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Mulheres com HIV em Uganda são esterilizadas sem consentimento


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Cinco anos depois de seus direitos terem sido alegadamente violados por um confiável profissional de saúde, Harriet, uma ugandense soropositiva que pediu para que seu nome real não fosse usado, ainda não consegue passar perto do hospital onde o abuso ocorreu. Ela tenta não pensar sobre a traição e, desde que descobriu a aterrorizante verdade, não ficou cara-a-cara com o médico responsável por seu caso. Contudo, a imagem do médico estará para sempre enraizada na memória de Harriet.

“Eu nunca seria capaz de dar à luz novamente.”

A mulher de 33 anos descobriu que tinha sido esterilizada seis meses após o ocorrido — quando voltou para o local onde tinha dado à luz por cesariana e procurou tratamento para um sangramento. “A parteira me disse rapidamente que eu tinha sido submetida à uma laqueadura, depois de ter dado à luz, porque eu já tinha cinco filhos e eu era soropositiva”, disse Harriet. “Ela me explicou que eu nunca seria capaz de dar à luz novamente. Em seguida, foi embora. Eu senti raiva, porque fizeram isso sem o meu consentimento.”

Infelizmente, a história de Harriet não é a única. Um relatório de 2013 feito pelo Fórum Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids em Uganda descobriu que pelo menos 11% das mulheres que vivem com HIV/aids foram esterilizadas à força. Um relatório de 2015 da ONG International Community of Women Living with HIV Eastern Africa (ICWEA), enfocando essa assunto, revelou que a esterilização forçada e a coerção — que inclui mulheres recebendo dinheiro, desinformação ou mesmo sendo intimidadas por profissionais de saúde — continua na país.

O estudo, que olhou para mulheres soropositivas entre 15 e 49 anos em nove distritos em todo o país, descobriu que 72 das 744 mulheres estudadas relataram ter sido submetidas à força e coagidas à esterilização, e 20 delas foram pressionadas a seguir com a esterilização em clínicas médicas e hospitais. O estudo também descobriu que três jovens mulheres foram forçadas por suas famílias a abortar, um procedimento muitas vezes inseguro no país.

“Há certo silêncio em torno desse problema.”

“Acho que pode haver muito mais”, disse Dorothy Namutamba, Gerente de Programas da ICWEA, sobre o número de mulheres que são vítimas de esterilização forçada. “Há certo silêncio em torno desse problema”, disse ela, explicando que muitas vítimas não contam às suas famílias, em virtude da crença que existe entre muitos ugandenses de que as mulheres soropositivas não devem ter filhos, bem como por conta do estigma contra aquelas que não podem ter filhos.

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‘Acho que devemos cortar suas trompas. Duas [crianças] é suficiente.’

Quase todos os casos de esterilizações forçadas relatadas no estudo (mais de 95%) ocorreram quando as mulheres foram submetidas à uma cesariana, como Harriet. “Uma mãe de dois filhos disse certa vez escutou: ‘Esta é a última vez que você vem aqui. Acho que devemos cortar suas trompas. Duas [crianças] é suficiente'”, contou Namutamba. “É chocante que tais decisões sejam tomadas quando uma mulher é tão vulnerável.”

Outros casos alarmantes descobertos pela ICWEA incluem uma mulher que supostamente teve seu útero removido por agentes de saúde sem o seu consentimento e mulheres cujos familiares tinham conspirado com os médicos e consentiram à esterilização em seu nome.

Os efeitos das violações nas mulheres variam de psicossocial — maridos que abandonam mulheres e seus filhos — à diminuição do desejo sexual, além de consequências financeiras, quando as mulheres abandonadas são deixadas como chefes de família ou desempregadas devido à doença.

“O fato de não haver mais solução é muito doloroso para elas.”

Como Harriet, muitas mulheres só descobriram que tinham sido submetidas à esterilizaçãoanos mais tarde, depois de não conseguir conceber. “O fato de não haver mais solução é muito doloroso para elas”, disse Namutamba, explicando que os métodos de gravidez alternativos, como a fertilização in vitro são “extremamente caros” em Uganda. “Algumas vieram me perguntar pessoalmente: ‘como faço para religar minhas trompas?'”

