Notícias
Comentários 52

Tratamento antirretroviral reduz a transmissão em casais sul-africanos


Aidsmap

O tratamento antirretroviral reduziu o risco de transmissão do HIV em 77% em casais sorodiscordantes na área rural da África do Sul, de acordo com um estudo de base populacional realizado na província sul-africana de KwaZulu-Natal. Os resultados foram publicados online no Clinical Infectious Diseases. Os pesquisadores dizem que suas descobertas fornecem uma estimativa do impacto do tratamento antirretroviral sobre a transmissão do HIV na vida real, em condições normais da comunidade.

Os resultados do estudo vêm de um estudo longitudinal de base populacional que está sendo realizado no norte da província de KwaZulu-Natal pelo Africa Centre for Population Health. KwaZulu-Natal tem a maior prevalência de HIV na África do Sul (29%) e a incidência de HIV continua a ser elevado. O tratamento anti-retroviral começou a ser fornecido na província em 2004.

Os pesquisadores queriam determinar se a transmissão do HIV estava sendo reduzida por conta da terapia antirretroviral e se correspondia ao HPTN 052.

Os pesquisadores queriam determinar se a transmissão do HIV estava sendo reduzida por conta da terapia antirretroviral em KwaZulu-Natal, e se essa redução da transmissibilidade correspondia ao impacto da redução da transmissão por conta terapia antirretroviral observada em casais sorodiscordantes no estudo clínico randomizado do HPTN 052. Nas condições cuidadosamente monitoradas do estudo HPTN 052, onde 89% dos participantes estavam com supressão viral, a terapia antirretroviral reduziu o risco de transmissão em 96%.

A análise examinou o efeito do tratamento antirretroviral sobre a transmissão do HIV entre casais sorodiscordantes entre 2005 e 2013 e incluiu casais que moravam e que não moravam juntos. Os pesquisadores identificaram as uniões através de vigilância domiciliar demográfica e apuraram os dados de condição sorológica para o HIV de dados de vigilância. Casais que não moravam juntos foram identificados por auto-relato.

Durante o acompanhamento longitudinal, os pesquisadores buscaram por casos de soroconversão em pessoas anteriormente soronegativas, parceiras de indivíduos soropositivos. Indivíduos soronegativos deixaram de ser acompanhados se o relacionamento terminou. O estado do tratamento antirretroviral de indivíduos soropositivos foi verificado a partir dos registros do Hlabisa HIV Treatment and Care Programme, que fornece acesso gratuito ao tratamento antirretroviral em 17 unidades básicas de saúde no distrito.

Como parte do estudo populacional longitudinal, os participantes foram testados regularmente para o HIV durante o período de acompanhamento, em média, uma vez por ano (intervalo médio de 374 dias entre os testes). Um total de 17.106 indivíduos adultos contribuíram para um acompanhamento de 60.349 pessoas-anos. O estudo identificou 2.029 pessoas soronegativas com um parceiro em coabitação, das quais 196 tinham um parceiro com infecção pelo HIV. O restante tinham parceiros soronegativos. Dos 196 parceiros com HIV, 20 estavam em tratamento antirretroviral no início do estudo e 56 começaram o tratamento durante o período de acompanhamento.

63% dos participantes eram mulheres. A idade média dos participantes foi de 33 anos, mas a idade média era substancialmente maior em mulheres do que em homens (36 anos versus 28,5 anos). 3,3% dos participantes relataram ter mais de um parceiro sexual nos últimos 12 meses; homens relataram múltiplos parceiros com mais frequência do que as mulheres (7,2% versus 0,6%). O uso inconsistente do preservativo foi relatado por 37,4% dos participantes e foi mais comumente relatado por mulheres (42,9% versus 29,1%).

Ter um parceiro que estava tomando tratamento antirretroviral reduziu o risco de adquirir o HIV em 77%.

