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Novo protocolo brasileiro de profilaxia pós-exposição

 

“Estamos unificando os protocolos para qualquer tipo de acidente com risco de exposição ao HIV.”

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, concedeu entrevista na tarde desta terça-feira (11/08) ao programa Repórter DF, da TV Brasil, sobre as mudanças no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, que unificou os três tipos de PEP até então existentes (acidente ocupacional, violência sexual e falha no uso do preservativo). Segundo ele, o Ministério quer facilitar o acesso a este tipo de tratamento preventivo ao HIV. “Estamos unificando os protocolos para qualquer tipo de acidente com risco de exposição ao HIV”, afirmou Mesquita na entrevista. O tratamento com a PEP ainda deve ser iniciado em até 72h após a exposição ao vírus em mantido por 28 dias.

O novo protocolo vem depois de uma consulta pública, cujo texto original assinado pelo Ministério da Saúde, além de sugerir um tratamento único para todos os tipos de exposição, também recomendava que a PEP não fosse indicada quando, “apesar da pessoa fonte ser  infectada pelo HIV, estiver em uso regular de terapia antirretroviral, com carga viral recente indetectável” — no entanto, depois da consulta pública, esta última parte foi suprimida na versão final do novo protocolo. Em seu lugar, o novo texto afirma que “existem casos, contudo, em que a PEP não está indicada, em função do risco insignificante de transmissão do HIV” e recomenda que, diante de qualquer exposição de risco com uma fonte de sorologia desconhecida ou sabidamente positiva para o HIV, a PEP sempre deve ser indicada. E ressalta:

“Na escolha do esquema profilático em exposições, envolvendo fonte sabidamente infectada pelo HIV, deve-se sempre avaliar a história de uso dos antirretrovirais (ARV) e os parâmetros que podem sugerir a presença de cepas virais resistentes. A exposição prévia da pessoa fonte a diversos esquemas antirretrovirais, assim como evidências de falha virológica (carga viral detectável após seis meses de início ou troca de ARV) podem indicar a presernça de cepas virais resistentes.

Assim, quando a pessoa fonte está em falha virológica, uma avaliação criteriosa deve ser feita por médicos experientes no manejo de casos de resistência viral, para indicação do esquema de PEP, sempre que possível baseada na genotipagem do paciente fonte. Ressalta-se que, na ausência de um médico especialista ou em caso de indisponibilidade de ARV de terceira linha no momento do atendimento pós-exposição, a profilaxia deve ser iniciada com o esquema preferencial deste Protocolo (TDF + 3TC + ATV/r). Nesses casos, recomenda-se que a pessoa exposta seja reavaliada com urgência em serviços de referência para adequação do esquema, se necessário.

A indicação do teste de genotipagem na pessoa fonte no momento da exposição para definição do esquema não é recomendada, já que os resultados não estariam disponíveis em tempo hábil para o início da PEP. Quando a pessoa fonte possui um teste de genotipagem recente (últimos 12 meses), este poderá ser utilizado para a adequação da escolha do esquema de profilaxia antirretroviral.”


mapsA PEP deve estar disponível nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/aids (SAE), segundo recomendação do Ministério da Saúde. Clique aqui e veja os endereços e telefones dos SAE, em todo o país. Informe-se nesses serviços, sobre os locais disponíveis na sua cidade para o atendimento de urgência à noite e nos finais de semana.
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59 comentários

  1. DD+ diz

    Pesquisadores Israelenses encontram semelhanças entre Leucemia e HIV.

    Pesquisadores da Universidade Ben-Gurion, de Negev, em Israel, encontram semelhanças entre a leucemia e o vírus HIV.

    Liderados pelo Dr. Ran Taube, do departamento de microbiologia, imunologia e genética da universidade Beersheba, a equipe sustenta que a descoberta levará a um diagnóstico revolucionário e a chave para a solução clínica que irá prevenir a infecção e destruir o vírus morta.

    Trabalhando em colaboração com o Dr. Uri Rubio do Centro de Medicina da Universidad de Soroka, Taube encontrou semelhanças entre as duas doenças. Este estudo tem como objetivo erradicar a AIDS e impedir o desenvolvimento de leucemia.

