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Novo antiviral tem sucesso em monoterapia


abivax

A Abivax, uma empresa emergente líder em desenvolvimento e comercialização de medicamentos antivirais e vacinas terapêuticas para doenças como HIV/aids e hepatite B crônica, apresentou os dados de seu estudo de Fase IIa sobre o agente ABX464, demonstrando sua segurança e potente capacidade de redução viral do HIV pacientes soropositivos virgens de tratamento. Os dados foram apresentados pelo Dr. Jean-Marc Steens, diretor médico da Abivax, resumindo as conclusões publicadas em um relatório intitulado “os primeiros indícios de atividade antiviral e segurança do ABX464 no tratamento de HIV em pacientes virgens de tratamento”, durante a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2016), em Boston, nos Estados Unidos.

O ABX464 é uma terapia oral que bloqueia a replicação do HIV através de um mecanismo inteiramente novo, através da modulação da biogênese do RNA viral e que tem como alvo a proteína Rev. A Abivax acredita que o ABX464 poderia resolver a urgente necessidade de controle a longo prazo do HIV após a interrupção do tratamento. “Os resultados positivos deste primeiro estudo de Fase IIa demonstram boa segurança e um perfil de tolerabilidade do ABX464, bem como uma redução da carga viral de acordo com a dose”, disse o Dr. Robert L. Murphy, professor e diretor do Instituto de Saúde Pública e Medicina da Northwestern School of Medicine, de Chicago, nos Estados Unidos.

Detalhes do estudo:

O objetivo do estudo apresentado na CROI foi avaliar a segurança do ABX464 em doses ascendentes versus placebo, em pacientes virgens de tratamento infectados pelo HIV, em Maurício e na Tailândia. Os pacientes foram randomizados em 5 grupos de 8 pacientes: 6 receberam 14 ou 21 dias de ABX464, e 2 receberam placebo. Os grupos receberam 25, 50, 75, 100 e 150mg sucessivamente. As coortes de 25, 50 e 100mg tomaram o medicamento durante 21 dias e logo após o jejum; as coortes de 75 e 150mg tomaram o medicamento por 14 dias juntamente com alimentos.

Foi observada uma redução de mais de o,5log da carga viral (>68%) em 1/6 dos pacientes na coorte de 75 mg, em 2/6 dos pacientes da coorte de 100mg e em 4/6 dos pacientes da coorte de 150mg. Não houve mudanças significativa na carga viral dos 6 pacientes tratados com placebo. Os únicos eventos adversos observados foram náuseas, vômitos e dor de cabeça. Todos os eventos adversos foram de grau 1 ou 2 e todos os pacientes completaram pelo menos 14 dias de tratamento. Os eventos adversos ocorreram dentro das primeiras 24 horas após a administração do medicamento e diminuíram em seguida. Nenhum caso foi maior do que grau 2.

A monoterapia de ABX464 demonstrou atividade antiviral nos pacientes na dose de 150mg, com 4 dos 6 pacientes atingindo 0,5 log10 no 14º dia de tratamento. A análise preliminar não diferenciou respondedores versus não-respondedores. “Estes dados são muito encorajadores, e obrigam-nos a iniciar um segundo estudo de Fase IIa”, disse o Dr. Hartmut Ehrlich, professor e CEO da Abivax.

“Um dos objetivos principais de um segundo estudo de Fase IIa será avaliar o efeito duradouro do ABX464 no controle da replicação viral após a interrupção do tratamento. Além disso, o foco específico será sobre os reservatórios de HIV, que são a origem de toda a persistência viral”, disse o Dr. Steens. “O segundo estudo de Fase IIa com o ABX464 será realizado em combinação com pacientes em tratamento antirretroviral. Os detalhes do novo estudo, que será realizado na Bélgica, França e na Espanha, serão comunicados nas próximas semanas.”

O relatório “Primeiros indícios de atividade antiviral e segurança do ABX464 no tratamento de pacientes soropositivos virgens de tratamento” estará disponível no site da CROI.

