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Está faltando antirretroviral no Brasil?

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No final do mês de junho recebi uma mensagem de uma leitora de meu blog. Por e-mail, ela contava ser soropositiva, assim como seu marido e seu filho, um menino de três anos de idade: todos com HIV. Moradora de Belo Horizonte, ela falava sobre a falta de medicamentos antirretrovirais na farmácia pública. “O governo não está mandando”, disse ela. “Às vezes, faltava o medicamento do meu menino: especificamente a Nevirapina.”

A mensagem dessa leitora não era diferente de dezenas de outras mensagens que recebi nos últimos meses, de diferentes leitores, de outras cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Todos reclamando da falta de medicamentos antirretrovirais em seus postos de saúde. É importante dizer que as reclamações desses leitores não foram verificadas. São relatos de pessoas que, sob o direito ao sigilo a respeito de sua condição sorológica para o HIV, preferem manter o anonimato e não fizeram referência à localização específica dos postos onde retiram seus medicamentos. Todavia, todas essas mensagens a respeito da falta de medicamentos vieram mais ou menos no mesmo período, nos últimos meses, seguindo o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, o início do governo de Michel Temer e o subsequente pedido de exoneração de Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

“Considerado um dos maiores especialistas do país em HIV/aids, Mesquita estava à frente do departamento há três anos. Ele diz que programas de saúde importantes, como o que garante o acesso universal aos medicamentos de aids — uma referência internacional —, estão seriamente ameaçados no ministério comandado pelo engenheiro Ricardo Barros, do PP”, resumiu a Carta Capital a respeito da entrevista com Fábio Mesquita, feita logo após a sua renúncia.

A preocupação de Fábio com o futuro do sistema público de saúde no Brasil se sustenta, entre outros pontos, no próprio programa de governo do presidente interino Michel Temer, intitulado “Uma Ponte para o Futuro”, um texto de 18 páginas onde se diz que: “Vamos precisar aprovar leis e emendas constitucionais que, preservando as conquistas autenticamente civilizatórias expressas em nossa ordem legal, aproveite os mais de 25 anos de experiência decorridos após a promulgação da Carta Magna, para corrigir suas disfuncionalidades e reordenar com mais justiça e racionalidade os termos dos conflitos distributivos arbitrados pelos processos legislativos e as ações dos governos.” Mais adiante, o mesmo texto diz que: “Para isso é necessário em primeiro lugar acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação.”

Em outras palavras, o governo interino deixa claro que tem a intenção de mudar a constituição para, assim, poder reduzir — ou, quem sabe, cortar — os gastos obrigatórios nela estabelecidos, como saúde e educação. O texto do governo interino não afirma, especificamente, que vai cortar o programa brasileiro de acesso universal aos antirretrovirais contra o HIV. Porém, diante do discurso de Fábio Mesquita e dos relatos pontuais sobre a falta de medicamentos antirretrovirais — gratuitos à população e pagos pelo governo —, é natural a preocupação daqueles que, como eu, vivem com HIV. Grupos de ativistas no Rio de Janeiro já fizeram protesto em defesa do SUS.

É importante lembrar o que acontece em situações de redução, falta de acesso ou corte aos medicamentos contra o HIV. Rússia e Venezuela são os dois exemplos mais recentes. Enquanto a Rússia tem sido acusada de atacar deliberadamente ONGs de prevenção à aids e ativistas, além de cortar o financiamento para o tratamento antirretroviral, provavelmente por motivos políticos, a Venezuela experimenta a falta de medicamentos em decorrência de sua crise financeira, e recusa ajuda humanitária internacional. “Como o sistema de saúde pública está desmoronando e o fornecimento de medicamentos foi interrompido, cerca de 4.000 pacientes com HIV que dependem desses medicamentos estão sem tratamento, de acordo com grupos de defesa locais.”

Fela Kuti no Senator Hotel, em Londres, em 11 de novembro de 1983.

Fela Kuti no Senator Hotel, em Londres, em 11 de novembro de 1983.

Outro exemplo se deu na África do Sul em 2002. Naquela altura, o então presidente Thabo Mbeki aderiu à teoria “dissidente” ou “negacionista”, a qual nega que o HIV seja o causador da aids ou até mesmo que esse vírus de fato exista. Depois de um encontro com Peter Duesberg, principal símbolo dos dissidentes, Mbeki cortou o fornecimento de antirretrovirais no país, apenas dois anos depois da morte do músico nigeriano Fela Kuti, portador do HIV e um dos negacionistas de maior liderança na África. A autópsia mostrou que Fela morreu de complicações relacionadas à aids. Estima-se que a política de Mbeki levou 300 mil sul-africanos à morte e 35 mil bebês contaminados por transmissão vertical, da mãe portadora do vírus para o bebê, além de outros milhares que foram contaminados pelo HIV naquele país.

O aumento das transmissões se deu porque quem é diagnosticado com HIV e começa o tratamento antirretroviral logo atinge a carga viral indetectável, o que quer dizer que a quantidade de vírus no sangue é tão baixa que não pode mais sequer ser detectada nos exames mais precisos de laboratório. A quantidade de vírus em outros fluídos corporais, como sêmen e líquido pré-ejaculatório, também cai, muitas vezes também até níveis indetectáveis.

Em extensos estudos, como o HPTN 052 e Partner, ou mesmo outros estudos similares, onde, até agora, já foram acompanhados mais de 9 mil casais sorodiscordantes (quando só um dos parceiros é positivo para o HIV), a amostragem de transmissão a partir dos parceiros em tratamento antirretroviral e indetectáveis foi, literalmente, zero. De fato, desde o começo da epidemia de HIV/aids, nos anos 80, nunca foi documentado um único caso sequer de transmissão do HIV a partir de quem faz tratamento antirretroviral e tem carga viral indetectável. Por isso, desde 2008 as autoridades médicas suíças afirmam que soropositivos nessas condições apresentam “risco negligenciável de transmissão”, enquanto consensos médicos americano, britânico, canadensesueco, entre outros, reconhecem os efeitos do tratamento antirretroviral na redução do risco de transmissão do HIV. Para melhorar, o tratamento antirretroviral já recebeu até uma “bênção” do Vaticano, que quer oferecê-lo em seus orfanatos e hospitais em todo o mundo. Em níveis populacionais, os antirretrovirais já mostraram benefícios no controle da epidemia na África do Sul e na Dinamarca. Em outras palavras: além de salvar a vida de quem tem HIV, os antirretrovirais evitam que quem não tem o vírus venha a contraí-lo. Por isso, ganhou o nome de “tratamento como prevenção” — ou TasP, do inglês treatment as prevention.

