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Acordando o HIV


Publicado em 30 de julho de 2015 por UC Davis Health System

UC Davis

A terapia antirretroviral já ajudou milhões de pessoas a sobreviver ao HIV. Infelizmente, o vírus ainda tem um mecanismo de sobrevivência embutido: ele cria reservatórios latentes de vírus inativos que são invisíveis à terapia antirretroviral e ao sistema imune.

Mas agora os pesquisadores da UC Davis identificaram um composto capaz de ativar o HIV latente, oferecendo a tentadora possibilidade do vírus ser expelido de seu reservatório silencioso e, assim, levando à cura. Melhor ainda, o composto, chamado de PEP005, já está aprovado pelo FDA. O estudo foi publicado pela PLoS Pathogens.

“Esta molécula tem grande potencial de avançar para estudos clínicos.”

“Estamos animados por ter encontrado um excelente candidato para a reativação e erradicação do HIV que já está aprovado para uso em pacientes”, disse a autora do estudo, Satya Dandekar, que preside o Departamento de Microbiologia Médica e Imunologia. “Esta molécula tem grande potencial de avançar para pesquisa translacional e estudos clínicos.”

Satya Dandekar

Satya Dandekar

Embora a terapia antirretroviral tenha sido bem sucedida — reduzindo a infecção pelo HIV em recém nascidos, restaurando o sistema imune dos pacientes e reduzindo a carga viral para níveis virtualmente indetectáveis –, ela não é capaz de sozinha curar a doença. Se o tratamento é descontinuado, os reservatórios de vírus latente são reativados e a infecção retorna à galope. Como resultado, os pacientes precisam aderir ao tratamento para sempre, colocando-os em risco de sofrer com toxicidade a longo prazo.

“Erradicar o HIV é fundamental.”

“Nós avançamos muito, mas ainda temos 30 milhões de pessoas contaminadas pelo HIV”, disse Dandekar. “Sem os medicamentos, o vírus pode voltar com o mesmo níveis de ameaça aos pacientes. Erradicar o HIV é fundamental.”

Erradicar quer dizer reativar o vírus latente e então destruí-lo — uma estratégia chamada de “chutar e matar”. Cientistas do mundo todo têm trabalhado nessa abordagem, mas encontrar o composto ideal tem sido desafiador. A molécula ideal precisa ter como alvo as proteínas associadas à latência do HIV sem superestimular o sistema imune ou ativar outras proteínas, como NF-kappaB, desenfreadamente. Resultados assim poderiam ocasionar efeitos colaterais severos.

O time de cientistas da UC David pode ter sido bem sido sucedido com o PEP005, o princípio ativo de uma droga já aprovada pelo FDA para tratar câncer, chamada PICATO, a qual aumentou a ativação do HIV em amostras de sangue de pacientes e mostrou baixa toxicidade.

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Estrutura tridimensional da superfície da célula com partículas de HIV sendo liberadas através da membrana plasmática. (Cortesia da Holland Cheng Lab, © UC Regents)

Entretanto, o HIV é um vírus complicado e, tal como os médicos descobriram com a terapia antirretroviral, deve ser atacado de múltiplas formas. Além da PEP005, os cientistas testaram outros compostos capazes de reativar o HIV através de diferentes caminhos. Esse processo meticuloso levou à molécula JQ1, que age sinergicamente com a PEP005, maximizando a ativação do HIV. Quando combinada com a PEP005, a JQ1 aumenta a ativação do vírus em até 15 vezes.

“Observamos uma ativação viral ainda mais intensa.”

“Um tratamento único não é suficiente e, por isso, estamos tentando atingir o HIV através de diferentes caminhos”, explicou Guochun Jiang, a primeira autora do estudo. “Como resultado, observamos uma ativação viral ainda mais intensa.”

Embora esses resultados sejam promissores, os cientistas têm consciência que eles só funcionam se o “chute” for seguido de “matar”. “Primeiro, precisamos identificar a melhor combinação de agentes ativadores de latência”, disse Dandekar. “Depois, precisamos ajudar os pacientes a limpar essas células reativadas. Só reativar o HIV da latência não será suficiente.”

Dandekar lembra que muitos pacientes com HIV que fazem uso da terapia antirretroviral possuem respostas imunes robustas, as quais levarão um bom tempo até limpar o vírus. Ela acredita que as vacinas contra o HIV que estão em desenvolvimento trazem uma vantagem adicional: mesmo que uma vacina não seja 100% eficaz em prevenir a transmissão, ela pode aumentar a habilidade do paciente de destruir o vírus reativado.

Identificar a PEP005 e JQ1 como potentes ativadores do HIV é um passo fundamental nessa direção. “É muito animador que a molécula do PICATO já esteja aprovada e sendo usada em pacientes”, disse Dandekar. “Além de ser muito eficiente em reativar o HIV, ela também funciona maravilhosamente bem com outros agentes de reativação de latência, é menos citotóxica e não induz a uma resposta imune excessiva.”


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53 comentários

  1. Junior Bello diz

    Está cada vez mais próxima a tão sonhada cura! Logo a humanidade derrotará esse vírus que acha que nos venceu :).

  2. Matheus diz

    Daqui a pouco esse intruso não vai ter mais onde se esconder…viva o avanço da ciência,hoje estamos tratados amanhã vamos estar curados!

  3. gustavo diz

    Que boa noticia… n fico sempre pensando na cura, e muito menos acreditava nela. . Mas confesso q estou animado.. jaja teremos

    • DD+ diz

      Gustavo…
      tbm não fico sempre pensando, mais acredito que virá de uma forma ou de outra. ;).

