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As pessoas com medo de sexo


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Imagine que mil pessoas, selecionadas aleatoriamente dentro da população norte-americana, fizeram sexo desprotegido ontem. Quantos deles vão morrer depois de contrair HIV de um único encontro sexual? Agora, imagine outras mil diferentes pessoas. Essas pessoas vão de carro de Detroit para Chicago amanhã, cerca de 480 quilômetros. Quantos vão morrer na viagem como resultado de um acidente de carro? Qual desses dois números é maior?

Se você é parecido com os participantes de um novo estudo liderado por Terri D. Conley, da Universidade de Michigan, sua estimativa para o HIV deve ser maior — muito maior. A suposição média dos participantes do estudo para o caso de HIV foi um pouco mais de 71 pessoas por mil, enquanto a estimativa média para o cenário de acidente de carro foi cerca de 4 pessoas por mil.

Em outras palavras, os participantes pensaram que somos aproximadamente 17 vezes mais propensos a morrer de HIV contraído a partir de um único encontro sexual desprotegido, do que morrer em um acidente de carro em uma viagem de 480 quilômetros. Mas aqui está o ponto: essas estimativas não só estão erradas, como elas estão completamente invertidas. De acordo com estatísticas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e da Administração Nacional de Segurança nas Estradas, temos 20 vezes mais probabilidade de morrer em uma viagem de carro do que de HIV contraído durante um ato sexual desprotegido.

“Parece que decidimos culturalmente que o sexo é algo perigoso e deve ser temido.”

Por que as estimativas dos participantes não chegam nem perto? Conley e seus colegas acham que a resposta tem a ver com o estigma: o comportamento de risco relacionado ao sexo é julgado com mais rigor do que os riscos de saúde comparáveis ​​(objetivamente mais arriscados), quando levado em conta as diferenças relevantes entre os comportamentos. “Parece que decidimos culturalmente que o sexo é algo perigoso e deve ser temido”, me disse Conley em uma entrevista. É por isso, argumenta ela, que os pais norte-americanos tentam “microgestão” da sexualidade de seus filhos, “com o alerta sobre o perigo de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) fazendo grande parte disso.”

Ao mesmo tempo, “os pais ficam animados em ver seus filhos recebendo a carteira de motorista, e não os proíbem de dirigir regularmente… Eles sabem que há riscos, mas assumem que seus filhos devem aprender a gerir esses riscos.” Conley acha que esta abordagem deve ser aplicada ao sexo também.

“A sexualidade sempre teve a ver com o caráter moral. Se um alguém tem uma DST, isso sugere que seu caráter também está ‘infectado'”.

Claro, também poderia haver algum aspecto moralista aqui, uma espécie de ressaca da formação puritana que temos nos Estados Unidos. Eu levantei esta hipótese com Shaun Miller, um filósofo da Universidade Marquette que pensa sobre sobre amor e sexualidade. “Eu não tenho certeza de que isso se relaciona com os nossos valores puritanos”, ele me disse, “mas eu acho que o estigma é um caminho para o julgamento moral. A sexualidade sempre teve a ver com o caráter moral e, assim, se um alguém tem uma DST, isso sugere que seu caráter também está ‘infectado'”.

Para testar essa ideia de que os riscos relacionados com o sexo são mais estigmatizadas do que outros tipos de risco, Conley e seus colegas publicaram um estudo de acompanhamento. Nesse estudo, eles queriam apontar para algumas das diferenças entre dirigir carros e fazer sexo — duas atividades que trazem risco, claro, mas que são riscos diferentes, à sua maneira. Se essas diferenças pudessem de alguma forma explicar as estranhas estimativas que os participantes deram no primeiro estudo, sem ter nada a ver com o estigma relacionado com sexo, isso poderia invalidar a teoria de Conley.

Conley e sua equipe projetaram um teste que compararia “maçãs com maçãs”: dois casos em que uma ameaça à saúde foi transmitida através de relações sexuais, mas apenas uma das quais era uma DST. Eles deram uma coleção de 12 vinhetas para um número de participantes, uma vinheta por pessoa. Todas as vinhetas contavam basicamente a mesma história: alguém transmite a doença para outra pessoa durante um encontro sexual casual, sem saber que tinha algo a transmitir. Havia duas doenças: clamídia, uma DST comum que raramente causa graves problemas de saúde (e que pode ser completamente curada com antibióticos), ou H1N1, vulgarmente conhecida como a gripe suína, a qual pode ser seriamente ruim para sua saúde e até mesmo levar à morte.

O principal ponto manipulado entre as diferentes vinhetas foi a gravidade do resultado causado pela doença. Um resultado “leve” foi descrito como ficar doente o suficiente para ter de ver o médico e, em seguida, tomar remédios por uma semana. Um resultado “moderado” foi o mesmo, incluindo a necessidade de ir para a sala de emergência. Um resultado “grave” foi ficar hospitalizado e quase morrendo. E um resultado “fatal”, claro, foi morrer. As últimas duas condições só são aplicáveis à H1N1, porque a clamídia raramente faz tão mal assim.

Uma vez que os participantes leram a sua vinheta, eles deveriam dizer o que eles pensavam sobre a pessoa que transmitiu a doença. Os participantes avaliariam a pessoa sobre o quão arriscado e quão egoísta seu comportamento tinha sido, bem como o quão sujo, mau, imoral e burro era fazer o que eles fizeram. Os resultados foram surpreendentes. Os participantes que leram a história sobre alguém que, sem saber, transmitiu clamídia — com um resultado “leve” sobre a saúde de outra pessoa — julgaram a pessoa com mais rigor do que os participantes que leram sobre o caso da gripe suína, mesmo em casos em que a outra pessoa morreu!

“Por que haveria tanta culpa em torno de uma DST, mas não em uma doença que não é transmitida através de relações sexuais?”

Conley não esperava ver isso. “Por que haveria tanta culpa em torno de uma DST, mas não em uma doença que não é transmitida através de relações sexuais?”, ela disse. É uma boa pergunta. E o estigma injustificado — a explicação preferida de Conley — pode ser a resposta. Mas há outra resposta possível, e é uma que aponta para uma fraqueza potencial na metodologia deste segundo estudo. Há uma diferença importante entre a clamídia e a gripe suína, em termos de como você pode impedi-las de serem transmitidas — e que tem a ver com preservativos. Usar um preservativo irá reduzir drasticamente as suas chances de transmitir uma DST como a clamídia, mas não teria qualquer efeito sobre a transmissão da gripe suína. Isso ocorre porque a gripe suína não é transmitida através do contato genital, mas sim através do sistema respiratório, com o qual você pode se contaminar através de beijo ou tosse.

Os participantes que receberam a vinheta “clamídia” poderiam ter fundamentado suas opiniões com esse pensamento: “se a pessoa nessa história tinha a certeza de que os preservativos seriam usados — o que é a coisa mais responsável a se fazer em um encontro sexual ocasional –, então a DST, muito provavelmente, não seria transmitida. Mas ela foi transmitida. Assim, a pessoa provavelmente não fez uso de preservativos. Assim, vou julgar esta pessoa duramente, porque eu desaprovo este comportamento irresponsável”.

Tal como o filósofo e cientista cognitivo Jonathan Latourelle, da Universidade Estadual do Arizona, apontou: “se você tiver clamídia, as pessoas podem pensar que existe pelo menos alguma probabilidade de você ter isso por causa de um comportamento sexual que eles desaprovam”. No caso da gripe suína, o mesmo tipo de julgamento simplesmente não podia ser aplicável. Isso porque, mesmo se as estratégias de sexo seguro fossem empregadas, o vírus iria ser transmitido exatamente da mesma forma. Conley e seus colegas reconheceram esta limitação em sua pesquisa, ganhando elogios de outros pesquisadores com quem conversei. Ainda assim, limitações à parte, a equipe de Conley acredita que seu estudo tem implicações importantes para a saúde pública. A principal delas, em sua opinião, é que o estigma em torno das DSTs precisa ser reduzido drasticamente. Caso contrário, eles temem que o tiro poderia sair pela culatra, levando a mais transmissões de DSTs, e não o contrário.

