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Por que fazemos sexo?


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Pergunte a qualquer biólogo — sexo parece ser um desperdício. É caro: pense na enorme energia usada na produção da espetacular cauda em forma de leque de um pavão, destinada para atrair uma fêmea para o acasalamento. E parece ineficiente: o sexo nos permite passar apenas metade dos nossos genes e metade da espécie (os machos) não pode ter filhos. A evolução não é sentimental, então estes custos devem ter algum benefício. A resposta comum é que, pelo remanejamento de genes a cada geração, o sexo cria novas combinações genéticas, seleciona mutações benéficas no lugar das nocivas e dá um certo grau de flexibilidade evolutiva. Mantém alguns genes guardados, que podem não ter uso hoje, mas podem salvar os descendentes das pragas, pestes e parasitas.

Tudo isso é provavelmente verdade, mas esta tese tem uma falha. Embora os benefícios da reprodução sexual tendam a ser sutis e só se tornem evidentes ao longo de muitas gerações, os seus custos são grandes ​​e imediatos. Para entender o sexo por completo, precisamos de uma explicação que volta aos organismos complexos primordiais e às pressões de sobrevivência imediata que eles sofriam. Damian Dowling, um biólogo evolucionista australiano, propôs, no ano passado, uma ideia surpreendente, junto com seus colegas, Justin Havird e Matthew Hall, no jornal Bioessays. Ele parte do simples fato de que as bactérias e as arqueas unicelulares, conhecidas como procariontes, nunca fizeram reprodução sexual. Elas têm alguns comportamentos sexuais, inclusive fazendo contato corporal para trocar genes — às vezes chamado de “sexo bacteriano”. Mas elas não se reproduzem sexualmente: se proliferam simplesmente dividindo-se em dois.

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Sexo é privilégio de criaturas mais complexas, as eucariontes. Organismos tão diversos como amebas e tatus se reproduzem dividindo seus cromossomos entre os gametas, como esperma e óvulos, que por sua vez se combinam para criar um novo organismo. Os primeiros eucariontes bem preservados em fóssil — as algas vermelhas, que datam de 1,2 bilhão de anos — são também os primeiros exemplos conhecidos de reprodução sexual, revelado pela presença de gametas. A característica definidora dos eucariontes é que suas células são altamente estruturadas, contendo não só um núcleo, mas também organelas — notavelmente: as mitocôndrias, as incríveis baterias biológicas que brilham em nossas células, proporcionando-nos com a energia sobre a qual depende a nossa sobrevivência. “Nosso argumento é simples: os eucariontes estão ligados por duas funções — mitocôndrias e sexo — e acreditamos que há um elo negligenciado aqui”, diz Dowling, que lidera uma equipe de pesquisadores da Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália.

Nossos intestinos estão repletos de células bacterianas; nosso DNA está cheio de fragmentos de vírus antigos; nossas células são restos dos organismos primordiais.

Esse link se sustenta no fato de que as mitocôndrias não são apenas as baterias celulares. Bilhões de anos atrás, estas organelas eram realmente organismos independentes. São um exemplo de como o corpo humano não é totalmente “humano”. Nossos intestinos estão repletos de trilhões de células bacterianas estrangeiras; nosso DNA está cheio de fragmentos de vírus antigos; e até mesmo nossas células são restos dos organismos primordiais. Os cientistas estão percebendo, cada vez mais, que muitas doenças não são ataques externos, mas desequilíbrios do nosso ecossistema interior. No caso das mitocôndrias, podem surgir conflitos porque essas organelas contém o seu próprio DNA, único e individual. “Até recentemente, a ciência basicamente ignorou o fato de que todos nós andamos com dois genomas em cada célula”, diz Dowling, “um que é o nosso próprio genoma nuclear, e outro que é das mitocôndrias.”

O sexo é uma forma de restaurar o equilíbrio, de consertar as divisões que existem dentro de nós.

Este genoma mitocondrial tende a sofrer mutações rapidamente e é propenso a cair fora de sincronia com os genes reguladores no núcleo, com consequências potencialmente negativas para o organismo. Dowling acredita que o sexo evoluiu como um caminho para que o núcleo pudesse manter o ritmo com o reino proteico que este supervisiona. “O próprio império que os primeiros eucariontes estavam construindo, baseado na sua principal arma — a produção de energia das mitocôndrias –, estava em perigo, justamente por causa da grande mutabilidade das mitocôndrias”, diz ele. O sexo constrói novos genótipos a cada geração e permite que o núcleo compense diante de qualquer problema. Em outras palavras, o sexo é uma forma de restaurar o equilíbrio, de consertar as divisões que existem dentro de nós. E, ao contrário dos outros benefícios do sexo, este era tão importante para os primeiros eucariontes como para os seus descendentes.

sexo mutante: Os animais têm altas taxas de mutação mitocondrial e necessitam de sexo para se reproduzir. Em contraste, muito poucas plantas precisam de sexo para reproduzir, e as plantas têm as taxas de mutações mitocondriais baixos.