“Foi uma das maiores descobertas da ciência, quando a gente viu que, se a gente conseguisse derrubar a carga de vírus que tem na pessoa, com o medicamento, essa pessoa teria menos vírus circulante — e, portanto, o vírus no sangue, o vírus no sêmen, o vírus na secreção vaginal ou o vírus no leite materno chegaria com mais dificuldade. Portanto, essa pessoa não poderia transmitir o HIV.” Essa foi a fala de Fábio Mesquita, quando ainda diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, durante o X Curso Avançado de Patogênse do HIV, em 2015, que aconteceu na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Fabio Mesquita

Fabio Mesquita

“Nós descobrimos isso em 1996: chegamos à conclusão que, se a gente desse um medicamento para um ser, a gente protegia outro ser. Só que, naquela época, a gente achava que isso só acontecia dentro do próprio corpo. Então, a gente dava o medicamento para a mãe, para proteger o bebê. Impedir a transmissão vertical”, explicou Fábio. A transmissão vertical é o nome que se dá à transmissão do HIV da mãe para o feto. Desde que surgiu o tratamento antirretroviral, em 1996, a transmissão vertical pode ser impedida graças aos medicamentos, sempre que a mãe portadora do vírus segue o tratamento durante a gravidez. “A lógica era exatamente esta: a gente derrubava a carga viral da mãe e o bebê não nascia contaminado. A gente nunca pensou que, se esse ser estivesse do lado de fora do corpo, a gente também estaria protegendo este outro ser. Anos depois — entre 1996 e 2011 — a ciência concluiu que, se esse ser estiver do lado de fora do corpo, é exatamente a mesma coisa: derrubou a carga viral, não tem como transmitir o HIV. Esse hoje é o mecanismo mais poderoso de prevenção que existe.” E conclui: “é mais poderoso que a camisinha.”

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Dr. Drauzio Varella

O Dr. Drauzio Varella, que subiu ao palco logo depois de Fábio, concordou com a eficácia comprovada do tratamento como prevenção: “Nós tínhamos essa sensação exata, que foi demonstrada muito mais tarde e que todos que trabalhavam na área sabiam: se a gente zerasse a carga viral, a chance de transmissão era muito menor. Isso já havia sido demonstrado nas mulheres grávidas. E, se valia para a transmissão materno fetal, que é dentro de um corpo só, imagina a chance de funcionar para o outro? É muito maior!”

No Brasil, de acordo com o último Boletim Epidemiológico, aproximadamente 88% das pessoas que vivem com HIV e que fazem tratamento antirretroviral no Brasil têm carga viral indetectável. Contudo, somente 52% infectados no Brasil fazem tratamento antirretroviral — um número muito baixo, levando em conta a expectativa do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, o Unaids, que estabeleceu a meta 90-90-90, onde “90% de todas as pessoas vivendo com HIV conheçam seu status, 90% das pessoas diagnosticadas recebam terapia antirretroviral e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral suprimida e não mais possam transmitir o vírus.”

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Para que o tratamento funcione para quem tem HIV e também para prevenir a epidemia de continuar a crescer, é preciso que a oferta a seu acesso a seja contínua e que aqueles que dependem destes remédios mantenham a adesão — o que hoje não é tão difícil, uma vez que basta um comprimido por dia.

Com a falta de acesso ao tratamento, o jornal Moscow Times alerta que “a taxa de infecção pelo HIV vai continuar a crescer em toda a Rússia, uma vez que até mesmo interrupções curtas no tratamento podem provocar a mutação do vírus, que se adapta rapidamente às medicações e se desenvolve mais rápido.” Na Venezuela, estima-se que pelos menos mil pessoas com HIV já morreram em decorrência da falta de antirretrovirais, enquanto a inflação naquele país chegou a fazer um pacote de camisinhas custar mais de 2 mil reais, segundo O Globo.

Mas e o Brasil? É estranho que as reclamações a respeito da falta de medicamentos tenham aumentado logo depois do afastamento de Dilma Rousseff, uma vez que o governo interino de Michel Temer ainda não tomou qualquer medida efetiva contra a determinação constitucional de acesso à saúde, tampouco sobre a Lei 9.313, de 13 de novembro de 1996, que rege a distribuição de antirretrovirais em todo o País. Nessas condições, responsabilizar o governo federal também é entranho, ainda mais quando aprendemos sobre o funcionamento da distribuição de medicamentos no País:

Como disse Grabriel Estrëla, aqui no Brasil não está faltando medicamento antirretroviral. Ainda bem! Isso quer dizer que nossos líderes, afastados e interinos, devem estar cientes da importância da manutenção do programa brasileiro de resposta à epidemia de HIV/aids. Acabar com o acesso universal aos antirretrovirais seria um golpe contra a saúde brasileira e, também, contra o controle da epidemia no mundo. Essa consciência deve se estender do governo federal aos estados e municípios, bem como à cada unidade dispensadora de medicamentos. Por isso, se faltar antirretroviral na sua farmácia, reclame e proteste. É seu direito!

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85 comentários

  1. Gil diz

    Aqui em João Pessoa, no Recife-PE, assim como em Natal-RN e Campina Grande-PB, e cidades menores da Paraíba, sei de fonte segura que não está faltando medicação.
    Em SC também não está faltando.
    E no início do mês, foi a primeira vez que me ofereceram levar a medicação para 2 meses.
    Faltou aqui por uns 10 dias, no final de 2015, outubro e atrasou em novembro uma semana.

    • Erick Allan Bounean diz

      Aqui no interior de Minas a chegada dos medicamentos esta atrasando frequentemente.

  2. Paraibanopositivo diz

    Hoje com a foto do príncipe Harry fazendo o teste de HIV o facebook ficou tomado por várias paginas compartilhando essa notícia, e, junto, dezenas de comentários de diferentes partes do Brasil dizendo que o governo federal suspendeu a distribuiçao de antiretrovirais para indetectaveis, com varios perfis comentando a mesma coisa principalmente no estado da Paraíba. Não sei onde está a verdade. Espero que seja só leigos falando sobre o que não sabem como há mtos no facebook. Espero de verdade que seja só boatos

    • Gil diz

      Eu não teria porque mentir, peguei a informação do CTA Clementino e de um amigo que trabalha na Secretaria de Saúde da PB, ele mesmo é positivo.

