vpscomocont

A aids não é notícia mais em lugar algum do país e diversos aspectos da epidemia são negligenciados tanto pelos governos quanto pela imprensa e sociedade. O livro se torna importante ao problematizar esses aspectos. Não podemos deixar que o combate a esta epidemia esmoreça! O livro quer encorajar não somente as pessoas vivendo com HIV, mas também atingir qualquer pessoa que se encontra diante de um desafio desproporcional ao seu tamanho e que se sinta impotente a desenvolver sua resiliência. Na única experiência anterior, que foi a publicação de texto autobiográfico de 15 páginas no livro ‘Histórias de Coragem’, editora Madras, o autor recebeu diversos retornos de pessoas com HIV e seus familiares relatando uma mudança de atitude por parte do leitor. Mas, agora, você pode ser parte deste novo lançamento, adquirindo seu livro antes de todos!

Que as dificuldades da Vida, sendo a Morte a principal delas para muita gente, são o que de mais natural e enriquecedor pode existir. Não se evolui em baladas ou manhãs de sol, mas nos desafios que temos pelo caminho. E sempre se pode virar o jogo, por mais poderoso que seja seu oponente.

vpsfoto01_1

O livro narra a trajetória de Beto Volpe, ator do blog “Carga Viral”, desde sua infecção pelo vírus HIV no ano de 1989 até os dias de hoje, permeado de fatos da infância e juventude que colaboraram para os acontecimentos futuros. Mesclar tragédia e comédia no mesmo contexto é a marca registrada de Beto, o que provoca uma profunda reflexão sobre os vários aspectos envolvidos na epidemia de aids e também em questões de cidadania e de foro íntimo. Sua obra se revela uma potente ferramenta para desenvolver a resiliência do leitor e impactar positivamente não somente a vida das pessoas, como também na compreensão coletiva sobre aspectos não divulgados da epidemia.

Nesta pré-venda exclusiva, você adquire o livro antes de todos e ganha recompensas!

vpsquadro_1

vpsproj_0

 “Fingindo voltar do trabalho, cheguei em casa e logo depois chegou a noite, que levava a crer que tudo seria como todos os dias, com um lanche noturno seguido de alguma programação televisiva. Mas tudo foi completamente diferente, aquela noite foi uma das mais angustiantes de toda a minha vida. Eu e meu irmão nos entreolhávamos como quem procura coragem para dizer alguma coisa. Até que consegui proferir:

— Tenho uma coisa séria pra falar pra vocês…

Pelo seu olhar, tive a nítida impressão de que minha mãe sabia do que se tratava. Mães… Elas são bruxas, adivinham nossas intenções, pressentem nossas dificuldades e são capazes de mover o mundo por nós. Por onze anos fui o filho único de dona Aída, nome dado por meu avô em homenagem a sua obra favorita de Verdi. Mãe torcedora do Santos Futebol Clube, filho santista. Mãe adorava uma peruca argentina, o filho também. Ou seja, eu sempre fui o filhinho da mamãe e ela o meu porto seguro, a bóia que é lançada quando o fôlego está acabando. Nem ela e nem eu tínhamos noção o quanto essa “coisa séria” nos aproximaria e nos uniria como nunca em nossas vidas.

Uma vez mais em um único dia me senti um covarde em levar essa tristeza às pessoas que mais amava. Mas tinha que ser feito, esse segredo nunca se manteria por muito tempo. E, naquele momento em que estava prestes a dar a notícia, foi a primeira vez que eu senti a presença dela, a tal da Morte, com sua capa e alfanje espalhando-se por todos os cantos do aposento. É terrível ver que a morte criou vida e está em seu encalço, sob a forma de um ar irrespirável, denso… Foi como dar uma notícia de falecimento de alguém muito querido e, de certa forma, era mais ou menos isso. Minha mãe, olhando com um pedido de “não conte” perguntou o que estava acontecendo. E eu, na lata, respondi:

— Estou com aids.

Meu Deus, como pode um simples gota arrasar tanto a alma de uma pessoa? Aquele ar irrespirável passou a ser sufocante… E aquele olhar triste de minha mãe deixou escapar uma lágrima. Uma única e furtiva lágrima que escorreu lentamente pelo seu lindo rosto fazendo com que eu me sentisse o pior dos mortais, o lixo do lixo, desejando um raio fulminante em minha cabeça. Ou uma complicação séria que me levasse o mais rapidamente possível desse mundo. Uma lágrima e um olhar triste, se os homens guerreassem assim… Meu pai Geraldo, figura proeminente do cenário político de São Vicente, cortou o clima perguntando como eu havia contraído. Respondi que havia sido através de sexo sem camisinha, que não curtia drogas injetáveis. Quem diria que meu pai, com o qual sempre tive sérias diferenças políticas e íntimas, seria o primeiro estímulo para continuar em frente? Prático e sempre presente nas situações difíceis, ele determinou:

— Agora é ver o que se pode fazer e olhar para frente.

