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Um passo mais próximo da vacina contra o HIV


Em 14 de julho de 2015 por Gus Cairns para Aidsmap

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Uma recente vacina experimental protegeu 50% dos doze macacos rhesus da infecção pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV). E fez isso fornecendo a chamada “imunidade esterilizante”, o que quer dizer que foi capaz de prevenir completamente a infecção nestes macacos, ao invés de oferecer a mais limitada “imunidade funcional”, onde a infecção ainda acontece, mas é inofensiva.

Além disso, dois dos macacos que foram infectados parecem ter desenvolvido a imunidade funcional: embora os experimentos mostrem que suas células ainda abriguem DNA do HIV, eles se tornaram “controladores de elite”, mantendo a carga viral indetectável no sangue. Assim, em seu conjunto, esta vacina forneceu proteção contra o SIV a dois terços dos macacos vacinados.

A vacina

A vacina, que recentemente ganhou bastante atenção da mídia, é uma versão aperfeiçoada de sua predecessora, desenvolvida pelos mesmos pesquisadores e reportada pelo Aidsmap em 2012. Naquela altura, seis dos doze macacos expostos também não foram infectados; no entanto, apenas três se mantiveram assim, tal como noticiado depois, e outros três se tornaram controladores de elite.

IGT

Esta vacina usa o que agora é conhecido como estratégia de “indução e reforço”, ao usar um componente para disparar a resposta imune ao HIV e outro para amplificá-la. A indução consiste em um vetor viral — a casca de um vírus que não está relacionado com o HIV, mas que contém fragmentos de genes do HIV. A ideia de usar um vetor foi concebida porque ele é capaz de “infectar” células extamente como o próprio vírus faria e depositar os antígenos do HIV (estimulantes imunes) de maneira ainda mais eficiente. Ainda assim, nesta vacina, nem o vetor e nem o gene de HIV são capazes de causar uma infecção viral proliferativa.

Neste estudo, o vetor viral era o Ad26, um vírus da família da gripe comum, mas que não comumente infecta humanos (como consequência, poucos são imunes ao vetor). Ele carregava pedaços de genes env, gag e pol de um vírus SIV. A vacina foi administrada em duas doses: uma seis meses depois da outra.

Esse procedimento foi sucedido por um reforço de três doses da proteína gp140 (que é a “maçaneta” parte do “envelope” da superfície do SIV e do HIV, obtida a partir de uma cepa do SIV) aplicada 12, 13 e 14 meses após a primeira dose de indução. Desta vez, não foi usado o vetor viral, mas um “adjuvante” ou amplificador químico, que consiste em lipossomas (pequenas “bolhas de gordura” feitas em laboratório) contendo a proteína, projetadas para penetrar melhor nas membranas celulares. Essa vacina foi chamada de “ad/env” pelos pesquisadores.

Doze macacos receberam a vacina ad/env. Além disso, outros doze receberam uma vacina alternativa “ad/ad”, onde a segunda dose não tinha a proteína gp140 amplificada, mas um segundo vetor baseado em uma diferente variedade de adenovírus, Ad35. Um terceiro grupo de oito macacos recebeu placebo, composto por soro fisiológico.

Dois anos depois da primeira dose da vacina de indução inicial e dez meses depois da última dose de reforço, todos os 32 macacos foram então expostos a repetidas e imensas doses (500 vezes mais do que a dose necessária para infectar 50% das células suscetíveis em laboratório) de um tipo de SIV, chamado SIVmac251. Essa variante do vírus foi escolhida porque ela não é facilmente suscetível à neutralização por anticorpos e, assim, aumenta o desafio da vacina. Seis doses do vírus foram aplicadas com uma semana de intervalo.

Para confirmar os resultados e realizar um experimento mais próximo do HIV humano, um segundo grupo de 20 macacos também recebeu duas injeções de indução com vetor de adenovírus, uma delas contendo DNA de HIV humano ao invés de DNA do SIV dos macacos. Eles também receberam um adjuvante com a proteína de envelope, mas desta vez a partir do subtipo C do HIV. Além disso, estes reforços foram atrasados em um ano, se comparados aos reforços com a proteína do SIV, e aplicados em cinco doses, para que recebessem a primeira dose três anos depois do primeiro reforço e a última dose três anos e seis meses depois. Em conjunto, oito macacos receberam o mesmo número de doses do adjuvante humano da proteína env, enquanto 12 receberam placebo.

