Mês: novembro 2015

Morte e Vida Posithiva

A aids não é notícia mais em lugar algum do país e diversos aspectos da epidemia são negligenciados tanto pelos governos quanto pela imprensa e sociedade. O livro se torna importante ao problematizar esses aspectos. Não podemos deixar que o combate a esta epidemia esmoreça! O livro quer encorajar não somente as pessoas vivendo com HIV, mas também atingir qualquer pessoa que se encontra diante de um desafio desproporcional ao seu tamanho e que se sinta impotente a desenvolver sua resiliência. Na única experiência anterior, que foi a publicação de texto autobiográfico de 15 páginas no livro ‘Histórias de Coragem’, editora Madras, o autor recebeu diversos retornos de pessoas com HIV e seus familiares relatando uma mudança de atitude por parte do leitor. Mas, agora, você pode ser parte deste novo lançamento, adquirindo seu livro antes de todos! Que as dificuldades da Vida, sendo a Morte a principal delas para muita gente, são o que de mais natural e enriquecedor pode existir. Não se evolui em baladas ou manhãs de sol, mas nos desafios que temos pelo caminho. E sempre se pode virar …

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RS divulga Boletim Epidemiológico

Em coletiva de imprensa realizada hoje, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul divulgou os dados preliminares de seu Boletim Epidemiológico de 2015. Em 2014, a taxa de incidência de HIV no estado foi de 38,3 casos por 100 mil habitantes. No período de 2012 a 2014, essa taxa reduziu em 10,1%. O estado registra queda de óbitos relacionados ao HIV/aids, com redução de 11% no coeficiente de mortalidade, passando de 11,9 por 100 mil habitantes em 2003 para 10,6 em 2014. De 2002 a 2014, foram registrados 1.939 casos de aids em menores de 5 anos. Neste mesmo período, a taxa de incidência foi, respectivamente, de 19,3 e 7,2 por 100 mil habitantes. Essa diferença representa uma redução de 58,3% na taxa de transmissão vertical no estado. Estima-se que 89.312 pessoas estejam infectadas pelo HIV no Rio Grande do Sul. Desse total, 83,8% sabem de seu diagnóstico. 49,1% das pessoas já diagnosticadas com o HIV estão em tratamento antirretroviral. 71,1% das pessoas em tratamento no estado têm carga viral indetectável. De 1980 …

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Movimento de proteína regula infecciosidade do HIV

Quase 37 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV. Quando este vírus destrói tantas células do sistema imunológico que o corpo não consegue combater a infecção, a aids se desenvolve. No ano passado, a doença tirou a vida de mais de um milhão de pessoas. Durante os últimos três anos e meio, uma equipe de pesquisadores de seis universidades, liderada pela Universidade de Delaware e financiada pelos National Institutes of Health e pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, tem trabalhado para aprender sobre uma proteína que regula a capacidade do HIV de sequestrar uma célula e nela fazer iniciar sua replicação. Suas descobertas, relatadas recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, apontam para um novo caminho no desenvolvimento de possíveis estratégias para frustrar a replicação do vírus. A equipe incluiu cientistas da Universidade de Delaware, Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, Universidade de Illinois em Champaign-Urbana, Universidade Carnegie Mellon, Laboratório Nacional de Alto Campo Magnético na Universidade Estadual da Flórida e Faculdade de Medicina da Universidade de Vanderbilt. …

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PrEP infantil previne transmissão na amamentação

Um estudo feito em quatro países da África, publicado no The Lancet, mostra que administrar uma fórmula líquida de medicamentos para o HIV em bebês com até 12 meses, durante a fase de amamentação com as suas mães soropositivas, é altamente eficaz em protegê-los da infecção, incluindo no período de 6 a 12 meses após o nascimento, o qual não tinha sido analisado em pesquisas anteriores. O estudo é pelo professor Philippe Van de Perre, do Institut national de la santé et de la recherche médicale (INSERM), em  Montpellier, França, e seus colegas. Estratégias para prevenir a transmissão vertical do HIV-1 pós-parto na África, incluindo proteger diretamente as crianças através de profilaxia com formulações pediátricas especiais de medicamentos para o HIV, nunca haviam sido avaliadas depois de 6 meses de amamentação, apesar da amamentação ser recomendada até 12 meses após nascimento. Neste novo estudo, os autores tinham como objetivo comparar a eficácia e a segurança da profilaxia infantil com dois regimes de drogas (Lamivudina ou Lopinavir/Ritonavir) para evitar a transmissão pós-parto do HIV-1 em até 50 semanas de …