Mas minha atenção ainda estava naquela pequena grande guerreira que sabia que teria um verdadeiro desafio pela frente. Já não foi fácil aceitar a homossexualidade do filho, agora o HIV. Meu irmão a todo instante intervinha como meu fiel parceiro, tentando amenizar a situação, enquanto aquela lágrima ainda rolava dentro de mim, corroendo todos os meus órgãos, ossos, veias, com um poder de destruição maior do que o do HIV. Eu sabia que a brincadeira estava apenas começando, muita coisa ainda iria acontecer no pega pega entre a Morte e a Vida. A Morte e Vida Posithiva.”

livro-volpe

Escolha o valor da sua contribuição, a sua recompensa e a forma de pagamento, em boleto ou cartão de crédito.

beto_volpe

Beto Volpe é natural de São Vicente, litoral de São Paulo, nasceu em Leão, até no novo zodíaco. Após 21 anos de HIV, 15 de aids e deficiência e sete no tratamento de cânceres, é grato ao HIV por, apesar das dificuldades, ter dado uma nova dimensão e um sentido para sua vida.

Anúncios

Em coletiva de imprensa realizada hoje, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul divulgou os dados preliminares de seu Boletim Epidemiológico de 2015. Em 2014, a taxa de incidência de HIV no estado foi de 38,3 casos por 100 mil habitantes. No período de 2012 a 2014, essa taxa reduziu em 10,1%. O estado registra queda de óbitos relacionados ao HIV/aids, com redução de 11% no coeficiente de mortalidade, passando de 11,9 por 100 mil habitantes em 2003 para 10,6 em 2014. De 2002 a 2014, foram registrados 1.939 casos de aids em menores de 5 anos. Neste mesmo período, a taxa de incidência foi, respectivamente, de 19,3 e 7,2 por 100 mil habitantes. Essa diferença representa uma redução de 58,3% na taxa de transmissão vertical no estado.

Taxa de detecção de casos de aids (por 100 mil habitantes) segundo região de residência por ano de diagnóstico. Brasil, Região Sul e Rio Grande do Sul, 2003 a 2014. Fonte: MS/SVS/DDAHV.

Estima-se que 89.312 pessoas estejam infectadas pelo HIV no Rio Grande do Sul. Desse total, 83,8% sabem de seu diagnóstico. 49,1% das pessoas já diagnosticadas com o HIV estão em tratamento antirretroviral. 71,1% das pessoas em tratamento no estado têm carga viral indetectável. De 1980 a junho de 2014, foram registrados no estado 76.304 casos de aids. A taxa de incidência para Porto Alegre é de 94,2 casos por 100 mil habitantes. 34,2% dos casos de aids registrados em 2014 estão na faixa de 30 a 39 anos.

Cascata das pessoas vivendo com HIV/aids no Rio Grande do Sul em 2013.

A principal via de transmissão do HIV no estado é a sexual. Nos últimos 10 anos, a transmissão em heterossexuais apresenta aumento do número de casos registrados. Nesse período, também há um aumento na proporção de casos entre homossexuais (gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e transexuais): de 6,5% em 2004 para 12,8% em 2014. Houve redução na proporção dos casos em usuários de drogas injetáveis nesse mesmo período: de 19,2% em 2004 para 4,5% em 2014. Em 2014, não houve nenhum caso de transmissão por transfusão sanguínea ou em hemofílicos.


eurekalert 300 cmyk

Quase 37 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV. Quando este vírus destrói tantas células do sistema imunológico que o corpo não consegue combater a infecção, a aids se desenvolve. No ano passado, a doença tirou a vida de mais de um milhão de pessoas.

Durante os últimos três anos e meio, uma equipe de pesquisadores de seis universidades, liderada pela Universidade de Delaware e financiada pelos National Institutes of Health e pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, tem trabalhado para aprender sobre uma proteína que regula a capacidade do HIV de sequestrar uma célula e nela fazer iniciar sua replicação. Suas descobertas, relatadas recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, apontam para um novo caminho no desenvolvimento de possíveis estratégias para frustrar a replicação do vírus.

A equipe incluiu cientistas da Universidade de Delaware, Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, Universidade de Illinois em Champaign-Urbana, Universidade Carnegie Mellon, Laboratório Nacional de Alto Campo Magnético na Universidade Estadual da Flórida e Faculdade de Medicina da Universidade de Vanderbilt. Eles usaram uma combinação de ferramentas e técnicas de alta tecnologia, incluindo espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN) de magic-angle spinning (MAS) e simulações computadorizadas de moléculas, para examinar as interações entre o HIV e a proteína ciclofilina A (CypA) de células do hospedeiro, exatamente durante o movimento individual dos átomos.

“Descobrimos que a infecciosidade do HIV é regulada pelos movimentos dessa proteína.”