Sobre o ABX464:

O ABX464 é o primeiro medicamento antiviral de uma nova classe para o tratamento de pacientes com infecção pelo HIV. É administrado por via oral, e composto por uma pequena molécula que bloqueia a replicação do HIV através de um mecanismo inteiramente novo: a inibição da atividade da proteína Rev. Dados pré-clínicos de ratos humanizados demonstraram que o ABX464 em monoterapia teve um efeito antiviral sustentado, mesmo após a interrupção do tratamento (Campos et al, 2015 Retrovirology 12:30). Foi observado aumento de três vezes na exposição ao fármaco original, quando administrado com alimentos antes de sua ingestão.

Sobre a Abivax:

A Abivax é líder global emergente na descoberta, desenvolvimento e comercialização de agentes terapêuticos antivirais e vacinas para tratar algumas das doenças infecciosas que oferecem risco de vida, incluindo o HIV/aids e hepatite B crônica. A Abivax tem dois compostos em estágio de pesquisa clínica: o ABX464, primeiro a usar uma pequena molécula oral contra o HIV/aids, e o ABX203, uma vacina terapêutica que pode vir a curar a hepatite B crônica. A Abivax também está desenvolvendo outros compostos antivirais e vacinas terapêuticas, que podem entrar em fase de estudo clínico nos próximos 18 meses.

Por Abivax em 25 de fevereiro de 2016

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75 comentários

  1. Ariel Lima diz

    Ainda acho esses 4/6 longe do ideal, mas foi um estudo bastante curto. Quem sabe na fase 3 eles demonstrem maior percentual de resposta, com mais tempo. Será ótimo ter mais uma arma no arsenal, ainda mais sendo monoterapia e tendo mecanismo de ação inovador!

  2. Rafael diz

    Amigos de São Paulo preciso de ajuda!

    Ainda não estou em tratamento e me mudei ontem pra São Paulo, onde buscar tratamento? Como funciona a distribuição de medicação aqui? Existe algum cta que tenha uma frequência menor de pessoas?

    Obrigado.

    • MB+ diz

      Rafael,

      Primeiramente é necessário saber onde você ira residir em São Paulo para poder lhe indicar um CTA ou SAE .
      a distribuição dos medicamentos são realizadas muitas vezes no próprio local onde você ira realizar o acompanhamento pois 99% dos locais são composto por centro clinico , coletamento e farmácia.
      quanto ao numero de pessoas atendidas (freqüência) fica tranquilo pois diferente de outras especialidades atendidas pelo SUS nossa rotina não é superpopulosa e a agenda é bem distribuída com dia e horário bem definido dando maior conforto e o maximo de privacidade a todos.

      • Rafael diz

        Muito obrigado!! Estou morando no alto do Ipiranga, sabe me dizer o mais próximo?

        • MB+ diz

          Rafael,

          No ipiranga tem esse e é muito bom.
          CTA/SAE DST/AIDS DR.JOSE FRANCISCO DE ARAÚJO
          (IPIRANGA)
          Coordenador: Celso Galhardo Monteiro
          Endereço: R. Gonçalves Ledo, 606 – Ipiranga SP CEP:
          04216-030
          Tel: (11) 2273-5073 Fax: (11) 2063-2350 Público:
          (11) 6168-0638
          e-mail: saedstaidsipi@saude.prefeitura.sp.gov.br
          Horáriode funcionamento: Seg à Sex das 07:00 às 19:00

        • Gabriel diz

          Rafael eu vou comecar meu tratamento amanha. Moro perto de você, e vou me tratar na Rua Ceci. Se tiver o app KIK me adicione. Ótimo domingo.
          gabrielmais

  3. André - pe diz

    Tenho um amigo q mora na europa e ele me disse uma vez q lá eles tem 5 combinacoes de remedios q sao disponibilizado em comprimido unico. E isso já a uns 2 anos. E aqui no Brasil…

  4. cariocarj diz

    JS Boa tarde, você poderia informar os medicamentos que você faz uso na sua terapia ?

