Quem está sob maior risco de declínio neurocognitivo?


Aidsmap

Uma combinação de simples exames de sangue de rotina pode ser capaz de prever quais as pessoas que vivem com o HIV que estão especialmente mais vulneráveis ao declínio neurocognitivo, de acordo com pesquisa americana publicada no Clinical Infectious Diseases. Pessoas com pontuação elevada no Índice VACS* (Veterans Aging Cohort) têm risco aumentado de sofrer declínio na função cognitiva e também se mostraram significativamente mais propensas a desenvolver novos problemas cognitivos.

“Mudanças no Índice VACS representaram alterações na função cognitiva ao longo do tempo em uma coorte, grande e bem caracterizada, de pessoas infectadas pelo HIV”, escrevem os autores. Apesar dos grandes avanços no tratamento e cuidado de saúde, a deficiência neurocognitiva (NCI) continua a ser comum em pessoas com HIV, ocorrendo em 30% a 50% dos indivíduos. Na maioria das pessoas com HIV ela é leve. No entanto, mesmo as formas mais leves de deficiência podem ter um impacto negativo no dia-a-dia.

Por conseguinte, é importante identificar as pessoas que já estão sob risco de desenvolver deficiência cognitiva e também aqueles que estão no limiar de desenvolvê-la e com inclinação a aumento desse risco. O Índice VACS foi desenvolvido como um marcador da gravidade da doença em pessoas vivendo com HIV. Ele se baseia nos resultados de análises do sangue que são executadas como parte do tratamento de rotina, tais como a contagem de CD4, carga viral, função renal e do fígado, anemia e detecção da hepatite C. Uma maior pontuação do índice VACS tem sido consistentemente associada a um risco aumentado de morte em pacientes, hospitalização e também doenças normalmente associadas à idade mais avançada, como a fragilidade, fraturas e força muscular baixa.

Agora, pesquisadores buscaram determinar se a pontuação do Índice VACS poderia prever as alterações neurocognitivas e incidentes de deficiência neurocognitiva. Assim, desenharam um estudo envolvendo 655 adultos que vivem com HIV e que recebem cuidados na Universidade da Califórnia, San Diego. Os participantes do estudo foram acompanhados por até seis anos.

brain

Três possibilidades de desfecho foram pesquisadas:

  • A associação entre a linha de base da pontuação do Índice VACS e as subsequentes alterações neurocognitivas.
  • Se mudanças nas pontuações do Índice VACS ao longo do tempo estavam correlacionadas com alterações na função cognitiva.
  • Se a pontuação do Índice VACS poderia prever o momento do incidente de deficiência neurocognitiva em pessoas com função neurocognitiva normais na linha de base.

Participantes com graves transtornos psiquiátricos ou lesão cerebral foram excluídos do recrutamento. A função neurocognitiva foi avaliada utilizando uma bateria completa de testes. Contagens dos exames foram convertidas em pontuação ajustadas à idade, escolaridade, sexo e raça. A partir das pontuações ajustadas foi feito o cálculo para obter a pontuação média global.

Os participantes tinham uma idade média de 43 anos, 83% eram do sexo masculino, 60% eram brancos, com contagem média de células CD4 de 346 células/mm³, 67% tinha um diagnóstico de aids, 61% estavam sob tratamento antirretroviral e 51% tinham carga viral indetectável. Três quartos relataram histórico de abuso de substâncias. No início do estudo, 40% foram avaliados com disfunção cognitiva. A pontuação mediana no Índice VACS foi de 22. Participantes com e sem deficiência neurocognitiva foram comparados.

Não houve associação significativa entre uma pontuação baixa no Índice VACS e alterações neurocognitivas. No entanto, houve uma associação significativa entre maior Índice VACS e pior desempenho global de domínio neurocognitivo, mesmo após o ajuste para possíveis fatores de confusão (p<0,01). Um maior índice de VACS foi associado à pior pontuação de memória em pessoas que não tomam antirretrovirais (p<0,01), mas não em pessoas que fazem o tratamento.

Análise de 60% das pessoas sem deficiência neurocognitiva no início do estudo mostraram que pontuações mais altas do Índice VACS estavam associadas à maiores chances de desenvolver algum transtorno (p<0,01). Depois de controlar fatores como a contagem de células CD4 e depressão, esta associação deixou de ser significativa. Contudo, nas análises dependentes do tempo, maiores pontuações do Índice VACS estavam associadas a um risco significativamente aumentado de incidentes de deficiência neurocognitiva (HR, 1,17; 95% CI, 1,06-1,29, p<0,01).

