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Carta de um leitor: sobre dois diagnósticos

“Olá, Jovem Soropositivo. Me desculpe a falta de ponto de exclamação no cumprimento, mas não é com alegria que alguém recebe esse resultado, positivo em alguns testes e reagente em outros.

Sou mais um na estatística para o HIV. Mais um que dependerá do governo com as medicações e exames e mais um ser no estigma e na escuridão da doença. Mas não serei mais um na vida de minha família e amigos. Para eles, percebo que eu continuo sendo o mesmo — ainda que eles não saibam desse detalhe e eu nem pense em contar!

“Aceitar o HIV parece levar mais tempo do que para assimilar qualquer outra doença.”

Descobrir e aceitar o HIV parece levar mais tempo do que para assimilar qualquer outra doença. Eu descobri que era soropositivo numa sexta-feira, e minha simplesmente vida parou! Na sexta-feira seguinte, vim a descobrir que minha mãe está com um tumor no cérebro, que causa sintomas devastadores sobre todo o corpo dela. Como eu poderia achar que meu problema era maior que o dela?

Minha mãe descobriu seu tumor da pior maneira: estava tão grande e desenvolvido que já não havia mais espaço dentro da cabeça para expandir, o que explicava as cansadas vezes que tinha dores de cabeça e se tratava com analgésicos. Mas o que a levou a ser internada foi um sangramento decorrente do tumor, confundindo com um diagnostico AVC. Os médicos não foram muito otimistas e isso repercutiu como um maremoto na minha vida e na de minha família.

A Grande Onda de Kanagawa

Nos dias da internação, antes da cirurgia, ela perdeu a fala, a memória, sua fala não estava coerente e ela não mais se equilibrava ao ficar em pé. Hoje, 20 dias depois, ela fala, come, toma banho e caminha, tudo sozinha. Os médicos conseguiram retirar grande parte do tumor. Agora, ela pouco a pouco recupera suas funções, o que parece mesmo um verdadeiro milagre de Deus. Enquanto isso, aguardamos o resultado da biópsia, que dirá se ela precisará de quimioterapia e radioterapia vitalícios. Então, diante desses dois diagnósticos e, mesmo assim, ainda ter minha mãe aqui, comigo, viva e bem, o que mais eu posso esperar?

“Agradeci pelo fato de hoje ter HIV e não um tumor.”

Agradeci pelo fato de hoje ter HIV e não um tumor. Sei que, com tratamento antirretroviral, vou viver bem. Ainda que possa vir conviver com algum problema pontual decorrente da doença, sei que estarei vivo. Gostaria de dizer o mesmo da minha mãe. Estou lutando junto com ela para fazer com que seu tratamento seja um sucesso, como o meu, e que ela ainda viva por muitos anos, como eu planejo viver. Mas não posso negar que é uma doença dolorida, com uma carga emocional forte, daquelas que só de mencionar parece como uma sentença de morte, que não respeita ninguém, nem a pessoa mais honesta e trabalhadora, como a minha mãe.

Por isso, pensar positivo e, sim, acreditar em Deus, tem feito a diferença nessas horas. Essa tem sido a minha experiência pessoal e o meu conforto para aceitar a doença. Seria hipócrita dizer que aceitei o HIV numa boa, mas ao menos sou grato por estar vivo e ter a chance de realizar meus sonhos. Espero que, assim como eu, muitos vençam a barreira do diagnóstico e sejam felizes, com o que temos hoje, pois, como diz um provérbio chinês:

‘O passado é história, o futuro é mistério, e hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de presente!’

Abraços!

B.”

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

57 comentários

  1. Alexandre diz

    Enquanto lia, pude sentir com clareza as palavras. Estamos juntos, obrigado por compartilhar.

  2. Caminhando... diz

    Torço, com muita fé, que tudo ficará bem com sua mãe, e com vc tb, B!

  3. Lima diz

    Força, pois a vida é muito maior, torço por nossa cura e a cura da sua mãe e de “tantas outras mães” que hoje se vêem acometidas por certas doenças!

  4. Luks diz

    Depoimento sensível. Somos muito egoístas e achamos que o nosso problema é sempre o pior do mundo. Há inúmeros outros que tem consequências terríveis e, mesmo assim, recebem tratamento, são amenizados pela medicina que avança cada dia mais. Completei quatro meses de diagnóstico, refiz os exames hoje e de lá pra cá já sinto o quanto amadureci. É claro que se eu pudesse escolher… nem precisa falar, né?! Mas se é o que tem pra hoje, vamos lutar, agarrar essa nova chance e viver bem e em paz. Abraços à todos!

