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Literatura pós-coquetel (parte 1)


Por em 6 de outubro de 2015 para Revista Cariri

cariri

Houve um tempo em que viver com HIV era sinônimo de sentença de morte. E houve um tempo em que esta sentença não existia discursivamente nas realidades dos governos e das políticas públicas.

O início da epidemia de aids foi marcado pelo pânico moral e o processo de implementação do neoliberalismo no mundo, o que levou o então Presidente dos EUA Ronald Regan a vergonhosamente pronunciar o nome da síndrome em público apenas em 1987, próximo ao final do seu segundo mandato. Naquele momento já faziam mais de quatro anos desde que o vírus tinha sido identificado e contabilizava-se milhares de mortes.

silcence-death

A reação a tal negligência viria dos movimentos sociais e em especial dos ativismos ligados às artes. Era a época do surgimento do Queer Nation e do Act Up, este último com seu clássico slogan: silêncio = morte. Diante da flagrante omissão das autoridades, era necessário falar. E foi assim que se configurou um fenômeno, chamado por Marcelo Secron Bessa de “epidemia discursiva”. A temática da aids invadia as artes como estratégia política de atuação e visibilidade. Nas artes visuais como o graffiti de Keith Haring; no audiovisual com o chamado New Queer Cinema; no teatro com peças como “Angels in America” de Tony Kushner; “Rent” de Jonathan Larson e “The normal heart” de Larry Kramer, nas performances e happenings com ocupação de Igrejas e prédios públicos. Além de nosso foco principal por hora: a Literatura.

Escritores como Susan Sontag, Michael Cunningham, Armistead Maupin fizeram parte desta geração. Assim como a tuberculose invadira a literatura no final do século XIX e início do século XX (“A montanha mágica”, de Thomas Mann é um exemplo emblemático), a aids vai passar a ser um tema fundamental na produção destes autores. No Brasil, tal fenômeno ocorreu, por exemplo, com a obra de Caio Fernando Abreu. Escrevendo em 1984 o primeiro texto de nossa literatura que contem a palavra aids: a novela “Pela Noite” presente no livro “O triângulo das Águas”. Vale lembrar que a epidemia esteve presente em seus escritos até sua morte em 1996.

as horas

Porém, nas construções narrativas recentes da aids existe uma espécie de ponto de mutação. A descoberta dos potentes antirretrovirais, o chamado coquetel, exatamente naquele ano de 1996 vai dar uma nova configuração à epidemia e sua discursividade. Podemos afirmar que em termos de literatura norte-americana, este ponto de mutação ocorre no romance “As horas” (1999) de Michael Cunningham (adaptado para o cinema em 2001 com direção de Sthephen Daldry). Em um trecho do livro é possível perceber um diálogo onde o personagem vivendo com HIV argumenta que pode sim viver por anos, mas acaba dando fim à sua vida por motivos que não eram especificamente relacionados à síndrome. É o momento em que a morte em decorrência da aids passa a não ter mais centralidade na construção das narrativas contemporâneas. A partir de então, presenciamos a emergência de diversas obras características do que temos chamado de uma “literatura pós-coquetel”. Em especial em livros de outro escritor norte-americano já citado, Armistead Maupin, como “Ouvinte da Noite” (2000) e “Michael Tolliver Lives” (de 2007. “Michael Tolliver está vivo”, em tradução livre. Inédito no Brasil). No primeiro, vemos o companheiro do protagonista ressurgir do leito de morte ao mesmo tempo em que põe fim ao relacionamento e, no segundo, ficamos sabemos que o clássico personagem da série de livros “Tales of the City” (“Histórias da Cidade”), dos anos 1970 e 1980, não morreu em decorrência da aids e é um cinquentão soropositivo vivendo em São Francisco.

snow queen

Se na obra de Maupin a temática da aids continua a aparecer vigorosamente, nos livros de Michael Cunningham pós-coquetel a epidemia passa a figurar apenas como uma vaga memória triste. É o que acontece nos romances “Ao anoitecer” (2010) e “The Snow Queen” (de 2014. Inédito no Brasil). Vale lembrar que os dois primeiros livros deste escritor estão marcadamente atravessados pela aids: “Uma casa no fim do mundo” (1990) e “Laços de Sangue” (1994).

Logo, muitas são as reconfigurações da epidemia. Ao mesmo tempo da emergência de uma vida possível com HIV, vieram sua feminização, o aumento dos casos entre jovens, o deslocamento dos óbitos para os países periféricos, o Brasil deixando de ser uma referência mundial por conta do fundamentalismo evangélico. Além dos surgimentos do tratamento como prevenção (TasP); e das chamadas Profilaxias pós-exposição (PEP) e pré-exposição (PrEP). Momento em que marca uma nova fase da relação de saber-poder com a indústria de fármacos.

Como estas questões passam a ser ditas e vistas (ou não) nas artes e em especial na Literatura? Em 2015, tivemos traduzidos para o Brasil dois livros interessantes desta possível “literatura pós-coquetel”: “Dois Garotos se Beijando”, romance de David Levithan e “Pílulas Azuis”, HQ de Frederik Peetrs que podem ajudar em algumas destas reflexões, mas estes serão temas para nossas próximas postagens.

Alexandre Nunes

Alexandre Nunes
Professor de “Comunicação e Cultura” da Universidade Federal do Cariri – UFCA. Doutorando em “Cultura e Sociedade” pela UFBA.


