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“Extra! Extra! Estrela de Hollywood tem HIV”


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A década de 1980 está de volta: não na forma de estrelas pop do sexo masculino usando delineador, mas em manchetes gotejando o estigma. “Pânico de HIV em Hollywood”, anuncia o jornal The Sun. “Uma lista de astros que tiveram o diagnóstico abala o showbiz” e “Astro mulherengo tem uma lista de ex-amantes”, acrescenta. Ver a combinação de “HIV” e “pânico” na imprensa não é algo que a minha geração está acostumada; mas três décadas atrás, esta era uma norma trágica. Para aqueles que passaram boa parte de suas vidas fazendo campanha para superar o estigma dessa doença tratável, estamos num dia sombrio. “Mesmo com os avanços na testagem e no tratamento do HIV, ainda permanecem preconceitos infundados”, afirma a organização Terrence Higgins Trust. “Atitudes como esta é que perpetuam o estigma do HIV.”

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Se uma celebridade — ou qualquer outra pessoa — tem HIV, realmente não é da sua conta. E retratá-los como uma arma biológica ambulante, portadores de uma peste que os torna uma ameaça para os outros, tem consequências terríveis. A caça às bruxas feita pelos tabloides ajuda a fazer com que as pessoas que vivem com HIV se sintam isoladas, aumentando a depressão e a ansiedade. E isso leva menos pessoas a decidirem fazer o teste.

Cerca de uma em cada quatro pessoas com HIV não sabem que o tem, e isso ajuda o vírus a se espalhar. De fato, os casos de HIV continuam a aumentar: aproximadamente 110.000 britânicos vivem com a doença; em 2013, foram 6.000 novos diagnósticos. Quatro em 10 pessoas que são diagnosticadas estão em estágio avançado da infecção pelo HIV. A necessidade de incentivar o teste para garantir a detecção e o tratamento precoce fala por si só. E o The Sun só vai minar estes esforços.

Obviamente, não deve haver complacência quando se trata de travar a propagação do HIV. Mas o que torna a história do The Sun tão fora de sincronia com a realidade é que o HIV não é mais uma sentença de morte neste país. Pacientes tratados adequadamente podem esperar viver uma vida normal e com expectativa de vida normal. Os tratamentos atuais são tão eficazes, lembra o Terrence Higgins Trust, que são capazes de reduzir o HIV a um nível indetectável, o que significa que aqueles que vivem com o vírus não podem transmiti-lo.

“A vida com HIV mudou enormemente. Está na hora da percepção pública se atualizar.” — Tom Hayes

Estamos em um bom momento para o tratamento e para a prevenção do HIV. Quando tomada diariamente por aqueles sem a doença, estudos mostram que a profilaxia pré-exposição (PrEP) pode ser totalmente eficaz em impedir as pessoas de se infectarem. O National Health Service (NHS) ainda se recusa a prescrever o medicamento para indivíduos sob alto risco de infecção — embora seja muito mais barato do que tratar as pessoas após a infecção e embora ativistas estejam fazendo seu melhor para forçar as autoridades médicas a rever sua posição. Novos tratamentos parecem estar a caminho, tal como uma injeção a cada um ou dois meses, em vez do incômodo regime diário de comprimidos.

Elton John

Elton John acredita que só vamos superar o HIV “erradicando seu sintoma mais letal: o estigma.” Foto de Roger Askew/Rex

“A epidemia de HIV se tornou um meio de reforçar preconceitos e discriminações existentes para com os homens gays.”

E o estigma ainda permanece. Seria fácil desconsiderá-lo, como algo confinado à extrema direita, mas isso também não é verdade. Você poderia esperar apoio e solidariedade entre homens homossexuais; afinal de contas, o HIV era um trauma que abateu os gays desproporcionalmente na década de 1980, e a memória coletiva dessa calamidade perdura entre a geração mais jovem. Muitos homossexuais mais velhos viram seus parceiros e amigos sofrerem mortes horríveis; e a epidemia de HIV se tornou um meio de reforçar preconceitos e discriminações existentes para com os homens gays como um todo.

Contudo, o estigma do HIV também é enorme entre gays. Aqueles que falam abertamente sobre a sua condição sorológica correm o risco de serem evitados; a equipe do Terrence Higgins Trust sabe de histórias de homens gays soropositivos sendo repreendidos em aplicativos de namoro simplesmente por estarem lá. Existe uma tradição trágica de grupos oprimidos absorverem os preconceitos e comportamento de seus opressores. Em grande parte da nossa história, os homens gays têm sido tratados como leprosos; na melhor das hipóteses, como objetos de piedade; e comumente como objeto de desgosto. As pessoas se sentem desconfortáveis ​​em torno deles, ameaçados pela sua própria presença. E hoje essa é a forma como muitos homens gays tratam as pessoas com HIV.

“Rachel é centrada e confiante — e incapaz de contar às pessoas que é soropositiva.” — Verity Sullivan

Há, talvez, um sintoma surpreendente de uma pandemia que afeta particularmente os gays: homofobia internalizada. Mesmo depois de grandes progressos ao longo de décadas na luta LGBT pela emancipação, os homens gays ainda são, muitas vezes, vistos como algo sujo e errado. No entanto, subconscientemente, a epidemia de HIV — e a forma como ela foi estigmatizada como “peste gay” — reforçou tais sentimentos. Eu sei de muitos homens gays que, não muito depois de um encontro sexual, começam a se preocupar se um súbito acesso de espirros é evidência de estarem infectados com o HIV.

Embora a batalha contra a homofobia esteja longe de terminar, muitos homens gays sentem que ganharam alguma aceitação, mesmo respeitabilidade, as quais as gerações anteriores só poderiam ter sonhado. Mas justamente porque é tão recente, ela parece precária: o HIV é um lembrete de uma era tão perto da nossa. Temos progredido a uma respeitabilidade que poderia ser perdida de uma hora para outra, revivendo novamente o estigma que as gerações anteriores tiveram de enfrentar.

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Ver o estigma do HIV ostentar-se no mainstream — depois de tanto esforço e de tantos anos dedicados a superá-lo — é deprimente, de fato. Ainda assim, isso leva o foco da nossa atenção à existência contínua deste fenômeno mortal. Elton John está certo de que o HIV só vai ser superado “erradicando o seu sintoma mais mortal: o estigma.”

Há pessoas que leem isto aqui e adiam um teste de HIV, pois temem que sua vida seja arruinada: não pela doença em si, mas pelas associações que se agarram ao resultado do teste. Jornais lidos por milhões podem fazer pior. Assim como o estigma associado à vergonha internalizada de tantos homens gays. Ambos precisam se reavaliar.

Owen-Jones-LPor Owen Jones em 11 de novembro de 2015 para The Guardian. Owen Jones é um colunista e autor de Chavs: The Demonisation of the Working Class and The EstablishmentAnd How They Get Away With It.