  5. Matheus diz

    Torço pela recuperação de sua mãe e vc é só seguir o tratamento que tudo continuará normalmente,abraços.

  6. Leão diz

    Descobri que sou portador, minha esposa atual e minha ex tbm,,, difícil e inevitável a culpa devastadora. A pior coisa do hiv é viver escondido, quanta solidão. Haja força para nós.

  7. Vou completar 3meses de diagnostico não e fácil mas to vivendo a minha vida normal. no princípio e horrível acho q eu como todos aq pensa em primeira estancia que vamos morrer. Mas através de pesquisas e por essa pagina mim ajudou muito a entender que eu posso ter uma vida normal com o tratamento. Fico feliz por vcs dividir um pouco da vida de vocês aqui pois mim ajudou muito a superar. E mim aceitar obrigada .

  8. Antonio diz

    Força para ajudar sua mae!
    E o que sempre falo, quando descobrimos temos que pensar assim, o que me sobrou? e com isso que temos que viver. Faço uma analogia no inicio de mês recebo meus rendimentos, então tenho como todo mundo uma serie de conta para pagar. Pago e o que sobra eu vejo o que posso fazer, Assim é nossa vida. O que temos ainda?
    Eu descobri durante a semana as 8 da noite em um exame de rotina, só consegui dormir as 4 da manha, no outro fui trabalhar, tomei bastante café. Na hora do almoço fui almoçar com uma colega quase desabei, mas consegui disfarçar. E tenho a mensagem da minha medica que disse, nunca desista de nada, nada vai mudar na sua vida (isso virou um mangra!). Assim eu sigo! Uma hora todos vamos morrer. Não adianta ter culpa ou culpar alguém. É a vida que tem que seguir.! Atividade física quase todo dia. Remédio todo dia (3 em 1) ! e eu complemento com vitaminas, chás e outras coisas que meu conhecimento de bioquímica me permite ajudar. Estou super bem como nunca estive do ponto de vista de saúde.

    • ROCK HUDSON diz

      Para Sempre

      Por que Deus permite
      que as mães vão-se embora?
      Mãe não tem limite,
      é tempo sem hora,
      luz que não apaga
      quando sopra o vento
      e chuva desaba,
      veludo escondido
      na pele enrugada,
      água pura, ar puro,
      puro pensamento.

      Morrer acontece
      com o que é breve e passa
      sem deixar vestígio.
      Mãe, na sua graça,
      é eternidade.
      Por que Deus se lembra
      – mistério profundo –
      de tirá-la um dia?

      Fosse eu Rei do Mundo,
      baixava uma lei:
      Mãe não morre nunca,
      mãe ficará sempre
      junto de seu filho
      e ele, velho embora,
      será pequenino
      feito grão de milho.
      Carlos Drummond de Andrade

  9. anjo (terapeuta) diz

    Amigo quando li esta carta tao bem escrita parece que ouvia vc falar, e pensei que palavra posso dizer que o conforte mas no mometo so posso dizer: mesmo longe estamos juntos talvez vc numa ponta da barca e eu na outra mas na mesma barca. Lembra somos milhares a remar na mesma direçao vc nao esta só.

  10. Vivo diz

    A lagriminha desceu… Desejo muita saúde e vida pela frente, pra você e pra sua mãe! Como o colega aqui em cima disse: VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!