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As pessoas com medo de sexo

Imagine que mil pessoas, selecionadas aleatoriamente dentro da população norte-americana, fizeram sexo desprotegido ontem. Quantos deles vão morrer depois de contrair HIV de um único encontro sexual? Agora, imagine outras mil diferentes pessoas. Essas pessoas vão de carro de Detroit para Chicago amanhã, cerca de 480 quilômetros. Quantos vão morrer na viagem como resultado de um acidente de carro? Qual desses dois números é maior? Se você é parecido com os participantes de um novo estudo liderado por Terri D. Conley, da Universidade de Michigan, sua estimativa para o HIV deve ser maior — muito maior. A suposição média dos participantes do estudo para o caso de HIV foi um pouco mais de 71 pessoas por mil, enquanto a estimativa média para o cenário de acidente de carro foi cerca de 4 pessoas por mil. Em outras palavras, os participantes pensaram que somos aproximadamente 17 vezes mais propensos a morrer de HIV contraído a partir de um único encontro sexual desprotegido, do que morrer em um acidente de carro em uma viagem de 480 quilômetros. …

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Remédio para alcoolismo pode acordar HIV latente

Cientistas que buscam uma cura para o HIV/aids disseram que um medicamento destinado a agir contra o alcoolismo pode ser capaz de acordar o vírus dormente escondido no corpo e permitir que ele seja morto. A droga, da marca Antabuse, mas também vendida no formato genérico como Dissulfiram, foi dada a 30 pacientes soropositivos nos EUA e na Austrália, que já estavam tomando terapia antirretroviral. “O HIV dormente foi ativado.” Na maior dose dada houve evidências de que “o HIV dormente foi ativado”, disseram os pesquisadores, em um estudo publicado na revista The Lancet HIV, na segunda-feira, acrescentando que não encontraram quaisquer efeitos colaterais nocivos. Julian Elliott, do departamento de doenças infecciosas do hospital Alfred, em Melbourne, que trabalhou com Lewin, disse que acordar o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo. “O próximo passo é fazer com que essas células morram”, disse ele. A latência do HIV, estado em que o vírus permanece dormente no corpo de pessoas que tomam antirretrovirais, é um dos maiores obstáculos para alcançar uma cura para a infecção …

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Charlie Sheen revela ser HIV positivo

No programa Today desta terça-feira, Charlie Sheen revelou que é HIV positivo. “Estou aqui para admitir que eu sou HIV positivo”, disse o ator. “Tenho que pôr fim a esta enxurrada de ataques, subverdades e histórias muito prejudiciais e volúveis, que ameaçam a saúde de tantos outros que poderiam estar mais longe da verdade.” Em uma conversa com Matt Lauer hoje no estúdio em Nova York, Sheen disse ter sido diagnosticado com a doença cerca de quatro anos atrás e que soube que tinha HIV depois de enfrentar dores de cabeça, “enxaquecas enlouquecedoras” e “suar na cama por duas, três noites seguidas”. Ele contou que foi posteriormente hospitalizado, e explicou que chegou a pensar que tinha “um tumor cerebral e que estava tudo acabado.” Após uma série de testes, disseram-lhe que ele tem HIV. “São três letras duras de aceitar.” “São três letras duras de aceitar”, disse Sheen. “É um ponto de virada na vida de qualquer um.”  Quando perguntado sobre quantas pessoas ele contou da sua condição, Sheen disse: “Eu já contei para pessoas …

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Boa sorte!

Gabriel Estrëla escreveu a peça “Boa Sorte” a partir da sua experiência pessoal com o vírus HIV. A peça acompanha desde o dia do diagnóstico até o primeiro dia tomando antirretrovirais. No meio do caminho, ressalta a importância de ter com quem contar — família, amigos, namorado. Quem dera se todos pudessem ter a Sorte de encontrar pessoas como as que Gabriel encontrou! Com essa peça, talvez isso comece a ser mais comum. Por isso é tão importante que consigamos levar esse trabalho para a frente. Há pessoas, e nós nem as vemos, precisando de ajuda. Talvez tenha alguém bem próximo e você nunca se deu conta. Ajudar a peça significa ajudar essas pessoas. Vestir o button, a camisa, usar o chaveiro do Boa Sorte é se identificar como alguém disposto a falar a respeito, a desconstruir preconceitos, a acolher alguém. Em julho de 2015, Gabriel decidiu revelar ao mundo a sua sorologia. Em uma postagem no Facebook, contou a todos que vivia com HIV já há cinco anos — e que estava muito bem. …

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