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Combinação de estratégias é que deve trazer a cura do HIV


MHRP

Nos próximos cinco anos, a pesquisa da cura do HIV deve mudar seu modelo clássico de desenvolvimento de uma terapia única para estudos in vitro que sigam diretamente para terapia combinada, de acordo com as autoras de um novo estudo publicado hoje.

A opinião, de coautoria da Dra. Françoise Barre-Sinoussi, do Instituto Pasteur, de Paris — quem, juntamente com o Dr. Luc Montagnier, foi agraciada com o Prêmio Nobel pela descoberta do HIV — e da Dra. Jintanat Ananworanich, do U.S. Military HIV Research Program (MHRP), foi publicada online na revista The Lancet HIV.

Françoise Barré-Sinoussi

Françoise Barré-Sinoussi

“Nossa proposta sustentada em dados sugere que a pesquisa da cura deve partir de uma estratégia de combinação, para acelerar os esforços em transformar o HIV de uma doença incurável em uma que possamos conseguir remissões duradouras”, disse Barré-Sinoussi.

Com base nos dados disponíveis hoje, é pouco provável que as terapias individuais representem uma promessa em alcançar a remissão de longo prazo do HIV. Além disso, determinar terapias de combinação potencialmente eficazes continua a ser um desafio. De acordo com o modelo clássico, terapias individuais são avaliadas primeiro em quesitos de segurança e potência em modelos animais, e depois é que passam para estudos em humanos — passos que devem ser repetidos quando estas terapias são incluídas em combinações. De acordo com as autoras, com esta abordagem demorada, é altamente improvável de levar a avanços significativos na pesquisa da cura do HIV nos próximos cinco anos.

No artigo, as autoras traçam um roteiro através do qual estudos em paralelo com animais e seres humanos poderiam começar imediatamente com uma combinação de cura em modelos animais, usando combinações determinadas com base em estudos in vitro e a partir dos dados existentes sobre animais e humanos. Assim, a pesquisa poderia avançar imediatamente para a Fase 2 de estudos em humanos. Dessa forma, a coordenação de esforços poderia acelerar significativamente o processo de pesquisa, permitindo aos cientistas identificar com mais eficiência possível os candidatos para futuras pesquisas.

Segundo as autoras, preocupações com a escassez de informação sobre as novas drogas estudadas individualmente poderia ser melhorada através da utilização de modelos animais para avaliar a atividade das intervenções, endereçando biomarcadores e realizando extensos estudos em tecidos.

Jintanat Ananworanich

Jintanat Ananworanich

A Dra. Ananworanich lembra que “muitos compostos potenciais para a cura do HIV têm sido amplamente utilizados na pesquisa e no tratamento de doenças autoimunes e câncer e, portanto, os dados adequados de segurança já estão disponíveis.”

As autoras ressaltam que também é fundamental que os aspectos sociais, comportamentais e de saúde da pesquisa da cura do HIV sejam analisados em uma série de estudos pré-clínicos e clínicos.

Publicado em 24 de setembro pelo U.S. Military HIV Research Program

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

53 comentários

  1. GB diz

    Pessoal, queria saber se quando vocês iniciaram o tratamento, o cabelo parou de cair e cresceu novamente ou apenas parou de cair?

    • Paciente e Otimista diz

      Boa Tarde GB, tbm tive esse problema de queda de cabelo, mas segundo minha médica era muito mais um fator de stress do que a medicação. Tive queda, mas depois de um curto período de tempo parou de cair e voltou a crescer normal como antes, nem lembro q tenho HIV. Fica calmo relaxa q tudo da certo. Abraçosss!!!

    • Alex diz

      No meu caso caiu logo após o contágio, parou de cair depois que iniciei com o remédio, porém, agora depois de quase 3 meses de tratamento estou notando caspas.
      A queda não foi muito alta, mas percebo que o cabelo está mais fino. Mais informações precisas p seu caso deve ver com o médico.

