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Diagnosticados com HIV mudam seu comportamento de risco?


Aidsmap

Até que ponto os homens gays modificam seu comportamento sexual de risco após um resultado positivo no teste de HIV? Duas pesquisas australianas realizadas ao longo dos últimos anos descobriram que, no período a seguir do diagnóstico, os homens homossexuais reduzem consideravelmente o número de parceiros com quem têm relações sexuais — muitos param a atividade sexual completamente — e também reduzem a quantidade de sexo sem preservativo que têm com parceiros de sorologia desconhecida para o HIV. Há também um aumento na divulgação do status positivo para o HIV para seus parceiros.

Nenhuma dessas alterações pode ser considerada particularmente como surpreendente e esta pesquisa não pode determinar se essas mudanças são sustentadas. O mais interessante foi observar que o único fator associado à uma maior probabilidade de tais reduções nos comportamentos de risco foi o apoio de outros semelhantes com HIV (e não de qualquer outra pessoa).

 

Contexto

Descobrir se as pessoas soropositivas reduzem ou aumentam o seu comportamento de risco depois que são diagnosticadas é de óbvia relevância para a prevenção do HIV, especialmente se elas não seguem para a terapia antirretroviral, uma vez que assim não conseguem atingir uma carga viral indetectável.

No entanto, essa nunca foi uma questão resolvida, porque diferentes pesquisas descobriram coisas muito diferentes. Essa situação de dúvida é agravada pelo fato de que muitas pesquisas têm apenas medido o sexo sem preservativo, o número de parceiros sexuais sem verificar sua condição sorológica para o HIV desses parceiros de sexo sem preservativo ou mesmo se a pessoa soropositiva tem carga viral indetectável.

Por conta disso, os resultados dessas pesquisas têm variado enormemente: desde um estudo de São Francisco, que estimou que homens gays com HIV tinham reduzido suas chances de transmissão do vírus em 97% em dois anos após o diagnóstico, a um estudo do Reino Unido, que encontrou taxas mais elevadas de sexo de risco em pessoas que receberam o diagnóstico positivo para o HIV do que em pessoas soropositivas ainda não diagnosticadas.

Além disso, menos estudos foram realizados nos últimos anos, quando uma taxa mais elevada de pessoas diagnosticadas puderam seguir o tratamento imediato e alcançar a supressão viral.

 

As duas pesquisas

Entre 2008 e 2015, pesquisadores australianos realizaram dois questionários com homens gays que vivem com HIV e que tinham sido diagnosticados há menos de dois anos — um dos questionários nos anos antes do tratamento ser recomendado no momento do diagnóstico (2008-2010) e outro nos anos seguintes (2011-2015). No total, 712 homens, ou cerca de 10% de todos os homens gays diagnosticados com HIV durante este período, responderam um dos questionários, embora apenas 564 completaram as perguntas a respeito de seu comportamento sexual, 263 no primeiro período e 301 no segundo período. Embora os dois questionários tenham perguntas diferentes, eles foram concebidos como uma peça única da pesquisa e os homens só poderiam respondê-los uma vez.

No primeiro questionário, os homens foram convidados a comparar o número de parceiros casuais com quem tiveram relações sexuais nas quatro semanas antes e nas quatro semanas após o diagnóstico. Também deveriam comparar o número de parceiros que eles sabiam ter HIV e com quem eles tiveram relações sexuais com ou sem preservativo, especialmente sendo “ativos”. Eles também foram convidados a avaliar, em uma escala de um a dez, a quantidade de apoio pós-diagnóstico que receberam de amigos gays, de um parceiro regular, dos pais, do seu médico e de outras pessoas com HIV.

Mais adiante, essas questões foram substituídas por perguntas simples diretas, como: “Você reduziu o número de parceiros sexuais?”, “Você evitou sexo com parceiros soronegativos?”, “Você já revelou sua condição sorológica para o HIV à outras pessoas antes do sexo?”. E, por fim: “Uma vez que recebeu o diagnóstico, você procurou o apoio de outros soropositivos através de alguma organização, grupos de apoio ou fóruns on-line?”

 

Resultados

Levando ambas as pesquisas em conjunto, a maioria dos homens estava com idades entre 30 a 50 anos e a maioria tinha graduação. Quase dois terços (63%) dos entrevistados tinham sido diagnosticados há menos um ano, antes de responderam à pesquisa, e um terço há menos de três meses. Três quartos estimaram terem se infectado com o HIV há menos de um ano antes do diagnóstico, enquanto a outra metade há menos de três meses antes do diagnóstico.

Um quarto dos homens não eram nativos australianos e um terço tinha um parceiro regular quando foram diagnosticados. Mais de um em cada cinco tinha depressão significativa, um em cada sete tinha depressão grave e 70% disseram que estavam mais deprimidos do que antes, depois de serem diagnosticados.

Respondentes do questionário de 2008-2010 relataram menos sexo sem preservativo com parceiros casuais após o diagnóstico do que antes — 27% (14% como parceiro insertivo) versus 16% (6,2% como parceiro insertivo). Antes do diagnóstico, quase tudo isso foi feito com parceiros soronegativos ou de sorologia desconhecida, mas, após o diagnóstico, menos de 10% relataram isso, indicando que a proporção de relações sexuais sem preservativo com parceiros sabidamente soropositivos tinha mudado de 0,9% para 6,2%.

No entanto, a redução do sexo sem preservativo com parceiros ocasionais foi, em grande parte, devido aos entrevistados que relataram ter parado o sexo completamente após o diagnóstico. Nas quatro semanas antes do diagnóstico, 46% relataram ter feito sexo com parceiros casuais, 30,5% nas quatro semanas depois e 22% pararam de fazer sexo sem preservativo com parceiros soronegativos ou de sorologia desconhecida para o HIV.

O único fator estatisticamente associado à redução no número de parceiros casuais foi maior apoio pessoal de outras pessoas com HIV. Pessoas que relataram apoio maior do que a média de seus semelhantes soropositivos se mostraram quase 40% mais propensas a reduzir o número de parceiros sexuais casuais ou de interromper o sexo casual completamente.

Na segunda pesquisa, 56% dos entrevistados disseram ter reduzido o número de homens com quem tinham relações sexuais desde o seu diagnóstico e 47% disseram ter parado de fazer sexo por completo, pelo menos por um tempo. 38% disseram ter parado de ter relações sexuais com parceiros soronegativos ou de sorologia desconhecida e um terço disse que agora estavam mais propensos a revelar a sua condição sorológica para o HIV antes do sexo. Menos de um em cada sete não tinha feito qualquer ajuste no seu comportamento de risco.

