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Feliz dia do médico!


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Neste domingo (18) é comemorado o Dia do Médico no Brasil e em alguns países onde o cristianismo é forte, como Portugal, Bélgica, Espanha, Itália e Polônia. A data foi escolhida em homenagem ao santo do dia, São Lucas. Ele teria estudado medicina em Antioquia (Turquia) e também teria sido pintor, músico e historiador. Consta na literatura católica que Lucas conviveu com o apóstolo Paulo e foi chamado por ele de “o médico amado”. Há muitos assim chamados nos dias atuais por causa do amor que dedicam em sua missão de cuidar de vidas, promovendo saúde, bem-estar, confiança, compreensão e respeito. No caso de pacientes com HIV/aids, desde sempre  marcados pelo estigma e pelo preconceito, esse tratamento é tão importante quanto os antirretrovirais. Por isso, aproveitamos a oportunidade para homenagear médicos que sempre estiveram na linha de frente das batalhas contra a aids.

Nos consultórios, hospitais, gabinetes, nas ruas. Eles são incansáveis na luta contra aids:

Paulo Teixeira

foi criador do primeiro programa de DST/aids na América Latina, em 1983. Na época estava à frente do Programa de Hanseníase da Divisão de Dermatologia Sanitária, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, onde lutava para garantir assistência adequada e redução do estigma e do preconceito em relação aos portadores de hanseníase. Quando os primeiros três casos de aids foram notificados no estado, convenceu o então secretário da Saúde, João Yunnes, a criar um programa para enfrentamento da epidemia. Nascia, o que viria a ser o Programa Estadual DST/Aids. Em 1985, o modelo paulistano já era referência para doze estados.

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Médico formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu), com especialização em dermatologia pela Universidade Federal Paulista (ex-Escola Paulista de Medicina) e em saúde pública pela Faculdade de Saúde Pública de São Paulo/USP. Paulo Teixeira coordenou o Programa de Aids do Estado de São Paulo em vários momentos, de 1983 a 1987, 1990 a 1991 e 1995 a 1996. Em 1994, desenvolveu trabalhos de consultoria para a Organização Panamericana de Saúde (Opas); de 1996 a 1999, ocupou a função de consultor técnico do Programa de Aids nas Nações Unidas (Unaids) para América Central e Cone Sul. Em 2000, assumiu a direção da Coordenação Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde. Em sua gestão, propôs a quebra de patentes dos remédios importados, caso os preços não baixassem. Ajudou a organizar o Fundo Mundial para a Aids, Tuberculose e Malária. Sob sua coordenação, o Programa Nacional de DST/Aids foi agraciado com o Prêmio Bill e Mellinda Gates. O prêmio, equivalente a US$ 1 milhão, foi integralmente usado para projetos de casas de apoio a portadores de HIV/aids.

Dirigiu o Programa de Aids da Organização Mundial da Saúde, em 2003. Ao mesmo tempo, participou de inúmeras batalhas que culminaram na Declaração de Doha (2001), onde pela primeira vez, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reconheceu que o acordo internacional de patentes não deve se sobrepor às questões de saúde pública. Desde 2004, Paulo Teixeira está em São Paulo onde exerce a função de consultor sênior do Programa Estadual DST/Aids-SP.

Zarifa Khoury chegou no Hospital Emílio Ribas junto com os primeiros casos da doença. Médica infectologista, tem graduação em medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes (1982) e mestrado em infectologia pela Universidade Federal de São Paulo (1992). É coordenadora do ambulatório e monitora de residentes no Hospital Emilio Ribas, onde começou em 1983. O primeiro paciente com aids que a médica atendeu foi também um dos primeiros casos diagnosticados no país. Um cabeleireiro gay, que tinha morado em São Francisco, nos Estados Unidos.

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Responsável pela Cadeira de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, também trabalha no Hospital Albert Eisntein e no Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, onde, no último ano, coordenou o projeto Consultório na Rua, no bairro Campos Elíseos, na região conhecida como “cracolândia”. O projeto consiste em ir até as pessoas e tratá-las individualmente, na rua, com agentes de saúde levando as doses de antirretrovirais na hora certa.

