Artigos, Notícias
Comentários 42

Em breve: entrevista exclusiva com Timothy Ray Brown

Em breve, o Diário de um Jovem Soropositivo vai publicar uma entrevista exclusiva com Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim”, o único homem do mundo totalmente curado do HIV.

Anúncios
Este post foi publicado em: Artigos, Notícias
Etiquetado como:

por

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

42 comentários

  1. Sensacional…

    Tenho estado quieto, mas esperando notícias sobre a vacina do Louis Picker…

    Abraços e saúde a todos!

    • Paulo Roberto diz

      É mesmo, Barasa.. Mas por que é que não se fala mais nisso?

    • M. diz

      Novidades de Picker….

      Equipe do Pesquisador Louis Picker Identifica os Locais dos Reservatórios Virais
      Publicada na revista Nature Medicine, lançada hoje, a equipe do pesquisador Louis Picker anunciou que:

      O HIV se esconde nos folículos de células B do corpo, em locais como gânglios linfáticos, baço e outros tecidos linfóides. Essas células B fabricam anticorpos e não podem ser combatidas por células T, a tropa de elite do sistema imunológico.
      Quando se descobre as barreiras antes desconhecidas, as esperanças de cura aumentam e as formas para identificar uma maneira de contornar isso, crescem.
      A cura poderia ocorrer ao eliminar as células B no corpo “parece bastante radical, mas isso acontece todos os dias na terapia do câncer”, disse Picker. “Acho que podemos chegar a um tratamento mais sutil do que isso.”
      Poderia levar de três a quatro anos para descobrir todas as barreiras para uma cura e uma forma efetiva para conseguir eliminar essas células infectadas.
      O pesquisador considera muito mais fácil criar uma vacina preventiva contra o HIV do que uma cura para organismos infectados, na ordem de 100.000 vezes mais difícil. No entanto, cada descoberta do local exato onde o vírus se esconde, facilita o processo.

      Vale destacar que Picker, diretor associado do Instituto de Vacinas da Oregon Health & Science, desenvolveu uma vacina contra o HIV que, em 2013, foi capaz de imunizar macacos com a versão símia do vírus da AIDS. Hoje, cinco anos depois que foram infectados e imunizados com a vacina, esses macacos ainda estão livres de vírus. “Eles estão curados”, confirmou Picker.

      Link: http://www.oregonlive.com/health/index.ssf/2015/01/embargoed_ohsu_researcher_loui.html

        • Alexandre, todos os 16 macacos do experimento se tornaram infectados. Entretanto, metade deles acabou evoluindo para cura após alguns meses, graças à vacina.

      • M.,

        Isso não é bem uma novidade… Esse artigo saiu ano passado. Ele já deve estar avançando alguma coisa em relação a esse “santuário” invulnerável às células e T e, sim, a vacina já está sendo dada a humanos.

        Abraço

  2. Junnior Jr diz

    Também acredito, se foi possível para um caso, independentemente de como foi feito, já é prova mais que concreta que a cura virá, e que seja o quanto antes.

    Só temos que nos mater saudáveis para aguardar esse momento, que COM CERTEZA CHEGARÁ…

  3. André diz

    Já eu me pego muitas vezes a acreditar que esse timothy brown é apenas uma farsa para encorajar-nos a seguir com as medicações com a esperança de sermos curados um dia.
    Já fazem anos (desde 2007) que o mesmo está “curado”, mas dizem que a técnica que fizeram com ele é muito arriscada. Será que depois desses ANOS TODOS a medicina não evoluiu a ponto de minimizar esses “riscos”?

    • Paulo Roberto diz

      André, eu também não entendo: com tanto avanço na clonagem celular, como é que ainda não conseguiram clonar as células-tronco que salvaram a vida do americano?
      De qualquer forma, não acho que seja uma farsa. Acredito na cura dele, mas acredito, também, que tem algo que não se encaixa nessa história.

  4. Gel diz

    Bom dia meus amigos.Eu estava aqui lendo alguns artigos e vi que o Timothy brown só ficou curado porque a pessoa que lhe doou a medula tinha uma mutação gênica que traduzia a ausência de uma proteína, a qual o HIV se liga para infectar a célula. Dessa forma,com a ausência dessa proteína ,o HIV não pôde mais infectar as células do Timothy e ele ficou curado. Li outro artigo que fala de uma técnica chamada CRISPER, que permite a alteração do DNA humano.Minha pergunta é: porque os cientistas não manipulam os genes das nossas células para suprimir essa proteína e assim nos curar?