Estes 40 macacos também receberam seis exposições virais, começando três anos e nove meses depois da dose de indução inicial. No entanto, esta exposição foi de um vírus criado em laboratório, que combina vírus humano e de macaco, chamado SHIV-SF162P3.

Eficácia

Na primeira experiência com o SIV, 5 dos 8 macacos (60%) sem proteção, que receberam placebo, se tornaram SIV-positivos depois da primeira dose de exposição e todos se tornaram positivos depois da quinta dose. O vírus SHIV resultou numa taxa de infecção semelhante, com todos os macacos infectados na quinta dose.

Um dos macacos que recebeu a vacina com SIV ad/ad foi infectado na primeira exposição, 4 macacos na segunda exposição e 10 de 12 macacos na sexta exposição. Isso quer dizer que a vacina foi capaz de oferecer 75% de proteção para uma única exposição e 17% de proteção para seis exposições. Na experiência da vacina com HIV env, 49% de proteção para uma única exposição e 12% para seis exposições.

Nenhum dos macacos que recebeu a vacina ad/env foi infectado na primeira exposição, 2 foram infectados na segunda e 6 na terceira. Isso quer dizer que a vacina foi capaz de oferecer 90% de proteção para uma única exposição ao SIV e 50% de proteção para seis exposições ao SIV. No caso da vacina baseada em HIV e com exposição ao SHIV, foi observado 79% de proteção para uma única exposição e 40% de proteção para seis exposições.

Entre os macacos que receberam a vacina SIV ad/env e foram infectados, 2 se tornaram controladores de elite, mantendo a carga viral no sangue indetectável por dois e seis meses, respectivamente, depois da última exposição. Em um dos macacos foi feita uma biópsia e foram encontrados reservatórios com DNA detectável de HIV em múltiplos tecidos do sistema imune, porém, em cerca de uma trigésimo do nível dos não-controladores. Entretanto, quando as células dos dois controladores de elite foram injetadas em outro grupo de macacos SIV-negativos, eles desenvolveram a infecção pelo SIV com carga viral detectável.

Em contrapartida, quando as células de todos os 8 macacos não-infectados no experimento com SIV foram injetadas em macacos não-infectados, não surgiu nem um mínimo sinal da infecção pelo SIV. Esta última descoberta é muito importante. Muitas vacinas parecem funcionar permitindo a infecção inicial e depois a contendo. Em contrapartida, em 50% dos casos da vacina ad/env, esta vacina pareceu oferecer imunidade esterilizante: ela preveniu completamente o SIV de adentrar nas células. Alguns pesquisadores da vacina achavam que isso não seria possível, e sugeriram que uma vacina que oferecesse imunidade funcional era o melhor que poderia se esperar. Se a imunidade esterilizante se mostrar verdadeira, este é um avanço muito promissor.

Respostas imunes

Análises das respostas imunes geradas pelas vacinas do SIV mostraram que a vacina ad/ad induziu altos níveis de dois conhecidos sinalizadores intercelulares: interferon-gamma e CCL4 (também chamado de MIP-1 beta). A maioria dos macacos produziu um ou os dois tipos de respostas imunes, mas apenas dois indivíduos desenvolveram respostas adicionais, numa lista de seis tipos de respostas imunes instanciadas pelos pesquisadores.

Assim como estas respostas humorais (dirigidas por anticorpos), eles também desenvolveram células CD8 (T supressoras) específicas para o SIV, mas, tal como outros estudos de vacinas demonstraram, estas não necessariamente resultaram em proteção e podem, em alguns casos, aumentar a vulnerabilidade.

Em contrapartida, os macacos que receberam a vacina ad/env do SIV desenvolveram pelo menos duas respostas imunes e a maioria desenvolveu entre quatro a seis tipos de resposta.

