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Evidência de sucesso do tratamento como prevenção na Dinamarca


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Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles e pelo Hospital Universitário de Copenhagen traz a primeira evidência inequívoca da ligação entre altas taxas de supressão viral em homens homossexuais e a queda na incidência de novos casos de HIV — a proporção de homens que pegam HIV a cada ano.

Os pesquisadores dizem que a incidência de HIV entre homens homossexuais, uma taxa de 0,14% ao ano, ou um em cada 700 homens homossexuais infectados anualmente, é atualmente tão baixa que se aproxima da taxa de incidência anual de um por 1000 que a Organização Mundial de Saúde definiu como meta para, assim, acabar com a epidemia de HIV. Eles calculam que a percentagem de homens gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH) na Dinamarca que têm HIV, fazem tratamento antirretroviral e têm carga viral indetectável é atualmente de 72,1% — muito perto dos 72,9% que a meta 90/90/90 do Unaids estabelece para acabar com a epidemia de HIV.

Na Dinamarca, a epidemia de HIV tem se concentrado em HSH e, em particular, tem tido prevalência muito baixa de HIV em pessoas que injetam drogas, devido aos programas de redução de danos que estão disponíveis há décadas. A redução de HIV entre HSH, portanto, permitiria reduzir a incidência do vírus em todo o país.

Os pesquisadores acham que a redução na incidência do HIV não foi impulsionada pelas alterações nos limites de CD4 para iniciar o tratamento, uma vez que começou a cair antes que essas orientações fossem alteradas. Em vez disso, o aumento das taxas de testes atraiu mais pessoas diretamente para o atendimento médico, fazendo com que fossem diagnosticadas mais cedo, com contagens de células CD4 ainda altas.

Eles também acham que, apesar da incidência estar em queda, a taxa de transmissão — o número de pessoas infectadas por um homem com carga viral não-suprimida — quase duplicou durante o período do estudo. Eles comentam que isso provavelmente se deu devido ao aumento do comportamento de risco; contudo, o aumento do número de pessoas em terapia antirretroviral tem mais do que compensado. Acrescentam, no entanto, que será necessário utilizar outras intervenções de eficácia comprovada, tal como a profilaxia pré-exposição (PrEP), a fim de reduzir as taxas de transmissão e infecção entre os não-diagnosticados e aqueles com alto risco de contrair HIV.

 

Detalhes dos resultados

A Dinamarca mantém uma base de dados nacional sobre HIV desde 1995, que inclui todas as pessoas diagnosticadas com HIV no país e um estudo de coorte nacional, que incluiu a maioria das pessoas diagnosticadas desde 1991. Este registro mostra que o número de novos diagnósticos de HIV por ano entre HSH caiu de 152 em 1991 para 68 no ano 2000. Em seguida, subiu novamente para um pico de 139, em 2007. Em seguida, voltou a diminuir, para 76 diagnósticos em 2013 e apenas 58 em 2012.

A Dinamarca instituiu rapidamente a terapia antirretroviral no país e quase três quartos dos HSH diagnosticados estavam em tratamento em 1998; mais de 50% dos HSH diagnosticados tinham conseguido cargas virais indetectáveis até 2001.

O aumento dos testes levou a uma rápida queda na proporção de HSH diagnosticados com contagens de células CD4 abaixo de 200 células/mm³, de cerca de 40% antes do ano 2000 para menos de 20% após 2003. A proporção de diagnosticados com contagens de CD4 acima de 500 células/mm³ aumentou paralelamente a estes, embora um pouco mais gradualmente, a partir de cerca de 20% antes de 2000 à cerca de 40% depois de 2005. O ano de 2002 foi crucial, depois que mais HSH foram diagnosticados com contagens elevadas de CD4 e isso coincidiu com um salto repentino na contagem média de CD4 no momento do diagnóstico, de cerca de 230 células/mm³ para cerca de 400 células/mm³ (com discrepantes 560 células/mm³ em 2012).

Tomando como denominador a estimativa da população de HSH na Dinamarca, de 55.000 indivíduos, os pesquisadores estimaram que o número de HSH com HIV que não são diagnosticados caiu de cerca de 1400 em 1995 para apenas pouco mais de 600 em 2013, enquanto o número de indivíduos com CD4 abaixo de 200 células/mm³ caiu de 190 a 40. Esses 600 representam 20% de todos os HSH com HIV no país.