  11. Grão da Noite diz

    Ano passado, alguns dias depois de ter iniciado a TARV, ouvi algo parecido de um amigo a quem acabei dizendo que tenho HIV: ele me disse que hoje em dia é menos ruim ter HIV do que um câncer grave ou outros grandes comprometimentos no funcionamento normal do corpo, como uma paraplegia, uma tetraplegia… E é verdade. Atualmente se descobrir com HIV não é mais o fim do mundo. Eu acabei contando pra ele porque nos primeiros dias o Efavirenz mudou muito meu humor. Eu cheguei a sentir vontade de morrer e tive muito medo. Fiquei com um medo horrível de tentar me suicidar e ser bem-sucedido. Na nossa conversa ele me disse que também é soropositivo e está na TARV desde 2010. Ele me falou que, com o tempo, em muitos momentos eu me esqueceria de que tenho HIV, porque a gente acaba automatizando as mudanças que a doença provoca na nossa rotina (as idas ao infectologista, os exames de tempos em tempos, a ingestão dos remédios todos os dias…). Com o tempo tudo isso se incorpora à vida que tínhamos antes. Na hora eu ouvi com o lado racional da cabeça mas o lado emocional não escutou direito, cheguei a pensar: “Será mesmo?”. Mas aí o tempo foi passando e realmente foi acontecendo. O diagnóstico continua sendo um dos piores dias da minha vida e acho que vai ser assim pra sempre. Acho que pra sempre vou me lembrar de que, no dia 24 de agosto de 2015, às 13:44 (olhei no celular), a médica do laboratório onde foi feita a coleta do meu sangue, de manhã cedo, me ligou dizendo para eu voltar lá no dia seguinte para fazer uma nova coleta. A ligação durou poucos segundos, mas, quando desliguei a chamada, eu estava febril e completamente desorientado. Ainda bem que eu já estava deitado na minha cama… Fiquei com um desconforto na barriga por meses. Meu medo era de que os remédios estivessem causando algo no meu fígado, ou no meu pâncreas, ou no meu baço, ou no meu estômago… Eu achava que algo muito ruim poderia estar acontecendo em algum órgão meu. Comecei a tomar os remédios no dia 17 de setembro e esse desconforto na minha barriga só passou em janeiro de 2016. As mudanças no meu humor passaram bem mais rápido, umas duas semanas depois do início do tratamento, no máximo. A virada de ano graças a Deus me fez bem, fazendo passar também o desconforto no abdômen. No fim de janeiro fiz o primeiro exame de carga viral após o início do tratamento e já deu indetectável (no meu primeiro exame, isso antes de começar a TARV, a carga viral deu 2.900 e pouco, não recordo o valor exato). As CD4 subiram de 820 pra 1080. E os outros exames mostraram que não tinha nada de errado com meu fígado ou com meus outros órgãos. Eu não estava me dissolvendo por dentro, como cheguei a recear, pelo menos não no sentido literal. Agora posso dar plena razão ao meu amigo: sim, de vez em quando até me esqueço de que tenho HIV, embora nunca tenha deixado de tomar o 3 em 1 um dia sequer. E todas as outras coisas que passei a fazer por causa do vírus já estão mesmo incorporadas à minha rotina. Não gosto de ter o vírus, mas me acostumei. E a dependência do remédio não me perturba, apesar de de vez em quando eu ter medo de o governo parar de fornecer a medicação, me causando uma enorme dor-de-cabeça. Todos nós somos dependentes da Civilização. Aumentar um pouco mais a dependência não me abala, me faz sentir mais gratidão. Graças à Civilização estamos vivos e vivendo com relativo conforto, já era assim antes do HIV e continuará sendo se eu ainda estiver vivo quando a cura estiver sendo distribuída na farmácia do SAE. Com relação ao momento difícil por que está passando o autor da carta, sinto muito. Deve ser horrível, realmente bem pior do que receber a ligação de uma médica pedindo pra ser feita uma segunda coleta de sangue pra o Western Blot. Nesses momentos de diagnósticos difíceis, em si ou em entes queridos, é muito importante a espiritualização. Há muito tempo acesso o conteúdo de um site de que gosto muito: http://www.saltoquantico.com.br. As palestras de Benjamin Teixeira de Aguiar são transmitidas aos domingos pela Fan Page dele (na verdade, não dele, mas do ISQ – Instituto Salto Quântico) no Facebook. Pode ser que alguém encontre no site e nas palestras do ISQ o conteúdo de que precisa pra se espiritualizar e fazer a educação emocional que infelizmente não aprendemos na escola – ainda, pois no futuro eu tenho certeza de que a educação emocional fará parte de todos os currículos, de escolas e universidades. Não tenho a menor dúvida de que a educação emocional que faço há muito tempo no ISQ, mais intensivamente desde 2001, mas desde antes desse ano, vem-me ajudando muitíssimo a lidar bem com o HIV. Sem esse aprendizado essencial, não tenho a menor dúvida de que estaria encarando a doença com vitimização e não com autorresponsabilidade, com pessimismo e não com resignação e até com otimismo pelos aprendizados que venho fazendo. Experimentem. Estou certo de que alguns irão gostar e aprender muito.