Sexo mutante: animais têm altas taxas de mutação mitocondrial e necessitam de sexo para se reproduzir. Em contraste, muito poucas plantas precisam de sexo para reproduzir, e as plantas têm baixas taxas de mutações mitocondriais.

2 bilhões de anos atrás, duas bactérias se envolveram naquilo que pode ser o ato sexual inicial.

Cerca de 2 bilhões de anos atrás, dois procariontes — duas bactérias que se sacudiam em meio à sopa de organismos primordiais — se envolveram naquilo que pode ser o ato sexual inicial. Uma invadiu a outra. Uma comeu, outra foi comida, e ambas viveram para contar essa história. Elas se fundiram e, ao longo do tempo, criaram algo novo e memorável. A invasora — aquela que foi comida — evoluiu para se tornar as pequenas, mas poderosas, mitocôndrias, ao longo de alguns milhões de anos. A outra provavelmente evoluiu para se tornar um núcleo muito maior.

Essa fusão resultou numa simbiose espetacular. Mitocôndrias dedicaram-se à produção de energia e foram tão eficientes que a explosão da vida complexa no planeta logo se espalhou em todas as direções. Porém, essa especialização em geração de energia teve um custo: o estresse oxidativo em uma mitocôndria é alto e pode danificar a organela e seus genes. Consequentemente, Dowling argumenta, o DNA mitocondrial é “destinado à acumular mutações que são prejudiciais”. A mutação rápida parece ser um problema comum das organelas que mantiveram seu próprio DNA, afetando não apenas as mitocôndrias, mas, por vezes, cloroplastos (as organelas fotossintéticas das plantas, as quais também já foram bactérias que andavam livres, no passado). Uma pesquisa recente de Nils-Göran Larsson, do Instituto Max Planck de Biologia do Envelhecimento, em Colônia, na Alemanha, sugere que a replicação mitocondrial é inerentemente propensa a erros (com exceção das células germinativas especializadas).

A elevada taxa de mutação mitocondrial é vista em uma ampla variedade das espécies de hoje. Nos seres humanos, como na maioria dos outros animais, as mitocôndrias se dividem continuamente durante toda a vida e, quando o fazem, seus genes mutam 10 a 100 vezes mais rapidamente do que os genes no núcleo. Uma única célula carrega milhares de mitocôndrias e cada mitocôndria contém várias cópias de seu próprio DNA. A extraordinária quantidade de mudanças é enorme.

Para lidar com isso, durante milhões de anos a evolução empurrou a maioria dos genes para fora da mitocôndria, no genoma nuclear, que é muito mais estável. Hoje, as mitocôndrias animais têm meros 37 genes, todos dedicados à produção de energia. A maior parte da sua função é regulada e assistida por mais de 1.000 genes no genoma nuclear. Mas genes renunciados são apenas uma solução parcial. Quando esses 37 genes fraquejam ou se alterarem, a maquinaria celular pode ficar paralisada. A menos que os genes nucleares que os regulam se adaptem, a célula pode ficar doente e possivelmente morrer.

Em 2007, Dowling e seus colegas estudaram o que acontece quando os dois conjuntos de genes trabalham com objetivos opostos. Em um experimento, eles criaram 23 gerações de cinco besouros diferentes, chamados Callosobruchus maculatus. Em algumas cepas, os genomas mitocondriais e nucleares foram adaptados para trabalhar em conjunto. Mas quando os pesquisadores transplantaram mitocôndrias entre as linhagens, a viabilidade espermática diminuiu. Dowling e seus colegas estenderam este estudo para as moscas. Eles criaram cinco linhagens de moscas que diferiam apenas em seus genes mitocondriais, e estudaram os efeitos destas diferentes estirpes de genes nucleares. As moscas fêmeas foram pouco afetadas: apenas sete genes nucleares mudaram a atividade. Já os machos tiveram surpreendentes 1.172 genes nucleares afetados, principalmente nos testículos ou nas glândulas de esperma. “Eu quase caí para trás quando vi o quão forte o efeito foi nos machos”, disse Dowling. “Isso é cerca de 10% do genoma da mosca macho.”

Se uma mutação prejudica os machos sem ferir as fêmeas, ela pode persistir.

