Carta de um leitor: sobre o estigma e a expectativa de vida

Timothy Ray Brown

“Caro Jovem Soropositivo, tudo bem contigo? Espero que sim. Antes de qualquer coisa, queria te dizer que a postagem na qual você relata sua conversa com o Paciente de Berlim, Timothy Ray Brown, foi provavelmente a minha leitura preferida do blog neste ano de 2016.

Acho que não só eu, mas grande parte do público, estava saudoso das postagens que expõem suas perspectivas pessoais acerca do HIV. Tenho a impressão que isto cria uma atmosfera de empatia e cria mecanismos capazes de apresentar formas diferentes de olhar para a nossa infecção crônica. O simples fato de ler o relato, de um adulto desconhecido que passa por uma experiência interessante como a que foi descrita na postagem, deve produzir, imagino, em grande parte dos leitores, algum nível de alívio. Uma forma primitiva de reconhecimento social, antes presente, por exemplo, nos bordéis alemães da segunda guerra mundial, onde homens e mulheres homossexuais, juntamente com transgêneros, compartilhavam e ansiavam por encontrar e saber da vida de pessoas que sofriam de experiências de exclusão social. Ali, no subsolo da cidade, podiam, ao deparar-se com seus semelhantes, vislumbrar a possibilidade de uma vida melhor.

Venho compartilhar, por meio desta carta, mais uma impressão de algumas coisas. Lembro de uma reação curiosa de um dos leitores quando este sinalizou, no espaço de comentários, um desinteresse sobre o compartilhamento de uma carta de um leitor, acerca de uma experiência amorosa na cidade de São Paulo, na qual o rapaz tentava narrar algo que o havia marcado. Seu comentário sugeria que a postagem não representava qualquer relevância — o que, em parte, é justo. Imagino que muitos de nós tenham o blog Diário de um Jovem Soropositivo salvo nos ‘favoritos’ de seus navegadores, ou mesmo como um site de grande ou razoável frequência de visitações atestada pelo Google Now ou qualquer outra ferramenta que indique ao usuário assim que uma nova postagem é publicada no site. Imagino a ansiedade de cada um em ler as novas matérias, procurando nelas a tradução de um artigo científico complicado, um estudo experimental promissor, ou, quem sabe, uma nova classe de antirretrovirais a ponto de ser aprovada para as próximas fases dos órgãos regulatórios dos países que hospedam as maiores indústrias farmacêuticas do mundo.

cometa

Um soropositivo em tratamento e indetectável tem tantas chances de contaminar alguém soronegativo quanto eu tenho chances de ser atingido por um cometa.

Lembro também de uma postagem na qual você descreve um estudo feito com soropositivos, onde estes superestimam sua infecciosidade, em comparação a um dado já comprovado e divulgado em alguns meios midiáticos: a remota chance de contaminação entre um soropositivo em tratamento e indetectável e um soronegativo. O estudo tinha a intenção de mostrar como esses dados experimentais ainda não haviam sido assimilados pelos soropositivos, que sempre assinalavam suas chances de contaminar parceiros em uma percentagem maior do que a fornecida pelos mais recentes estudos. Deu-se alguma confusão pela distinção entre o que o público soropositivo entendia como sendo seu grau de infecciosidade e o que os estudos epidemiológicos já haviam concluído — os quais já desenvolveram, inclusive, nomenclaturas específicas, como a relativamente famosa ‘TasP’ (do inglês treatment as prevention), na qual um soropositivo em tratamento e indetectável tem tantas chances de contaminar alguém soronegativo, quanto eu tenho chances de ser atingido por um cometa, atraído pelo campo gravitacional da terra, neste exato momento.

O que quero dizer é que as notícias relacionadas ao estigma, os experimentos sociais que demonstram a segurança da relação sorodiscordante quando o parceiro soropositivo é indetectável, ou mesmo a desproporção da percepção do grau de infecciosidade relatados pelos soropositivos em tratamento acerca de sua própria capacidade de contaminar alguém próximo, tem me parecido uma preocupação de segundo grau. A primeira é, naturalmente, a cura — o que é compreensível e não necessita de justificativas.

Como parte de um segmento da população infectado cronicamente com um agente patológico que confere ao seu hospedeiro uma condição estigmatizante, nada mais natural, nada mais compreensível, do que desejar a cura. Esperamos todos que ela venha o mais rápido possível, enquanto as estratégias de controle virêmico atóxicas apareçam disponíveis o quanto antes. Tudo muito natural. Tudo muito compreensível. Eu mesmo ignorei no blog, a princípio, os textos menos científicos, desejando somente encontrar duas palavras juntas em uma mesma estrutura sintática:

cura + prazo

Eu realmente gostaria de saber quanto tempo eu iria ter de me submeter ao tratamento antirretroviral até que minha vida, de fato, começasse de novo. Queria saber quando eu poderia reviver meus momentos de total despreocupação com meu corpo, a minha disponibilidade de me relacionar com outras pessoas e mesmo de diminuir a distância entre mim e minha família. Resumindo, gostaria de saber quando tudo isto iria acabar.

Soropositivos, vocês estão liberados para viverem suas vidas.

Na época, a um ano e alguns meses atrás, eu estava convencido de que eu seria capaz de colocar minha vida, meus planos e meus desejos em suspensão, contanto que alguma garantia fosse dada para mim. Estava disposto a esperar cinco, talvez dez anos, parado, olhando para as coisas como um expectador estrangeiro, até que alguma notificação no celular anunciasse no seu blog, ou em qualquer outro meio de divulgação, a tão esperada notícia: achamos a cura! Mas, com o passar do tempo, o que eu não esperava concluir é a péssima notícia de que viver tem efeitos colaterais — seja você soropositivo, ou não. Portanto, soropositivos, vocês estão liberados para viverem suas vidas.

HIV

Me lembro de uma carta que enviei para você, poucos meses após a descoberta do meu diagnóstico, quando eu estava bastante preocupado com os efeitos a longo prazo da infecção crônica que havia descoberto. Minha inquietação era a respeito dos biomarcadores que indicavam mudanças discretas de processos inflamatórios persistentes, em comparação aos soronegativos, sugerindo, a partir das minhas leituras na época, que os riscos associados ao envelhecimento precoce poderiam representar uma desvantagem e uma vida menos ‘normal’ ao longo dos anos.