“Em poucas palavras, descobrimos que a infecciosidade do HIV é regulada pelos movimentos dessa proteína”, explica Tatyana Polenova, professora de química e bioquímica na Universidade de Delaware, que liderou o estudo. “É uma estratégia de regulação sutil que não envolve importantes mudanças na estrutura do vírus.”

Sessenta vezes menor do que um glóbulo vermelho do sangue, o HIV contém um escudo em forma de cone, chamado de capsídeo, feito de proteína, que envolve duas cadeias de RNA e as enzimas do vírus necessárias para a replicação. Como qualquer vírus, o HIV só pode produzir cópias de si mesmo depois de ter invadido o organismo hospedeiro. Em seguida, ele começa a dirigir algumas das células do hospedeiro para começar a produzir o vírus. Mas como é que o HIV invade uma célula? Nos seres humanos, a proteína CypA pode promover ou inibir a infecção viral através de interações com o capsídeo do HIV, embora o mecanismo exato ainda não seja conhecido. Uma porção da proteína do capsídeo do HIV, chamado de laço CypA, é responsável pela ligação da CypA na célula hospedeira humana. Uma vez que isto ocorre, o HIV se torna um vírus infeccioso.

Ciclofilina A (CypA)
Ciclofilina A (CypA)

No entanto, uma alteração de apenas um aminoácido no laço CypA pode fazer com que o vírus faça o oposto do que faz normalmente, tornado o vírus totalmente não-infeccioso quando CypA está presente, e infeccioso quando a CypA não está presente. Essas mudanças são chamadas de “escape de mutações”, explica Polenova, porque elas permitem que o vírus “escape” de sua dependência a CypA. Para aprender mais sobre este mecanismo de fuga, a equipe de pesquisa analisou os conjuntos de diferentes variantes da proteína do capsídeo do HIV complexada com CypA. Usando ressonância magnética nucelar de magic-angle spinning, eles gravaram os movimentos, átomo por átomo, em escalas de tempo que variam de nanossegundos para milissegundos, a partir de um bilionésimo de segundo a um milésimo de segundo.

A equipe descobriu que uma redução dos movimentos decorrente de mutações que ocorrem naturalmente na região de ligação com a CypA permitiram que o vírus escapasse da dependência desta proteína. As observações com ressonância magnética nucelar de magic-angle spinning forneceram um olhar direto destes movimentos, gravando as mudanças nas interações magnéticas entre os núcleos. As simulações de computador permitiram que a equipe visualizasse os movimentos. Algumas porções da proteína do capsídeo não se movem nada ou se movem apenas um pouco, enquanto outras partes passam por movimentos de grande amplitude, distribuídos em uma ampla gama de escala de tempo, com a região mais dinâmica sendo o laço da CypA. Polenova diz que é bastante surpreendente que tais movimentos extensos estejam presentes no capsídeo e que estas dinâmicas podem ser detectadas por ressonância magnética e simulações de computador.

“Esperamos que este trabalho possa orientar o desenvolvimento de novas intervenções terapêuticas.”

“É a primeira vez que usamos experimentos com computação gráfica num estudo de dinâmica, e é particularmente animador que tenhamos feito isso num sistema tão complexo”, diz Polenova. “Esperamos que este trabalho possa orientar o desenvolvimento de novas intervenções terapêuticas, tais como pequenas moléculas que serviriam como interagentes com o capsídeo do HIV e capazes de inibir essa dinâmica.” Polenova diz que a equipe diversificada de pesquisadores, com experiência em virologia do HIV, biologia estrutural, biofísica e bioquímica, foi fundamental para o sucesso do estudo, juntamente com acesso a instalações de ressonância magnética do Laboratório Nacional de Alto Campo Magnético.

A equipe se reuniu através do Centro de Interações Proteicas do HIV, financiado pelo National Institutes of Health. Liderada pela Profa. Angela Gronenborn, o centro reúne cientistas e instalações de alto calibre para elucidar as interações das proteínas do HIV com os fatores de células hospedeiras.

Pela EurekAlert! em 25 de novembro de 2015


nm-logo-3Um estudo feito em quatro países da África, publicado no The Lancet, mostra que administrar uma fórmula líquida de medicamentos para o HIV em bebês com até 12 meses, durante a fase de amamentação com as suas mães soropositivas, é altamente eficaz em protegê-los da infecção, incluindo no período de 6 a 12 meses após o nascimento, o qual não tinha sido analisado em pesquisas anteriores. O estudo é pelo professor Philippe Van de Perre, do Institut national de la santé et de la recherche médicale (INSERM), em  Montpellier, França, e seus colegas.

