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Freddie Mercury

Foi em 13 de julho de 1985 que Freddie Mercury e os demais integrantes do Queen — o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon — subiram no palco do Wembley Stadium, em Londres. Um público de 72 mil pessoas cantou junto com o vocalista todas as músicas da banda “como se tivessem esperado o dia todo por isso”, escreveu Mikal Gilmore para a revista Rolling Stone.

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“Queen começou e terminou com Freddie Mercury. Ele encarnou a identidade da banda, seus triunfos e fracassos. E era a psique, com cuja perda a banda não poderia sobreviver”, afirmou Gilmore. Neste sábado, 5 de setembro, Freddie faria 69 anos — não tivesse sido levado pela aids, em 24 de novembro de 1991, vítima de broncopneumonia decorrente da doença. Na noite em que Freddie morreu, o músico e amigo Dave Clarke estava ao seu lado, fazendo vigília na cabeceira da cama, logo depois de Mary Austin, ex-namorada de Freddie e sua amiga mais próxima. Também estavam na casa Joe Fanelli, seu amigo, Peter Freestone, seu assistente, e Jim Hutton, seu parceiro. Para o jornal britânico Daily Mail, em 26 de novembro de 1991, Clarke contou que Freddie “apenas adormeceu”.

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“Quando ele foi diagnosticado, apenas um punhado de pessoas sabiam. No começo, nem mesmo a banda sabia. Sua família não sabia.”

“Deixamos Freddie o mais confortável que podíamos”, disse Clarke, numa entrevista concedida em 2011. “Seu quarto tinha uma sala adjacente e uma vista para seu belo jardim. Ele se sentia grato por tudo e por seus amigos.” Clarke e Mercury eram amigos desde que se conheceram, em 1976, depois de um show do Queen no Hyde Park, em Londres. “Freddie me confidenciou muita coisa. Quando ele foi diagnosticado, apenas um punhado de pessoas sabiam. No começo, nem mesmo a banda sabia. Sua família não sabia” — o que não impedia os tabloides de especular, na medida em que sua aparência começou a ser abatida pela aids.

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The Miracle, o 13º álbum do Queen, foi concluído no início de 1989 e o vocalista queria começar a gravar outro disco de imediato — mas, para isso, era preciso justificar aos seus colegas de banda o porquê de tanta pressa. “Ele apenas nos convidou até a sua casa para uma reunião”, contou o baterista, Roger Taylor. Freddie então disse a seus companheiros de banda: “Vocês provavelmente sabem qual é o meu problema. Bem, é isso. Eu não quero que isso faça qualquer diferença. Eu não quero que as pessoas saibam disso. Eu não quero falar sobre isso. Eu só quero trabalhar até cair. E eu gostaria que vocês me apoiassem.” Brian May conta que essa foi a única conversa que tiveram sobre o tema. E que todos ficaram ao lado de Freddie, respeitando o seu sigilo: “Mentimos descaradamente para proteger sua privacidade.”

A banda se deu conta que estava diante de seu último projeto. “Fomos muito conscientes em direção ao fim”, disse Brian. “Por incrível que pareça, havia montes de alegria. Freddie estava com dor, mas dentro do estúdio havia uma espécie de proteção e ele conseguia ser feliz e desfrutar daquilo que gostava e fazia de melhor. Quando não conseguia mais ficar em pé, ele se apoiava contra uma mesa, tomava vodka e dizia: ‘Eu vou cantar até sangrar!'”, conta Brian. “Às vezes, Freddie não era capaz de vocalizar [o que ele queria dizer], e acho que Roger e eu meio que vocalizávamos por ele, escrevendo algumas das letras. Afinal, ele estava quase além do ponto de conseguir colocar seus pensamentos em palavras. Músicas como ‘The Show Must Go On’, no meu caso, e ‘Days of Our Lives’, no caso de Roger, foram presentes que demos para Freddie.” Nessa altura, a gravadora Hollywood Records propôs um videoclipe. Freddie entrou Limestone Studios em 30 de maio de 1991 — a última vez em que esteve na frente de uma câmera.

“Trabalhar o ajudava a ter coragem para enfrentar a doença.”

