Mês: outubro 2015

dolutegravir

Dolutegravir é adicionado ao SUS

O Diário Oficial da União (DOU), na página 42, seção 1, nº 207, de quinta-feira, 29 de outubro de 2015, torna pública a decisão de incorporar o medicamento Dolutegravir sódico para 3ª linha de tratamento da infecção pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Países negam antirretrovirais a imigrantes sem documentos

Imigrantes que chegam na Europa vindo de países de baixa e média renda e que se infectaram com o HIV começam a terapia antirretroviral mais tarde do que as populações nativas e em contagens de CD4 mais baixas, indica uma nova pesquisa. Uma grande parte das pessoas que vivem com HIV na Europa são imigrantes e, nesse sentido, elas estão mais propensas a desenvolver doenças relacionadas à aids, disse a Dra. Julia del Amo, PhD, do Centro Nacional de Epidemiologia, Instituto de Saúde Carlos III, em Madrid. A Dra. del Amo apresentou as conclusões iniciais do estudo clínico aMASE (advancing Migrant Access to Health Services in Europe) na 15ª Conferência Europeia sobre Aids. Os resultados vêm de uma pesquisa com 2.249 imigrantes que vivem em nove países europeus. A maioria dos entrevistados adquiriu o HIV no país para o qual migraram, ao invés de em seu país de origem. Em geral, a maioria dos governos da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu têm programas completo de tratamento para imigrantes, de acordo com o relatório …

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EMA

Europa atualiza avisos sobre efeitos colaterais nas bulas dos antirretrovirais

Publicado em 23 de outubro de 2015 pela European Medicines Agency A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, do inglês European Medicines Agency) atualizou as recomendações sobre o risco de alterações da gordura corporal e de acidose láctica com medicamentos para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Assim, medicamentos para o HIV deixarão de requerer uma advertência relativa a redistribuição de gordura nas informações sobre os produtos, e uma série de medicamentos da classe nucleosídeos e dos nucleosídeos análogos deixarão de exigir um aviso sobre acidose láctica. Alterações na gordura corporal: O aviso sobre as alterações de gordura corporal (lipodistrofia) foi introduzido no início do ano 2000, à luz dos achados clínicos em pacientes que tomavam as combinações de medicamentos disponíveis naquele momento. O termo “lipodistrofia”, neste contexto, refere-se às alterações na quantidade de gordura corporal, bem como a distribuição de gordura no organismo. As análises mais recentes sugerem que apenas alguns medicamentos provocam alterações de gordura — Zidovudina (AZT), Estavudina (d4T) e Didanosina (DDI), provavelmente — e estas alterações dizem respeito à …

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Ilustração de como a proteína projetada facilita a destruição das células do sistema imunológico de forma latente infectados pelo HIV.

1) proteína e células, da esquerda para a direita: engenharia de proteínas com efeito vinculativo CD3 preto-e-amarelo e espesso final de ligação HIV preto; T célula auxiliar de forma latente-infectados pelo HIV (azul); T killer cell inactivado (vermelho).

2) A proteína se liga ao receptor de CD3 sobre células T ajudantes, activando-o assim da célula T auxiliar começa a fazer o HIV e visualizadas pedaços de vírus (vermelho) na sua superfície.

3) A proteína liga-se ao fragmento de HIV em células T helper e receptor CD3 em células assassinas T, ativando a célula assassino T e trazendo as duas células juntas.

4) células assassinas T ativado destrói células infectadas pelo HIV T helper.

Crédito: NIAID

Cientistas criam proteína para esgotar reservatório de HIV

Cientistas do National Institutes of Health (NIH) criaram uma proteína que, em laboratório, despertou as células imunes dormentes infectadas pelo HIV e facilitou a sua destruição. A proteína pode potencialmente vir a contribuir para uma cura para a infecção pelo HIV, ajudando a esgotar o reservatório de células de vida longa infectadas pelo HIV de forma latente, as quais podem começar a produzir novos vírus quando uma pessoa interrompe seus medicamentos antirretrovirais. Outros estudos em animais e em humanos são necessários para determinar a viabilidade desta abordagem. Os pesquisadores descobriram que a proteína, chamada VRC07-αCD3, provocou a ativação e a morte de células T auxiliares infectadas de forma latente pelo HIV, retiradas de pacientes em terapia antirretroviral e incubadas em laboratório com células T assassinas dos próprios pacientes. Além disso, os cientistas descobriram uma versão adaptada para macacos dessa proteína, segura e bem tolerada quando administrada em macacos infectados pela forma símia do HIV e que recebem terapia antirretroviral. Os pesquisadores estão agora estudando em macacos a eficácia da VRC07-αCD3 adaptada para estes animais. A engenharia …

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Susan Sontag, autora de Assim Vivemos Agora, A Doença Como Metáfora, entre outros ensaios.