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77 comentários

  1. Descobri no início deste ano, foi um susto. Como uma sentença de morte, no dia seguinte já fui internada com uma pneumonia muito, muito grave. Um dia depois, já estava em coma na uti, e fiquei por 3 meses internada. Já estou em casa, graças à Deus. Mas eu não sei quem sabe, não tenho vontade de contar. Sei que há muito, muito, muito preconceito. Estou tratando de depressão e não sei como vai ser o meu futuro. Estou tratando com o meu médico do hospital, está tudo ótimo. Mas, o que me dói é o preconceito, que as pessoas não admitem te lo. Gostaria de conversar com alguém que também seja soro positivo, pois estou perdida. Só penso na minha “imensa ignorância “.

    Obrigada pela força.

    • Alex diz

      O pessoal aqui tem um grupo no app KiK e costumam se auto ajudar por lá. Vc pode criar um e deixar seu contato aqui, ou alguém pode deixar o contato pra vc add.

      Mas fica bem, todos sabemos o que vc tá passando. O preconceito acho que é geral, apesar de que talvez nós algumas vzs vemos ele maior do que é, o que não quer dizer que se deve sair contando pra todos, mas parece existir bastante caso de relacionamentos sorodiscordantes por aí, o que mostra que o vírus não é impedimento quando o outro quer amar.

  2. Leão diz

    Cara, eu sou só um cara normal, com emprego normal que estuda e tenta melhorar de vida.
    No passado eu já fiz bico como modelo fotográfico, naquela época o HIV nem sonhava existir na minha vida. Mas acredito que se hoje descobrirem sobre minha sorologia, vou me tornar uma estrela, mas nada de glamour. Vai parecer mais como aberração e todos vão me perguntar desde quando sei que fui infectado, tudo isso por medo de ter vivido a meu lado.
    Preconceito gera novas infecções e menos cuidados como fazer o tão famoso teste.

  3. Cauā+ diz

    Uma faca de dois gume
    Por um lado, contar a sorologia explicar para as pessoas ajuda a desmistificar o preconceito, a espalhar a informação, no entanto, ao colocar a cara no sol, bater no peito e dizer ser soropositivo, nunca se sabe o que te espera por parte das pessoas, seja em casa, convivio social, no trabalho etc…
    Ainda estou preferindo ficar calado, deixar só pra mim!

  4. Alessandro diz

    Eu experimentei contar a uma mulher que eu estava conhecendo, ela estava muito afim não passava um dia sem me ligar, falar no whats várias vezes e etc… Me senti bem e resolvi falar a ela… E ela disse que o vô dela tinha hepatite b e tal e que conhecia isso… Fez que isso seria “tranquilo” para ela… Mas não foi bem assim… Ela aos poucos foi reduzindo contato, até chegar um ponto de eu chamar para conversar e ela simplesmente me ignorar, até me deletar e bloquear de todas formas de contatos possíveis, na boa é covardia demais, eu me relacionei em 2008 com uma garota que tinha hiv, óbvio que não falei aos meus país pois são de outra época e jamais aceitariam, mas ela tbm sofria de anemia falciforme e acabou falecendo desse mal, engraçado nunca fui carregado de preconceito, e tenho sofrido bastante com ele, mas vou tentando, claro que tomo meus cuidados, só me abri com 2 garotas e ambas sumiram, mas antes disso avalio se ela n tem nenhum conhecido em comum e etc, para aí sim pensar em falar, no momento tenho pensado muito em encontrar uma garota soropositiva, para conhecer e caso seja recíproco tentar um relacionamento.

  5. J.B diz

    Boa noite. Galera já faz 1 ano e 8 meses que estou com carga viral indetectavel. nunca tive nenhuma outra dst. E estou muito bem fisicamente e psicológicamente. meu esquema é o 2×1 + novir+ ritonavir. O infecto que me receitou este tratamento disse que seria o melhor caso fosse um cepa resistente. Só depois. Que iniciei o tratamento que foi feito genotipagem.. E passado a fazê das caraminholas eu comprei
    Vontade de continuar em frente. Resolvi assumi um relacionamento com uma princesa que fez curtinho comigo. Ano que vem estaremos na.faculdade. Eu tenho 27 anos.e.ela 25. A pergunta é se eu contar agora sobre minha condição e possível.que ela pule fora. E isso não seria bom. Gostaria de.contar antes de partirmos pra próxima.etapa. Acredito que ela não tenha maturidade e conhecimento necessário suficiente. Então é isso não sei o que faço. Contar já ou esperar pra ver se é.mesmo.com
    .ela. Ainda.não tivemos.seco
    Mas pelo que.vejo.não demora. Camisinha já é obrigatório. E complicado faz mais de 3 anos que não.me relaciono. O que fazer???? Ah sobre filhos será que terei mesmo a possibilidade de temos sem.ter que recorrer a laboratório? Quero.dizer por bias naturais

  6. J.B diz

    Desculpem pelos.erros estou com o celular e no ônibus.. Tradutor dando trabalho kkk

  7. mariaaq nao pense assim tambem peguei no ano passado pelo meu namorido ele nao sabia mas ja estava no corpo dele ha temposs…tenho 10 anos com ele tive muita sorte ter pego e descoberto cedo ele quase morreu pois contraiu doencas oportunistas….bemmm passado 1 ano de tantas turbulencias,comecei tomar em janeiro os remedios nao tive nenhum efeito colateral….logico q qdo eu fiz [ja tinha feito 1 ano antes deu negativo] pensei putz e agora?pensei na minha mae como ela ia reagir….mas tenho uma força espiritual muito grande enfrentei a familia dele sabe a minha so meu irmao e minha mae …..fiquei com ele quase 2 meses internado muito ruim ,mas nao o deixei estou com ele ate hoje….bem falo de coracao nao coloque isso na cabeça … tome seus remedios certinho como se fosse pra pressao ou outra doenca,faça atividades fisicas,alimente -se bem ,faça coisas uteis pra vc e sua mente,pra falar a verdade nem penso que tenho doença,tomo normal meu remedio a noite e ponto…se encontrar alguem beije e se previne….a vida continua….levanta a cabeça e bola pra frente….de uma segunda chance pra vc…. trabalhe,malhe,brinque,beije….por que abaixar a cabeça so pra rezar….bjxxx se cuidaa

  8. AmigoPositivo diz

    Vou desistir de viver uma grande história por medo da rejeição. Passei 1 ano inteiro solteiro depois de um relacionamento conturbado e quando finalmente encontrei uma pessoa incrível, veio o diagnóstico! Vivo normal desde que descobri, mas o medo da solidão me atormenta. Não tenho medo de morrer, já passou, minha saúde está ótima, mas a rejeição me amedronta muito… 😦

    • borgesz diz

      Cara rejeição é foda sempre. Numa sociedade estilo Globo de viver (ilusões, que seja né!) e medíocre rejeitam por qualquer diferença do padrão. Ainda mais quando falamos diferenças carregadas de estigmas..
      Força rapá. Um abraço

  9. HopeAlways diz

    Materia sensacional, acabar com o estigma é necessario e começa em nós mesmos. Não ao estigma e ao preconceito de qualquer especie. Parabens pela materia meu amigo JS. 😀

  10. M. diz

    Terrível isso em pleno 2015, mas confesso que fiquei super curioso. Acho que se existissem muitas celebridades que assumissem sua sorologia, poderia até ajudar a desmistificar o Hiv… mas os primeiros a assumirem com certeza seriam metralhados 😦 super complicado.