Alguns meses se passaram até que outras notícias foram divulgadas a esse respeito, como aquela em que você conclui, ao final das contas, que todos nós envelhecemos. Vi alguns estudos sendo repetidos e apresentando resultados bastante similares: soropositivos tem uma expectativa de vida parecida com a de soronegativos e ficam doentes em idades similares. Mas, vez ou outra, outros estudos, como acontece com toda boa ciência, ainda insistem na diferença — pequena, mas expressiva, de cinco anos ou menos, entre os portadores de HIV e os que não possuem HIV. Sempre que lia essas notícias tinha a impressão de que o peso que eu havia levantado, com a ajuda de textos, relatos, compartilhamento de histórias, havia caído novamente nas minhas costas.

Todos os textos que apresentam uma tentativa de dissolver o estigma, representam uma melhora não só na qualidade, mas no aumento da nossa esperança de vida.

E foi aí que me dei conta de algo: todos os textos que apresentam uma tentativa de dissolver o estigma, seja a partir de um relato de uma experiência amorosa bem sucedida, seja a partir da segurança de que a vida volta ao normal, ou, ainda, pela carinhosa carta de um leitor recomendando paciência e abertura para essa nova fase das nossas vidas, representam também uma melhora não só na qualidade, mas no aumento da nossa esperança de vida. Então, entendi que eu deveria não somente me manter atualizado das novíssimas tecnologias que um dia irão nos curar da infecção crônica, ou, no pior dos cenários, induzir remissões de longa duração sem a utilização de medicamentos, mas também me ater à luta contra o estigma.

‘Mas qual a relação entre o estigma e a minha expectativa de vida?’, já escuto algum leitor seu perguntar. Eu mesmo me coloquei essa questão várias vezes, tentando unir esse aspecto inútil e banal às evidências sólidas dos estudos comparados. O primeiro dado com o qual me detive foi que:

  1. expectativa de vida do soropositivo ainda é menor que a do soronegativo, na maioria dos estudos realizados; e também que,
  2. nenhum, ou quase nenhum, desses estudos epidemiológicos levam em consideração o aspecto orgânico da vivência de uma experiência difícil como a do estigma.

Dito isso, fui buscar, muito discretamente, modelos experimentais com símios superiores, macacos, nossos parentes mais próximos na escala evolutiva, que descrevessem os riscos envolvidos na experiência de solidão e do isolamento. Confesso que, sem muitas surpresas, vi, nos estudos que li, um crescimento da frequência de doenças cardiovasculares nos grupos que se mantinham à distância da experiência social, por pelo menos duas razões.

Indivíduos solitários tendem a desenvolver hábitos pouco saudáveis.

A primeira razão é uma variável comportamental. Os animais que estavam diante de uma rede de suporte social, mesmo sob uma dieta artereogênica — isto é, que aumenta a quantidade de lipídeos na corrente sanguínea —, apresentavam índices menores de arteriosclerose do que o grupo de controle que tinha a mesma alimentação, mas experiências de grupo pouco coesas. É como diz aquele senhor na primeira postagem de 2016: ‘a solidão é tóxica’. Além do mais, a solidão, segundo o estudo publicado num livro chamado ‘Tratado de Medicina Cardiovascular’, sugere que indivíduos solitários tendem a desenvolver hábitos pouco saudáveis, como a ingestão de dietas ricas em carboidratos simples e lipídeos, bem como a utilização de tabaco ou outras substâncias tóxicas para o organismo.

A segunda razão, publicada em alguns estudos, dentre eles, um da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, chamado ‘Neuroendocrinologia do Estresse: História e Conceitos’, sugere que existem alterações significativas de aspectos neuroendócrinos, psicológicos e, portanto, fisiológicos em organismos que são expostos à situações constantes de estresse. O que o estudo sugere, ao final das contas, é uma tese simples: organismos submetidos à situações de estresse agudo apresentam rápida recuperação e até vantagens ante aos organismos que não experimentam situações de desgaste, enquanto organismos que são expostos à situações de estresse constante apresentam dificuldades de suplantar as alterações produzidas diante do quadro de deterioração, sendo mais suscetíveis à patologias.

lonely crowded

Independente de esta pequena pesquisa ser definitiva ou não, o que eu entendi foi que não há um consenso à respeito dos tipos de complicação em seres vivos expostos diante de situações de estresse durante longos períodos de tempo, e os efeitos podem ser variados. Isso me diz também que não só devemos pensar duas vezes antes de nos assustar com os estudos que afirmam que a inflamação persistente é a causa de uma suscetibilidade maior à doenças do que em soronegativos, quanto incluir o combate ao estigma, uma vez que este parece estar ligado à boa parte do enfrentamento dos riscos presentes para a maioria dos soropositivos.

Um outro artigo publicado no portal HIV Equal, que se chama How an HIV Diagnosis can Sometimes Lead to a Longer Life (em tradução livre: ‘Como um diagnóstico de HIV pode eventualmente levar à uma vida mais longa’), sugere, como o próprio título diz, que os frequentes monitoramentos que fazemos, de no máximo de seis em seis meses, levam a uma esperança de vida em soropositivos, em países desenvolvidos, em alguns casos, maior do que a dos soronegativos.

A distinção entre soronegativos e soropositivos se mantém, apesar de todo o avanço tecnológico em que nos encontramos.

Finalmente, me convenci de que a distinção entre soronegativos e soropositivos se mantém, apesar de todo o avanço tecnológico em que nos encontramos, não só objeto da investigação epidemiológica, quanto um produto da própria sociedade em relação à persistente diferença que recai frequentemente em nós. Não satisfeitos na brutal diferença entre ‘aidéticos’ e não aidéticos, transitamos para a diferença entre os lipodistróficos e os não lipodistróficos. Superada a alta incidência de redistribuição de gordura corporal no corpo dos soropositivos usuários de coquetéis com a entrada de novos antirretrovirais no mercado, procuraram em biomarcadores índices da diferença entre uma vida normal e uma vida com HIV, e acharam na inflamação persistente a garantia de que a diferença permanece.

E se a expectativa de vida um pouco reduzida fosse um produto de uma sociedade que, ainda cheia de preconceitos, induz estados de isolamento e maus hábitos em soropositivos ao redor do mundo?