“Comportamentos estigmatizantes não impedem que atividades insalubres ocorram.”

“A pesquisa básica sobre o estigma é bastante clara sobre um assunto”, Conley e seus colegas escreveram. “Comportamentos estigmatizantes não impedem que atividades insalubres ocorram. Por exemplo, quanto mais um indivíduo experimenta algum estigma associado ao seu peso, é menos provável que ele perca peso.” Assim, concluem, “temos todas as razões para suspeitar que estigmatizar DSTs irá, igualmente, levar a resultados de saúde sexual piores.” Eles dão dois exemplos para ilustrar este risco. Um: se alguém pensa que pode ter uma DST, mas preocupa-se que o seu médico irá estigmatizá-lo, ele pode ser menos propenso a procurar tratamento médico. E, dois: se alguém pensa que o seu potencial parceiro sexual irá julgá-lo por ter uma DST, então eles estarão menos propensos a falar sobre isso.

Mas pode não ser assim tão simples. Estigmatizar alguns comportamentos, tal como comer em excesso, não parece reduzi-los, mas o que dizer de outros comportamentos, tal como fumar? Existem algumas evidências, embora contestadas, de que o aumento do estigma em torno de fumar realmente tem sido muito eficaz em reduzir o número de fumantes ao longo do tempo. Quando se trata de estigmatização, então, a questão é se o sexo de risco é mais parecido com fumar ou mais com comer demais. Como diz o clichê científico: “mais pesquisas são necessárias.”

Por Brian D. Earp para The Atlantic em 12 de novembro de 2015

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77 comentários

  1. Pessoal, eu sei que não tem a ver com o post, mas gostaria de fazer uma pergunta.. É a segunda vez que eu acordo 5 da manhã sentindo coceiras no corpo.. como se fossem formigas, dor de estomago e muscular. O que mais me preocupa são as coceiras rs.. porque eu não faço ideia do que possa ser. Será que é o remédio? Me incomoda bastante, até durante o dia. Parece que tem formigas andando na minha pele. No início pensei que fosse “zica” uma prima da dengue.. mas as manchas vermelhas não aparecem. Enfim.. obrigado.

    • Junior diz

      Dani, sobre as coceiras, tenha paciência, elas passam! É normal! Agora a dor de estômago e muscular não sei te dizer, mas as coceiras eu tbm tive no início do tratamento… Minha infecto me disse que tem a ver com a reação do remédio, um sinal que ele está “fazendo efeito”, portanto, a coceira é uma coisa boa!

  2. Ricardo Gru diz

    Pessoal, quem ja leu alguns comentários meus aqui no blog sabe q eu sou bem de boa em relaçao a minha sorologia, entretanto, atualmente uma coisa tem me incomodado: Mesmo me alimentando bem e fazendo tudo certo eu nao estou ganhando peso, nao consigo passar dos 66kgs, quando meu peso antes do HIV era 70kgs, isto tem mexido um pouco comigo…é natural esta dificuldade para ganhar peso ? Alguém pode passar algumas dicas ? Abraços.

    • Alex diz

      Tente perceber o quanto de calorias vc está consumindo por dia. Por exemplo, se sua média de calorias gastas por dia é 2400 calorias, e vc mantém se alimentando só com 2400 calorias, vc vai manter o peso, para vc ganhar peso teria que aumentar o número de calorias. Assim, não bastaria se alimentar bem, isso basta para quem quer manter o peso, mas teria que aumentar o número de calorias.

      O ideal seria um acompanhamento com nutricionista para verificar suas necessidades e preparar uma dieta saudável de acordo com seu objetivo.

    • R2D2 diz

      Eu também tenho esse mesmo problema. Depois da Síndrome Retroviral aguda, quando perdi uns 8 kgs, eu não consigo mais engordar. Hoje em dia minha média é 67 -68kgs. Mas meu infecto disse não conseguir fazer uma correlação direta com a sorologia, e o mais importante na verdade é verificar as taxas metabólicas e ver se elas tão ok.

    • Mutatis Mutandis diz

      Passo pela mesma coisa, Ricardo GRU. Sempre fui magricelo, mas com 1,79 e 75 kg tava até bonitinho…com o tratamento não passo de 72kg. Parece pouco, mas não é…e o pior é que aos olhos de que vê é uma magreza, digamos “pouco saudável”, os menos educados perguntam logo se “estou doente?”. Como relativamente bem (em quantidade e em diversidade, gosto de saladas e etc…) mas nao consigo ganhar peso tambe’m…

      Mas vamos lá…meu infectologista diz que eu estou bem demais assim…que tem muita gente querendo ter o meu peso, blá, blá, blá….o importante é colesterol, glicose, e afins estarem dentro dos limites…

  3. Acupunturista diz

    Olá,
    este é meu primeiro comentário aqui. Descobri que sou soropositivo dia 11 deste mês. Pra mim foi um tremendo choque. Logo eu, alguém extremamente ligado a saúde e com muitos cuidados com minha saúde.
    Sei que alguns não vão ler até o final, então já quero recomendar um video que me fez mudar minha visão: https://www.youtube.com/watch?v=2Gi1vikmqYQ

    Continuando: Contrai o vírus por meio do meu ex namorado, o qual estive com ele por 1 ano. Quando fizemos sexo pela primeira vez (1 ano atrás) já foi sem camisinha, pois ele havia dito pra mim que fez o teste de HIV pouco antes de nos conhecer pq descobriu que estava com um cara que era ator pornô. Graças a deus ele disse não ter contraído nada. E foi mentira. Ele não mentirou e me contaminou de propósito, ele só não tinha feito o teste. E foi assim, um ano de sexo sem camisinha, sem eu e ele termos consciência de que estávamos infectados. Considero que minha saúde nesse tempo não teve alteração em relação aos outros anos. Como disse sempre cuidei muito de mim. Engraçado que depois que descobri isso me surgiu uma diarreia que dura 4 dias. Com certeza é emocional, pois estou ainda muito abalado com isso.
    Assim que sai com o resultado liguei para ele e contei, o choque foi grande e o arrependimento também. Afinal, com a mentira dele a minha vida mudou. Entretanto, por incrível que pareça, não guardei nenhum rancor ou raiva. Pelo contrário, nos unimos (como amigos) para dar força um ao outro. Nosso primeiro exame será dia 1º de dezembro e estou bastante ansioso.

    Sempre fui contra o uso banal de medicamentos. Enquanto algumas pessoas por uma simples dor de cabeça tomam um Dorflex, eu prefiro deitar no escuro ou tomar um banho quente e ai melhora. Disse até que terei que fazer as pazes com os medicamentos, já que terei que tomar o retroviral todo dia.

    Por outro lado, vejo isso como uma oportunidade de contribuir de alguma forma. Meu primeiro passo foi querer mudar minha vida, como foi dito no video que recomendei. Sempre gostei muito do budismo, de meditação, etc. Mas só fui dedicado a isso quando venci minha síndrome do pânico e transtorno de ansiedade em 2009 usando apenas muita meditação, acupuntura e Tai Chi Chuan (pra quem não conhece, é algo que se assemelha a Yoga, porém de origem chinesa). Fugi dos ansiolíticos e antidepressivos e venci. Hoje isso virou minha profissão. Sou graduado na area da saúde e faço pós graduação em acupuntura. Já estou pensando na minha monografia visando saber de que forma a Medicina Tradicional Chinesa pode contribuir para a saúde de HIV positivos. Esse será meu foco e minha contribuição.
    Alem disso irei me aprofundar no budismo, uma filosofia que busca nada além de autoconhecimento e que me ajudou a vencer as crises de ansiedade. Não obstante, diversas pesquisas mostram os efeitos benéficos da meditação no sistema imunológico.