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58 comentários

  1. Hans diz

    Eu conheço uma pessoa que é portadora do HIV há 23 anos, ela é da época dos 20 até 30 compridos por dias!
    Fico pensando, com a modernidade dos medicamentos e tratamento a fácil adesão e menos toxicidade dos antirretrovirais acho que todos soropositivos vão morrer de velhice!
    Eu uso esse site para me preparar para um diagnóstico. Tive uma relação desprotegida e 33 dias dps fiz um teste rápido e deu não reagente, agora já são 2 meses e não tive nenhum sintoma, vou esperar 3 e encerrar o caso. Eu tenho quase certeza q é paranóia minha, mas tem um lado bom nessa história que estou vivendo, eu conheci pessoas incríveis nesse blog lendo as histórias de vida de vcs!

    • AmigoPositivo diz

      Hans,

      cara, o que eu te digo é: NÃO VACILE DE NOVO, NÃO SE EXPONHA DE NOVO! Aproveite essa chance, agarre isso, dissemine informação pros seus amigos e viva sua vida de maneira segura!

      • Diego diz

        Por mais seguro que se possa viver sendo soropositivo, eu preferiria mil vezes, nao precisar estar passando por isso, tomar meu único comprimido pela noite, porque ele me deixa totalmente alucinado, ou me preocupar pegando uma simples gripe, ou pensamentos que vem e vão o tempo todo na sua cabeça.

    • Ombro Amigo diz

      Existem pessoas que já são portadoras do vírus há 30 anos ou mais. Os primeiros coquetéis eram consideravelmente tóxicos e passavam facilmente de 30 comprimidos. Mas isso foi há quase 20 anos. Hoje a quantidade de comprimidos diminuiu e a qualidade de vida só aumentou. Como já foi publicado no blog: já temos o 3 em 1. Quem imaginava que o HIV seria controlado por um único comprimido diário? em pouco tempo, o tratamento possa ser semanal, mensal e quem sabe até a cura possa ser encontrada.

      Hans, é o seguinte: o teste rápido tem uma precisão altíssima respeitado o tempo de janela imunológica de 30 dias. Então, esfrie a cabeça e não deixe de usar camisinha, a possibilidade de você ser soropositiva é praticamente nula. Mais informações você pode ter no CTA mais próximo.

  2. M. (Marcelo) diz

    Muito bom Jovem, obrigado pelo texto! Vou comprar o pilulas azuis, fiquei curioso.

  3. Anderson Bsb diz

    Hans, eu também passei por isso e deste então também acompanho o blog, encontro aqui informações fantástico que não teria se não fosse o blog, leio todas as pastagens e tento passar através de conversas descontraídas aos amigos e conhecidos. Com certeza é paranóia, relaxa. Abraços

  4. Cauā+ diz

    Quanto mais opiniões e obras sobre assunto, acredito que mais em voga se torna o assunto, ocupando assim uma atenção de destaque nos meios sociais, mídias e governamentais. O assunto (Hiv) deve sim, ser explorado e levado a conhecimento de todos, a fim de atingir a grande massa populacional leiga que só lembram da Aids da época de Cazuza.

  5. Paulo Roberto diz

    Me desculpem, mas não posso concordar com o trecho que diz que “… o Brasil deixando de ser uma referência mundial por conta do fundamentalismo evangélico”. Isso, na minha opinião, NÃO É VERDADE. Tanto assim que O BRASIL É referência mundial neste segmento, tendo sido o modelo brasileiro premiado e copiado por vários países mundo afora.
    Vamos postar, sim, mas sem atacar os outros gratuitamente…

  6. Tony Brasília diz

    Pensei nisso hoje na academia enquanto treinava. Já 4 anos com hiv: sem nenhum sintoma, sem ninguem perceber e minha familia nem desconfiar. Quanta mudança desde anos 80, quando nasci. Bacana esse texto do Alexandre Nunes. Um dia leremos: “Literatura pos descoberta da cura”. (:

    • Fernando diz

      Olá, me chamo Fernando, tenho 25anos, sou de Recife e fiquei sabendo há 3 meses do meus diagnóstico de HIV+. Eu tbm não pretendo dizer nada pra minhas família, amigos ou pessoas próximas, não até eu conseguir totalmente me sentir ‘seguro’ nessa nova condição da minha vida. Eu gostaria se possível, ter mais contato com pessoas como vc, como relatou já está há 4 anos com o diagnóstico e não contou pra ninguém, se possível trocar experiências, saber como vc leva a vida. Pois a princípio é isso que pretendo fazer, guardar pra mim.
      Desde já agradeço e fico meio “tranquilo” em saber que não sou o único que pensa dessa forma.
      Saúde e abraços
      Fernando- Recife/PE

      • casal diz

        OI Fernando querido, tb ficamos abalados e abatidos com nossa condição a 10 meses quando descobrimos ser soropositivos!, o que nos conforma é que conhecemos pessoas maravilhosas no blog e que podemos ter uma vida quase que normal!. Se vc quiser trocar emaiils estamos a disposição casalpositivo2@hotmail.com, aguardamos anciosos para conevrsarmos e trocarmos idéias.!

        • Fernando diz

          Olá casal, obrigado pela atenção.
          Gostaria sim de manter contato, como ainda é tudo muito recente pra mim, eu não tenho co quem conversar aqui em minha cidade e tbm tenho receios de me abrir com amigos e famliares, certamente vcs seriam de grande ajuda.
          Irei enviar email qualquer dia desses para começarmos um contato. Muito obrigado mesmo.