  4. CYTODYN INICIA FASE 3 JULGAMENTO DE PRO 140

    Pacientes Recebendo PRO 140 como monoterapia em Estudo de Extensão Continuam resultados positivos

    Vancouver, Washington, 05 de agosto de 2015 (GLOBE NEWSWIRE) – CytoDyn Inc.. (OTC.QB: CYDY), uma empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de novas terapias para combater o vírus da imunodeficiência humana (HIV ) infecção, anunciou hoje que a empresa iniciou o seu primeiro site de sua clínica para ensaio de Fase 3. Fase 3 protocolo de ensaio da Companhia prevê um estudo de 25 semanas com 300 pacientes HIV-positivos.
    Dr. Nader Pourhassan, Presidente e CEO, comentou: “Estamos muito satisfeitos com o desempenho do Amarex Pesquisa Clínica em iniciar novos sites para o nosso estudo de Fase atual 3 Acreditamos que a nossa recente 7,3 milhões dólares aumento de capital vai continuar a apoiar um início rápido da nossa Fase 3 julgamento. ”
    Dr. Pourhassan acrescentou: “Como mencionamos anteriormente, o nosso ponto final primário para este ensaio de fase 3 é reduzir a carga viral em pacientes com HIV, que tenham sofrido uma fuga de carga viral, por 0.7log (uma queda de 5 vezes) em uma semana com uma dose de 350 mg de PRO 140. Um estudo de Fase 2 anterior foi concluído em 2009, com os pacientes de HIV, demonstrou uma supressão da carga virai superior a 1log (uma queda de mais de 10 vezes) de uma semana com uma dose de 324 mg de PRO 140 (quase um 10% menor dosagem). Nós acreditamos que o desfecho primário será cumprido se PRO 140 atinge metade do que anteriormente demonstrado com uma dose aproximadamente 10% mais elevado do que o estudo anterior. As últimas 24 semanas deste ensaio de fase 3 vai permitir que os pacientes a mudar o seu regime não pílula para um novo regime otimizado, juntamente com uma injeção semanal de 350 mg PRO 140. Em resumo, os pacientes receberão 24 semanas de tratamento PRO 140, juntamente com um novo regime HAART otimizado e estamos otimistas com nossos resultados . ”

    Sobre CytoDyn

    CytoDyn biotecnologia é uma empresa focada no desenvolvimento clínico e comercialização potencial de anticorpos monoclonais humanizados para o tratamento e prevenção de infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). A Companhia possui um dos principais anticorpos monoclonais em desenvolvimento para a infecção pelo HIV, PRO 140, que terminou a Fase 2 ensaios clínicos com atividade anti-viral demonstrado no homem e está atualmente na Fase 3. PRO 140 bloqueia o co-receptor CCR5 HIV em T- células que impede a entrada viral. Resultados de ensaios clínicos até agora indicam que 140 PRO não afeta negativamente as funções imunológicas normais que são mediadas por CCR5. Os resultados da Fase 1 e Fase 2 ensaios clínicos em humanos têm mostrado que o PRO 140 pode reduzir significativamente a carga virai em pessoas infectadas com o HIV. A Fase 2b recente teste clínico demonstrou que PRO 140 pode impedir o escape viral em pacientes durante várias semanas de interrupção de tratamento medicamentoso convencional. CytoDyn pretende continuar a desenvolver PRO 140 como um agente anti-viral terapêutico de pessoas infectadas com o HIV. Para mais informações sobre a empresa, visite http://www.cytodyn.com.

    Sobre PRO 140

    PRO 140 pertence a uma nova classe de agentes terapêuticos VIH / SIDA – inibidores viral-entrada – que se destinam a proteger as células saudáveis da infecção viral. PRO 140 é um anticorpo monoclonal totalmente IgG4 humanizado dirigido contra o CCR5, um portal molecular que o HIV utiliza a entrar nas células-T. PRO 140 bloqueia o HIV predominante (R5) subtipo entrada em células T, mascarando esse co-receptor obrigatório, CCR5. É importante salientar PRO 140 não parece interferir com a função normal de CCR5 na mediação de respostas imunes. PRO 140 não têm atividade agonista em relação CCR5 mas não tem atividade antagonista a CCL5 que é um mediador central em doenças inflamatórias. PRO 140 tem sido objeto de ensaios clínicos, demonstrando eficácia, reduzindo significativamente ou controlar a carga viral de HIV em indivíduos de teste humanos. PRO 140 foi designado um “fast track” produto candidato pelo FDA. O anticorpo PRO 140 parece ser um potente agente antiviral, potencialmente conduzindo a menos efeitos colaterais e os requisitos de dosagem menos frequente, em comparação com terapias diárias de droga atualmente em uso.

    Declarações Prospectivas

    Este comunicado de imprensa inclui declarações prospectivas e informações prospectivas dentro do significado de leis de valores mobiliários dos Estados Unidos, incluindo declarações relativas a Fase 3 estudo da Companhia e seus resultados e conclusão. Estas declarações e informações representam as intenções de CytoDyn, planos, expectativas e crenças e estão sujeitas a riscos, incertezas e outros fatores, muitos além do controle de CytoDyn. Estes fatores podem causar resultados reais difiram materialmente de tais declarações ou informações prospectivas. As palavras “acreditar”, “estimar”, “esperar”, “pretender”, “tentativa”, “antecipar”, “prever”, “planejar”, e expressões e variações semelhantes da mesma identificar algumas dessas declarações prospectivas ou reencaminhar de aparência informações, que falam somente a partir da data em que são feitas.
    CytoDyn nega qualquer intenção ou obrigação de atualizar ou revisar publicamente quaisquer declarações prospectivas ou informações prospectivas, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de outra forma, exceto conforme exigido pela lei aplicável. Os leitores são advertidos a não depositar confiança indevida nessas declarações prospectivas ou informações prospectivas. Embora seja impossível identificar ou prever todas essas questões, essas diferenças podem resultar de, entre outras coisas, a incerteza inerente do calendário e sucesso do e custos associados com a pesquisa, desenvolvimento, aprovação regulamentar e comercialização dos produtos da CytoDyn e produtos candidatos , incluindo os riscos que os ensaios clínicos não iniciará ou prosseguirá como previsto; produtos que aparecem promissor em testes iniciais não demonstram eficácia ou segurança em ensaios de grande escala; dados de ensaios clínicos futuros sobre produtos de CytoDyn e candidatos produto será desfavorável; financiamento para ensaios clínicos adicionais podem não estar disponíveis; Os produtos da CytoDyn podem não receber a aprovação de comercialização dos reguladores ou, se aprovado, poderá não conseguir ganhar aceitação suficiente do mercado para justificar os custos de desenvolvimento e comercialização; produtos concorrentes atualmente no mercado ou em desenvolvimento pode reduzir o potencial comercial dos produtos da CytoDyn; CytoDyn, seus colaboradores ou outras pessoas podem identificar efeitos colaterais depois que o produto estiver no mercado; ou de eficácia ou segurança preocupações a respeito dos produtos comercializados, ou não justificada cientificamente, pode levar a recalls de produtos, as retiradas de aprovação de comercialização, a reformulação do produto, os ensaios de testes pré-clínicos ou clínicos adicionais, as mudanças na rotulagem do produto, a necessidade de aplicações de marketing adicionais, ou outros eventos adversos.
    CytoDyn também está sujeito a riscos e incertezas adicionais, incluindo riscos associados com as ações de seus corporativos, acadêmicos e outros colaboradores e agências reguladoras do governo; riscos de forças de mercado e tendências; responsabilidade do produto potencial; litígios de propriedade intelectual; riscos ambientais e outros; e os riscos que a protecção das patentes atuais e pendentes para seus produtos pode ser inválida, inexeqüível, ou contestada ou deixar de fornecer a exclusividade de mercado adequado. Também há riscos substanciais decorrentes da necessidade de CytoDyn para levantar capital adicional para desenvolver os seus produtos e satisfazer as suas obrigações financeiras; a natureza altamente regulamentada de seus negócios, incluindo iniciativas e restrições sobre pagamentos de terceiros para seus produtos de contenção de custos do governo; a natureza altamente competitiva da indústria comunitária; e outros fatores estabelecidos no Relatório Anual da CytoDyn no Formulário 10-K para o ano fiscal encerrado em 31 de maio de 2015 e outros relatórios arquivados com os EUA Securities and Exchange Commission.