      • Ser Positivo diz

        Caro JS,
        Obrigado pelo seu blog. Grande apoio e informativo.
        Qual a sua opinião sobre o Efavirenz? Ando muito confuso sobre os seus efeitos colaterais no sistema psicológico? Às vezes acho que o remédio me deixa ansioso. Meu infecto, Dr. Cesar Barros, afirma ser psicossomático. Como tem sido para você?
        Grato

  5. Brumo diz

    Se não me engano o nosso 3×1 chegou ao país com atraso de quase 10 anos, contendo o efavirenze (medicamento já descartado em terapias nos EUA e Europa). Até quando o dolutegravir no Brasil vai ser medicamento de 3 linha, sendo que nos EUA, Canadá e Europa ele é ofertado como medicamento de 1 linha de opção? Acho que pela quantidade de impostos que pagamos é o mínimo que merecemos.

      • FG-PR diz

        Homen 25:35 aqui mesmo tem um post sobre o não uso do Efavirenz nos EUA e Europa. O motivo do Brasil ser referencia é pela assistência dada ao soropositivo e a distribuição gratuita e universal dos medicamentos.
        Porém quando se fala em medicamentos mais modernos e menos agressivos estamos a anos luz da Europa e EUA. O único motivo dos médicos indicarem o Efavirenz é o preço.

        • Paulo Roberto diz

          Mas na Europa também a assistência é gratuita e universal, inclusive para estrangeiros residentes lá.
          Sei disso porque tenho um amigo soropositivo que mora em Portugal e outro que mora na França, e eles me disseram que caso eu me mude para lá, terei a assistência gratuita – e medicamentos de última geração.
          O Brasil é referência porque o modelo de tratamento adotado aqui, desde que José Serra era o Ministro da Saúde, foi copiado pelo mundo inteiro.
          Antes disso, só ricos tinham acesso ao tratamento, que era feito quase que unicamente com o AZT.

      • Brumo diz

        O nosso 3×1 (lami+teno+efav) já existia nos EUA desde 2006, e na Europa desde 2007. No Brasil começou a ser disponibilizado em meados de 2015.

        O dolutegravir foi incorporado ao sus no final do ano passado como medicamento de 3 linha (resgate), enquanto nos EUA e Europa ele é utilizado a anos como medicamento de 1 linha, devido aos pouquíssimos colaterais e por ser considerado um potente arv. Esse medicamento quase nem foi incorporado no Brasil. Teve que ir para consulta pública, e será disponibilizado no decorrer do 1 semestre desse ano.

        “O dolutegravir tem vantagens adicionais, como barreira genética muito alta – ou seja, para que o vírus do HIV torne-se resistente à droga, é necessária uma série de mutações genéticas, o que é uma situação rara. Desta forma, é garantida maior eficácia”, informa. Ainda de acordo com a especialista, o medicamento tem resultado satisfatório inclusive em pacientes que apresentem vírus resistentes ao raltegravir.

        A primeira posição da CONITEC havia sido por recusar sua incorporação ao SUS. O assunto ficou em consulta pública e a SBI, através de seu Comitê de Retroviroses, produziu um documento que foi enviado à comissão, colaborando de forma decisiva para reverter a posição inicial.”

        E o Brasil quase não autorizou a incorporação no sus. Parece até piada.

        O efavirenz já não é usado mais nos EUA e Europa, tem matéria aqui no blog.

        Deixo o link de um infectologista da Unesp sobre o atraso do 3×1:

        Dolutegravir:

        http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/23763#.VtjgoY-cHcc

        http://www.infectologia.org.br/dolutegravir-e-inserido-ao-sistema-unico-de-saude/

        • E o que é impressionante é o desconhecimento dessa informação por médicos brasileiros não infectologistas… Nós, soropositivos, deveríamos nos manifestar, lutar por mais esse direito… Mas em geral preferimos o anonimato (eu incluso).

          Nos EUA, o dolutegravir é o carro chefe… Adicionam-se lamivudina e tenofovir, ou tenofovir e emtricitabina, etc. O efavirenz é visto como vilão por grande parte dos pacientes em longo uso ou pelos próprios médicos e cientistas na área. Se eu fosse tratar, iria preferir o esquema seguinte:

          DTG + 3TC + TDF

          • Paulo Roberto diz

            Barasa, e para quem já tem insuficiência renal crônica, qual seria o melhor tratamento?

