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Há um ano indetectáveis com Pro 140


CytoDyn

A CytoDyn Inc., uma empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de novas terapias para combater o vírus da imunodeficiência humana, o HIV, anunciou agora que o primeiro grupo de pacientes que recebem semanalmente doses de Pro 140 em monoterapia atingiram um ano de carga viral indetectável, num estudo de extensão.

A Fase 2B do estudo com o Pro 140 foi concluída em janeiro de 2015. Após o período inicial de tratamento de 13 semanas, os pacientes com supressão da carga viral poderiam continuar a receber semanalmente o Pro 140 em monoterapia, num estudo de extensão. Os pacientes incluídos neste estudo estão infectados com cepas de HIV que utilizam o receptor CCR5. O Pro 140 é um anticorpo monoclonal que tem com grande afinidade com seu alvo, o CCR5, e potencialmente bloqueia a infecção pelo HIV. Esses pacientes substituíram a terapia antirretroviral diária por injeções subcutâneas semanais (uma dose de 350mg) de Pro 140 em monoterapia durante o estudo experimental e de extensão.

“Todos os pacientes disseram ter experimentado uma melhora na qualidade de vida.”

O Dr. Jacob P. Lalezari, principal pesquisador da Quest Clinical Research e quem cuidou de todos os pacientes no estudo de Fase 2B original da CytoDyn e continua a tratar aqueles que participaram dos estudos de extensão que estão em andamento, comentou: “Todos os pacientes que estão atualmente nesses estudos de extensão disseram ter experimentado uma melhora na qualidade de vida, incluindo melhor sono, maior nível de energia, ou a ausência de outros efeitos colaterais comuns da terapia antirretroviral.”

“Temos o prazer de ver o Pro 140 fornecer aos pacientes com HIV uma terapia quase atóxica há mais de um ano.”

O Dr. Nader Pourhassan, presidente e CEO da CytoDyn, comentou: “Temos o prazer de ver o Pro 140 fornecer aos pacientes com HIV uma terapia quase atóxica há mais de um ano. Em nossas conversas com a Food and Drug Administration (FDA), temos sido incentivados a avançar com a avaliação clínica do Pro 140, em um esforço para levá-lo ao mercado o mais rapidamente possível. Apesar de estarmos satisfeitos por ter iniciado a inscrição para a Fase 3 (um estudo de 25 semanas com 300 indivíduos), a empresa irá agora solicitar uma reunião com a FDA para discutir um outro estudo clínico de Fase 3 de longa duração com o Pro 140 em monoterapia.”

Sobre a CytoDyn

A CytoDyn é uma empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento clínico e na comercialização de potenciais anticorpos monoclonais humanizados para o tratamento e prevenção da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV. A empresa possui um dos principais anticorpos monoclonais em desenvolvimento para a infecção pelo HIV, o Pro 140, que terminou a Fase 2 dos estudos clínicos, com atividade antiviral demonstrada em seres humanos, e está atualmente na Fase 3. O Pro 140 bloqueia o receptor CCR5, utilizado pelo HIV para infectar as células T, impedindo assim a entrada deste vírus. Resultados de estudos clínicos realizados até agora indicam que o Pro 140 não afeta negativamente as funções imunológicas normais que são mediadas pelo CCR5. Os resultados de seis estudos, em Fase 1 e Fase 2, têm mostrado que o Pro 140 pode reduzir significativamente a carga viral em pessoas infectadas com o HIV. A recente Fase 2B do estudo clínico demonstrou que o Pro 140 pode impedir o escape viral em pacientes ao longo de várias semanas de interrupção de tratamento medicamentoso convencional. A CytoDyn pretende continuar a desenvolver o Pro 140 como um agente antiviral terapêutico para pessoas infectadas com HIV.

Sobre o Pro 140

pro140

O Pro 140 pertence a uma nova classe de terapias para o HIV/aids — os inibidores de entrada — que se destinam a proteger as células saudáveis ​​da infecção viral. O Pro 140 é um anticorpo monoclonal IgG4 completamente humanizado e dirigido contra o CCR5, o portal molecular utilizado pelo HIV para adentrar as células T. O Pro 140 bloqueia a cepa predominante de HIV, o subtipo R5, de entrar nas células T. Ele faz isso mascarando o receptor CCR5. É importante salientar que o Pro 140 parece não interferir com a função normal do CCR5 na mediação de respostas imunes. O Pro 140 não têm atividade agonista em relação ao CCR5, mas apresenta atividade antagonista ao CCL5, que é um mediador central em doenças inflamatórias. O Pro 140 tem sido estudado em sete estudos clínicos, todos demonstrando sua eficácia em reduzir significativamente ou controlar a carga viral do HIV em humanos. O Pro 140 foi designado como um produto candidato à aprovação rápida pela FDA.

Publicado em 21 de setembro de 2015 pela CytoDyn

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91 comentários

  1. Olha que legal tomara que andem rápido com essa vacina é libere logo para que parem de produzir os anterretrovirais por causa dos seus efeitos colaterais e que venha a vacina para termos o melhor qualidade de vida sem efeitos colaterais

  2. Cada dia a medicina estar avançando e buscando novos métodos contra esse vírus tomara que essa vacina seja liberada e que cheguem o mais rápido possível bom demais em saber só de tomar uma vacina semanal do que tomar os anterretrovirais todos os dias…

  3. Cauā+ diz

    Que Maravilha!
    Que venha o Pro140 semanalmente, seria melhor se fosse mensal, mas, semanalmente já está ótimo. 🙂

    • Única molécula pode vincular células infectadas pelo HIV para as células T assassinas

      Publicado em 29 de setembro, 2015

      Uma única molécula desenvolvida na Duke Medicina, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e MacroGenics, Inc., é capaz de se ligar as células infectadas pelo HIV para as células protetoras do sistema imune T. Poderia tornar-se uma parte fundamental de uma estratégia de choque-e-kill sendo desenvolvido na esperança de um dia limpar a infecção pelo HIV.

      A molécula é um tipo de anticorpo específico conhecida como uma proteína de afinidade Dual-Re-Targeting, ou DART®. Ela foi projetado por MacroGenics, utilizando anticorpos de HIV-alvo descobertos em Duke. Empregada cada vez mais na pesquisa do câncer, as moléculas bi-específicas têm demonstrado eficácia em ajudar o sistema imunológico a reconhecer células tumorais claras. Neste caso, os modelos pré-clínicos demonstraram que o DART cria uma união fatal entre células infectadas por HIV e células T assassinas.

      Quando Julia Sung, MD, principal autor e professor assistente clínico em medicina na UNC, usou moléculas DART em combinação com agentes adicionais que acordam reservatórios latentes do vírus escondido no corpo, a abordagem mostrou promessa como uma maneira de limpar a infecção pelo HIV.

