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Carta de um leitor: sobre ser soropositivo

“1ºde dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, nunca passa sem notícias incríveis, mas também com algumas narrativas insuportáveis. Fico imaginando como seria se eu, naquela tarde de setembro de 2014, quando resolvi fazer o teste, tivesse lido essas reportagens, mal escritas e preconceituosas, sobre como é conviver com o HIV hoje em dia. Muito provavelmente, teria tanto medo que deixaria para fazer o teste em outra hora. Afinal, estava assintomático — o que eu não sabia é que estava com poucas células CD4 e prestes a desenvolver uma doença oportunista.

‘Há coisas que podem ser feitas e, com tratamento, vocês viverão longas vidas.’

Lembro-me da primeira carta que mandei para você, Jovem, falando com tanto sofrimento sobre como era descobrir ser portador do HIV. Nela, contei da reação violenta que tive frente às profissionais de saúde, quando disseram para mim o resultado do teste rápido. Lembro do suor frio percorrendo todo o corpo, da boca seca, da taquicardia e do apoio insuficiente que recebi dos profissionais. Poucos minutos antes do teste, a assistente social havia desejado que ninguém fosse soropositivo para o HIV, mas o que ela esqueceu de dizer foi: ‘se alguém descobrir que é HIV positivo, não se preocupe demais, pois há muitas coisas que podem ser feitas e, com tratamento, vocês viverão longas vidas.’

Essa última frase rescrevi em minha imaginação, como uma reparação pessoal à profissional do CTA, que foi incapaz de solucionar a contradição interna do próprio corpo dos agentes de saúde e que é resolvida, acredito eu, quase sempre de forma singular pelos pacientes, com muita dor e sentimentos de perda e de luto. Razão que faz com que muitas pessoas hoje não sejam testadas e, diante dessa realidade, não acho nem um pouco condenável que as pessoas fujam dos testes de HIV. É como se furassem nossos dedos e não soubessem nos dizer coisas tão simples, como: ‘sua expectativa de vida permanece intacta, você pode ter filhos, pode viajar para países que antigamente não poderia e, se for mulher, num futuro próximo, além de gestar seus filhos, irá poder amamentá-los também.’

Hoje, me pergunto exatamente isso: por que razão esse ótimo prognóstico é deixado de lado? O que faz de todo o dispositivo de saúde incapaz de acolher essas demandas? Ainda estou tentando saber disso. Não é nem um pouco incomum as pessoas relatarem mudanças substantivas em suas vidas, às vezes, até para a melhor, quando descobrem o HIV.

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Ongina, uma drag queen que participou do programa RuPaul’s Drag Race em sua primeira temporada, disse, certa vez, que depois que o medo da morte foi se tornando medo de outras coisas inerentes a estar viva, ela entendeu que poderia usar isso como um ponto de apoio para desatar grande parte das suas neuroses. Hoje, casada com um rapaz, e vivendo a vida menos como drag queen e mais como designer, ela tem se dedicado a ser porta-voz no combate ao estigma. Inclusive, ocupou esse lugar durante algum tempo, acolhida pela marca de cosméticos M·A·C, onde a venda do batom Viva Glam é integralmente convertida para o combate ao estigma e para financiar o tratamento de HIV/aids.

Hoje, grande parte do que eu entendo fazer parte de ser soropositivo vem e veio de pessoas como estas, incríveis, as quais, anonimamente ou não, usam de suas posições com a finalidade de provocar mudanças no quadro das discursividades disponíveis a respeito da epidemia — como bem coloca a série publicada no blog, com o nome de Literatura pós-coquetel. Talvez, essa coisa que a gente chama de ‘ser soropositivo’ para mim tenha ficado mesmo confusa. Afinal, sou soropositivo para hepatite B, tanto quanto para o HIV. Sou igualmente soropositivo para caxumba, rubéola, catapora, meningite e influenza, de acordo com o meu cartão de vacinação, no qual constata que estou imunizado contra essas doenças.

No campo prático, dos reconhecimentos sociais, nesse curto tempo de ser soropositivo para o HIV, vi (ou li) muitas pessoas ocuparem posições, cargos e funções tão distintas quanto possíveis, de modo que ‘ser soropositivo’ é menos alguma coisa com a qual devamos nos identificar integralmente, do que uma contingência experienciada num mundo micro-orgânico. Tenho inclusive deixado de dizer que estou doente, passando a comunicar para os meus amigos e familiares que eu tenho uma ‘condição crônica de saúde’ e que, uma vez medicado e fazendo os acompanhamentos devidos, posso fazer tudo o que alguém não infectado pelo HIV faz. Inclusive, um imunologista, do qual não vou lembrar o nome, uma vez disse que, assim que o paciente atinge níveis indetectáveis de vírus no sangue, recuperando, posteriormente, seu sistema imune, a fisiologia de quem é soropositivo e soronegativo passa a ser muito, mas muito, similar, funcionalmente apresentando capacidades igualmente satisfatórias no combate a outros patógenos.

Aides

No entanto — e acho que é por isso que te escrevo, Jovem — existem dois lugares hoje ocupados no combate ao HIV: um deles é a manutenção do estado de medo e alerta quanto ao aumento das novas infecções pelo HIV, o outro é a garantia, dos que já se encontram infectados, de que, desde que haja adesão ao tratamento, este iniciado o quanto antes a fim de logo chegar ao indetectável, eles devem e podem seguir com suas vidas. No primeiro caso, o discurso é feito para soronegativos, provocando respostas de medo quando alguém lhes comunica as letras agá, i e vê. O segundo, desfazendo os embaraços da primeira narrativa, convencendo as pessoas infectadas de que elas irão ficar bem. Esse vai-e-vem, que toma lugar sempre que alguém é infectado, me parece ser um tanto complicado, na medida em que exige recursos psíquicos e emocionais que nem todos possuem, a fim de desatar, pelos próprios pacientes, esses furos da propaganda de prevenção ao HIV/aids — contudo, se somos nós que fazemos esse esforço, por qual razão existe uma política de saúde coletiva?

A despeito de considerar imensamente importante a distribuição gratuita dos antirretrovirais para a população, a tarefa é muito maior. Tudo se passa como se nós fôssemos parâmetros para os quais a população não infectada devesse ter como um horizonte negativo, ruim, aquilo que não se deve ser. Isso inclusive se reproduziu em palavras de queridos amigos, os quais, sem saber usar corretamente as palavras, me colocaram num lugar de não desejável, afinal ‘ninguém quer ter isso pro resto da vida.’ De um lado, a estratégia de convencimento de que soronegativos devem se afastar de soropositivos para o HIV e, de outro lado, a reparação de que soropositivos podem viver uma vida tão ordinária e comum como a dos nossos duplos, os soronegativos. No fim das contas, me parece que existe uma má ambiguidade no interior das políticas que produzem modos de sofrimentos tão intensos quanto aquele que eu mesmo produzi, na primeira carta que escrevi para você, Jovem.

Vivemos, literalmente, num outro mundo e as políticas precisam acompanhar esses avanços.

Já no campo das tecnologias médicas, todo esse medo faz com que se produza em mim um curto-circuito cognitivo. Cada vez mais, estamos ocupando lugares antes impossíveis a qualquer homem e mulher diagnosticado positivo para o HIV, como, por exemplo, era o caso nos anos 80. Vivemos, literalmente, num outro mundo e as políticas precisam acompanhar esses avanços, bem no espírito do seu texto Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV. Mas como conciliar essas duas coisas tão difíceis: de um lado, uma das epidemias mais mortais da história da humanidade, especialmente durante os anos 80, e, hoje, uma condição crônica, tratável, com um prognóstico em pé de igualdade com soronegativos?