Atualmente, Zarifa luta para que o governo crie um protocolo específico de tratamento de HIV/aids para população de rua. Segundo ela, no Hospital Emílio Ribas, de 40 leitos designados aos pacientes com a doença, 34 costumam estar ocupados por moradores de rua, 80%  deles sem adesão ao tratamento.

David Uip é um político que não quer abandonar o consultório. Considerado um dos melhores especialistas em HIV/aids, é um dos pioneiros no tratamento de pacientes com a doença  país. Hoje é  secretário estadual da Saúde do Estado de  São Paulo. Costuma dizer que cargo nenhum na política ou onde quer que seja o afastará do consultório médico, pois sua paixão são os pacientes.

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Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Fundação Universitária do ABC (1975), fez mestrado em doenças infecciosas e parasitárias pela Universidade de São Paulo (1989) e doutorado na mesma área pela mesma instituição (1993). Foi diretor do InCor (Instituto do Coração) e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. É também livre docente da USP.

David Uip tem trabalho importante no tratamento de pacientes em países da África e também é reconhecido pelo sucesso das pesquisas realizadas na Casa da Aids,  instituição que funcionou por 18 anos como uma das principais referências de tratamento gratuito em  São Paulo, num prédio na Rua Frei Caneca. Em 2012, o projeto fechou as portas e os quase três mil pacientes que eram atendidos ali foram encaminhados ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas. No ano passado, a casa reabriu, em Pinheiros.

Cáritas é uma infectologista com atuação em diversas áreas. Ela tem muitos títulos: Medicina pela Universidade de Brasília com especialização em Saúde Pública pela USP (Universidade de São Paulo), Avaliação de Programas de Controle de Processos Endêmicos pela Fiocruz, mestrado em Saúde Pública,  pela USP, doutora em Ciências pelo Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP. Entre as inúmeras pesquisas e estudos das quais participou estão a QualiAids, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP; foi investigadora principal dos protocolos multicêntricos SILCAAT e ESPRIT patrocinados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) para melhorar a resposta à epidemia das pessoas vivendo com HIV/aids.

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De 1998 a 2003, foi gerente de Assistência no Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo e, de 2011 a 2013, trabalhou como coordenadora do Programa de DST/Aids do município de Embu das Artes.

Desde 2014, Cáritas coordena a área de Assistência do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, atuando principalmente no planejamento, na avaliação e na assessoria técnica das atividades dos serviços  de assistência especializada (SAE); assim como na emissão de notas técnicas e na promoção da capacitação dos profissionais da rede para melhorar a qualidade do trabalho. E, também atua como médica infectologista no CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids do Estado de São Paulo).

Helizabet Ayroza Ribeiro atende mulheres com endometriose e HIV. Ela terminou sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia na Santa Casa de São Paulo no ano de 1998. Desde então, atua como professora nesta entidade na qual defendeu mestrado no ano de 2006 e doutorado em medicina no ano de 2010. Dedica-se à Ginecologia Minimamente Invasiva com interesse especial à Videolaparoscopia e Videohisteroscopia.

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Atualmente, participa de estudos que investigam a interferência de diversos fatores biomoleculares na gênese e na progressão da endometriose, bem como os efeitos do tratamento da endometriose na qualidade de vida das mulheres portadoras desta doença. A médica atende várias mulheres vivendo com HIV/aids que têm endometriose.

 

Eles têm atuação fundamental na adoção das políticas de combate à aids:

Fábio Mesquita está à frente das ações nacionais de combate à aids. Formado em medicina pela Universidade Estadual de Londrina,  desde julho de 2013, é diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde. Doutor em saúde pública pela USP (Universidade de São Paulo) e especialista em HIV/aids, ela já coordenou os Programas Municipais de DST/Aids em Santos, São Vicente e São Paulo. Também chefiou as unidades de Prevenção e Direitos Humanos do então Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde, hoje Departamento.

