Podemos dizer adeus à palavra “aids”?


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O que é que perderíamos ao nos libertar da palavra “aids” — ou o que ganharíamos? É uma questão provocada pelos avanços no tratamento do HIV e nos cuidados e mudanças na forma como as pessoas vivem com HIV e aids.

“Um diagnóstico de aids em 2016 não é o mesmo que um diagnóstico de aids em 1986.”

“Eu acho que o diagnóstico de aids, e o que ele significa, é, em muitas maneiras, histórico”, disse o Dr. Hyman Scott, médico infectologista especializado em HIV no Departamento de Saúde Pública de São Francisco. “Um diagnóstico de aids em 2016 não é o mesmo que um diagnóstico de aids em 1986, se essa pessoa começa o tratamento imediatamente.”

“O CDC não está mais acompanhando os casos ‘aids’.”

No ano passado, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mudaram a terminologia utilizada na vigilância epidemiológica de HIV e aids, substituindo “aids” por “HIV Fase 3”, adicionando a nova “Fase 0” para classificar a infecção recente pelo HIV. “Essa foi, para mim, uma espécie de prova fundamental de que o CDC não está mais acompanhando os casos ‘aids'”, disse o Dr. Christopher Pilcher, durante uma grande apresentação sobre aids no San Francisco General Hospital.

Embora o sistema de vigilância do CDC seja destinado principalmente à monitorar e reportar casos de HIV na população — e não como base para decisões clínicas —, esta alteração no relatório destaca uma questão interessante. Concretamente, diz sobre como especialistas em saúde pública, entre outros, estão pensando a respeito do que um diagnóstico de aids realmente significa e se há algum valor em desenhar uma linha divisória entre o HIV e a aids.

 

Qual é a relevância clínica de um diagnóstico de “aids”?

Independentemente do estágio da doença, há relevância em fazer distinção entre os estágios da infecção pelo HIV para a saúde pública ou por motivos clínicos. Fazer isso cria uma ferramenta para especialistas em saúde pública definir e medir quantas pessoas são diagnosticadas tardiamente em sua infecção e a rapidez com que o HIV progride de um estágio para o próximo.

Para os médicos, um diagnóstico de aids significa que a contagem de células CD4 de uma pessoa caiu para abaixo de 200 células/mm³ ou que houve uma infecção oportunista — um indicador importante de que, se retirada dos antirretrovirais, sua contagem de CD4 pode rapidamente diminuir novamente. O estágio avançado da infecção pelo HIV que um diagnóstico de aids é capaz de identificar é especialmente importante, segundo Scott, para as pessoas que são diagnosticadas tardiamente, com infecção avançada.

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Dr. Hyman Scott

“Embora em declínio, aproximadamente 18% das pessoas diagnosticadas com HIV em São Francisco são diagnosticadas com aids no prazo de três meses — um sinal de infecção pelo HIV de longa data não diagnosticada. Nós ainda vemos pessoas com pneumonia [uma infecção oportunista], que são diagnosticadas com aids. Os médicos ainda usam o termo ‘aids’ para descrever um estágio de HIV. Pode ser útil para descrever o quão doente alguém está”, disse ele.

Normalmente, as pessoas que recebem um diagnóstico de aids carregam esse diagnóstico para o resto de suas vidas, mesmo se a sua contagem de CD4 se recuperar ou se eles suprimirem suas cargas virais e ficarem saudáveis.

 

“Aids” pode não refletir o quão bem uma pessoa se sente e nem em quanto tempo ela pode morrer

Atualmente, o tratamento para o HIV, melhor tolerado e mais potente, permite que pessoas que são diagnosticadas com aids respondam bem à terapia antirretroviral, recuperem seu sistema imunológico e vivam muitos anos.

“Aids não é mais uma sentença de morte.”