A incidência foi maior entre as pessoas com um parceiro soropositivo que não estava em terapia antirretroviral (5,6 por 100 pessoas-ano, 95% CI 3,5-8,4), em comparação com 1,4 por 100 pessoas-ano (95% 0,4-3,5 CI) em pessoas com um parceiro soropositivo em terapia. Ter um parceiro que estava tomando tratamento antirretroviral reduziu o risco de adquirir o HIV em 77% (HR 0,23; IC 95% 0,07-0,80).

Os pesquisadores apontam que interrupções de medicamentos e falta em consultas médicas eram comuns nas clínicas de cuidados primários de saúde que fornecem o tratamento antirretroviral para a população que participou no estudo, sugerindo que a supressão viral pode ter sido imperfeita entre aqueles em tratamento. A supressão viral em toda a província entre as pessoas que recebem a terapia antirretroviral antes de 2010 havia sido relatada como sendo de 77%. Entre parceiros soronegativos, a incidência do HIV foi de 0,3 por 100 pessoas-ano (95% CI, 0,2-0,5) e entre as pessoas que não relataram estar em um relacionamento a incidência foi de 3,2 por 100 pessoas-ano (IC 95% 3,1-3,4) .

Apenas 29% dos participantes estavam previamente cientes da sua condição positiva para o HIV no momento em que foram testados.

A incidência geral na população estudada foi de 2,7 infecções por 100 pessoas-ano, em comparação com uma incidência máxima observada de 6 infecções por 100 pessoas-ano em mulheres jovens na província, relatado anteriormente pelo grupo de pesquisa Africa Centre nesta mesma população rural. Estas descobertas sugerem um papel muito importante desempenhado pelos relacionamentos em curso, em vez da transmissão casual do HIV neste distrito, bem como a necessidade de um melhor conhecimento sobre a condição sorológica para o HIV e apoio para a revelação dessa sorologia positiva. Apenas 29% dos participantes estavam previamente cientes da sua condição positiva para o HIV no momento em que foram testados. Enquanto no estudo HPTN 052 todos os participantes com HIV tinham revelado sua condição sorológica positiva para o HIV aos seus parceiros, neste estudo a divulgação foi uma decisão individual.

Múltiplos parceiros e uso inconsistente do preservativo foram independentemente associados com a aquisição do HIV. Os pesquisadores advertem que os resultados não podem ser generalizados para locais onde a estrutura etária é substancialmente diferente, por exemplo, onde os relacionamentos sorodiscordantes são mais prevalentes entre os mais jovens.

Apesar de uma redução de 77% na transmissão do HIV ser encorajadora, é importante notar que a taxa de incidência registada entre os parceiros de pessoas em terapia antirretroviral foi de 1,4 infecções por 100 pessoas-ano de acompanhamento (IC 95% 0,4-3,5). Em um ambiente com incidência muito alta, tal como é em KwaZulu-Natal, “intervenções de prevenção adicionais provavelmente serão necessárias para eliminar a transmissão do HIV entre casais sorodiscordantes”, concluem os autores.

Também é importante notar que a supressão viral nesta amostra da comunidade local é consideravelmente menor do que na população do estudo HPTN 052, enfatizando a importância de maximizar a retenção no cuidado de saúde, minimizando ruptura da adesão aos medicamentos, assegurando que os pacientes continuem e mantenham o tratamento. Intervenções de base comunitária que melhoram a retenção e o apoio à adesão podem trazer dividendos em melhorar a supressão viral e reduzir a transmissão do HIV.

Por Keith Alcorn em 16 de junho de 2016 para o Aidsmap

Anúncios

52 comentários

  1. Luquinha diz

    Caio diga a ele para voltar ao medico para pegar somente a receita , nao vai ser preciso antecipar a consulta o que nao vai poder e seu parceiro ficar sem medicação . Nao e o fim do mundo ou seja nao esta tudo acabado , boa sorte .

  2. controlador diz

    Boa tarde.. Ontem fui retirar meus exames e minha médica não quiz colocar o Cid B24 no meu laudo para renovação do bilhete único especial. Eu sou positivo faz 5 anos, nunca tomei remédio, não tenho carga viral detectável e meu cd4 esta em 1400. E devido a isso ela não está mais me considerando como “soropositivo”, pq eu não tenho nada que indique tratamento. Isso eh certo? Estou pensando em trocar de Cta, pq nesse que eu estou tudo eh tão complicado… O que eu posso fazer??