  12. Maxwell diz

    Boa noite, gostaria de fazer uma pesquisa com vocês leitores desse site:
    Independente das informações que temos aqui nesse site, qual o posicionamento do SEU PRÓPRIO MÉDICO sobre a questão da indetectabilidade? Ele garante que não transmite ou diz que há um risco mesmo que pequeno de se transmitir?
    Gostaria que aqueles que tem em seu médico afirmando que não transmite clique a mãozinha pra cima e aqueles que seus médicos informam que há a possibilidade mesmo remota clique mãozinha pra baixo.
    Gostaria que os pacientes do Dr. Ésper Kallás não participasse dessa pesquisa para que eu pudesse ter uma dimensão se os outros médicos tem ou não tem o mesmo posicionamento dele. Grato desde já.

    • dD20 diz

      Amigo, em ciência nada é exato. Existe sim uma pequena, quase desprezível chance, de transmissão. E conforme mencionado em outros artigos aqui no site, nos indivíduos analisados nos estudos nunca houve transmissão no âmbito da sua pergunta, a famosa e polêmica “declaração suíça”. Minha médica está fora do Brasil se especializando e lembro que me falou basicamente o que discorri no início do texto, porém não aconselhou retirar o preservativo inclusive no sexo oral.

    • Verdes Olhos diz

      Meus dois infectologistas me disseram que “carga viral abaixo de 300 não transmite o vírus”. Ao me tornar indetectável, perguntei para minha médica o que eu poderia ou não fazer em termos sexuais. Ao que ela me respondeu: “pode fazer tudo”. Eu perguntei: “tudo, mesmo?”. Ela replicou: “sim, tudo. Carga viral abaixo de 300 não transmite”.

      Ela me falou que atende diversos casais sorodiferentes e que muitos optam por não utilizar camisinha. E estão todos saudáveis, sem contágio.

      Obs.: não sou paciente do Dr. Ésper Kallás.

      Abraços!

  13. Poz diz

    Pessoal, estou morando na Bela Vista (SP) e gostaria de indicação de cta/sae para eu retirar minha medicação (consulta e exame faço pelo plano de saúde). Alguém saberia me dizer um local em que o atendimento seja bom, não haja tanta exposição, e eu possa pegar medicação para 2 ou 3 meses? Agradeço.

    • Rafael Pimenta diz

      Poz, também moro na Bela Vista mas pego minha medicação no CTA do Ipiranga, recomendo.

  14. Bruno Machado diz

    Primeiro o amor, depois a gratidão de um filho que quer o melhor pra sua mãe.
    Ser Positivo, é tão importante como ser Diabético. É tão pequeno ao mesmo tempo. Mas psicologicamente é grande na nossa cabeça.
    Deus está acima de tudo. Acredite, ele te dará forças.
    A todos uma ótima semana.
    Obrigado JS

    Animale.mga@hotmail.com

  15. Gil diz

    Não sei por quê… mas ao ler a carta do leitor acima e as mensagens da turma que escreve, lembrei de uma música do Engenheiros do Hawaii, Mapas do Acaso.
    É uma letra linda, que fala sobre culpa (consigo mesmo), perdão, estarmos no mesmo barco e questiona: o que nos leva, o que nos prende? A Âncora, a vela? Segue:
    (https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/128141/)

    MAPAS DO ACASO -Humberto Gessinger

    não peça perdão, a culpa não é sua
    estamos no mesmo barco e ele ainda flutua
    não perca a razão, ela já não é sua
    onda após onda, o barco ainda flutua
    ao sabor do acaso
    apesar dos pesares
    ao sabor do acaso… flutua

    então, preste atenção: o mar não ensina, insinua
    estamos no mesmo barco, sob a mesma lua
    no mar, em marte, em qualquer parte
    estaremos sempre sob a mesma lua
    ao sabor da corrente
    tão fortes quanto o elo mais fraco
    ao sabor da corrente… sob a mesma lua

    âncora, vela
    ?qual me leva?
    ?qual me prende?
    mapas e bússola
    sorte e acaso
    ?quem sabe (?) do que depende?

    • Mutatis Mutandis diz

      Música boa, bons tempos…tenho esse “CD” (kkkkkk, coisa antiga da mulesta….CD…KKK) chama-se “Filmes de Guerra, Canções de Amor”, dos Engenheiros do Havaí…

      Augusto Licks estava impagável na guitarra…meio blues, muito intimista…gravado na sala Cecília Meireles, RJ, um acústico nos melhores moldes de um talkshow….

      poxa, falei demais…foi mal…me emocionei com a postagem!