Estratégias para prevenir a transmissão vertical do HIV-1 pós-parto na África, incluindo proteger diretamente as crianças através de profilaxia com formulações pediátricas especiais de medicamentos para o HIV, nunca haviam sido avaliadas depois de 6 meses de amamentação, apesar da amamentação ser recomendada até 12 meses após nascimento. Neste novo estudo, os autores tinham como objetivo comparar a eficácia e a segurança da profilaxia infantil com dois regimes de drogas (Lamivudina ou Lopinavir/Ritonavir) para evitar a transmissão pós-parto do HIV-1 em até 50 semanas de amamentação.

N00774_H

Os autores fizeram um estudo randomizado controlado em quatro locais em Burkina Faso, África do Sul, Uganda e Zâmbia, em crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV que ainda não eram elegíveis para a terapia antirretroviral, segundo as diretrizes que existiam quando o estudo começou (no entanto, hoje, a OMS aconselha que todas as pessoas diagnosticadas com HIV começem imediatamente o tratamento, independentemente da contagem de CD4).

Nesse estudo, bebês soronegativos com até 7 dias de idade foram randomizados para receber Lamivudina ou Lopinavir/Ritonavir (formulações líquidas pediátricas, duas vezes por dia) até 1 semana após a interrupção total da amamentação ou na visita final, na semana 50. Entre novembro de 2009 e maio de 2012, 1.273 crianças foram inscritas no estudo e 1.236 foram analisadas; 615 atribuídas a Lopinavir/Ritonavir e 621 atribuídas a Lamivudina. Um total de 17 infecções pelo HIV foram diagnosticadas no período do estudo (oito no grupo Lopinavir/Ritonavir e nove do grupo Lamivudina), resultando em taxas cumulativas de infecção pelo HIV-1 de 1,4% e 1,5%, respectivamente, e o que significa que as taxas de infecção não diferiram entre os dois regimes de medicamentos. Eventos adversos clínicos e biológicos graves não diferiram entre os grupos. Os autores disseram:

“Fundamentalmente, cerca de metade das infecções pós-parto do HIV-1 em ambos os grupos ocorreram após 6 meses de amamentação, enquanto a exposição do HIV foi muito reduzida durante este período por causa da alimentação mista (diminuindo a ingestão de leite) e algumas mulheres que pararam de amamentar antes de 50 semanas. Este achado justifica a extensão da profilaxia prépexposição (PrEP infantil) até o final da exposição ao HIV e a necessidade de informar as mães sobre o risco persistente de transmissão durante a amamentação, para evitar a interrupção do tratamento de seus bebês muito cedo.”

Uma análise posterior dos dados sugeriu que a maioria das infecções pelo HIV nos bebês dos dois grupos ocorreu por causa da falta de adesão aos medicamentos do estudo, em vez de uma falha do medicamento para proteger o bebê. Os autores disseram:

“Portanto, a adesão ao medicamento continua a ser um fator essencial para o sucesso da PrEP infantil. Mais pesquisas são necessárias para formulações pediátricas orais mais palatáveis e drogas injetáveis de ação prolongada.”

Os dados mostraram que quando a droga foi tomada corretamente, as taxas de infecção pelo HIV caíram para 0,2% para o grupo Lopinavir/Ritonavir e 0,8% no grupo Lamivudina, novamente sem uma diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os autores concluem:

 “A PrEP infantil provou ser uma alternativa eficaz e segura para evitar a transmissão pós-parto do HIV-1 para as mães que não estão prontas ou preparadas para começar a terapia antirretroviral a longo prazo. Além disso, a adição da PrEP infantil em bebês amamentados cujas mães estão a tomando antirretrovirais é uma estratégia que deve ser avaliada — ao nível da população, em países onde o tratamento materno não pode ser implementado de maneira universal, tal como recomendado pela OMS. Nessas situações, a PrEP infantil, seja com Lopinavir/Ritonavir, Lamivudina ou Nevirapina durante toda a duração do aleitamento materno também é aconselhável.”

O professor Hoosen Coovadia, especialista em em saúde maternal, do adolescente e da criança na Escola de Saúde Pública da Universidade de Witwatersrand, em Durban, África do Sul e a Dra. Dhayendre Moodley, do Center for the Aids Programme of Research na África do Sul e da Women’s Health and HIV Research Unit da Universidade de KwaZulu Natal, em Durban, África do Sul, dizem que os dados deste estudo mostram que “a profilaxia infantil diminui substancialmente o risco de transmissão do HIV durante e a amamentação, funciona em uma escala maior do que estudada anteriormente e é eficaz e segura.”

Em 20 de novembro de 2015 pelo News Medical


Atlantic

Imagine que mil pessoas, selecionadas aleatoriamente dentro da população norte-americana, fizeram sexo desprotegido ontem. Quantos deles vão morrer depois de contrair HIV de um único encontro sexual? Agora, imagine outras mil diferentes pessoas. Essas pessoas vão de carro de Detroit para Chicago amanhã, cerca de 480 quilômetros. Quantos vão morrer na viagem como resultado de um acidente de carro? Qual desses dois números é maior?