Mas e se a inflamação persistente, e a eventual expectativa de vida um pouco reduzida, fosse um produto de uma sociedade que, ainda cheia de preconceitos, induz estados de isolamento e maus hábitos em soropositivos ao redor do mundo? Se isso for verdade e a fragilidade do soropositivo se der, também, pelo alto grau de estresse que o paciente portador do vírus experimenta, não só no diagnóstico, mas ao longo de sua vida, temos uma notícia boa e uma ruim. A boa é que a justificação da inflamação persistente parece insuficiente para explicar o coro dos especialistas que ignoram um quadro socialmente determinado, que não se dissolveu nem mesmo à porta da 40ª década de descoberta do vírus, podendo ser remediado individualmente pela escolha de bons hábitos. A má notícia é sobre a persistência, depois de tanto tempo, de uma diferença que coloca soropositivos de um lado e soronegativos do outro.

Discipline and Punish

Mas acho que essa já era uma suposição sua — não era? —, ao trazer, a partir da leitura de Vigiar e Punir, de Michel Foucault, que traz a experiência da lepra como uma forma de segregação, um modelo insistente de representação social dos soropositivos e que produz e serve de objeto de um estado global de fragilidade, menos por sua condição virológica, do que por uma experiência de exclusão tão radical, que atravessa quase quarenta anos sem muitas diferenças.

Um grande abraço,

V.”

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HenriqueAllaannBruno VidazedPaulo Almeida Recent comment authors

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Mutatis Mutandis
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Mutatis Mutandis

JS, parabéns por essa mobilização que vc simplesmente causa na comunidade soropositiva e na comunidade soronegativa. Admiro sua seriedade na condução gratuita desse serviço extremamente importante e desinteresseiro. Diante desse quadro vergonhoso da nossa política, vc deveria pensar em candidatar-se a algum cargo. Eu votaria em vc tranquilamente! Precisamos de gente assim nos representando, aliás vc ainda que não queira já nos representa de alguma forma: seja pela sua disponibilidade, seja pelo seu conhecimento! Mas creio mesmo que vc nos representa pelo seu serviço. Peço a Deus que vc tenha vida longa: já pensou se por um momento vc sofre… Ler mais »

Rodrigo
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Rodrigo

Amigos, eu fui diagnosticado há 6 meses. Desde entao iniciei o tratamento com o 3:1 e após 3 meses ja me encontrava indetectavel e com o CD4 bem elevado. Neste período entrei em depressão e tb saí dela com a ajuda de terapia e antidepressivos. Aprendi muito sobre a vida e me descobri uma pessoa completamente resiliente!!!! Busquei muitas informacoes sobre os avanços da medicina em relacao ao tratamento, fui a diversos médicos para ouvir diferentes opinioes e o que me assustou foi perceber que me sentia seguro no campo cientifico mas o lado social era devastador. O estigma tem… Ler mais »

Maria Anna
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Maria Anna

Eu descobri em janeiro, num momento muito difícil.
O meu medo maior é quanto ao estigma social, me imaginar sozinha pro resto da vida por não saber ou imaginar como será e quando será a hora de falar pra alguém que tem ou pretende ter um relacionamento mais sério que porta o vírus.
Vou testar os lactobacilos pq minha flora intestinal tbm ta molenga.
boa sorte pra nós todos e que venham os avanços sociais e medicinais

LUTANDO SEMPRE
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LUTANDO SEMPRE

Eu seria capaz de transferir meu título eleitoral e trabalhar na campanha dele totalmente de graça de um dia isso acontecesse…

Positividade de Luz
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Positividade de Luz

Realmente um blog acalentador,que nos faz querer continuar com nossas vidas,nossos sonhos e até mesmo nossos temores,afinal de contas somos humanos e nisso nada nos diferencia dos soronegativos,JS rogo à Deus por vc,por mim e por todos nós que às vezes esmorecemos,mas dai nos deparamos com uma bela mensagem de FORÇA e ESPERANÇA…
Venha oque vier,estaremos vivos,pois sabemos no nosso mais íntimo que dias melhores e noticias melhores sempre virão!!!
Paz e bem á todos queridos!!!

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Eu também parabenizo a iniciativa do JS… Que teve a coragem que eu não tive. Que teve a iniciativa que eu não tive.
Como todos aqui, não vejo a hora da minha vida começar de novo… Mas isso é questão de tempo, e acho que será pouco tempo.
As pesquisas avançam a cada dia… Precisamos ter força e esperança.
Por muitas vezes eu perco a minha força e a minha esperança, e aí venho me “alimentar” aqui no Blog…
Deus dê vida longa ao JS, esse jovem corajoso e tão cheio de iniciativa!!!

Hiago
Visitante
Hiago

Se as chances de um soropositivo em tratamento e indetectável transmitir o virus é a mesma que um cometa cair sobre a pessoa. Então é possível pessoas indetectáveis terem filhos do jeito natural? Com chances remotas de transmissão para mulher e para criança??

Richard
Membro
Richard

… estava em Plutão nos últimos anos?

Gil
Visitante
Gil

Sim, e até melhor: SEM CHANCES de contaminar com HIV a mulher e a criança!!

Rick
Visitante
Rick

Parabens JS. 😀

Pessoal uma duvida, alguem sabe como funciona o tratamento de hiv no EUA? Me refiro se é pago ou gratuito.

Agradeço!!

Positividade de Luz
Visitante
Positividade de Luz

Até onde eu sei é pago…

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

É pago e não custa barato: cerca de 2 mil dólares por mês. É bem verdade que eles têm medicamentos muito mais avançados do que os oferecidos pelo SUS, porém a maior parte da população HIV + que não tem plano de saúde deixa de se tratar por causa dos altos preços. E não é só nos EUA, não: em países desenvolvidos como França e Japão também é pago. Falem o que quiserem, mas essa vitória dos soropositivos brasileiros deve ser creditada a José Serra, quando Ministro da Saúde no governo FHC. A quebra das patentes internacionais foi uma verdadeira… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Ah, mais uma coisa: Em Portugal, o tratamento é GRATUITO, mesmo para estrangeiros, desde que residam lá, e tem medicamentos bastante avançados.

Alexandre
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Alexandre

Te corrigindo, Paulo Roberto, o então ministro da saúde de FHC era o Dr, Adib Jatene. Foi dele o plano de distribuição gratuita dos ARV, mas quem levou a fama foi o José Serra. No Brasil não temos nem o Truvada nem o Maraviroque. Ambos são de primeira linha na Europa e na América do Norte. Nos EUA, dependendo do seu plano de saúde, os remédios podem ser por conta deles.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Oi, Alexandre, só vi hoje a sua correção. Muito obrigado!