Às vezes, penso que a cura e o desejo para que ela apareça o mais rápido possível não seja para remediar nossos corpos ‘atormentados’ pelo HIV e ‘torturados’ pelos antirretrovirais: estamos vivendo muito bem, obrigado, tendo filhos, namorando, sofrendo, transando, sendo despedidos, sendo contratados, viajando o mundo como nunca antes na história da epidemia. Afora os pequenos riscos que corremos pela inflamação persistente devido à permanência dos reservatórios de RNA pró-viral em nossos linfonodos, pulmões e intestinos, somos como qualquer um. E a indústria farmacêutica, tida como grande vilã por ‘desejar’ que as pessoas fiquem dependentes dos antirretrovirais, está bolando estratégias de uma medicação que baixa para níveis ainda menores nossa inflamação basal. Com antirretrovirais cada vez menos tóxicos, um tratamento eficiente e que minimiza ou mesmo extingue possíveis complicações futuras, por que razão ainda estamos ansiando pela cura, como se estivéssemos presos em uma sala de resultados de teste dos anos 80? Muito trabalho ainda vem por aí, não só dos laboratórios, mas de campanhas que coloquem isso como prioridade.

O que você acha dessa história toda? Como te parece isso? No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, me senti confortável em escrever para você querendo saber um pouco mais das suas posições em relação a esse problema.

Um grande abraço,

V.”

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67 comentários

  1. DobemDF diz

    Parece que temos um concorrente à altura do JS no jeito de escrever…concorrência boa essa!!! Parabéns por verbalizar tão bem essa tensão que vivemos todos dias. Essa incompletude…Insistem em dizer que temos uma via “quase” normal. Que somos “quase” não infecciosos. Que teremos uma expectativa de vida “quase” igual das demais pessoas. E esse quase se repete e multiplica inúmeras vezes sem que se compreenda o peso que ele tem na vida dos soropositivos. O “quase” para o resto do mundo parece significar que nada mudou em 30 anos. Vide a comoção em torno do Charlie Sheen. Acho que desmistificar a vida de alguém que é HIV positivo realmente deveria ser o próximo passo nas campanhas, discussões e publicidade em torno do tema HIV/AIDS.

  2. Positivosempre@outlook.com diz

    O que eu precisava ler para acalmar minha mente ainda inconformada. Parabéns pela carta, obrigado pela carta.

  3. caradobemsampa2 diz

    Ótimo texto. .. Me representa!
    Escolhi olhar o lado cheio do copo e o que ganhei após descobrir ser soropositivo!
    A vida segue. .. Sempre segue.

    • M. diz

      Estou em processo de olhar o lado cheio do copo Caradobemsampa… espero que eu consiga tbm. Estou bem melhor do que quando diagnosticado, mas as vezes ainda fico muito triste e com algumas neura, mas quero ficar bem! Sei que vou ficar!

  4. Kelvin diz

    Eu passei por um situação de risco e fiquei com um medo enorme nem durmia direito, fiquei desesperado em busca de notícias e agora vendo todo avanço nessa área e os medicamentos melhores ainda que estão chegando num futuro bem próximo e sem falar que já vi entrevistas de profissionais da área dizendo que nos próximos 5 a 10 anos as primeiras pessoas vão começar a ser curadas, me fez perder o medo do HIV!!!
    Fiz um teste com fluídos orais 36 dias dps e foi não reagente, dps fiz outro teste rapido com sangue e com 70 dias e novamente não reagente… Muito gente falou pra mim encerrar o caso, mais eu tenho que provar pra minha mente que realmente posso encerrar o caso… Agora já são 100 dias vou esperar fazer 120 dias e só vou fazer outro teste pq perdi o medo, se ainda estivesse com medo acho que deixaria pra lá…
    Acho que as campanhas tinha que mostrar pessoas felizes vivendo com HIV mostrar que é possível viver não “quase” mais, sim completamente normal e tbm conscientiza as pessoas que todos que tem uma vida sexual ativa está sujeita a contraí o HIV e elas tem que se testar e não ficar com medo, pq si acontecer nois temos o que fazer… Muita gente pode estar desperdiçando um tempo precioso de tratamento, por não se testar e por falta de informação!

  5. Luan diz

    Voces podem me ajudar? Acabo de receber meu diagnostico de HIv positivo e lendo tido sobre o vírus e seus tratamentos fiquei com uma duvida, carga viral indetectável e cd4 em torno de 450/500 impossibilita dorncas como tirbeculose? Vejo que essa doenca opoetunista tem o maior índice de mortalidade hoje em soropositivos
    Obrigado pela ajuda
    Adorei o blog

    • Hans diz

      Sua contagem é boa, pare de se atrelar a contagem de cd4 o importante é o indetectável!
      Pra vc te uma idéia antigamente só se entrava com o tratamento quando o cd4 estava em 350
      E o seu está ótimo, sem risco de doenças oportunistas… E a tendência é seu cd4 subir já que vc estar indetectável… Fica de boa brother (rs)

  6. Paulo Roberto diz

    Eu anseio, sim, pela cura. Por que não? Acho que o normal é sim, ansiar por estar sem este intruso em meu corpo.
    Um bom texto, sem dúvida. Tivesse eu a coragem para gritar “SIM, SOU SOROPOSITIVO, E DAÍ”??? !
    Mas… E o medo da rejeição, do preconceito, dos olhares de falsa piedade e… bom, vocês sabem o que é que eu quero dizer.
    Anseio pela cura, anseio pelo fim do preconceito, anseio por um mundo sem HIV.
    Acho que é isso o que me move a não desistir jamais!
    Abraços a todos!

  7. Ponce41 diz

    Realmente belas palavras com bastante coerência. Hoje o mundo do soropositivo é cercado por discriminação, muito ainda pelo estigma que foi criado nos anos 80/90, pela desinformação ou simplesmente pela ausência de informação. Somos, infelizmente, pessoas fadadas, nessa geração ao preconceito. Eu sou positivo a uns 6 meses, mas antes disso nunca vi ou ouvi campanhas pra desmistificar ou aproximar o soropositivo do negativo, pra falar dos avanços dos tratamentos, campanhas que nos coloquem como pessoas normais, aptas ao convívio social e moral como qualquer um. So vejo e vi campanhas informativas acerca da prevenção e cuidados para nao se contagiar, e isso é o bastante? É disso que precisamos? É essa atitude que esperamos?! Nao quero que ninguém tenha pena de mim, mas que tenha sim, respeito. Nao perdi minha dignidade, nao perdi minha vida e apenas quero que as futuras gerações, da minha filha, do seu filho, cresçam sem tanto preconceito, só assim viveremos melhor.

    • Rose Silva diz

      Sou casada com a pessoa mais maravilhosa que conheço somos Sorodiscordante….faz mais de vinte anos que meu amor e soropositivo ..e nunca tivemos briga por isto acho que o preconceito esta em algumas pessoas..teus filhos vão viver bem porque estão sendo educado para isto

  8. Riquinho Rico diz

    É Desestressante ler textos bem elaborados, como esse. Em um país em que a Educação não é tida como prioridade, fica evidente que a falta de informação é o maior obstáculo para a desmistificação do HIV/AIDS e outras cronicidades. Em Manaus temos um exemplo significativo de que a grande maioria das pessoas não estão preparadas para lidar com certas situações … a Hanseniase popularmente chamada de “lepra” teve sua epidemia no auge na década de 60 e 70 na cidade e não existia uma cura; o governo da época sem ter muito o que fazer decidiu criar nos limites da cidade um bairro onde pudesse isolar as pessoas infectadas. De lá pra cá , passado cerca de 60 anos e com toda a evolucão da medicina, sendo portanto uma patologia curável os hansenianos ainda vivem em um certo isolamento não mais por terem contraido a doença , mas pelo preconceito que sofrem principalmente quando possuem mutilações pelo corpo.
    Ainda que tenhamos eficientes e poderosos medicamentos que nos trazem uma espectativa de vida normal a qualquer soro negativo, mesmo que tenhamos futuras promessas de medicamentos menos toxicos e até de vacina periódicas ,haverá uma outra luta talvez até mais longa e árdua que a da cura …a discriminação !!!!

