Mês: abril 2016

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HIV envelhece soropositivos prematuramente em 5 anos

Graças à terapia antirretroviral, muitas pessoas com HIV podem esperar viver por décadas depois da infecção. Entretanto, os médicos observam que estes pacientes muitas vezes mostram sinais de envelhecimento prematuro. Agora, um estudo publicado em 21 de abril pela Molecular Cell usou um biomarcador de alta precisão para medir o quanto a infecção pelo HIV envelhece as pessoas em nível biológico: uma média de quase 5 anos. “Não estamos mais tão preocupados com infecções comuns em imunocomprometidos.” “As questões médicas no tratamento de pessoas com HIV mudaram”, diz Howard Fox, professor no departamento de farmacologia e neurociência experimental do Centro Médico da Universidade de Nebraska e um dos autores desse novo estudo. “Nós não estamos mais tão preocupados com infecções comuns em imunocomprometidos. Agora estamos preocupados com doenças relacionadas ao envelhecimento, como as doenças cardiovasculares, disfunção cognitiva e problemas no fígado.” A ferramenta usada nesse novo estudo analisa mudanças epigenéticas nas células das pessoas. Alterações epigenéticas afetam o DNA, mas não a sequência de DNA. Uma vez que isso ocorre, elas são passadas de uma geração celular para a próxima, influenciando a forma como os genes são expressos. Em particular, …

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Por que o HIV não é eliminado pelo sistema imune?

Cientistas da Escola de Medicina da University of North Carolina (UNC)  e Sanford Burnham Prebys Medical Discovery Institute (SBP) identificaram uma proteína humana que enfraquece a resposta imunológica contra o HIV e outros vírus. Os resultados, publicados no Cell Host & Microbe, têm implicações importantes para melhorar as terapias antivirais contra o HIV, criando vacinas virais eficazes e promovendo uma nova abordagem para o tratamento do câncer. “Por que o corpo é incapaz de montar uma resposta imune eficaz contra o HIV?” “Nosso estudo traz uma visão crítica sobre uma questão fundamental na pesquisa do HIV: por que o corpo é incapaz de montar uma resposta imune eficaz contra o HIV para prevenir a transmissão?”, disse Sumit Chanda, Ph.D., professor e diretor do Programa de Imunidade e Patogênese do SBP e do e coautor sênior do estudo. “Esta pesquisa mostra que a proteína NLRX1 é responsável — é necessária para a infecção pelo HIV e funciona reprimindo a resposta imune inata.” A resposta imune inata funciona através da produção de uma cascata de sinalizadores químicos (interferons e citocinas) que fazem disparar as células …

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Poz: um aplicativo para positivos

O mais perto: Saiu à noite e quer saber quem está por perto e procurando um encontro? Você pode descobrir quem está na vizinhança. Novos: Se você gosta do que é novo, por que não tentar a pesquisa pelos novos usuários e descobrir quem acabou de entrar? Chat: Converse rapidamente através de mensagens instantâneas. Encontre: Encontre-se com quem você clicou no aplicativo. iOS & Android O aplicativo está a apenas algumas semanas de ser lançado. Registre-se para ser uma das primeiras pessoas a obter o aplicativo.

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A pressão sobre quem não faz tratamento

Australianos que vivem com HIV e que escolheram não tomar os antirretrovirais porque têm dúvidas sobre os medicamentos para o HIV dizem se sentir excluídos e silenciados dentro de organizações e comunidades para soropositivos, de acordo com um estudo qualitativo publicado online, antes da edição impressa do Medical Anthropology Quarterly. Em geral, os entrevistados não negaram os benefícios dos antirretrovirais, mas ainda não se sentiam prontos para se comprometer a iniciar um regime de medicação vitalício. Eles estavam cientes de que uma boa adesão é fundamental, mas que isso pode ser um desafio, e que os medicamentos prescritos têm o potencial de fazer mal, assim como bem. Levando em conta estas preocupações e hesitações, a pressão para seguir com o tratamento para benefício da comunidade não se coadunou facilmente entre os entrevistados. Asha Persson e seus colegas da Universidade de Nova Gales do Sul projetaram um estudo que teve como objetivo compreender os pontos de vista e as experiências de pessoas que não utilizam o tratamento do HIV, em um momento de crescente ênfase e campanhas para início do tratamento. Foram feitas entrevistas qualitativas profundas com 27 pessoas que vivem …

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Carta de um leitor: sobre a impaciência pela cura

“Olá, Jovem! Tudo certo contigo? Fiquei mexido com a última postagem que tu publicaste, sobre a inflamação crônica e seus efeitos no longo prazo. Me parece que, se nossa leitura fosse mais atenta, talvez o que poderíamos tirar da postagem é que: 1) a inflamação crônica não é uma disposição fisiológica devastadora, 2) que atua lentamente e só é perceptível quando o soropositivo chega em sua 6º ou 7º década de vida e, principalmente, 3) que existem meios para retardar, controlar ou até mesmo conviver muito bem com a inflamação persistente — inclusive, até os 88 anos de idade, assim como a Dona Olivetti, que esteve ao seu lado no livro Histórias da Aids, do infectologista Artur Timerman e da jornalista Naiara Magalhães. Noutras palavras, é basicamente dizer que a inflamação persistente parece ser mais perceptível quando o paciente está próximo da idade em que as pessoas normalmente morrem, o que faz com que essa constatação seja até um pouco engraçada. “Na mesma medida em que suas células CD4 aumentam, parece que a ansiedade cresce junto com sentimentos de impaciência.” Contudo, o que mexeu comigo, confesso, foi a reação …

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O que é inflamação crônica?

Os antirretrovirais têm adicionado décadas à expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV que têm acesso ao tratamento. No entanto, quando comparado com pessoas soronegativas, aqueles que fazem o tratamento contra o vírus ainda têm maior risco de alguns problemas de saúde, normalmente associados ao envelhecimento. As razões por trás deste aumento dos riscos para a saúde ainda não são muito bem compreendidas, mas a comunidade científica está ansiosamente à procura de respostas. Os pesquisadores estão inclinados a apontar o dedo a um fenômeno conhecido como “inflamação crônica” como principal culpado. Quando você se corta ou contrai uma infecção, o sistema imunológico logo inicia um processo em cascata, que envia para o local atingido um exército diversificado de células que promovem a cura, controlam a infecção e dão origem à inflamação. Entre esses soldados, um batalhão interligado de células CD4 e CD8 (conhecidas como células T “auxiliares” e “assassinas”, respectivamente), anticorpos, fatores de coagulação e citocinas pró-inflamatórias, entre muitos outros. Em condições normais, células específicas irão desativar este processo inflamatório saudável, assim que o processo de cura ou combate da infecção estiver terminado. Mas, às vezes, …

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