Se você é parecido com os participantes de um novo estudo liderado por Terri D. Conley, da Universidade de Michigan, sua estimativa para o HIV deve ser maior — muito maior. A suposição média dos participantes do estudo para o caso de HIV foi um pouco mais de 71 pessoas por mil, enquanto a estimativa média para o cenário de acidente de carro foi cerca de 4 pessoas por mil.

Em outras palavras, os participantes pensaram que somos aproximadamente 17 vezes mais propensos a morrer de HIV contraído a partir de um único encontro sexual desprotegido, do que morrer em um acidente de carro em uma viagem de 480 quilômetros. Mas aqui está o ponto: essas estimativas não só estão erradas, como elas estão completamente invertidas. De acordo com estatísticas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e da Administração Nacional de Segurança nas Estradas, temos 20 vezes mais probabilidade de morrer em uma viagem de carro do que de HIV contraído durante um ato sexual desprotegido.

“Parece que decidimos culturalmente que o sexo é algo perigoso e deve ser temido.”

Por que as estimativas dos participantes não chegam nem perto? Conley e seus colegas acham que a resposta tem a ver com o estigma: o comportamento de risco relacionado ao sexo é julgado com mais rigor do que os riscos de saúde comparáveis ​​(objetivamente mais arriscados), quando levado em conta as diferenças relevantes entre os comportamentos. “Parece que decidimos culturalmente que o sexo é algo perigoso e deve ser temido”, me disse Conley em uma entrevista. É por isso, argumenta ela, que os pais norte-americanos tentam “microgestão” da sexualidade de seus filhos, “com o alerta sobre o perigo de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) fazendo grande parte disso.”

Ao mesmo tempo, “os pais ficam animados em ver seus filhos recebendo a carteira de motorista, e não os proíbem de dirigir regularmente… Eles sabem que há riscos, mas assumem que seus filhos devem aprender a gerir esses riscos.” Conley acha que esta abordagem deve ser aplicada ao sexo também.

“A sexualidade sempre teve a ver com o caráter moral. Se um alguém tem uma DST, isso sugere que seu caráter também está ‘infectado'”.

Claro, também poderia haver algum aspecto moralista aqui, uma espécie de ressaca da formação puritana que temos nos Estados Unidos. Eu levantei esta hipótese com Shaun Miller, um filósofo da Universidade Marquette que pensa sobre sobre amor e sexualidade. “Eu não tenho certeza de que isso se relaciona com os nossos valores puritanos”, ele me disse, “mas eu acho que o estigma é um caminho para o julgamento moral. A sexualidade sempre teve a ver com o caráter moral e, assim, se um alguém tem uma DST, isso sugere que seu caráter também está ‘infectado'”.

Para testar essa ideia de que os riscos relacionados com o sexo são mais estigmatizadas do que outros tipos de risco, Conley e seus colegas publicaram um estudo de acompanhamento. Nesse estudo, eles queriam apontar para algumas das diferenças entre dirigir carros e fazer sexo — duas atividades que trazem risco, claro, mas que são riscos diferentes, à sua maneira. Se essas diferenças pudessem de alguma forma explicar as estranhas estimativas que os participantes deram no primeiro estudo, sem ter nada a ver com o estigma relacionado com sexo, isso poderia invalidar a teoria de Conley.

Conley e sua equipe projetaram um teste que compararia “maçãs com maçãs”: dois casos em que uma ameaça à saúde foi transmitida através de relações sexuais, mas apenas uma das quais era uma DST. Eles deram uma coleção de 12 vinhetas para um número de participantes, uma vinheta por pessoa. Todas as vinhetas contavam basicamente a mesma história: alguém transmite a doença para outra pessoa durante um encontro sexual casual, sem saber que tinha algo a transmitir. Havia duas doenças: clamídia, uma DST comum que raramente causa graves problemas de saúde (e que pode ser completamente curada com antibióticos), ou H1N1, vulgarmente conhecida como a gripe suína, a qual pode ser seriamente ruim para sua saúde e até mesmo levar à morte.

O principal ponto manipulado entre as diferentes vinhetas foi a gravidade do resultado causado pela doença. Um resultado “leve” foi descrito como ficar doente o suficiente para ter de ver o médico e, em seguida, tomar remédios por uma semana. Um resultado “moderado” foi o mesmo, incluindo a necessidade de ir para a sala de emergência. Um resultado “grave” foi ficar hospitalizado e quase morrendo. E um resultado “fatal”, claro, foi morrer. As últimas duas condições só são aplicáveis à H1N1, porque a clamídia raramente faz tão mal assim.

Uma vez que os participantes leram a sua vinheta, eles deveriam dizer o que eles pensavam sobre a pessoa que transmitiu a doença. Os participantes avaliariam a pessoa sobre o quão arriscado e quão egoísta seu comportamento tinha sido, bem como o quão sujo, mau, imoral e burro era fazer o que eles fizeram. Os resultados foram surpreendentes. Os participantes que leram a história sobre alguém que, sem saber, transmitiu clamídia — com um resultado “leve” sobre a saúde de outra pessoa — julgaram a pessoa com mais rigor do que os participantes que leram sobre o caso da gripe suína, mesmo em casos em que a outra pessoa morreu!

