Em breve, o Diário de um Jovem Soropositivo vai publicar uma entrevista exclusiva com Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim”, o único homem do mundo totalmente curado do HIV.

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Reuters

Resistência a um dos principais medicamentos contra o HIV é comum no mundo todo e pode significar problemas para tratar e prevenir o vírus que causa a aids, de acordo com um novo estudo.

Em algumas partes do mundo, mais de metade das pessoas que continuam a ter HIV não controlado mesmo sob tratamento acabaram por ter uma forma do vírus que é resistente ao medicamento Tenofovir, afirmam os pesquisadores na The Lancet Infectious Diseases. O novo estudo sugere que o tratamento e acompanhamento de pacientes com HIV no mundo todo precisa ser melhorado, bem como a vigilância deve ser aumentada, disse o autor sênior, Dr. Ravi Gupta, da University College London.

“Se você desenvolver resistência, é uma perda muito grande.”

O Tenofovir é o principal medicamento para tratar e prevenir o vírus da imunodeficiência humana, o HIV. O fármaco também pode ser usado para tratar a hepatite B. “Se você desenvolver resistência a isso, é uma perda muito grande”, disse o autor do estudo Dr. Robert Shafer, da Universidade de Stanford, na Califórnia.

“A disponibilidade de medicamentos de segunda linha está aumentando, mas eles são um pouco mais caros e têm mais efeitos colaterais associados com eles,” Gupta disse à Reuters Health. Segundo ele, as pessoas adquirem resistência do HIV ao Tenofovir de duas maneiras: ou não tomam o medicamento como prescrito e então o vírus sofre mutação, ou são infectados por alguém com uma forma já resistente do vírus.

Para o novo estudo, os pesquisadores utilizaram dados de 1.926 pessoas em 36 países que continuaram a ter HIV não controlado apesar do tratamento simultâneo com uma variedade de medicamentos, que incluíam o Tenofovir. A proporção de pessoas com Tenofovir resistente ao HIV variou de 20% na Europa a mais de 50% na África subsaariana.

“Em parte, o sistema imunológico ajuda os medicamentos.”

Embora o estudo não possa dizer o que faz com que surjam vírus resistentes ao Tenofovir, os pesquisadores descobriram que a saúde do sistema imunológico quando o tratamento começa, bem como os outros medicamentos que fazem parte do regime de tratamento, estão relacionados com o risco de resistência. As pessoas que iniciaram o tratamento com uma contagem baixa de células CD4, que é uma medida da saúde do sistema imunológico, se mostraram cerca de 50% mais propensas a ter resistência do que as pessoas com sistema imunológico saudável. “Nós acreditamos que, em parte, o sistema imunológico ajuda os medicamentos”, disse Gupta.

Além disso, as pessoas que tomam um medicamento chamado Lamivudina também se mostraram cerca de 50% mais propensos a ter resistência do que aqueles que tomam uma droga similar, conhecida como Emtricitabina. Além disso, o tratamento com Nevirapina, em vez do semelhante Efavirenz, também foi ligado a maiores chances de vírus resistente ao Tenofovir.

“Se essa tendência continuar, a eficácia da PrEP pode ser comprometida.”

Segundo Gupta, ao contrário de estudos anteriores, a nova pesquisa descobriu que o HIV resistente ao Tenofovir se reproduz tanto quanto um HIV não resistente faz, o que significa que a resistência pode ser transmitida para outras pessoas. “Eu acredito que, se essa tendência continuar e se forem encontradas um monte de infecções por HIV com resistência, a eficácia da PrEP pode ser comprometida”, disse Gupta, referindo-se a profilaxia pré-exposição, que é a prática de ter pessoas não infectadas tomando medicamentos anti-HIV para tentar evitar contrair o vírus.

Os pesquisadores dizem que não podem prever quantas com HIV terão resistência, pois seu estudo só incluiu pessoas que falharam o tratamento. No entanto, as estimativas sugerem que, nas atuais circunstâncias, a cerca de 8 a 18% dos doentes na África subsaariana que recebem Tenofovir e Efavirenz irão desenvolver resistência no primeiro ano de tratamento. Esses resultados destacam a necessidade de uma melhor vigilância da resistência aos medicamentos em pacientes com HIV, escrevem os autores. “Precisamos de sistemas de alerta imediatos e precisamos agir sobre o que encontramos”, disse Gupta.

Por em 28 de janeiro de 2016 para a Reuters. Fonte: The Lancet Infectious Diseases.

