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Primavera e outono

Na maioria dos anos desse século, o equinócio (a data que marca a entrada da primavera no hemisfério sul e do outono no hemisfério norte) acontece no dia 22 de setembro. Mas este ano foi diferente. O equinócio se deu neste dia 23, mais precisamente às 5 horas e 21 minutos da manhã, pelo horário de Brasília.

equinocio

Dizem que a primavera e o outono representam o prenúncio da mudança, uma vez que as estações seguintes, o verão e o inverno, são tão opostas — ou, pelo menos, é assim que lembramos delas. Em tempos de aquecimento global, se não tanto pela mudança de temperatura, decerto pela mudança na duração dos dias e das noites, a qual inevitavelmente se altera em virtude do alinhamento do eixo do nosso planeta em relação ao Sol.

Foi na primavera de 2010 que fui diagnosticado positivo para o HIV, naquele 18 de outubro, às 9 horas da manhã. Foi o dia em que mais chorei, de tanto medo da doença e certo de que a minha vida iria mudar muito em decorrência do vírus. Naquele mesmo ano, pouco antes da primavera, a pesquisadora australiana Asha Persson teve publicado seu estudo a respeito de relacionamentos heterossexuais sorodiscordantes, reunindo entrevistas com pessoas soropositivas e seus parceiros soronegativos em face à declaração da Swiss Federal Aids Commission — a qual, em 2008, divulgou um comunicado afirmando que pessoas com HIV que estão em tratamento e têm a carga viral indetectável não são infecciosas.

A declaração suíça provocou um debate internacional acirrado, com opiniões tão díspares quanto verão e inverno. Uma das principais preocupações era a de que encorajasse aqueles que estivessem em tratamento antirretroviral a ter relações sexuais sem camisinha. Entretanto, não foi isso que o estudo conduzido por Asha revelou. Ao contrário, naquela altura, as pessoas que estavam num relacionamento com um parceiro de diferente condição sorológica para o HIV expressaram ceticismo ou incerteza a respeito da ideia de que o tratamento antirretroviral pudesse funcionar como prevenção da transmissão do vírus, tornando seu portador uma pessoa não-infecciosa. A maioria dos entrevistados por Asha não via qualquer relevância da mensagem suíça para suas próprias vidas. Suas decisões a respeito do sexo não estavam baseadas em cálculos de risco, mas em emoções.

primavera

F oi mesmo a partir de emoção que a segunda mulher para quem contei ser portador do vírus reagiu à notícia. R., uma linda jovem francesa, habitante de Paris, que conheci em uma viagem de trabalho. As circunstâncias do nosso relacionamento — que logo se tornou um relacionamento à distância — me fizeram concluir que o momento ideal, ou o único possível, para contar da sorologia positiva era mesmo por Skype. E, por acaso, isso se deu numa tarde de primavera, quando me sentei diante do computador, conectado além-mar com a bela jovem, e fiz a revelação.

“– R., tenho algo importante a te dizer”, anunciei. “Eu sou soropositivo.”

A lenta conexão de internet congelava alguns de seus movimentos em frente à câmera do computador. Mas não tive dúvida que seu queixo caído por vários instantes não era resultado de uma falha na ligação. Era susto, mesmo.

“– Isso é muito sério…”, suspirou ela, antes de se levantar e desligar a chamada, explicando que precisava refletir um pouco.

Foram algumas longas horas para que R. reaparecesse. Ao fim do dia, ela me contatou novamente, pronta para dar o seu veredito.

“– Fui ao parque, caminhei e voltei. Hora alguma pensei em não ficar com você. Ao contrário, pensei no que poderia fazer para que tudo desse certo.”

Sua afirmativa tão positiva me encheu de ânimo. Com ela, a viagem de R. ao Brasil estava confirmada e, melhor ainda, para as festas de final de ano, em pleno verão. Entretanto, até a sua chegada ainda restavam alguns meses e, também, algumas dúvidas a respeito de como o relacionamento poderia se desdobrar. Ela pensava, por exemplo, que a única saída seria aderir ao celibato e manter comigo um relacionamento amoroso sem sexo, simplesmente porque presumiu que era assim que haveria de ser. Foi com o passar dos dias que R., conversando com seus conterrâneos, descobriu que transar era algo permitido aos portadores de HIV. Um dos amigos a quem resolveu consultar era um jovem médico parisiense, residente em infectologia — e quem deu a ela a explicação mais objetiva de todas.

“– Ele disse: ‘Tem HIV, e daí? É só usar camisinha. E você já ia usar camisinha de qualquer forma, não ia?’”, contou ela, fazendo-me concluir que, tamanha simplicidade na resposta, só poderia ser exatamente o que eu gostaria de ouvir quando eu conto que tenho HIV. “Mas ainda tenho algumas dúvidas…”, ponderou R. “E sexo oral? E se a camisinha estourar durante a penetração?”, prosseguiu, antes de concluir: “Se é preciso sempre usar camisinha, como fazemos para ter filhos?!”

Depois de quase desmaiar diante da pronta sugestão de ter filhos, recomendei a R. que conversasse com meu médico, o Dr. Esper, quando chegasse ao Brasil. Foi com muita simpatia que o doutor abriu seu consultório, já trancafiado em virtude do recesso de final de ano. Atravessamos sua clínica vazia e de luzes apagadas até chegar à sua sala, onde o médico conversou a sós com R. por toda uma hora. Ela me contaria depois que ali aprendeu um pouco sobre o tratamento como prevenção — ou TasP, do inglês treatment as prevention —, algo que ela desconhecia por completo.

Aidsmap

O estudo de Asha foi repetido cinco anos depois e, agora, publicado. A pesquisadora entrevistou 38 pessoas que estavam em um relacionamento sorodiscordante: 25 casais em que apenas um dos parceiros foi entrevistado e 13 casais em que foram entrevistados ambos os parceiros, bem como 16 casais homossexuais, sete casais heterossexuais e dois casais que incluíam pessoas transexuais. Entre os 25 parceiros soropositivos, 20 estavam tomando o coquetel antirretroviral e tinham carga viral indetectável, enquanto três estavam prestes a começar.

Assim como a cinco anos atrás, os entrevistados afirmaram desconhecer o termo TasP — mas não o seu significado. Quase todos os entrevistados voluntários disseram que a carga viral indetectável, sua ou de seu parceiro, era muito importante para um relacionamento sorodiscordante. As implicações disso é que variaram entre cada entrevistado. Muitos dos casais homossexuais enquadraram o tratamento antirretroviral como uma “camada extra de proteção”, ao lado do uso contínuo de preservativo. Esses casais congratularam a maior sensação de segurança proporcionada pelo tratamento antirretroviral, mas disseram preferir não lastrear a segurança sexual somente nisso.

“Seja de 4 ou 0,5 por cento, ainda há um risco. E, se há algum risco, não faz sentido corrê-lo, uma vez que as implicações são muito grandes. O impacto emocional do meu parceiro ao saber que foi ele quem transmitiu o HIV seria demasiadamente terrível de suportar.”

Alguns outros casais disseram já manter relações sexuais sem preservativo muito antes de saber sobre os benefícios do tratamento como prevenção. Mas aprender sobre isso parece ter trazido mais tranquilidade e uma validação de suas escolhas.

“Essa nova informação mais ou menos confirmou o que vínhamos fazendo, pois eu ainda sou soronegativo.”

Para um outro grupo de casais, as informações sobre carga viral indetectável e o baixo risco de transmissão do HIV nessas condições lhes deu “permissão” para ter relações sexuais sem preservativo.

“Depois que o estudo saiu, ficamos realmente aliviados. E nos sentimos capazes de ir em frente. Afinal, estes são os fatos. Se ele toma a medicação todos os dias, eu estou disposta a correr o risco, porque sei que ele está fazendo todo o possível para me manter segura.”

Em geral, o estudo de Asha observou que o tratamento como prevenção diminuiu ansiedades a respeito da transmissão — como uma mulher soropositiva tão bem explicou:

“Ajuda você a conseguir relaxar e desfrutar da vida sexual. Desfrutar do seu relacionamento com seu parceiro. É algo a menos para se preocupar.”

Muitos dos entrevistados afirmaram não estar preocupados com a transmissão do HIV. E muitos dos soronegativos se mostraram particularmente contentes ​​em poder refutar a ideia de que estar em um relacionamento sorodiscordante representaria estar sob o risco de ser contaminado por seu parceiro. Para esses casais, a sorologia positiva não deveria definir o relacionamento.

“Posso de fato amar quem eu amo, ao invés de me limitar a: ‘Você é positivo ou não?’ Os relacionamentos podem simplesmente acontecer e evoluir, de uma maneira que, a certa altura depois do meu diagnóstico, eu pensei que não fosse possível.”

Segundo a Dra. Asha, o tratamento como prevenção está mudando a percepção do HIV como algo extremamente infeccioso. Com isso, “pode gradualmente ajudar a normalizar e legitimar as relações sorodiscordantes, como algo que pode funcionar, ao invés de ser problematizada como uma anomalia que necessita de contínuo gerenciamento de risco sexual.” Um produto farmacêutico — ou a maneira como esse produto é percebido —, segundo ela, pode ter um impacto sobre o estigma.