  3. Gil diz

    Ah, pessoal, isso pode servir para mais gente: eu fui hoje retirar meu FGTS (fundo de garantia), pois a lei permite quem tem o vírus HIV, mesmo indetectável, retirar.
    Fora que a moça do balcão não queria aceitar só o número do CID da doença, queria o nome no atestado médico (liberou depois de pedir para ela ligar para a chefe e ler a Lei que dispensa o nome da doença se tem CID), FOI TUDO TRANQUILO E RECEBO SEMANA QUE VEM, dinheiro que aplicarei num sonho de ter um lote e mais tarde, construir a minha casa.
    Precisa de diagnóstico com CID e data, ir no cartório reconhecer firma do médico, levar documentos pessoais e todas as carteiras de trabalho, se tiverem mais de uma.
    Recebe tudo, desde o primeiro emprego, se quiser, em 5 dias úteis, na conta da caixa ou em espécie.

    • Chamber diz

      Cara isso de sacar o fgts pode afetar empréstimos em bancos ??ou prejudicar quem tem financiamento estundantil como o fies???

      • Gil diz

        Não creio que afete, porque você não consigna o seu fgts no empréstimo. Esta semana liberar esta possibilidade. Quanto a fies, não entendo tanto disso pra dizer, mas pelo que sei, não…

    • FG-PR diz

      Gil saquei início do ano é apenas levei o atestado, não foi necessário reconhecer firma ou algo do tipo, inclusive colocaram para todo mês o valor depositado pela empresa que trabalho seja transferido automaticamente para a poupança.

      Um dica para quem for sacar é que procure um gerente e não os caixas normais, são pessoas mais instruídas e não vai ficar questionando.

      • Gil diz

        Eu lembrei que vc postou que foi bem tranquilo. Pensei nos depósitos mensais transferidos, também. Mas a atendente burrinha e grosseira que peguei se superou.
        Vou fazer assim como disseste, ir no gerente.

    • Tom diz

      Pasmen. Perguntei pro meu infecto sobre ele fazer uma declaração pra sacar o FGTS. Ele disse que não sabia como fazer, pra eu checar na CEF, pois haveria um formulário do Banco a ser retirado e preenchido. Médico particular, que não atende pelo meu plano de saúde.

      • Gil diz

        Leia no site da caixa. Pelo sim, pelo não, pegue a assinatura do médico com firma reconhecida

    • Rafa diz

      Também saquei somente com o atestado e documentos pessoais, nada de reconhecer firma… Foi super tranquilo…

    • Vale a pena dizer que só retirem esse R$ em extrema necessidade ou para investimento viável como compra de imóvel pois o FGTS rende mais do que a poupança.

      • Luiz Carlos diz

        FGTS rende mais que a poupança? Em que mundo amigo? FGTS rende 3% a.a. + TR, enquanto a poupança rende um pouco mais de 6% a.a. + TR.

        Todos que puderem sacar o FGTS, como economista, sugiram que o façam regularmente, e procurem investimentos desbancarizados como Títulos Públicos, LCIs de bancos pequenos, etc.

  4. Juka diz

    Impressão minha ou uma postagem foi extirpada? Já seria efeito do afavirenz???

  5. Rodrigo diz

    Essa questão de liberação de 2 meses consecutivos de medicamento que o Gabriel informa no vídeo está sendo implantada? Isso não acontece na farmacia onde retiro o remédio. Eles liberam para 1 mês somente.

    • Maxwell diz

      Na farmácia que pego aqui no meu estado eles só liberam também para um mês somente. Hoje, por acaso, peguei minha medicação e questionei sobre isso e ela disse que o pedido de compra que a secretaria faz pra eles é pra entrega de um mês aos pacientes já cadastrados na farmácia e uma reserva para novos pacientes que possam aparecer ou uma situação em que o portador tenha que viajar e que deve vim com a passagem comprada e solicitação dessa dispensa pelo médico.

    • vivendopositivo diz

      Eu recebo sempre pra 3 meses. 1 consulta foi pra 1 mês, segunda pra 2 meses, e a partir daí sempre 3 meses. (diagnostico jan/15)

    • Pequena + diz

      Boa noite 😉

      Aqui no Paraná recebo apenas remédio para um mês.
      Só recebi para dois meses no final do ano passado devido as festas de fim de ano.
      Mas nunca chegou a faltar e nem cheguei a ouvir comentários sobre isso no CTA que frequento 🙂
      Um forte abraço Pequena + ❤

    • Thiago diz

      Aqui em SC, você recebe para 2 meses a partir do momento que fica indetectável..
      Enquanto nao estiver, é para 1 mês

  6. ger+ diz

    Aqui em santa catarina esta normal mesmo e estao dando medicaçao para 2meses….tudo sobre controle…

  7. Ricardo diz

    Peguei a medicação ontem em BH,graças a Deus, tudo normal……CV indetectável.

  8. Grão da Noite diz

    Na farmácia onde pego meu 3 em 1 eles só têm fornecido para 1 mês. Só forneceram para 2 meses 01 única vez (no 2º mês). Nos últimos meses do ano passado fui pegar a nova caixa quando estavam faltando apenas 02 ou 03 comprimidos. Mas, agora em 2016, quando estão faltando 10 eu já vou pegar, que é pra, se disserem que não tem, eu ter tempo de fazer alguma coisa, ainda que pra isso eu precise me expor (ir ao Ministério Público da União, ao Ministério Público Estadual e também aos jornais). Onde meu namorado pega os remédios dele eles fornecem pra 2 meses (Hospital Walter Cantídio: Bairro Rodolfo Teófilo). Onde um amigo meu pega os dele também (Hospital São José: Bairro Amadeu Furtado, mas alguns dizem que ali é Parquelândia). Mas onde eu pego os meus (Hospital Nossa Senhora da Conceição: Conjunto Ceará) não tem havido fornecimento antecipado, a não ser para pessoas que moram no interior, por causa da maior dificuldade de deslocamento. Eu comecei a pegar meus comprimidos lá no Nossa Senhora da Conceição por sugestão do meu infectologista, Érico Barbosa, que atende em consultório particular e também nos Hospitais São José e Nossa Senhora da Conceição, lá onde fica o SAE (Serviço de Assistência Especializada) que me atende. Ele me disse que lá seria mais fácil pegar lá, por ele trabalhar lá e todo mundo conhecê-lo. Achei uma boa ideia porque fica mais longe da minha casa do que o São José e o Walter Cantídio (quando comecei a TARV me pareceu uma boa ideia, pois seria mais difícil encontrar alguma pessoa conhecida longe de onde moro; no começo do tratamento, se eu encontrasse alguém conhecido lá no SAE eu não saberia onde botar a cara. Hoje em dia eu só ficaria um pouco nervoso. Espero chegar ao estágio em que pelo menos acredite que não vou sentir nada). Meu médico tinha razão. Lá no Nossa Senhora da Conceição é muito tranquilo. Na maioria das vezes eu demoro no máximo uns 5 minutos pra pegar a medicação e ir embora. Já aconteceu de demorar um pouco mais mas não muito mais. Já onde meu namorado pega, e onde meu amigo pega o dele, demora mais, a não ser quando já está perto da farmácia fechar, quando costuma ter menos gente. Eu tenho ido pegar os meus entre 13 e 14h. Não sei se o pouco movimento se deve ao horário ou se é sempre assim lá no Nossa Senhora da Conceição. Mencionei todos esses nomes pois podem ser úteis pra quem mora em Fortaleza. Dr. Érico Barbosa é um bom médico. E sempre me tratou muito bem e nunca me repreendeu nem de leve por eu ter me infectado.

