse tudo, Téo! Vamos julgar menos os outros, gente!

Alexandre
Visitante
Alexandre

Téo, babaca é sua mãe. Sim, tenho preconceito contra esse tipo de ser humano. Não quero nem no meu quarteirão, e vc deve estar defendendo o cara pq deve ter se sentido ofendido pq passou pela mesma situação, né? Tinha um marido mas se apaixonou pelo cara que limpa a sua piscina, daí ele te fez e depois plantou o pé na sua bunda, foi isso? Pra mim o preconceito não é e nunca foi maior que o amor, e isso aconteceu com vcs 2 pq os caras não te amavam. E não existe amor no seu meio, por isso… Ler mais »

CALP1968
Visitante

Não sei. Fico refletindo sobre a questão do preconceito X o conceito, bem como o desejo X identificação. A vida é descoberta: ou se acerta ou se engana. O que me intriga na humanidade e ao mesmo tempo fascina são suas capacidades de exporem todas as suas dimensões, e se revelarem combativos ou tão perniciosos diante o outro. Que diferença faz tripudiar, julgar? Compreender ou aceitar? A escuta é um exercício de ofício. E a palavra é mera retórica. Penso que devemos pensar na capacidade educativa das inferências, da fala… Tão quanto da escuta.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

A questão não é essa, Téo. Banalizar o amor, um sentimento tão nobre, colocando-o no mesmo patamar que uma simples aventura? Amor é algo que devemos cuidar, não é assim, da noite para o dia que ele nasce e floresce. Muitas vezes as pessoas não escolhem as palavras e dizem, ou escrevem, o que lhes vêm à cabeça, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Palavras como piroca, viadagem, promiscuidade não podem servir de parâmetro para se dizer que alguém seja babaca. É a realidade dele, é o vocabulário dele, é o que ele sente vontade de… Ler mais »

Alexandre
Visitante
Alexandre

Obrigado, Paulão!!!

Neuri
Visitante
Neuri

Paulo belissímo seu comentário!! Realmente cada um tem um modo de ver a vida, no entanto é preciso saber diferenciar o conceito de amor…muitos atribuem a atração física, outras a puro cuidado, ou mesmo a junção desses 2 sentimentos. Isso é muito relativo…No entanto, penso que esse espaço deveria servir para interação e cumplicidade porque desavença sobre o tema já vemos nos quatro cantos do mundo!! Precisa existir um fortalecimento da causa……

anjo (terapeuta)
Visitante
anjo (terapeuta)

Ola meu noivo e sorodiscordante quando falei pra ele sua resposta foi que nao me deixaria por isso. Hj estamos construido tudo para casarmos e adotarmos filhos.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Alexandre, eu estou aqui rachando o bico de tanto rir… Só você mesmo, cara…

Gil
Visitante
Gil

Detesto julgar, apontar o dedo, espinafrar… mas cara, você é volúvel demais… e tem problemas de conduta. Um perigo!

BYA
Visitante
BYA

Em uma semana sentiu esse amor todo? Vou te contar viu! Crise no relacionamento todo mundo tem cara, por isso eu falo vamos pensar bem antes de fazer alguma coisa movido pela emoção….tomara q esse carinho não saia contando pra todo mundo sobre sua + . E relaxa digo isso pq pode ser só uma fase q vc está passando e acaba ficando emocionante frágil e onde podemos fazer merda. E outra já deu pra ver q esse cara nem de perto te merece. ..

Truvada Saves
Membro
Truvada Saves

Aquele que dentre vós está sem pecado que atire a primeira pedra

Etelvino Chang
Visitante
Etelvino Chang

sem comentario quero a cura

Nome
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Nome

Há uns dez anos eu acompanho este processo de aids/hiv, desde que fiz um trabalho de curso. Já vi mtos avanços e excelentes perspectivas. Mas uma dúvida ainda paira em minha cabeça: Pouco se fala no risco do sexo oral qdo o homem é soronegativo e a mulher soropositivo. Ou, da mesma forma, em casais gays (lésbicas) em sexo oral ou casais gays (homens) qdo o ativo é soronegativo. Eu nunca vi [e me perdoem se tem e eu não percebi] estatísticas deste tipo. Usando um exemplo claro: Um casal gay masculino que pratica sexo oral sem camisinha e o… Ler mais »

vivendopositivo
Visitante
vivendopositivo

A primeira coisa que você devia se ater é à “carga viral”, porque a chance de transmissão está DIRETAMENTE ligada à ela. Soropositiva quer dizer que alguém tem anticorpos ao HIV. Alguém indetectável continua sendo soropositiva, mas segundo a pesquisa aí, não transmite(iu).

Nome
Visitante
Nome

Obrigado aos amigos que responderam. Não entendi pq fui negativado. Foi apenas a exposição de uma dúvida.
Obrigado novamente!