Henrique
Visitante
Henrique

Bom dia Alexandre, no Brasil temos um medicamento equivalente ao Truvada (que é a combinação de tenofovir e emtricitabina num único comprimido). A versão brasileira substitui a emtricitabina por lamivudina, e ao pesquisar sobre as duas, verá que são praticamente iguais em efeitos virais e colaterais (tanto que, por ex., a lamivudina é comumente utilizada com o abacavir nos EUA, em comprimidos combinados de doses fixas, ao invés da emtricitabina… parece mais que essa escolha entre emtricitabina e lamivudina na combinação para comprimidos de doses fixas é uma questão comercial do que farmacológica). E, com exceção de alguns antirretrovirais muito… Ler mais »

Alex
Visitante
Alex

Achei interessante a analogia com os leprosos e homossexuais na segunda guerra, bem isso mesmo. Soropositivos, obesos, homossexuais, deficientes, todas minorias e aqueles que fogem do padrão comum devem conhecer a dor que é ser considerado diferente, incomum, anormal, por isso há uma empatia entre esses grupos e de alguma forma podem se auto ajudar compartilhando experiências. Tbm me identifiquei com o comentário dos que falam estar esperando a cura para começar a vida de novo, já pensei dessa forma, tento pensar diferente mas inconscientemente é como se ainda permanecesse esse sentimento. O fato é que antes do vírus eu… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Meu amigo, infelizmente a pessoa que fomos não seremos mais. Nunca mais.
Porém, penso que podemos ser MELHORES DO QUE FOMOS, em especial quando vier a cura.
O importante é não desanimar. Ter Esperança, com E maiúsculo, mesmo!!!
Talvez, quando a cura acontecer, ou antes mesmo disso, você ressurja como uma nova pessoa, muito, muito melhor do que foi antes!
Sei que é um aprendizado doloroso. Mas mesmo assim, eu encaro isso como um motivo para me edificar ainda mais como pessoa, espiritualmente e também – por que não? – culturalmente.

Matheus
Visitante
Matheus

Comecei o tratamento com o 3×1 há pouco menos de 2 meses e ontem foi a primeira vez que esqueci de tomar. Tem algum problema? Tô preocupado

Oasisbrown Brown
Visitante

Não é bom esquecer nem atrasar os horários. Mas no caso de esquecer, é só tomar a dose na hora que lembrar e continuar as doses no seguintes no horário certo.

Luciano
Visitante
Luciano

Oi Matheus. Se esqueceu de tomar a noite agora de manhã o ideal é tomar, assim que lembrou. Comecei a pouco tempo também e pergintei sobre a questão de tomar quando estou em uma balada, por exemplo, e então fui informado que assim que chegasse em casa deveria tomar. Mas o ideal não é esquecer nenhum dia. Já estou no segundo mês e está virando um hábito como escovar os dentes. Tenho umas “bads” às vezes, mas sinto que aos poucos estou esquecendo que tenho esse vírus, e que está sendo mínimo diante da grandeza do quanto quero viver. Namoro… Ler mais »

Matheus
Visitante
Matheus

Mas será que tem algum perigo do virus criar resistência caso eu esqueça um único diazinho? :/

Barasa
Visitante

Não, Matheus!

Só evite que isso vire rotina, ok?

Tiago
Visitante
Tiago

O 3×1 é melhor tomar de estômago vazio ou junto com algum alimento?

Pois eu tomo todo dia as 6 da manhã em jejum e tomo café da manhã só as 9:30 ..

anjo
Visitante
anjo

Um unico dia nao cria resistencia. Quando comecei dormi antes de tomar e acordei desesperado no outro dia. Tomei e quando fui a infecto ela disse q nao pode torna uma habito. Olha compre o porta remedio com os dias da semana q ajuda muito. Estou tao bem q so lembro disso na hora de tomar o remedio. Bjjs. Nomoro um soronegativo estou indetctavel ele sabe tudo vamos casar e nao usamos camisinha.

Mariah
Visitante

Mas ele leva isso numa boa?
Você não tem medo de transmitir pra ele?

HBO ssa
Visitante
HBO ssa

Estou há 7 meses do diagnóstico e estou com esses sintomas de isolamento. De certa forma, me remete aos leprosos de antigamente, pois ainda se tem muito preconceito por parte até dos próprios soropositivos, afinal de contas, os soropositivos de hj, sao os soronegativos de ontem, e quando se é soronegativo, pela falta de informação da mídia, se instala o preconceito. Vira-se positivo, mas traz também toda carga preconceituosa de antes. Sendo assim optei pelo isolamento, com medo de me ferir, de ser novamente rejeitado (fui quando diagnosticado pelo meu ex da época) e por diversos fatores. Mas hoje, lendo… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

HBO, Muitos se sentem assim. Realmente não é fácil. Mas até mesmo no silêncio da solidão podemos aprender. Aprender a sermos melhores do que fomos no passado. De qualquer forma, temos que preencher o vazio que fica em nossa alma. Veja que a cabeça vazia é a oficina do diabo. Eu procurei fazer um monte de cursos, para não deixar minha mente se envenenar com pensamentos negativos. Nem sempre é fácil levar o dia, e confesso que às vezes choro… Afinal, não sou de ferro e nem um super-herói. O que posso dizer a você é que não desista dos… Ler mais »

MA
Visitante

Olá meus amigos,
gostaria de passar adiante a mensagem de Steve Jobs, quando no leito da morte, após ser diagnosticado com câncer, como ele passou a ver a vida. Uma mensagem muito forte e emocionante sobre a vida. Acesse no link abaixo vale a pena:

https://m.youtube.com/watch?v=17xbQEaWNdc&feature=youtu.be

Alex
Visitante
Alex

A mensagem é bonita mas a autoria não é de Steve Jobs, esse é um texto apócrifo que circulou na internet e o apresentador no vídeo acabou acreditando, rs.

Brumo
Visitante
Brumo

Injeção a cada 2 meses será o futuro para tratamento da aids 04/03/2016 – 16h50 Uma injeção intramuscular composta por uma combinação de dois fármacos, que será administrada a cada dois meses, se tornará nos próximos anos no tratamento da aids, permitindo assim aos pacientes não ter de tomar um remédio diário. O chefe de Doenças Infecciosas e aids do Hospital Clínic de Barcelona, na Espanha, Josep María Gatell, explicou nesta sexta-feira que “a aderência ao tratamento é um dos principais problemas da doença”, já que alguns pacientes não seguem corretamente as ordens médicas, enquanto “a injeção lhes permitirá seguir… Ler mais »

rafa
Visitante
rafa

otima noticia.

ha alguma informacao sobre esse novo tratamento ser menos toxico ?

