Soropositivos superestimam suas chances de infectar alguém


Aidsmap

Em um grande estudo americano, o ACTG A5257, apresentado ontem na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2016), apenas uma pequena proporção das pessoas soropositivas se reconheciam como não infecciosas depois de três anos de terapia antirretroviral, e um terço dos participantes consideravam que a sua chance de infectar um parceiro ainda era “alta”, embora apenas 10% dos participantes apresentassem carga viral detectável.

O estudo mostrou que não houve correlação entre a verdadeira carga viral de uma pessoa e sua crença sobre quão infecciosas ela de fato era, explicou o Dr. Raphael Landovitz, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, durante na conferência.

O ACTG A5257 foi um grande estudo de comparação farmacológica em que 1.809 participantes foram randomizados para receber Raltegravir, Atazanavir ou Darunavir reforçados com Tenofovir/Emtricitabina. Os resultados sobre 96 semanas do estudo foram apresentados na CROI 2014. O estudo incluiu participantes entre 2009 e 2011, os quais foram questionados sobre suas crenças a respeito de sua própria infecciosidade a cada um, dois e três anos após o início da terapia antirretroviral. Portanto, este estudo inclui as respostas fornecidas até 2014.

Um quarto da população estudada era composta por mulheres, com idade média de 37 anos, e a etnia foi distribuída de maneira bastante uniforme, com 34% brancos, 42% afro-americanos e 22% latino-americanos. A carga viral média no início do estudo era de 40.000 cópias/ml, e 30% dos participantes tinham uma carga viral acima de 100.000 cópias/ml. Os participantes foram convidados a responder à pergunta:

“Qual a probabilidade de você transmitir o HIV a alguém hoje, se praticasse sexo desprotegido?”

Os participantes então classificaram o quão infecciosos eles acreditavam ser, em uma escala visual analógica, que ia de “não infeccioso” (zero) até “altamente infeccioso” (100). Em seguida, foram divididos em quatro categorias: aqueles que achavam que não eram infecciosos, aqueles que pensavam que o risco de infectar outra pessoa era “baixo” (pontuação 1-33), “médio” (34-66) ou “alto” ( 67-100).

No início do estudo, 58% pensavam que eram altamente infecciosos e 26% se colocaram na categoria “média”. Enquanto isso, 16% pensavam — até então, erroneamente — que o seu risco de infectar outra pessoa era “baixo” (10%) ou zero (6%).

icon-virus-maroon

Depois de um ano em terapia antirretroviral, uma proporção maior — pouco menos de um terço — pensou que seu risco de infectar alguém era baixo. Mas 38% ainda pensavam que sua infecciosidade era alta. A porcentagem dos que achavam que não eram nada infecciosos tinha aumentado ligeiramente, para 10%. (Aliás, 8,1% deste 10% — apenas oito pessoas — estavam na verdade errados em suas crenças a esse respeito, pois naquela altura tinham uma carga viral detectável, e, assim, eram, até certo ponto, infecciosos).

Esse cenário praticamente não mudou em nada nos dois anos seguintes. Na semana 96, quando 90% dos participantes do estudo tinham de fato alcançado a supressão viral, 36% ainda pensavam que eram altamente infecciosos e 19% se colocavam na categoria de “médio”. A proporção dos que pensavam que sua chance de infectar outras pessoas era baixa tinha subido apenas um ponto, para 33%, e a proporção dos que achavam que não eram infecciosas foi para 12%.

Na semana 144, depois de três anos em tratamento antirretroviral, 34% ainda pensavam que eram altamente infecciosos e uma maioria (52%) achavam que eram muito ou moderadamente infecciosos. A categoria “baixa” aumentou em dois pontos, para 35%, e os que se viam como não-infecciosos subiu dois pontos, para 14%.