Aqueles que reduziram seu número de parceiros casuais ou pararam o sexo completamente tinham quase duas vezes mais probabilidade de relatar ter recebido apoio recebido de colegas soropositivos, e o mesmo se passou com os homens que disseram ser mais propensos a revelar a sua soropositividade. A minoria dos homens que não tinham feito qualquer mudança no seu comportamento de risco se mostraram 70% menos propensos a relatar o apoio de outras pessoas com HIV. Reduzir a quantidade de sexo casual ou interrompê-lo por completo também foi associado à maior depressão —  o que não é surpreendente, uma vez que a depressão significativa está associada com menos atividade sexual.

 

Discussão e conclusões

Este é um dos primeiros estudos comportamentais, desde que o tratamento universal passou a ser recomendado, a tentar capturar as mudanças no comportamento dos homens soropositivos após o diagnóstico e descobriu que seus semelhantes soropositivos — e somente eles, e não os amigos, parceiros, família ou médico —  têm um papel significativo no apoio.

É importante salientar que essas pesquisas só capturaram o comportamento no período pós-diagnóstico imediato — na primeira pesquisa apenas nos quatro meses depois e, na segunda, dois terços tinham sido diagnosticados há menos de um ano.

Como os próprios pesquisadores comentam, “após o diagnóstico de HIV, alguns indivíduos se fecham ou para passam o tempo considerando o que o futuro reserva para eles. Um dos aspectos decorrentes pode ser um período de celibato ou de interesse sexual reduzido.”

Outra consideração importante é que nenhuma das pesquisas perguntou aos participantes se eles estavam em tratamento ou tinham carga viral indetectável. Isto é importante porque a percepção de uma pessoa a respeito de sua infecciosidade pode fazer diferença considerável para saber se eles escolhem seus parceiros de acordo com a sorologia para o HIV, se usam preservativos ou mesmo se fazem sexo.

Como é que se concilia essas descobertas com outras pesquisas que mostram que as pessoas soropositivas, em geral, tendem a praticar mais sexo casual e sem preservativo e ter níveis altos de infecções sexualmente transmissíveis? Uma razão pode ser que, após o período pós-diagnóstico, homens soropositivos simplesmente revertam, ou mesmo ultrapassem, os níveis anteriores de atividade sexual. Embora este possa ser mesmo o caso, a escolha de parceiros com base na sua sorologia para o HIV parece continuar e, enquanto os homens soropositivos pareçam fazer mais sexo sem preservativo, uma boa quantidade desse sexo é com outros homens com HIV, tal como ambas as pesquisas de São Francisco e Londres sugerem.

Em geral, isso pode ter efeitos positivos na comunidade gay, uma vez que reduz a quantidade de sexo que oferece risco de transmissão do HIV, mas aumenta os efeitos negativos sobre os próprios homens soropositivos, uma vez que os restringe para um grupo menor de parceiros com taxas muito mais elevadas de circulação de DSTs.

O que esta pesquisa australiana mostra, no entanto, é que o apoio dos semelhantes com HIV pode ter um efeito positivo.

Em 2 de maio de 2016 por Gus Cairns para o Aidsmap

Referência: Prestage G et al. Impact of peer support on behavior change among newly diagnosed Australian gay men. JAIDS, early online publication, DOI:10.1097/QAI.0000000000001017. Abstract here. 2016.
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122 comentários

  1. Paulo Roberto diz

    Bom, eu não posso dizer pelos outros. Mas desisti de ter alguém… Na época em que fui diagnosticado, não havia nem o AZT… Talvez por isso eu tenha desistido de tudo.
    Mas não acho que HOJE EM DIA, quem for diagnosticado tenha que ter o mesmo reflexo que eu tive.
    Não desistam dos seus sonhos. Não desistam de viver. Eu cometi esse erro, induzido por um diagnóstico que me dava seis meses de vida… Atualmente as coisas são muito diferentes. Fé, força e confiança, gente… Dias melhores virão!

  2. Juka diz

    Existe o contrário. Tem pessoas q eram super cautelosas em relação ao sexo seguro e por um acaso do destino( um amor traiçoeiro, um carimbador, etc) acabou se contaminando, e a partir de então perdeu o medo do HIV e saiu transando a torto e a direito com e sem preservativos, tanto faz….infelizmente.

  3. Erick-BH diz

    Só sei dizer que, independente dos resultados das pesquisas, eu fui contaminado, de maneira proposital, por um cara que tirou a camisinha durante a relação, sem que eu percebesse.

    • Juka diz

      Eu tbem fui contaminado exatamente assim. Isso me dói muito pq eu não procurei um sexo desprotegido…e fui até um posto tomar o coquetel pós exposição e com vergonha voltei sem entrar no posto…..mas não sou infeliz por conta daquele lazarento..

    • Herico diz

      O que me machuca muito foi o fato de ter sido contaminado de maneira proposital também. Depois do diagnóstico fiquei mais cauteloso. Não deixei de transar, mas sempre com cuidado com outro. Eu já mais faria isso com outra pessoa.

  4. Carlos Pedrosa diz

    Isso aconteceu comigo também Erick.

    N percebi e só descobri um ano depois. Me culpo bastante, mas estou tentando seguir a vida. Mas dói muito.

  5. Fabiane Souza diz

    Realmente, a preocupação aumentou significativamente.. Ainda estou c meu parceiro, q foi quem m deixou nessa situação.
    Confesso q n consigo pensar em outro relacionamento, n por vergonha, mas pelo medo do preconceito, e principalmente o medo de fazer mal a outros..mwsmo sabendo q existem os métodos de prevenção.

  6. Vicertti diz

    Um pouco antes de ser infectado, tava quase num namoro com uma garota, agora tô me afastando dela e ela tá sem entender nada… Nem acredito q tô abrindo mão dela por causa disso…
    Fui infectado recentemente, ainda vou começar o tratamento!!!

    • Fabiane Souza diz

      Nao é fácil… Mas nada como um dia após o outro… Força sempre..

    • Nutricionistx diz

      Vicertti,
      Entendo a dificuldade que você está sentindo e a sua reação inicial ao isolamento. Espero que aos poucos você conquiste serenidade e não deixe que o diagnóstico comprometa sua vida afetiva. Se vocês estavam quase namorando, acredito que o carinho sincero que existe entre vocês seja capaz de superar as adversidades deste período de adaptação. Iniciar o tratamento vai te ajudar muito a reconquistar sua autoconfiança. Torço pela CV indetectável o quanto antes. Tente se redimir do seu sumiço repentino caso você goste dela, e aos poucos, respeitando o seu tempo, quem sabe vocês conseguem conversar e reatar ? Tudo que foi feito pode ser desfeito e refeito. Ou quase tudo rsrs. Eu mesmo tive um breve relacionamento com uma pessoa hiv- pouco depois do diagnóstico e o diálogo sincero foi a melhor saída para toda e qualquer dificuldade.
      Abraços!