A diferença entre as respostas femininas e masculinas tem uma explicação natural: as mitocôndrias são um dom puramente maternal. O esperma não as passa; apenas o óvulo da mãe o faz. Assim, as mulheres com mutações mitocondriais prejudiciais tendem a morrer antes de se reproduzir, varrendo essas mutações para fora da genética da espécie. Contudo, se uma mutação prejudica os machos sem ferir as fêmeas, ela pode persistir. Dowling não é o único cientista que demonstrou a profunda interdependência da dupla mitonuclear. Colidir conjuntos de genomas também mostrou causar atrasos no desenvolvimento e comprometem a fertilidade, em moscas e crustáceos marinhos.

Variantes de genes nucleares são capazes de resolver o problema, limitando o efeito da mutação mitocondrial ou compensando-o diretamente.

Os seres humanos também podem sofrer de genomas dissonantes. O geneticista evolucionista Dan Mishmar, da Ben-Gurion University, de Israel, descobriu que o conflito mitonuclear pode aumentar a vulnerabilidade à diabetes tipo II em judeus asquenazes que têm certas variações genéticas. Uma única mutação mitocondrial provoca surdez hereditária em famílias árabes-israelenses e em espanhóis, de acordo com a neurocientista Jan Willem Taanman da University College London. Em algumas pessoas que herdam a mutação, no entanto, as variantes de genes nucleares são capazes de resolver o problema, limitando o efeito da mutação mitocondrial ou compensando-o diretamente. Experimentos com ratos criados para ter a mesma condição reforçam essa ideia: novos genes nucleares podem restaurar a audição, ignorando a falha mitocondrial, gerando mais energia para cóclea da orelha.

Os cientistas agora suspeitam que uma forma hereditária de cegueira progressiva (chamada de neuropatia óptica hereditária de Leber) pode ser, em parte, devido à dança entre as variações mitocondriais e do genoma nuclear. Pesquisadores têm se mostrado perplexos com o fato de que esta forma de cegueira nem sempre aparece com a mesma gravidade, ou mesmo sequer aparece, em todas as pessoas com essa mesma mutação. Por exemplo: uma mutação específica no DNA mitocondrial de tibetanos parece protegê-los contra o estresse de alta altitude e impedir esta forma de cegueira, mas a baixas altitudes podem predispor as pessoas à essa doença. Como pode? Poderia haver um genoma nuclear diferente? “Temos uma série de bons candidatos no genoma nuclear que podem colidir com o DNA mitocondrial e explicar isso”, diz o neurogeneticista Valerio Carelli, da Universidade de Bolonha. Carelli estudou a neuropatia óptica hereditária de Leber por 20 anos. “Quanto mais sequenciamos os genomas, compreendemos este problema com mais detalhamento”, diz ele.

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O sexo tornou-se o caminho mais rápido para uma espécie se recuperar de uma incompatibilidade genômica.

O sexo foi a salvação. O sexo tornou-se o caminho mais rápido para uma espécie se recuperar de uma incompatibilidade genômica. A reorganização genética que ele proporciona cria novas variantes que oferecem adaptações para todos os tipos de mudanças, tanto exteriores como interiores. “Sexo é a única maneira que os genomas mitocondriais e nucleares podem permanecer em sincronia”, diz Havird. “Sem sexo teríamos uma situação em que as mutações mitocondriais acumulam muito mais rápido e o núcleo não poderia responder com mutações coadaptadas com rapidez suficiente. O sexo permite que os eucariontes obtenham muito mais variação fora do seu genoma, graças ao ‘truque’ associado à recombinação.”

Além dos genes adaptados, o sexo fornece um novo modo de evolução. Organismos impróprios são eliminados não apenas por pressões ambientais, mas também pela competição por companheiros, que é replicado em um nível microscópico, através da concorrência entre os espermatozóides para fertilizar um óvulo. Esta competição é uma prova de fogo para a mitocôndria, e elimina até mesmo a menor incompatibilidade. A cauda do espermatozóide é embalada com mitocôndrias, que abastecem o vencedor na corrida até o canal vaginal. “Mesmo que o genoma mitocondrial seja pequeno, é central e de importância fundamental para a bioquímica e para a aptidão de um indivíduo”, diz o biólogo Matthew Gage, da University of East Anglia, em Norwich, na Inglaterra. “A escolha do companheiro e a concorrência através da seleção sexual melhora a correspondência mitonuclear de duas maneiras. Primeiro, pela selecção do alto desempenho mitocondrial nos machos. Em segundo, selecionando pelo alto desempenho do esperma, cuja capacidade fertilizante é criticamente dependente da função mitocondrial ideal.”