Antes elogiada por outros países africanos como um modelo na luta contra o HIV/aids, a prevalência de HIV em Uganda aumentou de 6,4% em 2004 para 7,3% em 2012, de acordo com o Inquérito de Indicadores de Aids em Uganda de 2011. Mulheres entre 15 e 24 anos de idade são mais susceptíveis de serem soropositivas do que os homens, com taxas de prevalência em 4,2%, em comparação com 2,4% para os homens.

Essa ascensão provavelmente agravou a questão da esterilização forçada. No vizinho, Quênia, quatro mulheres soropositivas que foram esterilizadas à força processaram o governo, bem como a ONG Médicos Sem Fronteiras e a Marie Stopes International, as quais elas afirmam terem as encaminhado para os hospitais estaduais onde as esterilizações ocorreram, entre 2005 e 2010. Algumas mulheres foram alegadamente disseram não concordar com as operações e, por isso, não se qualificariam nas exigências para recebimento de alimentos e de leite para seus filhos. A petição estava no tribunal no mês passado e foi adiado até junho. Uma segunda petição separada, envolvendo uma mulher que processou uma maternidade depois de ter sido submetida à laqueação de trompas bilateral sem o seu consentimento, há uma década, deve voltar ao tribunal na terça-feira.

Em Uganda, o “o motivo número um para as esterilizações são as atitudes dos profissionais de saúde no sentido de escolhas de saúde reprodutiva das mulheres vivendo com HIV”, disse Namutamba. Muitos profissionais de saúde em Uganda negam que a esterilização forçada está acontecendo. “Nós não dizemos: ‘não engravide'”, disse o ministro da saúde Elioda Tumwesigye. “Se você ficar grávida, damos-lhe o tratamento”, disse ele, acrescentando que, na política do governo, era “claro” não haver discriminação no planejamento familiar das mulheres que vivem com HIV/aids.

Mas talvez a política de governo não seja suficientemente clara — como visto no caso de Harriet. O marido de Harriet, um mecânico com quem ela teve quatro filhos, o primeiro quando tinha 14 anos, faleceu de HIV/aids alguns anos mais tarde. Com uma família para sustentar e seus pais renegando-a por conta do seu status positivo para o HIV, Harriet decidiu aceitar a sugestão de um amigo e de sua irmã, que estavam se prostituindo e que sugeriram à viúva fazer o mesmo. Harriet disse que “não tinha outra alternativa.”

“Ela tinha o direito de ter opções e de receber informações adequadas sobre planejamento familiar”

“Às vezes eu recebia clientes que queriam sexo desprotegido e eles pagavam um monte de dinheiro, então eu fazia sem preservativos”, disse ela. Quando ficou grávida de seu quinto filho, com um cliente, em 2007, Harriet foi para o tratamento pré-natal e descobriu que era soropositiva. Ela recebeu aconselhamento no hospital sobre seu status, juntamente com o apoio da ICWEA, mas não recebeu informação adequada do hospital sobre o planejamento familiar. “Ela tinha o direito de ter opções e de receber informações adequadas sobre planejamento familiar, e poderia ter sido capaz de fazer uma escolha informada”, disse Namutamba.

Até hoje, Harriet ainda não recebeu um pedido de desculpas do hospital. “Mesmo se eles tivessem dito desculpas, isso não teria mudado nada”, disse ela. Por enquanto, as vitórias judiciais por mulheres que foram esterilizadas à força na África do Sul e na Namíbia em 2014 oferecem um vislumbre de esperança para Harriet e outras como ela de que as coisas vão mudar.

Nyasha Chingore-Munazvo, um advogado de Joanesburgo que trabalhou no processo judicial na Namíbia, acredita que a vitória pode definir um “precedente” para outros países africanos, apesar do julgamento não reconhecer que as mulheres foram esterilizadas por causa de seu status positivo para o HIV. Tabitha Griffiths Saoyo, gerente do Programa de Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos na Rede de Questões Éticas e Legais do Quênia, que lançou as duas petições quenianas, diz a que ONG espera vereditos sobre os casos até o final do ano. Ainda assim, ela acha que, qualquer que seja o veredito, a defesa dentro do tribunal “quebrou o silêncio sobre a capacidade das mulheres soropositivas de ter crianças e viver vidas igualmente significativas, sem o estigma que muitas vezes é associado.”