    Até agora os pesquisadores tinham apenas informações limitadas sobre a existência de uma ligação entre Aids e um câncer raro de sangue, chamado de leucemia de linhagem mista (MLL) que impede o desenvolvimento das células do sistema sanguíneo e que ocorre principalmente em crianças.

    Embora a AIDS tenha se tornado uma doença crônica, que pode ser tratada com anti-retrovirais, o número de indivíduos que são infectados aumenta todos os anos. As razões para isso são variadas, e alguns se devem ao fato de que nenhuma vacina tem sido desenvolvido contra o vírus para prevenir a infecção.

    O problema central é o pequeno número de partículas virais inativas, latentes, encontradas no corpo que não são afetados pelo tratamento anti-retroviral. Estes vírus são armazenados no interior do corpo conseguem escapar da resposta imunitária, e a qualquer momento podem se multiplicar e infectar novas células.

    A pesquisa de Taube -que recentemente recebeu o apoio da Fundação Americana de Pesquisa de Leucemia- ee a única em identifica mecanismos semelhantes entre HIV e a leucemia MLL.

    Tal como acontece no vírus da HIV, quando este entra no estado crônico, mecanismos semelhantes de controle de reprodução também expressam genes responsáveis pelo desenvolvimento de células-tronco hematopoiéticas.

    O estudo parte da hipótese de que os mecanismos de reprodução e expressão do genoma viral são responsáveis pela acumulação do vírus latente e da condição crónica da doença.

    Como parte de seu estudo, Taube e Rubio disseram que trabalham de maneiras que irão “despertar” o vírus “silenciados” para entrar em um estado ativo, em paralelo com a ativação do supressor anti-viral que irá destruir completamente o vírus.

    Fonte:http://www.jpost.com/Business-and-Innovation/Health-and-Science/Israeli-scientist-claims-breakthrough-in-HIV-research-411785

  2. E olha que segundo alguns estudos o igenol ou PEP005, tambem são usados para Leucemia, espero que estejam no caminho certo, varias ações juntas para eliminar esse mal feitor.

  3. Luquinha diz

    EGC o caminho e esse ai , Dr_pr o email que voce me mandou esta certo?

    • Luquinha, ele falou que vc tem ate o telefone do pesquisador, é isso ai cara, logo logo sairemos dessa.

      • Luquinha diz

        EGC você sabe dizer se ele ligou? Pois seria legal pois ele saca bem do assunto ,abraços

      • Alegre+ diz

        ECG, Luquinha, Dr_pr e Alessandro nos mantenham informados por favor. Abs

        • Alegre+ diz

          Desculpe quis dizer Alexandre e não Alessandro.
          Contamos com as informações de vcs. Abs

  4. gustavo diz

    Sera quando q vamos ter este novo medicamento no sus liberado p gente?

    • Luquinha diz

      Gustavo e MUITO importante as pesquisas da Fio Cruz , tipo eles estao aceitando pessoas (casais soro discordantes ) casal gay , para a pesquisa com o cabotegravir , ja tem 50 casais falta 20 se vocês conhecem gays do Rio de Janeiro , divulgue por favor .

  5. Téo diz

    Pessoal, alguem faz o tratamento por meio de plano de saúde (UNIMED)?

    Gostaria de saber se na descrição da fatura mensal do plano vem alguma coisa especificada com relação a exames relacionados a HIV ou coisas do tipo. …

    • Gui diz

      Téo,
      Faço pela Unimed e na fatura vem descrito os exames sim (inclusive os relacionados ao HIV)…

      • Téo diz

        Obrigado pela resposta, Gui.
        No caso seria pro meu namorado, nós moramos em cidades diferentes, e onde ele mora o tratamento público é feito numa ala de um posto de saúde, no corredor ao lado onde fica o CTA da cidade (o CTA funciona no mesmo posto). Ele se sente muito exposto em fazer o tratamento nesse posto. Por isso ele queria fazer pelo UNIMED da família dele, porém como ninguém sabe ele tava na dúvida se viria descrito algo que pudesse identificar os exames como sendo de HIV, ou se viria um código qualquer.
        Tenho tentado convencê-lo a se tratar pela rede pública mesmo mas está difícil. Ele tem mto medo de ser “descoberto”por algum conhecido. =/

  6. V. diz

    Acho q depende do estado e do plano. Faço pela unimed e não vem nada discriminado.