Para testar sua teoria, Dowling analisa toda espécie. A taxa de mutação das mitocôndrias varia enormemente de algas para tulipas e para corais. A teoria de Dowling prevê que quanto mais rápida for a taxa de mutação mitocondrial, mais vezes os membros dessa espécie terão de ter relações sexuais. Dowling acredita que as evidências apóiam seu ponto de vista. Quase todos os animais têm altas taxas de mutação mitocondrial e necessitam de sexo para se reproduzir, enquanto as plantas são mais maduras em ambas as contagens. “Muitas plantas terrestres têm taxas de mutação mitocondrial excepcionalmente baixas e, de fato, muito poucas plantas necessitam de sexo para se reproduzir”, diz Dowling. “Quase todas elas podem ter relações sexuais quando precisam, mas também podem se reproduzir assexuadamente.”

“As vantagens evolutivas de um sistema sexual tornou-se forte o suficiente para superar os seus custos.”

Outros não têm tanta certeza. O biólogo evolucionista Bram Kuijper, da University College, em Londres, é um fã de nova teoria de Dowling, mas quer ver uma prova melhor. “Nós sabemos muito pouco sobre as taxas de mutação mitocondrial em toda uma gama de organismos”, diz ele. O biólogo David Roy Smith, da University of Western Ontario concorda. “Embora, em geral, os genomas mitocondriais de animais sofram mutação mais rapidamente do que as de plantas, eles se complicam muito rapidamente. Estudos recentes têm mostrado que a taxa de mutação através de um único genoma mitocondrial da planta pode variar em cerca de três ordens de grandeza.” Uma espécie que Kuijper gostaria de ver testada é de microsporídeos. Estes minúsculos parasitas são eucariontes, mas perderam a mitocôndria em algum momento de seu passado evolutivo. “Será que eles fazem sexo?”, ele pergunta. “Se fazem, quanto?” No extremo oposto do espectro estão os rotíferos bdelloidea, pequenos insetos aquáticos que têm mitocôndrias, mas não podem se reproduzir sexualmente. A bióloga teórica Sarah Otto,  da University of British Columbia, cujos modelos matemáticos sobre a evolução lhe valeram um prêmio da MacArthur Foundation, acredita que estes insetos sejam a exceção que refuta a teoria. “Há uma grande quantidade de evidências de que eles ainda fazem transferência de gene assexuadamente”, diz ela. Mas ela diz que Dowling pode estar certo de que a reprodução sexual evoluiu em resposta às relações simbióticas entre as criaturas que se fundiram para formar os eucariontes. Otto diz que, envolta em membranas extras, “a troca de genes tornou-se mais rara, tão rara que as vantagens evolutivas de um sistema sexual tornou-se forte o suficiente para superar os seus custos.”

Parcerias entre organismos criam o impulso para mudar.

Isso destaca um ponto mais amplo a respeito da evolução: parcerias entre organismos criam o impulso para mudar. “O famoso biólogo Lynn Margulis nos ensinou que a maioria dos grandes saltos na evolução surgiram por simbiose”, diz Freeman Dyson, que, embora mais conhecido como físico, varia dentre muitos assuntos e foi o autor da pequena obra-prima Origens da Vida. Uma criatura hospedeira é invadida por um parasita, explica Dyson. Os dois então lutam, numa luta quase até a morte, que inesperadamente resulta em uma vida nova, surpreendente. “Uma vez que o hospedeiro está fornecendo suporte de vida ao simbionte”, explica Dyson, “o simbionte está livre para evoluir, ganhando ou perdendo recursos genéticos de forma aleatória e rapidamente. Raramente, o simbionte inventa novas estruturas que mudam dramaticamente o estilo de vida do hospedeiro.”

Com seus prazeres e sua plumagem, seus rituais de acasalamento elaborados e muitas vezes desgastantes, o sexo tem o poder de esmagar ou de consertar vidas. Toda essa turbulência pode, à sua maneira, ser um esforço para evitar uma turbulência mais profunda, causada por um pitada de 37 genes.

Por Jill Neilmark, ilustrações de Francesco Izzo, em 24 de março de 2016 para o Nautilus.

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

57 comentários

  1. Luquinha diz

    Descobri de quem foi a culpa de eu estar passando por isso tudo , foi as duas bactérias safadinhas que se envolveram há 2 bilhões de anos atrás .