    • Gil diz

      Vicertti…
      Não desista da pessoa que você gosta! Tente. Depois de perceber se ela é realmente uma pessoa com quem você gostaria de manter uma relação mais duradoura e quem sabe outros planos, com toda a certeza você sentirá o momento de contar a sua sorologia e ter dela o total apoio. Eu tive muito medo de contar para minha esposa, quando descobri a sorologia. Mas fiquei mais apavorado ainda pela chance dela ter se contaminado. Me senti obrigado a contar pela segurança dela saber se estava com HIV ou não. Deu tudo certo, fui honesto e ela me apoiou em buscar uma vida mais saudável, cuida de mim, ela não se contaminou e seguimos fortes em nosso relacionamento. Contei para amigos e colegas de trabalho mais esclarecidos e maduros, recebi apoio e força para me manter saudável, porque sempre selecionei bem os amigos, e não teria espaço para preconceituosos. No trabalho contei para as pessoas que interagem diretamente comigo, e instruí as menos esclarecidas. A situação se estabilizou e hoje lembro do HIV em mim porque tomo a medicação, senão… Vamos em frente, amigo! Não desista dessa garota!!!

  7. Luna diz

    Nossa, essa é uma questão bem delicada para mim.
    Assim que me descobri soropositiva a primeira coisa que fiz foi contar para a pessoa que me passou. Até hoje não sei se ele realmente não sabia, como insiste em afirmar. Tenho minhas dúvidas, mas aos poucos estou aprendendo a digerir isso.
    Desde então, nunca mais tive nada com ninguém e sinceramente prefiro me relacionar com um soropositivo…

  8. Gabriel Alves diz

    Não desistam de amar pessoas, independente de ter passado por alguém que fez propositalmente, sejam a razão do viver de vocês! Sejam felizes libertos, não somos a doença, somos amor, compaixão, vida, somos seres humanos e seres humanos vivem! Não deixem nada abalar vocês, todos vocês são especiais e coisas difíceis podem abalar todos nós, mas nós podemos sempre superar, desejo amor a todos vocês e felicidade, que não desistam da vida, pois só precisam perceber por mais que tudo tenha acontecido, tem vida pra viver!

  9. anjo (terapeuta) diz

    Quando eu descobri eu estava com um cara e sentir o dever de informa lo para ele fazer os exames ( DEU NEGATIV0) eu parei de fazer sexo cm ele sem camisinha e so falei da minha situaçao depois q eu ja estava bem comigo talvez dois meses eu ja tinha ido ao medico ja havia feito exames tinha buscado todas informaćoes para que caso ele desse positivo eu saberia amparalo. Por outro lado eu pensava agora to liberado nao preciso ter medo de pegar hiv… na verdade nunca soube de quem peguei pois sempre usei camisinha claro que fiz algumas preliminares e fiquei cm uns gatos que fazia tudo pra ir sem proteçao e num desses preliminares contrair o virus. Minha vida mudou passei dar valor em coisas q antes eu nem percebia. Hj estou cm um discordante e estamos muito felizes.

    • Carlos Pedrosa diz

      Anjo, muito bom seu depoimento. Vc disse q vai casar né? Considero muito bonita essa união.

      Me responde uma dúvida: quando descobriu, namorava há quanto tempo? Falo isso pq estou passando por uma situação e tenho medo.

      Falei p meu namorado e estamos esperando a pep p confirmar, mas tivemos várias relações e antes da pep deu não reagente.

      Veremos agora. Abs

      • anjo (terapeuta) diz

        Carlos quando eu descobrir eu estava com um rapas q hoje somos só amigo. Hj estou com meu noite e descobri depois q o conheci, namoramos por um tempo e quanto senti q poderia confiar nele eu contei minha sorologia e o deixei livre caso nao quizesse continuar eu entenderia; ele respondeu na hora nao vou ti deixar! Eu disse quero q pense bem, na semana seguinte fomos viajar e ficamos uma semana juntos ele me disse o q sinto e maior q tudo eu chorei na hora e vi q estava diante do cara q vou ficar ate o fim. Nossa casa esta quase pronta. Eu o amo e tenho certeza do amor dele por mim parece conto mas e assim q eu sinto. Ha as vezes discutimos tbm como qualquer casal.

        • anjo (terapeuta) diz

          Acho q este texto foi confuso ne. Tentei apagar e reescrever mas nao deu certo. Duvidas so falar viu carlos.

  10. seguindo em frente diz

    Galera, em julho acontecerá em Durban, na Africa do Sul, a 21a conferência internacional sobre AIDS.
    Alguém sabe se há alguma perspectiva de apresentação de resultados positivos de pesquisas no sentido da cura (funcional ou esterelizante)?

  11. luquinha diz

    Na minha opinião ,os entrevistados ao responder o questionário ,MENTIRAM .

  12. Coralina diz

    Eu ja tive relacionamentos q nem me preocupava, pois a pessoa já botava a camisinha, mas quando se trata de algo mais sério e duradouro a gente não se preocupa, foi ai q eu errei… Eu ja passsei quase um ano com uma pessoa so usando preservativo, eu me considerava saudavel mas ele era inexperiente tinha medo de me engravidar, mas nunca questionário… Nao sei de quem peguei apesar de poucos parceiros sem preservativo, também não fui buscar saber depois do último, que pensei q foi dele, mas fez o teste rápido e deu negativo, depois disso ele não quis nem mais ser meu amigo, tipo, dar um apoio. Antes do teste ele até tava tocando ideias comigo, é também da área da saúde assim como eu, fez pesquisas, achou esse blog e me indicou, mas depois do teste negativo, sumiu. Depois de muito tempo resolvi ficar com o paquera que era inexperiente, notei q ele até queria sem camisinha, mas não deixei, não faria isso com ninguém. Mas eu prefiro um relacionamento com uma pessoa com a minha condição, mas tá difícil achar, queria um companheiro e não mais tá ficando, ja tenho 32 anos(mesmo q aparente menos) nunca enganei minha idade, e até parece que sou um ima para rapazes mais jovens. Mas tá difícil, há muito preconceito e estigma… E pra falar a verdade, a gente se esconde ate no nome aqui, não digo todos, mas percebi…

  13. Coralina diz

    Desculpem os erros na escrita, o teclado só travando aqui…rsrsrs

  14. FG-PR diz

    Eu estou com minha esposa que não se contaminou, no início foi difícil mas hoje as coisas se ajustaram, sinceramente não sei como seria eu buscar outra pessoa, pois acho que não teria coragem de contar minha situação, até mesmo por precaução em essa pessoa espalhar sobre minha condição.
    Sei lá, acho que só passando mesmo para saber.