Alexandre
Visitante
Alexandre

Pelo fato de ser nanotecnologia esse tratamento é muito menos tóxico. Vou fazer uma analogia que uma médico fez pra mim em 2008, quando a nanotecnologia era muito pouco estudada. Inclusive ele tinha uma blog que se chamava CiênciaxHIV, e ele se chamava DR. Henrique. Eu perguntei a ele o pq da nanotecnologia ser muito menos ou quase nada tóxica e ele me disse o seguinte: “imagine que vc tem um tapete gigante e que tem uma mancha bem pequena no meio dele. Os ARV atuais é como vc pegasse esse tapete e o lavasse inteiro numa máquina de lavar… Ler mais »

Ricardo.
Visitante
Ricardo.

otimo! mto obrigado pela explicação

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Brumo, muito boas as tuas postagens. Semana passada eu perguntei aqui no blog sobre esses medicamentos injetáveis, pois os comprimidos têm me causado sérios problemas no estômago…
E sobre os tratamentos em outros países, também foram ótimas postagens. Eu tenho pesquisado muito sobre isso, mas não havia encontrado o que você encontrou!
Porém, tenho mais facilidade de ir para a Alemanha, e não sei absolutamente NADA a respeito do tratamento por lá.
Se você souber de algo, por favor, me informe, ok?
DANKE!

anjo (terapeuta)
Visitante
anjo (terapeuta)

Mariah estou tao bem sei q nao transmito nada a nao ser amor para ele. Nao tenho medo

Mariah
Visitante

Que bom anjo. Só perguntei porque também tenho um relacionamento soro discordante e por diversas vezes meu namorado quis ter relações sem preservativo, mas eu tive medo de dar algo errado e transmitir pra ele. Se isso acontessece eu não me perdoria, pois me lembro até hoje quando recebi meu diagnóstico, foi horrível, doeu muito em mim. Não desejo isso pra ninguém, muito menos pra quem amo…
Fique na paz anjo!

Nah
Visitante
Nah

Oi Mariah! Tudo bem?
Estou tentando criar contatos com pessoas aqui do blog, pois vivo um relacionamento sorodiscordante também. Meu marido é soropositivo e eu não. Poderíamos conversar? Ficaria feliz em ter alguém pra dividir alegrias! Aguardo! Um beijo!

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Mariah e Nah, eu posso estar enganado e se estiver por favor outras pessoas me ajudem a entender. Mesmo vc estando indetectavel vc pode, eventualmente e/ou temporariamente, ter uma pequena oscilaçao em sua CV e passar a ter o HIV detectado em seus exames. Algo que logo é normalizado. O que ainda assim nao sei se seria o suficiente para transmitir ao parceiro. Se supormos que não, tudo esta ok! Porém se supormos que sim e que poderiamos desta maneira transmitir, seria importante o seu parceiro tomar o TRUVADA e vc ainda assim saber a genotipagem do seu virus, onde… Ler mais »

Perla
Visitante
Perla

Olá Nah,eu também tenho um relacionamento sorodiscordante, meu esposo esposo é positivo,estou gravida,ele só me falou a verdade no dia q descobri q estava grávida, tínhamos relações sem camisinha,qndo ele me falou fiquei desesperada,fiz o teste rápido no dia seguinte e deu negativo,já repeti o exame umas 4 vezes e continuo negativa,decidi ficar com ele e vencer o meu preconceito ,também gostaria de conversar com pessoas q tem relacionamento sorodiscordante.

Nah
Visitante
Nah

Perla, me manda um e-mail nah.carvalho2016@gmail.com pra conversarmos.

Maria Anna
Visitante
Maria Anna

Te mandei um email nah rs

Peaga
Visitante
Peaga

Paulo Roberto vc tem certeza dessa informação sobre o tratamento nos EUA, Ser de 2 mil dólares?, pois já me falaram que custa cerca de 180 dolares, agora fiquei em dúvida . Vou morar lá mês que vem e vc me deixou muito preocupado se alguém mais puder ajudar com informações agradeço !!!

Brumo
Visitante
Brumo

Oi, Peaga

Tenho amigos em New York (EUA) e em Toronto (Canadá). Ambos pagam um valor irrisório pelo tratamento, porém eles são legalizados lá. Boa viagem. Abraços.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Procure saber se seus amigos pagam algum plano de saúde, pois, pelas informações que eu tenho, só com um plano de saúde co-participativo, coisa comum na Europa e nos EUA, eles têm acesso aos medicamentos por um preço bem abaixo do normal.
Vi em um blog que o preço do tratamento nos EUA é cerca de dois mil dólares.

Brumo
Visitante
Brumo

Nos EUA depende muito de onde a pessoa vai morar. Cada distrito é uma legislação diferente. Seria interessante pesquisar como funciona na localidade em q se vai residir.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Peaga, retirei essa informação de um blog na internet.
Vou procurar o link e repassar para você.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto
Brumo
Visitante
Brumo

Vc pode buscar ajuda de ONGs lá para receber o medicamento a preço acessível.

Alex
Visitante
Alex

Boa noite pessoal.
Sou portador do virus hiv a 2 anos e meio.
Logo que descobri iniciei o tratamento e estou com cd4 normal e carga viral indetectável.
A unica pessoa que contei foi meu irmao.
Vivo totalmente normal, tomo 1cp por dia e meus exames estao perfeitos.
Planejo sair do Brasil.
Alguem sabe dicas de como funciona o tratamento na Europa?
Obrigado

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Oi, Alex.
Depende do país da Europa. Na França, por exemplo, o tratamento é pago. E caro. Mas possuem medicamentos de última geração.
Já em Portugal, o tratamento é gratuito, mesmo para estrangeiros que residem lá, e os medicamentos são exatamente os mesmos adotados em países como EUA e Japão, onde o tratamento também é pago e caro – cerca de DOIS MIL DÓLARES por mês.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto
Brumo
Visitante
Brumo

Irlanda, Portugal, Espanha e Inglaterra o tratamento é gratuito.