Depois de Innuendo, Freddie ainda queria continuar a gravar e, se possível, terminar mais um álbum. “Freddie me disse: ‘Escreva para mim… Continue me mandando letras. Eu vou cantar'”, recorda Brian. Essa gravações foram lançadas em 1995, no disco Made in Heaven. “Ele continuou porque era isso o que gostava”, conta Mary Austin. “Trabalhar o ajudava a ter coragem para enfrentar a doença.” Jim Hutton, parceiro de Freddie que esteve com ele no final de sua vida, concordou: “Sem a música, ele não teria sobrevivido.”

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Foi em setembro de 1991, depois de ter gravado o quanto podia, que Freddie Mercury se resguardou em sua casa em Kensington, no distrito do oeste de Londres. Segundo Peter Freestone, ele continuou cauteloso com relação a seus pais e não contou para eles sobre a sua sorologia positiva. “Ele queria protegê-los de coisas que eles não entenderiam ou não aceitariam.” Anos mais tarde, no entanto, sua mãe revelou: “Ele não queria nos machucar, mas nós sabíamos o tempo todo.”

“Freddie tentou de tudo. Ele recebia novos medicamentos especiais, transportados dos Estados Unidos pelo avião [supersônico] Concorde”, contou Clarke. “No fim, quando percebeu que não havia mais alegria, ele decidiu suspender os medicamentos.” Nos últimos dias, já com crises de cegueira, Freddie virou as costas para a maioria das pessoas que queriam visitá-lo. Não queria que vissem a maneira como seu corpo havia se degenerado. Freddie só revelou publicamente sua sorologia positiva um dia antes de morrer, na tarde de 23 de novembro de 1991, quando emitiu uma declaração admitindo sua condição:

“Seguindo as tantas conjecturas da imprensa, gostaria de confirmar que eu testei positivo para o HIV e tenho aids. Senti que era correto manter essas informações privadas, a fim de proteger a privacidade das pessoas à minha volta. No entanto, chegou a hora de meus amigos e fãs ao redor do mundo conhecerem a verdade. Espero que todos se juntem a mim, meus médicos e a todos aqueles de todo o mundo na luta contra esta terrível doença.”

Os amigos próximos disseram que o cantor parecia mais tranquilo depois de sua confissão. Na noite seguinte, Freddie se foi, aos 45 anos de idade.

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“Sempre acreditávamos que haveria uma cura, que ficaríamos bem. Precisava ser assim: tínhamos que manter o pensamento positivo.”

“Freddie amava a vida. Ele viveu em plenitude”, contou Clarke, que acredita que, se Freddie tivesse resistido por mais doze meses, provavelmente teria sobrevivido, graças ao advento da Zalcitabina (ddC), em 1992, o terceiro fármaco aprovado para o tratamento contra o HIV, depois da Didanosina (ddI) e da Zidovudina (AZT). “Sempre acreditávamos que haveria uma cura, que ficaríamos bem. Precisava ser assim: tínhamos que manter o pensamento positivo.” Ao Daily Mail, Clarke também disse acreditar que a próxima geração é a geração que vai vencer o vírus.

“Ele queria viver. Se estivesse por perto ainda hoje, eu tenho certeza que ele estaria se cuidando. E poderia ter dado ainda muito mais para para o mundo.”

“Freddie era maior que a vida. Era muito gentil e carinhoso. Sinto realmente muita falta do seu entusiasmo. Ele tinha um incrível senso de humor e sempre me fazia rir. Ele não levava a vida tão a sério e levantava seu ânimo. Ele queria viver. Se estivesse por perto ainda hoje, eu tenho certeza que ele estaria se cuidando. Freddie era muito orgulhoso. Adorava correr riscos — o que é minha filosofia também. Seu legado vai continuar para sempre. Suas canções e suas gravações são atemporais. Ele era um criador, um revolucionário extraordinário. Ele teria continuado. O que o motivava era a sua obra. Freddie sentia muita dor, mas nunca reclamou uma única vez. Não fazia drama. Não estava triste. Foi muito corajoso. E poderia ter dado ainda muito mais para para o mundo.”