      “Esta é uma abordagem interessante que tem o potencial para limpar um pool de células que são tão difíceis de se livrar de vírus que encontra-se em silêncio e escondidos no hospedeiro”, disse Barton Haynes, MD, diretor do Instituto de Vacina Humana Duke e um autor sênior de um estudo que descreve a molécula no Journal of Clinical Investigation.

      “Estas drogas seriam combinados com outras drogas que ativam a expressão de HIV nas células”, disse Haynes. “Assim que eles são despertados, as moléculas do DART vai atingi-las e fazer com que as células T assassinas destruam o vírus.”

      Haynes e seus colegas da UNC, a Universidade de Alabama-Birmingham, e MacroGenics fizeram um relatório no dia 28 de setembro 2015, edição online da JCI que a estratégia DART foi altamente eficaz na remoção de HIV em experimentos de laboratório.

      Para tentar modelar o que poderia acontecer se os pacientes forem tratados com moléculas DART para limpar a infecção persistente, os linfócitos foram retirados de pacientes em terapia HIV. Estas células foram então re-infectadas com diferentes subtipos de vírus HIV, e vírus com previamente recuperação a partir do reservatório viral latente do mesmo paciente. Quando as células do paciente expressa estas várias estirpes virais, as moléculas de CD8 DART “assassino” de células T combatem as células infectadas.

      Em outro experimento modelagem pré-clínicos em laboratório, expondo as células dos pacientes HIV-positivos para HIV latência e utilizando agentes invertente – medicamentos que estão em desenvolvimento para forçar o HIV dormente para fora dos reservatorios – as moléculas DART mostrou potencial para ser armas eficazes para imunoterapêutica limpando esses reservatórios latentes do HIV.

      “Uma abordagem semelhante está sendo testada para curar algumas formas de câncer”, disse David Margolis, MD, co-autor correspondente e professor de medicina, microbiologia e imunologia na UNC. “Essa idéia está sendo realocado para a cura de HIV com os nossos parceiros na Duke e MacroGenics. Este trabalho mostra que as moléculas do DART é capaz de reconhecer diferentes cepas de HIV, se ligam a células, e claro matam o vírus em muitos cenários diferentes.”

      “Embora a pesquisa em moléculas DART ainda está em estágios iniciais, é muito emocionante ver como essas moléculas pode transformar células T de outro modo ineficazes em máquinas de matar potentes contra células latentes infectadas pelo HIV”, disse Margolis.

      Os pesquisadores disseram que a abordagem DART é especialmente promissora porque a molécula recruta de um grande conjunto de células T, independentemente da especificidade, criando um ataque amplo que não é dependente de qualquer segmentação único de cepa do HIV.

      “Porque nós estamos alvejando uma região do envelope do vírus que aparece em todas as mutações do vírus, nós pensamos que será muito mais fácil de ser amplamente utilizado – pelo menos dos seus dados de laboratório”, disse o co-autor correspondente Guido Ferrari, MD, professor associado de cirurgia e genética molecular e microbiologia na Universidade Duke. “Estas moléculas DART irá facilitar o reconhecimento. Estamos ansiosos para ver como isso se traduz em estudos humanos.”

      “Esta é uma grande oportunidade para MacroGenics para expandir a nossa plataforma para aplicações terapêuticas DART além da oncologia e doenças auto-imunes e em doenças infecciosas”, disse Scott Koenig, MD, Ph.D., presidente e CEO da MacroGenics. “Estamos encorajados pelos nossos estudos de prova de conceito que mostram moléculas HIV DART a ser agentes imunoterápicos potentes com o potencial de reduzir reservatórios de HIV em pacientes.”

      Fonte:
      Duke Medicina

  4. Téo diz

    Olá Pessoal,

    Gostaria de uma orientação se possível. Meu namorado está querendo começar o tratamento com TARV e hoje ele foi fazer a consulta e solicitação de exames. Na nossa cidade, o CTA e o atendimento médico são feitos em uma policlínica (posto de saúde – SUS) da cidade. A área do CTA e do tratamento é no mesmo prédio, porém em uma outra entrada.

    Acontece que enquanto ele esperava ser atendido, na sala de espera junto com outros pacientes Soro+ e outras DSTs, apareceu um grupo de estudantes de uma faculdade particular da cidade pedindo para os pacientes participarem de uma pesquisa. Pesquisa/trabalho da faculdade deles. Na hora meu namorado ficou muito mal com a situação, pois que ali não é lugar para esse tipo de abordagem por pessoas que não fazem parte do atendimento (e que eticamente não estariam comprometidas com o sigilo do atendimento). Também, ainda com relação ao sigilo do atendimento, como uma pessoa já fragilizada com sua situação positiva pode se sentir acolhida sendo exposta desse jeito? A cidade onde ele mora não é muito grande, então, é possível que essas mesmas pessoas que foram lá abordar os pacientes, sejam as mesmas que ele vai encontrar nas baladas, ou ainda, podem ter amigos em comum e tal.

    Sendo o sigilo garantido por lei, como proceder para abrir uma reclamação para que isso não se repita?

    Quero deixar claro que sei da importância de pesquisas e de levantamento de dados para o combate da transmissão etc… Porém, ao meu ver, isso poderia ser feito internamente pelo pessoal interno que poderiam fazer uma triagem de quem gostaria de participar da pesquisa/trabalho, não afetando assim o sigilo dos outros pacientes.

    • Téo diz

      Desculpem o textão.

      Corrigindo:
      Na hora meu namorado ficou muito mal com a situação, pois que ali não é lugar para esse tipo de abordagem por pessoas que não fazem parte do atendimento (e que eticamente ESTARIAM comprometidas com o sigilo do atendimento).

      Quis dizer que quem presta o atendimento (enfermeiras, médicos, etc.) estaria comprometido com o sigilo (que é garantido por lei). No caso os estudantes não necessariamente estariam comprometidos com isso. Da maneira que escrevi deu outra idéia.

      • maispositividade diz

        Nossa, Téo, que situação a dele! Também acho bem estranho esse lance de meros estudantes realizarem esse tipo de abordagem num local como esse! Procure o algum médico coordenador do CTA e tente esclarecer isso com ele! Mais triste ainda é o preconceito que faz com que as pessoas se escondam! Boa Sorte!

    • Jobs diz

      Olá Teo! Situação semelhante acontece comigo. Moro em uma cidade pequena também e a médica recebe estagiários de medicina toda quinta feira. Logo, ao marcarem a minha consulta a enfermeira tem a sensibilidade de nunca marcar nesses dias de coatendimento acadêmico. Mas no caso dele, deve entrar em contato com a diretoria do hospital. Via email para que realmente esse tipo de situação não se repita. E detalhe: acadêmico é muito curioso e adora estagiar nessa área de dst justamente por isso!! Infelizmente, falo porque eu sei, soubda área da saúde. Espero ter ajudado.