Os outros tipos de respostas incluíram produção dependente de anticorpos CD107a ou LAMP-1, uma proteína que media a comunicação intercelular. Além disso, os pesquisadores também observaram altos níveis de citotoxidade celular dependente de anticorpo (ADCC, na sigla em inglês), fagocitose (ADCP) e deposição de complemento (ADCD). Estes são processos imunes iniciados por anticorpos que fortalecem a operação do sistema imune inato — o mais primitivo evolucionariamente e mais ágil na qualidade do sistema imune, agora, possivelmente crucial para o sucesso de uma vacina eficaz contra o HIV, especialmente para oferecer imunidade esterilizante. Além disso, a vacina ad/env de SIV também gerou respostas imunes de células CD4 contra o HIV — muito mais útil do que a resposta celular do CD8.

A importância do estudo

Nos últimos dois anos, foram as vacinas imprevisíveis que viraram notícia: a vacina que usava o vírus da herpes como vetor e permitiu que 50% dos macacos controlassem completamente suas infecções pelo HIV e a vacina baseada numa bebida probiótica que aparentemente controlou a infecção inicial. Estas duas parecem oferecer uma imunidade funcional muito profunda: no caso da vacina com vírus da herpes, por montar uma resposta imune prolongada e diversificada e, se a hipótese estiver certa, amortecendo a resposta do organismo ao SIV, deixando o vírus carente de células para infectar.

A pesquisa pela vacina frequentemente depende do acaso, o que quer dizer que vias de pesquisa planejadas e a melhoria criteriosa das candidatas existentes não deveriam garantir sucesso. De certo modo, um dos aspectos mais animadores desse estudo é que a vacina foi desenhada para ser um aprimoramento de sua predecessora, baseada em resultados de estudos, que provaram devidamente alcançar 50% de potência. Isso mostra que as vacinas podem ser melhoradas e que as respostas imunes geradas por elas podem ser refinadas.

O desenvolvimento da vacina do HIV está chegando a um consenso quanto a direção da pesquisa na jornada pela busca de uma vacina que seguramente proteja os humanos. É um voto de fé nesta linha de pesquisa, que, apesar de ter sido feita por cientistas da Harvard Medical School e do Instituto Ragon, entre outros, é apoiada pela Janssen Infectious Diseases, uma filial da gigante farmacêutica Johnson & Johnson.

Os próprios pesquisadores dizem que “estudos de eficácia clínica devem determinar a eficácia da proteção da vacina do HIV-1 em humanos.” Este estudo não representa um momento de avanço, que virá quando a ciência descobrir uma vacina capaz de parar a epidemia de HIV. Mas é representativo do sólido progresso que os pesquisadores têm feito na busca de uma vacina eficaz, nos últimos cinco anos, desde que o estudo da vacina RV144 demonstrou que a geração de uma resposta protetora ao HIV era possível e que havia certas características específicas que poderiam ser melhoradas.


Referência: Barouch DH et al. Protective efficacy of adenovirus-protein vaccine against SIV challenges in rhesus monkeys. Science, early online publication. Abstract here. DOI: 10.1126/science.aab3886. 02 July 2015.
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45 comentários

  1. Vida diz

    Cada dia a ciência avança mais e está cada vez mais perto da “cura”.

  2. Gostaria de saber qual a opinião de vocês sobre a cura (quando sai, se sai, como vai ser para termos acesso, enfim..) !!!

  3. paraense+ diz

    Matérias como essa reacendem a minha esparança e, ressuscitam o meu otimismo.Me fazendo esquecer o meu ceticismo, que me faz pensar que a cura é apenas uma utopia !.

  4. Fernando diz

    Meu velho, adoro teu blog, me dá mta força nos momentos em que estou pra baixo. Acabei de pegar meu exame e o CD4 que mostrava uma evolução, estava em 370, deu 305, tenho consulta na próxima semana. O médico já tinha me alertado que poderia ter oscilação, mas infelizmente isso dá uma derrubada no ânimo. Mas ler teus textos sempre me deixam pra cima, valeu!!