Hackathon

Acontece hoje, 27 de janeiro de 2016, das 19h às 22h no Auditório José Ademar Dias, em São Paulo, o primeiro Esquenta Hackathon, que vai discutir o universo de ações e oportunidades para o campo de prevenção de DSTs. Faça sua inscrição!

19:00 – Credenciamento

19:30 – Abertura: Paula Aguiar – Presidente ABEME

19:50 – Analice de Oliveira – CRT

20:10 – Lelah Monteiro – sexóloga da Rádio Globo

20:30 – Cleiton Euzébio – Unaids

20:50 – Mesa Redonda: Mediadores: Marcela Liz e Nadir Amaral
Convidados: Claudio Pereira , Dra. Maria Clara Gianna, Ana Lucia Spiassi, Douglas Santana

21:40 – Encerramento

Você também pode participar pelo Twitter @HackathonAbeme, onde o Esquenta já começou, mandando sua pergunta, sugestão e recados! Você também pode acompanhar o blog e a página do evento no Facebook.
patrocionio Esquenta Hackathon


CADE

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica — Cade condenou, em sessão realizada nesta quarta-feira (20/01), as empresas Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda., Brasvit Indústria e Comércio Ltda., e quatro pessoas físicas por formação de cartel em licitações públicas no mercado de insumos para fabricação de medicamentos antirretrovirais (PA 08012.008821/2008-22).

O cartel teve como alvo três laboratórios públicos que fabricavam medicamentos para o combate a doenças transmitidas por vírus, principalmente o HIV, e compravam os insumos para a fabricação dos remédios dessas empresas. A investigação se iniciou após a deflagração da chamada “operação roupa suja”, da Polícia Federal, cujas interceptações telefônicas indicaram a existência do cartel no mercado de medicamentos.

O conselheiro relator do caso, Gilvandro Araújo, destacou que os elementos probatórios reunidos aos autos, como o conteúdo das interceptações telefônicas judicialmente autorizadas e dos registros públicos dos pregões, demonstram que o conluio entre os concorrentes foi efetivamente implementado. De acordo com o relator, os representados combinavam previamente os resultados dos certames, fixando preços e conduzindo diversas ações com o objetivo de fraudar o caráter competitivo das licitações, como a apresentação de propostas de cobertura, a supressão de lances e propostas, e a subcontratação de concorrentes.

“O sobrepreço exigido teve desdobramentos sobre o direito à saúde, assegurado na Constituição Federal.”

“Considero que a conduta anticompetitiva teve alto grau de lesão à livre concorrência, à economia nacional e aos consumidores uma vez que o cartel ocorreu em detrimento de laboratórios públicos na aquisição de insumos para medicamentos essenciais que seriam distribuídos à população, de forma que o sobrepreço exigido teve desdobramentos sobre o direito à saúde, assegurado na Constituição Federal”, afirmou Araújo.

Pela infração à ordem econômica, foram aplicadas multas no valor total de aproximadamente R$ 6 milhões. Em razão da inexistência de prova, o Tribunal do Cade arquivou o processo (PA 08700.001640/2013-84) com relação à empresa Xiamen Mcham Laboratories Ltd., que também era investigada por suposta participação no cartel.

Acordo

Em agosto de 2014, o Cade já havia firmado Termo de Compromisso de Cessação — TCC com a empresa Pharma Nostra e três pessoas físicas ligadas a ela. A empresa e seus funcionários também eram investigados por participação no cartel. Pelos termos do TCC, os representados pagaram contribuição pecuniária ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos — FDD, confessaram participação na conduta e se comprometeram a colaborar com a investigação e com a instrução do processo. Com o julgamento do caso, o Tribunal do Cade declarou o cumprimento integral do acordo, determinando o arquivamento do processo em relação aos compromissários.

Publicado em 20 de janeiro de 2016 pelo Cade


Healio

A associação de vírus transmitidos pelo sangue com procedimentos intravenosos entre os moradores de Kinshasa, na República Democrática do Congo, pode sugerir que a rápida disseminação do HIV nesta região, durante a metade do século XX, foi impulsionada pela transmissão iatrogênica [aquela que origina doenças e patologias a partir do tratamento de outras], de acordo com um estudo publicado recentemente.

“Estimativas genéticas indicam que a epidemia cresceu mais lentamente antes de 1950.”