    • Téo diz

      Obrigado pela resposta, V.
      A dúvida era pra tentar ajudar meu namorado, para ver se ele começa o acompanhamento mais constante pelo plano da famíilia dele. Vou pedir pra ele tentar descobrir de alguma forma como vem descrito os exames relacionados com o HIV e consultas em infecto no Paraná (onde a famíilia dele tem o plano).

  7. quatir diz

    uma. coisa q ja existe ha tanto tempo e poderia ter savlo tantas vidas so agora o governo libera e ainda dizem q.o brasil é um exemplo no tratamento dos soropositivos enquanto paises muito.menos desenvolvidos como malasia e tailandis ja fazem a pep ha muito tempo o brasil só exemplo de corrupçao e de politicos ladroes isso sim.

      • quatir diz

        sim desde 2011 porém desconhecida da população eu nunca vir o governo divulgar essa medicacação era totalmente desconhecida da população brasileira quantas pessoas foram infectadas de 2011 e poderiam estar livres agora se tivessem. esse conhecimento

        • Cezar diz

          A divulgação realmente eh péssima. Tinha que ter um anúncio sobre isso no intervalo da novela das 21h ou então inserções nos canais de youtubers famosos do Brasil. Mas se o Fantástico faz uma matéria sobre o clube do carimbo e um repórter fala que fulano transmite AIDS, o que esperar, não eh mesmo? Saravá!

          • quatir diz

            concerteza seria muito mais útil se o fantástico tivesse feito reportagens especiais sobre a pep/truvada do que sobre clube do carimbo pois a responsabilidade de se cuidar é da duas partes e nao só de um …. eu mesmo só tomei conhecimento que existia essa medicaçao pós exposoçao em 2014 antes disso nunca tinha ouvido nada há respeito.

  8. Lara diz

    nao sei o que pensar em relação ao protocolo. Tinha ficado feliz com a desnecessidade de PEP em caso de acidentes ou falhas do preservativo com pacientes com carga viral zero há mais de seis meses. Acho que em um possível relacionamento a outra pessoa se sentiria mais segura, seria mais fácil entender que não se contaminaria. Agora, me sinto como se estivesse regredindo… Esclarecimentos e opinões são bem- vindas, por favor… :((

    • Salvador diz

      Tive essa mesma sensação que você, Lara. De repente, não me senti mais seguro em não contaminar meu parceiro. Mas, prefiro acreditar nos estudos e pesquisas.

    • Guerreiro Azul diz

      Lara,
      Ontem pela primeira vez o preservativo rasgou e nem eu nem minha esposa percebemos, acredito que houve contato direto por vários segundos.
      Somos um casal sorodiscordante.
      Meu último exame de CV havia sido feito em Maio, estava em 160 cópias.
      Em nenhum dia deixei de tomar a medicação, e provavelmente estou indetectavel. Mas como nao tenho nenhum exame recente pra ter certeza, fomos juntos em uma consulta minha com a infecto que por coincidência era ontem tbm. Foi recomendado e disponibilizado à minha esposa o tarv por 28 dias pra garantir.

      Só posso dizer que toda à experiência disso foi horrível, me senti muito mal por tudo.

      Abraço!

      • lara diz

        Guerreiro Azul,estou mal desde ontem pensando sobre isso… Uma hora é, outra não… Cada vez mais penso em me isolar, me fechar para sempre para relacionamentos amorosos…

        • Guerreiro Azul diz

          Linda!

          Seu nome é Lara ou Iara? Fiquei na dúvida rss.

          É muito fácil um preservativo estourar, como é que uma pessoa pode relaxar durante uma relação, sabendo que isso pode acontecer e que o resultado será o deslocamento até uma unidade de saúde para indicação de uma profilaxia?

          Como alguém pode sentir prazer com tanta pressão?

          Isso já é desconfortável com alguém que sabe da nossa condição, imagine com alguém que desconheça e que tenhamos que expor toda a situação?

          A infecto disse que mesmo indetectável, ainda há a possibilidade de transmissão, que é mínima, mas existe.