Em outras palavras, depois de três anos em terapia antirretroviral, com a qual grande parte dos participantes alcançou carga viral indetectável, a proporção dos que pensavam que eram altamente infecciosos tinha caído pela metade, enquanto a proporção dos que acreditavam que não eram infecciosos tinha praticamente dobrado. No entanto, estes números não refletiam nem de perto as proporções reais dos que estavam de fato infecciosos, pois não tinham qualquer relação com a carga viral real dessas pessoas.

icon-pills-orange

Na semana 48, jovens com idade inferior a 30 anos se mostraram mais aptos do que a média a considerar a sua infecciosidade como tendo caído. Negros, pessoas com menores habilidades literárias e pessoas que entraram no estudo com uma contagem de células CD4 muito baixa se mostraram menos aptos a considerar sua infecciosidade como tendo caído. Mulheres e hispânicos se mostraram mais propensos a colocar-se na categoria “não infecciosa”, enquanto usuários de drogas e aqueles que no início do estudo se classificaram como altamente infecciosos passaram a reconhecer que eram menos prováveis de transmitir o vírus.

Agora, a equipe do estudo vai analisar mais dados, a fim de descobrir se as crenças das pessoas a respeito de sua infecciosidade teve algum impacto no seu comportamento sexual de risco e nas escolhas de parceiro.

Uma vez que as crenças das pessoas sobre a sua infecciosidade, embora tenha mudado pouco após o início do tratamento, teve pouca relação sua verdadeira infecciosidade, perguntaram ao Dr. Landovitz, durante a conferência, se os pacientes estariam sendo mais cautelosos em virtude das mensagens fornecidas por seus profissionais de saúde, ou se sentiram, devido ao estigma do HIV, que ainda tinham que declarar uma crença determinada a respeito da própria infecciosidade.

Em sua resposta, o Dr. Landovitz comentou que o ACTG A5257 atravessou um período durante o qual, em maio 2011, os resultados do estudo HPTN 052 foram divulgados — o qual confirmou que as pessoas com HIV que estavam em terapia antirretroviral e indetectáveis são quase nada infecciosas. Ainda assim, a divulgação desse estudo parece ter tido pouco impacto sobre os participantes do A5257 ACTG, que terminou bem na época em que um estudo ainda mais convincente, o PARTNER — que também não encontrou qualquer transmissão a partir de uma pessoa com uma carga viral indetectável —, anunciou suas conclusões provisórias. O Dr. Landovitz comentou que, se o ACTG A5257 fosse repetido hoje, ele acredita que as crenças das pessoas sobre sua infecciosidade seria diferente. Quando foi perguntado sobre qual mensagem devemos dar aos pacientes a respeito da carga viral e da infecciosidade, ele disse:

“Não devemos dar-lhes uma mensagem boba, mas falar em absolutos. Pela minha experiência, as pessoas querem informações detalhadas sobre o risco de infectar outras pessoas e, com isso, querem ser capazes de tirar suas próprias conclusões.”

 

Por Gus Cairns em 24 de fevereiro de 2016 para o Aidsmap.

Referências: Landovitz RJ et al. Perception of infectiousness in HIV-infected persons after initiating ART: ACTG A5257. Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, Boston, abstract #55, 2016. Veja um resumo do estudo no site da conferênciaAssista à apresentação do estudo no site da conferência.
Anúncios
avatar
21 Comment threads
43 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
44 Comment authors
KamilaThiagoPOSITIVIDADE SEMPREtiago baptistaNando Recent comment authors

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Inscrever-se  
Receber notificação
Lucilio
Visitante

O texto foi meio confuso pra mim! Afinal, qual a porcentagem de infectar alguém estando indetectável numa escala de 0 a 100?

ARLAN
Visitante
ARLAN

Na minha opinião 0,1.

JOHN34
Visitante
JOHN34

Se quem é soropositivo com carga indetectável se classifica como altamente infeccioso imagina qual é a visão de um soronegativo!!!

Ruan
Visitante
Ruan

Realmente não entendi as colocações do texto, deixa-nos confuso em relação a infecção, no que tange ser indetectável.Se a pessoa é indetectável em outras palavras, ela transmite ou não?isso que não entendi.Pois eu já sou indetectável há algum tempo, mas nunca relaxo de preservativo e tal e me cuido muito, sendo que meu parceiro não tem o vírus,Gostaria de mais detalhes sobre isso.Grato.