Yogui_SP
Membro
Yogui_SP

V, Concordo com tudo o que você escreveu, estou a um ano do meu diagnóstico e devo dizer que o sofrimento por minha nova condição (todos os dias) é a única coisa na minha vida que tem sido nociva a minha saúde. Eu estou com um vírus totalmente controlado, o medicamento é super tranquilo para mim, meus exames estão melhores a cada dia… adivinha o que tem sido mais difícil de controlar? Minha mente! Por isso sempre digo aqui e volto a repetir. TERAPIA! Pessoal, tem me ajudado demais e sabe, é difícil pagar (acho caro pra caramba) mas vale… Ler mais »

Homem23:55
Visitante
Homem23:55

Desde que leio o blog, nao lembro de pessoas falando com sentimento.
Deve ter sido a carta, que aproximou os afins.

Vamos aparecer mais por aqui pessoal!!!

abracos e boa semana!

Peaga
Visitante
Peaga

Valeu Brumo obrigado por me acalmar 👍🏻😉

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Sobre o tratamento para HIV para estrangeiros residentes no Brasil, que deixam suas pátrias porque o tratamento é caro:
http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/sp-tratamento-gratis-e-tolerancia-atraem-estrangeiros-com-hiv,afcbdc840f0da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

LUTANDO SEMPRE
Visitante
LUTANDO SEMPRE

Para quem pretende fazer tratamento fora do país nos Estados Unidos e Europa possui ONGS que ajudam essas pessoas e fazem tratamento de Graça. Uma delas é a http://www.centrohumanitario.org/.

Brumo
Visitante
Brumo

Exatamente!

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

POW, dessa eu não sabia… E olha que tenho pesquisado bastante a respeito disso!!
Obrigado, Lutando sempre!!!
Já é outra opção para mim…

Japa_junior
Visitante
Japa_junior

Caros, tenho uma relato um pouco longo sobre o Japão, caso possa ser de interesse de alguém. É uma pena que essa notícia acima retrate o tratamento no Japão de maneira tão negativa sendo tão somente baseada no relato de um brasileiro que nem mesmo se tratou lá. Na minha opinião, apenas faz um “desserviço” para quem de fato busca informação. Eu mesmo me tratei lá. O serviço não é gratuito como no Brasil, mas está disponível para todos. Você somente precisa ter o “seguro nacional de saúde”, que é obrigatório para todos os cidadãos (japoneses ou estrangeiros) e pode… Ler mais »

Brumo
Visitante
Brumo

Valeu Japa_junior !!

Doug
Visitante

Japa, muito bom ouvir falar disso.

Você sabe como é o tratamento para estudantes que vão ficar 1 ano na Austrália?
Por mais que não estamos falando do Japão, talvez pela proximidade você saiba informar.

Abraços.

Japa_junior
Visitante
Japa_junior

Poxa, Doug, realmente não sei opinar.
Não se serve para o seu caso, mas a minha médica me disse que alguém pode retirar os medicamentos aqui por você e enviá-los por Sedex. Ela conhece casos de pessoas que ficaram 6 meses, 1 ano no exterior fazendo isso.

Doug
Visitante

Então, na verdade, um familiar enviará a medicação pra mim lá. Minha única dúvida é: temos que fazer controle por meio de exames de sangue pelo menos a cada 6 meses. Será que, mesmo com um seguro saúde internacional da Austrália, conseguirei uma guia de exames, para fazer nos laboratórios particulares deles e enviar para minha médica no Brasil?

Alex
Visitante
Alex

Amigo, desculpe a pergunta. Mas sera que nao barram os medicamentos na entrada do pais? Tempo q demora para chegar etc. Tem que analisar tudo isso ne. Comprar o remedio la tem como?

Japa_junior
Visitante
Japa_junior

Boa pergunta, essa questão do exame não sei como ficou nos casos que a minha médica mencionou. Mas tendo remédio por pelo menos 6 meses, você vai ter tempo de fazer os exames como você disse ou começar um outro esquema por lá mesmo né. Acho que também depende de cada médico. Quando me mudei do Japão para cá, por exemplo, a minha médica considerou todos os exames que eu havia feito no Japão e não me pediu para refazer nenhum, era como se eu tivesse feito todos eles aqui mesmo. Acho que o seu médico poderá continuar te receitando… Ler mais »

Paulo Almeida
Visitante
Paulo Almeida

Será que é possível conseguir o visto de trabalho sendo soropositivo?
Gostaria muito de conseguir ir viver no Japão.

Um grande abraço!!!

Rick
Visitante
Rick

Gente alguém que pratica atividade física toma algum suplemento para evitar a perda de massa magra (além do whey protein)? Eu na verdade acho que por conta dos medicamentos tenho uma certa dificuldade em ganhar massa magra.. Tomo Tenofovir + lamivudina, ritonavir e atazanavir…

Alex
Visitante
Alex

Pesquise sobre o medicamento Cobavital. Vai gostar dos resultados.

JV
Visitante
JV

Fala rapaz! Eu pratico musculação, natação e pedalo! Tomo whey, malto, esses pré-treinos punks, glutamina, e alimentação top. Meu médico disse que cuidar apenas com creatina. Bebo muuuuuuita água durante o dia. Urina sai cristalina! Fui ao endócrino, expliquei minha situação, e ele me pediu uns exames. Ele uma vez me passou oxandrolona (quando eu era soronegativo) e ganhei massa legal. Já tomei vários esteróides por conta própria e de “amigos” de academia. Mas agora sei que tenho que ter mais cuidado. Volto em breve ao endócrino para saber o que ele pode me receitar. Gostaria muito de fazer uma… Ler mais »

Daniel
Visitante
Daniel

vamos trocar emails JV ?

vc eh de onde?

daniellemos07@hotmail.com

dere
Visitante
dere

Boa noite galera, hoje peguei meus exames no laboratório, tenho 1 ano que descobri o HIV, 10 meses indetectável muito feliz com isso e meu CD4 952 mais feliz ainda, sou atleta crossfit segunda lugar na competição individual e 4 por equipe… depois dessa doença aprendi muita coisa, problemas todos nós temos,dificuldades também o jeito é pegar sempre o lado de aprendizado e crescer.. hoje vivo melhor que antes, saúde “perfeita” só fico mal quando vou fazer exames de sangue que ai eu lembro da doença no mais esqueço que ela existe… agora é lutar contra o preconceito que eu… Ler mais »

Alex
Visitante
Alex

Tenho a mesma sensação. Antes sedentário e se alimentando mal. Hj em dia alimentação perfeita, exercícios em dia. Só me lembro da doenca ao ir ao medico a cada 6 meses para os exames e consulta de rotina. Cd4 alto e indetectavel tb.