  9. Victor diz

    Galera, alguém sabe me responder isso?
    Veja bem, eu vi uma matéria que o cara tomava 9 comprimidos anoite e 9 de manhã para controlar o HIV e pq tem pessoas que só toma 1 antes de ir durmir, esse 1 que eu falo é da combinação 3×1…
    No caso dele, 9 de manhã e 9 anoite da um total de 18 comprimidos por dia… Pq isso?? Será que é por causa de resistência aí os médicos acrescentam mais inibidores de classe diferentes? Alguém sabe essa?

    • Karla diz

      Depende da enfermidade de cada um, pois pode ser os retrovirais, mais outros para combater outras infecções oportunista, eu mesmo só tomo um a noite.

    • Karla diz

      Eu acho que depende da enfermidade de cada um pois, possa ser que ele utilize os retrovirais mais algum medicamento para combater alguma oportunista, ou presssão alta, ou glicemia eu mesmo so tomo um.

  10. Amigo+ diz

    Victor, provavelmente essa pessoa descobriu numa época em que não existia o tratamento mais avançado. Aí, tipo, ele começou com essa combinação, aderiu bem, e não precisaria mudar, a menos que o vírus se tornasse resistente a ela. Mas também pode ser que ele já tenha passado por outras combinações que não deram certo. Enfim, cada organismo é diferente.

  11. guidosoldera diz

    Que orgulho dos leitores do JS! Sério! Tem coisa mais bacana que perceber que estamos todos cada vez mais informados e seguindo em frente? Identifiquei-me com a parte em que o leitor disse sobre ter uma vida melhor. Este fato, ao menos para mim, é inegável, tanto no nível biológico como social e psicológico. Decidi coisas sobre minha vida após o diagnóstico que me tornaram um tanto mais consciente do que eu vim fazer nesse planeta redondinho.

  12. Pedro diz

    Belo texto, muito bem escrito. Porém, sem querer ser desagradável nem negativista, tenho que opinar pela situação que passo. Infectado em outubro de 2010, confirmado no inicia de 2011 em julho daquele anos iniciei o tratamento. Desde então o virus está indetectável mas os efeitos colaterais são inúmeros. Já mudei de medicamento e continuo pré-diabético, tomo remédio para o colesterol, trigliceres alto. Além de está com as bilurribinas também muito altas por conta dos medicamentos.
    Sei que senão fossem os medicamentos não estaria escrevendo esse texto. Sou grato por eles existirem. Como sei que o otimismo ajuda em qual quer situação. Mas repito, são muitos os efeitos colaterais dos medicamamentos, por isso sinto uma espada sobre a minha cabeça. Desejo que apareçam novos TRV’s e oxalá a cura.

    • Daniel diz

      pedro, concordo com voce. força
      nao gosto desse papo de que tarv eh cura diaria
      nao eh.

      torço pela cura ou medicamentos atoxicos.

  13. Leão diz

    Saudações pessoal!
    Bom, há algum tempo eu venho comentando postagens, tentando criar forças e seguir em frente. Como alguns de vocês já leram por aí, uma das suspeitas de origem da minha infecção foi um assalto que sofri há poucos meses no qual NÃO reagi e ainda assim sofri diversas agressões como chutes e cortes. Bom, já não é mais suspeita, o que faltava para confirmação veio hoje. Acabei de chegar da delegacia e reconheci dois dos três elementos que me assaltaram que claro, estavam atras de um daqueles vidros onde só a vítima pode os enxergar. Um deles admitiu ser HIV+ e saber do seu status há aproximadamente 1 ano e meio e o outro disse -“Acho que tenho também.” Eu congelei por alguns instantes e lembrei como um filme daquele momento de terror, o estilete e aquela outra faca em minha pele, dos meu gemidos de dor e da luta corporal que travamos quando começaram a me agredir com cortes. Disseram que frequentam festas chamadas de “Festa do pó” e que são usuários de drogas injetáveis também.
    Eu pensei que quando isto ou se isto se confirmasse eu teria paz no meu coração, mas o contrário aconteceu, estou possuído por uma raiva fora do comum, chega a doer fisicamente… Cheguei em casa a pouco, tomei um floral e vim desabafar. Hoje eu não conseguirei fazer mais nada! Minhas mãos tremem e existe um suor frio tomando conta de todo meu corpo. Disse a meu chefe que poderia descontar o dia de trabalho, mas hoje não tenho a menor condição de voltar. Assistir aula a noite, nem em sonho! Não sei descrever como me sinto, mas saber de onde veio doeu ainda mais que o esperado, arrisco a dizer que é uma dor semelhante que a do diagnóstico.

    • Cauã+ diz

      Leão

      Pelo menos vc descobriu, isso agora é algo q podes riscar de sua agenda. Esqueça amigo, apenas inicie ou continue o tratamento como deve ser, e vida longa a vc e a todos nós.

    • Lukas diz

      Meu querido, compartilho com VC este misto de dor,raiva, revolta e angústia. Eu sempre fui muito paranóico com doenças, um tipo hipocondríaco. E sempre tive pavor de HIV mais do q qqer ser mortal. Eu nunca transava sem camisinha e nunca fazia sexo oral por medo.eu poderia ta caindo de bêbado q não transava sem camisinha. Até q um belo dia meu caminho cruzou com um.maldito carimbador. Eu havia tomado umas. O desgraçado me cortejou e desejou transar comigo (sendo eu o passivo). Durante a transa, num passe de mágica, eu de 4, o maldito tirou a camisinha e gozou dentro de mim.na hora fiquei louco.comecei esmurrar o maldito. Sabia q naquele momento eu estava sendo infectado. mesmo ele dizendo q era limpo. Voltei para casa atormentado, qse q eu procurei um postinho para tomar o coquetel pós exposição, fiquei com vergonha e acabei confiando na sorte….duas semanas depois veio aqueles sintomas iniciais q perdurou um mês…. Já sabia q tinha a doença sem ter feito o exame….hoje ainda sonho em cruzar novamente meu caminho com aquele carimbador.,…. Prometo fazer ele se arrepender de ter nascido….ele vai pagar caro…..juro!!!

      • D_Pr diz

        Já pensou Lukas se o resultado do teste do cara que saiu com você é não reagente?

      • Nick Caffiole diz

        Lukas as chances de vc ter sido contaminado por este cara são muito remotas.
        É impossível o vírus ser detectado no seu organismo após duas semanas de exposição.
        O vírus do HIV tem um período mínimo de latência de 30 dias pra poder ser diagnosticado, e as vezes ele pode demorar mais de anos.
        Provavelmente você contraiu de outro ou de outra forma.
        Trabalho na área da saúde e sou + desde 2014… Se quiser podemos conversar mais via email. estarei ao teu TOTAL dispor pra responder algumas possíveis dúvidas e ajuda-lo no que for preciso viu!
        nick.caffiole@gmail.com

      • Ela diz

        Namorei um cara que eu amava muito,terminamos mais ainda o amava.
        Um ano depois nos falamos e ele chorando me falou que tinha acabado com a vida dele e não queria estragar a minha que me amava mais não faria isso comigo.
        Mais eu ainda sim queria voltar pra ele,pesquisei tudo sobre hiv tudo msm estávamos morando em cidades diferentes,mais eu largaria tudo por ele.
        Eu ligava e ele não atendia não queria falar comigo mais.
        Achei que ele tinha pegado depois que terminamos então não sei porque mais não fiz o exame.
        Me casei com outro um homem maravilhoso que me amava e fazia tudo por mim engravidei do nosso primeiro filho no pré natal fiz o teste (reagente) fiquei em pânico o primeiro dia.
        Depois lembrei que quando ele me contou pesquisei muito sobre a doença e vi que não era um bicho de sete cabeças.
        Esse site me ajudou muito tbm.
        Meu marido não tinha pegado,meu filho nasceu sem nada perfeito.
        E meu marido reagiu como se fosse uma coisa tão normal nunca toca no assunto e como se eu não tivesse nada.
        Ele busca meu remédio.
        Em momento algum tive raiva de quem me passou e entendi que com aquela ligação ele queria que eu fizesse o teste.
        Meu cd4 e muito bom estou indectavel a bastante tempo.