    • Homem23:55 diz

      Gel,

      É uma questao de tempo.
      Vamos acreditar nisso e logo teremos notícias.

      O que não dá pra fazer é adiar a felicidade pra depois da cura.
      Os remédios estão muito eficientes e como disseram acima, devemos nos manter saudáveis até que chegue a cura.

      Abraco

  5. Felipe diz

    Oi, bom dia!
    Parabéns pelo blog. Tem alguém do RS por aqui que gostaria de bater um papo?

    Abraços!

    • Verdes Olhos diz

      Oi! Tô na mesma que vocês. Primeiro comentário aqui no blog, por sinal. Sou do RS e gostaria de bater um papo com pessoas nessa nossa condição um tanto quanto chatinha… Faz quase um ano que recebi o diagnóstico e me sinto numa solidão difícil de explicar, sem ter com quem falar no dia-a-dia a respeito disso tudo.

      Se quiserem conversar, meu e-mail é: verdesgrandesolhos@gmail.com

      Abraços!

  6. Edu diz

    Ansioso pela entrevista completa!

    Caros amigos soropositivos, aguardemos a cura saudáveis, indetectáveis, só precisamos nos manter em tratamento.

    Cuidem-se todos, a cura depende de estarmos bem!

    Abraços.a tds.

    Avanti!!!
    💪💪💪💪💪

  7. Michell diz

    O que eu aprendi hoje no blog:
    ” Que não dá pra fazer é adiar a felicidade pra depois da cura.”

    Homem23:15,Jovem Soro Positivo, 2016.

  8. 44

    Jovem brasileira participa de pesquisa que visa cura da aids, em Harvard (EUA)

    04/11/2015 – 17h50

    Uma cientista brasileira de apenas 22 anos, Hannah Ananda, trabalha em Harvard, nos Estados Unidos, para realizar o sonho da cura da aids. Ela faz parte da equipe que usou um método de edição genética para desenvolver uma técnica experimental visando impedir a ação do HIV nas células do sistema imunológico. Mineira de Belo Horizonte, Hannah é filha do cônsul honorário da Índia, Élson de Barros Gomes Jr., em Minas Gerais, e foi estudar nos EUA por causa do apoio que o país oferece ao campo científico.

    A pesquisa na qual Hannah trabalha é conduzida por Chad Cowan e Derrick Rossi, professores associados no Departamento de Biologia Regenerativa e Células-Tronco de Harvard. A mineira é, na verdade, do time do professor Cowan e trabalha sob a orientação do cientista português Leonardo Ferreira. Ela participa especificamente do processo para aumentar a resistência das células à ação do vírus. O estudo também conta com a equipe de Jack Strominger, referência da área de bioquímica.

     A expectativa dos cientistas é de que a técnica seja testada em humanos em menos de cinco anos. Os pesquisadores investiram na defesa das chamadas células T, um dos principais alvos do vírus da aids no organismo. Uma vez dentro das células T, o HIV se replica até matá-las, deixando os pacientes à mercê de infecções oportunistas. Ao usar uma nova tecnologia de edição genética, conhecida como CRISPR/Cas, os cientistas interromperam um receptor que permite a ligação do vírus com esta célula. Em teoria, as células-tronco com genes editados podem ser introduzidas em pacientes com HIV por meio de transplante de medula óssea, o que aumentaria a resistência do organismo ao vírus. 

    Hannah explica que os próximos passos da pesquisa são refinar a técnica de edição genética, fazer testes em cobaias e, em seguida, obter a autorização para testes em seres humanos.

    “O laboratório onde trabalho (Cowan’s lab) pesquisa, especificamente, técnicas humanas contra o HIV. E conseguiu, com sucesso, nocautear o gene que expressa o receptor do HIV, o receptor CCR5. A minha função mais importante foi descobrir a relação entre genes de imunologia (HLA-C e HLA-G) com a resistência do vírus HIV através de técnicas de edição de genoma. Meu projeto foi desenvolvido para garantir essa resistência, fortalecendo o sistema imunológico por meio da regulação de genes”, explicou Hannah, numa entrevista por e-mail.