  16. Luiz Carlos diz

    Minha mãe faleceu de câncer 4 meses depois que eu descobri minha sorologia… Ainda nesses 4 meses, lidando com todo o estigma da doença, ela já estava internada, sofrendo, sem poder comer, recebendo alimentação pela veia. Coincidência ou não, o meu infecto era plantonista na UTI do hospital em que ela estava, e sempre me mantinha atualizado sobre a condição dela. Foi uma época da minha vida em que eu quis me matar inúmeras vezes, não aguentava tanto sofrimento de uma vez só, tendo que ser forte pela minha mãe e ao mesmo tempo tendo que lidar com a descoberta do vírus, fazendo todos os exames, lidando com os efeitos colaterais… Enfim :/

    • Juka diz

      Já eu descobri minha condição 4meses após perder minha mãe quando eu estava num luto profundo e lutando para não entrar em depressão…..nossa , nem gosto de lembrar desse momento sombrio da minha vida…

  17. Ruthe diz

    Jovem, desde que você começou seu tratamento sua medicação sempre foi a mesma? Qual sua combinação?

    • RoDigo diz

      Eu vi em algum post, que ele atualmente toma 3×1, mas já tomou Kaletra com Biovir.

  18. hoje fazem exatamente 3 anos que recebi meu resultado positivo,e exatamente nesta data por coincidencia ou seila oque,meu pai morreu no mesmo dia,ou seja não sei como suportei tanta dor.E ainda estava esperando um bebe,hoje minha filha esta bem sem nenhum vestigio de hiv. Meu querido que deus ti abençoe e aproveite cada momento que esta com sua mãe.alias com toda sua familia.

  19. Bruno Machado diz

    Assim como você Luciana, todos passamos por provas nessa vida. Acredito que nada é por acaso.
    Graças a Deus você está bem assim como tantos outros que decidiram por viver.

  20. DiegoM diz

    torcendo pela recuperação da sua mãe.
    força! VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO!!!! 🙂

  21. Brumo diz

    Algum paciente do Dr. Esper Kallas poderia me dizer o valor da consulta com ele?

  22. Gil diz

    Chegaram os resultados da contagem viral e CD4…
    Indetectável e cd4 800.
    cd8 920.
    44%, está a um ponto percentual do ideal.
    Isso com 25 dias após a minha bariátrica.
    Aliás já emagreci 15kg em 37 dias.
    Fiquei feliz, tinha de dividir com vocês!

    • RoDigo diz

      Parabens Gil !
      Quando vc iniciou sua TARV quanto estava seu CD4 e CV ?

    • Mutatis Mutandis diz

      Gil, parabéns, garoto!
      Só uma curiosidade: vc fez bariátrica e eu querendo recuperar 04 kg que essa medicação me tirou..KKK, sou magricela demais…mas tamo bem, isso é que importa!

  23. y. diz

    Boa tarde amigos, primeiramente queria parabénizar pelo trabalho do site. É lindo ver as palavras de paz e conforto que encontro cada vez que visito o blog.

    Me descobri com HIV+ no início de outubro de 2015. Minha carga viral era de 20.000 cópias/ml e meu CD4 ja estava 240. Foi muito difícil receber o dignótisco, mas com a ajuda de amigos e da família tudo fica mais tranquilo.

    Iniciei meu tratamento só em janeiro desse ano, no meu primeiro resultado (que foi em abril), minha carga viral havia caído para 700 cópias/ml e meu CD4 subido para 457. Fiz meu ultimo exame agora no final de maio e minha carga viral havia caído para 200 cópias/ml, porém meu CD4 havia caído também para 347.

    Meu infecto me disse que é normal o CD4 flutuar no início do tratamento e o que importa é que minha carga viral estava diminuindo e já deve vir indetectável no próximo exame.

    Estou muito nervoso em relação a queda do CD4, pesquisei muito e vi que pode ser por fato de uma gripe ou algo simples que ele tenha caído, porém o medo toma conta de mim novamente. A mesma sensação que foi quando descobri ser soropositivo.

