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Novo protocolo brasileiro para prevenção da transmissão vertical

O Diário Oficial da União tornou pública a decisão de aprovar o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para prevenção de transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatites virais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dentre as atualizações deste PCDT, destaca-se a inclusão da Estratégia B+ para todas as gestantes vivendo com HIV/aids . Trata-se da utilização de antirretrovirais em gestantes e lactantes independentemente de seu estado imunológico, medido pela contagem de linfócitos T CD4. Tal estratégia não distingue entre o esquema de profilaxia da transmissão vertical e o tratamento de gestantes com aids.

Além disso, o novo PCDT propõe como esquema antirretroviral de primeira linha de tratamento o Tenofovir (TDF), a Lamivudina (3TC) e o Efavirenz (EFV), em dose fixa combinada, facilitando a adesão e a uniformidade do tratamento em pessoas vivendo com HIV/aids. A recomendação de utilização do Efavirenz na gestação está baseada em estudos recentes que comprovaram a segurança do medicamento, apresentada em mais detalhes ao longo do texto.

Outra inovação é a recomendação de administração da Zidovudina (AZT) injetável no momento do parto apenas para gestantes que permanecem com carga viral detectável após 34 semanas de gestação. A recomendação anterior indicava a administração do AZT a todas as gestantes, independentemente da carga viral. As recomendações relativas à prevenção da transmissão vertical de sífilis e hepatites virais também estão consoantes com protocolos específicos, revisados recentemente pelo Ministério da Saúde .

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14 comentários

  1. 90 90 90 diz

    Descobri que tenho coinfecção Hiv e hpv. Vou fazer o procedimento de eliminar o condiloma e o médico disse que tem que se ter atenção redobrada em caso de imunodeficiência. Alguém passou por isso?

  2. Cauã+ diz

    909090

    O Hpv é tratável, no entanto é sem cura, por isso é ideal que se faça consultas de rotina com Proctologista e Urologista.
    Se sua imunidade ficar muito baixa, abre se caminho não só para o Hpv mas diversas outras doenças se manisfetarem.
    Cuide-se e fique bem!

  3. Cosme diz

    Boa tarde,

    Quando descobri ser portador do HIV em julho de 2013 eu estava com HIV e HPV, hoje estou com caraga viral indetectavel, a cicatriz do HPV será sempre detectada nos exames, fiz o tratamento para HPV e esta tudo bem ja, sobre o HIV ja estou em ” carga indetectavel” muito bom.

    Aproveito para parabenizar Blog, adoro dá uma passada aqui e estou á disposição de TODOS para contribuir com essas informações valiosas.

  4. ‘Blips’ virais
    Algumas pessoas experimentam aumentos transitórios virais que são chamados de ‘blips’. A carga viral retorna rapidamente para um nível indetectável, sem qualquer mudança na terapia. Vários estudos descobriram que 20 a 60% dos pacientes com supressão viral experiência blips carga viral (dependendo do esquema utilizado e da frequência de testes de carga viral), e talvez um terço destes blips experiência repetida. A maioria dos blips são pequenos, com carga viral subir para algum lugar entre 50 e 1000 cópias / ml.

    Blips pode ter várias causas, incluindo a variabilidade no processo de teste, alterações temporárias na concentração da droga, ou rajadas transientes de activação imunitária, por exemplo, devido a receber uma vacina ou com uma infecção, tal como gripe. Um estudo mediu a carga viral em amostras de sangue de dez pacientes de três em três dias, durante quatro meses em dois laboratórios independentes. Nove pacientes tiveram uma ou mais alterações na carga viral, mas apenas um dos 18 totais blips foi detectado por ambos os laboratórios ao mesmo tempo. 1

    Enquanto uma diminuição da aderência pode causar carga viral a subir, a maioria dos estudos têm mostrado que pessoas que experimentam blips não têm pior aderência do que aqueles com carga viral consistentemente indetectável, nem é a adesão necessariamente antes inferior a um blip. 2 Além disso, os níveis da droga antes , durante, e após alterações na carga viral são muitas vezes maior do que o mínimo recomendado concentrações de droga. 3, 1

    A maioria dos médicos acreditam que um isolado viral blip carga é nada para se preocupar. No entanto, vários blips, ou aqueles que começam a ocorrer com freqüência cada vez maior, pode ser um sinal precoce de falha do tratamento iminente.