Os participantes do estudo com maiores pontuações do Índice VACS se mostraram significativamente mais propensos a desenvolver disfunção cognitiva em comparação com aqueles com baixa ou moderada pontuação do Índice VACS. Além disso, as pessoas com pontuações mais altas do Índice VACS também se mostraram significativamente mais propensas a experimentar declínio neurocognitivo (p=0,02).

“No geral, uma pontuação baixa do Índice VACS pode não ser um bom indicador da mudança cognitiva a longo prazo. Alterações na pontuações do Índice VACS, no entanto, correspondem a mudanças na neurocognição”, concluem os autores. “Ter pontuação muito alta do Índice VACS pode indicar um aumento notável do risco de declínio neurocognitivo e incidentes correlacionados. Estes resultados usam o Índice VACS como uma ferramenta simples para a identificação de pacientes infectados pelo HIV que estão sob alto risco de declínio neurocognitivo e para justificar ainda mais acompanhamento neurocognitivo.”

Por Michael Carter em 4 de julho de 2016 para Aidsmap

*Calcule seu próprio Índice VACS na MD+Calchttp://www.mdcalc.com/veterans-aging-cohort-study-vacs-index/
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Rodrigo
Visitante

Só para lembrar, pois parece que passou batido: ontem, 5/7, completaram 35 anos dos primeiros relatos de Aids no mundo; um grupo de 5 homossexuais norte-americanos.

Levi
Visitante
Olá, pessoal! Há 3 anos faço o uso dos típicos medicamentos. Tudo escondido da família e amigos, porque eu escolhi não contar. É um fardo sem tamanho, porque também sou jovem, há pressão por trabalho e a situação atual do país soma-se a esse desafio de ir por conta própria ao hospital, sempre de olho para evitar ser visto ou me expor demais. Isso sufoca, às vezes. Sou de Recife, e aqui a diversidade de infectados não é tão grande quanto em outros lugares, não é todo mundo em hospital que conversa a respeito. Muitos são pessoas simples, e eu… Ler mais »
Levi
Visitante

Se alguém quiser trocar uma ideia, meu e-mail: mantralevi@gmail.com

Téo
Visitante
Olá Levi, tb passo por situação semelhante. Somente eu e meu namorado sabemos da minha condição sorológica (ele tb eh +). Esse desconforto em relação a visita a médicos e hospitais eh normal, viu?!! Tb sinto isso. =/. Vamos a um local que nos colocam de frente com nossa realidade, que não gostamos, ou tentamos fingir que não existe. Mas imagine que ali, como em qq lugar, as pessoas estão acostumadas em lidar com essa situação. E tlvez se vc fosse tratado em um local mais eletizado seu medo em ser reconhecido fosse até maior. Se quiser bater um papo… Ler mais »
ROCK HUDSON
Visitante

Sim Levi . O tesão fala mais alto na maioria dos infectados. Torço ansiosamente para que a profilaxia PRÉ EXPOSIÇÃO seja logo autorizada. É um absurdo que até agora, por razões populistas e esquerdistas, desse governo que gosta de tratar a todos como vítimas, esse medicamento não tenha sido autorizado.

