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Carta de um leitor: sobre a superação do diagnóstico

“Olá, Jovem! Tudo bem contigo?

Tive uma conversa recente com um amigo, que me contou ser soropositivo. Enquanto ele ia me contando sobre os fatos e sentimentos desde o momento em que teve o fatídico sexo no qual se contaminou, passando pela descoberta até os dias de hoje, fui me identificando e relembrando momentos da minha própria história, como se eu estivesse diante de um espelho — pois eu também sou soropositivo. É claro que as circunstâncias dele foram outras e são outras. Nossos caminhos são diferentes. Mas há algo que permeia nossas vivências como um cerne, que faz com que eu me identifique e me empatize facilmente com ele.

“Não me vejo obrigado a expor minha vida privada, por mais que eu esteja disposto a expor a respeito da minha condição.”

A reação unânime das pessoas ao ouvirem de mim sobre a minha condição é, primeiro, de perguntar como aconteceu. Trocando em miúdos, querem saber com quem eu transei para que isso acontecesse, e quando. É uma pergunta indiscreta, chata, inapropriada, desnecessária e, em alguns momentos, até mesmo dolorosa. A resposta à essa pergunta ganha os mesmos adjetivos, mas eu tenho aprendido a simplesmente dizer: ‘eu fiz sexo sem camisinha e aconteceu’. Não me vejo obrigado a expor minha vida privada, tampouco momentos tão íntimos para alguém que não fez parte deles, por mais que eu esteja disposto a expor a respeito da minha condição, sob a boa vontade moralmente chamada de ‘honestidade’.

Porque é que, assim que conto ter HIV, os homens me dizem: ‘Fico feliz que tenha me contado e que tenha sido honesto. Isso me encanta! Mostra o seu bom caráter. Mostra que que quer cuidar de mim’? Fazendo uma reflexão detida, está aí um julgamento perverso e opressor, que diz que o valor do meu caráter e o tamanho do meu carinho podem ser medidos a partir do fato de eu contar ou não que tenho HIV para o homem com quem vou transar.

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Mas e se eu não contasse? E se eu simplesmente dissesse que meus sexos têm de ser com camisinha do início ao fim, eu seria menos honesto ou menos bom? Então significa que os homens com os quais eu transei e não contei a respeito podem me chamar de desonesto ou cruel por não ter contado, mesmo eu tendo cuidado para que eles não fossem expostos, assim como eu me expus? E se, hipoteticamente, eles tivessem sido expostos de alguma forma, a responsabilidade não seria deles também? É claro que entra aí uma obrigação ética na qual, dada a exposição, eu tenho que orientar o sujeito a tomar os cuidados e ações necessárias, como a profilaxia pós-exposição (PEP). Mas isso, ainda assim, não me tornaria mais ou menos bondoso. Eu não faço tal julgamento do homem com quem transei e me contaminei, seja lá quem for — e não mereço ser medido assim.

Quando meu amigo me contou a história dele, me senti tão confortável em ouvir e que fiquei mais confortável em contar. Essa foi uma sensação de alívio: como a de estar em casa após uma longa viagem, a qual comecei em outubro de 2014, quando tinha 24 anos. Pela primeira vez, não me senti julgado ou culpado por mim mesmo por ter feito sexo, por ter gozado sem camisinha. Eu apenas pude ouvir aquela história, contar a minha e abraçá-lo. Depois, ser abraçado.

“Começo a ver que eu não sou um homem menos interessante ou menos bom por ser soropositivo.”

Eu não estava me justificando ou provando nada para ninguém. Não estava ‘sendo honesto’ como nas outras vezes. Estava apenas contando sobre a minha história e ouvindo a do outro. Foi algo gratuito e livre e, por isso, foi tão bom! Eu sei que é estranho dizer que é ‘bom’ que ambos possamos contar um para o outro sobre o HIV — melhor seria se não tivéssemos essas histórias para contar, é verdade, mas é bom saber que, na adversidade, eu posso encontrar alguém com quem eu possa ser simplesmente humano, sem necessidade de justificativas, sem medo de julgamentos e nem culpa por isso. Começo a ver que eu não sou um homem menos interessante ou menos bom por ser soropositivo.

“Não quero que o momento de contar sobre a minha condição sorológica vire um momento de medo, no qual eu fico à mercê de ser aceito.”

Meu Deus, tenho me autoflagelado há quase dois anos, pensando que não sou digno de ser amado por conta disso! Sempre que me interesso por alguém, sou interrompido em meus devaneios felizes por pensamentos que dizem que a condição tenho, positiva para o HIV, me faz menos atraente ou que um relacionamento comigo é, por essa razão, mais custoso. Porém, eu não quero mais pensar assim sobre mim. Não quero mais me importar com o que vem de fora. Não quero que o momento de contar sobre a minha condição sorológica vire um momento de medo, no qual eu fico à mercê de ser aceito.

“Quero que o HIV seja um detalhe.”

Eu não tenho que ser aceito, perdoado, nem absolvido. Quero que o HIV seja um detalhe. Sei que corro o risco de receber uma negativa — embora eu tenha tido a sorte de nunca a ter recebido. Mas eu não vou mais sentir pena de mim mesmo. E tenho que lutar por isso. Tenho crescido muito nos últimos anos, como qualquer ser humano, mas tenho certeza que o que me aconteceu comigo me obrigou a crescer mais rápido em alguns aspectos e de formas ainda mais maduras.

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Tenho aprendido, desde então, a respeitar meu espaço, meu tempo, meu corpo e meus sentimentos, assim como o dos outros. Tenho aprendido a julgar menos as circunstâncias da vida dos outros, a ouvir mais, a parar de falar quando me pego falando muito. Tenho aprendido a cuidar mais e melhor da minha saúde, a comer e dormir melhor, a sorrir mais, a não beijar e transar quando percebo que não tem significado para mim naquele momento, a beber menos e inclusive eu parei de fumar. Tenho aprendido a priorizar coisas e pessoas que antes eu não priorizava e a retirar a importância de outras. Tenho aprendido a apreciar mais e melhor o pôr do sol, as conversas com meus pais, meu irmão e meus amigos, bem como o tempo que tenho com eles e com os estranhos que encontro nessa vida.

“A juventude nos dá uma ilusão de eternidade e nos faz pensar que a morte está sempre longe de nós.”

Tenho até aprendido a ser mais agressivo quando me sinto desrespeitado. A ser mais sério e firme quando sinto que invadem meu espaço e ferem o meu direito. Tenho aprendido a me julgar menos, a me permitir ser mais humano. A viver cada momento, porque descobrir o que descobri sobre mim me fez perceber algo: a juventude nos dá uma ilusão de eternidade e nos faz pensar que a morte está sempre longe de nós, sempre com o outro — e não é assim. A morte, o infortúnio, o acidente, a má notícia, a dor e o sofrimento estão aqui, agora, presentes e nos rondando o tempo todo.

Essa é uma condição humana desesperadora, mas é a verdade. Isso não significa que devemos nos angustiar e paralisar ante ao medo, mas que devemos ainda mais desenvolver as potencialidades que postergamos, enquanto passamos a juventude pensando que sempre haverá o amanhã.

“Nossa condição específica já não é sinônimo de morte iminente, tal como era há 30 anos.”

É claro que nossa condição específica já não é sinônimo de morte iminente, tal como era há 30 anos. Porém, logo que descobri o vírus em mim, no momento do diagnóstico, percebi que o estigma — o mesmo que atravessou esses mesmos 30 anos — continua, junto com o medo da morte e da doença, bem próximos. Ao longo do tempo é que fui me acalmando, conhecendo mais sobre o HIV/aids, me cuidando e percebendo que estou bem, que vou continuar bem e que viverei, salvo qualquer acidente, longos anos de próspera saúde. Essa é a minha fé e esperança.

Muita gratidão a você por manter esse blog que tem sido parte importante nessa minha viagem e nas minhas reflexões, desde o diagnóstico. Sem seus textos, sem a equipe multiprofissional do CTA, onde sou tão carinhosamente bem atendido, e sem o suporte de minha família e dos amigos queridos, eu não teria chegado até aqui, tal como estou: bem. Com tudo isso, chegarei ainda mais longe.

Vida longa e saúde a todos nós!

A.”