“Antes, na ausência de tratamento antirretroviral, um diagnóstico de aids era associado à mortalidade muito alta em curto prazo. Mas, agora, embora um diagnóstico de aids esteja associado a um maior risco de mortalidade, com o início imediato da terapia antirretroviral e uma boa adesão ao tratamento, as pessoas podem ter uma recuperação extraordinária. Aids não é mais uma sentença de morte, de modo algum”, disse Scott.

Vince Crisostomo
Vince Crisostomo

Vince Crisostomo, gerente da Elizabeth Taylor 50-Plus Network na San Francisco Aids Foundation, vive com aids há mais de vinte anos. “Lembro-me de estar em minha mesa de trabalho quando recebi o meu diagnóstico de aids, em 1995. Eu pensei: o que o que devo fazer agora? Ir para casa? De ‘vivendo com o HIV’ fui para para ‘vivendo com aids’ e, de repente, as pessoas pensavam de mim como alguém morrendo. Hoje, eu tecnicamente ainda tenho aids, mas já passou mais de vinte anos desde o diagnóstico e eu estou em boa saúde. Em certa altura, abandonei meu adesivo de deficiente no carro que dá direito a estacionamento especial [um direito de quem vive com HIV/aids nos Estados Unidos], porque eu estava ouvindo comentários de pessoas, como: ‘por que você usa isso?'”

Jonathon, nome fictício de um habitante de São Francisco, diagnosticado com aids em 2007, disse que sempre tem que dar uma explicação mais longa se ele diz a alguém que tem um diagnóstico clínico de aids. “Eu digo às pessoas que eu tenho um diagnóstico clínico de aids porque eu tenho sarcoma de Kaposi. Então, eu tenho que seguir dizendo que sou indetectável, que tenho uma contagem muito elevada de células T e que espero estar vivo ainda por muito tempo. Não estou à beira da morte e meu sarcoma de Kaposi não é como em 1991. Mas não há nenhum jeito fácil de explicar isso.”

 

Tirar aids da mesa pode reduzir o estigma

“Aids é uma palavra que, por muitos anos, nenhum de nós queria ouvir”, disse Matt Sharp, sobrevivente e ativista do HIV em São Francisco. “Era uma palavra tão temida, horrível. Em alguma altura, eu quase pensei: ‘não seria ótimo se não tivéssemos que usar mais essa palavra?'”

“Acabar com o diagnóstico de ‘aids’ iria mostrar o progresso no tratamento do HIV.”

Um benefício de largar o termo “aids” é a possibilidade dele mudar a forma como as pessoas pensam sobre o HIV em geral. “Há tanto estigma associado à palavra ‘aids'”, disse Crisostomo. “Devido à forma como falamos de coisas como ‘a epidemia da aids’, em termos de redução do estigma, pode ser útil unir todos os que vivem com HIV numa única população. De muitas maneiras, acabar com o diagnóstico de ‘aids’ iria mostrar o progresso que estamos fazendo no tratamento do HIV.”

“Acho que chegou o momento”, disse Sharp. “Pois o padrão de tratamento mudou. E, com isso, às vezes, os nomes das coisas também mudam. “

 

Sem ‘aids’, perdemos nossa história?

“As pessoas perderam o emprego, perderam suas moradias, perderam suas identidades.”

Pessoas que viveram o começo da epidemia podem ser particularmente sensíveis à mudanças na linguagem que sentem como marginalizadoras, disse Crisostomo. “A epidemia de aids não era apenas sobre a perda de pessoas. As pessoas perderam o emprego, as pessoas perderam suas moradias, as pessoas perderam suas identidades. Decidir simplesmente se livrar do termo ‘aids’ também pode soar como uma perda. As pessoas podem equiparar o ‘vamos nos livrar da aids’ com ‘vamos nos livrar de mim’. Algumas pessoas podem pensar: ‘eu não importo, mais uma vez’.”

Um diagnóstico de “aids” pode ser simbólico, disse Sharp. “Pode haver algumas pessoas que agarram-no como uma espécie de distintivo de honra.” Segundo Crisostomo, “há história e identidade embrulhados na palavra ‘aids’. Como uma questão emocional, algumas pessoas vêem como um sinal de coragem carregar o diagnóstico. É um indicador de que você viveu durante o começo da epidemia.”