    • Até mesmo na internet a gente só vê notícias do tipo: “Fisioterapeuta ameaça infectar sua mãe de 65 anos”. “Jovens soropositivos transam sem camisinha, mesmo sabendo que estão infectados diz estudos” “Posts sobre surto de hiv em Ouro Preto circulam pelas redes sociais e deixam moradores preocupados” A mídia geralmente não publica coisas positivas, só matérias ruins. Isso, infelizmente,só aumenta o preconceito e o medo das pessoas. Há na internet muitos posts de Jornais conhecidos que não dizem soro positivos, mas aidéticos de cara. É muita ignorância.

  11. Zimba diz

    Infelizmente esse estágio em que celebridades possam assumir sua sorologia para abrir a mente das pessoas ainda está longe… Mas torço pra essa etapa nem chegar, pois confio que ainda a cura ou um quase-cura vai acontecer em breve!!

    Já postei aqui meu caso há pouco tempo.
    Descobri dia 03/09, hoje exatamente 71 dias… Já desconfiava ter o vírus há muito tempo, porem cai com a cara no chão quando meu infecto disse que, pelos meus exames, a infecção é praticamente recente.
    Tive a sorte de ter sinais de infecção aguda e com medo de realmente ter a doença e estar se manifestando, depois de anos, acabei criando coragem fazer o teste.
    1ª semana foi horrível, achei que ia morrer antes de acabar esse ano mesmo, mas tudo isso passou e também graças a este maravilhoso medico e tb esse a todos desse site, com maravilhosos depoimentos eu abri meus olhos pra um futuro!

    Por ser recente, meu infecto informou que o CD4 cai bastante de inicio (o meu deu 276) quando a CV é alta (514.000 cópias).
    Meus exames todos foram ótimos… Nada de errado! Colesterol baixíssimo, tudo perfeitamente bem, como ele mesmo disse: “Se vc não tivesse feito teste HIV, ninguém , olhando seus exames, diria que você tem!”, o que me tranquilizou um pouco!
    Ele me receitou o Tenofovir pra começar logo! Vou adiar pra inicio de Janeiro pra fechar minhas ferias e começar essa “nova vida”! Me sinto forte!

    Sempre treinei muito pesado. Meu índice de massa muscular é ótimo, mas ao descobrir o vírus eu comecei desanimar dos treinos e perdi uns 5-6 kgs, que já recuperei hoje metade.
    Isso foi o mais difícil mesmo!

    Não contei p/ninguém e nem pretendo contar!
    Meu problema é: sempre tive um certo problema aceitar minha condição sexual, e logo agora, após 29 anos, comecei a ter vontade de ter relacionamento sério (NUNCA NAMOREI H) , me acontece isso!
    A sensação é de que agora sim eu não vou conseguir mesmo me envolver com ninguém!
    Creio que de tudo, essa é a pior parte!

    Queria saber a opinião de vcs sobre isso!
    Forte abraço a todos!

    • Alex diz

      Passo/passei por situação semelhante, descobri no início da infecção, perdi peso e estou lutando para recuperar, isso foi uma das coisas mais difíceis no início, juntamente com não ter contado pra ninguém.

      Tbm este ano, do contágio e descoberta, foi quando comecei a ter vontade de ter um relacionamento sério, coisa que sempre tinha me esquivado até então e estava decidido a mudar, e aí surgiu isso. Tbm tive e talvez ainda tenha, menos do que antes talvez, questionamentos internos quanto a sexualidade, e agora com as limitações, estigma e preconceitos decorrentes do vírus fica parecendo que essas coisas são mais difíceis de serem resolvidas.

      Queria poder te ajudar dando uma resposta como resolver isso, mas não tenho, não sei como vai ser daqui pra frente, já bateu mt medo e tento afastá-lo. A princípio estou tentando me desenvolver em outras áreas que não seja a de relacionamentos, para depois pensar nisso, quem sabe até quando isso ocorrer já existirá uma notícia mais animadora em relação a tratamento ou cura e lidarei melhor, só não quero me arrepender de ter perdido mt tempo assim, não sei esse é o melhor caminho, mas é o que estou tentando.

      Se quiser conversar mais, pode deixar skype. Espero que fique bem. Abraço.

    • Alan30rj diz

      Olá Zimba, deixe seu skype para trocarmos uma ideia. Fourte abraço!

  12. Qd fui diagnosticado, estava em um relacionamento de 9 meses com uma pessoa q dizia q me amava, nunca havíamos nos expostos, minha contaminação foi de uma exposição anterior ao relacionamento, msm assim o levei p fazer o teste, q deu negativo. Msm dilacerado por dentro, procurei forças p n me abater, como vi que ele lidou de uma maneira negativa com minha condição ofereci para ajudá-lo a entender melhor, inclusive ele havia concordado em ir a uma psicóloga q eu havia agendado para ele. Ele n compareceu a consulta, me mandou uma msg para eu sumir, trocou o número de telefone, e-mail e qualquer outra forma de contato, isso há 19 meses.
    Tal rejeição me levou ao fundo do poço, pedi demissão do emprego, juntei TODAS as minhas economias, e saí do país como se eu fosse um foragido, na tentativa de me isolar do mundo e ficar anônimo e escondido de todos, sumi de todos os meus antigos amigos. Passei 6 meses fora (consegui autorização para levar 6 meses de medicação), fiquei esse período tentando me reencontrar, me fortalecer e aprovei para fazer um curso que pudesse me acrescentar profissionalmente. Porém meus fantasmas e medo de retornar ao fundo do posto me impediram de aproveitar a viagem, conhecer gente e levar uma vida “normal” para uma pessoa de 30 anos.
    Retornei ao Brasil, porém o trauma e o medo resultaram em cicatrizes tão dolorosas que pago um preço muito alto, continuo me abdicando de qualquer vida social, afetiva, amorosa ou sexual. Minha rotina se resume a trabalhar e ir a academia, deixei de viver minha vida, e vivo a história dos outros através de filmes e seriados. Me condenei e me sentenciei me colocando no pior lugar do mundo, gostaria de ter forças para seguir em frente, mas tenho medo das pessoas, então prefiro continuar com essa couraça, já me acostumei com essa solidão, fora do trabalho e fora a terapia que comecei a fazer eu não tenho nenhum contato social, parece bizarro, mas meu medo do preconceito, da rejeição mata qualquer tentativa de reverter esse quadro, e por incrível que pareça consegui encontrar uma calmaria nessa situação, não estou depressivo, não estou triste, me acostumei a ser só. Sei que nenhum homem é uma ilha… mas sigo vivendo assim pois sou covarde.
    Gostaria de lidar melhor com a situação, não perco as esperanças, mas para mim essa realidade ainda está longe, sigo prisioneiro dos meus medos e dos meus traumas.
    Espero que vcs consigam lidar melhor com a situação e que o mundo evolua no sentido de diminuir os estigmas e os preconceitos.