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Fábio é fundador e membro honorário permanente da Associação Internacional de Redução de Danos (em inglês International Harm Reduction). Antes de ser convidado para assumir a direção do Departamento, era membro do Corpo Técnico da Organização Mundial de Saúde (OMS), atuando no escritório do Vietnã, com base em Hanoi. Foi também coordenador da OMS (Organização Mundial da Saúde) na região da Ásia e do Pacífico, das ações de controle da epidemia de HIV/aids entre as pessoas que usam drogas. Tem vasta experiência na área de saúde coletiva, com ênfase em gestão pública do Sistema Único de Saúde (SUS), gerência de programas de DST/aids e de políticas públicas sobre drogas no Brasil e no mundo.

Maria Clara Gianna coordena cerca de 140 municípios no estado de São Paulo. Está à frente do Programa Estadual de DST/Aids do Estado de São Paulo, que coordena mais de 140 municípios  nas políticas de prevenção e combate à doença. É médica sanitarista, formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa.

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Maria Clara já foi diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Programa Estadual DST/Aids, entre 1989 e 1994, técnica da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Programa Estadual DST/Aids entre 1988 e 1989. Também foi coordenadora adjunta do Programa Estadual e diretora-adjunta do CRT (Centro de Referência e Treinamento DST/Aids), uma das referências mundiais na luta contra a aids, vinculado ao Programa Estadual, de 1995 até 2005. Participou da elaboração do Plano Nacional para Aids de Luanda, em 2003.

Eliana Gutierrez comanda as políticas de aids na cidade de São Paulo. Eliana Gutierrez coordena o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo desde 2013. Ela se formou em medicina, fez residência médica no Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias, especialização em Saúde Pública e doutorado em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP.

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Pela Santa Casa de São Paulo, especializou-se em medicina do trabalho. Atuou principalmente nas áreas de imunodeficiência humana e tratamento antimicobacteriano. Ocupou a direção-adjunta do Centro de Epidemiologia, Pesquisa e Informação da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e a direção da Casa da Aids, serviço ligado à Secretaria de Estado da Saúde.

Pedro Chequer é um desbravador de fronteiras. Médico sanitarista e epidemiologista, é um dos principais nomes do combate à aids e ao preconceito no Brasil e no mundo. Cofundador do Programa Nacional de DST/Aids, hoje Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, dirigiu o órgão por duas vezes, entre 1996 e 2000 e 2004 a 2006.

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Foi representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para a região do Cone Sul (Argentina, Chile e Uruguai), na Rússia, interinamente em Moçambique, e duas vezes no Brasil. É especialista em saúde pública, dermatologia sanitária e mestre em epidemiologia pela Universidade da Califórnia em Berkeley (USA). Atualmente está na diretoria e conselho da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar e Aids).

Almir Santana foi o primeiro médico a cuidar de um soropositivo em Sergipe. De  Aracaju (SE), é médico formado pela Universidade Federal de Sergipe em 1981, com especialização em Saúde Pública. Ele coordena o Programa Estadual de DST/Aids daquele estado desde 1987 e é professor de biologia desde 1982.

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Foi o primeiro médico a aceitar atender pacientes com HIV em Sergipe, 24 anos atrás. Com especialização em Saúde Pública, Almir Santana desenvolveu ações inovadoras, a exemplo das campanhas de prevenção regionalizadas no Brasil. Criou o Camisildo, a Unidade Móvel Fique Sabendo e o Programa de Prevenção da Sífilis Congênita em parceria com a Igreja Católica. Além disso,  integra grupos de trabalho na área de comunicação do Departamento Nacional DST/Aids e Hepatites Virais. Mantém um blog no portal Infonet, no qual  escreve sobre saúde, especialmente HIV/aids e outras DSTs.