Ayers

Mas e aqueles que não fazem o tratamento antirretroviral ou, por alguma razão, não têm carga viral indetectável? Muitos sociólogos têm sido críticos diante do aumento do uso de produtos farmacêuticos como forma de gerir problemas com causas sociais complexas, como depressão, obesidade e disfunção sexual. O remédio como a única solução para atingir um comportamento e uma aparência “normais” pode ser visto como uma forma de controle social, de pressão pelo uso de medicamentos, como a única maneira de manter seus corpos e organismos em consonância com os padrões socialmente esperados.

“Não há hipótese alguma neste mundo que me faça ficar com um homem soropositivo que não esteja em tratamento. Vou me sentir muito mais confortável quando ele estiver em uso de medicação, pois isso resolve uma série de preocupações.”

As entrevistas revelaram que alguns soronegativos pressionam seus parceiros soropositivos para que iniciem o tratamento  antirretroviral e mantenham a carga viral indetectável. Será que isso é bom? — e esta não é uma pergunta retórica. A incontestável melhora na qualidade de vida oferecida pelos antirretrovirais talvez também venha acompanhada de efeito colateral: o estigma por aqueles que não estão indetectáveis. Mas se o impacto social constasse na bula dos remédios, nada mais justo que seus benefícios também estivessem ali: a evolução dos pontos de vista das pessoas entrevistadas desde o última estudo de Asha, a cinco atrás, a respeito da sorodiscordância. A pesquisadora acredita que as mudanças de paradigma são prováveis, senão inevitáveis: o fim da sorodivisão, e, com isso, o fim do drama do soropositivo. Será que isso é realmente possível?

sorodivisao

O hábito não deveria fazer o monge. Por outro lado, disse Aristóteles que somos aquilo que fazemos repetidas vezes — o hábito.

Todos os dias, antes de me deitar, abro aquele armário que fica atrás do espelho do banheiro. Ali dentro, um pequeno frasco branco com um discreto rótulo, onde sequer consta a palavra “aids”, contém remédios suficientes para trinta dias. Dele, retiro uma única cápsula, que contém os três antirretrovirais necessários para me manter vivo e saudável. Levo essa cápsula à boca e a seguro com os lábios, sem deixar que minha saliva a atinja, para que não sinta seu gosto ruim. Sigo em direção ao quarto, onde me aguarda o copo de água filtrada sobre o criado-mudo. Então, por pura diversão e descontração típicas de um hábito tão arraigado, toco a ponta da língua na base da cápsula, forçando-a a fazer um pequeno loop, girando 180 graus em seu eixo vertical, antes de atingir a superfície da língua para, finalmente, ser deglutida, arrastada goela abaixo pela água.

Essa habilidade não foi algo que ganhei do dia para a noite, mas ao longo do mesmo gradiente que o outono e a primavera trazem antes do inverno e verão. Em outras palavras, uma habilidade que se ganha aos poucos e sem perceber — afinal, muitas vezes, não fosse alguém a nos lembrar, sequer perceberíamos a mudança de estação, não é mesmo? Será que isso também nos inebria de perceber o estigma, por mais discreto que este possa ser hoje? Será que nos habituamos à discriminação como se esta fosse normal para um soropositivo, tal e qual engolir as pílulas diárias?

Minha orgulhosa resposta seria que não. Até o fim de meu breve relacionamento com R. — que por razões da vida um dia terminou —, diria nunca ter notado qualquer sinal de sorodivisão. R. sempre foi muito amável, mostrava-se disposta a aprender sobre o meu mundo de soropositivo e dirimir qualquer receio restante que guardasse a respeito do HIV. Para mim, era o melhor que me parecia possível ser, dada a minha condição sorológica. O único passo adiante seria a ausência total de sorodivisão: um relacionamento com alguém não tivesse qualquer receio prévio da minha sorologia positiva. Parecia até utópico alguém para quem a questão da sorologia fosse completamente indiferente — será que existe alguém assim?

Conheci M. pouco depois de meu diagnóstico, há cinco anos. E não foi no outono e nem na primavera que a reencontrei, mas num frio dia de inverno de 2015. Naquela mesma noite, em sua casa, revelei ser soropositivo — com a mesma naturalidade que as minhas peripécias com as cápsulas de medicamento.

“– M., eu tenho HIV”, avisei, sentando em seu sofá enquanto bebíamos uma cerveja, já esperando uma série de perguntas, olhos arregalados e alguma cara de espanto. Entretanto, não foi o que se sucedeu.

“– Ah é?”, respondeu, M., dando de ombros e com uma expressão como se nada disso importasse. “Quer dormir aqui?”

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102 comentários

  1. pedro diz

    Excelente texto. Me fez lembrar quando falei de minha condição a pessoa a qual namoro hoje. Agiu normal me abraçou e falou que a partir desse momento iria dar uma atenção em dobro para minha pessoa e o que importava era nossa felicidade. Tenho uma qualidade de vida chego a dizer melhor do que antes do tratamento. Sempre tomo o 3×1 quando vou dormir e sigo minha vida adiante. E breve a cura chegara é apenas questão de tempo. Paz e luz para todos.

  2. Cauā+ diz

    Ainda não tive que passar por esta situação de ter q revelar minha sorologia positiva. Mas não me iludo que a pessoa entenda, pois a desinformação infelizmente é muito grande.
    A cura para o preconceito é a informação.

  3. Mateus diz

    Boa Tarde!
    Pessoal sou portador de HIV e descobri a 8 meses, e tomo medicação a 6 meses, tenho uma dúvida, ultimamente tenho notado as minhas bochechas bastante secas sendo que não emagreci todono corpo e como todos sabem existe a possibilidade de lipodistrofia, e tenho muito medo de esta com esse efeito terrível. Meu questionamento é: É possivel uma pessoa com apenas 6 meses adquirir a lipodistrofia!? Pois em todos os sites que pesquiso vejo que pode ocasionar após obuso prolongado dos medicamentos., acredito que 6 meses não seja uso prolongado, estou em viagem e assim que voltar vou conversar com minha médica, porém estou bastante aflito aqui sem conseguir curtir minha viagem 😦 Abraço a todos.

      • Kara positivo diz

        Mateus fique tranquilo acredito que o que está passando é apenas psicológico. A Lipodistrofia não acontece assim em 6 meses e não é todos os soropositivos que a desenvolve, já li que depende muito do organismo de cada pessoa e a composição do 3 em 1 traz poucos efeitos colaterais com relação a esse problema. Existem vários estudos que mostram que a prática diária de atividades físicas como musculação, e práticas esportivas evitam o surgimento da lipodistrofia no soropositivo, além de melhorar os índices de colesterol e triglicerídeos. Então meu amigo fique calmo, procure fazer atividades físicas, ter uma alimentação saudável e balanceada e não abusar do álcool, que você terá uma vida normal como uma pessoa soronegativa. Pense positivo. Um abraço.

        • Mateus diz

          Kara Positivo, Agradeço a resposta, realmente acho que é psicológico, estou em viagem no EUA ja fazem 16 dias, e não gosto das comidas daqui. Estou sem me alimentar direito, acredito que foi esse o motivo do emagracimento, até porque é muita coincidência isso acontecer logo agora. Faço musculação regulamente. Vou no médico assim que retornar para avaliar, mas penso o mesmo que vc. Valeu. Abraços!!!

    • Herivaldo Virulato diz

      Não, por dois motivos:
      1. Lipodistrofia é uma condição muito rara com os novos medicamentos. Ela é mais comum nos inibidores de protease, que hoje são menos usados;
      2. Seis meses seria pouco tempo para essa condição em qq hipótese.
      Talvez vc tenha emagrecido em decorrentes do stress que segue o diagnóstico. Logo vc rrecuperará o peso. Não se preocupe e seja feliz.

      • Mateus diz

        Herivado, obrigado pelos os esclarecimentos, acredito que seja algo da minha cabeça ou emagrecimento momentâneo, afinal estou sem me alimentar direito nos últimos 16 dias. Valeu pela resposta e abraços!!!

  4. Renato diz

    Seu blog é absurdamente esclarecedor. Tudo é de grande importância para todo o indivíduo (soropositivo ou não). Posso dizer até que é um projeto de utilidade pública extremamente humanizado. Parabéns!
    No trecho em que você escreve “…Num plano ideal, alguém para quem a questão da sorologia fosse completamente indiferente. Será que existe alguém assim?”, eu posso responder de olhos fechados: Sim! Existem pessoas assim.
    Dois dias depois de descobrir ser positivo para o HIV, marquei um encontro com o cara que estava ficando há pouco mais de 3 semanas… Respirei fundo e imaginando o maior “pé na bunda” de todos os tempos, fui surpreendido pelo abraço mais carinhoso do planeta.
    Não tínhamos uma história longa. A partida dele era algo que eu achava “até compreensível”…
    – Ok! Precisamos achar um bom médico. Você sabe como fazer isso?!
    Alí, naquele momento, percebi que para ele, minha condição não era um diferencial. Éramos apenas sorodiscordantes. Nada mais.
    Completei 7 anos na condição de soropositivo e sou casado – com o tal ficante – há exatos 7 anos.
    Fez as contas?
    Lembrem-se: Sim! Existem pessoas assim.