jones
Visitante

Levi,também sou de Recife, me add no skype guto.recife abraço

Téo
Visitante
Eu sinto que após o início do tratamento minha cabeça não foi mais a mesma (tomo o 3 em 1). Tive problemas com a memória e parece que minha capacidade de compreender as coisas ficou meio prejudicada. Tenho mais dificuldades em entender, estudar e gravar as coisas. Sei lá, parece que fiquei meio burrinho, rs. Como eu trabalho na área acadêmica, na pós, isso é um problema e gera mta preocupação. Quando reclamei sobre isso com as médicas fui informado que isso não era efeito colateral do tratamento e que muito provavelmente era uma questão psicológica, devido ao estresse de… Ler mais »
D_Pr
Visitante
Téo Um dos componentes o 3×1, o efavirenz é responsável por efeitos neurológicos desagradáveis. Estude uma possível troca dessa medicação, existem outros bons regimes. Consulte em outro infectologista e converse sobre como tem se sentido e peça uma segunda opinião. Um efeito colateral indesejável: Sintomas Neurológicos: em estudos clínicos com pacientes recebendo diariamente 600 mg de efavirenz, foram relatados freqüentemente como efeitos indesejáveis os seguintes sintomas: tontura, insônia, sonolência, dificuldade de concentração e padrão anormal de sonhos. Os sintomas neurológicos geralmente iniciam-se durante o primeiro ou o segundo dia de terapia e “geralmente melhoram” depois das primeiras 2 a 4… Ler mais »
Téo
Visitante
Obrigado pelas informações, D_Pr! Eu vou falar com elas na próxima consulta sobre isso de novo. 😉 (Faço tratamento na rede pública, num hospital dentro de uma universidade onde faço pós graduação. Gosto muito do atendimento delas, porém, não tem como eu escolher qual será a(o) médica(o) que irá fazer o atendimento. Tenho plano de saúde, mas como o titular é meu pai, tenho receio que venha algo que descreva o tratamento.) Eu cheguei a falar com as médicas que suspeitava que o problema fosse o efavirenz, pq já tinha lido alguns relatos na internet e lido bastante sobre o… Ler mais »
Patrik
Visitante

Uso o 3 em 1 e sinto esse desagrado de perda de memória e dificuldades de atenção tbm.. tenho 22 e uso o medicamento à quase 2 anos ! Sinto medo de ficar louko ou sei lá. .

Rodrigo
Visitante
Oi Téo, eu me trato com o 3:1 e apresentei uma depressão inicial. No inicio achei que estivesse relacionada com a notícia do diagnóstico, iniciei o tratamento com antidepressivos e tive bons resultados, apesar de quase 1 ano depois a depressão persistir. Faço uso de maconha e sei que isto potencializa muito a depressão. Na última consulta o infecto sugeriu trocar o 3:1 e iniciar o desmame dos antidepressivos. Concordei, mas ele quis alterar o tratamento para um esquema com AZT. Não achei a melhor opção e por isso farei uma consulta com o Dr Esper Kallas para ouvir sua… Ler mais »
Téo
Visitante

Olá Rodrigo,
É sempre bom ter a opinião de outro médico. Tb ficaria mto receoso de sair do 3 em 1 e ir pra combinação com o AZT, por medo dos efeitos colaterais desse medicamento.
Decidi que vou procurar um psiquiatra e tentar controlar com antidepressivos, pra ver se surte resultados. Estou esperando apenas passar a época de defesa de doc que vou enfrentar pra poder passar pela adaptação aos antidepressivos sem que isso afete ainda mais minha cabeça, rs.
Boa sorte.

Téo
Visitante
Alguém pode me ajudar com algumas dúvidas?! Eu tenho tido problemas recorrentes com minha amígdala e creio que a única solução será a remoção cirúrgica dela. =/ (Tenho 33 anos e sou indetectável há 2 anos) Alguém aqui já teve que retirar as amígdalas, depois que descobriu ser positivo ? Com relação aos remédios, como é feita a ingestão do comprimido nos primeiros dias, já que dizem que é bem difícil engolir nos primeiros dias? Houve algum problema com a imunidade depois da operação (mais infecções, ou mesmo diminuição do CD4), ou ainda, houve mto ganho de peso depois da… Ler mais »
ricardo
Visitante

cada dia uma merda nova

KaAmiga
Visitante
Olá! Tenho uma grande amiga que amo muito, ela é soropositivo há mais ou menos 10 anos ( quando eu a conheci, ela ainda não tinha a doença). Tomou o 3 em 1 uns 8 anos após descobrir e tomou por pouco tempo e parou. Ela é dependente química e ultimamente tem tido psicoses, distorce a realidade, imagina situações que não estão acontecendo entre outras coisas. Tenho muito amor por ela, sinto um afeto profundo e gostaria de entender um pouco mais sobre esse problema psicológicos em quem é HIV +. Ela teve uma filha há 2 anos e 6… Ler mais »
Antonio
Visitante

conversa com ela sobre a menina, pede para fazer o teste, já que é sua afilhada > vc sabe se durante a gravidez ela tomou o coquetel? sem sim e provável que não tenha!