  2. Olem diz

    Pessoal… boa tarde
    Estou ha algum tempo sem postar nada por aqui devido o corre corre da vida, vez por outra passo para dar uma olhada nos posts e nas discussões desenvolvidas aqui. bem, estou em medicação há exatos 1 ano e dois meses, tomo o 3 em 1. fiquei indetectável no primeiro mês e estava na época com CV 19000 e CD4 em 560. tive consulta há 15 dias e minha CV esta ainda indetectável e meu cd4 em 904. isso me deixou muito feliz, porém o infectologista identificou uma leve alteração nos niveis de creatinina, além do mais estou vez ou outra com espuma na urina, ele acha que posso estar tendo problemas nos rins devido ao uso do tenofovir componente do 3 em 1. repetirei os exames de creatinina e ureia e se for confirmado o numero alterado terei que mudar a medicação. a proposta talvez seja para o Abacavir. alguem aqui toma essa medicação? abraços saudosos,

    • Homem23:55 diz

      Olem,

      Veja isto…

      CONCLUSÕES:
      O grupo de tratamento ABC / 3TC + ATV tiveram taxas de supressão viral semelhantes até 48 semanas para o grupo comparador / r TDF / FTC + ATV, com menores taxas de moderado a hiperbilirrubinemia de alta qualidade e melhorias na óssea e biomarcadores renais.

      © 2015 ViiV Healthcare. HIV Medicine publicado por John Wiley & Sons Ltd, em nome da Associação Britânica de HIV.

      Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26176344

    • JV diz

      Olem, bom dia!

      Estou em tratamento há dois meses com o 3×1 e gostaria de saber quando passa os efeitos chatos do Efavirenz. Você ainda sente algo dele? Tipo letargia, fadiga, sono, cansaço,etc? Obrigado desde já.

    • John+ diz

      Boa Tarde Olem,

      Realizei a troca do medicamento pelo mesmo motivo há 1 mês. Meu rim estava sofrendo nefropatia induzida por droga. Mudei o Tarv para Efavirenz + Lamivudina + AZT (zidovudina). Nesta combinação tomo 3 comprimidos, sendo as 10:00 1 comp AZT e 22:00 1 comp 3TC (Efavirenz + Lamivudina) + 1 comprimido AZT. Não senti absolutamente nada com a troca. O AZT, às vezes pode causar anemia.

    • Jonas diz

      Todos terao problemas nos rins? Por favor me adiciona no wats (88) 9307-3252

      • John+ diz

        Não Jonas , existe uma predisposição genética para algumas pessoas , como eu e o Olem. Nos temos sensibilidade ao tenofovir. Algumas pessoas não podem tomar o efavirenz porque a tontura nunca passa, tem depressão . enfim. Cada organismo pode reajir de uma forma , mas a maioria não tem problemas.

  3. LV Antônio diz

    Olá Olen! Parabéns pelo resultado! Começarei a usar a medicação semana que vem e espero estar indetentavel logo! Descobri minha soropositividade há um mês e estou com CV 1828 cd4 436. Abs!

    • Cezar diz

      Sempre dou uma olhada no blog, mas tenho participado menos porque ultimamente o JS tem trazidos assuntos que mais parecem fofocas de madame em um happy hour no Leblon… Mas há quem goste.

  4. Rael diz

    Alguém tem informação se o álcool interfere na eficácia do remédio 3×1
    E se o álcool pode ajudar no aumento da carga viral e diminuição do Cd4…
    E a mesma coisa para maconha..

    Valeeu

  5. LV Antônio diz

    Barasa, tudo bem?

    Será que vc pode me responder a uma dúvida?

    A partir do momento em que temos a infecção aguda, começam a ser produzidos os anticorpos hiv?

    Uma pessoa que teve uma suposta infecção na primeira semana de janeiro não deveria ter seu resultado reagente realizado na semana passada?

    Tô muito angustiado, pois meu namorado teve uma gripe de uma semana em janeiro e está não reagente em dois testes realizados no cta, em fevereiro e março. Será que ele não se contaminou (amém)? Eu sou soro+ e tenho muito medo dele ter contraido a doença.

    Muito obrigado pela futura resposta!

    • Se a pessoa manifestar fase aguda, os anticorpos começam a surgir junto com ela.
      Suposta infecção em janeiro já positivaria um ELISA de quarta geração com 30 dias! Com certeza, se a suposta infecção tivesse se dado em janeiro, teria sorologia positiva em março!

      Você está em tratamento? Há quanto tempo? CV indetectável?

      Abraço

      • LV Antônio diz

        Obrigado pela resposta Barasa.

        Descobri em fevereiro e começarei o tratamento dia 30. Minha CV é de 1828 cópias e CD 431.