  9. FG-PR diz

    Esse mês também peguei para 60 dias, mas isso depende do estoque, tem meses que vou pegar e tem uma cartaz avisando para não dispensar algumas combinações por 60 dias.
    Acho que essa conversa de corte de medicamentos é sensacionalismo barato.

    • Maxwell diz

      FG-PR eu tenho uma leve tendência para os princípios políticos da esquerda MAS nesse caso tenho que concordar contigo: sensacionalismo barato essa conversa. Chego a pensar que é notícia plantada da esquerda política pra queimar o filme do Temer.

  10. Henrique diz

    Eu gostaria que esses remédios fossem disponibilizados nas redes particulares para quem quisesse comprar, e quem nao quisesse que pegaria na rede pública. Ficamos nessa agonia com medo de um dia o medicamento faltar. Acaba que ficamos refens do governo, e tudo isso por causa de corrupção. Espero que um dia esse país mude e a cura chegue para nos livrarmos dessa agonia.

    • Henrique, como vai?

      Já pensei nisso também, e seria muito bom pela privacidade e também ajudar a aliviar o sistema ppúblico de saúde. Mas as dois problemas significativos surgiriam: exploração pelas redes de farmácias privadas e também uma síndrome de “quer melhor, trabalhe e compre”.

      O governo centralizando a compra tem enorme poder de barganha. O 3×1 poderia ser vendido por dezenas de vezes mais caro do que é.

      Pelo sim ou pelo não fico contente que ainda tenhamos disponível a medicação. Que Deus nos ajude.

      Abraços.

  11. Maxwell diz

    O meu receio não é nem de faltar a medicação é mais o governo querer meio que forçar a grande maioria das pessoas a mudarem seus esquemas de medicação para o mais em conta para eles, sem se preocupar com nossa saúde. Eu, desde o começo da minha descoberta, tomo o ritonavir, atazanavir e tenofovir + lamivudina e lá se vão mais de 2 anos e me sinto adaptado e não tenho o menor interesse em ir pro 3×1 já que sei que ele afeta o sistema nervoso e pra mim não é recomendável.
    E qto a pegar medicação mês a mês, façam como eu: sempre ia pegar faltando 2 a 3 dias pra acabar os 30 dias e com o tempo já tenho 1 frasco e meio de reserva aqui em casa para uma eventualidades dessa de faltar algum dia por aqui.

    • FG-PR diz

      Maxwell também tomo essa combinação e concordo contigo, não trocaria essa combinação pelo 3×1 por nada. Vivo como se nada tivesse acontecido e isso é o que importa.
      Quanto a distribuição na rede privada eu também gostaria que tivesse essa opção, ficaria mais tranquilo.

      • Indi diz

        Tomo o 3×1 e também vivo como se nada tivesse acontecido… Aliás nunca tive nenhum efeito colateral, além do mais sou indetectável …

    • Juka diz

      Já eu sempre no 3×1 e nunca tive um efeito colateral.so troco se for provado q existe outros melhores…nada mais confortável q só um comprimido….eu usava 11 comprimidos para malhar.depois do diagnóstico deixei esses suplementos e vivo só com o 3×1.ou seja qdo eu era negativo tomava 11 hj tomo 1…olhe como ficou mais prático..rsrs

      • Zimba diz

        Concordo Juka,
        Tb faço uso do 3X1, e acho ele bom! Apesar de eliminar o sono já presente na hora!
        Fora isso, jamais trocaria por combinações de mais comprimidos por dias.
        Ufa!

        • Juka diz

          Eu não tenho problema em dormir, pelo contrário.sempre fui dorminhoco.rs

          • RecentWave diz

            Oh inveja boa. Este 3×1 acaba com meu sono. Me dá sonhos loucos as vezes e o pior, me sinto ligadão muitas vezes. Sem contar que fico com umas sensações neurológicas estranhas, sei lá, uma coisa no olho, não sei explicar. As vezes fico com vontade de mudar o esquema, mas morro de medo.

    • Sebastian diz

      Maxwell e FG-PR, os comentários de vocês me tranquilizaram. Tomo o 3×1 desde janeiro de 2015, assim que meu primeiro exame de CD4 e CV chegou pós-diagnóstico. Ontem troquei a medicação para a combinação ritonavir, atazanavir e tenofovir + lamivudina depois de um teste de genotipagem e entendimento da minha médica de que minha resposta ao 3×1 está lenta e piorando. Fiquei muito preocupado com essa troca devido aos possíveis efeitos renais e icterícia (com amarelamento dos olhos). Como 28 anos, me preocupo com o efeito a longo prazo do efeito sobre os rins. Por outro lado, o possível amarelamento dos olhos pode parecer bobagem, mas conviver com pessoas notando, perguntando e eu mentindo seria bem desgastante emocionalmente. Voc~es tiveram algum desses efeitos colaterais?

      • Maxwell diz

        Eu tive no começo mas que foi resolvido logo com a ingestão diária de uns 3 litros acima de água por dia. A água faz diluir mais o remédio em nosso organismo o que faz com que a bilirrubina se dissipe mais rápido.
        Faça isso, ingira bastante líquido ao dia que lhe ajudará.

      • FG-PR diz

        Também só tive ectiricia no começo, tomando bastante água ninguém nem percebe. Quanto aos danos nos rins se for acontecer com você também aconteceria com o 3X1, já que é o Tenofovir que pode causar isso é no 3X1 também tem Tenofovir. Fica tranquilo essa combinação é super de boa, é pra mim não diferença nenhuma tomar um comprimido que tem três componentes ou tomar 3 comprimidos, boto os 3 na boca e mando pra dentro, o que me importa é o efeito colateral a longo prazo e não a quantidade de comprimidos.