    Entretanto muitas duvidas ainda estão aqui comigo e gostaria de poder esclarece-las. A primeira delas é quanto ao tempo de vida. Fico animado ao ver pessoas que convivem com o vírus a 20 anos. Isso me dá animo no sentido de que hoje a doença está controlada dentro de nós. Que talvez ela fosse como uma hipertensão, uma diabetes, onde não se tem uma cura, mas a pessoa tem que tomar os remédios todos os dias. Só de saber que eu viverei normalmente, e com um tempo igual pra qualquer pessoa, já me aliviaria. Afinal, cuidar da saúde pra mim nunca foi algo árduo. Tenho enorme prazer de querer meu bem. As pessoas até me estranham quando não coloco açúcar em um suco, quando nego o refrgerantei e a coxinha deliciosa pingando gordura, quando não ponho sal em algo enquanto todos poe, quando digo que não bebo alcool, quando digo que não fumo, quando digo que durmo cedo, nada disso é difícil pra mim.
    Amo ser assim, pois é de acordo com minha vontade de ficar bem. As pessoas que eu atendo com acupuntura adoram meu trabalho, pois reconhecem minha dedicação e credibilidade, pois faço aquilo que recomendo que elas façam, e funciona…e melhoram sua saúde. Será que o HIV foi um desafio a mais nessa minha busca? Não sei. Mas gostaria de estar aqui vivo o quanto mais, para poder ajudar mais e mais pessoas…além de mim mesmo em primeiro lugar.

    Obrigado por lerem até aqui. Continuarei a postar. Parabéns pelo blog. 😀

    • Salvador diz

      Hábitos saudáveis são sempre importantes para a manutenção da saúde. O próprio pensamento filosófico chinês diz que é melhor cuidar da saúde do que da doença. Você como acupunturista sabe disso. O estigma e preconceito nos fazem ter sentimento de culpa e isso não faz bem à saúde. Matendo uma vida equilibrada podemos viver muito. Mas, independente de qualquer doença, não temos controle sobre a vida. A única certeza que temos é de que vamos morrer com ou sem HIV. Até lá, um dia de cada vez com paciência e equilíbrio.
      Se quiser trocar umas idéias meu email é salvadorposi@hotmail.com
      Um grande abraço,

    • Doug diz

      Muito legal seu post. Eu tbm mudei muito minha forma de ver e viver a vida. Já fiz tantas sessões de acupuntura, que indicou pra quem precisar. Você mora aqui em SP tbm?

    • Positivo diz

      Sua história é muito parecida com a minha. Descobri há menos de uma semana que convivia a 05 anos com meu marido sabidamente soropositivo há 16 anos. Apesar da minha insistência pelo sexo sem preservativo em 6 meses de convivência, ele poderia ter evitado já que era diagnosticado à epoca.
      Mas como você, apesar da mágoa, não consigo cultivar ódio ou rancor. Estou ainda no período de aceitação e só posso contar com ele. Bom, caso alguém queira manter contato, meu e-mail é positivosempre@outlook.com

  4. Cauã+ diz

    A verdade é que ainda está enraizado na sociedade que o sexo é algo promíscuo e que só deve ser feito depois de casado para procriação e do modo tradicional Homem x Mulher…
    Caso não ocorra dentro deste padrão estamos recebendo um castigo por fugir a regra.

  5. Junior diz

    Também tenho o mesmo problema com o ganho de peso. Já estou pensando em tomar bomba já na moral, pq ninguém merece essa dificuldade absurda de ganhar peso. Pelo amor, antes da medicação não era assim!

  6. Brumo diz

    Queria eu estar com dificuldade para engordar!! Ganhei uns 6kg em 9 meses, e minha glicemia está no limite. Tenho até fevereiro pra reverter o quadro, caso contrário já vejo meu infecto me fuzilando com olhos (kkk). Oh céus!! Bom fds a todos.

    • Ricardo Gru diz

      Kkkk Brumo, a sensaçao de uma pessoa te olhar dos pes a cabeça e falar “nossa como voce ta magro” ah cara é horrivel…mas to fazendo de tudo para ganhar pelo menos mais dois quilos

      • R2D2 diz

        “Tá querendo entrar numa garrafa?” – “Tá passando fome?” são as mais tradicionais comigo rs

    • Mutatis Mutandis diz

      Magreza não significa saúde e nem gordura significa doença. Agora, sabemos que as taxas (ok, as bancárias também são…kkkk) é que são importantes.

      Gente, quem puder fique sem movimentar tanto o metabolismo, penso que qualquer coisa que tenhamos de fazer em matéria de saúde fica um pouco mais complicada, principalmente se estamos “escondendo” nossa condição de soropositivo de nossa família e amigos.

  7. Ser+H diz

    Não importa que vc seja gordo ou magro. Importante é estar bem de saúde mesmo sendo soropositivo. Tomar bomba para engordar tá fora de questo

  8. Ser+H diz

    Não importa que vc seja gordo ou magro. Importante é estar bem de saúde mesmo sendo soropositivo. Tomar bomba para engordar tá fora de questão porque vc precisa priorizar o seu fígado para metabolizar a TARV diária.

  9. Pedro diz

    Olá, tenho uma duvida, seria ótimo se alguém pudesse me responder.

    Estou planejando fazer intercambio para os EUA por 6 ou 12 meses, gostaria de saber se é possível que algum familiar meu, por exemplo, retirasse uma quantidade de medicação e me mandasse pelo correio, ou eu teria que comprar por lá mesmo?

    • Salvador diz

      Pedro,
      Eu fui informado que a medicação é liberada para o período que você passará fora. Se informe no seu CTA. Onde eu retiro a medicação eles pedem pra avisar com antecedência, uma carta e o print da passagem aérea confirmando as datas que você estará fora. De qq forma, cada CTA tem sua regra.
      Um abraço e boa sorte.

  10. Luciano diz

    Muito grato pelo post e pela indicação do vídeo… comentei em outro post como a sorologia me fez despertar para outras questões que só tem me feito crescer… no momento estou aprendendo como lidar com a possível situação de ter infectado meu parceiro, em um momento de tesão me deixei levar e fizemos sexo sem prevenção, a iniciativa foi da parte dele e eu não consegui dizer não no momento.. o que me trouxe grandes preocupações depois, imaginar que fui responsável.. ou tão irresponsável ao ponto de tê-lo contaminado por segundos de prazer tem atacado meu emocional. Ainda me pego e peço ao universo que por ser indetectável há chances dele não ter sido infectado, saiu uma notícia de que o teste de HIV vendido em farmácias poderá ser comercializado no Brasil em breve, caso seja, ficará mais fácil convencê-lo a fazer naturalmente e se der positivo fazer o que? Começar o tratamento como fiz… tenho amado tanto a criatura que estou desenhando um cenário de trabalho onde possa ganhar mais dinheiro e juntar, para quando a cura chegar, poder comprar pra ele (e não para mim) penso que é o mínimo que posso fazer pelo ato feito. Engraçado pensar que se ele fez comigo sem prevenção, pode ter feito com outros e outras também e que isso pode ter me reinfectado, mas não é isso que me preocupa… o que me preocupa é saber que eu sabia da minha sorologia e me deixei levar no momento. Pensando no texto.. no estigma.. as chances de morrer de um acidente existem.. mas se naquele momento tivesse dito não… estaria em paz comigo hoje! Quando descobri a sorologia e juntei as peças sobre quem me contaminou, fui ao show de kid abelha e chorei muito na música Dizer não é dizer sim, creio que entre tantos, o aprendizado de dizer não ao instinto sexual que me consome tem sido a grande conquista.. Se tivesse dito não quando o cara pediu para fazermos sem camisinha, teria dito sim a vida, mas acreditei nele e o pensamento de “isso nunca vai acontecer comigo” me deixou levar.. estranho como pude sentir a satisfação dele ao ejacular e me contaminar, aquela sensação não me sai da cabeça. Hoje tudo está bem, o budismo tem me ajudado bastante.. mas os aprendizados são constantes e diários.. gratidão por esse espaço para ver as novidades, compartilhar histórias e ver que apesar de tudo, podemos ser felizes. Agora é aprender como lidar com a possível condição de ter feito com o outro o que foi feito comigo, aprender que é passado e aprender principalmente que a partir daquele momento terei que ativar a chave de controle e dizer não, e não errar mais pra frente.. paz e luz pra todos.. sigamos no caminho do bem e do amor, certos de que só o amor é a cura!