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113 comentários

  1. Gonçalo Varela Neto diz

    Parabéns pelas suas palavras. Assim todos nós unidos nessa baperco, ficamos cada vez mais forte contra a rejeição e preconceito de quem não não conhece a alma do ser humano. Abraços ……

    • Menino21 diz

      Boa noite pessoal!
      Sou novo aqui, tinha escrito um textao de apresentação mais apagou sem querer kkk..
      De qualquer forma me apresentando: tenho 21 anos e comecei o tratamento a três meses com o 3 em 1. Por isso gostaria de conversar e trocar experiências… Vi esse blog e achei muito bacana exatamente por isso, por que vcs trocam experiências e encorajam uns aos outros. Se alguém estiver disposto a fazer amizade. Fiz meu Kik ontem:drsantos21.
      Vlw, que Deus nos abençoe!

  2. Mauricio Pereiro diz

    Leitor “A”, sou o leitor “M”. Descobri minha condição também a 2 anos com 43 anos de idade. E para minha total surpresa ler sua carta é compartilhar e perceber que o amadurecimento que tenho passado nos últimos tempos não é algo que esta apenas acontecendo comigo…
    Obrigado por compartilhar sua percepção de vida e pela profunda motivação (voluntária ou involuntária) que você nos passa.
    Super abraço e um agradecimento muito especial ao blog.

  3. Oi. Gostaria de uma opinião. Estou em tratamento (3 em um) faz quase dois anos. Apareceu uma bolinha dolorida no meu peito. Após consultas e exames, foi diagnosticada uma ginecomastia. Mas não foi orientado nenhum tratamento específico por nenhum dos especialistas que passei. Nem mesmo meu infecto. O problema é que a bolinha quase dobrou de tamanho e continua sensivelmente dolorida. Não há aumento significativo de gordura ou alteração estética. Alguém do blog já passou por isso? Ou melhor alguém já tratou problema semelhante? Sugestões?

      • Gustavo Alencar diz

        Marcos, qual é esse efeito colateral causado pelo efavirenz?

      • Helio Verano diz

        Mas esse efeito passa ou vou ficar com essa bolinha enquanto tomar o 3×1?

  4. Márcio diz

    “Mas e se eu não contasse? E se eu simplesmente dissesse que meus sexos têm de ser com camisinha do início ao fim, eu seria menos honesto ou menos bom? Então significa que os homens com os quais eu transei e não contei a respeito podem me chamar de desonesto ou cruel por não ter contado, mesmo eu tendo cuidado para que eles não fossem expostos, assim como eu me expus? E se, hipoteticamente, eles tivessem sido expostos de alguma forma, a responsabilidade não seria deles também? É claro que entra aí uma obrigação ética na qual, dada a exposição, eu tenho que orientar o sujeito a tomar os cuidados e ações necessárias, como a profilaxia pós-exposição (PEP). Mas isso, ainda assim, não me tornaria mais ou menos bondoso. Eu não faço tal julgamento do homem com quem transei e me contaminei, seja lá quem for — e não mereço ser medido assim”.

    Sobre a o dilema de contar ou não contar, gostaria de deixar aqui uma experiência própria sobre o assunto para reflexão.
    Conheci meu atual parceiro em 01/2014. A princípio, em ocasiões estratégicas, comentei duas ou três vezes que eu era soronegativo para o HIV esperando ouvir dele a mesma afirmativa. Como estávamos na perspectiva de uma relacionamento a longo prazo, queria logo “tirar a camisinha”. Ele no entanto silenciava após ouvir meu comentário direcionado e eu interpretava seu silêncio como parte da defesa dos caras que “tinham medo de fazer o teste”, Afinal, já seria o 3º namorado com a mesma atitude, ou seja, caras que tinham medo de fazer o teste e não sabiam sobre sua condição sorológica.
    Após um mês de namoro, eu insisti mesmo assim para pararmos com a camisinha. Ele aceitou, mas evitava ejaculações no coito sob alegação que achava mais sexy a ejaculação fora. Depois comecei a insinuar que queria também a ejaculação no coito e um dia ela aconteceu a primeira vez, e depois disso mais umas 10 vezes num período de 8 meses.
    No nono mês de namoro, veio a descoberta: ele era soropositivo, com diagnóstico desde 1994. Ele planejava me contar desde o início, mas adiava sempre devido ao medo de rejeição e ao estigma que esta notícia carrega consigo. No dia seguinte fomos juntos para eu fazer o teste, e o resultado foi NEGATIVO. Motivo óbvio para o resultado, e surpresa para mim, era o fato de que os soropositivos em tratamento antiretroviral que têm carga viral indetectável não transmitem o vírus. Mas essa era uma notícia nova para mim, embora seja um fato já conhecido da ciência há pelo menos uma década.
    O drama que se seguiu para mim naquela época foi justamente o dilema que está colocado na carta, cujo trecho selecionei acima: o meu namorado, a quem eu amo muito, tinha sido correto e honesto ao “deixar eu me expor ao risco de contrair o vírus”?
    Aquela foi uma semana muito difícil para mim, pois eu não sabia se ele tinha conhecimento do fato de que não era um transmissor pelo fato de ter carga viral indetectável. Feita a pergunta ele respondeu que sim, que sabia que o risco de contaminação era baixo, porém ele não sabia, por desinformação, que era praticamente zero.
    Resumo da ópera, eu percebi que ele tinha sim uma noção do baixo risco, mas não sabia do risco praticamente zero.
    Minha decisão foi superar esse questão e preservar o relacionamento que já dura 2 anos e meio. Felizmente, por precaução extra, entrei no programa de pesquisa do TRUVADA, que passou a ser uma garantia extra contra a infecção para o sexo sem camisinha que é o que praticamos até hoje.

    Uma conclusão eu tirei na época: se eu tivesse me contaminado, a responsabilidade teria sido minha, pois fui eu quem admiti o sexo sem camisinha.
    Uma dúvida para a qual nunca terei resposta: se eu tivesse me contaminado ( supondo que ele não fosse indetectável), a responsabilidade seria igualmente dele por causa de sua omissão. E nesse caso, teria eu mantido o relacionamento, teria eu perdoado??

    Conclusão: na minha opinião, apesar do avanço do tratamento antiretroviral que torna os soropositivos não transmissores, é uma aposta muito arriscada ( e eticamente questionável, mas não julgo necessariamente condenável, pois a ciência garante que não são transmissores) não contar sobre a condição sorológica, especialmente se se tem em perspectiva um relacionamento a longo prazo. Para não dizer que em alguns países, EUA por exemplo, a omissão é criminalizada, o que também acho um exagero.

    • Verdes Olhos diz

      Pois é. Não entendo como ainda pode haver esse tipo de afirmação: “meus sexos têm de ser com camisinha do início ao fim”. Isso me parece uma auto-comiseração, uma não-aceitação da própria possibilidade de ser PLENAMENTE feliz, inclusive no sexo pós-diagnóstico e pós-tratamento. Pessoal, estamos em 2016. E, como afirma o Dr. Joel Gallant e aqui mesmo nesse espaço de discussão já foi repetido: a menos que você tenha vivido numa caverna durante os últimos anos, você deveria saber que INDETECTÁVEL NÃO TRANSMITE. Por favor, vamos aceitar isso e viver com plenitude.

      Seus sexos NÃO TÊM de ser com camisinha do início ao fim. O que você tem de fazer é estar INDETECTÁVEL do início ao fim. Como faz isso? Tomando religiosamente os anti-retrovirais, todos os dias, sem falhas.

  5. Jorge diz

    Me identifiquei em muitas das suas palavras, A. Também descobri o diagnóstico aos 24 anos. Na primeira consulta com a infectologista, que desde a primeira vista tornou-se uma amiga (ao ponto de falar comigo no WhatsApp se tardo a chegar pra consulta), quando mencionei “-não culpo ninguém.. se for pra culpar, a culpa foi minha”, ela logo me rebateu: “- não, não.. não vamos falar de culpa; essa é uma coisa que não existe aqui.”. E isso me tomou todo o ser, pois era a única reação que tive ao saber da sorpositividade; uma sensação remota de culpa, de eu sabia. As pessoas que me deram a notícias eram todas conhecidas e estavam mais aflitas que eu.. Percebia no semblante delas e nos passos largos nos corredores que realmente era o que eu esperava e que estava preparado para aquilo. Ouvi delas (Médico, Enfermeira, Assistente Social) que a única pessoa que demonstrou tranquilidade sobre o diagnóstico havia sido eu e que recebia tal notícia como um “você está gripado”; outra, foi mais natural do que eu: “estaria mais preocupada se você tivesse diabetes..”. O diagnóstico não afetou em NADA minha vida habitual, exceto o relacionamento que mantinha ser extinto por iniciativa do outro e não de mim, mesmo sabendo que foi dele que contrai. Tenho uma vida normal, uso apenas um comprimido por dia, conheci outro rapaz que soube desde o início da minha condição e estamos junto há quase 3 anos. E se cuidar. Só isso e basta. Como você mesmo disse “Vida longa e saúde a todos nós!”. J.E.