KaAmiga
Visitante

Então, ela não tomou o coquetel e ainda usava drogas e bebia.
Só veio a tomar o remédio quase dois anos depois do nascimento da bebê e mesmo assim, parou com a medicação. 🙁

Téo
Visitante
Olá KaAmiga, Caso ela não tenha feito o acompanhamento adequado é possivel que, infelizmente, sua afilhda seja positiva para HIV. Uma pena, pois isso seria completamente evitável, caso ela tivesse feito o tratamento durante a gravidez. Tive um primo que tb era viciado em drogas e soropositivo. Tinha época que ele se tratava, depois sumia nas drogas, depois voltava. Era bem complicado. Sei que é difícil convencer alguém que não quer ser convencido, mas não desista. Tente falar com ela, analise onde ela é mais sensível e tente convencer ela por esse lado. E o mais importante, é a criança… Ler mais »
KaAmiga
Visitante
Téo, você entendeu direitinho a situação. Escrevi um texto enorme para explicar a minha aflição sobre a psicose orgânica mas sem querer apaguei. 😕 Eu procurei na internet sobre esse problema psiquiátrico em pacientes com AIDS mas não encontrei muita coisa, se alguém souber de algo, por gentileza, me responda. Eu já tentei de muitas formas conversar sem invadir o espaço que ela me dá, que não é muito, pois ela não toca muito nesse assunto. Tento mostrar como uma vida regrada, com rotina e a presença da mãe é importante para a bebê, peço pra ela maneirar na quantidade… Ler mais »
Worried
Visitante

Gente, eu tô um pouco nervoso. Fiz exame esses dias e hoje o laboratório solicitou nova amostra para confirmação de resultado do CD8. A última vez que me pediram nova solicitação foi erro do laboratório mas dessa vez ela comentou “confirmação de resultado” e depois mencionou pra ficar tranquilo que pode ter sido quantidade insuficiente de amostra. se for algum problema, o que poderia ser? Eu ainda não entendo muito bem a função do CD8 no meio disso tudo.

Worried
Visitante
Teo, estava lendo seu comentário e me identifiquei com os problemas por você citados. Desde que comecei a tomar o antirretoviral tenho sentido que minha memória anda um pouco fraca para as coisas e ando meu disperso. Apesar de continuar normalmente a minha vida acadêmica sem problemas para estudar. Eu acredito que possa ser sim uma coisa psicológica uma vez que estamos sempre nos preocupando com a nossa saúde e a regularidade do medicamento. Isso gera um estresse. Eu agora vou ter que mudar o meu método de controle do medicamento pois está difícil lembrar se eu tomei ou não… Ler mais »
Eng28
Visitante

Worried
Olha só baixa o aplicativo para celular medisafe, é muito bom vc consegue controlar quantos comprimidos vc tem e coloca ele para despertar no horário do medicamento e quando ele desperta tu tem opção de remarcar caso queira tomar um pouco mais tarde ou marcar tomado!! Muito bom para controle Tb tem opção de marcar as datas das tuas consultas!!!
Tb me preocupava muito antes de usar!!
Espero ter ajudado

Pequena +
Visitante

Worried

Boa noite 😉
Uma saída simples e barata é comprar aqueles separadores de medicação com dias da semana ou separar a quantidade da semana em um frasquinho a parte 🙂
Não tem como esquecer 🙂
#FICAADICA
Um forte abraço da Pequena + <3

Worried
Visitante

Eng28 e Pequena +, obrigado pelas dicas. Tenho como fazer as duas e o app citado recomendo a todos porque ele é sensacional. Tem até a opção de você cadastrar alguém pra que o app avise caso eu esqueça de tomar o remédio. Já convidei meu namorado e o controle agora vai ficar mais fácil

Téo
Visitante
Então Worried, Qdo relatei isso para as médicas que fazem o meu atendimento elas disseram que minhas queixas não seriam efeitos colaterais do tratamento e cogitaram eu começar um tratamento com um psiquiatra, com antidepressivos. Eu costumo ser mto sensível a medicamentos antidepressivos, e preferi esperar pra ver se melhoraria. A verdade que me forcei a acostumar com a situação. Mas to pensando em falar com elas novamente e talvez avaliar essa possibilidade de tratamento com antidepressivo. Tenho um pouco de medo de trocar a medicação, mas tb tenho que avaliar essa possibilidade. De vez em quando eu tb tenho… Ler mais »
Margô
Visitante

Olá, também tinha problemas em saber se tinha ou não tomado os medicamentos. A médica recomendou tomá-los todos de uma vez. Então, à noite, antes de deitar coloco todos os 4 comprimidos na mão e engulo tudo junto. Quando vou na casa de minha mãe eu conto quantos serão necessários e os coloco juntos em outra embalagem de remédio – de cálcio, no caso.