    • positivosempre@outlook.com diz

      Luciano, sei como você está se sentindo, estou na situação do seu parceiro. Fui infectado pelo meu companheiro, sabidamente soropositivo. Ainda aprendendo a lidar com a situação.

      • Luciano diz

        Positivosempre@… desculpa a invasão.. mas você foi passivo na relação? Seu parceiro só disse depois? Ele estava indetectável? Se sim, há quanto tempo? Como você está com ele após saber? Sei que se infectei meu parceiro e ele descobrir, com certeza ele me mata.. Um dia ele me mostrou esse vídeo.. https://www.youtube.com/watch?v=cWoNAiU_QRc nem preciso dizer que os fatos são mesmo reais e o quanto gelei ao ouvir..

        • positivosempre@outlook.com diz

          Fui ambos Luciano. Ele já conhecia a situação dele há 18 anos e me escondeu. Convivemos juntos há 5 anos, e fazendo admissional para um concurso fiquei sabendo que estava soropositivo. Como não havia mais saída, ele resolveu confessar, que quando transamos sem preservativo ele já sabia da sua condição e preferiu omitir por estar indetectável, enfim. Ainda estou tentando recuperar o meu chão, mas pelo que tenho vivido esses dias, não há muito do que fugir, só me resta enfrentar a situação, e decidir de deixo-ou ou se continuo convivendo com a pessoa me infectou.

          • Alexandre diz

            Positivosempre é o primeiro caso do mundo a se contaminar com uma pessoa indetectável. De duas, uma: ou o cara não estava indetectável ou vc se contaminou com outro. Me desculpem os gays, não estou julgando ninguém, mas a grande maioria “acha” que pegou de fulano ou de beltrano, mas é difícil terem certeza, pois a vida sexual da maioria dos gays (não estou dizendo todos), é bem dinâmica, o que dificulta saberem de quem pegaram, pois transam promiscuamente com muitos numa mesma semana, mesmo quando estão comprometidos a traição é muito comum entre os gays. Não estou generalizando, estou me referindo a uma maioria.

            • Gil diz

              Preconceito puro! Não há medida para dizer qual grupo de orientação é mais promíscuo. A diferença é que no meio gay falam mais sobre suas relações, mas apenas em alguns grupos, pois há a variante cultural. Isso tanto na reedição do Kinsey como nas pesquisas citadas em Kaplan, só para embasar. Hoje, os gays usam preservativos numa porcentagem maior que os heterossexuais, isso é demonstrado em pesquisas do Min Saúde, por exemplo, divulgadas também no Congresso Brasileiro de DST/AIDS.
              Se informe melhor, antes de propagar preconceito… cara doente!

              • Alexandre diz

                Gil, pensava que alguns pudessem se sentir ofendidos com o meu comentário, até pq é muito mais fácil atacar do que tentar entender uma realidade, mas vc eu tinha certeza que ia dar as caras. Sabia que vc ia aproveitar para tentar desfilar suas frases de efeito, e dessa vez vc foi até bastante objetivo. Não foi chato e prolixo quanto das outras vezes, com aqueles textos inesgotáveis. Kkkkkkk. Meu nobre, a população gay compõe a maioria dos soropositivos, ou não? Vc apareceu aqui recentemente então não sabe da minha história, se soubesse não falava merda. Procure se informar melhor antes de tentar me jogar contra os outros. Disse que estou propagando preconceito ao dizer da promiscuidade da maioria dos gays. Estou errado? Sou hetero e já fui muito promiscuo. Todos sabem. Mais do que a maioria de todos aqui, incluindo gays como vc. E aí? Estou propagando o preconceito?
                Deixa eu te perguntar uma coisa e gostaria que fosse direto na resposta: com quantos caras vc transaria num cruzeiro para gays? Eu transaria com quantas mulheres aparecessem e imagino que vc transaria com quantos homens aparecessem, mas mais pessoas gays transariam com quantos homens fosse possível e capazes do que heteros. Não quero dizer que não exista hetero promiscuo, e eu sou um exemplo, mas na minha turma de 40 amigos eu e mais uns 3 temos isso no currículo, e numa turma de 40 gays vc tem 35 iguais a mim. Estou propagando preconceito contra mim mesmo?

                • sampapoa diz

                  sou homossexual e longe de mim querer incitar discriminação. entretanto, realmente o alexandre tem razão. não quero estimular preconceitos aqui. apenas quero deixar claro um fato que A MAIORIA DOS HOMOSSEXUAIS NEGA HIPOCRITAMENTE: OS GAYS SÃO BEM AIS PROMÍSCUOS QUE OS HÉTEROS.
                  o problema não está em fazer bastante sexo com muitas pessoas. o problema, entre os homossexuais, é tratar seus parceiros de sexo como produtos descartáveis (em uma rotatividade quase insana de busca por prazer custe o que custar). o internacionalmente conhecido sociologo zigmunt baumann trata bastante disso nos seus livros “amor líquido” e “modernidade líquida”. não existe estabilidade, não existe quase nada que estabeleça vínculos afetivos, emocionais no mundo contemporâneo (seja ele hetero ou gay). entretando o “mundo hetero” é regido, amparado e regulamentado (mesmo que indiretamente) por instituições sociais como a igreja, o casamento, a familia, laços de amizade que não envolvam sexo. (não quero ser “o moralista” e defender ou acusar aqui essas instituições. apenas dizer que o “mundo heterossexual” tem um mínimo de “ordem” e “equilíbrio” (cada vez mais ameaçados pela indústria da pornografia e do sexo, desejoso pelo desamparo e solidão).

                  SIM, O SEXO DESCOMPROMISSADO QUANDO SE TORNA UMA PRÁTICA LITERALMENTE “PREDATÓRIA” DE CONSUMO (COMO A QUE ACONTECE AO SE USAR QUALQUER PRODUTO MANUFATURADO OU IDEOLÓGICO IRRESPONSÁVELMENTE) MOVE UMA INDÚSTRIA MULTIMILIONÁRIA. LOGO, A INDÚSTRIA DO SEXO E PORNOGRAFIA NÃO DESEJA QUE EXISTA UM EQUILÍBRIO SAUDÁVEL NA PRÁTICA DOS ATOS SEXUAIS. É UMA INDUSTRIA QUE FOMENTA DESEJOS INCESSANTES POR CORPOS “x” E “y”, QUE VENDE APLICATIVOS DE “CAÇA” E REDES SOCIAIS!!!
                  A INDÚSTRIA DO SEXO E DA PORNOGRAFIA NÃO DESEJA QUE O INDIVÍDUO ESTABELEÇA SEUS PRAZERES EM CONVÍVIOS SOCIAIS MAIS OU MENOS ESTÁVEIS, PRESENCIAIS OU QUE O INDIVÍDUO ENCONTRE PRAZER LENDO UM BOM LIVRO, FREQUENTANDO MUSEUS, GALERIAS, CONSUMINDO OUTROS ARTIGOS QUE NÃO SEJAM OS LIGADOS AO SEXO.