Rosa de Alencaré a paraense que coordenou a criação dos ensaios clínicos do Centro de Referência em DST/Aids de São Paulo. É coordenadora-adjunta do Programa Estadual de DST/Aids do Estado de São Paulo. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Pará, em 1984. Iniciou a carreira  no CRT-SP em 1989, após a especialização em infectologia no Hospital Heliópolis. Nessa época,  integrava a equipe do ambulatório, tendo sob seus cuidados grande número de pessoas vivendo com HIV/aids. Realizava atividades de capacitação de profissionais da saúde para o atendimento a portadores de aids em todo o Estado.

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Em 1993, assumiu o Serviço de Assistência à Saúde do CRT. A partir de 1995, passou a atuar na estruturação e na ampliação da rede de serviços especializados e das modalidades assistenciais, como implantação de hospitais-dia e assistência domiciliar terapêutica, além dos SAEs (Serviçso de Assistência Especializada). Coordenou em 1995, dentro do CRT, o campo de pesquisa do primeiro Estudo Clínico Multicêntrico realizado no Brasil para avaliação da eficácia de um inibidor da protease. Iniciava-se o processo de estruturação da atual unidade de ensaios clínicos, referência para o Estado.

Destacamos 15 profissionais. Por meio deles, estendemos nossa homenagem a todos os demais que se dedicam a cuidar das pessoas vivendo com HIV/aids, promovendo não apenas saúde mas também respeito, confiança, amor, compreensão, cumplicidade, entre outros princípios tão essenciais no tratamento desses pacientes marcados pelo estigma e pelo preconceito.

 

Os avanços da aids passaram pelas mãos desses profissionais:

Esper Kallás é referência em pesquisas de vacina contra o HIV. Nasceu em Itajubá (MG) e concluiu mestrado e doutorado em doenças infecciosas e parasitárias. É médico infectologista e imunologista, professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e livre-docente pela mesma instituição, em 2009. Também é pesquisador do LIM-60, Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia, onde realiza projetos de medicina de tradução, trazendo conceitos de ciência básica para aplicações clínicas em diversos tratamentos.

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Esper é responsável pelo PrEP Brasil na USP, o estudo que visa implementar a profilaxia pré-exposição no Brasil. É o investigador principal da unidade de pesquisa clínica que estuda novas drogas e vacinas terapêuticas e preventivas em parceria com o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Nise Yamaguchi é uma oncologista incansável na busca do tratamento humanizado. Médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em 1982, com mestrado e doutorado também em medicina na FMUSP, Nise Yamaguchi é considerada uma das melhores oncologistas do país. Fez, em 1983, vários cursos e estágios na Alemanha e na Suíça em medicina humanizada e  antroposofia. Também fez intercâmbio científico no Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova York e no MD  Anderson Cancer Center de Houston, ambos nos Estados Unidos.

Sua residência foi em clínica médica e imunologia no Hospital das Clínicas da FMUSP, de 1984 a 1986, e estagiou em oncologia na Clínica Paulista de Oncologia. Nise recebeu ainda os títulos de especialista em oncologia clínica pela European Society of Medical Oncology e pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e Associação Médica Brasileira e em Alergia e Imunopatologia pela Associação Médica Brasileira.

Tem o título de Médica Cancerologista com área de atuação em Oncologia Clínica pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC). Foi diretora científica da SBC entre 1997-2000, quando participou da idealização e da organização dos Centros de Alta Complexidade no Brasil.

 É diretora do Instituto Avanços em Medicina e  sua linha de pesquisa é sobre medicina personalizada no câncer, dando aula regularmente sobre o tema no Curso de Pesquisa Clínica da Harvard Medical School.  Ajudou a fundar a World Cancer Alliance, sediada em Lyon, onde colabora para melhorar o acesso ao tratamento do câncer em países de baixa e média  rendas.

Marinella Della Negra é referência nacional no tratamento de crianças com aids. Especializada em aids pediátrica,  se formou pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo em 1971. Fez pós-graduação no Instituto Brasileiro de Pesquisas em Gastroenterologia com a tese “Correlações clínico-patológicas e laboratoriais das alterações hepáticas na Aids pediátrica”.