    Feliz com os resultado já obtidos, ela acredita que a pesquisa pode levar à cura da aids, segundo conta na entrevista a seguir:

    Agência de Notícias da Aids: O que  motivou você a participar dessa pesquisa?

    Hannah Ananda: Sempre me interessei por pesquisa com HIV e câncer. Desde que cheguei aos Estados Unidos, faço pesquisa envolvendo genética e técnicas moleculares. Minha motivação é ligada à minha vontade de ajudar a humanidade em grande escala, principalmente contra doenças tão devastadoras. Após um tempo de experiência no laboratório, fui encaminhada para um processo de seleção num programa na Universidade de Harvard para jovens cientistas. Passei por um processo de seleção, em que também fui entrevistada. Eu demonstrei meu grande interesse na pesquisa que eles estão desenvolvendo e fui selecionada. Estou muito feliz em poder contribuir para uma causa tão importante em todo o mundo.

    Há quanto tempo você tem interesse em pesquisas de HIV/aids? Como você despertou esse interesse?

    Desde sempre lia artigos científicos sobre descobertas nessas áreas em jornais e revistas. Interessei-me especificamente pela aids devido ao fato de ter presenciado diversas vezes pessoas convivendo com a doença em diversos países, como Índia, Brasil e Estados Unidos. Lembro-me de um dia estar andando pelas ruas de Nova York e parando para ajudar um mendigo que pedia por dinheiro. Eu e meu namorado resolvemos bater um papo com o mendigo, dar um pouco de motivação, dizer para ele seguir firme e não desistir. Ele nos revelou que tinha aids e disse que, um dia, jovens inteligentes e altruístas como nós descobririam  a cura da doença. Aquilo me comoveu e quatro meses depois fui aceita para fazer pesquisa em Harvard com o vírus HIV.

    Você acredita na cura da aids?

    Sem dúvidas eu acredito. E digo mais: estamos bem perto dela.  Podemos conseguir isso com essa pesquisa.  Os resultados já são impressionantes e o tempo nos dirá sobre a eficácia dos tratamentos em seres humanos.

     

    Daiane Bomfim (daiane@agenciaaids.com.br)

     

    Dica de entrevista 
    Hannah Ananda
    Assessoria de Imprensa: Mayra Lopes: mayralopes@doizum.com

    Fonte:

    http://agenciaaids.com.br/home/noticias/noticia_detalhe/24099#.VrC73MlTvqA

  9. Juka diz

    A vida é o agora….não vamos viver em função desse sonhado dia….não dá para adiar a felicidade para depois da cura, a vida passa depressa, e ela é aquilo q acontece enquanto estamos fazendo planos….bjo na alma de todos gigantes desse blog.

  10. Gil diz

    Sinceramente, acredito na cura, acredito na proximidade dela. Mas antes de tudo, acredito que eu precise viver como sempre vivi, ainda mais depois de saber que “estou” soropositivo: um dia de cada vez, como se fosse o último, aí, claro… precisa ser bem vivido.
    Não vivo em função da medicação, nem em função da cura. Vivo em função de estar bem de saúde para tocar meus projetos e conviver com quem amo. Se estar bem de saúde hoje é através de medicação antiretroviral, então uso-as.
    Estejamos bem, quando a cura vier. E virá em breve, pode ser daqui a 5 anos, ou 15. Mas virá, na brevidade que eu der a ela, no tempo certo, que pode não ser meu tempo. Vivamos, pois!

  11. Gil diz

    Também gostaria de postar outra questão, para refletirmos:
    Esta semana um amigo, que fez faculdade comigo, faleceu aos 41 anos, devido ao câncer.
    Vida boa, bem formado, filho calouro na medicina. Lutou até o fim.
    É a vida, que nos prega peças. Quantos de nós que foram infectados há mais de 3 anos, quando este amigo descobriu ter câncer? Ele lutou, fez de tudo. Não verá mais seus filhos, não poderá curtir a filhinha, nem ver o primogênito se formar médico!
    Mas todos apoiaram a luta.
    Nós podemos viver bem, mesmo que tenhamos sequelas, mesmo que passamos dissabores.
    Quebrar o preconceito dentro de muitos de nós, saber que outras pessoas são acometidos de doenças incontroláveis, mas vivem até o fim. Se não temos tanto apoio e ainda há preconceito, sigamos nós em frente, do jeito que é melhor possível. Poderíamos não ter esta chance.
    Muitos de nós já achamos que é o fim, sem desenvolver doenças, pela presença do vírus que pode ser controlado…
    Mas não é fim, se cuidarmos e se eliminarmos o preconceito que inicialmente, ainda fica em muitos soropositivos.