  5. Santoss diz

    As vezes eu me sinto muito em baixo , só Deus sabe o que eu sinto. Minha família nem imagina como estou por dentro. Mas também descobri que a melhor forma de levantar e passar sobre tudo isso é viver…isso mesmo, viver.
    Não posso esquecer que tenho a vida e que o tempo está passando cada vez mais. Decidi que simplesmente que viver é o remédio e força.
    Que Ele vos abençoe cada dia e que nos lembremos Dele todas as manhã. Felicidades e lembrece! Viva!!!

    • Santoss, ontem estava conversando com uns amigos positivos. Eu NUNCA me senti tão vivo. Eu tenho hoje 394 dias de diagnóstico e o tempo, início de tratamento, estar indetectável, os diálogos e leituras deste blog, amigos que aqui me trouxe foram cruciais para isso.

      Eu não fico mais triste por ter o HIV, até gostaria de não ter contraído, mas vou aproveitar o que há de bom na vida, meus novos e amados amigos e também o mundo que já vejo sem nenhum véu.

      Fida que segue!

  6. JSP, Farmaceutico, Barasa, D Pr, Vida, Luquinha, olhem essa, logo logo tratamento semestral e mais um pouquinho a cura

    Evidência de Supressão do HIV com PRO 140 em Regime de Monoterapia por até 11 Meses
    CytoDyn Inc, empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de novas terapias para combater o vírus da imunodeficiência humana (HIV), anunciou hoje, 15/07/15, que o tratamento feito com seu produto denominado PRO 140, em regime de monoterapia em pacientes infectados pelo HIV, mostrou supressão da carga viral completa para quase 11 meses.

    A Companhia acredita que a supressão virológica completa através de um tratamento com um único agente, em vez da triterapia amplamente utilizada, pode representar uma oportunidade significativa para tratar a infecção pelo HIV.

    Na ocasião a empresa anunciou que o Dr. Paul J. Maddon, PHD em biotecnologia e inventor do PRO 140, foi nomeado Conselheiro Sênior de Ciência para CytoDyn. O cientista irá aconselhar a CytoDyn no programa de desenvolvimento para PRO 140. Maddon é fundador e vice-presidente da Progenics Pharmaceuticals, Inc. e serve também como diretor e consultor para várias empresas farmacêuticas e de biotecnologia. Anteriormente, atuou como Presidente, CEO e Chief Officer da Ciência Progenics. Como virologista molecular e imunologista, fez grandes contribuições para a nossa compreensão da infecção pelo HIV. Como um estudante de pós-graduação na Universidade de Columbia, isolou o gene que codifica o CD4 e demonstrou que essa célula serve como receptor primário para entrada do HIV nas células do sistema imunitário. Enquanto atoou na Progenics, Maddon e seus colaboradores descobriram que um segundo receptor, o CCR5, também é necessário para a entrada do HIV. Isso conduziu à descoberta e desenvolvimento de PRO 140, um anticorpo monoclonal humanizado para o CCR5, concebido para tratar a infecção pelo HIV.

    Dr. Nader Pourhassan, Presidente e CEO da CytoDyn, comentou: “Estamos muito satisfeitos que o Dr. Paul Maddon, inventor do PRO 140, irá desempenhar um papel mais ativo na fase 3 da pesquisa do fármaco, em terapia de combinação, como bem como as nossas discussões em monoterapia com a FDA. Estamos confiantes de que ele pode adicionar um valor significativo para o programa PRO 140, nos ajudando a otimizar e acelerar o seu desenvolvimento comercial. ”

    “Estou muito animado em contribuir para o esforço do desenvolvimento de PRO 140 “, disse o Dr. Maddon, explicando que a medicação ” é um potente e bem tolerada agente antiviral que pode desempenhar um papel importante no tratamento da infecção por HIV.”

    Sobre PRO 140

    PRO 140 pertence a uma nova classe de agentes terapêuticos para o tratamento de HIV, denominado inibidores virais de entrada, que se destinam a proteger as células saudáveis ​​da infecção viral. PRO 140 é um anticorpo monoclonal IgG4 totalmente dirigido contra o CCR5, um portal molecular que o HIV utiliza paraa entrar células T.