Em Uganda, o financiamento para uma ação legal é um problema e pode demorar, mas há uma coisa que Harriet enquanto isso. “Eu quero que outras pessoas saibam que isso está acontecendo”, disse ela.

Por Amy Fallon para o Think Progress em 3 de maio de 2016

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

90 comentários

  1. Leo diz

    Pessoal, sou indetectável e meu cd4 é de 800. Sigo meu tratamento a risca. Mês passado tomei a vacina de gripe e ano passado a de pneumonia (13 e 23). Eis que semana passada estava passando muito mal, tossindo, catarro, dor no peito e costas. Resolvi ir ao hospital e fui diagnosticado com pneumonia. Estou completamente frustrado, triste e com medo. As vezes da vontade de desistir de tudo.

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Pow Leo desiste não…sei que não é fácil, também tenho passado algumas chateações na vida pessoal, confesso tbm que as vezes me dá vontade de jogar tudo para o alto e apertar o f…., mas daí eu penso que tem pessoas que de alguma forma precisam de nós e nestes momentos oro a Deus pedindo força para continuar. Não sei se vc acredita, mas um louvor atualmente tem falado muito comigo “Aquieta minh’alma” – Ministério Zoe…é uma oração cantada que as vezes, nestes momentos de tribulação é que o que mais precisamos fazer/ouvir. Aquieta a sua alma que Deus está no controle da situação e Ele fará o melhor pra vc ! Forte abraço.

    • Positividade de Luz diz

      Por isso que não tomo essas vacinas,meu cd4 acima de 1000 e indetectável,meu infecto com 19 anos de experiência tratando soropositivos,me disse ser desnecessário tomar desde que esteja com a saúde boa e se alimentando bem,como é meu caso….

    • Ser+H diz

      Leo teu CD4 está excelente. Só trate da pneumonia. Vc vai ficar bem. Fique tranquilo.

    • Não fica assim, Leo. As taxas estão boas, trata a pneumonia e tudo vai ficar bem. Eu tive pneumonia antes de contrair hiv, pode acontecer com qualquer um e acontece mesmo. Tenta manter a calma e confiar que tudo vai dar certo. Melhoras para ti. Abraço!

    • Gil diz

      Pessoas sem HIV pegam pneumonia, ué… trate-se, você vai ficar bem!

    • Antonio diz

      Voce tem que pensar que pneumonia ataca tanta gente que não tem nada, não é por você ser positivo que pegou pneumonia. Não devemos colocar tudo que acontece na conta do vírus….

    • Leo diz

      Muito obrigado aos amigos que deixaram mensagem. Tudo vai ficar bem. Estou fazendo a minha parte. O que eu realmente não entendo é por qual motivo estou com pneumonia sendo que meu cd4 está em um nível alto, e tmb pelo fato de que tomei a vacina de pneumonia…

    • Ser+H diz

      A contagem de linfócitos CD4 nem sempre reflete o estado clínico do paciente. Algumas pessoas com contagens mais altas ficam doentes e têm complicações frequentes, e outras com contagens mais baixas sentem-se bem e têm poucas complicações clínicas.

  2. Coralina diz

    Nossa…isso é um absurdo! Eu não sei ainda se quero ter filhos, ainda não conversei com um médico… Tenho até medo de ter um filho com o vírus, mas o que fizeram a essas mulheres na África é uma monstruosidade! Ainda acho que uma política de saúde bem feita, aconselhamento, principalmente para aquelas que tem muitos filhos, ainda é um bom caminho.

    • Por tudo o que eu li, as mulheres soropositivo podem ter filhos e eles nascem sem o vírus. Não sei como isso. Mas é fato.

      • Desde que os antirretrovirais surgiram, em 1996, a transmissão vertical, de mãe para o bebê, pode ser evitada. O ideal é que a gravidez seja acompanhada pelo infectologista, eventualmente com a troca de antirretrovirais que podem afetar o bebê, e que a carga viral permaneça indetectável.