    • Paulo Roberto diz

      Meu grande amigo Gil,
      realmente, o preconceito, muitas vezes, parte de nós mesmos. Somos nós que, por vezes, em nossos pensamentos e questionamentos íntimos nos privamos de tudo de bom que a vida oferece.
      Digo isso porque eu mesmo alterno momentos de tristeza e desânimo com momentos de alegria e força.
      Mas não, nunca tive momento de descrença na CURA. Já fiz loucuras para conseguir me ver livre desse vírus, sim, mas foi justamente por acreditar na CURA, que, ao que tudo indica, está a cada dia mais próxima.
      Quem me vê na rua, nem pensa que sou soropositivo. Sou EU quem bloqueia, mesmo sem querer, alguns prazeres que a vida proporciona. Não se trata de preconceito, mas de um bloqueio psicológico, talvez por um sentimento de DEFESA, não sei.
      O fato é que para morrer, basta estar vivo. A morte não escolhe idade, nem sorologia, nem classe social. Por isso, mesmo com certos bloqueios, eu escolho VIVER. Viver como se a cura fosse chegar amanhã – e quem disse que não pode???
      E viver não significa estar a todo o tempo feliz e sorrindo. Viver é justamente enfrentar a situação, seja ela qual for, mas sempre com Fé e Esperança.
      Grande abraço
      Paulo Roberto

      • Gil diz

        Verdade, Paulo Roberto.

        Tudo bem, amigão? Pois bem… É BEM ISSO!
        É viver, enfrentar os desafios que a vida nos lança. Viver até o fim, não vegetar até o fim, não paralisar até o fim.
        Quanto a abdicar de alguns prazeres, é questão de tempo para se recompor, mesmo passando um período sabático. Na hora certa, aparece o momento de se abrir ao novo no tempo certo, de se perceber como alguém que pode ser amado e desejado.
        Novidade:
        Decidi fazer a cirurgia bariátrica para reduzir as taxas de triglicerídeos e colesterol que não baixam e aumentaram, mesmo com medicação. Dieta não dá, escolhi junto com o médico uma técnica chamada sleave, que apenas reduz a cavidade gástrica, sem mexer no intestino.
        Depois do Carnaval, eu opero. Sei que vai dar tudo certo, a pessoa perde até 90% do excesso (no meu caso, 27 quilos para o peso ideal).
        A questão é manter a saúde, é cuidar do corpo para o futuro. Pelo que vemos de novidades mundiais, iremos ser descontaminados.
        Nem digo “seremos curados”, afinal, NEM ESTAMOS DOENTES!
        Abraço!

  12. Alex diz

    Pessoal, não gosto mt de teorias de conspiração nem nada do tipo, mas vcs tbm não estão notando algo estranho sobre esse Zika Vírus ter surgido logo agora?

    Digo, se realmente estamos bem perto da cura do HIV, que é o que quero acreditar, fica parecendo que o Zika vírus pode ter sido algo criado para continuar fortalecendo a ideia de necessidade de usar preservativo na relação sexual, seja para evitar gravidez nessas circunstâncias ou mesmo para evitar a transmissão do zika vírus, que agora tbm já noticiam ser transmissível sexualmente.

    Foi só um pensamento breve que tive, que acho um pouco razoável essa possibilidade.

    • Verdes Olhos diz

      Pois é. Acompanhando as notícias, pensei em algo parecido… Não digo que seja algo para reforçar o uso de preservativo nas relações sexuais, mas algo a ver com “demandas de mercado”. Se a indústria farmacêutica, por acaso, souber que o fim do HIV está próximo, talvez já estejam sendo criadas novas “necessidades de consumo” – no caso, novas doenças alarmantes. No caso, a bola da vez parece mesmo ser o Zika Virus.

      Sei lá. É uma ideia horrível, porém eu não duvido de mais nada… Mas é claro que também pode ser um pensamento “egoísta” de nossa parte, já que queremos acreditar que a cura para o nosso mal está próxima (talvez esteja, talvez não esteja, no fundo nem temos como saber).