                  INFELIZMENTE, EM UM MUNDO CADA VEZ MAIS INSANAMENTE NEOLIBERAL INDIVIDUALISTA E INDIVIDUALIZADO, A COLETIVIDADE (NÃO TOMAR AQUI ESSE TERMO COLETIVIDADE COMO CUNHO COMUNISTA!) E RESPEITO AO PRÓXIMO VIROU COISA DO PASSADO. O PRAZER (INDIVIDUAL) VIROU PRODUTO DE CONSUMO (COMO UM CARRO, UM “MAC LANCHE FELIZ”, UMA ROUPA QUE SE USA E SAI DE MODA, UM IPHONE 1, 2, 3, 4, 5, 6). É UM MUNDO BASTANTE LÍQUIDO E PERECÍVEL EM SUAS BASES. UM MUNDO MOVIDO PELOS DESEJOS INDIVIDUAIS E TOTAL LIBERDADE.

                  É NESSA TOTAL “LIBERDADE” QUE ENTRA O CONTEXTO DOS GAYS. JÁ QUE A IGREJA, O ESTADO, A ESCOLA, A FAMÍLIA E OUTRAS INSTITUIÇÕES NÃO REGULAMENTAM OU APOIAM A HOMOSSEXUALIDADE, A INDÚSTRIA (DESEJOSA DE CONSUMO PREDATÓRIO E VISANDO LUCROS) VEIO FLERTAR E AMPARAR ESSES HOMOSSEXUAIS.
                  VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE QUE ACEITOU A HOMOSSEXUALIDADE PRIMEIRAMENTE PELAS QUALIDADES E POTENCIALIDADES CONSUMIDORAS QUE ESSE GRUPO SOCIAL POSSUI (USO AQUI COMO ALEGORIA AS PROPAGANDAS DA BENETTON DOS ANOS 80 E 90 https://www.google.com.br/search?newwindow=1&biw=1366&bih=599&tbm=isch&sa=1&q=BENETTON+GAY+CAMPAIGN&oq=BENETTON+GAY+CAMPAIGN&gs_l=img.3…60438.61378.0.62118.4.4.0.0.0.0.138.447.1j3.4.0….0…1c.1.64.img..4.0.0.ciKKfoBABGg#imgrc=vVVrmYGBDjxYcM%3A)

                  É IMPORTANTE SALIENTAR AQUI QUE ESSA “INDUSTRIA APADRINHADORA” NÃO FOI DE TODO NEGATIVA: DEU VISIBILIDADE E AMPARO NECESSÁRIOS PARA UM GRUPO SOCIALMENTE AINDA DISCRIMINADO E ESQUECIDO. ENTRETANTO, COMO TODA INDÚSTRIA, VISA O LUCRO. E CABE A NÓS, HOMOSSEXUAIS, APRENDER QUE QUALQUER CONSUMO (DE CORPOS, PRODUTOS, IDEOLOGIAS, ETC) TEM DE SER INTELIGENTE E RACIONAL. O MUNDO HOMOERÓTICO, ESTANDO PRIVADO DE QUALQUER TIPO DE ORGANIZAÇÃO E REFLEXÃO COLETIVA É E SEMPRE SERÁ UM CAMPO FÉRTIL PARA TRANSFORMAR QUALQUER COISA EM ARTIGO DE DESEJO DESESPERADO E INSANO. CABE A NÓS REFLETIR A RESPEITO E MEDIAR NOSSOS DESEJOS PARA TENTAR ALCANÇAR UM MÍNIMO DE ORDEM E EQUILÍBRIO SOCIAL E PSICOLÓGICO.

                  • Gil diz

                    SAMPAPOA,
                    Não é todo o mundo do meio gay que é promíscuo. A imensa maioria não frequenta clubes, baladas, saunas e, destes, quem frequenta, a maioria busca se proteger. O problema não é a promiscuidade, é o sexo sem camisinha. Cada um tem direito de transar com quem quiser. Mas o contingente de rapazes solteiros héteros que transam é muito grande e, dos casados que procuram prostitutas, é enorme. Agora pense que, na maioria das cidades brasileiras, nos 5570 municípios, poucos deles tem ambientes gays. E nas cidades onde tem, nem todos frequentam lugares onde o povo gay vai buscar para ter prazer, encontrar parceiros. Quem vai (já fui com minha esposa em várias baladas LGBT) sabe que sim, que a maioria quer arrumar parceiros, mas não são a maioria da população gay.

                • Gil diz

                  Não te interessa minha sexualidade, imbecil. Mas afirmo-lhe sem te interessar que sou heterossexual, 3 filhos, poucas parceiras, nenhuma além da esposa após casar, há 15 anos. Se fosse gay aproveitaria ao máximo com quem quisesse, como é direito de todo ser humano agir como desejar sobre seu corpo, mas faria com preservativo.
                  Da mesma forma na faculdade, quando havia as festas liberais da turma de Psico, de Farmácia… preservativo e curtir a vida com responsabilidade.
                  Quanto a seu cruzeiro imaginário, não há base, só achismo, para dizer que mais héteros dos que os gays transariam. Reitero: você é doente, tem predileção em atacar as pessoas. E tem um puta preconceito!
                  Antes ser prolixo do que ser um cara de caráter ruim, ofensivo, que se julga superior, tamanha sua insegurança. Não és digno de respeito algum, você provoca as pessoas, humilha, ri da dor alheia. És um mau caráter. Não me espanta o que já comentaram de ti.
                  Se for verdade, creio que seja, deverias estar é preso! Sociopatazinho pobre de espírito.

                  • GompMais diz

                    Grande hipocrisia dizer que os gays são mais promíscuos que os héteros. A verdade é que homens são mais promíscuos que as mulheres. Sou homossexual, aprontava as vezes, mas meus amigos héteros aprontavam e aprontam muito mais. O fato de proporcionalmente, no Brasil, Eua, ocorrer menor índice de infecção entre héteros é graças às mulheres que são menos promíscuas e o sexo com penetração não envolver exclusivamente o anal, e ainda assim, muitas vezes são infectadas por confiarem em seus amados esposos e namorados. Na África por exemplo, onde há o maior contingente de infectados pelo hiv, estima-se por volta de 25 milhões, a infecção entre heterossexuais é maciçamente maior que em gays. Não são os gays que tratam o parceiro como descartável, e se envolve sexualmente com vários parceiros, é o macho, por questões biológicas, evolutivas, históricas, culturais, etc, fato que pode ser observado em qualquer cultura, seja ela a mais conservadora, cada uma criando seus mecanismos para amparar o comportamento masculino. Em se tratando de Hiv, acredito que dizer que gays são mais promíscuos e por isso se infectam mais, não é muito diferente de dizer que se tornou positivo depois de ter “tomado boldo”, pois na minha opinião, tal posicionamento parece demonstrar uma forma de escape, covardia intelectual ou uma maneira hierarquizar os próprios pacientes. Portanto, em vez de moralismos, é preciso maior racionalidade quando se for emitir certas opiniões, pois mesmo partindo de nós, que em tese estamos a compartilhar dilemas semelhantes, colaboramos para reforçar e propagar, ainda mais, preconceitos e estigma.

                    • Gil diz

                      Perfeito, Gomp Mais.
                      Ótimo comentário. Mas apesar de ter razão, tens de dar um desconto para quem escreveu aquela asneira (que nem eu consegui dar), pois com seres (não digo pessoas para certos tipos) com transtorno de personalidade, errado é todo aquele que discorda da sábia visão sociopática. Você foi preciso em sua observação, tens razão, mas o que se acha dono da página e da verdade vai dar um jeito de tentar ser superior (sem ser).