      • Téo diz

        Pessoal, obrigado pelas informações.

        Liguei hoje para o 136 do Ministério da Saúde e a atendente me informou que esse tipo de acontecimento, obviamente, não é correto. Todas as etapas de atendimento, tanto nos testes do CTA quanto nas consultas do tratamento, são sigilosos (inclui-se aqui a sala de espera desses lugares). Então ela me informou que eu devo abrir uma reclamação por esse telefone (136) mesmo pois dessa forma o Mnistério da Saúde cobrará explicações do CTA.

        Mas de qualquer forma, seguirei o conselho de vcs, amanhã ligarei para a policlínica e tentarei falar com algum responsável pelo setor.

        Obrigado =)

      • Téo diz

        Sim, MaisPositividade e Jobs, concordo com vcs. De acordo com meu namorado eram em torno de quatro estudantes pedindo para as pessoas responderem um questionário e convidando para participar de atividades físicas na faculdade (veja se tem cabimento?!!). Ele disse que não queria participar e os estudantes não insistiram. Meu namorado não soube precisar se os alunos eram da área da saúde, de educação física, etc… pois ele não quis nem prestar atenção no eles disseram.
        Devido eles estarem dentro do local de consultas, suponho que eles tinham autorização do pessoal da clínica (CTA) para estarem lá. EU achei muito absurda a história quando ele me contou.

        O preconceito faz com que a gente se esconda pra evitar sofrimento, rejeição … Ainda mais começa de tratamento, muitas consultas, muitos medos, e ainda passar por esse tipo de situação.

  5. Matheus diz

    O que mais me anima nessa PRO140 é por ser “quase atóxica”, quanto menos efeitos colaterais melhor…já em relação a doses semanais não vejo vantagem…mas se ela provar ser menos tóxica lógico que compensará a mudança do tratamento.

    • Bruno Macedo diz

      Vc toma 31 comprimidos ou mais e nao vê vantagem em receber 4 injeções mensais? Estranho eim!

  6. Matheus diz

    O correto seria o infecto perguntar se seu namorado toparia participar da pesquisa e tal durante o atendimento e não uma abordagem de pesquisa de rua dessas…relate ao infecto ou alguem da supervisão do CTA sobre o constrangimento para que não ocorra mais.

    • Flor diz

      Exatamente isso. Infelizmente o preconceito é o grande vilão de tudo, não fosse por isso as pessoas não precisariam se esconder tanto e ter tanto medo do teste. Se querem tanto acabar com a epidemia, que acabem com o preconceito. Desta forma todos fariam o teste como fazem um outro exame qualquer…
      Mas falta interesse de muitas partes, infelizmente!!

    • Téo diz

      Sem dúvida, já que queriam fazer uma pesquisa/trabalho no local, que entrassem em acordo com os funcionários de lá (infectos, enfermeiras da pré consulta, …) e eles fariam a triagem de quem gostaria de participar e tal. Vou abrir uma reclamação no Ministério da Saúde e ligarei para o CTA onde isso aconteceu.

      Só fico me perguntando, que Comitê de Ética teria autorizado esse tipo de pesquisa com esse tipo de abordagem? (Isso pq qualquer pesquisa que envolva humanos, incluindo respostas a questionários, devem passar por um comitê de ética acadêmico para ser autorizado antes de ser colocado em prática)

      • Alessandro diz

        Quando fui diagnosticado, fui me consultar em um hospital universitário, na boa, me senti uma cobaia, entrou tantos alunos na sala onde estava a infectologista que em um determinado momento saia uns para entrar outros, e eu lá desolado e tendo que responder um bando de perguntas retóricas (extremamente óbvias) tenso… Fiquei internado então n tive para onde fugir, todos os dias enchia em volta da cama um bando de estudantes, fazendo cara de dó… De pena… Aaa pqp viu, só nos fds eu tinha socego, triste esse tipo de coisa hein, lendo seu relato me veio um dejavu sobre oque passei… Espero que isso mude, no SAE onde busco meus medicamentos mesmo quando vou buscar os funcionários 90% mulheres, estão todas sentadas na recepção tricotando da vida alheia enquanto me sento para aguardar atendimento da farmacêutic posso ouvir as fofocas, pra caba isso !!!

          • rafa diz

            Na internet sempre teremos as ditas “Professora Helena”… Tanta coisa para se preocupar e a pessoa prefere ficar corrigindo ou melhor denegrindo a imagem da pessoa pelo fato de ela ter erros de português no texto dela. Mais amor nesse coração querido.

          • Bruno Macedo diz

            Esse seu “nossa!” deveria vir seguido de um sinal indicativo de exclamação. Logo, não fale dos erros dos outros, sem antes corrigir os seus.

  7. caradobemsampa2 diz

    o mais animador é acompanhar a evolução!
    vida mais saudável, cada vez mais.
    abraçao

  8. Tratamento do HIV: proteção natural contra a AIDS pela Universidade de Trento

    A defesa natural para tratar a descoberta do HIV, na Universidade de Trento, descobriram uma proteína celular que pode bloquear a propagação do vírus

    O estudo, realizado por uma equipa de investigação da CIBIO de ‘Universidade de Trento liderado por Massimo Pizzato, foi publicado na revista científica “Nature”

    Aos 35 anos a partir da identificação do vírus que causa a SIDA tem causado no mundo mais de 39 milhões de mortes, ainda não há nem uma cura nem uma vacina.

    Pesquisa sobre HIV cuidado conduzido por Massimo Pizzato e seu grupo de pesquisa do Centro para Biologia Integrativa (CIBIO) da Universidade de Trento agora abrindo novas perspectivas. Os resultados foram publicados hoje na revista científica “Nature”.

    Pesquisadores da Universidade de Trento descobriram a existência nas células de um poderoso inibidor natural da infecção viral, chamado SERINC5, pode neutralizar o HIV e outros vírus semelhantes. A capacidade do vírus para infectar as células depende da sua capacidade de contornar esta defesa natural, até então desconhecida.

    Uma vez que mais de 20 anos que se sabe que a capacidade de HIV para SIDA causar depende da presença de um lado, chamado de Nef, o que torna o vírus muito infeccioso. Os pesquisadores agora compreender que Nef actos permitindo que o vírus para escapar sua atividade antiviral de SERINC5, tornando-se extremamente agressivo.