          Fernando

      • Bruno+ diz

        Olá Fernando,

        Temos um grupo no aplicativo kik que vc pode instalar no seu celular!
        Lá conversamos, trocamos experiências e fazemos novos amigos! Se quiser me adicione lá: bruno_bruno_sp

        • Tony DF diz

          Baixei o aplicativo, quero encontrar amigos tbm para trocar ideia, sou de Brasilia. Tony2015df

        • Fernando diz

          Oi Bruno,
          eu desconhecia esse App, irei baixa-lo para manter contato com vcs. Preciso/quero muito.
          Obrigado pela atenção.

          Fernando

      • Alex diz

        Oi, Fernando, tbm fiquei sabendo em período semelhante ao seu, tbm nao contei pra família, caso queira conversar só é deixar o skype aqui que te add.

        • Fernando diz

          Oi Alex, eu não tenho skype mas farei uma conta e irei sim te add. Em breve te passo aqui.
          Muito obrigado.

          Fernando

        • Fernando diz

          Alex, criei minha conta no Skype.
          pode me add : fernando.positivo2015

          vai ser ótimo ter alguem para conversar.

      • Diego diz

        Fernando, quando eu descobri ser soropositivo, um buraco se abriu sobre meus pés. Acordava todas as manhãs deprimido e tal, sempre com aquele pensamento, porque eu? Mas a ficha realmente caiu quando fiz meu primeiro teste de carga viral e eu tinha 339000 por milímetro cúbico, mas meu CD4 era bem alto 960. Comecei o tratamento com o lamivudina, tenofovir e efavirenz. Este último até sendo apenas os três em um comprimido, tomo somente quando vou dormir, porque ele me deixa totalmente crazy, é como se eu tivesse tomado um porre violento e começasse a ter aquelas sensaçoes ruim do porre. Mas o meu lema é, viva para a vida, não para o HIV. Eu não fico pensando nela no meu dia-a-dia. Só lembro de tomar meu único comprimido no momento que vou me deitar.

        • Fernando diz

          Oi Diego,

          um buraco tbm se abriu pra mim, mas aos poucos estou me ‘acostumando’ porém acho que se tiver alguém para trocar experiências e desabafos com certeza irá me ajudar muito.

          Eu tomo o 3×1 há 2 semanas e os efeitos colaterais que sinto são apenas fadiga e tontura, tomo antes de dormir e sempre acordo com esses efeitos. Só fiz 1 exame de cd4 até agora e ele estava baixo, porém a carga viral tbm estava baixa. Mas estou forte e buscabdo mais força. Grato pela atenção

        • Felipe diz

          MAS QUANDO VC ACORDA PELA MANHA AINDA ESTA MEIO CRAZY OU AO LONGO DO DIA ? TO COM MUITO MEDO DE COMEÇAR A TOMAR A MEDICAÇÃO 😦

  7. Paulo Roberto diz

    Amigos, hoje eu fui ao médico. Primeiro ele me falou dos exames, e graças a Deus tudo está certo… CD4 subindo, estou indetectável, etc…
    Mas eu estava preocupado: tem saído uma feridinhas no meu corpo, que coçam e depois criam uma crosta amarelada… Perguntei ao médico se o tratamento está dando certo, pois estou preocupado com isso. Bom, ele me garantiu que isso é normal, que os remédios estão “caçando” os vírus e em alguns casos há mesmo essas erupções. Me receitou fluconazol e um shampoo à base de cetoconazol.
    No mais, disse que tudo está bem e QUE TEREMOS BOAS NOVIDADES EM 2016.
    Sim, dessa vez ele não se conteve e me disse… Palavras dele: “Eu não quero criar uma falsa expectativa, mas vêm novidades por aí. Falam até em CURA. E isso para o ANO QUE VEM, 2016”.
    Fiquei surpreso, pois ele sempre se manteve um pouco distante quando eu perguntava a respeito…
    Ah, e tem mais: falei com ele sobre o blog… E ele me disse que é uma boa iniciativa e mandou parabenizar a todos vocês, em especial ao criador do Blog!!!
    Sintam-se todos abraçados e parabenizados!!!

      • Paulo Roberto diz

        Não, Daniel… O que achei estranhíssimo foi o fato de ele sempre ficar reticente quando EU chegava com novidades… Mas agora partiu DELE a informação.
        Essa história do “não quero criar uma falsa expectativa” mexeu comigo, entende?
        Mas ele me disse que, por ser eu um paciente que toma religiosamente os medicamentos, não descuido nem um pouco, ele fará o possível para me colocar no “programa de vacinas”. Perguntei o que era o programa de vacinas, e ele me disse que na hora certa eu iria saber.
        Me abraçou e disse que era para eu continuar me cuidando.
        Estranho, né???

          • Paulo Roberto diz

            De nada, Daniel… Vamos torcer para que isso se torne realidade logo…

        • Sérgio diz

          Oi Paulo! Colocar você no programa de vacina? Que vacina seria essa? Por acaso, você já tomou as vacinas de Hepatite A e B, meningite, influenza, antitetânica e pneumonia? Assim, que fui diagnosticado e após todos os exames o meu infectologista me encaminhou ao SUS para tomar todas as vacinas.

          • Paulo Roberto diz

            Sérgio, o programa de vacina a que o médico faz referência é, ao que parece, uma vacina contra o HIV.