    • DD+ diz

      GB,
      Meu cabelo tava caindo antes do tratamento…parou de cair e cresceu novamente. Tb tava perdendo peso, mais já recuperei…o tratamento é eficaz. Já estou indetectavel e cd4 aumentando. Vai dá tudo certo. Abs

  2. Soldado D diz

    Hans meu caro, vou lhe dar minha opinião de leigo. A epidemia de AIDS tem aproximadamente três décadas correto? A maioria das drogas ministradas no começo, tanto antirretrovirais quanto aquelas que deveriam prevenir contra doenças oportunistas apresentavam alto número de efeitos colaterais, tanto que era recomendado iniciar o tratamento apenas quando as defesas do infectado apresentavam números muito baixos, acreditavam que não valeria a pena sofrer tais alterações causadas pelos medicamentos. Hoje, a OMS já recomenda o tratamento assim que o paciente for diagnosticado, afinal a eficácia das novas drogas aliadas a baixa incidência de efeitos colaterais comparados ao passado garantem melhor qualidade de vida. Então em minha visão matemática, os dados que temos sobre expectativa de vida pós infecção ainda não condizem com a realidade. Existem pessoas que vivem há mais de 25 anos com HIV e passaram, certamente, por esse antigo tratamento mais “tortuoso”. Desta forma, tenho em mente que seguindo a risca o tratamento o tempo de vida de uma pessoa HIV + é igual ou muito semelhante a de um soronegativo.

    • AmigoPositivo diz

      Tem muita lógica mesmo, Soldado! Gente que se infectou há mais de 2 décadas e está viva pra contar a história, depois de ter tomado os primeiros coquetéis (aqueles, sim, bem agressivos)! Isso anima bastante! Meu irmão é médico e diz “HIV? Tem coisa muito pior no mundo!”. Sabemos que não é fácil, nossa vida acaba tendo que ser adaptada em alguns aspectos, mas nada que nos faça mudar da água pro vinho… FORÇA, PESSOAL!

  3. Soldado D diz

    O post do Hans foi apagado? Espero que ela tenha visto o que escrevi. Melhor ainda, procure orientações de um infectologista também meu jovem. O mundo é cercado por histórias de recuperação. Faça a sua.

  4. Alex diz

    Não sei se essa estratégia conjunta seria a melhor, talvez sim a curto e médio prazo, mas fica parecendo meio que uma desistência em atingir uma cura através de um único medicamento.

    Outra coisa eh q quando falam em cura eu penso no momento em que o corpo não precisa mais tomar remédio e fica livre do HIV, sem risco de contaminar outras pessoas, o que não quer dizer q a remissão não seja bom, eh boa sim, mas não posso entender bem como cura porque fica uma insegurança, sem saber se o HIV poderá voltar.

    Embora a depender do ponto de vista tb eh bom lembrar que o nosso tratamento atual eh com base nessa estratégia de vários medicamentos contra o HIV, para nos deixar indetectáveis.

    De qualquer forma, espero que achem o que for melhor logo.

    • Soldado D diz

      Para mim, quanto maior o tempo de remissão, mais perto estaremos da cura. Talvez não seja a cura desejada por tantos cientistas, afinal, não existe infecção viral totalmente zerada para qualquer outra doença. Mas se pensarmos do ponto que é possível manter baixo o nível de carga viral a ponto do organismo combater de forma autônoma novas invasões, como o que acontece com a gripe, já chamaria de cura (eu chamaria, talvez não o mundo).

      • Alex diz

        Como assim não existe infecção viral totalmente zerada? Quer dizer que ninguém zera completamente o vírus da gripe, por exemplo?

        • AmigoPositivo diz

          Já li que o vírus da gripe está em constante latência no nosso organismo. Ele não vai embora… Mas aí vocês têm que pesquisar mais, pois não sou da área de saúde…
          Esse lance da remissão me parece interessante também, mas acredito que o acompanhamento do CD4 seria algo constante pra garantia de que o tal vírus esteja se comportando direitinho, né?

      • kleber diz

        Pra mim esse remedio 3 em 1 significa um passo muito importante e creio q ja estamos bem proximo da cura

    • Confiante diz

      Esqueçam essa historinha de cura para HIV, alguém já viu a cura pra gripe? O virus do HIV ;é tao normal como qualquer um da gripe. Nao haverá cura para HIV! Mas sim controle, como já temos.. igual a diabetes, pressao alta, etc.

      • Tambem concordo . O hiv é como o diabetes tera sempre q ser acompanhado mais estamos tendo grandes avanços.