    “Quando uma célula está infectada com o HIV começa a produzir novos vírus precisam de espalhar a infecção por todo o corpo”, explica Massimo Pizzato, que liderou a pesquisa na CIBIO. “SERINC5 está localizado na superfície da célula e aguarda o vírus isca esses para ser incorporado em-lo e torná-lo incapaz de infectar novas células. A infecção por isso não pode propagar. No entanto, na continuação da guerra travada com as células, os vírus têm tomado um passo adiante, ganhando a batalha para agora. Na verdade, com a sua proteína Nef de HIV tenha adquirido a capacidade de remover a partir da superfície celular SERINC5 evadir a sua acção antiviral “.

    A descoberta no tratamento de HIV, assim, resolve um mistério na pesquisa científica do HIV durou mais de 20 anos e foi até há poucos dias totalmente sem solução, apesar da investigação ininterrupta de muitos outros laboratórios em diferentes partes do mundo. Estes resultados sugerem agora uma nova perspectiva na luta contra a AIDS. “Nossa descoberta expõe um calcanhar de Aquiles do vírus” continua Pizzato. “SERINC5 é um agente extremamente poderoso. Estamos agora a trabalhar para torná-lo “invisível” para o HIV e, em seguida, para gerar uma defesa que o vírus não pode mais fugir. Nesse ponto vamos ter nos feito um passo crucial à frente do vírus “.

    O diretor do CIBIO Alessandro Quattrone diz isso na pesquisa de cuidados de HIV: “Isso aconteceu, de fato importante, Massimo Pizzato e seu grupo foi possível graças a uma implementação eficiente no centro de novas tecnologias para a leitura dos genomas, que confirma a atualização tecnológica contínua é a única maneira de ficar à frente em um campo altamente competitivo, como a investigação biomédica. Depois de anos de investimentos significativos, podemos dizer que a Universidade de Trento, para esta e outras contribuições, é reconhecido mundialmente no estudo de doenças “.

    A pesquisa é o resultado de anos de trabalho liderado pela “interação de células-Virus” grupo de pesquisa da Universidade de Trento (que além de Massimo Pizzato inclui seus funcionários Annachiara Rosa, Ajit Chande e Serena Ziglio), com o apoio da “Laboratório de Biomolecular Sequência e Estrutura de Análise de Saúde” (um laboratório compartilhado entre CIBIO, FBK e CNR) e Federico Andrea Santoni Universidade de Genebra.

    Em conjunto com o estudo da Universidade de Trento, o laboratório de Heinrich Göttlinger da Universidade de Massachusetts, ele tem os mesmos resultados usando uma metodologia diferente, fortalecendo, assim, o âmbito ea importância da descoberta em cuidados de HIV. Os resultados de ambos os estudos são publicados de forma independente na mesma edição da revista “Nature”.

    http://www.controcampus.it/2015/09/cura-hiv-difesa-naturale-aids-dalluniversita-trento/

    • Alessandro diz

      Caramba, muito interessante isso aí em EGC, senti falta desse post tbm no outro fórum, abraço.

    • Marian de Madri, eu estive com HPV terrível e asma por 65 anos e o médico disse que não tem cura! Eu estava realmente tendo um mau tempo … Acreditava no poder de cura incrível … Ele está aqui e experimenta um toque … Eu usei óleo de unção e água benta … É grátis … Eu apenas pago pelo serviço de correio (serviço postal) … Nunca vi esse poder, tais coisas na minha vida … AWESOMEHEALINGPOWER@GMAIL.COM
      Eu usei medicamentos de Herb e Inglês, ambos me falharam … Eles não trabalharam?
      Apenas um toque de óleo de unção e água bendita da PST. Fui curado, estou totalmente livre de HPV e Asma …
      Esta é a verdadeira experiência da história da vida mesmo! seja libertado de doenças, ataque espiritual, Barrenness_, Infertilidade_ Casamento quebrado, buscando parceiros de vida e toda forma de vida voltada @ AWESOMEHEALINGPOWER @ GMAIL.COM

  9. Guerreiro Azul diz

    Melhora na qualidade de vida, atóxica, aprovação rápida pela FDA. Gostei dessas partes, precisando muito.

  10. Bruno diz

    Gnt alguém sabe me informa se é possível a contaminação se o sangue de uma pessoa com vírus em entrar em contato com uma espinha pod transmitir o vírus abrcs

  11. Gil diz

    PESSOAL… QUANTA NOVIDADE BACANA!!
    Primeiro: a vacina semanal pode ser chata mas, se é menos tóxica, creio que seja de grande valia. Outra questão: as pesquisas apontam que, em breve, teremos mais frentes de cura do vírus, tirando-o de cada organismo infectado. Muito em breve. Para a maioria dos que escrevem aqui, infectados há não mais de 5 anos, creio que mesmo com dez anos a mais até as medicações de cura chegarem, ainda estaremos bem, o fígado vai aguentar, sim.
    Tem muita coisa no campo da biomedicina, da biologia molecular, virá uma cura em várias frentes, vai até perder a graça de tão comum.

  12. Gil diz

    OLÁ TÉO!

    Sugiro que vocês descubram qual é o curso que foi fazer a entrevista, verificar se tem realmente autorização de Comitê de Ética para pesquisa com humanos, que se telefone para o coordenador do curso e explique a situação constrangedora. E veja com seu namorado se eles passaram o protocolo de abordagem, garantindo sigilo (os estudantes se submetem à questão da Ética em qualquer atividade de aprendizagem no campo da saúde, isso é lei), a impessoalidade, o destino dos dados.
    Também pode ver qual instituição e ligar para alguém do Departamento de Bioética, a ouvidoria, além da coordenação de curso, além do 136.
    Garanto que o coordenador, ouvindo a situação e, vendo como pegou mal para a instituição, a coisa toda melhora, para vocês e para os próximos pacientes.
    Formar bons profissionais passa, muitas vezes, por esta adequação.
    Abraço, amigo!