            • Luciano diz

              Alexandre.. quer dizer que você concorda que eu sendo indetectável há tempos e sendo o passivo da relação, tenho poucas chances de ter infectado o meu parceiro na vez que fizemos sem preservativo?

              • Bem pouco provável, Luciano. Me desculpe a sinceridade mas o mais provável é que vc tenha levado um chifre. Na boa.

                • Luciano diz

                  Mas a questão nem é chifre Alexandre.. é só a “noia” de ter infectado o coitado.. mas como foi uma vez e sou indetectável.. espero que não ter sido o responsável por essa transmissão, caso ele venha a ter… vivendo e aprendendo a usar o botão do controle! Paz para todos!

                  • Alexandre diz

                    Fica tranquilo, cara. Vai rolar tudo bem. Vc não contaminou ele.

              • Rick diz

                Com certeza a probabilidade é bem baixa… ! Pergunte a algum médico especialista e tire suas dúvidas…

            • positivosempre@outlook.com diz

              Alexandre, talvez não tenha me expressado da maneira correta. Lendo novamente meu comentário, vi que esqueci das aspas no “indectável”. Como não nos conhecemos, não vai adiantar muito te dizer que eu sei perfeitamente que pessoas na condição INDETECTÁVEL tem probabilidade quase nula de transmissibilidade do vírus. Apesar da carga de preconceito do seu comentário, ele é extremamente pertinente. Abraço.

              • Alexandre diz

                Sampapoa, parabéns pelo seu comentário. Concordo com tudo e, mesmo não sendo gay, me incluo no perfil. Antigamente o sexo para mim era totalmente separado do afeto. Ou eu amava ou eu tinha tesão, até que descobri a minha atual esposa e consegui as 2 coisas nela. Não sou hipócrita pra falar que toda vida fui santo, que tive poucas parceiras e que sempre fiz sexo com preservativo, e me contaminei de forma acidental, não. Pelo contrário, como disse, até 2008 fui sujo. Era compulsivo. Te digo que até demorei a me contaminar, pelo estilo de vida que tinha. Era promiscuo ao extremo, por isso, Sampapoa e Positivosempre, nao houve preconceito no meu comentário, se não seria “auto preconceito”. Não se deixem levar por comentários chiliquentos. Um abraço para os 2.
                Gil, pq eu deveria estar preso? Pq sou mau caráter e imbecil, ou pelo que dizem de mim aqui? Sou doente pq? Pq tenho HIV ou pq vc me acha preconceituoso e sou crítico? Vc, como terapeuta, deveria saber lidar com pessoas iguais a mim, mas não sabe. Eu te incomodo. Devo até mexer com seus sentimentos a ponto de te desequilibrar. Mas sabe lidar somente com cordeirinhos que não opinam e se deixam levar por falsos moralistas como vc. Ou vc acha que me engana? É mais um daqueles que contraiu HIV tomando chá de boldo? Já sei, vai dizer que uma única vez esqueceu de usar preservativo e se deu mal? Ou seja, foi promiscuo uma vez na vida só.
                Kkkkkkkkk! Vai tentar enganar seus pacientes e sua esposa, a mim não.

                • Gil diz

                  Não, relaxe, imbecil, vc não incomoda. É muita pretensão sua achar que me mexe comigo. Mas te entendo, sim. Eis um traço: megalomania (mexe comigo até desequilibrar,kkkk), fantasia de poder e acha que tá sempre certo. Outro: se justifica racionalizando. Outro: tenta colher informações de quem tenta tripudiar. São sintomas claros…
                  Isso não me incomoda, me instiga. De sentimentos, apenas causa repulsa. Afinal, aqui sou pessoa, não profissional… mas o olho clínico não desliga. Sei, aqui sou pessoa, mas o olho clínico não desliga quando vê patologia. E essa, não é tratável, pois tem a ver com perversidade. E dos meus pacientes, acho que faço um bom trabalho. Mas não é da sua conta, abestado.
                  Sociopatas que desfazem os outros como vc fazem coisas piores. Pela forma como desprezas as pessoas, o vírus no seu corpo virou uma arma agradável, né?
                  É bem do seu perfil.
                  Além, claro, de tentar desfazer, manipular, tripudiar quem está desesperado, quem vem aqui buscar ajuda. Ma nota-se sua insegurança no ataque, já vi melhores que vc. Entendo a compulsão que tinhas (creio que tens, seres como vc não param). Ejaculação precoce, falha no ato… quanta raiva, né?
                  Vc não é crítico, despreza os outros. Empatia zero. É outro sintoma. Ser ácido e intolerante não é ser crítico, é extravasar a perversidade. Leu até aqui? Que bom. Seus comentários, nunca mais lerei, nem perca seu tempo. Falarei só com gente que presta.

                  • Alexandre diz

                    Imagina se te incomodasse? Quer dizer que não provoco desequilíbrio em vc? Quer dizer que esse é o seu estado normal? E eu que tenho tanta raiva? Kkkkkkkkk! Outra, infelizmente não sou impotente. Se fosse não teria pego HIV. Kkkkkkkkkk! E vc não me respondeu, hein? Se furtou. Vou te fazer outra pergunta: vc aprendeu a palavra “sociopata” essa semana?

    • ARLAN diz

      Luciano como vc sabe exatamente quem te contaminou?a pessoa te falou q tinha te contaminado de proposito?

      • Luciano diz

        Arlan.. Conheci um rapaz pela internet, ainda havia MSN, fomos e começamos a conversa, sempre muito atencioso, divertido.. marcamos… fomos a uma pizzaria e ele sugeriu levarmos pra lancharmos no motel, fomos andando, passamos por várias farmácias e tudo ok, no motel quando partimos para os “finalmentes” ele disse que a camisinha que estava o apertava muito, sugeri ir a uma farmácia, mas ele disse que não me preocupasse.. meu coração bateu na hora, perguntei: você está sugerindo fazermos sem prevenção? Ele disse que sim.. aquele papo de pode confiar.. como estávamos nos falando há tempos, bobamente estava apaixonado pelos seus olhos verdes e um jeito carinhoso de ser, fizemos… quando terminou senti algo diferente, intuição, sei lá… passou.. continuamos no msn, marcamos novamente.. dessa vez a ideia era irmos direto ao motel, mas me atrasei, cheguei muito tarde, disse que podíamos marcar outro dia, ele insistiu absurdamente e ok.. vamos pra uma rapidinha… então perguntei.. trouxe a camisinha que vc disse ser mais larga pra não te incomodar.. e com beijos, abraços e amassos foi me convencendo e lá estávamos novamente… sendo bem direto.. quando ele gozou.. senti que foi uma estocada diferente, só depois entendi que era como um.. dessa vez ele não me escapa! Não sei explicar, mas senti que ali foi o momento.. saímos as pressas e não o vi mais no msn, fui observar e vi que ele tinha me excluído e bloqueado.. liguei e ele foi extremamente grosso comigo.. desligou e não me atendeu mais.. fiquei arrasado, tava tudo lindo, bem.. não tinha um motivo sequer para isso acontecer.. fiquei sozinho novamente por um tempo e estava tendo esses testes rápidos.. eu fui.. tinha certeza que não ia dar nada, mas deu.. lá veio aquela conversa.. saí atordoado, comecei a juntar as peças e lembrei de uma conversa que ele teve, dizendo que teve um rolo com um travesti.. sem estigmas, pensei.. ele se contaminou com ela e está passando por aí… Thiago.. sumiu do mapa.. e eu sou soropositivo há 4 anos, sempre tive uma vida sexual moderada, pau ficou duro… camisinha na hora.. meu infecto disse uma coisa que me marcou.. eu cedi porque estava apaixonado.. acreditei. Então adoeci por “amor” Que amor hein?! A carência me fez acreditar em alguém que parecia uma coisa e era bem outra.. depois que li sobre “os carimbadores” reconheci nele esse perfil.. Não houve outra possibilidade.. foi ele.. ás vezes penso como queria encontro-lo para saber da boca dele.. mas passei dessa fase.. hoje tento controlar a carência pra não cair de novo nesse papo.. mas caí… como escrevi.. após 4 anos transei sem preservativo e não paro de pensar nisso.. bem diferente do que ele fez, eu e meu parceiro atual praticamente não fazemos anal, mas rolou.. parecia mais uma brincadeira.. quando me dei conta.. tarde demais! Como não podemos voltar atrás.. só me resta fazer do presente um futuro responsável… rezo que não tenha infectado meu parceiro, acreditando na possibilidade de por ser indetectável, ter chances próximas de zero… mas como disse.. só relaxarei quando tiver o resultado dele em mãos… se negativo.. não terei palavras.. se positivo.. levarei essa condição pro resto da vida.. ninguém merece passar pelo que passo.. remédios.. exames.. horas de viagem para consulta.. tudo que todos já sabem..