        • Amigo diz

          Paulo… fique tranquilo, esse programa de vacina e o mesmo que a minha infecto disse que me colocou, segundo ela é um passo importantíssimo para a cura, mais igual ao seu infecto, ele só mandou não criar expectativa para não criar frustração!

          • Paulo Roberto diz

            É bom saber que tem mais pessoas que receberam a mesma informação, pois isso confirma o que eu pensava: ESTÁ VINDO A CURA…
            Obrigado, Amigo. Muito obrigado, mesmo!!!

            • Casal diz

              Paulo e Amigo, tudo bem com Vcs?
              Bom, quer dizer que a vacina, vindo, não será para todos os positivos, só para alguns, para quem estiver incluído nesse programa?? é isso?

    • Ombro Amigo diz

      Eu acho que possa ser a pesquisa do Pro 140, que já entrou na terceira fase de estudos clínicos. Se o FDA aprovar, isso significaria o fim do coquetéis anti-HIV e a sua substituição por uma injeção mensal. Lembrando que o velho AZT foi desenvolvido e aprovado pelo FDA em apenas 25 meses.

      • Paulo Roberto diz

        Ombro amigo, pode ser isso, sim… Mas fiquei me encucado com a história do “não quero criar uma falsa expectativa de CURA”…
        Esta palavra, CURA, não sai da minha cabeça.
        Será???
        Bom, o jeito é aguardar.
        Abraços,
        Paulo

    • cariocarj diz

      Com certeza ! Eu acredito que a CURA está chegando ! Fé, esperança, otimismo ! Viva a Vida !

      • Paulo Roberto diz

        Eu também. Este ano foi repleto de novidades… Acho que foi o primeiro ano em muitos, que eu tive um pouco de alívio.

    • Tonzinho diz

      Paulo, você é de SP? Qual seu infectologista? É SUS ou convênio? Até hoje depois de 2 meses de diagnosticado ainda não tomei as vacinas para DST. 😦

      • Paulo Roberto diz

        Tonzinho, não sou de SP. Sou do RJ e atualmente moro em MG.
        E o infectologista é do SUS. Não me trato na minha cidade, pois não há SAE aqui.
        Mas o que o infecto me disse, não faz menção às vacinas para DST, e sim, para o HIV.

    • Confiante diz

      O meu médico também deu essa indireta… está tudo em segredo de estado, pois o governo investiu muito dinheiro em medicamentos, tao logo precisa acabar o estoque para poder liberar o novo medicamento. Trata-se de uma injeção, que deverá ser aplicada em pessoas indetectaveis e com cd4 acima de 300… trata-se sim de uma possivel cura.

      • Paulo Roberto diz

        Que bom… Eu também penso assim, cara… Mas pensei que eu era o único que teria ouvido isso de um médico…
        Então agora eu tenho certeza: está vindo coisa nova aí, sim, e é A CURA…

    • Pois é galera, na minha última consulta meu médico disse algo parecido. Ele também se mostrava bastante reservado ao falar em cura e tal, mas na última consulta, há um mês atrás, ele disse com todas as letras: falta muito pouco.

      Vamos aguardar confiantes.

      Abraços.

  8. MB+ diz

    Galera,

    Para quem estava preocupado com o fechamento do blog do “Prazer Alexandre” pois o mesmo tinha encerrado suas atividades na net .
    Ele esta bem e com um novo Blog , ainda restruturando o mesmo mas já tem alguma coisa lá , segue o link do novo para quem quiser visitar.

    http://caicaradagema.blogspot.com.br/

    Beijokas no coração de todos.

  9. MB+ diz

    Ah, e gostaria de partilhar com vocês pois amanha 10/10 faz exatamente 10 anos que esse bostinha intrometido entrou no meu corpo, 10 aninhos já se passaram e estou bem , vivo , vivendo , amando , sorrindo , me divertindo , curtindo minha vida .

    Quanto esse carinha , ah , ele continua sendo um bostinha que não me atrapalha em nada , pois botei ele no lugar devido , escondido nos reservatórios com medo de sair pois ele sabe se sair morre …enquanto eu se sair …me divirto.

  10. UMA VACINA EXPERIMENTAL CONTRA HIV SERÁ TESTADA AGORA EM OUTUBRO, JÁ EM SERES HUMANOS NA CIDADE BALTIMORE.

    O Instituto de Virologia Humana, que está localizado na Universidade de Baltimore de Maryland School of Medicine, começará os ensaios em Outubro.

    Na década de 1980, Robert Gallo foi um dos cientistas responsáveis ​​pela descoberta do HIV, e sua conexão com AIDS. Mais tarde, ele foi pioneiro no exame de sangue HIV para rastrear a doença.

    Estes dias, ele está liderando uma equipe do Instituto de Virologia Humana (IHV) que está à procura de uma cura ainda indescritível.
    “Lembre-se que uma vacina contra o HIV não descansa sobre os princípios da vacinologia clássica”, ele disse a um grupo de repórteres e funcionários, referindo-se a vacina para outra doença que ainda tem também deve ser lançado. “Ebola é uma pressão em relação a isso.”
    O grupo foi reunido para o anúncio de um marco no desenvolvimento do tratamento, conhecido como imunógeno: os primeiros testes clínicos sobre os mais recentes antídoto, conhecido como o Full-Length Cadeia Única, estão definidos para começar este mês no Instituto, que está localizado na Universidade de Maryland School of Medicine, no lado oeste do centro de Baltimore.
    “Este estudo clínico é a primeira vez que esta vacina candidata inovadora será testado em seres humanos”, Maryland Lt. Gov. Boyd Rutherford disse ao fazer o anúncio.