    • Zimba diz

      Poxa lis4andro, me impressionei com seu relato, mas te entendo perfeitamente!
      Pensei justamente fazer a mesma coisa, mas sei que, ao contrário de vc, vou me afundar ainda mais.
      Creio que vc deve tentar esquecer isso mesmo cara, seguir a vida e se preocupar com tua saúde.
      Eu n consegui ter relacionamento já antes do HIV, imagina agora, MAS…Serio mesmo, não precisa vc falar p/pessoa que vc está se relacionando cara, eu acho isso pelo menos!
      Se vc se trata, e está indetectável, usa camisinha e deu! É o que eu pretendo fazer!
      Não estou nem um pouco disposto a passar por esse preconceito…então melhor q seja assim né?
      Tenha forças amigo, faça novas amizades, conheça gente nova! Tenta esquecer isso!!
      Importante é vc ter saúde boa!!

      abração amigo

    • Alex diz

      Vc disse que é covarde, mas não é não, pelo menos não é tanto quanto diz ser, falar pra pessoa e levá-la para um psicólogo é um ato de coragem, de força, como tbm ir passar esse período longe.

      Tbm pensei e ainda penso em se mudar e ir recomeçar uma nova vida longe, não como meio de fugir, porque sei que continuarei com o vírus, mas para começar em um lugar de maneira mais leve. As vzs sinto que o vírus me matou de uma forma, não que eu não vá viver normalmente, porque isso eu sei que aparentemente em termos de saúde poderei, mas é como se agora em razão das limitações me fosse imposta uma nova vida, uma vida não completa como antes, limitações em termos de estigmas e relacionamentos, pois é sabido que existe o preconceito.

      Por outro lado, tento não deixar isso me abater tanto porque se alguém deixa de viver um grande amor com uma pessoa porque ela tem o vírus, não era um grande amor mesmo. Uma diferença é que agora tenho que saber filtrar mais quem são as pessoas que provavelmente seriam confiáveis e amáveis o suficiente pra viver comigo assim, e isso é um pouco cansativo, embora não tenha tido experiências imagino que não deve ser fácil.

      Tente não ver o vírus como um impedimento para relacionamentos, eu sei que a gente se acostuma a viver só, mas tbm sei que é triste em mts momentos viver assim, é melhor viver acompanhado, desde que em boa companhia, tente imaginar que agora vc tem um termômetro para bons relacionamentos, se após conhecer sua condição e desmistificar o vírus a pessoa aceita ficar com vc, é um indicativo que realmente ela te ama.

      Claro que isso não quer dizer que vc vai sair falando pra todo mundo, mas acho que aprenderá a saber a quem falar.

    • Você não é covarde. Eu acredito que essa necessidade de ficar só tende a passar.. É uma situação muito complicada e cada um de nós reage de um jeito a ela. Eu, no primeiro momento, contei para os meus amigos porque me sentia muito só, angustiado, precisava do carinho deles. Tive muito medo! Mas depois de um tempo percebi que não podia contar apenas com a foça que eles me transmitiam… o tempo passava e eu me sentia fraco demais, ainda num mundo conturbado, como é o LGBT. Então, resolvi me afastar, pra me fortalecer. Entendi que eu precisava gostar mais de mim, da minha companhia.. que , talvez, fosse uma oportunidade de mudança. Que não poderia ficar sugando a força deles. Precisava de autonomia pra lidar com a situação. Eu me afastei do mundo LGBT, parei de sair a noite, parei de me envolver com tantos rapazes. Percebi que a minha vida estava muito bagunçada. Voltei minha atenção pra meu curso de Engenharia.. e desde então, tenho pensado em fazer outros cursos, em olhar um pouco mais pra mim. Tenho me tornado mais compreensivo comigo, me conhecido mais. E isso é novo, porque eu nunca gostei da minha companhia kk. Eu descobri que nunca me amei de verdade. Vivia tentando impressionar os outros, buscando uma aceitação que de nada me servia. Deixei meus amigos de verdade pra tentar entra num mundo fútil de popularidade. Olha no que eu me tornei. Eu não sei quanto tempo eu tenho.. Mas eu quero daqui pra frente olhar mais pra mim, pra minha família, pros meus amigos. Gostar mais de mim. Se alguém me aceitar do jeito que eu sou, com hiv, ótimo.. se não aceitar que pena. Mas, isso não pode me parar. Eu me expelho muito na minha mãe, que com seus 65 anos já passou por uma cirurgia de coração, já teve falência múltipla de órgãos, foi humilhada, mas continua sonhando e lutando. Se eu conseguir ser um pouco do que ela é, terá valido a pena existir.

    • meunome diz

      Essa é a minha situação há mais de 6 anos, tenho agora 30 e tudo começou aos meus 23. Desde então sou incapaz de relacionamento, tenho poucas amizades e ninguém sabe. Já contei para alguém uma vez, no começo, e quando não quis ficar mais, acabou contando para outra pessoa.
      Então decidi de não contar mais… Simplesmente tenho mais valor a enfrentar a solidão do que a rejeição. Entendo a sua situação.

    • Alan30rj diz

      lis4ndro,
      Não fique assim rapaz! que acha de conversarmos um pouco? vc tem skype? abraços,!

    • Sorodiscordante diz

      Me solidarizo com sua história de vida e digo para seguir firme que uma hora vai encontrar alguém que te ame de verdade.
      Eu mesmo não abandonei meu parceiro quando ele soube que havia contraído em uma relação extra conjugal. Estamos juntos e pretendo continuar com ele.
      Sua postagem me chamou atenção em relação a conseguir autorização para levar 6 meses de medicamento. Aqui na nossa cidade foi informado que no máximo fornecem dois meses, mesmo para paciente que vá morar fora por algum tempo. Disseram que a solução seria alguém pegar e enviar via correios para o exterior. Poderia dizer como conseguiu a autorização? Alguém mais já passou por essa situação? Obrigado! Abraço!