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

34 comentários

  1. Ricardo - Guarulhos diz

    Pow ainda bem q estamos numa outra era ! Tive a infelicidade de quando criança acompanhar o martírio de um Soropositivo até o fim, ele foi expulso de casa pelos pais e foi morar num quartinho nos fundos da casa de sua tia, até hoje minha vizinha, isto em 1991 ! Foi traumático acompanhar tudo aqui, as vezes ela ia chorar na minha casa e lembro que não tinha palavras de conforto, apenas acompanhar dia a dia a descida rumo a morte do seu sobrinho. Ele era bonito, quando faleceu estava irreconhecível, as calças que vestia parecia estar penduradas em suas cinturas, o rosto fino, cabelos ralos, feridas por todo o corpo…hoje vendo o vídeo do Fredy Mercury me bateu um desespero em reviver aqueles momentos e saber que tenho dentro de mim, algo tão assombroso…chorei ! Mas graças a Deus e a medicina do pranto se fez riso e pude erguer as mãos e agradecer por estar vivendo noutra época, onde tomamos apenas um comprimido diário e prosseguimos como se tudo fosse normal, e mais feliz ainda por saber que em breve, vamos viver a tão sonhada cura. Que o exemplo do Fredy esteja vivo em todos nós, pois mesmo sabendo do seu destino certo, não se intimidou e lutou bravamente até o fim… Sigamos bem pois estamos bem ! Abraços a todos.

    • cariocarj diz

      Eu também acompanhei na minha adolescência o sofrimento de uma amiga soropositiva até o fim e foi muito triste o final. Graças a Deus estamos numa outra época e creio em Deus que a cura vai chegar.

  2. Cauã+ diz

    Já temos a cura, e é diária. Daqui algum tempo definitiva se Deus quiser.

    🙂

  3. Brumo diz

    O cara era um apaixonado pela vida, mas infelizmente não teve tempo de se beneficiar de alguma medicação eficaz. Isso é foda. Gosto dele até hoje.

  4. Lucius de Roma diz

    Acompanhei muitos amigos à sepultura e por isso fico muito chateado quando vejo pessoas criticando a indústria farmacêutica e seus interesses financeiros,. Foi graças à ela que hoje podemos viver até que a cura chegue.

  5. soropositivo em crise diz

    ler sobre o suplicio dos que forma atingidos pela aids antes da terapia tripla me da uma sensacao ambigua: por um lado, sinto um desespero enorme por saber que tenho, dentro de mim, o virus causador dessa situacao terrivel; por outro, me sinto abencoado por viver num tempo e num pais no qual posso gozar de um tratamento gratuito para essa doenca, que ja pode ser considerada como cronica (e inclusive mais branda que a diabetes, uma vez que nao diminui a expectativa de vida do paciente). alias, esse era o consolo que o pai do cazuza dava a ele, quando ele (cazuza) adoeceu: que em breve o hiv/aids tornaria-se uma doenca cronica. muitos, naquela epoca, nao acreditavam nisso. o tempo e a medicina, porem, tornaram essa “quimera” real. isso me faz pensar que, a despeito do ceticismo de muitos, um dia teremos uma cura . agora, confesso que ,ao ler sobre o suplicio dos soropositivos do passado, tenho uma pena danana dos milhoes que, ainda hoje, nos grotoes do planeta, nao tem acesso aos medicamentos que fazem com que, para a gente, a aids seja so um fantasma do passado.

  6. Vicente diz

    Grande artista. Hoje além de nos tratar corretamente, devemos a ele e a todos que padeceram na época, a manutenção da saúde e da alegria de viver. Hoje podemos levar uma vida normal. Basta aderir ao tratamento e ter zelo pela vida. Ele não teve esta oportunidade. Então antes de tudo temos que agradecer.

  7. desbravador diz

    Um cantor fantástico. Não gosto muito do estilo da banda, mas ele cantava com o ardor de quem sabia que aquele era o seu elemento. Certamente um dos maiores cantores da musica popular moderna.

  8. Leo diz

    Salve Freddie Mercury! Gostaria que a sua história não tivesse terminado assim.