    • Pawn diz

      Nossa! Que belo relato! Eu fico muito feliz quando vejo histórias que nem a sua! Aumenta a esperança de encontrar alguém assim!

    • maispositividade diz

      BELO RELATO, TÃO BELO QUANTO O RELATO DO JS! PARABÉNS!

  5. pedro carregosa de andrade diz

    Caro, esse seu artigo me emocionou muito. Fui infectado em 2010, só descobrir no início de 2011. Apesar dos vários efeitos colaterais, luto p vida c qualidade. Estou só mas busco um relacionamento estável. Sou grato p está em contato com o seu blog. Desejo muita saúde e realizações. Abraços fraterno Pedro

  6. Luquinha diz

    Você teve sorte com a Raimunda e a Maria , agora eu com minha severina !Ganhei um belo de um chute na bunda .

    • A Lu diz

      teremos sorte, Luquinha!! 😉 uma hr nossa cara metade aparecerá! 🙂

    • Herivaldo Virulato diz

      Luquinha, vc é o melhor. Com seu humor, seguramente quem perdeu foi ela!

    • paraense+ diz

      kkkkk !!!…Grande luquinha ,piadista de primeira “catigoria”!.

  7. Guilherme diz

    Parabéns pelo texto! Sempre acompanho. Há tempos não comento, mas dessa vez fiz questão de parabenizá-lo!

  8. LC diz

    É linda a possibilidade de um mundo sem barreiras, conseguir conviver bem, hoje, com o que temos nas mãos. Mas prefiro pensar no dia em que será possível dizer “peguei uma infecção por hiv há 6 meses, mas já to limpo. Só ficou a cicatriz de anticorpo. Esse vírus já foi.” Mas vamos, certamente, viver o hoje como a ciência nos permite.

    • Dai(SP) diz

      LC, será q um dia ficaremos livres dessa condição??? Evito me iludir com tal possibilidade,… Tenho 36 anos e tenho HIV ha 18 anos. Metade da minha vida convivi com o virus, acho q ja me acostumei com ele. Tomo 3X1 a noite, vírus indetectável e CD4 de 1.115. É uma luta diária e sem pausa, mais tenho conseguido com muita maturidade e disciplina.

  9. Zed diz

    Olá. Hj passei muito mal com vômito, diarréia e cólica. Não sei se é alguma virose ou intoxicação alimentar. Tomei remédio pra cólica. Eu estou com medo de tomar o 3×1 e vomitar. Devo tomar?

    • Alex diz

      Claro, pq nao? O 3 em 1 vc deve tomar em qualquer hipótese, ao menos q seu médico indique q não (se ele algum dia fizer isso vai fornecer outro imediatamente), vc não pode pará de tomar senão o vírus pode criar resistente.

  10. Wagner-sp diz

    JS,
    Adoro seus textos, recheados de suas experiências e informação de excelente qualidade! Fico pensando no dia D, em março, que descobri ser soropositivo e em todo o meu desespero naquele momento; comparo com meu ânimo hoje, um pouco mais de seis meses depois, e tenho muito que agradecer a você, seus textos e todos os amigos que fiz pelo caminho!

  11. ...tHeCuRe!!! diz

    …esse lukinha fuma maconha pra entrar no blog num é possível figuraça rs curto demais seus comentários abraxxxx eu já fique quietinho com minhas a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,k,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,x,y,w,z!!! 🙂

  12. Gustavo+ diz

    JS, queria agradecê-lo por manter esse site, é um espaço incrível e de grande utilidade pública. Quando recebi meu diagnostico há 2 meses, meu mundo desabou, foi um despero total e a única certeza que eu tinha era q minha vida havia acabado, cheguei até planejar suicídio… mas o seu site contribui para q eu não fizesse uma grande besteira. Me identifico demais com você, tenho a sua idade, e fico impressionado como meus medos e anseios são retratados nas suas experiências de vida. Que Deus te abençoe sempre… vc merece toda a felicidade desde mundo. Parabéns pelo site, vc faz a diferença na vida de muita gente. Grande abraço!

  13. Há um ano e meio fui diagnosticado, contei ao meu namorado da época e levei para fazer o teste, sabendo que iria dar negativo pois nunca havia me exposto com ele, desde então ele mandou eu sumir, mudou os números de telefones, emails e nunca mais tive contato, sofri muito na época, cheguei ao fundo do poço, mas já o superei. Porém ainda não consigo me relacionar, até hoje não fiquei com mais ninguém, meu trauma e sofrimento foi tao grande que até dos amigos me afastei, e hoje sou uma pessoa solitária, a única pessoa fora do trabalho que tenho contato é minha terapeuta, porém meu sentimento de culpa e auto condenação é tão forte quem nem ela consegue fazer muito por mim. Desde então minha vida se resume a trabalhar, ir a academia, ver tv, filmes, seriados, e ler. Mantenho dois amigos virtuais, um inclusive fiz por aqui. Ë muito triste não reaprender a conviver com o atual status e ser o carrasco de si mesmo. A única coisa que queria na vida era voltar a amar e ser amado, mas da forma que as coisas evoluíram, cada dia tenho menos esperanças de ter uma vida feliz. Queria conseguir superar isso, redescobrir o amor, redescobrir o sentido da vida, mas me falta essa visão, essa aceitação, ainda tenho esperanças se não, não estava fazendo terapia, mas já não sei mais o que tentar. Vejo pessoas postando suas experiências aqui, alguém mais tem alguma experiência parecida com a minha? como conseguiu superar? as vezes já pensei em montar um grupo de soropositivos para compartilhar as experiências, e ver se um se identifica com algo, encontra suas respostas, tudo para mim é muito difícil ainda.

    • Calouz diz

      Amigo, sei o quão difícil deve ser para você. Acredito que a maioria de nós se arrepende pelo menos em parte no acontecimento que ocasionou a transmissão do vírus. Mas não desista! Não resuma a sua vida a isso. Mesmo sem conhecê-lo, tenho a certeza que você é muito melhor do que imagina e tem muito a viver, a oferecer!
      Apesar do baque, que é grande, outrora sinônimo de morte e até de desprezo por parte dos outros, isso não deve definir nossas vidas, a SUA vida! Confie em Deus e converse com Ele. Não há nada nesta vida que não seja grande demais ou difícil demais para ser superado, nem mesmo a nossa sorologia. E Ele está com você SEMPRE para ter uma vida vitoriosa e feliz!
      Eu também passei por péssimos momentos que duraram alguns meses. Mas graças a Deus pude contar com alguns poucos mas próximos amigos que me acolheram de forma que nunca imaginaria, me amando e mostrando tamanho carinho que jamais pensei existir, mesmo não revelando nada para minha família.
      Não desista! Escolha diariamente o melhor: ser melhor, fazer o melhor, se cuidar melhor! Seja a pessoa amável que você era, busque o ser mais ainda e receberá tanto amor e cuidado que logo, logo verá que, apesar do HIV, sua vida pode sim, mudar para bem mais do que sonhou um dia. Rapidamente essa fase negra será apenas e nada mais que uma fase!
      Abraço forte e fique com Deus.
      Saiba que você já está em minhas orações.

    • Ricardo Guarulhos diz

      Pow rapaz, deixe seu contato com a gente e se vc for de Sampa ja esta convidado por mim para juntos irmos tomar varias geladas. Ah, só te falo uma coisa, pela sua dignidade e clareza no seu ex relacionamento, quem sair perdendo foi ele, bola pra frente rapa. Abração.

    • Renatinho diz

      Fala lis4andro
      Opa Blz vou resumir o que aconteceu comigo .
      Eu como super vaidoso q sou viciado em academia, um belo dia fui fazer uns exames de rotina e descobri a minha sorologia, a partir dai amigo o meu mundo caiuuuuuuu alias despencou (kkkkkkk), eu me afastei de tudo de todos cai em uma depressão profunda em menos de 60 dias eu estava só pele e osso quem me via achava q eu estava em fase terminal me acabei de tanto beber de tanto chorar de tanta depressão …..Até que um dia eu acordei e não reconheci o que estava vendo no espelho.
      Voltei para academia voltei para o trampo para minha familia para minha vida tomei novamente as redias da minha vida passado esta tempestade hoje como se diz aqui em sampa to com um corpo ESCANDALO super de bem com a vida tomo o 3 x1 indetectavel a 1 ano minha rotina é : 2 trampos, muita balada praticamente todos os fins de semana. academia 6 vezes por semana namorrado FAMILIA UFA e ainda arrumo tempo para ver TV .
      Não serei Hipócrita em dizer que não DOEU claro que DOEU e DOI (não sei se é assim que se escreve também não me importo ) E DOI ainda mas o que não podemos esquecer q não somos CARRASCOS da nossa vida hoje posso dizer que por muitas muitas vezes mesmo nem lembro q tenho HIV .
      Não viva para o HIV VIVA PARA VC E FAÇA O MELHOR NÃO PARA OS OUTROS E SIM PARA VC ……
      Bom relato bem mais longo pessoal to resumindo quem quizer me add no skyp e conversamos
      skype: renatinhoreiss88