“Análises evolutivas das sequências de genes virais mostram que o HIV-1 floresceu e diversificou na capital do Congo Belga [nome do território administrado pelo Reino da Bélgica na África a partir de 1908], que foi o principal centro comercial da África central”, explica a Dra. Catherine Hogan, da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, e seus colegas. “Estimativas genéticas da história da transmissão do grupo M do HIV-1 na África Central indicam que a epidemia cresceu mais lentamente antes de 1950 e foi, em seguida, transferida para crescimento exponencial, muito mais rápido em algum momento entre 1952 e 1968. Os fatores que impulsionaram o surgimento e a propagação do HIV-1 em direção a epidemia que se espalhou em Kinshasa permanecem desconhecidos.”

LocationDRCongo

Pesquisas anteriores já haviam proposto transmissões iatrogênicas como um fator importante para o surgimento do HIV-1 em Kinshasa, escreveram os pesquisadores, mas a doença de alta mortalidade tornou difícil confirmar esta hipótese. Para contornar este problema, Hogan e seus colegas escolheram analisar a prevalência da hepatite C e HTLV-1, dois vírus transmitidos pelo sangue, com maior capacidade de sobrevivência, e que poderiam agir como um auxiliador para a infecção pelo HIV. De julho a agosto de 2012, eles recrutaram moradores de Kinshasa com 70 anos ou mais e que tinham vivido na cidade por pelo menos 30 anos. Os participantes forneceram amostras médicas e preencheram questionários, fornecendo história demográfica e médica, com foco em doenças e condições tropicais anteriores, as quais requereram injeções intravenosas. As amostras coletadas foram submetidas a testes sorológicos, amplificação, sequenciamento e reconstrução filogenética, realizados para delinear a história genética do HCV.

A análise final incluiu 839 participantes, com idades de 70 a 90 anos (idade média de 75 anos). Os participantes relataram que vivem em Kinshasa por uma média de 58 anos (variação de 30 a 92), e 74% recordaram receber injeções intravenosas pelo menos uma vez na vida.

Os pesquisadores escreveram que 25,9% dos participantes testaram positivo para o HCV, e 3,1% foram positivos para HTLV-1. Dos 118 pacientes com HCV a partir do qual foram obtidos produtos de amplificação, os subtipos 4r (n=38) e 4k (n=47) foram os mais prevalentes. A terapia intramuscular intramuscular para tratar tuberculose, com injeções intravenosas, antes de 1960, em uma clínica específica de venerologia da era colonial do Congo e injeções intravenosas em um hospital específico foram identificados como fatores de risco independentes para o subtipo 4r, enquanto os tratamentos antimaláricos e injeções intravenosas em outro hospital foram associadas com o subtipo 4k. O subtipo 1b do HTLV-1 foi mais comumente encontrado entre os participantes que forneceram sequências, com fatores de risco notáveis de infecção pelo HTLV-1 em transfusões e injeções intravenosas em dois hospitais específicos. Além disso, a análise da sequência viral mostrou um grande aumento de infecções de ambos os subtipos de HCV começando na década de 1950.

Apesar de algumas limitações e da perda de indivíduos diretamente afetados, os pesquisadores escreveram que as associações encontradas entre os participantes com HCV se alinham diretamente com aquelas encontradas entre os participantes com HTLV-1, e vice-versa. Como tal, estes resultados podem ser a primeira evidência empírica que apoia a hipótese de que o surgimento do HIV-1 se deu através da transmissão iatrogênica do vírus, transmitidas pelo sangue.

“A transmissão iatrogênica e o histórico da África Central parece ter sido um fator contribuinte.”

“O estabelecimento do grupo M do HIV-1 como parte da pandemia global, único entre as demais cepas de HIV, sem dúvida, é resultado de múltiplos fatores causais cujas contribuições relativas podem nunca ser totalmente resolvidas”, escreveram os pesquisadores. “No entanto, a transmissão iatrogênica e o histórico no centro da África Central parece ter sido um fator contribuinte.”

As conclusões de Hogan e seus colegas se encaixam bem na atual compreensão das origens do HIV-1, que são em grande parte baseadas em padrões de evolução recolhidos a partir de dados de sequenciamento, de acordo com Simon D. W. Geada, DPhil e Samuel Kwofie, PhD, ambos do departamento de medicina veterinária da Universidade de Cambridge. Em um editorial, eles escreveram que as reduções de transmissão iatrogênica devem ser prosseguidas a par de esforços contra a transmissão sexual, uma vez que essa rota continua a ser uma fonte de novas infecções em vários países.

“Em uma era de crescente mobilidade da população, que levou a disseminação de HIV da África para o resto do mundo, temos de assumir a responsabilidade compartilhada para o desenvolvimento dos serviços de saúde e estratégias de prevenção adequadas”, escreveram eles. “Com as discussões atuais sobre a vacinação para proteger contra o vírus Ebola, a iatrogenia deve continuar a ser uma preocupação na agenda da saúde global.”