JV
Visitante
JV

Beleza, cara? Como é atleta também, pode compartilhar conosco a suplementação? Como falei aí em cima, estou indo ao endócrino e pretendo ir a um ortomolecular. Me interesso muito por esse assunto. Acho que hoje tenho mais vontade ainda de me sentir mais forte, mais viril, mais bonito e sadio. É uma forma de diminuirmos estigmas e aumentarmos a auto-estima. Quero ouvir assim das pessoas: “Nossa, é verdade mesmo que você tem hiv? Tão forte assim?” Rs

Daniel
Visitante
Daniel

gente, vamos fazer um grupo sobre suplementação?

daniellemos07@hotmail.com

JV
Visitante
JV

Oi, Daniel! Te enviei um e-mail. Grande abraço!

Paulo Almeida
Visitante
Paulo Almeida

Boa Tarde! Sou soropositivo a 5 anos, tenho carga viral indetectável e meu CD4 sempre em torno de 500. Mas sinto inveja de vocês que conseguem esquecer que carregam essa doença. Todos os dias quando tenho que tomar os remédios sinto uma tristeza, mas tenho seguido a vida. Trabalho, já fiz academia, mas ando meio sedentário. Impressionantemente tenho o mesmo peso e corpo de sempre (1,59m, 50 kg e nenhum sinal de lipodistrofia mesmo tomando remédios a anos), e mesmo triste sempre estou transmitindo alegria a todos. Só gostaria de poder esquecer que carrego esta moléstia. Um grande abraço a… Ler mais »

Allaann
Visitante
Allaann

Oi pessoal!! Tenho o hábito de buscar este blog todas as vezes que me sinto triste apenas para ler o que os companheiros escrevem sobre suas vidas, seus dilemas pessoais e sentimentais e suas experiências. Me sinto melhor ao ver que sou só mais um com HIV, tomando um remédio diariamente (uso o 3×1) e cheio de “minhocas” na cabeça. Quando termino sempre vou pra cama mais calmo, me sentindo mais forte e assim vou vivendo dia após dia. Hoje resolvi escrever aqui (pela primeira vez) porque eu chorei, chorei muito, chorei feito criança por uns 30 minutos seguidos após… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Cara, todos nós já passamos por isso. Ainda bem que sua ficha caiu. Não é uma sentença de morte, como era há alguns anos atrás. Temos medicamentos hoje em dia, e se nos cuidarmos direitinho, nada de ruim irá nos acontecer.
Sejamos agradecidos por termos o tratamento adequado, coisa que muita gente não teve.
Que bom que você aceitou a realidade e a encarou como uma forma de CRESCIMENTO espiritual.
É isso que faz a diferença.

Allaann
Visitante
Allaann

Vlw Paulo!! Obg pelas palavras, vida que segue irmão…

anjo (terapeuta)
Visitante
anjo (terapeuta)

Amei seu comentario

Allaann
Visitante
Allaann

Obg anjo! Deus te guie na sua jornada.

Abraços!

JV
Visitante
JV

Que bacana, cara! A doutrina espírita ajuda muito a compreender as coisas. Sou Umbandista, e como a Umbanda não tem um livro, um código, nós estudamos muito Kardec. Eu quando descobri sofri muito, claro, mas não me revoltei em momento algum, não perguntei “porquê eu?”, e em hipótese alguma pensei em dar fim à vida, afinal sabemos bem o que ocorre com esses espíritos, né? Grande abraço.

Allaann
Visitante
Allaann

Verdade JV!!
Sei bem o que acontece com os espíritos que cometeram suicídio na vida terrena. Fique tranquilo que não penso mais nisso, foi só um momento de desespero, mas já passou.
É vivendo que se aprende a viver irmão, não exitem atalhos. Abraços e obrigado pelas palavras!

Maria Anna
Visitante
Maria Anna

Allaann… eu ainda não iniciei os remédios, mas estou fazendo os exames e a médica que está me assistindo diz que esses primeiros exames usaremos como marco zero… Eu não consigo saber o que é pior: descobrir num exame de rotina ou numa situação de emergência (que foi o meu caso), mas independente da forma, tenho certeza que o mundo cai e fica quicando no fundo do poço. Eu tinha decidido não contar pra família e amigos próximos até chegar nesse tal de indetectável (que eu fico nessa sensação de dúvida), mas estava sendo chantageada e manipulada pela condição de… Ler mais »

Allaann
Visitante
Allaann

Querida Maria Anna.

Esses exames são importantes para o acompanhamento dos seus marcadores sanguíneos e carga viral a partir de agora, depois deles vc começa o tratamento e é só ficar tranquila que vai dar tudo certo, assim como eu consegui chegar ao indetectável todos aqui conseguirão, é só uma questão de tempo e disciplina.
Sei que é difícil pensar em uma vida amorosa pós diagnóstico de HIV mas a vida não acabou e, como dizia minha avó, muita água ainda passará debaixo dessa ponte.
Anotado seu e-mail. Gde abraço!

SSM
Visitante
SSM

boa noite! Para além de ter adorado o teu comentário, agradeço por teres partilhado connosco a tua experiência de vida. Continua assim, forte!!! Eu também quero partilhar convosco a minha situação: no final de 2014, logo depois de ter feito 33 anos, descobri que era seropositiva nos exames pré-concepcionais…escusado será dizer que o meu mundo caiu. Apesar de já ser mãe de um lindo menino de outra relação, não estáva à espera desse resultado uma vez que o meu companheiro não tinha e não tem, gr a Deus. Depois das primeiras análises com carga viral baixa e contagem de CD4… Ler mais »

Allaann
Visitante
Allaann

Querida SSM..

Fico realmente feliz em vc conseguir a CV indetectável para ter o seu bebê tranquila, essa criança já vai nascer com um belo exemplo de mamãe guerreira para ser seguido. Manda notícias do baby pra gente, viu!?

Abraços!