“Por que haveria tanta culpa em torno de uma DST, mas não em uma doença que não é transmitida através de relações sexuais?”

Conley não esperava ver isso. “Por que haveria tanta culpa em torno de uma DST, mas não em uma doença que não é transmitida através de relações sexuais?”, ela disse. É uma boa pergunta. E o estigma injustificado — a explicação preferida de Conley — pode ser a resposta. Mas há outra resposta possível, e é uma que aponta para uma fraqueza potencial na metodologia deste segundo estudo. Há uma diferença importante entre a clamídia e a gripe suína, em termos de como você pode impedi-las de serem transmitidas — e que tem a ver com preservativos. Usar um preservativo irá reduzir drasticamente as suas chances de transmitir uma DST como a clamídia, mas não teria qualquer efeito sobre a transmissão da gripe suína. Isso ocorre porque a gripe suína não é transmitida através do contato genital, mas sim através do sistema respiratório, com o qual você pode se contaminar através de beijo ou tosse.

Os participantes que receberam a vinheta “clamídia” poderiam ter fundamentado suas opiniões com esse pensamento: “se a pessoa nessa história tinha a certeza de que os preservativos seriam usados — o que é a coisa mais responsável a se fazer em um encontro sexual ocasional –, então a DST, muito provavelmente, não seria transmitida. Mas ela foi transmitida. Assim, a pessoa provavelmente não fez uso de preservativos. Assim, vou julgar esta pessoa duramente, porque eu desaprovo este comportamento irresponsável”.

Tal como o filósofo e cientista cognitivo Jonathan Latourelle, da Universidade Estadual do Arizona, apontou: “se você tiver clamídia, as pessoas podem pensar que existe pelo menos alguma probabilidade de você ter isso por causa de um comportamento sexual que eles desaprovam”. No caso da gripe suína, o mesmo tipo de julgamento simplesmente não podia ser aplicável. Isso porque, mesmo se as estratégias de sexo seguro fossem empregadas, o vírus iria ser transmitido exatamente da mesma forma. Conley e seus colegas reconheceram esta limitação em sua pesquisa, ganhando elogios de outros pesquisadores com quem conversei. Ainda assim, limitações à parte, a equipe de Conley acredita que seu estudo tem implicações importantes para a saúde pública. A principal delas, em sua opinião, é que o estigma em torno das DSTs precisa ser reduzido drasticamente. Caso contrário, eles temem que o tiro poderia sair pela culatra, levando a mais transmissões de DSTs, e não o contrário.

“Comportamentos estigmatizantes não impedem que atividades insalubres ocorram.”

“A pesquisa básica sobre o estigma é bastante clara sobre um assunto”, Conley e seus colegas escreveram. “Comportamentos estigmatizantes não impedem que atividades insalubres ocorram. Por exemplo, quanto mais um indivíduo experimenta algum estigma associado ao seu peso, é menos provável que ele perca peso.” Assim, concluem, “temos todas as razões para suspeitar que estigmatizar DSTs irá, igualmente, levar a resultados de saúde sexual piores.” Eles dão dois exemplos para ilustrar este risco. Um: se alguém pensa que pode ter uma DST, mas preocupa-se que o seu médico irá estigmatizá-lo, ele pode ser menos propenso a procurar tratamento médico. E, dois: se alguém pensa que o seu potencial parceiro sexual irá julgá-lo por ter uma DST, então eles estarão menos propensos a falar sobre isso.

Mas pode não ser assim tão simples. Estigmatizar alguns comportamentos, tal como comer em excesso, não parece reduzi-los, mas o que dizer de outros comportamentos, tal como fumar? Existem algumas evidências, embora contestadas, de que o aumento do estigma em torno de fumar realmente tem sido muito eficaz em reduzir o número de fumantes ao longo do tempo. Quando se trata de estigmatização, então, a questão é se o sexo de risco é mais parecido com fumar ou mais com comer demais. Como diz o clichê científico: “mais pesquisas são necessárias.”

Por Brian D. Earp para The Atlantic em 12 de novembro de 2015


The-Guardian-logo1

Cientistas que buscam uma cura para o HIV/aids disseram que um medicamento destinado a agir contra o alcoolismo pode ser capaz de acordar o vírus dormente escondido no corpo e permitir que ele seja morto. A droga, da marca Antabuse, mas também vendida no formato genérico como Dissulfiram, foi dada a 30 pacientes soropositivos nos EUA e na Austrália, que já estavam tomando terapia antirretroviral.

O HIV pode permanecer latente em células, tornando difícil de atacá-lo com drogas. Fotografia: Institut Pasteur/AFP/Getty Images

“O HIV dormente foi ativado.”