            • Alex diz

              Já inicei o 3×1, a insuficiência renal é um fato que ocorrerá a longo prazo com essa medicação ou mera possibilidade? E o qual tempo em média os danos de insuficiência renal começam a ser causados pelo 3×1?

              Quem já iniciou o 3×1, pode mudar para uma medicação que cause menos danos, como o dolutegravir? Caso sim, aqui no Brasil é fácil conseguir essa mudança?

            • Depende… Se o paciente já realiza hemodiálise, qualquer medicação pode entrar. Se não, a ideia é não usar o tenofovir. Muitas vezes, apela-se para o lopinavir com ritonavir, que é o kaletra.

          • FG-PR diz

            Justamente isso Barasa, os médicos só vão empurrando guela a baixo esse esquema do 3X1 sem nem mesmo avaliar se é a melhor opção. Eu tive sorte de encontrar um infecto que sentou comigo e decidimos juntos qual era o melhor esquema, pena que naquela época não tinha o DTG+3TC+TDF, então acabei ficando com ATV+RTV+3TC+TDF, graças a Deus tudo vem dando certo.

            • D_Pr diz

              Olá FG-PR

              Não estou acompanhando como está o tratamento liberado de primeira linha, entretanto, só ouvimos falar que é a “recomendação” o esquema 3×1…

              Poderíamos escolher entrar com um regime contendo “dolutegravir” de imediato ou você faria essa compra de fora? Tão pouco sei se foi implantado no SUS…

              • FG-PR diz

                D_PR quando eu iniciei o tratamento eu optei pelo meu esquema que era de segunda linha, naquela época não tinha conhecimento sobre o dolutegravir nem sobre o Raltegravir. Na cidade onde moro o que é receitado é entregue pela farmácia sem problemas, tanto que tem pessoas que começaram com o Raltegravir de imediato e não tiveram problemas para retirá-lo, não sei como funcionará com o Dolutegravir. Mas meu infecto foi bem aberto e meu explicou os pós e contras de cada combinação e chegamos à conclusão que a atual combinação seria a melhor pra mim naquela época, hoje não penso em trocar porque essa combinação não é tão agressiva e ainda tenho a vantagem de tomá-la apenas um vez ao dia pela manhã. O esquema com Raltegavir é um pouco complicado por ser necessário tomar duas vezes ao dia.

          • Erick-BH diz

            Eu estou ficando com medo lendo estas mensagens. Faz pouco mais de 30 dias que iniciei meu primeiro tratamento, com o 3em1 dado no Brasil, achando que era um luxo tratar com um unico comprimido gratuito devido a minha ignorancia do assunto. E agora vejo falar que EUA e Europa ja estao em outra fase de primeira linha. Ai Deus como minha cabeca esta confusa.

            • É o que temos, Erick! Usa o 3 em 1 com confiança, que ele salva a sua vida e é uma excelente opção. O JS usa o 3 em 1 e vive normalmente, muito bem por sinal.
              Abraço

            • Ignorância nenhuma, Erick… TDF é o tenofovir e 3TC é a lamivudina. São as abreviações dos nomes das medicações.

  6. Pablo diz

    Amigos, comecei meu tratamento em 10 de dezembro 2015. Na época minha CV era 58.000 e meu CD4 90. Bem baixo ne? Pois é. Após um mês, retornei ao infectologista com raio x tudo normal, hemograma tudo bom. Toxoplasmose e citomegalovírus não reagentes. Fígado e rins, ok . Agora, dia 10 de março refaço o exame CD 4 e carga viral novamente. Confesso que to ansioso. Não descuidei nenhum dia. Minha alimentação, como antes, tem sido impecável. Espero que os exames deem tudo bem. Obrigado!!