    Blips são também não necessariamente associados ao aparecimento da resistência aos medicamentos. 4 No entanto, algumas pesquisas sugerem que aumentos transitórios da carga viral pode ser um sinal de ativação do sistema imune esporádica e pode ajudar a reabastecer os reservatórios virais latentes. 5

    A relação entre alterações na carga viral e recuperação imune não é claro. 3 6 Mesmo com a melhor terapia disponível e aderência ideal, blips virais podem ocorrer. Por esta razão, as diretrizes recomendam que a carga viral deve ser verificada pelo menos duas vezes para ver se o aumento é uma tendência em curso antes de decidir se alterar o tratamento.

  5. 90 90 90 diz

    Obrigado gente. Valeu pelas dicas. Esse blog é espetacular. Só vejo anjos aqui. Abraços a todos.

  6. Rafa diz

    Pessoal, boa noite,

    Alguém faz uso de polivitaminicos? É indicado? Digo tipo Centrum, etc.

    Obrigado

    • Fiz uso de Centrum Men por vários meses.no início do tratamento (comecei c CV alta e CD4 baixa), foi indicação da infecto. Parei quando tive um caso pesado de acne, meu rosto focou todo inflamado, eu que nunca tive acnes… A infecto falou que podia ser por Hipervitaminose do Centrum. Daí parei. Ou seja: tomeo polivitaminico só se o médico receitar 😉

  7. Gledson diz

    Olá pessoal.. Ainda sobre o comentário de HPV, gostaria de saber como é detectado esse vírus. Através de exame de sangue ou semente indo a um urologista?

    Obrigado.

  8. 90 90 90 diz

    Gledson
    O HPV se manifesta na forma de verrugas. O urologista ou proctologista pode precisar se é HPV. Lembrar que a camisinha não protege da infecção do HPV porque o simples contato de pele com a pessoa infectada já transmite o vírus. O perigo está nos condilomas que se não forem tratados podem evoluir para câncer de útero ou de colo ou reto. Ficar atento as virugas. Não há cura apenas tratamento. A maioria das pessoas tem esse virus, mas ele não se manifesta porque o sistema imunológico bloqueia o avanço.

  9. Rachel diz

    Boa noite gente, confesso que fiquei um pouco confusa com essa informação que nós mulheres poderemos tomar Efavirenz na gestação. Minha infecto sempre coloca que, quando resolver engravidar, tenho que mudar o medicamento 3X1, uma vez que este possui este princípio ativo, pois ele pode ser abortivo. E aqui coloca-se a continuidade de sua administração mesmo durante a gravidez. Alguém sabe algo além sobre essa informação? Vou levar essa dúvida à minha infecto, mas aqui há tanta informação bacana que pode já ser sanada por aqui 🙂
    Obrigada gente!
    Beijinhos!

    • Anonimo diz

      Estou preocupada com esse protocolo novo! Meu infecto disse que posso continuar com 3×1 mas acabei de de descobrir minha gravidez!

  10. Guinho diz

    Pessoal,
    Estou buscando uma informacao com alguem que conheca ou ja tenha passado por isto.
    Farei uma viagem para os EUA (intercambio) e ja tenho feito tratamento 3×1 ha meses. O fato e que nao sei se devo viajar com as tres caixinhas de medicamento (cada uma contendo 30 capsulas) na bolsa com receita embalada, ou se, envio por sedex ao endereco onde ficarei la, afim de nao correr riscos com imigracao.
    Alguem pode me ajudar?
    Minha medica disse que nao tem problema, que inclusive posso colocar os tres frascos de capsulas em um outro maior e unico e embalar a receita em volta e levar na mala.
    Tenho receio de que isso possa chamar atencao, por isso pensei na possibilidade de enviar ja por sedex e nao correr riscos.
    Alguem pode me informar a melhor maneira?
    Ressalto, tenho remedio para tres meses comigo.

    Muito obrigado desde ja.

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