    http://www.einnews.com/pr_news/279676762/cytodyn-initiates-first-clinical-site-for-phase-3-trial-of-pro-140

  5. Soropositivo em crise diz

    Será que a toxidade do tratamento atual é tão grande quanto falam? Ou será que isso é mais para reforçar o discurso do medo, com o intuito de fazer com que as pessoas se previnam mais? Levei esses questionamentos ao meu infecto recentemente, principalmente em relação à questão das comorbidades, e do tal envelhecimento precoce, e ele me disse que se o tratamento não fosse efetivo e tolerável não se diria que a expectativa de vida de um soropositivo é a mesma de um soronegativo. O que vocês sabem/acham sobre isso tudo?

    • TheKing diz

      Olá Soropositivo (em breve sem crise rsrs),
      Quando se fala em toxidade da TARV a longo prazo é algo muito complicado, pois geralmente falam de maneira ampla, levando em consideração todos os medicamentos utilizados na terapia. Mas conforme me orientei, o tratamento de 1ª linha (composto por Lamivudina, Tenofovir e Efavirenz) tem uma toxidade baixa ao ser comparado com outras combinações. Isso significa que essa “alta toxidade” dita na maioria das campanhas, não é aplicada nessa combinação, sendo que hoje é a combinação mais usada pelo fato da facilidade de adesão e baixo índice de toxidade a curto e longo prazo. Haverá casos em que algumas pessoas não se adaptarão bem ao 3×1? Sim haverá, como qualquer outro medicamento hoje colocado em utilização. Sempre haverá uma parcela de usuários que apresentará efeitos mais severos, como algumas pessoas que são alérgicas a Penicilina, alérgicas ao Efavirenz, etc. Um dos principais medos de um recém diagnosticado é a lipodistrofia, e a nossa combinação NÃO CAUSA esse efeito, o que já é um ganho para nós.
      Tente não focar tantos nesses “efeitos colaterais de longo prazo”, se alimente bem, faça exercícios regularmente, tome seus medicamentos com responsabilidade e tente viver a vida da forma mais feliz possível.
      Posso te garantir, essa é a cura! E está na nossa frente, basta agarrar e gozar a vida da melhor forma possível. (Sempre com camisinha =D)

      • Rachel diz

        The King, que Querido e que mensagem animadora!
        Isso mesmo, a cura está dentro dessas coisas todas que mencionou. Que aliás, sempre para “curar” qualquer que tivermos, uma vida saudável, se amando e distribuindo amor, é o grande segredo para sempre seguir em frente!
        Beijo pra você e para o Soropositivo em crise 🙂

      • HopeAlways diz

        King te amo , o efeito colateral que tenho hoje com o 3×1 é a felicidade e perspectiva de vida muito longa!!

  6. A IAS Vancouver 2015: Metas proliferam na Pesquisa pela busca da cura do HIV

    Começa a surgir luz no fim de longo a aparentemente sem fim tunel. A cura está próxima e será resultante de uma abordagem multidisciplinar e multi-terapêutica

    Os dois dias de Simpósio em busca de uma cura para o HIV/AIDS tornaram-se um elemento de fixação antes das conferências e a reunião da semana passada na Conferência da International AIDS Society em Vancouver com destaque a mais variada gama de abordagens experimentais do que nunca na busca de formas de eliminar O HIV infecção do organismo.
    [Produced in collaboration with Aidsmap.com]

    Daniel Kuritzkes da Escola de Medicina de Harvard, em sua palestra inaugural, disse aos delegados que, em certa medida, a proliferação de diferentes abordagens foi devido ao início das desilusões para a cura. Ainda temos somente uma pessoa, Timothy Ray Brown (the Berlin Patient) que foi curado do HIV; seis outros pacientes com câncer no qual o mesmo tipo de terapia de transplante células-tronco tinha sido tentado morreram — um lembrete de que um procedimento tão exigentes, como é um transplante de medula óssea , nunca vai ser uma abordagem que possa ser utilizada de um modo geral.

    A principal abordagem para a cura que os investigadores estão trabalhando ainda é a estratégia chamada “chutar e matar”. Este usa estimulantes imunológicos para induzir as células em que o HIV latente se esconde — as chamados células-reservatório — a saírem de seus esconderijos. A esperança é, então, que sua ativação por si só, leve o HIV à sua morte por exaustão, através da resposta imune natural; se não for, o objetivo é para tornar estas células alvo de drogas que as matem. Sem eliminar esse reservatório, uma pequena minoria de células capazes de cuspir para fora novas cópias do HIV permanecerão no corpo e as experiências têm demonstrado que o HIV pode reaparecer mesmo quando não detectável com a carga viral nos mais sensíveis testes, como no caso do bebe de Mississippi.

    Uma vez que a estratégia chutar e matar ganhou grande importância, também houve decepções: o delineamento experimental dos agentes utilizados para reverter a chamado “latência” viral certamente estimulou produção vírus pelas células — mas sem que daí resulte em qualquer diminuição do tamanho do reservatório viral. Isto parece ser devido a droga escolhida — como inibidores HDAC panobinostat ou romidepsin – existem outros imprevistos e efeitos imunológicos, inclusive suprimindo muito a atividade células CD8 que podem ser fundamentais para “matar”, algo que faz parte do processo.