  6. Eu+ diz

    O infectologista que me atende acredita na cura até 2020. Ele é mais otimista do que eu…

  7. Grão da Noite diz

    Esse texto me fez lembrar como me senti quando fui tomar a vacina da gripe, agora em meados de maio. Quando a senhora que aplicou a injeção em mim me perguntou qual doença crônica eu tenho, como num ato reflexo eu disse que preferia não dizer. Então ela me explicou que havia um formulário em que eram anotados dados das pessoas vacinadas, sendo que uma das opções era ser soropositivo(a). Mesmo assim eu não consegui dizer, “Sou soropositivo”, embora tenha achado que minha omissão já tenha falado tudo. Saí de lá me sentindo um bobalhão, me recriminando pacas. Não sou um criminoso. Não tenho motivo pra me marginalizar. Mas foi o que aconteceu, ocultei minha condição pra me proteger, e foi uma atitude completamente irrefletida. Ano que vem, se houver campanha de vacinação (será que precisamos Temer o fim do SUS?), vou me esforçar pra dizer. Afinal de contas, é útil ao Poder Público a informação de que os soropositivos também estamos procurando nos vacinar. É importante que esse dado esteja registrado e quantificado. Mas me senti péssimo por não ter falado. Só havia 4 pessoas na sala onde a vacina foi aplicada, uma delas eu. E provavelmente não vou ver de novo nenhuma das outras 03. Mas, e se visse? Com o tempo espero entrar na fase “Tô nem aí”. Por enquanto é difícil pra mim dizer quando a pessoa que vai ouvir não é da minha inteira confiança. Quanto a revelar a um namorado a sorologia, acho que o ideal é dizer. Mas também sei que entre e o ideal e o real pode haver uma distância enorme, e o meu episódio da vacinação deixou isso bem claro pra mim. Tenho um amigo que também é soropositivo e ele namora um rapaz há 04 anos. Pois ele ainda não contou que é soropositivo ao namorado. Ele diz que não se sente obrigado pois, além de estar com a carga viral indetectável há um bom tempo, eles sempre usam camisinha. No começo ainda julguei que meu amigo estava errado, no entanto, depois do “meu dia da vacina”, mudei de opinião. É muito difícil revelar a outra pessoa. E, no caso dele, acho que quanto mais tempo passar, mais difícil vai ficar, pois já há por parte dele o receio de que o namorado termine o relacionamento não por causa do HIV, mas por ele não ter confiado nele o suficiente pra dizer há mais tempo. Quanto a mim, hoje tenho certeza de que peguei o vírus do meu namorado. Ele foi diagnosticado em 2003, mas só começou a tomar os remédios no começo de 2014, por causa da mudança no protocolo do Ministério da Saúde, que passou a fornecer a medicação a toda pessoa diagnosticada, mesmo as que ainda estavam com o CD4 em boa quantidade. Apesar de estar se tratando, como a gente sempre está no “grude”, ele me disse que acontecia de ele não tomar os comprimidos pra não levantar minha suspeita. E além do HIV ainda havia a sífilis… Ele achava que não me transmitiria por tomar a medicação, ainda que com algumas falhas. Eu, porque no começo do nosso relacionamento o via muito assíduo no uso da camisinha, achei que isso era sinal de que ele era soronegativo. “Ele usa a camisinha tão direitinho, então ele não tem HIV”. “A quantidade de soropositivo é tão pequena, mesmo sendo maior entre os gays. Ele não tem, não”. As estatísticas, principalmente entre os héteros, que são em menor número de infectados, fazem o HIV parecer tão distante que o sexo sem proteção pode soar uma coisa não tão insegura assim. E foi assim, juntando-se o “achismo” dele com o meu, mais a porta aberta pela sífilis, que eu acabei pegando também. Fiquei puto da vida por ele não ter me contado antes e por ele ter topado transar sem camisinha. Mas, como transamos sem camisinha porque eu insisti (no começo ele estava bem resistente à ideia), não seria justo da minha parte jogar a culpa toda nele. Houve uma concorrência de culpa, um acidente causado pelo “achismo” dele somado ao meu “achismo”. Eu, que já estava desconfiado, confirmei o diagnóstico dele em março, porque indiscretamente me atrevi a mexer na mochila dele e encontrei o formulário preenchido pela infectologista com quem ele se trata. Assim que descobri me senti muito mal, por ele ter escondido de mim, por eu ter mexido na mochila dele… Depois esbravejei quando ele me disse que, pra esconder a sorologia de mim, deixou de tomar os remédios algumas vezes, principalmente à noite, quando ele toma 1 comprimido de um remédio que esqueci o nome, mais outro que é um 2 em 1. Mas depois a raiva passou, e nosso relacionamento até melhorou, porque me fazia mal a desconfiança de que ele tem o vírus mas não me contava. E a raiva passou primeiro porque eu gosto muito dele. Segundo porque não tem mais jeito a dar. Terminar nosso relacionamento seria um sofrimento pra mim e pra ele e não devolveria minha sorologia negativa. Depois estou bem. Com um pouco de receio de ter pego dele vírus resistente a tenofovir e a lamivudina, mas, por enquanto, estou bem. E a carga viral dele também está indetectável, felizmente. Se depender de mim, aquele doido nunca mais vai ficar sem tomar os remédios dele. E ainda tem o ato reflexo: hoje eu sei que esconder a sorologia é um comportamento padrão de defesa. É a nossa reação automática. O contrário, isto é, contar, é que exige coragem e vontade forte. Pra contar a gente precisa se exercitar. Pra esconder é só deixar no automático.

    • Pequena + diz

      Olá Grão da Noite 😉

      Assumir ou não, eis a questão 😉
      Passei por algo parecido quando fui tomar o reforço da minha vacina de Hepatite A.
      Sou positiva a dois anos, e logo após a descoberta meu infecto frisou, coloque em dia suas vacinas.
      Como o CTA onde me trato não oferece vacinas, apenas as de gripe na época da campanha, ele me passava um encaminhamento e eu ia até um posto de saúde próximo ao CTA.
      A primeira vez fui com uma cartinha do enfermeiro chefe para a enfermeira responsável do posto onde dizia minha condição e o porque, onde mesmo morando em uma cidade vizinha, deveria tomar as vacinas lá.
      Ela me recebeu bem, super discreta e atenciosa disse que é um direito nosso tomar vacinas em postos de saúdes indicados pelo CTA para não sentirmos constrangidos ou até mesmo que pessoas conhecidas descubram nossa condição ao frequentar os postos de saúde próximos de nossa residência.
      Enfim, ano passado fui tomar a última que faltava, o reforço de Hepatite A. Quando do nada a enfermeira me disse:
      “Nossa menina, que carteira de vacinação impecável, vc está de parabéns 🙂
      Vc é transplantada? ”
      Sorri e pela segunda vez admiti a uma pessoa desconhecida: não, sou soropositiva…rs…
      Coitada da enfermeira ficou tão sem graça…rs…
      Mas me tratou super normal, aplicou a vacina, me deu um abraço e disse, tenha um ótimo dia.
      Ah lógico, não saio falando pra todo mundo minha condição…rs
      O primeiro que contei foi o Padre da minha Paróquia no dia que descobri minha condição, pois iria explodir se não me abrisse com alguém, ele acabou se tornando um grande amigo.
      No mais apenas o pessoal do CTA e os amigos que fiz aqui que sabem da minha condição.
      Ah, quanto a contar a um eventual parceiro, não acho ser necessário, estou indetectável a mais de um ano, não tenho nenhuma DST e caso role algo, não abro mão do preservativo 😉
      Um forte abraço da Pequena + ❤

    • Solitária diz

      Oi
      Vai fazer três anos q eu descobrir q tenho HIV,estou em tratamento e com a carga viral zerada, más ainda não me sentir a vontade em falar a vdd pra outras pessoas
      Ninguém da minha família sabe,não tenho coragem de falar pra eles

  8. Me identifiquei com o texto. Descobri minha sorologia tem dois anos tenho amadurecido mais rapido tb… mas ainda tenho medo de contar pra alguem nem minha familia sabe…

  9. Ser+H diz

    Tomei a minha vacina da gripe no próprio CTA, que foi aplicada pela enfermeira que sempre me atende aferindo a pressão, temperatura e peso antes das consultas com o infectologista. A propósito, também vou tomar a vacina pneumo23 contra pneumonia, em clínica particular (R$ 153,00 – mas tem cidade que é mais barata), pois não tem no SUS. É recomendado pelo infectologista tomar essa vacina de 5 em 5 anos. Quanto ao preço, penso que não é gasto: é investimento na prevenção da minha saúde.