    • Efavirenz foi liberado para grávidas no mês passado. Segundo o Dr. Esper, atualmente só o Atazanavir segue sob atenção para casos de gravidez.

  3. Ombro Amigo diz

    Tem certas horas que me pergunto: Como será a vida das pessoas soropositivas na África? sei que o Brasil está longe de ser desenvolvido, mas nos países devastados pelo HIV, a situação é calamitosa: instabilidade sociopolítica, péssima qualidade dos sistemas de saúde e saneamento básico.

    A África do Sul foi um dos países que adotou uma metodologia questionável no tratamento do HIV. Enquanto o vírus se espalhava na população, o governo adotou uma política de negação da pandemia [o presidente do país dizia que a AIDS era causada por má alimentação!] e até hoje colhe os frutos de ser o país com mais contaminados no mundo.

    Felizmente, vivemos em um país onde todo o tratamento é gratuito e o soropositivo recebe todo o apoio necessário para viver uma vida totalmente normal.

  4. Ser Feliz diz

    O resultado de hepatite b deu reagente , mais não entendi muito , o medico falou que eu já tive contato com vírus , mais não tenho hepatite , não entendi alguém poderá me explicar ?

    • Quais exames foram positivos? Anti-HBc IgG e anti-HBs? Foi isso?

      Se foram eles, indica que você teve contato em algum momento com o vírus B e acabou curando sozinho. De brinde, ainda ficou imune a ele.

      • Ser Feliz diz

        Foi esse mesmo doutor , porque isso aconteceu ? Eu nunca mais vou pegar ? Seria bom se acontecesse com hiv . Boa noite obrigado

        • Seu sistema imune fez o que o da maioria dos adultos faz quando entra em contato com o vírus B: acabou com ele!

          Não vai acontecer com o HIV =(

  5. Lara diz

    Eu sou louca pra ser mãe!! A parte mais difícil é encontrar o pai, informado e maduro o suficiente pra encarar tudo isso… Gente que triste tudo isso. A situação socioeconômica dessas mulheres em si já as deixa vulneráveis nesse país de tanta miséria, acrescido ao fato de serem soropositivas são de forma cruel anuladas em seu direito de escolha…acordam esterilizadas e sem ninguém a quem responsabilizar … Desconheço a política de saúde de lá, nem imagino como seja, se existem campanhas objetivando prevenção , preservativos disponíveis, medicamentos disponíveis, enfim, revoltante… Graças a Deus temos oportunidade de nos tratar com dignidade… Barasinha amado nem sinal de fumaça da Vida… JS vc tem notícias dela? Bjs meninos, em todos 🙂

    • Anônimo 25 diz

      Qual a sua idade? Também quero ter um filho, quero encontrar uma Mãe responsável e disposta a amar.

  6. Luna diz

    Ser Feliz, foi o IgG ou IgM que deu reagente?
    Porque no caso do IgG sugere que vc teve contato com o vírus ou que tomou a vacina e está imunizado.
    No caso do IgM pode significar uma infecção aguda.

  7. Rock Hudson diz

    Queria saber: por que não consigo acessar o blog pelo Safari no Ipad ?

    • Rafa diz

      Uso o Chrome no IPad eu particularmente não curto o Safari…tente o Chrome

  8. Virei fã do blog, do JS e de todos que sempre estão por aqui. Pessoas solidárias uma com aa outras, coisa boa de se ler!!
    Ansiedade a mil por amanhã!!