  15. Pedro diz

    Galera to um pouco preocupado aqui. Alguém já teve HPV? que poderia me dizer como foi o procedimento, pq mesmo depois de muito tempo apareceram umas verrugas e não tenho feito sexo sem preservativo. Preocupado. Mas pelo que li deve ser isso.

    • Coralina diz

      Pedro, como já li aqui, não estamos livres de certas doenças oportunistas, apesar de quem se trata tomando as medicações. O imunológico deve baixar mesmo com CV baixa ou indetectável!
      Procure um médico, ou eliminar as verrugas da forma que já fez, com alguma pomada, cauterização, indicados pelo mesmo… Espero ter ajudado!
      Meu Kiki coralinasilva

    • Ser+H diz

      Pedro já tive HPV e me curei usando a pomada FITOSCAR. É feita à base de barbatimão. Procure no google mais informações a respeito. Mesmo que sejam lesões internas ela cura. Os médicos vão querer fazer procedimento de cauterização, etc., porque ganham mais por isso. Em 3 meses as lesões sumiram. Também tem que levar em conta a sua imunidade. Quanto mais alto o CD4 mais rapidamente vai livrar-se do problema.

  16. Paulo Almeida diz

    Bem, eu sempre fui cauteloso, nunca havia feito sexo sem camisinha, e numa bobeada com um cara que eu tinha acabado de conhecer contraí o vírus em 2011. Meu mundo caiu principalmente por conhecer pessoas que não se cuidavam e hoje continuam livres do HIV, enquanto eu não tive direito a uma segunda chance. De lá pra cá minha frequência sexual tem caído vertiginosamente, a ponto dos meus amigos (que não sabem da minha condição) me questionarem o porque nunca estou com alguém, sendo o solteirão em meio a tantos casados. Mas o problema é que não consigo me relacionar pois tenho medo do julgamento, e de ter que viver ao lado de uma pessoa que sempre vai estar com medo de se infectar, pois isso me deixaria mais deprimido do que já estou. Tento pensar em uma vida a dois no futuro, mas todos os pensamentos me levam a crer que nunca haverá êxito em qualquer relação. Fico triste por que cada dia que passa fica mais claro que vou passar o resto da minha vida sozinho. Mas fazer o que né, nem todos tem a sorte de encontrar um companheiro pro resto da vida. A todos que hoje tem seus companheiros (as) só digo que valorizem eles, pois muitos estão sozinhos, e gostariam de ter isso que vocês têm, alguém pra dividir o resto de suas vidas. . .

    • Carlos Pedrosa diz

      Olá Paulo. Tenho o mesmo pensamento que vc.

      Vamos ver um futuro próximo!

      • Paulo Almeida diz

        Bem que eu queria. Quem sabe, mas prefiro não criar muitas expectativas. . .

    • Carlos Pedrosa diz

      Alguém que Esteja fazendo pep pode me ajudar? Queria conversar no kik. Obrigado

      • Espanho diz

        Carlos Pedrosa, quer conversar sobre PEP? Me adicione no KIK
        espanhoVS

    • Edson diz

      Paulo, procure não ficar assim, olha eu sou soronegativo e a um ano atrás um paquera meu na época e eu fomos fazer um teste rápido de HIV, ele descobriu q era soropositivo, na hora ficamos sem chão, mas eu gostava mto dele é ele me pediu em namoro e eu aceitei. É óbvio q no início eu fiquei com receio de me contaminar, mas fomos atrás informação, ele começou o tratamento e vamos completar 1 ano de namoro… meu sonho é o dia q ele vai me pedir em casamento, acho q vou chorar mto de emoção. Ele chegou a me trair durante esse tempo, mas eu perdoei, pq entendo q as vezes ele se arrepende de não ter feito mais coisas pra justificar a contaminação dele, assim como vc ele sempre foi mto cauteloso qnt ao uso preservativo, mas ele num sabe como contraio o vírus. Vou te dizer uma coisa seja quem vc é apenas q qnd a pessoa certa aparecer ela num vai ligar pra sua condição de soropositivo, tenha ela o vírus ou não! Hj munido das informações q buscamos ao longo da descoberta do vírus nele, vivemos uma vida normal, eu sou louco por ele!!! E essa história de q o soronegativo se sente superior na relação não acontece conosco, pq eu vejo meu amor de forma igual! Pra mim é como se ele tivesse uma pressão alta ou diabetes. A grande diferença é q não praticamos sexo desprotegido, e isso é bom pra nós dois, pq não precisamos nem questionar a utilização do preservativo. Tenho certeza q depois dessa nossa conversa vc vai encontrar um grande amor q vai te respeitar e amar assim, exatamente como vc é!!!!

  17. Vircetti diz

    Galera baixei o kik… Como funciona? Tem algum grupo do pessoal?

  18. Vircetti diz

    Galera baixei o kik, mas não sei como faço pra entrar em contato com o pessoal… Tem um grupo é?

  19. Lua diz

    Também estou esperando pra ser incluída no grupo galera JS, mas não consegui. Acho que baixei errado, será?
    Nik – Amoresmeu

  20. Dere diz

    Sempre fui cuidadoso em relações sexuais, sempre achei que HIV tinha cara e não foi bem assim… peguei de um ex. a famosa reconciliação e acabamos nos empolgando e sexo sem camisinha pq eu fiz isso?! Quando começamos a namorar fizemos exames juntos e deu negativo então toda nossa relação foi desprotegida mas fazendo exames todo ano… um dia terminamos… depois de meses nos encontramos e não pensamos duas vezes… ele nao sabia que estava infectado e passou para mim… me deu raiva depois pois eu tinha a merda da camisinha na carteira mas foi erro meu e erro dele… me culpo.. mas não vem ao caso agora, acredito que a grande parte das infecções são causadas pelo excesso de confiança. … SE PROTEJA SEMPRE… Hoje evito sair com outros caras com medo de me relacionar, eu não sinto nada com o 3 em 1 minha vida esta normal mas carrego um peso cada segundo que passa… espero que um dia isso passe pq é insuportável saber que tenho uma doença que podia ser evitada…. Boa noite a todos! E se proteja sempre….! Indepedente de ser dias, meses ou anos de namoro sempre com camisinha….

  21. crisley112 diz

    meu kik crisley112 se alguem quiser conversar sera um prazer !1 , to igual a Luna querendo relacionar com positivos tb , as vezes me interesso por alguém sorodiscordante porem lembro do preconceito que vou enfrentar e desanimo .INFELIZMENTE o preconceito ainda e maior que o virus .

  22. Blackpfco diz

    Bom diaaa,se alquem quiser me add no Kiki p conversar só procurar blackpfco

  23. Maupr diz

    Depois do diagnóstico nunca mais fiquei com alguém, isso já vai fazer 2 anos. Sinto medo e receio.