Os pesquisadores calcularam que o número de homens homossexuais na população que, em qualquer ano, são soropositivos e não tem carga viral indetectável e, portanto, são infecciosos, caiu de pouco mais de 2200 em 1996 para pouco mais de 800, atualmente. Em 1996, metade desses potenciais transmissores foram diagnosticados, os quais não estavam em tratamento ou o tratamento não estava sendo bem sucedido. Em 2013, apenas um terço (cerca de 230 homens) estava nessa categoria, e um pequeno número — cerca de apenas 35 homens — estava com falha no tratamento.

Os números obtidos até agora referem-se aos diagnósticos anuais e não à verdadeira taxa de incidência e nem a outros fatores, como o aumento nas taxas de testes. No entanto, fazendo uma estimativa grosseira do tempo desde a infecção, com base na contagem média de CD4 no momento do diagnóstico, os pesquisadores foram capazes de calcular que o número absoluto de HSH infectados na Dinamarca por ano diminuiu de 117 em 1994 para 70 em 2013 (o número diagnosticados nesse ano foi de 76).

Os pesquisadores notaram então uma variante: eles observaram que a incidência só começou a diminuir quando a proporção de todos os HSH soropositivos (incluindo os não-diagnosticados) que estavam sob tratamento subiu para mais de 35%.

Um achado importante é que, embora a incidência tenha caído, ela não caiu tanto quanto os diagnósticos. E a taxa de transmissão — o número de vezes que cada HSH viralmente não-suprimido e, portanto, potencial transmissor, transmitiu HIV — aumentou. Em 1996, os pesquisadores calcularam que pouco mais de cinco em cada 100 HSH soropositivos viralmente não-suprimidos transmitiam HIV a outro parceiro (0,05 ao ano). Em 2012, este número quase dobrou, para nove em cada 100. Isto provavelmente é devido ao aumento dos níveis de comportamento de risco e também à concentração do comportamento de risco em um conjunto cada vez menor de homens homossexuais com alta prevalência de HIV.

 

Conclusões

Esta pode ser a explicação para uma outra variante que os pesquisadores mostram num gráfico, mas não fazem referência. A incidência permaneceu estável em 80 infecções por ano assim que a proporção de HSH soropositivos em tratamento subiu para mais de 55%. Em seguida, ela começou a diminuir ainda mais quando a proporção subiu para mais de 70%. Já observamos que os diagnósticos aumentaram temporariamente entre 2000 e 2007, antes de cair novamente. Isto pode demonstrar que, em uma população com alto nível de comportamento de risco e de vulnerabilidade biológica, uma proporção maior de pessoas precisa atingir a supressão viral antes da incidência começar a cair.

Isso poderia explicar porque em KwaZulu-Natal, na África do Sul, num dos poucos outros estudos feitos para demonstrar uma correlação direta entre a proporção de pessoas com supressão viral e a incidência de HIV, os novos casos de infecção começaram a cair quando a cobertura do tratamento chegou a 30%, enquanto a incidência continuou a aumentar em países como o Reino Unido, que têm as mesmas taxas de supressão viral que a Dinamarca. Alguns pesquisadores estimam que as taxas de supressão viral precisariam ser de 90% para que a incidência comece a cair no Reino Unido, na ausência de PrEP ou de mudança no comportamento de risco.

Os pesquisadores salientam que tudo isso só foi possível na Dinamarca porque “há acesso universal a cuidados de saúde na Dinamarca, com tratamento gratuito para o HIV e muitas clínicas de fácil acesso que oferecem testes de HIV.”

Por Gus Cairns em 18 de maio de 2016 para o Aidsmap

Referência: Okano JT et al. Testing the hypothesis that treatment can eliminate HIV: a nationwide population-based study of the Danish HIV epidemic in men who have sex with men. The Lancet Infectious Diseases, early online publication. http://dx.doi.org/10.1016/S1473-3099(16)30022-6. Maio de 2016.
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55 comentários

  1. Antonio diz

    Olá

    Se alguém quiser ler este artigo, eu tenho o arquivo original em inglês:
    E-mail me : antonio_almeica@gmail.com

    Effects of combined exercise training on immunological, physical and biochemical parameters in individuals with HIV/AIDS
    Alesandro Garcia, Géssica Alves Fraga, Roberto Carlos Vieira Jr, Carolina Mendes Santos Silva, Joice Cristina Dos Santos Trombeta, James Wilfred Navalta, Jonato Prestes & Fabricio Azevedo Voltarelli
    Journal of Sports Sciences, 32:8, 785-792, DOI: 10.1080/02640414.2013.858177
    To link to this article: http://dx.doi.org/10.1080/02640414.2013.858177

  2. Felipe diz

    Hj fui pegar a medicação e a farmacêutica não quis entregar porque faz mais de 6 meses que realizei o exame de carga viral…. Pode isso?
    Alguém sabe se existe alguma legislação que condicione a entrega da medicação à realização de exames?
    Obrigado.