        Tenho orado muito para que o resultado seja nao reagente. Depois disso ele nao manifestou nenhum sintooma, o que reforça minha esperança.

          • LV Antônio diz

            Obrigado Barasa! Estamos angustiados mas com muita esperança!

            Um abraço!

            • Alex diz

              Barasa, pelo que entendi vc falando, quando se tem sintomas da fase aguda o corpo já começa ao mesmo tempo a produzir anticorpos e então já daria um resultado positivo num exame.

              Eu tive sintomas da fase aguda (manchas vermelhas, febre, cansaço muito forte, fadiga, diarréia, etc) após cerca de 15 dias de uma relação sem camisinha, então logo associei ao HIV, na mesma semana que estava com os sintomas fiz o exame de HIV (fiz num laboratório, veio dizendo não reagente, com o chamado método: Quimioluminescencia), juntamente com exame de dengue, ambos deram negativos.

              Cerca de dois meses depois fiz o exame de hiv novamente e deu positivo (nesse meio tempo eu tive outra relação sem camisinha).

              Considerando que quando fiz o primeiro exame eu estava com sintomas da fase aguda, e assim já teria anticorpos, então o resultado já deveria ter dado positivo? Ou é mais provável que eu ainda não estava com hiv, e só contraí o vírus posteriormente ao primeiro exame?

              • Deve ter sido sua fase aguda sim. Como os anticorpos COMEÇAM a surgir na fase aguda, muitas vezes ainda não são detectados por testes de terceira geração. Os testes de quarta geração, que incluem a pesquisa do antígeno p24 e a carga viral (principalmente esta) tendem a já ser positivos nessa fase da doença.

  6. Olem diz

    LV Antonio…

    Acredite, não é uma coisa de outro mundo esse tratamento, ele é nosso aliado, eu estava muito apreensivo no inicio mas nunca senti nem uma dor na unha! com vc deve acontecer o mesmo! força, fé, perseverança, energia positiva e coragem… isso nos ajuda muito durante o tratamento, uma vez iniciado vc perceberá em alguns meses que ate esquecerá que convive com o vírus, vida sem muitos nãos, a minha é cheia de sim! porque eu escolhi dizer sim a vida, assim como a maioria das pessoas que compõem esse blog. Esteja sempre por aqui, nos deixe saber e contribua com seus escritos! estou no kik como olem! forte abraço.

    Saude e PAZ!

    • LV Antônio diz

      A nós todos Olen! Também acredito que seja um aliado e sem toma lo, só me lembro do vírus quando estou sozinho. Mas daqui a pouco passará está tristeza. Um abs!

  7. Hans diz

    Se o hiv atacasse só as células cd8 a pessoa tbm desenvolveria AIDS?
    Se a resposta for não? Alguém sabe pq?

    • Alexandre diz

      Putz, 2013! Será que o cidadão não olha antes de postar?
      Mutantis, valeu pela postagem no outro tópico.
      Grande abraço!

      • Paulo Roberto diz

        Alexandre, a postagem é antiga, mesmo… Porém eu também gostaria de saber em que pé estão os estudos.
        Justamente pela falta de informação é que recorremos a todos os mecanismos de busca que temos disponíveis.

        • stark diz

          gente, licença! paulo roberto, só hoje vi sua pergunta sobre números grabovoi no post “Astrologia da superação de obstáculos…” te respondi lá, hehe 🙂

    • Homem23:55 diz

      Nao entendi porque nao curtiram.
      Fui pesquisar o que o “Ser Feliz” postou e descobri esta reportagem e alguns artigos de 2012.

      Ninguém posta nada com má intenção, até porque existem perguntas que sempre se repetem.
      Mas fico por aqui galera!!

      Boa sorte a todos!
      Saude!

      • Homem23:55 diz

        Acabei de checar meu e-mail e recebi a resposta da pergunta que enviei ao cientista da “pesquisa antiga, do Vorinostat”, acima criticada por alguns.

        Segue email, a quem possa interessar:

        “Eu recebo muitos e-mails e perguntas como esta, e não tem tempo para responder a cada um individualmente. Espero que a minha resposta geral a seguir é útil e encorajador para você.

        Enquanto nós estamos trabalhando na elaboração de quimioterapias complicados que poderiam curar a infecção pelo HIV, acreditamos que essa terapia é pelo menos 10 anos de distância. A persistência do HIV dentro de células em repouso apesar da terapia antiviral atual é um grande obstáculo para a erradicação da infecção pelo HIV por meio de tratamentos antivirais atuais. Se você já ouviu falar nos meios de comunicação que a cura do HIV vai ser fácil, ou que a cura está ao virar da esquina, eu lamento dizer que eu não acredito que isso seja verdade.