  24. Luna diz

    Hoje cedo eu estava na cama pensando que a vida se parece um pouco com aqueles quebra-cabeças de 600 peças…
    A gente não sabe muito bem oque fazer, acha que não vai dar conta, que aquilo tudo é muito dificil para nós, que não somos capazes e por alguns instantes pensamos até em desistir e nos dar por vencidos.
    Mas ai surge uma luz lá no fundo da nossa cabecinha, e vamos, pouco a pouco, montando as pecinhas, as vezes erramos e lá vamos nós começar novamente, por outro caminho.
    E assim, quando menos esperamos, o quebra-cabeças que parecia impossivel está montado!
    Maravilha!
    Parar por ai? Não, jamais!
    Que venha o próximo, de 1000 peças, e assim sucessivamente, pois agora já sabemos que existe sim, uma solução.

    • Tom diz

      último que montei foi de 5000 peças. E seu comentário aqui me fez ver que realmente é isso mesmo…. a vida, nossos altos e baixos…e descoberta desse vírus….

      abraço

  25. Enfim, consegui e descobri como comentar aqui! Estou desde fevereiro acompanhando o site, as publicações e os comentários, me alegrando e me emocionando com muitos deles.
    Quero conta um pouco do que houve comigo e que me fez conhecer o site.
    Em fevereiro, inicio dele, encontrei um cara e me relacionei com ele. Confesso que foi a transa mais sem graça da minha vida (afff). Fiz questão de usar preservativo, mas para a minha surpresa, depois dos 5 minutos de penetração, me deparei com a maldita, ou bendita camisinha estourada no “pênis” do rapaz…

    Depois desse dia minha loucura começou… Pesquisei sobre a “PEP”, mas fiquei tão deprimida com o ocorrido que só consegui chegar ao H. Ribas com 64 horas da exposição. Enfim, fiz o uso da pep, até o dia SEIS – 6 de março, mais ou menos no dia 15 de março, tive uma urticária, daí veio a loucura maior. Comecei pesquisar sintomas da infecção aguda e analisar meu corpo todos os dias. E comecei ter vários sintomas. Enfim…. Fiz um teste rápido dia SETE – 7 de março (resultado não reagente), outro rápido dia CINCO – 05/04 e outro NO DIA 18/04 TESTE RÁPIDO DA SALIVA ambos não reagentes. Como usei a pep não sei se estes resultados são seguros. Sexta-feira completará 12 semanas da exposição. Confesso que estou com muito medo do resultado, pois tive a certeza que o cara estourou de propósito o preservativo. Perguntei para ele se ele usava normalmente ele me disse que sim mas que sempre arrebenta (droga). Sempre me cuidei e… Enfim. Estou muito ansiosa e espero que o próximo exame também seja negativo. Emagreci, agora não sei se por preocupação, ou por ter adquirido o vírus.
    Mulher, anônima – 34 anos – SP
    Turquesa

  26. Hiago diz

    Não sei se a mina que me passou sabe que tem o vírus
    Acredito que muita gente tem e não sabe.
    Assim como ela me passou, deve ter passado para outros e esse outros para outras e assim por diante..

    Só fiz o exame porque tive muita febre, dores e manchas pelo corpo, e o médico me aconselhou a fazer o exame, se não, nem iria fazer, e ia ser mais um a estar transmitindo o vírus sem saber..

    Mas hoje estou bem, estou indetectável e CD4 980
    E me relaciono com outras mulheres normalmente, sem elas saberem que tenho hiv
    Mas sempre com proteção, mesmo sabendo que indetectável não transmite o vírus é uma proteção para mim e para ela..

  27. JV diz

    Olá pessoal! Bom…falando de relacionamentos… eu pretendo sim conhecer um cara bacana, maduro, de boa cabeça e muito especial, seja qual for sua sorologia, posição social, cor, credo, etc…Não nos apaixonamos e passamos a amar uma pessoa escolhida segundo critérios racionais. O amor acontece, nasce, sem sabermos explicar o porquê! Quero Construir um lar, uma família (eu + um marido + um filho + cachorros + pássaros + gatos talvez + amigos + almoço de domingo + amigos + paz + amor + amigos). Tenho até nome pro meu filho já: João Pedro. Não sei como ele virá, nem de onde (Está muito caro ter um filho de barriga de aluguel de mães da China, Indonésia e etc rs…bagatela de R$ 150.000,00). Penso em adotar, não sei…preciso estudar essa ideia…não é algo simples! Quero uma casa branca, clara, iluminada em todos os sentidos…quero plantas…quero os fins de semana na praia, ou na serra talvez! Quero a felicidade , a rotina, a surpresa…Sol e chuva! Quero me jogar de cabeça e ser feliz HOJE, AGORA E SEMPRE! Assim seja! Luz!

    joaopositivo30@gmail.com

      • Luquinha diz

        Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Alexandre diz

        Luquinha, eu não estava querendo ser engraçado e muito menos preconceituoso, mas eu fui lendo o comentário do JV e é igualzinho uma mulher sensível falando. Cheguei a me sensibilizar, de verdade, com o depoimento. Fiquei pensando o quão difícil deve ser pra mulher. Penso que é muito mais difícil que pro homem, então, eu me envolvi no depoimento, mas chega no final vc vê o email do cara, aí é a famosa ducha fria. Mas não quis ser engraçado, não. Foi pq broxei no final mesmo.

        • Pedro diz

          Qual o problema do e-mail do JV, Alexandre?
          Não vi nada demais não e adorei o cometário dele, sendo eu tb gay, másculo e soropositivo.

    • luk diz

      JV, compartilho dos seus sonhos. Tenho todos eles muito vivos em mim ainda. Legal encontrar pessoas com o astral pra cima como você. Nos dá força para seguir sonhando mesmo nos momentos difíceis. Tenho muita necessidade de conversar sobre esses assuntos porém tenho poucas oportunidades. Vou te escrever em breve, fica a vontade pra me escrever tb. luktudonovo@hotmail.com.
      Abraços.