  9. Maxwell diz

    Aqui no brasil tivemos Cazuza como exponencial na luta contra a doença e contra o preconceito. Deu a cara a tapa para que nosso país pudesse tratar mais sobre o tema HIV, a busca de medicamentos para essa doença, hoje crônica. Mas, hoje padecemos de pessoas famosas com o vírus para lutarmos por remédios mais avançados. Temos ONGS que lutam por isso, mas a doença ainda sempre será vista com mal olhos pela população como um todo se não houver a discussão maior sobre o tema, sobre a questão da indetectabilidade de não transmitir… carecemos dessas discussões e não sobre “clubes do carimbo” que só nos joga ainda mais para o obscuro.
    Temos consciência de alguns famosos brasileiros que tem o vírus MAS como podemos pedir para os mesmos se mostrarem e lutarem por nós, se nós mesmo vivemos “nos escondendo”, pra não ser apontado, discriminado, até mesmo por outros positivos.
    Infelizmente temo que ficaremos reféns da indústria farmacêutica por um longo período ainda.

  10. desbravador diz

    Incrível e estranho é vermos alguns desses vídeo-clips famosos tanto dele, quanto do Cazuza, ou do Renato , e termos quase a certeza de que eles já eram soropositivos aí. Hoje sabemos da “incubação” do vírus, algo ainda não muito claro ou ao menos não muito divulgado naqueles anos( A mão do Cazuza até falou sobre isso recentemente, afirmando crer que ele havia se contaminado quando ainda falava em estudar fora, nos EUA). Ainda mais chocante–no sentido memorável, claro– é saber que Greg Louganis muito provavelmente também já fosse HIV+ nas Olimpíadas de Seul( e que sabia disso!!!), 1988, quando levou o ouro, e ainda protagonizou a conhecidíssima cena da cabeça batendo no trampolim. Todos nós falamos mais do Magic Johnson, mas Louganis foi igualmente um ícone do seu esporte, sendo reverenciado até hoje. Fantástico Louganis, um dos maiores exemplos de força interior da história dos esportes.

  11. Matheus diz

    Maxwell discordo em apontar Cazuza como um “exponencial” na luta contra o combate ao HIV…ele negou o tratamento(já havia os primeiros ARVs na época) e mesmo doente levava uma vida nada saudável…até acho q grande maioria associa ao saber que alguém está com HIV a imagem daquele Cazuza magro já bastante debilitado…não nego que ele foi um grande artista e poeta mas ele poderia está bem hj em dia se tivesse se cuidado e aderido ao tratamento como Magic Johnson,Greg Louganis e muitos outros…

    • desbravador diz

      Matheus,

      Acho que não, cara. O Cazuza faleceu em 1990 e as primeiras combinações só surgiram em 95/96/97( O próprio Magic, excitado com a liberação desses remédios,chegou a disputar praticamente mais uma temporada inteira pelo Los Angeles Lakers, em 1996, provando definitivamente que era possível ter saúde mesmo com a presença do HIV). Quem pode ter dado uma vacilada nesse ponto foi o Renato. Você pode não acreditar, mas há alguns anos tive a oportunidade de bater um papo com o Lobão, um dos mais chegados amigos do Cazuza, e perguntei sobre esse assunto, insinuando que, talvez, o Cazuza tenha deslizado no aspecto da disciplina de saúde e tal( Mencionei até o Louganis, que teve de “se virar” no início só com o AZT mesmo e etc)…O Lobão me respondeu: ” não, rapaz, ele lutou muito, eu posso garantir isso a você!!”. Enfim, vai saber…Mas o fato é que os arv´s só apareceram 6 anos após sua morte.

  12. Brumo diz

    Cazuza teve sua infecção confirmada em 1987, porém já sofria com os sintomas da aids a alguns anos. Mesmo sendo “frenético” em quase todos os sentidos, ele lutou arduamente contra a doença. Aliás, o album “Ideologia” foi criado quando Cazuza estava usando o único medicamento disponível na época, o AZT, que lhe causava efeitos colaterais fotíssimos. Com o organismo debilitado e a aids desenvolvida ele não obteve êxito. Quem o conheceu fala da luta que ele travou para se manter vivo. Já o Renato se deixou abalar pela doença no aspecto psicológico, entrou em depressão e “entregou os pontos”. Foda.