  13. Martin diz

    Gente, uma dúvida. Algumas pessoas falaram ai em cima que não usando camisinha não precisa contar a quem você estiver se relacionando. Estou em tratamento há quase 2 anos, e, nesse tempo, não tivem coragem de conhecer ninguém a fundo. A dúvida Eh: ok, não presida contar, mas se o parceiro perguntar ou exigir fazer o teste, o que dizer? Entre Meus amigos é comum que ao começar um namoro, em poucos dias os dois já fazem um teste de hiv. Isso me artomenta se o cara perguntar, vou entrar em pânico. O que vcs fariam?

    • Curioso diz

      Acho que se vc vai entrar num namoro é porque confia e tem que existir cumplicidade, e teria que dizer, e pedir pra outra pessoa fazer tbm.

  14. Gil diz

    OLÁ PESSOAL!
    Somos os primeiros que devemos nos aceitar. Estar infectado não é estar sujo, impuro, não nos tornamos seres gosmentos pela sorologia. Para que as pessoas percam o estigma, não posso sair sorrindo como se nada fosse nada, mas também não fazer um clima terrível, como se fosse a revelação de uma bomba, de um estado terminal. O processo de vitimização (acho que é assim a palavra) é que faz o choque e, dele , para a exclusão, o outro sair de nossas vidas, até porque, como leigos, não sabem lidar com aquilo que não dominam. E outros, saem por egoísmo e falta de caráter mesmo… estes, já vão tarde. Não podemos deixar que o outro tenha pena de nós. Pena é um sentimento altamente degradante. Podemos ser vítimas, se assim nos construirmos, mas podemos ser protagonistas de uma história de superação. E este modelo aproxima as pessoas, encoraja-os. Não precisamos ser modelo pra ninguém, lógico, mas as pessoas dignas, decentes e queridas conseguirão além de um modelo, perceber que o estigma de exclusão não é uma postura ética e inteligente, se eu levo minha vida de forma tranquila e administrando a situação. Aí, se constroem amizades e redes de apoio.
    Os mais jovens são ávidos por apoio e aceitação. E, numa questão de fragilidade, mais necessitados ficam. Buscar este apoio em bons amigos é importante. MAS BUSCAR EM SI MESMOS A FORÇA DE UM IDEAL DE VIDA, É MELHOR AINDA.
    Para isto, sugiro a procura por psicoterapia, que trabalhe questões mais profundas e não só pontuais, pois em muitos a questão da aceitação de sua orientação sexual ou a queda do desejo e da questão afetiva-amorosa é determinante de ser re-equilibrada.

  15. Gil diz

    Não sou lá muito exemplo a ninguém, mas deixe-me contar o meu caso:
    Ao descobrir, a angústia (uma semana) se transformou em força! Fui ao Centro de Referência, procurei um psicólogo que trabalhasse com esta temática e este público, procurei leitura, apoio, que encontrei neste blog e terapia! Sim, psicólogos também precisam!
    Contei para minha esposa, cujo teste deu negativo (alívio e alegria).
    Contei para muita gente que convive comigo, pois senti que seria preciso: meus 2 chefes, para as pessoas que trabalham comigo (2 secretárias, 3 pessoas que assessoram meu trabalho na universidade e mais 3 da minha equipe da prefeitura), para minha ex-psicóloga (da cidade onde morava) e meu treinador, na academia. Para dois amigos médicos, também.
    Contei que os exames deram positivo, mas fiz como alguém que conta de uma condição crônica. Expliquei que é infecção recente, que não estou doente, que não deixarei a doença se manifestar, expliquei do tratamento, o que é indetectável e que minha vida seguiria normalmente.
    Que não há risco de contaminar ninguém, que não quero pena, que tudo fica igual, fora os 3 comprimidos à noite.
    Não houve boato, mesmo as secretárias da clínica sendo pessoas mais ansiosas e conversadeiras. E, se houver e gente se afastar, não eram para estar na minha vida.
    Aprendi que não preciso agradar a todos.
    Pedi apenas a compreensão se eu estiver meio deprê, pois para mim, ainda é novo. Uma das pessoas da minha equipe, linda, loira continua me dando cantada.
    Ela me perguntou se eu sinto algo por ela, porque ela adiantou-se e disse-me que sim, sente desejo e tem vontade de ficar comigo (estava afastado da esposa), se eu quisesse.
    – E se rolar sexo, você tem receio? Perguntei.
    – Tem camisinha, né? E você disse que não transmite mais. Medo pra quê? Respondeu.
    Quase tive um treco. Entre o feliz e o surpreso, percebi que minha postura otimista e pró-ativa fez diferença. Me veem como eu sempre fui. Pois eu me vejo assim, não sujo, não impuro. Apenas humano, vivendo da melhor maneira que consigo.
    Ah, o desejo diminuiu, após o contágio. Voltei pra esposa, mas minha libido já foi mais intensa. É por causa do preservativo (nunca usava com a esposa) e por eu ter medo de contaminar, creio.

  16. Brumo diz

    Pessoal, antes eu conseguia pegar medicação no cta para 2 meses, porém, desde mês passado que só consigo pegar mensal. A farmacêutica disse que estão fazendo “balanço” no estoque da farmácia, mas que em breve voltarão a liberar para 2 meses. No cta de vcs também está assim? É um transtorno ter que ir lá todo mês, sair mais cedo do trabalho (a distribuição é de 7h às 12h), enfrentrar aquele climão que é esperar ser atendido, fora a exposição desnecessária, etc.

      • Luiz Carlos diz

        Em Curitiba só deixam pegar dispensa pra mais de um mês se ligar com antecedência e for justificado. Última vez que peguei por 2 meses tive que levar o comprovante das passagens aéreas pra mostrar que eu ia ficar fora.

  17. Paciente e Otimista diz

    Boa Noite a todos amigos!!! Então a algum tempo fui até o CTA me consultar com minha Infectologista, e falando sobre estigma me senti hiper de mãos atadas devido a isso. Todos ali sabiam que quem se consulta-se ali tinham HIV, mas já estava meio acostumado com a rotina. Logo antes de entrar havia uma mulher que tinha descoberto fazia 1 semana, só chorava e dizia que queria morrer. Entrei pra me consultar e chorei junto a minha médica pois não aguentei não poder confortá-la e dizer como é o tratamento. Chega de preconceito, chega de estigma.

  18. Alex diz

    Pessoal, alguém aqui sabe como estão as pesquisas do metódo de tratamento (que alegava ter possibilidades de cura) do pesquisador Luiz Francisco Pianowski ou que fim tiveram?
    Li em entrevistas dele há meses que na melhor das hipóteses em 2015 o medicamento estaria comercialmente viável, e sem otimismo que em 2020, mas depois não vi mais nada sobre.