    No entanto, disse Kuritzkes, para o momento a “inversão da latência é condição necessária, se não condição suficiente para a redução do reservatório de células infectadas pelo HIV.” Disse Kuritzkes ao AIDSMAP: “a maioria das intervenções que são susceptíveis de eliminar células infectadas requerem que o vírus seja visível para o sistema imunológico. A ideia alternativa, que suprime de forma permanente produção viral em células-reservatório” como no estudo publicado na última semana sobre o inibidor da of a Tat “no momento que parecem envolver uma pílula supressora da latência todos os dias em vez de terapia antiretroviral. Isso não é, realmente, uma cura.”

    Controladores Post-Treatment

    Outra pesquisa de cura tem envolvido investigar respostas imunes tanto nos controladores de elite espontâneos do HIV — que mantém baixas cargas virais e altas contagens de CD4 quando se forma o início de sua infecção — e os chamados ” controladores pós-tratamento”, como os membros do Coorte de Viscont, que iniciam a terapia do HIV precocemente mas depois gerenciam o controle viral por longos períodos sem tratamento. Estes casos são fascinantes para os pesquisadores, eles imitam a “cura funcional” do HIV, que é um dos objetivos de pesquisa para a cura. Um simpósio sobre cura ouviu falar em outro caso, desta vez de uma jovem mulher agora com 18 anos que tem mantido a carga viral sob controle pelos últimos doze anos.

    Por definição, no entanto, a maioria das pessoas com HIV não podem tornar-se controladores pós-tratamento uma vez que, em geral, os controladores são pessoas que iniciam o tratamento muito cedo, e, mesmo assim, provavelmente, terão que desenvolver uma resposta imune específica para o HIV algo possivelmente mais fácil de se induzir com a vacina preventiva do que com tratamentos pós-infecção.

    Evitar latência

    Por estas razões, enquanto o simpósio incluiu apresentações sobre romidepsin e outras drogas destinadas a reverter a latência como ingenol — um parente do reversor latência prostratin — houve mais emoção sobre as drogas que tinha o objetivo de evitar que as células se tornem quiescentes (dormentes) e nunca entrem na fase de latência.
    O que implica inibir a atividade dos promotores de latência, tais como a proteína celular PD-1, que corta as células T ativadas, tornando-as invisíveis ao sistema imunológico. PD-1 não é a única promotora latência, e Colleen McGary da Universidade de Emory propôs utilizar drogas que bloqueiam as PD-1 e outro promotor de latência chamado CTLA-4 (CD152) para evitar a latência, uma vez que células que expressam ambos os receptores são muito mais eficientes no sentido de incorporar o RNA do HIV em relação aqueles que expressam um ou nenhum dos receptores. Um bloqueador da CTLA-4, ipilimumab, já está a ser utilizado para o melanoma. No entanto, o PD-1, em particular, é uma proteína onipresente no sistema imune e drogas que bloqueiam a sua atividade tem-se revelado bastante tóxicas quando usadas na pesquisa sobre o câncer.

    Outra meta é uma proteína celular chamada SAMHDI, que já é alvo de uma droga anti leucemia chamada dasatinibe. Jose Alaci do Instituto de Salud Carlos III de Espanha disse ao congresso que SAMDHI reduz a divisão celular e, em células-T, reduz a capacidade das mesmas em produzir novos vírus; no entanto, ele geralmente funciona apenas durante uma pequena parte do ciclo imunológico e, em seguida, é ciclo fosforilada, ou se torna inerte.Fosforilar é adicionar um grupo de fosfato a uma proteína resultando em um importante mecanismo regulatório, ativando ou desativando uma função biológica. Dasatinibe interrompe esta fosforilação e mantém a atividade de SAMHDI, o que significa que ele impede que a transcrição viral aconteça dentro da célula, o que sugere que ele pode agir como um inibidores da transcriptase reversa, mas este age sobre a resposta celular contra o HIV.

    Colhendo células infectadas com anticorpos …

    Bem como impedir que as células entrem latência, temos também a necessidade de uma melhor forma para que o sistema imunológico reconheça e mate as células-reservatório das pessoas infectadas com o HIV que são forçadas para fora do esconderijo. Apenas uma pequena minoria de células-reservatório nunca acordam e começam a produzir toda a replicação de vírus capazes de que são chamados de “eventos de reativação”. Um poster no simpósio de pesquisadores da cura na Universidade de Nova Gales do Sul estima-se que há em média um “evento de reativação ” nas células reservatório de HIV infectadas a cada 5 a 8 dias, embora sob terapia anti-retroviral eficaz estas nunca se tornem um eventos geradores de “infecção verdadeira” que resulte em “viremia detectável”. Cada evento de reativação é literalmente iniciado e terminado por uma única célula, os pesquisadores disseram ao AIDSMAP que o período de tempo médio que um reservatório CELULAR individual permanece quiescente antes que ele tenha 50% de chance de reativação é de aproximadamente 17.000 anos.

    Marcus Altfeld da Escola de Medicina de Harvard fez uma interessante apresentação na qual ele descreveu as diferentes fases de reprodução do HIV, que recém-estimularam células-reservatório. Como se referiu, ativação de pleno direito é bastante rara. As células podem, na verdade, estar enviando partículas virais orientadas a imunização passiva com o uso de anticorpos monoclonais, e John Mascola do Instituto Nacional de Saúde dos EUA disse que os anticorpos que tratam câncer de pele já tinham sido elaborados de forma a ter uma meia-vida no sangue por mais de mais de 6 meses.

    Isso não seria uma cura contra o vírus HIV, é claro. Para manter os níveis de anticorpos no sangue que necessários para que uma vacina terapêutica estimule a produção de anticorpos neutralizantes, e o problema com os anticorpos para o HIV é que eles sempre foram específicos para apenas uma única cepa do vírus. Mascola disse que a maioria dos anticorpos amplamente neutralizantes foram agora capazes de destruir 90% das cepas virais ou marcar as células para a destruição do que realizá-lo. Ao mesmo tempo em que 10% das cepas que escapassem seriam suficientes para “reverter a cura”, ele descreveu o desenvolvimento dos novos anticorpos “bispecific” que podem combinar 2, cada um com 90% capacidade neutralização, em uma uma molécula, ou pode combinar um neutralizante viral com um anticorpo neutralizador que atraia células CD8 para vir e atacar a célula infectada, destruindo-a e, com ela, o vírus.