  5. Caique diz

    Pessoal, boa noite!
    Sempre leio mas nunca interagi aqui no blog, que por sinal acho sensacional!!!
    Há exatamente 1 ano descobri ser portador de hiv, e desde então 1 semana após ser detectado, iniciei o tratamento (em julho 2014 fiz exames de rotina e deu negativo, e em setembro meu namorado foi doar sangue e descobriu que estava infectado e me contou, a partir daí refiz exames e infelizmente deu positivo). Desde então , em 60 dias fiquei indetectavel, tomando o 3×1 todos os dias. Minha saúde está ótima, exceto meu fígado que tem uma leve alteração no TGO e TGP, mas segundo o médico é aceitável. Porém durante esse 1 ano que passou dei uma engordada e meu abdômen cresceu muito. Fui recentemente a uma nutricionista e estou fazendo uma dieta saudável (não contei sobre o hiv) e estou fazendo academia todos os dias para baixar porém sem muito sucesso. Acabei o namoro há 2 meses, e estou querendo voltar a a conhecer pessoas novas, porém minha barriga me incomoda muito. Essa semana comecei a fazer tratamento estético (sem agulhas, somente aquelas máquinas – lipocavitacao e criolipolise, fiz apenas uma seção), inclusive meu médico disse na última consulta que posso fazer uma lipo. Porém me surgiu uma dúvida, se podemos fazer esse tipo de tratamento. E o meu retorno só será em dezembro ao médico que não fica na minha cidade. Alguém sabe me dizer se podemos ? Muito obrigado

    • Confiante diz

      Esqueça sua barriga, o importante é ter saúde. Vaidade, beleza, corpinho bonito isso sao futilidades… alimente-bem, viva feliz e esqueça o culto ao corpo.

  6. Matheus diz

    Alex existem alguns vírus e bactérias q estão no nosso organismo mas só nos fazem mal se acontece alguma situação adversa…por exemplo o vírus da herpes que 90% da população o carrega.

  7. Soldado D diz

    Exatamente. Eu falo como leigo, mas até onde lembro das aulas de biologia, vírus não saem facilmente do corpo. Eles podem ser combatidos e “desativados” por nosso organismo em alguns casos. Como o da gripe, ele pode sempre estar lá, mas só em momentos oportunos, como queda da imunidade volta a agir, uma vez que o sistema de defesas tem mais trabalho a identificar e combater a infecção. Outros fatores como concentração de viroses, pessoas que podem estar doentes e juntas num mesmo espaço, espirros e tudo mais, faz com que eles chegem até nós e encontrem com os já existentes, fortalecendo suas ações. A pouco tempo tive Zika e apesar de não ter mais sintoma algum, o médico já me alertou que tal vírus pode conseguir se “reativar” novamente em até dois anos.

  8. Carlos diz

    Eu sinceramente acho que deveríamos criar uma fundação mundial que premiasse os cientistas por avanços na área. Tipo um Nobel. Acho que os laboratórios já devem fazer isso, só que invertido.

    • Confiante diz

      Esqueça a cura, nunca vai ocorrer… bons medicamentos sim estao chegando… mas a cura, nunca.

      • anonimo bravo diz

        Eatá queimada a tua opinião satanás… essa doença vai ser vencida e logo em nome de jesus.

  9. D.O diz

    Acredito piamente na cura pela combinação de remédios e tratamentos, como os que já estão em testes de um medicamento q combate o câncer q é usado para “acordar” as reservas do vírus em indetectáveis para então com outra medicação (tentar) eliminar gradativamente os estoques virais do organismo. Claro que na pratica não é bem assim, existem efeitos colaterais, alto risco, dentre tantos outros fatores, porém, sou extremamente otimista em relação a uma real cura. Quero ver meu parceiro livre dos remédios e das neuras (poucas porém existem) . Engraçado q ele não acompanha nada sobre estudos e notícias, é extremamente regrado e preocupado com suas consultas mas se limita a isso, já este que vos escreve? Risos… Diariamente procuro notícias relacionadas ao tema e afins, ganhei um novo feed nas minhas notícias diárias.