    • Paulo Roberto diz

      Bom, só hoje li o teu relato.
      Vou dar a minha opinião e vou procurar ser bem direto. Não acredito que ficar escrevendo palavras bonitas vá te ajudar. Você precisa de algo mais prático.
      Em primeiro lugar, quem vai conviver contigo para o resto da tua vida é… VOCÊ mesmo.
      Então, é VOCÊ quem tem que se amar. Amor não se impõe aos outros. Outra coisa: quem disse que, sozinho, você não poderá ser FELIZ???
      Me desculpe, mas você está misturando as coisas e entregando a felicidade que É SUA nas mãos de outra pessoa.
      Eu, às vezes, entro em pânico e também fico deprimido. Muito deprimido. Mas não é por estar sozinho, e sim, porque eu quero estar LIVRE desse vírus, e por enquanto ainda não temos a solução para isso.
      Não entregue a tua felicidade nas mãos de ninguém, cara. Pode ter certeza de que tem um Deus que te ama (se você crer ou não, isso é indiferente). E estar VIVO basta. Agradeça por VIVER e ter a oportunidade de experimentar coisas novas. Como eu disse, eu às vezes fico deprimido, mas isso passa.
      Suicídio eu já tentei. Cachaçada também. Só não usei drogas porque tenho um certo preconceito contra isso, não quero isso para mim, seria mais uma algema…
      Vá aprender um idioma, tocar um instrumento… um instrumento MUSICAL, tá??? rsrsrsrsrs…
      Isso vai manter tua mente ocupada, e também te dará a oportunidade de conhecer pessoas novas – mas, por favor, sem essa de obrigatoriamente ter que encontrar alguém… SE acontecer, que seja legal, mas não tenha a idéia fixa nisso, amigo … É você quem tem que se amar, não os outros.
      Se alguém vier a amar você, ótimo… Se não vier, bom… o seu amor tem que ser suficiente para prover a falta do outro.
      O importante é SER FELIZ. Mesmo com um ou outro dia de tempestade, o Sol sempre volta a brilhar.

    • Não faça isso com vc, não se isole a vida foi uma dádiva que lhe foi dada para ser vivida plentamente.

      Abraço

  14. Pawn diz

    Que história JS! Fiquei curioso sobre o desenrolar com a M! E mais animado de saber que existem pessoas como ela e R!

  15. Paciente e Otimista diz

    Pessoal, esse site deveria ser tratado em escolas para as pessoas saberem o que realmente é o HIV, mas a minha dúvida é a seguinte, quantos de vcs estando indetectáveis como estou tem relações orais sem camisinha??? Qual é a chance de passar o virus nessa modalidade?

    • Herivaldo Virulato diz

      Segundo meu médico, o risco não é próximo de zero, é zero mesmo.

    • Sérgio diz

      Paciente e otimista, eu acredito que contrai o vírus por sexo oral pois penetração sempre foi com camisinha.

    • vivendopositivo diz

      Acontece, Sérgio, que a pessoa de quem você pegou provavelmente não era indetectável, e o que se já se ficou provado é quanto maior a carga viral maior a chance de transmissão. A pessoa que me transmitiu, tive apenas 3 relações, e a carga viral dela era próxima a 500mil cópias quando apresentei a fase aguda inicial.
      A pergunta do(a) “paciente e otimista” é sobre os indetectáveis. Tá cheio de casais aqui que uma das pessoas se descobriu soropositiva depois de meses tendo relações desprotegidas com a parceira(o), e esta(e) não foi contaminada(o) provavelmente por ter baixa carga viral.

  16. D.O diz

    Descobri a poucos meses (acho q 3 aproximadamente) que meu parceiro é soropositivo, estava tenso demais pois nunca me passou pela cabeça sua condição e momentos antes dele realmente dizer imaginei que ele queria terminar nossa história ali. Ele me disse e no turbilhão de tensão em que eu estava cheguei até a sentir um certo alívio, chorei ali, chorei muito, porém por pensar nele, em sua saúde, em podermos ficar juntos no futuro. Não me preocupei em momento algum sobre talvez ter contraído o vírus tbm, isso digo de coração, de verdade! Hj meses depois as vzs me pego pensando na condição dele, as vzs mesmo pois em 95% do tempo nem me lembro. Posso afirmar com todas as letras e digo de coração que a sorologia dele é COMPLETAMENTE INDIFERENTE pra mim! Jamais! em momento algum pensei em deixá-lo. Muito em breve faremos 2 anos juntos, 2, 4, 10, 20, 30 e quantos mais nos forem possíveis, pois a cura é realmente uma questão de tempo (e ñ muito), enquanto isso quero aproveitar e viver da melhor forma possível ao lado dele pois isso é a minha paz!
    Respeito, dedicação, cuidado e muita mas muita informação!
    Obrigado pelo blog! O conhecimento que ganhei aqui ñ tem tamanho.

  17. HB diz

    Eu não tive a mesma sorte de que muitos aqui, descobri minha sorologia dia 03/08/2015 e estava há quase 2 meses em um relacionemento! Além do transtorno de descobrir, esperar ele fazer os exames, tive a angustia de contar, visto que o dele deu negativo! Infelizmente a falta de informação, o medo e o preconceito acabou com o relacionamento e em 15 dias tive essas duas grandes tristezas na minha vida… Segui sozinho, contei a 3 amigos e 1 irmã, a qual me deu apoio, mas me julgava indiretamente! Foi um mês muito complicado, setembro veio, com ele a estabilização das emoções e eu continuei seguindo… Nunca tive medo da doença, do tratamento, em tomar remédio (e quando descobri que era 1 somente, então), em continuar minha vida saudável que ja tinha antes… Só tinha e tenho (ainda to traumatizado) medo da rejeição! É a pior coisa do mundo, ainda não me “curei” nem 50% disso tudo, mas to seguindo… Enfim, ler esse texto me deu um misto de confiança, angustia (por reviver na memória) e medo… Espero que passe logo!!! 😔

    • D.O diz

      Fica tranquilo amigo, não deu certo com o ex logo outro vai aparecer na sua vida, meu namorado me contou com 1 ano e meio e segundo ele por conta do medo, no meu caso ele chegou inclusive a terminar comigo quando percebeu que nosso relacionamento estava ficando sério. Fiquei muito mal mas não desisti dele, voltamos 2 semanas depois e então 1 ano depois ele me contou. Quando o sentimento for de verdade não vai ser sua sorologia o motivo do fim! Seja você mesmo sempre, e quando a pessoa aparecer conte quando se sentir a vontade! Sem essa de “ter” que contar logo de cara, contar só quando realmente achar que é a hora e apenas para quem vc achar q deve saber.
      Enfim, minha opinião, rs
      Se cuide! Pois essa é a sua parte nisso tudo, Pois estando bem logo aparece alguém na sua vida.

    • Dinho diz

      Nossa, temos uma história parecida. Fui diagnosticado 11 dias depois de você, e havia feito exames justamente para não oferecer riscos para a pessoa à qual estava me relacionando há 3 semanas.
      Ele surtou completamente e acabei sofrendo mais pelo término de algo que nem havia começado do que pelo meu próprio diagnóstico. Foram duas semanas desesperadoras. Agora a poeira abaixou… Ele quer ser meu amigo, mas por favor né?!
      HB, a rejeição só virá de pessoas insignificantes, pode ter certeza. ☺️

  18. Lord diz

    Adoro os textos do JS, desde que descobri minha sorologia, nunca saí daqui e sempre passo o site como referência para quem quer saber mais do assunto. O site passa esperança em seus textos, e isso faz muita diferença na nossa vida. Parabéns pelo trabalho.

  19. M. (Marcelo) diz

    Que bom ler esse texto jovem. Obrigado por dividir sua história. Desejo muita sorte no amor!

  20. Espelho Branco diz

    Ola! (Namaste) Sou (estou) soro(positivo) há 12 anos (@dolescente?), sem(©om) medicamentos(∆lternativas) em acompanhamento(solitude) e em breve(0utubro) pretendo (re)começar. Inté!

  21. HB diz

    Valeu D.O.
    To tentando colocar isso em mente, que vai surgir alguem, apesar de nao pensar mais em namorar nem me relacionar com ninguem. (Coisa normal, segundo meu infecto) Fiquei traumatizado, pois a pessoas morria de amores por mim, me dizia que me amava, que nao viveria sem mim… Hoje com maia calma, tento analizar como um livramento, agradecendo ter tirado algo ilusório da minha vida, mas o estigma da rejeição e a sombra do preconceito é muito forte e grande!!! Enfim… Fico feliz em saber que existem pessoas com boa cabeça e instruida… Felicidade ao casal! 😉

    • Herivaldo Virulato diz

      Amigo, antes de ser soropositovo eu tinha uma mulher que me amava e dizia não pode viver sem mim. Num dado momento ela me largou por outra pessoa, num processo extremamente dolorido.
      A minha atual esposa estava comigo quando descobri. Jamais cogitou me largar, foi a maior parceria do mundo.
      Moral da história: não se prenda ao vírus. Ele não é a causa da rejeição. Há pessoas boas e ruins, pessoas apaixonadas e pessoas insistentes. Quando um relacionamento não é para ser, qualquer motivo basta. Siga sua vida consciente de que o vírus não te impedirá de encontrar alguém. E de que não foi o vírus que te levou a perder ninguém.
      O vírus é só um vírus.
      Viva bem!