    Estou procurando para me manter forte e me alimentando corretamente e tomando preucauções para aumentar meu CD4 a níveis normais. Tenho um intercambio marcado para o inicio de setembro e estou muito nervoso com isso,porque nao quero de modo algum ter que cancela-lo. Já tenho uma consulta marcada com um infecto na Irlanda (País onde farei meu intercâmbio, o sistema de saúde funciona igual do brasil, com mesma distribuição de remédio e tudo. Gratuitamente).

    Ando muito nervoso em relação e tudo isso. Se alguém passou por uma situação semelhante poderia me ajuda?

    Agradecido desde já!

    • Lia diz

      Y
      Também fiquei ansiosa e frustada como vc.
      Tem apenas 4 meses que comecei o tratamento. Meu primeiro exame, CV 1.700 e CD4 760. Repeti o resultado agora. Estou indetectável, mais o CD4 caiu pra 490. Fiquei frustada, estou cuidando da saúde. O infecto disse, que o Cd4 oscila mesmo e que o importante é a CV indetectável. Fiquei um pouco mais tranquila. Espero que o próximo exame o CD4 esteja melhor.

    • Thiago diz

      Nao se preocupe. Eu descobri com pouco tempo de infectado (havia testado meses antes e estava negativo), meu CD4 estava em 260 e a carga viral na casa dos 100 mil. Iniciado o tratamento, 3 meses apos ja estava indetectavel, e meu CD4 havia subido para uns 370. Sempre fiquei preocupado com o CD4 e a carga viral, tanto que fazia exames quase que de 3 em 3 meses, o maximo que meu CD4 chegou foi a 420, pra minha surpresa no penultimo exame estava em 160. Bateu um quase desespero. MInha medica procurou me tranquilizar, disse inclusive que poderia ser erro de laboratorio. Refiz o exame, cerca de 1 mes depois, e o CD4 esta em 308.

  24. garoto diz

    Olá! Estou no Kik. Meu usuário é “garoto23anos” kik.me/garoto23anos

  25. Luiz Botelho diz

    Boa noite.

    Alguém poderia me explicar o motivo de “à seis meses indetectavel”, não transmite hiv?

    Faço o tratamento há 2 meses e estou conhecendo uma pessoa. Transamos apenas de camisinha. E assim sempre será.

    Milha CV é 450 e cd4 970.

    Obrigado.

  26. Paulo Roberto diz

    Eu passo por um momento semelhante. Meu cunhado está internado com câncer no sistema urinário já há um mês. Eu fico entre o hospital e minha casa, cuido de um sobrinho de 13 anos. Da minha família, só uma irmã sabe que sou HIV positivo. Não tenho muito com quem contar, mas agradeço a Deus pelos medicamentos que tomo e que me mantém vivo.
    E situações como essa é que me fazem ver como a vida é frágil e como podemos ser importante na história de nossos semelhantes. Ao mesmo tempo em que lamento por ser soropositivo, exulto a Deus pela possibilidade de estar sendo ÚTIL a quem precisa mais do que eu neste momento.
    Boa noite a todos!

  27. Luna diz

    Muito comovente e ao mesmo tempo pertinente essa postagem. Só reforça minha conclusão de que existem coisas mto piores do que um diagnóstico positivo para HIV,embora no inicio nada nos faça acreditar nisso.
    Nosso pior inimigo somos nós mesmos…
    Desejo força para vc e melhoras para sua mãezinha.

  28. Ledos diz

    Estamos juntos amigo! Também compartilho da idéia que existem coisas muito piores que o HIV! Melhor se não tivesse, ok! Mas dá pra viver normal, saudável e feliz..abraços

  29. Carla diz

    Sim,
    Foi um milagre em sua vida.
    Também passo por diversos problemas por causa do hiv.
    Tive que depender da família pois no momento que descobri a doença me encontrava desempregada e ainda estou.
    Mas sou grata pelo dom da vida e sei que Deus tem plano para todos nós…
    Esse é o meu testemunho em forma de gratidão pois ele me tirou do vale da sombra e da morte e um dia quando lá no céu for morar para Cristo ter uma doença não me diferenciará das demais pessoas.
    Carla Folha Nascimento

    • Blue diz

      Carla, Kik é um aplicativo de celular igual o whatsapp, só que pra adicionar as pessoas vc não usa o número de celular, é pelo nickname do usuário. É simples: vc instala ele no seu celular, cria uma conta e assim vc pode adicionar as pessoas pra conversar.