    O último candidato vacina contra o HIV para mostrar promessa foi testado em 2009, como parte de um estudo na Tailândia liderada pelo Exército dos EUA. Que o tratamento foi considerada como um marco porque ele trabalhou cerca de 30 por cento do tempo, mas não foi o suficiente para receber aprovação para uso. Gallo e sua equipe acha que o mais recente tratamento poderia ser um passo em direção a uma vacina que é ainda mais bem sucedido.

    Os anticorpos são projetados para anexar a regiões do HIV que são comuns em cepas do vírus. Essas regiões ficam expostas quando o vírus se liga às células brancas do sangue que ele está buscando para atacar.

    Vacinas experimentais têm procurado atingir partes do HIV que não são comuns em todas as cepas do vírus.
    Juntamente com o desafio óbvio de inoculação contra uma doença que ataca o sistema imunológico, o HIV é tão difícil de curar porque o vírus integra o genes de uma pessoa dentro de 24-36 horas, o que é muito rápido.
    “O problema é a integração”, disse Gallo. “Nós temos que ter certeza de parar toda a infecção do vírus logo no início.”
    A primeira fase de testes em humanos levará cerca de um ano, e cerca de 20 pessoas receberão o tratamento.
    Dada a dimensão do esforço para encontrar uma cura para o HIV, Gallo reconheceu que a equipe não vai estar sozinha. Os ensaios de vacinas são parte de um esforço maior para desenvolver uma vacina contra o HIV financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, o National Institutes of Health (NIH) a eoPrograma de Pesquisa em HIV dos Estados Unidos Militar. Se os ensaios de Fase 1 são bem sucedidos, um futuro Fase 1B traria elementos de outras vacinas experimentais.
    “Vamos fazer um link com vacinas de outras pessoas para se certificar de que ele faz o truque”, disse ele.

    Gallo também vê uma questão mais ampla que deve ser resolvido no futuro. Os anticorpos produzidos pela vacina atualmente não duram muito tempo.
    “Nós temos que resolver o problema de obter os anticorpos para durar mais tempo”, disse ele.

    No entanto, o julgamento que está começando agora é um esforço de Baltimore-centrada. Os trabalhos sobre a vacina é liderada por Gallo e uma equipe da IHV que inclui colegas George Lewis e AnthonyDeVico. Desenvolvimento e fabricação tem estado sob a alçada da Profectus Biosciences, uma empresa de biotecnologia Leste Baltimore que também está desenvolvendo uma vacina contra o Ebola. A vacina experimental foi realmente fabricado nas instalações da Carolina do Norte e Wisconsin. Eles tentaram encontrar uma facilidade em Maryland, mas não conseguiram.

    Profectus Diretor Sênior de Virologia Tim Fouts disse que a empresa emitiu a primeira publicação sobre a vacina em 2000. Desde então, tem vindo a procurar financiamento e realização de ensaios nos chimpanzés.

    Junto com a garantia de que a vacina é segura, Fouts disse que os ensaios são necessários para determinar se a vacina tem o “equilíbrio imunológico” certo para os seres humanos.

    Cerca de 14 funcionários Profectus estão trabalhando na vacina contra o HIV, disse Fouts.

    http://technical.ly/baltimore/2015/10/09/experimental-hiv-vaccine-tested-baltimore/

    EGC, BOA LEITURA E BOA SORTE PARA NÓS, FÉ TA CHEGANDO A HORA

  11. UMA VACINA EXPERIMENTAL CONTRA HIV SERÁ TESTADA AGORA EM OUTUBRO, JÁ EM SERES HUMANOS NA CIDADE BALTIMORE.

    O Instituto de Virologia Humana, que está localizado na Universidade de Baltimore de Maryland School of Medicine, começará os ensaios em Outubro.

    Na década de 1980, Robert Gallo foi um dos cientistas responsáveis ​​pela descoberta do HIV, e sua conexão com AIDS. Mais tarde, ele foi pioneiro no exame de sangue HIV para rastrear a doença.

    Estes dias, ele está liderando uma equipe do Instituto de Virologia Humana (IHV) que está à procura de uma cura ainda indescritível.
    “Lembre-se que uma vacina contra o HIV não descansa sobre os princípios da vacinologia clássica”, ele disse a um grupo de repórteres e funcionários, referindo-se a vacina para outra doença que ainda tem também deve ser lançado. “Ebola é uma pressão em relação a isso.”
    O grupo foi reunido para o anúncio de um marco no desenvolvimento do tratamento, conhecido como imunógeno: os primeiros testes clínicos sobre os mais recentes antídoto, conhecido como o Full-Length Cadeia Única, estão definidos para começar este mês no Instituto, que está localizado na Universidade de Maryland School of Medicine, no lado oeste do centro de Baltimore.
    “Este estudo clínico é a primeira vez que esta vacina candidata inovadora será testado em seres humanos”, Maryland Lt. Gov. Boyd Rutherford disse ao fazer o anúncio.

    O último candidato vacina contra o HIV para mostrar promessa foi testado em 2009, como parte de um estudo na Tailândia liderada pelo Exército dos EUA. Que o tratamento foi considerada como um marco porque ele trabalhou cerca de 30 por cento do tempo, mas não foi o suficiente para receber aprovação para uso. Gallo e sua equipe acha que o mais recente tratamento poderia ser um passo em direção a uma vacina que é ainda mais bem sucedido.