    • R2D2 diz

      Edbyington30

      Olha, sempre tive esse lance da culpa também.. quase nunca falamos sobre isso. É a primeira vez que posto algo aqui. Mas me despertou sobre isso que você disse. Às vezes tenho isso na cabeça de sentir culpa pela situação de exposição e pelo acontecido. Daí você se culpa, pensa “por que?”.. mas aconteceu, infelizmente.. quando fiz o teste, em exame de rotina, fiquei sem chão. Chorei muito, todo desnorteado. Não sabia o que fazer. Só pensei “não quero morrer”. Acho que é o que todos pensam. Mas tomei uma decisão na hora, antes de sair do posto de saúde, e pensei em contar aos meus pais, mesmo as enfermeiras me aconselhando que não era o momento e que talvez eu nem precisasse jamais dizer a eles. Porém eu não queria carregar essa “culpa” sozinho. Não no sentido ruim, de ter algum culpado, mas de levar a vida angustiado, sem poder dizer e esconder um segredo. Quando saí do posto de saúde cheguei em e casa e contei de cara. Mae, pai, irmãos. Foi um alívio muito grande, e tudo no mesmo dia. Tive o apoio dos meus pais, e chorei.. senti-me um bebê.. frágil, precisando do colo da mãe, desnorteado. Mas depois de tudo isso, hoje vejo que foi a melhor escolha que fiz, pra não carregar essa angústia, porque sabia que poderia me consumir. Tomo o 3×1 há quase 1 ano, levo uma vida normal.. pratico atividade física regularmente.. e meus exames estão bons. E o assunto “hiv” ficou dentro de casa. Jamais saiu da porta pra fora. Nem pra amigo contei. A família nesse momento é tudo. Então, a culpa que você sente pode ser um pouco por isso, pela angústia que você carrega sozinho.. Não estou dizendo pra sair contando.. cada um sabe da própria situação familiar, dou graças a Deus que tive esse apoio, muitas pessoas não têm, infelizmente. Mas pra quem tiver procurando respostas, lendo este post, só digo, e complemento, o que alguns já disseram: ria, sorria, chore, viaje, pratique esportes, dê valor às pessoas queridas em sua vida, brinque, emocione-se, faça planos, trabalhe, estude, cuide-se.. enfim, viva! O dom da vida é incrível e é agora. Às vezes paro pra pensar.. há tantas pessoas doentes neste momento, em situação pior, precisando de um atendimento, de um transplante, de umà esperança, um sopro a mais para viver mais um dia ou apenas de uma palavra… Não vou deixar que isso tudo me desmorone. Eu quero viver. Preciso viver! De certa forma, essa situação nos muda um pouco. Aprendi a rever alguns valores.. hoje procuro ser mais atencioso com o próximo, não porque senti que fui “castigado” pela vida por causa disso, ou coisa do tipo, e agora tenho essa obrigação… não! mas a cada dia, aprendo a enxergar com outros olhos certas coisas. Me tornei mais humano. Enfim.. tenha força!

      • Edbyington30 diz

        Muito obrigado pelas palavras R2D2 ,
        s. Me tornei também mais humano e sensível ao mundo. E isso, porque eu já era muito .
        Valeu e parabéns por ter uma família que soube entender. Infelizmente, na minha família não seria fácil, eles não entenderiam. Se eu contasse é como se a família nascesse ou morresse de vez , dai me deparo com o medo . E me calo! Espero um dia poder conviver com pessoas convivendo com Hiv e assim diminuir esse silêncio. Um forte abraço e fica com Deus .
        Ps: me deu até vontade de malhar contigo rsrs. Preciso voltar a fazer atividade física. Falo de João Pessoa e vc?

        • Gil diz

          Olá, amigo. Sou de João Pessoa, também. Entre em contato, se quiseres, pelo email psicoglmr@gmail.com
          Tenho, junto com um amigo também positivo, montarmos um grupo de amigos, para debater assuntos e tirar dúvidas, ter algum lazer, cuidados conjuntos, que morem por aqui, em JP e arredores, sem obrigações. Um abraço.

  13. Paulo Roberto diz

    No mundo em que estamos, Alex, acho que tudo de ruim é possível e fácil de ser executado. E tudo de bom também é possível, mas difícil de ser executado.
    Sua postagem me alertou. Eu nunca havia pensado nisso.
    Mas me lembrei da tal Gripe A1N1, que foi “descoberta” em meados da década passada e cujo remédio já existia em 1976. Estranho, não???
    E vem o Carnaval aí…
    Se cuida, galera…

  14. junior diz

    Alguém me coloca no grupo do Kik? Meu apelido eh juniorsantosbc …desde ja agradeço.