    • FG-PR diz

      Eu tomei a Pneumo23 pelo SUS, meu infecto fez uma pedido e a secretaria de saúde solicitou a capital do meu estado. Conversa com seu infecto.

    • Pequena + diz

      Ser +H

      Eu também tomei essa vacina pelo SUS.
      O médico deu encaminhamento, levei ao posto, aguardei uns dias para ela chegar e fui tomar.
      Peça ao seu infecto 😉
      Um forte abraço Pequena + ❤

      • Vc esta confundindo
        a Pneumo23 é gratis pelo SUS e é a que tomamos no SUS gratis
        a Pneumo10 conjugada é para criança e paga não tem no SUS

  10. Chaval diz

    Olá, tomei a Pneumonia23, junto com a Meningo C, no CTA, onde faço acompanhamento.

  11. Chaval diz

    Corrigindo, tomei a Pneumo23, junto com a Meningo C, no CTA, onde faço acompanhamento.

  12. Acho que já comentei minha perspectiva sobre a cura aqui. Mas, reiterando……
    Acredito que a existência dela, a CURA, será confirmada em 2018 e difundida amplamente a partir de 2020, mediante quebra de patentes.
    No mais, façam suas apostas!!hehehehe…
    Vida longa a todos nós!!!..

  13. Oliveira diz

    Pessoal bom dia……preciso urgentemente de uma informacao……tomei mei 3×1 o tem a meia noite, em seguida capotei de sono…dae no dia seguinte acordei era 5:40hs da manha e achando que eu nao havia tomado meu 3×1 e acabei tomando de novo (tipo no susto e impulso de ter me dado um branco e achar que eu havia me esquecido)…A pergu ta e …E Agora???o que acontece comigo??? Tomei um.meia noite e outro as 5:30 da manha……to preocupado com essa superdosagem alguem ja passou por isso ????

    • Leno diz

      Oliveira,
      Ontem ocorreu o mesmo comigo, tomo sempre as 22h00 e despertei às 04h00 do dia seguinte achando que não havia tomado e acabei tomando denovo. Fiquei desesperado com a questão da superdosagem. Meu companheiro, que é medico, me confortou. O importante é evitar novos episódios. Agora passei a usar aqueles porta comprimidos com identificação do dia da semana.

    • eng25 diz

      Ola Oliveira, ja passei pela mesma situação!! como é horrivel, ne? rsr
      baixa o aplicativo medisafe, nao necessariamente precisa colocar os nomes dos retrovirais.. eu coloquei dipirona, no caso de alguem pegue meu celular um dia e abra, sei la..
      mas baixe e use, depois que começei a usa-lo nunca mais aconteceu de esquecer ele avisa a hr exata e ainda fica mandando msg ate você clicar em : TOMADO. é excelente.
      abraço e fique na paz

  14. Gusta diz

    Gente…. Tomo essa medicação ha 2 anos, sou indetectável desdo segundo mês…. Mas se eu esquecer de toma-lo uma única vez? Ontem eu n consigo me lembrar se eu tomei ou n…

    • Eng28 diz

      Cara tem uma aplicativo pra celular que desperta na hora de tomar!! Aí vc coloca que tomou ou reagenda Tb controla quantia remédios vc tem!! Muito bom ele aí sempre que tomar tu marca que tomou!! MEDISAFE esse aí vale a pena pra se organizar melhor

  15. Luquinha diz

    ” A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa ,
    como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo .
    Não importa os compromissos , as obrigações , estejam ali…
    Chegamos de muito longe , de alma aberta e coração cantando ! ”

        Mário Quintana
    
  16. Matheus diz

    Gusta se vc esquecer de tomar no horário vc deve tomar assim q lembrar e depois continue a tomar no horário habitual.

    • Gusta diz

      Mas digo, eu não me lembro se eu tomei ontem… Não sei se tomei n tenho certeza, por isso acabei não tomando outro pq como n sabia se havia tomado , pq se sim, eu iria tomar 2 vezes… Espero q tenha tomado

      • Pequena + diz

        Gusta

        Compre aqueles separadores de medicação com dias da semana, aí não tem erro 😉
        Um forte abraço Pequena +

      • Gusta, caso vc não tenha tomado o medicamento, nada de muito grave ocorrerá. Um dia q vc esqueça de tomar a medicação não é suficiente pra tornar o vírus resistente e aumentar a sua replicação instantaneamente, até pq a capacidade de ação do retroviral é superior a 24h. O mais importante é q o seu esquecimento não seja algo rotineiro. No mais, continue o tratamento tomando o 3×1 diariamente.
        Forte abraço e um excelente domingo pra vc!

  17. Joao diz

    A dois dias descobri que sou soro positivo. Estou sem chão… Mal tenho mais lágrimas para chorar. Tenho 36a, terminando meu tão sonhado curso de arquitetura . Acredito ter contraído do meu parceiro, pois sempre me preveni… Mas confiei nele em fim. Minha consulta com o infecto é amanhã. Contei para dois amigos, os quais confio muito. Deus eu tinha tantos planos. Só penso em
    Meu pais, seria uma fardo muito grande para eles , não posso contar. Agora que minha vida estava dando tudo certo… No auge de tanta felicida recebo essa notícia . Estou a base de calmantes. Moro em um pequena cidade. Os remédios são os mesmos em todo o brasil? Temo pela qualidade no atendimento . Tenho que procurar ajuda psicológica … Sinto q não vou conseguir sozinho. Mal consigo escrever essas palavras, as lágrimas sao incontroláveis . Tenho uma boa família … Pais, irmãos … Mas sei q não posso contar. Um aidético na falia … Deus …tenha misericórdia de mim . Li muita coisa triste na internet …mas aqui consegui algum conforto. Estou cheio de trabalhos e prazos para cumprir. Não consigo mais sair de casa muito menos dirigir. Sao tantas dúvidas… Quanto tempo vou viver ? Quem vai cuidar de mim nos momentos de deblidades … Os terríveis efeitos colaterais da dita medicação … Se meu corpo vai reagir a ela. Fiz alguns exames de sangue embesta tudo ok. Sou muito cuidados com o corpo … Faço musculação a muitos anos e estou em forma . Mas por agora e’ so tristeza e solidão … Por issonaqui estou a escrever estas breves palavras . Triste, triste, triste .

    • Bahiuno diz

      João

      Muita calma. Sou também recém diagnosticado e como você, ma época esgotei meu estoque de lágrimas. Todos aqui esgotamos. É um susto muito grande para qualquer um. Mumas dúvidas surgem. É natural. Mas depois do susto passado e com as informações que você vai adquirir sobre a doença, você vai ver que 90 por cento de nossa angústia era pelo simples fato de não termos nenhum conhecimento sobre o HIV. Também moro numa cidade pequena no interior da Bahia e não contém para ninguém, apenas meu namorado e uma amiga, apesar de fazer meu acompanhamento na rede particular em Salvador optei por pegar a medicação em minha cidade mesmo. Estou tomando o 3×1 e não tive nenhuma reação a medicação ainda ( faz 2 dias apenas ). Não desista dos seus sonhos. Bola para frente. Passada essa tempestade inicial, o sol há de brilhar mais uma vez. Termine seus projetos. Com as novas medicações a expectativa de vida é quase igual de uma pessoa soronegativo. Quem cuidará de você no momentos de debilidades? As pessoas que lhe amam. Passe a cuidar mais de você.
      Muita luz.