        • Pedro diz

          Luciano, mas por que você não contou logo ao seu parceiro, para que ele fosse ao posto de saúde usar o PEP? A pessoa tem até 72h, após a situação de risco, de se “salvar dessa”.
          Bom, eu entendo muito bem este lance de confiar, estando apaixonado.
          Sempre fui encucado com este lance de DSTs, nem tinha vida sexual muito intensa, pq sempre fui muito medroso em relação a isto.
          Antes de transarmos sem camisinha, prometemos cada um fazer exames e provarmos que estávamos limpos.
          Eu cumpri, levei os exames, mas ele não.
          Disse que estava limpo, que era doador de sangue etc. Confiei.
          Mas depois pirei e passada a janela, fui fazer o exame louco de medo.
          Deu negativo, graças a Deus! E prometi a mim mesmo que nunca mais passaria por aquela situação… o tempo de espera pelo resultado, é cruel demais.
          Bom, promessa não cumprida. Lá estava eu transando sem camisinha de novo…
          De novo, a tensão…de novo, os exames.
          E mais uma vez, negativo.
          Bom, o cara estava limpo mesmo, foi sincero comigo, mas o risco que corri foi enorme.
          O tesão nos faz cegos diante do perigo.
          Sempre pensava que se tivesse sido contaminado, eu o culparia. Mas hoje reconheço que teria 50% de culpa também.
          Neste meio tempo descobri esta página e vivo aqui lendo os relatos e prometendo pra mim mesmo, que nunca, mas nunca mais, vou vacilar de novo.
          Acho que fiquei esperto, hehe.
          Vida longa, muita saúde e força a todos!

          • Luciano diz

            Pedro.. moro em um interior.. aqui nunca ouvi falar desse PEP, além de ter um grande preconceito e todos praticamente se conhecerem, por ser uma cidadela.. outra coisa.. ele é do tipo que mataria se confessasse isso.. por isso mesmo ainda não digeri o acontecimento, você viu o vídeo que postei em um comentário anterior? ( https://www.youtube.com/watch?v=cWoNAiU_QRc ) ele concordou com o cara ter matado a mulher que o infectou… aconteceu em outubro, a janela é janeiro, tenho infecto em dezembro, até lá quero ver uma forma de fazermos exame para tirar o bicho da cabeça.. ou não.. se der positivo, pelo menos começar o tratamento o quanto antes para ter uma vida saudável como a minha…

  11. guidosoldera diz

    Nos Estados Unidos, eles ao menos têm um instrumento dentro da própria linguagem, algo que penso que nós não temos aqui no Brasil (ao menos não em apenas em uma palavra). Lá é possível fazer uma rápida distinção entre safer e safe. Aqui no Brasil temos de apelar pra uma frase para que a mesma ideia seja proposta. Existe um erro muito cometido quando se chega na seara da sexualidade que é a ideia de que o sexo é safe (seguro) e não safer (mais seguro). Acho que este texto também está falando sobre isso, pois lá existem estes instrumentos rápidos para trazer essa discussão ao público.
    Não ignorando a questão do estigma, penso que temos medo do sexo, também pois reconhecemos que ele jamais será totalmente seguro para todas as possibilidades de doenças que existem (embora consigamos resolver as transmissões do HIV com o indetectável e com a camisinha em combinação, existe uma gama imensa de outras doenças que estão por aí na biosfera sexual), e talvez essa seja a principal característica que intensifica o estigma (ainda mais nos tempos de relações efêmeras), muito embora estejamos cada vez mais munidos de fármacos e métodos protetivos contra tais doenças.

  12. D_Pr diz

    Onde está essa cura?

    Luquinha, será que mais esse Satanás deu pra trás? Quais as boas novas?

    • Alessandro diz

      Fica pressionando assim o luquinha jaja ele muda o nome para poder postar aqui no blog kkkkk.

      • Alegre+ diz

        Verdade Alessandro, tô achando que ele nem vai aparecer mais.
        Pelo menos não como Luquinha kkkkkk

  13. M. diz

    Nem me falem, tá difícil para mim a questão do sexo. Desde quando fui diagnosticado, fiz sexo apenas 1 vez. São alguns traumas que a gente vai superando aos poucos. As vezes fico muito bem, as vezes me sinto completamente frustado. A terapia tem ajudado bastante nesse sentido. Preciso melhorar.

  14. AmigoGyn+ diz

    Amigos, gostaria de um conselho de vocês, acabei de pegar meu primeiro exame de CV e CD4, e o meu resultado foi o seguinte:
    CD4: 571 células — 29,62%
    CD8: 741 células — 38,46%
    CD4/CD8: ————- 0,77

    CARGA VIRAL — Cópias/Ml: 1.924
    Resultado atual — LOG: 3,284

    Enfim, acredito que meu exames estão bons, acho que minha carga viral está muito baixa, ” se é que eu entendi isso “.
    Tenho consulta amanha, pra supostamente começaria ainda meu tratamento, gostaria da opinião de vocês, se caso a médica me pergunta se já eu quero começar o tratamento se digo sim, ou se devo esperar mais um pouco, já que os exames parecem bons. Acredito que quanto mais tempo eu evitar a medicação seria bom pro meu corpo, mais ao mesmo tempo, eu li que que se eu tomar por agora, eu protejo ainda mais os meus reservatórios contra o ataque da multiplicação dos vírus em mais reservatórios.
    Gostaria da opinião de vocês amigos.
    Obrigado ” acho que posso de certa forma ficar um pouco feliz com esses resultados “

    • Gil diz

      OLÁ, AMIGOGYN,
      Quanto mais cedo você começar sua terapia antiretroviral você evita que suas células de imunidade sejam destroçadas pelo HIV. A toxidade do medicamento existe, mas não é tão severa e nem se compara aos estragos que o HIV fará na sua saúde se ele andar por aí, livre,leve e solto. Logo, logo você estará indetectável e pronto, com exercícios, muita água, muito equilíbrio a sua vida estará normal até que novas medicações menos agressivas estejam disponíveis. Dos males, o menor, não é? Tome agora que sua saúde está em dia. Mas acho que seu número de CD4 poderia estar maior, claro, isso depende de uma série de fatores, como infecções recentes, cansaço, stress…
      Enfim, minha dica é que voc~e opte por começar ONTEM a tomar a fórmula antiretroviral..

  15. gustavo diz

    eu levo minha vida tão normal sem “problemas” tipo, quase nao lembro desse HIV trabalho, vou academia, como as coisas ( embora durante a semana nao costumo comer porcaria) engordo atoa mas cuido do corpo e sempre cuidei, namoro ( ele tbm é soropositivo) fazemos planos, vivemos, fazemos sexo( com camisinha só o oral que as vezes rola sem camisinha) as vezes tomamos umas cervejas pq nao somos de ferro, as vezes curtimos uma baladas mas adoramos ficar em casa com nossas filhas ( nossas dogs) e assim levamos a vida… Sei la, as vezes fico tempo sem entrar aqui ae quando entro, parece que eu vivo em um mundo diferente do resto que convivem com HIV, parece q estou errado em viver bem kkk só eu q nao penso mais nisso?