  22. Edu diz

    Lis4andro,
    Sem querer usar de clichés, você deveria agradecer a Deus, ao vírus, ao universo, a quem quer que vc acredite, por ter levado embora essa pessoa da sua vida.
    Quer dizer que quando o barco começa a fazer água, ele é o primeiro que o abandona?
    No início é comum as pessoas se isolaram. Não force as relações, deixe fluir.
    E ame, porque amor atrai amor.
    Fique bem.
    Abração

    • Renatinho diz

      Marcos
      Claro que pode eu bebo todas as vezes que saio ou seja praticamente todos os fins de semana

    • paraense+ diz

      Beba meu amigo …sem medo ! eu bebo sim e estou vivendo e ..muito bem!.Só não beba todo dia ,ai seria temerário , mas ,uma vez por semana …faz mal não !. fique com Deus !.

  23. Edio da Silva Pereira Silva Pereira diz

    Ola o meu nome é Edio vai fazer um ano que sou soroposito ja estou tomando o médicamento desde quando descobri na época minha carga viral estav475 o cd4 e a quantidade de virus estava 74mil comecei o tratamento logo e graças a Deus quando fui fazer de novo os exames deu indetectavel sei que tenho o virus mais esta indetectavel então eu gostaria de fazer uma tatoo não por luxo e sim por causa das dificuldades que eu tive quando descobri e graças a Deus agora estou mais tranquilo e aceitando as minha condições então gostaria de saber se tem algum problema em eu fazer uma tatto ficaria muito grato se alguém me respodeste dia 29/10/2015 tenho consulta com minha médica e vou perguntar pra ela tambem se a algum problema em eu fazer mais gostaria de saber antes pois estou muito ancioso em fazer como falei mais por causa de tudo que eu passei.

    grato atenciosamente: Èdio

    m qui, 24/9/15, Diário de um Jov

  24. Débora diz

    Estar aqui é como estar em paz… Mas depois de desconectar tudo em turbilhão.

    JS acompanho seus passos a anos e isto faz um bem danado.

  25. HB diz

    Nossa, que bacana Herivaldo…
    Muito bom ler isso!! Eu tenho me livrado bem disso, vivendo normal e esquecendo isso que é tão pequeno. Hoje eu to mais em paz comigo mesmo e ter esse apoio aqui é de fundamental importância… Gostei da parte “há pessoas apaixonadas e pessoas insistentes”, me tocou bastante… Valeu mesmo pelo apoio… Obrigado

  26. tony diz

    Uma vez fiz um teste. Coloquei uma foto minha sem rosto, claro, só sem camiseta naquele aplicativo gay “Grindr” e adicionei a palavra “soropositivo indetectavel”. Deixei por algumas horas e depois excluí. Incrivel o tanto de mensagens que recebi. Tudo bem que to fortinho e com o peitoral um pouco desenhado (mas isso nao interessa), mas alem de mensagens de outros soropositvos declarados inbox, me chamou a atencao outros que, aparentemente, nao eram, ou poderiam estar omitindo. Outros tambem insistiam para que eu mandasse foto de rosto, por curiosidade ou maldade, sei lá. Havia alguns tambem que me parabenizavam pela atitude. Só estou contando isso porque, apesar de as circunstancias serem diferentes das do texto do Js, mesmo depois de 4 anos soropositivo, nao me vejo contando para ninguem. Fiz essa experiencia do aplicativo para medir a aceitacao, coragem e ousadia de outras pessoas com o Hiv, mas continuo ate hoje com muito medo de ser “descoberto”. Preciso parar de adiar a terapia e começar logo a cuidar disso.

    • vivendopositivo diz

      Tony, acredito que se deve aos 3 fatores que você mencionou. Muitos soropositivos em app de pegação, a mera curiosidade, e outros que acham que por ter tratamento nem ligam se se contaminarem. Já fiz esse teste no uol entrando com apelido “algum(a) hiv+?” e várias pessoas se diziam ser só pra puxar papo e depois desejar “boa sorte” , mas tb falei com gente que era soropositiva que queria só desabafar.
      Mas uma verdadeira epidemia que não se divulga, é a sífilis. Tem sido até maior minha aversão, sair com alguém e contrair pois é extremamente fácil o contágio.

  27. vinicius diz

    Sou soro positivo a quase 5 anos. Mas so descobri a 4 meses. Estou tomando o meu coquitel tambem a 4 meses.resolvi tomar por conta propria um iakulte junto com o coquiteu.minha carga viral era de quase 300 copias do virus fiz novos exames e minha carga viral baixou para30 copias meu figado,rins estao otimos,nao tive nem um tipo de efeito colateral com os remedios,meu medico ficou surpreso com o resultado.

    • vivendopositivo diz

      Voce quis dizer 300.000 mil? pq 300 é muito baixa para que não tomava tarv.

  28. vinicius diz

    Achei importante dar este depoimento aqui porque foi aqui que li sobre o iakulte

  29. Agradeço todos os dias entrar nesse blog por que está sendo difícil minha gente administrar isso tudo na minha cabeça sem contar a ninguém, já perdi uns 8 kg, mesmo me alimentando de forma saudável e praticando exercícios, tá muito difícil guardar tudo isso, descobri a 2 meses e já iniciei o tratamento 3 em 1 e mesmo assim me sinto abatido, hoje vou tomar meu décimo sexto comprimido, mas agradeço as palavras de força e fé que vcs tem, fico no Google o tempo todo, estou com um pouco de tosse e secreção , mas já estou neurótico, mas tenho fé que isso vai passar!!!

  30. Mutatis Mutandis diz

    JS quando está apaixonado parece Roberto Carlos quando convivia com Miriam Rios: um romantismo contagiante…!
    Vamos ver o que vem mais por aí…

  31. Excelente texto ! Ah, acabei de ler, através da indicaçao da minha infectologista, uma materia bacana, pesquise lá pessoal (google) Cura do HIV, Dr. Ricardo Diaz. Abraços a todos.

  32. Ombro Amigo diz

    Aproveitando a oportunidade…

    Eu li na Internet que os soropositivos venezuelanos estariam sofrendo com a escassez do coquetel anti-HIV e que passariam até meses sem as medicações necessárias. Alguém sabe se isto seria verdade? porque se for, seria algo trágico!

    Quanto ao artigo, fico feliz que cada dia que passa estamos cada vez mais longe dos tempos sombrios onde a presença do HIV significava morte certa. Creio que antes de 2020, o tratamento antirretroviral já não seja mais diário. Afinal, o próprio coquetel aumentou e muito a sua eficiência e diminuiu seus efeitos colaterais nos últimos 20 anos!

  33. Renatinho diz

    Pessoal alguém sabe sobre o tratamento nos ESTADOS UNIDOS
    Como funciona é pago ou de graça
    Se alguém souber ficarei grato
    skyp:renatinhoreiss88

  34. luquinha diz

    Tenham todos uma ótima semana , debaixo das mãos santas e poderosas de Deus , e lembre-se o segredo do sucesso e temer ao pai , mesmo que erramos .

  35. Ruan diz

    Foi ai que Deus te deu a dádiva de criar esse blog para ajudar as pessoas que se encontram ou venham a encontrar na mesma situação, todos nós passamos por isso, pensei que eu ia pirar e através deste seu blog hj tenho um grande amigo que conversamos sempre e também podemos ajudar as outras pessoas orientando e dando informações que possam ser úteis a elas tbem, Obrigado por isso,Abração.

  36. Gustavo diz

    Ai gente eu sofro muito mais com senusite doq com o hiv kkkkk Minha sinu n e por causa do hiv… mas ee foda.. kkk e oo hiv nem lembro

  37. Flor diz

    Olá,
    Preciso fazer o teste de HIV o quanto antes, mas onde moro não tem teste rápido, alguém sabe se algum site confiável vende este teste, ando muito apreensiva. Não tenho com quem desabafar. Onde seria o lugar mais confiável para realizar o teste da maneira mais sigilosa possível?
    Por favor me ajudem…
    Obrigadaa!