  12. Soulpositiva diz

    Nossa, lendo isso voltou a minha revolta com a repórter que interrompeu o médico que falava na prevenção através do tratamento para dizer que “a melhor forma de prevenção continua sendo o preservativo”.
    Não sei que tanto estigma e preconceito fazem essa gente desapegar do que a ciência diz para se agarrar com unhas e dentes aos anos 80. Medo, talvez?
    Enfim, sobre o corte da medicação: juridicamente eu considero extremamente inviável. Além da legislação específica, afrontaria a Constituição Federal em tantos artigos (art. 5o, III – dignidade da pessoa humana, art. 5o, XXXVI – direito adquirido, art. 196 – direito à saúde, etc) que no dia seguinte o STF iria conceder uma liminar para barrar a vigência da lei através da ação de inconstitucionalidade que certamente seria ajuizada no mesmo dia do cancelamento da lei que inseriu a distribuição gratuita em nosso ordenamento. Fora as milhares de ações individuais que entupiriam o Judiciário e certamente seriam julgadas favoráveis.
    Sim, lei. Para revogar uma lei, de acordo com a separação de poderes, é preciso que a revogação passe pelo crivo do Legislativo e seja aprovada outra lei. O Executivo (inclusive o presidente interino) não tem poder para fazer isso sem a anuência do Congresso. E convenhamos, seria uma medida de uma impopularidade insana.
    Acredito que falte remédio em alguns lugares, há notícias a respeito em todos os governos desde a vigência da lei 9.313, mas em nosso país apostaria mais em uma falta de organização e logística que em uma política governamental.

  13. MARCOS VINICIUS BENTO DA ROSA diz

    Bueno. Entendo o direito ao anonimato das pessoas. Mas sinceramente, em dois meses – e sem.a revogação de qualquer lei – me parece impossível que se dificulte o acesso aos antireteovirais. O que é evidente é que é feita muita política em cima de conquistas que não são de Dilna, Temer ou FHC: são da sociedade.
    O acesso aos antireteovirais são uma conquista da população. Fora que para o próprio governo, é muito mais “barato” do que bancar internações referentes a doenças oportunistas decorrentes do HIV. É matemática. São números. Simples assim.
    O verdadeiro problema é a péssima gestão que se tem hoje no SUS. Essa sim pode dificultar o acesso aos antireteovirais. Sabemos que infelizmente por vezes o serviço público acaba em meio a sua burocracia atrapalhando o andamento de alguns serviços.
    Acho que tudo deve ser bem investigado. Quem está tendo dificuldades de acesso aos medicamentos deve buscar seus direitos.
    Aqui no Rio Grande do Sul, a distribuição de remédios vai muito bem obrigado. Graças a deus.
    No mais, estamos de olho hehehe!

  14. Worried diz

    Galera, acabei de receber os resultados do exame que eu fiz na semana passada. Carga viral indetectável, CD8 1526 (um pouco alto) e CD4 765.
    Até aí acho que nada muito preocupante. Porém meus níveis de TGP e TGO estão elevados para 128 e 91 respectivamente. Sei que isso é relacionado ao fígado mas não sei se é algo a ser preocupante. Tomo o 3×1 há 1 ano, não abuso de bebidas alcoólicas (somente aos finais de semana é muito pouco) e não faço uso de outro tipo de medicação. O que vocês acham? Como é o nível desses elementos de vocês?

    • Pedro Dias diz

      Worried,

      Tb tive essas altereçoes relacionados ao fígado, cv ind, cd4 690… Fiquei super preocupado tb. Terei consulta semana que vem para tirar essas dúvidas.

    • Worried, no começo de tratamento é comum subir. Poucos meses depois costuma volta ao normal. Você está nos primeiros meses em TARV?

  15. Danilo diz

    Alguem pode me incluir nesses grupos do kik messenger, orionbh meu nick

  16. Moreno RO diz

    No Tocantins recebemos medicamento para três meses. E nunca faltou medicação. Mas essa possibilidade da falta me preocupa muito.

  17. Sebastian diz

    Em Poro Alegre, no início de junho, o local onde retiro medicamento TARV estava com atraso no recebimento e por isso distribuindo apenas 15 comprimidos, pedindo que o paciente retornasse para retirar os outros 15 em duas semanas. Atualmente a distribuição dos TARVs parece estar normalizada. Ano passado o genérico do Bactrin (antibiótico “preventivo”) ficou em falta por uns três ou quatro meses e o Dapsona (substituto do Bactrin) também. Infelizmente foi muito difícil encontrar esses antibióticos no mercado. Pelo que soube o Dapsona é importado apenas pelo SUS e para comprar só mandando manipular (mas nem toda farmácia de manipulação tem). Já o Bactrin não sei porque foi tão difícil encontrar nas farmácias. Me ocorreu que seja receitado quase que exclusivamente para soropositivos e por isso pouco procurado para compra (já que o SUS fornece).

    Enfim, mesmo estando normalizada a distribuição do TARV por aqui, acho muito preocupante e irresponsável por parte do Governo Federal/SUS essas faltas e atrasos. Considerando os horários restritos com que funcionam as farmácias de distribuição e locais de atendimento do SUS (das 7h30 as 17h), exigir duas idas no mês para pegar remédio é um inconveniente. Como manter sigilo sobre o diagnóstico tendo que pedir dispensa do trabalho para consulta médica com tanta frequência? Ninguém pede dispensa para ir a farmácia! Particularmente nos meses de abril, maio e junho precisei ir ao local onde sou atendido várias vezes, pois fiz também exame de genotipagem e consultas “extras” por estar respondendo muito lentamente ao tratamento. Justamente nesse período precisei ir lá duas vezes no mês para pegar o mesmo remédio. Gosto muito do atendimento que recebo, mas infelizmente estou percebendo que quem não responde muito positivamente ao tratamento precisa fazer malabarismo nos horários para conseguir conciliar com o trabalho. Sou super comprometido com o medicamento e com razoável flexibilidade de horários e me sinto prejudicado. Me pergunto o quanto essas situação não aumentam a falta de adesão de quem não consegue ser liberado do trabalho ou é faz tratamento em uma cidade diferente da que reside? Imagina ter que sair da cidade duas vezes no mês para apenas pegar o remédio?

    • Maxwell diz

      Sebastian vc sabe que pode deixar o nome de duas ou três pessoas que podem pegar a medicação por vc na farmácia?

      • Juka diz

        Eu pago um enfermeiro para pegar para mim.nao piso meus pés na farmácia. Tbem não faço exames nem consultas pelo sus…tudo em nome do sigilo.