    • Lizel diz

      Gustavo……. Eu descobri a pouco tempo minha sorologia e estou tentando ficar assim igual a você !!!! Parabéns !!!!!!
      Me dá tanta esperança ler essas coisas de pessoas tão positivas !

  16. Matheus diz

    Gustavo vc é um exemplo de como devemos conviver com o HIV…ele é só um vírus supremido no nosso corpo

  17. DoBemDF diz

    Fazia tempo que não escrevia algo aqui, mas depois de ver esse comentário do Gustavo me identifiquei. Com o tempo o HIV passou a fazer parte da minha rotina. Apenas isso. Há muito tempo tomo remédio pela manha cedo em razão de um hipotireoidismo, e terei que tomá-lo ate o fim da vida. E ninguém dizia que eu tinha uma vida quase normal em razão disso. Então eu só inclui mais uma pilula na minha vida. Agora é uma de manhã e outra a noite. De resto, tudo igual. Trabalho, academia, boa alimentacao, estudo, saída com os amigos, bjo na boca, sexo seguro qdo rola tesão. Exatamente o que eu fazia antes de descobrir. Sinceramente, considerando o atual estado das coisas, acho que as vezes transformamos esse bichinho em algo mais pavoroso do que ele é.

    • Daniel diz

      eu gostaria de pensar assim, mas os efeitos colaterais dos remedios me apavoram.

      • Victor diz

        Daniel, se vc presta a atenção até uma simples aspirina tem efeitos colaterais prescrito na bula e todo medicamento tbm… Mas, isso não que dizer que os efeitos são uma regra, pode acontecer ou não… Os efeitos são relatados pq alguém em algum lugar os sentiram e isso serve para todas medicações! Por exemplo, a lipodistrofia era um efeito colateral dos esquemas das TARVs antigas que passavam de 15, 20 comprimidos diários, mas nem todos dessenvolveram lipodistrofia… Hoje os efeitos das TARVs modernas nem fala mais em lipodistrofia, e a maioria dos efeitos são inciais e passageiros quando acontece com alguém…
        Vc não pode ter medo da TARV ela é sua aliada

  18. Gaúcha diz

    Gente… O q vcs acham de uma cv de 100.000 com um cd4 de 600? Parece infecção recente, não? alguem pode indicar um infectologista em Porto Alegre? 😦

    • ola gaucha,na santa casa tem a dra cinara carvalho infectologista,uma medica incrivel ,ela cordena a pesquisa no rs sobre hiv.me tratei com ela no inicio de tudo a 2 anos pois descobri na gravidez.boa sorte gaucha.

  19. Victor diz

    Galera, estamos mais perto do que, cura funcional, tratamentos injetáveis de longa duração ou a cura esterilizante?

  20. sad diz

    Oi pessoal. Estou muito mal, mais do que jamais estive na vida. Estou a ponto de fazer uma besteira. Vou perder minha profissão conquistada a duras penas por causa desse vírus maldito. Vou trazer tristeza pra minha família, que já sofreu tanto. Estou em extremo desespero. Alguém conhece um grupo de auxílio psicológico? Estou tentando pensar racionalmente, mas tá difícil. Muito difícil. Por favor, preciso de ajuda.

    • Paulo Roberto diz

      Sad,
      eu também perdi minha carreira. Tentei não trazer mais problemas para a minha família, me desesperei, tentei fazer uma besteira…
      Mas, pense bem: quantos NÃO TIVERAM a sorte de tomar os medicamentos???
      Quantos pereceram por causa desse vírus maldito, que na época não tinha nem controle???
      Por favor… pense bem: NÓS, por mais que estejamos desesperados, por mais que estejamos nos sentindo mal, tanto no plano físico quanto no plano psicológico, ESTAMOS VIVOS…
      A cura já virá, pode ter certeza…
      Faça uma prece, uma oração a Deus, que isso vai acalmar o seu coração…
      Eu não sou psicólogo, não sou pastor, não sou padre, mas, se quiser manter contato, meu e-mail é: pb-almeida2010@bol.com.br
      Por favor, ponha a ESPERANÇA na sua vida, e deixe-a ficar no lugar da tristeza… você verá que é muito mais forte do que imagina…

    • Paulo Roberto diz

      No meu caso, Gaúcha, porque eu era socorrista. E não me aceitaram sendo soropositivo.

      • Gaúcha diz

        Entendi… Sinto muito, viu? Mas com certeza vai superar isso e se tu te tornar um grande músico, nos convida para o show… 🙂 de repente na festa da cura! Hehe e se precisar conversar ou trocar ideias ; itmk1208@gmail.com beijos!

        • Paulo Roberto diz

          Gaúcha, eu não pretendo me tornar um grande músico, mas… quem sabe???
          Isso foi só uma fuga, uma coisa que eu iniciei para não pensar no HIV e me focar em SER FELIZ.
          Afinal, estou com quase 50 anos… E preciso ser feliz, entende?
          Se a cura vier antes de eu completar 51 anos, posso ter minha carreira de volta. Mas nem sei se realmente quero ser socorrista de novo… É tanta tragédia, tanta coisa ruim… Um socorrista só é chamado para calamidades, e eu quero ser chamado para FESTAS, rsrsrsrs…
          Vou te escrever, sim, é bom trocarmos idéias!
          Grande abraço
          Paulo Roberto

  21. FSL diz

    Galera, bom dia! me add no tal do KIK acabei de fazer… fsj1028 gostaria muito de fazer amizades e trocar experiencias.

  22. Paulo Roberto diz

    Bom, eu devo dizer que também perdi totalmente a vontade de fazer sexo, desde que fiquei sabendo da minha soropositividade.
    Mas descobri que existem outras coisas além do sexo, para suprir falta deste. No meu caso, dediquei-me aos estudos de idiomas, de música e vivo feliz assim.
    Me preocupam duas coisas: me aparecem manchas avermelhadas no pênis, que desaparecem quando tomo FLUCONAZOL, mas se eu paro de tomar, elas voltam.
    Alguém já passou por isso?

  23. Thiago Gusmao diz

    Alguem pode me incluir no grupo do KIK?
    Meu username é thithigusmao
    Obrigado

  24. O relato deste luciano, dá nojo de se ler, nunca vi tanto sinismo, vitimação e coitadismo fajuto em um só comentário. Peso na consciência? kkkkkkkkkkkkk Ou peso com medo das consequências? Mas, voltado a questão da promiscuidade e deixando de lado a natureza hetero ou gay, homens tendem a ser promiscuos,por uma questão de virilidade, cultural e banalização do sexo, portanto indivíduos gays masculinos, são promiscuos e ponto. Anus não foi “feito” pra sexo, portanto as chances de contaminar por meio desta via, sendo hetero ou gay, serão maiores. A disseminação do vírus entre os grupos não ocorre de forma igual, não significa que faça sexo uma vez com o seu parceiro positivo, que será contaminado, em todo caso não se deve arriscar. O HIV não é este demônio todo, existem outros fatores que podem contribuir para o aparecimento , ou não progressão bem sucedida do tratamento, dentre eles, o psicologico e esta neurose infernal por padrões CD4, que são amplamente variavéis nos mais diversos casos patologicos.

  25. Anonimo diz

    Descobri a um ano que sou soro positivo, faço tratamento e tudo certinho. Meu marido também, porém nosso sexo nunca mais foi o mesmo , nao por minha parte, ele esta cada vez pior, passa semanas sem me procurar. Alguem ja passou ou passa por isso ?!

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