    • Confiante diz

      Esqueçamos a cura do HIV, isso nunca ocorrerá… bons medicamentos para conviver com ele é o que importa.

  10. Lucas diz

    Cadê a Vida? O Barasa? Vejo que hoje em dia o povo não comenta mais o blog…
    que que acontece meu povo?

  11. casal diz

    OI gente!!! após 6 meses de tratamento com o tarv, fizemos os testes e eu de 35 mil cópias passei para: NÃO FOI ENCONTRADO CÓPIAS NA AMOSTRA ANALISADA!, meu companheiro de 45 mil passou para 20 cópias e cd4 aumentando!!!. Estamos felizes e espero que vcs compartilhem conosco tb! abraços e boa sorte e saúde sempre!!

  12. Joseph diz

    Acredito na cura, principalmente pelo caso da jovem que após cinco anos sem tratamento, conseguiu controlar o virus e pelo famoso paciente que, após transplante, não tem mais hiv. Mas, felizmente, as notícias ao redor da cura não alteram meu humor e positividade. Óbvio que seria ótimo uma cura, mas e se não tiver pelos proximos anos? Como disseram acima: a vida do soropositivo é igual a de soronegativo, em questão de expectativa.
    Enfim, tantas pessoas com situações graves, que dependem de um controle rigido de alimentação e até mesmo tratamentos pesaderrimos que nem são garantidos.
    O peso do hiv é: ser um virus que eu nasci sem e peguei, fora o preconceito das pessoas e ideia de morte, que juntamente com o sexo é tabu na nossa sociedade. Não o virus em si. Vamos nos tratar direitinho sem nos torturar! Bom psicologico é fundamental.

    Abraços.

  13. Hans diz

    Com os avanços no tratamento de hoje em dia eu acho q os soropositivos vão viver mais q as pessoas soronegativas! Pelo fato de que os soropositivos se tratam mais e vão com mais frequência ao médico!
    Vcs acham q daqui uns 10 anos já vai existir uma vacina anti-hiv ?

    • Soldado D diz

      Hans, meu caro, não vamos falar de tempo para uma vacina ou cura. Tenhamos bons pensamentos! Afinal a amfAR espera encontrar uma cura até 2020. Eu acredito piamente que seja possível. Como eu disse acima, talvez a cura não venha a expulsar todo o vírus do nosso organismo, mas pode ser funcional e nos permitir a viver sem sintomas, medicamentos e risco de transmissão. Se tais esforços permitirem a eliminação de 100% do vírus, melhor ainda!
      Eu honestamente acredito que estamos cada vez mais próximos da cura.

  14. Tarelar diz

    Oi pessoal, boa noite! Me descobri HIV+ no meio de Julho deste ano; não sei explicar exatamente como me sinto… É claro que não me sinto feliz em ter a doença, mas confesso que meus maiores problemas em relação a ela, são o medo em relação a questões externas (as outras pessoas). No mais, tenho boas perspectivas da vida. Gostaria muito de conhecer outras pessoas que também estão na mesma situação que eu para criar novos vínculos de amizade, estou pensando em ir a algum grupo de apoio, mas também gostaria de manter contatos virtuais. Eu tentei o grupo num app de chat que postaram aqui, mas não deu certo, não me responderam, não sei direito como ela funcionava, enfim…

    Eu comecei o 3 em 1 logo que fui diagnosticado. Tive poucos efeitos colaterais ao remédio; alguns pesadelos nos primeiros dias, tontura, sonolência… nada grave… tomava antes de dormir e pronto… Mas agora no fim de setembro meu cabelo começou a cair, cai bastante todos os dias. Alguém passou por isso com o 3 em 1? Abraços!

    • kleber diz

      Sim existe uma queda no inicio do tratamento mas logo seu organismo se adapta ao tratamento e a queda vai embora fica tranquilo

    • LUZ EM BREVE diz

      Olá descobri tambêm a pouco tempo e já comecei meu tratamento. Estamos aqui para interagir.

  15. Matheus diz

    Como diz meu infecto a cura do HIV não é uma questão de “quando” e sim uma questão de “se”.

    • Alexandre diz

      Ou seja, ele não acredita na cura! Pq se acreditasse ele diria exatamente o contrário.