      • JV diz

        PRIMEIRA LIÇÃO A SER APRENDIDA POR NÓS ( ME INCLUO MUITO!!!), NOVOS SOROPOSITIVOS:

        1ª. Rever os próprios preconceitos;

        Sou sensível mesmo, mas sou másculo, sou safado também, mas não descarto o casamento. Sou branco, mas não sou católico. Sou Engenheiro, mas adoro Letras. Sou classe média, mas sonho alto e tenho amigos na faxina. Gosto de samba, de rock, Bethânia, Coldplay, e até de funk. Fim de semana na praia ou na serra, tanto faz! Sou Professor e sou estudante. Sou filho, mas quero ser pai! Frango, batata doce, pré-treino e chopp com batata frita são meus “pratos”! Sou HIV positivo, mas não trepei sem camisinha! Sou HOMEM mas, antes de tudo, HUMANO!

        joaopositivo30@gmail.com

        • Gutan diz

          JV, muito bacana seu texto. Como contraiu o HIV? Vc disse que não foi por sexo desprotegido.
          Abraço

        • Paulo Roberto diz

          Tirando o FUNK e o desejo de ser PAI, sou igual a você.
          Ah, e não sou engenheiro também…
          Mas isso não importa. O que importa é que vamos vencer este mal. Em breve a cura virá!
          Abraços!!! Se cuida e seja feliz!!!

      • Paulo Roberto diz

        luk e JV, se quiserem se corresponder comigo, fiquem à vontade:
        pb-almeida2010@bol.com.br
        Acho incrível poder trocar experiências, fazer novas amizades, conhecer mais gente… A vida já é tão complicada, para que complicar mais ainda???

    • Gil diz

      Adoção, com o devido preparo emocional, com o devido acompanhamento, para que você lide com as questões do desenvolvimento e quebre tabus e fantasias, é ALGO MARAVILHOSO! RECOMENDO!!

  28. hunter diz

    Ola galera, estou afim de algumas novas amizades, otimistas por favor!

    Só mandar email: huntermelo630@gmail

  29. Lara diz

    Oi gente!! Essa semana está punk!!! Odeio esses meus altos e baixos… E pra completar, dei de cara com um site dizendo que o hiv, digo o vírus, é menor que o orifício existente no látex da camisinha e por isso não protege… Gente a pessoa( eu no caso) já está com a cabeça ruim e ainda acha essas porcarias na internet… Sinceramente, por mais informada que eu esteja, começo a duvidar de tudo que já conversamos aqui e daí penso na impossibilidade de me relacionar com alguém… Aí gente! Esses dias estão pra lá de Bagdá … Chateada com esse intruso no meu corpo. Entendo perfeitamente a questão do ” ter cara” e da tal da confiança em relacionamentos duradouros. Quem já leu meu relato aqui sabe … Mas enfim, vida que segue.

    • anjo (terapeuta) diz

      Lara se vc ja nao esta bem entao nao fique procurando coisas pois que procura o q nao perdeu acha o q nao procura.

    • Gil diz

      Lara, tem muitos sites e “pesquisas” que dizem que o vírus é menor que o por do látex, mas não quer dizer que o preservativo é poroso. São mais camadas, tem resinas, não é só uma coisa linear, não. Em geral, estes sites não consideram uma série de fatores, e a camisinha é, sim o meio mais eficaz de sexo seguro. O resto é papo de bar e lenda urbana!

  30. Brumo diz

    Oi, galera!
    Gostaria de deixar a sugestão de um filme na netflix chamado “Test”. Se passa no ano de 1985, em San Francisco, e mostra a invenção do teste pra diagnosticar o vírus da AIDS, juntamente com a aflição de receber a notícia naquela época (praticamente uma sentença de morte). E tb mostra o início do uso do preservativo por lá. Bom, hoje somos abençoados pois temos um tratamento eficaz, e que com certeza evoluirá muito mais até uma possível cura. Abraços em todos.

    • Nutricionistx diz

      Oba ! Gostei da dica, vou procurar. Obrigado Brumo (:

      Estou há um tempo para assistir outros filmes com temática hiv/aids que salvei na lista do netflix, como The blood brothers e A cura, mas ainda não consegui.

      • Brumo diz

        Ah, que bacana! Vou anotar esses que vc disse para ver tmb. Bom, tem um filme produzido pela HBO chamado “The Normal Heart”, que pra mim é um dos mais chocantes e emocionantes com a temática HIV/aids. Se passa na década de 1980 com o início da epidemia, na época chamada de ” câncer gay”, e o governo dos EUA fechando os olhos para isso. Mostra o sofrimento que era ser diagnosticado naquela época, o pouso caso, as pessoas morrendo em questão de semanas. E a luta de ativistas em busca de uma posição do governo em tomar alguma atitude. O filme é tocante. Grande elenco, entre eles Júlia Roberts. Vale a pena assistir.

  31. luk diz

    Bom dia gente, sou recém diagnosticado (18/01/2016) e também recém infectado (27/12/2015).
    Comecei meu tratamento dia 29/02/2016 quando estava com CV em 4,9 milhões de cópias e cd4 em 314. Hoje, 2 meses após o início do tratamento, estou com CV em 8.071 cópias e cd4 em 444.
    Minha infecto me pediu uma bateria de exames, minha próxima consulta é dia 10/05, mas eu vi os resultados e a princípio não pude deixar de me assustar quando vi tinha tinha dado reagente para citomegalovírus e toxoplasmose. Quando fui pesquisar essas doenças, fiquei um pouco mais tranquilo, pois descobri que, em relação ao citomegalovírus, 60% das pessoas acima de 06 anos de idade já tiveram contato com o vírus, sendo algo relativamente “normal”. Vi que a incidência dessas 2 condições são bem altas no Brasil e que as infecções são muito brandas, principalmente porque na maioria das vezes nem é necessário tratamento, nosso próprio corpo cuida de “curar” a infecção apenas com a produção dos anti-corpos. Claro que para indivíduos imunodeprimidos a coisa é bem diferente, podendo essas doenças trazerem grandes problemas. Venho dividir essa “preocupação” com vocês. Alguém mais tem algo parecido sobre isso pra relatar? Ficaria feliz em compartilhar essas histórias.
    Outro ponto que eu queria falar é sobre minha infecção e sobre quem me infectou.
    Como disse, recebi meu diagnóstico com menos de 1 mês da exposição ao risco e minha VC já estava em 4,9 milhões de cópias. Fiquei super assustado com esse número. Minha infecção foi com um parceiro casual, que disse que descobriu que era positivo para o HIV pouco depois que ficamos. Agora começa a história que, pelo menos na minha cabeça, não se encaixa. Não usamos preservativo e mesmo eu sendo o ativo, fui infectado. Para a minha surpresa (ou não), uns dias depois ele disse que a CV dele estava indetectável. A minha estava em 4,9 milhões.
    1ª pergunta: É possível que em mim o vírus tenha se copiado tanto assim em menos de 1 mês e nele simplesmente não se copiou? Ele disse que tinha acabado de descobrir (sendo assim, não fazia TARV), qual a probabilidade de um passivo “indetectável” transmitir para um ativo? O engraçado é que ele se mostrou bastante preocupado comigo quando descobriu que eu era positivo para o HIV mas quando eu disse que minha CV estava em 4,9 milhões ele disse que estava muito alta e que provavelmente a minha infecção não tinha ocorrido naquele dia, e depois disso nunca mais nos falamos. Enfim. No início foi bem difícil lidar com tudo isso, principalmente pq não tenho com quem compartilhar essas histórias. Eu sinceramente acredito que é mentira quanto a CV dele, quanto a recém descoberta dele e nada me tira da cabeça de que foi algo “proposital”. Apesar de tudo isso, não o culpo nem me sinto culpado. não tenho nem 4 meses de diagnóstico mas estou muito tranquilo. Passei a perceber a vida de outra forma, dar mais valor às pequenas coisas, e observar em meu comportamento mudanças positivas que o HIV me trouxe. Estou focado no meu tratamento, principalmente após os resultados do exame que peguei ontem (cd4 de 314 para 414 e cv de 4,9 milões para 8071 cópias). Sei que passarei por muita dificuldade, notadamente quando do envolvimento afetivo com pessoas que não saibam da minha sorologia0 mas espero enfrentar o assunto com maturidade. Já faço análise há mais de 1 ano, mesmo antes de sonhar em ser positivo para o HIV e isso tem me ajudado muito.
    Bom, esse texto ficou maior do que eu pensava. rsrsrs
    Gostaria muito de entrar em contato com pessoas que queiram compartilhar histórias parecidas, então vou deixar meu e-mail: luktudonovo@hotmail.com.
    Fiquem na paz.