Por Dave Muoio em 21 de janeiro de 2016 para o Healio

perguntaLipodistrofia

Olá, Dr. Young. Sei que existem diversos fatores envolvidos, mas, via de regra, qual é a porcentagem de pessoas que estão em terapia antirretroviral e que desenvolvem lipodistrofia e outros efeitos colaterais que transformam o corpo nos primeiros 10 a 15 anos de tratamento?

respostaResposta do Dr. Young

young-topOlá e obrigado pela pergunta. Atualmente, a lipodistrofia é muito menos comum, especialmente nos últimos anos, depois que deixamos de usar Estavudina (d4T) e Zidovudina (AZT) no tratamento. Em geral, nos estudos sobre as opções atuais de tratamento, a lipodistrofia é muito rara.

Um dos melhores relatórios a respeito de lipodistrofia com medicamentos inibidores de integrase é baseado em análises sobre o Raltegravir. Neste estudo, o STARTMRK, não houve qualquer caso reportado de lipodistrofia ente os participantes que tomavam Raltegravir, e apenas 1% entre aqueles que tomavam Efavirenz.

Entre aqueles que apresentam mais tempo de doença e histórico de tratamento, conforme reportado no estudo BENCHMRK, em torno de 5% desenvolveram lipodistrofia.

Espero ter ajudado.

Benjamin Young

Publicado pelo TheBody em 30 de dezembro de 2015


GSHOW

Chegou a hora mais esperada na vida de Luciana (Marina Moschen): o resultado do seu exame de sangue. No consultório, a médica dá a boa notícia: “Veja aqui que o resultado do seu exame de HIV deu negativo”. A gata fica aliviada, e a profissional explica mais: “O risco de você adquirir o HIV naquele acidente era praticamente zero. Achei melhor receitar o remédio porque você e sua mãe estavam muito abaladas e receber o tratamento era um direito de vocês”.

Que boa notícia, hein, Lu?! (Foto: TV Globo)
Que boa notícia, hein, Lu?! (Foto: TV Globo)

Luciana escuta com atenção todos os conselhos da doutora. “O rapaz com quem você se acidentou se trata desde criança e certamente ele está  com ‘carga viral indetectável’. Ele não está curado, mas tem tão pouco HIV no sangue dele, graças aos remédios, que a chance dele transmitir o vírus é praticamente nula”.

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Em 15 de janeiro de 2016 pelo GShow

TOPBLOG2015_TOP100O Diário de um Jovem Soropositivo é um dos 100 finalistas do Prêmio Top Blog 2015, um concurso entre blogs voltados ao público brasileiro, na editoria Saúde e Bem-estar, direcionada a temas como alimentação, atividade física, medicina, entre outros relacionados. Vote aqui! Começou hoje o 2º turno!

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De acordo com o regulamento dessa competição, o período de votação do Primeiro Turno pelo Júri Popular, representado pelos internautas por meio de voto eletrônico, vai até o dia 18/12/2015, às 18h (horário de Brasília).

No dia 11/01/2016, será divulgada a lista dos 100 blogs mais votados em cada editoria, que passam para o Segundo Turno da votação pelo Júri Popular. Os votos do Primeiro Turno não serão computados para o Segundo Turno. Os blogs que não se classificarem entre os 100 blogs mais votados de cada editoria ainda podem concorrer no Segundo Turno à premiação pelo Júri Técnico, formado por profissionais atuantes nos segmentos relacionados às editorias.

A divulgação dos finalistas será no dia 20/04/2016. Os três blogs vencedores pela votação do Júri Popular e os três blogs vencedores pela avaliação do Júri Técnico serão premiados assim:

  • Primeiro colocado recebe 12.000 pontos Multiplus, badge digital, certificado e troféu;
  • Segundo colocado recebe 6.000 pontos Multiplus, badge digital e certificado;
  • Terceiro colocado recebe 3.000 pontos Multiplus, badge digital e certificado.


street-insider

A Janssen Sciences Ireland formalizou sua colaboração com a ViiV Healthcare na fase III para o desenvolvimento e comercialização de um regime de duas drogas de ação prolongada: formulações injetáveis ​​de Rilpivirina (inibidor não nucleosídeo da transcriptase reversa da Janssen) e Cabotegravir (da ViiV Healthcare).