Na maior dose dada houve evidências de que “o HIV dormente foi ativado”, disseram os pesquisadores, em um estudo publicado na revista The Lancet HIV, na segunda-feira, acrescentando que não encontraram quaisquer efeitos colaterais nocivos.

Julian Elliott, do departamento de doenças infecciosas do hospital Alfred, em Melbourne, que trabalhou com Lewin, disse que acordar o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo. “O próximo passo é fazer com que essas células morram”, disse ele. A latência do HIV, estado em que o vírus permanece dormente no corpo de pessoas que tomam antirretrovirais, é um dos maiores obstáculos para alcançar uma cura para a infecção viral que causa a aids.

O HIV/aids já matou cerca de 34 milhões pessoas desde a década de 1980, de acordo com Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, o Unaids. O HIV pode ser posto em cheque pelos antirretrovirais, e estima-se que 36,9 milhões de pessoas ao redor do mundo estejam vivendo com o vírus. Cerca de dois milhões de pessoas por ano são infectadas. Os cientistas dizem que encontrar formas de “acordar” o vírus em células dormentes e, em seguida, destruí-lo é uma estratégia fundamental para a cura. Mas, até agora, os pesquisadores têm sido incapazes de encontrar a combinação exata eficaz de drogas.

“O Dissulfiram pode ser o divisor de águas que tanto precisamos.”

Sharon Lewin, professora da Universidade de Melbourne que liderou o trabalho, disse que, embora os cientistas tenham feito progressos em ativar o HIV latente, uma das principais preocupações foi a toxicidade das drogas testadas. O Dissulfiram, no entanto, não pareceu apresentar problemas. “Este estudo demonstra claramente que o Dissulfiram não é tóxico e é seguro de usar, e muito possivelmente pode ser o divisor de águas que tanto precisamos”, disse ela.

“A dose de Dissulfiram que usamos fez mais cócegas do que um verdadeiro pontapé no vírus. Mas pode ser que seja o suficiente. Embora a droga tenha sido dada só por três dias, vimos um claro aumento do vírus no plasma sanguíneo, o que foi muito encorajador.”

Pelo The Guardian em 17 de novembro de 2015


1280px-The_Hollywood_Reporter_logo.svg

No programa Today desta terça-feira, Charlie Sheen revelou que é HIV positivo. “Estou aqui para admitir que eu sou HIV positivo”, disse o ator. “Tenho que pôr fim a esta enxurrada de ataques, subverdades e histórias muito prejudiciais e volúveis, que ameaçam a saúde de tantos outros que poderiam estar mais longe da verdade.”

Em uma conversa com Matt Lauer hoje no estúdio em Nova York, Sheen disse ter sido diagnosticado com a doença cerca de quatro anos atrás e que soube que tinha HIV depois de enfrentar dores de cabeça, “enxaquecas enlouquecedoras” e “suar na cama por duas, três noites seguidas”. Ele contou que foi posteriormente hospitalizado, e explicou que chegou a pensar que tinha “um tumor cerebral e que estava tudo acabado.” Após uma série de testes, disseram-lhe que ele tem HIV.

“São três letras duras de aceitar.”

“São três letras duras de aceitar”, disse Sheen. “É um ponto de virada na vida de qualquer um.”  Quando perguntado sobre quantas pessoas ele contou da sua condição, Sheen disse: “Eu já contei para pessoas o suficiente, em quem eu achava que poderia confiar, para estar na posição e na situação em que estou hoje.” Sheen também revelou que estava pagando algumas pessoas que exigiam dinheiro para manter a notícia em segredo, “incômodos” que ele esperava acabar com sua aparição no programa matinal da NBC. Embora não tenha revelado quantas pessoas pegou, ele disse que era “o suficiente para trazer [a quantia que tinha pago] à casa dos milhões.”

“Hoje me libertei de uma prisão.”

“O que as pessoas esquecem é que esse é o dinheiro que eles estão tirando dos meus filhos”, disse Sheen. “Eles acham que é só comigo, mas eu tenho cinco filhos e uma neta.” O ator acrescentou que espera não ter de continuar a pagar as pessoas depois de sua aparição desta terça-feira. “Hoje me libertei de uma prisão”, disse ele, que também disse mais tarde que a sua situação financeira “não é das melhores”.

Depois de fazer seu anúncio, Sheen ainda voltou para mais dois blocos que chegaram a cerca de 30 minutos. No primeiro bloco, em que Sheen estava acompanhado por seu médico, o médico disse que Sheen “não tem aids” e é “saudável”, confirmando aquilo que Lauer chamou de “níveis indetectáveis do vírus em seu sangue.”

Mais cedo, Sheen disse que era “impossível” ter transmitido o vírus a qualquer pessoa, mas que teve relações sexuais desprotegidas com duas pessoas desde que foi diagnosticado, e alegou que estas pessoas estavam sob os cuidados de seu médico e “totalmente avisados com antecedência”. Embora Sheen tenha dito que não fez uso de drogas intravenosas, ele também disse que “não  tinha total certeza” de como havia contraído o vírus.