“Eu preciso de um novo termo, que reflita onde estamos agora.”

“Acho que, talvez, subconscientemente, sinto que a aids é parte da minha identidade. Certamente é parte da ansiedade que eu sinto. A aids me amarra à história, que não é boa, se estamos falando de algum tempo atrás”, disse Jonathan. “Quando eu digo que tenho aids, as pessoas olham para mim e não há nenhuma compreensão por parte delas de como isso é possível. Elas estão segurando a imagem do que essa palavra significava em 1980 e 1990. Eu preciso de um novo termo, que reflita onde estamos agora. Eu não quero tirar a gravidade do que estou lidando, e sobre algo que ainda há muito a aprender.”

Por Emily Newman em 5 de maio de 2016 para o Beta

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Rotulo dos medicamentos
Visitante

A primeira coisa que poderiam fazer é remover do rótulo dos anti-retrovirais aquela mensagem de lembrete: “ATENÇÃO – O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA DO VÍRUS DA AIDS E
FALHA NO TRATAMENTO.”
Sério, porque fazem isso até hoje? Vírus da AIDS? Por favor!!!

Lima
Visitante

Concordo! Nunca gostei não deixa de ser mais um rótulo né ? Como se fosse medicamento de aidetico! Sei lá… Acho que o laboratório deveria repensar! Gente me add no kik: feliz.11

Alex
Visitante

E tem escrito isso? Nunca percebi isso na embalagem, tomo o 3×1.

Pedro Dias
Visitante

Eu sinceramente nem sabia, nunca li afundo aquele rótulo, troco sempre que posso de frasco e sigo a vida sem ficar me prendendo à esses detalhes. Verifico apenas o nome do medicamento pra saber se está correto e bola pre frente.

Gil
Visitante

Eu raspo a advertência, passo a faca em cima, para que meus filhos não leiam, já que são pré-adolescentes e se souberem e contarem aos amigos, na fase de segredinhos aos confidentes, não sejam discriminados ou ofendidos.

Rick
Visitante

Muito bom esse artigo!!!

Alex
Visitante

Sobre o texto, em um determinado momento dá a entender que se pode ter doenças oportunistas sem necessariamente ter aids, é isso?

Outra dúvida é sobre o sarcoma de Kaposi, ele pode existir mesmo se a pessoa tem um CD4 alto e CV indetectável? E, tem cura?

Edbyington30@gmail.com
Visitante
Vivemos no mundo daa rotulaçoes instantâneas. Homem, mulher, rico , pobre… O virus me fez aguçar algo que já tinha em mim: questionar!!!! Só que com o rótulo de positivo: me calei socialmente. É como se tivesse um teto de vidro e isso me angústia muito. Talvez esteja dando muita importância ao diagnóstico. No sentido de auto preconceito. Vou tentar trabalhar isso. Pena que a auto reflexão dos nossos atos estão cada vez mais mesquinhos e egoistas . Enquanto tratarmos essa doença com fulcro na culpa agiremos assim . Lembrei esses dias da zica e gravidez. A taxa de natalidade… Ler mais »
Ricardo - Guarulhos
Visitante

Excelente matéria, melhor será o dia em que iremos dizer adeus as palavras HIV e AIDS !

Júlio/ Guarulhos
Visitante

Acabo de descobrir e ainda não sei mto como lídar com tudo. Mais acredito em um avanço para a cura.

Ricardo -Guarulhos. Que lugar aqui de Guarulhos poderiamos conversar fazer uma amizade…

Ricardo-Guarulhos
Visitante

Julio, fique calmo em relaçao ao seu diagnóstico…no início é mto ruim, mas depois as coisas se ajeitam e fazendo a adesão correta da TARV daqui a pouco vc se lembrara do virus somente nos dias das consultas ou não…. Meu email rick_vade@hotmail.com manda um salve la pra gente trocar ideia. Alias quem quiser trocar ideias e experiências tmj neste caminho, so mandar uma msg. Abraçao para todos.