        • Pedro diz

          Maxwell disse tudo. Só falta querer que entregue os arvs na sua casa.

          • controlador diz

            Não tomo arvs, meu querido. Tem muita gente que não banca sua doença e vem querer posar de ser melhor do que os outros por aqui kkkkkkk

          • controlador diz

            Não tomo arvs, coisa que se vc tivesse prestado atenção nos meus comentários ja saberia. Como disse pro seu heroi, se não tiver nada a acrescentar na minha pergunta, não se envolva. Não perguntei a opinião de ninguém sobre o que eh certo, de direito ou o que quer que seja. Não me venham me dizer como eu devo seguir a minha vida, sou adulto. Tive a dúvida sobre se eh certo, pelos resultados dos meus exames, ela não me considerar soropositivo. Eh só isso. Que dificuldade de interpretar… Afffff

            • Pedro diz

              É realmente intendi errado, pra mim seu medo era perde o bilhete único.

            • Guilherme diz

              Controlador como você descobriu ser portador do vírus? Através de teste sorológico?

    • Ela está equivocada. B24 é infecção pelo vírus da imunodeficiência humana. Se a sua sorologia é positiva, POR DEFINIÇÃO, você é soropositivo.

      • controlador diz

        Meu Elisa dá reagente para Hiv, portanto eu sou soropositivo. Somente tive carga viral em 2012, que foi de 56 cópias . Meu penúltimo cd4 estava em 900. Mas no meu último o cd4 está 1400 e por isso ela veio com esse papo estranho.

      • controlador diz

        Meu Elisa da reagente, mas desde 2011 eu só tive carga viral uma vez, de 56 cópias. Meu cd4 sempre foi alto, oscila entre 1100 e 1300, o penúltimo que fiz (11/15) ele estava em 900 e no meu último (05/16) estava em 1400. Ela fala que nunca viu ninguém positivo com esses resultados e por isso ela não vai mais colocar B24 nos meus laudos.

    • Maxwell diz

      Não moro em seu estado mas a lei que dá o direito ao bilhete único especial em seu estado é para qualquer soropositivo? Independente do estado do paciente? Se vc não toma remédio, não faz tratamento algum, só deve ir à consulta uma vez a cada 4/5 meses, vc acha certo fazer uso desse bilhete especial?
      Quantas outras pessoas com outras doenças (até piores) não devem ter esse “direito”.
      Eu acho que isso só fomenta o preconceito contra os soropositivos de uma forma geral se essa informação chega aos ouvidos da população como um todo.

      • controlador diz

        Se for assim quem pode pagar pelo coquetel não deveria receber de graça, pq como vc mesmo disse: “Quantas outras pessoas com outras doenças (até piores)” ficam sem medicamentos. O lance não eh se eu tenho “direito” ou não, e sim se ela pode mudar o meu diagnóstico sendo que eu sou soropositivo.

        • Maxwell diz

          Há uma diferença muito grande entre ser “obrigado” a receber “de graça” o coquetel e a de usar um “bilhete especial” não sendo vc “especial”.
          O nosso governo não nos dá o direito de comprar a nossa própria medicação. Tenha certeza que se o governo permitisse à venda desses medicamentos menos danosos que existem lá fora nas farmácias aqui do nosso país muitos iriam preferir comprá-los à ter de se sujeitar aos medicamentos que nosso governo nos oferece com toxicidade que não se encontra nos que já existem lá fora.
          Mas com sua resposta vc já respondeu a minha questão.
          Reforço meu posicionamento: Deveria ser revisto esse benefício e só ser dado à pacientes debilitados e que necessitem realmente dele para seu tratamento. Cessado o tratamento, cessa-se o benefício. Ou sempre seremos vistos pela sociedade como “doentes”.