    • desbravador diz

      Inclusive, Brumo, pessoas próximas ao Cazuza amaldiçoam categoricamente o AZT, afirmando que esse remédio teve um papel decisivo na degradação da sua saúde física e mental; enfim, alguns dizem que ele foi mais uma vítima do AZT. Mas sabemos como esse assunto suscita polemicas e etc e tal…..

    • Ombro Amigo diz

      Vasculhando o acervo da Veja, em 1985 já rolava possíveis boatos de que o Cazuza fosse soropositivo. Aliás, com o fim da censura, as revistas de fofoca no final dos anos 80 publicavam especulações de quem teria AIDS. Era comum ver revistas com manchetes do tipo “A doença que afastou Lauro Corona da novela Vida Nova” ou “Liz Taylor pode ter AIDS”

      Era um fato de que o Cazuza vivia uma de forma completamente desregrada. Mas ao assumir ser soropositivo, em 1989, ele serviu como ícone inspirador de luta contra o HIV. De fato, ele se tratou até o último segundo. Diferente do Lauro Corona, que se isolou completamente do mundo.

  13. M. diz

    Pessoal semana passada iniciei minha terapia. Sabe é dificil pq custa caro e além disso precisa gastar tempo, mas está sendo muito bom para mim. Fiz 2 sessões e me senti muito leve… Não sei se vocês já fazem, mas aconselho muito a fazer. Abraços!

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Cara a maior terapia que existe é sua aceitação da nova condição de vida, fazer o tratamento regularmente, praticar esporte e desencanar do assunto ! Viver um de cada vez, afinal parafraseando por analogia, “tem gente que não bebe e está morrendo”…

    • M. diz

      Não sei, faço com um psicólogo… mas o tipo de terapia… não perguntei… Mas ele mais escuta do que fala, vou perguntar que linha ele segue na próxima consulta. Mas eu tive muita sorte, eu me identifiquei demais com o psicólogo e acho que isso ajuda. Até tomei uma bronca. “Fale de outras coisas, tenho certeza que sua vida não é só o Hiv”… hehe mas eu tava muito surtado no dia gente, vcs não tem noção… mas tudo bem…

  14. Gil diz

    Bem lembrado, M. A terapia (psicoterapia) é fundamental para o equilíbrio do ser humano, em um mundo tão complexo e sendo nós, humanos, tão complexos. Na condição de soropositivos, a ajuda terapêutica proporcionada pelos bons profissionais psicólogos é fundamental.
    Abraço a todos.

  15. Estudante diz

    amigos deixo meu e-mail para quem quiser conversar, descobri que sou soropositivo essa semana, tudo é novo para mim, já comecei com o 3×1, espantei porque não tive efeitos colaterais, sinto apenas fome, mas acho que é ansiedade. Acabei de completar 25 anos de idade, tenho o apoio da família e amigos, isso está sendo ótimo,
    Estudante.contatos@gmail.com

  16. caradobemsampa2 diz

    Boa lembrança…. Vale destacar uma parte do texto: “sentia muita dor, mas nunca reclamou uma única vez. Não fazia drama. Não estava triste. Foi muito corajoso.”
    Atualmente a evolução do tratamento minimiza muitos efeitos nocivos. A cada dia uma novidade.
    Desistir jamais!
    abraço

  17. Senhor Incrível diz

    Gente, existe algum grupo no whatsapp sobre os leitores do Blog?
    Não sou soropositivo, mas me interesso pelo assunto e tenho uma vontade enorme de ajudar. Acho emocionante as histórias de pessoas como Freddie M. e estou certo que a história de vocês também é emocionante e feliz, nas condições atuais, claro!
    Se quiserem um grupo no whatsapp só enviar o telefone de vocês para o e-mail sonhadorsenhorincrivel@gmail.com
    Um grande abraço a todos!

  18. MORENA DE ALBUQUERQUE MONTEIRO SODRÉ MATARAZZO diz

    .
    FREDY… SEMPRE FREDY.
    O MAIOR, O MELHOR…. UNÍSSIMO……
    SAUDADES, SAUDADES…….ESTEJA EM PAZ!
    RESIDO EM GENEBRA. ONDE A BANDA É VENERADA ATÉ HOJE..
    TENHO 16 ANOS..

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