          E a porra dos estudos já feitos? Ouvi falar que não houve um caso em que alguém foi contaminado estando em tarv, indetectável há mais de 6 meses e sem nenhuma outra DST.
          Não estou falando sobre mim, não é meu caso, pois sou novo de tarv.

          Mas, onde está o consenso entre os Médicos?

          Isso é tudo uma droga!

          Desculpem meu desabafo…

          • paraense+ diz

            Guerreiro !, e a icterícia passou ?. Eu tô no mesmo esquema teu- desde maio – e ,graças à Deus , não tive nada disso e, ainda me livrei daquela tontura que me deixava lesão o dia inteiro. Boa sorte Amigo !.

            • Guerreiro Azul diz

              Oi Paraense+,

              Tive que trocar o atazanavir pra que a icterícia fosse embora. (Resolveu)
              Troquei ele por Fosamprenavir, porém estou tentando descobrir o porquê da minha alergia, quem está causando. Do início do tratamento, dia 27 de fevereiro, sobrou a lamivudina e ou tenofovir. Têm 3 dias que troquei o tenofovir por AZT, e nada da alergia dar sinal de melhora. Ao contrário, senti o prurido dar uma piorada.
              Estou sentindo muito mal estar com AZT tbm, e ainda tenho quase uma caixa de ten+lam, vou deixar o AZT de lado e voltar a tomar o tenofovir até voltar no médico essa semana. Não sentia nada com ele e não é o causador da alergia.

              Provavelmente a lamivudina está causando essa alergia, só sobrou ela, nem sei o que a substitui e nem como vai ficar meu esquema.

              Não está sendo nada fácil essa adaptação pra mim.

              Abraço!

              • paraense+ diz

                Guerreiro , a minha esposa teve alergia de pele no começo , se ela coçasse ficava toda empolada,mas com o tempo foi abrandando, até que sumiu. Desejo melhoras pra ti amigo !. Boa semana !.

  9. paraense+ diz

    Pessoal,eu tô indetectável a minha companheira ,também. Será que tem problema que a gente transe sem camisinha de vez em quando. Perguntei pra infecto e ela disse que agente poderia contrair uma DST,mas nós só temos o HIV e não faremos mais sexo com outras pessoas ,então acredito que podemos .Alguém pode me esclarecer se sim ou não e por que ?. Se a resposta for não ,como faríamos ,então, para ter um filho ?.

    • Téo diz

      Eu tb tenho essa dúvida. Em um relacionamento, onde os dois são positivos e indetectáveis, é necessário mesmo o uso de camisinha? Considerando um relacionamento estável e estritamente monogâmico.

      • Digo diz

        Uma ótima pergunta, que deve ser esclarecida com um especialista.
        Porém, o que já andei lendo é que não é recomendável, visto que as cepas do vírus podem ser diferentes e, portanto, há o risco de a situação que já não é das melhores ficar pior.

        • Luquinha diz

          Tem que usar sim pois senão, um vírus pode fazer sexo com o outro e engravidar e nascer um monte de viruszinho kkkkkk
          Desculpa foi so para discontrair , estou feliz pois Setembro será um otimo mês pra nós, boas notícias viram

          • paraense+ diz

            KKKKKKKKK!!! Só podia ser tu mesmo ,não é Luquinha ?.Não rí que o negócio é sério Rapá !.KKKKKKKK!!. Então tô F… KKKKKK!!!.

    • quatir diz

      paranaense+ creio q seja necessario usar sim pois o hiv é virus mutante e vcs podem serem infectado com um virus q ja sofreu mutaçao e q seja resistente a medicação q vc usa

      • Téo diz

        Sim, o vírus é mutante e tudo mais, em pessoas com carga viral passível de transmissão é bastante razoável se entender o porquê do uso da camisinha ser tão importante. Porém, em se tratando de duas pessoas indetectáveis, sem carga viral capaz de promover a transmissão/infecção, qual o motivo de ser recomendado o uso da camisinha? Alguém tem informações a respeito?