    Os anticorpos são projetados para anexar a regiões do HIV que são comuns em cepas do vírus. Essas regiões ficam expostas quando o vírus se liga às células brancas do sangue que ele está buscando para atacar.

    Vacinas experimentais têm procurado atingir partes do HIV que não são comuns em todas as cepas do vírus.
    Juntamente com o desafio óbvio de inoculação contra uma doença que ataca o sistema imunológico, o HIV é tão difícil de curar porque o vírus integra o genes de uma pessoa dentro de 24-36 horas, o que é muito rápido.
    “O problema é a integração”, disse Gallo. “Nós temos que ter certeza de parar toda a infecção do vírus logo no início.”
    A primeira fase de testes em humanos levará cerca de um ano, e cerca de 20 pessoas receberão o tratamento.
    Dada a dimensão do esforço para encontrar uma cura para o HIV, Gallo reconheceu que a equipe não vai estar sozinha. Os ensaios de vacinas são parte de um esforço maior para desenvolver uma vacina contra o HIV financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, o National Institutes of Health (NIH) a eoPrograma de Pesquisa em HIV dos Estados Unidos Militar. Se os ensaios de Fase 1 são bem sucedidos, um futuro Fase 1B traria elementos de outras vacinas experimentais.
    “Vamos fazer um link com vacinas de outras pessoas para se certificar de que ele faz o truque”, disse ele.

    Gallo também vê uma questão mais ampla que deve ser resolvido no futuro. Os anticorpos produzidos pela vacina atualmente não duram muito tempo.
    “Nós temos que resolver o problema de obter os anticorpos para durar mais tempo”, disse ele.

    No entanto, o julgamento que está começando agora é um esforço de Baltimore-centrada. Os trabalhos sobre a vacina é liderada por Gallo e uma equipe da IHV que inclui colegas George Lewis e AnthonyDeVico. Desenvolvimento e fabricação tem estado sob a alçada da Profectus Biosciences, uma empresa de biotecnologia Leste Baltimore que também está desenvolvendo uma vacina contra o Ebola. A vacina experimental foi realmente fabricado nas instalações da Carolina do Norte e Wisconsin. Eles tentaram encontrar uma facilidade em Maryland, mas não conseguiram.

    Profectus Diretor Sênior de Virologia Tim Fouts disse que a empresa emitiu a primeira publicação sobre a vacina em 2000. Desde então, tem vindo a procurar financiamento e realização de ensaios nos chimpanzés.

    Junto com a garantia de que a vacina é segura, Fouts disse que os ensaios são necessários para determinar se a vacina tem o “equilíbrio imunológico” certo para os seres humanos.

    Cerca de 14 funcionários Profectus estão trabalhando na vacina contra o HIV, disse Fouts.

    http://technical.ly/baltimore/2015/10/09/experimental-hiv-vaccine-tested-baltimore/

    EGC, BOA LEITURA E BOA SORTE PARA NÓS, FÉ TA CHEGANDO A HORA

    • Alexandre diz

      Parece que essa vacina é preventiva. Inclusive, o Dr. Gallo sempre disse que estava trabalhando para desenvolver uma vacina preventiva, e o exemplo que eles dão da vacina tailandesa é de prevenção, e não de tratamento. Tomara que a minha interpretação esteja errada!

  12. Paulo Roberto diz

    Já é um passo à frente. E quem dá um passo à frente, mesmo que seja um só, não fica no mesmo lugar.
    Vamos torcer.

  13. Gledson diz

    Olá a todos!

    Sempre estou abrindo o site da globo.com pq EU penso que a notícia da cura pode chegar a qualquer momento. Já faz parte da rotina abrir o site todos os dias e ver a manchete principal (acho que em breve meu sonho vai se realizar). Porém, sempre leio outras notícias e uma das notícias do momento é do rapaz que supostamente infectou algumas mulheres. As vezes fico me questionando essa idéia de ser soropositivo e comentar com a pessoa que estou me relacionando. Sei que não tem ” nada a ver ” com a história desse rapaz, pq segundo a notícia ele sabia e mesmo assim teve relações sem preservativo, além se ter ameaçado algumas mulheres segundo o jornal.
    O que vcs acham dessa situação? É muito delicado. Sempre usei e vou continuar usando preservativo, mesmo que a pessoa não queira.

    abraços e boa saúde para tod@s nós.

    • Paulo diz

      Gledson, tb li sobre este cara carioca que infectou algumas mulheres propositalmente. Um horror! Sempre acho a sinceridade fundamental. À propósito, de qual estado vc é? Grande abraço e boa saúde p todos!

  14. REMISSÃO PODERIA LEVAR A CURA DO HIV

    “Avanço” Marcadores HIV poderia levar a uma cura: Cientistas identificam marcadores em células do sistema imunológico que “prever quem pode parar a terapia de droga e ficar bem”
    · Descoberta lança luz sobre fenômeno conhecido como “controle pós-tratamento”.
    ·
    · Para a maioria dos doentes com HIV que param a terapia anti-retroviral, o vírus é detectada no sangue de volta dentro de alguns dias.
    ·
    · Mas alguns passam a experiência semanas, até anos em “remissão”.
    ·
    · Os cientistas descobriram 3 biomarcadores que preveem em quanto tempo o vírus vai voltar.
    ·
    · Dizem que vão abrir novos caminhos para entender e, finalmente, erradicar o HIV.