    • D_Pr diz

      Leão, bom dia!

      Que situação…faz tempo que não aparecia no blog, mais pegar HIV em relação sexual já é bem difícil, e com os caras apenas te cortando? Não entendi ainda bem isso, pois precisa de sangue na lâmina e pra isso eles se cortaram de propósito também?Fale que ajuda amenizar essa dor…estamos aqui para ouvir e compartilhar sua dor!!!! Já está em tratamento?

      • Leão diz

        D_Pr, Bom dia!
        Hoje eu me sinto mais calmo. Bom vamos aos fatos, eram 24/07/2015, 22:20 aproximadamente quando eu fazia o caminho para casa, faltavam apenas dois quarteirões e chegaria em casa depois de um dia comum de trabalho e noite de aula na universidade que eu confesso não ser uma das melhores, minha concentração não estava boa naquele dia. Três elementos, todos usando bicicletas, me abordaram e fizeram com que eu fosse até uma viela escura e deserta. Tudo na minha mochila foi vasculhado, até livros que eram da biblioteca foram rasgados. Um deles ficou logo na entrada desta rua sem saída enquanto os outros dois concluíam o assalto. Eram pessoas visivelmente perturbadas, lembro perfeitamente do mais baixo com os olhos vermelhos e com uma espuma nos cantos da boca, não quero julgar, mas era certo que estavam drogados. Como nada de valor foi encontrado em minha mochila, me perguntaram onde estava o dinheiro, respondi que estava no bolso e pedi permissão para tirar, então os entreguei o dinheiro. Os dois meio apressados batiam em meus bolsos procurando celular, eu disse a verdade, está entre minha cintura e cueca, pedi mais uma vez permissão para retirar, foi quando alucinados que estavam, confundiram meu telefone com uma arma, talvez pela forma como eu movimentei o braço para retirar e me derrubaram no chão. A partir daí foram chutes, socos tapas e muitos xingamentos. As coisas foram se agravando quando eu percebi que o terceiro cara, aquele que estava de guarda em frente a rua tinha uma arma em mãos e tentava apontar, mas não conseguia por estar preocupado com alguma coisa na rua. Foi então que resolvi reagir, pensei que se não fizesse algo morreria, levantei dei alguns passos mas logo fui derrubado mais uma vez e senti uma dor muito forte no pé esquerdo, e recebi mais chutes. Então os rapaz mais baixo, aquele que espumava pela boca, tirou um estilete do bolso e passou em minha perna esquerda, levantei novamente mesmo com o pé machucado, mas não tinha jeito, o outro já tinha uma faca em mãos também. Fui cortado nos braços, pernas e abdomen. Consegui segurar o estilete do mais lento e mais baixo duas vezes, mas já estava fraco de tanto apanhar e segurava a parte da lâmina não via o cabo, eu acho que ele também se cortou no meio desta confusão. Todo este horror só acabou quando eles seguraram meu braço esquerdo e começaram a cortar vagarosamente então eu não aguentei e gritei, gritei alto. Logo ouvi pessoas correndo e falando -“Pega ladrão, pega ladrão!”. Só assim consegui me livrar. Como o assalto ocorreu numa Sexta-Feira, eu só fui ao posto na segunda, dia 27 para tomar as vacinas. Lá fizeram teste rápido em mim, naturalmente negativo, me deram vacinas, mas profilaxia pós exposição não, pelo mesmo que você já disse, cortes não são vias “comuns” de infecção. Repeti o teste rápido no dia 11/08/2015 e mais uma vez foi negativo. Porém na semana seguinte eu tive febre baixa por quase toda semana e duas noites seguidas acordei molhado de suor. Tive medo de repetir o teste, mas fui encorajado a fazer isto dia 14/09/2015 e foi aí que veio o positivo. Meu tratamento iniciou na segunda semana de Outubro, após vários exames exigidos pelo médico. E esta é minha história, hoje não sou mais o mesmo… Ser portador dói e dói muito, mas tenho medo de sair, não me sinto mais confiante e meu desempenho do trabalho e universidade caíram drasticamente. Tenho o sentimento que a qualquer hora serei novamente assaltado por qualquer pessoa que passe a meu lado nas ruas.

        • Nick Caffiole diz

          Leão
          Nossa amigo seu drama é muito terrível mas vamos te ajudar sair dessa viu!
          Os profissionais que cuidaram de vc falharam de não ter te dado a terapia pós exposição, pois se tratavam de delinquentes que você nem sabia a origem e que aparentemente estavam drogados.
          Caberia um belo processo, porém isso não ia adiantar em nada porque infelismente a infecção do HIV é irreversível.
          Preciso conversar com você… sinto a necessidade de ajuda-lo a superar estes traumas, para que futuramente você possa ajudar outros jovens com suas vivências e experiencias.
          O mais imprtante é não se entregar ao vírus e não permitir que ele seja maior que vc (POIS NÂAO É)
          deixo novamente meu contato. nick.caffiole@gmail.com

          • Leão diz

            Olá Nick.
            Muito obrigado por se dispor a ajudar. Já te encaminhei um e-mail. Até breve companheiro .

    • Paulo Roberto diz

      Leão, como o Cauã disse, agora você, pelo menos, descobriu quem te passou o vírus.
      Veja bem, poderia ser uma incógnita para o resto de sua vida. Imagino o que deve ter passado em sua cabeça, amigo.
      Mas de uma coisa tenha certeza: Esses caras vão pagar pelo que fizeram, talvez não aqui, onde não há JUSTIÇA, mas em uma outra vida.
      O que importa, agora, é você estar bem CONSIGO MESMO e em paz.
      Cuide-se bem. Cuide não só da saúde física, mas também da mental e da espiritual.
      Obtenha a paz, mesmo que tenha que tirar forças da sua fraqueza.
      E vamos comemorar a vida. Muitos não tiveram a sorte de ter o tratamento que nós temos hoje.

      • Leão diz

        Obrigado Paulo Roberto. Muito obrigado mesmo.
        Estou tentado superar isto… Eu ainda fico pensado bobagens como ; Nunca terei a oportunidade de casar e ter filhos. Vou procurar ajuda com um profissional para tratar destes traumas e neuras. Ainda não sei qual meu real sentimento, está tudo misturado aqui dentro. Parece que agora sabendo de onde veio, me sinto ainda mais roubado, verdadeiramente roubado. Sei que vai passar, então OBRIGADO a todos! Vamos seguir, vamos fortalecer.