  10. caradobemsampa2 diz

    Ótima matéria
    Pena que não existe divulgação na mídias que a grande massa acessa

  11. Paulof diz

    Paranaense , na situacao dos 2 estiverem indetectaveis ha mais de 6 meses e em tratamento regular e ,claro, monogamicos, nao ha necessidade de camisinha! Deve se prevenir gravidez(com outros metodos). Quando o casal quer filhos deve ser concebido com planejamento, de preferencia atraves de fertilizacao in vitro!

  12. paraense+ diz

    Ok pessoal !, valeu pela dica … só uma correção : É paraense e não paranaense Ok? valeu !.

  13. MB+ diz

    paraense+

    Apesar de vocês estarem em tratamento , indetectáveis e numa relação monogâmica é extremamente recomendado o uso de preservativos em todas as relações sexuais.
    Pois cada organismo age de uma forma diferente e pode sim haver uma mutação genética no vírus tanto de um como de outro o que ocasionaria uma reinfecção com uma cepa diferente dificultando o tratamento.
    Apesar de que a pessoa indetectável e em tratamento tem 96% menos chance de transmissão ainda sobram 4% o que ainda é uma chance né?

    Sugiro que procure seu medico pois só ele poderá esclarecer essas duvidas.

    • paraense+ diz

      MB+ obrigado pelos esclarecimentos sensatos.Vou procurar evitar o sexo sem preservativo,até que tenha um parecer definitivo de nossa infectologista. É melhor prevenir do que remediar… se bem que seria remediar o que já não tem remédio,mas ,mesmo assim, é melhor não piorar o que já não está bom.valeu!!!!.

  14. se a PEP fosse difundida na midia creio que varias pessoas estariam livres do HIV, mais paresse que o governo prefere ficar gastando com com remedios do que livras as pessoas do sofrimento.

  15. Marcelo diz

    Galera, fui exposto no dia 02/10 procurei uma unidade de saúde (pois não sei se a menina que tive relação seria soro positivo) e me recomendaram fazer a PEP .. a no dia 04/10 Vi que meus olhos começaram a ficar amarelados e hoje dia 06/10 notei que até minha pela está amarelada.. pesquisei na Internet e vi que é efeito colateral do ATAZANAVIR, alguém poderia me dizer se demora a passar essa ectericia? ou meu tom de pele e meus olhos só voltaram ao normal depois dos 28dias de tratamento?

    • Alysson diz

      Olá Marcelo. Essa é a minha terceira vez com a PEP =\ O que ajuda a maneirar no amarelado dos olhos é alimentação. Desde a primeira vez que tomei, após consultas a um monte de sites, blogs e informações junto à minha infectologista, passei por uma rotina alimentar que incluía 1 maçã vermelha por dia, almoço e janta com muitos alimentos verdes (brócolis, couve, espinafre etc. – quanto mais verde melhor), beterraba diariamente, inhame, suco de limão, e no mínimo 2 litros de água por dia. Ou seja, é importante investir pesado em tudo que fizer bem para o fígado. Essa rotina me ajudou a fortalecer o organismo e acredito que tenha favorecido para que meus olhos não ficassem tão amarelados (nas 3 vezes). Hoje é meu 19° dia. Percebi o início do amarelado por volta do 10° dia, mas não se intensificou. Só dá pra perceber nos cantos inferiores dos olhos, mas é bem pouco. Tenho um amigo que tomou e no 5° dia os olhos dele estavam da cor de pequi.

      • Mark diz

        Olá Alysson e Marcello. Termino minha PEP amanhã (1º vez) e senti um amarelado em meus olhos desde o 3ª dia. Esse amarelado se manteve estável (ou talvez eu já tenha acostumado e não notei uma piora) mas sinto que minha pele está consideravelmente diferente do que era antes, me sinto um personagem dos Simpsons. Tive MUITA dor nos rins e amargo enorme na boca (penso ser culpa do fígado), mas melhorou nesta última semana. Bom, Alysson, não entrando em sua intimidade, mas, você chegou a ter contato com alguém sabidamente soropositivo em alguma das vezes? Pergunto pois estou mentalmente exausto, não penso em mais nada, não tenho mais concentração. Tenho medo e anseios. No mais, aguardo boas notícias para ambos, paz.