Henrique
Visitante
Henrique

Quero andar com o Alexandre no recreio.

roger
Visitante
roger

Confesso!O alexandre e bem aquele tipo de amigo que eu tinha no colegio…..kkkkkkk.Era muito bom me sentia o fodao…….kkkkkk

AmigoSP
Visitante
AmigoSP

Boa Alexandre!!!
Também me irrito com esse “amor miojo”
foda!!!

Luna
Visitante
Luna

Adorei essa matéria. Só lamento que essa informação não se estenda a população em geral. Entendo que isso poderia banalizar o vírus e gerar gastos ao governo , mas acho desgastante para um soropositivo ter que ficar explicando para outro serumaninho que ele não é um perigo , um monstro etc. Pq infelizmente é assim que somos vistos , nem chamo de preconceito mas sim de falta de informação. Se as pessoas soubessem que é menos arriscado se relacionar com um soropositivo em tratamento do que com um sorointerrogativo acredito que essa realidade mudasse. E não sou pessimista ,apenas realista.… Ler mais »

Neuri
Visitante
Neuri

É Vdd Luna…Falta muita informação….É preciso pesquisar, entender o assunto, saber que já evoluiu muito o tratamento…Então hoje é possível viver sim…Mas se tivesse mais amparo e conscientização, tenho certeza que a qualidade de vida seria bem melhor!!! Vamos torcer para que as pessoas despertem dessa ignorância absurda!!!

Xavier
Visitante
Xavier

Algum casal sorodiscordante, indetectável que não usa preservativo? Que possa falar sobre? Minha mulher pensa sobre não utilizarmos, mas sempre tem aquela pulga.

Anjo terapeuta
Visitante
Anjo terapeuta

Ola xavier nao direi o que vcs devem fazer. Eu e meio noivo somos sorodiscordantes e por opcao dele nao usamos presevativos, ele nao gosta de pres. e vivemos tranquilo quanto a isso.

Xavier
Visitante
Xavier

Obrigado amigo, bem, acho que de inicio vou ficar meio cismado, mas com os exames e a rotina acredito que voltaremos ao “normal”. Peguei meu carga viral na sexta passada e estou indetectável.

YmcA
Visitante
YmcA

Eu casal sorodiscordante que as vezes faço sem o preservativo há uns 2 anos e nenhuma infecção . Mas mesmo assim a pulga fica.

Junior
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Junior

Xavier! Leia meu comentário lá em cima!

Xavier
Visitante
Xavier

Obrigado junior!

Moreno+RJ
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Moreno+RJ

Faço tratamento desde maio de 2015. Em agosto de 2015 minha carga viral já estava zerada.
Vivo numa relação sorodiscordante e não usamos preservativo.
Meu namorado faz exames regularmente e graças a Deus sempre negativo.

Cristal
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Cristal

Oi, Júnior!
Sua esposa faz uso de PEP ou PREP?
Também estou em um relacionamento sorodiscordante. Meu namorado está indetectável há anos e também estamos querendo engravidar, mas a infecto dele ñ é a favor e sempre desconversa, demonstra ñ querer ser responsabilizada caso “eu me infecte”, por isso ñ faço uso da PEP nem da PREP.

Guerreiro Azul
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Guerreiro Azul

Oi!

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Pois é. Eu vinha aqui dar meus pitacos com mais frequência, porém, estou com problemas de doença na família e não tenho tido tempo suficiente para isso. Porém, hoje, conversando com um amigo meu, soronegativo, ele me falou o que pensa a maioria dos europeus: que já existe cura, mas estão esperando o momento propício para apresenta-la… Qual seria esse momento, ele não sabe. Eu pensava que a “Teoria da Conspiração” só existisse no Brasil. Mas vejo que não. Esse meu amigo é italiano, muitíssimo bem-informado… Um outro amigo, de Portugal, soropositivo, também pensa a mesma coisa. Às vezes me… Ler mais »

FM
Visitante
FM

Pra mim eu já estou curado, descobri a quase 3 anos, fiquei uma semana internado e os médicos diziam ser dengue, pois eu morava na cidade de Santos, e lá a dengue é uma realidade (assim como o HIV), mas eu nunca me cuidei muito na questão de preservativo, e nem as mulheres com que eu saia, alias, hoje em dia, é raro alguém que faz questão de usar preservativo, podem falar o que for, mas essa é a realidade. Eu imaginava que não era dengue, fui em endócrino, dermato, e mais alguns, pois eu me sentia fraco e meu… Ler mais »

Fabio
Visitante
Fabio

O que eu acho é que se a cura já existe, ótimo! Não creio que irão segurar por muito tempo. Agora se tivermos no caminho de melhores medicamentos, com menos efeitos colaterais, que nos permitam viver normalmente com expectativa de vida próxima a que teríamos sem o vírus, já algo excelente também. Eu conservo a esperança na cura sim, mas sem me apegar demais. Creio que se ela já não existe ela está próxima, bem mais próxima do que a maioria dos pesquisadores admite abertamente. Mas enfim, é tudo pura especulação. Essa teoria, que se diz conspiratória, de que a… Ler mais »