      • Cezar diz

        A maioria não acredita e como ele$ ( infecto$) go$tam desta demora, não eh me$mo? Kkkk

  16. Jorge diz

    Boa tarde, eu fiquei paranóico com o HIV por seis meses, fiz mais de 6 exames negativos e finalmente saiu meu sétimo negativo depois de 6 meses. Foi horrível o que eu passei, cheguei até a pedir consulta em psiquiatra pra me receitarem remédios contra ansiedade, porque nem dormia direito. Por isso que eu desejo do fundo da minha alma que apareça uma cura, pelo menos funcional como uma vacina por ano pra vocês. Eu estou dando força pra vocês, não percam as esperanças.
    Infelizmente não posso fazer nada a não ser torcer por uma cura pra vocês, como eu queria poder ajudar vocês, por um mês eu senti todo o sofrimento e a angústia que um soropositivo passa. Não desejo essa doença pra ninguém.

    • diz

      Jorge, acho que essa é uma situação meio comum até certo ponto… Eu venho passando há um bom tempo pelo mesmo que você. Depois de um episódio muito ruim no ano passado, entrei também nessa paranoia, e no meu caso ela desencadeou um depressão pesada contra a qual eu ainda estou lutando. O lado bom disso tudo é que desde então tenho acompanhado aqui o site, e a cada visita que faço aprendo mais e mais o quanto dessa angústia e sofrimento de que você falou podem dar lugar a compreensão e força de vontade. Sei que viver, hoje, como soropositivo, não é algo fácil nem livre de complicações. Mas ao mesmo tempo – e devo muito ao que li e acompanhei por aqui, seja nas postagens do JS, seja nos comentários da grande maioria do pessoal – aprendi que pode existir vida praticamente infinita depois de um eventual diagnóstico. Quando eu era criança, acompanhei um caso muito próximo na família, ainda na época pré-TARV, e infelizmente vivenciei o quanto de desinformação, preconceito e sofrimento fatalmente acompanha(va)m a notícia de um status sorológico positivo. Assim, é claro que torço muito para que logo apareça uma cura, ainda que “apenas” funcional, se não esterilizante. Ou, quando menos, para que cada pequeno avanço em pesquisa e em tratamento possa significar, o quanto antes, uma opção terapêutica nova à disposição, que se traduza em ganho de qualidade de vida e em menos efeitos colaterais. Porém, tanto quanto esses avanços em tratamento e/ou na descoberta de uma eventual cura – que certamente virão! – torço para que, paralelamente, a gente progrida no sentido de desfazer esse estigma tão horroroso e sem fundamento que ainda existe. Ao contrário do restante, ninguém precisa ser cientista, pesquisador ou PhD em bioquímica para procurar ser menos ignorante e preconceituoso. Um grande abraço a todos e – como se diz por aqui – vida que segue!

    • Amigo diz

      Jorge

      Agradeço o de otimismo que você passou, mais saiba que apesar de ser soro+ eu não vivo com sofrimento e angústia, acho que você foi bastante infeliz e achar isso. Sou soro+ mais saiba que sou bastante feliz e ao contrário de muitos soros-, cuido da minha saúde bastante!

  17. MA diz

    Sobre a cura. Acredito, e vejo com bons olhos, que, para a medicina e a ciência, a cura do HIV é um grande desafio e uma questão de honra. Deus os iluminará na hora certa! Que este vírus nos traga muitas lições boas, apesar do que ele representa! Força e Fé!

  18. João Monte diz

    Não sei se minha pergunta será entendida como “babaca”, mas queria saber de vocês que fazem o tratamento 3×1. Quem ingere bebidas alcoólicas digamos que uma vez por semana? Eu gosto de sair com meus amigos nos finais de semana e não quero me privar disso. Vocês encaram algum problema por beber e tomar o 3×1?

    • Jota diz

      Bebo normalmente, o Efavirenz tem uma pequena interação com o álcool, mas nada pra se preocupar. Meu médico diz que sempre que eu sair pra beber a noite, deixar pra tomar o remédio quando chegar em casa, e é isso que eu faço.