  13. Ricardo - Guarulhos diz

    Que noticia boa, acho sim super valido o tratamento semanal em especial por ser um tratamento menos atóxico, muito embora eu não tenha sentido absolutamente nada desde que comecei minha terapia (dia 18/08 fez um ano). Ah e sobre o episódio narrado acima pelo Téo e por mais alguns colegas, eu vivi uma situação similar : Em Abril deste ano, operei as pressas da Apêndice, num primeiro momento omiti minha sorologia, mas com receio de ficar sem tomar a medicação e para que o médico ficasse “mais esperto” na hora da minha operação, minutos antes de entrar na sala de cirurgia, chamei o médico e falei sobre a minha situação, o mesmo em ato continuo, anotou em letras garrafais HIV POSITIVO no meu prontuário…até ai tudo bem ! Dizem que eu chamo atenção (beleza), muito embora eu não me sinta tão belo, mas depois desta anotação no meu prontuário eu parecia um artista de 1ª linha da Globo, de tanto entra e sai de todos enfermeiros(as) sem exceção. Fiquei chateado, pois antes da anotação eu era um paciente comum, depois virei “estrela”. Sei lá, acho que eles esperava encontrar um cara caquético, feio, triste, pálido, encontraram o oposto a tudo isto, ficavam sem entender absolutamente nada e com aquela cara de “ué”…numa determinada hora fingi que estava dormindo, e eu ouvi um Auxiliar de Enfermagem falar para o outro, “é este aqui, lindo ele né ? que dó…” PQP ! Dó deles, que mesmo estando nesta área, na sua maioria, são tão desinformados. Enfim, mesmo chateado naquele momento, atravessei esta barreira numa boa, pois a gente sabe exatamente como estamos e que a cada dia estamos mais próximos do grande chute neste preconceito idiota e também neste vírus intruso ! E por hoje é só, saúde, paz e vida longa para todos !!!!!

    • Alex diz

      Só não entendi pq vc quis contar ao médico q tinha hiv, para “deixá-lo mais esperto”? Como assim?

      • Ricardo - Guarulhos diz

        Então Alex, algumas neuras que a gente ainda leva (infelizmente), só mesmo por uma questão de ficar com a consciência tranquila.

      • Alessandro diz

        Bom e recomendável que seja dito por conta da tal inteiração medicamentosa, exemplo se vc for ao dentista e for usar anestesia, é bom informar para que seja usado em dose e tipo específico de acordo com seu esquema de medicamentos.

        • Alex diz

          não sabia q anestesia interage com o medicamento, eu tomo o remédio 3 em 1, ocorre algum prejuízo se eu tomar anestesia? Pode prejudicar o tratamento do hiv ou tirar o efeito da anestesia?

  14. Ombro Amigo diz

    A cada dia que passa fico feliz com o avanço do TARV. Se pensarmos como era o tratamento há 20 anos e como é hoje: em 1996 eram mais de 30 comprimidos diários e hoje um único. Os efeitos colaterais diminuem e a qualidade de vida aumenta. Creio que essa medicação demore ainda 2 ou 3 anos para entrar no mercado, mas quando entrar será mais um tempo para o Brasil adotar.

    Creio que até 2020, o tratamento já deva ser mensal ou mesmo anual…quem sabe…

    • Rick diz

      Quem sabe nossa cura não chega, vamos esperar né ou pelo menos remédios com dosagens mais baixas e menos doses diárias… Saúde a todos!

  15. luquinha diz

    Amiguinhos estamos terminando Setembro , e que venha Dezembro rs .Papai Noel vai dar presentinho !

  16. Paciente e Otimista diz

    Fico Muito contente que novas estratégias contra o HIV estão dando certo, mas na minha opinião o remédio é mais comodo do que uma injeção semanal pois o CTA que frequento não é da minha cidade e teria que faltar 1 vez por semana do trabalho pra ir tomar as doses…outro ponto que tbm acho difícil é a exposição pois sou de cidade pequena e o local de tomar as injeções como será? Qual o opinião de vcs amigos? O remédio pego para 60 dias e a entrega é discreta e fácil. Um abraço a todos!!!

    • Alex diz

      Acho que as injeções poderiam ser aplicadas pelo próprio paciente, como já ocorre em quem precisa tomar insulina diariamente. E nesse caso devem entregar remédio para pelo menos um mês, embore ache q seriam para dois meses.

      Mas de qlqr forma isso não deve chegar mt cedo no Brasil, pelo menos não pelo Sus.

  17. Fernando diz

    Olá bom dia, eu tenho 25 anos e descobri que sou soropositivo há 3 meses, na segunda-feira passada (28/09/15) eu tive minha 2º consulta com o infectologista e ele me receitou o anti-retroviral 3em1, eu disse que iria tomar e estava mesmo disposto a começar o tratamento, mas quando cheguei em casa tive MEDO, receio ou sei lá o que e até hoje (01/10/2015), ainda não tomei. Estou com receio dos efeitos colaterais, antes de tomar gostaria muito, preciso muito de opinião de quem já toma e como foi nos primeiros dias.

    Alguém aqui pode me ajudar?
    me dá uns toques?
    desde já agradeço

    • Su diz

      oi gustavo tbem soi soro positiva,descobi cerca de um mes,logo inicie o tratsmento 3 em um, e nao tive reaçao alguma, estou a um mes com a medicsçao, recomendo. fica na paz.

    • Alex diz

      Tbm descobri nesse período, depois de pesquisar bastante vi que o melhor mesmo é iniciar o quanto antes, e assim comecei antes mesmo de ter os resultados dos exames de carga viral.

      Quanto a efeitos, só vai dar uma tontura fortinha cerca de uma hora após vc tomar, nos dois ou três primeiros dias, parecida como se vc tivesse tomado umas 5 latinhas de cerveja (sem a parte do enjoo e sem a ressaca no dia seguinte). Depois nos outros dias a tontura ou vai desaparecer ou vai parecer que vc tomou meia latinha de cerveja, rs.

      E quanto a demais efeitos colaterais, não devem aparecer, pelo q li isso acontecia em remédios mais antigos, não nesses, o que pode ocorrer e é normal é uma alergia de pele após uns 10 dias (pequenas manchas vermelhas no braço bem discretas, que logo somem após tomar um anti alérgico e não aparecem mais). Se por ventura ocorrer uma reação alérgica mais forte, o que é muito improvável, talvez seu médico troque por outro remédio que seu corpo se adapte.

      Mas não tenha medo, ou tenha, mas não faça o medo impedir de vc tomar o remédio, se vc tem medo dos possíveis efeitos dos remédios, que são “leves”, provavelmente teria mais medo ainda dos efeitos de não tomar o remédio que é deixar o vírus ficar invadindo mais seu corpo e ameaçando pegar alguma doença grave.

    • Bruno Macedo diz

      Tomo há 14 dias. Não tive aids, mas me sinto muito bem. Mais uma coisa: se nao tomar sua carga viral tende sempre a crescer (a não ser que vc seja uma grande exceção) e suas células de defesa so vão caindo. Por tanto, tome logo.

    • Samuel diz

      Ei Fernando…. esse seu medo deve ser um ponto esclarecido com o seu infectologista. A depender do seu CD4 e carga viral dá até para esperar. O início do tratamento é uma decisão muito séria que vai durar sua vida toda. Portanto, haja com a razão!
      Em relação aos efeitos colaterais, realmente vão acontecer. Em cada um, acontece de uma forma diferente. Em mim, tive tonturas que duravam alguns minutos, e um cansaço grande. Hoje sinto uma pequena dor no estômago. Mas eu me sinto muito bem quando faço atividade física. Sinto que a resposta ao remédio é mais eficaz quando somado ao exercício e uma boa alimentação diários.
      Cara, procure seu infectologista novamente e converse com ele… E tome seu medicamente corretamente… vai dá tudo certo.