    • Nick Caffiole diz

      Olá querido Leãozinho S2
      Meu amigo… é a primeira vez que leio uma mensagem sua aqui no JS e estou chocado com seu relato, e principalmente com a maneira traumática e brutal com a qual foi contaminado. Quero dizer pra você que estou aqui pronto pra ajudar no que eu puder viu… Sei que só pelo fato de narrar tão bem este acontecimento aqui você deve ser uma pessoa muito forte e bem resolvida.
      O mundo está cada dia cruel e progressivamente a vivência entre os homens tem se tornado algo muito pavoroso pela falta de amor e principalmente por não poder confiar mais nas pessoas.
      Seriamente me entristeci muito com seu relato, mas também me fortaleci com ele e senti orgulho de ti rapaz!
      Descobrir ser + para mim foi algo muito traumático também ( como é para maioria), principalmente pelo fato de eu trabalhar na saúde e sempre ter feito o bem pras pessoas, cria na grande ilusão que essa e muitas outras afecções estariam bem longe de me ser acometidas.
      Criei um email pra ajudar pessoas como nós que estão passando por anseios, conflitos e dificuldades com relação ao HIV e tem sido maravilhoso receber com tanto carinho vários relatos dos jovens que acompanham o JS que é uma referência pra nos…
      Tenho 26 anos sou Técnico em enfermagem e bacharelando em Serviço Social,
      Deixo aqui o meu email pra que vc e outras pessoas possam me contatar pra perguntar quaisquer coisas e trocarmos experiências para o nosso fortalecimento.
      email : nick.caffiole@gmail.com

  14. L. diz

    Olá pessoal. Sou novo na área e, por consequência, meu diagnóstico soropositivo também recente me faz sentir uma mescla de sentimentos e emoções que nem sempre dou conta e quase nunca encontro sossego.
    Li e reli o texto e gostei muito. Por vezes me parecia alguém bem próximo me dizendo coisas boas pra seguir adiante. Por outras, um bom profissional que quer o bem do seu paciente.
    Gostaria de ser honesto (como sempre fui e, depois do diagnóstico se tornou uma obsessão):eu preciso da cura sim…
    Não porque viver o que a medicação atual me promete me dar seja ruim ou pouco (de fato não é!). Mas preciso da cura para fazer a remissão da raiva que sinto por ter sido infectado de modo cruel. Preciso da cura para me sentir menos envergonhado por sentir que minha vida pessoal em breve se tornará manchete de jornal ou de redes sociais que me acusarão de promiscuo e me farão mais mal do que a doença. Preciso da cura porque seja qual for a doença crônica que nos chegou, todos queremos sentir que valeu a pena a luta por voltar a viver. Preciso da cura sim para que eu não sinta nem raiva e nem vergonha e possa dar de mim com beleza e sinceridade.
    Meu infectologista já me disse que não verei a cura. Sinto-o amargo ou desinformado. Mas não quero parar de acreditar que posso ver sim. E grito (pois ainda não tive coragem de gritar que sou +) ESPERO QUE A CURA VENHA E FAÇA O QUE LHE É MAIS PECULIAR: RELIGUE OS PONTOS ROMPIDOS, QUE ACALME OS MEDOS CRESCENTES, QUE TRAGA COMPAIXÃO SEM PRECISAR SER ESCRAVO DA CRUELDADE DE NINGUÉM.
    Obrigado pela postagem. Obrigado pela paciência em me ouvir. Mas eu sigo esperando…

    L.

    • Paulo Roberto diz

      L, me desculpe… mas o seu infectologista está é MAL-INFORMADO, hein?
      Dizer que tu não vais ver a cura… por que motivos?
      Todos dizem que a cura está PRÓXIMA – não se sabe para quando, pode ser até para o mês que vem!!! ou para daqui a cinco anos!!!
      Mas dizer que você não vai ver a cura é CRUEL, cara…
      Eu trocaria de médico. Não preciso de um médico que me condene ou que me faça previsões sombrias. Tampouco não preciso de um que me engane com promessas miraculosas.
      Só preciso de um que seja VERDADEIRO E ÉTICO, além, é claro de ser COMPETENTE.
      Siga sua vida em paz.
      O passado ficou para trás, e o amanhã é um mistério que ninguém pode desvendar.
      Tenha esperança. Eu tenho. Por que não???

    • Nick Caffiole diz

      Ohhh meu querido vejo que vc carrega ainda muitos maus estigmas da sociedade em vc.
      Hoje em dia sao pouquissimos os ignorantes que não saibam lidar com o HIV.
      Sou positivo desde 2014 e muita gente sabe da minha sorologia… NUNCA fui descriminado por isso. Disse nunca mesmo. Vivo muito bem graças a Deus e cuido muito bem de mime da minha saude ( coisa que todo mundo deve fazer)
      Espero que vc aprenda a lidar com isso de uma forma mais amena e que consiga aceitar essa condição que ao menos por agora é incurável. Todos nós aguardamos a cura… porém temos que tocar a vida normalmente com muita disposição e alegria pois o HIV não impossibilita a gente de nada… pode parecer até estranho mas ele nos faz cuidar muito mais de nós e estarmos mito mais protegidos de muitas outras doenças.
      Sou profissional da area da saude e lido diariamente com casos de HIV e de outras doenças. Me coloco a sua disposição pra que possamos trocar experiencias está bem?!
      Espero que voce melhore e quero MUITO BOAS NOTÍCIAS SUAS
      tenho um email exclusivo para falar com pessoas como nós. se quiser pode entrar em contato comigo ta.
      Email: nick.caffiole@gmail.com

  15. Spider diz

    Ontem esqueci de tomar o remédio 3 em 1, nunca aconteceu, tem muito problema?!

    • Pedro diz

      Pessoal,

      Estou há 1 mes tomando o 3×1 e tive alguns efeitos colaterais na 1ª semana que logo desapareceram. Mas tenho sentido uma espécie de VERTIGEM às vezes, sinto às vezes minhas visão meio turva em alguns momentos…Não uso óculos de grau e fiz há pouco tempo exame para Habilitação de motorista e não deram nada. Será que tem alguma coisa a ver com os remédios? Alguém aqui já sentiu ou sente isso? Grato se puderem compartilharem sobre isso.

  16. Guilherme diz

    Bom dia. Tenho o diagnóstico há 1 ano, e com apenas 3 meses de tratamento já sou INDETECTÁVEL.

    Meus exames estão ótimos.
    Me alimento decentemente.
    Faço exercício regularmente.
    Durmo entre 6-8 horas por dia.
    Faço terapia pra organizar os pensamentos.
    Tenho um namorado não reagente, que me respeita e aceita.

    A única coisa que mudou depois que fui diagnosticado é que PASSEI A CUIDAR DE MIM.

    Hoje, meu infectologista diz que estou muito mais no controle da minha vida do que muita gente “não reagente ao vírus” que nem faz os exames de rotina.

    Digo a todos vocês: a doença nunca foi o meu maior inimigo, foi meu DESPERTAR.

    A maior dificuldade que tive foi a confusão mental, eu acreditei em meu ex namorado: solicitei que ele fizesse o exame e ele disse que tinha o feito e disse que não era positivo. Por amor, é ingenuidade, acreditei nele, antes tivesse solicitado o papel do exame. Meu ex namorado faleceu e fui descobrir através de amigos próximos que ele sabia que tinha HIV desde 2010 e nunca tomou um remédio/tratou.

    Ele não era do grupo do carimbo, era uma pessoa com mágoas, confusa, com vergonha e em negação, que quase me LEVOU junto com ele. Por falta de informação e sem ter tido guia e apoio ele faleceu e me infectou.

    Isto, é minha única dificuldade até hoje: lembrar que mesmo que a pessoa que diz que te AMA na cara ela pode não saber o que significa a palavra amor.

    Hoje, ao completar 2015, me sinto bem, exames ótimos, cabeça no lugar, família me apoia, namorado também.

    Eu precisava dar minha contribuição nem que seja nos comentários: MINHA VIDA É TOTALMENTE NORMAL.

    Comecem a se tratar o quanto antes, e eu não digo somente tomar remédio ok? Falo de tudo!

    Cuidam da dieta de vocês, alimentação saudável, sem refrigerante, se for tomar, toma o zero, enfim sem drogas…

    Mais uma vez repito: a única coisa que passou a ser diferente para mim é PASSEI A ME CUIDAR.

    Beijos e fiquem bem ( procurem ajuda vai dar tudo certo )

    P.S: A cura que temos no momento são esses medicamentos, Okay?