    • Zimba diz

      Luk,
      Super normal (segundo meu medico) que a CV fica altíssima no inicio do contágio e vai diminuindo com o tempo.
      Eu recebi meu diagnóstico em Set/2015 e estava com 550mil de CV,
      Em 30 dias de tratamento foi para 470 cópias !
      Fica tranquilo, super normal isso no inicio, cara!
      Agora não fica pensando quem te infectou… Procura se tratar e ser feliz, pois saber disso não vai resolver nada, né?
      Boa sorte e abração!

  32. JV diz

    PRIMEIRA LIÇÃO A SER APRENDIDA POR NÓS ( ME INCLUO MUITO!!!), NOVOS SOROPOSITIVOS:

    1ª. Rever os próprios preconceitos;

    Sou sensível mesmo, mas sou másculo, sou safado também, mas não descarto o casamento. Sou branco, mas não sou católico. Sou Engenheiro, mas adoro Letras. Sou classe média, mas sonho alto e tenho amigos na faxina. Gosto de samba, de rock, Bethânia, Coldplay, e até de funk. Fim de semana na praia ou na serra, tanto faz! Sou Professor e sou estudante. Sou filho, mas quero ser pai! Frango, batata doce, pré-treino e chopp com batata frita são meus “pratos”! Sou HIV positivo, mas não trepei sem camisinha! Sou HOMEM mas, antes de tudo, HUMANO!

    joaopositivo30@gmail.com

    • Pedro Dias diz

      Comentário lindo, JV! Senti a energia boa daqui! Sou meio assim tb,um pouco de tudo!

      🙂

      • JV diz

        Obrigado, Pedro. É para tentar desconstruir os preconceituosos! Acho que a gente já vive uma situação de estigma tão forte aqui fora que esse espaço deveria ser usado para palavras bacanas, edificantes, de incentivo, apoio, compreensão, força, coragem, piadas, alegria…

        • Pedro Diass diz

          Concordo contigo, JV! Acredito que aqui existem pessoas muito bacanas na vida real, assim como eu julgo ser. As pessoas nem sonham da minha sorologia, por toda obra do contexto. Vamos procurar sermos mais leves e julgar menos, o que é que é diferente pra um pode não ser para o outro. Grande abraço

  33. Raquel diz

    Boa noite pessoal!
    Venho acompanhando o blog a algum tempo, vi muitas histórias, me emocionei com algumas, mas infelizmente não vi nenhuma história parecida com a minha. Não tenho coragem de contar pra ninguém, porque o preconceito de ser soropositivo já é grande e juntando o fato de infidelidade é maior ainda. Sei que serei julgada e condenada eu já estou, mas preciso desabafar.
    Estou casada há 10 anos com um homem bem mais velho que eu, nossa vida sexual pra ele é ótima mas pra mim já não estava legal sentia falta de uma pegada de uma relação mais ardente. Há 6 meses conheci um cara, não era minha intenção trair e nem ficar com ninguém, mas essa pessoa começou a me passar mensagens diariamente, começamos a conversar e resolvemos ter um encontro mais íntimo. O primeiro encontro foi uma loucura, usamos preservativo enfim, começamos a nos encontrar com frequência 1 vez por semana, com o passar do tempo fomos ganhando confiança e ele insistiu pra não usar camisinha, acabei sedento, pelo fato dele ser casado também acreditei que não tivesse problema. Dias depois uma pessoa começa a me ligar e falar horrores dele dizendo que era namorada dele que além da esposa ele tinha ela é agora eu.
    Fiquei chocada e imediatamente veio na minha cabeça que ele seria um carimbador, fui fazer o teste de hiv e qual não foi a minha surpresa… POSITIVO.
    Meu mundo caiu, fiquei desesperada, queria morrer, chorei por 2 semanas seguidas, falei com ele, ele jura por tudo que é mais sagrado que não sabia, no dia seguinte fomos juntos fazer o teste dele, eu rezava pra que desse negativo, assim o meu exame estaria errado, mas não. Deu positivo, ele se separou da esposa, ela não sabe, ele não contou pra ela e eu acredito que ela esteja grávida.
    Eu contei pro meu marido, meu marido fez o exame e deu negativo. Meu marido meu filho, minha mãe, me deram muito apoio. Ainda não consegui me recuperar do back e voltar uma vida normal, pedi demissão e não consigo levar uma vida normal, acho que envelheci 5 anos nos últimos 2 meses. Meu marido tenta me ajudar é super carinhoso comigo e diz que não vai me deixar, não contei pra ele como contrai, disse que não tinha ideia de como tinha pego, como sou da área da saúde ele acredita que foi no trabalho.
    Com relação a pessoa que me contaminou, não consigo ter raiva dele, ele diz que me ama e que quer ficar comigo, quer que eu me separe pra ficar com ele. Mas não acredito nele, e nem que não soubesse que tem o vírus.
    Vivo hj em uma situação complicada, não comecei o tratamento ainda, pois os exames ainda não estão prontos. Não quero magoar meu marido ele é uma ótima pessoa, mas também não consigo me desvencilhar do outro.

    • Antonio diz

      Cara Raquel
      De nada adianta ficar perguntando se ele sabia ou não sabia, em resumo ficar perguntado por que ? por que aconteceu isso comigo? porque eu fui sair com ele etc e etc. Olhe o futuro, você pode ter uma vida normal, os remédios hoje em dia estão cada vez melhor, eu não tenho nenhum efeito colateral. Você vai ficar bem sim. Pensa assim, se ele sabia perdoa e pronto. O perdão já fará você sentir leve. Agora se você vai ficar com seu marido ou com ele só você pode ter a resposta.