  9. JV diz

    Alguém poderia me sanar algumas dúvidas técnicas? Bom, li alguém falando que logo após a infecção a CV fica altíssima. Eu descobri a minha infecção porque tive uma fase aguda, bem leve, mas tive. Febre e após cessar a febre, rash bem fraco! Considerando que a fase aguda ocorre mais ou menos até 1 mês após o contato, então provavelmente eu havia sido infectado há algumas semanas atrás. E para não restar dúvidas eu tinha um exame bem recente negativado. Lembro que no laboratório ainda me disseram que eu estava bem no começo pois o teste deu, como disse a funcionária, “bem baixinho”. Acho que ela se referia à produção dos anticorpos. Logo após fui para o infecto e fizemos o PCR para buscar pelo RNA. Aí o médico confirmou o diagnóstico. Logo após, mais ou menos um mês depois do diagnóstico fiz o PCR quantitativo e deu CV 6.800. Fiquei indetectável já no segundo mês de medicamento. A dúvida é com relação a essa CV relativamente baixa após a infecção, já que dizem que no início é a fase onde ela mais se eleva. Isso é regra? Porque minha CV não chegou a subir tanto? Se algum profissional, ou alguém com um conhecimento mais técnico puder responder, fico grato.

    • po+eu? diz

      As vezes tenho duvidas sobre esses exame de hiv.faz mais de 15anos nunca tive uma febre nem uma gripe que me deicha-se de cama e fui diagnosticado com hiv cv 67.800 e cd 4 otimo 1076 e a infecto falou em contaminaçao recente.so Deus pra nos ajudar….

    • No começo (fase aguda), seu corpo ainda não conhece o HIV, não tem nenhuma resposta imune específica a ele => vírus se multiplica com facilidade => CV alta;
      Depois de um tempo (fase latente, assintomática), o corpo já com uma defesa específica consegue equilibrar as contas, mantendo uma carga viral menor que a da fase aguda; a CV nesse momento (sem remédio) varia de pessoa para pessoa, indo desde indetectável até níveis mais altos. A sua foi 6800 por conta da defesa que o seu corpo montou;
      Quando o cara não toma o remédio, esse equilíbrio das contas pende (geralmente em 10 anos) para o lado do vírus: a carga viral vai aumentando e o sistema imune vai sumindo do mapa => CV altíssima => CD4 baixo => risco de morte.

  10. Triste diz

    Alguem faz uso do abacavir + lamivudina + efavirenz? Tem muitos efeitos colaterais? Meu médico mudou hj o 3×1 para esses. Já era ruim ter que tomar 1 comprimido por dia, agora serão 5.

  11. Sol diz

    Nossa questionei minha infecto sobre meu marido já ter a tanto tempo o vírus (cerca de mais de 7anos )ser doador de sangue todo ano ele doava e nunca ter ocusado e eu ter feito um exame em outubro e ter dado negativo ele disse q talvez eu tenha me contaminado a mais tempo e só agora deu positivo, então eles estão usando sangue contaminado já q eu posso ter o vírus e o exame não detectar? Como assim?

  12. Alex diz

    É impressão ou deu uma esfriada nas notícias de novos tratamentos/cura nessas últimas semanas? :/

  13. Luna diz

    Como assim?
    Isso não faz o menor sentido!
    Se vc fez em outubro e deu negativo, certamente vc contraiu após isso, não existe janela imunológica de mais de 6 meses, o máximo é 6 meses em casos raríssimos de soroconversão tardia.
    Quanto ao seu marido doar, simplesmente impossivel ele ter pego há mais de 7 anos, os hemocentros utilizam o teste nat, o qual detecta o vírus em poucos dias.

    • FG-PR diz

      Verdade Luna, eu fui diagnosticado doando sangue e foram feitos 3 teste: NAT, Western Blot e Elisa, sendo que na doação do ano anterior estava tudo ok.
      Sol quanto a você ter ficada exposta sem contrair por muito tem pode ocorrer, minha esposa ficou exposta por quase um ano e não contraiu.

  14. Pedro Dias diz

    Aproveitando o assunto hoje passou no canal GNT o programa “Boas Vindas – Nasce um pai” a história de um casal sorodiscordante que a mulher era soropositiva e deu a luz um menino lindo. Assistam se possível, vale a pena! Deve reprisar!

  15. Gledson diz

    Olá pessoal.

    Alguém sabe informar se na Europa o transtorno é gratuito como no Brasil. Penso em morar fora em breve, como deve ser um transtorno enviar medicação via correio, gostaria de tirar essa dúvida.

    Obrigado.