Erick Allan Bounean
Visitante
Erick Allan Bounean

Concordo plenamente com voce Ruan. Faco minhas as suas palavras. Voce foi direto e correto em suas observacoes. Eu temo que este ponto de vista apresentado neste texto esteja afirmando que podemos transar sem camisinha e etc. Mas e aquela historia da re-contaminacao? Como é que fica levar mais uma carga viral de outra pessoa detectavel?

ricardo costa
Visitante

Uma pessoa com HIV sem nenhuma outra DST e seguindo um tratamento antiretroviral (TAR) com uma viremia totalmente suprimida (condição doravante denominada “TAR eficaz”) não transmite o HIV pela via sexual, ou seja, que ela não transmite o vírus pelo meio dos contatos sexuais. Esta afirmação fica válida a condição de que: A pessoa com HIV aplique o tratamento antiretroviral ao pé da letra e seja acompanhado por um médico; A carga viral (CV) se situe em baixo do nível de detecção desde há pelo menos seis meses); A pessoa com HIV não tenha nenhuma outra DST. Alguns países na… Ler mais »

Giovana Nogueira
Visitante
Giovana Nogueira

Fato é que todos os dias novos infectados vão surgindo. As pessoas estão com excesso de confiança. Confiam cegamente nos parceiros, confiam que com ele não vai acontecer mesmo vendo acontecer com o vizinho, confiam que o tratamento está avançado, confiam que a cura está próxima e confiam que o parceiro está indetectável. E com toda esta confiança acabam por deixar de lado o melhor de tudo que é a prevenção. Leio os comentários e percebo o quão angustiante e devastador é ter este diagnostico. E assim chego a conclusão de que nos dias de hoje dá pra viver bem… Ler mais »

D_Pr
Visitante
D_Pr

Giovana, desabafa e mete pedrada em todos pelo teu senso de julgamento e conhecimento sobre o assunto?

Fala pro teu amigo vir conversar aqui, existem muitas pessoas que não o julgarão e o receberão de braços abertos, esclarecendo dúvidas, como a vida dele permanece normal, deixe que quem sabe o que falar e PODE realmente ajudar, faça! Esse diagnóstico não muda em nada a vida dele, exceto algumas inclusões na rotina (como tomar 1 comprimido antes de dormir e exames periódicos).

Força para seguir adiante, ele vai encontrar aqui.

Giovana Nogueira
Visitante
Giovana Nogueira

D, Já falei pra ele sobre o blog e ao contrário do que você pensa eu não o julguei como não julgo ninguém com este ou aquele diagnostico. Na semana do diagnostico foi em minha casa que ele encontrou apoio e abrigo. E sabe que poderá contar sempre. Mas isso não me tira a vontade de uma dia poder ver que as pessoas não estão mais se contaminando com uma doença que todos sabem como evitar. Não digo que as pessoas devam parar de praticar o sexo pois sexo faz parte da vida, e sim pratica-lo com segurança. Diante de… Ler mais »

Dan
Visitante
Dan

Eita Giovana!

Mas desde quando ter hiv é sinônimo de promiscuidade? Sou soronegativo e frequento lugares promíscuos, uso camisinha e sei que caso vacile um dia tenho a profilaxia.
Tenho amigos que namoram há dez anos , só tem um parceiro e pegaram o vírus… Eai?
Entendo seu desabafo , mas nem por isso podemos julgar a vida sexual de alguém, até porque hj não existem mais GRUPO DE RISCO e sim COMPORTAMENTO DE RISCO.

Querer acusar alguém de ter pegado o vírus, só porque tinha comportamento sexual que vc julga promiscuo, é cruel.

Gio
Visitante
Gio

Olá Dan,
Seguindo seu raciocínio acho bobagem as pessoas tentarem mudar seus comportamentos de risco para comportamentos responsáveis.
E além da profilaxia, existe também a cura que dizem estar bem próxima.
Ah, e enquanto isso é só interessante também torcermos para que um governo de merda não entre e acabe ou dificulte o fornecimento dos medicamentos de prevenção e tratamento.