    • Hiago diz

      Pablo, comecei meu tratamento no mesmo dia que você, dia 10 dezembro, inicialmente minha c.v 52.000 e Cd4 861.
      Fiz meus exames ontem, só esperando sair o resultado ancioso. Se deus quiser vai dar tudo certo para nós.

    • Matheus diz

      Vai dar tudo certo Pablo…só seguir seu tratamento a risca e ter hábitos saudáveis…mantenha-nos informados

  7. Ricardo. diz

    eu preciso da cura logo.
    a ideia de suicidio é cada vez mais concreta pra mim.
    eu preciso tirar esse virus do meu corpo

    • Ricardo, não é fácil mesmo. Depois de algum tempo me habituei, quase nunca lembro que sou soropositivo e a sigla HIV não me amedronta mais.

      Espero que as coisas se acalmem logo para você.

      Abraços

    • Ricardo…

      Entendo o que você está sentindo porque já passei por isso. Você já está em tratamento?

      Lembre que essa angústia que você está sentindo não será apagada se você se suicidar, ela será “transferida” imediatamente às pessoas que se importam com você. Talvez seja um pouco egoísta, não acha?

      Que tal tentarmos resolver nossos problemas e angústias aqui?

      Se quiser, pode me escrever:
      barasasituma@hotmail.com

    • Gil diz

      Ricardo,
      Não faça nada contra você mesmo. Vamos superar a angústia, a agonia, a ansiedade, o sofrimento. Mas é necessário planos… é necessário viver sem o peso do vírus, porque a cada dia você pode mantê-lo sob controle. Ele não te importunará, se tomares o remédio. Há alternativas para termos uma vida feliz. Vale a pena viver, sentir felicidade, sentir alegria.
      Se quiser conversar, pois isso me ajuda muito, também, pode escrever: psicoglmr@gmail.com

    • Paulo Roberto diz

      Ricardo, eu já passei por isso. Aliás, cheguei a jogar meu carro contra um caminhão, mas na última hora, me arrependi. Não por mim, mas pela confusão que iria ser na vida do caminhoneiro.
      Hoje eu me arrependo de ter tentado me matar.
      Pense bem: quantas pessoas não dariam tudo para estar em nosso lugar?
      Quantos morreram sem opção de tratamento? Gente famosa, com dinheiro, com poder…
      Devemos ainda ser gratos pela VIDA, seja ela do jeito que for.
      Suicidando, você não tirará o vírus do seu corpo. Você vai matar o vírus, mas vai morrer primeiro.
      Pense nisso.
      Se quiser conversar, meu e-mail é:
      pb-almeida2010@bol.com.br

    • FG-PR diz

      Ricardo vou te contar uma coisa, a dois anos eu me descobri soropositivo, se não bastasse isso ainda tinha minha esposa, para a qual é necessário contar, mas isso não era o bastante, tinha um filho de 2 anos, que talvez também poderia ter o vírus devido à amamentação, pois bem, passei por tudo isso e estou aqui hoje muito bem e vivendo tão feliz quanto antes. Felizmente eles não foram contaminados, mas a angústia que passei entre o dia que descobri ser soropositivo até o momento que em a minha esposa fez os exames, aproximadamente 25 dias entre o primeiro teste e a contraprova, foi algo impossível de se descrever, então levante a cabeça e siga em frente, ter o vírus não te faz diferente tampouco vai ter matar, desde que você se trate.
      Consegui dar a volta por cima e hoje continuo com minha família é muito feliz.
      Você também pode, basta apenas querer.
      Torço por ti.

    • heverton leandro schneider diz

      estou em varios grupos no wattz 55999968760 heverton

  8. G. E. diz

    Olá. Parece uma notícia bastante promissora. Fiquei com uma dúvida… Quando o texto fala: “Dados pré-clínicos de ratos humanizados demonstraram que o ABX464 em monoterapia teve um efeito antiviral sustentado, mesmo após a interrupção do tratamento…”. Isso significa que eles obtiveram uma espécie de “cura funcional” para os ratinhos? Ou significa que eles interromperam OUTRO tratamento, em paralelo com a monoterapia? Essa questão, para mim, ficou um pouco ambígua na matéria. Abraço!