    E com células CD8 …

    A maior parte das células-reservatório produzem proteínas virais ou sequências de RNA viral sem nunca gerarem a montagem completa do vírus. Eles, no entanto exibem “epítopos” ou pequenos excertos de proteínas virais em sua superfície que agem como os alertas de socorro para atrair as células CD8 que destroem as células infectadas. Mais uma vez, o problema com respostas de células CD8 pelo HIV, como a resposta de anticorpos, é que o vírus pode sofrer mutações a fugir-lhe à ação. Mas vacinas terapêuticas de amplo espectro altamente repressivas após TARV (Terapia Antirretroviral) tem conduzido a carga viral para baixo, tanto quanto possível, e é de se esperar, e prepararam-se para detectar eventos de reativação celular tão eficientes que eles seriam capturados antes o HIV pudesse ter uma chance de escapar da vigilância imunológica.

    Sarah Fidler do consórcio de investigação de cura do REINO UNIDO CHERUB descreveu um estudo em que duas outras vacinas indutoras do CD8 são dadas na 24ª e 32ª semanas após o início da TARV. Uma outra vacina que poderia ser útil neste contexto é a vacina baseada no cítomegalovírus, CMV, que causou uma grande agitação no último ano com a sua aparente capacidade de trazer uma cura funcional ou mesmo cura completa em macacos.Testes de Fase 1 estão em andamento em seres humanos.

    Outra forma de evitar que o vírus escapar da vigilância imunológica é a de provocar uma reação imunológica para as partes do vírus que são altamente “conservadas” — as peças que o vírus não pode sofrer mutações sem que o vírus se mutile. No HIV essas áreas geralmente são mantidas escondidos bem “fora do campo de visão” do sistema imune.

    Quando O HIV se liga a molécula CD4 nas células, no entanto, a proteína gp160 que faz o trabalho de fixação ao CD4 tem de mudar de forma para expor uma parte altamente conservada da proteína de fusão gp41 por um tempo muito curto. Os anticorpos amplamente neutralizantes, “as pontas” podem chegar e anexar-se a esta área preservada; nos primeiros dias da AIDS, proteínas solúveis do CD4 foram utilizadas, experimentalmente, em uma tentativa de forçar essa mudança conformacional de gp160. Andres Finzi da McGill University descreveu uma nova pequena molécula CD4 análoga chamada JP-III-48 que, ao contrário dos CD4 solúveis, poderia ser uma pílula oral. Com o congestionamento seria aberta a molécula gp160 e expor-se-iam os trechos conservados para as células CD8 patrulhar e, assim, a diminuir o tamanho do reservatório.

    E com células “Natural Killers”

    Um dos mais difíceis desafios da pesquisa de cura é encontrar formas de dirigir a atenção do sistema imunológico para células rapidamente, desde a fase inicial de um evento de reativação. Neste momento eles estão começando a transcrever DNA pro-viral integrado em pedaços de RNA que são cortadas ou emendados. Estas partículas de RNA emendadas servirão, então, como os modelos de componentes virais individuais. As pessoas com as células que contêm grandes quantidades de RNA do HIV não divididos são menos susceptíveis de sofrer eventos de reativação do que pessoas cujas células contêm partes emendadas DNA. Como a proteína Tat é absolutamente essencial no processo que as emendas DNA do o HIV que o anúncio feito na semana passada de uma pequena molécula inibidora da proteína Tat foi particularmente interessante.

    No entanto, este não é a única proteína do vírus HIV que poderia ser destinado a evitar que células-reservatório ultrapassem esta fase. As células começam a produzir RNA exibem “proteínas de estresse” em sua superfície, o que, embora não seja claramente externo e, por conseguinte, atrai uma resposta imune celular, atrai, também, a atenção do sistema imunológico inato — o evolutivamente mais antigo, menos seletivo, mas com uma resposta imunológica mais forte e mais rápida.

    Estas proteínas de estresse se ligam a um receptor celular chamado NKG2D, que é apresentado por células natural killer, as tropas de choque do sistema imune inato. O HIV, porém, possui uma proteína chamada nef, cujo uma de suas atribuições é reprimir a expressão de proteínas de estresse que atraem as células natural killer. Uma pequena molécula inibidora da Nef, ou uma vacina anti-NEF, pode bloquear a atividade do nef, aumentando a expressão de proteínas de estresse celular, e gerar uma resposta imune inata capaz de atacar as células do reservatório em fase muito precoce da atividade.

    Procura-se fazer as células imunes ao HIV

    Por fim, há a opção de usar terapia genética para tentar repovoar o sistema imunológico com células em que falta(m) o HIV o(s) receptore(s) necessário(s) para a replicação –em particular o receptor CCR5 utilizado pela maioria dos vírus transmitidos. Esta foi a base da cura de Timothy Brown’s: seu novo conjunto de células da medula óssea veio de um doador ao qual lhe faltava, naturalmente, o receptor CCR5. Note-se, outra vez, que foram feitas seis tentativas de repetir o processo e todas levaram a óbito.

    As abordagens usando as células CD4 do próprio indivíduo que têm os genes seu receptor CCR5 retirados e são, em seguida, reinfundidas no paciente, sem passar pela etapa drástica de apagar todo o seu sistema imunológico em primeiro lugar e foram entre os primeiros experimentos de cura realizados em seres humanos. Matt Sharp, foi um dos primeiros voluntários deste estudo sobre a cura e este [estudo] foi descrito como o com os benefícios mais duradouros — poucos efeitos colaterais, e um longo impulso no desenvolvimento de células CD4.

    Um dos problemas com a exclusão do receptor CCR5 em células imunes é que o HIV pode usar outro receptor CXCR4, e de fato os vírus que usam os receptores CXCR4- tem aparecido em pelo menos uma das experiências falidas que tentou reproduzir a cura de Tim Brown, o paciente de Berlim. Infelizmente, ao mesmo tempo em que as pessoas sem o CCR5 podem permanecer em boas condições de saúde, CXCR4 é uma parte muito mais essencial do sistema imune, e bloqueadores CXCR4 utilizados como tratamentos contra HIV falharam devido à toxicidade inaceitável.

    No entanto, uma equipe da Universidade da Pensilvânia conseguiu com engenharia celular em células CD4 que passaram a carregar em sua superfície um “peptídeo fundido”, que é como um colar, uma combinação de parte do proteína de fusão gp41 do HIV com os receptores CXCR4 ou receptores CCR5 . Células que expressam este peptídeo fundido são como se lhes faltassem os receptores CCR5 e/ou receptores CXCR4 e, portanto, resistentes à infecção pelo HIV.

    Mantendo-se a cura do HIV como uma prioridade

    Esta é apenas uma pequena amostra das inúmeras estratégias de cura as e metas de droga exploradas durante a 2º dia do Workshop de cura. Há outras duas vacinas terapêuticas sendo experimentadas em macacos, e ambas são promissoras no campo de respostas imunológicas. Há, também, muitas experiências em micróbios na indução celular tratando da vulnerabilidade celular à infecção e estudos sobre a latência. Várias outras metas sobre drogas e vacinas promissoras foram descritas.