    • Paulo Roberto diz

      Alex,
      Eu enviei vários e-mails para o Dr. Luiz Pianowsky, e JAMAIS obtive resposta.
      Tentei ligar para os número que foram publicados junto com a matéria, mas estes números são do pessoal do DEPARTAMENTO DE JORNALISMO (???), e não me deram nenhuma informação a respeito de NADA.
      Mas fica tranquilo, de um jeito ou de outro a cura virá.

      • Alex diz

        Pois é, tbm já enviei emails para ele e não me respondeu. Ele tbm está no Facebook, embora não tentei contato por lá.

  19. Gil diz

    Minha micose na virilha de estimação, que vem com stress e porque tenho enxugado mal após os treinos voltou. Sempre usava cetoconazol e como sei que é um remédio forte, li a bula e vi que com ritovavir e outros inibidores de protease ele dá reação e é proibido. Já tinha tomado 3. Parei. Quase pirei de noia ontem por causa da mancada. Diz na bula de perda do efeito a potencializar a ação retroviral, de lesões no fígado a outras coisas.
    Alguém pode me explicar o que sabem ou ouviram? Vou ao médico nesta semana, mas sempre é bom ler de vcs alguma experiência. Abraço.

    • Alex diz

      Eu usei o cetoconazol nas costas, em forma de pomada, inclusive receitado pelo infectologista, que sabia que iria iniciar o remédio 3 em 1.

      Será que tem tbm algum problema usar junto com ele? Ou por que é em forma de pomada isso não interfere? Tbm pergunto aqui pra quem sabe ouvir de alguém que tenha informação a respeito.

  20. Oregon pesquisador: Na porta de cura de HIV??

    Testes em humanos definida para começar no próximo ano

    Dr. Louis Picker foi em uma missão para acabar com o vírus da imunodeficiência humana, desde que ele se formou na escola de medicina no início da epidemia de Aids no início dos anos 80. Picker vem trabalhando em uma vacina contra o HIV durante 15 anos na Oregon Health & Science University, em Portland. Ele procura criar tanto uma vacina preventiva como uma terapêutica para o vírus que causa a AIDS. “Nós temos uma vacina real e esperam começar a testá-la em humanos no próximo ano”, Picker disse NewsChannel 21 por telefone na sexta-feira. A vacina já demonstrou que pode matar o vírus em macacos.
    “Animais vacinados foram capazes de controlar o vírus e, finalmente, se livrar dele. Isso é realmente o grande avanço que tipo de levou a esse ponto”, disse ele. Picker planeja testar a vacina em um grupo de 40-50 pessoas no próximo ano. Se isso for bem sucedido, ele irá testar a vacina em milhares de pessoas para se certificar de que é seguro e eficaz. Ele disse que esse processo pode levar oito anos.Picker disse que ele acredita que é importante que o público não tornar-se complacente com o medicamento e tratamento disponível atual. Ele disse que é crucial para continuar a trabalhar em direção a uma cura e espalhar a consciência pública. Outra Oregonian que está olhando para espalhar a consciência pública do HIV é um advogado para aqueles que são HIV positivo, Zachary Richard. “Descobri que era HIV positivo em junho de 2000 . fiquei doente imediatamente. Eu tive que tomar medicamentos imediatamente, e para muito poucos anos lá eu estava realmente preparando para morrer “, Richard disse sexta-feira. Quando Richard se mudou de San Francisco para Central Oregon em 2013, ele foi surpreendido por a falta de grupos de apoio para pessoas que vivem com HIV. Então, ele decidiu montar um grupo social e criar uma comunidade para Oregonians Central sofrem da doença. Ele também falou em escolas e faculdades para aumentar a conscientização sobre o HIV. “Ele é a chave para manter o HIV no nosso diálogo e para mantê-lo na vanguarda das nossas conversas quando se trata de cuidados de saúde”, disse Richard. Richard disse que não faz acho Central Oregon fala sobre HIV suficiente e ainda há um estigma que a rodeia. Ele disse que acha que o estigma muitas vezes impede as pessoas de fazer o teste para HIV. Richard expressou o quanto é importante para as pessoas a fazer o teste de HIV em uma base regular, como casos de HIV ainda estão em ascensão em Central Oregon. “O HIV não faz discriminar. Ele não se importa de que cor você é, quanto dinheiro tem o seu, o que o seu nível de educação é “, disse Richard. Richard expressa sentindo esperançoso sobre a vacina Picker está se desenvolvendo. Ele disse que os avanços na pesquisa e medicina HIV sempre dar-lhe esperança. Ele também disse que teme que se as pessoas ouvem uma nova vacina está sendo desenvolvida, eles não vão se proteger adequadamente da doença. Ele ressaltou a importância de trabalhar para ficar livre do HIV, ou trabalhando para conter a doença se você é HIV-positiva. Para mais informações sobre a prevenção do HIV, visite http://www.cdc.gov/hiv/

    http://www.ktvz.com/news/Oregon-researcher-On-doorstep-of-HIV-cure/36449716

  21. Homem23:55h diz

    Amigos,

    Descobri que sou soropositivo a menos de um mês. Descobri bem cedo, pois faço exames sempre.
    Meu mundo caiu, chorei muito.
    Precisa contar pra alguem que confie e desabafar. (Faz parte)
    Ja li tudo de possam imaginar na web.
    Estou bastante confiante que vai dar tudo certo.

    Ja fui em dois infectogistas (medico), um deles queria esperar o CD4 baixar pra depois comecar com o 3 em 1 (remedios), mas achei melhor não correr riscos e já estou tomando (estou me adaptando muito bem, comecei dia 13/11/15).

    Tenho feito exercícios fisicos, me alimentando bem (de 3 em 3 horas).
    To de abstinência sexual, até ter certeza que estou indetectavel e mesmo assim vou usar camisinha sempre.

    Se você se descobriu HIV+ agora e está se sentindo perdido. Minha dica é: leia, pesquise, procure, entenda o que esta acontecendo com seu corpo. Procure sobre CD4, carga viral, 3em1, antiretroviral, cura HIV, SEM PREGUIÇA DE LER, não caia numas bobagens de seu corpo se regenerar, GENTE VAMOS RACIOCINAR!

    Infelizmente aconteceu com você também. A melhor coisa é tomar o remedio, manter o pensamento positivo e esperar a cura vir (que será em breve, pelo que li em fontes CONFIAVEIS).

    To pensando em montar um site, mostrando meu rosto, publicar fotos, para que algumas pessoas se sintam melhor, porque quando a gente descobre é muito ruim. Mas enfim, a vida nao pára.