  9. stark diz

    sobre especulações e pesquisas da cura.

    Cura egípcia
    Médicos e engenheiros do exército egípcio anunciaram, segundo o jornal O Positivo, que um trabalho de longa data possibilitou a criação de duas máquinas, uma que identifica o vírus do HIV e outra que o elimina do organismo. Além dos equipamentos, novos medicamentos foram criados para auxiliar o processo de cura. Essa declaração foi dada no início de 2015, e a promessa era de que pessoas começariam o tratamento já em julho, este durando cerca de 6 meses. Até agora, não há registros de pessoas curadas do vírus pela técnica.

    Biofármaco Norueguês
    No final do ano passado, uma empresa farmacêutica da Noruega anunciou ter aplicado uma nova técnica em 17 pacientes e que ela teria reduzido consideravelmente a carga viral de pacientes com HIV. Tal técnica, muito parecida com a da notícia recente sobre a pesquisa dinamarquesa, consistia na ingestão de um medicamento chamado romidepsin, que ativaria o vírus e o faria sair da célula. Em seguida, a vacina Vacc-4x seria aplicada para aumentar a atividade imunológica e, assim, destruir os vírus. Ainda assim, nenhum paciente chegou à cura.

    Pesquisa brasileira
    O infectologista Ricardo Diaz, da Universidade Federal de São Paulo, lidera uma pesquisa com o princípio da intensificação dos antirretrovirais aplicados. As novidades são duas drogas, o dolutegravir e o maraviroque, que tem por objetivo tirar o vírus do seu estado de enclausuramento e, assim, destruí-lo. O pesquisador conta que outro problema é que o vírus também se aloja em regiões de difícil acesso para os remédios, como o cérebro, testículos e ovários. Para isso, seria preciso uma espécie de vacina especial. A pesquisa é única no mundo e só o Brasil tem permissão para fazê-la. Ainda assim sem cura anunciada.

    Caso específico
    Um paciente alemão soropositivo submetido a um transplante de medula óssea é o único caso da medicina reconhecido como cura. Após o transplante, o paciente eliminou o vírus de seu organismo, pois a medula recebida era de uma pessoa com imunidade ao vírus. Estima-se que 1% da população branca seja imune ao vírus por não possuir o receptor, chave, utilizado pelo HIV para entrar nas células.

    Cura funcional
    Já bastante utilizada nos EUA, o medicamento Truvada consegue reduzir a carga viral em até 96% e a torna indetectável. O Truvada também cria uma imunidade temporária de alta eficácia ao vírus e está sendo usada como forma de prevenção, se tomado diariamente por quem não é soropositivo. Estima-se que o medicamento é a principal esperança contra o vírus, tendo a Organização Mundial da Saúde indicado o seu uso como forma de tratamento e prevenção. O medicamento ainda não está disponível no Brasil.

    Contagem regressiva
    A ONG amfAR – American Foundation for Aids Research, começou uma contagem regressiva para a cura da Aids. A organização estipulou que até 2020 os parâmetros para o desenvolvimento de uma cura estejam definidos. Essa estimativa se deu baseando-se no em dois fatos: Timothy Brown, paciente de Berlim, foi o primeiro homem a ser curado do HIV em um processo complicado que não pode ser repetido em larga escala, por conta dos riscos, e um grupo de pacientes franceses que reduziram a força do vírus ao ponto de o próprio organismo conseguir combatê-lo. Esses dois fatos são as luzes para que a instituição, que serve como uma das principais fontes de pesquisa para a cura no mundo todo tenha essa expectativa. Portanto, a contagem regressiva é uma campanha robusta de investimento e financiamento de pesquisas em busca dessa cura.

  10. JV diz

    Pessoal, alguém tem alguma dica de como minimizar a letargia e a fadiga provocados pelo Efavirenz? Deus do céu, há dias em que não aguento! Vontade apenas de dormir, irritação, aquela sensação de que estou levemente drogado, alcoolizado, sei lá. Ainda não completei o primeiro mês de tratamento (completo dia 11/03). Dicas serão de grande utilidade! Obrigado.