  16. Confusa diz

    Que bom que se pode ter filhos, mas eu gostaria sinceramente que algumas mulheres fossem esterilizadas, sei que vou sofrer críticas aqui por dizer isto mas estou chocada com o que tenho vivido, ontem enterramos uma menina de doze anos, leucemia, criada desde os cinco no lugar que trabalho, tinha pai preso, mãe falecida(hiv+), irmãos adultos que não à queriam, temos ainda conosco outro adolescente 16 anos, mesma coisa mãe falecida, e chegou recentemente um menininho de 4 anos, penso que se a mãe é uma profissional do sexo, que já tem 4 filhos pra criar e aceita sexo desprotegido engravida de novo, juizo não tem, infelizmente alguém tem que pensar por ela se não quem sofre é o inocente depois e isto não digo só de quem tem hiv mas de todas que saem por aí fazendo filhos sem condições de criar, e outra coisa se ela por dinheiro aceitou sexo sem preservativo não se preocupando antes agora é que não vai, espero não estar ofendendo ninguém, mas a tristeza de ontem me fez pensar assim.

    • Vivi diz

      Confusa…
      Com que vc trabalha ??? Nossa, imagino sua imensa tristeza em ver uma criança falecendo e o pior depois de ser abandonada pelos ´´familiares “, imagino a dor dessas crianças e entendo perfeitamente sua dor …. Sem palavras pra te dizer exatamente oque estou sentindo nesse momento. Fui diagnosticada no dia do meu parto, minha filha sobrevivei 2 anos e 8 meses e isso me doi muito, vi muitas crianças abandonadas e tentei imaginar que tipo de ser humano abandona seus filhos no momento em que eles mais precisa … Minha infecto me disse que quando não há tratamento durante a gestação a chance da criança nascer negativa é ZERO, isso é lamentavel …

      • Confusa diz

        Oi vivi o lugar que trabalho seria como uma casa de passagem onde as crianças ficam após serem recolhidas pelo Conselho tutelar, mas algumas não conseguem mais voltar para as famílias,cada história mais difícil que a outra, elas acabam ficando na casa até serem adotadas o que muitas vezes não acontece, estes três casos que comentei me deixam muito triste porque eles perderam a mãe mas tem outros parentes que não os quiseram, no dia do velório dela reparei no caixão fechado, dos parentes” irmãos adultos” nenhum se aproximou muito só o pai que tinha deixado o presídio por causa do indulto de dia das mães e tinha passado a noite com ela no hospital se aproximou, ela queria tanto ver o pai e conseguiu, foi incrível, o moço da funerária perguntou se queriam abrir o caixão eles disseram que não precisava, loucura o preconceito.

  17. sol diz

    pois foi isso mesmo q aconteceu também não entendi nada meu marido era doador de carteirinha e tudo e o meu exame de outubro foi não reagente e o outro em novembro reagente meu marido está tratando de um linfoma de burktt, sistema imunológico muito baixo o médico não soube me explicar quem puder?

  18. Mommy2015 diz

    Eu descobri o HIV ao iniciar um tratamento para engravidar, já que não conseguia pelos meios naturais (ainda bem!), pois passado o susto e iniciado o tratamento, todos os médicos, sem exceção, me motivaram a não desistir da maternidade. E tudo deu certo! Hoje comemorei meu primeiro dia das mães, meu bebê já tem 7 meses, não tem o vírus, é super saudavel e eu sou uma mulher feliz, completa, realizada!!! Portanto, quem tem o vírus e quer ser mãe, não desista. Felizmente estamos num país onde todas as portas estão abertas para nós, diferentemente da triste matéria trazida pelo Jovem.

    • Paulo Roberto diz

      Parabéns!!! Não só pelo Dia das Mães, mas pela sua história, que abrilhanta este blog!
      Lutar sempre, desistir JAMAIS!

    • Lara diz

      Deus te abençõe querida!!! É motivador ler relatos de vitória, quebra de preconceitos e a realização do que por vezes parece impossível. Parabéns por toda a força a você e a todas as mamães !!!