  38. Soldado D diz

    Bom, faz um bom tempo que descobri este blog. Para ser mais preciso são 8 meses. No começo eu procurava uma tabela de risco – transmissão HIV – em sexo desprotegido, aqui a encontrei. Vou esclarecer: Há 8 meses atrás um antigo namorado me liga e faz uma série de perguntas :
    – “Você teve gripe, febre, dor de cabeça ou manchas pelo corpo?”
    E a minha resposta foi não para todas, até que eu ouvi um:
    -“Que estranho…”
    Foi aí que ele resolveu falar… No começo eu não acreditei no que ouvia… Ele admitiu que propositalmente tentou me contaminar com HIV. Uma pessoa que abria a boca todas as noites para dizer que me amava e do meio para o fim do relacionamento já dizia que não sabia qual sentimento realmente tinha por mim. Foi quando eu encontrei a face do pânico. Bom, já se passavam 4 meses o fim do relacionamento e eu (na minha cabeça) já deveria ter apresentado algum destes sintomas. Fiz o que a maioria faz, corri até meu notebook, fiz pesquisas e resolvi que no dia seguinte faria um teste rápido. Fiz, resultado NÃO REAGENTE. Respirei aliviado e fui para casa com a recomendação de repetir tal exame mais duas vezes, afinal eu ouvi que “Em até 12 meses pode positivar”. Segui as recomendações, em mais quatro meses fiz novamente o exame e mais uma vez negativo.
    Foi aí que conheci meu atual namorado. Que pessoa, que aura… Me vi mergulhado no mar de emoções e um sentimento de arrepio a cada palavra trocada. O encaixe do nosso beijo, o jeito que ele descansa a cabeça em meu peito e os olhos, o brilho dos olhos. O mundo parou pra nós e só sabíamos sorrir. Uma noite eu devo destacar, quando o levei a um restaurante japonês e tentei fazer com que aprendesse a comer com hashi, estava na cara que éramos um casal e a garçonete de longe nos observava com aquele terno olhar de quem vê sentimento crescente. Eu não poderia de forma alguma deixar de falar com essa criatura o que ocorria com meu antigo relacionamento. Ele só me olhou e disse : – “Eu quero mais um beijo.”
    Tudo ia bem, a cada dia, a cada filme, passeio, pizzas, bolos, doces, sorvetes… Me sentia um adolescente de novo. Até que eu resolvi que deveria fazer pela 3ª vez o exame para HIV e encerrar este clico. Em jejum segui aos assobios e fones no ouvido até um laboratório de minha confiança, sangue colhido. No dia de pegar o resultado ainda faltavam 3 laudos a liberar, entre eles HIV, como eram 3, eu pensei que não seria nada… Uma nova coleta foi feita. Uma semana depois recebo a ligação do médico me pedindo pra buscar os exames, lá fui eu, mais uma vez imaginando que não havia nada… Engano meu… Foram executados 3 testes e os 3 apontavam amostras com anticorpos de combate ao HIV. Tentei manter a serenidade, colhi todas as informações necessárias e procurei o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) mais próximo. No meio do caminho liguei para meu namorado, só sabia chorar… Então ele disse:
    -“Agora a gente só precisa cuidar de você.”
    Meu coração acalmou… Chegando ao CTA não havia nenhuma especialista que pudesse realizar um teste rápido, tentei mais uma vez manter a serenidade e procurei um médico infectologista que atendesse por ordem de chegada ao invés de horário agendado. Felizmente o encontrei. A essa altura meu namorado estava preocupado comigo afinal estava sozinho, a tarde no centro da cidade e com um diagnóstico destes, que pra quem tem pouca informação é terrível! Ele me ligava a cada 5 minutos. Tive que desligar o celular, era minha vez de falar com o médico.
    Que pessoa gentil e bem humorada! Nossa! Muito educado e tinha uma postura profissional exemplar. Ele me disse:
    -“Meu filho, seu hemograma é bem melhor que o meu! Suas plaquetas, células de defesa e indicadores de infecção estão mais que normais! Onde conseguiu tanta saúde?!”
    Então eu disse:
    -Doutor, mais aí diz que eu tenho HIV.
    -“Eu sei, e apesar disso ainda assim é um jovem muito saudável!”
    Foi então que tirei minhas dúvidas e senti um alívio maior. Quando finalmente pude ligar o celular novamente haviam 73 ligações do meu namorado, ao retornar:
    -“Onde você está? Estou rodando todo o centro lhe procurando! Fez alguma besteira?”
    Foi então hora de acalma-lo…
    No fim, segui pra casa, aquela noite eu não teria ânimo para assistir nenhuma aula e como já havia faltado ao trabalho no período vespertino… Fiquei em casa, chorei, pensei e lembrei:
    -“Meu filho, o que aconteceu contigo foi algo incomum mas não impossível, chama-se soro conversão.”
    Essa frase não saiu da minha cabeça por dois dias. Mas eu precisava encarar a vida no dia seguinte, nada pararia por isso e eu ainda era o mesmo. Apesar de escrever isso agora, não foi assim que pensei dias atrás. Disse a meu namorado que o melhor seria me largar e me deixar quieto, não tomaria remédios e assim poderia morrer. Escrever isso agora me faz lembrar do quando fui burro! Aquele homem lindo me pegou pelo braço, em meio a um estacionamento dentro do seu carro e disse:
    -“Você vai parar com isso agora! Sua vida não vai mudar tanto assim! Se você quiser dificultar aí nada vai melhorar! Só sei estar bem quando estou com você e nada vai me tirar isso! Nada! ouviu?! Vamos cuidar da sua alimentação, procure um esporte e assim que o resto dos exames forem feitos saberemos se e quando você precisará de remédios, agora deixa de me tratar assim porquê está me ofendendo! Eu te quero!
    E foi assim que naquela sexta-feira eu senti o quanto estamos envolvidos.
    -“Não quero desculpas, esse final de semana você passará todo comigo!”
    -Mas eu estou com medo, não sei ao certo qual minha carga viral e qual perigo represento a você. Ainda tem minha mãe, depressiva, se ela souber vai piorar.
    -“Sua mãe, não sei, mas um dia ela vai descobrir. Eu? Eu sei que este vírus não vai me passar por beijo, abraço, afago e todo o carinho que temos. Eu quero, eu preciso.”
    Sábado por volta das 13h:00 fomos ao cinema, depois passeamos pelo centro, seguimos para casa, jogamos, cochilamos, comemos, saímos pra uma caminhada noturna (longa caminhada), e depois disso tudo ele dormiu como de costume, com a cabeça apoiada em meu peito. O domingo foi igualmente maravilhoso. Durante o eclipse lunar e toda luz vermelha que vinha do céu, eu já em casa por volta das 23h:20 ele me diz ao telefone : “Eu te amo”.
    Hoje, estou aqui pra falar o quanto ainda o futuro é incerto, se um dia haverá cura eu não sei, tenho fé e ainda assim penso que estamos próximos a isso. Mas eu tenho alguém que me cura da tristeza todos os dias e só tenho a agradecer por isso.
    Meus amigos, preservem suas amizades, encurtem seus laços com a família e sejamos prósperos. O dia 24/09/2015 sem dúvidas mudou a minha vida, existe uma ferida, uma dúvida de – Por que alguém quis me transmitir de propósito? – Aos poucos vai passando e eu não me vitimizarei. Meu namorado disse que sou um soldado e é assim que vou me definir daqui para frente.

    Obrigado a todos que constroem este blog, desde textos, postagens e comentários. A atitude mais positiva do jovem positivo foi fazer desta página um encontro de quem aprendeu que há vida e muita vida após o diagnóstico.

    • desbravador diz

      Historinha bonitinha, Soldado,mas totalmente mentirosa.Ninguém soro-converte depois de 1 ano com os exames de hoje. Ninguém. Você fez exames 4 meses depois, e nada? Depois mais 4 meses,somando 8, e nada? E depois fez mais outro, e bingo?? Mentira full. E não me venham com frescurinha,não. Muita gente entra aqui aflita com essa coisa de janela imunológica, e sai mais aflita ainda com histórias pra lá de “mal contadas” como essa. Janela imunológica com exames em 2015– repito, estamos em 2015– são de no máximo 1 mês, 2 meses se quiser desencanar de vez, e 3 meses se for neurótico. 9, 10, 11, meses? No way!!!! Perguntem ao prestigiado doutor Esper Kállas, médico do autor deste Blog. Conta outra , Soldado….

    • Zimba diz

      Parabéns pela história Soldado.
      Força e fé,
      descobri tem menos de 1 mês.
      Endoidei, mas passou! Tb estou com o hemograma ótimo, e é o que me deixa aliviado ainda!
      mas bora cuidar disso ai…
      abraços

    • Fe diz

      Soldado, sua história é um pouco parecida com a minha. Descobri minha sorologia a 2 meses, estou em um relacionamento, com uma pessoa pela qual estou completamente apaixonado. Não tive coragem de contar pra ele de imediato, até que nesse final de semana a camisinha estourou, e eu não poderia deixar ele correr esse risco. Contei pra ele, e ao contrário do que eu esperava, ele disse: eu te amo, não irei te deixar por nada, estou do seu lado, mas, eu to um pouco triste, me colocando pra baixo, achando q não o mereço por conta desse vírus. Espero que isso passe, pq eu quero ser feliz com ele, pq ele me passa uma paz.