          • controlador diz

            Vc está levando essa discussão pra uma área realmente que não estou disposto a perder o meu tempo. Em nenhum momento estou brigando pelo bilhete especial, ateh pq isso eh fácil de ser resolvido, só achei estranho o que ela me disse e como aqui eh um espaço pra trocarmos experiências, tive a ingenuidade de achar que não encontraria pessoas “superiores” e que essa conduta seria o normal… Fique ai no seu mundo, e se não tiver nada a acrescentar na minha pergunta, não se envolva. Tenho minha doença muito bem resolvida, se vão achar que sou doente por usar um bilhete, não me incomoda meu caro. O problema do preconceito contra positivos vai muito além disso.

  3. Luna diz

    A cada noticia como essa eu sinto que é mais uma batalha vencida contra esse virus. Em breve venceremos a guerra!

  4. Olá;
    mudando um pouco de assunto, alguém já fez ou conhece alguém que já tenha feito o uso da planta Mutamba? Qual o resultado?

    Saúde e paz á todos nós!…

    • Gil diz

      Sim, já foi bem discutido aqui, teve gente boa aqui do blog que usou.
      ENGANAÇÃO PURA!
      Não cura nada!

    • Xavier diz

      eu fiz, tava bem debilitado por uma pneumonia, zerei antes do tarv. Sinceramente acredito no paulo gouveia. kik: xaviermartins

    • Life diz

      Luquinha,

      Qual a vantage deste bictegravir frente aos atuais ART lancados pela Gilead recentemente?

  5. GB diz

    Controlador, como vc é positivo mas nao faz uso de ARV? Como isso é possivel?

    • controlador diz

      Eu sempre tive carga viral indetectável… Só uma vez que veio 56 cópias, em 2012 e meu cd4 eh alto, por isso ainda não precisei iniciar o tratamento.

      • GB diz

        Que interessante isso. Ter CV indetectavel sem usar TARV. Sou leigo no assunto, mas acredito que pessoas como você deveriam ser estudadas, pois poderiam contribuir nas pesquisas

        • Antonio diz

          Existe uma pequena parcela da população que tem o vírus mas o organismo consegue controlar, é o que chama de controlador!

  6. Maycon diz

    Luquinhas, vc viu que o governo injetou um montante considerável na pesquisa do Picker? Será que era disso que o Obama falava? Eu vi que a pesquisa do Picker está em andamento com outro cientista, querem unir as duas técnicas, e o governo americano tah dando o maior incentivo. Acho que o nome do outro pesquisador é Barouch, uma coisa assim.
    O mais legal é que diversos cientistas estão apostando que vai dar certo.
    Sobre a injeção bimestral, já é quase uma certeza. A Johnson está na fase final, apenas para cumprir o que a FDA determina. Eu acredito que a união das técnicas para despertar o vírus latente, mais os anticorpos,mais essas vacinas Tat, tanto a da Bárbara como a da Biosantech, e aquele medicamento que faz com que as células reservatório voltem a sua característica suicida. Garantiram, ao menos, uma remissão sustentada já nos próximos 3 ou 5 anos.

  7. Galtieri diz

    Não estou entendendo como vc pode estar com hiv há 5 anos e ter um cd4 alto e uma carga virar baixa se não toma arvs? Vc já deveria com este tempo de estar com hiv sem remédios uma situação bem ruim, mas se considere feliz por estar bem e não precisar de arvs.

    • controlador diz

      Eu faço tratamento desde que descobri, minha médica suspeita que eu possa ser um controlador de elite. E ela não vê nada que indique o inicio do tratamento. Acho que eh por isso!