    • Amigo diz

      Olá João

      A farmacêutica onde retiro o medicamento e a minha infcto me informaram que o álcool não interfere e absolutamente em nada com o tarv, eu por exemplo tomo minha cerverjinha, todo final de semana, duas latinhas no máximo, afinal o fígado agradece, mas e claro evitando beber e bem melhor né,

  19. Tony diz

    Alguém aqui que toma norvir, tenofovir e atazanavir já foi ver como estão os ossos ? Fiz densitometria óssea há duas semanas para levar ao médico. Apareceu “osteopenia desintometrica” dentro do esperado pela idade. Minha consulta é só dia 16. Tenho 35 e tomo medicamento desde 2013. Estou indetectavel um tempao já. Tenho medo dos efeitos colaterais desses remédios. To fazendo academia todos os dias. Tomara que não surja nada de anormal por conta do tratamento.

  20. Matheus diz

    João Monte no começo do tratamento vc não deve ingerir bebida alcoolica…mas logo após vc pode, mas lógico q sem abusos.

  21. Daniel diz

    Pessoal, Boa Noite
    Me descobri soropositivo há cinco meses. Iniciei o tratamento com cd4 207 e carga viral 49.000. Neste tempo a carga viral ficou indetectavel e o cd4 subiu para 275. O Problema maior é que ainda não consegui digerir esta situação, assim sendo, estou me tratando com antidepressivos pois há cada minuto que me vem algo na cabeça bate uma tristeza tão grande, uma vontade de chorar, uma dúvida se vou conseguir lidar com isto, se.. se… se… minha vida se transformou em um enorme SE…
    Atualmente saiu no peito e em alguns pontos da face umas bolinhas, como se fossem espinhas, e elas coçam demais, e ao coçar ela irrita mais ainda.. um ciclo vicioso.. to com outro infecto marcado para tirar minhas duvidas pois o atual infecto é muito seco.. acho que não tem o dom da profissão. Alguém de voc~es já passou por isso? Seria alergia ao antiretroviral? Ou seria ansiedade? Ninguem sabe de minha condição.. na cabeça das pessoas estou apenas deprimido.. depressão.. nada mais… gostaria que alguem mais experiente me desse orientações, sei lá… Enfim… espero que alguém responda este comentário.. Boa Noite

    • beto diz

      Daniel, as bolinhas pelo corpo e a coceira podem ser reação alérgica ao remédio. Quando elas me apareceram, 4 semanas após o início do tratamento, foi desesperador. Ao ligar para o médico, pediu que me acalmasse. Que passaria. Que poderia tomar um anti alérgico, coisa que eu preferi não tomar. Levou 5 dias pra tudo se normalizar. No mais, o que mais apavora são as marcas que carregamos em nossos imaginários, os estigmas trazidos do passado e alimentados pelo preconceito e pela ignorância. Sabe qual o melhor remédio que tenho encontrado? Informação! Diarréias, quem nunca teve, tem ou terá? Alergia? Queda de cabelo? Gordurinha na barriga? Problema psicológico? As pessoas vivem todos os dias com tantas coisas. Não deixemos o hiv fazer de nós anormais por sentirmos dor de barriga, tontura ou seja o que for. Cuidar-se é algo que compete a cada um. Então, siga, cuide-se. A gente não tem sempre que se cuidar, mesmo soronegativo? O que muda agora? Te cuida aí! Abraço!

  22. Fraternal diz

    Estou passando por uma fase muito difícil. Um grande amigo, um verdadeiro irmão, foi diagnosticado há menos de um ano. Recebi a notícia 5 meses após a descoberta e peguei ele de um jeito que jamais poderia imaginar. À época, por medo e ignorância, deixei que diversas coisas me tirassem do eixo. Meu mundo caiu! Após dias de tortura interna, de pesquisas mal sucedidas, encontrei esse blog. Histórias incríveis, de pessoas ainda mais incríveis. Entre os altos e baixos dele (suspensão do tratamento, depressão, drogas), vivo os meus. Ler as reportagens e, principalmente, os comentários do blog, abrandam a alma e me dão a força necessária para seguir em frente e estar disposta para enfrentar o que tiver. A vcs, meus amigos, me resta agradecer! Tenho fé, e com ela seguirei. A cura está próxima! Vamos acreditar! Mais uma vez, agradeço! Vcs são muito importantes para mim!

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