      • Soldado D diz

        Insegurança faz parte do nosso pacote diário de desafios a vencer.
        Caro Fe, o que posso te dizer é tenha forças! E tenha fé em seu relacionamento. Se o seu namorado não fugiu quando soube, certamente não mudará de ideia. Meu conselho a vocês é : VIVAM! Existe muita vida para ambos e o mundo está cheio de casais sorodiscordantes. O tratamento contra HIV vem evoluindo muito, uma prova disso é o 3 em 1. Vejo em fóruns e palestras do curso de medicina o grande burburinho sobre a cura. Ela está cada vez mais próxima meu amigo. Ainda vai levar um tempo, mas enquanto ela ainda não chega, viva sua cura diária, faça o tratamento direitinho e mantenha-se indetectável, pacientes nesta condição por 6 meses ou mais, segundo pesquisas, tem chances nulas de transmissão.
        Existem muitos casos de casais soronegativos no mundo pra nos inspirar, veja um exemplo:

        http://www.megacurioso.com.br/saude-e-beleza/70269-pai-soropositivo-faz-sucesso-na-internet-ao-postar-foto-de-familia-sem-hiv.htm

  39. Flor diz

    Olá,
    Preciso fazer o teste de HIV o quanto antes, mas onde moro não tem teste rápido, alguém sabe se algum site confiável vende este teste, ando muito apreensiva. Não tenho com quem desabafar. Onde seria o lugar mais confiável para realizar o teste da maneira mais sigilosa possível?
    Por favor me ajudem…
    Obrigadaa!

  40. Fe diz

    Linda história JS.. Me descobri infectado tem mais ou menos uma semana, to em um relacionamento, to com muito medo da reação do meu parceiro. Sempre usamos camisinha, e espero que ele aceite minha condição de vida, e continue me amando!! To com medo!! 😭

    • Flor diz

      Obrigada. Tem um em uma cidade meio que próxima, preciso tomar coragem e fazer o teste
      Ando bem angustiada, quem quiser conversar e tiver historias para compartilhar deixo meu e-mail , nessas horas é muito bom um ombro amigo, já que não divido esta angustia com ngm 😦
      tessafer88@hotmail.com

  41. J.S. Você é um cara de sorte, te admiro você falar assim abertamente, e o mais legal ser aceito… Infelizmente nem todos tem a mesma sorte. Eu estava em um relacionamento com um rapaz e eu já sabia do meu diagnostico e também estava em tratamento, porém, como ainda era o começo do relacionamento tive medo de revelar logo de primeira, tendo em vista que ele tem alguns conhecidos em comum comigo, com isso tive medo de caso ele tivesse uma reação negativar falar para essas pessoas.
    Durante uma conversa por telefone, abortei o tema HIV e a evolução dos tratamentos, a sorodiscordância em casais e inúmeras outras coisas que não são mais como antes na década de 80 e 90. Ele se mostrou curioso e interessado, e também surpreso com avanço da medicina, entretanto ele começou a falar sobre a opinião do Dr. Drausio no fantástico, e nela me revelou que se ele tivesse HIV preferia morrer do que conviver. Essas palavras soaram EXTREMAMENTE PERTURBADORAS na minha cabeça, depois fui desviando o assunto lentamente, com o passar dos poucos dias levei adiante um relacionamento sem expectativas de aceitação e resolvi acabar do nada. Eu ainda sinto algo por ele, e percebo que é reciproco, mas diante disso, não quero sofrer, já pensei em falar, explicar que os riscos são praticamente zero se compararmos com as pessoas que passam o vírus por não saber que tem… e bla bla bla… Mas não tive coragem.
    Com isso, nunca mais consegui ter uma relação sexual tranquila mesmo que apenas só por prazer, ou criar expectativas de investir naquele alguém especial, pois sempre me vem na cabeça a palavra HIV, tenho que contar, explicar e esperar a reação 😦 . Espero um dia ter a coragem de investir em um relacionamento como fazia antes, pois cada jovem no auge da juventude merecia ter uma vida afetiva saudável…
    Beijos e abraços em todos… Um dia seremos curados!

  42. Eduardo Byington diz

    Fantasiar é bom, mas sair da realidade é uma loucura.
    De acordo, com os exames atuais é possível com 14 dias verificar a positividade de alguém. Possa ser que o organismo do nosso cidadão seja um wolverine e esperou 11 meses , mas não acredito.
    Nos coments vi de tudo um pouco , mas temos que observar histórias verdadeiras, outras fantasiosas , não posso julgar a história de cada um , mas declarar que encontrou o homem da sua vida e ele aceitou de boa e vocês foram tomar um sorvete. Que seres humanos são esses ?
    Preciso conhece -los ou manda-los multiplica-los e mandarem para o senado.
    Enteder que seu parceiro tem hiv e aceitar é plenamente possível, mas na realidade na sua grande maioria( infelizmente) não aceitam e discriminam.
    Vamos trabalhar contra o preconceito e acreditar no amor ou no que quiser.
    Outra questão que chamo atenção é que mesmo sendo homossexual não assumido , observo que no meio gay o preconceito é ainda maior !
    Pois vivemos principalmente a época do sexo descartável , não to dizendo desprotegido e sim aquele que se usa e vai embora.
    Acho estranho muitos gays acharem que alguém só vai lhe querer se tiver um bíceps ou peitoral trincado é um engodo. Sexo é bom! Mas é momento.
    E sim, acredito no amor romântico e espero , assim como o jovem positivo encontrar alguém .
    Amem mais e viva mais … Mas numca deixe de sonhar ou fantasiar a realidade de forma demasiada, porque a queda pode ser pior.
    Ps: jovempositivo, sei que vc é heterossexual , uma pena: mas seria possível fazer aqui no site um link para conhecermos pessoas para relacionamento sério e não sexo descartável?
    Ah! Sexo descartável é feito por pessoas , o independente da sua sorologia, orientação sexual e crenças, afinal somos falíveis.
    Se fosse mulher: com certeza! Iria atrás do jovem , pq vc é o cara e acredita no amor , sendo piegas ou não. Mas o melhor de tudo: sendo verdadeiro.

  43. Confusa diz

    Meu marido descobriu ser soropositivo, a pouco depois de haver me traido, foi marcada a consulta com o infectologista mas ainda vai demorar, então ele não toma antirretrovirais ainda, , estamos usando preservativos, mas me preocupo com o risco de estourar, o meu teste foi ñ reagente, vcs acham que devo esperar ele começar o tratamento para continuar a manter relação?

    • Soldado D diz

      Quando você diz manter relação, se refere a relação sexual? Se for, o válido é se prevenir. Usar preservativo e lubrificante mesmo em penetração vaginal afim de não causar danos e risco de rompimento. Mas se for manter-se casada, eu acredito que é uma questão pessoal. Assim como manter relações sexuais também é. Você não deve se sentir obrigada a nada. Manter qualquer tipo de interação com seu esposo vai depender do quanto você se sente magoada e qual a medida de amor a perdoar, se esta for sua vontade.

  44. Conheci uma pessoa algumas semanas atrás, começamos a conversar todos os dias, a sair, não o conheço a muito tempo, entretanto sinto por ele algo que nunca senti por ninguém, entretanto com o tempo como é normal as coisas foram esquentando, daí já na cama ele fala que é soro positivo, naquela hora parece que o meu mundo caio, a minha vontade era sair o mais rápido perto dele, mas ao mesmo tempo nunca senti tamanha intimidade com alguém, ter alguém a minha frente a ser tão sincero, tão honesto com ele e comigo, para mim foi uma sensação que jamais senti antes. Não consigo parar de pensar nele,temos conversado todos os dias desde então, sexta vamos sair e não sei o que fazer, eu quero estar com ele mas ao mesmo tempo tenho medo, tb sei que ele tem níveis indetectaveis, não tenho nenhum amigo imparcial que possa desabafar, sinceramente nunca tive tanto medo de deixar alguém passar pela minha vida e não ter coragem de estar com ela.

    • Fraternal diz

      Entendo você perfeitamente. O medo é natural. Não se cobre tanto por senti-lo.
      Se o sentimento entre vocês é forte, se existe uma cumplicidade e interação genuína, seja o mais transparente possível. Ele foi com você. Sendo indetectável, usando preservativo, ele poderia ter feito sexo contigo sem expor sua condição, mas preferiu correr o risco. Acho que isso deve ser levado em consideração.
      Por outro lado, informe-se! A informação será sua grande aliada contra o medo e a ansiedade. Cheguei à conclusão que sexo seguro é um direito e um dever de todos. Portanto, Protejam-se!
      Agora… Se você tem medo de se envolver, aí são outros 500. Você terá que se preparar para os altos e baixos, ser forte em momentos em que você precisará de colo… Não vai ser fácil, mas também não vai ser diferente de qualquer outro relacionamento.
      Enfim, fiquei comovida com seu relato! Espero que tudo termine bem, C!