FM
Visitante
FM

Quanto a cura, talvez ela deva existir e o laboratório não liberar, pode ser verdade, e acredito que seja, imagina o lucro assombroso que eles tem com um paciente pra toda vida, como é nosso caso, pelo que o médico me disse, cada tubo de medicamento para um mês custa cerca de 2.000 dólares, se somar por 12 são 24.000 dólares – se multiplicar 24.000 pelos anos de vida que cada um terá, vamos falar em 40 anos = 24 x 40 = 960.000 dólares por paciente, agora vamos dizer que a cura seja caríssima, mesmo assim não será nada… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Exatamente, Fábio. Eu penso da mesma maneira. SE existe a cura, alguém vai revelar. Não é possível que TODOS os laboratórios estejam envolvidos em uma conspiração. Há uma corrida para que se chegue à cura, e algum laboratório vai sim, sobressair sobre os demais.
Estou louco para saber novidades sobre os medicamentos que vão surgir, menos agressivos.
Tenho sofrido constantemente de refluxo e minhas taxas de colesterol e triglicérides estão muito altas.
Sim, sejamos otimistas.
Os novos medicamentos nos darão fôlego até que a cura definitiva venha.

Lala
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Lala

Paulo, sou soropositiva há 30 anos … peguei em uma cirurgia de emergência , logo que nasci…em 1986. Como todos estou muito feliz com essa notícia , acabo de sair de um namoro de 8 anos , ele soronegativo, estou insegura, com medo de não encontrar alguém que entenda tudo como meu ex… Mas enfim , não era isso que queria lhe falar..rs Minhas taxas de colesterol e triglicérides sempre estiveram altas até eu retirar alguns alimentos da minha dieta, como: trigo, refrigerantes e açúcar… Eu perdi 15 centímetros de circunferência abdominal, causada por uma lipodistrofia…minhas taxas estão normalizadas e… Ler mais »

FM
Visitante
FM

Paulo, consulte seu médico, não acredito que o medicamento tenha algo a ver com colesterol e triglicéride, talvez com o refluxo sim, mas deve ter uma relação maior com a sua alimentação.

Junior
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Junior

Oi Cristal… Quando decidimos parar de usar preservativo, no início minha esposa fez uso sim, mas foi mais por “encucamento” meu do que dela, hoje ela já não faz mais. Com relação a engravidar novamente por “encucamento” meu, iamos fazer lavagem de esperma, mas depois de um tempo decidimos fazer tudo de forma normal!
Com relação a infecto descordar, por incrível que pareça pode ser por ignorância mesmo, falta de conhecimento… A minha nunca discordou!
Qualquer coisa entra em contato por e-mail, a gente bate um papo!
Serumaninho81@gmail.com

Cristal
Visitante
Cristal

Obrigada, querido!
Entrarei em contato sim, e-mail anotado. 😊
Beijos… pra vc e sua esposa. Q o BB de vcs venha logo. 💋💋

pipo
Visitante
pipo

Lembrem que a patente de vários remédios vencem em 2026. Aí será mais comercial e lucrativo vender a cura do que a manutenção controlada, que poderá ser comercializada por qualquer laboratório. Isso não quer dizer que não precisa de atenção quanto as formas de contágio e demais temas relacionados.

eu
Visitante
eu

Gente, que notícia boa, isso veio confirmar o que vários casais sorodiscordantes já sabiam. Trabalho com HIV/AIDS desde 1987. Vi tanta gente morrer por esse motivo, na época nem tinha iniciado minha vida sexual ainda, fiz questão de adotar o preservativo em todas as relações sexuais, até conhecer uma pessoa (do mesmo sexo) que me entreguei completamente a ele, iniciamos com preservativo, um mês depois ele me apresentou um resultado negativo de dois meses antes, eu sabia da janela imunológica, mas achava que nunca iria acontecer comigo, quase dois meses fizemos sexo sem preservativo, eu que jamais tinha transado assim,… Ler mais »

Ana Letícia
Visitante
Ana Letícia

Que comentário interessante. Estou lendo os artigos e os depoimentos, tanto das publicações quanto dos comentários pois pretendo fazer uma pesquisa sociológica a respeito da falta de debates decorrentes do preconceito. Muito legal vocês darem seus depoimentos e gostaria de conversar mais com alguém pra ter mais informações.

Leanno
Visitante
Leanno

Gente, e as relações de pessoas soroconcordantes? Incrível como tem mais casos de sorodiscordantes.

mila
Membro
mila

Gente eu sou soropositiva menos de 1 mês. Perguntei para o meu infectologista sobre a questão do sexo oral. O meu namorado não tem o vírus, ele já está informado sobre tudo e nós cuidamos pq ainda não comecei os medicamentos.
O médico me disse que não há problema em ele fazer sexo oral em mim,mas mesmo com o médico falando, ele não faz. Tem medo e eu me sinto mal com isso.
Vocês que tem mais experiência com isso,podem me ajudar?? Não sei como tirar esse medo dele