  15. Edbyington30 diz

    Olá a todos do site Js,
    Sempre venho aqui ler e buscar inspiração para viver melhor. Pois aqui encontro vida e histórias reais. Pessoas que por algum motivo foram contaminadas . Ando meio paralisado em relação ao meu futuro e sei que isso não é bom e ainda mais depois do Hiv, afinal, temos que criar planos para o futuro.
    Tomo minha medicação religiosamente, tenho uma alimentação saudável, só não pratico atividade física por não gostar, mas devo começar logo.
    Goataria de sugerir matérias sobre pensamento ” positivo” ou algo que faça a gente desligar do vírus. Ele existe, mas a cura não. E sinto que as vezes ficamos pensando mais na cura do que viver. Sei que por ser positivo nao me faz um privilegiado em nada e nem inferior entao é vida que segue. Vamos seguindo tomando nossa medicação e se cuidando para vivermos bem e tocar nossos projetos.
    Queria salientar outra coisa: algo que sempre bate a minha porta é a culpa . Talvez esse tema precisasse ser mais debatido por nós. Por que se culpar de algo que vc fez e teve prazer?
    As vezes, me acho masoquista em relação ao hiv e isso sim é uma barreira ainda para mim quase dois anos depois .
    Daí logo penso: talvez precisasse passar por isso e assim dar mais valor a vida ( pegada bem religiosa- pecado-). No mais meus amigos não sabem, meus pais nao sabem e não penso em falar: porque aí sim seria um Deus nos acuda.
    Como alguém como vc instruído pegou?
    E ainda não me sinto preparado para dizer: vivi um momento de prazer sem proteção!
    Outra coisa : alguém aqui depois da descoberta mudou da sua cidade?
    Hoje penso muito em fazer isso e recomeçar uma vida nova e quem sabe deixar o fantasma da culpa para trás.
    Abraços a todos.

  16. Junior_bsb diz

    Una familia inmune al VIH

    Una alteración genética provoca en un linaje una distrofia muscular mortal que también les protege de infectarse del virus del sida

    Paradójicamente, el gen mutado que afecta al linaje de Guirao les protege frente al VIH. Ante ese descubrimiento, el Instituto Carlos III, el Hospital Vall d’Hebron, el Hospital de la Fe y la Universidad de Valencia han unido esfuerzos para investigar las posibles aplicaciones del descubrimiento en la búsqueda de una cura o vacuna para la infección de VIH. “En teoría es posible”, continúa Alcami. “Si podemos bloquear la transportina 3 solamente en los leucocitos [las células del sistema inmunológico a las que ataca el VIH] sin que afecte a los músculos, detendríamos el virus. Esto nos muestra una nueva diana para luchar contra la pandemia”, concluye el virólogo.

    http://elpais.com/elpais/2016/02/02/ciencia/1454432975_274300.html?id_externo_rsoc=FB_CM

  17. Esconde-Esconde diz

    Gente, boa noite.
    Queria perguntar as pessoas que se identificam com o meu caso: há alguém alguém que se descobriu soropositivo, mora com a família, mas ainda não sentiu necessidade/ou ainda não quis contar?
    Estou passando por um problema: moro com a minha família, tenho meu próprio quarto, ainda não senti o momento de contar que sou soropositivo e acho que nunca vou. Já estou perto de me formar e ter minha própria vida, além de estar me tratando corretamente e já ser indetectável. Mas tenho sempre a insegurança de alguém achar o meu frasco de comprimidos. Guardo-o na minha bolsa mas ele é bem encandaloso em qualquer mexidinha rs. Alguém tem o mesmo problema? Tem dicas de como disfarçar esses medicamentos dentro de casa? Sempre que saio fico na insegurança de alguém mexer e ver.

    • Pombal 12 diz

      Olá! Descobri recentemente, ainda me adaptando com a nova vida.. Às vezes penso em chorar até 2037, mas aí recebo força dos meus amigos que me dão mais vontade de vencer!

    • Pedro diz

      Ola, esconde esconde

      Troca o frasco por um frasco qualquer de polivitaminico, tal como: cetrum diário,etc.

Deixe um comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s