    Você vai fazer tudo que sempre fez. Vai olhar pras pessoas e ficar pessando “o que esta pessoa faria se soubesse que sou soropositivo”… Algumas coisas vão te deixar tristes, mas depois passa!

    Acreditem! Amanhã vai ser melhor!

    Um abraco

    (Infelizmente anônimo, neste momento)

    P.s. meu primeiro post, obrigado ao criador do site, me ajudou muito, ler os depoimentos, caso eu crie o site quero me somar a você.

    • Alex diz

      Pode criar sim o site, caso não tenha problema com isso, é bom para desmistificar o vírus. Ainda existe a percepção de que as pessoas com hiv possuem cara de doente e são dignas de pena. Confesso que não faço isso por medo de preconceito e porque escolhi não contar pra ninguém.

      Como vc disse que já leu mt sobre hiv, deve ter visto o vídeo “O Lado Positivo do Fabrício”, que foi um dos melhores conteúdos que já vi, por mostrar uma pessoa aparentemente bem apresentada e inteligente, falando que possui hiv. Pelo que vi depois ele não produziu mais conteúdo, mas foi um dos mais emocionantes que já vi sobre o assunto.

  22. Alexandre diz

    Aí está a minha esperança. Mas não fica claro se é preventiva ou curativa. Em outra matéria que eu li ele fala o seguinte: “uma proteção de 50% parece pouca, mas imaginem 50% a menos de novas infecções no ano?” E compara a vacina dele com aquela tailandesa, que era preventiva. Mas também vem a entrevista desse soro+ aí falando que está muito esperançoso com essa vacina, e o próprio Picker fala que não podemos ser complacentes com o atual tratamento.
    Difícil saber se a vacina dele é preventiva ou curativa.

  23. Alexandre lembrei de vc nessa materia, vc mesmo que falou desse pesquisador, eu entendi que esta vacina servira para prevenção e para eliminação total, como aconteceu na pesquisa com macacos, se der certo seria a media que vc tambem comentou uns 7 anos para a realidade, mais se vier otimo, ainda tenho um led no fim do tunel.

    • Alexandre diz

      Boa, EGC. E mesmo que ela seja preventiva ela serviria pra gente, também. Eu penso assim: a gente toma os ARV e zera o vírus no sangue, daí a gente toma a vacina Picker e fica protegido dos vírus que sairão dos reservatórios. Pimba! Adeus ARV. EGC, me parece que já tem gente testando essa vacina, meio que escondido. Meu grande amigo Barasa me disse isso. Parece que ele viu num forum americano. Será???

      • D_Pr diz

        Alexandre, o grande! EGC meu amigo!

        Rockefeller, seria o primeiro palpite de alguém escondendo coisas e com certeza deve ter mais estudos não divulgados…. Adeus ARV’s em breve.7 anos é pouquíssimo tempo…

        Abraço.

  24. Daniel1989 diz

    Olá amigos, acompanho o blog mesmo sem ser HIV+.

    Passei por uma situação de risco que me fez buscar opiniões em todo lugar, hoje espero estar livre do virus, já que meu ultimo exame foi 100 dias depois da relação.

    Conheci histórias emocionantes nos comentarios, quero desejar muita força e alegria pra quem recebe o diagnostico positivo.

    Não desista da vida, ela é muito maior do que um virus, e logo teremos a cura definitiva, estou na torcida e continuarei acompanhando o blog.

    Parabens JS, seu canal é muito importante para todos aqui.

  25. Leão diz

    Gente, venho compartilhar uma situação constrangedora…
    Meu infectologista vai mudar de cidade, segundo ele o interior oferece mais vantagens para quem quer abrir sua própria clínica. Faço acompanhamento com ele há 90 dias desde que recebi o resultado.
    Um cara super humano, me passou telefone pessoal, Facebook e até WhatsApp. Nossa relação foi cultivada como amizade desde a primeira consulta, com a sua mudança ele me perguntou se eu teria interesse em continuar o atendimento com uma médica de sua confiança, jovem, brincalhona e sempre disponível. Não exitei, disse sim na hora! Pois bem, hoje foi minha primeira consulta com ela, apenas para que pudesse nos conhecer melhor.
    Ao abrir a porta, ela não conseguiu contar a cara de espanto, até eu fiquei assutado. Me sentei e começamos um diálogo mais ou menos assim:

    Eu : – Bom dia
    Ela: – Bom dia, você (falou meu nome)… Nossa eu estou pasma
    Eu: – O que foi?
    Ela: – Você é jovem e muito bonito! Impossível dizer que tem algo tão grave…
    Eu: – O Dr… me ensinou que isto não é tão grave e que ainda posso viver bem assim.
    Ela: – Meu Deus… Estou em choque… O que você fez pra estar com isto?
    Eu: – No meu prontuário a senhora vai ver que fui vítima de assalto, tentativa de sequestro com agressão de objetos cortantes.
    Ela: – Senhora nada, me chama pelo nome! Meu filho, isto só pode ser carma de uma vida passada, você deve ter sido uma pessoa muito ruim em outras encarnações e agora está limpando dua alma, não é possível! Seu hemograma é perfeito, alto CD4… Espera um pouco…
    Eu: – Certo…
    Ela: – Realmente seus testes mostravam fase aguda recente… Coitado de você meu filho…

    A conversa não parou por aí e lógico estou simplificando bem as palavras dela, mas o fato é que me senti julgado o tempo todo! Foi desconfortável, um pouco doloroso porquê eu mesmo até hoje me pergunto o quanto frágil somos para ter contraído HIV e mais uma bactéria com aqueles vários cortes. Ela não conseguiu esconder a expressão de surpresa.
    Achei tão estranho uma médica pensar que uma pessoa soropositiva não pode ter boa aparência. Acreditem, hoje foi o dia da minha vida que eu menos gostei de receber elogios sobre o meu exterior.
    Me senti meio deprimido novamente, como nos primeiros dias que li o resultado, me passou todo um filme novamente.

    • Cauã+ diz

      Nossa cara que foda :/
      Aconselho te a trocar de infecto, para alguém q te deixe a vontade e te trate como pessoa normal, q é o q nós somos.
      Amo meu infecto, me trata super bem, quando eu arrumo algumas neuras sobre doenças ou algo do tipo, Ele logo trata de me corrigir e me lembrar q sou normal e q estou vulnerável as mesmas doenças q Ele ou qualquer outra pessoa negativa está.
      Fique bem, Abraço!

      • Tom diz

        Cauã, o teu infecto é de SP?
        O meu infecto está parando de atender pelo meu convênio, e eu já estava com vontade de mudar…Ele fala muito pouco cara…só responde o que pergunto…não me deixa muito seguro…

        • Cauã+ diz

          Tom

          Meu infecto é de Goiânia
          Já pensou em tratar com o Dr. Esper Kallas? É o médico do autor do Blog e vários outros aqui.