P.H.G.
Visitante
Podia ser tudo diferente. Muito diferente. Mas não foi. Não é. Me pego pensando se não me dei o devido valor, ou onde foi que me desrespeitei. Não encontrei respostas. Me sinto fraco e fracassado. Vivia a proximidade de um carreira profissional plena e uma vida plena. Sonhava e buscava um alto cargo público. Hoje já não sei o que fazer. Tudo parece sem razão, sem sentido. Nublado. Sim, é assim que me sinto hoje, perdido. Tenho um mês de diagnóstico. Nesse mês não consegui me concentrar nos meus livros. Tudo se resume a viver a doença. Os melhores dias… Ler mais »
Julio Santiago
Visitante

Prezado P.H.G, Greg Louganis, grande atleta olímpico, é soropositivo desde 1988, ele confessou depois dos jogos olímpicos de 1988, hoje ele está muito bem com 55 anos, acho bom você se espelhar nele. Basta tomar o remédio, praticar exercícios e ter uma alimentação saudável. Veja no google as fotos dos soropositivos com mais de 20 anos com HIV. Então sorria e curta a vida já que não tem mais jeito de voltar ao passado. Sorria, e tenha atitude mental positiva, em breve você aceitará seu fardo e viverá bem.

P.H.G.
Visitante

Obrigado pelas palavras, Julio Santiago. Achei um filme autobiográfico dele, assistirei. A auto aceitação é difícil, mas necessária. Uma hora compreenderei tudo isso melhor.

JV
Visitante

Nossa, que bacana…não conhecia a história desse atleta. Acabei de ver vários vídeos sobre ele no youtube. Que máximo!!!! Devemos nos espelhar nessa imagem firme, forte…e olha que ele é de um tempo onde o hiv tinha uma “face” bem pior! Vamos nos cuidar, treinar, correr, nadar, abandonar velhos hábitos. Vamos nos preparar para um GRANDE E VITORIOSO DIA!

Desesperada
Visitante
Descobri a 2 anos,hj estou com 34 anos,e tudo q vc falou me identifiquei e me identifico ainda! Estou morando hj com qm me infectou,pois depois q descobri achei q eu n tinha o DIREITO de mede relacionar com mais ninguem,por medo de infectar alguem q n tenha a doença,n tenho filhos e n quero e nem penso mais em ter,se protejo um eventual parceiro o q dizer de um filho. Estou com quem me infectou,uma pessoa q as vezes é muito grossa,hj me peguei pensando… Antes de eu descobri a doença fiquei por 45 dias na casa dos pais… Ler mais »
anjo (terapeuta)
Visitante

Olha o virus vai condicionar sua vida? Vc ama esse cara? Vc nao teve escolha em relacao ao video mas com quem vc vai ficar pode ser escolha

Positivo Positivo
Visitante
P.H.G,, boa noite! Todos nós passamos por isso, temos exatamente as mesmas dúvidas e, muitas vezes, jogamos por terra os sonhos, o que não deveria ser feito de forma alguma. Sabe por que? Porque a vida continua, com os altos e baixos de antes, com os mesmos problemas (familiares, de relacionamentos, sociais, políticos, etc.) de antes… Óbvio é que seria melhor não ter acontecido, assim como seria muito melhor ao indivíduo que possui diabetes, hipertensão, lupus, artrite reumatóide, câncer nas mais variadas formas, etc, etc. também não ter essas doenças. No entanto, não há como voltar atrás. Portanto, há duas… Ler mais »
P.H.G
Visitante

Boa noite, Positivo Positivo!
Seguirei seu conselho. Sem dúvidas é a melhor opção.
Fé e força sempre.
Abraço.

Fe
Visitante

Lindo seu depoimento, me vi nele. Tenho a mesma idade que a sua, e passo pelos mesmo anseios de como irar ser daqui pra frente.