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Fernando bom dia ! Já iniciou seu tratamento ? Se não, rapaz não perca tempo. A melhor coisa é depois de dois/três meses o infecto virar pra você e falar “Parabéns, você está indetectável !” Putz isto não tem preço, você sai pisando nas nuvens, rsss. Ah, quanto aos efeitos colaterais, eu mesmo não tive nenhum com exceção de uma leve tontura na primeira noite, creio eu mais pelo aspecto emocional do que pelo remédio em si. Encara o TARV como uma vitamina diária e sem neuras! Abração

    • Deivid diz

      Oi Fernando, a ideia eh nao pensar muito em efeitos colaterais. Eles acontecem, mas se vc ficar pensando muito a coisa nao eh agradavel. O certo eh vc tomar a sua “balinha” e viver a vida normalmente.

  18. Gustavo diz

    Ah nuw gostei disso nao…n quero tomar uma.injeção toda semana… Vou me sentir muito doente… mas o estudo e legal, pq dae vai aumentando d uma semana para um mes… tomara q chegue logo p em cada 6 em 6 meses srsrra eu eu topo kkkkkkk mas atechegar isso ae falta muito ainda… deixa eu aqui com os meus q tomo todo dia com um copo d’água mesmo srsr

    • Alexandre diz

      O cara toma remédio todos os dias e não se sente doente, mas com uma injeção semanal, se sente. Cada pérola que a gente lê aqui!
      Uma coisa me deixa curioso nesse estudo. Eles citam que somente os que permaneceram indetectáveis continuaram o estudo até agora. Queria saber qual o número de participantes que começaram o estudo e qual o número de pacientes que continuaram até agora.

        • A cura 100% parece mesmo impossível. Pois, o vírus hiv deixou bem claro que veio para ficar. Agora uma cura funcional tipo uma vacina uma vez por ano, parecido com a vacina da gripe, com certeza sairá e estamos mais perto do que nunca e talvez a teremos agora em 2016. A meta é de fato acabar com esses comprimidos diários. Seja uma cura por células tronco, proteina blah blah blah, transplante blah blah blah etc será a solução pra tudo. A França está bem adiantada com três injeções somente por ano e Michael farzan está também chegando a quase uma cura total funcional. Sem falar na cytodyn que ja chegou la com a pro 140 e outros países que estão com os seus quardadinhos esperando o momento certo para suas novidades.

  19. Matheus diz

    Fernando comece logo seu tratamento…os efeitos colaterais do 3×1 são poucos e passageiros se vc apresentar algum…não dê chance pra esse viruszinho se multiplicar ainda mais em seu corpo,abç.

  20. Lucas diz

    Realmente impossível agradar a todos, estamos a um passo da “cura funcional” com medicamentos espaçados e tem gente que não gosta! vai entender… De qualquer forma, pensem apenas no fato “QUASE ATOXICO” por favor.

    Abraços e fé meu povo… logo logo estaremos lá (na cura) rs

  21. AmigoPositivo diz

    acredito que essa vacina semanal está bem próxima de se tornar realidade, sim! acredito, também, numa vacina mensal lá na frente… a tendência é sempre essa, a ciência não anda pra trás… ou ela permanece num mesmo patamar por um período (e aí não fica à toa, pois os estudos não param) ou ela avança e avança muito…

  22. Positividade diz

    Minha pergunta é simples: após vocês iniciarem o tratamento, o cabelo parou de cair e cresceu novamente ou apenas parou de cair?
    Começo meu tratamento semana que vem mas meu cabelo continua caindo bastante e tenho apenas 23 anos.

  23. Tb não me agrada a ideia de tomar injeção toda semana, mas se for garantia de efeitos colaterais quase nulo, então que seja. De qualquer forma, quando lançar vai ser super caro, mesmo pra quem mora na Europa ou EUA. No SUS provavelmente só vão fornecer pra quem já tiver passado pelos remédios mais baratos e não tiver conseguido ficar indetectável. Mas isso não deixa de ser positivo. É uma esperança pra quem achava q não tinha mais jeito. E ainda pode ter um outro efeito muito bom: pode baratear medicamentos que hj são muito caros, permitindo assim que mais pessoas tenham acesso.

    • Carlos diz

      Pessoal, estou gostando muito deste blog. Tive uma situação de risco, estou fazendo os exames, mas depois de ler bastante aqui, minha mente hoje é outra. Seja qual for o resultado, a vida continuará.

  24. Edu diz

    Fernando,
    Tomo o 3×1 desde primeiro de junho.
    Tomo antes de dormir, por recomendação da farmacêutica do CTA onde os pego, apesar do meu infecto ter pedido para tomar após o café da manhã.
    Tive sonhos vívidos na primeira semana, talvez primeiros cinco dias. Eu adorava! Hahahaha… Não são pesadelos necessariam, são sonhos que se parecem reais. Pense coisas boas e terá sonhos bons.
    Tive também a sensação de embriaguez, uma hora após tomar o remédio. Tive por três meses, até entender que estava ingerindo o remédio com comida e isso estava retardando sua absorção, daí a sensação de embriaguez. Parei de comer duas horas antes do remédio e não tenho mais nada! Funcionou pra mim.
    Os outros efeitos colaterais que vc lê por aí, não são do 3×1 (enjoos, lipodistrofia, etc).
    Sinceramente, pare de pensar em efeitos colaterais. Eles só existirão se vc acreditar que você os terá. Conheço gente que acha que, só pq não teve nenhum efeito colateral, o remédio não está fazendo efeito. Errado, de novo!
    Cada um reage de uma forma ao medicamento.
    E por último, siga o que receitou seu infecto: tome seu remédio. Sem medo!
    Quanto antes começar, antes estará controlada a infecção no seu corpo, antes os vírus pararão de se multiplicar e mudar e se esconder. E quando a cura chegar, quando as futuras terapias chegarem, vc estará pronto para recebê-las, como mostram TODOS os estudos nesse sentido, o paciente tem que estar indetectável e quanto antes tiver começado, melhor!
    Força, garra, Fé e um grande abraço.
    Sem medo nessa nova fase da sua vida…

  25. Fernando diz

    Muito obrigado pelas informações, respostas, ajuda e força. Vcs devem imaginar o que sinto, talvez vcs já tenham passado pelo mesmo no começo do tratamento de vcs, agora que li esses comentários me sinto mais seguro e forte pra começar o meu tratamento e hoje 02/10, como recomendou o médico do CTA onde vou, pretendo as 23h tomar meu primeiro 3×1 e começar meu tratamento. Obrigado mesmo, em especial Alex, Bruno Macedo, Matheus e Edu que direcionaram as respostas a mim. Fiquem bem