    • Homem23:55 diz

      Guilherme,

      Me identifiquei com voce, pois penso da mesma forma.
      Descobrir que sou soropositivo pra mim, foi um despertar também. Hoje não vejo mais como triste esta atual condição, triste seria se continuasse a mesma “vida” que antes.

      Ainda é muito recente pra mim, faltam dois comprimidos pra terminar o primeiro frasco de 3 em 1, mas me sinto muito forte.
      Quanto mais eu leio e aprendo, mais percebo que tudo ficará bem.

      M.

      Obrigado por compartilhar os videos do youtube, pois nao tinha visto e eles me fizeram muito bem.

      Leao,

      Gostaria de dialogar sobre algo que li em alguns posts (em especial do Leão).
      Respeito sua posição em ter desejado saber se foram eles que te passaram, mas eu penso que indiferente a eles, ao sexo desprotegido ou qualquer outra forma de contágio.
      Saber quem foi, não vai mudar exatamente nada.
      Lembro que o primeiro médico que fui, que inclusive me receitou acompanhar a sorologia por exames e sem remedios (um lunático), porque era recente, queria me ajudar a calcular o dia exato (ou proximo), que fui contaminado. Eu não estava nem ai pra essa informação, queria logo tomar os remedios e me cuidar.
      Mas enfim… Leão, espero que encontre a paz que procura, pois é muito ruim viver assim e isso não te faz bem.

      Um abraço a todos,
      Saúde e força!!

    • Nick Caffiole diz

      Guih

      Maravilhoso ler seu relato caro amigo!
      Eu também penso exatamente como você… no começo foi muito conflituoso e me abalei muito psicologicamente ( o que é normal consideravelmente), mas hoje vivo uma vida totalmente normal.
      Cuido da minha saúde, dou mais valor a minha vida,aos meus familiares e amigos que sempre me apoiam e me auxiliam quando necessito.
      Sou muito grato a Deus peo apoio que tive e continuo tendo de todos.
      Descobri meu diagnostico num período em que minha vida estava tomando ótimos rumos profissionais e conquistando minha independência… foi um baque muito grande, mas não existe nesse mundo tombo que seja capaz de me deixar no chão.
      Criei um email pra me comunicar com pessoas com a nossa sorologia e trocarmos experiências, fazermos amizades e nos unir contra o preconceito dos ignorantes sociais que insistem em estigmatizar o HIV como alho perverso por ser contraído na maioria das vezes por via sexual.
      Gostaria muito, manter contato contigo pois me parece ser uma pessoa muito centrada, resolvida e principalmente humana.
      Parabéns pelo seu relato e contribuição… sem sombra de dúvidas é um incentivo e um grande encorajador dos que sofrem e buscam um conforto aqui.

      email: nick.caffiole@gmail.com

  17. Pedro Dias diz

    Pessoal, estou tomando o 3×1 há 1 mês e aquela fase curta dos efeitos colaterais passaram. Não sinto mais nada ao tomar o remédio, mas tenho percebido que sempre que estou caminhando sinto uma leve VERTIGEM, a visão um pouco turva, não uso óculos de grau e fiz exames de visão há pouco tempo para Habilitação e n deu nada. Será que pode ser efeito ainda dos remédios? Seria algo pssageiro ou irei me sentir assim sempre no dia a dia? Grato se puderem compartilharem algum retorno sobre isso.

  18. Pedro diz

    Pessoal,
    Estou há 2 meses tomando o 3×1 para o exame que deu 389 CD4 e 100mil copias, espero que no próximo exame esses numeros tenham melhorado. Estou em busca de ser um indetectável e assim me manter com o tratamento, me considero uma pessoa com saúde, não faço uso de drogas, vou regularmente à academia/musculação, durmo 8h ou mais aos fds e tenho evitado alcool socialmente. Queria poder curtir o carnaval tranquilo e ao menos poder beber algo nos dias da folia sem que interaja com os medicamentos ou me façam algum mal. Tenho intensão de manter a alimentação e hidratação nos dias da folia, além do tratamento é claro. O que acham??

    • Cauã+ diz

      Bom Carnaval e boa Folia meu amigo
      É só não exagerar, beba moderadamente.

  19. Rodrigo diz

    Bom dia pessoal, hoje acordei com um sentimento de culpa, não sei ainda se estou infectado, estou utilizando o PEP 14º dia. No entanto fico pensando mil coisas me culpando por uma relação desprotegida, por mais que tenha sido apenas um breve contato antes de notar a besteria e já colocar o preservativo. O medo não passa, parece que tem uma nuvem negra em cima de mim.

  20. L.Fonseca diz

    Oi Pessoal, eu sou novo aqui, descobri ser soropositivo a pouco tempo, mas não ei a quanto tempo vivo com o vírus, mas sei que é por motivos do sonho dourado do amor, digo, quando supostos héteros lhe disseram : vamos transar “sem” é melhor! Você me ama ou não? e na triste ilusão de que ficarão com vc caba cedendo, eu tive uma neurosofílis passei 26 dias hospitalizado, e na ultima segunda-feira voltei pra casa já utilizando o 3 em 1 a 6 dias e sem nenhum efeito colateral daqueles que normalmente acontecem, porém me sinto um pouco tonto sim como relata o Pedro Dias, umas vertigenzinhas, mas quase perdi a visão por conta da Sífilis.

  21. Gil diz

    Amigo… calma, fique bem, pois sua vida normal será… NORMAL!!
    Tomando as medicações corretamente, diariamente, nada vai acontecer.
    Algumas dão efeitos colaterais, como tontura, sonhos vívidos, geralmente quem toma o comprimido 3×1, o atripla. Eu tomo atazanavir, lamivudina e ritonavir e nada senti, só uns enjoos por duas semanas, se comia algo mais gorduroso. Depois passou, nada sinto, estou indetectável. E assim é com praticamente todos aqui do blog, basta resistir uns dias aos efeitos, que passam e vc fica bem, leve a vida com hábitos saudáveis, fé e aproveitando a vida sem exageros, mas vendo o lado bom de tudo, pois é um fato que choca, que tem estigma, que deve nos fazer refletir, mas não cercear nossa liberdade, nossa qualidade de vida. Abraço, sorte, sucesso e juízo, sempre!

    • Pedro diz

      Prezado Gil,
      Vi os seus esclarecimentos para o Edson e tomei a liberdade de lhe escrever para solicitar algumas informações se possível. Há um ano que tomo os mesmos medicamentos que vc, antes tomava uns que além de pesadelos terríveis estavam potencializando a depressão que eu já tinha antes do ser infectado com o HIV, em 2010. Iniciei os medicamentos em julho/2011.
      Com esses que tomo continuei com colesterol, trigliceres e glicemia altos, além de bilurrubinas estarem muito altas e os meus olhos meio amarelados desde o início.
      Nada aconteceu com vc? Há quanto tempo vc toma esse coquitel? Tomava outro antes?
      Desde já agradeço as suas informações.
      grande abraço
      Pedro

  22. Julio Santiago diz

    Greg Louganis, o atleta americano de saltos ornamentais, famoso, ganhador de duas medalhas de ouro olímpicas, contraiu o vírus HIV antes de 1988, ainda vive. Sua saúde é ótima. Ele é saudável, acho que devemos nos espelhar nele para viver bem. Sim, temos que nos exercitar e nos alimentar saudavelmente. Depois que eu comecei a parar de comer alimentos com trigo eu passei a dormir melhor. O trigo e o glúten realmente atrapalhavam meu sono. Bom, esta é a minha descoberta. Não sinto falta dos pães e dos bolos. Vamos torcer para conseguir a cura, pelo menos uma vacina eficiente para que a gente não precise tomar remédios todos os dias. Força e fé. Abraços