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Participou, como médica residente do Hospital Emílio Ribas, do tratamento de vítimas de epidemias, como a de febre tifoide, ocorrida no Parque Edu Chaves, e a de meningite, que durou até 1975 e atingiu toda a capital. Durante a década de 70, cuidou também de pacientes portadores de diversas moléstias infectocontagiosas, como leptospirose, difteria, hepatite, entre outras. Fez estágio nos Estados Unidos, no North Shore University Hospital e no Albert Einstein Hospital, ambos em Nova York.

Marinella começou a trabalhar com crianças portadoras do HIV em 1985, quando muito pouco se conhecia sobre a aids e sua forma de transmissão. Foi quando aceitou acompanhar pela primeira vez um bebê soropositivo recusado por outras equipes. A partir daí,  passou a pesquisar a aids pediátrica e a procurar informações com especialistas, em revistas e em instituições internacionais. Os casos seguintes de crianças com HIV foram encaminhados a Marinella. Aos poucos, ela formou uma equipe que se  tornou altamente especializada no tratamento de crianças soropositivas.

Em 1989, a infectologista fundou  a Associação de Auxílio às Crianças Portadoras de HIV. Além de ajudar os doentes, fornecendo remédios, cuidando de seu encaminhamento a hospitais e ambulatórios, e de transmitir informações sobre a doença a pacientes e suas famílias, a entidade também organizou o primeiro encontro sobre aids pediátrica no Brasil.

Rosana Del Bianco conhece a realidade da aids desde os primeiros casos. Foi também no Hospital Emílio Ribas que teve contato com os primeiros doentes de aids e conheceu o médico Paulo Teixeira, fundador do Programa Estadual de DST/Aids.

“Na época (1983) também éramos estigmatizados. As pessoas tinham medo, achavam que aqueles que tratavam pacientes com aids eram infectados também”, ela conta.

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Rosana se formou em medicina em 1971, pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), fez mestrado em doenças infecciosas e parasitárias pela mesma instituição, em 1980, doutorado em infectologia (1998) e residência médica, em 1974. É funcionária da Faculdade de Medicina da USP.

A infectologista ajudou a fundar o primeiro hospital dia especializado em aids no país em 1986, dentro do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids-SP). Também já trabalhou no Ministério da Saúde e fez treinamentos para outros profissionais de Saúde no CRT e em Moçambique, na África.

Em 17 e 18 de outubro pela Agência de Notícias da Aids

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

17 comentários

  1. Fraternal diz

    PARABÉNS a todos aqueles que lutam diariamente pelo bem estar dos seus pacientes!

  2. M. diz

    Parabéns!!! Obrigado por lembrar JS, terei consulta essa semana e não esquecerei de parabenizar meu médico e levar um presentinho! 😀

  3. Leo diz

    Pessoal,
    Hoje pela manhã fiz um teste rápido no CTA, que deu positivo para HIV e negativo para as demais (hepatite B e C, Síffilis. Repeti o teste do HIV, que deu novamente positivo. Há chances de terem ocorridos 2 falsos positivos?
    Acho muito difícil, né? Então, já marquei infectologisto e devo seguir os próximos passos pós-descobrimento: consulta, exames, consulta, começar a tomar os medicamentos…
    Quais as dicas de vocês pra alguém que decobriu hoje que está infectado?
    Muito obrigado!

    • Amigo diz

      Leo

      Sabemos que não é fácil receber esse diagnóstico, mais saiba que não é uma sentença de morte, faça seus exames para saber a carga viral, cd4, tomar todas a vacinas, tomar seus medicamentos direitinho, fazer atividade física e pronto, o resto é só viver!

    • Joseph diz

      Não é simples receber o diagnóstico, mas por conta do estigma. Você tem que ignorar as opiniões de leigos sobre o dia a dia de quem é soropositivo, e saber que: vai ficar tudo bem. Você terá horário regrado para tomar o remédio, fazer exame de 6 em 6 meses, se alimentar melhor, praticar esportes e se amar muito! Ou seja, tudo que uma pessoa qualquer deveria fazer: se cuidar de verdade. Recomendo acompanhamento psicologico, com nutricionista. Fora isso, vida que segue! Vida normal. Não deve se sentir culpado por isso, somente responsavel pelo que você tem: um virus, que possui tratamento. E outra coisa, não fique procurando pesquisas e efeitos colaterais dos medicamentos a curto/longo prazo, pra não ficar neurado, acredite no que o teu infecto te falar e pergunte tudo a ele, mesmo que seja “bobo”.