Muito boa sorte pra você, querido!

Dan
Visitante
Dan

Não preciso de sorte Giovana, preciso de responsabilidade… E isso eu tenho.

E a você desejo um pouco de empatia pelo próximo. Abraços

R
Visitante
R

Sou + e não me ofendi com nada q vc escreveu. Só não concordo sobre todos serem informados pelo assunto, eu não era é não conheço ninguém q antes fosse, digo antes pq agora faço questão de informa a todos q conheço,muito deles jovens e os mais maduros acreditavam não ter nada pelo fato de quase nunca ficar doente. Sim uns se infecta por acidente outros por confiar uns por não estar nem ai!, uns por pessoas de mal carácter, e sim tem aquelas q nem lembra q existe dst ou simplesmente nem sabem q existe. Eu conheço pessoas assim

davi-pe
Visitante
davi-pe

Tb axei confuso

Matheus
Visitante
Matheus

Pessoal até hj não foi confirmado nenhum caso de transmissão de alguém indetectável por mais de 6 meses…Porém existe um risco mínimo que não podemos negligenciar por enquanto.

Paulo
Visitante
Paulo

Existe janela par ao indectável? Digo, no ato do exame, ok. Mas e dali em diante até o próximo exame? Quem garante que a pessoa continuará e/ou que está tomando a medicação certinha etc. Não existe a garantia 100%, acho.

Erick Allan Bounean
Visitante
Erick Allan Bounean

Um outro problema não é ou não se o indetectável não transmite o HIV, mas sim o risco de um indetectável ser NOVAMENTE contaminado pelo HIV. Alguém sabe o que acontece no caso de RE-contaminação? O indetectável está isento destes efeitos perversos ???

Anjo Gabriel
Visitante
Anjo Gabriel

Também achei o texto bem confuso. E confesso que mesmo indetectavel desde o inicio do tratamento em junho/13, me sinto uma bomba relógio que a qualquer hora pode explodir e “ferir” alguém mesmo com preservativo.

Preciso compartilhar com todos vocês.

Hj recebi meus exames, fiquei feliz ao ver que depois de uma leve queda (há 6 meses), meu cd4 agora está em 805 e a carga viral continua indetectavel.

Felipe
Visitante
Felipe

Texto meio confuso mesmo.
Não ser vetor de transmissão é tão importante quanto não ser reinfectado por outra cepa. Por isso é melhor usar camisinha e não dar nova chance e/ou colocar a vida do outro em risco.

lis4ndro
Visitante

Boa noite pessoal, desculpe-me utilizar esse espaço para desabafar, quase não publico aqui, mas acho que hoje estou precisando. Tive o diagnóstico há 1 ano e 10 meses, iniciei tratamento rápido e não tenho nenhuma queixa física, porém ainda não consigo superar o diagnóstico, e as vezes acho q me falta força para prosseguir adiante. Sei que a forma de enfrentar o diagnóstico varia muito com a bagagem de vida da pessoa, e por ser um cara que nunca admitiu errar, por sempre tentar corresponder ao modelo de bom filho, bom amigo, bom namorado, bom profissional, minha falha adquiriu um… Ler mais »

gablippe
Visitante
gablippe

Lis4ndro me passa seu kik ou whatsapp pra gente conversar melhor cara, mantenha a calma e seja forte. Eu sofri muito e sei o que esta se passando. Um forte abraço.

lis4ndro
Visitante

Bom dia Gablippe: acabei de fazer o kik, acho q vc pode me pesquisar pelo user que é Lis4ndro . depois me add lá. Obrigado

gablippe
Visitante
gablippe

Oi Lis4ndro te procurei e não encontrei me procure lá vidaquesesegue tudo minusculo vamos trocar uma ideia….