Pedro Dias
Visitante
Worried e Teo, Acho que muitos aqui se identificam com essas questões expostas por vocês, eu também tenho pavor de encontrar alguém conhecido no consultório, NUNCA fui ao CTA ,consegui um representante da minha confiança que trabalha na área para levar a documentação no início e hoje em dia eu pago um valor para outra pessoa (autorizada) pegar para mim a medicação, confesso que foi a melhor coisa que eu fiz, acaba evitando muita coisa desagradável. Meus exames são colhidos de 6 em 6 meses em casa, prefiro pagar a taxa para que seja mais tranquilo pra mim e diminua… Ler mais »
Pedro
Visitante

Fernando,

Eu faço os exames atraves de laboratorio particular

Pedro
Visitante
Vircetti
Visitante

Rapaz… Como pode existir um vírus como esse!!! Mais de 30 anos e ainda estamos longe de esterelizar ele… Eu acho q o ser humano vai vence-lo, ate pq o ser humano é o bicho mais desenrolado q existe… Com o acumulo de conhecimentos e junção das estratégias isso pra mim é possível em pouco tempo… O negócio é a burocracia, interesses e tempo de testes q vem atrelado a toda essa situação

Gil
Visitante
Pessoal, é provável que o que a maioria associa à perda de memória seja, na verdade, problemas na atenção e suas áreas (atenção concentrada, atenção periférica, global, permanência no foco, tempo de entrada no foco, dentre outros fatores). O Efavirenz tem esta possibilidade de reduzir a atenção, diz na bula. Muitas vezes, as pessoas acham que é falta de memória, mas na verdade, não ativaram áreas importantes para a retenção da informação. Se não focam, não memorizam. Outro fator que reduz nossa capacidade de atenção é o estresse, fator este muito ligado a pessoas que são soropositivas, pela sua condição,… Ler mais »
Téo
Visitante

Obrigado pelas informações e dicas, Gil !
Pena ser tão caro essas avaliações.

Nanda
Visitante

Obrigada pelas informações.
= )

Juka
Visitante

Jovem, me bateu uma curiosidade.qual destino terá este blog após a cura? Sera o fim ou continuaremos debatendo outras coisas? Rsrs.acho q poderíamos fazer uma gde festa com a presenca de todos…bjos

Tobias
Visitante
Olá! Pessoal, não sei se já aconteceu algo assim com vocês. Eu fiz um VDRL em fevereiro e tinha apenas a cicatriz, que eu já estava acostumado a ver (Meu diagnóstico foi sífilis e HIV, anos atrás, desde então a titulação era sempre de cicatriz, 1/2). De lá pra cá, eu nem tive vida sexual (apenas ficadas em baladas) e agora quando repeti o exame num outro laboratório e deu titulação 1/16. Os médicos da minha cidade solicitaram q eu repetisse o exame em outro laboratório para confirmar diagnóstico. Li alguns artigos que falam que soropositivos são 10 vezes mais… Ler mais »
sp+=psf
Visitante

Tenho duvidas ate desses exames de hiv……uns tem hiv outros sifilis da ate um certo receio…..meu namorado deu sifilis e eu hiv fico imaginando esses computadores trocando as bolas e fazendo essas burradas com nos e uma merda mesmo…