    • Ser+H diz

      João acalme-se. Vc está com idéias equivocadas. Não é um aidético na família. É soropositivo para HIV. Faça o tratamento certinho, oriente-se com o seu infectologista. Vc não está sozinho nesse caminhada. O mundo não vai acabar por causa disso. É uma doença crônica que tem tratamento. E a cura a cada dia que passa está mais próxima. Confie. Acalme o seu coração. Não saia contando para todos sobre o diagnóstico.

    • Em países em que o tratamento é fornecido gratuitamente, como o Brasil, diabetes – do ponto de vista físico – é bem pior! A medicação contra o HIV talvez te cause poucos efeitos colaterais, quiçá nenhum efeito sequer. Força, a vida continua. Você e nós só fizemos o que todos fazem: transamos sem camisinha. Bola para frente, estamos todos aqui bem para te mostrar que não é o fim.

    • Pequena + diz

      João

      Acalme-se 😉
      Esse primeiro impacto vai passar.
      Outra coisa, pare de ler essas coisas horrorosas sobre o HIV/AIDS principalmente neste momento, ficamos suscetíveis a tudo que lemos 😦
      Primeiro, faça sua consulta, converse bastante com seu infecto, tire todas suas dúvidas, a partir de hoje ele será seu braço direito e esquerdo 😉
      E quanto a contar, na minha opinião vc se precipitou.
      Eu também de inicio quase contei a pessoas próximas, mas ao ouvir o conselho de uma pessoa muito querida que conheci aqui, ela me disse:
      “Enquanto esse nosso segredo está guardado, o controle da situação está em nossas mãos.
      Mas quando contamos a alguém o controle da situação foge do nosso alcance, pois não sabemos como a pessoa agirá, ou até mesmo a quem ela poderá repassar essa informação” 😦
      E não fique imaginando quantos dias vai viver, viva um dia de cada vez e intensamente.
      Ter HIV não é o fim e sim o início de um novo ciclo.
      Melhore esse astral, pois estar tão abalado psicologicamente só irá te fazer mal.Te trará doenças da alma que depois se tornarão físicas.
      Uma coisa que aprendi nesses 2 anos de diagnóstico, estar bem psicologicamente praticamente é 90% da cura, o remédio é responsável por apenas 10%.
      Ocupe a cabeça com coisas boas, converse com o pessoal daqui e fuja de pessoas negativas, pois elas só te deixarão mais triste.
      Espero ter ajudado um pouco 🙂
      Um forte abraço Pequena + ❤

      • Marci diz

        Que bom poder ouvir isso, estou na mesma situação, tenho uma filha adolescente e não quero que ela saiba, esta estudando com as coisas dela, não quero preocupa-la. Tem como eu esconder isso dela? Estou agindo certo? Descobri essa semana, só faço chorar escondida.

    • Ledos diz

      Olá João, seja bem vindo!
      Você está no lugar certo. Procure um grupo do kik aqui, conversar com pessoas na mesma situação vai te fazer bem. Você vai dar essa sofrida e logo vai passar, vai mesmo…
      Fica calmo, faça todas as perguntas para o seu médico, não busque informações erradas! As coisas mudaram, os tempos são outros, você NÃO VAI MORRER!
      Mantenha-se em contato, esse blog é abençoado!
      Beijão

    • Eng28 diz

      João, calma nesse momento!!
      Cara descobri em novembro tenho 27 anos e estou me formando em engenharia, descobre na semana das provas em novembro. Te acalma que tudo vai dar certo!!! Não tive efeitocolateral nenhum e a grande maioria das pessoas não têm com o medicamento de primeira linha que é o de começo do tratamento!!! Cara minha vida tá normal e a tua vai estar Tb!!! Te acalma que tudo vai ficar bem!!! Vi um vídeo de um Senhor do Rio Grande do Sul que com 60 e tantos anos e 28 de hiv dizia: ” o que não me mata me fortalece” e essa frase To levando pra vida, não coloca fora o que vc já conquistou te acalma ergue a cabeça e segue o baile!!!
      A infecto já vai te esclarecer muita coisa!!
      Eng.marcos28@gmail.com manda um e-mail aí que trocamos umas ideias.. Abraço e te acalma

    • Antonio diz

      Caro João

      Nao entre em panico
      Nao deixe de fazer nada do que vc planejou antes de descobrir que tem HIV e não AIDS!
      Tome os remédios, faça atividades físicas sempre, alimente direitinho e nada não fica só pensando em cura, perguntando pro que eu ? quem é o culpado. Nada destas perguntas vão ti ajudar
      se quiser escrever para mim estou a disposição: antonio_almeica@gmail.com

    • M. diz

      Tenha calma João… 4 dicas.

      Cuide da sua saúde, mais do que cuidava antes, exercícios físicos ajudam muito a aliviar o stress.
      Por enquanto conte para o menor número de pessoas possíveis, melhor seria que não contassem para ninguém além dos amigos que vc já contou (depois você resolve para quem mais contar).
      Procure o pessoal daqui no aplicativo KIk, é bom conhecer pessoas que passam o mesmo que você.
      Siga a risca as orientações médicas…

      Vai dar tudo certo, e você vai tirar tudo de letra! Tem tratamento, tem jeito!

  18. Acreboy diz

    Acredito que tudo é questão de tempo. Questão de você digerir a doença, de se aceitar soro positivo. Após isto, tudo fica mais simples. Quanto a contar para um terceiro, penso que uma informação – com o peso que o HIV tem no imaginário popular – deve-se basear na premissa do quão importante é para a outra pessoa saber ou não.
    Casos rápidos, não duradouros, deve-se omitir a sorologia sem peso de consciência. Relacionamentos sérios, aonde a cumplicidade de um casal permeia, deve-se sentar e conversar sobre (mesmo que seja doloroso no início e com o risco de perder o(a) parceiro(a).
    Abraços a todos.

  19. Pedro Dias diz

    Texto verdadeiro e leve! Recarrega nossas esperanças e fé em torno de todo esse estigma que muitas vezes nós mesmos criamos dentro da gente. Buscar levaza nos caminhos onde há dor é a melhor maneiro de se manter em pé e caminhando.
    Acredito em dias melhores sim em que iremos nos libertar desse vírus de um jeito pleno e leve tb. Saúde e fé a todos nós!

  20. Gusta diz

    Oi gente…. Os recém diagnosticado s, tenham calma depois vão ver q isso n e nada de +, só vai tomar esse remédio q as vezes e chato p lembrar kkkkkkkk mas a vida e a mesma… N muda corpo n muda nada

  21. Joaos diz

    Alguem pode me add num grupo do kik, por favor? Meu usuario é joaosilva2520

  22. kadu diz

    olá pessoal!!! eu tambem descobri meu resultado a pouco mais de um mes. estou em tratamento a 15 dias, e sem duvida as experiencias de vcs foram confortantes. eu senti poucos efeitos colaterais, esse fds descobrir que meu namorado me traiu, isso foi duro, acredito que nao foi por ser soropositivo, pois ele não deu a minima pra isso, e sim por outros motivos, ele tambem se mostrou arrependido. ai no sabado eu bebi um poco a mais do que o recomentado e passei muito mau, nao deixei de tomar o remedio, mais os efeitos se intesificou na ressaca. outra coisa, sempre toma o remedio antes de dormi, as vezes 00:00, 1:00 ou ate 2:00 isso tem algo demais?
    confesso que por conta da traição estou mau, e tb inseguro do que va ser minha vida daqui a 10 anos com hiv.
    Pra mim foi um choque, E AINDA É. eu tenho 23 anos, acabando a graduação em agosto. sempre vaidoso, malhando, me considero um rapaz bonito, estudado, e dei um mole desses. isso que me deixa mau, por ser tão novo, e sabia de todos os riscos.
    Mas falo de para vcs, grudem com deus, e o melhor caminho nesse momento.
    eu tambem fiz amizade com algumas pessoas soropositivas publicas, foi bom , pq m ajudaram com muitas informações. tive um consulta geral com um infecto, porem a consulta mesmo e dia 9.
    um dia vou querer entrar na kik, acho que é isso, não sei bem, pra me relacionar com voces.
    bom dia

    • Kadu estas variações da horários assim não tem problema não, o tempo de meia vida do coquetel permite isso, só não deve esquecer, e se esquecer la de vez em quando não entre em pânico
      Se quiser trocar ideia no e-mail: antonio_almeica@gmail.com
      sempre é um prazer trocar experiências

      Abraços

  23. zed diz

    A situação no estado do rio está crítica na saúde. Mês passado o pessoal do CDI da minha cidade teve que fracionar os comprimidos, dando para 10 dias para cada paciente. Esse mês já deu pra pegar um frasco inteiro.