Salvador-Ba
Visitante
Salvador-Ba

Passei mais ou menos pelo que vc passou em agosto de 2015, recebi o diagnostico e estava iniciando uma relaçao com um cara. Foi barra receber o diagnostico e foi super dificil contar, estavamos com 2 meses de namoro e ele nao suportou a pressao. O que é normal… Mas nao me abati, segui minha vida até hj, mas tenho uma certa resistencia tb em me relacionar novamente, talvez pelo medo de ter que contar a minha realidade e sofrer mais uma vez. O que posso te aconselhar é: continue sua terapia e tente fazer amizades com pessoas que passa… Ler mais »

lis4ndro
Visitante

Obrigado Breno

Samir
Visitante
Samir

Amigo, também sou de Salvador e queria conhecer pessoas daqui pra conversar e trocar experiências. Acabei de ser diagnosticado e tudo ainda é muito novo pra mim. Se puder, quiser, me dá um alo. Meu email é theSpatient@outlook.com e minha conta no kik é theSpatient

Thiago
Visitante
Thiago

Salvador-BA, também estou passando por um problema parecido ao seu, mais você já gostava muito da pessoa?

Juka
Visitante
Juka

Lisandro, a vida é só uma e curta, a parte melhor dela(a juventude) passa como flash, VC terá muito tempo para ficar em casa qdo tiver velhinho( sim, iremos chagar a velhice, a menos q outra coisa nos mate q não seja o HIV).sai do seu quarto, viaje, sacuda essa poeira e se jogue pra felicidade. Meu namorado estava embarcando nessa paranóia sua, mas eu não o deixei, eu fiz com q nossas vidas ficassem mais bela após esse maldito diagnóstico.. Ele tava reagindo igual a VC….não vale a pena, a vida é linda, linda e um dia seremos curados… Ler mais »

Gil
Visitante
Gil

Lis4andro, a psicoterapia deveria estar lhe ajudando de forma mais efetiva, quem sabe a abordagem da profissional não seja a mais adequada à sua dinâmica, à sua estrutura. Nem sempre o profissional da Psicologia oferece a abordagem adequada, o manejo técnico satisfatório para todos os perfis, para determinados casos. Mas se vc investe tempo e energia para superar algo que tanto te limita, é necessário perceber se há o resultado esperado ou a ele se encaminha, através desse processo. Eu discordo que depende só de você se mobilizar. Depende de muitas situações envolvidas na sua psicodinâmica, através de um bom… Ler mais »

Ser+H
Visitante
Ser+H

Lisandro o texto é longo, o drama dolorido, a fase do luto permanece, mas vc tem a solução como bem diz que depende de vc. Veja dois aspectos objetivos nesse momento que vc precisa alcançar: CV indetectável e CD4 acima de 500. Chegando nisso não há mais razão para o medo te dominar. Vc é mais forte que esse virus. Mentalize isso toda noite antes de dormir. Um comprimido de R$ 1,00 é a sua cura diária. Há 30 anos caras milionários infectados dariam a fortuna deles para ter acesso ao 3×1, mas infelizmente ainda não existia. Na época o… Ler mais »

Anderson luiz
Visitante
Anderson luiz

Eu passei por um período semelhante, hoje aprendi a confiar nas pessoas e mudei o foco da minha vida para eu mesmo e não mais para o vírus . É claro que tem dias que me questiono, me culpo , mas procuro levar uma vida normal minha saúde graças a Deus vai muito bem , então tornou-se motivo de manutenção e não preocupação , no mais é vida que segue , não se pode mudar o passado mas podemos fazer um futuro mais leve . Eu faço minhas atividades físicas, curto minha casa, saio quando tenho vontade, bebo minha cerveja… Ler mais »

Soldadorj
Membro
Soldadorj

È verdade, no meu caso só liberaram para 1 mês… Todo mês tenho que buscar… poderiam da pelo menos para 2 meses.