    PRO 140 bloqueia o HIV predominante (R5) subtipo entrada em células T, mascarando esse co-receptor obrigatório, CCR5. É importante salientar quem PRO 140 não parece interferir com a função normal de CCR5 na mediação de respostas imunes. PRO 140 não tem atividade agonista para o CCR5, mas não tem atividade antagonista a CCL5, que é um mediador central em doenças inflamatórias. PRO 140 tem sido objeto de ensaios clínicos, demonstrando eficácia, reduzindo significativamente ou controlando a carga viral de HIV em testem em indivíduos humanos. PRO 140 foi designado um candidato a “fast track” pelo FDA. O anticorpo PRO 140 parece ser um potente agente antiviral, potencialmente conduzindo menos efeitos colaterais e os requisitos de dosagem menos frequente, em comparação com terapias diárias atualmente em uso.

    Fonte http://ir.cytodyn.com/press-releases/detail/208

  7. daniellemos diz

    Boa noite, me chamo daniel e fi diagnosticado a uma semana.
    recebi o diagnostico na segunda. na quarta ja estava tomando o 3 em 1.

    estou com carga viral 216 mil e CD4 14%, o que isso significa? eh pessimo?

    tenho muitas duvidas, estou tentando superar mas eh dificil pq sempre me cuidei e fui contaminado via sexo oral, pois nao transei sem camisinha .- meu ultimo exame nao reagente eh de fevereiro e desde entao nao teve exposicao, nunca pensei que pudesse me contaminar por sexo oral.

    tenho muitas duvidas:

    quanto tempo normalmente para ficar indetectavel?
    rins, figado e cerebro? como sao afetados pelo coquetel?
    -minha aparencia vai mudar?
    academia, voces malham ? eu amo malhar e tomo proteinas de suplementos.
    voces tomam vinho e cerveja? em que quantidades?

    quero voltar a acreditar que posso levar uma vida normal, mas preciso de voces.

    Daniel

    daniellemos07@homtail.com

    • HopeAlways diz

      Daniel , existe um grupo no app kik , melhor vc interagir la , quase todos do blog estão la, vc podera trocar experiencias e tirar as suas duvidas. Baixa o app e me add hopealways6 Abs e fica bem !!

    • PARAENSE+ diz

      DANIEL , EU POSSO TE FALAR ,APENAS, DE VINHO E CERVEJA, POIS TOMO DUAS VEZES NO MÊS .QUANTIDADE ? ,BOM… QUANDO BEBO, TOMO NO MÁXIMO 5 CERVEJAS OU 1 GARRAFA DE VINHO . ISSO DURANTE UM DIA INTEIRO,POIS NÃO VOU DEIXAR DE FAZER O QUE EU GOSTO POR CAUSA DO AGAIVÊ. AGORA SE FAZ BEM OU MAL , EU NEM QUERO SABER … VOU É VIVER !…

      • paraense+ diz

        Daniel, não pretendi com meu comentário incentiva-lo a beber.Entenda que o melhor é não tomar alcool, no meu caso é uma escolha particular minha na qual eu assumo os riscos,mas, o melhor memo é não beber. sou adepto da máxima : Faça o que eu digo ,mas não faça o que eu faço . Saúde… te cuida garoto !.

    • daniellemos, qtas dúvidas hein?!

      Vc vai ficar bem. Só precisa manter a calma, ao longo de semanas ou poucos meses tudo se encaixará na sua cabeça…

      Em relação à saúde rapidamente vc ficará bem. Eu comecei a medicação com CD4 9,5% há oito meses e agora o que vejo no inverno é todo mundo ficando com gripe, rinite e várias afecções típicas da época e eu sequer espirro.

      Fica em paz amigo. O kik, que o Hopealways comentou, é muito acolhedor.

      Abç

    • Junior Bello diz

      Daniel, eu te enviei um email. Dá uma olhadinha lá, por favor.