    • Brumo diz

      Que horror. Aqui no meu estado peguei medicação essa semana para 2 meses.

  24. Alguém que tenha mais experiência com exames de Cv e Cd4 pode me dar uma luz.
    Fui diagnósticada em Fevereiro desde ano. Meu primeiro exame. Carga viral 1700 e cd4 760. Comecei o tratamento imediatamente. Essa semana fiz o exame novamente. CV inferior a 40 cópias, mais meu Cd4, caiu pra 490. Fiquei frustada. Estou me alimentando tão bem, principalmente alimentos que ajudam a aumentar a imunidade. Confesso que pensei que meu cd4 tava beirando 1000. Rsrsr Afffff !!!É normal ,
    Cv inferior a 40 e o Cd4 diminuir ? Vou no infecto Sexta agora. Fiquei preocupada. Alguém pode me dar uma luz ?! Desde ja agradeço.

    • Vivo diz

      Oi, Lia, fazia tempo que comentava aqui, mas como vi que você está numa situação que também me angustiou, lá vai: tenha calma, há alguns meses atrás meu CD4 era de 850 e foi pra menos de 500, só que já começou a subir de novo. Ao mesmo tempo, também estava indetectável. Fiquei muito confuso, triste e chateado num primeiro momento e fui logo tentar buscar respostas. Pelo que me informei, isso se deve ao fato de que, com a chegada da medicação no seu organismo, o seu sistema imunológico parece estar atentando com mais força para ajudar na luta contra o vírus, que estava um tanto quanto “adormecido” (carga viral de 1.700 é consideravelmente baixa e o sistema imunológico pode ter pensado que estava tudo “sob controle”)… Nessa luta perde-se alguns soldados (CD4) e acontece essa baixa! Continue com os bons hábitos e a tendência é esse CD4 retomar ao patamar anterior ou ultrapassá-lo. No mais, converse com seu infecto e ele lhe esclarecerá melhor, sou apenas um leigo que passou pelo mesmo e estou tentando explicar em miúdos. Abração!

      • Lia diz

        Valeu muito Vivo. Obrigadaaaa !!
        Se Deus quiser, tudo vai melhorar.
        Saúde pra todos nós.

    • Luiz Carlos diz

      Lia, o CD4 absoluto varia por conta do ciclo circadiano, ou seja, se você colher exames pela manhã terá um CD4 diferente do colhido à noite. Gripe e outras infecções também podem fazer com que seu CD4 baixe. O que realmente importa é a relação entre CD4 e CD8. Normalmente os exames de CD4 já apontam esta relação, e a aderência ao tratamento é medida através dela, não através do número absoluto do CD4.

      • Lia diz

        Obrigada Luiz. 👏👏👏👏
        Muita saúde pra nós e principalmente sabedoria pra lidar com esse vírus.

  25. J.M + diz

    Olá pessoal, descobri minha sorologia a 11 meses.
    Eu e meu namorado fizemos um checape juntos, Entretamente dois dias depois o pessoal do laboratorio me ligou e disse que o sangue que eles tinham colhido para analise tinha sido pouco. Volto eu lá toda inocente.. e colhem novamente o sangue. Entretanto meu namorado pegou o dele.. Olha como a vida nos prega cada surpresa, quando ele abriu o exame dele e na parte do resultado do HIV deu nagativo, eu brinquei com ele, disse olha amor, ainda bem que o seu deu negativo, isso significa que eu não tenho…. Tres dias depois meu namorado andava todo estranho, calado, chorando, perguntava a ele o que ele tinha, e ele so me dizia que era saudade da familia, (pois moramos em Portugal). Quando foi em uma segunda feira que acordei pois ia trabalhar, ai ele começou a chorar, me abraçar.. e me disse que eu tinha HIV, olhei fixadamente dizendo para ele parar com aquela brincadeira sem graça.. Entao ele me disse que nao estava a brincar pegou o meu exame ao qual tinha escondido e me mostrou.. Quando eu vi
    WESTERN BLOT PARA HIV POSITIVO eu desabei… chorei, naquele momento o que eu mais queria era minha mãe.. depois disso fui para o Centro de saúde pois eu queria acreditar que aquilo era um erro.. Então me encaminharam para a minha infecto.. Ela foi uma pessoa espetacular, juntamente com o meu namorado. Hoje ja aceito minha sorologia. Não sai falando pra ninguém, as unicas pessoas que sabem são meus pais e meu namorido. Tenho medo, receio de ser excluida. Enfim por enquanto não tenho vontade e não estou preparada para vir a dizer isso aos meus amigos.

    • Goiano + diz

      Só você que esta morrendo amigo !!

      Eu escolho viver todo dia, e por aqui tem Vida e VIDA com abundância.

      Escolha viver tbm e tente ser feliz !

    • Luquinha diz

      Se você não sabe!Nós ficamos em terceiro lugar no ibope .Este blog fas parte da história do Brasil ,nós vamos morrer sim como todo mundo , mais nao agora , a cura também vai chegar ,e este blog vai virar um livro um filme e você será o Zé Mané da História.

    • Alexandre diz

      Ainda bem que estou morrendo aos poucos. Pior é quem está morrendo aos muitos. Tomara que eu continue morrendo aos poucos, pq não tenho nenhuma pressa para morrer. kkkkkkkkkkkkkk

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Leo, Leo…você perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado ou escrever algo interessante ! Vou reescrever sua frase imaginando que você quis escrever assim e por algum motivo alheio a sua vontade saiu errado:
      “Este blog está mais vivo a cada dia, assim como nós !!!!!”

    • Gil diz

      Posso ser mal educado?
      Teu cu!
      O blog tem ajudado muita gente. Eu estou vivendo cada dia melhor, em plena força de trabalho, mesmo com cirurgia para reduzir o estômago, com HIV e tudo.
      Muitos encontram aqui um alento, uma força para viverem melhor e vc vem dizer que estamos morrendo aos poucos. Desculpe os demais leitores, mas ele que se lasque!
      Não faça de suas falsas impressões um desgosto ao coletivo.

  26. Benjamim diz

    Faz um tempo que descobri meu resultado positivo. Foi bem difícil pois não confiava em ninguém para contar, morava sozinho e ainda não aceitei por medo de começar a tomar os remédios e suas reações. Tenho uma caixa que recebi na primeira e unica consulta que fui que nunca foi aberta. Sendo que comecei a sentir os efeitos já da falta dessa coragem, me sinto mal todos os dias, febre entre outros. Nesse período minha mãe acabou descobrindo pq encontrou o exame nas minhas coisas. Hj acredito que foi a melhor coisa que aconteceu, pq ela me dar forças, me ajuda, ta sempre do meu lado, poucas são as mães que viram as costas para o filho numa hora dessas. E temos que ter um suporte. Ainda não tomei o remédio, e encontrei esse site hoje, que está me fazendo super bem ler historias parecidas, compartilhar conquistas. Decidi agora entrar nessa luta por uma vida melhor.

    • Bahiuno diz

      Benjamim

      Cada um sabe o momento certo de começar o tratamento que iniciado deve ser levado bem a sério, minha infectologista mesmo me perguntou na primeira consulta : como sua carga viral está baixa e seu cd4 normal, você sente – se preparado para começar o tratamento.? Respondi na época que sim. Isso em novembro. Mas só agora comecei a tomar o 3×1 e não senti nada, até então nenhuma reação contrária, apenas uma leve tontura no primeiro dia. O que não me impediu de acordar e já dirigir. A medicação apesar da toxidade considerável é nossa aliada. Tenha medo do HIV.
      Muita paz

    • Gil diz

      Então tome as medicações, os efeitos colaterais não são para todos, na maioria são fracos, e entre deixar seus sistema imunológico ser detonado e ficar com enjôos ou tonturas por uns dias, encare os efeitos e bola pra frente, vida que segue!
      Pior é você ficar doente, encontrar uma pneumonia, uma tuberculose (isola!), mas sem defesas, seu corpo é porta para um monte de doenças que o vírus facilita a entrar.
      Agora é a hora! Vamos lá Benjamim!