Worried
Visitante
Teo, tomar o medicamento é sempre uma adrenalina pra mim porque tenho que fazer escondido dos meus pais. Então eu acabo me lembrando da situação depois. E, menino, eu ainda tô com a cabeça virada pela mesma situação. Esses dias fui contar o medicamento e estava com um remédio a menos no meu frasco. Fiquei imaginando se tomei duas vezes o remédio e se havia possibilidade do vírus criar resistência. Meu namorado é farmacêutico e ele me explicou que pro vírus criar resistência precisa de muita negligência da sua parte, por exemplo, esquecer de tomar sempre, ou tomar duas vezes… Ler mais »
Téo
Visitante
Eu imagino que deva ser complicado esconder mesmo. Mas pq vc não compra uma vitamina bem específica, pra vc usar esse frasco e transferir o seu medicamento pra ele? Compre um frasco meio grande, que quando fechado fique bem vedado e que caibam bastante comprimidos neles (lembre-se de colocar nesse frasco de vitamina a sílica gel e o algodão que vem no frasco original). Dessa forma vc pode até jogar os frascos originais fora, e não corre o risco de ser “descoberto”. Sei lá, quando viajo para casa dos meus pais eu coloco alguns comprimidos em um frasco e não… Ler mais »
Antonio
Visitante

Tomar duas vezes nao vai criar resistência do virus mas pode ter um efeito toxico no seu organismo ( se vc fizer sempre).
Entao compre aquele guarda pílula com os dia da semana ( vc coloca e assim não faz confusão). Se vc acha que desperta curiosidade o porta pílula, faz uma agenda no cel e assim que toma marca. O que não dá e fazer isso, um dia tomar duas vezes outro esquecer.

Soulpositiva
Visitante

Sobre o post: é dureza, mas vamos levar em consideração o estresse por ter uma doença crônica pode ter participação nisso, bem como o fato de que os + hoje, felizmente, envelhecem. Algo que era impensável não muito tempo atrás. Então, vamos viver o hoje com a certeza de que coisas melhores virão amanhã.

JV
Visitante
Olá pessoal, tudo bem? Uma curiosidade: é possível pedirmos PCR QUALITATIVO APÓS MESES DE TRATAMENTO? Vejo aqui no blogs que muitos, assim como eu, não sabem quando e como foram infectados pois não dispensavam o uso do preservativo. Isso parece uma pulga atrás da minha orelha até hoje! É como se faltasse uma peça de um quebra-cabeça. Pode parecer loucura (ou não!) , mas às vezes me pego pensando “Será mesmo que tenho? Será que não estou me enchendo de medicamentos à toa?”. Pensando racionalmente eu acredito ter porque tive febre e um pouco de rash cutâneo à época e… Ler mais »
Pedro A.
Visitante
Olá JV, por você estou aqui enviando minha segunda mensagem no blog, diagnosticado há 4 meses. Eu sou um qualitativo negativo e quantitativo positivo. Não se confunda, nós somos soropositivos de qualquer jeito. É que o exame qualitativo exige uma quantidade maior de cópias de Hiv no sangue, e quando você está abaixo, diz que “não foi possível detectar a qualidade/tipo do vírus”, mesmo assim você pode ter uma grande quantidade. No meu caso, descobri com carga viral de 10.000.000 (isso mesmo, assustador), deixei pra fazer qualitativo só agora, com carga viral 112. Consequência: ainda nem estou indetectável e já… Ler mais »
Chaval
Visitante

Sinto meu declínio neurocognitivo, não entendi muito bem o texto. 🤔

Antonio
Visitante

Vc esta equivocado. Vc tem pouquíssimo vírus, assim como todos que tomam o coquetel. Mas ele esta lá. Os testes são seguros e confiáveis. Sou professor de análises clinicas.

Matheus
Visitante

Eu acho q a palavra “coquetel” não é mais adequada

Léo
Visitante

Olá pessoal! Tive duas relações sexuais – sendo ativo e passivo – na quinta e a última na sexta. Posteriormente, na segunda-feira, o garoto foi diagnosticado positivo. Imediatamente iniciei o PEP no mesmo dia – segunda – ultrapassando o prazo de 72 horas. Fico aflito em saber que pelo fato do mesmo não estar em tratamento, sua carga viral provavelmente estava muito elevada. Pois bem. Já passaram os 22 dias e faltam poucos dias para terminar o PEP, é seguro realizar o ELISA 4 agora, ou seria mais adequado encerrar o PEP para realizar o exame? Obrigado.

Marina
Visitante

Léo, você pode fazer um elisa 4ª geração ao fim da PEP e um outro 30 dias após. Como o elisa é um exame sorológico, ele busca pelos anticorpos que seu corpo teria produzido em reação ao vírus. Acredito que um exame ao fim da PEP já seja bastante confiável (segundo a janela de 30 dias após a exposição), mas alguns médicos acompanham o paciente que fez uso de PEP por até 3 meses após o fim da profilaxia. O ideal seria vc perguntar a um infecto. Poste a sua resposta aqui, caso tenha uma.