    • Maxwell diz

      A minha veio com isso tb essa semana. Que tinha q levar o exame da carga viral e que estavam avisando desde janeiro (MENTIRA, que só recebi essa notícia esse mês) mas como fiz o exame em fevereiro voltei em casa e peguei e mostrei a ela (INDETECTÀVEL).
      Agora não vejo a necessidade da farmácia querer essa informação, pois uma, independente da carga precisamos tomar indefinidamente as medicações e mesmo que tivesse alguma variável quem tem q dizer se precisa trocar a medicação ou não é o médico e não a farmácia.

      • Julio Santiago diz

        Eu também. A moça me disse que meu último exame foi em novembro. Mas mesmo assim ela me entregou os remédios. Simpática e compreensiva. Vou levar duas caixas de bombons para ela na próxima vez. Ela merece, pois trabalha bem.

      • BYA diz

        Maxwel…..fiquei sabendo rsrsrs que estão pedindo cv pra comprovar que estamos tomando a medicação, pq tem pessoas q pega e joga fora tipo esses tais carimbadires 😟 eo custo e alto pra pessoa pg e não tomar. Eu msm fiquei com minhas vitaminas quase um mês ate ter coragem de começar a tomar. Agora se e verdade ja não sei kkkkk

  3. Luquinha diz

    Felipe , foi o que eu disse , eles querem saber se você esta indetectável , sendo que vai levar 1 ano para regularizar a sua situação , Felipe eu não acredito que a vaca não te deu , amanhã vá no seu medico , e peça um laudo dizendo que você esta indetectável , e leve pra vaca , se a vaca não quiser te dar a medicação grite com ela , diga a ela que se alguma coisa te acontecer a culpa será dela ,fotografa ela , e se mesmo assim ela não te der chama a POLICIA ….gente vamos ficar atento nisso ai , converse com seu medico .

  4. __________http://www.independent.co.uk/news/science/hiv-aids-cure-virus-disease-dna-genes-temple-university-research-gene-editing-a7037571.html________________________________
    __________http://www.dailymail.co.uk/health/article-3599852/One-step-closer-cure-HIV-Scientists-discover-cutting-virus-s-DNA-living-animal-cells-eradicates-disease.html___________

      • Vircetti diz

        Barasa… A de Louis picker é preventiva ou terapêutica? pq tem sites q diz q é uma e outros sites dizem q é a outra
        Obrigado

        • Ela foi testada em macacos como preventiva. Mas olha o que aconteceu: pouco mais que a metade dos macacos tornou-se INFECTADO de fato e depois evolui para CURA ESTERILIZANTE espontânea. Tem potencial, pois, de ser preventiva e terapêutica. Só o tempo dirá.

        • EGC,

          Achei interessante. Mostra que é possível entregar a CRISPR a tecidos em diferentes órgãos, ou seja, os testes feitos em células podem ser tentados em ‘humanos completos’ porque a enzima CHEGA, pelo menos, a alguns tecidos. Resta saber se chega a TODOS eles e se é capaz de cortar todas as cópias dos genomas virais. A matéria tem um apelo forte ao dizer ‘remove DNA viral’… Essa expressão sugere remoção completa do vírus nesses tecidos, mas acho que não tem como provar isso ainda… Enfim, que essa equipe continue aperfeiçoando a técnica e que sejamos curados. 🙂

    • Alex diz

      Esse é o primeiro passo? A perspectiva é que se td der certo possa levar quanto tempo pra estar disponível para humanos?

    • Paulo Roberto diz

      Excelente notícia… Estamos chegando perto…
      Obrigado, EGC…

  5. Bahiuno diz

    Na farmácia onde pego os meus medicamentos fui informado que teria que apresentar os exames a cada 6 meses e ou vir no formulário da medicação a marcação da quantidade de carga viral.