    • Homem23:55 diz

      JV -> Com o tempo passou.
      E depois que comecei a me exercitar estou melhor ainda.
      Apenas fico meio “bobo” logo depois que tomo. abraço

    • Verdes Olhos diz

      JV – Não necessariamente você precisa se acostumar com a letargia e fadiga trazidos pelo Efavirenz. Em muitos casos, esses efeitos passam com o tempo, mas podem não passar. No meu caso, fiquei muitos e muitos meses sofrendo neurotoxicidade pelo Efavirenz. Dormia pessimamente, tinha sonhos lúcidos e tenebrosos, além de eu me sentir constantemente entorpecido. A solução foi bastante simples: mudei meu esquema de anti-retrovirais, e em uns 3 dias todos os sintomas desapareceram. De qualquer forma, vale a pena aguardar um pouco, para ver se você se acostuma. Mas vale lembrar: os outros esquemas de tratamento NÃO provocam essas sensações de fadiga, letargia etc. Abraço!

    • JV, como vai?
      Meu médico me autorizou tomar o remédio horas antes de ir dormir, meu problema era letargia no dia seguinte pela manhã.

      Mas no geral duas dicas são muito boas: evite álcool e comida gordurosa. Isso faz uma diferença monstra.

  11. Aos que subestimam os efeitos do estigma na vida de um soropositivo… É uma verdadeira desgraça. Fode tentativas de criar novos relacionamentos. Ódio mortal a esse vírus e muita culpa pelo dia que resolvi me expor…

    Que a força esteja com vocês.

    • As pessoas precisam ser avisadas…

      Não faça sexo sem camisinha… Porque – apesar de existir tratamento – você vai ter uma mancha pelo resto da vida… A não ser que algum gênio cure essa infecção… Você estará preso, de uma forma ou de outra. Como transformar o que estou sentindo agora em algo bom? Vou pensar bastante sobre isso… Vou fazer o bem em troca dessa sensação.

      • É um prazer pequeno pra as consequências psíquicas… É uma verdadeira merda. Claro que a vida não acaba, se o tratamento for seguido. Mas é melhor não ter do que ter.

        • Você quer começar um relacionamento novo… Mas sempre tem “aquilo”… As pessoas morrem de medo do vírus. Educação imbecil que temos.

          Eu, médico, sabendo dos riscos, me expus… Quão infeliz fui nessa decisão…

          As pessoas precisam saber que é “melhor não ter”.

          • Luis Paulo diz

            Oi Barasa. Blz? Vc é Infecto? Qual seria a melhor combinação dos remédios na sua opinião? Ou seja, a menos prejudicial à saúde?? Obrigado!

          • Barasa, vc é um querido. Eu tenho 20 meses de diagnóstico e 16 de TARV. É melhor mesmo não ter. Quase sempre estou ótimo, nesta semana tomei uns drinks e bateu uma bad, o que é raro.

            Tô aqui torcendo para que surja o gênio e Deus dê o máximo de serenidade a todos nós enquanto isso.

          • Paulo Roberto diz

            Barasa,
            tentei enviar um e-mail para você, mas retornou…
            Será que você poderia fazer a gentileza de entrar em contato comigo?
            pb-almeida2010@bol.com.br
            Desde já, fico agradecido
            Paulo Roberto

  12. Positivo diz

    Algumas pessoas acham que só elas tem problemas, né? Quanto vitimismo.

    • Paulo Roberto diz

      Me desculpe, mas seu comentário não contribuiu para NADA.
      As pessoas têm todo o direito de se sentirem mal. E mais ainda, de externar suas emoções.
      Eu mesmo, muitas vezes, me sinto péssimo. Mas isso não me impede de estar sempre buscando soluções, procurando notícias, tornando a minha vida um aprendizado. E o que eu aprendi é que devemos AJUDAR uns aos outros, se não com atitudes, pelo menos com palavras que CONTRIBUAM, EDIFIQUEM.
      Seu comentário foi, realmente, muito infeliz. E ao contrário do seu nickname, nada POSITIVO.