  8. Anônimo diz

    Poderiam “traduzir” para mim, um leigo hehehe.
    Ao meu entender essa vacina serve apenas para quem não tem não pegar, certo. Pra nós, a única coisa válida nessa vacina seria o algo a mais para relacionamentos sorodiscordantes, MAS continuaríamos reféns do coquetel até aparecer algo melhor pra nós? é isso?

    • HopeAlways diz

      Leia as partes marcadas anonimo, fala justamente o que vc quer saber !! Não é so prevenção, leia toda com calma 😉 vai dar tudo certo !! kd vc no kik com a gente??

  9. HopeAlways diz

    Não tenho a MENOR duvida de que é uma questao de tempo. Até la como sempre digo e repito VIVER E NAO TER A VERGONHA DE SER FELIZ …. JS cada dia mais seu fã. Obrigado por tudo sempre! 😀

  10. M. diz

    Muito bom! Estou confiante de que teremos muitas novidades até o final do ano! Isso só nos deixa mais animado ainda para continuar o tratamento e nos cuidarmos cada vez mais, para quando as boas novas chegarem!

  11. Matheus diz

    EGC mas que notícia boa…já pensou um tratamento com apenas um fármaco e semestral…muito feliz aqui!

  12. Brumo diz

    Que Deus continue iluminando os cientistas/pesquisadores!!!

    #tenhohivevivobem

  13. Gustavo Nobre diz

    Olá!

    Já vim aqui outras vezes, descubri o hiv ha uns 45 dias. Os resultados dos meus exames sairam mas minha consulta so é dia 6/08. A garga viral deu 3.560/por ml e o cd4 393 Tem como saber aproximadamente quanto tempo sou portador?

    Desde ja obrigado!

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Então Gustavo, esta pergunta na verdade você mesmo pode responder, por exemplo : Teve alguns sintomas antes do diagnóstico (febre, diarréia, falta de apetite, gânglios alterados), sem sim, há quanto tempo? Geralmente estes sintomas é um aviso do virus falando “olha já estou aqui”…É normal você transar sem preservativo, se sim desde quando ? Se não, quando foi a ultima “vacilada” sua em relação a camisinha ? Saiu de um relacionamento “sério”, onde ambos abriram mão de algumas prevenções ? Eu por exemplo, sei exatamente o dia, hora e local onde entrei em contato com o vírus, pois apesar de ser uma cara super ativo sexualmente nunca tinha deixado de lado o uso do preservativo, com uma pessoa, sabe-se lá porque deixei e cá estou. No meu caso, foi super rápido entre entrar em contato e aparecer os primeiros sintomas (02 meses) e no terceiro mês tive a confirmação, uma pena que na época nada sabia sobre a bendita PrEp…mas a minha fase de neura já passou, agora é vida que segue ! Na duvida de quanto tempo e com quantas pessoas transou sem camisinha vai de você chamar a(s) pessoa(s) e aconselha-la(s) a fazer(em) o teste, afinal quanto antes iniciar o tratamento melhor. Abração e segue firme nos tratamento, ele é muito eficaz !!!!!

    • Gustavo Nobre, fico solidário sobre seu diagnóstico. Mas vc vai ficar bem, acredite.

      Olha, se vc indicar CD8 e % de cd4 e % de cd8 dá para especular, chutar um tempo de sua infecção pensando em médias gerais da população.

      Mas cada vírus é uma cepa, cada corpo tem uma reação imunológica e outros fatores que podem mudar esses números que já são apenas estimados.

      Um gráfico que tive acesso dava que eu tinha infecção há quase uma década, quando era de um a dois anos… Isso eu atribuo a meus péssimos hábitos (bebia, fumava, não comia e me esgotava fisicamente com exercícios). Um amigo meu teve números parecidos, ele tinha uma vida boêmia e de outros abusos…

      Sugestão? De coração, desencana disso, fica calmo, faça seu tratamento com carinho, pois, logo você estará extremamente bem.

      Nos conte conforme as coisas forem evoluindo, ok?