        No futuro, a combinação de terapia antiviral potente (que está agora disponível) e futuras terapias como Vorinostat dirigida a infecção de células em repouso podem permitir que a “cura” da infecção pelo HIV em alguns pacientes infectados. Atualmente estamos realizando, pesquisas intensivas pequenas com voluntários locais. Estes estudos destinam-se a construir o conhecimento e as técnicas necessárias para avançar no sentido de uma “cura” da infecção pelo HIV no futuro. Até mais pequenos estudos forem bem sucedidos, nós não planejar uma pesquisa maior fora da área de Chapel Hill. O progresso nos estudos em curso é esperada, mas estes estudos são lentas, difíceis e intensivo.

        Padrão, terapia anti-retroviral crónica, supressiva oferece uma excelente oportunidade para manter a saúde ao longo de muitos e muitos anos. Aconselhamos que cada pessoa infectada pelo HIV procurar atendimento especializado, e consideram ser tratado com a terapia antiviral (comumente chamado ART ou HAART) o mais rápido possível. Continuamos a estudar abordagens para erradicar a infecção, mas este será um processo longo e lento. Por outro lado, tem havido ultimamente muito mais trabalho feito na área de cura de SIDA, assim acelerar o progresso deve. Em 2004, nós testamos o primeiro passo da primeira droga que não avançou, e o primeiro passo de teste vorinostat foi iniciada em 2010 e concluída em 2012. Nós relatamos a próxima etapa de testes vorinostat em 2014, e agora estão começando vários estudos de terapias imunológicas para eliminar a infecção em combinação com vorinostat. Então você pode ver que é lento e complicado, mas fazendo um progresso constante. Também um grande número de investigadores de todo o mundo juntaram-se a esta batalha nos últimos anos, e assim o progresso deve acelerar.

        Obrigado pelo seu interesse. Esperamos que, nos próximos anos, o teste pode se expandir para um maior número de estudos em um número maior de sites. Até então, tome cuidado e (como se diz) “estar ao redor para a cura.”

        Com os melhores cumprimentos,

        David Margolis MD”

        • Pedro diz

          Resumindo: Sentem e esperem! Bastante! Valeu pelo compartilhamento, Homem 23:55

          • Homem23:55 diz

            Eu entendi que os remedios atuais são bons e que devemos viver.

            SE a cura vier, será algo otimo e caso contrário podemos ter uma vida plena.

      • Paulo Roberto diz

        Amigo, as coisas são assim mesmo. Não temos todas as informações que gostaríamos de ter.
        E alguns pensam que informações consideradas “antigas” sejam descartáveis.
        Mas posso te dizer que, como eu, muitas pessoas também gostariam de saber em que pé andam tais pesquisas.
        E, como não temos acesso a todas as informações, ficamos a ver navios.
        O que eu posso te dizer é que não podemos desistir enquanto a cura não vier.
        Saúde e paz
        Paulo Roberto

  8. Luna diz

    Boa noite.
    Fica tranquilo colega, se a relação de risco se deu em janeiro, certamente em março já apontaria uma possível infecção.
    Beijos de luz em todos.

  9. A. diz

    Ola pessoal, estou muito preocupado com um fato que aconteceu e não consigo parar de pensar nisso,
    Tive relação desprotegida com uma mina, uns 5 dias antes de descobrir ser portador do vírus..
    Mas foi coisa de uma noite, depois de uma festa, eu não tenho o contato dela, já tentei procurar mas não acho, estou cabrero de ter passado para ela..

    Foi sexo vaginal sem ejaculaçao na vagina, será que isso diminui o risco de transmissão?
    Muito preocupado 😦

    Eu só descobri porque fiquei muito mal e o médico me aconselhou a fazer o exame.
    Meus exames deram c.v 45000 e cd4 861
    Obrigado a todos.

    • Olá pessoal, faz tempo que não posto nada, mas leio as notícias e os comentários todos os dias.
      Também não consegui acessar, o site deu como bloqueado. Qual é a notícia, alguém pode explicar?
      Abraços.

  10. Paulo Roberto diz

    Jovem, Obrigado!
    Mas aqui em casa está dando como bloqueado.
    De qualquer forma, é um avanço, não?

  11. Olem diz

    Olá JV.