    • Homem23:55 diz

      Positivo,
      Entendo que tens o direito de pensar o que quiser, mas não de ser cruel com o próximo.
      Como o Paulo falou, se seus comentários não tenham o intuíto de ajudar, guarde-os nos dentes.

  13. HBO ssa diz

    Barasa,
    Eu sou dentista e às vezes me sinto da mesma forma. Já não me culpo tanto, afinal, todo mundo está susceptível ao risco… Além disso que vc disse de conscientização para o uso da camisinha, deveria investir também no aumento da informação a respeito da infecção. Muita gente com medo de descobrir e com isso espalhando o vírus. Poucos sabem que além de uma vida normal, o risco de transmissão é baixa com carga viral controlada. Enfim, ainda estou tentando me reestabelecer, pois nao tenho nem 1 ano de tratamento. Mas na medida que consigo, informo a todos ao me redor. E nao tenho medo de lá na frente, quando estiver 100%, colocar a cara a tapa pra ir em busca da diminuição do preconceito.

  14. anjo diz

    Tomo o 3×1 a 2 anos me sinto otimo to namorando um soronegativo vamos nos casa daqui 3 anos eu contei tudo para ele depois de um ano de namoro tipo foi tudo ou nada, eu falou nao ligo pro q vc tem! Nao vou condicionar minha vida a isso vamos fazer sexo sem presevativo e vc continue tomando a medicacao certinha me informando sobre tudo e uma vez por ano farei exames. Assim esta sendo, quando da 21hr ele manda msn amor tomou o remedio? Acho lindo o cuidado dele e me fala que e pra sempre q se eu precisar ele cuida de mim. Pensa o cara tem 22anos eu 40. Ele e lindo e cada dia to mais apaixonado. Alem do 3×1 tomo vitaminas tomo omega 3 e minha vida ganhou mais sentido depois do hiv. Acho q sempre fui muito humano mas hj sinto q sou melhor q antes. Bjs sempre tive vontade de escrever aqui.

  15. Pablo Ferraz diz

    A caso eu pergunto: os meus comentários não estão publicados aqui na página? será que é por que eu fui muito agressivo, ou sistemático; ou será que ele foi muito grande?

  16. A.L. diz

    Faz tempo que não visito o site. Frequentava bastante quando descobri o vírus em 2012. Agora comecei o tratamento e gostaria de ver com alguém que faz uso da mesma medicação que utilizo. Eu comecei o tratamento com o 3×1 dia 03/03/2016. Tá muito recente, eu sei, mas gostaria de saber se é normal sentir a cabeça estranha, como se estivesse ficando bêbado. Tb quero saber se é normal se sentir meio enjoado pela manhã. Tomo remédio às 21h, ali pela meia noite minha cabeça fica estranha (o efeito tipo bêbado) e me deito. Esses efeitos duram pra sempre? O médico queria me dar uma combinação que deixa os olhos amarelados, mas eu não quis pq ia afetar minha vida social.

  17. Paulo Roberto diz

    Alguma notícia sobre o medicamento injetável, que seria, segundo li, tomado de dois em dois meses (ou de 15 em 15 dias)???

  18. Alex Souza diz

    Sou soropositivo, tenho uma vida saudável! Pratico esporte, faço musculação, tenho boa alimentação, estudo, trabalho, namoro e adoro viajar. As pessoas que estão em minha volta admiram minha pessoa dizem que sou um anjo de carne. Aprendi a viver com o HIV, sou normal! Quando vou a minha médica, ela fica admirada quando analisa os exames de rotina, tenho uma excelente imunidade, minha saúde é perfeita.

  19. anjo (terapeuta) diz

    A.L. Kkkkkkkkk o q vc sente e normal, eu sentia como se tivesse tomado umas e tive muito sonhos tipo alucinaçoes, nao tive outros sintomas mas cada organismo reage de um jeito so nao interropa a medicaçao por nada. De um a dois meses estara indetectavel. E vera q sua vida mudara para melhor. Bjs e boa sorte

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