    A forma como o sistema imunológico do paciente responde à infecção pelo HIV pode oferecer pistas para saber se eles vão continuar a atingir a remissão após tratamento medicamentoso, os cientistas descobriram.
    A descoberta lança luz sobre o fenômeno conhecido como “controle pós-tratamento”, onde o vírus permanece indetectável em alguns pacientes, mesmo após medicação é interrompida.
    As descobertas podem abrir novos caminhos para a compreensão de controle após o tratamento do vírus e, finalmente, a erradicação do HIV, disse o Dr. John Frater.
    O professor da Universidade de Oxford, disse: “Normalmente, se alguém está sendo tratado para a infecção pelo HIV e eles param a medicação, o vírus pode ser detectado novamente na corrente sanguínea dentro de dias.
    “Temos vindo a tentar descobrir por que isso não é verdade em todos os pacientes”.
    “Mas, que em algumas pessoas o vírus permanece indetectável por meses, e até anos após a interrupção do tratamento”.
    “Compreender isso pode nos ajudar a desenvolver novos tratamentos e, finalmente, uma cura para a infecção pelo HIV.”
    Ele acrescentou: “Nosso trabalho identificou que existem certos marcadores nas células do sistema imunológico de pacientes que parecem prever quem pode parar a terapia e ficar bem.
    “É interessante notar que alguns destes marcadores também têm sido mostrados para ser bons alvos para a terapia em alguns câncer”.
    “Esperamos agora saber mais sobre estes marcadores – e outros -. Para descobrir se novas estratégias para o tratamento ou até mesmo curar o HIV poderia ser possível”
    Trabalhando com pesquisadores da Universidade de New South Wales, a equipe da Oxford analisou dados de uma experimentação paciente onde a terapia anti-retroviral foi interrompido às 48 semanas.
    A terapia anti-retroviral tem melhorado dramaticamente a expectativa de vida para as pessoas com HIV.
    Estudos recentes têm aconselhado que os doentes devem iniciar o tratamento logo que eles são diagnosticadas com o HIV, ao invés do que é a prática atual, e a terapia é atrasado até que a carga viral de um paciente atinge um certo nível.
    Mas o tratamento medicamentoso não é uma cura.
    A infecção persiste nas células latentes, “escondido” reservatórios, a partir de onde podem reaparecer.
    Destruir esses reservatórios continua sendo um dos ‘Santos’ Gralls de pesquisa do HIV.
    Para alguns pacientes, cujo tratamento anti-retroviral foi iniciada em um estágio inicial, eles passaram a experiência períodos «remissão» de 10 anos ou mais, após a interrupção da terapia.
    Dr Frater e sua equipe analisaram os dados de um estudo de pacientes com infecção pelo HIV primária envolvida no julgamento de spartac.
    Eles compararam as células T – um tipo de glóbulo branco que faz parte do sistema imunológico do corpo – de 154 pacientes na Europa, Brasil e Austrália, que tiveram o tratamento anti-retroviral interrompida depois de 12 ou 48 semanas.
    De lá, eles vieram com uma lista de 18 biomarcadores do sistema imunológico.
    E a partir dessa lista, eles identificaram três – PD-1, Tim-3 e LAG-3, para ser preditores estatisticamente significativos de quando o vírus iria se recuperar.
    Os pesquisadores descobriram que, em pacientes onde altos níveis desses três biomarcadores ligados a células T ‘esgotado’ antes de pacientes que iniciaram a terapia anti-retroviral, eles eram mais propensos a experimentar uma recuperação, o tratamento mais cedo post.
    Eles observam deles é o primeiro estudo a mostrar o achado.
    Professor Rodney Phillips, ex-professor de Oxford e agora reitor da medicina na Universidade de New South Wales, desempenhou um papel fundamental.
    Sua proposta de 2003 para conduzir imunologia e virologia dos pacientes que receberam ART durante o julgamento de spartac, desde os pesquisadores com os dados que precisavam para fazer a descoberta 10 anos depois.
    Professor Phillips disse: “O estudo spartac nunca vai ser capaz de ser replicada novamente e ele nos forneceu uma oportunidade única em vida para olhar para as causas do rebote viral neste grupo específico de pacientes com HIV.
    “Focalizando os marcadores de exaustão foi um passo importante, pois nos deu pistas vitais sobre por que algumas pessoas são capazes de controlar melhor o vírus após a terapia foi interrompida.”
    Seu colega na UNSW, Professor Anthony Kelleher, um dos co-autores do estudo, disse que a compreensão dos mecanismos que permitem que o HIV permaneça em «remissão» é essencial para que o vírus seja erradicado.
    “Nós queremos ser capazes de prever como o vírus vai se comportar antes de tomarmos os pacientes da terapia anti-retroviral para testar drogas terapêuticas destinadas a erradicar o HIV”, disse ele.
    As diretrizes clínicas recomendam que os pacientes continuam em ART, em grande parte como resultado de outro estudo liderado pelo Instituto UNSW Kirby conhecido como o START (Strategic sincronismo de tratamento anti-retroviral) ensaio clínico.
    Os resultados do estudo forneceu provas conclusivas dos benefícios extras de início ART cedo.
    As células imunes com o biomarcador PD1 já foram identificados como um alvo para os medicamentos para o tratamento de fase e quatro melanoma ou cancer em fase terminal.
    Os investigadores estão agora a considerar como manipular células imunitárias com o marcador PD1 em suas pesquisas HIV.
    Os autores do estudo estão recomendando que os biomarcadores agora devem ser considerados em pesquisas futuras investigando como controlar o vírus HIV após ART.
    O estudo é publicado hoje na prestigiosa revista Nature Communications.

    http://www.dailymail.co.uk/health/article-3266744/HIV-breakthrough-lead-CURE-Scientists-identify-markers-immune-cells-predict-stop-drug-therapy-stay-well.html#ixzz3o6AQO9lP

  15. EuMesmoNitRJ diz

    Olá Pessoal,

    Tenho acompanhado o Blog do JS, e sinceramente, foi o que mais me identifiquei, não pelas notícias que realmente são sempre super positivas, mas pelos comentários, vcs são fantásticos!