    O que estava faltando neste ano seria um único avanço significativo ou uma orientação da investigação pela cura: A pesquisa da cura encontra-se na fase de levar a fatos muito promissores, mas carece de um forte sinal que indique que de uma variedade de estratégias, houvesse uma no encalço da cura. Com toda a probabilidade, como Marcus Altfeld recordou no início do simpósio, temos uma combinação de abordagens. Sharp disse ao congresso que agora não era “o tempo para apressar uma decisão sobre qualquer abordagem individual de cura.”

    Ele acrescentou que era essencial incluir a pesquisa para a cura em qualquer discussão do termo AIDS.
    Curar o HIV é o que ele não quer ver sair da agenda, ou ir para fora da lista de prioridades dos financiadores. Enquanto a redução da incidência do HIV em locais tão diversos como San Francisco e o Botsuana são bem-vindas, Sharp adiciona: apenas cura, bem como tratamento e prevenção do HIV é o que realmente pode trazer um fim à epidemia.

    “Como podemos terminar a epidemia de AIDS, sem cura?” Ele perguntou.

  7. Confiante diz

    Uma das maiores autoridades cientificas sobre o virus HIV está na Alemanha, Dr. Gunter Heins, o mesmo é categorico em afirmar, a cura do HIV só se dará em 2050. Portanto, nos contentamos com as novas medicacoes, mas cura, essa nossa geracao nao terá.

      • paraense+ diz

        JS, imagine se o “confiante” ,não fosse confiante. kkkkkkk !.

    • Diogo diz

      Realmente confiante… rs
      O que vc não parou pra pensar é que, de uma hora para outra, pode aparecer uma nova estratégia! Uma nova arma contra o vírus. Ciência se faz a partir de possibilidades atuais e, também, uma variável importantíssima: O acaso!
      E o acaso pode aparecer a qualquer momento, em forma de possibilidades de cura! Pense nisso!

    • Alexandre diz

      Confiante, as maiores autoridades do mundo em HIV sugerem que estamos a pouco de uma cura funcional. Dos 3 descobridores do vírus, uma acha que nunca teremos a cura e os outros 2 acham que estamos próximos. O cara que vc cita, pode ser uma das maiores autoridades no assunto HIV, mas a grande maioria das maiores autoridades no assunto estão em consenso da cura iminente.

    • “A ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento: são os que sabem pouco, e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que este ou aquele problema nunca será resolvido pela ciência.”
      Charles Darwin.

      Pra mim, just it.

  8. Matheus diz

    EGC ótimo artigo, são muitas “estratégias” diferentes para eliminar o vírus…elas combinadas com certeza vai levar ao fim dele.

  9. Brumo diz

    Hoje tomei a última dose da vacina de hpv. Toda proteção é bem vinda. Um dia séra a vacina que irá nos curar do hiv. Esse dia vai chegar!!!

  10. Gil diz

    Notícias como essa e como as descrições das estratégias que foi trazida aqui nos comentários reacendem nossas esperanças mas, lembremos: VAMOS VIVER SEM NOS PREOCUPAR COM CURA, pois tem gente muito competente pra achar a cura PARA ONTEM. Eles têm pressa!
    Já que estamos nessa , um misto de Caverna do Dragão com LOST, onde a tão sonhada volta ao “mundo normal” ainda não chega (às vezes, me vejo assim, e vocês?), façamos de nossas vidas um caminhar bacana e agradável, do jeito que estamos ou da forma como precisamos nos colocar: como pessoas que evoluem para uma vida melhor, um mundo melhor.
    Parar de se perceber a partir de sua soropositividade é um bom caminho para manter a saúde do corpo e da mente. Somos mais que soropositivos!
    Amamos, rimos, xingamos nossos políticos corruptos, torcemos, trabalhamos, namoramos…
    Isso importa! E já, já (bem antes de 2050), alguém nos avisa (né JS?) que chegou a hora de tomar os remédios que nos curarão… FORÇA E FÉ NA GENTE!

  11. LC diz

    Boa noite, pessoal.

    Esta é minha primeira vez aqui ou qualquer fórum sobre o assunto. Não faz nem um mês que descobri ser soropositivo. Fiz um teste rápido na Vila Mariana para ter uma depressão que se arrastou por semanas. O choque com o resultado foi tão grande que precisei de ajuda médica e psiquiátrica (afinal, sempre me protegi e achava que isso jamais aconteceria comigo).

    Passei uma semana realizando exames, sendo furado por agulhas e mapeado em cada centímetro do corpo. Nesta sexta receberei os resultados e certamente começarei a terapia. O grande problema é: estou cheio de medos e receios. Medo de morrer, receio de doenças oportunistas, medo de nada funcionar… Isso está sendo tão nocivo que estou somatizando tudo, pois passei a ter dores no corpo, taquicardia, insônia e outras coisas. PÂNICO define tudo. Tenho buscado ajuda espiritual, inclusive, para tentar “baixar a bola” do estresse. Mantive minha rotina até agora, mas só Deus sabe a que custo emocional. Chego exausto em casa todos os dias de tanto esforço pra manter minha mente livre desses alarmes perversos de medo.

    Aguentar essa barra não está sendo fácil, pois não sou paulistano e escolhi a cidade para viver há quase um ano. De certa forma me sinto sortudo por ter amigos (que deixei na cidade natal) que me apoiam mesmo de longe. As notícias por aqui também são animadoras. Mas acho que vou precisar de um pouco mais para me manter de pé. Está tudo muito recente.

    Agradeceria muito se pudesse conversar com pessoas aqui de SP. Experiências de sucesso (que acredito aparecerem na grande maioria dos casos), podem me ajudar nesta nova realidade, a qual terei que aprender a resolver. Sei que todos aqui se apoiam bastante, então gostaria de tentar pegar um pouquinho desse apoio. Será que conto com vocês?

    Obrigado.

    • Alex diz

      Oi, LC, não sou de SP, mas vou deixar o comentário.

      Tbm não faz um mês que descobri que tenho o vírus, logo na primeira consulta com o infectologista no mesmo dia que fiz o teste rápido eu pedi para tomar o remédio, antes mesmos de saírem os resultados de carga viral e cd4, porque já tinha lido que quanto antes o tratamento melhor.

