Mês: fevereiro 2016

HIV salva GlaxoSmithKline

Faz somente um ano desde que a GlaxoSmithKline estava considerando um spin-off [distribuir quotas de um novo negócio aos acionistas atuais] da sua unidade de HIV, como forma de aumentar o valor para os acionistas descontentes. A opção foi rejeitada e, agora, o negócio, conhecido como ViiV Healthcare, está desempenhando um papel cada vez mais importante nos esforços para levar a farmacêutica britânica ao crescimento econômico. Na última semana, a GSK relatou ter tido progresso positivo com um novo tratamento de ação prolongada que está em desenvolvimento pela ViiV, enquanto seus medicamentos já existentes seguem expandindo a participação no mercado global de HIV, de US$ 20 bilhões por ano, sobre seus rivais, incluindo a Gilead Sciences. A contribuição da ViiV para os lucros operacionais da GSK aumentou de 16% em 2014 para 29% no ano passado, e foi previsto pela UBS que chegue à quase metade até 2020. Em parte, isto é reflexo do declínio dos negócios com medicamentos respiratórios da GSK, outrora poderosos, enquanto a onda de crescimento da ViiV acelerou a mudança. As vendas de medicamentos para o HIV aumentaram 54% no ano passado, para £ 2,3 bilhões, em comparação com uma queda de …

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Soropositivos superestimam suas chances de infectar alguém

Em um grande estudo americano, o ACTG A5257, apresentado ontem na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI 2016), apenas uma pequena proporção das pessoas soropositivas se reconheciam como não infecciosas depois de três anos de terapia antirretroviral, e um terço dos participantes consideravam que a sua chance de infectar um parceiro ainda era “alta”, embora apenas 10% dos participantes apresentassem carga viral detectável. O estudo mostrou que não houve correlação entre a verdadeira carga viral de uma pessoa e sua crença sobre quão infecciosas ela de fato era, explicou o Dr. Raphael Landovitz, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, durante na conferência. O ACTG A5257 foi um grande estudo de comparação farmacológica em que 1.809 participantes foram randomizados para receber Raltegravir, Atazanavir ou Darunavir reforçados com Tenofovir/Emtricitabina. Os resultados sobre 96 semanas do estudo foram apresentados na CROI 2014. O estudo incluiu participantes entre 2009 e 2011, os quais foram questionados sobre suas crenças a respeito de sua própria infecciosidade a cada um, dois e três anos após o início da terapia antirretroviral. Portanto, este estudo inclui as respostas fornecidas até 2014. Um quarto da população estudada era …

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Procura-se: casais sorodiscordantes

Emissora brasileira procura três diferentes perfis de casais jovens sorodiscordantes, preferencialmente do Rio de Janeiro, para websérie: Um casal sorodiferente heterossexual e jovem (entre 18 e 28 anos). O homem vive com HIV e a mulher, não. Preferencialmente, o homem deve ter sido infectado através de transmissão vertical. Um casal sorodiferente heterossexual e jovem (entre 18 e 28 anos). A mulher vive com HIV e o homem, não. Ela pode ter contraído o HIV a partir de outro parceiro, através do compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou transmissão vertical. Um casal sorodiferente heterossexual e jovem com filho(s) (entre 20 e 35 anos). Se você acredita que se encaixa em algum destes perfis, entre em contato!

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Tesoura molecular corta o HIV do DNA, talvez de uma vez por todas

Para as cerca de 37 milhões de pessoas no mundo que estão infectadas com o HIV, os coquetéis de medicamentos antirretrovirais têm há muito tempo mantido o retrovírus e a infecção sob controle. Ainda assim, esses remédios não são a cura. Embora estes tratamentos ataquem a linha de montagem viral e impeçam novas partículas infecciosas de invadir as células do corpo, o próprio HIV ainda está lá, agachado no DNA do genoma do paciente, até que haja uma oportunidade de retorno — digamos, quando um paciente interrompe sua medicação. Enquanto houver HIV persistente, os pacientes devem continuar tomando os medicamentos, que causam efeitos colaterais, custam dinheiro e oferecem risco de resistência aos medicamentos. É assim que funciona, pelo menos, até agora. Em um novo estudo, cientistas revelam um caminho possível para, literalmente, cortar os vírus escondidos nos filamentos de DNA de uma pessoa. “Uma estratégia promissora para futuras aplicações clínicas.” Com uma enzima feita sob medida, através de evolução forçada, os pesquisadores seletiva e seguramente fatiaram sequências de HIV em vários tipos de células: bactérias, linhas de células humanas utilizadas em pesquisa, células colhidas a partir de pacientes com infecção por HIV e em ratos de laboratório “humanizados” com …

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Seminário de HIV e Direito(s)