  16. Du diz

    Bom dia !!
    Alguem dos que relataram sobre o uso da Pep ja terminou o tratamento?
    E ai como foi?!

  17. junior diz

    Bom dia. Comecei a PEP em 28/01/2017. Estou aqui para compartilhar sobre o que tenho sentido no que diz respeito aos efeitos colaterais dos remédios. O esquema é esse do protocolo: 1 – tenofovir (300mg) / lamivudina (300mg); 2 – atazanavir (300mg); 3 – ritonavir (100mg).

    Icterícia: Percebi no 3º dia, acordei percebi que o branco dos meus olhos estavam muito amarelados. Vim aqui no blog e percebi nos comentários que o responsável por isso era o Atazanavir. E li em vários comentários que se trata de um efeito colateral esperado. Li também que era pra aumentar ingestão de água. Então comecei a tomar no mínimo 2 litros d’água por dia (o lado chato disso é que tenho acordado 1 ou 2 vezes na madrugada pra mijar). Só que eu só fui tomar esse cuidado com a água, lá pelo 10º dia, ou seja, até o 10º dia, além do branco dos olhos, minha pele também tornou-se excessivamente amarelada. E como o aumento da ingestão de água não gera efeitos milagrosos desde o primeiro dia, só comecei a perceber o clareamento lá pelo 15º dia de PEP. Hoje estou no 20º e agora estou menos amarelo do que antes. De qualquer forma, se for fazer PEP, comece a tomar 2 litros de água/dia desde o 1º. É bom diminuir ou evitar alimentos excessivamente gordurosos.

    Urina/Fezes: Não percebi alteração na cor da urina, nem nas fezes. Nos primeiros dias tive diarreia, mas durou só até o 4º dia. Depois não tive mais.

    Dor de Cabeça: Tive dores de cabeça, porém, bem fracas, daí suportei sem tomar remédio.

    Enjoo: pra falar a verdade, tive pouquíssimo e foi quase imperceptível. Nada comparado à primeira vez que fiz PEP (no protocolo antigo), que tinha Zidovudina que eu ficava com ânsia de vômito ao sentir cheiro de comida.

    Fadiga: muita fadiga, senti cansaço e moleza. Especialmente depois de um dia de trabalho. Não sinto aquele mero cansaço normal. É um cansaço que me dá vontade de ir pra casa e fico desanimado de fazer as atividades normais que eu fazia. O meu sono ficou um pouco desregrado, mas acho que é mais pela vontade de ir urinar uma ou duas vezes no meio da madrugada.

    Quanto ao horário, comecei a tomar todo dia após o almoço. Mas não recomendo esse horário. Recomendo que tomem logo após ao café da manhã ou antes de dormir, porque se for o caso de você ter que tomar algum outro remédio durante a pep, o médico vai dizer pra tomar com 12 horas de distância do horário que vc tomou a PEP. No meu caso, esperar meia noite pra tomar o outro remédio seria muito chato.

    Depois que eu terminar a PEP, volto aqui pra dizer em quantos dias após a interrupção do medicamento o olho e a pele voltaram ao normal.

    • Junior diz

      Conforme prometido, voltei pra comentar. Último dia que tomei a medicação foi 25/02/2017 (sábado) e posso dizer que hoje 28/02/2017 (terça) finalmente minha cor voltou ao normal, ainda percebo a pele levemente amarelada mas pelo visto vai normalizar rápido. Depois do último dia que postei aqui, continuei bebendo bastante água, o que ajudou a amenizar um pouco a icterícia mas não resolveu tudo; continuei sentindo uma leve dor de cabeça diária, que sumiu depois que parei de tomar o remédio. No mais é isso, espero ter contribuído pra quem também está em pep.