  23. Debby diz

    Ola…sou uma jovem de 23 anos tenho dois filhos um casal lindo… e ontem descobri que sou seropositiva. Ainda nao estou assimilar bem este facto nem caí na real daquilo que transporto comigo.. um vírus mortal…. pensei que so acontecia aos outros , e mesmo sabendo dos sinais e sintomas sabendo que apenas se transmite sexualmente (certamente foi assim que contrai) ou pela conexao de sangue com sangue (lâminas seringas etc…) , nao fui cuidadosa nao me preveni pensei que nunca poderia me acontecer, ate sendo por vezes preconceituosa e sempre senti repugnância em relacao a isto.. agora “isto” bateu me a porta..ainda nao estou a acreditar..penso que adormeci e ainda estou no mesmo pesadelo e ainda nao acordei, para olhar para aqela folha com duas opçoes: “nao reactivo” ou “reactivo ao hiv”, hoje acordei e tive a pequena esperanca que poderia estar a “cruzinha” marcada no quadrado do “nao reactivo” mas infelizmente a Cruz esta no mesmo quadradinho que me despedaçou a alma…. estou a chorar junto ao meu bebe porque nao sei se estarei aqui para cuidar um dele e da sua irma..estou a chorar porque penso como fui tao estupida burra ingnorante e descuidada em pleno sec XXI e com toda a informaçao e precauções que existem hoje em dia, como que deixei que isto me acontecesse… agora ha esta nada posso fazer ao nao ser iniciar um tratamento e esperar que tudo corra bem para estar aqui mais tempo…. mas… sou tao jovem nunca mais poderei no meio em que vivo , ter uma vida normal… nunca terei coragem de ter uma relacao com alguem , nesse aspecto de amor e ter um companheiro para a vida no meio em que estou isso sera impossivel…muito preconceito as pessoas ainda nao percebem esta doença…julgam e terão nojo de mim…apenas minhas igas chegadas e a minha mae sabem que sou seropositiva… nao o conseguiria nunca carregar sozinha… elas nao me julgaram mas sei que estao perplexas e magoadas e tristes por saber que eu estou assim… ainda nao acredito nisto… ja passei tao mal na vida pensei que Deus nao poderia me deixar pior mas enganei me isto e o pior que me poderia acontecer… nao sei se Deus esta a testar a minha fé me tirando tudo porque ja sofri tanto nessa vida e agora isto…mas eu nao vou contestar o Pai Ele sabe o que faz..minha fé permanece e eu estarei aqui..hoje é o segundo dia que sei que sou seropositiva… alguem que esta nesta situacao que me ajude a enfrentar isto para o resto da vida preciso de saber como lidar com tudo isto… ainda nao acredito que e verdade…. so queria uma vida normal e nao uma vida “quase normal” …. por favor ajudem me a mentalizar me e aceitar…

    • Úrsula diz

      Oi. Tambm descobri ser soropositivo a pouco tempo, pouco mais de duas semanas. Tenho oscilado entre estar bem e todos os sentimentos de culpa possíveis. Sou mãe de um menino lindo de doze anos e graças a Deus tenho uma mãe q me apóia demais; estou começando a aceitar e já tomo os medicamentos desde que fui diagnosticada. Sei q não é fácil, até porque no meu caso estou em tratamento para outra doença, um câncer no estômago – creio eu que facilitado pelo hiv e imunidade baixa – , apesar de não ter muita experiência no assunto, acredito que confiar em Deus e seguir é o certo.
      Espero que vc consiga ficar tranquila, ainda estou lutando pra isso e não é fácil, mas não é impossível é isso é o que importa. Espero que fique bem. Boa sorte.

  24. Fernando diz

    Pessoal, sempre tive essa dúvida e agora que encontrei esse blog, muito bom por sinal, resolvi perguntar: vocês, que se contaminaram com virus, faziam sempre sexo sem preservativo? Sexo anal ou vaginal? O parceiro tinha costume de ejacular dentro do ânus/vagina?Tinham muitos parceiros?

  25. GS diz

    A confirmação do diagnóstico é uma notícia devastadora. Principalmente quando você acha que se cuida e que não se expõe (ou evita ao máximo) situações de risco. Recebi o diagnóstico Hoje, 26.01.2016….um dia que para sempre ficará marcado em minha vida.

    Em contrapartida, posso dizer que a força vem de materiais como este blog, com textos articulados, coesos e coerentes e, o mais importante, com depoimento daqueles que estão acometidos da mesma enfermidade. O fato é o seguinte, continuemos a propagar a mensagem que permeia a maior parte dos comentários/postagens desse blog: FORÇA e CONFIANÇA no tratamento.

    Ainda tento digerir a notícia, o que não é nada fácil, e encontrar alento nas palavras escritas acima ajuda imensamente todo esse processo. Quero ter a tranquilidade e serenidade de compreender que ser + não nos muda na essência, na humanidade, ou na tenacidade, ao revés, nos ensina a fortalecer nossos ânimos diariamente com o objetivo de viver normalmente. E acreditem….as palavras de Todos aqui têm me ajudado de forma significativa para manter a calma e seguir adiante.

    Vou em busca do meu primeiro kit de 3×1 amanhã pela manhã e vou com a cabeça mais erguida após ler diversos depoimentos otimistas e fortalecedores por aqui. Ainda que não saibam, as palavras ajudam sobremaneira a cada um que as lê.

    Deixo aqui meu cordial agradecimento, tendo como mote: a informação é o melhor remédio para nossas angústias. Sim, eu acredito ser possível ter uma vida normal, com o correto acompanhamento, deixando os “quases” de fora da nossa rotina.

    Abraços

    GS

  26. SOS amor diz

    Caros leitores, conheci uma pessoa soropositivo e só depois de transarmos sem uso do preservativo a pessoa me falou seu estado +. Foi um Deus nos acuda. Após o medo fiz exames, entrei em parafuso, terapia mas decidi namorar com a pessoa. Aliás ela me deu muito apoio com seu modo Bem viver de vida. Desde Maio de 2015 faço exames… até agora deu negativo. No entanto não transarmos desde que ela fez a revelação. Agora estou com medo de continuar o namoro, que nesse momento exige mais aproximação e intimidade. Gosto muito da Pessoa mas emocionalmente não me sinto apto a dar continuidade. A carga dele se mantém i detectável desde que o conheci e ele se cuida até melhor que eu. Mas estou muito receoso de continuar o namoro. Alguém pode me ajudar?

    • Paulo Roberto diz

      Vou dar a minha opinião porque você pediu:
      Se a carga viral dele está indetectável, o risco de contaminação é bem próximo de zero. Ainda mais se vocês usarem camisinha durante o ato sexual. Aí é ZERO, mesmo!!!
      Seu receio é compreensivo. Eu, no seu lugar, iria conversar com o médico dele para que suas dúvidas fossem totalmente sanadas.
      Pense bem: há casais sorodiscordantes que têm filhos sem HIV.
      Uma vez sanadas as suas dúvidas, se você ainda quiser este relacionamento, e continuar emocionalmente abalado, dê um tempo para si mesmo. Reflita, veja se vale a pena vocês dois estarem juntos, veja se você tem condição de ser feliz com ele e sem ele.
      Só te peço uma coisa: não fique com ele por PENA. Somos soropositivos, mas não queremos dar uma de coitadinhos (pelo menos eu, não!).
      Seja equilibrado na decisão a tomar e verá que o tempo vai ajeitar as coisas.
      Grande abraço

      • SOS amor diz

        Muito obrigado Paulo Roberto! Sua opinião me ajudou e me esclareceu bastante. É isso, tivemos uma conversa e falei do meu receio. No fundo eu fiquei muito comovido com a condição de saúde dele, por outro lado é uma pessoa que eu casaria. Quanto a manter relação sexual mesmo com preservativo eu não me acho competente para encarar… vamos juntos na próxima consulta dele e depois decido. Grato!!