  18. Sebastian diz

    Sei sim, Maxwell. Como moro sozinho e apenas meu namorado sabe do diagnóstico, não aproveito muito essa possibilidade. Além disso, meu namorado não mora em Porto Alegre e vem para cá apenas nos finais de semana…

    Obrigado pelas dicas (essa e sobre a ingestão de água)

  19. sampapoa diz

    gente, isso ao menos parece JOGO POLÍTICO MUITO BAIXO!!!! alguns partidos pra se manterem no poder são capazes de tudo. simples assim.

      • Looker diz

        é verdade!! vamos deixar o PT continuar ! eles passaram tão pouco tempo no governo, não foi!!??? Eles são os únicos que não gostam do poder, gentche; eles querem ficar lá apenas para impedir que os malvadões assumam!! Todos caem diante do poder,todos, todos, todos, menos o PT e o petista!!!, esses paladinos da justiça universal, e salvadores da danação planetária!! São seres iluminados, como podem querer tirá-los????

        JS, tu parece mesmo, no final, ser só mais um desses Retardados Mentais, cicerones de políticos totalitários !!!!!

        • Looker,
          Se houve alguma influência político-partidária na eventual falta de medicamentos antirretrovirais no Brasil, a qual ficou notória depois que Temer assumiu, certamente essa influência seria exercida pela atual oposição, o que inclui principalmente o PT. Certo? Então, quando eu disse acima que “Pensei nisso também…!”, quis dizer que cogitei a possibilidade do PT fazer esse jogo sujo pelo poder, pelo qual vejo a grande maioria dos políticos de todos os partidos também ceder. Enfim, faltou atenção na sua leitura: pois eu não defendi o PT, eu disse bem o oposto.

  20. Boa Tarde queridos combatentes!!

    Acho que já postei essa informação aqui, mas não me custa nada repetir.
    Os antirretrovirais são dispensados, no mínimo, uma vez a cada 20 DIAS. Assim sendo, cada paciente pode e deve fazer DUAS RETIRADAS a cada 40 DIAS. Assim, no prazo de 60 DIAS, cada usuário terá um frasco sobrando e garantirá a continuidade do tratamento, caso haja alguma eventualidade, como por exemplo, ATRASO na distribuição dos remédios pelo Ministério da Saúde. Outra informação importante: cada paciente indetectável pode solicitar do seu infectologista, no máximo, TRÊS receitas por consulta e de preferência SEM DATA. Dessa forma, ao fim de cada semestre, antes da consulta de rotina, o paciente terá uma receita extra para garantir a retirada do medicamento, mesmo que surjam imprevistos como: férias, greves ou problemas de saúde/pessoais do profissional que lhe atende.
    Saúde a todos!!!

  21. ROCK HUDSON diz

    Eu gostaria de saber por que os soropositivos têm tantos direitos e outros portadores de doenças graves não tem nada.

  22. Sebastian diz

    Rock Hudson, portadores de outras doenças possuem diversos direitos e benefícios, muitas vezes não destinados aos soropositivos. Um exemplo é a compra de veículo com isenção (pelo que sei integral) do IPI. Uma amiga da minha família, muito próxima, teve câncer de mama, enfrentou a doença e está curada faz muitos anos. Depois de curada ela solicitou a isenção de IPI para a compra com de um caro de alto padrão com cambio automático, pois o uso do cambio manual poderia ser prejudicial devido ao local do seu câncer e obteve esse direito. Pelo que sei, portadores de certas doenças cardíacas também tem direito a esse benefício (não destinado aos soropositivos), assim como ao resgate ao FGTS. Outro benefício são os benefícios que estão sendo ofertados ás famílias com nascidos com microcefalia, como a inclusão no Programa Minha Casa Minha Vida sem necessidade de passar pelo sorteio.

    Na minha opinião, os benefícios aos soropositivos são poucos. Quanto mais reflito sobre o assunto, mais avalio que a sociedade e os governos em geral foram co-responsáveis pela proliferação da doença, uma vez que qualquer assunto relacionado com sexo e sexualidade é tratado com cautela (para dizer o mínimo) devido ao conservadorismo da nossa sociedade machista, patriarcal e preconceituosa. Novamente sito o exemplo do Zika vírus e as ações que foram tomadas desde o ano passado. Por mais que tenham surgido críticas de falta ou demora na ação do governo brasileiro, não se compara com negação com que o “câncer gay” foi tratado no início da epidemia pelo governo dos EUA. Considerando a possibilidade exponencial de transmissão, cada dia sem ação no início dos anos 80 pode ter possibilitados (mesmo que indiretamente) quantos contaminados?

  23. SoroRj diz

    Estou em estado de pânico. Desclbrir recentemente que sou soro positivo e nem comecei a fazer meu tratamento ainda. Ando tendo febre e estou muito resfriado. Fiz os exames VC e CD4 essa quinta. Estou muito abalado e com medo. Não sei oque fazer… será que o governo vai tirar o meu direito de viver? Eu preciso de tratamento e não tenho muita informação da minha medica. Realmente não sei oque fazer pra me ajudar e não me expôs.

    • Positividade de luz diz

      Primeiramente tenha calma SoroRj,sei que não é fácil essa descoberta,já está indo para cerca de 1 ano que me descobri soropositivo,achei que era meu fim,mas graças a Deus,estou aqui firme e forte e INDETECTÁVEL ,qnt a febre mal estar,vc pode tomar medicamentos normais para febre,gripes,etc,
      E assim que começar o tratamento com os antirretrovirais,siga certinho que td ficará bem amado!!!!
      Paz e bem querido,e saibas que não estás sozinho nessa batalha chamada NOVA VIDA!!!

    • SoroRj, no começotemos muito medo. Conforme o tempo passa vamos aprendendo a lidar, criamos amizades aqui e as vezes até pessoalmente. O peso da notícia vai se acomodando dentro de nós.

      Leia o blog todo, veja os comentários, irá notar que as pessoas superam o medo e passam a viver bem.

      Abraços.

    • Se quiser conversar passa e-mail para alanmac@oi.com.br. Fui diagnosticado a uns 2 meses e comecei o tratamento a uns 20 dias e graças a ajuda de muitos eu conheci mais sobre o assunto e me tranquilizei.

  24. Chloe Price diz

    Pessoal, alguém aqui já viveu fora do Brasil ? Eu morei na Austrália e Nova Zelândia por alguns anos, e recebi medicamentos do Brasil pela DHL. E como eles não pedem exame de sangue, na consulta não me declarei como +. E bom não tive nenhum problema, porque eu mandava os medicamentos para um consultório genérico lá que assinava os papéis dizendo que eu podia receber os medicamentos e depois vinha para casa pela DHL.