P.H.G.
Visitante

Obrigado,Fe. Dará tudo certo daqui pra frente. Que consigamos ter pensamentos positivos e fé na vida. Abraço.

Eng
Visitante

Fe tem um e-mail pra conversarmos?? To na mesma vibe e trocar uma ideia sempre é bom!!

Antonio
Visitante

se quiser trocar uma ideia comigo tb ( antonio_almeica@gmail.com)

Jonas
Visitante
Oi P.H.G, legal o seu depoimento cheio de verdades. Sabe, tenho 45 anos, uma carreira consolidada, quando descobri a sorologia tive dúvidas como qualquer um. Contar ao mundo? tornar-me militante da causa? Poder ajudar a tantos outros a superarem seus medos como eu consegui superar os meus. Mas, cada um tem a sua história. O Gabriel Estrela tem a sua própria história e trajetória, o que é bom para um pode não ser bom para o outro. Na verdade, venci o primeiro ímpeto de contar para todo mundo e comecei contando a quem de fato era importante, a minha companheira,… Ler mais »
P.H.G
Visitante

Obrigado pelas palavras, Jonas.
Com absoluta certeza o tempo se encarregará de trazer esse amadurecimento.
Ótima sorte pra você também!
Abraço

Carlos
Visitante

Olá Jonas. Achei incrível seu comentário. Tbm tenho 43 anos e fui diagnosticado recentemente. E não está sendo nem um pouco fácil pra mim. Mas comentários como os seus tem muito me ajudado. Si vc tiver um e-mail para trocarmos ideias, eu gostaria. Um abraço querido.

Antonio
Visitante

Se quiser trocar uma ideia, meu e-mail antonio_almeica@gmail.com

Antonio
Visitante

Quando fui diagnosticado, minha médica, na verdade era a clinica geral que eu ia e em um exame de rotina pediu para incluir HIV é deu positivo, disse o seguinte e nunca esqueço: Nunca abra mão de nada na sua vida por isso. Tome os remédios e se cuide. Hoje cuido muito mais do que antes…e vivo tudo profissionalmente e pessoalmente (embora faz tempo que estou solteiro) de forma plena e intensa!

D_Pr
Visitante

Medicina personalizada em pacientes com HIV (estudos, logo damos um chute definitivo nesse vírus)! Cadê o Dr. Luquinha para nos transmitir suas profecias gentis?

http://www.pharmpro.com/news/2016/05/bioinformatics-personalized-hiv-treatments

http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/acs.jcim.5b00667

Paulo Roberto
Visitante

O artigo é excelente… Mas só podemos nos esquecer da palavra AIDS quando vier a tão sonhada CURA…
Não vamos tapar o Sol com a peneira: esta palavra ainda é um tabu.

Julio Santiago
Visitante

Sim, é um grande tabu ainda, e como é grande….. infelizmente.

Antonio
Visitante

Acho que o que todos tem que fazer é: Tenho, não posso mudar mais nada. Não interessa de quem foi a culpa. O que posso fazer para melhorar minha vida deste momento para frente. Vou viver até o fim de melhor forma possível e lutar contra o problema. Pronto assim tudo vai ficar melhor.

Matheus
Visitante

Lindo depoimento P.H.G.

P.H.G.
Visitante

Valeu, Matheus.

Soulpositiva
Visitante
Eu gostaria muito que isso acontecesse! Realmente, tá na hora de mudar as imagem que se tem do hiv, até como forma de reduzir a epidemia. Acho que a desmitificação faria mais gente se examinar e consequentemente se tratar e até avisar os outros. O tabuzão é um problema, não deixa os adolescentes, por exemplo, encararem o problema de frente, como uma condição médica. Sei lá, parece que querem que a gente se retrate, para queimar numa fogueira moralista pseudo-cristã. Não basta se examinar e se tratar, tem que pedir perdão e avisar toda a cadeia reprodutiva. A banalização do… Ler mais »
Cris
Visitante

Pessoal, desculpem fugir ao tema, mas tenho uma dúvida. Há alguma relação entre HIV (no caso, carga viral indetectavel) e emagrecimento rápido?