  18. LVTENSO diz

    Galera, é minha primeira vez no blog. Passei por uma situação de risco e tenho usado os espaços do blog pra aliviar a tensão, pois estou muito ansioso. Terminei a PEP só na semana que vem. No entanto, algumas coisas têm me angustiado. Se alguém puder me ajudar, ficarei muito grato. Acontece que eu tomei faltando apenas algumas horas para completarem as 72 horas do protocolo e isso foi durante uma madrugada. A médica disse que eu poderia tomar no outro dia após o almoço. No entanto, preferi tomar depois da jantar por ser um horário que costumo ter mais padronizada. No início da primeira semana, tive que trocar o horário para mais cedo, pois teria um compromisso durante a noite e não sabia a hora que chegaria em casa para comer e tomar o remédio. Tomei depois do lanche durante um bom tempo. Porém, me disseram que era mais importante ingerir o esquema bem alimentado do que com horários regulados. Então, troquei para depois do almoço, tomando sempre entre 13:30 e 14 horas, não deixando passar muito disso, a não ser que não tenha como, pois não tenho horário fixo de almoço. Não perdi uma dose e não atrasei mais do que 30 minutos em nenhum dia, apenas adiantei estas duas vezes. Alguém sabe me informar se há algum problema nisso? Se posso ter atrapalhado a eficácia do tratamento com estas duas alterações? A médica que me atendeu não me deu nenhuma explicação mais contundente sobre horário e a administração, apenas falou que recomendava tomar depois de almoçar porque os remédios eram fortes e tinham muitos efeitos colaterais, mas fiquei bem cabreiro e ainda estou, com medo de ter comprometido o tratamento. Ficarei muito grato a quem puder me ajudar.

    Em tempo: tive icterícia apenas nos primeiros dias. Outra coisa, percebo que quando como muita besteira, alimentos gordurosos, como queijo amarelo, fritura etc. e tomo muito refrigerante, me dá uma leve diarreia, acredito que seja efeito dos medicamentos. E, por fim, tenho sentido a boca seca e uma leva ardência na língua, não sei se é do esquema ou da ansiedade. Alguém mais sentiu isso?

    • EduNewLife diz

      Amigo Bom dia,calma calma e calma,VAI DAR TUDO CERTO,ano passado fiz o uso do Pep, e com toda certeza posso lhe dizer ,foi um momento bem marcante e decisivel em minha vida.No início tive uma leve icterícia,mais o momento mais punk dá terapia foi quando eu tive uma forte Hematúria (sangue na urina),ou seja uma alteração nada normal minha cabeça foi a mil mas graças a Deus não passou de um susto.Resumindo Vai dar tudo certo cada um tem uma reação,a Pep tomada corretamente é eficaz,Sorte Paz e Luz.

  19. LVTENSO diz

    Muito obrigado, Edu. Falta pouco para terminar o tratamento e estou cada vez mais ansioso, porém com mais medo também. Sobretudo, devido a essa ardência que tenho sentido na língua, somada a placas esbranquiçadas/amareladas na superfície da mesma. Tenho medo de ser algum sintoma.

    Você ou alguma outra pessoa que tenha tido um acompanhamento maior durante a PEP, sabe responder a minha dúvida em relação a ter adiantado por três vezes o horário dos medicamentos para melhorar adequá-los a minha rotina?

  20. Junior diz

    oi LVTENSO, vai dar certo, não fique assustado, cara. Eu não senti ardência na língua nem placas esbranquiçadas, mas senti que minha boca ficava levemente amarga alguns dias. Mas pelos relatos que tenho visto, cada um anda reagindo com um ou outro colateral diferente. Segundo o médico, atrasar o medicamento um dia não influiria nos demais, se eu seguisse à risca. Ele precisou mudar meu horário. Pela logica fiquei bem apavorado com medo de ficar, do almoço até a noite “sem cobertura” achando que isso poderia influir em tudo. Mas ele falou que esse prazo de tempo estaria dentro da meia vida do remédio. O q ele também disse que mudar um dia e depois seguir fixo no horário é seguro. O que não pode é oscilar todo dia e tomar quando quer.

    Paz e bem.

  21. LVTENSO diz

    E aí, Júnior. Terminei o tratamento. Fiz um exame de quarta geração com 34 dias de exposição e 5 dias após PEP, tudo não reagente. O problema é que um monte de gente fica falando que a PEP retardada a positivação etc etc.. Aqui no blog mesmo tem um post antigo sobre janela que o Dr Esper Kallas diz que um exame de 30 dias de quarta geração é definitivo, mas que pra quem fez profilaxia conta-se 30 dias depois do fim do tratamento. Fiquei muito gripado quase uma semana depois, aí já viu, pirei. Agora to aguardando os 90 dias, mas penso em fazer um quando completar 60 dias de exposição também, hoje já são 46 dias de exposição. E você como está? Tudo dando certo por aí?