Data: 29 de fevereiro de 2016 Local: Faculdade de Direito da USP — Largo São Francisco, 95, São Paulo/SP Objetivo: Promover o diálogo sobre o impacto da desigualdade, da discriminação e da criminalização do HIV no enfrentamento à epidemia de aids, assim como discutir o papel do sistema de justiça na promoção e defesa de direitos humanos e na busca da Zero Discriminação. Horário Programação 9:00h Abertura Conrado Hübner Mendes (USP) Georgiana Braga-Orillard (Diretora do UNAIDS no Brasil) 9:15h Mesa 1 – Discriminação e criminalização do HIV Moderador: Conrado Hübner Mendes (USP) 1) Georgiana Braga-Orillard (UNAIDS): Criminalização do HIV no Brasil e no mundo 2) Nara Santos (UNODC): Drogas, sistema judiciário e vulnerabilidade ao HIV 3) Rodrigo Augusto T. da Silva (Defensoria SP): Discriminação contra pessoas com HIV/aids e desafios da legislação (Lei Federal 12984/14 e Lei Estadual 11.999/02) 10:45h Intervalo 11:00h Mesa 2 – Populações vulneráveis, discriminação e direitos Moderadora: Sheila Neder (USP) 1) Rafaelly Wiest (ABGLT): Transfobia e direitos da população trans no Brasil 2) Pierre Freitaz (Rede de Adolescentes e Jovens Vivendo com …

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Zika vírus em imunocomprometidos

Exemplos publicados de infecção pelo vírus zika em indivíduos imunodeprimidos ou imunossuprimidos são muito escassos. Apesar do zika ter sido descoberto mais de 60 anos atrás, sabemos surpreendentemente pouco sobre a patogênese e imunologia da infecção pelo vírus zika em seres humanos. Uma vez que o zika é um flavivírus, é provável que ambas as respostas inatas e adaptativas sejam necessárias para interromper a replicação viral e eliminar o vírus, de modo que as condições médicas ou intervenções que influenciam as respostas imunes inatas e/ou adaptáveis ​​podem alterar o curso da doença clínica, incluindo os sintomas, a gravidade e a duração da infecção. Provisoriamente, até que dados de casos e grandes estudos controlados observacionais apareçam, (note que estes podem não estar próximos), extrapolar a partir da experiência de infecções causadas por flavivírus similares, como o vírus da dengue, parece razoável. Mais uma vez, os dados publicados sobre a infecção pelo vírus da dengue em doentes imunocomprometidos vêm de relatos ou de pequenas séries de casos, muitas vezes em populações de pacientes mistos (por exemplo, com variabilidade nas condições subjacentes e intervenções, diferentes …

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Não precisamos voltar a atacar o HIV com preconceito e terrorismo

Texto escrito por Gabriel Estrëla Desde 2012, no Brasil, é possível ter acesso ao tratamento de profilaxia pós-exposição ao HIV em situações de sexo sem preservativo, ou em caso de acidentes em relação a este. O tratamento já existia desde a década de 90, foi estendido para vítimas de violência sexual em 2011 e para qualquer acidente sexual no ano seguinte. Foi apenas em 2015, no entanto, que o Ministério da Saúde lançou um documento que padroniza a prática médica em relação à PEP: o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O PCDT serve como um referencial para que esse atendimento seja o melhor possível, considerando a realidade brasileira, e, desde seu lançamento, vários centros de saúde já fazem a dispensa de antirretroviral para profilaxia pós-exposição. Recentemente, ainda, o Ministério preparou uma plataforma online (também disponível como aplicativo) para que as pessoas acessem mais informações sobre a profilaxia e possam procurar uma unidade de atendimento próximo a elas. Parece um grande avanço, não é? Mas, ainda assim, durante o primeiro carnaval em que a PEP vem sendo amplamente difundida, …

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Álcool pode ser mais prejudicial para pessoas com HIV

Limites seguros para o consumo de álcool para pessoas que vivem com HIV, especialmente aqueles que não estão sob terapia antirretroviral, podem ser menores do que as recomendações para o resto da população, de acordo com o que sugere um grande estudo feito nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados no jornal Drug and Alcohol Dependence. As descobertas do estudo indicam que apenas um único país — o Reino Unido — recomenda um nível de consumo de álcool para a população em geral que também minimiza os danos do consumo de álcool nas pessoas que vivem com o HIV. Todos os limites de consumo seguro de álcool recomendados por outros países ainda colocam as pessoas com HIV sob maior risco de sofrer com os efeitos nocivos do álcool, em comparação com os seus homólogos sem HIV. O estudo descobriu que beber mais de 14 unidades por semana — equivalente à cerca de uma dose por dia em termos norte-americanos — aumenta o risco de morte para os homens com HIV. O risco aumentado de morte só se tornou evidente para os homens sem HIV em níveis mais elevados de consumo …

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Participe da construção da nova Declaração Política sobre HIV/Aids

Durante o mês de junho de 2016, acontecerá em Nova Iorque a Reunião de Alto Nível sobre HIV/Aids, após a qual será emitida uma Declaração Política que delineará as linhas estratégicas da resposta ao HIV nos próximos anos. Trata-se de uma das maiores oportunidades de incidência política no futuro próximo. As Declarações Políticas sobre HIV/Aids são importantes (ver as Declarações de 2011 e 2006), pois têm sido historicamente a base para programas mundiais que têm feito a diferença na epidemia do HIV, como a já alcançada meta 15 por 15 (colocar em 15 milhões de pessoas até 2015). A incidência política tem sido chave para a inclusão de metas claras e ambiciosas sobre prevenção, tratamento, direitos humanos e financiamento. Faça ouvir a sua voz sobre o conteúdo da Declaração Política da Reunião de Alto Nível sobre HIV/aids e participe da pesquisa aqui. O prazo para preencher a pesquisa vai até 18 de fevereiro. Publicado pelo Unaids Brasil em 12 de fevereiro de 2016

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