Literatura pós-coquetel (parte 2)

Por Alexandre Nunes em 16 de outubro de 2015 para Revista Cariri As respostas à epidemia aids não podem ser entendidas fora do campo da discursividade. A síndrome surgiu atravessada pelos meios de comunicação que criavam sujeitos e estigmas. Foi assim que a imprensa a denominou inicialmente como Gay-Related Imunodeficience — GRID (Imunodeficiência relacionada a gays) e popularizou-a nos primeiros anos o Câncer Gay. Naquela mesma época, a escritora norte-americana Susan Sontag deu importante contribuição para o tema das problemáticas discursivas da aids. Talvez por ter passado pelo processo de estigmatização devido a um câncer (experiência que originaria seu ensaio hoje clássico, A Doença como Metáfora), Sontag, ao refletir sobre a aids em 1986, resolveu estender os argumentos do escrito anterior criando um outro texto divisor de águas: A Aids e Suas Metáforas. Como afirmou a autora já nas primeiras linhas do ensaio: “Relendo agora a doença como metáfora pensei […] a metáfora, escreveu Aristóteles, consiste em dar a uma coisa o nome de outra.” E é especialmente contra as metáforas de guerra no discurso …

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Feliz dia do médico!

Neste domingo (18) é comemorado o Dia do Médico no Brasil e em alguns países onde o cristianismo é forte, como Portugal, Bélgica, Espanha, Itália e Polônia. A data foi escolhida em homenagem ao santo do dia, São Lucas. Ele teria estudado medicina em Antioquia (Turquia) e também teria sido pintor, músico e historiador. Consta na literatura católica que Lucas conviveu com o apóstolo Paulo e foi chamado por ele de “o médico amado”. Há muitos assim chamados nos dias atuais por causa do amor que dedicam em sua missão de cuidar de vidas, promovendo saúde, bem-estar, confiança, compreensão e respeito. No caso de pacientes com HIV/aids, desde sempre  marcados pelo estigma e pelo preconceito, esse tratamento é tão importante quanto os antirretrovirais. Por isso, aproveitamos a oportunidade para homenagear médicos que sempre estiveram na linha de frente das batalhas contra a aids. Nos consultórios, hospitais, gabinetes, nas ruas. Eles são incansáveis na luta contra aids: Paulo Teixeira foi criador do primeiro programa de DST/aids na América Latina, em 1983. Na época estava à frente do …

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HIV atacando uma célula (iStock).

Biomarcadores predizem retorno do HIV quando tratamento é suspenso

Depois de uma descoberta de pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), na Austrália, e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, os cientistas estão mais capazes de prever a rapidez com que o HIV retornará, após indivíduos interromperem o tratamento antirretroviral. Esse avanço significativo, resultante de uma parceria que durou uma década entre as duas instituições e outros parceiros internacionais, abre novos caminhos para entender por que o HIV persiste em alguns pacientes e permanece dormente e indetectável em outros. O estudo foi publicado na prestigiada revista Nature Communications. Embora a atual terapia antirretroviral impeça o HIV de se replicar, ela não elimina completamente o vírus. Destruir os reservatórios “escondidos” do vírus continua a ser um dos “Santos Graal” da pesquisa do HIV. Pesquisas anteriores mostraram que o tratamento antirretroviral iniciado logo nas semanas seguintes à infecção produz um estado de “controle pós-tratamento” em alguns pacientes. No entanto, os mecanismos que induzem a manter esse estado de remissão permanecem obscuros. Este estudo fornece uma nova possibilidade de compreensão sobre os processos que mantêm …

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WikiLeaks vaza documento sobre monopólio da indústria farmacêutica

A publicação do texto final do capítulo sobre propriedade intelectual da Parceria Trans-Pacífico (TPP)¹ pelo WikiLeaks confirma que o pacto prejudicaria a saúde pública através do bloqueio de acesso a medicamentos que salvam vidas, afirma o Public Citizen. O mais recente vazamento de um texto secreto da TPP revela como o acordo iria regredir às reformas do “Acordo de 10 de Maio”², acertado em 2007 entre os líderes democratas no congresso americano e a administração de George W. Bush. Além disso, revela a controversa cláusula que impõe “sentença de morte” a medicamentos biológicos ou biotecnológicos, que enervou as negociações do TPP em Maui e Atlanta. “A TPP custaria vidas.” “Se a TPP for ratificada, as pessoas que vivem nos países do Pacífico terão que viver pelas regras vazadas nesse texto”, afirma Peter Maybarduk, diretor do programa Public Citizen’s Global Access to Medicines. “Os novos direitos de monopólio para as grandes empresas farmacêuticas iria comprometer o acesso a medicamos nos países integrantes da TPP. A TPP custaria vidas.” “A indústria farmacêutica ganhou muito com a TPP, à …

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