    Estou querendo me mudar para o Canadá por mais de 6 meses e desejo trabalhar e estudar lá por um tempo(pelo menos 2 anos), e vi algumas notícias contraditórias em relação a estadia lá.

    1 – Ó Exame de sangue é obrigatório para HIV, isso é fato e de acordo com seu exame o médico irá julgar cada caso pelo resultado. Se for um cara atualizado, e com devido material do Infectologista isso criará provas de que você está bem, ou assim espero.
    2 – E receber medicamentos lá ? Em tese, lá é possível comprar medicamentos com receita, mas e receber do Brasil ?
    3 – Eu vi um caso de 2015, que a pessoa postou aqui, de um cara que iria fazer doutorado lá e foi recusado o visto e mesmo com todas as evidências de que ele viveria bem lá(financeiro, saúde e até judicial).

    Alguém vive ou conhece alguém que mora lá ?

    Eu planejo ir no início de 2016.

    • Hj diz

      Cara, como eh tratamento na australia? Vc pegava os remedios do brasil? O tratamento na australia eh muito caro? Como funciona? Eh vdd para o visto permanente eles fazem exame d hiv? Abs

  25. Positividade de luz diz

    Ah detalhe,tmb não me exponho e somente um amigo sabe de minha sorologia,pois o ANONIMATO é um direito nosso,fique em paz com relação a isso tmb,ok?

  26. M_mro diz

    Boa noite pessoal,
    Descobri agora dia 09/07 que sou soropositivo.. Pela conversa com minha médica estava no período de infecção aguda, ou seja, fui infectado a pouco tempo… Apesar de estar conseguindo manter a calma e já ter iniciado os remédios essa quinta 14/07 eu tenho me sentindo meio sozinho e solitário já que resolvi não contar pra absolutamente ninguém… De toda forma queria agradecer a todos que postaram suas histórias e experiências aqui, isso me ajudou bastante a ver que existe uma vida depois do hiv e que as coisas estão evoluindo e tenho fé que logo teremos uma cura.. No mais se existir algum grupo no kik (meu kik >>m_mro) que vcs se comunicam e puderem me colocar ficarei feliz em poder conversar sobre isso com alguém, já que até agora a única pessoa que sabe é minha infecto =/.. Abraços a todos

  27. Léo diz

    Acompanho o blog há tempos e achei a postagem um pouco quanto tendenciosa, ficou claro através do vídeo e das postagens nos comentários que esse boato é falso.

    Espalhar noticias falsas para gerar pânico em nome de denegrir o governo interino – o que ficou claro – não deveria ter lugar em um site que até o momento demonstrou seriedade.

    Atitudes assim nada agregam à sociedade, com todo respeito, essa matéria pegou mal.

    Abs!

  28. Edu diz

    Eu conversei com a farmacêutica da unidade onde pego meus remédios em SP e ela explicou-me duas coisas: muitos CTAs e SAEs não se organizam corretamente contando com prováveis atrasos na entrega em virtude do deslocamento, esticaram, etc. Pelo que ela explicou-me, o estoque desses dos anti-retrovirais não pode ser muito maior do que realmente seja necessário, a margem de segurança é pequena, pois segundo ela o preço desses remédios é alto e o objetivo é não haver desperdícios, considerando que nem todo mundo usa a mesma medicação, o 3×1 que é mais fácil de organizar. Questões de organização logística. Existe a necessidade de uma organização decente para controlar os estoques nas farmácias e muitos postos de cidades do interior acabam se prejudicando por isso (é raro ouvir reclamações sobre falta ou atraso em postos de capitais e grandes cidades, já repararam?). A segunda razão, segundo ela, é que em 2015 houve um aumento significativo na quantidade de pacientes soropositivos atendidos. As farmácia levam tempo para demonstrar, através dos cadastros de novos pacientes, a necessidade do aumento do recebimento de medicamentos, o ministério da saúde tem que comprar mais e esse efeito cascata acaba demorando pra se estabilizar e algumas farmácias que forneciam remédios para 60 ou 90 dias, acabaram por regular apenas para 30 dias para não faltar pra todo mundo.
    Esta semana volto lá para pegar, espero continuar a pegar para 90 dias como venho fazendo ha quase um ano. Aviso vocês sobre a situação do meu SAE aqui em SP/SP.

  29. Paulo Roberto diz

    Onde eu faço o tratamento, em uma cidade das Minas Gerais, faltou uma única vez, no final de 2009 – eu não fazia tratamento ainda.
    Soube que, no final de 2009, faltou no Brasil inteiro, tendo até um grupo que foi protestar em Brasília (li pelos jornais).
    Eu peguei meus medicamentos na sexta-feira, tudo tranquilo.
    Por via das dúvidas, sempre pego com uma semana de antecedência, pois agindo assim, tenho sempre um pequeno estoque.
    Estou numa correria danada estes últimos tempos, com um parente que se encontra doente, e quase não tenho tempo para acessar o blogue.
    De qualquer forma, fica a dica: peguem com um pouco de antecedência, para fazer um estoque. Nunca é demais prevenir.

  30. Pedro Henrique diz

    Boa tarde amigos. Meu nome é Pedro, e só depois de algumas semanas lendo esse blog tive coragem de postar algo.
    Bom passo por uma fase muito amedrontadora e este está servindo para que eu me acalme por mais que não veja mais saída.
    Tive uma relação sem preservativo com uma garota e depois de 3 dias peguei candidiase, já estava com o sistema imunológico fraco pois estava com diarréia e febril antes da relação.
    Depois do remédio que tomei fluconazol começou a me aparecer reações de pele, (reações das quais na internet vi que é mais comum em quem tem HIV).
    Fomos ao posto CTA para fazermos o teste e o teste da mesma deu negativo, mas meu medo é que ela tenha sido infectada e ainda estava no período da janela, a mesma diz que sua ultima relação passara à 1 mês de 10 dias. Porém eu não sei, enfim nem deveria vir aqui falar tudo isso pra vocês, porém queria mesmo era agradecer por esse lindo site onde se encontra pessoas com boas cabeças e que passam pelo mesmo.
    Me sinto hoje, independente do meu teste dar reagente ou não na semana que vem (quando completa 1 mês), em débito com a causa, a qual irei abraçar e procurar fazer palestras em escolas e tudo que eu puder.
    Obrigado JS por nos ceder esse espaço e aos usuários dos mesmos! Pois na internet foi o único recanto positivo que encontrei!!!
    Obrigado à todos e Deus está conosco para que essa cura e remédios menos nocivos cheguem à todos!
    Abraços e cuidem-se sempre.