    • Julio Santiago diz

      Eu peguei hoje, e quase não recebi porque no meu relatória tava informando que a última vez que apresentei a carga viral foi em novembro. Felizmente a moça foi gentil e disse para eu trazer o exame na próxima vez. Vou levar duas caixas de bombons para ela. Muito simpática e compreensiva.

  6. Vircetti diz

    Interessante… Acho q até 2020 teremos resultados concretos de alguma dessas várias estratégias q estão em andamento atualmente

  7. Juka diz

    Devemos comemorar qdo novos casos deixam de acontecer, porém me bate uma indagação: será q qto maior for a quda nos novos casos menos se interessarao em.procurar uma cura??

  8. Raphapositivo diz

    Alguem tem informacao sobre o tratamento em Londres? Como funcionada para estrangeiro e para quem tem cidadania europeia ? no caso Portuguesa.

    Obrigadooo 😉

  9. gusta diz

    quero taaanto acreditar nessa cura… eu vivo bem, feliz…. Mas não sei se acredito em uma cura até 2020 ou até mesmo um pouco depois… Claro, posso está errado. Talvez seja só insegurança, mas sei q no fundo, eu quero muito srsrsrs Espero q eu esteja errado em nao acreditar

  10. anjo (terapeuta) diz

    Oi minha infecto pediu pra eu levar meu exame pois da ultima vez ela nao preencheu na ficha minha carga. Ja nao me pedi mais o exame de cd4.

  11. Pedro Dias diz

    Embora queira muito também e seja muito otimista com a vida e a evolução das coisas do mundo hoje em dia, ando meio descrente que a cura virá tão cedo, ou pelo menos até 2020. Vivo bem, mas hoje em dia leio quase nada sobre a cura. Mas Deus é o senhor de tudo e nele eu acredito severamente e aqui continuo minha caminhada até quando ele permitir e quiser. Fé e saúde à todos aqui.

  12. Julio Santiago diz

    Quem conhece a história de Roger? que fez jejum de 30 dias, tomando sol e bebendo sol para se curar da aids…. será que é verdade esta história? veja no google: Roger se curou da aids.

    • Julio Santiago diz

      **bebendo água, mas é sério mesmo, a história é verdadeira.

  13. Luquinha diz

    Julio , eu vou te ensinar o da lua , em noite de lua cheia você pegue quatro cd virgem e tente acertar o dragão , se você conseguir acertar apenas um , você estará curado , boa sorte !

        • Pedro diz

          Qual é a graça? Aqui é um lugar para tirar dúvidas?ou não se pode ter dúvidas? Na minha modesta opinião esse blog já está perdendo o propósito.

          • Pedro,
            Sempre pode tirar dúvidas, exceto aquelas que violam os termos de uso do blog. Do mesmo modo, também pode levar numa boa se outros acharem a dúvida engraçada, certo? É um jeito descontraído de responder. Não precisamos ser sempre tão sérios. 🙂

      • Marcos diz

        Eu acho que esse luquinha e Alexandre devem ser comediantes de péssima qualidade, estao em todos os posts, sempre fazendo piadinhas com os comentários dos outros participantes, isso quando não ficam criticando os outros por suas dúvidas que querem esclarecer.
        Acho que tem que haver respeito, estamos aqui para compartilhar e aprender mais sobre o vírus e não para sermos julgados e ser taxados como idiotas.

        • Luquinha diz

          MARCOS Você falou participantes , então tá , aqui é o único programa que ninguém conseguiu a imunidade …..acho que depois desta estou eliminado.

          • Alexandre diz

            JS, não conhecia esse seu lado espirituoso. Parabéns! Luquinha, bela resposta ao Mané!

          • Pedro diz

            Acho que aqui não é o lugar mais indicados para vc mostra seu lado comediante luquinha, eu outras pessoas recorremos a esse blog a procura de ajuda e não para ler comédia.

    • Paulo Roberto diz

      Tendo um dragão, Luquinha, não é simpatia. É ANTIPATIA!

  14. Luiz Carlos diz

    Aqui quando fui da última vez levei o exame mais novo, mas na folha estava um mais antigo. Não deixaram eu pegar porque tinha que estar na folha assinada pelo médico. Mereço… Quero ver mês que vem que vou viajar e vou precisar pegar pra 60 dias (o 3 em 1 eles tem liberado, mas o meu é o ATZ/r+TDF+3TC). Vou levar a passagem e, se não me derem, simplesmente dizer que então vou parar de tomar a medicação e eles serão responsáveis.