Ser Feliz
Visitante
Ser Feliz
Visitante

Esta matéria foi divulgada há 2 horas , da Dinamarca , rsrsrs Alexandre alguma novidade nesta matéria ou tudo na mesma ?

D_Pr
Visitante
Ser Feliz, sei que a pergunta é direcionada ao Alexandre, mas apenas retrata o que sabemos, pacientes em tratamento com carga viral indetectável não transmite HIV. Apenas isso. Lá o tratamento é universal, como relata a matéria. No meu entendimento, vi que eles falam de acabar com novas infecções e assim acabar com o HIV lá, e que isso é dispendioso de recursos, entretanto, viável em países ricos. Também relata a questão da África Subsaariana, onde existe os 25 milhões de infectados, com sistema de saúdes sobrecarregados e escassez de recursos onde o mesmo modelo, dificilmente será adotado, diagnosticar todos,… Ler mais »
Alexandre
Visitante

Fala, Ser Feliz,
Não cara, tudo na mesma. CV indetectável não transmite.
Grande abraço!

davi-pe
Visitante

👏

Renann
Visitante

Muito bom. Kik – rehrochaa

Luna
Visitante
Boa noite galera! Sabe, eu estava aqui pensando a respeito dessa questão de tabu, estigma e tal… Conclui que esse sofrimento diante de um resultado positivo provém sim, do preconceito. No inicio, é auto-preconceito. Digo isso, baseada na minha própria experiência, pois só depois de um tempo eu me aceitei, mesmo ouvindo nas sessões de terapia que isso não era o monstro que parecia, eu não conseguia digerir, sentia nojo de mim mesma,me culpava, me achava indigna. Aos poucos, eu percebi que esse preconceito partia de mim. Esse blog me ajudou muito no processo de auto-aceitação. É dificil esperar que… Ler mais »
Danilo brito
Visitante

Gente meu Kik : Dan.brito

joey
Visitante

Pessoal, o que preciso pra tomar vacina da gripe?
E alem disso, no caso da meningite/pneomunia onde eu vacino? Como é o procedimento? So devo ir la com a receita medica?
To meio perdido
Obgdao abraços

Joey
Visitante

Como faço pra vacinar pra gripe, meningite e pneumonia?? E onde??
Me ajudem

Pedro Dias
Visitante
Para os novos diagnosticados e para aqueles que sofrem demais ainda por conta da condição de ser um soropositivo, posso dizer que a cura está na alma, está dentro de nós e da forma que passamos a aceitar e enxergar as demandas do mundo. Quando buscamos mais leveza no dia a dia, quando buscamos elevar ainda mais nossas almas aqui na terra mesmo e se libertar de muitos preconceitos que temos com nós mesmos, não só em relação ao HIV, mas em relação à tudo que difere do que você julga normal, precisamos entender que o que é normal pra… Ler mais »
JV
Visitante

CURTI!

luiz
Visitante
P.H.G, eu comecei ler o seu comentario, e infelizmente nao consegui segurar as lagrimas…. choreii muito, sabe, é uma coisa que eu nao desejo pra ninguem, eu ainda nao sou diagnosticado, meu caso ainda é pior tive uma relação de risco com uma pessoa sabidamente positiva, e descobri depois, e ainda por cima creio q ela nao faz o uso do medicamento, estou em janela imunologica… mais de verdade, li seu comentarios e as lagrimas foram ao chão… eu sei que nao é facil… mais tento me preparar para o diagnostico, sempre fui medroso, e nao me preservei, sim, eu… Ler mais »
P.H.G
Visitante

Oi, Luiz.
Sei que é difícil, mas tente manter a calma.
Espero, de coração, que tenha boas notícias após a janela imunológica.
E Deus nunca nos abandona.
Meu kik é pbbrasil.
Abraço