      Escolhi não contar pra nenhum familiar ou amigo, e isso foi e tem sido mt difícil enfrentar dessa forma, é sufocante. Entretanto, em fóruns e sites sobre o assunto tenho tido contato com pessoas que tem o vírus, como forma de não me sentir tão sozinho, e tem ajudado.

      Assim, diria a vc que pela minha experiência a melhor forma de lidar com isso tudo e parecer ter uma vida normal, de alguém plenamente saudável, é uma fórmula que inclui tomar sempre os remédios, ir ao médico com a regularidade que ele exigir, fazer os exames que o médico pedir, ter um amigo para conversar sobre o assunto (se for fisicamente é melhor ainda, para poder abraçar) e ter uma ocupação para a mente (um trabalho, por exemplo).

      Boa sorte.

    • borges diz

      Bom amigo acredito que deve ser uma barra sim pos conheci uma pessoa e uma semana depos ele descobriu ser soro positivo ate hj por questao de receio dele nao tivemos relaçao e isso ja vai caminha para 2 meses vou te falar eu nao vejo o hiv como um bicho de 7 cabeça pos conheço pessoas que vive a mas de 15 anos nessa vida tem que se ter fe e acredita em algo alem do nosso mundo pos nada acontece por acaso Deus sabe a nossa hora acredite se vc esta nessa luta e por q vc e forte para aguenta nao deixe pensamentos de desânimo te perseguir aproveita para viver sorrir pos nao e so o portador do viruz que esta de passagem por aqui hj temos milhos de pessoas novas partindo dessa para um outro mundo causado por ataque cardiaco acidentes etc aproveita q vc respira anda olha esculta fala pos tenho certeza que muitos pacientes que estão em leito de hospital com câncer em fase terminal hj poder se esta no lugar de um soro positivo estaria fazendo da vida o que nao e feito dizem que a melhor terapia e olhar de perto esse mundo va a um hospital de doenças raras de câncer olhe de perto observa que se ta ruim pra vc imagina pra eles q estao ali deitados e isso amigo sou carioca espero mesmo q voce tenha uma boa caminhada daqui pra frente

    • Rafael diz

      Olá, Lc.
      O pessoal aqui costuma conversar através do aplicativo kik (aplicativo parecido com o WhatsApp, porém mais discreto por não precisar de menhum dado pessoal) caso queria conversar baixe o app e me adicione: rodirafa

      Te espero!

    • LC, como vai? Acho que a única certeza que posso falar é que com o passar dos dias, semanas e meses tudo se acalmará no seu coração. A gente vira e mexe lembra do vírus, mas não sofremos eternamente por ele.

    • casal diz

      me envie um email pra conversa se vc quiser LC blz! terei todo prazer em te ajudar assim como me ajudaram aqui! descobri no dia 03.01.2015 …aguardo contato!

  12. Muito bom o post JS e muito bom seu comentário ECG, em breve chegaremos lá sim, apesar de alguns pessimistas acharem que não.

    Abraços.

  13. paraense+ diz

    cada dia que passa nos aproximamos mais e mais da solução definitiva do nosso problema. a cura está logo ali na esquina !. Basta ter fé e esperança que logo estaremos livres !. JO+ ,entre em contato com o meu Email jcf190464@gmail.com e deixe contato !.

  14. Gil diz

    OLÁ LC,
    É uma barra difícil, um choque enorme. Estou recém infectado, descobri em abril. Passei a perceber um mundo diferente, de pessoas e situações que antes eram invisíveis para mim, mesmo sendo um profissional da saúde (embora não trabalhasse com DST/AIDS, nem saúde pública), pois muitas coisas que descobri não são ditas do público leigo.
    É uma fase de choque, mas garanto-lhe, fique calmo e siga à risca, INCLUSIVE HORÁRIOS para tomar sua medicação anti retroviral (ARV), para combater o vírus e ficar indetectável. Aí, a chance de sua saúde ficar 100% é enorme, muito grande mesmo.
    Eu estava mal, minhas CD4 caindo, alta contagem viral. Faz 3 meses que tomo, minha saúde está normal, na primeira contagem de células CD4, ainda sem tomar a medicação já caiu a carga viral pela metade e quase dobraram as cd4. Isso só porque eu fiz uma dieta saudável, dormi mais, caprichei nos exercícios, passei a tomar vitaminas, ômega 3,6 e 9, vitamina D, vitamina C e yakult. Deu muito certo. Não sinto nada.
    Após duas semanas de medicação eu não senti mais enjoos leves à tarde, único efeito colateral sentido. Meu fígado também estava em colapso, por gordura e por ter adquirido no “pacote DST” a hepatite B, já negativada, em completa remissão. Aí, tive diarreias e enjoos, mas tudo se regulou. Voltei a treinar, a lecionar, mas sempre com maior qualidade de vida, reduzindo a bebida alcoólica a duas latinhas por semana.
    Conheci muita gente com HIV a partir de então e este BLOG me ajudando muito, embora uns e outros mal amados de vez em quando querem se achar donos da verdade, mas a turma dá umas sapatadas neles e eles se ajeitam, eheheh.
    A vida do pessoal que segue à risca é uma vida normal, o HIV é uma infecção crônica, não é sequer uma “doença” crônica, se estiver em taxas indetectáveis, viu?
    E a medicação, enquanto não chega a cura, já é menos agressiva, estamos na fase do “PODE causar” (a longo prazo), já se passou a fase do “VAI CAUSAR EFEITOS COLATERAIS E DANOS AO CORPO” . As ARV´s HOJE SÃO MENOS AGRESSIVAS E A GAMA DE ALTERNATIVAS É BEEEEM MAIOR.
    Fique confiante, melhore sua qualidade de vida, mantenha planos bons, reveja coisas que podem ser melhoradas e verás, tudo ficará bem e daqui uns dias, cara, tenhas a certeza, em menos de 5 anos, nos chamarão para iniciar a terapia de supressão do virus.

    • LC diz

      Boa noite, Gil.

      Estou aqui para mostrar que um fio de esperança começa a aparecer na minha mente. Hoje fui buscar os primeiros resultados de exames antes de iniciar a medicação. Para começar, estou razoavelmente bem: CD4 em quase 400 e CV em 13.000.

      A solução foi direta, a médica me colocou logo no 3×1. Já nesta noite começo com o comprimido, com promessa de recuperação boa, já que me sentia muito cansado e com uma tosse de cachorro danada, e tudo causado pela “briga” dentro do corpo. Os bichinhos ainda estão em número pequeno, então vamos logo jogar uma granada.