Saulo BA
Visitante
Bom dia, pessoal! Depois de 2 meses de diagnosticado criei coragem pra escrever aqui . Minha história começa com fortes dores de cabeça e febre que não cessavam com nenhum medicamento, fui internado sob ingestão de fortes medicamentos. Até que um dia, a medica que me acompanhava me perguntou se ela poderia solicitar o exame pra HIV, como eu tinha feito um em Dezembro de 2015 que deu negativo, fiquei super despreocupado, já que por ser da área de saúde e por sempre fazer os exames e todos darem negativos, concordei. Pra minha infeliz surpresa veio reagente. Ela mesma veio… Ler mais »
Drpositivo
Visitante

Que medo !!! acabei de formar em medicina e tenho medo de fazer planos pro futuro , recebi o dx a 3 meses e cada hora vejo uma pesquisa mais desmotivadora como essa da neurocognição, ate hoje não tive nenhum problema relacionado =(

Antonio
Visitante

quer trocar uma ideia por e-mail?
antonio_almeica@gmail.com

Eu acredito no futuro! só temos que lutar mais!

Nanda
Visitante

Também acredito Antonio.
Precisamos nos agarrar as coisas boas da nossa vida.

Nanda
Visitante

O medo de planos para o futuro também ocorreu comigo. Porém, é melhor não pensar muito nisso não, se não te deixará desmotivado. Pensa nas coisas boas que ainda pode realizar na sua vida. = )

Zimba
Visitante

Já esqueci de tomar o remédio umas 2X e uma outra eu fui pra praia com intenção de voltar, e não voltei, tomando só na noite seguinte.
Meu médico disse que não tem problema qndo isso acontece sem querer, que não seja rotineiro!
E realmente, nos exames seguintes nada mudou!
Mas realmente, a PIOR coisa do tratamento é retirar a medicação… Poderiam facilitar e entregar pelo menos p/2 meses, né? Mas não! Querem dificultar parece!

🙁

sp+=psf
Visitante

Tenho um amigo que nao tem hiv e sofre deste problema neurocongentivo e ele tem apenas 27 anos…..esquece tudo que faz ente outras coisas acredito que seja normal para alguns eu nao tenho e sou +

João
Visitante

Boa noite a Todos!

Saulo BA, vc teve uma exposição depois de dezembro ou houve falha nesse exame?

Saulo BA
Visitante

Boa madrugada!. Então João, eu sempre me preveni e só tive um parceiro o qual transava sem camisinha, mas ele está negativo. Eu tive uma exposição em Dezembro com uma paciente, acredito ter contraído dela, já que meu ex parceiro é negativo. Os exames que fiz foram aqueles testes rápido e os dois deram positivos. Meu infecto falou que eles não falham e me passou o de sangue, mas iniciei o tto e não tive coragem de fazer depois.

Alleh Junior
Visitante

Olá! Estou no Kik. Meu usuário é “allehJunior” kik.me/allehJunior

Rodrigo
Visitante

Alguém aqui já fez o exame: TESTE FARMACOGENÉTICO COMPLETO PARA HIV?
O médico não pediu mas estou a fim de fazer para ter mais informações sobre como meu corpo pode reagir aos medicamentos. O foda….é que este exame custa R$ 3.200,00 na minha cidade. Será que vale a pena???

Fabio
Visitante

Que inferno. Esse vírus é muito terrível. Além do fígado, rins, coração, agora também a mente. Complicado. É ir levando, mas voltar a ser feliz tá foda. Eu vejo muitos soropositivos aqui falando que se preocupam muito mais com as consequências de dimensão social de serem infectados pelo vírus, mas, sinceramente, minha maior preocupação é com a saúde mesmo.

estudante+
Visitante

Descobri em outubro do ano passado, parece que meu mundo ia acabar, mas graças a Deus tive força para lutar contra tudo isso. Faço o uso do medicamento e levo uma vida normal. A única coisa que ainda me preocupa é um caroço que apareceu no meu pescoço e ainda não foi diagnosticado, apesar de oito biópsias( parece mentira né?). Tomo o 3×1 e minha vida está normalizada, faço faculdade e trabalho. Fé em Deus sempre. Whatts:27997263713