Janssen (empresa farmacêutica da Johnson & Johnson) e ViiV Healthcare vieram trabalhar em conjunto no desenvolvimento deste regime depois de uma série de acordos para estudos clínicos, durante vários anos. Sob este novo acordo, o estudo de fase III, para avaliar a eficácia, segurança e tolerabilidade do regime, será liderado pela ViiV Healthcare com o apoio da Janssen. Com a fase III concluída, bem sucedida, e com a aprovação das agências reguladoras, cada empresa vai fabricar e distribuir individualmente suas formulações farmacêuticas.

“Estamos comprometidos em fazer a diferença para as pessoas afetadas pelo HIV.”

“Apesar do grande progresso no desenvolvimento dos atuais tratamentos contra o HIV, o fardo da administração diária dos remédios para o HIV continua a ser grande e representa um desafio para garantir que as pessoas que vivem com o HIV mantenham uma carga viral indetectável”, diz Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson mundial e da Janssen Pharmaceutical Companies. “Estamos comprometidos em fazer a diferença para as pessoas afetadas pelo HIV. A perspectiva de desenvolvimento de novas terapias, tais como formulações de ação prolongada acessíveis, podem oferecer esperança para os milhões de afetados pelo HIV em todo o mundo.”

Na 32ª semana de um estudo de fase IIb (LATTE 2, NCT02120352), a pesquisa do regime de ação prolongada injetável, administrado a cada 4 ou 8 semanas, mostrou eficácia comparável a um regime oral diário de três medicamentos para o HIV (em um estudo sobre Cabotegravir e dois inibidores nucleósidos da transcriptase reversa). Se desenvolvido e aprovado pelas autoridades reguladoras com sucesso, as pessoas que vivem com HIV que estão com supressão virológica poderiam ter uma opção alternativa ao regime padrão, oral diário de três terapias medicamentosas.

“Temos o potencial de desenvolver o primeiro medicamento de ação prolongada.”

“Enquanto trabalhamos em direção ao nosso objetivo de longo prazo de desenvolvimento de uma vacina preventiva contra o HIV, estamos animados em continuar a apoiar as pessoas que vivem com o HIV através de melhorias inovadoras”, disse Wim Parys, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Janssen. “Através desta colaboração, nós temos o potencial de desenvolver o primeiro medicamento de ação prolongada, injetável de dois regimes de medicamentos, como uma opção inovadora para o tratamento de manutenção do HIV.”

Desde o início da epidemia do HIV, quase 75 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus. Estima-se que 35 milhões de pessoas vivem atualmente com HIV no mundo, com 2,5 milhões de pessoas sendo infectadas a cada ano.

Sobre o estudo LATTE 2

LATTE 2 foi um estudo multicêntrico, aberto e de 96 semanas de duração, iniciado na fase IIb, para investigar a segurança e eficácia deste primeiro regime injetável de ação prolongada que combina Rilpivirina e Cabotegravir para manter a supressão da carga viral. O LATTE 2 incluiu adultos (n=309), que, após atingir supressão virológica através do tratamento oral com uma dose diária de 30mg de Cabotegravir associado a dois inibidores nucleósidos da transcriptase reversa (n=286, 93%), foram subsequentemente randomizados para um dos três braços do estudo para receber injeções de Cabotegravir e Rilpivirina injetáveis a cada 4 semanas (n=115), 8 semanas (n=115) ou a continuar com o tratamento oral convencional (n=56).

Na 32ª semana, as taxas de supressão viral (RNA do HIV-1 inferior à 50 cópias/ml) para pacientes que receberam a terapia de manutenção das duas drogas de ação prolongada, administradas a cada 8 semanas (95%) ou em intervalos de 4 semanas (94%), eram comparáveis ​​às taxas observadas em pacientes que continuaram com o regime oral de três fármacos (91%). Os pacientes que estavam no grupo que recebeu as doses a cada 4 semanas relataram mais eventos adversos, alguns deles levando à suspensão (5%; n=6), em comparação com aqueles que receberam injecção a cada 8 semanas (2%; n=2) ou que continuaram com o tratamento oral (2%, n=1). O efeito adverso mais comum relatado pelos pacientes foi dor no local da injeção (93% dos receptores de injeção). Dois pacientes no braço no grupo de 8 semanas (e nenhuma no braço de 4 semanas) se retiraram devido à intolerância da injeção. Dois pacientes preencheram critérios de falha virológica definida pelo protocolo, um deles no grupo de 8 semanas e outro no grupo de tratamento oral; nenhum paciente tinha provas de resistência aos medicamentos. Os resultados do estudo LATTE 2, cofinanciado pela Janssen e ViiV Healthcare, serão apresentados no futuro em uma conferência científica.

Em 7 de janeiro de 2016 pelo StreetInsider.com