  15. Cassio diz

    Os resultados obtidos com o eCD4-Ig foram muito superiores a experiências levadas a cabo com outros anticorpos já descobertos, nomeadamente os bNABs (broad neutralizing antibodies). Uma das razões apontadas para esta superioridade deve-se ao facto de o eCD4-Ig se ligar a regiões virais conservadas em todas as estirpes virais.

    Apesar dos resultados entusiasmantes, a experiência foi levada a cabo em ambiente altamente controlado e em macacos, não em seres humanos. O líder da equipa, o imunologista Michael Farzan do Scripps Research Institute na Florida mostrou a confiança nesta nova abordagem numa entrevista ao Wall Street Journal: “É 100% eficaz. Não há dúvida de que é, até ao momento, o mais eficaz inibidor da entrada viral.”

    Anthony Fauci, director do National Institute of Allergy and Infectious Diseases e editor do respeitado Harrison’s Principles of Internal Medicine, mostrou-se também esperançoso com esta nova abordagem: “Esta investigação leva-nos a avançar na direcção de dois objectivos importantes: alcançar protecção de longo termo contra infeccção por HIV e conseguir a remissão sustentada em indivíduos cronicamente infectados.”

    Na mesma entrevista, Farzan, apontou quais as direcções a tomar de modo a tornar o projecto passível de ser utilizado com efeito terapêutico em humanos. “Uma das direcções é utilizar o inibidor como terapêutica molecular, sendo este primeiro passo bastante simples de tomar, para isso é necessário fazer trials em humanos, mas tem limitações pois obriga a injecções bastante frequentes. A segunda abordagem baseia-se em utilizar a molécula como terepêutica em indivíduos que já sejam HIV positivos, com o objectivo de diminuir o número de fármacos necessários para controlar o vírus. Outra perspectiva é direccionar a actuação para indivíduos em alto risco de serem infectados pelo vírus.”

  16. nick diz

    Gente, eu nao tomo essas drogas. Meu exame positivo é de 2009. Minha carga viral é 4000 e cd4 240. Sera que vou morrer logo?! obs: nunca pego nem gripe.

    • Ser+H diz

      Seu CD4 está baixo. Tem acompanhamento médico? Tá com receio do que para não iniciar a terapia?

  17. sampa26 diz

    Barasa,

    E o uso da auto-hemoterapia o que você pode dizer sobre?
    Alguém que frequenta o blog faz uso de algum tratamento alternativo, além claro da terapia antiretroviral (TARV)?

  18. Brito+ diz

    Notícia triste e que me deixa mal num domingo a noite. Ver que uma ativista na luta contra a AIDS foi levada pelo vírus HIV aos 39 anos. Muito triste e desanimador. Fico pensando se minha expectativa de vida também será só até os 39 anos ou até antes. :((((

    http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/24886#.V0JMF8iErCQ

    Mais uma guerreira se vai. A ativista Jucimara Moreira deixa um importante legado na luta contra a aids

    22/05/2016 – 15h
    Morreu, neste sábado (21), aos 39 anos, Jucimara Moreira (foto à direita), uma das ativistas mais importantes na luta contra a aids no Brasil. Mara, como era conhecida, fazia parte do Grupo Pela Vidda Rio, do Movimento das Cidadãs Posithivas e da Rede de Pessoas Vivendo com HIV/Aids. Há mais de um mês, estava internada em estado grave e não resistiu. Os ativistas, que com ela lutaram por respeito, contra o preconceito e por melhorias na saúde para as pessoas vivendo com HIV/aids, amanheceram de luto, neste domingo (22).

  19. Magnólia Silva diz

    Gente, vocês que circulam e que sabem reivindicar direitos por amor de Deus coloquem Salvador- Ba na mira de Criticas quanto a distribuição dos retrovirais pois algumas enfermeiras são verdadeiras ignorantes e fora da realidade de quem quer ficar bem com a medicação , elas restringem a dosagem a apenas um mês e isso é um horror ter que ficar indo a locais públicos pegar medicação, quando poderia se estar pegando medicamento no posto de saúde mais perto de sua casa para dois ou três meses precisamos gritar por uma logística mais fácil afinal é uma vida que está em risco.

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