  27. Caio diz

    Boa Tarde. Alguém aqui sabe me responder se remédios ansiolíticos só podem ser prescritos por psiquiatra ou o infectologista também pode prescrever?
    Pq estou em tratamento por conta de ansiedade e o psiquiatra disse q poderia durar mais de 1 ano o tratamento e falta poucos comprimidos pra terminar e descobri q o q me acompanhava entrou de férias e agora só conseguiria atendimento lá pra agosto e meus remédios acabam em dez dias, E vou ao infecto agora na quarta.
    Questiono pq o psiquiatra me dá uma guia diferente das que os outros médicos dão quando vão receitar algum remédio. E preciso deles pq senão começo a sentir vertigens e tonturas na rua e no trabalho. Grato desde já

    • Luiz Carlos diz

      O infecto não pode receitar, até porque é fora da especialidade dele. Nenhum psiquiatra “decente” deixa seus pacientes sem medicamentos. Procure se informar no consultório dele se existe algum outro médico de “backup”, e explique que você irá ficar sem medicamentos. O meu psiquiatra, quando entra de férias, sempre liga para todos os pacientes para saber como estão de medicamentos e, caso necessário, deixa receitas extras. No pior dos casos, procure outro psiquiatra e explique rapidamente todos os remédios que já tomou, leve cópias das receitas, etc, para que ele possa continuar o tratamento.

    • Umombroamigo diz

      Oi, bom dia!
      Qualquer médico pode fazer a prescrição (seu infecto/clínico, etc) leve sua cópia da receita anterior e explique a situação. Abr e boa sorte!

  28. Bruno Machado diz

    Exatamente o que sinto. E tão difícil comunicar esse detalhe de nossas vidas a alguém, mesmo que muito próximo. Parece que ter HIV, e como você ter cometido um crime, ou sido um pervertido sexual e merecedor do diagnostico.
    Mas para viver bem, basta aceitar e ficar tranquilo. Nada muda, ainda que sua consciencia estará alerta quanto a isso… sua vida será normal.
    Animale.mga@hotmail.com

  29. viversoropositivamente@hotmail.com diz

    Perfeito! Por mais que tenhamos um histórico de vida diferentes, num contexto geral, compartilhamos dos mesmos sentimentos, anseios e o principal, queremos viver, amar e ser amados!

  30. JV diz

    O maior preconceito é o que temos que combater dentro de nós mesmos! O mais incrível é você se deparar com um negativo que te acha mais “normal” que você mesmo! É um banho de água fria! Digo isso pois conheci um cara maravilhoso há mais ou menos um mês! Achei que seria algo casual e que não daria em nada…fui conhecê-lo. Nos demos super bem! A partir de então começamos a nos falar com frequência e a nos ver! Fui à casa de sua mãe. Ele foi à minha casa. Conheceu meus amigos e minha vida. Fui conhecer os seus! E meu coração apertado. Logo após o segundo encontro caí em prantos. Planejava contar mas só consegui chorar! NÃO REPITAM ISSO EM CASA! RS. NÃO É A MELHOR MANEIRA DE CONTAR SOBRE A SOROLOGIA! Ele me acalmou mas não entendeu o motivo do choro. Achava que eu estava cansado e estressado pós provas de concurso que ando fazendo. Não aguentava mais! Tinha que falar. Ele voltou pra sua cidade. Resolvi contar. Pedi seu e-mail e disse que precisava escrever algo que não consegui falar naquela manhã (a do choro!). Enviei o e-mail e ele logo leu. Temia olhar meu whatsapp novamente. Temia o áudio que ele mandou. Temia sua próxima ligação. E eis que me deparo com uma pessoa de muita luz, uma pessoa mente aberta, cabeça feita! Uma pessoa evoluída e que tem me trazido muita paz e momentos maravilhosos. E dentre várias mensagens após a leitura do e-mail ele dizia: “…continuo agradecendo a Deus por você. Você é um presente especial!”

    Que possamos acreditar em dias cada vez melhores! Que possamos nos superar! Que possamos combater o preconceito externo e interno! Que possamos acreditar em nós mesmos! Que a gente continue com a nossa “semente de mostarda” nas mãos! E que vejamos a montanha se mover! E que não deixemos morrer o “Little boy” que existe dentro de cada um de nós! Ótima semana a todos!

  31. JC diz

    Boa tarde pessoal. Desculpem se eu estiver sendo ignorante. Mas estava aqui pensando, alguém aqui fez um ELISA depois de está indetectável? Se alguém fez, continuou dando positivo? Outra dúvida que tenho é a seguinte: alguém aqui já abandonou o tratamento alguma vez? A carga viral realmente aumentou?
    Estava pensando o seguinte: O ELISA busca por anticorpos certo? É claro que enquanto o vírus estiver no corpo o teste dará positivo. Por exemplo eu já tive catapora e se fizer uma sorologia, vai dá positivo pra catapora tbm, no entanto o vírus da catapora não prejudica em nada o meu organismo. Já o hiv dizem diminuir nossos linfócitos. Por isso estou na dúvida e queria saber se alguém que já foi indetectável um dia e abandonou o tratamento, viu os CD4 e CD8 diminuírem. Um abraço em todos.
    Paz e bem.

    • Antonio diz

      JC para de ter “ideias” rsrsrs
      Vc sempre vai ter o vírus, sempre vai dar positivo. Não sei como o paciente de berlin ou um dia a possibilidade de editar o gnoma.
      Sempre fica uma pequena quantidade de vírus, chamados depósitos, tem um trabalho na literatura mostrando onde são estes depósitos.
      Vc poderá parar e ficar dias, meses e ate anos ( dificil, mas pode) uma hora o vírus vai voltar e vc vai perder toda a recuperação que seu organismo teve.
      Mas discuta isso com seu médico ou consulte outro médico.
      E se for fazer isso que é uma insanidade tem que ficar fazendo contagem da carga viral em um tempo inferior ao de hoje. Se vc usa o SUS eles não vão deixar. Agora se faz particular ou com um bom plano de saúde ai poderá ficar fazendo isso. Mas não aconselho vc a fazer isso.

      • JC diz

        Olá Antônio obrigado por me responder.Mas você conhece alguém que já fez isso?Pois os médicos nos falam que se deixarmos de tomar os arvs a carga viral aumenta. Mas fico pensando que estão mentindo pra nós. Porque faz tanto tempo que existe o hiv e até agora nenhuma cura.Só o caso do paciente de Berlim que acho que só serviu para nos dá esperança e não deixarmos de tomar os arvs. O que eu estou querendo falar é que acho que a cura já existe pessoal.Pode ser muita teoria da conspiração de minha parte, mas não tem condições não. Parem pra pensar: são 35 anos! E todas as manchetes só usam verbos no futuro do pretérito, tipo: Pesquisadores descobriram uma técnica que “poderia” ser a cura para os portadores de hiv. E nunca chegam lá. Sei que isso demanda estudo e tudo mais, mas 35 anos ainda não foram o suficientes?!Vários cientistas no mundo todo…. Porque existe cura para o Ebola?Não precisaram de 35 anos pra isso.Acho que só tem cura pro Ebola porque não conseguiram remediar e o vírus já estava chegando na Europa. Desculpem o desabafo pessoal, mas acho que estão lucrando demais pra poder liberar a cura pra nós. Estou torcendo pela Crisper, mas temo que seja só mais uma propagando.

        • Antonio diz

          caso de berlin foi um transplante, foi um acidente que deu certo. Conhecer não conheço, ate por que só conhece pessoas com HIV aqui no blog. Pague para ver então. mas eu não aconselhar …

  32. Gil diz

    Ei, JV…
    Não sou consultor sentimental, mas agarra esse cara e amassa muito ele! Cative-o, pois parece sim ser um ser abençoado, um iluminado, embora, claro, sempre de olho em tudo. Mas parece que você se deu bem! Que legal!

      • Leno diz

        Ehhh. JV, estava com saudades de você, tenha uma boa sorte !!!
        Ahh , Pessoal, estou a aproximadamente 60 dias em tratamento, sem muitos efeitos, salvo um pouco de tontura no inicio e o susto de ter esquecido que já tinha tomado o remédio um dia as 22h00 e ter repetido a dose as 04h30. Meus proximos exames de CD4 e CV estão programados para agosto; #ansiedade rssss
        Abraços a Todos !!!.