      • Do ponto de vista clínico ainda é bem difícil descobrir se controladores de elite precisam ou não de ARVs.
        Porém, você precisa cuidar com algumas coisas:

        Você não pode usar sua indefectibilidade com a mesma força que uma pessoa indetectável por remédios têm. Enquanto uma pessoa indetectável e com adesão perfeita permanece indetectável, você não tem essa garantia.
        Não sei como você conseguiria… mas poderia procurar se inscrever em alguma pesquisa científica sobre como você controla seu HIV, se seu corpo é diferente ou se o vírus que você contraiu é mais fraco. E saber como está a Ativação Imune e a Inflamação Crônica no seu corpo. Se estiverem elevados talvez tentar lutar por um regime de manutenção, como Atazanavir/r + Lamivudina.
        Eu nem sei ao certo o que é o B24 que você está falando, mas certamente você tem direito a isso. Independente de carga viral, você é soropositivo. Sua saúde pode estar sendo prejudicada sem saber. E você sofre o mesmo estigma social que nós “replicadores” sofremos. E talvez você ainda se preocupe mais por não estar usando a medicação e não ter “garantias” de estar bem quanto ao HIV.

        • controlador diz

          Obrigado Derek…. Tem algumas pessoas que não tem nada a acrescentar e ficam entrando em discussão. Vou procurar sim me orientar melhor a respeito, tenho lido vários artigos que me fizeram ter um pouco mais de entendimento sobre os controladores de elite e o que vc disse realmente eh algo que eu tenho que me preocupar.

          • Lia diz

            Independente se o controlador consegue controlar o vírus ou não. Ele tem direito, assim como todos nós, ao acesso gratuito a medicação. Se por ventura, ele não conseguir controlar mais o vírus, ele terá que aderir um dia ao uso do medicamento.
            Não sou médica, sou Bióloga. Mas até onde sei, não existe cura. Portanto a médica, está equivocada em querer mudar a sua sorologia. Ele continua sendo soropositivo, é será até descobrirem de fato a cura.

  8. Luna diz

    Olá a todos.
    Me rendi ao kik: lunajoplin

    Se tiver algum grupo do blog podem me colocar, por favor.

  9. Alex diz

    Não entendi, dizem que indetectável não transmite, agora essa taxa caiu para 77%?

    • Alex,
      77% é a segurança observada na população dessa área rural da África do Sul, onde “os pesquisadores apontam que interrupções de medicamentos e falta em consultas médicas eram comuns nas clínicas de cuidados primários de saúde que fornecem o tratamento antirretroviral para a população que participou no estudo, sugerindo que a supressão viral pode ter sido imperfeita entre aqueles em tratamento.”

    • É o tipo de trabalho que causa ansiedade… Eu li o artigo e se eles falam em “redução do reservatório”, deveriam andar mais rápido com isso…

      • RoDigo diz

        Pois é Barasa…
        Esse “superanticorpo” listado na matéria, seria a mutação delta 32 CCR 5 ?

        • Não… Os anticorpos são fabricados “de propósito” pelo corpo pra tentar neutralizar ameaças… A mutação delta 32 é produto do acaso.

  10. Antonio diz

    http://www.nature.com/nature/journal/vaap/ncurrent/full/nature18929.html

    Abstract
    Interruption of combination antiretroviral therapy (ART) in HIV-1-infected individuals leads to rapid viral rebound. Here we report the results of a phase IIa open label clinical trial evaluating 3BNC117, a broad and potent neutralizing antibody (bNAb) against the CD4 binding site of HIV-1 Env1, in the setting of analytical treatment interruption (ATI) in 13 HIV-1-infected individuals. Participants with 3BNC117-sensitive virus outgrowth cultures were enrolled. Two or four 30 mg/kg infusions of 3BNC117, separated by 3 or 2 weeks, respectively, were generally well tolerated. The infusions were associated with a delay in viral rebound for 5-9 weeks after 2 infusions, and up to 19 weeks after 4 infusions, or an average of 6.7 and 9.9 weeks respectively, compared with 2.6 weeks for historical controls (p=<1e-5). Rebound viruses arose predominantly from a single provirus. In most individuals, emerging viruses showed increased resistance indicating escape. However, 30% of participants remained suppressed until antibody concentrations waned below 20 μg/ml, and the viruses emerging in all but one of these individuals showed no apparent resistance to 3BCN117, suggesting failure to escape over a period of 9-19 weeks. We conclude that administration of 3BNC117 exerts strong selective pressure on HIV-1 emerging from latent reservoirs during ATI in humans.