          • Tom diz

            Oi Cauã,
            Já pensei sim no Dr. Esper, mesmo sabendo que o valor da consulta dele é quase o dobro do que costuma ser outro médico… mas estou avaliando sim… O meu infecto passou a atender particular..então decidi mudar, fiz um segundo exame de carga viral agora…começar tarv…enfim…

            obrigado cara….

  26. gustavi diz

    comecei a tomar hj o 3 em 1, estou mto tonto e confuso.. isso passa?

    • Alex diz

      No primeiro e segundo dia de remédio esses efeitos são meio fortes, depois eles ainda continuarão mas bem menor.

      Acho que a maioria toma o remédio a noite em um horário antes de dormir, pois no outro dia se acorda sem sentir mais nada. Tbm dizem que é melhor tomar o remédio longe de horário de alimentação, pois a alimentação parece potencializar o efeito de tontura, mas essas coisas pode variar conforme o organismo e vc vai perceber por vc mesmo.

      Mas nunca pare de tomar o remédio, se sentir algum efeito mt forte fale com seu médio e se for o caso ele trocará por outra medicação, embora são poucas as pessoas que precisam trocar medicação.

  27. Gil diz

    Gustavi, passa, sim. Todos que tomam as combinações antiretrovirais, principalmente por causa do efavirenz, ficam zonzos, até confusos. Mantenha a força, sempre tomando a medicação!

  28. Riquinho Rico diz

    A um ano que tomo o 3×1 e minha CV caiu de 80 mil para 5 mil o meu infecto disse-me que seria necessário fazer a genotipagem pois a CV já deveria estar zerada e que provavelmente teria que trocar a combinação meu cd4 está em 570. Minha consulta é na quarta dia 18 /11 e desde já estou com muito medo já que não sinto nada tomando o 3×1 só senti no começo tonturas não sei como será o novo esquema alguém já passou por isso? é angustiante

    • M. diz

      Eu tbm não sinto nada tomando o 3×1 (então acho que isso não quer dizer muito), mas estou indetectável desde o 2º mês…. Eu descobri muito cedo, tinha apenas 12.000 de carga viral.

    • Cauã+ diz

      Riquinho

      É realmente estranho que esteja há 1 ano em tratamento a CV ainda não esteja indectável. Talvez seria realmente necessário a troca de medicação, pode ser q o vírus presente em seu organismo seja resistente ao esquema de medicação atual que você faz uso.
      Eu estava com CV em 180.081 e em 4 meses já estava indectável.
      Mas não se desespere, nosso organismo foi feito para acostumar e desacostumar com tudo, caso não se adapte a nova medicação, converse novamente com seu infecto para trocar a medicação por outro esquema que lhe seja mais cômodo.

      • Amigo+ diz

        CauÃ+,
        vi uma comentário seu, que é de Goiânia e se adaptou muito bem com seu infecto, descobri minha sorologia tem um mês, e estou com muitas duvidas além dos medos .. enfim .. Sou da mesma cidade que você, e gostaria de tirar umas duvidas em relação ao infectologista, estou um pouco perdido e acredito que vc poderia me ajudar.
        Se poder e tiver algum e-mail, que eu possa entrar em contato com você, seria importante pra mim. !
        obrigado amigo , abraço

    • Gutan diz

      Rico,
      Fique tranquilo, com a genotipagem voce vai tomar uma medicação eficaz. Tem muitas opções, inclusive o SUS importa de outro país se tiver indicação para isso. Boa sorte.

      • Riquinho Rico diz

        Obrigado Gutan , na realidade o que eu tenho medo é mais dos efeitos colaterais
        E de alguém perceber aparentemente .O preconceito é o pior de tudo!!!!

  29. Leão diz

    Ok… Todos que tem Twitter já puderam ver que o ator em questão é Charlie Sheen. Ele confirmou que sabe a respeito de sua sorologia há cerca de 4 anos e tentou explicar o que é estar indetectável.

  30. DD+ diz

    http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/droga-contra-alcoolismo-pode-ajudar-no-combate-ao-hiv-18069347

    RIO — O dissulfiram é uma droga bastante utilizada no tratamento do alcoolismo, mas suas propriedades estão se mostrando fundamentais no combate ao HIV. Testes clínicos conduzidos por pesquisadores dos institutos Peter Doherty para Infecção e Imunidade e The Alfred, na Austrália, em parceria com a Universidade da Califórnia, nos EUA, demonstraram que o medicamento é capaz de ativar cepas do vírus escondidos no organismo, feito considerado essencial na busca de uma cura para a Aids. O estudo foi publicado nesta terça-feira, na revista científica “The Lancet HIV”.
    — O teste demonstrou claramente que o dissulfiram não é seguro para o uso e não tóxico, e pode ser a virada no jogo que nós precisávamos — disse Sharon Lewin, professora da Universidade de Melbourne e líder das pesquisas. — A dosagem de dissulfiram que usamos provocou mais uma “cócega” que um “chute” no vírus, mas isso deve ser suficiente. Apesar de a droga ter sido ministrada por apenas três dias, nós vimos um aumento da presença do vírus no plasma, é que é muito animador.
    Participaram dos testes 30 pacientes com HIV positivo. Eles receberam o dissulfiram junto com a terapia antirretroviral, em doses crescentes, pelo período de três dias. Quando a maior quantidade foi aplicada, percebeu-se evidências que o HIV dormente foi ativado, mas sem efeitos colaterais.
    O estado de latência é considerado uma das principais barreiras na busca por uma cura do HIV. A terapia antirretroviral consegue fazer com que células infectadas parem de replicar o vírus, mas assim que o paciente para com os medicamentos, a infecção reaparece. Por isso, pesquisadores apostam na estratégia “chutar e matar”, que consiste em “acordar” o vírus durante o tratamento.
    — O próximo passo é fazer essas células morrerem. Acordar o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo — disse Julian Elliot, diretor do departamento de doenças infecciosas no The Alfred. — É um passo muito importante termos demonstrado que podemos acordar o vírus dormente com medicamentos seguros que são fáceis de ingerir uma vez por dia. Agora, nós temos que trabalhar em como acabar com a célula infectada. Um empurrãozinho no sistema imunológico deve ajudar. Nós temos muito a aprender sobre como erradicar esse vírus muito esperto.
    Estimativas apontam que 34 milhões pessoas já foram vítimas de doenças relacionadas ao HIV. No fim do ano passado, existiam cerca de 36,9 milhões de infectados em todo o mundo.
    acredito que houve um erro de digitação na matéria no segundo paragrafo: “— O teste demonstrou claramente que o dissulfiram não é seguro para o uso…” Acredito que pelo contexto ele é seguro sim e não toxico. 😉
    #VidaQueSegue

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