  45. Paulo Roberto diz

    Pessoal, BOM DIA!!
    Vejo que muitos aqui estão sozinhos e se lamentam por isso.
    Eu não sou psicólogo, mas quero dividir com todos a minha opinião a respeito.
    Já postei para uma pessoa aqui do blog, e serve para todos que estão na mesma situação.
    Sou adepto dos ditos populares, e aqui vai um: ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO!!
    Querem outro? O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO.
    Então, vamos à minha opinião: a felicidade não consiste em estar com alguém, entenderam? A felicidade é mais do que isso. Não ponham a felicidade de vocês nas mãos de outra pessoa. Ela não pode ser a responsável por isso.
    Penso que, com o tempo, vocês vão encontrar alguém… não se desesperem se demorar. O problema é que, às vezes, colocamos em nossa vida a prioridade errada: aquilo que para nós parece ser a solução de um problema, se torna maior do que o próprio problema, entendem?
    Uma vez eu coloquei minha felicidade nas mãos de outra pessoa… Imaginem o que ocorreu? ELA JOGOU MINHA FELICIDADE NO LIXO!!!
    Claro que fiquei triste… Mas logo percebi que quem estava errado era eu. Confiei na pessoa errada a minha própria felicidade. E deu no que deu.
    Hoje existe, ainda, muito preconceito, sei disso. E muita desinformação, também.
    É muito difícil uma pessoa soroNEGATIVA aceitar o fato de estar com alguém soropositivo, ainda mais se não tiver informação adequada a respeito. Tenho certeza de que muitos soropositivos de hoje, se soubessem que iriam pegar o vírus, há tempos atrás, repensariam suas atitudes e não ficariam com quem os infectou. Essa é a verdade.
    Está sozinho? Curta a VIDA da melhor maneira possível. Está acompanhado? Valorize quem te acompanha, porque não deve ser fácil, como muitos pensam.
    Mas independente de qualquer coisa, procurem ser felizes ao máximo!
    Eu também passo por momentos difíceis. Não sou um super-herói como muitos aqui, que sempre conseguem encarar numa boa o fato de serem soropositivas.
    Bem sei que a vida de cada um de nós é diferente. As formas de encarar isso variam de pessoa para pessoa.
    Mas a felicidade não consiste em estar ou não acompanhado, pessoal… é muito mais do que isso!
    Se levaram um pé na bunda, como eu levei, é porque queriam estar com a pessoa errada, só isso.
    Com o tempo, outra pessoa virá. E se não vier amanhã, ou depois, para que o desespero??? Vamos nos valorizar mais, sermos nós mesmos os responsáveis pela nossa própria felicidade!!! Sexo não é tudo, caramba!!!
    Vamos aprender outro idioma, aprender música, tocar um violão, um piano… Um bom curso de pintura, marcenaria, corte e costura, sei lá!!! Para preencher o tempo e a mente, para conhecer pessoas novas, sem pensar que alguém tenha a obrigação de nos fazer felizes!!!
    Essa história de “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” do livro “O Pequeno Príncipe” é só uma frase sem sentido prático, porque a responsabilidade de sermos felizes é NOSSA!
    Espero ter ajudado. Fiquem à vontade, porém, para me criticar, se não concordarem comigo. Toda crítica construtiva é bem-vinda!
    Abraços
    Paulo Roberto, um soropositivo que alterna períodos de felicidade com depressão, mas que não deixa a sua felicidade nas mãos de ninguém.

  46. Fraternal diz

    Sobre a questão do contar ou não contar… Imagino que não deve ser fácil pra ninguém, mas posso garantir uma coisa, ouvir também é extremamente difícil.
    Nunca vou esquecer desse dia. Não sabia o que fazer. Abraçar, ninar, brigar, chorar… Depois de uma pausa de 2 minutos (que pareciam 2 horas), passou pela mente que deveria ser forte, ele precisava disso. Abracei e disse: fica aqui comigo, vamos enfrentar isso juntos. Depois disso, passamos quase um mês sem tocar no assunto. Um dia o telefone tocou e do outro lado veio um pedido de desculpas. Desculpas por ter me deixado sozinha, por não ter me dado a atenção que devia, por ter me dado um peso… Só depois disso pude limpar a mente, ver as coisas com maior clareza. Ele estava se sentindo culpado, pensava e repensava quem, quando, onde e o pq. E eu me senti atada, impotente. Meu amigo sofrendo e eu nada podia fazer. É, amigos, sem querer minimizar as coisas, ouvir também não é fácil.
    Com isso não estou legitimando a atitude covarde de ninguém. Apenas demonstrando que é muito difícil para todos. Ainda existe muita falta de informação e o medo se torna um companheiro constante. Tenho formação completa, acesso a muitos meios de informação e tive medo! A internet, por exemplo, tem muitas armadilhas. Li tantos absurdos!
    Enfim, acho que o tema deve ser mais debatido. Blogs como esse têm que ser mais divulgados. Lendo os textos e comentários do JS, consegui ver a questão com outros olhos e diminui bastante o meu medo e ansiedade.

  47. Anônimo diz

    Só preciso desabafar… Tenho 22 anos e fui diagnosticado hiv positivo à 10 meses! Pode se dizer que têm pouco tempo, mas viver esses 295 dias não têm sido nada fácil e muito pouco feliz… Eu faço uso do antiretroviral desde o dia em que foi comprovada a minha sorologia… Infelizmente não tenho ninguém a quem contar ou conversar sobre esses assuntos que só amigos saberiam lidar… Pois bem. Desde então estou trancado em meu mundo sozinho… e isso têm me incomodado muito… mas a poucos dias, apareceu um garoto em minha vida, só que tenho muito medo de criar uma relação com ele, pelo fato de que, sempre penso que estou o enganando por eu ser hiv+… eu vivo me colocando no lugar da outra pessoa, por exemplo, se eu não fosse positivo e alguma pessoa começasse uma relação comigo e por ventura, descobrisse que ela é hiv+ ou até mesmo se ela me contasse esse fato, eu provavelmente não reagiriam bem e acredito que surtaria! Por essas questões que venho criando em meus pensamentos tenho receio em ficar com ele… Eis a dúvida, se devo ficar e não falar nada? ou após criar uma certa confiança me abrir? ou falar de cara a minha condição? Não sei lidar com isso!
    OBrigado, Amo o seu blog! Beijoos

  48. Positivo diz

    Bom, descobri minha soropositividade há cerca de 05 dias, ainda estou na fase de “choque”. Por ser profissional da saúde, talvez esteja aceitando bem, porém me sentindo sozinho – mesmo sendo casado com a pessoa que me transmitiu o vírus.
    Deixo meu e-mail para alguém que porventura queira manter contato e esteja solidário a me ajudar a compreender esta nova etapa da minha vida.
    positivosempre@hotmail.com

  49. Ricardo diz

    Primeiramente gostaria de te agradecer imensamente pelo blog. Hoje na hora do almoço fui fazer um teste HIV. Há 1 mês sinto dores pelo corpo, diarréia por mais de 20 dias, pintas e espinhas pelo corpo. Como já esperava, veio HIV positivo. Fiz o teste 3 vezes, o primeiro de mucosa, e 2 de sangue para tirar a prova.

    No primeiro momento, fiquei sem reação. Achei que iria morrer. Mas a assistente social me atendeu super bem, me consolou e me mostrou que a vida continua, vou poder continuar namorando e fazendo sexo, mas aí é que está, será que vou conseguir? Sei que o risco de transmissão usando camisinha, e com a carga indetectável é quase impossível ocorrer a transmissão. Mas será?? Será que conseguiria viver com a culpa de transmitir para alguém?

    Essa é minha maior preocupação, o que mais me aperta o coração, para quem será que eu passei esse vírus, sem saber?? Não sei de quem peguei, nem quero saber, mas o que está acabando comigo, será que passei para alguma namorada? Não quero ser o responsável por dificultar a vida de ninguém. Me sinto muito mal com isso, pior do que ter descoberto o MEU resultado.

    Agora é digerir tudo isso e chamar a ex para conversar e explicar o ocorrido. Espero que ela não tenha nada, mas se tiver darei todo meu apoio para que ela supere isso, da mesma forma que vou conseguir superar.

    Amanhã comparecerei a um infectologista para iniciar o tratamento.

    O engraçado, que eu, assim como muitos amigos, sempre imaginávamos que HIV só homossexual pegava, como eu só transava com mulher, achava que estava seguro, ledo engano, e estou aqui para provar isso.

    Se cuidem pessoal, camisinha no pinto sempre. Amanhã começo meu tratamento e vida nova.

    Espero conseguir superar bem mais essa provação que a vida me impôs.

    Abraços e muito obrigado pelo blog.

  50. MG29 diz

    Boa noite, meus caros.

    Descobri ser soropositivo há um ano. Sou homossexual e tinha um namorado na época. Ele foi uma pessoa incrível. Deu-me total apoio e topou passar por todas as dificuldades comigo.

    Após alguns meses, eu ainda muito abalado pelo diagnóstico e pela dificuldade de ter relações sexuais após o diagnóstico, decidi encerrar a relação pois achava que eu estava sendo um peso para a vida dele. Depois disso, rapidamente me arrependi e ele começou a namorar com outra pessoas.

    Desde então, os dias tem sido de muito sofrimento. Estou eufórico, bebendo, gastei todas as minhas economias e saindo excessivamente, com um comportamento autodestrutivo. Eu me achava uma pessoa interessante, atraente. Agora me acho o cara mais feio, desinteressante e inferior aos demais.

    Gostaria muito de contar uma história mais bem sucedida por aqui, só que infelizmente estou em um momento de crise e com dificuldades de vencê-la.

    Ainda assim, agradeço cada mensagem de superação deixada aqui.

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