Lauer leu várias vezes uma carta que lhe foi enviada por Sheen, incluindo a parte que disse que seu diagnóstico o levou a cambalear no consumo de drogas, entre outros comportamentos. O coanfitrião do programa perguntou então a Sheen se o seu colapso público em 2011, no qual o ator falou sobre “vencer” e ter “sangue de tigre”, teria sido uma reação ao seu diagnóstico de HIV.

“Eu tenho a responsabilidade de melhorar a mim mesmo e de ajudar um monte de outras pessoas.”

“Eu gostaria de poder jogar a culpa nisso”, disse Sheen. “Isso foi mais de um comportamento agressivo. Talvez sob o embalo do diagnóstico”. Ele acrescentou: “Agora, eu tenho a responsabilidade de melhorar a mim mesmo e de ajudar um monte de outras pessoas. Espero que, com o que estou fazendo hoje, outros possam à frente e dizer: ‘Obrigado, Charlie. Agradeço por ter aberto esta porta!'”

O Today tinha anunciado que, em sua entrevista com Sheen, ele faria um “anúncio pessoal e revelador”, algo que vinha sendo comentado em vários relatos de que ele teria sido diagnosticado com a doença. Na segunda-feira, o National Enquirer revelou que Sheen é HIV positivo e Howard Bragman, publicitário de Hollywood e gerente de crises, disse à People que foi abordado por pessoas próximas a Sheen para lidar com a sua situação.


boa_sorte

Gabriel Estrëla escreveu a peça “Boa Sorte” a partir da sua experiência pessoal com o vírus HIV. A peça acompanha desde o dia do diagnóstico até o primeiro dia tomando antirretrovirais. No meio do caminho, ressalta a importância de ter com quem contar — família, amigos, namorado. Quem dera se todos pudessem ter a Sorte de encontrar pessoas como as que Gabriel encontrou! Com essa peça, talvez isso comece a ser mais comum.

Por isso é tão importante que consigamos levar esse trabalho para a frente. Há pessoas, e nós nem as vemos, precisando de ajuda. Talvez tenha alguém bem próximo e você nunca se deu conta. Ajudar a peça significa ajudar essas pessoas. Vestir o button, a camisa, usar o chaveiro do Boa Sorte é se identificar como alguém disposto a falar a respeito, a desconstruir preconceitos, a acolher alguém.

peca_-_save_the_date

Em julho de 2015, Gabriel decidiu revelar ao mundo a sua sorologia. Em uma postagem no Facebook, contou a todos que vivia com HIV já há cinco anos — e que estava muito bem. Fez isso justamente porque sabia que a sua realidade não era a mais comum entre os que vivem com HIV e sentiu que poderia ajudar.

texto_-_2

O Projeto Boa Sorte começou assim. Um desabafo. Uma necessidade individual que hoje grita pelo coletivo. Começou pela peça e foi além. Hoje, está na produção de um ensaio fotográfico de nu artístico, para registrar pessoas de sorologia positiva e negativa se abraçando de forma leve e cheia de cor — mostrando que somos iguais e que o preconceito não pode mais ter espaço.

mosaico-2

Semanalmente o projeto divulga as principais notícias sobre HIV/aids, em um clipping às segundas-feiras. Aos domingos, sugere livros, peças, poemas e filmes que falam a respeito. Com apoio do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) já fez várias séries de infográficos com informação acessível e relevante sobre o tema e temos mais uma já no forno.

texto_-_1

Boa Sorte também participa de encontros com governo, cursos de formação de lideranças, oficinas e palestras. Tudo isso porque Gabriel entendeu, ao longo desses 5 anos, que não falar a respeito não faz o vírus desaparecer. E talvez você entenda isso também.

Com uma só doação, você apoia várias iniciativas:

  • Montagem da peça no mês de Dezembro
  • Manutenção do Projeto Boa Sorte
  • Divulgação do Projeto Boa Sorte
  • Divulgação da Campanha “#EuFaloSobre”
  • Divulgação de informações sobre HIV/Aids (através do Projeto)

Este é um projeto de arte, saúde e educação. Um projeto de utilidade pública e abrangente: todos estamos suscetíveis ao vírus, e todos precisamos de projetos assim. Todos podemos ter irmãos, amigas, familiares, conhecidos contraindo o vírus. Mas, principalmente, todos podemos ser um apoio para alguém vivendo com HIV amanhã. E isso começa hoje.

Captura de Tela 2015-11-16 às 14.08.15

Para cada quantia doada, o Projeto tem uma previsão de recompensas para você. Você pode doar qualquer quantia, à vontade, mesmo se não quiser as recompensas. O importante é ajudar!

picture-792579-1446031325