  26. MK diz

    JS e FERNANDO :
    JS: Acompanho teu blog desde 8/11 quando me infectei, apesar de ser meu primeiro comentário, e gostaria inicialmente de parabeniza-lo pelos posts tão esclarecedores e a “quase” todos os participantes pela força e coragem de enfrentar nossa condição sem medo.
    Minha infecto seguia o modelo antigo, com indicação de tarv só para <350, depois, <500 e portanto fiz apenas acompanhamento. Minha progressão de cd4 e carga viral foram mt aleatórias nesse tempo, seguindo basicamente desssa forma (cd4/cv):
    554-4.575(2011)
    630-2.953(2012)
    1057-7.526(2013)
    659-4.928(2014) e
    atualmente 397-2.050.
    Fiquei encafifado sobre 2013, quando obtive o maior cd4 (1057) mas também a maior carga viral (7.526), minha infecto também não conseguiu me explicar direito.
    Enfim, decidi aderir a tarv (3em1), retirei em 25 de agosto, mas o SUS me ligou dizendo que tinha conseguido autorização pra uma endoscopia que pedi em setembro do ano passado, então fiz dia 3 setembro e fui diagnosticado com H.Pilori.
    Assim como o FERNANDO, não tive coragem de começar o tarv, medo de sentir muita azia devido a Pilori, mas fui num clin.geral, já que minha infecto só 13/10 e ele me disse que não deveria tratar o PILORI e poderia começar tarv sem medo.
    Além do receio dos colaterais, confesso que toda vez que seguro o remédio sinto frio na barriga pensando na adesão vitalícia, como se fosse um controle externo pra me tira da rua, me obrigar a dormir, ainda por cima sinto muita fome de madrugada, e nunca consigo ficar as 2 horas sem comer. 1 hora sem comer e já fico louco por um snack.
    A notícia que postou, pra mim é MARAVILHOSA. A idéia de tomar apenas uma picada semanal me emociona muito, já que além dos medos relatados, TENHO MUITA DIFICULDADE EM ENGOLIR REMEDIOS. Nem CENTRUM consigo engolir, e o 3em1 é o DOBRO do tamanho. Claro, vou dar tudo de mim, mas sei que vou ficar muito entalado.

    Gostaria de saber sua opnião sobre PILORI, se alguém também é portador aqui, e também sobre CMV, pois também sou portador.

    Gostaria de participar de grupos de discussão, o tal do KIK que li por aqui, então se puder me convidar pra alguma coisa meu mail é positivomkz@gmail.com

    Bom, desculpe o texto enorme, mas foi meu primeiro contato, os próximos prometo maneirar 🙂 E começo hoje a Tarv.

  27. MK diz

    Outra pergunta:
    O 3 em 1 que vcs fazem uso é do HETERO LAB, ÍNDIA ?
    Pra que esse nome, já tem tanta teoria de conspiração por aí, que isso, parece cura gay!

  28. Daniel Silva diz

    Estou indetectável desde meu exame em Setembro de 2013. Tomo Lamivudina, Efavirens e Tenofovir, e faço auto-hemoterapia desde Abril de 2013.

      • ricardo costa diz

        Hemoterapia mais econômica e fácil de fazer é a do México. Se tira 20ml de sangue e o aplica no soro. O soro pode ser guardado na porta da geladeira por ate um mês. E com seringas de diabéticos (agulha fina – praticamente sem dor) vc mesmo aplica 5ml no músculo. Isso evita furar a veia toda semana. O melhor soro é aquele vitaminado e vc pode encontra-los em farmácias.

      • Dan Silva diz

        “Basicamente”, auto-hemoterapia é o procedimento de reinjetar seu próprio sangue em você (uma enfermeira faz isso pra mim a cada 7 dias), fazendo com que seu organismo gere os Macrófagos (células de defesa do corpo) que entendem que seu sangue é um “corpo estranho” e eles vem ao socorro do seu organismo, assim você fica com mais dessas células por este período ( o pico de geração dos macrófagos é 5 dias após a reinjeção) e você fica mais resistente as doenças. Procure no Facebook, vai encontrar grupos e pessoas que fazem isso por todo o país. Faço desde antes de começar com os remédios, uma vez por semana, e resolvi fazer porque li aqui um post de alguém que disse que fazia e que o ajudou muito. Digo que tenho estado bem desde então, sem nenhuma intercorrência médica. Leia a respeito, eu acho que vale a pena.

        • Positividade diz

          Muito obrigado pelas respostas Dan Silva e Ricardo Costa. Vou me aprofundar no assunto e saber consigo fazer isso na minha cidade. Alguém tem uma ideia de custo mensal? Pode ser uma base…

  29. Jorge diz

    Boa tarde, eu fiquei paranóico com o HIV por seis meses, fiz mais de 6 exames negativos e finalmente saiu meu sétimo negativo depois de 6 meses. Foi horrível o que eu passei, cheguei até a pedir consulta em psiquiatra pra me receitarem remédios contra ansiedade, porque nem dormia direito. Por isso que eu desejo do fundo da minha alma que apareça uma cura, pelo menos funcional como uma vacina por ano pra vocês. Eu estou dando força pra vocês, não percam as esperanças.

    Infelizmente não posso fazer nada a não ser torcer por uma cura pra vocês, como eu queria poder ajudar vocês, por um mês eu senti todo o sofrimento e a angústia que um soropositivo passa. Não desejo essa doença pra ninguém.

  30. Beto diz

    Este blog sempre me trouxe conforto. Desde o dia que recebi o diagnóstico positivo. Foi uma jornada desesperada em busca de informações pela net, nem todas trazendo informações precisas ou alguma palavra que confortasse. Mas aqui encontrei informação segura, desprovida de ignorância. Hoje, 5 meses após o diagnóstico, de muito choro, desespero, medo, vontade de suicídio, travou-se uma jornada, sempre com apoio de meu companheiro, soronegativo, em superar toda a dor.
    Após um mês do diagnóstico, com carga viral em 20.000, comecei o tratamento. Os efeitos colaterais foram poucos, mas suficientes para criar certo alarme e ainda mais desespero, no primeiro mês de uso. Em quatro meses de uso, mudança na alimentação, aconselhamento psicológico e psiquiatrico, visitas mensais ao infectologista, comemoro o resultado dos exames como indetectável. O que mudou? Parece que tudo mudou, embora tirando os cuidados, tudo parece como antes.
    O peso do estigma é ainda o que carrego. Mas a cada dia mais suportável, porém sempre preocupado em manter a sorologia em sigilo. Parece um carimbo que se carrega mas tem-se que mantê-lo escondido. Faz parte!
    Alguma notícia sobre cura ou o melhor tratamento virou uma busca rotineira. É a esperança que nunca morre.
    A todos nós, soropositivos, pessoas comuns, de carne, osso e sentimentos, penso positivamente para que tão logo, mesmo antes de que se divulguem a cura, que se divulguem a cura da ignorância que o mundo tem a respeito do vírus e de como vive uma pessoa infectada. Torço todos os dias para que o mundo veja o vírus e as pessoas infectadas com outros olhos e não da forma que ainda somos vistos. Acredito que com isso, o sofrimento do infectado e sua disposição em lutar contra o vírus possa ser amenizado, pois não seremos vistos como seres anormais.
    E que este blog seja cada dia mais um instrumento de elucidação de dúvidas, contra o preconceito e a ignorância dos mal informados.