tiago baptista
Visitante
tiago baptista

Li e reli seu texto e há vários aspectos a serem abordados. 1 – seu namorado não te amava e pessoas como ele é melhor que se afaste. 2 – tratamento com antidepressivos não havendo quadro de melhora deve se trocar de remédio, hoje há exames de sangue que comprovam sua eficiência no corpo, face seu estado de tristeza que dificulta notar atuação do remédio. 3 – essa auto sentença deveria visar nova condição de vida mais cuidados e com o passar do tempo essa nova fase deve ser encarada como um tratamento de diabetes ( vc sabe que tem… Ler mais »

POSITIVIDADE SEMPRE
Visitante
POSITIVIDADE SEMPRE

Tiago Baptista você tem Kik ? Se você tiver KIK me adiciona ai vidaquesesegue um forte Abraço.

lis4ndro
Visitante

tiago, obrigado pela reflexão e palavras de apoio, é aquela velha montanha russa, tem dias q estamos nos sentindo melhor outros dias entramos no declive novamente, torcer para que os dias melhores se tornem mais frequentes. Abraco e mais uma vez obrigado

Mike
Visitante
Mike

Ola, pessoas. Primeira vez que escrevo e o faço agora, para me tranquilizar, apensar de ser leitor do blog desde que descobri minha sorologia, há pouco mais de um ano. Desde que comecei a tomar ARV, em fev/2015, todos meus exames [que faço a cada quatro meses] sempre deram carga carga viral indetectável. Pois agora, em fev/16 o exame que fiz aponta uma carva viral de 83 cópias. Já li sobre os blips e conversei com meu infecto a respeito na última consulta, mas deu um certo frio na barriga ler no exame algo diferente de “indetectável”. Ainda não voltei… Ler mais »

Homem23:55
Visitante
Homem23:55

Olá amigos,

Alguem já leu sobre isso?
Parece ao remédio contra alcoolismo…

http://www.istoe.com.br/reportagens/392257_O+REMEDIO+BRASILEIRO+CONTRA+A+AIDS

Homem23:55
Visitante
Homem23:55
ariel
Visitante
ariel
Rafa>>
Visitante
Rafa>>

Olá, bom dia.
Descobri a pouco tempo minha sorologia e adoraria conversar com alguém que tem sobre o assunto. Já iniciei o tratamento, tive bastante informação sobre como é viver com o HIV. Mas sabe como é, né? Conversar com alguém que está na mesma pele que eu é diferente. Quero alimentar mais minha esperança, tenho sede de viver muito muito muito.

Claudio Goss
Visitante
Claudio Goss

Meu amigo , não perca a esperança não se desespere, descobri o HIV tem 3 meses, pouco mais de um mês de tratamento e tenho me sentido ótimo. Querendo contato mande mensagem que passo skype ou Face. A vida continua e não a pararemos por causa disso ! Aguardemos a cura com força, confiantes, logo teremos o tratamento definitivo. Fé !

daniel
Visitante
daniel

ola voce tem email claudio ? gostaria de conversar…

Edy
Visitante
Edy

Ola Rafa concordo com vc é bom agente conversar com alguem que ja passou ou esta passando pelas mesmas coisas se precisar conversar entra no meu e-mail edioedipo@yahoo.com se vc poder pode me add no whatzap amigos sempre é bem vindo 11 984534018 e boa sorte na sua caminhada vai haver muitas pedras e buracos mais nada que muita fé e força de vencer não o impeça

Leo
Visitante
Leo

Oi Gente, alguem poderia só me dar uma informação? Comecei a TARV sexta. Estou tomando de manhã, até ai tudo bem. Só que hoje ao invés de tomar as 7( eu nao acordei) e tomei ás 10. Quero saber se eu errei, tomei de barriga vazia. me ajudem

Gustavo
Visitante
Gustavo

Relaxa, Leo. Nao tem problema algum trocar o horário algum dia, por eventual descuido. O importante é não deixar de tomar diariamente. Eu tomo sempre antes de dormir, mas um dia esqueci e tomei quando acordei. No começo do tratamento meu infecto chegou a dizer que se eu pudesse tomasse em jejum. Mas já conversei com o profissional de farmácia que me entrega mensalmente o antirretroviral e ela me disse que não precisa necessariamente ser em jejum. O importante é não deixar de tomar.