    Abraços

    • Junior diz

      Oi LVTENSO, eu pensava a mesma coisa que você quanto ao “retardamento da positivação/soroconversão”.

      Mas o médico disse pra mim: vamos fazer assim, vc faz com 30 dias “após a exposição” e repete no 6º mês após a exposição, conforme o protocolo. Eu cheguei a usar esse argumento aí da “PEP retardar a soroconversão”, ele falou que realmente isso é uma chance, mas é pouco provável. E como fiz o de 4ª geração, preferi seguir o que ele determinou e vou voltar na consulta no 6º mês pra fazer outro exame de sangue.

      Eu posso estar errado, mas na minha cabeça, quando o vírus entra no corpo, independente se o número de cópias é alto ou baixo (no caso da pep, é óbvio que vai se manter baixo enquanto durar a PEP), ao longo dos dias o corpo vai reconhecer o vírus mesmo que a replicação dele esteja sendo suprimida pelos ARVs, e consequentemente, acabará produzindo os tais anticorpos.

      Já que você tá no 16º dia pós-pep, faz sim cara, daqui 2 semanas vc já pode fazer outro pra tirar essa preocupação. Esse “muito gripado” teve febre forte? Espero que tenha sido apenas uma gripe mesmo, ou que seja apenas um desdobramento psicológico. (E esse ‘desdobramento psicológico’ não é invenção minha, isso acontece mesmo viu, quando a gente fica pensando demais, e com culpa, nesse assunto).

      No meu caso, fiz o teste (de sangue, 4ª geração) no 31º dia (pós exposição) e fiz um (teste rápido) de punção digital no 40º dia (pós exposição) e o resultado de ambos deu não reagente. Eu tô confiante, hora nenhuma passou que eu tenha contraído o vírus, mas minha segurança vem muito do fato de que a exposição foi por volta de 20:30 / 21:00 horas e comecei a tomar o esquema pouquinha coisa depois, perto das 24:00. Tô confiante tanto na PEP, quanto no que o médico me falou, que acha pouquíssimo provável que o exame do 30º dia tenha errado.

      Mas como hoje tá fazendo 30 dias pós-pep e 60 dias pós-exposição (nem me lembrava rsrs, obrigado por me lembrar), vou repetir o teste rápido hoje quando voltar pra casa e te falo o que deu.

      Abraço, se cuida.

      • junior diz

        Pronto cara, 2 meses de exposição, não reagente novamente. (Teste rápido, orange life).

  22. junior diz

    Poxa, mandei dois comentários, até hj aguardando moderação e não tem nada de grave escrito neles. Apenas compartilhando minha experiência.

  23. LVTENSO diz

    Opa, que bom! Fico muito feliz por você!

    Eu penso parecido, vi até um médico de Singapura comentar que ele pede o exame 90 dias após exposição, mas que quando os pacientes chegam com os exames de quarta geração negativos em 30 dias de exposição, mesmo tendo feito PEP, ele praticamente fecha os prontuários. Enfim, farei para garantir mesmo. A gripe foi só gripe, não tive febre, nem nada, tomei um xarope e passou. Faltam só duas semanas para 60 dias de exposição, já estou ansioso. Única coisa que tem me incomodado agora é uma dor nos testículos, mas já fui a 2 médicos e eles dizem não ser nada, pode ser algo relacionado a tensão e tal. É difícil e assustador, mas melhorei muito, estou vivendo normalmente agora.

    Acabará tudo bem, se Deus quiser! Grande abraço, meu amigo!

    • Valeu então! Boa sorte pra você. Torço pra que tenha êxito.

      E vc falou em dor de testículos, me lembrei de quando fiquei chateado com o começo da minha calvície, fui numa dermatologista e resolvi começar a tomar finasterida. Tomei uns 15 dias e joguei a toalha… sentia uma dor constante e forte nos meis testículos kkk. Nunca mais! Resolvi aceitar e dar boas vindas à calvicie! Kkkk doeu demais nos meus, cara

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