Samir
Visitante
Samir

Pessoal, boa noite! Escrevo por que ainda estou perdido. Fui diagnosticado com HIV na última sexta-feira. Desde então, tenho estado extremamente confuso sobre “o que acontece”. Fui pego de surpresa, numa bateria de exames de rotina. Estimo que tenho o vírus há pelo menos 2 anos e nesse tempo, nunca tive problema algum. Não estou desesperado, estou confuso, preocupado, cheio de questionamentos e medos. Quero e preciso de alguém para conversar que entenda o que eu estou passando e que possa me ajudar a enfrentar esse momento. Desde sexta-feira eu venho lendo esse e outros blogs na internet, só que… Ler mais »

Pedro
Visitante
Pedro

Reduza em 80% as suas preocupações e busque um terapeuta. A terapia ajuda. Se não tiver grana, escreve o que quiser aqui. Alguém vai ler. Leia os desabafos dos outros. Você vai sobreviver! O vírus não mata. Leia o blog. Apenas o Jovem Soropositivo já é suficiente para lhe dar muita informação e ajudá-lo a encarar com tranquilidade o que está por vir. Acredite, não será o HIV que mudará a sua rotina para pior.

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Samir, se quiser, pode escrever para mim:
pb-almeida2010@bol.com.br
Não existe esse negócio de não ter paciência com “novatos”… Somos, todos nós, simplesmente soropositivos, não importando o tempo em que fomos contaminados.
Sinta-se à vontade para me escrever, se desejar.

Antonio
Visitante
Antonio

Fico calmo, se quiser escrever meu e-mail é antonio.almeica@gmail.com

zed
Visitante
zed

Olá, Samir, mês que vem vai fazer um ano que comecei a tomar o 3×1. Estou indetectável. As vezes até esqueço que tenho o vírus, lembro mais na hora do remédio e nos fds. Durante a semana trabalho, me ocupo, vou à academia e procuro não pensar. Brinco com as pessoas, tenho um humor ótimo, mas ninguém sabe o que se passa comigo, não falei com ninguém, nem vou falar. As pessoas tem muito pouca informação e essa falta de informação gera preconceitos. Passei a ir mais ao cinema e fazer coisas que eu gosto. Espero que tenhamos a cura,… Ler mais »

Pedro Dias
Visitante
Pedro Dias

Olá Samir, Não sou nenhum profissional da área médica para te dar os melhores conselhos, mas de antemão já posso lhe adiantar que sua vida seguirá normal após passar essa fase de luto, exames, consultas e todos os questionamentos que todos nós aqui um dia já tivemos. O caminho agora é saber ao certo como anda sua Carga Viral, sua imunidade (contagem de CD4) e ai então começar em seguida o tratamento. Com o tempo vai perceber que não é nenhum bicho de sete cabeças e que existe muita vida pós disgnóstico positivo. O tratamento lhe permite ter uma vida… Ler mais »

Pedro
Visitante
Pedro

Caro Jovem, Não acompanho assiduamente o blog, a despeito do grande serviço de utilidade pública prestado por você. Você ajuda milhares de pessoas com as informações que compartilha. Não há prêmio ou reconhecimento público a altura da sua “doação ao blog”. Salve, você! Infelizmente, o blog não existia quando descobri que estava infectado (início de 2012) e quando iniciei o tratamento (no dia da abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, 2012). Teria sido mais fácil, mais tranquilo. Sempre penso no que o motiva a se dedicar tanto. O altruísmo ou o medo da morte? A fé na cura? A vontade… Ler mais »

Ruan
Visitante
Ruan

Parabéns pela carta, muito esclarecedora e concisa, gostei demais, eu tinha essa preocupação em infectar alguém, ou um parceiro sorodiscordante.No entanto, dia 05/03 fez um ano que fui diagnosticado, e me poucos meses após o diagnostico comecei a tomar o 3em1, e logo já estava indetectável. Hoje lembro de como fiquei quando descobrir, fiquei pasmo, louco, anestesiado, sei lá, fique confuso, mas repito, aqui no blog foi onde encontrei várias respostas e hoje estou bem, vivo feliz, estou namorando, estou feliz, meu parceiro não sabe de nada, mas sempre procuro tomar o cuidado com o preservativo e tal e sempre… Ler mais »

Bruno Vida
Visitante
Bruno Vida

Dia 24 de novembro de 2015 descobri ser soropositivo através de uma ex namorada que me mandou uma mensagem pra eu ir fazer o teste pois ela acabara de receber o diagnostico. Apreensivo fiz o teste rapido no dia seguinte a partir deste momento meu mundo caiu. Pensamentos de “minha vida acabou” cercaram minha cabeça mas tentei não perder a fé. Na época estava em um relacionamento com uma pessoa e deveria contar então notícia mais devastadora da minha vida. Foi uma semana de aflição, medo, pesadelos e enfim após demorar cerca de 1 hora “enrolando” consegui falar. Nessa altura… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Bruno Vida,
Meu amigo, você não está sozinho.
Isso há de passar. As pesquisas estão muito avançadas em direção à cura.
Vamos conseguir. Eu também choro, às vezes… é normal. Afinal, não somos máquinas, certo?
Mas tenha em mente que isso vai ter solução… Vamos nos unir em oração, pedindo a Deus que ilumine os cientistas e que rompa as barreiras que impedem a cura.
Se quiser, escrevam-me: pb-almeida2010@bol.com.br
É importante ter apoio nessa hora.
Vamos nos apoiar.
Abraços
Paulo

Paulo Almeida
Visitante
Paulo Almeida

Bom Dia pessoal!!! Desde que conheci este blog minha autoestima aumentou consideravelmente, principalmente porque hoje faço parte de um dos vários grupos que se formaram a partir do Blog. Porém com isso ás vezes vem surpresas um tanto “ruins”. Um rapaz daqui entrou em contato comigo a partir do meu nick que deixei para que me adicionassem á um dos grupos no KIK, e de início me pareceu ser uma boa pessoa. Parecia estar muito deprimido, e logo de imediato conversei com ele, dei apoio, quis ser uma espécie de amigo a distância. Conversa vai, conversa vem, resolvemos marcar de… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Oh, Xará… Eu já nem tenho mais redes sociais por causa disso. Moro no interior e o preconceito aqui é imenso!!! Ninguém sabe da minha sorologia, faço tratamento em outra cidade e não procuro me relacionar com ninguém, exatamente por estar decepcionado com o ser dito humano. Mas isso não é motivo para desistir da vida, correto? Eu não desisti de viver. Só NÃO PROCURO relacionamentos – acho que essas coisas, se tiverem que acontecer, acontecem sem que ninguém procure, muito menos forçando a barra. Ninguém é obrigado a ser fiel a ninguém, mas, se ocorresse de eu encontrar alguém,… Ler mais »