    Meu lindão… eu não senti nenhum efeito colateral… nenhunzinho mesmo. acredito que por ser atleta e fazer exercícios físicos quase que diariamente, mas muitas pessoas também não sentem, quando sentem passam logo nas primeiras semanas. Não tenha medo, seja persistente e mantenha a fé e a coragem! eu era muito medroso, tive que aprender a desenvolver a coragem para poder enfrentar esse tratamento, só agora depois de mais de um ano em tratamento é que me vem a cabeça o fato de estar com alguma coisa errada, mas é devido aos meus rins! Mais nada. Siga firme! qualquer coisa estou no kik. OLem!

  12. Olem diz

    Hey John +

    Eu queria saber mais, pois tenho a sensação de que o AZT é pior do que o Tenofovir… ele foi o primeiro medicamento né? Quanto tempo vc usou o 3 em 1?. vc teve que se hospitalizar para tratar dos rins? Como sou atleta tenho que me preservar da lipodistrofia e sei que o AZT a tem como principal efeito colateral, vc falou com seu médico sobre isso? vc está no KIK? se sim pode conversar um pouco comigo? estou no KIK como OLEM. abraço! e obrigado!

  13. Zen diz

    Venho notando uma coisa. É impressão minha ou quem se alimenta bem e pratica atividade fisica diariamente tende a não desenvolver colaterais dos remedios ou ter poucos que desaparecem rapidamente. To certo?
    Ainda não iniciei por medo dos colaterais e por questão ligadas a longo prazo.
    Me alimento suuuuuuuper bem. Malho todo dia, pratico Tai Chi, Yoga, Meditação tb, aos domingos 18km de bike num lugar lindo, pura natureza.
    kik: zenpositivo

  14. Olem diz

    Zen,

    Acredito que vc tenha razão. eu nunca senti nada de efeito colateral, não acho que seja uma regra o fato de fazer exercício físico e não sentir efeitos colaterais, mas comigo e com outros colegas aqui… funciona! Sorte, Paz e Luz!

  15. Paulo Roberto diz

    Bom, o meu esquema é Lamivudina+zidovudina, Ritonavir e Atazanavir, um comprimido de cada, à hora do almoço.
    Fiz exame de sangue este mês, tudo normal com minhas hemácias, porém estou ficando meio amarelado e hoje fiquei o dia inteiro caindo de sono…
    Alguém que faça esse mesmo esquema já passou por isso?
    É normal?
    Tomo cerca de dois litros e meio de água por dia, para combater o amarelado… Mas eu era meio vemelhinho (mistura de alemão com italiano), e agora estou “desbotando”.
    Ando meio preocupado com isso.

  16. Brumo diz

    Alguém saberia me dizer se é verdade que medicamento antifungico derruba a imunidade?

  17. Lidya diz

    Nada vê com o assunto, tem vz q fico imaginando como o JV é, temos um conhecido em comum e já perguntei como ele é mais o msm não quis me falar 😞 JV me remete 50 tons de cinza..rsrsr

  18. RecentWave diz

    Olá pessoal.
    Estou sumido daqui do Blog mas sempre passo para dar uma “bicada” nos assuntos e nas discussões que estão rolando.

    Recentemente assim que voltei de viagem de férias fiz meus exames após 4 meses de uso do 3 em 1. Estou indetectável e as células CD4 beirando a 500. O restante dos exames também estavam todos excelentes graças a Deus e fiquei aliviado por isso.
    No momento da consulta relatei a minha infectologista que meu intestino estava bem complicado. Sempre preso, com as fezes amareladas e cheiro bem peculiar. Com isto ela me receitou um antibiótico que desde então regulou meu intestino e hoje estou como não me sentia há bastante tempo. Espero que persista. Também tenho a urina espumosa e acho isso muito estranho, mas a infecto me disse que meus exames eram ótimos e que não deveria me preocupar com isso, a não ser se começasse a ter sintomas piores.
    Agora o que me tira o sono são estes sonhos malucos que tenho. Jesus, Maria, José… Cada dia é uma aventura nova e acordo muito cansado e assustado de tão reais que são estes sonhos. Minto. Eles não vem todas as noites graças a Deus, mas estão sempre presentes. Os sintomas de tontura pelo uso da medicação eu tenho esporadicamente, mas porquê trabalho 12 x 36 de madrugada e alguns dias quando estou acordado eles aparecem. Este remédio é realmente para tomar, esperar um tempo e dormir, pois ficar acordado com ele no corpo não está com nada. Uma coisa que comigo adiantou bastante foi evitar comer comida pesada e tomar o remédio. Se isto acontece eu espero bastante para tomar e assim evitar estes sonhos poucos e efeitos adversos.

    • RecentWave diz

      Só complementando. Minha infecto me disse em relação a urina espumosa que os casos que o rim está sendo muito prejudicado são aqueles que a urina praticamente cessa, indicando insuficiência do órgão.

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