  33. Garotos + diz

    Esses dias me deparei com uma notícia aqui no blog e fui atrás. A novidade que entrará em fase de teste para uma grande quantidade de pecientes, é uma droga capaz de eliminar as células reservatório. Talvez não seja a cura, mas nos estudos, a droga que já é aprovada pela FDA a mais de 20 anos para outros fins, foi capaz de eliminar deixar 7 pessoas sem tomar ARV’s por mais de 8 semanas. Com um detalhe importante, o HIV não consegue criar resistência a ela, já que não HTTP ele que será atacado, mas as células onde eles se abrigam. Segue informações sobre o estudo em humanos http://m.medicalxpress.com/news/2016-05-pursuing-destruction-hiv-infected-cells.html

  34. Paulo Roberto diz

    Boa noite, amigos!
    Não tenho estado online, porque estou com dois familiares internados… Um cunhado e um primo.
    Ambos com câncer, farão cirurgia por esses dias… E estou dando toda a minha atenção à família, embora eu mesmo, nunca tenha tido esta atenção por parte deles.
    Tenho um sobrinho pequeno que também está sob meus cuidados, então não tem me sobrado nem um tempinho sequer.
    Mas eu continuo confiante na cura para breve. E continuo minhas orações por todos nós, em especial por aqueles do Blog.
    Semana passada perdi um grande amigo para a tal DENGUE HEMORRÁGICA.
    Não deve ser fácil para um pai enterrar o próprio filho, no auge da juventude…
    Ainda temos, sim, a sorte de ter REMÉDIO para nosso problema.
    Que Deus abençoe a todos!

  35. Bahiuno diz

    Paulo Roberto

    Força e fé sempre. Que Deus te ilumine. Quando puder apareça. Você faz falta.

  36. Alex diz

    Excelentes palavras. Um ótimo extrato do turbilhão de sentimentos para aqueles que ainda estão digerindo o diagnóstico e ao mesmo tempo tentando recompor suas vidas. Obrigado!

  37. El O diz

    Sou + diagnosticado ha um ano e indetectável desde o terceiro mês. Este blog foi um dos pilares do meu tratamento, assim como o grupo do kik. Gosto especialmente das Cartas dos leitores, porque é impossível não se identificar. Hoje o fato de ser soropositivo para mim é apenas um detalhe, mas compartilho o sentimento de medo de rejeição quando penso em iniciar um relacionamento. É muito difícil escolher a hora certa de contar… Apesar de ter tido apenas um namoro após, contei de início e a reação foi surpreendente porque ele também me contou que era. Mas sei que isto não se aplica a maioria das situações

  38. Petric diz

    MEU DESABAFO!
    Me sinto bem confuso e meio sem rumo.
    A dois meses atrás(13/04/2016 data em que eu creio que nunca mais esquecerei) fui fazer exames de DST e acabei descobrindo que sou portador do vírus HIV. A primeiro momento o enfermeiro me disse que realizaria 4 exames, se não me engano 2 de Hepatite 1 de sífilis e outro de HIV, me explicou que como nos teste de gravidez uma linha (-) negativo (=)positivo, a coleta de sangue foi um pouco demorada devido ao meu sangue ser meio “ralo”, cada segundo que se passava eu ficava mais aflito, morrendo de medo.
    Terminado a coleta os aparelhos de teste começaram a fazer a avaliação do meu sangue, logo deu negativo para os dois tipos de Hepatite! Meu alivio deu lugar a aflição logo quando vi (=) pra sífilis, na hora meu coração disparou, fiquei assustado, mas… como já havia tido algumas informações no colegial sabia que sífilis tem cura, o enfermeiro também foi conversando comigo me explicando, não cheguei a entrar em desespero.. O exame pra HIV ainda estava sendo realizado, eis que aparece (=), se eu achava que não podia piorar, meu mundo ali naquele exato momento, naquela sala desabou, não desabou em lagrimas mas sim em pensamentos desesperados, meus primeiros pensamentos foram, eu vou morrer, como vou dizer isso a minha MÃE uma pessoa que sempre me alertou sobre tudo e pelo jeito eu não dei ouvidos, logo pensei na discriminação, na minha falta de conhecimento, a sífilis naquele exato momento desapareceu. Minha cabeça girava, ate que meus olhos se enxeram de lagrimas, eu cheguei a um ponto onde minha mente já se via vazia eu não conseguia pensar mais nada, aliás só deseja que aquele momento fosse um dos meus piores pesadelos de uma noite de sono em que eu acordaria assustado e tudo aquilo passaria, mas não. Minutos se passaram até que o enfermeiro deu suas primeiras palavras tentando me fortalecer e me fazer enxergar que aquele momento não era o fim da linha, de que o HIV não é a PRAGA que mata e acaba com as pessoas igual a sociedade tenta rotular o vírus. Tudo que o enfermeiro falava não fazia sentido no momento, enquanto eu tentava organizar minha mente ele organizava alguns papéis de exames que eu deveria fazer nos próximos dias e receitando o remédio e as orientações sobre a sífilis, fiquei em suas sala após o exame mais ou menos uns 30 minutos refletindo, após esse tempo peguei os remédios para começar o tratamento da sífilis e alguns outros papéis e fui caminhando para casa. Os pensamentos me fizeram chorar, naquele exato momento tudo que eu precisava era de um abraço e alguém que dissesse “CALMA, EU ESTOU CONTIGO”,
    Cheguei em casa peguei meu celular e me veio a pergunta que me faço ate hoje, conto ou não conto para minha mãe? Se eu precisar ficar internado, quem irá me ajudar? Decidi parar de ficar pensando na situação naquele momento pois moro com amigos e tudo que eu não precisava no momento era de gente perguntando o que estava acontecendo…
    Dias se passaram, tomei o remédio pra sífilis no ciclo de 30 dias, terminando voltei ao posto de saúde para uma nova consulta e dar inicio ao tratamento do HIV e me deparei com algumas pessoas conhecidas de vista, me senti com vergonha e acabei indo embora. Não retornei ainda, mas farei o mais breve possível pois sei que quanto mais cedo começar o tratamento melhor serão as coisas.

    RESUMINDO: Até o momento só sabem o pessoal do CTA, gostaria de desabafar com alguém mas me falta confiança. Acho que ainda estou sobre o efeito do resultado, me sinto sem rumo, não sei muito bem por onde começar, me faço perguntas todos os dias de como será minha vida desde de o dia 13/04/2016.

    Mas é isso ai, acabei entrando na pagina por um acaso da vida que seu eu contar parece até historia de novela, mas depois de ler alguns comentários me senti encorajado a começar meu tratamento. E vamos ver que será daqui pra frente.

    OBS: Me sinto um pouco aliviado, não sabia que desabafar em letras me daria um certo conforto.

    • J.M diz

      Olá Petric, tenha calma.. isso é o primeiro impacto. Com o passar dos dias você vai descobrir que a vida não para.. O que você precisa é marcar logo a sua consulta para começar o tratamento. Eu entendo seu receio de encontrar pessoas conhecidas.. Assim como fico com receio também. Mas o que podes fazer em relação a isso é, ir em outro CTA mais proximo.
      Espero que fiques bem.
      Se quiseres trocar informações lhe passo meu email.

  39. Gabriel diz

    Olá, me chamo Gabriel tenho 21 anos e recebi meu diagnóstico recentemente, já estou fazendo o tratamento com o 3×1.
    Infelizmente, na cidade onde moro não existe mais grupos de apoio, o que é imagens pois gostaria de conversar e quem sabe até criar uma amizade com pessoas que compartilham da mesma realidade.
    Meu e-mail é gabris9202@gmail.com caso alguém queira enviar um emailzinho do amor 😉

    Abraço!

  40. Wendell diz

    Olá… Tenho 23 e acabo de entrar pras estatísticas… Estou com medo e queria muito alguém pra conversar, alguém que já tenha passado por isso…. Me mandem e-mail wcolombani@gmail.com abraços

  41. Marcelo diz

    Discordo de parte do texto: é obrigação sim do soropositivo de informar o PEP a uma exposição…. É o mínimo.

  42. Mh diz

    Pessoal as pessoas vivem quanto tempo com esse virus?fazendo tratamento corretamente?existem casos que passaram dos 10anos?

  43. Mh diz

    Muito obrigado JS,através deste blog voce traz a vida a pessoas recem diagnosticadas!

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