  31. Fernando diz

    Olá, sou Fernando do post lá em cima (02/10)
    Eu comecei meu tratamento, hoje faz quase uma semana que comecei a usar o 3×1 e realmente como muitos relataram aqui, os efeitos colaterais existem, mas variam de pessoa pra pessoa e em mim foi péssimo nos primeiros dias, mas hoje mesmo antes de fazer 1 semana de tratamento eu não sinto grandes coisas.

    No 1º dia tive sonhos esquisitos, acordei no meio da madrugada e estava tudo girando muito, parecia que eu estava bêbado.
    No 2º dia, acheio pior pois eu fiquei muito eufórico, enjoado e com pensamentos horríveis que não gosto de comentar aqui, mas a partir do 3º dia até hoje eu sinto menos coisas, apenas sonolência e um pouco de fadiga.

    A ajuda de alguns aqui e do próprio blog foi de extrema importância pra mim, até pq moro com meus pais e irmãos e (ainda) não contei pra eles, há 3 meses sabendo do resultado positivo eu guardo isso só pra mim e pros médicos. Esse blog está sendo um suporte de grande ajuda e espero poder compartilhar mais com vcs e saber de mais histórias, assim fortalecendo e quem sabe tomando forças pra expor minha condição pra alguém.

    Muito obrigado.
    Fernando – Recife/PE

  32. Izabel diz

    Gostaria de parabenizar a vocês pelas postagens. Não sou soropositiva, mas tenho alguém na família que é. E este blog ajuda a entender a realidade desta pessoa. Entender sua cabeça, seus sentimentos e quebrar os paradigmas. Ah, a visão é outra viu. Vou contar uma história para vocês, que no fim só risadas.kkkkkk
    Fui acompanhar duas pacientes ao CTA, mi há profissão é acompanhar pacientes presos. Dai fiz um teste rápido. Deu hepatite c positiva. Quase morri até acabar o plantão. Sem sono, fome, chorei a noite toda. 😦
    Amanheci na porta do meu ginecologista quase sem conseguir abrir os olhos inchados de tanto chorar. Fiz uns três exames geral…
    Em casa, após todo o tempo minha mãe achava que eu tinha hepatite. Dai doei sangue em janeiro desse ano.
    Chegou uma carta do hemocentro para ir lá…. Refazer os exames todos com nat. Pensei pronto agora tenho certeza a doença desencubou….
    Era só gordura no sangue. Colesterol a 400. Tudo negativo e recebi o resultado do nat no fia dia do meu aniversário. Mais que um presente. Falando em cura, conheco uma ex presa que saiu da cadeia hoje missionária sendo soro positiva, olha refez todos os exames deu tudo negativo, sem carga viral….
    Deus é a cura meus amigos. Tenham fé, mas a fé igual a de Daniel que em mesmo à cova dos leões não foi devorado.
    Posso participar aqui com vocês sempre?
    Abraços.

  33. João diz

    Bom dia a todos,
    Há poucas semanas venho acompanhando blogs e sites a respeito do assunto AIDS, tal assunto que sempre pensei estar longe de mim, mas que ultimamente faz parte do meu dia a dia. Meu namorado descobriu há pouco tempo que é soro positivo.
    Tive muito medo nos primeiros dias e o desespero tomou conta. Não pela hipótese de também estar infectado, mas por ele. A única coisa que me veio à cabeça foi a preocupação com ele e não comigo. Foi um baque gigantesco nas nossas vidas, pois tínhamos tantos planos, estávamos tão bem, felizes, radiantes, esbanjando felicidade a todos que nos viam, porem foi um banho de água gelada tão grande que perdemos o chão. Na verdade, na frente dele sempre fui e sou forte, mas sozinho encontro meus verdadeiros tormentos e confesso que não está sendo nada fácil segurar essa barra e quase todos os dias desabo em lágrimas, entretanto estou conseguindo forças do céu, sinto fortemente a presença divina conduzindo minha vida.
    Já escutei tantas coisas dele, inclusive ele mesmo mudou e muito. Durante a semana ele é distante, não diz espontaneamente que me ama, passamos boa parte do dia sem nem um Oi, o boa noite é “até” ou “xau”, porem respeito o espaço dele, embora esse espaço seja dificil, mesmo que necessário. Ele não fala mais hoje em casamento, filhos, viagens a longo prazo… nossa vida se resume ao momento HOJE.
    Sei que o grande tormento dele era a possibilidade em ter me transmitido o vírus, porem já foi diagnosticado que somos soro-discordantes, porem em NENHUM MOMENTO pensei ou penso terminar minha relação, ao contrário, quero passar meus dias com ele e fazer com que os dele sejam únicos. Nos damos muito bem em todos os sentidos possíveis e que o amo imensamente, por isso já afirmei que não será um vírus que acabará com isso, prova disso é que pretendo pedi-lo em casamento ainda esse ano. Por mais que as coisas sejam frias e distantes em boa parte dos dias, quando estamos juntos, o brilho da felicidade é ainda maior que antes. Algo que aumentou muito é o nosso companheirismo: hoje sou eu que marco os médicos e exames dele e por mais que seja ‘proibido’ de ir a alguma consulta, marco o mesmo médico (sem ele saber) para tirar as minhas dúvidas quanto a sintomas, aumento de imunidade, remédios que não podem ser tomados e etc… rsrs
    Meu lema de vida passou a ser “juntos somos ainda mais fortes”. Ninguém sabe da nossa familia e tem saberá, isso torna tudo mais fácil em alguns aspectos e mais dificil em outro, porem o importante é o respeito que tenho para com ele sem julgamentos, perguntas… na verdade minha única pergunta é: “você tomou seu remédio hoje?”
    Agradeço a iniciativa de terem criado esse blog. Partilho minha história em respeito a história de vocês e juntos podemos nos ajudar.

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