Will
Visitante
Will

Qual o seu esquema Leo? Vc toma pela manha?

Rafa>>
Visitante
Rafa>>

Olá pessoal, bom dia.
Descobri faz pouco tempo e adoraria conversar com alguém sobre. Já iniciei o tratamento e tenho dúvidas sobre o CD4, drogas, entre outros. Bom, estou naqueles dias de luto e conversar com pessoas que já superaram alimenta ainda mais minha esperança. Obrigado.

Samir
Visitante
Samir

Rafa, recebemos nosso diagnóstico praticamente juntos. Se quiser, gostaria de trocar esse apoio contigo. Meu e-mail é theSpatient@outlook.com

stark
Visitante
stark

olá pessoal, peguei meu segundo resultado dos exames. CV indetectável e CD4 de 984, o que me preocupa é que todos os resultados do hemograma, e inclusive plaquetas, são menores do que o primeiro resultado. só percebi agora, isso é normal? e se continuar caindo os números? estou preocupado. obrigado.

Fernandinha
Visitante
Fernandinha

Olá, boa noite! É minha primeira vez aqui e é super bacana conhecer um pouco da história de cada um de vocês, aprender e sanar dúvidas sobre o HIV. Fui contaminada em fevereiro de 2015 e, após descobrir o verdadeiro carácter do homem que me contaminou, fiz o exame em 24/04/2015 (sem imaginar a possibilidade de dar reagente) e descobrir dia 25/04/2015. Claro, foi um super choque! A princípio eu não acreditava, mas até que tenho encarado melhor do que eu poderia imaginar. O primeiro exame para saber como estava o vírus realizei no dia 04/05/2015 com o resultado CD4… Ler mais »

LUTANDO SEMPRE
Visitante
LUTANDO SEMPRE

Oi fernandinha tem um grupo no kik só de mulheres soropositivas vc gostaria de participar?? me adiciona ai vidaquesesegue um forte abraço…

Fernandinha
Visitante
Fernandinha

Oi “LUTANDO SEMPRE”, Eu não sei o que é o “Kik”. Rsrs Como faço?

LUTANDO SEMPRE
Visitante
LUTANDO SEMPRE

Você tem que baixar o aplicativo em seu celular esta disponivel no google paly chama KIK ai é só criar um usuário depois que criar vc pode procurar por mim vidaquesesegue… Um forte abraço.

LUTANDO SEMPRE
Visitante
LUTANDO SEMPRE

Oi Fernandinha é só baixar o aplicativo no celular ele é parecido com o whatsapp porém não precisa colocar número de telefone foto. Ai vc cria um usuário e me procura lá vidaquesesegue..

Nah
Visitante
Nah

Olá! Tudo bem?
Acompanho o blog e as trocas de ideias há um tempo e gostaria de participar do grupo. Eu vivo num relacionamento sorodiscordante, meu marido é soropositivo e eu não. Se eu puder conversar com vocês, agradeceria! Sinto falta de ter com quem conversar sobre nossa condição. Não por medo, mas para troca de experiências mesmo, já que em nosso círculo ninguém sabe. Acho válido e super positivo nos sentirmos inseridos num grupo e auxiliar um ao outro a ter uma vida feliz e tranquila. Beijos!

D_Pr
Visitante
D_Pr

Nah, também vivo um relacionamento sorodiscordante, meu caso é igual o seu,
eu sou soropositivo e minha parceira não.

Se puder me mande um e-mail: dpr1700@gmail.com

Nah
Visitante
Nah

Oi! Mandei e-mail!

Kamila
Visitante
Kamila

Meu caso é igual ao seu Fernandinha :/ É muito complicado pqe as pessoas associam o hiv a promiscuidade, fui contaminada pelo meu primeiro namorado com 16 anos e namoramos 2 anos

Nando
Visitante
Nando

existe um grupo de SP capital que tem HIV no Kik….fiquei interessado em ter esse app, sou HIV desde 2011 e há 4 anos indetectável e desde então não consegui me relacionar com ninguém.
abraços
Nando