      Espero que tudo dê certo!

  15. HopeAlways diz

    Noticias como essas e tantas outras só mostram que dias ainda melhores virão. Não é dúvida, é certeza ! Pensem positivo , olhem pro próximo com um pouco mais de humanidade e acima de tudo vivam FELIZES !

  16. Sozinho com Deus diz

    Meus colegas … não tenho o costume de postar, mas sempre que dá, estou lendo as notícias.

    Descobri ano passado, minha condição atual. Não foi nada fácil. Acho que esse choque inicial é sentido por todos nós. Me senti sem chão, no meio de um tornado, sem saber onde me segurar. Mas aí que entra nossa fé. Se estamos respirando, ainda temos esperança. E jamais perca a esperança, mesmo que os desafios e os comentários sobre o futuro nos assuste.(que não é o nosso caso … tanta expectativa boa sobre as pesquisas)

    Iniciei pouco mais de 1 semana o medicamento. Não queria, tinha muito medo de tudo que já li na internet. Mas muito dos meus medos só estavam em minha mente.

    Hoje escrevo aqui aliviado, mas ainda tenho medos, choro e tudo mais. Ainda não recuperei meus sonhos, me perdi nos meus projetos de vida … mas estou me reerguendo. Faz parte do processo, mas creio que isso vai passar e estarei mais forte, mais confiante, mais destemido, enfim … diferente.

    Vamos viver a cada dia da melhor forma possível. Olhando o outro com mais amor, amando mais nossa família, perdoando os erros dos outros, buscando ajudar e sendo menos crítico com o outro, cada um aqui que sabe o caminho que trilhou e que ainda vai percorrer.

    Que essa nossa experiência sirva para nos tornar um ser humano MELHOR.

    Deus abençoe a todos!

    Abraços!

  17. HB diz

    Estou ha 5 dias com o dignistico e realmente a doença é sufocante… Me tranquilizo muito ao ler o blog, mas tem vezes que me desespero e choro bastante… Um misto de sentimento nessa fase inicial, medo, angustia, preocupação, tristeza e desespero! Sou da área de saúde e pensei estar preparado isso, mas infelizmente nao!!! Tenho um agravante de ter iniciado um relacionamento recente, medo de contar… Graças a Deus os exames dele deu não reagente pro hiv, porém reagiu na sífilis… O meu só foi o hiv, acho que isso pode ter sido providencia, por facilitar contar e explicar que nem eu passei hiv pra ele e nem ele a sifilis pra mim… Só assim, posso ter um fio de esperança que continue!! Eu Disse que os meus reaultados saem agora na segunda e dei todo apoio a ele em relaçao a doença dele, que confesso que queria que o meu tb tivesse sido da sífilis… Vim pro interior pra ficar mais perto dos meus pais, mesmo sem eles saberem, pra ter mais apoio e confiança na hora de contar pro meu parceiro…
    Desculpem o desabafo, fico sem saber onde exteriorizar todo esse turbilhão que se passa na minha vida agora…

  18. Dinho diz

    Prezado LC e demais colegas,

    Ótimo dia pra todos!

    LC é realmente uma situação comovente o fato suportar o peso dessa notícia, assumir nossa nova contiçao é tarefa árdua! Lembro-me como se fosse hoje, eu pedindo(via whats) para um amigo não me deixar sozinho logo após ver o resultado do exame, foi meu grande medo aliás, solidão por este motivo!

    É um período conturbado e cheio de inseguranças, pensamos que a batalha da vida acabou e nossos planos foram afogados em um mar de angústias e culpa.

    Passados 14 meses já coloquei muitas coisas no lugar, mas não nego que as vezes aínda sinto culpa e a alegria pela vida ainda não está 100% recuperada.

    Cara enfrente esse momento e leve sua vida normalmente, não adie planos que já estavam planejados (apenas dedique mais tempo a cuidar de vc e da sua saúde). Saiba que agora cada dia é um novo dia e devemos agradecer por isso!

    Somente agora nesta semana comecei a medicação 3×1, a pedido do infecto e com meu consentimento! estou no sexto dia, sofrendo os efeitos iniciais previstos, foi uma semana que novamente me colocou em baixa, mas não vamos desanimar!

    Encaro tudo isso como uma missão a ser cumprida e vou faze-la a todo custo!

    Abraços!

  19. Iago diz

    Ahhh disseram “só em 2050”?
    Tbm disseram que nem Deus afundaria o Titanic…
    3 meses de 3×1. Já ouviram falar que existe efeito colateral da felicidade? Eu ando tão feliz e bem. : )

  20. MA diz

    Um comprimido por dia! Só há, agora, dois caminhos a ser seguido, uma cura funcional ou uma cura de fato. Fazendo um histórico do HIV, segue-se um afunilamento. A derrota dos vírus começou com a hepatite C, logo chegará a vez do HIV.

  21. GB diz

    Olá pessoal. Semana passada recebi meia exames e fui diagnosticado positivo para HIV. Já estou fazendo a bateria de exames necessários para iniciar o tratamento. Porém, na consulta com meu infectologista, ele me falou algo que eu, só depois que sai de lá, vi que não entendi o que ele quis dizer. Ele me falou que ao iniciar o tratamento, o nosso objetivo era deixar a carga viral de 40 para baixo. O que isso significa? Outra dúvida, sou alérgico a penicilina, então não poderei tomar o 3×1 mais usado atualmente?

  22. DD+ diz

    Olá, GB…
    Isso que ele falou em deixar a carga viral a baixo de 40 significa ficar indetectavel, ou seja, reduzir a qse zero o numero de virus no seu sangue. E sobre a alérgia a penicilina, isso nao vai atrapalhar em nada com o 3×1, caso vc perceba alguma alergia pelo medicamento é so comunicar ao seu medico que ele irá passar um medicamento pra te ajudar

  23. Allan diz

    Olá pessoal descobrir a pouco tempo que sou soro positivo.. precisamente dia 28 do julho… e já fiz todas as baterias de exames.. a mais recente foi nos meus olhos… Vou começar a falar com minha infecto somente em setembro… Gostaria de saber se é normal essa demora…

    Não tenho medo afinal já sei do que estou passando.. e vou ter que enfrenta lá.. o problema de tudo isso e a anciedade…

  24. rosemberg diz

    fui diagnosticado a 2 semanas perdi 7 kilos e estava com suores norurnos e tosse o que parece que ja foi controlodo pelos antibioticos. È possivel recuperar a massa muscular perdida e em quanto tempo

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