  30. L.C.C. diz

    Pessoal, hoje tive a notícia de que estou indetectavel… descobri o HIV em outubro de 2015… Estou me sentindo leve!!!!

  31. ricardo diz

    sabe o que eu acho engraçado e desculpe minha sinceridade mas eh porque eu realmente busco um argumento que faca eu aceitar essa vida que eu tenho que levar.
    quando alguem me diz que existem dignosticos muito piores eu entendo.

    Mas o que garante que nos nao teremos essas doencas TAMBEM ??? do jeito que a coisa eh posta parece que todo mundo somente tem uma ficha pra uma doenca. Se fosse assim, otimo que seja HIV. mas nao eh.

    Qm tem HIV ainda pode ter cancer, tumor no cerebro e todo resto. com o simples detalhe que alem de tudo mais vai ter que vivier a vida toda tomando remedio que vai ferrar a saude.

    HIV nao me livrou do resto que a minha genetica me guarda…

  32. G. diz

    Bom dia, nem sei por onde começar …pois se for contar minha história posso copiar e colar (o que muda é a reação de cada um)…pois aconteceu comigo, fui fazer exames de rotinas e bummm a notícia HIV reagente, não foi assim tão simples que peguei o resultado passei por uma tortura com o laboratório, pois acho que eles não tem estrutura para dar resultados reagentes…. gritei tanto na rua pois logo que peguei o resultado sai correndo para ninguém ver e graças a Deus estava acompanhada com meu parceiro que me acolheu tão bem…passando o primeiro momento, pedi para meu companheiro fazer o teste também pois nossas relações sempre são (ou melhor foram pois errar é humano continuar errando não dá agora camisinha sempre)…sem camisinha, e ele também deu positivo. Agora quem pegou primeiro não vem ao caso….é gozado pois sempre fiz o teste HIV nunca tive medo do resultado o meu ultimo HIV foi em julho de 2015 e agora estou em outra realidade….falo assim pois é recente faz 4 dias que peguei o resultado chorei 24 horas sem parar mas hoje já consigo respirar.
    Escrevo aqui para desabafar não tenho coragem de contar pra ninguém pois tenho medo da reação das pessoas se a minha foi terrível fico imaginando o de algum familiar meu…nossa, melhor guardar segredo, mas acredito que como é muito recente ainda não estou sabendo lidar passa mil coisas o tempo todo …por ter apenas 25 anos mas graças a Deus já tenho filhos … bem por enquanto é isso!!!
    Começar outra etapa na vida e viver!!

  33. Drpositivo diz

    No dia 14 de abril de 2016. A cena ainda se repete acompanhada de muita angustia e medo .Saí de uma cirurgia no hospital onde estava como interno (ultimo ano do curso de medicina) e ao passar pelo laboratorio do mesmo local, ao tentar receber meus exames e acompanhado de uma colega , somos chamados para dentro do e a bioquimica entrega o dela enquanto o meu é retido ,ja imaginava o que estava acontecendo , só pensava que minha vida e carreira acabava ali , ainda passado quase 3 meses nao sei bem o que esta por vir , por sorte minha familia me da total apoio e otimismo mas , a angustia se tornou minha companhia diante de tantas incertezas , o que me conforta é pensar q podemos estar perto de uma cura o que colocaria fim a tamanho sofrimento . Meu cd4 estava 347 e carga viral 47.000 copias , tomo os medicamentos a quase 2 meses . Só quero ter saúde pra continuar estudando e podendo ajudar meus futuros pacientes que estejam sofrendo tanto como eu , nao nego que pensamentos de por fim a minha vida ainda estejam presentes mas , penso em minha familia ,que nao merecem .Quero me entregar a medicina e ocupar-me dela para que nao tenha tempo de pensar em coisas ruins e ainda me sentir util .Terminei minha faculdade mas ainda há muito que estudar pois conclui o curso em outro país e necessito fazer uma prova de titulo .Resolvi compartilhar um pouquinho da minha historia porque me senti identifcado e confortado .Muitas vezes recorro a Deus para seguir em frente e venho construindo em cima disso um novo recomeco.

  34. Vai dar tudo certo, confie em Deus. É como muitos dizem, hoje, pode ser encarado como uma doença tal qual a diabetes, hipertensão e outras que exigem acompanhamento, você é médico e tenho certeza que consegue racionalizar isso. Estou em situação semelhante e também muito confuso ainda, mas tudo dará certo, tenha certeza!

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