  19. Uma diz

    Boa noite anticorpos será a grande descobertas ,esta na fase 1 ? Quanto tempo leva cada fase , o que temos de mais avançado ou seja mais próxima da realidade a pesquisa mais evoluída ? Uma ótima semana a todos

  20. Luquinha diz

    Minha homenagem embora atrasado , pois estava numa ilha e nhttp://blog.worldvision.org/content/mothers-story-being-positive-about-hivão tinha wi fi todas as mamães .

  21. Luquinha diz

    Minha homenagem a todas as mamães pois estava numa ilha e lá não tem wi fi , tentei postar juntos mais não foi , vou postar por partes .

    • Paulo Roberto diz

      Hmmm… Ilha sem wi fi… Das duas, uma: Ou PAPUDA ou PEDRINHAS…
      rsrsrsrs…

  22. Kamila diz

    Essa questão de ser mãe é muito complicada. No meu caso, por exemplo, não consigo imaginar que irei constituir família porque sinto que nenhum homem iria me aceitar. A falta de informção é muito grande. Acabo que foco muito na minha carreira de médica e deixo a vida pessoal de lado. Mas fica um vazio tão grande dentro de mim e tem dias que é tão dificil. Eu sempre venho ao site para ler os comentários, por que são tão otimistas que melhoram meu dia. Beijos

  23. Paulo Roberto diz

    Estou sentindo falta do (da) POSITIF… que mora na França… Alguém tem notícias???
    Oh, j’aime Paris….

  24. ss diz

    Boa noite quero desejar Feliz dia DAs maes Para todas. Maes que Deus abencoe todas .gente meu filho de 17 anos teve Duas vezes pneumonia e ele nao ten HIV .o outro tem bronquite e ja teve 3 vezes pneumonia e ele tbem nao ten HIV entao nao e so HIV que sofre de doencas.eu tenho pressao Alta e tenho que tomar remedio. Todos os Dias .por isso nao pense que so vces pode ter doencas pense nisso tudo de bom pra todos bjs

  25. Mommy2015 diz

    Kamila, meu marido esteve ao meu lado desde o instante que descobri o vírus, até hoje! Por incrível que pareça, mesmo após anos de relacionamento sem preservativos, até porque tentávamos engravidar, ele não contrariu o vírus. Somos sorodiscordantes. Acho que não é realmente comum um homem aceitar da forma como ele aceitou, mas a única explicação é que o amor prevaleceu e o livrou de todos os preconceitos. Quando eu descobri estava com o CD4 em 123…e não sentia nada. Eu certamente já tinha o vírus há muitos anos. Enfim, não desista de construir uma família se esse for seu desejo! Bjo carinhoso.

  26. Paty diz

    Bom dia, comigo aconteceu o mesmo, não só engravidei, como tive parto normal!! E minha filha hoje esta cheia de saúde, nem gripe nunca pegou….. Quem quiser conversar ou tirar duvidas, segue meu kik:pathdrs. Beijos!! Parabens a todos!!

  27. Vivi diz

    Kamila sua lindaaaa… Primeira coisa que vc tem que aprender é quebrar esse tabu de alguém te aceitar, vc não precisamos de alguem que nos aceita e sim de alguem que nos ama. O amor superar todos os preconceitos e não devemos nos abalar sobre isso . Acredito que Deus está preparando algo bom pra cada um de nós, a nossa procura por um companheiro as vezes acaba atrapalhando um pouco, mesmo eu sabendo que além do amor existe tambem o desejo da carne (acho esse mais dificil de controlar rsrsrs…). minha história e longa e sou bem nova mas vamos parar de ser escolhidas e vamos escolher. Oque vai afastar as pessoas da gente não é nosso problema mas nosso medo. Sou a favor do amor mútuo, assim quando nós aceitarmos a nós mesmas vamos permitir que outras pessoas nos ama também!!!! Só pra lembrar , sou solteira tambem kkkkk …

  28. Vivi diz

    Ata, quem tiver KIK e quiser trocar idéias , fazer novas amizades ou até mesmo desabafo estou aqui, Vivivimal, entra lá 🙂

  29. roger diz

    JV tudo bem?
    poderia passar seu contato… o meu caso é parecido com o seu… se quiser passa seu email ou o aplicativo do kiki ???? estou no aguardo

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