  31. André diz

    Só peguei remédio uma vez até agora e mesmo o médico informando que forneciam e na receita falando que era pra pegar por 2 meses, na farmácia falaram que agora só estavam dando por um mês. Não sei se será sempre assim agora, se está apenas por um momento, ou se foi pelo fato de ser a primeira vez que pegava a medicação. Dia 25 estarei indo pegar a medicação novamente, e espero que possa pegar para dois meses logo, pois ficar indo todo mês além de chato, acaba atrapalhando no trabalho, já que não informo para que preciso me ausentar.

    • André diz

      Como informado, hoje fui pegar remédios e dessa vez me deram o tratamento para dois meses, sendo assim só preciso voltar lá em setembro. Ao chegar na farmácia também pude vê-los repondo o estoque e pelo que observei, tem bastante remédio. Espero que seja isso mesmo e que não falte remédio jamais. Obtenho a medicação no Hospital das Clínicas da UFPE em Recife.

  32. Esperava pelo menos uma palavra amiga, mas parece que até meu teste ser reagente eu não posso contar com ninguém não é mesmo?
    Uma pena, mas de qualquer forma com o que ando sentindo já é quase uma certeza, e quando essa se concretizar eu volto à postar.

    • Paulo Roberto diz

      Pedro, que papo é esse? Tomara que seu teste NÃO DÊ reagente, cara…
      Eu, como postei anteriormente, não tenho tido tempo para ler o blog, como fazia todos os dias…
      Mas não fique grilado com isso, não…
      Saiba que, seja qual for o resultado, poderá contar sempre com (quase) todos aqui no blog.

      • Pedro Henrique diz

        Obrigado Paulo. Do fundo do coração!
        Ta sendo uma barra muito forte pra mim. Sentir esses sintomas e ficar esperando o telefone tocar para refazer o exame.
        Sei que não é o fim do mundo. Mas não é tão fácil pra mim como parece ser pra vocês.
        Paz 😉

  33. Orionbh diz

    Pessoal estou surtando, descobri q sou positivo na fase aguda da infecção e de imediato, ainda sem acreditar pois sempre namorei e fui cuidadoso o meu médico já me passou o 3×1, que já estou tomando há 12 dias, sem muitos efeitos colaterais, acho que a ansiedade é dessa fase de descoberta e negação. Mas ainda fico me perguntando se esse protocolo de passar o medicamento no início, mesmo estando com cd4 em 850 ( a carga está alta pois estou na fase aguda claro, ainda não baixou) não é um protocolo que convencem os médicos tupiniquins para que não haja mais transmissao, isso à custa de nós intoxicarmos. Se meu sistema ainda ta preservado, to longe de uma baixa contagem e na fase inicial. Por que tomar?? Alguém aqui passa por isso… Descobriu na fase aguda? E outra, tem algum grupo de apoio online e anônimo?? Agradeço desde já quem me responder.

    • anjo (terapeuta) diz

      Ola eu descobri no inicio e so comecei a tomar um ano e meio depois, minha medica disse vc esta bem e a decisao de começar e sua porem quanto mais cedo melhor pois vc estara ajudando seu organismo a se defender. Comecei com cd4 acima de 500.

  34. Edu diz

    Orionbh, é normal que no início, recem-diagnosticado, muitas coisas passem por sua cabeça. Comigo e acredito que com 99,99% dos que aqui nos lêem, passaram por isso.
    Muito importante você saber que atualmente o diagnóstico reagente não é mais uma sentença de morte, como até a metade dos anos 90, praticamente.
    Por que se cuidar e tomar remédios se sua infecção é recente, seu sistema imunológico está bomzão?
    Responde pra si mesmo: é mais fácil dar um tapa na pintura do carro numa leve ralada de pára-choque ou numa porrada frontal com a parte mecânica atingida, inclusive?
    Se precisar ou quiser conversar : edu.1978 é meu Nick no kik. Total privacidade.
    Abraçao, fique bem…

  35. Lucas diz

    Pessoal como funciona esse tal de kik? Existem grupos por lá? Obrigado meu usuário: lucapver vlw

  36. Aqui na cidade em que moro (Imperatriz do Maranhão), tenho passado por alguns constrangimentos. Primeiro que como alguns relataram existem dias certos pra pegar medicação.
    A regra é que com dois dias antes de finalizar minha jujubas posso retirar uma nova caixa. Por três vezes pude pegar duas dispensas seguidas, só que em meados de maio faltou medicação, eu rebolei e consegui com um conhecido pegar emprestado. Desta vez, desde a sexta feira (dia 07 de outubro) eles não liberaram nada porque acabou o estoque (meu último comprimido tomei dia 09 (ontem), voltei hoje ao CTA (dia 10 de outubro) e eles falaram que vou ficar uma semana sem poder pegar (tomo o 3 em 1) e que talvez na segunda possa haver a possibilidade de conseguir. Como eu tô me sentindo? Com um medo surreal, mas tentei o que pude. Vou dar uma entrevista anônima (que o que tô podendo fazer) pra o correspondente da Globo na região e tenho conversando muito com o Gabriel via Messenger do Projeto Boa Sorte, ele tem me dado alguma dicas só que realmente, como ele fala no vídeo e você reiterou nesse post: o problema está na Logística!
    Boa Sorte aí galera.

  37. Jair Pereira Leonardo Júnior diz

    Sou parceiro de um soropositivo em uma relação sorodiscordante. Nós moramos em São Luís – MA e hj meu namorado foi ao posto de saúde do Bairro de Fátima conhecido como SAE e não tem a medição do meu namorado. Ele toma o 3 em 1. A medicação dele acaba antes do prazo que eles deram pra regularizar a distribuição! Um absurdo. Liguei pro Ministério da Saúde e me disseram que era um problema da administração municipal. Liguei pra vários números da secretaria de saúde daqui e obtive a resposta de que o problema foi do governo federal com uma nota técnica inclusive constante no sistema de distribuição do governo federal. Essa informação obtive em um hospital de referência sobre o assunto na região. Liguei novamente para o ministério da saúde e fiz a reclamação! Precisamos abrir a boca e reclamar, protestar, fazer as pessoas saberem como essa administração federal está negligenciando a saúde do país e a epidemia de HIV no mundo. Não ficarei calado. Vou até às últimas consequências para denunciar essa ingerência! Devemos todos fazer o mesmo.

  38. PR diz

    Em Natal, RN, estamos com instabilidade séria de fornecimento de medicamento. Há meses que o Hospital Giselda Trigueiro não disponibiliza o medicamento de forma segura e estável como anteriormente.

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