  27. QUERO VENCER diz

    PRECISO DE AJUDA … EU ESTOU SEM CHÃO … COMPLETAMENTE DESORIENTADO … TOMADO PELO MEDO E PRA AJUDAR AINDA VIVO NUM CÍRCULO DE PESSOAS EXTREMAMENTE PRECONCEITUOSAS , MOTIVO PELO QUAL NÃO QUERO CONTAR PRA NINGUÉM QUE SOU SORO + …

    DESCOBRI SER PORTADOR DO VÍRUS HIV HÁ 2 DIAS E ESTOU EM PÂNICO E SEM SABER O QUE FAZER … ESTOU A 2 NOITES SEM DORMIR , POIS NÃO PARO DE PENSAR UM SEGUNDO NAS CONSEQUÊNCIAS FUTURAS DE SER SORO + …

    MARQUEI UMA CONSULTA COM UM INFECTOLOGISTA PRA AMANHÃ À TARDE E NÃO FAÇO IDEIA DO QUE VAI ACONTECER DAQUI EM DIANTE …

    É UMA MISTURA DE MEDO , DEPRESSÃO , ANGÚSTIA , REVOLTA , ETC … E TUDO ISSO ME TIROU COMPLETAMENTE O APETITE E A ANSIEDADE DE NÃO SABER O QUE VEM PELA FRENTE ESTÁ ME CONSUMINDO …

    TENHO 39 ANOS , SOU FORMADO , MASCULINO , BI-SEXUAL , SOLTEIRO , APARÊNCIA SAUDÁVEL , FIZ + DE 30 EXAMES DE LABORATÓRIO E TODOS DERAM RESULTADO NORMAL , EXCETO O DE HIV , NO QUAL REPETI O EXAME E VEIO A CONFIRMAÇÃO … APESAR DE JÁ TER TIDO ALGUMAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS JÁ CURADAS ( HPV – CONDILOMA ONDE RETIREI AS LESÕES COM CIRURGIA LOCAL , SÍFILIS – TREPONEMA , GONORREIA ALGUMAS VEZES E ATUALMENTE ESTOU COM LESÕES DE HERPES ZOSTER NA VERILHA EM FASE DE SECAGEM DAS BOLHAS …

    OBS : TIVE SINTOMAS COMO VERMELHIDÃO NO CORPO , DORES DE CABEÇA , FEBRE E SUDORESE EXCESSIVA DE MADRUGADA , DORES NAS PERNAS , DORES DE GARGANTA , ETC ( TUDO PARECIDO COM UM QUADRO DE GRIPE HABITUAL ) … AGORA , COMO OS SINTOMAS DA FASE AGUDA DO HIV E DO HERPES ZOSTER SÃO BEM PARECIDOS NÃO SEI DIZER QUAL DELAS PROVOCOU O QUE EM MIM …

    ESTOU MUITO AFLITO E NÃO SEI O QUE FAZER , QUAIS ATITUDES TOMAR , CHEIO DE DÚVIDAS E COM POUCAS RESPOSTAS , POIS EU TENHO CONSEGUIDO APENAS INFORMAÇÕES GARIMPANDO AQUI NA INTERNET …

    EXISTE UM PROCEDIMENTO PADRÃO ??? … TIPO :

    APÓS SAIR DO INFECTOLOGISTA EU JÁ COMEÇO A TOMAR OS ANTIRETROVIRAIS ??? …

    QUANTOS COMPRIMIDOS GERALMENTE UMA PESSOA QUE NEM EU TEM QUE TOMAR NO INÍCIO DO TRATAMENTO ??? …

    EU MORO NUMA CIDADEZINHA PEQUENA , COMO FAÇO PRA SABER ONDE TEM ALGUM CENTRO DE ASSISTÊNCIA A PORTADORES DE HIV AQUI POR PERTO DA MINHA CIDADE , LOCAL PRA RETIRADA DE MEDICAMENTOS , ETC ??? … PROVAVELMENTE AQUI NA MINHA CIDADE NÃO TENHA UM CENTRO ASSIM , PORÉM EU TAMBÉM NÃO GOSTARIA DE FAZER O TRATAMENTO AQUI , POR CONTA DE PRIVACIDADE E TAL , EXISTE A POSSIBILIDADE DE ESCOLHER O LOCAL DE TRATAMENTO E SE PODE SER NUMA CIDADE DIFERENTE DA QUE EU MORO ??? …

    OS EFEITOS COLATERAIS DOS MEDICAMENTOS SÃO MUITO FORTES MESMO ??? …

    TERIAM ALGUMA LITERATURA BOA PRA RECOMENDAR , TIPO SITE , BLOG OU ALGO ASSIM AQUI NA INTERNET PRA EU PODER ME INFORMAR MAIS SOBRE O ASSUNTO ? …

    SE PUDEREM ME AJUDAR FICAREI MUITO GRATO …

    GDE ABRAÇO …

  28. L.A Monteiro diz

    É incrível ler tantas historias parecidas com a minha !

    Eu sou L.A Monteiro, 24 anos, Bi-sexual, Com Relacionamento SoroDIFERENTE e FELIZ.

    No ultimo dia 30/03/2016 minha mãe apos ter me visto sentir durante uma semana toda de muita febre, diarreia e dores na cabeça. Foi ao laboratório medico buscar os resultados de exame que o meu medico havia pedido depois da consulta feita a 3 dias atras anos a data sitada acima. Ela sozinha e sem ler nem um dos resultados entregou nas mãos do medico todos aqueles resultados. E es que vem a “Pior noticia de sua vida” positivo era o que atestada na pesquisa feita sobre o vírus do HIV.

    Sim, o mundo de minha mãe parecia ter sido devastado naquele momento, afinal nem uma mãe nesse mundo deseja receber essa noticia sobre a saúde do filho. Na quele momento sem saber o que fazer ela volta pra casa.

    Ao chegar percebo seu rosto abatido, rosto de uma mãe que olhava para o filho, que naquele momento começava ser “velado” mesmo ainda estando de pé a sua frente. Então eu mesmo sem, ouvir nem uma palavra pude ter certeza do atestava em um daqueles resultados. Sim, nos abracamos e aquela dor sentida aumentava na medida em que eu percebia o sofrimento de minha mãe, aquele abraço demorado parecia como estivesse sendo dado na despedida de um filho que patia para nunca mais voltar.

    Es que aos poucos vão se acalmando os ânimos, em meu coração suscitava um desejo enorme de viver. E lembrar daquele Deus que alguns anos atras avia me ensinado a reconhece lo no meio de nós, pois um dia me mostrou que estar SEMPRE presente em todos os momentos de nossas vidas, inclusive nos mais sofridos.

    De joelhos e confiando nele disse lhe: “Senhor, dai-me sabedoria e forças para carrega essa cruz!” E assim ele fez, inspirando me coragem de não me acovarda atras desse sofrimento. No dia seguinte apos ser atendido por uma medica voluntaria Dra. Vânia Brilhante que naquela quinta feira atendia “voluntariamente” na URE-DIPE do meu estado eu pude da inicio ao tratamento mesmo sem o exame de CD4 e Carga Viral.

    Hoje 30 dias depois, tomo a ultima capsula do 1º frasco de “Rx Only”. Que me acompanhara até o nosso DEUS dizer que os nossos ANJOS CIENTISTAS conseguiram encontrar a cura.

    POSSO AFIRMA A VOCÊS QUE A CADA DIA QUE PASSA ME SINTO AINDA MAIS VIVO E DISPOSTO A AJUDAR, AQUELES QUE AINDA NÃO CONSEGUEM LHE DAR COM ESSA “Condição Cronica” PRESENTE EM NOSSA VIDA.

    Obrigado, pela atenção !

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