Grão da Noite
Visitante
Entendo sua preocupação e sua ansiedade, mas é possível que você não tenha sido infectado. A chance de você ter sido infectado não é de 100%. Mas, caso tenha sido, não vai ser o fim da sua vida. Sim, é verdade, é um recomeço, uma espécie de renascimento. Algo muda mesmo, mas não necessariamente para pior. E, com o tempo, a repetição de tomar os remédios torna o gesto automático. Indiferente como escovar os dentes ou colocar aquele velho pijama antes de dormir. Hoje em dia pra mim tem sido assim, inércia pura. No começo eu tinha muito medo dos… Ler mais »
ss
Visitante
Oi Luis. A minha historia e um pouco parecida com a sua. Conheci um cara ele não me falou que tinha hiv.e eu não me proteji e ele sabia que tinha .eu fiz vários exames que deram negativos..hoje faz 11 anos que aconteceu isso tem horas que fico pensando se preciso fazer mais exames fico com duvidas pois o cara já morreu. Espero que seu exame de negativo. Deus sempre nos dar força pra levantar a cabeça e seguir em frente..tem que ter forca .pois a vida nos dar cada rasteira mais precisamos esta com a cabeça erguida para nada… Ler mais »
RoDIgo
Visitante
Realmente a palavra AIDS carrega um peso grande… No Brasil , o próprio Ministério da Saúde lança o boletim epidemeologico com “casos de AIDS” mesmo quando Cd4 alto e nenhuma doença manifestada. Na propria notificação compulsória do SINAN que é obrigatória para infecção por HIV, o agravo é Aids CID B24 , mesmo que seja recém diagnosticado, não existe uma ficha somente com Hiv assintomático .. Na indicação de algumas vacinas especiais para nos , como a Pneumo23 ,que pedem doença e CID , o medico coloca AIDS b24 . As campanhas dizem “Tire o peso da dúvida, faça o… Ler mais »
Jorge /Mogi das Cruzes
Visitante

Descobri que sou soro positivo faz 6 meses e ainda não sei lidar com isso, me culpo muito por isso ter acontecido. As vzs perco noite de sono uma angústia muito grande dentro de mim. Tenho medo de falar pra minha família e amigos e ser rejeitado. Minha mãe q me da força.

Antonio
Visitante

Aconselho ter muito cuidado com que vai falar. Eu acho que a melhor situação e não contar. Pensa no que vc pode mudar hoje e no futuro. Ficar perguntando por que, por que, de nada adianta.
Vc tem vida sim e de qualidade, Basta correr atrás, Se for preciso peça ajuda profissional etc.
Temos direito a tudo, nada mudou na nossa vida em termos do que somos capazes. Só temos que lutar mais…

GF-SP
Visitante
Prezados, boa noite. Gostaria de falar um pouco de mim antes de mais nada: Tive câncer com 20 anos e sofri com os efeitos da quimioterapia. Estava no auge da minha vida sexual. A partir dali tripliquei meus cuidados e passei a ter mais fé na vida. Sou bissexual, já sai com homens e mulheres e até hoje eu saí com 15 pessoas diferentes (tenho 37 anos). Utilizei camisinha 100% das vezes, nunca fiz sexo passivo, recebi sexo oral de todas elas e fiz sexo oral em poucas, sendo sincero se não me falha a memória, em 5 delas. Uma… Ler mais »
mamae babona positiva
Visitante
hiv?aids?o que é isso rs é assim que vivo!descobri minha sorologia a mais o menos dois anos e uns meses foi um choque,chorei tanto lembro que peguei o resultado na hra do meu almoço veio como uma bomba e ainda tive que por um sorriso no rosto e volta a trabalhar!questionei tanto a Deus o pq,o pq comigo que pecado eu havia comitido?!dificil!mais graças a Deus superei é superei,no mesmo dia que eu soube Deus falou comigo,me disse pra me acalmar que ele iria me da um anjo dele aquele que estava ali com ele sempre ele iria enviar ate… Ler mais »