    Não estou a ponto de surtar, mas preciso dar uma desabafada!

    Então, se me derem licença vou dar uma breve discorrida sobre o que se passa nesse exato momento comigo, tenho 36 anos, e sou militar. Não sei se vcs sabem, mas a maioria dos militares fazem exames rotineiros laboratoriais de tempos em tempos e foi dessa forma, num exame de rotina por conta do trabalho, que me descobri soropositivo.

    A condição de soropositividade não me assusta, o meu maior problema mesmo é como a corporação lida com isso. No caso de nós, militares, não é somente começar um tratamento e vida que segue. Não é respeitado o sigilo! Do momento que somos diagnosticados no hospital próprio da corporação é enviada uma msg aos nossos superiores onde é informada uma série de restrições que somos impostos (Por Exemplo: Não trabalhar na área da Saúde), essa tal msg é imensa, não vou entrar em por menores, mas é algo já de praxe e quem já conhece sabe do que se trata, mesmo que nela não venha o diagnóstico explicito, mas fica implícito. Detalhe, essa msg não vai diretamente somente para o meu superior, vai para outras pessoas. Exemplificando, para tornar de mais fácil entendimento, é como se essa msg chegasse num Departamento de Pessoal, vc vê seus assentamentos de bons serviços prestados escoando pelo ralo, infelizmente a sociedade militar é totalmente analfabeta nesse sentido.

    Por conta de serem exames obrigatórios e de rotina, além de vc ser encaminhado a uma divisão de infectologia, vc tem que ir para outra Junta Médica para receber o apto. Enfim é um inferno! Desculpe…

    Amanhã 13/10 estarei recebendo, definitivamente minha CV e CD4 e sem titubear começarei o tratamento, com certo temor é claro, dos temidos efeitos colaterais! Sábado é meu aniversário, 37 aninhos, espero estar bem! Sem traumas, pq não pretendo contar para minha família e amigos… Espero conseguir, não dar vexames em público por conta dos efeitos.

    Até eu estou me surpreendendo com minha posição… Até agora nenhuma lágrima por conta disso! Até pq eu tenho que ser responsável pelos meus atos… E isso é apenas uma consequencia, não pretendo me entregar assim tão fácil! Até pq a CURA já, já estará aí, sambando na nossa cara! É isso que me fortalece!

    • Spark_34 diz

      Poxa cara fiquei imaginando sua situacao. Esse mes fez um ano do meu diagnostico. Se precisar conversar me chama n kik app do celular spark_34

    • Fernando diz

      Olá EuMesmoNitRJ,

      Sou Fernando e assim como você tbm descobri meu resultado por exames de rotina, nem posso imaginar o que se passa contigo pelo fato de seres militar, mas eu já fui soldado e sei como é a pressão no quartel. Hoje 14/10, faz 2 semana que dei inicio ao meu tratamento com antirretroviral 3×1, preciso lhe dizer que tbm tinha esse receio de ‘dar vexame’ em público, eu lia muita coisa na internet, falei várias vezes aqui nesse blog procurando depoimentos de quem já tomava.
      Eu já estava há três dias com meu tubo de comprimidos mas estava com muito receio do que poderia a vir acontecer comigo, mas a ajuda que as pessoas daqui do blog me deram foi de muita importância para eu tomar coragem e o primeiro comprimido e perceber que ele não é aquele monstro que eu julgava. Senti poucos efeitos nos 3 primeiros dias, porém hoje há duas semanas que tomo não sinto quase mais nada, apenas uma vontade imensa de viver e de ajudar os demais que estão na mesma situação que eu.

      Como já foi dito lá em cima, poderiamos criar um grupo no aplicativo KIK para desabafarmos, comentarmos e expressarmos o que sentimos, assim fica mais fácil de seguir adiante com mais garra e força. Espero que vc fique bem, qualquer coisa pode falar aqui, podemos trocar Email ou outras redes, a união faz a força.

      saúde e paz.
      Fernando/Recife-PE

      • EuMesmoNitRJ diz

        Fernando muito obrigado pela suas palavras. Como disse no meu depoimento, eu estou muito bem, já comecei meu tratamento e não sinto nada de efeitos colaterais, o que coloquei foi só questão de desabafar mesmo!

        Obrigado pela sua atenção dispensada!

        kik: EuMesmoNitRJ

        • Fernando diz

          Sim, acredito que juntos somos mais fortes, já aguentamos tantas coisas que as vezes nos enfraquece, mas juntos sempre podemos mais.
          Se quiser manter contato deixo meu email: fernandopositivo2015@gmail.com

          feliz por vc já ter começado seu tratamento.
          Saúde e abraços.
          Fernando/ Recife-PE

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