      Sinta-se abraçado e felicidades!

    • M. diz

      Sinto muito Leo, não tem sido fácil para mim estou a 6 meses nessa. Mas por incrível que pareça não tem sido tão dificil assim, o que mais me atrapalha é minha cabeça. Comecei terapia a 1 mês e meio e aconselho muito!

      Abraço

  4. Cauã+ diz

    Parabéns aos nossos anjos da guarda q nos acompanham nesta batalha!

  5. Gil diz

    Leo.
    Também fui diagnosticado recentemente. Meu mundo desabou, mas fui à luta. Não parei de focar em manter o trabalho com qualidade e em SABER TUDO o que podia saber sobre tratamento. Mas não foi muito legal. Melhor mesmo seria apenas seguir a orientação do médico e da literatura especializada. Tem muito site ruim e muito artigo lixo.
    Sabe, mantenha-se focado em sua rotina. Eu trabalho bastante e nem tive tempo de chorar. E acho que, de verdade, nem preciso. Foi de uma forma inesperada e criminosa. Mas foi. Já estou em tratamento há 5 meses. Mostro meu caso porque pode te ajudar a criar uma base do que pensar, do que fazer agora.
    Tomo a medicação regularmente às 23 horas (às vezes um pouco depois, uns minutos antes), tomo vitaminas, em especial a vitamina C e D (que entra em declínio nos soropositivos, segundo a minha infectologista), pratico mais esportes, bebo menos, porque a bebida alcoólica prejudica o sistema imunológico, me alimento bem, passei a dormir um pouco mais diariamente (nunca menos de 7 horas…e eu dormia umas 5h, ou pouco mais), mudei e melhorei.
    Já estou praticamente indetectável (67 cópias) e células de defesa CD4 em nível normal (quase 800). Já adoeci, mas não por causa do vírus, pois a contagem baixa de vírus, em função da medicação e de bons hábitos, te mantém como qualquer pessoa sem o HIV.
    Você tem o HIV, mas não tem AIDS, é importante lembrar disso.
    Não deixe a doença chegar. Trata-se bem. Não comente com muitas pessoas, quanto menos gente souber, menos gente irá fofocar. Segredo é só de uma pessoa. Se duas sabem, não é mais segredo.
    Não cometa excessos. Até porque, por muito tempo, por mais que sua mente saiba, seu coração te lançará no medo, se você adoecer, ligando a doença ao vírus, que em geral, não será.
    Faça os exames, escolha um médico que te dê forças.
    Procure um psicólogo, de preferência que atue com soropositivos (eu sou psicólogo, tinha pacientes soropositivos no Sul, mas não era especializado e hoje, reconheço, há muita diferença… ainda bem que eles estavam trabalhando outras questões, senão, eu teria errado no método, admito!). Uma nutricionista é muito indicado. Reforçar seu sistema imunológico é sempre uma garantia.
    Logo, logo, as terapias vão mudar. De poucos comprimidos diários, ou só um, como a maioria toma (eu tomo 3, porque havia hepatite junto, já em remissão), os tratamentos serão tomados de forma diferente.
    Não neurotize pra viver esperando cura. A curto/médio prazo, a chance é mínima. Mas quando vier, se fizeres a ADESÃO RESPONSÁVEL ao tratamento (tomar a TARV diariamente, religiosamente, obsessivamente), estarás sadio, normal quando a cura chegar.
    Haverá cura, mas por enquanto, é só conjectura. Viva a vida um dia de cada vez, porque é só isso que há. Faça tudo bem feito, pra você se sentir feliz, por você e para você! Pois quem você quer bem estará feliz com sua energia e felicidade e seu exemplo servirá para muita gente!
    O vírus detesta gente feliz, pois ele se enfraquece e nosso emocional ajuda a prevenir quedas imunológicas. A ajuda espiritual é boa pedida, mas não fanatize.
    Transe, goze muito, mas sempre com camisinha, para não infectar ninguém, ok?
    Bem vindo a uma nova vida, rapaz! A sua, a sua linda vida, que pede valor. O que passou, passou. O que aconteceu, já foi. Agora, bola pra frente.
    Conte com este blog e as pessoas maravilhosas que aqui trocam dicas.
    É um ótimo remédio. Sucesso e paz!
    A gente se vê na festa da cura!