    • Antonio diz

      Se alguém quiser o artigo completo da nature em inglês em tenho o pdf

  11. Gusta diz

    Uma duvida, talvez tola, mas….
    Existe algum hormônio que nos soropositivos podemos tomar para estimular o corpo? Tipo, algo q seja controlado por um medico etal, na quantidade certa.

  12. MB+ diz

    boa noite,

    vamos lá , o CID B24 é o código nacional para doentes ou que tenha quadro positivo para HIV , independente de ter desenvolvido AIDS ou não , ter ou não ter CV indetectável ou mesmo apresentar CD4 alto ou baixo , portanto se você ou outro testou positivo para HIV , você se enquadra nesse item e portanto sua medica tem por obrigação colocar esse CID em suas receitas , laudos ou outros.
    Sendo positivo independente de outros fatores descritos acima você tem direito a vários benefícios concedidos por governo , estado , ou prefeitura e direito é direito e ninguém pode te tirar isso.
    Controlador de elite são sim pacientes com testagem positiva para HIV mas que não desenvolve a doença ou multiplicação viral , uns se mantem indetectáveis pela vida toda outros com níveis muito baixo ( Lowcontrol) se sua infecto não recomenda o inicio ou uso de tarv ela esta certa , não cabe a nos leigos contestar o que ela disse, não só ela mas vários outros doutores renomados recomendam.
    Quanto a ser alvo de estudo relaxa pois ninguém aqui é cobaia ou deve se sentir como tal.
    o importante e você viver sua vida normalmente , realizar seus exames rotineiros , e se digo se um dia precisar usar os arvs que o faça.

  13. Marcelo+ diz

    Boa noite a todos.
    Controlar…Se tratando de lei,sua médica está equivocada…vc fazendo uso ou não da medicação vc e um soro positivo.
    Queria eu ser um controlar e não ser refém da medicação…no seu caso está havendo um juízo de valores por parte da sua médica…estamos todos aqui ou quase todos no mesmo barco vamos nos ajudar.
    Não compete a nos jugar a sociedade já faz isso é muito bem…eu tiro meu chapéu para vcs…que lutam pelos direitos adquiridos.
    Desde que descobri minha sorologia meu maior medo e que alguém descubra fico imaginando quando esse dia irá chegar.
    Saúde a todos e vamos vencer essa guerra.

  14. Cariocafl diz

    Como lhe dar com a rejeição? A um ano e pouco desde q descobri terminei um relacionamento no qual me fez sofrer muito.. Bem, não quis me envolver com mais ninguém… Hj me envolvi com uma pessoa pelo qual me abri pra tentar algo .. Em 3 semanas ficando falei da minha condição, e ouvi vários elogios, de q sou um ser humano incrível, q sou iluminado, q a pessoa me admira ainda mais porém não está preparado p namorar alguém soropositivo… Entendi o lado dele, porém doi tanto né? E por incrível q pareça, ele é da área da saúde.. Ou seja, percebo cada vez mais q devo me envolver com alguém da mesma sorologia, pra tentar ser feliz… To muito triste, porém sou forte pra aguentar tudo q a vida oferece, pq se não fosse a minha fé não sei o q seria… Enfim, só um desabafo… Venho sempre acompanhando o blog e gosto muito das coisas q leio! Bjs e abraços a todos

  15. Lilian diz

    Cariocafl, não fique assim jamais… existem certas pessoas que só querem parecer educadas , mas no fundo tem um pouco de medo e/ou preconceito. Logo tenho certeza que irá encontrar alguém especial para você, independente de sorologia.
    Nunca na minha vida pensei em me relacionar com um soropositivo, mas aconteceu, eu o amo como ser humano e pelo seu interior .. a sorologia só foi algo peculiar que ele possuí . Creio que sempre deverão se abrir com quem confiam , gostam e acham que podem ter um relacionamento sério …ao contrário, se preservem .

Deixe um comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s