    • anjo (terapeuta) diz

      Ola raquel se vc separar do seu marido seja por vc mesma, nao aprofunda numa relacao cm um cara q vc nao confia como vc disse acha que ele mentiu sobre sorologia… assim como deixou sua esposa tbm deixara vc quando tiver outra novidade. Nao conte ao seu marido como contraiu mas diga a ele sobre sua insastifaçao no sexo com ele. Diga como vc gostaria q fosse ajude seu marido ti agradar pode ser que ele pense q vc tbm esteja muito satisfeita. Boa sorte estamos todos juntos em um mesmo barco.

    • Lima diz

      Situação um pouco complicada, mas vida que segue e outra ninguém é digno de julgar ninguém, se perdoe e perdoe os outros… Seja feliz… Caso sinta necessidade de verdade, busque a Deus ore e o conforto virá!

  34. Danilo Brito diz

    Gente meu kik: Dan.brito pra quem quiser conversar, desabafar, descontrair 🙂

  35. AntonioBA diz

    A NETFLIX a partir de agosto vai passar um filme maravilhoso que envolve o HIV, “Holding the Man”, baseado em fatos reais e uma peça australiana.

  36. AntonioBA diz

    Gente, quem quiser add no KIK é SoteroSoropositivo (sou de Salvador, rs)

  37. Oi gente! Estou numa relação discordante a quase um ano, no caso eu sou soronegativo. Li os comentários dessa reportagem e muitas partilhas me chamaram a atenção, pra mim as que mais se destacaram foram as partilhas do Paulo Almeida, da Turquezaweb e do JV. Paulo eu entendo demais sua posição de chateação qnt a não compreensão de pq vc q era mais recatado e não outros amigos q já tinham um comportamento risco maior, mas não veja a contaminação como algo q diminuiu sua vida, pois tenho certeza q hoje em dia vc está mais atento a si mesmo que antes, e tenho certeza q logo em breve vc encontrará alguém q vai te amar exatamente pelo q vc é, seja ele soropositivo ou não! Turquezaweb vc deve ser uma menina linda, e não me entenda mal, eu vejo o seu lado do medo de poder ter se contaminado, mas eu acredito q vc realmente não tenha contraído o vírus, e no caso gostaria de te fazer uma sugestão, nem sempre o portador dessa doença crônica está se sente confortável em ver uma pessoa afligindo tanto pela espera do resultado, pq eles já sabem q não precisa dessa angústia toda pq a vida continua, e mtas vezes de forma melhor pq fica uma vida regrada e organizada. JV, seus comentários são mto fofos, eu particularmente gostei mto de sua segurança qnt a sua expectativa futura sobre relacionamento, olha quero te garantir q de fato é isso mesmo, eu e meu atual namorado só ficávamos na época q ele teve uma diarreia bacteriana e eu sugeri q ele fizesse o teste anti-hiv, como ele tinha pedido exames de sangue numa clínica normal, no período q ele estava aguardando o resultado decidimos não ficar mais, daí veio o pedido do laboratório para repetir o exame e fomos juntos fazer o teste rápido, pq já tínhamos nos relacionado sem proteção, pra nossa surpresa, o exame dele confirmou pra positivo e o meu não. Seguramos juntos a barra dele e pra minha grata surpresa ele me pediu em namoro e estamos juntos até hj, ele iniciou o tratamento de imediato e hj já está indetectável. É óbvio q ficamos inseguros e receosos no início, mas a informação salvou nosso relacionamento! Espero um dia o pedido de casamento dele. No mais quero partilhar mais coisas com quem tiver interessado. Grande abraço a todos!!!

  38. Fer diz

    Raquel pode passa seu contato?? Tem kiki ?? Queria conversar um pokin… Estou quase na mesma situação que a sua !!

  39. Herico diz

    Pessoal fui diagnosticado em setembro/2015 desconfio que fui contaminado em abril/2015. Me veio logo o pensamento de morte muito forte. Mas fui a procura do tratamento. Pesquisei os infectologogista do plano e pelas referências pelo currículo escolhi uma senhora com vasta experiência na área. Primeiro exames CV de 6.000 cd4 600. Ela disse que não havia necessidade de iniciar o tratamento, que não havia risco p mim. Achei melhor assim por medo dos efeitos colaterais e também não sei como funciona a distribuição da medicação. Parece que quando iniciar o tratamento vou ter que passar por consultas com infecto do centro de referência aí fico c medo de encontrar lá alguém que me conhece. Tenho muitas dúvidas quanto ao tratamento. Sei q será uma outra etapa e fico apreensivo com essa etapa tenho medo da burocracia sei lá. Bom passado três meses repeti exames CV recuou um pouco p 4000 e CD 4 foi p 700. E a infectologogista me perguntou se eu desejava iniciar o tratamento eu perguntei se havia risco p mim continuar sem. Ela disse que não. Optei por não iniciar. Agora final de maio repetir exames de novo. Só q estou bem apreensivo tive uma relação sexual e a camisinha estourou e só percebi no final da relação por q uso aquelas extra fina. Então fique com receio de ter me recontaminado. Ultimamente meu organismo tem se comportado diferente. Diarréia, sensação de cansaço, estou com muitas espinhas espalhadas por todo o corpo. Minha pele vejo que tá diferente. Acredito que deve ser o efeito do vírus no organismo. Quanto a minha vida sentimental exclui meu sonho de ter um relacionamento sério, um companheiro. Pois acredito que ninguém toparia continuar um relacionamento ao descobrir a minha condição soroligica. Tinha sonhos de casar adotar uma ou duas crianças com um companheiro. Depois da soroligia positivo vi esses sonhos serem riscados da minha vida. Ainda quanto a minha infectologogista acho estranho que vejo pessoas aki c CV bem mais baixa e CD4 mais alto que o meu é mesmo assim seus infecto iniciaram logo o tratamento imediatamente, e a minha não. Bom tenho 29 anos e dói desistir dos meus sonhos. Sobre o tratamento tenho muito receio uma vez que, tenho uma gastrite aguda que me causa grande restrição à tomar remédios que agridem o estômago e tenho muita restrição alimentar. Tenho trigicerideos alto e temo que s medicação eleve eles mais ainda. Não sei, só acho meu futuro tão incerto depois desse diagnóstico de hiv positivo p mim.

  40. Carioca diz

    Estou conhecendo um rapaz soropositivo. Até para quem tem o mesmo problema um relacionamento é difícil…. Tô cansado das pessoas

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