    • Michel diz

      A poucos dias após ser diagnostico ler um texto-relato desse é motivador e encorajador!

      Obrigado Gil, por compartilhar essa positividade com a gente.

  6. Digo diz

    Leo, só posso te dizer uma coisa: passada a fase da deprê, que é absolutamente normal, a minha vida em muitos aspectos melhorou.
    Por causa do vírus? Claro que não… Mas por causa da minha própria mudança de atitute.
    Tive o diagnóstico em 2009; comecei com a TARV em 2010… De lá pra cá fiz minha primeira viagem internacional (e a segunda, e a terceira), fiz pós-graduação (depois de anos parado), comecei a frequentar academia (de onde eu passava longe), mudei de emprego (para ganhar mais e trabalhar menos!!!) e, principalmente, passei esses cinco anos muito mais próximo da minha família – coisa que eu não fazia antes.
    Não vou negar que vez ou outra bate uma certa tristeza – mas quem não as tem, não é?
    Em resumo: vida que segue!, e pode seguir ainda melhor, basta você decidir assim!

  7. Mommy diz

    Nossos médicos são as melhores bula de remédio que existem! Realmente não seríamos tão bem encaminhados não fossem seu carinho e dedicação. Nunca li uma bula sequer dos medicamentos que tomo, assim como praticamente não leio nada fora deste blog, nem tampouco as matérias sensacionalistas que passam vez ou outra na TV, pois informação controversa pode prejudicar nossa imunidade e tudo o que queremos é estar cada vez mais fortes pra vida.
    Também tive uma melhora significativa na minha qualidade de vida devido às minhas mudanças internas, a minha reforma íntima. É clichê, mas clichê é pra isso mesmo, portanto, valorizo muito mais o lado positivo das pessoas ao meu redor, evito julgamentos, olho para coisas na vida que jamais prestava atenção, minha vida profissional melhorou muito, meus programas sociais ficaram muito mais qualitativos, enfim, se estamos passando por tudo isso, é porque algum motivo muito especial tem por trás, então, vamos aproveitar porque nos está sendo dada a chance de evoluir e estou realmente aproveitando essa oportunidade!
    Beijinhos, da Mommy.

  8. AmigoPositivo diz

    Bom, gente, o que tenho a dizer é que o baque inicial é difícil, mas passa, como todos sabem, com o tempo! Trabalhar o psicológico é o mais difícil dos desafios, pois o vírus pode ser controlado quando se adere ao tratamento. O estigma que gira em torno dos portadores é cruel, mas ele só lhe afeta até o momento em que você não se aceitar. Quando você se aceitar soropositivo e deixar a vida fluir (se cuidando e vivendo) o julgamento alheio não vai fazer tanta importância. É um processo longo pelo qual estou passando, mas não penso em desistir em nenhum momento, porque eu amo os meus, amo viver nesse mundo, amo conhecê-lo e explorá-lo. Tristeza bate até em quem não tem nada, então, pode bater na gente também, afinal, passamos a ter uma sensibilidade (outrora adormecida) que aflora após o diagnóstico, assim penso eu. Não se deixem abater tão fácil, pois isso afeta nossa saúde também, reflete no nosso sistema imunológico. SE CUIDEM E CAMINHEM PRA VIDA!

  9. Positivo diz

    Não sabia que a vitamina D e C caem em soropositivos, alguém me explica isso?

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