      Abrç

  14. Matheus diz

    Esse PRO 140 pelo que andei pesquisando vai iniciar seus estudos de fase III agora…e foi posto em “fast track” pela FDA…que vai agilizar seu processo de revisão e liberação da droga para o mercado…uma promessa e tanto para nós..só de pensar em utilizar uma ou duas doses anuais para o tratamento é um sonho bastante próximo…

  15. Rj2514 diz

    ola pessoal,
    Me descobri soropositivo em junho do ano passado, passando já para as notícias boas, comecei a tomar o 3×1 faz 5 dias, só tenho as tonturas de efeitos colaterais e o primeiro dia que foi horrível pra mim. Desde que fui diagnosticado meu cd4 era de 750 e esse ano no meu último exame aumento para 870 sem uso ainda do atrv. As cópias estão em 4.000 e minha doutora disse que em poucos meses tudo certinho já fico indetectável! Faço tratamento pelo sus e sempre fui muito bem acolhido. Tenho apoio da minha mãe e mudei meus hábitos de vida após saber que sou positivo. Levo uma vida normal como antes e fisgamos que mais saudável hoje em dia é muito confiantes com o início do tratamento! Hopealways add você no kik pra participar do grupo! Força galera a vida continua!

  16. Alan diz

    Eu descobri que era portador em Setembro do ano passado e em Novembro já iniciei meu tratamento. Tinha 8.000 cópias e CD4 462 mas contraí do meu atual namorado pois eu não era portado antes de conhece-lo ( tenho exames para comprovar),não sei que mole foi pois sempre transamos de camisinhas…mas enfim, vida que segue. Hoje estou no 3×1 e já estou indetectável, mas em Janeiro ainda tinha um nível baixo de vírus no sangue ( 40) mas no exame realizo mês passado já estava completamente indetectável e estou muito bem. Reações ocorreram nas 3 primeiras semanas do tratamento pois fiquei muito tonto e com uma sonolência terrível mas depois meu organismo se acostumou e hoje não sinto nadinha…a única coisa ruim é alteração de humor e as vezes acordo repentinamente no meio da noite mas rapidamente pego no sono,,fora isso nada de anormal até agora.

  17. Marcos Vinicius diz

    Eu tive medo de ter contraído o virus do hiv uma vez em um relacionamento desprotegido fui fazer exame, depois de 30 dias e talz e não detectou nada, hj mais de 1 ano depois eu ainda faço exames semestrais(sangue,fezes etc..) e peço ao médico hiv sempre tudo normal. O trauma de ter sido contaminado me rondou de uma forma que foram 30 dias onde uma coceira eu achava que era hiv. Eu sou leigo no assunto, mas fui ler um pouco e pude perceber que é possível ter uma vida ”normal” e que os efeitos dos medicamentos parecem ser os ”vilões” da vida de vocês, todavia, nada comparado com os efeitos do preconceito. Eu não tenho Hiv, mas mesmo que viesse a ter depois de ter lido algumas coisas acho que n corro mais o risco de pensar em suicídio ou ter um choque advindo de uma sensação de que vou morrer dentro de poucos dias como eu puderá ter pensado antes,queria dizer a vocês que convivem com o vírus, que ergam a cabeça sempre, pq a felicidade tem espaço para quem deixa ela entrar ,e foi graças a leitura dos depoimentos que tive um esclarecimento a cerca,na verdade, acho que hoje eu dou mais valor as pessoas e aos momentos da nossa vida,os detalhes,o simples,como ver o sol a cada dia por várias questões e que preconceito é danoso independente para quem ele se direciona.Por isso, hoje eu leio mais sobre o assunto, e com certeza,não deixaria de ter um amigo, ou lançaria fora um amor da vida por puro preconceito.Afastar das pessoas ? jamais! não vou ser hipócrita, não espero ter jamais o vírus, nenhum deles,porém, a felicidade de cada tratamento moderno,cada descoberta,será a minha também,mesmo n sendo portador, hj tenho mais motivos para me sentir feliz pq vou me despedindo do preconceito, me despedindo do medo, e dando lugar a uma nova maneira de olhar o mundo.!

  18. Nana diz

    Galera boa noite como faco para localizar vcs no aplicativo…o meu e nanavida…estou perdida ….

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